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Quem Faz

JOÃO BOSCO RABELLO está no jornalismo político desde 1977, em Brasília, onde participou da cobertura do período que vai da abertura do regime militar à Assembléia Nacional Constituinte de 88, passando pela redemocratização, com a eleição e morte de Tancredo Neves, o primeiro governo civil, de José Sarney e os que o sucederam.

Iniciou sua carreira em 1974, no extinto Diário de Notícias, no Rio de Janeiro (RJ). Transferiu-se para Brasília (DF), em 1977, onde alternou as funções de repórter político,coordenador, editor e diretor de sucursal, no Correio Braziliense, Empresa Brasileira de Notícias, O Globo, Jornal do Brasil e o Estado de S.Paulo (1990/2013), nessa ordem.

É responsável também pelo conteúdo de análise política do serviço em tempo real Broadcast, da Agência Estado.

quinta-feira 27/02/14

Absolvição por quadrilha não reduz dano político

A absolvição já prevista pela acusação de formação de quadrilha não revoga as sentenças principais às quais foram condenados os réus do mensalão e que reconhecem a existência do crime pelo qual já cumprem a pena. A formação de quadrilha, à qual foram condenados anteriormente, foi revista hoje por um tribunal acrescido de dois ministros que não participaram da primeira fase do julgamento e cujos votos foram decisivos para inverter o placar original, dando maioria de um voto pela revogação dessa ...

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quarta-feira 26/02/14

Dilma empurra PMDB para o coro de “Volta, Lula”

A resposta do governo ao PMDB destoa pela forma, mais do que pelo conteúdo – este também impróprio para uma parte dos negociadores que pretende efetivamente chegar a um acordo político. Como os atores desse processo não desconhecem o mais elementar da arte da negociação política, deve se deduzir que a presidente Dilma Rousseff, através de seu porta-voz, o ministro Aloísio Mercadante, decidiu mesmo hostilizar o partido. Entre a negativa e a rispidez está o espaço de negociação que esta última retira ...

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terça-feira 25/02/14

Lula mantém tensão sobre Dilma

A entrevista da presidente Dilma Rousseff em Bruxelas, entre outras avaliações, permitiu confirmar as divergências entre ela e o ex-presidente Lula, o que tira a questão do plano especulativo, sempre atribuído à imprensa, para o plano da informação. O cacoete de atribuir à imprensa a invenção de toda informação que não convém vir a público está contida na declaração da presidente. Ao tempo em que adverte os jornalistas de que são inúteis as tentativas de intrigá-la com o ex-presidente, confirma que dele ...

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terça-feira 25/02/14

Bloco de ministros mantém governo refém do curto prazo

Contra um bloco, outro bloco. Assim o governo reagiu ao anúncio da base aliada de formação de um bloco para aumentar e dar consequência prática à pressão pelo atendimento de reivindicações que cozinham em banho-maria no Planalto. Um grupo de 12 ministros ocupará o balcão de atendimentos do Executivo no Congresso Nacional.

Abstraindo-se o formato, é mais do mesmo. O gesto de descer à planície para ouvir as queixas e demandas não é suficiente – como demonstra a permanência do bloco da situação -, para apaziguar os ânimos. A tropa do Planalto vai ouvir e negociar – o que, de resto, vem ocorrendo sem resultados em reuniões esparsas.

Por incapacidade ou por resistência – ou ambos -, o governo estreitou o tempo para as negociações, tornando-se refém do curto prazo para encontrar saídas que preservem o engajamento de sua base , principalmente do PMDB,  nas eleições gerais deste ano. Esse mal já está feito, a missão agora é remediá-lo, amenizando seus efeitos.

No cenário fisiológico que rege as relações entre partidos e governantes no Brasil, a resistência do Executivo é sempre uma virtude. Mas o governo parece ter cometido um erro de cálculo ao levar ao estresse o embate em ano eleitoral, quando os políticos jogam suas fichas na renovação dos mandatos.

O questionamento que continua presente nos insatisfeitos que se amontoam no bloco de oposição da base aliada é quanto à autonomia dos ministros para tomar decisões. Se não a tinham individualmente, porque unidos em um bloco passariam a tê-la?

O mutirão de ministros não terá autonomia para decidir casos que estão fora de sua alçada, a começar pela distribuição de cargos na reforma ministerial. Esses cargos só são cobiçados no último ano de mandato da presidente Dilma pela influência eleitoral que possam exercer.

São ministérios tampões, impondo uma negociação imediata em que o apelo da continuidade , condicionado à reeleição da presidente, tem pouca ou nenhuma valia. Há pouco a fazer em relação às emendas diante do contingenciamento imposto pela meta de superávit fixada há dias na tentativa de ir além da declaração de intenções junto ao mercado.

O bloco de ministros, assim, continua sendo uma instância intermediária submetida à forte concentração de decisões na presidente da República. Esta, por sua vez, tenta se equilibrar entre as pressões de PT e PMDB, cuja disputa eleitoral se trava à margem dos interesses do governo ou, pelo menos, os coloca em plano secundário.

É essa disputa que orienta o PMDB na mesa de negociações e que acaba por fortalecer a ação do líder do partido na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), produzindo em consequência a fragilização do Vice Presidente Michel Temer, cujo papel institucional o submete compulsoriamente à defesa do governo também.

Em tempos de guerra – como se caracteriza a eleição para os partidos políticos -, o general na frente de batalha ganha supremacia informal sobre o comandante que traça a estratégia a partir do gabinete. É o que ocorre hoje em relação a Temer e Cunha – o primeiro empenhado em conciliar interesses do governo e do partido; o líder, ocupado apenas do segundo.

O desafio da presidente continua sendo o de administrar a luta entre PT e PMDB. Para isso, terá de ser mais firme com seu partido e mais condescendente com o aliado que se ressente da falta de isonomia no tratamento político.

 

Trata-se de focar nas demandas essenciais a um e a outro, deixando o desgaste para as que, não atendidas, causem menos problema.

 

 

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segunda-feira 24/02/14

Socorro de Lula amplia desgaste de Dilma

A julgar pelas preocupações manifestadas pelo ex-presidente Lula, as dificuldades políticas do governo são maiores do que a conveniência eleitoral permite debater. A essa altura da disputa, o debate interno é substituído por ações objetivas, sob pena de estender a paralisia administrativa ao campo político.

Pelo que se recolhe de interlocutores do ex-presidente, ele não discorda do diagnóstico que detecta na personalidade centralizadora da presidente Dilma Rousseff o obstáculo principal à remoção das dificuldades de seu governo. Menos pelo ...

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quinta-feira 20/02/14

Renuncia de Azeredo já é efeito do julgamento do mensalão

Qualquer que seja a decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o caso do ex-deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que renunciou ao mandato depois de formalizado o pedido da Procuradoria-Geral pela sua condenação, o episódio registra um avanço no comportamento político. À parte as interpretações sobre as motivações da renúncia - se manobra jurídica ou de foro intimo -, o fato representa uma mudança de postura no corporativismo que vinha marcando a condução dos partidos em relação aos seus réus ...

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terça-feira 18/02/14

Oposição não capitaliza revezes do governo

A pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), que mantém o favoritismo da presidente Dilma Rousseff na corrida eleitoral, confirma o diagnóstico já registrado neste blog, de que a oposição não soube, até aqui, capitalizar o mau momento do governo, refletido nos índices econômicos desfavoráveis. A combinação dos índices de preferência por Dilma em 43% com os de queda na aprovação pessoal e de governo indica que a insatisfação da população com a gestão petista não se materializou em votos para ...

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segunda-feira 17/02/14

Projeto de Cardozo agrava risco de violência na Copa

A julgar pelo texto que se dá como certo para ser enviado pelo governo ao Congresso, o ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, insistirá na liberdade para uso de máscaras pelos manifestantes em protestos de rua. Mesmo sabendo que são esses que irradiam a violência. O governo desconhece a recente pesquisa que registra o repúdio de 90% da população carioca ao uso de máscaras, o que remete à indagação sobre para qual minoria  endereça o projeto com o qual  pretende conter a ...

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segunda-feira 17/02/14

Fernando Henrique na campanha revive polarização PT/PSDB

A participação cada vez mais intensa do ex-presidente Fernando Henrique na orientação estratégica do PSDB, e seus conteúdos em textos e em fóruns privados dos quais participa, indicam que rivalizará com o ex-presidente Lula na campanha presidencial deste ano. Ambos movimentam as candidaturas de seus partidos, revivendo a polaridade que marca há duas décadas as eleições brasileiras entre PT e PSDB. Excluído da última campanha do partido, pela opção equivocada de negar a privatização, Fernando Henrique parece cada ...

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