1. Usuário
Assine o Estadão
assine

Quem Faz

JOÃO BOSCO RABELLO está no jornalismo político desde 1977, em Brasília, onde participou da cobertura do período que vai da abertura do regime militar à Assembléia Nacional Constituinte de 88, passando pela redemocratização, com a eleição e morte de Tancredo Neves, o primeiro governo civil, de José Sarney e os que o sucederam.

Iniciou sua carreira em 1974, no extinto Diário de Notícias, no Rio de Janeiro (RJ). Transferiu-se para Brasília (DF), em 1977, onde alternou as funções de repórter político,coordenador, editor e diretor de sucursal, no Correio Braziliense, Empresa Brasileira de Notícias, O Globo, Jornal do Brasil e o Estado de S.Paulo (1990/2013), nessa ordem.

É responsável também pelo conteúdo de análise política do serviço em tempo real Broadcast, da Agência Estado.

sexta-feira 31/01/14

Rompimento no Rio desidrata Dilma e PT

Não é das mais confortáveis a situação do senador Lindbergh Farias (PT-RJ) no cenário eleitoral carioca. Causa fundamental do rompimento do seu partido com o governo do PMDB, sua candidatura à sucessão estadual sofre significativa oposição interna, sobretudo dos prefeitos do PT. Não só pelo que afeta nas relações administrativas entre essas prefeituras e o governo, fomentador de obras ...

Ler post
quinta-feira 30/01/14

Governo constrói passivo de denúncias sem respostas

O governo convive perigosamente com denúncias que podem gerar custo político mais adiante, numa indiferença calculada, reservando-lhes o arquivo destinado a guardar tudo aquilo que se põe na conta de “coisas da oposição”. Não faz a prudente distinção entre casos que tendem a desaparecer do noticiário pela inconsistência e aqueles que permanecem porque foram mal ou não respondidos. A exploração política de casos desabonadores, não os tornam mentirosos e nem alvo de anistia automática. Significa dizer que denúncias precisam ser respondidas ...

Ler post
quinta-feira 30/01/14

Lei anticorrupção afetará financiamentos de campanha?

Ainda não é possível estabelecer uma relação de causa e efeito entre a Lei Anticorrupção, em vigor desde hoje, e o ânimo das empresas para o financiamento de campanhas eleitorais, que têm da prática uma visão de investimento. Teoricamente, o rigor da nova legislação, que pune a facilitação de negócios nas relações da iniciativa privada com governos, reduzirá a margem de artifícios para o retorno do eleito ao seu patrocinador. A maioria das empresas que se dispõem a financiar campanhas investem recursos ...

Ler post
quarta-feira 29/01/14

Brasília no mapa de socorro de Lula

Apesar de uma estrutura publicitária mais profissional, o governador Agnelo Queiroz (PT-DF) não conseguiu reverter a percepção negativa de sua gestão , contrariando as expectativas iniciais que o favoreciam diante do escândalo de seu antecessor, deposto e preso, José Roberto Arruda.

Agnelo não conseguiu capitalizar politicamente o episódio , passando a primeira metade de seu governo cativo de uma introspecção misteriosa.  Assustado tardiamente com o índice de desaprovação, recebeu a ajuda do Palácio do Planalto que introduziu em sua estrutura perfis experimentados, como o ex-ministro da Justiça, Luis Paulo Barreto, hoje na iniciativa privada, e Swendeberger Barbosa , seu chefe da Casa Civil atual.

A “intervenção branca” como foi rotulado o ingresso desses dois funcionários federais, melhorou a gestão, especialmente por estabelecer uma relação mais impositiva com uma Câmara Distrital que se caracterizava, desde o governo Arruda, pela promiscuidade. Mas a busca do tempo perdido parece limitada a esse efeito, invisível ainda ao eleitor.

Em parte, a dificuldade de Agnelo se deve à percepção de que, apesar da corrupção que acabou produzindo seu impeachment , Arruda tinha uma gestão mais eficiente. A frustração com Agnelo preservou um porcentual de apoio ao ex-governador do DEM, que lhe motiva hoje a tentar nova eleição, não necessariamente para o Executivo.

Mais: pelas mesmas razões, Agnelo trouxe a parcela do eleitorado uma nostalgia de Joaquim Roriz. Arruda e seu antecessor e padrinho político – também seu algoz- , agora se unem num pragmatismo a qualquer prova, para rearticular as forças conservadoras que predominaram no comando da Capital desde o primeiro dia de sua autonomia política.

O governador petista chega à fase da pré-campanha com índices que desautorizam o mais ferrenho otimista, antecipando o clima de sucessão, agora embalado em nova dinâmica trazida pela ex-senadora Marina Silva, cujo apoio é disputado pelo candidato natural do PSB, o senador Rodrigo Rollemberg, e pelo pedetista Antonio Reguffe.

Marina tem em Brasília seu patrimônio eleitoral mais expressivo: foi na Capital que teve sua maior votação na eleição presidencial de 2010, o que a torna um cabo eleitoral indispensável. O governador, segundo interlocutores políticos, precisará de um apoio ostensivo do ex-presidente Lula, para ter alguma chance de reverter ou reduzir sua inferioridade eleitoral que, para muitos, está consolidada.

Ler post
terça-feira 28/01/14

Rompimento PT/PMDB fragiliza votação de Dilma no Rio

O desfecho do conflito da aliança PT/PMDB no Rio, com a saída do primeiro da estrutura de governo, não se estende, em princípio, à aliança nacional pela reeleição de Dilma Rousseff. Mas estabelece, desde já, uma ruptura nas eleições do Estado, com efeitos na presidencial, de intensidade variável, proporcional ao vigor da presidente na campanha.

O PMDB se envolverá na campanha estadual em oposição ao PT e, dada à força e capilaridade de sua estrutura partidária no Rio de ...

Ler post
terça-feira 28/01/14

Acidente no Rio desautoriza otimismo com segurança na Copa

O desabamento da passarela no Rio, que deixou quatro mortos hoje pela manhã, é um episódio, entre muitos, que exibem o despreparo do Estado em áreas nas quais deveria estar presente, mas está ausente. O acidente envolve tráfego e segurança numa só tragédia, numa via de importância estratégica na cidade. O caminhão basculante que deu causa ao acidente transitava em local proibido naquele horário a veículos pesados de carga. Não obstante, circulava com a carroceria levantada, numa infração construída muito antes ...

Ler post
segunda-feira 27/01/14

PT perdeu capital econômico e político

Desconsiderada a dissimulação legítima em ano eleitoral, o PT já absorveu o segundo turno como realidade, o que está plenamente demonstrado nas manifestações de autocrítica feitas, simultaneamente, para públicos distintos e antagônicos. O mundo capitalista foi o ambiente  para a presidente Dilma Rousseff; o da militância, para Gilberto Carvalho, Secretário-Geral da Presidência  e homem de confiança do ex-presidente Lula. Dilma e Carvalho investem com promessas de mudanças sobre dois públicos hostis aos rumos do governo, tanto no campo econômico quanto no ...

Ler post
segunda-feira 27/01/14

As sequelas do mensalão no STF

A polêmica em torno de um procedimento burocrático derivado da sentença final, expõe as feridas abertas durante o longo processo. O caso Cunha é ilustrativo da permanência do conflito por ter sido, entre outros, condenado pelos 11 ministros do tribunal, o que supostamente deveria tornar irrelevante a quem cabe a emissão do mandado de prisão. Ao que se sabe,  deixar a providência  para a fase de sua interinidade no recesso do Judiciário, foi avaliada como provocação de Barbosa a colegas. Por esse raciocínio, ...

Ler post
sexta-feira 24/01/14

Acima do tom

Foi maior do que possa ter ficado sugerida a repercussão negativa da declaração do advogado Alberto Toron comparando a viagem do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, ao exterior aos rolezinhos em voga no país. Além do tom acima do que deve reger as relações de advogado e juiz, a frase reafirma a distorção que imputa a Barbosa toda a responsabilidade pela condenação dos réus do mensalão – uma decisão do colegiado de ministros. Barbosa já considerou incivilizada a declaração ...

Ler post