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Quem Faz

JOÃO BOSCO RABELLO está no jornalismo político desde 1977, em Brasília, onde participou da cobertura do período que vai da abertura do regime militar à Assembléia Nacional Constituinte de 88, passando pela redemocratização, com a eleição e morte de Tancredo Neves, o primeiro governo civil, de José Sarney e os que o sucederam.

Iniciou sua carreira em 1974, no extinto Diário de Notícias, no Rio de Janeiro (RJ). Transferiu-se para Brasília (DF), em 1977, onde alternou as funções de repórter político,coordenador, editor e diretor de sucursal, no Correio Braziliense, Empresa Brasileira de Notícias, O Globo, Jornal do Brasil e o Estado de S.Paulo (1990/2013), nessa ordem.

É responsável também pelo conteúdo de análise política do serviço em tempo real Broadcast, da Agência Estado.

quinta-feira 31/10/13

O risco da dubiedade como estratégia

O ministro-chefe da Secretaria-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, continua a voz destoante na abordagem de fatos em que governo e PT divergem. Desta vez, como de outras, Carvalho privilegia a posição partidária ao defender a abertura de diálogo com o grupo black blocs, em oposição à presidente Dilma Rousseff, que cobra ação enérgica dos poderes constituídos contra as ações do mesmo grupo. Dilma chegou a classificar de barbárie os atos de violência promovidos pelo black blocs : “É necessário ...

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quinta-feira 31/10/13

PT vai pintar oposição como algoz do bolsa-família

A celebração dos 10 anos do bolsa-família, além de restringir o benefício à era Lula, ignorando sua origem e aplicação anteriores, tem o sentido claro de trazer para a campanha política o tema da inclusão social, em contraponto à economia que os adversários já elegeram como o ponto vulnerável do governo Dilma.

Também responde às críticas feitas à ausência de um sistema de inclusão gradual dos beneficiários no mercado de trabalho, retirando do programa a característica de mesada.

Nesse ...

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quarta-feira 30/10/13

Lula recomenda o zelo que não tem pela memória política

A máxima do ex-ministro Nelson Jobim, de que em política até a raiva é combinada, não poderia encontrar melhor ambiente para ser proferida do que o escolhido pelo autor - a cerimônia de celebração dos 25 anos da Constituição de 88, no plenário do Senado. Não pelo ambiente físico, mas político. Lá estavam os presidentes do Senado e da Câmara, Renan Calheiros (PMDB-AL) e Henrique Alves (PMDB-RN), respectivamente, dois ex-presidentes da República, José Sarney (PMDB-AP) e Luis Inácio Lula da Silva, ...

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segunda-feira 28/10/13

Indefinição do PSDB favorece avanço de Campos

Deve ser preocupante para o PSDB a informação de que o PPS está a um passo de uma aliança com o PSB, pela antecipação que o fato, se confirmado, representará na previsível disputa entre o governador de Pernambuco, Eduardo Campos e o senador tucano, Aécio Neves (MG), pelal liderança eleitoral no campo da oposição.

A possibilidade, que alguns dão como certeza supostamente transmitida ao governador, dá mais nitidez também à vulnerabilidade do PSDB ditada pela indefinição do candidato oficial do partido. As últimas semanas demonstraram claramente que o acerto interno que pôs fim à ameaça do ex-governador José Serra de deixar o partido, antes de meramente protocolar, passa pela admissão de sua candidatura.

O que devolve o conflito do partido à estaca zero. Se para Campos, a zona de incerteza que passou a existir em relação à sua candidatura desde a filiação da ex-ministra Marina Silva, é suspense que ajuda a ampliar a sua visibilidade, para Aécio é perda de tempo precioso numa fase da campanha em que dividir a vitrine com um possível candidato com recall maior que o seu, os torna rivais e não parceiros.

É um círculo vicioso: se não há clareza quanto ao candidato, não haverá retorno claro também dos potenciais adeptos da candidatura, o que ocorre nesse momento com o PSB. A diferença é que o PSB ganhou fôlego com a chegada de Marina e o suspense sobre a candidatura tem vida curta. Enquanto dura, ajuda a manter o partido em cena. No caso do PSDB, é disputa que já passou do ponto de saturação, desde a campanha anterior.

A dúvida recorrente sobre Aécio é quanto à sua determinação em ser candidato, decorrente de uma oposição considerada ainda tímida demais, e que a existência de dois possíveis candidatos agrava. Trocando em miúdos, ceder à pressão de Serra transmitiu a dúvida quanto à sustentação da candidatura pelo senador.

Campos vai disputar votos tanto no segmento eleitoral de Aécio quanto no de Dilma Rousseff, o que já levou à intensificação da campanha aberta da presidente – agora, escancarada. Mas o PSDB, ao contrário, parece imobilizado pelo conflito interno. É o que leva Aécio a fazer chegar ao governador paulista Geraldo Alckmin sua urgência por uma demonstração de apoio explícito, porque o PSB também já está batendo à porta do governador para ser seu vice.

O PSB já tem participação no governo de Alckmin, o que torna natural seu assédio pela formação de uma chapa estadual pleiteada pelo presidente do partido no Estado, Márcio França. O governador Eduardo Campos já voltou a jogar pontes para o segmento do agronegócio estimulado pela ausência de um sinal mais nítido de aproximação do DEM com o senador tucano.

Campos não considera perdido o apoio do setor depois do chega pra lá de Marina Silva no deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), uma das lideranças ruralistas. Já emitiu sinais ao deputado que podem não sugerir nada por enquanto, mas que pode ter efeito retardado quando Campos assumir a cabeça da chapa com Marina de vice. Na política, casos como o de Marina versus Caiado, são comuns, assim como as composições também.

Essa área, protagonizada pelo DEM, já tinha seu apoio a Aécio considerado certo, mas a abordagem do governador a expressões do agronegócio como o ex-ministro, Roberto Rodrigues, pode avançar na direção de um apoio mais consistente. Afinal, conforme o vazamento do encontro de ambos, Campos saiu com o recado de que o apoio dependerá do nome do cabeça de chapam – se ele ou Marina.

Ou seja, se Marina candidata pode representar perda de votos para Campos no segmento eleitoral de Aécio, o contrário, Campos candidato, pode tirar votos do senador em seu eleitorado. É o que fica claro da resposta de Rodrigues ao governador, ainda que a tenha restringido ao seu universo.

 

 

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quinta-feira 24/10/13

Fim do voto secreto para tudo prolongará mais o debate

Algumas decisões políticas que parecem representar um avanço podem embutir armadilhas, propositais ou não, que na prática as tornam ineficazes. Parece esse o caso da aprovação, ontem, pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ), da proposta de emenda constitucional que extingue o voto secreto no Parlamento para todas as matérias. A primeira consequência será a de protelar o desfecho da discussão, ao contrário do que sugere a decisão, aparentemente um passo para a mudança. Como não há consenso no ...

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terça-feira 22/10/13

Leilão de Libra já é forte ativo eleitoral de Dilma

O debate técnico sobre a necessidade de rever o modelo de partilha adotado para o leilão de Libra, que se estenderá até o próximo, daqui a três anos, não tira o relativo sucesso da operação de ontem , que se constitui, desde já, em importante ativo eleitoral para a reeleição da presidente Dilma Rousseff. O consenso extraído das primeiras repercussões entre especialistas é o de que o resultado não foi o melhor possível, mas não deixou de ser sólido,  dada a ...

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quinta-feira 17/10/13

Debate econômico ainda não sensibiliza eleitor

É muito improvável a assimilação, pelo eleitor médio, de termos presentes no debate  que se trava hoje em torno da economia brasileira. Especialistas preveem a predominância da economia na pauta da campanha eleitoral, mas ela só se dará com tal intensidade caso sua gestão atual produza um grau de deterioração capaz de fazer-se sentir no bolso do contribuinte. Nesse caso, o problema poderá ser traduzido com facilidade para o cotidiano do eleitor, com evidentes prejuízos para a candidatura oficial. Seria o ...

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quarta-feira 16/10/13

PSDB acha que crescimento de Dilma é inferior à sua exposição

Ainda no rastro da recente pesquisa Datafolha, a primeira após o anúncio da aliança Marina Silva/Eduardo Campos, o PSDB acrescenta um dado de realidade com o qual busca respaldar a leitura favorável que faz dos números. Além do crescimento do senador Aécio Neves, embora insuficiente para livrá-lo da concorrência de José Serra, o partido registra que a performance da presidente Dilma Rousseff, entre 37% e 42% , conforme as simulações, é índice obtido no auge de sua exposição como ...

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terça-feira 15/10/13

PSB dá espaço para Marina mostrar sintonia com Campos

Daqui em diante, não haverá gestos ou falas casuais e nem personagens escolhidos gratuitamente  para vocalizar as críticas, de parte a parte, entre os candidatos que se dizem ainda em pré-campanha.  A cada mensagem precede uma cuidadosa reflexão que envolve desde a percepção do candidato até a estrutura de marketing que o apoia, como já ficou claro em primeiro lugar com relação à presidente Dilma Rousseff. Sua agenda passou a ser orientada pela pauta eleitoral até mesmo do ângulo geopolítico, o ...

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