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Quem Faz

JOÃO BOSCO RABELLO está no jornalismo político desde 1977, em Brasília, onde participou da cobertura do período que vai da abertura do regime militar à Assembléia Nacional Constituinte de 88, passando pela redemocratização, com a eleição e morte de Tancredo Neves, o primeiro governo civil, de José Sarney e os que o sucederam.

Iniciou sua carreira em 1974, no extinto Diário de Notícias, no Rio de Janeiro (RJ). Transferiu-se para Brasília (DF), em 1977, onde alternou as funções de repórter político,coordenador, editor e diretor de sucursal, no Correio Braziliense, Empresa Brasileira de Notícias, O Globo, Jornal do Brasil e o Estado de S.Paulo (1990/2013), nessa ordem.

É responsável também pelo conteúdo de análise política do serviço em tempo real Broadcast, da Agência Estado.

domingo 29/09/13

PMDB pensa troca de Cabral por Pezão para neutralizar Lindbergh

O PMDB do Rio prepara a saída de Sérgio Cabral do cargo em janeiro, como forma de evitar a consolidação da candidatura do senador Lindbergh Farias (PT) à sua sucessão, embalada pelo desgaste do governador – o maior entre tantos produzidos pelos protestos de rua do mês de junho. Cabral, na verdade, foi o fator de prolongamento das manifestações. A perda de capital político do governador estimulou Lindbergh, cuja pretensão de concorrer vinha sendo contida em nome da aliança nacional entre ...

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segunda-feira 23/09/13

Campos aposta na piora do governo

Ao tomar a iniciativa de entregar os cargos do PSB no governo, o que significa deixar sua base de sustentação, o governador de Pernambuco e presidente da legenda, Eduardo Campos, deu o sinal até aqui mais eloquente da irreversibilidade de sua candidatura presidencial em 2014. Sua cautela em não fazer oposição imediata ao governo que ajudou a eleger, preserva as condições para eventual  aliança no segundo turno. O desembarque associado à disputa presidencial se encaixa na meta do governador de dar visibilidade ...

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quarta-feira 18/09/13

Mensalão – ainda uma questão de tempo

A guinada na reta final do julgamento do mensalão reafirma a imprevisibilidade do comportamento de juízes, que se deve ter em conta hoje também, antes de arriscar qualquer antecipação do voto decisivo do ministro Celso de Melo. Mas nada impede que se aplique a lógica que leva ao desempate em favor dos réus. Além da jurisprudência pessoal que formou a respeito dos embargos infringentes em outros julgamentos,  o ministro Celso de Melo sinalizou mais de uma vez , no curso deste, ...

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terça-feira 17/09/13

Incógnitas de 2014

Mais incertezas que certezas predominam nos cenários dos partidos em relação à eleição presidencial de 2014. Nessa fase de pré-campanha, a principal incógnita, determinante para decisões estratégicas, ainda continua sendo a performance do governo federal até o início efetivo da fase da campanha, no segundo semestre do próximo ano.

Se admitida a hipótese de o governo federal evitar uma piora da economia, mantendo os indicadores atuais de emprego, inflação e algum investimento, o consenso é o de que a presidente Dilma Rousseff sustenta seu favoritismo, embora não possa mais sonhar com vitória no primeiro turno.

Nesse cenário, para o adversário ainda considerado o principal, o PSDB, as candidaturas de Martina Silva e do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, são garantia de um segundo turno, mas os tucanos trabalham também com cenário sem o pernambucano, o que demonstra que não é só o ex-presidente Lula que considera sua candidatura reversível.

O raciocínio de Lula e do PSDB coincidem em relação a Campos. Sua candidatura, com apoio solitário só do PPS, tem um grau de precariedade muito grande, mesmo para quem se dispõe a concorrer apenas como estratégia de recall para 2018 e de ampliação da bancada do PSB. Não haveria relação custo/benefício em largar o governo de Pernambuco e romper com o federal para retorno tão pequeno e possível em outro prazo.

No PSDB, o raciocínio é feito a portas fechadas, cautela que não frequenta as preocupações de Lula. Este, cuida de evitar a ruptura por iniciativa do governo do PT,  por acreditar que na hipótese de renúncia de Campos, pode entrar com mais cacife na disputa pelo seu apoio, não só na campanha, mas num segundo turno.

O PSDB reconhece que a desistência do governador é muito ruim para a candidatura de Aécio Neves, mas considera essa possibilidade realista. Campos precisa cuidar de seu quintal para não perder o controle da própria sucessão e a liderança política do partido. Sua candidatura hoje incomoda governos de oposição – não apenas o de Cid Gomes, no Ceará -, pelo efeito da ruptura com o governo federal no equilíbrio econômico das gestões estaduais.

Não sendo candidato, a participação do governador na campanha puxa votos à esquerda do PSDB, importante na região sudeste.  Da mesma forma, a perspectiva de unir a região nordeste seria maior como governador do que como candidato. Indicativos de que fora da disputa, será assediado por PT e PSDB. Dentro, sua perspectiva é só com os tucanos.

Aqui já se tem incertas a circunstância do governo na campanha e se ela terá ou não o PSB, além da imprevisibilidade sobre os efeitos da hostilidade de José Serra ao candidato de seu partido, Aécio Neves – consequência das eleições de 2010, quando a ala paulista tucana atribuiu a derrota a um suposto corpo mole do senador mineiro.

De Marina Silva, acredita-se que concorrerá de qualquer forma, com o Rede Sustentabilidade, partido que tenta registrar, ou por outro, provavelmente o PEN (Partido Ecológico Nacional). E tem-se por certo, que ela manterá seu patamar de 20% registrado nas últimas eleições. O porcentual a mais verificado este ano – em torno de 6% -, é debitado á conta dos eleitores de PT e PSDB já saturados com a polarização que se arrasta há décadas.

Segundo especialistas de ambos os lados, esse porcentual se distribui na hora da eleição, devendo servir como parâmetro para referenciar a força de Marina, os mesmos 20% obtidos em 2010.  Que o PSDB espera reduzir na medida em que Aécio crescer na disputa, perspectiva  concreta para os tucanos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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domingo 15/09/13

Senadores veem digital do Planalto no voto aberto

O senador Sérgio Souza (PMDB-PR) comprou uma briga com o próprio partido ao defender o voto aberto em todos os casos no Congresso. Colegas veem o dedo do governo na sua tentativa de abrir todas as votações na Casa, o que ajudaria o Executivo a ter maior controle sobre os parlamentares. Souza é suplente da ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e teria “um pé” no Palácio do Planalto. Ele é relator da Proposta de Emenda à ...

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quarta-feira 11/09/13

Mensalão, o principal está feito

A etapa final do julgamento do mensalão, que começa hoje com a análise da admissibilidade dos chamados embargos infringentes, é de vital importância para a democracia brasileira, muito mais pela relação que guarda de rompimento com um ciclo histórico de impunidade, do que pela extensão das penas. Que é do que tratará, em suma, o Supremo Tribunal Federal a partir de agora. Uma vez afastada a hipótese de liberdade para os condenados em última instância, que configuraria a famosa pizza nacional e ...

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segunda-feira 09/09/13

Líderes cogitam votar Código de Mineração próprio para destrancar pauta

Está em gestação entre os líderes partidários uma manobra para destrancar a pauta da Câmara, bloqueada pela urgência constitucional aplicada pelo governo a três projetos, entre eles, o Código de Mineração. Os outros dois são a renegociação de dívidas das Santas Casas de Misericórdia, e a criação da Anater (Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural). Como só o Código de Mineração é polêmico, a idéia que ocorre a algumas lideranças, é copiá-lo integralmente, só que apresentá-lo tendo por autor ...

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sexta-feira 06/09/13

PMDB despacha plebiscito de Dilma

O líder do PMDB, deputado Eduardo Cunha (RJ), vai relatar o projeto de plebiscito sobre a reforma política, apresentado na Câmara pelo PT, com respaldo burocrático do PSB, PDT e PCdoB. Cunha liderou a oposição à consulta popular, e a indiferença do governo à sua relatoria dá a medida do desinteresse pela matéria. Fosse para valer, e não um factóide, o assunto estaria blindado pelo Planalto. A escolha do líder do PMDB para relatar o projeto na Comissão de Finanças da ...

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quinta-feira 05/09/13

Populismo encurralou Congresso

Parecem inúteis os esforços do PMDB para negar o mal estar entre suas bancadas do Senado e o da Câmara, após a decisão unilateral do presidente Henrique Eduardo Alves (RN) de pôr em votação o projeto que extingue o voto secreto em qualquer circunstância. A votação não só surpreendeu o presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), como impôs dificuldades para se criar exceções à decisão dos deputados. Na esteira da absolvição parlamentar do deputado Natan Donadon (PMDB-RO),  condenado pelo STF e ...

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