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Quem Faz

JOÃO BOSCO RABELLO está no jornalismo político desde 1977, em Brasília, onde participou da cobertura do período que vai da abertura do regime militar à Assembléia Nacional Constituinte de 88, passando pela redemocratização, com a eleição e morte de Tancredo Neves, o primeiro governo civil, de José Sarney e os que o sucederam.

Iniciou sua carreira em 1974, no extinto Diário de Notícias, no Rio de Janeiro (RJ). Transferiu-se para Brasília (DF), em 1977, onde alternou as funções de repórter político,coordenador, editor e diretor de sucursal, no Correio Braziliense, Empresa Brasileira de Notícias, O Globo, Jornal do Brasil e o Estado de S.Paulo (1990/2013), nessa ordem.

É responsável também pelo conteúdo de análise política do serviço em tempo real Broadcast, da Agência Estado.

sábado 27/04/13

Senado restabelece mestrado obrigatório para professores

Após um cochilo do governo, o Senado derrubou na última semana a norma que dispensava o diploma de pós-graduação para ingresso na carreira de magistério superior. A Comissão de Educação aprovou na quarta-feira (24) projeto de lei do líder do PSDB, senador Aloysio Nunes Ferreira (SP), que restabelece a obrigatoriedade de mestrado ou doutorado para professores de nível superior, conforme prevê a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB). A matéria - que foi tratada neste blog na semana ...

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quinta-feira 25/04/13

Cid Gomes e líder do PSB protagonizam bate-boca no plenário do Senado

Cid Gomes, governador do Ceará – Foto: Beto Barata / Estadão

A temperatura subiu ontem à noite, no plenário do Senado, durante o encontro entre o governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), e o líder socialista na Casa, senador Rodrigo Rollemberg (DF). Ambos não se falavam desde que Cid Gomes elevou o tom nas declarações à imprensa, posicionando-se contra a candidatura presidencial do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, presidente nacional do PSB. Cid defende o apoio do PSB à reeleição de Dilma Rousseff. O encontro acabou num constrangedor bate-boca, que expôs ...

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terça-feira 23/04/13

Campos vai a Mantega cobrar atraso nos recursos para Estados governados pelo PSB

A agenda do ministro da Fazenda, Guido Mantega, registra uma audiência amanhã, às 12 horas, com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Confirmada pela assessoria do ministério a este blog. Um encontro que há um ano não despertaria maior atenção política e, certamente, seria tratado como de trabalho entre um governador aliado e a área econômica do governo. Hoje candidato dissidente à presidência da República, a visita de Campos se reveste de importância e , pela pauta do governador, produzirá mais um ...

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terça-feira 23/04/13

Feliciano já tem uma comissão para chamar só de sua

Do Analise Política on Line, serviço da Agência Estado para assinantes, recolho o cenário pós – “guerra santa” na Comissão de Direitos Humanos da Câmara, que agora o Pastor Feliciano pode chamar de sua. Ao final, comento.

 “A renúncia de deputados do PT da Comissão de Direitos Humanos, anunciada semana passada, foi um gesto político que, na prática, cria uma comissão evangélica na Câmara, com poder exclusivo em seu âmbito.

De resto, desde sempre o objetivo do grupo do polêmico pastor Marco Feliciano (PSC-SP) ao tomar de assalto a comissão, comandada historicamente por militantes de esquerda.

O afastamento desses deputados não impede que a comissão continue a trabalhar e a votar propostas. O colegiado é formado por 18 titulares e mesmo número de suplentes. Precisa de ao menos 10 deputados para funcionar, e soma 13 com a saída dos quatro titulares do PT e um do PSol.

Esses 13 deputados, dos quais oito integram a Frente Parlamentar Evangélica, já têm tentado se reunir mesmo em meio ao tumulto gerado pelos protestos contra a presidência de Feliciano.

O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), tem poder para indicar de ofício os integrantes faltantes. Mas ele só é obrigado a decidir na ausência de quórum que inviabilize o funcionamento da comissão.

Não há indicações de que, sendo facultativo, Alves tenha interesse político em fazê-lo. Ele deixou de tomar essa atitude em relação à Comissão de Direitos Humanos quando as comissões foram formadas em março, mesmo tendo indicado membros de outras comissões na época. Até agora, por exemplo, PSDB e PP têm apenas suplentes.

O PMDB de Henrique Alves também foi quem permitiu ao PSC integrar a comissão, na qual a sigla não teria assento. Os peemedebistas cederam duas vagas de titulares e duas de suplentes à legenda evangélica. Marco Feliciano ocupa uma dessas vagas cedidas pelo PMDB. O PSC também ocupa uma suplência oferecida pelo PTB, que também cedeu vaga de titular a outro evangélico, o deputado Otoniel Lima (PRB-SP).

A ocupação da Comissão de Direitos Humanos foi uma jogada orquestrada pela bancada evangélica no Congresso com o objetivo de barrar projetos controversos, como o casamento gay, e contou com o apoio dos grandes partidos.

Os protestos contra Feliciano apenas deram visibilidade à manobra. E a renúncia de deputados do PT e do Psol consolida a maioria que os evangélicos desejavam há muito tempo”.

Minha opinião: A reação ao Pastor Feliciano pela via da criminalização de suas opiniões foi errada desde o início. Ele estará sempre escudado na liberdade doutrinária religiosa. Mais eficiente, por certo, seria criminalizar a exploração da fé religiosa no templo onde produz suas desequilibradas e ofensivas interpretações de textos bíblicos.

O vídeo em que cobra a um fiel a senha do cartão de crédito materializa de forma irrecorrível a mercantilização religiosa em proveito próprio, reforçada na sua loja virtual (http://www.marcofeliciano.com.br/socio-contribuinte) , em que chega a usar um evangelho de São Marcos para escalonar em três os valores da “contribuição”do fiel, que também medem o grau de amor a Deus de cada doador, que pode escolher como fará chegar a Deus sua doação – se por cartão de crédito ou boleto bancário.

É o que se pode chamar de tradução criminosa do texto bíblico para auferir lucro. Um trecho:

O Evangelista Marcos mostra um ensinamento de Jesus sobre estes semeadores. Ele disse que os “semeadores saíram a semear” (Mc 4.3) e encontraram a “boa terra, e deu fruto, que vingou e cresceu, produzindo a trinta, a sessenta e a cem por um” (Mc 4.8), isto é, o resultado foi surpreendente, a colheita foi um sucesso, e cada semeador obteve um resultado de acordo com a sua fé. Jesus finaliza dizendo, “quem tem ouvidos para ouvir, ouça” (Mc 4.9). Por que Jesus disse isso? Porque a seara é grande, mas poucos são os semeadores. (Lc 10.2)”.Esta é a razão de escolhermos os valores de R$ 30,00 R$ 60,00 e R$ 100,00 para os Parceiros do Avivamento. São semeadores de fogo lançando em terra abençoada, e da qual colherão muitas bênçãos”.

A loja do Feliciano é um primor de como fazer dinheiro a partir da fé. Ali vende-se tudo, de kit espiritual a DVDs, documentários e Cds.

É caso para Conselho de Ética, mas o temor geral de se indispor com o capital eleitoral dos evangélicos é a principal blindagem de Feliciano.

O Procurador-geral, Roberto Gurgel foi também por esse caminho do discurso discriminatório racista e homofóbico, que não parece o mais eficaz. Melhor seria o Ministério Público demonstrar que o templo de Feliciano é tudo, menos Igreja.

No âmbito congressual provavelmente haverá a tentativa de se transferir para a Comissão análoga do Senado, comandada pelo PT, os debates e ações sobre os direitos humanos.

 

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domingo 21/04/13

Aloysio Nunes refaz exigência de pós-graduação para professor

Um projeto de lei do líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes (SP), busca restabelecer a exigência de pós-graduação para ingresso na carreira de magistério superior nas universidades públicas. Ocorre que, sem nenhum alarde, o governo incluiu dispositivo no projeto de lei do Executivo de reestruturação da carreira dos docentes do ensino superior, enviado ao Congresso no ano passado, para eliminar esse requisito. Com isso, um dispositivo da Lei 12.772/12 autorizou o ingresso na carreira de magistério superior, por meio de concurso ...

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quinta-feira 18/04/13

Câmara aprova projeto que inviabiliza partido de Marina Silva

Com o apoio velado do Palácio do Planalto e após quase 12 horas de obstrução, a Câmara aprovou o projeto de lei que barra a transferência do tempo de televisão e dos recursos do fundo partidário aos novos partidos. A aprovação da matéria inviabiliza, na prática, o funcionamento de novos partidos em gestação, como a Rede Sustentabilidade, da ex-ministra Marina Silva, a fusão entre PPS e PMN, anunciada hoje, e o Partido Solidariedade, do deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), ...

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terça-feira 16/04/13

Articulação de Campos por novo partido revela determinação pela candidatura

No dia em que o plenário da Câmara dos Deputados prepara-se para votar o projeto de lei que barra a transferência do tempo de televisão e do fundo partidário aos novos partidos, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos - presidenciável do PSB - desembarcou em Brasília para comandar as articulações contra a proposta.  PMDB e PT tentam votar a toque de caixa o projeto ainda hoje. A investida do governador contra o projeto é mais um passo que deve ser interpretado ...

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segunda-feira 15/04/13

A difícil costura de Aécio na formação das alianças regionais

Ao que tudo indica, um fato consumado, a presidência do PSDB é estratégica para o senador Aécio Neves (MG), menos pelo que representa como fator de consolidação de sua candidatura no partido, e mais pela autoridade que lhe transfere para a condução dos acordos regionais essenciais à aliança para 2014. Tivesse o PSDB hoje unidade interna, ao candidato não seria indispensável a presidência da legenda. Mas até mesmo a corrente que preferia outro nome para a disputa, e por conseqüência,  refratária ...

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terça-feira 02/04/13

Alfredo Nascimento e a farsa do desmentido

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O gabinete do senador Alfredo Nascimento (PR-AM), exonerado do ministério dos Transportes na “faxina” da presidente Dilma Rousseff, distribuiu nota oficial desmentindo informação do dia 27/3, deste blog, de que o ex-governador da Bahia, César Borges, que ocupa uma das vice-presidências do Banco do Brasil, seria o novo ministro dos Transportes. O post , que pode ser encontrado mais abaixo, informava que Nascimento transmitira a seus pares, no café do Senado, que a presidente, com quem estivera dias antes, decidira-se ...

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