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Quem Faz

JOÃO BOSCO RABELLO está no jornalismo político desde 1977, em Brasília, onde participou da cobertura do período que vai da abertura do regime militar à Assembléia Nacional Constituinte de 88, passando pela redemocratização, com a eleição e morte de Tancredo Neves, o primeiro governo civil, de José Sarney e os que o sucederam.

Iniciou sua carreira em 1974, no extinto Diário de Notícias, no Rio de Janeiro (RJ). Transferiu-se para Brasília (DF), em 1977, onde alternou as funções de repórter político,coordenador, editor e diretor de sucursal, no Correio Braziliense, Empresa Brasileira de Notícias, O Globo, Jornal do Brasil e o Estado de S.Paulo (1990/2013), nessa ordem.

É responsável também pelo conteúdo de análise política do serviço em tempo real Broadcast, da Agência Estado.

domingo 25/11/12

Governo é alertado de possível derrota da MP do setor elétrico

O governo foi alertado na semana passada de que a Medida Provisória do setor elétrico (MP 579), que reduz a conta de luz e renova antecipadamente as concessões de energia - prioridade máxima do Planalto no Congresso -, pode ser derrubada na Câmara dos Deputados. Líderes governistas apresentaram à presidente Dilma Rousseff e à ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, a sugestão de deixar a medida provisória caducar para que outra seja editada, em termos semelhantes, no ano que vem. Líderes ...

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sábado 17/11/12

Projeto agrava pena por assassinato de jornalistas

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara pode votar, nos próximos dias, projeto de reforma do Código Penal que agrava a pena de homicídio contra jornalistas. O relator da matéria, deputado Alessandro Molon (PT-RJ), propõe aumento de pena se a vítima é profissional de imprensa, que estava à frente de denúncias de crimes e desvio de dinheiro público. Pela norma em vigor, o autor do crime responderia por homicídio simples, com pena de seis a 20 anos de prisão. Se ...

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quarta-feira 14/11/12

Cardozo e as dores da prisão

DESMATAMENTO / MMA

Não resta qualquer dúvida sobre o acerto do diagnóstico do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, em relação ao sistema prisional brasileiro. Da mesma forma, não há dúvida de se tratar de uma daquelas coisas que só contaram a ele e...à torcida do Flamengo. A novidade, portanto, não está na informação sobre nossos presídios, mas na solução formulada pelo ministro: "eu preferiria morrer". Simples assim. Como ministro da Justiça, responsável maior pelo sistema que condena, Cardozo passa à sociedade não mais a ...

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sábado 10/11/12

Vice do PSB diz que partido está com Dilma

roberto amaral psb_andre dusek ae_14062011 600

A presidente Dilma Rousseff reuniu as cúpulas do PT e PSB num jantar no Palácio da Alvorada, na última quarta-feira, a fim de pacificar os dois partidos. Orientada pelo ex-presidente Lula, ela se empenha em manter o PSB na base do governo e neutralizar estímulos a uma eventual candidatura do seu presidente nacional, o governador Eduardo Campos, em 2014.

Menos por considerar provável a candidatura de Campos e mais pelo temor de que uma crise entre os dois partidos possa gerar apoios à candidatura do senador Aécio Neves (PSDB-MG), o governo montou uma operação pela unidade de uma ampla frente à reeleição de Dilma, isolando o PSDB na disputa presidencial.

Um dia depois do jantar em que acertou os ponteiros com o PMDB, com esse propósito de unidade, Dilma jantou com o presidente da sigla e governador de Pernambuco, Eduardo Campos e  o vice-presidente, Roberto Amaral, em companhia do presidente do PT, Rui Falcão, e da ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti.

As vitórias em redutos do PT no Nordeste, as alianças com PSDB e o crescimento do PSB ampliaram a visibilidade de Eduardo Campos e inflaram o ego do partido, apesar de sua projeção nacional ainda não configurar um cacife para enfrentar uma eleição contra uma presidente com privilegiado índice de popularidade.

Em entrevista ao blog, Roberto Amaral relatou que a presidente Dilma reafirmou a satisfação em ter o PSB na base aliada, desejando que o partido siga na base governista. Segundo ele, este desejo é recíproco, porque o PSB não quer deixar o governo.

Amaral desautorizou o governador do Ceará, Cid Gomes, que sugeriu o nome de Eduardo Campos para vice na chapa de Dilma em 2014, no lugar do atual Michel Temer, presidente, de fato, do PMDB. Em entrevistas, Gomes também reclamou do ex-presidente Lula, que criticou o candidato do PSB na campanha em Fortaleza. “Eu fiquei magoado”, desabafou.

O vice-presidente do PSB considera que a questão sucessória está posta fora de hora e conspira contra a gestão de Dilma, porque ao antecipar o calendário tira o foco da administração, o que equivaleria a suprimir parte do mandato.  “É uma deselegância”, diz. Quanto aos ressentidos com os resultados das eleições, ele sugere remédio amargo:  “Vão lamber as feridas” e “desçam do palanque”. Aqui um trecho da conversa com Amaral.

Como foi o jantar com a presidente?

Ela abriu o jantar afirmando que nos convidou para deixar claro que não tinha nenhum envolvimento com esses comentários (sobre as relações estremecidas entre PT e PSB). Ela afirmou que está muito satisfeita com o PSB na base aliada e com o nosso crescimento nas eleições. Ela queria desmentir esses rumores de crise do governo com o PSB.

Não ficaram sequelas dessas disputas?

Não há ambiente de briga entre nós. Estão criando esse clima e vocês (jornalistas) estão acreditando nele.

O PSB derrotou o PT em cidades onde eram aliados, como Belo Horizonte, Recife e Fortaleza, em embates muito acirrados. Sobraram ataques para os ambos os lados. Isso será superado?

Não estamos preocupados com isso. A eleição municipal tem uma lógica própria, a estadual e a federal têm outra. São lógicas totalmente diferentes que as separam. Tem coisas que unem e separam nos municípios. Tem alianças possíveis no plano municipal e outras que não funcionam. Ora, quem estiver ferido, que trate de lamber a ferida. Quem ainda está no palanque, trate de descer. A preocupação do PSB agora é com a administração das 443 prefeituras que conquistamos.

O governador do Ceará, Cid Gomes, sugeriu o nome de Eduardo Campos para vice de Dilma em 2014. O que o senhor acha disso?

Qualquer discussão hoje sobre a sucessão da presidente Dilma, com nome ou sem nome, é uma deselegância. Quem fala em sucessão é a oposição, porque quer reduzir o mandato dela. Eu é que pergunto: interessa a alguém da base do governo discutir agora a sucessão da Dilma? A direção do partido não quer discutir isso, por respeito à República e por quem vai comandar este processo em 2014, a própria Dilma. É ela quem tem que decidir, não os partidos que estão com ela.

 

 

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quinta-feira 08/11/12

Cid Gomes acha que Campos deve esperar por 2018

Depois de PMDB e PT, anteontem, a presidente Dilma Rousseff sentou à mesa com o PSB – este, em dose dupla. Ontem jantou com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e hoje, almoçou com o governador do Ceará, Cid Gomes.  Tudo no Palácio Alvorada, onde antecedeu a todos, o ex-presidente Lula – a um tempo mentor, roteirista e autoexcluído da temporada de engorda oficialmente promovida pela presidente. O roteiro é, até certo ponto, óbvio, e ...

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domingo 04/11/12

As derrotas de Sarney no Amapá e Maranhão

O grupo político do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), foi derrotado nas principais cidades do Maranhão e do Amapá, para onde ele transferiu o domicílio eleitoral na década de 90. Seus aliados foram derrotados nas capitais dos dois Estados onde ele construiu sua trajetória política – em São Luís, no Maranhão, e em Macapá, no Amapá. Em Macapá, uma frente partidária, que uniu PSOL, DEM e PSDB, derrotou o atual prefeito, Roberto Góes (PDT), que tinha o apoio de Sarney. ...

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