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Quem Faz

JOÃO BOSCO RABELLO está no jornalismo político desde 1977, em Brasília, onde participou da cobertura do período que vai da abertura do regime militar à Assembléia Nacional Constituinte de 88, passando pela redemocratização, com a eleição e morte de Tancredo Neves, o primeiro governo civil, de José Sarney e os que o sucederam.

Iniciou sua carreira em 1974, no extinto Diário de Notícias, no Rio de Janeiro (RJ). Transferiu-se para Brasília (DF), em 1977, onde alternou as funções de repórter político,coordenador, editor e diretor de sucursal, no Correio Braziliense, Empresa Brasileira de Notícias, O Globo, Jornal do Brasil e o Estado de S.Paulo (1990/2013), nessa ordem.

É responsável também pelo conteúdo de análise política do serviço em tempo real Broadcast, da Agência Estado.

terça-feira 26/04/11

Requião, um surto programado para não responder sobre dupla remuneração

Mais que a agressão ao repórter pelo senador Roberto Requião (PMDB-PR), assusta o elogio que mereceu do presidente do senado, José Sarney (PMDB-AP) pelo feito. “Trata-se de um cavalheiro”. De Requião nada surpreende – sua biografia não registra méritos políticos ou administrativos, só escândalos do gênero. Sua  gestão no governo do Paraná foi caracterizada por atos de nepotismo explícito, propaganda pessoal com estrutura pública e permanente clima de tensão com a imprensa. Se vale do estilo do velho coronel da política, intimidatório e ...

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terça-feira 26/04/11

Copa: governo negocia com TCU e prepara reforma da lei de licitações por medida provisória

O governo consegue avançar nos entendimentos com o Tribunal de Contas da União com vistas à fiscalização das obras decisivas para a realização da Copa do Mundo. O diálogo substituiu a iniciativa anterior da gestão Lula de investir no conflito com o tribunal sob o argumento de que seus integrantes, por serem ex-parlamentares, julgavam os casos sob influência de interesses partidários que conservariam mesmo fora do mandato. Dilma_CDES_DidaSampaioAE26042011.jpg

Dilma, trocando ...

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sábado 23/04/11

MP tem parte no esquema de corrupção do governo Arruda

Após a prisão do governador José Roberto Arruda, um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) justificou a decisão do tribunal contra a intervenção federal na capital da República, dizendo que o Ministério Público, autor do pedido, não tinha feito a sua parte no processo. Referia-se à resistência dos procuradores em cortar na própria carne, ou seja, julgar seus envolvidos no esquema de corrupção que derrubou o governador, contra todas as evidências de envolvimento de ninguém menos que o chefe do MP ...

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sexta-feira 22/04/11

PSD: realidade política se impõe a contestações judiciais

Não obstante o risco inerente às previsões judiciais, vai parecendo cada vez mais improvável o êxito das ações que visam a impedir a consolidação do novo partido, o PSD, nos tribunais.

É notória a consistência política do movimento iniciado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, deflagrado no contexto de uma crise do sistema político que desenha claramente um rearranjo partidário.

A crise do DEM que lhe deu origem, não responde unicamente pelo veloz e robusto índice de adesões ao PSD.

Como mostram as contas, há gente de todo lado chegando, sob protestos de dirigentes das legendas mais desidratadas, como o próprio DEM e, mais ostensivamente, o PPS.

Impondo-se como realidade política, o partido liderado por Kassab dificilmente terá revés jurídico. No que diz respeito aos dissidentes do DEM, as chances de perda dos mandatos é quase zero.

O prefeito e os ex-demistas têm a materialização da prova de perseguição, que retira de um julgamento sério a dose de subjetividade que geralmente acompanha esses processos de desfiliação partidária.

Sob a presidência do deputado Rodrigo Maia (RJ), o DEM fraudou documento da Executiva Nacional que dava ao Conselho Político a exclusividade para decidir sobre coligações e lançamento de candidaturas em todos os níveis.

Esse foi o ponto de combustão de uma crise que chegou ao auge na campanha presidencial. A fraude retirou da corrente liderada por Jorge Bornhausen, da qual fazia parte o prefeito, o poder exclusivo que respaldou a decisão de apoiar a candidatura Serra, numa coligação com o PSDB, permitindo assim uma parcial cristianização da candidatura oficial.

Como até as pedras sabem, a ala de Maia marchou com o então governador de Minas, Aécio Neves, cuja rivalidade com o ex-governador paulista vem de muito antes da campanha presidencial, nela se tornou mais difícil de administrar e, hoje, é um filme exibido em 3D.

Por mais que recuse a fusão com o PSDB não parece restar ao DEM alternativa. Possivelmente a rejeição à idéia é estratégica, vinculada à conveniência de ganhar tempo para operá-la em melhores condições de tempo e visibilidade.

Por isso, entre os que se declaram contra a idéia há aqueles que têm, dificuldades regionais para a fusão – e, nesses casos, o PMDB é o plano B – e os que a preferem para após as eleições de 2012. Estes defendem um regime de coligação congressual enquanto preparam suas bases para aquilo que parece inevitável.

A oportunidade do lançamento do partido deu a Kassab a dianteira sempre importante no contexto político e deixou aos rivais, embora parceiros, como o governador Geraldo Alckmin, o ônus de gerenciar a crise aberta pela entrada em cena do PSD.

Mesmo o ex-governador José Serra está em dificuldades para situar-se no cenário pós-PSD. Na luta pelo comando do PSDB, tem no ex-presidente Fernando Henrique Cardoso a alternativa para um equilíbrio na disputa, da qual participa sem mandato ou cargo,  em desvantagem com Aécio.

O mineiro é, hoje, quem produz perspectiva de poder dentro do partido ( desde que renove a carteira de habilitação e se submeta aos próximos bafômetros) e que está na iminência de arrastar consigo a dissidência do DEM, o que colocaria o PSDB numericamente próximo a PT e PMDB, restituindo-lhe a força congressual.

Não é um xadrez simples, mas é o que será jogado até 30 de setembro, três dias antes do prazo final para filiações e outras providências legais com vistas às eleições de 2012.

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quinta-feira 14/04/11

Ideologia intervencionista leva o Estado para dentro do motel

A ideologia intervencionista chegou ao ponto do delírio e levou o Estado para dentro do motel. A Comissão de Assuntos Sociais do Senado, em caráter terminativo, ( que dispensa a votação em plenário), decidiu que os motéis têm que fornecer gratuitamente camisinhas para seus freqüentadores. Talvez não haja nada que simbolize mais a privacidade que um motel. E mais privado ainda o que lá se faz. Mas o Senado, que sugere com isso não ter mais o que fazer, produz benesses (não dá ...

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sábado 09/04/11

O dono da assinatura

Secretário de Educação do governo de Minas, na gestão de Israel Pinheiro, na década de 60, José Maria Alkmim, célebre pelas frases de efeito, cercou-se de cuidados ao assumir o cargo. Prevenido, evitou nomeações políticas para áreas estratégicas, preenchendo os cargos de chefia com candidatos de currículo indiscutível. Porém, mal sentou na cadeira e teve de enfrentar uma violenta reação a uma portaria da qual jamais tomara conhecimento, assinada por uma jovem e impetuosa auxiliar, que provocou um verdadeiro levante político contra ...

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sexta-feira 08/04/11

Governo deve uma articulação nacional pela segurança nas escolas públicas

Apesar de se caracterizar como um crime de difícil prevenção, a chacina  de crianças estudantes da escola Tasso da Silveira, em Realengo, Rio, remete necessariamente para a questão da segurança nas escolas. A situação das escolas públicas brasileiras, especialmente as localizadas em periferias urbanas, é de uma precariedade que inviabiliza o ensino. E causa principal do alto índice de evasão escolar. Aqui mesmo neste blog, em 9 de janeiro deste ano, registrei relatos de entidades e especialistas envolvidos com a busca de ...

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domingo 03/04/11

PMDB e PR disputam fundo de R$ 15 bilhões

Um orçamento de R$ 15 bilhões está sendo disputado por PMDB e PR e retardando o financiamento de 160 projetos de interesse da indústria naval. Desde 2009 o Conselho Diretor do Fundo de Marinha Mercante (FMM), que financia os projetos do setor, não se reúne para análise das prioridades. O Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval diz que faltam recursos para que os estaleiros brasileiros possam competir com os chineses que negociam com a Vale do Rio Doce ...

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