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Quem Faz

JOÃO BOSCO RABELLO está no jornalismo político desde 1977, em Brasília, onde participou da cobertura do período que vai da abertura do regime militar à Assembléia Nacional Constituinte de 88, passando pela redemocratização, com a eleição e morte de Tancredo Neves, o primeiro governo civil, de José Sarney e os que o sucederam.

Iniciou sua carreira em 1974, no extinto Diário de Notícias, no Rio de Janeiro (RJ). Transferiu-se para Brasília (DF), em 1977, onde alternou as funções de repórter político,coordenador, editor e diretor de sucursal, no Correio Braziliense, Empresa Brasileira de Notícias, O Globo, Jornal do Brasil e o Estado de S.Paulo (1990/2013), nessa ordem.

É responsável também pelo conteúdo de análise política do serviço em tempo real Broadcast, da Agência Estado.

segunda-feira 28/02/11

Governo quer excepcionalizar legislação para acelerar obras da Copa e dos jogos olímpicos

Sob o pretexto da Copa de 2014, o governo quer criar um ambiente político favorável à  redução dos poderes dos órgãos de licenciamento ambiental e do Tribunal de Contas da União (TCU), vistos como entraves ao ritmo de desenvolvimento das obras de infra-estrutura indispensáveis ao Brasil como país sede do torneio. O governo considera que o TCU exorbita de suas funções ao embargar obras antes de obter explicações para avaliações ainda preliminares sobre possíveis erros ou supostos desvios de dinheiro de ...

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domingo 27/02/11

Para risco jurídico zero, novo partido de Kassab teria de ser legitimado por eleição de 2012

Sondagens junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), feitas por interessados no partido a ser criado pelo prefeito Gilberto Kassab, indicaram que para ter risco jurídico zero na empreitada é conveniente submeter a nova legenda a, pelo menos, uma eleição. Embora especialistas e até ex-ministros do TSE achem remota a hipótese de um julgamento desfavorável a Kassab, em que o tribunal considerasse o novo partido  uma manobra para driblar a regra da fidelidade partidária, a possibilidade existe. O risco de uma interpretação desfavorável ...

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sábado 26/02/11

Requião, uma pedra no caminho de Renan

A indicação do ex-governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), para presidir a Comissão de Educação, Cultura e Esporte  provocou mal estar na bancada do PMDB do Senado, já que o líder Renan Calheiros (AL) havia prometido o cargo para o capixaba Ricardo Ferraço. Mas a reivindicação de Requião, o deixou numa saia justa. Renan preferiu não contrariar o paranaense, conhecido pelo seu temperamento, digamos, singular. Mas o receio da bancada no Senado é o de que o ex-governador queira cada vez mais espaço ...

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sábado 19/02/11

O estranho silêncio de Agnelo sobre a herança maldita de Roriz e Arruda

Ainda no cargo, o ex-governador José Roberto Arruda, explicava suas ligações com o submundo dos governos de Joaquim Roriz, dos quais participou, como decorrência natural das alianças necessárias à estabilidade política dos governos.

Ia mais longe quando cobrado pelo silêncio em relação à notória chantagem que o prendia ao  cúmplice e algoz, Durval Barbosa. “Vocês precisam entender que ganhei a eleição por dentro”, repetia sempre.

Ou seja, Arruda elegeu-se à base de acordos costurados com o que de pior havia em Brasília, uma máfia cujo núcleo de poder era centralizado na Câmara Distrital com ramificações no empresariado local e no ministério público.

Deu no que deu: uma cidade, a Capital da República, assaltada por uma quadrilha suprapartidária que levou os setores de Saúde, Educação, Transportes e Infraestrutura à falência. E um governador deposto e preso.

O Supremo Tribunal Federal recusou o pedido de intervenção  do Procurador Geral, Roberto Gurgel, deixando à própria quadrilha a tarefa de encontrar uma saída política para a crise.

O vice-governador, Paulo Octávio, não pôde assumir e renunciou; a Câmara, com mais de 90% de seus integrantes envolvidos na sucessão de crimes contra o erário, elegeu um desconhecido para um mandato-tampão logo interrompido para que assumisse o posto um outro, Rogério Rosso. Não por virtudes, posto que demonstrou não tê-las, mas pela capacidade de fazer o que fosse preciso para salvar interesses sob risco.

Cria de Roriz, governou sob suas ordens e  de Durval Barbosa, entregou-se ao deboche, dando-se ao desplante de despachar de bermudas e de casa. Agravou a crise e deixou o posto com Brasília numa situação de pleno abandono. Recusou-se a fazer a transição para o sucessor eleito, Agnelo Queiroz, do PT. Cancelou contratos com empresas de limpeza para que o mato crescesse à volta de toda a cidade.

O novo governador é , pois, provavelmente o único com legitimidade para se dizer vítima de uma “herança maldita”, acusação banalizada por governantes populistas de discurso político desonesto.

Mas estranhamente não o faz. Agnelo não denuncia o que já foi levantado na sua gestão  – e que não foi pouco. Desvios de dinheiro em todas as áreas do governo, estado de calamidade na Saúde e na Educação, trânsito desgovernado, polícia civil em uma briga intestina que já produziu afastamentos e processos internos.

Denunciar não é uma opção no caso de Agnelo, mas um dever. Sobretudo porque não anunciou até agora – e nem na campanha – sequer uma linha sobre políticas para as áreas destruídas pelos seus antecessores.

Não se conhece que políticas tem – se é que tem  – para a Saúde, Educação, Trânsito (que continua entregue aos radares arrecadadores), Segurança, entre outras.

Considerando que Agnelo tomou conhecimento, ainda candidato, dos famosos vídeos de Durval Barbosa sem jamais mencioná-los, o silêncio após a posse é, no mínimo, constrangedor.

O governador aplicou a mesma receita de seu antecessor para eleger-se: costurou acordos “por dentro”, com parcela significativa dos cúmplices de Arruda, que já o foram também de Roriz.

Tudo bem, que se debite isso à inevitabilidade das alianças pela estabilidade política. Mas é preciso levar em conta que a Câmara Distrital mantém entre seus integrantes, aliados envolvidos nas falcatruas anteriores, entre os quais parlamentares-empresários com  contratos milionários com o governo, caso da deputada Eliana Pedrosa.

O cidadão brasiliense continua com a sensação de desgoverno. Nenhuma medida saneadora anunciada, nem uma menção a perspectivas de mudança, nenhum sinal de luz no fim do túnel.

Por ora, a “herança maldita” de Agnelo serviu apenas para justificar mais contratos sem licitação, dada a emergência real na Saúde e Educação.

O governador deve à população uma detalhada radiografia do que encontrou, com responsáveis e providências identificados claramente.

Não é opção, é dever. Sob pena de começar a construir a imagem de refém também do obscuro método de vencer “por dentro”.

Afinal, Durval continua livre, leve e solto, desenhando uma das páginas mais vergonhosas para o Judiciário brasileiro.

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quarta-feira 16/02/11

Sindicalistas sustentam que mínimo poderia ir além e chegar até mesmo a R$ 580

São muitas as teses em sustentação a um salário mínimo maior de R$ 545. Nenhuma delas chamará a atenção do Planalto, mesmo que venham de sua base e de sindicalistas. Pela simples razão de que o governo precisa demonstrar ao mercado um controle sobre sua base capaz de assegurar um mínimo cujo valor, de R$ 545, já virou referência de credibilidade para o ajuste fiscal. Mas os sindicalistas mantêm a estratégia de insistir nos R$ 560 – e, em alguns casos, até ...

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quarta-feira 16/02/11

Liberados, 40% dos pedetistas devem votar por mínimo de R$ 560

Liberados para votar como quiser, entre  55% a 60% dos deputados do PDT devem apoiar o valor de R$ 545 para o salário mínimo, como quer o Palácio do Planalto. Outros 40% ficam com os R$ 560 defendidos pelos sindicalistas. Esse foi o resultado de um levantamento feito pelo partido hoje pela manhã, na seqüência de uma reunião com o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, que desmentiu a existência de clima ruim entre ele e a presidente Dilma Rousseff. "Lupi, vai lá e vê ...

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quarta-feira 16/02/11

Para governo, hoje, é vencer ou vencer na votação do mínimo

O governo Dilma Rousseff entra em campo para seu primeiro teste político, hoje, avaliando que aprova com margem confortável o salário mínimo de R$ 545. Algo em torno de 300 votos a favor. O que projeta uma dissidência inferior a uma centena de parlamentares da base aliada. Insuficiente para impor um revés, mas significativa para um governo ainda no prazo de garantia dos cem dias e com os cargos de segundo escalão sob controle. O real coordenador político do governo, ministro Antonio ...

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segunda-feira 14/02/11

Governo restringe PMDB e PT reescreve mensalão

Enquanto a pena do ministro Antonio Palocci escreve uma história de exclusão de caciques peemedebistas, a do PT reescreve o mensalão com a reinserção política de personagens sub judice no Supremo Tribunal Federal (STF). São operações que correm paralelas. O governo garantiu o mesmo tamanho ao PMDB no mapa político, mas o transferiu para territórios mais áridos. Confiscou feudos antigos e produtivos do partido, como Furnas, Funasa, Correios e outros, em troca de áreas menos cobiçadas. Desgastou lideranças como os deputados Henrique ...

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quarta-feira 09/02/11

Jarbas pede fim das coligações nas eleições proporcionais

O senador Jarbas Vasconcelos (PE), uma voz dissidente do PMDB, que apoiou o PSDB na disputa presidencial, saudou hoje a declaração da presidente Dilma Rousseff priorizando a reforma política. Jarbas, na verdade, quis registrar a declaração presidencial como um compromisso com a mudança nas regras políticas. Para tanto, considerou-a “uma das melhores notícias deste início de legislatura”, para cobrar mais na frente. Diz o senador que a reforma política não precisa necessariamente ser uma iniciativa do Poder Executivo, mas que também não ...

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