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Quem Faz

JOÃO BOSCO RABELLO está no jornalismo político desde 1977, em Brasília, onde participou da cobertura do período que vai da abertura do regime militar à Assembléia Nacional Constituinte de 88, passando pela redemocratização, com a eleição e morte de Tancredo Neves, o primeiro governo civil, de José Sarney e os que o sucederam.

Iniciou sua carreira em 1974, no extinto Diário de Notícias, no Rio de Janeiro (RJ). Transferiu-se para Brasília (DF), em 1977, onde alternou as funções de repórter político,coordenador, editor e diretor de sucursal, no Correio Braziliense, Empresa Brasileira de Notícias, O Globo, Jornal do Brasil e o Estado de S.Paulo (1990/2013), nessa ordem.

É responsável também pelo conteúdo de análise política do serviço em tempo real Broadcast, da Agência Estado.

terça-feira 31/08/10

STF não deve julgar mérito do Ficha Limpa antes das eleições

roriz

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Roriz durante visita ao Ceasa no Setor de Industria e Abastecimento em Brasilia. Foto: André Dusek/AE - 19/08/2010

Em relação à constitucionalidade do projeto Ficha Limpa só há um consenso no Supremo Tribunal Federal, depositário final dos recursos daqueles vetados pelo Tribunal Superior Eleitoral: o julgamento de mérito dificilmente ocorrerá antes das eleições. O que não torna menos importantes decisões do TSE como a que deve confirmar daqui a algumas horas a ...

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domingo 29/08/10

STF ainda pode revogar outras restrições à liberdade de expressão

miro

miro

Parlamento legislou em desfavor do povo, diz Miro Teixeira. Foto: Reprodução

Repousa desde fevereiro no Supremo Tribunal Federal outra Adi (a 4352), do deputado Miro Teixeira (PDT), que revoga mais 12 dispositivos restritivos em períodos de campanha, que vão desde a propaganda até a supressão de prerrogativas do Ministério Público de promover ações civis sobre matéria eleitoral. Miro, cuja fundamentação subsidiou a liminar da Abert que derrubou a proibição de humor na campanha, ...

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sábado 28/08/10

Se vitorioso em Minas, Aécio encerra hegemonia paulista no PSDB

Geraldo Alckmin - Valter Campanato-ABr

A se confirmarem a reversão do quadro sucessório em Minas e a solidez de Geraldo Alckmin em São Paulo, os dois Estados dão o oxigênio necessário à recomposição do PSDB após as eleições, numa eventual vitória de Dilma Rousseff. aecio_neves_AE antonio-anastasia1Geraldo Alckmin - Valter Campanato-ABr

Aécio Neves pode encerrar hegemonia paulista no PSDB

O raciocínio é comum ...

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terça-feira 24/08/10

PMDB revive unidade que elegeu Tancredo e nova expectativa de Poder

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Lula ficou maior que o partido e a ele se impôs produzindo o Lulismo. Foto: Paulo Liebert/AE

A se materializar em vitória de Dilma Rousseff o que os números das últimas pesquisas registram, a presente eleição projeta um cenário partidário com realinhamentos importantes, tanto sob o prisma histórico quanto em termos futuros.

Mesmo com a humildade estratégica que impede comemorações antecipadas, o PMDB já vive a euforia de um renascimento. Desde a eleição de Tancredo Neves o partido não se apresentava unido em torno de um projeto de governo, como acontece agora.

Para o PT, a vitória representará a continuidade de uma experiência que amoldou o partido ao seu principal líder, Lula, cujo exercício do Poder conteve os radicalismos da agremiação.

Lula ficou maior que o partido e a ele se impôs produzindo o Lulismo – uma espécie de liderança que recusa o rótulo de esquerda, amplia a classe média, viabiliza ganhos para a elite empresarial e econômica e ascende a patamares inéditos na história política do país.

Depois dele, o PT jamais será o mesmo e dividirá o governo com o PMDB,  sob a presidência de uma personagem sem biografia partidária e sem vínculo histórico com o partido.

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PMDB de Temer chega ao Executivo exibindo unidade interna. Foto: Wilton Junior/AE

Pouco muda para o PT, portanto. Mas para o PMDB é o fim de um ciclo que estigmatizou (justamente) o partido como uma frente fisiológica tão voltada para seus próprios interesses que se caracterizou por não querer chegar ao governo. A antítese de qualquer partido político.

Agora o partido chega ao Executivo exibindo unidade interna, participando da formulação do programa de governo, comprometido com os rumos da futura gestão, da qual será parte. Pela primeira vez correu o risco ao apostar numa candidata quando esta não registrava 5% de intenções de voto  e o adversário, hoje inferiorizado na disputa, mantinha-se na casa dos 40%.

Nas avaliações internas, feitas ainda de forma descompromissada, o PMDB se identifica como o partido de centro, num cenário em que se prevêem três partidos fortes e representativos: além dele, PMDB, o PT e o PSDB possivelmente inflado por adesões do DEM defensoras de uma fusão.

O PT seria a esquerda e o PSDB, se mesclado ao DEM, um centro-direita. Sem o DEM, um partido social-democrata mais reduzido nos seus quadros e na estrutura nacional. Continuará a ser um partido paulista, caso o senador Aécio Neves não consiga eleger seu candidato ao governo de Minas, Antonio Anastasia.

Se vitorioso, Aécio chega forte ao Senado transformando-se na principal liderança tucana e terá alcançado a meta que anunciou ainda presidente da Câmara, de combater a hegemonia paulista no partido. Meta, aliás, que provavelmente o moveu a recusar a vice na chapa de Serra e que também é comum a correntes do PT em relação ao partido.

O arco de alianças que configurará a base aliada de um eventual governo Dilma Roussef será a mesma de agora, com o retorno do PTB que, na disputa eleitoral assumiu a candidatura Serra apenas na figura de seu presidente, Roberto Jefferson. O resto do partido está de malas prontas para embarcar na candidatura patrocinada por Lula.

Em tal contexto, não é exagero afirmar que essa é uma eleição do PMDB, pelo que ela representa para o momento vivido pelo partido e pela perspectiva que oferece de voltar a ser protagonista da cena política e não mais um coadjuvante com invencível poder de chantagem sobre os governos.

Não será surpresa de o PMDB vier a ter candidato próprio em eleições futuras. Do que não se tem mais qualquer dúvida é quanto à sua decisiva influência no governo que disputa em aliança com o PT.

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segunda-feira 23/08/10

Novo relatório da PF cria suspense nas eleições de Brasília

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Arruda já começou a produzir os primeiros testemunhos contra Roriz. Foto: Celso Junior/AE - 30.11.2010

É improvável que a campanha eleitoral em Brasília chegue ao fim no clima ameno registrado até agora. Na medida em que se consolidar a polarização entre Joaquim Roriz (PSC) e Agnelo Queiroz (PT), com a possibilidade de um segundo turno, os candidatos devem começar a jogar pesado. A munição é farta e tem origem nos conteúdos da operação Caixa ...

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sexta-feira 20/08/10

Lula pode antecipar ida a Natal para tentar derrotar José Agripino

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Agripino foi um dos opositores mais combativos do governo. Foto: Sérgio Dutti/AE

O deputado Henrique Alves – líder da bancada peemedebista e que planeja eleger-se presidente da Câmara para o biênio 2011-2012 – tenta antecipar a visita do presidente Lula ao Rio Grande do Norte, agendada para 16 de setembro. Lula tem especial interesse no Estado, por ser a base eleitoral de um de seus principais adversários políticos, o líder do DEM no ...

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sábado 14/08/10

‘Mais Democracia’

A aliança PT/PMDB ainda não decidiu se fará um ato público para lançamento da carta-compromisso de 13 itens, com a qual pretende sepultar o episódio do registro do programa da candidata Dilma Rousseff no Tribunal Superior Eleitoral, de conteúdo intervencionista. Mas já a inseriram nos programas que vão ao ar a partir de terça-feira. O tópico mais estratégico da peça, já com a digital do PMDB, chama-se “Mais Democracia”, guarda-chuva sob o qual estarão abrigados temas como Saúde, Educação, Política Externa, ...

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sábado 14/08/10

Tira-teima

A pesquisa Estadão/Ibope, a ser divulgada na terça-feira, quando começa o horário político na televisão, vai ser o tira-teima quanto à repercussão junto ao eleitorado da entrevista de José Serra no Jornal Nacional. O PSDB considera que a consulta do Datafolha não captou a participação de Serra na Globo, mas só a de Marina e Dilma, porque o período da consulta foi até quarta-feira e Serra foi entrevistado na quinta. Assim, o Datafolha teria repercutido o debate da Bandeirantes, com 5% de ...

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sábado 14/08/10

PT conta com Lula para incrementar vantagem, mas com cuidados para não ofuscar candidata

O programa eleitoral do PT vai explorar a estratégia de exibir a candidata Dilma Rousseff como a gestora por trás das realizações do governo, investindo contra a imagem de “lulo-dependente” com a qual a oposição a rotula. Ministra das Minas e Energia e da Casa Civil, ela terá sua imagem associada ao PAC e a programas de alcance social como o “Minha Casa, Minha Vida” e “Luz Para Todos”, entre outros. DILMA

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