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Jamil Chade

25.fevereiro.2014 07:34:23

Alstom enfrenta casos de corrupção e formação de cartel em seis países

Documento oficial da empresa francesa reconhece que grupo enfrenta investigações e confirma que foi suspenso pelo Banco Mundial por corrupção na Africa até 2015

 

GENEBRA - A Alstom admite a investidores e ao mercado financeiro que algumas de suas subsidiárias e funcionários estão sendo investigados por pagamento de propinas em diversos países e alerta que isso pode acarretar em multas e exclusão da empresa de processos de licitação. A informação faz parte do informe financeira da multinacional francesa publicado no último dia 30 de setembro.

No relatório, a empresa ainda reconhece que foi suspensa pelo Banco Mundial por corrupção na Africa até 2015, que foi condenada na Europa e Israel por formação de preços e que está sendo investigada no Brasil, França, EUA e Reino Unido.

“Algumas companhias e/ou atuais ou ex-empregados do grupo estão sendo investigados em vários países e por bancos de desenvolvimento com relação a supostos pagamentos ilegais”, apontou a Alstom. “Esses processos podem resultar em multas, exclusão das subsidiárias do Grupo de licitações públicas e ações de terceiras partes”, indicou.

Na realidade, as penalidades já começaram a ser implementadas contra a Alstom. Segundo a própria companhia, o Banco Mundial suspendeu a empresa em 2012 por três anos de qualquer tipo de licitação da instituição depois que ficou provado que a Alstom “pagou de forma imprópria” 110 mil euros em 2002 num projeto na Zâmbia. “O grupo ainda pagou uma restituição de US$ 9,5 milhões”, declarou a Alstom no documento aos investidores. A suspensão até 2015 vale também para outros bancos de desenvolvimento.

No mesmo documento, a Alstom cita casos em que UE a condena por formação de cartel e e de preço. Em 2007, a Comissão Europeia impôs uma multa de 65 milhões de euros contra a Alstom por conta de um equipamento no setor do gas. Depois de um recurso, a multa foi reduzida para 58,5 milhões de euros. Em 2011, a Alstom pediu à Corte de Justiça da UE que anule a decisão e uma definição será anunciada em 2014.

Um segundo caso também aguarda decisão da UE, depois que Bruxelas acusou a empresa em 2008 de formar parte em um cartel no setor de energia. Em 2009, uma multa de 16,5 milhões de euros foi imposta, mas um recurso foi apresentado pela companhia.

A Alstom ainda cita mais dois casos em que é acusada. Um deles se refere ao setor de energia em Londres. Em Israel, a autoridade Anti-trust do país a condenou em setembro de 2013 a empresa por formação de cartel também no setor do gas.

Já sobre as investigações no Brasil, a empresa admite que o Cade está investigando “uma série de companhias, incluindo a Alstom”. Mas a empresa garante que está “conduzindo sua própria investigação sobre o assunto”.

comentários (3) | comente

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3 Comentários Comente também
  • 25/02/2014 - 07:52
    Enviado por: Manoel Teixeira

    E quanto aos PSDB, partido que vem governando São Paulo há mais de 20 anos e foi coautor no processo de corrupção?
    Não há corruptor sem corrupto. Há, no entanto. lesados. Os paulistas.

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  • 25/02/2014 - 10:07
    Enviado por: Aparecido

    Todo mundo na mídia pega leve quando se trata de empresas. E mesmo neste comunicado, a impressão que dá é que tais desvios foram feitos por algumas poucas “maças podres” que nao representam os valores da empresa. Ou mesmo que o QG soubesse, a impressão é que o “mercado é assim mesmo”. Tudo muito formal, sério, burocrático, normal. Como se sabe, as empresas são as maiores corruptoras em vários níveis. O mensalão não existiria se não fosse o dinheiro das doações das empresas, da mesma forma, muitos políticos não se elegeriam se não fosse o dinheiro delas. Analogamente, o Maluf nunca teria desviado dinheiro se não houvesse empresas por perto. Pior que o corrupto, é o corruptor pois é ele quem mina o sistema e a muitas empresas são as responsáveis por termos um país como o nosso. Afinal de contas, quem manda num governo é o sistema econômico.

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  • 25/02/2014 - 11:44
    Enviado por: Giuliano

    Hipocrisia corporativa, nos sites das empresas é “Social Responsability” prá cá, “Code of Ethics” prá lá, blá, blá, blá, mas na prática…

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