O pragmatismo da chanceler alemã Angela Merkel não poupa nem a noite de Reveillon. Em uma mensagem à nação no dia 31, Merkel é clara: 2013 será mais difícil que 2012 e a população precisará de “muita paciência”. Em todo o continente europeu, discursos de final de ano tem sido marcado pela crise, ainda que muitos usam o discurso de fim de ano para prometer novas medidas para criar empregos, criar mais impostos sobre os ricos e voltar a fazer a economia crescer.
2013 será mais um ano de recessão para nove dos 27 países do bloco europeu. No seu melhor estilo, Merkel deixa claro que não há espaço para ilusões. “O contexto econômico realmente não será simplificado no ano que vem, mas irá se complicar ainda mais”, alertará em um pronunciamento na noite de hoje. Pedindo união aos alemães, ela alerta que a situação exigirá uma “disposição ao esforço”. “Precisamos ainda de muita paciência. A crise nem de longe está superada”, adverte.
O chanceler não deixa de preparar o terreno para sua reeleição, em setembro. “As reformas que aprovamos começam a surtir efeito”, indicou, lembrando que a taxa de desemprego é a menor na Alemanha desde a unificação em 1990. Analistas apontam que a economia alemã por pouco não entrará em recessão em 2013.
Merkel ainda mandou um recado à comunidade internacional: “o mundo ainda não aprendeu a lição da crise devastadora de 2008″.
Na Espanha, a população não precisou escutar de seus líderes que o ano será pior para saber o que irá ocorrer. A partir de amanhã, sobem os preços de luz, água e transporte. Milhões de trabalhadores começarão a ver um corte em seus salários vigorar a partir de hoje. A consequência será uma perda real do poder aquisitivo.
2013 ainda promete ser um ano crítico para a unidade territorial espanhola. Hoje, o presidente da região da Catalunha, Artur Mas, usou seu discurso de final de ano para insistir na tese de que chegou a hora de se separar da Espanha. “A maioria dos catalães quer construir um novo país”, disse. “Estamos diante de uma página transcendental de nossa história”, insistiu.
Mas indicou que, separado da Espanha, a Catalunha teria como manter seu estado de bem-estar social. Para o presidente do governo espanhol, Mariano Rajoy, o apelo independentista não passa de uma forma de “distrair a população da crise econômica”.
De fato, 2012 foi um ano agitado pela Europa. O euro sobreviveu. Não sem sérios arranhões e um empobrecimento da população. A Grécia entrará em seu sexto ano de recessão, a Itália passará por eleições e, no Reino Unido, cresce a força daqueles que acreditam que
Mas 2012 também foi o ano do Nobel da Paz para a Europa, o maior projeto de integração já realizado e que conseguiu transformar um continente acostumado com guerras em uma região de paz.
Agora, essa paz social construída nos últimos 60 anos está cobrando seu preço. O que nós no Brasil lutamos nesse momento para começar a receber – um estado do bem-estar social – os europeus estão lutando para não perder.
Que em 2013 lógicas eleitoreiras, projetos pessoais, interesses de banqueiros, visões míopes de curto prazo e soluções pseudo-fáceis não façam com que centenas de horas de debates, milhares de dias de greves de trabalhadores em busca de melhores condições, manifestações de mães de alunos, alertas de médicos e enfermeiras e lutas sociais tenham sido jogadas fora nos últimos 60 anos.
Enfim, Feliz 2013!
O Brasil se transformou, em 2012, no quarto país mais perigoso para se trabalhar como jornalista no mundo. Em um ano, onze profissionais da imprensa foram assassinados, um recorde no País.
A situação brasileira é pior que a do Afeganistão, Iraque ou Gaza. Somando os assassinatos nesses três países, o número de vítimas chega a oito. Apenas Síria, Somália e Paquistão vivem cenários mais dramáticos para os jornalistas que o Brasil.
Os dados foram divulgados hoje pela entidade Campanha Emblema para a Imprensa, que defende maior proteção a jornalistas em locais de risco. Segundo a instituição, com sede em Genebra, 2012 marcou um número recorde de assassinatos de jornalistas pelo mundo. No total, foram 139 mortes, em 29 países. O número mundial é 30% superior ao de 2011 e representa cerca de duas vítimas a cada semana.
Na avaliação da entidade, 2012 foi o ano mais sangrento para os jornalistas desde a Segunda Guerra Mundial.
Pelo menos 36 jornalistas foram mortos na Síria em 2012. Desses 13 eram estrangeiros. Na Somália, o número chegou a 19. Já no Paquistão, doze jornalistas perderam suas vidas. O México, em meio a uma guerra contra o narcotráfico, se iguala aos números do Brasil.
Jamil Chade é correspodente do jornal O Estado de São Paulo na Europa desde 2000. Foi premiado como o melhor correspondente brasileiro no exterior em 2011, pela entidade Comunique-se. Com passagem por 67 países e mestre em Relações Internacionais pela Universidade de Genebra, Chade foi presidente da Associação de Correspondentes Estrangeiros na Suíça entre 2003 e 2005 e tem dois livros publicados. « O Mundo Não é Plano » (2010) foi finalista do Prêmio Jabuti, categoria reportagem. Na Suíça, o livro venceu o prêmio Nicolas Bouvier. Em 2011, publicou “Rousseff”.
Barcelona – Em dez anos, o número de brasileiros vivendo na Espanha sofreu uma alta de 380%. Os números foram apresentados hoje pelo Instituto de Estatísticas em Madri e revelam que, antes da eclosão da pior crise social do país em 40 anos, a Espanha havia se transformado num dos maiores polos de atração de imigrantes na Europa. No total, em uma década, 3,7 milhões de pessoas deixaram seus países para viver na Espanha. Hoje, a taxa de desemprego atinge 35% deles.
Segundo os números, o volume de brasileiros passou de 18,3 mil em 2001 para 87 mil em 2011. Esses dados incluem apenas os estrangeiros oficialmente registrados. O consulado do Brasil em Madri estima que o número real, incluindo os brasileiros em condições irregulares, chegue a pelo menos 200 mil.
Mas a expansão brasileira não foi a maior. O número de bolivianos passou de 11 mil em 2001 para mais de 183 mil em 2011. O caso mais impressionante é a chegada de 740 mil romenos à Espanha em apenas dez anos.
Na década, segundo o instituto, os estrangeiros garantiram a maior expansão da população da Espanha já registrada oficialmente. Mas os números também são de um mundo passado. Hoje, a crise arruinou o sonho de milhares desses imigrantes, que apostaram em uma nova vida na Espanha.
Já em 2012, a Espanha passou a ser um país de emigração. Além de milhares de estrangeiros que estão voltando para suas casas, entre eles os brasileiros, há ainda um enorme grupo de espanhóis tentando sorte fora de seus países.
Hoje pela manhã, em Barcelona, o taxista que me conduziu para uma entrevista poderia ser um personagem dessa nova fase da Espanha. Sua empresa de informática faliu no ano passado, sua mulher perdeu o emprego e eles tem ainda pela frente 17 anos de hipoteca para pagar. Decidiu ser taxista. Mas admite que já não tem uma renda compatível com o apartamento que compraram.
Ele confessa que teme ser um dos 3 mil desalojados apenas na cidade de Barcelona em 2012 por não ter como pagar a hipoteca. Ao me deixar no endereço que eu havia pedido, hesitante ele me perguntou: “Desculpe, quanto custa hoje uma passagem ao Brasil…”.
Para quem tem a sensação de que os aeroportos no Brasil estão superlotados neste mês de dezembro, a Iata alerta: a situação ficará ainda mais crítica nos próximos anos. Em 2011, o Brasil superou o Japão e se transformou no terceiro maior mercado aéreo no mundo, com o número de passageiros domésticos superado apenas pela China e Estados Unidos. Até 2016, o Brasil deve somar outros 38 milhões de passageiros, com um aumento de quase 40% em comparação a 2011.
Segundo a Iata, graças aos mercados emergentes, o número mundial de passageiros que viajarão em aviões em 2016 será de 3,6 bilhões, 800 milhões a mais que ao final de 2011 e um aumento de 25% em apenas cinco anos. A expansão será em média de 5,3% ao ano.
A grande expansão virá mesmo de rotas domésticas, que levarão 550 milhões a mais de pessoas até 2016. Passageiros internacionais aumentarão em 331 milhões, para um total de 1,45 bilhão de pessoas.
No caso do Brasil, a projeção é de que o País acumulará 118,9 milhões de passageiros domésticos em 2016, ano dos Jogos do Rio.
Pela primeira vez, em 2011, o Brasil passou a ocupar a terceira posição, superando o Japão, país fortemente afetado pelo tsunami. Para 2012, a Iata admite que o Japão poderá recuperar sua posição no ranking, deixando o Brasil para a quarta posição. Mas, até 2016, será o Brasil que se consolidará mesmo como o terceiro maior mercado do mundo, superado apenas ela China e EUA.
Em apenas cinco anos, 38 milhões de pessoas a mais usarão aviões no Brasil para fazer suas viagens domésticas, um crescimento anual de 8%, acima da média mundial. Expansões como a do Brasil ajudarão o número global de passageiros domésticos passar de 1,7 bilhão em 2011 para 2,2 bilhões em 2016.
Pergunta
A pergunta que nao quer calar: se a expansão brasileira é tão espetacular, por qual motivo empresas aéreas no País passam por uma séria crise? A Gol demitiu 2 mil funcionários nos últimos meses e deixou de voar cerca de 100 frequências diárias. Com um prejuízo líquido de mais de R$ 1 bilhão nos nove primeiros meses deste ano, a empresa passa por sérias dificuldades. No caso da TAM, a situaçao nao é das melhores. No segundo trimestre, o balanço apontou um prejuízo líquido de R$ 928 milhões.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva receberá um cheque de R$ 215 mil do falido governo da Catalunha na quinta-feira, como parte do prêmio que ganhou por conta de sua política social e “crescimento justo”.
A informaçao sobre o valor da premiaçao foi divulgada em um comunicado oficial do governo catalao, anunciando o evento que marca a entrega do Premi Internacional Catalunya.
Em abril, quando o Instituto Lula anunciou que o ex-presidente havia sido o escolhido para receber o prêmio neste ano, nenhuma informaçao sobre os valores do cheque foi divulgada.
No comunicado em português, o Instituto apenas citava que o júri, presidido pelo escritor e filósofo Xavier Rubert de Ventós, “elogiou a política adotada por Lula a serviço de um crescimento econômico justo, que colocou seu país à frente da globalização e favoreceu uma divisão mais justa da riqueza e das oportunidades”.
O prêmio é destinado a pessoas que tenham contribuído com o desenvolvimento de valores culturais, científicos ou humanos. 177 nomes foram indicados e Lula venceu por unanimidade.
O comunicado do Instituto Lula também cita uma carta enviada por Lula ao presidente catalão Artur Mas. Segundo o ex-presidente, a decisão do júri “reforça a amizade e a solidariedade entre nossos povos”. As informaçoes também apontavam que, além de Lula, personalidades como Jimmy Carter, Vaclav Havel, Claude Lévi-Strauss e Aung San Suu Kyi já haviam recebido a mesma premiaçao no passado.
Já o governo de Barcelona, em seu informe à imprensa local, indicou que, além de peça de arte, Lula levará 80 mil euros. A primeira vez que o valor é citado foi em abril, no mesmo dia do comunicado em português. Ontem, o valor voltou a ser citado no novo comunicado em catalao.
A Catalunha vive dias de turbulência. Além do debate em torno de uma eventual independência, o governo local foi obrigado a pedir um resgate de Madri diante de dìvidas que já nao pode honrar.
Mas foi obrigado a cortar de forma drástica o orçamento para a Saúde, reduziu salários e aumentou o número de horas de trabalho. Barcelona, nas últimas semanas, tem já se acostumado com as repetidas manifestaçoes nas ruas, por parte de diferentes grupos afetados pela crise. Na Espanha, 25% da populaçao nao tem trabalho. 56% dos jovens estao desempregados.
A cerimônia para a entrega do prêmio está marcada para a ocorrer na sala Sant Jordi do Palau de la Generalitat, na quinta-feira.
O número de celulares em uso no mundo vai superar a população da Terra até 2014. As estimativas estão sendo apresentadas hoje pela União Internacional de Telecomunicações que revela uma explosão dos meios de comunicação nos últimos anos. O levantamento aponta que a China foi o primeiro país a somar 1 bilhão de assinaturas de serviços de celular. O mercado chinês também já é o maior em termos de números de smartphones vendidos.
Os dados escancaram o sucesso dos novos meios de comunicação, superando em todos os continentes o número de telefones fixos. Na África, a taxa de penetração dos celulares é de 50% da população. Enquanto isso, apenas 1% da população tem telefones fixos.
Em mais de 100 países a taxa de penetração dos celulares já está acima de 100% da população. Um deles é o Brasil, com uma taxa de penetração de 120%. Na prática, isso significa que 240 milhões de celulares estariam em uso no País.
Na Rússia, a taxa é de 180%. Em sete países, a taxa de penetração já supera a marca de 200%. 6 bilhões de celulares já estariam em operação no mundo, 50% deles na Ásia.
Os números relativos à Internet também impressionam. 2,3 bilhões de pessoas tem acesso hoje à rede mundial de computador, um aumento de 100% em relação a 2007. Um quarto dos usuários da Internet está hoje na China.
Mas a própria agência alerta que 75% da população dos países em desenvolvimento não tem ainda Internet. 2 bilhões de jovens ainda não estão conectados à rede e apenas um terço das residências tem acesso à Internet. Nos países emergentes, 75% das famílias tem televisão. Mas apenas 20% tem Internet.
Segundo a UIT, os custos de comunicação caíram em 30% entre 2008 e 2011. Mas isso ainda não seria suficiente para democratizar o uso da tecnologia.
Enquanto uma parcela inteira do mundo ainda espera pela Internet, as operadoras faturaram US$ 1,5 trilhão em 2010, 2,4% do PIB mundial. 12% do comércio mundial já é dominado por produtos de telecomunicações, setor que investiu US$ 241 bilhões apenas em 2010.
Salários no Brasil tem crescido a um ritmo duas vezes maior que a média mundial durante os anos da crise internacional. Mas os valores absolutos para a maioria dos trabalhores ainda estão distantes da renda em países ricos.
Os dados estão sendo revelados hoje pela Organização Internacional do Trabalho que destaca a estagnação dos salários pelo mundo diante da recessão. Em média, os salários no mundo aumentaram em 1,2% em 2011. Mas, nos países ricos, salários diminuíram em 0,5%. Na Grécia, a queda foi de 11%, contra uma redução na Espanha de 4%.
Já no Brasil, a taxa registrada é de uma expansão de 2,7% no ano passado, depois de um crescimento de mais de 3% anualmente desde 2006.
Apesar da expansão, a OIT alerta que a disparidade salarial média de um operário brasileiro numa fábrica e um trabalhador num país rico é ainda profunda. Por hora, um funcionário de uma fábrica ganha em média US$ 5,5.
Na Grécia, o salário é de US$ 13,00 por hora, contra mais de US$ 23 nos EUA e US$ 35,00 na Dinamarca.
A desaceleração da economia brasileira passa a fazer parte das preocupações dos membros do Comitê Olímpicos Internacional. Reunidos hoje em Lausanne, o COI e a delegação do Rio 2016 discutiram a situação da preparação da cidade.
Uma das perguntas feitas ao presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, foi direcionada justamente sobre a situação da economia brasileira, que passa por uma desaceleração e chamou a atenção internacional. A variação cambial também foi alvo de questionamento, já que isso teria um impacto direto na renda que o COI terá do evento.
O que membros da entidade querem saber é até que ponto a desaceleração poderia afetar as obras e a preparação.
Nuzman teria explicado que, para 2013, a projeção é de um crescimento de 3,5% e que o Banco Central está comprometido em evitar flutuações no câmbio.
Mark Adams, porta-voz do COI, ainda deixou claro que a mensagem ao Rio é a de que “não há tempo a perder” nas obras e que os organizadores precisam agir “com todo o vigor”. Em outras palavras, há não mais como permitir que uma obra sofra um atraso.
As informações fornecidas sobre a reunião de hoje, porém, se contrastam com a explicação que Nuzman deu à imprensa internacional, minutos antes de Mark Adams. Segundo ele, os organizadores da Rio 2016 fizeram sua apresentação aos membros do COI.
Mas, questionado por um jornalista estrangeiro se haviam recebido perguntasdo Comitê Executivo do COI após a apresentação, Nuzman apenas disse: “não”. “Estamos em dia”, afirmou Nuzman. “Foi muito bom. Estamos numa situação muito confortável”, completou.
Nos últimos doze meses, 6 mil europeus perderam seus trabalhados a cada dia e a taxa de desemprego na zona do euro bate mais um recorde. Dados divulgados na manhã de hoje indicam que 11,7% da população dos 17 países que usam a moeda única estão sem trabalho.
Os dados de outubro representam um novo recorde e um aumento em relação à taxa e 11,6% de desemprego em setembro, segundo a Eurostat. Desde setembro, o continente volta a viver uma recessão, situação que só será superada em 2014.
Em números absolutos, a Europa soma hoje 18,7 milhões de desempregados. Apenas no mês de outubro, 173 mil foram demitidos.
Em um ano, a destruição de postos de trabalho na Europa atinge a marca de 2,1 milhões. Na prática, quase 6 mil demissões por dia. A taxa é superior aos 7,9% de desemprego nos EUA e de 4,2% no Japão.
Contando todos os 27 países da Europa, a taxa de desemprego é de 10,4%, com 26 milhões de essoas afetadas.
As piores taxas estão na Grécia e Espanha, com um quarto da população sem trabalho. Nesses dois países, a proporção de jovens sem trabalho chega a mais de 55%. Do outro lado estão países como a Áustria, Luxemburgo, Alemanha e Holanda, todos com uma taxa de desemprego abaixo de 5,5%.
Numa recente turnê da seleção brasileira pela Europa, o então todo-poderoso diretor de seleções, Andres Sanchez, se aproximou a jornalistas na beira do campo onde o Brasil treinava na Polônia e comentou: “técnico é tudo igual”. Obviamente, não estava falando especificamente do então técnico da seleção, Mano Menezes. .
De qualquer forma, a declaração vai na direção contrária a tudo o que se fala nas comissões que estudam o futebol na Europa em relação ao papel dos treinadores na formação de uma equipe e, principalmente, aos debates nos bastidores de clubes sobre quanto deve ser o salário desses verdadeiros gerentes de táticas de jogo e mesmo de egos.
Numa semana que o Brasil prendeu a respiração para saber quem seria o novo treinador da seleção para a Copa de 2014, vale dar uma olhada na valorização sofrida por essas pessoas que ocupam um dos cargos mais polêmicos do futebol.
Um ranking produzido pela Pluri Consultoria da a dimensão do que vale hoje um treinador, principalmente nas grandes equipes mundiais.
O português José Mourinho seria o mais bem pago do mundo, com um salário no Real Madrid de 15,3 milhões de euros por ano. Sozinho, o treinador consumiria 3,2% do faturamento do clube.
Carlo Ancelotti, do PSG, vem na segunda posição, com 13,5 milhões de euros e um peso de 16% no faturamento do clube francês. A terceira posição é do também italiano Marcelo Lippi, que ganha 10 milhões de euros para treinar o time chinês Guangzhou.
No Manchester United há décadas, Alex Ferguson ganha 9,3 milhões de euros por ano para treinar a equipe.
Já no Brasil, Abel Braga é o mais bem pago, com 3,5 milhões de euros por ano no Fluminense. O campeão brasileiro de 2012 também é o 19º treinador mais bem pago no mundo. Muricy no Santos, Luxemburgo no Grêmio e Tite no Corinthians recebem 3 milhões de euros por ano. O técnico Paulo Autuori é hoje o técnico brasileiro com maior salário, treinando o Catar.
Eis a classificação:
1- José Mourinho (Real Madrid) 15,3 milhões de euros
2- Carlo Ancelotti (PSG) 13,5 mi
3- Marcelo Lippi (Guangzhou Evergrande) 10 mi
4- Alex Ferguson (Manchester United) 9,4 mi
5- Arsene Wenger (Arsenal) 9,3 mi
6- Guus Hiddink (Anzhi) 8,3 mi
7- Fabio Capello (Russia) 7,8 mi
8- Tito Vilanova (Barcelona) 7 mi
9- José Antonio Camacho (China) 5,9 mi
10- Roberto Mancini (Manchester City) 5,9 mi
11- Frank Rijkaard (Arabia Saudita) 5,3 mi
12- Jupp Heynckes (Bayern Munique) 5,2 mi
13- André Villas Boas (Tottenham) 4,5 mi
14- Harry Redknapp (Queens Park Rangers) 4 mi
15- Jorge Jesús (Benfica) 4 mi
16- David Moyes (Everton) 3,6 mi
17- Manuel Pellegrini (Málaga) 3,6 mi
18- Paulo Autuori (Catar) 3,6 mi
19- Abel Braga (Fluminense) 3,5 mi
20- Luciano Spaletti (Zenit) 3,3 mi
21- Antonio Conte (Juventus) 3 mi
22- Cesare Prandelli (Italia) 3 mi
23- Vanderlei Luxemburgo (Gremio) 3 mi
24- Muricy Ramalho (Santos) 3 mi
25- Tite (Corinthians) 3 mi
2013
2012
2011
2010
2009