GENEBRA – Nos anos 70, o entao secretário de Estado norte-americano, Henry Kissinger, ironizou a situaçao da integraçao européia ao questionar qual seria o número de telefone que deveria usar para a falar com a Europa. Se Kissinger fosse obrigado a telefonar mais uma vez para a Europa em 2010, nao acharia que sua frase está tao ultrapassada.
A partir de 1 de janeiro, a Uniao Européia terá dois presidentes: a Espanha, que assume o cargo rotativo até julho, e o presidente permanente Herman Van Rompuy, que acaba de ser eleito. Isso sem contar com o presidente da Comissao Européia, José Manuel Barroso, e a nova ministra das Relaçoes Exteriores, Catherine Ashton.
A complicada arquitetura foi fruto do Tratado de Lisboa que dá uma maior institucionalizaçao para a Europa, mas nao retira os governos nacionais da cena. Trata-se de mais um passo para a supranacionalidade. Mas com governos ainda hesitantes em abrir mao completamente de sua soberania.
A Espanha terá a dura tarefa de implementar o tratado que abre uma nova era para a Europa e tenta garantir um maior peso do continente nos temas internacionais. Para os mais otimistas, a Europa ganha novas instituiçoes que transformarao a integracao em um projeto ainda mais irreversível.
Mas o resultado também é um complexo sistema que já começa a gerar atritos. José Luis Rodriguez Zapatero, o presidente do governo espanhol e de olho em alavancar sua popularidade, receberá cúpulas como a da América Latina – Europa e com Barack Obama. Mas será Rompuy quem presidirá os encontros.
Na agenda da Espanha está o relançamento economico da Europa. Mas foi Rompuy que tomou a iniciativa de convocar para Bruxelas uma cúpula no dia 11 de janeiro para tratar do assunto econômico e de superar a crise financeira.
Miguel Angel Moratinos, o ministro de Relaçoes Exteriores da Espanha, garante que nao haverá problema e que cada um saberá qual seu papel. Mas já deixou claro que quer estar ao lado de Ashton quando ela for lidar com o Oriente Médio, América Latina e países do Mediterrâneo, uma nova aposta espanhola. Na agenda ainda está a situaçao no Afeganistao, a relaçao estratégica com a China e a adesao da Turquia.
Nao há dúvidas de que a UE é o projeto de maior sucesso na história contemporânea da integraçao entre países. Em apenas 65 anos, o continente passou de uma guerra sem precedentes para a paz. Ainda assim, a resposta para a pergunta de Kissinger continua vaga.
Se esse embróglio fosse no hemisfério Sul, “eles” nos chamariam de ignorantes e submundismo de quinta categoria e logo inventariam uma “ISO” para tratar dos “causos” e dai nasceriam as “normas” e os ‘tupiniquins’, como sempre… correriam para adotar tais ‘normas’ e se vangloriar que estão sempre na frente das “carroças”.
Eles que se danem… e nós é que devemos criar nossos modelos e aperfeiçoá-los e vendermos os alimentos, os insumos já tratados até o mínimo e nas trocas pensarmos grandes que fomos e em nossas estrelas pensantes da juventude que sabem muito, todavia não damos aos mesmo o amparo necessário para os riscos.
Todos da velha europa necessitam comer, viajar, gastar e aplicar, na maioria das vezes, aquilo que nos tiraram á força tempos passados até o presente. vamos dar o trôco com compet~encia, honestidade, ética e a nossa maneira de ser… simples.
É isso mesmo Lauro APET, estou de acordo com seu comentário! Apesar da atual cultura alienante dos jovens no Brasil…
responder este comentário denunciar abusoEste comentario eh no minimo,ignorante,vc conhece a Europa?,claro que nao,Lauro mesmo tentando te repeitar devo dizer que vc eh uma pessoa que merece compaixao,tamanha eh a sua falta de conhecimento.
responder este comentário denunciar abusoa união européia é a nação dos os que nascem e vivem na europa em 2010, futuramente os países que fazem parte da europa hoje serão estados da nação européia o mais breve possível……creiam
Com competência, honestidade e ética, significa que não é assunto para tupiniquins e cucarachas, exportadores de matérias-primas e de produtos “paraguaios”.
Ieu istô perocupado!
Ieu pensei qui seria cunvidadu pra ser persidenti da UE.
U Obma tinha faladu qui ieu era o Cara intonces pensei qui ieu era u milhó de todus.
I angora mi deicharam di fora.
Ki sacanaje.
A estabilidade de uma União Européia pode ser vista como um avanço imenso se comparado ao que foi o continente nos inícios do século XX. No entanto, é preciso vermos o quanto a noção de “pátria” passou desde então e como ataques terroristas e desejos de autonomia de pequenas regiões são uma realidade pungente da Europa do século XXI. Substitui-se um problema por outro.
“…e a nossa maneira de ser… simples.”
Nao me faca rir…
O problema principal geopolitico da UE sao os “Kissingers” (plural!) dos EUA: EUA e Inglaterra tem a estrategia de manipular o desenvolvimento da UA – para continuar como uma subsidiaria da “missao” dos EUA e Inlaterra de “controlar” o planeta: Full spectrum global domination. Para este fim, EUA insiste na inclusao da Ukraina, Georgia e da Turquia como membros de UE. Os paises da Europa Ocidental estao em oposicao a admitir mais paises na UE. (Gisgard d’Estaigne o estadista frances opinou: “Os enimigos da Europa querem a inclusao da Turquia”). A UE tem incluido muitas paises do este da Europa – que precisam grande subsidios economicos – e sao politicamente mais utiles para os fims dos EUA, que os intereses da EU. Total – melhor que os “Kissingers” nao terem “parceiro” na UE, e que a UE pudesse se”independisar” dos EUA. O tres paises “importantes “da Europa “real” (!)sao: Francia, Alemanha, Russia. O futuro “real” da Europa va no trem Paris-Berlim-Moscu – os “outros” sao pedestres…
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Entreouvindo em Brasília
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- Ô Amorim? Qual o telefone da Europa?
- Olha presidente Lula, a coisa é complicada…
- Como assim complicada?
- É que a União Européia possui vários presidentes.
- E quem são eles?
- A Espanha, o Herman Rompuy, o Manuel Barroso e Catherine Ashton.
- Poxa, e como eu faço então pra telefonar!?
- Bem, não tem jeito, a culpa é do ‘Tratado de Lisboa’.
- Pô Amorim, veja se isso são horas de você contar piadas, né?
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Não vejo como tornar a Europa ‘um só país’. Isso implicaria em, por exemplo, unificar o idioma. Escolher um? Adotar o esperanto? Acho que a solução é um meio-termo, com os países ainda soberanos. Mais ou menos ocmo está hoje.
2011
2010
2009
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