GENEBRA – Há dois meses, governos se apressavam em tentar obter acordos para a compra da vacina contra a gripe suína. Lembro-me de ver representantes de algumas das maiores farmacêuticas do mundo alertando que não haveria vacina para todos.
Agora, em muitos locais da Europa, o produto está encalhado e governos já começam a devolver as vacinas às multinacionais. Mesmo assim, a Organização Mundial da Saúde (OMS) se recusou ontem a declarar o fim da pandemia do virus H1N1, alertando que uma nova onda de infecções poderia ocorrer no final do inverno do hemisfério norte, entre março e abril.
A Suíça, que havia comprado 13 milhões de doses da vacina para seus 7 milhões de habitantes, anunciou nesta semana que quer se desfazer de 4,5 milhões de doses. Parte da explicação é o fato de que cada pessoa precisa de apenas uma dose, e não duas como se estimava no início da pandemia. Mas outro fenômeno é o baixo interesse da população em se vacinar.
Na Espanha, a ministra da Saúde, Trinidad Jiménez, admitiu que está negociando com as empresas para devolver o produto. « Os contratos assinados com as empresas que nos venderam as vacinas – GSK, Novartis e Sanofi-Pasteur – incluem cláusulas que permitem devolver as vacinas para que se possa distribuir a outros países », disse. A Espanha comprou 37 milhões de doses da vacina para sua população.
A idéia seria passar as doses para países que não assinaram contratos com empresas. Uma das preocupações da ONU no início da pandemia era de que o poder de compra dos países ricos deixasse as demais economias sem acesso ao produto.
Já alguns estados alemães começam negociações com a GlaxoSmithKline para reduzir as encomendas. Em janeiro, Berlim abrirá negociações com outros países para transferir as vacinas encalhadas. 2 milhões de doses poderiam ser vendidas, das mais de 50 milhões que o país adquiriu.
Quem perde com isso são as empresas farmacêuticas. Segundo a Morgan Stanley, os lucros da Novartis poderiam chegar a US$ 600 milhões com a doença, contra 750 milhões de euros para a Sanofi. Já a Glaxo teria lucros de mais de US$ 3 bilhões. Mas a devolução dos estoques pode reduzir e maté 15% esses benefícios.
Quem também perde é a OMS e sua credibilidade. Duramente criticada por ter criado um sentimento de pânico, a OMS se defende e alerta que é « muito cedo ainda » para dizer que a pandemia acabou. Keiji Fukuda, responsável dentro da organização pelo assunto, ainda insiste que a incerteza é o que marca a atual gripe. Para ele, França, Suíça e Leste Europeu mantém um « nível elevado » da gripe. « É improvável que uma pandemia possa desaparecer de um momento a outro », disse.
Para ele, o principal será avaliar o que ocorrerá nos próximos quatro ou cinco meses.
Enquanto os países ricos não sabem o que fazer com suas vacinas, a OMS admite que ainda não enviou aos países pobres as vacinas que recebeu como doação e que foram usadas pelas multinacionais como publicidade.
Segundo Fukuda, isso depende da capacidade do país receptor de mostrar que tem como administrar as vacinas. Nos estoques estão paradas as 180 milhões de vacinas doadas pelas companhias.
A OMS estima que, em oito meses, cerca de 10 mil pessoas morreram por causa da gripe suína. Mas o número poderia ser maior. A gripe sazonal mata entre 250 mil e 500 mil pessoas por ano no mundo.
Alguns irão lembrar de um email que andou pela Internet falando do lobby das gigantes do ramo farmaceutico e um bem arquitetado plano para ganharem muito dinheiro em cima desta gripe. Com vira e mexe surge alguem dizendo ou falando sobre alguma nova conspiração, muitas vezes não prestamos atenção no que dizem. Se na economia tivemos uma marola que quase afogou a muitos, esta gripe, que era declarada como uma verdadeira tsunami, virou marola. Em que pesem as pessoal mortas, “meio” morto já é muito, nem arranhou o que anualmente leva a gripe tradicional. Das duas uma: ou este pessoal da OMS é de uma incompetencia extraordinária, ou de fato havia muito interesse econômico disfarçado de cautela contra a “pandemia”.Se pensarmos bem, o que realmente fez a diferença, foi a grande publicidade que foi feita para que as pessoas adotassem habitos de higiene extremamente simples, mas eficazes. Eficazes não só contra a gripe suína, mas contra qualquer doença infecto-contagiosa. Resumindo: para combater a gripe, mais vale lavar as mãos e não espirrar para o alto, do que gastar trilhões com remédios com muita eficiencia economica mas com nihil de eficiencia terapeutica.
Concordo com voce. Não só nesta área com nas demais áreas onde os gastos são fabulosos, mais e mais cientistas trabalham manipulando dados para que os objetivos sejam os dos laboratorios que os pagam. Na área de climatologia ouvi recentemente uma explicação de um climatolista da USP dizendo que tudo o que se diz não passa de engodo e interesse de multinacionais.
Um abraço
O que poucos sabem é que as vacinas da Baxter continham vírus da gripe aviária ativo, junto com o H1N1, que é um vírus tonto. É forte mas não suporta muito e não se transmite facilmente. Eles queriam que os vírus presentes no corpo humano entrassem em mutação e surgisse um novo vírus, realmente letal. Procurem por Jane Burgeimester no Youtube e Google. Uma jornalista descobriu e processou vários governos europeus e o americano. Jornalista bom é assim, investiga tudo.
Como a farsa do aquecimento global não está dando certo, os globalistas que lutam por um governo mundial riquíssimo em impostos cobrados dos países, queriam uma alternativa para colocar o mundo em polvorosa e saírem alardeando que o mundo precisava de um governante único. Falhou também. Pandemia com esse número de vítimas? A gripe comum mata muito mais todos os anos só no Brasil. Mas fizeram muita sacanagem para tentar convencer o planeta. E ainda fazem. Observem: criado um imposto mundial, quem o receberia? O governo mundial, claro. Só o estado tem o poder de criar impostos.
claro que ha interesse das multinacionais, e de mais gente querendo faturar em cima do evento, mas elas nao sao culpadas pelo acontecido.
governos sao ineficientes como gerentes e organismos que funcionam como governos idem.
dito isto, melhor ficar paranoico do que deixar que morra mais gente.
por outro lado, morre muito mais gente com coisas muito mais banais e que nao requerem de remedios farmacologicos, como o simples sanemento basico onde vivem pessoas e que a maioria dos governos nao consegue dar conta.
em outras palavras, se voce quer sobreviver, seja paranoico. como diz andrew grove, no seu livro mais famoso, ‘so os paranoicos sobrevivem”.
Há dois vídeos no youtube com a ex-ministra da saúde finlandesa (http://www.youtube.com/watch?v=nTgyakGAddM), em que ela senta o pau nas multinacionais fabricantes de vacinas. Além disso, a quantidade de mortos da Gripe Suína são sempre menores que os mortos pela gripe “normal”. Finalmente, o vírus da gripe Suína (H1N1) é o mesmo vírus (com mutações) da gripe que sempre passava de humanos para aves e para suínos há séculos. Então, realmente essa história toda está mal explicada…
A grande questão da vacina contra o H1N1 é que a população não se sente segura com essa vacina.
Na verdade existem sérios indícios de que além de não serem tão eficazes, ainda pode trazer efeitos colaterais nada bons, chegando até mesmo à morte, como ocorreu em alguns, embora poucos, casos.
Mas não concordo que a pandemia esteja encerrada. Muito ao contrário, a maioria dos casos sequer é notificada e no Brasil quando o inverno chegar o ano que vem, teremos problemas com certeza.
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