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Quem Faz

HUMBERTO DANTAS Cientista social, doutor em ciência política, professor do Insper e da FESP-SP, e colunista da Rádio Estadão. EDER BRITO Jornalista, mestre em administração pública, servidor público em São Paulo e coordenador de projetos da Oficina Municipal CAMILIA TUCHLINSKI Jornalista, radialista, apresentadora e repórter da Rádio Estadão. Cobre assuntos gerais. Observadora e curiosa sobre a política nacional.
segunda-feira 21/07/14

As prioridades do Estado “laico”

Não duvide que existam projetos tramitando no Congresso Nacional, em assembleias legislativas e até mesmo em câmaras municipais que tratam de colocar conteúdos associados à democracia e à cidadania nas escolas. Alguns caminham bem e costumam sensibilizar parcelas dos parlamentares. Mas onde estão estes conteúdos? Por que até agora não temos a sensação que, de maneira suprapartidária e responsável, a política entrou nas salas de aula? Simples. Projetos dessa natureza esbarram em pareceres que os engavetam em virtude de uma ...

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sexta-feira 18/07/14

O melhor dos mundos

Se tudo o que o prefeito de São Paulo diz a respeito do novo Plano Diretor sair do papel, aqui será o melhor dos mundos para se viver. Um trânsito mais democrático, em que todos os modais tenham espaços semelhantes e de maneira justa. Eu mesma vou me esbaldar nas ciclovias (promessa da Prefeitura de concluir 400km de ciclovias até o fim do ano que vem) e irei trabalhar todos os dias com a minha bike! Em 2011, cheguei a colocar ...

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quinta-feira 17/07/14

Lixo de Política

Faltam menos de três semanas para que quase três mil Prefeitos brasileiros tornem-se criminosos. Eles e suas equipes poderão começar a responder, entre outras coisas, por crime ambiental, já que não foram capazes de cumprir uma exigência da Lei 12.305. Aprovada em 2010, esta lei prevê, entre várias outras coisas, o fim dos lixões em todas as cidades brasileiras até o dia 02 de agosto de 2014. A perspectiva pode parecer hiperbólica, mas talvez não seja um recorde de exagero. A ...

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segunda-feira 14/07/14

O sabor amargo do convívio

Quando a vaia soou na Copa das Confederações em 2013 foi possível notar que uma parcela da sociedade não parecia muito contente com o governo federal. A despeito da hostilidade concordou-se à época que a situação da classe política, em geral, não era boa. Arrogante como parte expressiva dos profissionais da área o marqueteiro de plantão no Planalto afirmou que devolveria à presidente, antes do final do ano, a popularidade perdida nos protestos de rua – o que a despeito de gastos e abusos não ocorreu. O estádio, à época, era apenas a continuidade de um desgaste amplo. E, diga-se de passagem: no Pan-americano não foi diferente pra cima de Lula. Magoado, o ex-presidente logo tratou de “reanimar” uma luta de classes que pouco existe. Se existisse, o mérito de seu governo não seria ter dado condições de consumo para a repetição de um padrão “odiado”, mas sim criado novo estilo de vida. Mas se isso é difícil demais: viva o consumo!

 

E na Copa do Mundo não foi tão diferente. Dilma foi hostilizada novamente, mas dessa vez de maneira grosseira. Seria uma vingança tensa em virtude de um país fantasioso pintado no pronunciamento da TV dois dias antes da estreia? Não importa: hostilidade tem limite e ele foi ultrapassado. Assim, lá estava Lula, o fiador e cabo eleitoral, e Gilberto Carvalho, este segundo defendendo que “uma elite branca” havia agredido Dilma. Mais um deslize: então o “governo do povo” armou um “evento elitista” e deixou de fora seus protegidos? Esqueça disso! Sem essa de segregar. A Copa é cara em qualquer lugar do mundo, é um negócio que pode ser rentável e apostamos nele. Mas será que alguns milhares de brasileiros que estavam nos estádios fazem parte de um segmento singular e mal educado da sociedade que xinga descarada e “orgulhosamente” a presidente da qual não gosta? Tenho certeza que não. Na nossa sociedade, a despeito das outras, educação é item raríssimo e tudo é questão de oportunidade. Assim, não creio que o ladrão rico seja mais criminoso que o safado pobre. Aposto que o pouco investimento que fizemos em ambos, no que diz respeito à transmissão de valores fundamentais para a vida em sociedade, nos cobra preços diferentes, mas cobra. Isso representa que tudo, ou muita coisa nesse país, é resultado de um custo oneroso de oportunidade: “se eu puder levar, levarei vantagem. Muita ou pouca, mas levarei”.

 

Duas cenas vividas pelo designar Fernando Mainardi em jogos da Copa reforçam a ideia. São apenas dois pequenos exemplos, mas isso aqui é um texto descontraído de um blog e não uma tese na USP. Ufa! Passei dessa fase! Cena 1: intervalo de jogo. Fila para o banheiro e rápida chegada ao mictório. Ao olhar para trás nosso torcedor vê o faxineiro entrando com um carrinho de limpeza. Para, e começa a retirar sacos alucinadamente de um compartimento do veículo. Lá embaixo está o produto do tráfico. Bebida alcoólica gaseificada de arroz, ou se preferirem, nossa maldita cerveja. A aglomeração é rápida, a venda expedita. O estoque acaba e as pessoas bebem rapidamente para voltarem aos seus lugares achando que levaram imensa vantagem sobre os R$ 10 cobrados pela FIFA. Quanta esperteza. Da elite? Ou da sociedade e de seus valores toscos em geral? Acredito na segunda hipótese, reforçada pela cena 2. Sorvete a R$ 10 na mão do vendedor em meio à partida. Nosso torcedor pede dois, e entrega uma nota de R$ 50. O vendedor volta R$ 36. “Mas não é R$ 10, de acordo com o cartaz pendurado no seu isopor?” E a resposta: “dez é lá embaixo, cobro dois pra trazer até aqui pro senhor”. O dinheiro volta, o sorvete é lançado pra dentro do container e certamente foi vendido para algum esperto. O sabor amargo do jeitinho brasileiro não compensa. E se nossa Copa “terminou” nos sete gols da Alemanha, em matéria de convívio social o resultado me preocupa mais, e não aparece num “apagão esportivo de cinco minutos” mas sim numa amarga história de descompromisso.

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sexta-feira 11/07/14

Greves milionárias

O promotor de Justiça do Ministério Público de São Paulo Maurício Ribeiro Lopes investigou, durante um mês, os motivos e a legalidade das greves de motoristas de ônibus e de metroviários às vésperas da Copa do Mundo no Brasil. Recebeu informações do Metrô e descobriu que mais de sete milhões de passageiros foram impedidos de usar o transporte público entre os dias 05 e 09 de junho. Além disso, calculou os prejuízos para a cidade, como o caos no trânsito ...

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segunda-feira 07/07/14

Só aqui?

Ano passado eu bem que tentei emprestar emoção à final da Copa das Confederações. De férias com minha esposa chegamos a Olite no dia da final. Cidade pequena em torno de um castelo na Espanha, crise estampada em cartazes pendurados em janelas fechadas. Muito imóvel para alugar ou vender. Foi o lugar que mais senti o monstro de 2008, a tal “marolinha” de Lula. Nosso intuito ali era assistir ao jogo contra a seleção local num bar. Arriscar. Ver o ...

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quarta-feira 02/07/14

Colômbia é Brasil na Copa!

A Colômbia tem uma população de quase seis mil habitantes, pouco mais de 55 anos de história e fica bem na divisa de... São Paulo e Minas Gerais. Não se trata da nação sul-americana cujo time enfrenta a seleção brasileira de futebol na próxima sexta-feira. Estamos falando do município paulista onde quem nasce não é colombiano, mas sim colombiense. Por lá, parece ser difícil encontrar colombianos, aliás. Olhando para o passado da cidade, encontram-se mais personagens de origem asiática do que ...

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