1. Usuário
Assine o Estadão
assine

Quem Faz

HUMBERTO DANTAS Cientista social, doutor em ciência política, professor do Insper e da FESP-SP, e colunista da Rádio Estadão. EDER BRITO Jornalista, mestre em administração pública, servidor público em São Paulo e coordenador de projetos da Oficina Municipal. CAMILIA TUCHLINSKI Jornalista, radialista, apresentadora e repórter da Rádio Estadão. Cobre assuntos gerais. Observadora e curiosa sobre a política nacional.
sexta-feira 28/02/14

Nada de folia!

Não importa qual o sentido histórico do Carnaval. O fato é que no Brasil ele é sinônimo de tradição, festa, folia, por vezes até exacerbada extrapolação. Mas quanto custa um Carnaval? Não estamos falando aqui da fantasia, do ingresso para o baile ou do abadá para a farra no bloco. Tampouco do quanto os fígados podem sentir ou dos proibitivos descuidos íntimos. Estamos falando de dinheiro público. Quando uma prefeitura resolve organizar uma festa dessa natureza quanto sai dos cofres? ...

Ler post
quarta-feira 26/02/14

De portas abertas… e transparentes!

Por Eder Brito Convido o leitor a um exercício de imaginação em que ele tente visualizar a seguinte cena: você chega à sede da Prefeitura do município e encontra apenas uma sala transparente, com paredes de vidro. Lá dentro você pode enxergar o Prefeito, atendendo tranquilamente a um cidadão, enquanto você aguarda confortavelmente, sentado em uma cadeira na sala de espera. Assim que o papo terminar, você também poderá conversar com ele, levar suas demandas e tirar dúvidas. Assim, “direto com ...

Ler post
segunda-feira 24/02/14

No lugar de Deus

Quando Hugo Chávez se viu diante do câncer que o vitimou tratou logo de indicar seu sucessor. E seu dedo apontou na direção de Nicolás Maduro. Certamente muitos desejavam o posto, mas nesse tipo de cadeira não costuma caber mais de um par de glúteos. Assim, a partir do instante em que se sentou no novo posto o líder político da Venezuela precisava se legitimar perante o eleitorado. E tal gesto não foi feito, aparentemente, com ações políticas razoáveis no ...

Ler post
sexta-feira 21/02/14

Mais que um beijo

Todo mundo sabia o peso de um beijo gay numa novela da Rede Globo sobre a opinião pública brasileira. Infelizmente foi necessário um bom tempo dentro do século XXI para que o terceiro milênio realmente começasse na principal emissora de TV do país. E se é assim na ficção, imagina como deve ser na vida real? E na política nacional então?

 

Marta Suplicy (PT) sempre foi entusiasta da causa de defesa das questões associadas à sexualidade. Mas sua campanha de 2008, num gesto de desespero, chegou a supor que uma possível homossexualidade do então prefeito e adversário Gilberto Kassab (à época no DEM) poderia interferir no voto e na qualidade da representação política. A atitude foi criticada e o debate arrefeceu. Marta se desculpou. Assim, pouco importa a motivação sexual do ex-prefeito de São Paulo. Mas certamente a maior metrópole do país, que vive na vanguarda em uma série de aspectos, não inovou em matéria de políticos que convivem bem com sua homossexualidade – se é que eles existem por aqui. Esse título pertence a outra localidade, no interior do estado.

 

Aliança dourada na mão, cerca de dez anos de relacionamento estável à época da eleição e a declaração: “não fazia sentido esconder quem eu amo e respeito”. Perfeito. Ou melhor: prefeito. A afirmação veio durante a campanha de 2012 e partiu de Edgar de Souza, do PSDB de Lins. Até então o jovem sociólogo, pouco mais de 30 anos, e alguns mandatos na Câmara Municipal – onde debutou após as eleições de 2000 com 21 anos – não havia declarado essa característica. A ideia veio no pleito majoritário, onde afirmou que não podia enganar o eleitorado, deixando de ser transparente e mostrando quem ama de forma natural. Em sua coligação, algo que podemos associar à tolerância: “Lins merece muito mais”. E mereceu.

 

Os adversários pegaram no pé e buscaram desqualifica-lo em razão da questão gay. Deu certo? Pode até ter afastado alguns, mas o fato é que Edgar foi eleito com mais de 53% dos votos, adesão bastante expressiva num país que é considerado o mais homofóbico das Américas segundo ranking apontado pela BBC Brasil. De acordo com a Associação Brasileira GLT, em matério do G1, o caso de Edgar é único. Já na reportagem da agência internacional de notícias o destaque fica por conta de Benjamín Medrano Quezada, eleito em 2013 pelo PRI como prefeito de Fresnillo, no México. Ao longo da campanha rumores de seus adversários davam conta de seu envolvimento íntimo com crianças. Foi a gota d’água: assumiu a homossexualidade, ganhou com folga o pleito e mostrou que a despeito de o seu país ser o segundo colocado no mencionado ranking, na política um gay pode ser eleito. Resta saber agora quando as tradicionais novelas de nosso parceiro de continente mostrarão beijos gays. Na trama de “Los exitosos Pérez”, entre 2009 e 2010, a esperança esbarrou na justiça, que censurou a cena. Assim, certamente existem outras razões para sermos o primeiro na citada classificação, e eles o segundo no campo do preconceito. Em termos de prefeituras, aparentemente estamos empatados.

Ler post
quarta-feira 19/02/14

Prefeitos batalhadores

Por Eder Brito Primeiro foi Gilberto Kassab, ex-Prefeito de São Paulo que em 2007 quase desferiu uns sopapos contra o publicitário Kaiser Paiva Celestino, em um episódio de atípico descontrole do pacato líder do PSD. Os socos nunca aconteceram, mas Paiva teve de ouvir um sonoro “vagabundo”, proferido pelo Prefeito que o expulsou do posto de saúde que visitava na ocasião. O episódio rendeu até dividendos políticos para Kaiser, que em 2008 tentou uma vaga na Câmara Municipal paulistana. Filiou-se ao ...

Ler post
segunda-feira 17/02/14

A barbárie sob nossos olhos

Não é pequeno, e tampouco recente, o desafio de todo o mundo para conter absurdos sexuais contra mulheres e crianças. O problema maior é quando tais aberrações são institucionalizadas e resultam dos desejos de órgãos legitimados por parcelas da sociedade. Na Índia, uma moça de 20 anos foi estuprada por 12 homens de um conselho comunitário. A medida punia legalmente sua “ousadia” em se relacionar com um rapaz de outra comunidade. Como a família não tinha recursos para o pagamento ...

Ler post
quarta-feira 12/02/14

Zacarias, Noronha, Enxada e Voto

Por Eder Brito Em 1948, Vitor Nunes Leal pôs na praça o seminal “Coronelismo, Enxada e Voto”. Simplificando muito, pode-se dizer que demonstrava o capital político à época diretamente ligado à propriedade rural, concentrada na mão de algumas figuras. Seis décadas mais tarde, Alceu Castilho lançou “Partido da Terra”, quase uma herança involuntária da obra de Nunes Leal, mais intencionalmente irônica, este sim um estudo da ligação direta de políticos com a propriedade de terras ao longo do Brasil, fruto de ...

Ler post
segunda-feira 10/02/14

A pata e a galinha

Político adora contar a história da pata e da galinha. Adora! Contam que quando a galinha põe o ovo sai cacarejando, anunciando, gritando. Literalmente fazendo propaganda de sua obra. Já a pata é tonta – por sinal, não é a primeira vez que falamos em patos nesse blog (quaquá!). De acordo com a história dos políticos, nossa segunda ave é mais discreta, não faz barulho quando bota. Mas o que os políticos têm a ver com tudo isso? O comparativo ...

Ler post
sexta-feira 07/02/14

Quaquaraquaqua quem riu?

Ele diz que seu apelido vem da infância, e guarda relação com patos, pois gostava de ficar perto da lagoa. Mas quem são os patos? Os biólogos responderiam se tratar de um ser competente na forma como se locomove. Voa, anda e nada com certa desenvoltura. Não é nenhum “triatleta”, mas veja que com toda a tecnologia que o homem possui ainda não fizemos algo razoável que ande, nade e voe. A natureza fez. Percebe? Assim, pato na política poderia ...

Ler post