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Quem Faz

HUMBERTO DANTAS Cientista social, doutor em ciência política, professor do Insper e da FESP-SP, e colunista da Rádio Estadão. EDER BRITO Jornalista, mestre em administração pública, servidor público em São Paulo e coordenador de projetos da Oficina Municipal. CAMILIA TUCHLINSKI Jornalista, radialista, apresentadora e repórter da Rádio Estadão. Cobre assuntos gerais. Observadora e curiosa sobre a política nacional.
sexta-feira 20/12/13

Férias no blog… bom Descanso

E se você fosse apresentado ao município de Descanso? Acreditaria que ele existe? E se lhe perguntassem em qual estado fica? Certamente, com todas as brincadeiras que fazem quando o assunto é a preguiça, a primeira resposta seria Bahia e a imagem remeteria a uma bela praia. Mas quem disse que esse descanso não é merecido? Ou essencial após um grande esforço? Descanso existe sim, fica em Santa Catarina e parece que foi necessário. Conta a história que lá a ...

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quarta-feira 18/12/13

O vereador é o pé de pinga

Por Eder Brito Muito já se ouviu falar da Costa do Sauípe, grande empreendimento turístico e hoteleiro, feito sob encomenda para endinheirados e que toma conta de um pedaço do litoral baiano, no município de Mata de São João. Se alguém ainda não tinha ouvido falar até 2013, certamente ficou sabendo da existência daquele pedaço de terras ricas há duas semanas atrás, quando ocorreu o sorteio oficial dos grupos da Copa do Mundo FIFA de 2014. Pois bem. Existe um outro ...

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segunda-feira 16/12/13

O “suplente Serasa”

O que é quebra de decoro parlamentar? A resposta é tão desanimadora quanto boa parte do que assistimos nesse país em matéria de leis e julgamentos para punir políticos. Assim, a resposta é: ‘depende’. De acordo com a Constituição Federal, em seu artigo 55, parágrafo primeiro, a quebra de decoro é caracterizada como algo incompatível ao ‘decoro parlamentar’. Mas o que é decoro parlamentar? Um deputado federal que sobe à tribuna, chama a justiça de corrupta e carrega uma condenação ...

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sexta-feira 13/12/13

O ‘não papel’ de um vereador

Um vereador de uma cidade do Tocantins dizia num encontro pastoral em 2008: “termino meu mandato sem saber o que faz um vereador. Desisto”. O sentimento é reforçado por uma pesquisa realizada por escola do Senado onde um percentual significativo de parlamentares locais vivia sob o mesmo dilema – o levantamento nunca foi divulgado da forma como merecia. Para completar, em 2008, a Associação dos Magistrados Brasileiros lançou pesquisa feita pelo Vox Populi onde apontava que mais de 60% dos entrevistados esperavam favores dos legisladores das cidades: dinheiro, emprego, pagamento de despesa funerária, proteção etc. Essa é nossa cultura política. Um verdadeiro drama, diria Galvão Bueno.

 

Galvão Bueno? É isso mesmo. Vale a pena resgatar o narrador esportivo, pois nesse ambiente os jogadores de futebol encontraram terreno fértil. Se na esfera federal assistimos nomes como Romário (RJ) e Danrley (RS) nas arenas locais não faltam atletas. Em São Paulo, por exemplo, Biro-Biro já foi vereador, assim como Ademir da Guia. O Divino, inclusive, não foi tão esplêndido. Em 2005 foi acusado por seus funcionários de desviar salários da equipe. E em 2012 lá estavam seus cabos eleitorais pedindo votos nos arredores do Pacaembú no clássico entre o seu Palestra e o rival Corinthians.

 

No embalo da paixão esportiva torcedor também se elege. Raimundo Cesar Faustino (PT) era aluno de um curso de Iniciação Política no Centro de Integração da Cidadania em 2009. Eleito em Francisco Morato nas eleições do ano anterior, sua carreira política tem como motor sua devoção à Gaviões da Fiel. Descontraído e interessado no conteúdo ministrado, suas vestimentas não deixavam dúvida de seu amor pelo Corinthians. Ao seu lado um palmeirense igualmente devoto lhe fazia companhia. Era o assessor. Aos risos sua contratação foi justificada em nome do equilíbrio democrático do gabinete. Não foi isso que pensou Capá, apelido de Faustino, quando se envolveu em briga nas arquibancadas do novíssimo Mané Garrincha em Brasília no jogo contra o Vasco – que já teve o ex-presidente Eurico Miranda como deputado federal e o atual presidente e ex-craque Roberto Dinamite como estadual. O palco da Copa foi cenário de barbárie em agosto. O vereador reconhece que chutou rivais sem pensar, mas justificou a violência criticando a organização do evento e o preço do ingresso. Teria poder para isso? Nunca! Ninguém tem. No seu caso, o máximo a ser feito era uma moção de repúdio, documento que costuma ligar nada a canto algum, mas serve para “desopilar o fígado” da classe política.

 

Pois vai ver foi esse o objetivo do ex-vereador de Curitiba Juliano Borghetti (PP), e ex-genro do deputado Rubens Bueno (PPS), ex-marido de deputada italiana no Brasil, irmão de deputada federal e cunhado de secretário de estado. Sem mandato para “desopilar o fígado”, se achou no “direito” de atuar na selvageria de Joinville com sua camisa do Atlético Paranaense. No momento da confusão pouco importava o cargo de superintendente que descolou na autarquia estadual Águas do Paraná, posto do qual abriu mão após ser flagrado no conflito: no estádio todo mundo é igual! Pouco importava também a coautoria em projeto de lei que buscava coibir a violência nos estádios de Curitiba por meio da identificação fotográfica de torcedores. Juliano foi “vítima” das ideias que defende: estampou a capa de Esportes do jornal O Estado de S. Paulo em meio à guerra. Devia estar nas páginas policiais!

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quarta-feira 11/12/13

Black Power: sem preconceito!

Vivemos numa sociedade preconceituosa ou abusamos dos limites desse debate para dizer que tudo é preconceito? Em alguns casos fica complicado demais defender essa segunda opção. Em Guarulhos uma mãe denunciou a diretora de uma escola que pediu para que seu filho cortasse o cabelo ao estilo “black power” por considera-lo “inadequado”. O menino e seu penteado atrapalhariam o aluno sentado na cadeira detrás. “Impossível ver a lousa”, alega a direção da escola. Será? Impossível é crer que a tesoura seja a ...

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segunda-feira 09/12/13

A síndrome de Serrinha dos Pintos

Por Eder Brito A história de Serrinha dos Pintos, município do Rio Grande do Norte não é das mais felizes. A cidade ficou mundialmente conhecida por conta da Síndrome de Spoan. Esta doença neurodegenerativa faz com que as pessoas sofram uma paralisia progressiva e é causada principalmente por conta de casamentos consanguíneos (entre familiares). Por volta dos sete anos de idade, os filhos gerados da união entre primos começam a perder o movimento das pernas. Na adolescência são os braços que ...

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segunda-feira 02/12/13

Conflitos em Palestina

Faz alguns anos, depois de tentar estabelecer sem sucesso a paz no histórico conflito entre israelenses e palestinos, Lula afirmou que a relação entre ambos era pior do que as mais severas rivalidades entre torcidas de times de futebol no Brasil. Claro que esse foi o jeito popular de o então presidente explicar as dificuldades, mas simplificar demais, por vezes, torna a reflexão passível de ser ridicularizada. A criação do estado da Palestina certamente é assunto dos mais complexos no ...

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sexta-feira 29/11/13

Se fosse só uma mistura de nomes…

Pessoas têm nomes resultantes da mistura de outros nomes. Normalmente um pedaço do nome do pai com um pedaço do nome da mãe. E assim nasceu Roquildes, de mãe Hildes  e pai Roque. Ou Elisandra, de pai Elias e mãe Sandra. No site BabyCenter a mamãe Ericka se orgulha de seu Derick, um nome até certo ponto comum, mas justificado pela mistura com o marido Dioclesio. O jornalista Jolivaldo Freitas dá alguns dos exemplos acima ao Metro 1 e diz ...

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quarta-feira 27/11/13

Onde Zé é alguém

Por Eder Brito José é o nome masculino mais comum no Brasil. Segundo uma pesquisa realizada em 2011 com a base de CPF’s do país, existem quase 8 milhões de Zés em todo o território nacional. No município mineiro chamado Josenópolis, a 700 quilômetros de distância de Belo Horizonte, o nome parece ter um efeito muito mais poderoso do que simplesmente o poder de engrossar as estatísticas dos cartórios. Chamar-se José parece fornecer um capital político “diferenciado” ao feliz batizado. Basta olhar ...

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