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O fim de semana nunca mais será o mesmo

  • 11 de julho de 2014|
  • 19h06|
  • Por Camilo Rocha

O projeto arrebentou na plataforma Kickstarter. Os criadores do Coolest só queriam US$ 50 mil, mas até agora, com 50 dias até o prazo final, já conseguiram quase US$ 2,5 milhões de arrecadação.

O Coolest não é nenhum gadget revolucionário ou de alta tecnologia, mas sim uma versão atualizada e equipada de um clássico do fim de semana, o cooler de bebidas.

O equipamento vem com um liquidificador na parte superior, bastando afixar o copo para bater a bebida ou comida que o usuário desejar. Traz também compartimento para pratos e uma faca de cerâmica, inclusos no pacote. Em um dos lados, há um abridor de garrafas acoplado. Dentro, iluminação com LEDs facilita a procura da cerveja correta mesmo em momentos de pouca iluminação.

Mas como a gente não quer só comida (ou bebida), o Coolest também cuida da festinha. Ele vem com caixa de som e conexão Bluetooth que permite tocar músicas a partir de qualquer smartphone que esteja pareado. O cooler também vem com entrada USB onde se pode carregar celulares ou tablets. Segundo o fabricante, tudo é 100% à prova d’água.

O vídeo abaixo mostra esses e outros items do Coolest.

Há muita coisa por trás daquela selfie da Copa do Mundo

  • 7 de julho de 2014|
  • 5h00|
  • Por Camilo Rocha
FOTO: Vanderlei Almeida/AFP Photo

Logo antes da Copa, o banco norte-americano Goldman Sachs divulgou um estudo com previsões sobre os resultados da competição. Nada de chutômetro, mas uma elaborada análise baseada em dados de seleções e jogos desde a década de 60, computando um total de 14 mil “eventos”.

Se fosse usado em um bolão, o prognóstico da Goldman Sachs seria uma coleção de tiros n’água. Dos três jogos do Brasil na primeira fase, o estudo previu que venceríamos todos. Também errou nas quantidades de gols. As previsões da Goldman Sachs também colocaram seleções como Inglaterra e Itália nas oitavas de final e a Espanha como primeira colocada de seu grupo. De acordo com o estudo do banco, o Brasil será campeão.

Bem-vindo ao mundo do big data, que, através da análise em profundidade de grandes volumes de dados se propõe a ser a melhor (ou a única, para seus apóstolos mais entusiasmados) lente para entender o mundo. É usado em áreas tão distintas como o controle de epidemias, o combate ao crime e as sugestões de filmes da Netflix.

O big data, como se viu, ainda não consegue prever o resultado de um jogo de futebol (e esperemos que continue assim), mas ele esquadrinha nosso presente em detalhes cada vez mais granulares.

A Copa do Mundo no Brasil tem sido um ótimo exemplo de como isso acontece. Consagrada como a Copa das redes sociais, dos smartphones e das selfies, justamente por causa da popularização maciça desses elementos, é também a copa do big data.

O SindiTelebrasil (sindicato das operadoras de telecomunicações) revelou dados vencedores sobre as fotos postadas por celulares no Mundial. Juntando primeira fase e oitavas de final, cerca de 38 milhões de fotos foram enviadas pelos torcedores de seus aparelhos móveis, resultando em uma média de oito mil fotos por minuto.

Quando se fala em redes sociais, os números também são dignos de comemoração. O Facebook, por exemplo, divulgou que a Copa do Mundo é o evento de maior sucesso de sua história, contabilizando um bilhão de fotos, comentários e curtidas apenas na primeira fase da competição.

Por debaixo dessa superfície de interação está o ouro de muitos negócios. Cada post, curtida, chat, SMS, busca, posição do GPS, ligação, e-mail, foto e vídeo postado ou compartilhado é armazenado pelos respectivos provedores dos serviços. Trata-se de um imenso banco de informações para redes sociais, empresas de tecnologia, operadoras de telefonia, agências de publicidade, emissoras de televisão, fabricantes de aparelhos, desenvolvedores de aplicativos, marcas de cerveja e assim por diante.

O big data gerado não só por espectadores nos estádios, mas pelos bilhões que acompanham os jogos à distância ajuda a montar um complexo e detalhado mapa que abrange informações de usuários, perfis, regiões, hábitos, preferências, consumo, tempo de conexão e histórico de navegação.

Ao sorrir para a próxima foto, portanto, lembre-se: você está sendo analisado.

Google apresenta óculos de realidade virtual de papelão

  • 25 de junho de 2014|
  • 17h06|
  • Por Camilo Rocha

ATUALIZADO 26/6/14

Os óculos acima foram distribuídos na saída da conferência de desenvolvedores I/O, realizada nesta quarta-feira, 25.

O brinde permite que você insira seu smartphone (que tem que ser Android) na estrutura de papelão e o transforme em um “equipamento de realidade virtual básico”. É necessário também baixar o aplicativo específico, que também inclui o kit de software para a programação de aplicações para os óculos.

Mas não há com o que se preocupar se você não estava no evento. O Google traz instruções completas de como montar seus próprios óculos, incluindo especificações de materiais como papelão, lentes e velcro e um arquivo para imprimir as partes do objeto. O projeto se chama Cardboard (papelão em inglês).

Empresas já oferecem versões prontas dos óculos, como a Dodocase, que vende o acessório pronto por US$ 19,95. Segundo ela, o custo dos materiais necessários para montar o modelo do Google sai por cerca de US$ 45.

Leia mais sobre a conferência Google I/O aqui.

Samsung prepara tablet ‘dobrável’, diz site

  • 10 de junho de 2014|
  • 20h26|
  • Por Camilo Rocha

A Samsung pode estar preparando um tablet flexível que se transforma em smartphone após ser dobrado duas vezes. A notícia foi publicada pelo site sul-coreano Daum, que citou fontes anônimas próximas à empresa.

A ideia pode parecer bizarra, mas uma patente registrada pela empresa em 2012 (veja imagem acima) dá uma pista de como o aparelho pode funcionar.

Segundo o Daum, o aparelho teria uma tela OLED HD entre oito e nove polegadas. Seu lançamento aconteceria em 2015.

(via Sam Mobile)

Como todo grande artista, a Apple gosta de roubar

  • 8 de junho de 2014|
  • 21h00|
  • Por Camilo Rocha
Tim Cook, CEO da Apple, durante apresentação do iOS 8. FOTO: Robert Galbraith/Reuters

Entre tantos almanaques que foram escritos sobre o último anúncio da Apple, quando a empresa mostrou seu novo sistema operacional para aparelhos móveis iOS 8, chamou a atenção um comentário de apenas 140 caracteres. Era um tweet do fundador do WhatsApp, Jan Koum, que dizia ser “muito lisonjeiro ver a Apple ‘pegar emprestado’ vários atributos do WhatsApp no iMessage no iOS 8 #inovação”.

Koum se referia à reforma que a fabricante do iPhone empreendeu no seu aplicativo de mensagens. O iMessage (ou “Messages”) ganhou poderes não só de WhatsApp (localizador de amigos na região) como de Snapchat (mensagens podem se desintegrar depois de um tempo).

O manjado bordão “a Apple não inova mais”, porém, é leviano e provocador. O tweet de Koum cai na segunda opção, seguramente. O homem que inventou o app de mensagens mais usado no planeta sabe que no mundo da tecnologia não é preciso reinventar a roda e que “os grandes artistas roubam”, como disse uma vez Steve Jobs, usando a frase (erroneamente) atribuída a Pablo Picasso. O próprio WhatsApp resultou da melhoria de ideias anteriores similares.

É o que a Apple também sempre fez e deve continuar fazendo. Assim como todo mundo na indústria da tecnologia. Se você acha isso um absurdo, deve também imaginar que o Google foi o primeiro buscador da história ou que o Facebook inventou a rede social.

Não foi só dos populares apps de mensagens que a Apple “pegou emprestado” para o iOS 8. Apareceram também recursos que usuários de Android já conhecem de anos. O teclado que sugere palavras é um exemplo. Assim como a possibilidade de ativar a Siri sem tocar no telefone, que no Android já era possível dizendo-se “OK Google”.

As novidades que lembram Android não se limitaram a funcionalidades, mas ocorreram em nível mais profundo. A Apple está deixando seu software mais aberto a desenvolvedores de aplicativos. A própria novidade no teclado citada acima é um exemplo disso, sendo um recurso da empresa Swype. Outro exemplo de processo que o Android já fazia e que agora chega à fabricante do iPhone e iPad é a possibilidade de desenvolvedores rodarem fases “beta” de seus aplicativos, para que versões para o novo sistema sejam testadas antes de chegarem ao público.

O anúncio da empresa trouxe inovação de sobra. Uma das mais importantes e que afeta o consumidor mais diretamente são recursos relacionados à integração entre aparelhos e à nuvem. Pode-se atender o iPhone através da tela do Mac. Ou começar um arquivo no iPad e, com um deslizar de dedo, continuar a mexer nele no computador. Ou ainda editar uma foto e a nova versão já constar automaticamente em seus outros dispositivos.

A empresa também apresentou uma nova linguagem de programação para os sistemas de aparelhos móveis e computadores chamada Swift. A novidade visa a facilitar a criação de aplicativos. A comunidade se empolgou e, em fóruns especializados, fala do Swift em tons maravilhados.