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O poderoso WhatsApp

  • 9 de novembro de 2014|
  • 21h00|
  • Por Camilo Rocha

O dia 5 de novembro foi uma quarta-feira cheia de notícias importantes, como a divulgação do primeiro aumento da miséria no País em dez anos e o anúncio da conversão de esgoto tratado em água para consumo em São Paulo. Para milhões de pessoas em todo o Brasil, porém, a bomba do dia foi esta: o WhatsApp agora permitia que remetentes de mensagens soubessem se sua mensagem foi lida pelo destinatário.

O termo WhatsApp foi dos assuntos mais comentados no Twitter brasileiro naquele dia. Como de praxe, esta rede social e o Facebook (e, lógico, o WhatsApp) foram tomados por indignação, lamentações e piadas. Situações de constrangimento e dramas cotidianos foram previstos envolvendo o novo recurso, repetindo o que já aconteceu no chat do Facebook, que já contém o mesmo tipo de alerta. Um usuário dramatizou: “O que o amor constrói a mensagem visualizada e não respondida no WhatsApp destrói.”

Talvez só o Facebook conseguiria que uma simples novidade técnica, como o novo aviso de mensagem lida, gerasse tanta conversa e reação.

A repercussão reflete o fato de que o WhatsApp se tornou uma ferramenta essencial no dia a dia de donos de celular de qualquer parte do mundo, com destaque para Índia e Brasil. O aplicativo é a quarta comunidade virtual do mundo, com 600 milhões de usuários ativos. Fica atrás apenas da rede social e do serviço de mensagens chineses Tencent e do Facebook. Em fevereiro, a empresa disse que contava com 38 milhões de adeptos no Brasil.

Entre os mais jovens, o WhatsApp é uma obsessão e para constatar isso não é preciso pesquisa, mas mera observação do entorno. É esta a verdadeira ferramenta social dos mais novos, não o Facebook, com seus velhos, parentes e publicidade inoportuna, ou o email, uma relíquia usada quase que só para assuntos de trabalho.

O que se fala no WhatsApp é muito mais efêmero e livre de controles, o que encoraja conversas e compartilhamentos de todo o tipo. No momento, quem se sentir ofendido por algum conteúdo disseminado no WhatsApp deve se dirigir ao bispo, pois a empresa ainda não tem porta-voz no Brasil (o Facebook, que comprou o serviço por US$ 19 bilhões, ainda não responde por ele, segundo sua assessoria).

O WhatsApp segue dois preceitos de ouro no mundo da tecnologia: facilidade de operação e custo baixíssimo. Qualquer um que já tenha mandado mensagens de texto no celular sabe intuitivamente o que fazer no WhatsApp. E o fato dele usar a internet móvel para realizar a comunicação faz com que saia mais barato que as tradicionais mensagens de texto. Dados recentes indicam que o WhatsApp processou 7,2 trilhões de mensagens, quase o mesmo que o total de SMS pelo mesmo período, 7,5 trilhões.

O WhatsApp dará em breve um novo e decisivo passo ao oferecer chamadas de voz no aplicativo. A novidade, que usará tecnologia VoIP (voice over IP; como a do Skype), havia sido prometida para este ano, mas acabou adiada para o primeiro trimestre de 2015. O app tomará posição na próxima fronteira importante dos dispositivos móveis: os serviços de voz que usam a rede de dados. Com sua gigantesca base de usuários, pode representar um sério golpe na tradicional conversa telefônica, da mesma maneira que aconteceu com o SMS.

Fabricante chinesa lança smartphone mais fino do mundo; compare com outros modelos

  • 29 de outubro de 2014|
  • 17h41|
  • Por Camilo Rocha

É o que diz a chinesa Oppo sobre seu novo lançamento, o R5, que tem 4,85 milímetros de espessura. Neste corpo super-esbelto, a fabricante conseguiu embutir uma câmera de 13 megapixels, um processador de oito cabeças Snapdragon 615 e uma bateria de 2.000 mAh (com um sistema de carregamento “power” que promete gerar energia para uma conversa de duas horas com cinco minutos na tomada). A tela tem 5,2 polegadas e é Full HD. A desvantagem: o aparelho é fino demais para poder contar com uma entrada para fone de ouvido. Veja o vídeo de apresentação. Se não conseguir, clique aqui.

Segundo o The Verge, é o primeiro smartphone com menos de meio centímetro de espessura. Será que ele dobra? Compare a medida do R5 com outros aparelhos ultrafinos.

Huawei Ascend P6  (6.18 milímetros)

Sony Xperia Z Ultra (6.5 milímetros)

Alcatel OneTouch Idol X (6,9 milímetros)

iPhone 6  (6.9 milímetros)

Motorola Droid Razr (7,1 milímetros)

A televisão dos nossos tempos

  • 26 de outubro de 2014|
  • 21h51|
  • Por Camilo Rocha

Quem circula pelas ruas de São Paulo já deve ter visto os anúncios do YouTube em pontos de ônibus e relógios públicos. Mostram um canal de sucesso do site (como o Porta dos Fundos, por exemplo), seu número de visualizações (sempre na casa dos milhões) e uma frase brincalhona de assinatura.

Por que o YouTube está fazendo anúncios no mundo carne e osso do offline? Segundo sua assessoria, a ideia é apresentar a plataforma a pessoas e anunciantes que ainda não a conhecem. Ao mostrar canais específicos, também procura ressaltar o YouTube como “destino de entretenimento”. Em outras palavras, mais semelhante a uma emissora de TV convencional. Muitos ainda pensam no YouTube como um site de vídeos amadores de gatinhos e gravações ruins de shows.

Não se costuma pensar no YouTube como opção de televisão. Mas é isso que ele é. Na plataforma, pode-se encontrar vídeos jornalísticos, documentários sobre o mundo animal, shows de música, clipes de humor, até longa-metragens na íntegra.

O YouTube conta com milhões de acessos em todo o mundo. Segundo número recente da ComScore, só no Brasil são 60 milhões de pessoas. A TV paga, de acordo com dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), está presente em 18,5 milhões de domicílios.

Não há no Brasil ainda registro de que a internet roube audiência das emissoras de TVs convencionais e sim de que a complemente (em julho, a ConsumerLab divulgou que acima de 60% dos brasileiros assistem TV e acessam a internet ao mesmo tempo). Nos EUA, porém, o serviço Netflix já tira espectadores da TV por assinatura.

Seja qual for a situação, os hábitos estão mudando. No novo cenário, é preciso alargar o conceito de “televisão” para abarcar o aparelho da sala, o smartphone, o tablet, o computador, o settop box. Segundo o YouTube, 40% do seu acesso é feito através de plataformas móveis, cada vez mais populares.

“As pessoas não pensam mais em televisão como o aparelho, e sim como o conteúdo.” A frase é de Jeremy Helfand, vice-presidente da Adobe Primetime, divisão de TV digital da Adobe (conhecida como a criadora do Photoshop) em um vídeo de apresentação de uma nova ferramenta de medição de audiência de televisão online, criada em parceria com a Nielsen (equivalente ao Ibope nos Estados Unidos). A ideia é aferir uma quantidade maior de plataformas com o intuito de mensurar números de audiência online.

O ideal seria que fosse possível medir comparativamente o conteúdo de todas as telas. Daria, por exemplo, para saber se um novo vídeo do Porta dos Fundos no YouTube está sendo visto por mais gente que muitos canais de TV aberta. Seria possível comparar a chegada da nova temporada de uma série como House of Cards, no Netflix, com o desempenho de um programa de humor do Multishow. Informação valiosa, sem dúvida.

Quando a indústria musical começou a incluir visualizações no YouTube em suas contagens de desempenho, por exemplo, novos artistas ficaram em evidência. Um dos primeiros a se beneficiar da nova métrica nos Estados Unidos foi o produtor Baauer, autor de “Harlem Shake”, hit “social” e viral que não tinha presença em rádio ou lojas de downloads, mas que chegou ao primeiro lugar da parada de sucessos da revista Billboard.

Uma nova maneira de medir audiência de TV

  • 22 de outubro de 2014|
  • 18h11|
  • Por Camilo Rocha

O que é ver televisão hoje em dia? Certamente não se resume mais a sentar na frente de uma tela fixa na sala. Podemos assistir a um canal do YouTube no celular. Ou acompanhar uma série no tablet ou no laptop.

Em países como os Estados Unidos, um site como o Netflix é tão popular que responde por um terço do tráfego de internet. Recentemente, a pesquisa Social TV, do Ibope revelou que 43% dos jovens brasileiros consideram a internet sua principal fonte de entretenimento. Quem ousaria duvidar que este entretenimento inclui muito conteúdo televisivo?

“As pessoas não pensam mais em televisão como o aparelho, e sim como o conteúdo”, diz Jeremy Helfand, vice-presidente da Adobe Primetime, divisão de TV digital da Adobe (a mesma responsável pelo Photoshop e muitos outros softwares conhecidos).

A Adobe anunciou na terça-feira, 21, uma parceria com a Nielsen (o Ibope americano) para a criação de um sistema de medição de audiência televisiva em várias plataformas digitais. As empresas prometem estatísticas mais detalhadas dos hábitos de telespectadores online, que ajudarão a compor um quadro mais completo para produtores de conteúdo e anunciantes. O conteúdo a ser medido pode incluir televisão, vídeos, jogos, áudio e texto, para web ou em aplicativos.

A ideia é unir a tecnologia da Adobe Analytics, que usa cookies digitais e os chamados Ad-Ids (códigos de identificação usados para monitorar hábitos de navegação de pessoas e personalizar anúncios), com as ferramentas online da Nielsen, que medem dados demográficos, conversas no Twitter e interações com conteúdo. As empresas sublinham que os dados são “anônimos”, ou seja, referentes a comportamentos e não a indivíduos.

O novo produto, chamado Nielsen Digital Content Ratings, estará disponível no começo do ano que vem. A Adobe informa que os primeiros clientes incluem ESPN, Sony, Turner e Viacom.

Quando a indústria musical começou a incluir visualizações no YouTube em suas paradas de sucesso, como por exemplo a conceituada lista da revista Billboard, novos artistas ganharam repercussão. Um dos primeiros nomes a se beneficiar da nova métrica nos Estados Unidos foi o produtor Baauer, autor de “Harlem Shake”, hit “social” que não tinha nenhuma presença em rádio, TV ou listas de downloads. Foi assim que “Harlem Shake” chegou ao primeiro lugar da parada norte-americana.

A nova medição da Adobe/Nielsen pode fazer o mesmo pela televisão? Será interessante.

Diversões eletrônicas

  • 28 de setembro de 2014|
  • 20h55|
  • Por Camilo Rocha

Você chega na casa noturna ou no show e encosta seu smartphone em um leitor. Se está na lista de convidados, é só entrar. Se não, entra depois que o preço do ingresso for debitado através de seu cadastro no PayPal. Lá dentro, a chapelaria ou a compra de um drink também podem ser pagos aproximando-se o celular de terminais eletrônicos. O acesso à área VIP também acontece sem percalços, uma vez que o sistema “sabe” que você está liberado. Horas depois, você vai para casa sem ter lidado com dinheiro, comandas, fichas ou pulseiras de acesso.

Esse é o cenário idealizado pela startup brasileira Bloom para explicar sua plataforma. Para a empresa, a balada é a próxima fronteira a ser conquistada pelas tecnologias de pagamentos móveis. Já presentes em uma série de atividades corriqueiras como pagamento da tarifa de ônibus ou operações no caixa eletrônico, a ideia de trazê-los para shows de música e casas noturnas, ambientes de logística muitas vezes aborrecida, é muito atraente.

O sistema da Bloom usa duas tecnologias de transmissão de dados a curta distância: NFC, que acaba de ser anunciada nos novos iPhones (mas que já existe em aparelhos Android há bem mais tempo), e BLE, um tipo de Bluetooth que consome menos energia.

A ferramenta pode ser usada de duas maneiras: através de aplicativo próprio compatível com smartphones Android e iOS; ou de cartões individuais, que o frequentador ganha ao chegar no local, solução para os que não tem smartphone compatível ou celular comum.

As vantagens do sistema não surgem apenas para os usuários, mas também para os negócios que giram em torno do entretenimento noturno. Os proprietários do estabelecimento ganham um rico panorama “big data” dos movimentos e do consumo de seus clientes. Essas mesmas informações também podem ser aproveitadas por marcas. Por exemplo, uma fabricante de bebidas pode direcionar ações ligadas a uma nova tequila ou vodka para lugares em que o consumo desses produtos seja alto. Sem falar que a possibilidade que o aplicativo traz de o frequentador dividir sua experiência em redes sociais abre oportunidades para ações promocionais de marcas de todo tipo.

Quando Isabelle Perelmuter, cofundadora da Bloom, me contou sobre a invenção na semana passada, o processo me pareceu fascinante. Por outro lado, é impossível não pensar na questão da privacidade. Como a noite é o lugar do escape, da fuga dos controles do dia, muitos frequentadores podem ficar ressabiados com a ideia de estarem fornecendo tantos dados enquanto se divertem.

Isabelle explica que os dados gerados são “do grupo, e não da pessoa”, registros de comportamento que compõem um mapa geral.

A empresária diz também que os usuários sempre têm de confirmar cada ação que implique compartilhamento de dados. Ressalta que o dono da casa noturna ou do evento controla “coisas operacionais”, como volume de consumo e tráfego de entrada, mas nada além disso.

Gostando ou não, será cada vez mais comum esse tipo de sistema. Um estudo do site Business Insider destaca que novos aplicativos estão eliminando a necessidade de levar dinheiro ou cartões para jantar fora ou ir a um bar. Só não vale, mais do que nunca, perder o celular.