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Fiasco? Celular da Amazon agora custa menos que um dólar

  • 8 de setembro de 2014|
  • 19h13|
  • Por Camilo Rocha

Quando saiu nos Estados Unidos em meados de junho, o Fire Phone, primeiro smartphone da Amazon, veio cheio de promessa. Reconhecimento de objetos e pesquisa de preço. Integração entre os diversos serviços da empresa. Visualização de uma série de recursos em 3D. Tecnologia avançada de reconhecimento de gestos.

O problema é que os consumidores norte-americanos não se impressionaram até agora (assim como parte da imprensa).

Nesta segunda-feira, 8, a empresa anunciou que está reduzindo o preço do Fire Phone, vendido nos Estados Unidos apenas através da operadora AT&T. O corte é radical. De US$ 199 para US$ 0,99 para um plano de operadora com validade de dois anos. Incluídos no pacote estão inclusão do usuário na categoria premium Amazon Prime e serviços de nuvem diversos.

A empresa também cogita expandir a disponibilidade do aparelho para o Reino Unido e Alemanha pelos preços de zero libras e um euro, respectivamente.

Não é o primeiro indicativo de que o aparelho patina. Em agosto, apareceram uma porção de pistas.

Uma pesquisa com mil consumidores nos EUA revelou que apenas 5% pretendiam comprar o Fire Phone, enquanto 43,8% responderam iPhone e outros 32,6% citaram smartphones Android.

Pouco depois, outra pesquisa, medindo a participação no trâfego de internet de aparelhos entre julho e agosto, mostrou o celular da Amazon com minúsculos 0.02%.

No fim do mês, um analista calculou que o número de Fire Phones em uso era de aproximadamente 50 mil unidades.

A Amazon não divulga números oficiais sobre a venda do aparelho, que não tem previsão de lançamento no Brasil.

Aparecem novos indícios de que a Apple vai anunciar um relógio

  • 1 de setembro de 2014|
  • 17h01|
  • Por Camilo Rocha

Reprodução/Cult of Mac

Semana passada, ao tentar credenciar um repórter do Link para o evento da Apple em São Francisco, em 9 de setembro, ouvimos da assessoria brasileira que isso não seria possível pois “tudo indicava” que o foco seria em jornalistas que cobrem “moda e estilo de vida”.

Estava aí um forte indício de que o lançamento, além do anúncio de novos iPhones, contemplaria aparelhos vestíveis, reforçando as especulações de sites estrangeiros de que a empresa apresentaria um relógio inteligente, já apelidado de “iWatch”.

O site Re/Code publicou hoje mais um boato para a coleção. Segundo a nota, executivos da empresa estariam cogitando o preço de US$ 400 pelo novo produto vestível. Mas este seria apenas um dos preços, de acordo com o Re/Code, já que “fontes dizem que consumidores devem esperar uma uma gama de preços para diferentes modelos incluindo versões de preços mais baixos”.

O novo aparelho promete integração com a plataforma Healthkit, que virá junto com a atualização iOS 8 do sistema operacional móvel da Apple para otimizar o desempenho de aplicativos de saúde pessoal e atividades físicas desenvolvidos por terceiros. Monitoramento de saúde e auxílio para exercícios são vistos como um dos principais usos dos relógios inteligentes.

Com uma possível linha de relógios inteligentes, a Apple estreia em uma categoria na qual vários nomes de peso vêm apostando, incluindo Samsung, Motorola e LG. Os novos produtos também representarão a primeira nova categoria em que a empresa se aventura desde o lançamento do tablet iPad.

Como lembrou o Re/Code, o CEO da Apple, Tim Cook, disse o ano passado que a área dos vestíveis tinha muitos produtos, “mas nenhum deles vai convencer um garoto que nunca usou óculos ou uma pulseira a vestir uma”. Para o executivo, o segmento “tem muitos problemas a serem resolvidos” e está pronto para ser explorado.

Um smartphone ‘placebo’ para quem não vive sem um aparelho

  • 25 de agosto de 2014|
  • 19h23|
  • Por Camilo Rocha

Sob certos aspectos, o noPhone é um aparelho perfeito. Nunca tem problemas de bateria. É à prova d’água e resiste a qualquer queda. É um acessório para todas as horas e promete nunca te deixar na mão.

Ele também não faz ligações, tira fotos ou acessa a internet. Isso significa que quem usa corre sério risco de acabar se engajando em atividades como conversar com as pessoas olhando no olhos e prestar atenção no ambiente à sua volta.

O noPhone é uma sólida placa de plástico em formato de smartphone. Segundo o fabricante, ele foi criado para preencher quaisquer “sensações de constrangimento causadas pela ausência de um smartphone de verdade”.

Com ele, “você sempre terá um retângulo de plástico frio e liso para agarrar”, diz o texto do site do noPhone. “Nunca mais passe pelo incômodo de encostar pele em pele quando fechar a mão.”

Segundo os criadores do produto disseram ao site Fast Company, a ideia começou como uma brincadeira, mas que acabou tendo um sucesso “esmagador”, com emails de interessados do mundo inteiro.

Um elaborado vídeo de demonstração mostra como funciona o noPhone, o primeiro placebo de smartphone.

NoPhone Demo from No Phone on Vimeo.

Uma caixa de som que ‘sai do chão’

  • 14 de agosto de 2014|
  • 20h15|
  • Por Camilo Rocha

Agora que caixas de som aparecem cada vez mais livres de fios, graças ao Bluetooth, uma empresa norte-americana propõe dar um passo… mais alto.

A caixa Om/One é uma esfera preta que flutua cerca de 2,5 centímetros acima de uma base. No ar, pode ser girada para a direção que o usuário quiser. E, segundo o fabricante, propicia uma melhor propagação de de graves pela ausência de contato com uma superfície. A flutuação é realizada através da levitação magnética.

O som da caixa pode vir de qualquer fonte que esteja pareada com ela através do Bluetooth: PC, smartphone ou tablet.

O equipamento não serve apenas para emitir som e pode também funcionar como microfone.

A empresa está levantando fundos para lançar o produto. Já ultrapassou em muito a meta arrecadatória de US$ 100 mil, chegando já a quase três vezes esse valor. E ainda faltam 47 dias para terminar a campanha.

O CEO da Om Audio, David DeVillez, tem uma longa experiência em áudio, incluindo um tempo como técnico de sonar na marinha norte-americana.

O Mashable testou o produto e garante que ele é tão legal quanto parece no vídeo, reclamando apenas do peso.

A previsão de lançamento é dezembro de 2013 e a de preço, US$ 179.

A Om/One dá todo um novo sentido à música que faz “sair do chão”.

A vitória arrasadora do smartphone

  • 4 de agosto de 2014|
  • 5h00|
  • Por Camilo Rocha

No fim do ano passado, o CEO do Google, Eric Schmidt, disse: “A tendência tem sido de que o mobile estaria vencendo. É, ele agora venceu”. Na semana que passou, surgiu um indicativo claro disso. Pela primeira vez, o acesso à internet na China via aparelho móvel ultrapassou o realizado via PC.

Em dezembro, o especialista americano Benedict Evans previu com base em curvas de desempenho de vendas que teríamos mais smartphones instalados (em uso) do que PCs no mundo em 2014 pela primeira vez na história. Note bem: instalados, e não vendidos. Em vendas, os celulares inteligentes já ultrapassaram os computadores de mesa ou colo faz um tempo.

Em um post na semana retrasada, Evans voltou ao tema, calculando o número de PCs em uso no mundo em algo entre 1,6 e 1,7 bilhão, comparados a “talvez” 2 bilhões de aparelhos móveis com Android e iOS. O especialista previu que em alguns anos esse número deve alcançar a região dos 3 ou 4 bilhões. Quando isso acontecer, cerca de metade da população mundial terá um smartphone.

É notável quando se pensa que o primeiro iPhone, o aparelho que estabeleceu os paradigmas da categoria, chegou em 2007. O rádio e a TV, lançados nas primeiras décadas do século 20, só conseguiram atingir a metade das pessoas no planeta na virada do milênio.

Com tal rapidez de popularização, é um desafio complexo tentar compreender todas as transformações sociais, culturais e econômicas desenroladas nestes sete anos.

A mais evidente é que o smartphone está disseminando ainda mais a internet. Não em países onde o uso de PCs e laptops para se conectar à rede já era comum, mas em nações onde a maioria das pessoas nunca teve acesso a um computador tradicional. Em qualquer situação, entretanto, o smartphone representa um outro estágio de conexão pois, se o sinal da operadora permitir, nos dá a internet em qualquer lugar e qualquer hora.

O smartphone também promoveu a banalização da fotografia, tendo como efeito colateral a aniquilação da indústria de câmeras amadoras. Evans estima que dois bilhões de fotos são compartilhadas todo dia. A tecnologia para fabricar pequenas câmeras cada vez melhores e mais baratas, junto com itens como processadores, GPS e giroscópios, impulsionou de tabela outros setores que aproveitam essas peças, como é o caso dos drones.

A cultura dos aplicativos é outro subproduto do smartphone que tomou conta do nosso dia a dia. Basta um pequeno recorte para compreender o vulto do fenômeno: apenas em dezembro de 2013, três bilhões de apps foram baixados da loja da Apple. Desde o início do empreendimento, os desenvolvedores de aplicativos para aparelhos da empresa já ganharam cerca de US$ 15 bilhões.

Um executivo me disse uma vez que hoje os custos de desenvolvimento, tecnologia e distribuição de um produto são 100 vezes menores do que há meros dez anos. Ou seja, é possível ficar milionário com um investimento muito menor. Pergunte aos criadores do WhatsApp ou de Angry Birds.