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Diversões eletrônicas

  • 28 de setembro de 2014|
  • 20h55|
  • Por Camilo Rocha

Você chega na casa noturna ou no show e encosta seu smartphone em um leitor. Se está na lista de convidados, é só entrar. Se não, entra depois que o preço do ingresso for debitado através de seu cadastro no PayPal. Lá dentro, a chapelaria ou a compra de um drink também podem ser pagos aproximando-se o celular de terminais eletrônicos. O acesso à área VIP também acontece sem percalços, uma vez que o sistema “sabe” que você está liberado. Horas depois, você vai para casa sem ter lidado com dinheiro, comandas, fichas ou pulseiras de acesso.

Esse é o cenário idealizado pela startup brasileira Bloom para explicar sua plataforma. Para a empresa, a balada é a próxima fronteira a ser conquistada pelas tecnologias de pagamentos móveis. Já presentes em uma série de atividades corriqueiras como pagamento da tarifa de ônibus ou operações no caixa eletrônico, a ideia de trazê-los para shows de música e casas noturnas, ambientes de logística muitas vezes aborrecida, é muito atraente.

O sistema da Bloom usa duas tecnologias de transmissão de dados a curta distância: NFC, que acaba de ser anunciada nos novos iPhones (mas que já existe em aparelhos Android há bem mais tempo), e BLE, um tipo de Bluetooth que consome menos energia.

A ferramenta pode ser usada de duas maneiras: através de aplicativo próprio compatível com smartphones Android e iOS; ou de cartões individuais, que o frequentador ganha ao chegar no local, solução para os que não tem smartphone compatível ou celular comum.

As vantagens do sistema não surgem apenas para os usuários, mas também para os negócios que giram em torno do entretenimento noturno. Os proprietários do estabelecimento ganham um rico panorama “big data” dos movimentos e do consumo de seus clientes. Essas mesmas informações também podem ser aproveitadas por marcas. Por exemplo, uma fabricante de bebidas pode direcionar ações ligadas a uma nova tequila ou vodka para lugares em que o consumo desses produtos seja alto. Sem falar que a possibilidade que o aplicativo traz de o frequentador dividir sua experiência em redes sociais abre oportunidades para ações promocionais de marcas de todo tipo.

Quando Isabelle Perelmuter, cofundadora da Bloom, me contou sobre a invenção na semana passada, o processo me pareceu fascinante. Por outro lado, é impossível não pensar na questão da privacidade. Como a noite é o lugar do escape, da fuga dos controles do dia, muitos frequentadores podem ficar ressabiados com a ideia de estarem fornecendo tantos dados enquanto se divertem.

Isabelle explica que os dados gerados são “do grupo, e não da pessoa”, registros de comportamento que compõem um mapa geral.

A empresária diz também que os usuários sempre têm de confirmar cada ação que implique compartilhamento de dados. Ressalta que o dono da casa noturna ou do evento controla “coisas operacionais”, como volume de consumo e tráfego de entrada, mas nada além disso.

Gostando ou não, será cada vez mais comum esse tipo de sistema. Um estudo do site Business Insider destaca que novos aplicativos estão eliminando a necessidade de levar dinheiro ou cartões para jantar fora ou ir a um bar. Só não vale, mais do que nunca, perder o celular.

Modificação faz iPhone ‘gritar’ cada vez que cai

  • 23 de setembro de 2014|
  • 20h26|
  • Por Camilo Rocha

Se deixar um iPhone (ou qualquer smartphone) despencar no chão é uma experiência desagradável, que pelo menos se possa rir da situação.

Um usuário nos Estados Unidos divulgou um “jailbreak” (desbloqueio de funções para acrescentar novas funcionalidades) que faz o aparelho “gritar” cada vez que cai.

Ele postou a criação em um tópico do Reddit.

A modificação só pode ser feita em iPhones do modelo 5S e 5C para trás… por enquanto.

Veja o iPhone 6 Plus sendo desmontado peça por peça

  • 19 de setembro de 2014|
  • 16h51|
  • Por Camilo Rocha

Como faz com muitos aparelhos quando são lançados, o site iFixit desmontou o novo iPhone 6 Plus (e o iPhone 6 também).

O objetivo é entender melhor as especificações do aparelho e descobrir detalhes sobre elas que às vezes não são detalhadas pelos fabricantes.

A “autópsia” do iPhone 6 Plus revelou o seguinte:

- bateria de 2915 mAh (quase o dobro da capacidade da do iPhone 5S)

- processador “sistema-em-um-chip” Apple A8 APL1011

- Modem LTE é Qualcomm MDM0925M

- chip de memória flash debaixo da placa lógica é um SKhynix H2JTDG8UD1BMS

- o controlador de touch é um Broadcom BCM5976

- o chip NFC é o NXP 65V10, com “elemento seguro” (onde ficam guardados dados financeiros pessoais) para o Apple Pay

A operação completa pode ser acompanhada em várias línguas: EnglishFrançaisDeutschEspañolItaliano,NederlandsРусский e 中文

Veja a desmontagem também no vídeo abaixo:

Fiasco? Celular da Amazon agora custa menos que um dólar

  • 8 de setembro de 2014|
  • 19h13|
  • Por Camilo Rocha

Quando saiu nos Estados Unidos em meados de junho, o Fire Phone, primeiro smartphone da Amazon, veio cheio de promessa. Reconhecimento de objetos e pesquisa de preço. Integração entre os diversos serviços da empresa. Visualização de uma série de recursos em 3D. Tecnologia avançada de reconhecimento de gestos.

O problema é que os consumidores norte-americanos não se impressionaram até agora (assim como parte da imprensa).

Nesta segunda-feira, 8, a empresa anunciou que está reduzindo o preço do Fire Phone, vendido nos Estados Unidos apenas através da operadora AT&T. O corte é radical. De US$ 199 para US$ 0,99 para um plano de operadora com validade de dois anos. Incluídos no pacote estão inclusão do usuário na categoria premium Amazon Prime e serviços de nuvem diversos.

A empresa também cogita expandir a disponibilidade do aparelho para o Reino Unido e Alemanha pelos preços de zero libras e um euro, respectivamente.

Não é o primeiro indicativo de que o aparelho patina. Em agosto, apareceram uma porção de pistas.

Uma pesquisa com mil consumidores nos EUA revelou que apenas 5% pretendiam comprar o Fire Phone, enquanto 43,8% responderam iPhone e outros 32,6% citaram smartphones Android.

Pouco depois, outra pesquisa, medindo a participação no trâfego de internet de aparelhos entre julho e agosto, mostrou o celular da Amazon com minúsculos 0.02%.

No fim do mês, um analista calculou que o número de Fire Phones em uso era de aproximadamente 50 mil unidades.

A Amazon não divulga números oficiais sobre a venda do aparelho, que não tem previsão de lançamento no Brasil.

Aparecem novos indícios de que a Apple vai anunciar um relógio

  • 1 de setembro de 2014|
  • 17h01|
  • Por Camilo Rocha

Reprodução/Cult of Mac

Semana passada, ao tentar credenciar um repórter do Link para o evento da Apple em São Francisco, em 9 de setembro, ouvimos da assessoria brasileira que isso não seria possível pois “tudo indicava” que o foco seria em jornalistas que cobrem “moda e estilo de vida”.

Estava aí um forte indício de que o lançamento, além do anúncio de novos iPhones, contemplaria aparelhos vestíveis, reforçando as especulações de sites estrangeiros de que a empresa apresentaria um relógio inteligente, já apelidado de “iWatch”.

O site Re/Code publicou hoje mais um boato para a coleção. Segundo a nota, executivos da empresa estariam cogitando o preço de US$ 400 pelo novo produto vestível. Mas este seria apenas um dos preços, de acordo com o Re/Code, já que “fontes dizem que consumidores devem esperar uma uma gama de preços para diferentes modelos incluindo versões de preços mais baixos”.

O novo aparelho promete integração com a plataforma Healthkit, que virá junto com a atualização iOS 8 do sistema operacional móvel da Apple para otimizar o desempenho de aplicativos de saúde pessoal e atividades físicas desenvolvidos por terceiros. Monitoramento de saúde e auxílio para exercícios são vistos como um dos principais usos dos relógios inteligentes.

Com uma possível linha de relógios inteligentes, a Apple estreia em uma categoria na qual vários nomes de peso vêm apostando, incluindo Samsung, Motorola e LG. Os novos produtos também representarão a primeira nova categoria em que a empresa se aventura desde o lançamento do tablet iPad.

Como lembrou o Re/Code, o CEO da Apple, Tim Cook, disse o ano passado que a área dos vestíveis tinha muitos produtos, “mas nenhum deles vai convencer um garoto que nunca usou óculos ou uma pulseira a vestir uma”. Para o executivo, o segmento “tem muitos problemas a serem resolvidos” e está pronto para ser explorado.