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Novo LG disputa faixa mais cara

  • 5 de maio de 2013|
  • 18h00|
  • Por Camilo Rocha

O andar de cima do mercado de smartphones ficou mais movimentado. A LG lançou seu topo de linha, o Optimus G, que tem recursos e preço que o colocam na mesma categoria do Samsung Galaxy S3 e do iPhone 5.

Faz pouco tempo, a empresa lançou um modelo premium bem parecido com este em termos de configurações. Foi o Nexus 4, produzido em parceria com o Google. Os dois têm mesmo tamanho de tela, resolução e poder de processamento. O Optimus G, porém, tem acesso à nova rede 4G, o dobro de espaço de armazenamento (32 gigabytes contra 16 gigabytes do Nexus 4) e câmera mais poderosa. E custa R$ 300 a mais.

O Optimus G tem visual sofisticado, com seu exterior esbelto, economia de detalhes e o colorido vivo de sua tela “true HD” (1280 x 768 pixels), resolução maior que o HD comum, mas menor que o Full HD. A tela é das grandes (4,7 polegadas), mas o peso de 145 gramas ajuda na portabilidade.

O processamento do Optimus G está apto a encarar a concorrência. Com 1,5 GHz de potência, ele se equivale ao Galaxy S3. A navegação por diferentes telas e aplicativos corre sem engasgar. É possível, aliás, deixar dois apps abertos ao mesmo tempo usando a função QSlide, que regula a transparência do aplicativo “por cima”.

A câmera é uma das mais poderosas do mercado. São 13 megapixels na traseira (e 1,3 MP na frontal). Um recurso interessante é o que registra os milésimos de segundos antes da foto, para escolher a melhor imagem.

A versão do Android que vem nele não é a última: Jelly Bean 4.1 (a plataforma já está no 4.2). Apesar do armazenamento folgado, o Optimus G ficou devendo também uma entrada para cartão microSD.

Energia sem fio

  • 7 de abril de 2013|
  • 18h00|
  • Por Camilo Rocha

Carregador sem fio do LG Google Nexus 4

As origens do carregamento de bateria sem fio são bem antigas. Em 1891, o inventor sérvio-americano Nikola Tesla transferiu pela primeira vez energia através de um campo eletromagnético, sem a necessidade de fio ou metal condutor. O fenômeno ganhou o nome de “efeito Tesla”.

Têm aparecido cada vez mais aparelhos com a possibilidade de carregamento sem fio, incluindo os recentes Nokia Lumia 920, LG Google Nexus 4 e Samsung Galaxy S4. Faz todo sentido em tempos de celulares cada vez mais esfomeados por tantos recursos e aplicativos.

Caixa da JBL com carregador

A empresa de consultoria IHS prevê que em 2015 haverá cerca de 100 milhões de aparelhos compatíveis com carregadores sem fio. Em 2012, o número foi de 5 milhões.

“Queremos erradicar o problema do fim da bateria”, anuncia o site da Wireless Power Consortium. O grupo é responsável pela criação do padrão de carregamento Wi-Fi Qi (pronuncia-se “Tchi”). Entre seus 125 membros, há nomes como Sony, Samsung, Nokia e LG (mas não Apple, que pode estar desenvolvendo tecnologia própria).

Detalhe do painel do Toyota Avalon com carregador sem fio

O consórcio aposta num mundo onde recarga sem fio será tão comum quanto pontos de Wi-Fi, com usuários reabastecendo em lanchonetes, escolas ou no transporte público.

O procedimento é simples. O carregador é ligado na tomada. O usuário então encosta o celular na superfície lisa do acessório e o deixa lá. Bateria preenchida, é só pegar o celular sem precisar desconectar nada.

A maior desvantagem do procedimento é que o aparelho não pode ser utilizado enquanto carrega. Vale observar que só aparelhos com tecnologia específica podem ser carregados assim.

Película faz tela de celular virar 3D

  • 2 de abril de 2013|
  • 19h42|
  • Por Camilo Rocha

Apesar do 3D já não empolgar como antes, o recurso ainda tem muitos fãs. Estes vão adorar um novo produto lançado por uma empresa de Cingapura.

O EyeFly promete trazer a visualização em três dimensões para aparelhos móveis como smartphones e tablets. Sem precisar dos óculos.

O modo de usar é simples. Basta instalar o aplicativo, colar a película sobre a tela do seu aparelho e começar a ver imagens sob a nova perspectiva. Não qualquer imagem, como as fotos de seu álbum ou a home do seu iPhone. A película EyeFly só faz efeito sobre imagens geradas em 3D.

A nanotecnologia por trás do produto impressiona. A superfície do EyeFly contém 500 mil lentes que mandam informações ligeiramente diferentes para o olho esquerdo e o direito do usuário.

A empresa Nanovue, fabricante do produto, garante que a película não faz a tela do celular perder o brilho. A CNet testou no iPhone 5 e disse que não é bem assim.

A EyeFly já está disponível na pré-venda por US$ 34,95 (por enquanto apenas os modelos para iPhone 5 e iPod Touch quinta geração). Para os próximos meses, a empresa promete películas para iPad e Samsung Galaxy S4.

Veja abaixo o vídeo de apresentação da EyeFly:

O show deve continuar

  • 17 de março de 2013|
  • 18h00|
  • Por Camilo Rocha

O mundo anda perdendo a empolgação com lançamentos de smartphones, mas a Samsung não quer saber dessa conversa. O anúncio de seu Galaxy S4 passou longe do comedimento e do foco técnico que caracterizam esses eventos e apostou num espetáculo digno de Broadway. Cerca de 3 mil convidados lotaram o evento, que usou atores e cenários grandiosos para apresentar os recursos do aparelho.

A Samsung já é a maior fabricante de smartphones do mundo e o Galaxy S3, lançado há um ano, é o modelo mais vendido. Com isso, a empresa coreana conseguiu roubar bastante a luz do iPhone, visto até então como o smartphone de referência. Mas, como deixou claro o chefe de TI e comunicação móvel da empresa, JK Shin, em entrevista ao Wall Street Journal, não basta ter a maior fatia de mercado. A empresa quer ser conhecida como inovadora, característica associada muito mais à sua principal concorrente.

O novo smartphone traz algumas inovações reais. Uma das mais destacadas é o S Translator, que traduz mensagens de texto e voz em nove línguas, incluindo português brasileiro (a empresa considera o Brasil um de seus principais mercados).

Outro recurso novo detecta movimentos do rosto e do pulso para mover a tela sem que o usuário precise encostar o dedo na tela. Isso permite que se role o visor durante a leitura ou navegação. O aparelho também pausa vídeos quando percebe que o olhar do usuário não está mais direcionado para a tela.

Na câmera, o novo Galaxy S traz a possibilidade de se filmar ou fotografar simultaneamente com a câmera dianteira e traseira. As medidas das duas estão entre as maiores do mercado: a dianteira tem 2 MP e a traseira, 13 MP.

O Galaxy S4 dá uma incrementada em várias especificações em relação ao antecessor. O tamanho da tela sobe de 4,8 polegadas para 5. A resolução deu um salto, de 306 pixels por polegada (ppi) para 441 ppi (quase 30% a mais que o iPhone 5, que tem 326 ppi).

Com 130 gramas, o novo aparelho é também três gramas leve que o Galaxy S3. E mais fino: 7,9 milímetros ante 8,6 milímetros do modelo mais antigo.

O processador é mais potente, podendo ter até 1,9 GHz conforme o modelo. Com relação ao armazenamento interno, são três versões: 16, 32 e 64 GB. No Brasil, será vendida apenas a versão de 16 GB inicialmente. O sistema operacional é o Android mais recente, o 4.2.2 (Jelly Bean).

O lançamento mundial do Galaxy S4, incluindo Brasil, será no dia 26 de abril. Dois preços para o mercado brasileiro foram anunciados: R$ 2.399 para o modelo 3G e R$ 2.499 para a versão 4G.

SAMUNG GALAXY S4

Processador 1,6 GHz + 1,2 GHz (3G) ou 1,9 GHz (4G)
Armazenamento 16 GB (aceita cartão microSD até 64 GB)
Sistema operacional Android 4.2.2
Tela 5 polegadas / 441 ppi (pixels por polegada)
Peso 130 gramas
Espessura 7,9 milímetros
Preço Entre R$ 2.399 (3G) e R$ 2.499 (4G)

Tela A resolução do S4 é 30% maior que a do iPhone 5

Câmera A traseira tem 13 megapixels; a dianteira, dois

Espessura Com 7,9 mm, o Galaxy S4 é mais fino que o S3

Teatral. Os atores no evento

Galaxy S4: o que mostram as primeiras imagens

  • 12 de março de 2013|
  • 18h58|
  • Por Camilo Rocha

Um vulto e nada mais. É a primeira foto oficial do Samsung Galaxy S4, mais recente edição do maior rival do iPhone. O anúncio mundial do novo smartphone está marcado para quinta-feira, 14.

O que dá para saber pela foto é que o celular é bem parecido com o Galaxy S3.

Também existem fotos não oficiais e não confirmadas, que sempre mostram mais. As que estão abaixo saíram num fórum chinês especializado em Samsung.

Como se vê, na aparência física é mais do mesmo.

 

Agora ou nunca

  • 3 de março de 2013|
  • 18h00|
  • Por Camilo Rocha

Em 2009, saiu um livro chamado BlackBerry Planet, cujo subtítulo, em tradução livre, é “a história do pequeno aparelho que arrebatou o mundo”. Três anos são uma eternidade no mundo da tecnologia. Em 2012, o mundo já estava ocupado com outros aparelhos e a BlackBerry encarou um ano de resultados ruins.

Agora a marca vê 2013 como ano de retomada. A empresa trocou seu nome original Research In Motion pelo de seus aparelhos e pretende lançar seis modelos novos neste ano, visando diferentes faixas de público. A largada foi dada duas semanas atrás com o smartphone Z10, apresentado à imprensa em São Paulo.

O BlackBerry ainda tem muitos fãs e a boa notícia é que o lançamento não decepcionará os velhos admiradores. Mas conseguirá conquistar novos?

Um novo sistema de navegação foi criado para a interface do aparelho. A ideia é que o dono acesse notificações, aplicativos e contatos apenas deslizando o polegar. Não existe botão na parte frontal do aparelho e tudo tem de ser feito por meio da tela. O recurso “peak” (olhadela, em inglês) permite abrir uma tela secundária, como se uma cortina fosse rapidamente levantada.

Manuseei o aparelho durante a apresentação. Foram necessárias algumas tentativas até pegar o jeito dos movimentos. De qualquer forma, parece útil para quem lida com muitos fluxos de informação. E confuso para quem não está nessa situação.

A câmera do aparelho, de 8 megapixels, traz uma novidade interessante. Um comando registra os milésimos de segundo antes do momento da foto, permitindo que o usuário selecione a melhor cena depois. Bom para evitar olhos fechados e bocas tortas.

Mas talvez o recurso com maior potencial de sucesso é um que mira no público corporativo, principal cliente do BlackBerry nos seus bons tempos (a empresa informou que ainda hoje 42% dos smartphones adquiridos por empresas para emprestar a funcionários são BlackBerry).

A nova ferramenta permite a divisão do smartphone em dois ambientes completamente distintos: um pessoal e outro de trabalho. Não se misturam dados, contatos ou aplicativos. O usuário fica com suas informações protegidas.

Um dos principais pontos negativos é típico de um sistema que foi marginalizado ao longo dos últimos anos. Com 90 mil títulos, a loja de aplicativos é bem mais pobre de opções do que os sistemas Android e iOS.

O aparelho chega ao Brasil “neste semestre”, segundo a empresa. A homologação pela Anatel só sai em abril. Ele também terá uma versão com teclado físico, chamada de Q10.

BLACKBERRY Z10

Sistema operacional BlackBerry 10
Processador 1,5 GHz
Armazenamento 16 GB (entrada para cartão SD até 64 GB)
Tela 4,2 polegadas
Resolução 355 ppi
Peso 137,5 gramas
Câmera 8 MP / 1080p
Conectividade 2G/3G/4G (incluindo frequência brasileira)
Preço Não divulgado

—-
Leia mais:
Link no Papel – 4/3/2013

Cabe mais um sistema?

  • 24 de fevereiro de 2013|
  • 18h00|
  • Por Camilo Rocha

Com quase quatro meses de atraso em relação à Europa e Estados Unidos, a Nokia apresentou ao consumidor brasileiro a mais recente encarnação de sua linha Lumia.

São três modelos – 620, 820 e 920 – que estreiam no Brasil o Windows Phone 8, a mais nova versão do sistema operacional móvel da Microsoft. Smartphone e sistema operacional têm a difícil missão de seduzir consumidores já bem acostumados ao Android e ao iOS/iPhone. O que eles trazem à mesa?

Testamos o Lumia 920 para saber. Ele é o mais caro do trio, com preço sugerido de R$ 1.999, na mesma categoria de iPhone e Galaxy S3. Os outros dois Lumia custam R$ 1.599 (o 820) e R$ 899 ( o modelo 620).

O design da interface, com seus “tiles” (retângulos coloridos) que podem ser personalizados, é um dos pontos mais fortes. Além de bonitos, são práticos e “vivos”, ou seja, podem conter notificações referentes ao aplicativo que representam.

O novo sistema acerta ao trazer a integração total com outros aparelhos que tenham Windows 8, como PCs, tablets e Xbox 360. É basicamente o mesmo sistema. Isso facilita ações como começar um filme ou um jogo em um aparelho, pausar e continuar em outro. Isso também pode ser feito com textos e planilhas pelo aplicativo do Office que vem no celular.

A parte de navegação e mapas é outro ótimo recurso. O Nokia Maps é certamente bem melhor que o Apple Maps e não faz feio frente ao Google Maps. Ele vem com assistente de voz para mais de mil cidades brasileiras, com navegação rua a rua em português brasileiro. O Nokia Lente merece destaque. É um recurso de realidade aumentada que mostra na tela estabelecimentos e locais relevantes por onde o usuário passa.

Falando em câmera, é uma pequena potência. Tem 8,7 megapixels e tecnologia PureView, que produz imagens com grande detalhe.

E a variedade de aplicativos? Taí um ponto crucial quando se fala em sistema operacional. As duas empresas falam que já existem 125 mil aplicativos na loja, que a seleção é rigorosa e que 46 dos 50 “principais” apps do mercado têm versão WP.

Só que o uso de apps varia de pessoa para pessoa. Nokia/Microsoft bateram na tecla da experiência personalizada, mas isso não se traduz necessariamente para os aplicativos. Dois dos apps que eu mais uso e que são bem populares, Waze (navegação) e Mixcloud (música), por exemplo, não estão na loja.

Vale também ressaltar que o Lumia 920 é um monstro. Apesar de anatômico, o aparelho pesa 185 gramas, bem mais que seus concorrentes, o Samsung Galaxy S III (133 gramas) e o iPhone 5 (112 gramas). Colocado ao lado do iPhone 4S, faz o modelo da Apple parecer um celular pequeno.

NOKIA LUMIA 920
Processador 1,5 GHz
Armazenamento 32 GB
Sistema operacional Windows Phone 8
Tela 4,5 polegadas
Resolução 332 ppi (pixels por polegada)
Câmera 8,7 megapixels
Peso 185 gramas
Preço sugerido R$ 1.999

Carregue seu celular usando um chopp bem gelado

  • 7 de fevereiro de 2013|
  • 18h22|
  • Por Camilo Rocha

Usar calor ou frio para carregar o seu celular. Parece uma ótima solução para o recorrente problema da falta de tomada para carregar o celular. Se o Epiphany onE Puck cumprir o que promete, basta uma caneca de café bem quente ou um chopp bem gelado.

O projeto está no Kickstarter e já arrecadou quase um terço dos US$ 100 mil pretendidos. O “puck” (o nome dado ao disco sólido usado em jogos de hóquei) tem um lado “quente” (vermelho) e um “frio” (azul). Segundo o vídeo de demonstração (abaixo), basta colocar a fonte de calor ou frio no lado correspondente e conectar via USB o smartphone ou tablet.

Via CNet

Lumia 920 será primeiro smartphone Windows 8 do Brasil

  • 6 de fevereiro de 2013|
  • 18h03|
  • Por Camilo Rocha

FOTO: Divulgação

O futuro da plataforma Windows Phone e da sua maior apoiadora, a Nokia, permanece incerto. Mas os brasileiros poderão em breve conhecer sua versão mais recente com a chegada do Nokia 920, o primeiro modelo com Windows 8 a sair por aqui. A empresa anunciou o início de sua pré-venda no dia 14 de fevereiro.

O smartphone chega ao País quatro meses depois de seu lançamento nos EUA e Europa. O preço sugerido é R$ 1.999.

Seu antecessor, o Nokia Lumia 900, que vem com sistema operacional Windows 7.5 (e não pode ser atualizado para Windows 8), começou sendo vendido a R$ 1.899, mas já pode ser encontrado por R$ 400 a menos (sem plano de operadora).

Assim como o Lumia 900, o 920 é um super-smartphone. Tem câmera de 8,7 megapixels que ainda vem com a tecnologia PureView (presente no telefone de 38 megapixels da empresa, o PureView 808).

Também traz tecnologia NFC Seguro (tecnologia usada em pagamentos digitais que permite usar o celular como um cartão de crédito/débito) e navegação gratuita ponto a ponto guiada por voz.

O celular pode ser encomendado na loja online da empresa ou em qualquer um dos seus pontos de venda físicos. Os primeiros clientes a comprarem o aparelho levam de brinde um carregador portátil Nokia DC-16.

Eis o iphone da Gradiente

  • 3 de fevereiro de 2013|
  • 18h00|
  • Por Camilo Rocha

O que leva uma empresa a batizar um smartphone com o nome do aparelho mais famoso do mundo? Ainda que a Gradiente tenha registrado o nome iPhone em 2000 (obtendo o OK do INPI em 2008) e esteja amparada pela lei (podendo até processar a Apple no Brasil), é um procedimento eticamente questionável e muito arriscado em termos comerciais.

A Gradiente é uma marca que está na memória afetiva de muitos brasileiros. Nos anos 70 e 80, era sinônimo de qualidade, especialmente na área de áudio. Recentemente, reapareceu com novas linhas de produtos, incluindo tablets e smartphones. Em seguida, surpreendeu a todos quando anunciou seu próprio “iphone”.

A repercussão foi principalmente negativa e o uso do nome virou até piada. A ponto, na minha opinião, de jogar contra as possibilidades de um smartphone que não é de todo mau. O Gradiente Neo One (esse é o nome do modelo; a marca “iphone” faz parte da denominação da linha G Gradiente iphone, que, por enquanto, só tem um aparelho) não é sofisticado e tem pouco em comum com seu xará mais famoso, mas certamente preencherá as necessidades de muitos consumidores.

As diferenças com o iPhone da Apple começam pela parte externa. O homônimo da Gradiente tem outra cara, mais genérica, lembrando mais um modelo da Motorola do que o celular da Apple. Na parte da frente, logo abaixo da tela, a fileira de quatro ícones (característica de muitos modelos Android), em vez do botão único, já denuncia que não se trata de um iPhone original.

Com 130 gramas, ele é quase 20 gramas mais pesado que o iPhone 5. É também 13 milímetros mais alto, com 136 mm.

O smartphone da Gradiente usa o Android, o sistema operacional rival do iOS, do iPhone. E está desatualizado. Ele vem com a versão 2.3 do Android, que já está na 4.2.

O aparelho não tem armazenamento próprio. Para salvar músicas e fotos, o usuário precisar inserir um cartão de memória de 2 gigabytes (GB), que vem incluído. Há ainda entrada para outro cartão de até 32 GB.
Na hora de ligar o aparelho, mais diferenças gritantes com o iPhone original. A tela do modelo da Gradiente tem menos da metade da resolução do seu homônimo (155 pixels por polegada – ppi – contra 326 ppi). A resposta aos comandos de toque na tela e a navegação também são mais lentas.

Entre os aplicativos que vêm no telefone estão Facebook, Trapster (de mapas e rotas), rádio FM e busca do Google via comando de voz. O recurso funcionou corretamente com palavras como “Facebook” e “Campus Party”. Entre os ícones na tela, também há atalhos. Um chamado “Email” abre opções para registrar contas de e-mail nos serviços mais conhecidos.

O telefone vem desbloqueado e tem entrada para dois chips de operadoras (SIM cards). Isso sugere que ele é um aparelho para quem quer economizar com ligações. Estranho então que seu preço tenha sido fixado em R$ 599, mais caro que modelos “dual chip” concorrentes. O telefone também não é fácil de achar. Só está à venda na loja online da Gradiente.

GRADIENTE IPHONE NEO ONE
Sistema Android 2.3
Processamento 700 MHz
Armazenamento Cartão de memória de 2 GB (com entrada para cartão de até 32 GB)
Tela 3,7 polegadas
Resolução 155 ppi
Peso 130 gramas
Câmera 5 MP (traseira); 0.3 (frontal)
Preço R$ 599

Veja o teste do Neo One “iPhone” na TV Estadão

QUEM É DONO DO “IPHONE”?

A Gradiente entrou com pedido de registro da marca “iphone” em 2000. A aprovação saiu só em 2008, ano seguinte ao lançamento do primeiro iPhone da Apple. No Brasil, a Apple pode usar “iphone” apenas para publicações e artigos de vestuários.

Entrevistado pelo ‘Estado’ em novembro, Eugênio Staub, fundador da Gradiente, disse que seu lançamento não visa a iludir o consumidor. “Até porque é Android”, justificou.

Na época, o empresário negou plágio. “As datas estão aí para provar”.

Para Staub, a Apple desrespeitou o registro de sua empresa quando trouxe o iPhone para o País.
“Se eu vou a outro país e verifico que alguém tem a marca Gradiente, por exemplo, procuro a empresa para negociar. Ninguém nos procurou. Houve uma falta de respeito.”

A Gradiente tem base legal para processar a Apple, mas Staub disse que não há decisão em relação ao assunto. E acrescentou que está disposto a dialogar com a empresa americana.