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Homem Objeto

Capa recarrega iPhone sem precisar de tomada

  • 8 de maio de 2015|
  • 18h05|
  • Por Camilo Rocha

Um dos grandes incômodos de usuários de smartphones é a duração da bateria. Com um uso tão intenso, não ccostuma chegar ao fim do dia. Empresas e pesquisadores vem batalhando há anos para vencer esse problema.

A empresa norte-americana Nikola Labs apresentou um produto que ajuda a minimizar o drama dos “sem energia”. É uma capa para iPhone 6 que converte 90% da energia gasta pelo telefone para enviar um sinal e a direciona de volta para o aparelho. Os criadores garante que isso garante uma sobrevida de 30% à carga do aparelho.

O produto consegue converter frequências de rádio em corrente direta, podendo assim carregar dispositivos. Isso mesmo, o acessório capta a energia liberada pelo aparelho no ar e reutiliza. A tecnologia pode eventualmente ser aplicada a outros aparelhos eletrônicos.

O intuito da Nikola Labs é colocar o produto no mercado dentro de um ano. A capa foi desenvolvida na Ohio State University, que licenciou a tecnologia e as patentes para a empresa. O projeto deve chegar ao Kickstarter dentro de um mês, ao preço de US$ 99.

A era do vídeo

  • 4 de maio de 2015|
  • 15h50|
  • Por Camilo Rocha

Com dois anos de idade, minha filha em breve já saberá fotografar e filmar. Digo isso não com orgulho, mas estarrecido. Apesar do uso do celular ser restrito, ela já o manejou o suficiente para entender algumas coisas sobre o funcionamento da câmera. Para se ter uma ideia, outro dia tirou sua primeira selfie.

Crianças nascidas na era do smartphone terão tanta familiaridade com recursos de foto e vídeo que será como andar para a frente. Todo um repertório técnico que era prerrogativa de especialistas até pouco tempo atrás (luz, posição, enquadramento, ângulo) vai se tornando absolutamente banal.

Muita coisa já mudou em termos de costumes e comportamento com a disseminação da fotografia via celular. Agora é a vez do vídeo tomar conta. Com a melhoria na conexão e ferramentas de hardware e software cada vez mais fáceis de operar, a imagem em movimento caminha para se tornar o modo de comunicação favorito da internet.

Para a maioria, usar vídeo para conversar ou expressar uma ideia faz mais sentido do que escrever. Ele registra com fidelidade a maneira como nos comunicamos no dia a dia: com fala, gestos e expressões faciais. O procedimento é mais direto e, na maior parte das situações, mais prático do que digitar.

A escrita deixará de ser a principal via da comunicação online. Isso será positivo. Para a maioria, a palavra escrita não é a manifestação do pensamento mais confortável ou natural. Antes da internet, em que momentos da vida escrevíamos? Cartões postais, recados, documentos, provas… certamente não a toda hora, para qualquer assunto. Com a rede, fomos forçados a escrever como nunca, e cada vez mais. E-mails, mensagens, posts, comentários, twits, chats, respostas, WhatsApps. Novas linguagens se desenvolveram a partir do batuque de bilhões de novos escritores ao redor do mundo, com gírias, expressões e símbolos próprios.

Há quem defenda que nem comunicação escrita tudo isso é. É o caso da escritora e pesquisadora An Xiao Mina no artigo “A cultura digital é como a escrita da cultura oral”, publicado no Medium. De acordo com a pesquisadora, a explosão das redes sociais impôs um padrão de comunicação que tem muito mais a ver com a conversa do dia a dia do que com a escrita formal. Para An, selfies, fotos de comida, vídeos de gatos só são fúteis ou narcisistas se vistos sob a ótica da cultura escrita. Se pensarmos em tudo isso como cultura oral, elas fazem sentido, pois dizem respeito a assuntos que teriam lugar em uma conversa cotidiana. O mesmo vale para uma linguagem escrita sem preocupação com regras gramaticais e cheia de neologismos, corruptelas e códigos. No vídeo, essa cultura oral encontra uma moldura bem mais apropriada.

As plataformas correm para atender a demanda. O Facebook vem privilegiando o alcance de posts com vídeo, além de ter estreado a função de chamadas em vídeo no Messenger. O Twitter comprou em janeiro por supostos US$ 100 milhões o Periscope, aplicativo de transmissão de vídeo em tempo real.

Os dois aplicativos mais comentados de 2015 são plataformas que convidam o usuário a ser criativo com vídeo: o já citado Periscope, baixado 1 milhão de vezes em dez dias, e o Dubsmash, que permite dublagens em cima de sons pré-gravados e alega ter hoje 20 milhões de usuários.

Quantos aparelhos iOS já foram vendidos?

  • 28 de abril de 2015|
  • 17h14|
  • Por Camilo Rocha

Dica: são muitos.

Aproveitando a divulgação do último balanço da Apple, o analista Horace Dediu calculou quantos aparelhos com sistema operacional iOS a empresa vendeu desde o lançamento do primeiro iPhone. O sistema é utilizado em iPhones, iPads e iPods.

Conforme mostra o gráfico abaixo, foram nada menos que 1,1 bilhão de aparelhos desde o segundo trimestre de 2007, época em que saiu o iPhone inicial.

No balanço mais recente, a empresa reporta que vendeu 61,2 milhões de iPhones e 12,6 milhões de iPads.

USB ‘infinito’ permite conectar vários aparelhos em uma entrada

  • 20 de março de 2015|
  • 19h04|
  • Por Camilo Rocha

Entradas USB são disputadas em casas com muitos aparelhos. Então aparelhos tem que pegar fila, prioridades tem que ser estabelecidas ou ainda rodízios de cargas incompletas.

Situações que podem logo se tornar obsoletas com a chegada do InfiniteUSB.

O nome do produto e as fotos meio que explicam tudo. Ele é um USB… que também é USB. Ou seja, enquanto está ligado em um aparelho, é possível conectar outro em cima, e mais outro, e mais outro, e mais outro…

Na ponta oposta, ele oferece diferentes opções: USB “fêmea”, microUSB (usado em smartphones e tablets Android) e Lightning (usado em iPhones e iPads).

O projeto está atualmente arrecadando no Kickstarter, e com sucesso. Com um mês para o fechamento da campanha, o produto já recebeu US$ 17.343 dos US$ 10 mil que pediu.

Ao doar US$ 14, o participante receberá um cabo de presente. Com uma doação de US$ 60 a pessoa tem direito a um combo de cinco cabos.

(via Gizmodo)

Tecnologia do otimismo

  • 21 de dezembro de 2014|
  • 21h03|
  • Por Camilo Rocha

Nesse trabalho de acompanhar o mundo da tecnologia e o comportamento ligado a ele, é comum experimentar uma desagradável sensação de vazio. É afinal um universo que nos premia com doses diárias de absurdo e mau gosto. Vaidades descontroladas nas redes sociais. Discussões de Facebook que são encadeamentos de monólogos. Gente que idolatra um telefone celular!

Existe também um lado escuro e sinistro. São os abusos da tecnologia, que vão do bullying cibernético às contínuas ameaças contra a privacidade das pessoas na rede.

Graças ao fluxo inesgotável de notícias sensacionalistas e às próprias interações desagradáveis que temos no dia a dia, é fácil se deixar levar pela percepção de que a tecnologia está criando um mundo bem esquisito.

Tecnologia nova, e estamos apenas na infância da era digital, sempre causa reações ambivalentes. Faz sentido: é tudo muito recente e não sabemos bem no que vai dar. “Tecnologia recente é vista mais como ameaça – a nossos empregos, saúde, valores – do que como bênção”, escreveu o jornalista e historiador norte-americano Richard Rhodes na introdução de Visions of Technology, livro que faz um retrospecto das reações às novas tecnologias ao longo do século 20.

Quais seriam as bênçãos do contexto digital de hoje? Dos apps de saúde à cultura empreendedora, são muitas para caber aqui. Seleciono uma que considero particularmente relevante: o uso da internet para o exercício da cidadania e uma maior participação social.

Uma pesquisa divulgada pela agência F/Nazca na semana passada mostrou o seguinte: um em cada quatro usuários da rede já fez parte de algum movimento social pela internet, sendo que este envolvimento cresceu desde 2011 (era 16%; hoje é 26%). A pergunta da pesquisa para obter o dado de 2014 foi: “Você já participou pela internet /apoiou virtualmente algum movimento social ou político, causa humanitária ou mobilização em busca de melhorias para seu bairro, cidade ou país?”

Como exemplos de “movimentos sociais” a pesquisa cita a mobilização pelo Parque Augusta, em São Paulo, garantindo a entrega de área verde pública em local onde está previsto um empreendimento imobiliário. Outro caso citado é a campanha #OcupeEstelita, no Recife, que conseguiu barrar a demolição do cais José Estelita para a construção de 12 torres de 41 andares.

Lançada um pouco antes, a pesquisa “Juventude Conectada”, da Telefonica, obteve 64% de respostas positivas à colocação “A internet permite a melhor organização das pessoas para resolver problemas da sociedade”.
Alguns meses antes, o ano foi marcado pela concretização de um projeto que nasceu a partir de consulta popular via internet: o Marco Civil. Apesar de ter seguido a rota da política tradicional nas últimas etapas antes de sua aprovação, a chamada Constituição da Internet começou em 2012 como um projeto aberto à contribuição dos cidadãos.

O uso engajado da rede pelos brasileiros mereceu destaque no último Web Index, relatório anual da fundação de Tim Berners-Lee, o “pai da internet”, sobre a influência social, política e econômica da rede: “O compromisso político por uma internet para todos é forte. E, como demonstraram os protestos de 2013, incentivados pela internet, também o é a vontade dos cidadãos de usá-la.”