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Uma nova maneira de medir audiência de TV

  • 22 de outubro de 2014|
  • 18h11|
  • Por Camilo Rocha

O que é ver televisão hoje em dia? Certamente não se resume mais a sentar na frente de uma tela fixa na sala. Podemos assistir a um canal do YouTube no celular. Ou acompanhar uma série no tablet ou no laptop.

Em países como os Estados Unidos, um site como o Netflix é tão popular que responde por um terço do tráfego de internet. Recentemente, a pesquisa Social TV, do Ibope revelou que 43% dos jovens brasileiros consideram a internet sua principal fonte de entretenimento. Quem ousaria duvidar que este entretenimento inclui muito conteúdo televisivo?

“As pessoas não pensam mais em televisão como o aparelho, e sim como o conteúdo”, diz Jeremy Helfand, vice-presidente da Adobe Primetime, divisão de TV digital da Adobe (a mesma responsável pelo Photoshop e muitos outros softwares conhecidos).

A Adobe anunciou na terça-feira, 21, uma parceria com a Nielsen (o Ibope americano) para a criação de um sistema de medição de audiência televisiva em várias plataformas digitais. As empresas prometem estatísticas mais detalhadas dos hábitos de telespectadores online, que ajudarão a compor um quadro mais completo para produtores de conteúdo e anunciantes. O conteúdo a ser medido pode incluir televisão, vídeos, jogos, áudio e texto, para web ou em aplicativos.

A ideia é unir a tecnologia da Adobe Analytics, que usa cookies digitais e os chamados Ad-Ids (códigos de identificação usados para monitorar hábitos de navegação de pessoas e personalizar anúncios), com as ferramentas online da Nielsen, que medem dados demográficos, conversas no Twitter e interações com conteúdo. As empresas sublinham que os dados são “anônimos”, ou seja, referentes a comportamentos e não a indivíduos.

O novo produto, chamado Nielsen Digital Content Ratings, estará disponível no começo do ano que vem. A Adobe informa que os primeiros clientes incluem ESPN, Sony, Turner e Viacom.

Quando a indústria musical começou a incluir visualizações no YouTube em suas paradas de sucesso, como por exemplo a conceituada lista da revista Billboard, novos artistas ganharam repercussão. Um dos primeiros nomes a se beneficiar da nova métrica nos Estados Unidos foi o produtor Baauer, autor de “Harlem Shake”, hit “social” que não tinha nenhuma presença em rádio, TV ou listas de downloads. Foi assim que “Harlem Shake” chegou ao primeiro lugar da parada norte-americana.

A nova medição da Adobe/Nielsen pode fazer o mesmo pela televisão? Será interessante.

Diversões eletrônicas

  • 28 de setembro de 2014|
  • 20h55|
  • Por Camilo Rocha

Você chega na casa noturna ou no show e encosta seu smartphone em um leitor. Se está na lista de convidados, é só entrar. Se não, entra depois que o preço do ingresso for debitado através de seu cadastro no PayPal. Lá dentro, a chapelaria ou a compra de um drink também podem ser pagos aproximando-se o celular de terminais eletrônicos. O acesso à área VIP também acontece sem percalços, uma vez que o sistema “sabe” que você está liberado. Horas depois, você vai para casa sem ter lidado com dinheiro, comandas, fichas ou pulseiras de acesso.

Esse é o cenário idealizado pela startup brasileira Bloom para explicar sua plataforma. Para a empresa, a balada é a próxima fronteira a ser conquistada pelas tecnologias de pagamentos móveis. Já presentes em uma série de atividades corriqueiras como pagamento da tarifa de ônibus ou operações no caixa eletrônico, a ideia de trazê-los para shows de música e casas noturnas, ambientes de logística muitas vezes aborrecida, é muito atraente.

O sistema da Bloom usa duas tecnologias de transmissão de dados a curta distância: NFC, que acaba de ser anunciada nos novos iPhones (mas que já existe em aparelhos Android há bem mais tempo), e BLE, um tipo de Bluetooth que consome menos energia.

A ferramenta pode ser usada de duas maneiras: através de aplicativo próprio compatível com smartphones Android e iOS; ou de cartões individuais, que o frequentador ganha ao chegar no local, solução para os que não tem smartphone compatível ou celular comum.

As vantagens do sistema não surgem apenas para os usuários, mas também para os negócios que giram em torno do entretenimento noturno. Os proprietários do estabelecimento ganham um rico panorama “big data” dos movimentos e do consumo de seus clientes. Essas mesmas informações também podem ser aproveitadas por marcas. Por exemplo, uma fabricante de bebidas pode direcionar ações ligadas a uma nova tequila ou vodka para lugares em que o consumo desses produtos seja alto. Sem falar que a possibilidade que o aplicativo traz de o frequentador dividir sua experiência em redes sociais abre oportunidades para ações promocionais de marcas de todo tipo.

Quando Isabelle Perelmuter, cofundadora da Bloom, me contou sobre a invenção na semana passada, o processo me pareceu fascinante. Por outro lado, é impossível não pensar na questão da privacidade. Como a noite é o lugar do escape, da fuga dos controles do dia, muitos frequentadores podem ficar ressabiados com a ideia de estarem fornecendo tantos dados enquanto se divertem.

Isabelle explica que os dados gerados são “do grupo, e não da pessoa”, registros de comportamento que compõem um mapa geral.

A empresária diz também que os usuários sempre têm de confirmar cada ação que implique compartilhamento de dados. Ressalta que o dono da casa noturna ou do evento controla “coisas operacionais”, como volume de consumo e tráfego de entrada, mas nada além disso.

Gostando ou não, será cada vez mais comum esse tipo de sistema. Um estudo do site Business Insider destaca que novos aplicativos estão eliminando a necessidade de levar dinheiro ou cartões para jantar fora ou ir a um bar. Só não vale, mais do que nunca, perder o celular.

Modificação faz iPhone ‘gritar’ cada vez que cai

  • 23 de setembro de 2014|
  • 20h26|
  • Por Camilo Rocha

Se deixar um iPhone (ou qualquer smartphone) despencar no chão é uma experiência desagradável, que pelo menos se possa rir da situação.

Um usuário nos Estados Unidos divulgou um “jailbreak” (desbloqueio de funções para acrescentar novas funcionalidades) que faz o aparelho “gritar” cada vez que cai.

Ele postou a criação em um tópico do Reddit.

A modificação só pode ser feita em iPhones do modelo 5S e 5C para trás… por enquanto.

Veja o iPhone 6 Plus sendo desmontado peça por peça

  • 19 de setembro de 2014|
  • 16h51|
  • Por Camilo Rocha

Como faz com muitos aparelhos quando são lançados, o site iFixit desmontou o novo iPhone 6 Plus (e o iPhone 6 também).

O objetivo é entender melhor as especificações do aparelho e descobrir detalhes sobre elas que às vezes não são detalhadas pelos fabricantes.

A “autópsia” do iPhone 6 Plus revelou o seguinte:

- bateria de 2915 mAh (quase o dobro da capacidade da do iPhone 5S)

- processador “sistema-em-um-chip” Apple A8 APL1011

- Modem LTE é Qualcomm MDM0925M

- chip de memória flash debaixo da placa lógica é um SKhynix H2JTDG8UD1BMS

- o controlador de touch é um Broadcom BCM5976

- o chip NFC é o NXP 65V10, com “elemento seguro” (onde ficam guardados dados financeiros pessoais) para o Apple Pay

A operação completa pode ser acompanhada em várias línguas: EnglishFrançaisDeutschEspañolItaliano,NederlandsРусский e 中文

Veja a desmontagem também no vídeo abaixo:

Fiasco? Celular da Amazon agora custa menos que um dólar

  • 8 de setembro de 2014|
  • 19h13|
  • Por Camilo Rocha

Quando saiu nos Estados Unidos em meados de junho, o Fire Phone, primeiro smartphone da Amazon, veio cheio de promessa. Reconhecimento de objetos e pesquisa de preço. Integração entre os diversos serviços da empresa. Visualização de uma série de recursos em 3D. Tecnologia avançada de reconhecimento de gestos.

O problema é que os consumidores norte-americanos não se impressionaram até agora (assim como parte da imprensa).

Nesta segunda-feira, 8, a empresa anunciou que está reduzindo o preço do Fire Phone, vendido nos Estados Unidos apenas através da operadora AT&T. O corte é radical. De US$ 199 para US$ 0,99 para um plano de operadora com validade de dois anos. Incluídos no pacote estão inclusão do usuário na categoria premium Amazon Prime e serviços de nuvem diversos.

A empresa também cogita expandir a disponibilidade do aparelho para o Reino Unido e Alemanha pelos preços de zero libras e um euro, respectivamente.

Não é o primeiro indicativo de que o aparelho patina. Em agosto, apareceram uma porção de pistas.

Uma pesquisa com mil consumidores nos EUA revelou que apenas 5% pretendiam comprar o Fire Phone, enquanto 43,8% responderam iPhone e outros 32,6% citaram smartphones Android.

Pouco depois, outra pesquisa, medindo a participação no trâfego de internet de aparelhos entre julho e agosto, mostrou o celular da Amazon com minúsculos 0.02%.

No fim do mês, um analista calculou que o número de Fire Phones em uso era de aproximadamente 50 mil unidades.

A Amazon não divulga números oficiais sobre a venda do aparelho, que não tem previsão de lançamento no Brasil.