Medida certa
- 2 de dezembro de 2012|
- 18h00|
- Por Camilo Rocha
Para muitos que pegarem o iPad Mini pela primeira vez, uma reação provável será: “Por que não pensaram nisso antes?”. Foi assim comigo quando o aparelho chegou na redação do Link, semana passada. O pequeno tablet é leve, portátil e bom de manusear. Além disso, muitos dos aplicativos parecem ter encontrado nele seu tamanho ideal de tela.
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Na verdade, alguns rivais da Apple já tinham pensado, como a Samsung com os Galaxys Tab 2 7.7 e Note 2. Faz todo sentido que este aparelho móvel, usado em tantas situações diferentes, tenha um tamanho grande o bastante para uma boa visualização e pequeno o suficiente para caber confortavelmente em mãos e bolsas das pessoas.
O iPad Mini tem menos da metade do peso do iPad convencional: são 300 gramas contra 650. Sua tela apresenta 7,9 polegadas contra as 9,7 polegadas do maior. A resolução, medida em pixels por polegada, é de 164 ppi. Perde para os iPads de terceira e quarta geração, com seus 264 ppi, mas ganha do iPad 2, que tem apenas 132 ppi. Por outro lado, como a tela é menor, a impressão é de resolução afiada.
Em questão de configuração, ele é bem parecido com o iPad maior. Tem câmera traseira de 5 megapixels (e dianteira de 1,2 MP). Vem em três opções de armazenamento: 16 GB, 32 GB e 64 GB. O processador é o A5, versão anterior dos chips dos últimos iPads maiores.
Nos Estados Unidos, o iPad Mini pode acessar as redes LTE/4G. No Brasil, ele só conseguirá acessar o 3G, pois não é compatível com a faixa de frequência 4G designada para a América do Sul. Será que a Apple poderia fazer uma versão que “pega” o 4G daqui, uma vez que o iPad Mini será fabricado no País? O histórico sugere que não.
Uma das atividades especialmente beneficiadas no iPad Mini é a leitura. Com sua altura de 200 mm e largura de 135 mm, ele tem as dimensões médias de um livro. Foi uma atividade agradável folhear páginas de um livro no aplicativo do Kindle.
Outro aplicativo que ganhou com o tamanho de tela do mini-tablet foi o Instagram. Sempre achei que a tela do iPhone (ou dos smartphones) ficava devendo na hora de apreciar as fotos. Na tela do Mini elas ficam no tamanho ideal.
O jogo Angry Birds também ficou de bom tamanho no pequeno iPad. Mais confortável para jogar do que no iPad maior e melhor de visualizar do que no smartphone.
De volta ao hardware, a carcaça do iPad Mini é rigorosamente igual a de suas versões maiores. Os botões de volume e mudo nas laterais, as entradas de fone de ouvido e microfone em cima, o alto-falante embaixo com o conector (já no novo modelo “lightning”, com oito pinos; é necessário adaptador para se conectar com o modelo anterior, de 30 pinos) e o botão de home logo abaixo da tela.
O iPad Mini foi uma grande (ainda que tardia) sacada da Apple. Por seu tamanho de tela, ele faz muito mais sentido para uma série de atividades do que o modelo tradicional. O que levanta algumas questões pertinentes: será este o iPad do futuro? Ele pode vir a substituir a versão maior ou os dois coexistirão?
No Brasil, ainda não há previsão de lançamento nem de preço do novo produto. O único passo dado até agora foi sua homologação pela Anatel, na quarta-feira.
Nos Estados Unidos ele custa entre US$ 329 e US$ 529 nas versões Wi-Fi.
OUTROS ‘MINIS’
No fim de 2011, a Samsung apareceu com um tablet menor chamado Galaxy Note. Tinha 5,5 polegadas. De lá para cá, várias marcas colocaram no mercado aparelhos de tela reduzida. Todos foram lançados antes do iPad Mini. Conheça alguns deles ao lado.
Galaxy Note 2
Tela 5,5 polegadas
Peso 180 gramas
Processador 1,6 GHz
Preço sugerido R$ 2.299
Kindle Fire HD
Tela 7 polegadas
Peso 395 g
Processador 1,2 GHz
Preço sugerido US$ 199
Google Nexus 7
Tela 7 polegadas
Peso 340 gramas
Processador 1,3 GHz
Preço sugerido US$ 199
Multilaser Diamond
Tela 7 polegadas
Peso 240 gramas
Processador 1,5 GHz
Preço sugerido R$ 599
Twitter anuncia novidades para todas as plataformas
- 19 de setembro de 2012|
- 19h18|
- Por Camilo Rocha
O Twitter introduziu mudanças para tornar a rede social mais visual. Usuários agora podem postar uma foto de cabeçalho (“header”) que preenche o espaço da página do usuário acima da timeline. Dentro da foto de header fica a foto menor, com o avatar. A novidade está disponível no Twitter para iPhone, iPad, Android e web.
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Para os dispositivos móveis, foi lançado um recurso que permite navegar pelas fotos que o usuário já postou com o deslizar do dedo na tela de toque.
Na nova versão do aplicativo para iPad, a atualização permite a visualização de fotos, vídeos e descrições de páginas da web contidas em tweets na própria timeline do usuário.
Ponha (ainda) mais cor no seu iPad
- 31 de julho de 2012|
- 18h58|
- Por Camilo Rocha
Pantone, sistema de cores que é referência universal na indústria gráfica, agora também é capa de iPad.
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A estilosa coleção tem seis opções de cores. Uma capa sai por aproximadamente R$ 50 nesse site.
Começa a nova fase dos tablets
- 30 de junho de 2012|
- 14h30|
- Por Camilo Rocha
É bem possível que 2012 seja lembrado como o ano que mudou tudo na área dos tablets. Há grandes chances de que o cenário que vemos hoje seja totalmente diferente no ano que vem. Em outras palavras, a dominação folgada do iPad pode ser seriamente ameaçada pelos novos tablets anunciados por Microsoft e Google – o Surface e o Nexus 7.
Vale lembrar o domínio da Apple. Uma pesquisa recente mostrou que 73% dos americanos respondeu “iPad” à pergunta “Qual tablet você planeja comprar?”. Em segundo, veio o Kindle Fire, da Amazon, com 8%. E o Galaxy Tab, da Samsung, foi lembrado por apenas 6%.
Somando os resultados anunciados pela Apple desde o primeiro iPad (2010), as vendas do tablet chegaram a 67 milhões de unidades em março. O Galaxy Tab, seu maior concorrente mundial, diz ter despachado para as lojas (mas não vendido) cerca de dois milhões de peças.
E como Google e Microsoft querem vencer uma batalha que tantos fracassaram? Seguindo uma das regras de ouro da Apple: um sistema totalmente fechado, com hardware e software feitos um para o outro. Assim como a Apple com o iPad, a Microsoft e o Google são proprietários do sistema operacional, da loja de aplicativos, do browser e do serviço de nuvem.
As duas empresas parecem ter perdido a paciência com seus parceiros de hardware, que não conseguiram chegar aos pés do iPad. Resolveram tomar as rédeas antes que fique impossível reverter a dominação da maçã.
Faz todo sentido que empresas de software como Google e Microsoft assumam seus tablets da casca ao conteúdo. A experiência desse tipo de aparelho, do teclado de toque aos aplicativos à mobilidade à interação com outros dispositivos, é totalmente relacionada ao software.
Com sistemas operacionais novos é natural que ainda percam feio para a Apple num ponto crítico: oferta de aplicativos. O Windows 8 vai mal para uma plataforma que saiu para desenvolvedores em fevereiro. Não chegam a 200 as opções na loja virtual Windows Store. A AppStore tem 225 mil opções para o iPad.
Já a versão nova do Android que está no Nexus 7 (4.1, apelidada de Jelly Bean) ainda não está disponível. Por enquanto só há apps nativos do tablet.
As características físicas dos dois produtos mostram potencial. Ambos têm processadores mais poderosos que o iPad. O Nexus 7 vem com 1,3 GHz e o Surface pode ter 1,5 GHz (o número exato não foi divulgado) contra o 1 GHz do iPad.
O Nexus 7, de dimensões e preço menor, pode abocanhar uma fatia do público que precisa de algo mais portátil que o iPad. Já o Surface, com suas opções de teclado, entrada USB e cartão SD e armazenamento de até 128 GB, pode atrair usuários que querem algo mais próximo do PC.
É claro que estamos falando de probabilidades, não certezas. Há outros cavalos na corrida. A Samsung, por exemplo, não desistirá de seus tablets tão cedo. Como uma das maiores fabricantes do mundo, ainda tem muita munição para gastar.
Em seu evento Research Day, realizado em São Francisco, nos EUA, semana passada, a Intel reforçou sua aposta nos ultrabooks e numa terceira via, os híbridos ou “conversíveis”, aparelhos que têm tela de toque e teclado físico (como o Surface, que tem uma opção com chip Intel). Acreditam, acertadamente, que existem muitos consumidores que não estão preparados para abandonar as teclas de verdade.
Mas a Intel não deixa de contemplar os tablets e disse no mesmo evento que seu chip Atom estará presente em 20 novos modelos com Windows 8. Há chances de que isso não se concretize. O lançamento do Surface magoou muitos fabricantes que pretendiam lançar tablets com Windows 8. Um executivo da Acer comentou como foram pegos de surpresa pela novidade. A HP foi mais longe e abandonou planos que tinha de lançar um modelo com o sistema da Microsoft.
Fritando gadgets em óleo quente
- 5 de junho de 2012|
- 15h04|
- Por Camilo Rocha
Vai um iPad à milanesa?
Vários gadgets foram fritos em óleo quente como protesto contra a maneira “fast food” com que consumimos e descartamos a tecnologia hoje em dia.
Ideia dos artistas americanos Henry Hargreaves e Caitlin Levin.
Flores? As mães querem é iPads!
- 9 de maio de 2012|
- 19h15|
- Por Camilo Rocha
São 91% que querem os tablets contra 9% que preferem as flores.
É o que mostra essa pesquisa realizada pelo site TechBargains, que revelou outras preferências tech maternais.
‘Então, Pai, curtiu o iPad que a gente te deu?’
- 27 de abril de 2012|
- 16h15|
- Por Camilo Rocha
Acontece nas melhores famílias…
Transforme seu iPad num bloco de papel
- 24 de abril de 2012|
- 17h26|
- Por Camilo Rocha
Que tal transformar seu iPad num bloco de papel, onde você pode fazer anotações, desenhos, rabiscos?
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O Paper faz isso sem as firulas e complicações de aplicativos do tipo lançados anteriormente.
Ele traz cinco opções de uso do papel com as respectivas ferramentas: desenhar (onde ele simula uma caneta-tinteiro), esboço (lápis), destacar (marcador), escrever (esferográfica) e colorir (pincel).
A caneta-tinteiro já vem quando se baixa o app gratuitamente na loja do iTunes. Depois, para acrescentar novas ferramentas, paga-se US$ 1.99 cada.
O release diz que o Paper pode ser usado tranquilamente com o dedo, mas que melhores resultados podem ser conseguidos com uma caneta (stylus). Esta precisa ser comprada à parte.
Repórter mostra produção do iPad na Foxconn
- 12 de abril de 2012|
- 15h56|
- Por Camilo Rocha
Depois da ABC, mais um repórter entrou na Foxconn, a empresa chinesa que fabrica iPads e iPhones e sofre acusações de más condições de trabalho.
Agora foi a vez de Rob Schmitz, chefe da sucursal de Xangai do site Marketplace. Ele visitou a linha de montagem do iPad na cidade de Shenzhen.
O vídeo mostra todas as etapas da montagem dos tablets da Apple. O trabalho é quase todo manual, mas há também robôs e máquinas na produção. O vídeo mostra um máquina testando o giroscópio do iPad.
Segundo conta Schmitz, “os funcionários trocam de função depois de um certo número de dias.”
“O trabalho é tedioso e chato, mas todo dia centenas de pessoas fazem fila para tentar um emprego aqui”, diz o narrador.
Um dos motivos é que as condições de trabalho da Foxconn são consideradas boas comparadas com a maioria das fábricas da China.
Entre seus “benefícios”, quadras para jogar futebol e pagamento do salário em dia.
iPad pode virar a gilete dos tablets
- 9 de abril de 2012|
- 16h51|
- Por Camilo Rocha
Ou a aspirina. Ou o band-aid. Ou… o Google.
Explicando melhor: o tablet da Apple, por ter sido o pioneiro e se manter líder folgado do setor, tem grandes chances de virar um daqueles casos onde a marca vira sinônimo do produto.
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É no que acreditam especialistas ouvidos pela Associated Press nessa matéria.
“Para a vasta maioria, a ideia de um tablet está totalmente ligada à ideia de um iPad”, diz um gerente de varejo ouvido pela matéria.
Péssima notícia para a competição. Que talvez tenha que conviver com pessoas falando do “iPad da Motorola” ou do “iPad da Samsung”.














