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4G do Galaxy S3, maior rival do iPhone, pega no Brasil

  • 13 de dezembro de 2012|
  • 17h41|
  • Por Camilo Rocha

Começa a chegar às lojas brasileiras a versão 4G do smartphone Galaxy S3, da Samsung.

Conhecido como o grande rival do iPhone, a nova edição tem uma vantagem crucial em relação a seu concorrente: o 4G pega no Brasil. Como já foi bem divulgado, o iPhone 5 opera numa frequência de 4G que não é a frequência usada na América do Sul.

Ninguém sabe se a Apple fará um dia uma versão de seu produto adaptada para essa necessidade do consumidor local. A Samsung fez exatamente isso. O Galaxy S3 feito nos EUA não pega o 4G daqui. O Brasil ganhou, portanto, uma versão customizada.

O novo telefone será vendido pelas quatro grandes operadoras de celular (Tim, Oi, Vivo e Claro) e já está disponível em algumas lojas.

Só falta agora a rede 4G começar a funcionar.

No começo de setembro, fiz um rápido teste do 4G brasileiro num evento da Motorola.

Aqui o teste do Galaxy S3, publicado em junho.

Motorola fornece um gostinho de 4G

  • 11 de setembro de 2012|
  • 20h00|
  • Por Camilo Rocha

Num evento que contou com a presença do ministro das comunicações Paulo Bernardo, a Motorola apresentou o primeiro smartphone 4G do Brasil, o RAZR HD.

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Por enquanto, a rede 4G está disponível apenas nas cidades de Búzios (RJ), Paraty (RJ) e Campos do Jordão (SP), operada pela Claro. Em 2013, deve atingir mais cidades e ser comercializada pelas outras operadoras.

Um ponto da nova rede foi instalado no local, especialmente para o lançamento. Através dele, o VP da Motorola, Sergio Buniac, fez um video chat com duas pessoas, uma em Brasília e outra no Morro do Elefante, em Campos do Jordão. A transmissão não apresentou “delay”, a imagem estava boa e o som também, mas a duração foi curta.

Depois da coletiva, aparelhos ligados no 4G foram colocados à disposição dos jornalistas. Em um deles, acessei um vídeo do YouTube de 21 minutos de duração, que carregou instantaneamente. Com o play apertado, ele iniciou a transmissão prontamente. Saltando para pontos diferentes do vídeo, a imagem começava a rodar na hora, sem a tradicional espera de carregamento.

O desempenho da rede 4G no download também impressionou. Um arquivo de áudio de 14o MB de uma hora de duração baixou em poucos segundos. Um arquivo bem maior, de aproximadamente 1,2 GB, levou cerca de dois minutos.

É claro que este era um 4G “ideal”, descongestionado e dedicado. Um tanto diferente do que o cidadão terá a seu serviço no dia a dia. Mesmo assim, a tecnologia tornará a experiência móvel muito mais rica e confortável.

O RAZR HD tem tela de 4,7 polegadas, processador dual-core de 1,5 GHz e sistema operacional Android 4.0 (atualização para 4.1 virá até o fim do ano, segundo a empresa). Ele deve chegar às lojas em outubro. O preço sem operadora será de R$ 1.999.

O 4G vem aí: e agora?

  • 17 de junho de 2012|
  • 18h07|
  • Por Camilo Rocha

O Brasil entrou oficialmente na era do 4G. Na terça-feira, 12, a Anatel promoveu o leilão das novas faixas de transmissão de dados. No papel, o 4G promete comunicação dez vezes mais rápida que o 3G, facilitando, por exemplo, o streaming de vídeo. Com base nisso, pode-se esperar um belo upgrade na experiência de smartphones e tablets.

Entre a promessa e a realização, contudo, há um longo caminho a ser percorrido…

Começando pelos prazos. Será só em abril de 2013 que as primeiras cidades do País começarão a receber o sinal 4G. As últimas, em dezembro de 2017. Isso se os prazos da Anatel forem respeitados.

Não foi o que aconteceu com o 3G. Segundo levantamento do portal Teleco, Tim, Claro e Oi ainda não ativaram o 3G em diversas cidades com mais de 500 mil habitantes, principalmente na região Norte. E onde existe, o 3G é mal avaliado por 63% dos usuários, segundo o portal.

Nenhum fabricante entrevistado pelo Link fala ainda sobre modelos 4G planejados para o Brasil. Comprar um aparelho fora não é opção em muitos países do mundo: a faixa de 4G tem que ser a mesma usada no Brasil.
É o caso dos EUA, onde muitos brasileiros compram tablets. É por isso que o 4G do tablet mais popular do mundo, o iPad, não funcionará no Brasil.

Mesmo que a Apple comece a fabricar o iPad no Brasil, o que está previsto, ele não deve vir com uma antena adequada ao nosso 4G. O motivo é que o modelo aprovado pela Anatel é o americano. Se for mudar a antena, colocando uma compatível com a rede brasileira, uma nova homologação terá que ser feita na agência reguladora.
E ainda há a questão de que o que todos vêm chamando comercialmente de 4G, o sistema LTE, não é exatamente a quarta geração de transmissão de dados, mas uma espécie de “3,9 G”.

O verdadeiro 4G promete picos de transmissão de 1 giga por segundo, dez vezes mais que o LTE. Representado pelo sistema LTE Advanced, ainda não existe em operação comercial em nenhum lugar do mundo.
Leia abaixo nosso tira-dúvidas sobre o 4G.

Quando entra em funcionamento o 4G brasileiro?
Os prazos estabelecidos pela Anatel para os vencedores do leilão são: até abril de 2013, Brasília, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e Belo Horizonte (capitais-sede da Copa das Confederações) terão que ter o serviço ativado. Até dezembro de 2012, todas as sedes e subsedes da Copa do Mundo. Até maio de 2014, todas as cidades com mais de 500 mil habitantes. A última etapa termina em dezembro de 2017, prazo para que haja 4G em todos os municípios entre 30 e 100 mil habitantes.

Os fabricantes de smartphones e tablets já tem planos de modelos 4G para o mercado nacional?
Samsung diz que seu Galaxy S III terá versão 4G no Brasil quando o serviço estiver disponível. A Sony não tem nada previsto, mas diz que sempre procura atender as necessidades do consumidor. Nokia e Motorola não comentaram.

O novo iPad tem 4G, não tem?
Tem, mas sua antena não está ajustada para as faixas de frequência do 4G brasileiro, só para a americana e canadense. Seu 4G também não funciona na Europa, Índia ou Austrália.

Como saber se um aparelho com 4G comprado fora vai funcionar na rede brasileira?
Observando a faixa de frequência do 4G. Não basta dizer que ele é LTE ou HSPA+. As faixas de frequência do 4G brasileiro estão entre 2.500 e 2.690 MHz. Nos EUA, as faixas são 700/800 e 1.700/1.900 MHz. Na Europa, 800, 1.800 e 2.600; na Ásia, 1.800 e 2.600 MHz.

Quais tablets e smartphones já têm versões em 4G em outros países?
Alguns exemplos: os smartphones Galaxy S II e S III, da Samsung. Os tablets Galaxy Tab 8.9 e Galaxy Note 10.1, da mesma empresa. Os smartphones LG Optimus LTE e HTC One S. O Sony Tablet P.

O que muda de 3G para 4G?
A velocidade de transmissão de dados aumenta. A estatística alardeada é que o 4G pode ser até dez vezes mais rápido que o 3G. Mas tudo depende de local, recepção, quantidade de usuários na rede.

Quais funções são ajudadas pelo 4G?
De carregamento de sites a download de músicas, tudo ficará mais rápido. Uma função que ganha em especial é a transmissão de vídeo (streaming), que é muito pesada para o 3G.

Quais são os sistemas vendidos como 4G?
O nome 4G vem sendo usado comercialmente para o sistema LTE que, tecnicamente falando, é um “3.9 G” ou um 3G turbinado. Outro sistema 3G realçado é o HSPA+. Sistemas como LTE Advanced e WIMAX são 4G “de verdade”.

Qual a diferença desse “quase 4G” com o 4G de fato?
Compare as velocidades: HSPA+ (42 Mbps), LTE (100 Mbps) e LTE Advanced (1 Gbps). Os números se referem a picos de velocidade.