Set-top boxes: três testes
- 20 de fevereiro de 2012
- 17h37
- Por Camilo Rocha
Apple TV
Preço: R$ 399 (sugerido)
Se o fato de se fechar num sistema não chega a ser um problema em produtos da Apple como iPad ou iPhone, com a Apple TV esse não é o caso. A razão de ser de um media center é o conteúdo e aqui o usuário está restrito ao que há no iTunes e a alguns aplicativos como YouTube, Netflix e Vimeo.
Admita-se, não é exatamente pouco. Mas, quando se pensa no tanto a mais que existe na web (em formatos que o iTunes não lê), ou mesmo em pen drives e HDs da sua casa (que não podem ser ligados por causa da falta de entrada USB), as limitações ficam evidentes. O outro lado da moeda: é à prova de vírus e a qualidade da reprodução tende a ser uniforme.
D-Link Boxee Box
Preço: R$ 599 (sugerido)
A vantagem do Boxee Box é a quantidade de opções. A caixa da D-Link traz para a TV uma experiência mais próxima a navegar na web ao aceitar inúmeros formatos de som e imagem (a Apple TV fica presa ao iTunes e alguns aplicativos). A navegação é ajudada pelo teclado que vem no controle remoto (mas o mouse faz falta). Já vem com 180 canais de conteúdo, como Wired, BBC, VEVO e Globo Digital. Com toda essa abertura, um antivírus se faz necessário. Entradas: HDMI, duas USB, ethernet, áudio óptico e áudio estéreo.
Seagate GoFlex TV
Preço: R$ 499 (sugerido)
O set-top box da Seagate não difere muito do Boxee Box em termos do que ele pode fazer: acesso direto a praticamente tudo que se pode ver no seu computador, dialogando com inúmeros formatos de áudio, vídeo e foto. As entradas se repetem: HDMI, ethernet, duas USBs, áudio óptico e áudio estéreo. Sua grande desvantagem: Wi-Fi, só se você comprar um adaptador opcional.
Veja texto da capa do Link dessa semana: Ver TV não é mais atividade passiva
Tópicos relacionados
Veja se seu Mac poderá rodar o Mountain Lion
- 16 de fevereiro de 2012
- 20h02
- Por Camilo Rocha
A Apple lançou para desenvolvedores o mais novo upgrade do seu sistema operacional, Mountain Lion.
Quando ele chegar ao mercado de fato, o suporte a certos modelos mais antigos será interrompido.
Muitas máquinas que suportam o OS X Lion (a versão atual do sistema) não serão compatíveis com ele.
Veja aqui se o seu aparelho Mac conseguirá rodar o Leão da Montanha ou se terá que sair pela direita.
Somente computadores com processadores Core 2 Duo de 64 bits ou mais serão compatíveis com o nova versão do sistema operacional.
Chipsets incompatíveis com o Mountain Lion: GMA 950 e x3100, da Intel, e ATI Radeon X1600.
Modelos que não rodarão o Mountain Lion: MacBook anterior a 2008, Mac mini anterior a 2007, iMac anterior a 2007, Mac Pro anterior a 2008, Xserve anterior a 2009 e MacBook Air de primeira geração.
A Apple interromperá o suporte a certos modelos de Macs quando o Mountain Lion chegar ao mercado.
Com informações do site da MacMagazine.
Tópicos relacionados
Por uma impressora 3D barata no Brasil
- 14 de fevereiro de 2012
- 17h45
- Por Camilo Rocha
Metamáquina 3D: vídeo para o projeto do Catarse.me from Metamáquina 3D on Vimeo.
Na coluna do Homem-Objeto que saiu na versão impressa do Link semana passada, o assunto foram as impressoras 3D.
Falei de um modelo que se colocava como o mais “acessível” que existia on Brasil: a BFB-3000, da RobTec. Seu preço é R$ 12.400 (uma versão que o usuário monta em casa sai por R$ 5.700).
Valores que estão longe de serem acessíveis para a grande maioria.
O projeto Metamáquina quer remediar um pouco essa situação. Seu objetivo é “popularizar as impressoras 3D no Brasil. Para isso, vamos produzir impressoras de baixo custo e fáceis de usar.”
Para o projeto sair do chão, o grupo pede doações em seu site. Em retribuição, brindes diversos, dependendo do valor doado.
Se você der R$ 25, ganha um chaveiro ou abridor de garrafa produzido por uma impressora 3D. Na outra ponta, se doar mais que R$ 7.600, recebe uma impressora 3D RepRap completa, montada, além de workshop de como usar.
Saiba mais sobre o projeto no vídeo acima.
Tópicos relacionados
Portátil e derrapante
- 12 de fevereiro de 2012
- 19h01
- Por Camilo Rocha
Novo PlayStation Vita deve ser lançado no Brasil no último dia deste mês
O lançamento mundial do novo console portátil da Sony, PlayStation Vita, está marcado para dia 22 de fevereiro. Menos no Brasil. O motivo é que aqui será Quarta-Feira de Cinzas. A filial brasileira da Sony resolveu passar o evento para uma semana depois, no dia 29.
Não convém à empresa associar o Vita um fim de festa. O único mercado onde ele foi lançado até agora, o Japão, trouxe resultados decepcionantes. Depois de estrear com brilho, vendendo 320 mil unidades na primeira semana, o console despencou para 72 mil na semana seguinte.
Até agora não houve sinais de recuperação. Pior, a rival Nintendo, que também derrapou no Japão nas primeiras semanas com seu 3DS, conseguiu se reerguer depois de baixar seu preço. Números recentes indicavam que o 3DS estava superando o Vita em vendas na proporção de 4 para 1.
Uma nuvem maior paira sobre a categoria dos portáteis como um todo. É o fato de que tablets e smartphones estão atraindo gordas fatias do público jogador com opções cada vez mais sofisticadas. Ou menos. Afinal, a maioria das pessoas prefere mesmo a simplicidade do Angry Birds a lidar com roteiros complicados.
Essa maioria também quer praticidade. Prefere tudo num aparelho só. Ainda que isso signifique jogar sem controles feitos para isso. Faz sentido: se as pessoas estão preferindo tirar fotos piores para não ter que carregar uma câmera, imagine quando o assunto é videogame.
O Vita não nos foi enviado para testes até o fechamento. Mas as muitas resenhas e vídeos já disponíveis indicam que se trata de um bom produto. Seu design lembra muito o do antecessor, o PlayStation Portable (PSP), mas existem diferenças cruciais.
A tela é maior, com 5 polegadas (a do PSP tem 4,3, a do 3DS, 3,5), é OLED, o que significa cores mais fortes e contrastadas, e é touchscreen. É através de toque na tela que se executa muitas das funções dos jogos do Vita.
A experiência de jogo é realçada por novos recursos como um par de mini-joysticks, um de cada lado da tela, e um touchpad traseiro (superfície sensível ao toque). Já há uma boa oferta de títulos na loja virtual. O Vita também é compatível com os jogos do PSP.
A conectividade traz boas possibilidades ao aparelho, como a comunicação com um PlayStation de mesa. Você pode começar o jogo em um, pausar, e continuar no outro. No exterior, o Vita tem versões Wi-Fi e Wi-Fi com 3G. No Brasil, por enquanto, só terá a versão Wi-Fi. O aparelho também vem com câmeras frontal e traseira.
O preço para o mercado americano, US$ 249, foi considerado salgado, especialmente para um produto que precisa muito emplacar. Um artigo da revista Forbes lembra que um Kindle, que pode fazer muito mais coisas, custa menos de US$ 200 nos EUA.
O salgado americano fica doce diante do possível preço brasileiro. O valor não foi confirmado pelo fabricante, mas a revista oficial do PlayStation deixou escapar que será algo em torno de R$ 1.600. Quem comprar até o início de abril, ainda leva um pacote que inclui o jogo ModNation Racers: Road Trip, um cartão de memória de 4 GB e um estojo rígido para guardar o console.
Ficha técnica
Produto: PlayStation Vita
Preço: Não divulgado
Especificações: Tela OLED 5 polegadas; processador 4 core
Prós: Imagem de qualidade, controles e sensor de movimentos
Contras: Seu navegador não suporta Flash; Brasil não terá versão 3G por enquanto
Tópicos relacionados
Um manual de instruções que qualquer um entende
- 7 de fevereiro de 2012
- 19h19
- Por Camilo Rocha
Out of the box from Vitamins on Vimeo.
A agência de design inglesa Vitamins preparou um manual de instruções para um telefone Samsung que qualquer pessoa entende.
O aparelho vem encaixado dentro do manual. Este traz explicações simples e objetivas sobre cada passo da operação, desde colocar o chip até começar a usar o telefone.
Muito útil, por exemplo, para pessoas de mais idade pouco familarizadas com esse tipo de operação.
Tópicos relacionados
Um carro dobrável para cidades com pouco espaço
- 6 de fevereiro de 2012
- 18h48
- Por Camilo Rocha
O carro mais compacto do mundo hoje é provavelmente o SmartCar.
Mas o título talvez não seja seu por muito tempo.
Um grupo de pesquisadores do MIT, em parceria com empresas do País Basco, na Espanha, está desenvolvendo o projeto de um carro urbano ainda menor.
Chamado Hiriko (“carro urbano” em basco) o veículo terá dois lugares e será “dobrável”, facilitando ainda mais seu estacionamento.
No vídeo abaixo, as possibilidades do novo carro são demonstradas em um protótipo de escala menor.
Imprima qualquer coisa
- 5 de fevereiro de 2012
- 18h27
- Por Camilo Rocha
Publicado no Link em 6/2/2012
Foi a atração da redação por alguns dias. Uma grande caixa de plástico translúcido com vários mecanismos internos: trilhos de impressora, injetores de plástico e fiação. O tempo todo as pessoas paravam querendo saber o que era aquilo. Quando a traquitana foi posta a funcionar então, juntou ainda mais gente.
Depois de sacudir e ranger por cerca de uma hora, uma pequena maçã de plástico branca foi produzida. Foi o primeiro contato de muitos com a impressão 3D. Passado o fascínio inicial, veio a questão: “Para que serve?”
A impressão 3D, hoje, não tem muita valia para o público em geral. Seu uso é para fins profissionais: confecção de peças de reposição para smartphone, maquete arquitetônica, amostra de embalagem, ou órgão humano de plástico para aulas da medicina. Uma série de empresas já presta esses serviços aqui no Brasil.
Aos poucos, surgem opções para o consumidor comum. Sites como Shapeways e Thingiverse oferecem objetos como joias, peças de xadrez, prendedores de papel, saboneteiras, brinquedos, utensílios de cozinha e trecos decorativos.
Apesar de oferecer desenhos para baixar e imprimir, o Shapeways é mais como uma loja onde você escolhe o produto, customiza (cor, formato, material), manda fazer e recebe a peça em casa (pagando por ela mais o frete). Usuários podem mandar criações para serem produzidas ou postas à venda no site. Entre os materiais disponíveis estão plástico, aço inox, vidro e cerâmica.
O Shapeways já tem um equivalente brasileiro: o Imprima 3D. Nele, você escolhe desenhos que já existem, faz versões personalizadas ou manda projetos. Não é possível porém, baixar desenhos e imprimir em casa.
O Thingiverse é mais colaborativo. Pessoas oferecem desenhos para que outros baixem e imprimam em 3D. Usuários trocam dicas de técnicas, matérias-primas e equipamento (muitos constroem suas impressoras).
Prova do crescimento da tendência é que o PirateBay acaba de lançar uma seção dedicada a projetos para impressoras 3D. O site dos torrents chamou a seção de “physibles” (contração de “físico” e “viável”, em inglês).
Começa o novo capítulo da velha saga: a popularização de um sistema ágil de compartilhamento e reprodução gratuita começa a tirar o sono dos donos de direitos autorais. A possibilidade de fazer bonecos da Disney em casa está entre nós.
Ainda falta muito para que os sonhos mais ousados da impressão 3D (tecidos biológicos, carros, tênis) virem realidade. Trata-se aí da fabricação caseira ou remota de produtos complexos, com múltiplos materiais e técnicas de confecção. O caminho é longo, mas já estamos nele.
Os preços vêm caindo. Nos EUA, a MakerBot tem um modelo de US$ 1.099 (R$ 1.911). Para quem leva jeito, há modelos que o usuário monta por menos de US$ 500 (cerca de R$ 867). No Brasil, claro, tudo é mais caro. A impressora testada na redação, a BFB-3000, da Robtec, custa R$ 12.400. A empresa tem um modelo mais simples, o RapMan 3.1, que custa R$ 5.700, para ser montado em casa. Os dois aceitam desenhos feitos pelo usuário em programas específicos e carregados via cartão SD.
Tópicos relacionados
Você acha que o tablet vai matar o laptop?
- 2 de fevereiro de 2012
- 17h00
- Por Camilo Rocha
Aqui no Link, já falamos bastante sobre como os tablets serão os novos notebooks.
Um pouco antes, em dezembro, quando testamos dez tablets, decretamos no título que “Tablets: é irreversível”
E quando falamos sobre os 10 produtos mais esperados de 2012, não deu outra: três eram tablets!
O público britânico parece convencido da tendência. Segundo pesquisa realizada pelo site de compras coletivas My Voucher Codes, 58% dos entrevistados acreditam que o laptop ficará obsoleto nos próximos cinco anos.
Desses entrevistados, a maioria esmagadora aposta que o tablet tomará seu lugar.
Um total de 1.967 adultos foi ouvido na pesquisa. Destes, 69% possuíam um laptop e 47% um tablet (ou seja, parte dos entrevistados têm os dois em casa).
Entre os donos de tablet, 17% responderam que o usam para fazer “tudo”. Outros 52% disseram que utilizam o equipamento apenas para lazer.
E você, concorda que o tablet vai matar o laptop/notebook?
Tópicos relacionados
Como destruir uma máquina de lavar
- 31 de janeiro de 2012
- 17h50
- Por Camilo Rocha
O que acontece se você colocar um tijolo para rodar numa lavadora?
Tópicos relacionados
Só para fotografar
- 29 de janeiro de 2012
- 21h40
- Por Camilo Rocha
Com smartphones trazendo câmeras cada vez mais sofisticadas, por que alguém iria querer um objeto que “apenas” tira fotos? Câmeras parecem estar fadadas aos profissionais do ramo, acreditam alguns, respaldados agora pela concordata da Kodak. É uma análise superficial e que não leva em conta uma série de fatores. Câmeras têm mais recursos para tirar fotos boas do que smartphones (alguns nem flash têm, afinal). Existem câmeras que custam menos de R$ 500 com qualidade de foto que nem os celulares de R$ 2 mil conseguem atingir. Muitas câmeras são bem mais resistentes do que frágeis smartphones que se espatifam em quedas corriqueiras. Sem falar que existem câmeras que se conectam à internet e postam suas fotos direto no Twitter e no Facebook. Separamos três modelos de câmeras que fazem coisas que nenhum smartphone consegue.
Panasonic Lumix TS3. Anunciada como pau para toda obra, a câmera passou em dois testes: superou queda de quase 2 metros e tirou fotos embaixo de um jato de água de torneira. O fabricante garante que ela pode submergir até 12 metros e funciona a até -10ºC. A TS3 produziu imagens diurnas e noturnas (com flash) com bom contraste e definição. Ela também tira fotos em 3D, que podem ser vistas em uma TV do tipo, e filma em Full HD. Produto | Panasonic Lumix TS3 Preço | R$ 1.999 Resolução | 12,1 MP Pró | Qualidade de imagem e resistência Contra | Visor pequeno 
Nikon Coolpix S4100. O preço sugerido é de R$ 599, mas dá para encontrar até por menos. Considerando que sua resolução está na casa dos 14 MP, o modelo ganha no custo/benefício. O máximo que um smartphone chega nessa medida são 12 MP, em modelos que custam em torno de R$ 2 mil. Ela é compacta e as fotos são boas. A qualidade do vídeo deixa a desejar. Produto | Nikom Coolpix S4100 Preço | R$ 599 Resolução | 14MP Pró | Relação custo/benefício Contra | Qualidade do vídeo
Samsung SH 100. Com visor touchscreen e uma boa oferta de recursos, esse estiloso e discreto modelo da empresa coreana ainda “rouba” uma das vantagens dos smartphones. Ele se conecta a redes Wi-Fi, o que significa que você pode postar suas fotos no Facebook ou mandar via e-mail diretamente da máquina. Produto | Samsung SH 100 Preço | R$ 899 Resolução | 14 MP Pró | Conexão Wi-Fi Contra y Fotos com flash podiam ser melhores
Tópicos relacionados












