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Herton Escobar

13.fevereiro.2012 10:10:30

OS TRANSGÊNICOS NA SUA VIDA

O Brasil já é o segundo país que mais planta transgênicos no mundo (30 milhões de hectares), atrás apenas dos Estados Unidos (69 milhões de hectares), de acordo com o último relatório do ISAAA, divulgado na semana passada.

É uma notícia que pode ser interpretada de diversas maneiras. Com orgulho e satisfação por um grande número de agricultores e cientistas que confiam na biotecnologia molecular como uma ferramenta importante para o aumento da produtividade e a redução dos impactos ambientais da agricultura. Com vergonha e descontentamento por um grande número de ambientalistas, que desconfiam dos transgênicos como algo nocivo ao meio ambiente e às práticas tradicionais da agricultura orgânica e familiar. Com dúvidas e suspeitas pela maioria dos consumidores, que de fato não entende o que é um alimento transgênico, mas, bombardeada com mensagens de terror ao longo dos anos, tende a ver a tecnologia como algo aparentemente perigoso. “Será que estou comendo transgênicos?” Pode ter certeza que sim. “Será que isso vai fazer mal à minha saúde ou ao meio ambiente?” Praticamente todas as evidências científicas indicam que não.

Há muitas razões ideológicas para ser contra os transgênicos. Do ponto de vista científico e econômico, porém, está cada vez mais difícil elaborar um argumento convincente contra eles.

Vamos a alguns fatos …

Os transgênicos atualmente no mercado são alimentos que foram geneticamente modificados para serem resistentes a pragas ou pesticidas específicos. Dito isso, atenção: praticamente tudo que você come é geneticamente modificado, no sentido de que são plantas e animais profundamente modificados de suas formas originais da natureza, ao longo de séculos (ou até milênios) de cruzamento e seleção. São “produtos” inventados pelo homem. Aquela espiga de milho amarelo e suculento que você compra no supermercado, por exemplo, não existe na natureza (o milho selvagem original é um capim que você jamais reconheceria como “milho”). O mesmo vale para o arroz, o feijão, a laranja, a uva, a vaca, a galinha, o porco, e assim por diante. Tudo profundamente modificado pelo homem desde a invenção da agricultura. A soja, por acaso, nem é nativa das Américas, muito menos do quente Cerrado brasileiro. É uma planta nativa de clima temperado na Ásia, trazida para cá, modificada, melhorada e adaptada ao longo de várias décadas de pesquisa pela Embrapa. Não existe soja “natural” no Brasil.

A diferença dos transgênicos atuais é que eles foram modificados com a inserção de genes extraídos de bactérias, e não de plantas (um cruzamento tecnológico que não ocorre normalmente na natureza). A soja RR, por exemplo, tem o gene de uma bactéria que a torna resistente ao herbicida glifosato. O gene “ordena” a síntese de uma proteína, que é sintetizada pelas células e circula pelo organismo da planta, “imunizando-a” contra os efeitos do herbicida. Assim, o glifosato pode ser aplicado sobre toda a lavoura, aniquilando as ervas daninhas, porém sem prejuízo para a soja. A ideia, com isso, é facilitar o manejo da plantação e reduzir a quantidade de pesticidas aplicados sobre a lavoura.

Já o algodão Bt tem o gene de uma bactéria que o torna resistente ao ataque de lagartas. O gene codifica uma proteína que é tóxica para o inseto, que morre ao se alimentar da planta.

Parece assustador, não é? Mas tanto os genes quanto as proteínas em questão são absolutamente inofensivas para os seres humanos. A bactéria Bt, por exemplo, é extremamente comum na natureza e você certamente já comeu milhões delas inteiras na sua vida sem qualquer problema. Tanto que ela é usada como pesticida natural em plantações orgânicas. A diferença no transgênico é que a planta produz a própria “vacina” internamente, em vez de a vacina ser aplicada sobre ela.

Estas e outras plantas transgênicas semelhantes já são plantadas e consumidas por seres humanos em larga escala há cerca de 15 anos, sem qualquer problema (de saúde ou ambiental), em vários países, com aprovação de todas as agências reguladoras necessárias.

Do ponto de vista da saúde humana, simplesmente não há lógica científica para preocupação. Do ponto de vista ambiental, os riscos (por exemplo, desenvolvimento de ervas daninhas ou insetos resistentes) não são exclusivos dos transgênicos – são riscos inerentes à agricultura, que sempre existiram, e que podem ser manejados sem maiores segredos.  Do ponto de vista econômico e comercial, basta dizer que os agricultores brasileiros, americanos, argentinos, etc, não são idiotas. Eles não estão plantando transgênicos por obrigação ou por falta de alternativa. Estão plantando porque querem.

O argumento das campanhas antitransgênicos sempre foi o de que “precisamos de mais testes para ter certeza”. Mas a verdadeira intenção sempre foi proibir os transgênicos e ponto final.

É normal novas tecnologias serem recebidas com receio pela sociedade, especialmente quando elas mexem com coisas “sagradas” como os alimentos ou a reprodução humana. Quando a fertilização in vitro foi inventada, muitos interpretaram isso como algo absurdo … até pecaminoso. Imagine só, produzir um embrião humano “de proveta”, fora do corpo da mulher! Hoje é a coisa mais normal do mundo, e milhões de famílias são gratas por isso.

Quando a engenharia genética começou a ser desenvolvida décadas atrás, também houve muita preocupação sobre seus potenciais riscos, inclusive dentro da comunidade científica. Hoje, microrganismos, plantas e animais transgênicos são usados rotineiramente em milhares de laboratórios e indústrias ao redor do mundo, com segurança, para uma série de aplicações práticas e de pesquisa. Por exemplo, a produção de insulina para diabéticos. Agora, imagine só, botar um gene de bactéria numa planta que a gente come … que absurdo! (como se as plantas não tivessem milhões de bactérias crescendo sobre elas de qualquer maneira, e a gente não tivesse bilhões de bactérias vivendo dentro de nós de qualquer maneira)

Na agricultura, a revolução é um pouco mais recente, mas parece estar caminhando para o mesmo destino. Para sair da categoria do “estranho” e entrar para o clube dos “normais”.

Abraços a todos.

comentários (38) | comente

38 Comentários Comente também
  • 13/02/2012 - 10:25
    Enviado por: Marcos Silverio

    Herton, acho a sua opinião um pouco otimista, ou conformista, demais. Para mim há pelo menos duas categorias de transgênicos produzidos pelo homem. Aqueles que são melhorados para que produzam algum tipo de nutriente, ou seja mais resistente por exemplo. E aqueles que são produzidos pelas grandes empresas químicas com o único propósito de ampliarem a venda de pesticidas e herbicidas. Os RR e assemelhados são produtos de segurança muito questionável com relação ao consumo humano e em relação ao seu impacto no meio ambiente. Também são moralmente péssimas pois obrigam o produtor a comprar suas sementes e utilizar seu químico. Por resistirem ao químico os produtores utilizam em quantidades muito maiores do que seria razoável, contaminando o solo e sendo carreados para cursos d’água atingindo diretamente a vida aquática, leia-se peixes que consumimos, e indiretamente a água que bebemos. Não sou grande conhecedor do assunto mas como todos que defendem o direito de escolha eu também quero decidi o que ponho na minha boca e na de meus filhos. Hoje comemos muito mal. Frangos que são abatidos com 4 semanas, sódio em excesso, açúcar em excesso e por ai vai. Fora os “antes”, flavorizantes, adocantes, emulssificantes, corantes, acidulantes….

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    • 13/02/2012 - 11:41
      Enviado por: Herton Escobar

      Caro Marcos, obrigado pelo comentário.
      Sem dúvida, a Monsanto não inventou os transgênicos para proteger o meio ambiente, acabar com a fome no mundo ou fazer filantropia pelo bem da humanidade. Inventou os transgênicos para ganhar dinheiro … afinal, não é isso que qualquer empresa faz? Ela inventou uma tecnologia e colocou essa tecnologia no mercado para os produtores comprarem. Eles compraram, gostaram, e estão usando até hoje. Ninguém botou uma arma na cabeça deles e disse “a partir de agora você só usa transgênico”! Se estão usando, é porque o produto realmente vale a pena economicamente.

      Essa história de que o uso da soja RR obriga o produtor a comprar o herbicida da Monsanto não é verdade. O nome RR vem do herbicida Roundup Ready, que é o nome comercial do glifosato vendido pela Monsanto. Mas o gene inserido na planta confere resistência ao princípio ativo glifosato, de qualquer marca, não apenas à da Monsanto, e há várias outras marcas de glifosato no mercado … O glifosato é um herbicida biodegradável, de baixa toxicidade, e o uso das plantas transgênicas permite que ele seja usado no lugar de vários outros herbicidas que seriam muito piores para nossa saúde e para o meio ambiente. Volto a dizer que os produtores não são idiotas: Por que eles usariam uma semente que é mais cara e que exige a aplicação de mais herbicida do que o normal? Não faz o menor sentido! O produtor vai usar a tecnologia que seja mais eficiente e mais lucrativa para ele.

      Empresas inventam coisas para ganhar dinheiro. A Monsanto, a Syngenta, a Basf, etc não são diferentes de qualquer outra empresa nesse sentido. Não entendo porque ganhar dinheiro com sementes transgênicas é errado e ganhar dinheiro com sementes convencionais, não. (?)

      Com relação à contaminação de cursos d’água e dos ecossistemas de uma forma geral …. claro que isso é preocupante. Mas volto a dizer: isso não é um problema dos transgênicos, é um problema da agricultura. Qualquer lavoura exige a aplicação de pesticidas. Mesmo que os transgênicos não existissem, o glifosato e um monte de outros herbicidas estariam sendo usados da mesma forma. Os transgênicos não trazem nenhum risco que já não seja inerente à agricultura de uma forma geral. O que causa a contaminação do meio ambiente é o manejo errado da lavoura por parte dos agricultores, não os transgênicos.

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    • 16/02/2012 - 00:30
      Enviado por: B'Hengler

      O glifosato é uma das moléculas mais fantásticas já descobertas pelo homem… Ela possibilitou uma revolução na agricultura, chamada plantio direto, que resolveu os graves problemas de erosão e perda da fertilidade dos solos que eram comuns nas lavouras com a tecnologia popularizada pela “revolução verde”… Uma revolução tão grande que hoje o Brasil é vanguarda em tecnologia no sistema plantio direto, nossos pesquisadores dão aulas e palestras no mundo inteiro (inclusive Europa e EUA)…

      Além do mais, esta molécula, inventada lá pelos anos 70, já não tem mais a patente pertencente à MONSANTO… Hoje o agricultor brasileiro tem umas 20 empresas comercializando o produto, que está cada vez mais barato!!!

      E alegar que os alimentos produzidos estão contaminados é ridículo… O que tem é “resíduo”, o que é muito diferente… Resíduo de produto é testado e quantificado para saber quanto pode ter no alimento sem comprometer o consumidor, e a margem de segurança é enorme, na casa das centenas de vezes… Agora, sódio em excesso, açúcar em excesso, flavorizantes, adocantes, emulssificantes, corantes e acidulantes são problemas da indústria, não da agricultura!!!

      E contaminação da água por agrotóxicos é coisa de literatura dos EUA, onde a ATRAZINA (herbicida do milho) contaminava a água do sistema de drenagem das lavouras (pois lá e no resto do mundo eles podem plantar na várzea – só aqui que não!!!)… Nas condições climáticas brasileiras este mesmo herbicida (e seus metabólitos) não ultrapassam 25 cm de profundidade nos solos!!!

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  • 13/02/2012 - 11:31
    Enviado por: vic escaramai

    Qual sua opinião sobre a Monsanto? E todas as sujeiras que já apareceram sobre ela?

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    • 13/02/2012 - 17:13
      Enviado por: Herton Escobar

      Olá Vic. Meu artigo é sobre a segurança do uso da engenharia genética na agricultura, não sobre a Monsanto. Você pode argumentar que a Monsanto é a pior empresa do mundo, mas isso não significa que os transgênicos sejam perigosos ou que devam ser proibidos.

      Se o problema é a Monsanto, então façamos uma campanha contra os transgênicos produzidos pela Monsanto especificamente, e não contra a biotecnologia como um todo (que é o que acontece na maioria das vezes). Para saber a diferença, basta se perguntar: Se a soja transgênica tivesse sido inventada pela Embrapa, tudo bem? O problema é o produto, ou a empresa que o produz? São duas coisas bem diferentes e que precisam ser bem diferenciadas quando se discute esse assunto.

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    • 16/02/2012 - 00:16
      Enviado por: B'Hengler

      E qual a sua opinião a respeito da NOKIA, INTEL, GM, FIAT, COCA-COLA, MICROSOFT, APPLE, TOSHIBA, BOEING e NESTLE??? Só para citar algumas das inúmeras multinacionais que nos cercam todos os dias com seu produtos e serviços… Eles ganham dinheiro??? Ganham, mas prestam um serviço por isso… A MONSANTO faz o mesmo negócio!!!

      Por sinal, a maioria das multinacionais citadas como danosas pelos produtos que oferecem aos agricultores também são responsáveis pela produção dos produtos à venda nas farmácias… Alguém abriria mão dos remédios???

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  • 13/02/2012 - 12:15
    Enviado por: Leonardo

    Excelente artigo. Bem esclarecedor para o público em geral e sem maneirismos de cientistas ou ambientalistas.
    Apenas um fato a ser corrigido. Quando você fala sobre a transferência de genes de bactérias para plantas, você está equivocado ao dizer que isso não é um evento que ocorre naturalmente na natureza. Isso ocorre naturalmente e é o sistema mais utilizado para a produção de transgênicos, por meio da Agrobacterium tumefaciens.

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    • 16/02/2012 - 00:38
      Enviado por: B'Hengler

      O texto do Herton está muito bom mesmo…

      E você está certo Leonardo, ainda mais que descobertas recentes demonstraram que a “prostituição” de genes entre espécies diferentes é enorme… E falo mais, faltou falar que a transgenia é muito mais segura do que as mutações e trocas naturais de genes que ocorrem a todos os instantes na natureza…

      Explico melhor, na transgenia, se escolhe o gene de interesse e a espécie alvo, após a transferência os resultados são rigorosamente testados e, se aprovados, só aí são comercializados… Já nas mutações e trocas de genes entre diferentes espécies as coisas acontecem aleatoriamente e não se sabe que “bicho” pode surgir, tanto no gene envolvido quanto na espécie alvo, além do mais o processo ocorre ao ar livre, longe das barreiras de segurança e dos testes exigidos…

      Só para se ter uma idéia, para um transgênico ser aprovado ele precisa passar por mais de 1.700 testes… O custo disso é na casa dos 100 milhões de dólares – óbvio que o padeiro da esquina não tem como fazer um, só uma grande empresa mesmo!!!

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  • 13/02/2012 - 12:30
    Enviado por: Marcos Silverio

    Herton discordo totalmente de seu argumento. Você está misturando as coisas. Não sou contra ganhar dinheiro agora sou totalmente contra ganhar dinheiro a qualquer custo, e ainda pior, com algo que comprovadamente não faz bem à saúde ou ao meio ambiente.

    A Montanso a Bayer e tantas outras indústrias compram pesquisas, laudos e políticos para vender seus produtos. E ai entra a questão da precaução, se há indícios de fraude e manipulação então há algo errado. Quando a soja RR começou a ser vendida diversos agricultores foram processados por tentarem a utilização de sementes que não eram da Monsanto.

    A única vantagem da semente é justamente você baratear o custo de produção. Você simplesmente inunda a plantação com o herbicida, mata tudo o que não é resistente à ela e pronto.

    Acho muito simplificadora e rasa a sua justificativa. Me desculpe, mas você é capaz de algo melhor. Já li matérias muito interessantes e esta e sua resposta não estão entre elas. Isto se aplica a diversos produtos, produtos de limpeza, PVC, desengurdurantes industriais, plásticos utilizados em embalagens e recipientes para comida, carne do mcdonnalds, brinquedos com chumbo…. a lista é interminável. Veja, como disse eu só quero ter o direito de escolha. Não sou catatrofista mas me preocupo.

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    • 13/02/2012 - 17:06
      Enviado por: Herton Escobar

      Marcos, os conceitos jornalísticos que eu utilizo para escrever sobre os transgênicos são os mesmos que eu utilizo para escrever sobre qualquer outro assunto. Em resumo: eu converso com especialistas dos dois (ou três, ou quatro …) lados da questão, leio a literatura científica disponível a respeito, junto todas as informações, separo o que é fato do que é opinião, e tento construir um argumento coerente com base nisso. Eu já cubro biotecnologia há muitos anos, já fiz centenas de entrevistas e escrevi dezenas de reportagens sobre transgênicos, e os fatos são os seguintes:

      Há alguma evidência de dano à saúde ou ambiental causado pelos transgênicos nos últimos 15 anos (que sejam diferentes dos impactos causados pela agricultura convencional)? Não

      Há alguma razão científica para esperar que os transgênicos venham a causar danos à saúde ou ao meio ambiente mais adiante (que sejam diferentes dos impactos causados pela agricultura convencional)? Não.

      Os transgênicos passaram por todos os testes de segurança exigidos pelas agências reguladoras dos países nos quais eles são plantados e consumidos? Sim.

      Há alguma prova substancial de que esses testes de segurança tenham sido falsificados, adulterados, ou aprovados de maneira corrupta, com base em pagamento de proprinas ou coisas desse tipo? Não.

      A Monsanto cometeu algum crime ao inventar os transgênicos? Não. As outras empresas do setor estão cometendo algum crime ao comercializar transgênicos? Não.

      Os agricultores são obrigados a plantar transgênicos? Não, eles plantam porque querem e acham que vale a pena pagar mais pela semente transgênica.

      As sementes convencionais continuam disponíveis no mercado? Sim.

      O domínio do mercado de sementes transgênicas por grandes empresas multinacionais é diferente do que ocorre no mercado de sementes convencionais, na indústria de alimentos, farmacêutica, têxtil, de telecomunicações, ou qualquer outra indústria de alta tecnologia no mundo? Não.

      Pois então ….

      Você diz no seu comentário que os transgênicos são “algo que comprovadamente não faz bem à saúde ou ao meio ambiente”. Qual é a comprovação?

      Claro que você não precisa concordar comigo, Marcos. Mas minha opinião neste caso, assim como em qualquer outro caso, é baseada em fatos. Não em hipóteses, ideologias ou opiniões que carecem de fundamentação científica.

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    • 16/02/2012 - 00:45
      Enviado por: B'Hengler

      Desculpe mas a MONSANTO não está ganhando dinheiro “a qualquer custo”, ela está oferecendo um produto melhor que a concorrência, mais barato, mais seguro, mais prático, que utiliza menos produtos químicos no final das contas (peça para algum funcionário de fazenda que planta soja se ele prefere a soja transgência ou a convencional!!!)…

      E não precisa se preocupar com relação a isso não… Pode ficar tranquilo que os alimentos transgênicos são os mais seguros que você vai encotrar no mercado!!!

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  • 13/02/2012 - 13:28
    Enviado por: Jay Heisenberg

    Caro Herton, seu texto demonstra um conhecimento ingênuo da realidade socioambiental no Brasil e no mundo. A ciência é neutra; mas seu uso, não. A transgenia pode ser ótima aliada na produção de alimentos; mas as relações políticas e econômicas que a envolvem geram dividendos socioambientais definitivamente questionáveis. Uma coisa é admitir que essa técnica pode ter lá suas vantagens. Outra coisa é dizer – como fazes em seu texto – que está tudo bem, mil maravilhas, e que esses “ambientalistas chatos” só sabem criticar o “progresso”. Detalhe: não é só “ambientalista chato” que questiona o modelo agrário atual. Gente muito boa na academia também o faz, com muito mais propriedade. A agricultura brasileira é a mais envenenada do planeta, deves estar sabendo disso. Qualquer noção básica de hidrologia e análise de bacias hidrográficas vai te fazer pensar duas vezes antes de dizer que sair pulverizando lavouras por aí com substâncias altamente tóxicas (algumas, aliás, adulteradas, conforme investigações da Anvisa) é uma prática saudável para a civilização. Você menciona o argumento clássico de que “nada foi comprovado” contra os transgênicos. Bem, acho que precisas de uma atualização, ou de algumas visitas in loco. Dá uma olhadinha no site da OMS, e checa os casos de intoxicação e (sim) suicídios causados, por exemplo, pelo Paraquat. Ou dá uma visitada nas pequenas propriedades no interior de SC ou RS, e mesmo no PR. Culpa dos transgênicos? Não. Culpa da lógica sistêmica que os acompanha. Nada é tão simples quanto um ou outro lado sai por aí dizendo. Cuidado ao propagar meias verdades coloridas.

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    • 13/02/2012 - 15:55
      Enviado por: Herton Escobar

      Olá Jay. Obrigado pelo comentário.
      Suas críticas, como você mesmo diz, são contra o modelo agrário, não contra os transgênicos em particular. O Brasil é o campeão mundial (ou um dos campeões mundiais, não tenho certeza) no uso de agrotóxicos. Isso é péssimo, com consequência graves para o meio ambiente, a saúde do consumidor e dos trabalhadores rurais. Mas não tem nada a ver com os transgênicos! Esse problema, como eu coloco no meu artigo e você deixa ainda mais explícito no seu comentário, é um problema da agricultura, não dos transgênicos.

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    • 16/02/2012 - 01:09
      Enviado por: B'Hengler

      Modelo agrário atual:
      Pensa num negócio que funciona!!! Os agricultores que produzem mais, melhor e mais barato melhoram de vida, os que ficam parados no tempo da enxada e da tração animal, que produziam pouco e deixavam as pessoas das cidades com fome, vão escasseando… Na média a coisa evolui a cada safra… É o mesmo que com os bancos, uma vez o Bamerindus e o Nacional existiam, mas eles eram ineficientes, foram substituídos por outros melhores!!! E aí você vai questionar, mas o “cara” foi prá favela!!! E daí… Ele não era a pessoa certa para ser agricultor, sua aptidão era outra… Compete às nossas autoridades criar oportunidades para que este cidadão encontre, finalmente, algo que ele saiba fazer, mas querer que a sociedade fique pagando pela ineficiência alheia ninguém merece!!!

      A agricultura brasileira é a mais envenenada do planeta:
      Pois é, nossas pragas tem 50 gerações por safra, nos EUA e Europa 5 a 6… Culpa do nosso clima quente – lei de Liebing, lembra??? Mas nós produzimos mais que eles, e onde isso ainda não foi alcançado é questão de tempo… O Brasil é hoje o maior consumidor de agrotóxico do mundo, o que não quer dizer que nossos alimentos sejam contaminados, ou ninguém no mundo iria querer comprá-los… E olha que muitas vezes chega a faltar produto na praça de tanto que o povo lá de fora vem comprar aqui!!!

      Substâncias alteradas:
      Mas então a ANVISA já proibiu estas substâncias, não??? Puniu os infratores??? Porque ela existe exatamente para isso… Tipo assim, você deve conhecer alguém que sabia das regras mas não as cumpriu… Então, isso existe em qualquer atividade e qualquer classe social, sempre tem quem não presta, que contamina o conjunto… Se a ANVISA já achou isso é bom sinal, ela está trabalhando…

      Suicídio com PARAQUAT:
      Coitado do PARAQUAT, agora ele está alterando a forma de pensar das pessoas, levando-as ao suicídio… O produto deve ter um poder paranormal, sei lá… Kkkkkkkkk…. Essa foi realmente boa… Que culpa tem um produto se o cidadão resolve se matar??? Os carros matam o tempo todo e ninguém vai aqui defender que tem que proibir os carros!!! Irão regulamentar o uso… Pois é, os agrotóxicos tem seu uso regulamentado, mas infelizmente, determinadas pessoas com alguns problemas pessoais sei lá quais e nem vem ao caso, acham que a forma mais fácil de tirar a vida é utilizando-se de produtos utilizados na agricultura, 50% dos casos de envenenamento por agrotóxicos é fruto da tentativa de suicídio, os outros 50% são decorrentes do fato de que alguns aplicadores acharem que eles servem para tomar banho e não utilizam os equipamentos de proteção individual (EPI)… Mas até hoje, não há nenhum registro de algum consumidor contaminado com o agrotóxico presente dentro do alimento!!! Já os carros…

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  • 14/02/2012 - 00:43
    Enviado por: Jay Heisenberg

    Caro Herton, a problemática dos transgênicos é parte fundamental do que você chama de ‘modelo agrário’. Se você é a favor dos transgênicos nestes termos (Monsanto e CIA Ltda), você é automaticamente a favor do atual modelo de agronegócio. (Uma coisa é a soja modificada da Monsanto. Outra coisa é o feijão modificado da Embrapa). Digamos que eu sou um grande produtor rural. Planto soja no Mato Grosso. Acaso achas que terei sucesso se eu cultivar uma safra de sementes transgênicas SEM comprar, junto, no temerário pacote, todo o arsenal de herbicidas, inseticidas e outros idas que as grandes companhias ‘empurram’ como, muitas vezes, condicionantes de compra? Moral da história: no modelo de agronegócio praticado no Brasil, plantar transgênicos à la Monsanto ou Cia Ltda é sinônimo de destruição socioambiental em sua forma mais nefasta e insana. (E, novamente, não confundas com as sementes transgências da Embrapa, que são outra história).Você está encantado com a ciência. Mas parece ter esquecido de que ela, nesse caso, pode servir apenas como escrava do fluxo dos mercados.

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    • 15/02/2012 - 00:05
      Enviado por: Luiz S.

      Jay, é CLARO que o agricultor pode comprar a semente sem o herbicida da Monsanto. Tua visão está um pouco defasada, no mínimo. A própria Monsanto, aliás, já está até parando de fabricar o glifosato, porque não consegue competir com os chineses e os genéricos. É nas sementes que eles ganham dinheiro hoje. E mais: as concorrentes licenciam seus transgênicos umas para as outras, de forma que tu encontras sementes de soja RR da Monsanto, da Syngenta, da Basf e afins. Tu escolhes as que te dão a melhor condição comercial e as que têm as sementes mais adaptadas para a tua necessidade. E mais outra: se tu realmente fosse um produtor no Mato Grosso, jamais plantarias só um tipo de semente ou só transgênicos. O produtor grande escolhe várias sementes, várias tecnologias, para diminuir seus riscos.

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    • 16/02/2012 - 01:20
      Enviado por: B'Hengler

      Não é assim… Não há pacote… O exemplo da soja RR resistente ao glifosato não encaixa porque o produto nem da MONSANTO é mais, ela já não tem a patente, e existe mais de 20 empresas que comercializam a mesma molécula… E os demais produtos transgênicos registrados são de resistência a insetos que fazem com que o agricultor deixe de utilizar de produtos agrotóxicos… Então não há pacote!!!

      E os transgêncios da MONSANTO ou da EMBRAPA são tudo a mesma coisa, são criados porque há um nicho de mercado onde ele terá vez… Só para se ter uma idéia, a EMBRAPA acabou de desenvolver a soja tolerante ao GLUFOSINATO DE AMÔNIO, um concorrente do GLIFOSATO, para a BAYER!!! Cadê a diferença???

      E não há destruição sócio-ambiental por causa da transgenia da MONSANTO… Só para se ter uma idéia, antes da soja RR, os produtos utilizados custavam o olho da cara, vários deles mais de 4 sc/ha cada um!!! Hoje, após o evento soja RR, custam menos de 0,2 sc/ha… Essa diferença de dinheiro que o agricultor gastava com agrotóxicos, que tinha os lucros revertidos para a Europa e EUA, hoje fica com o agricultor, que compra mais, melhora de vida, participa mais do comércio, gera renda na cidade e melhora a economia do Brasil… A MONSANTO ganhou dinheiro, sim, o Brasil ganhou muito mais!!!

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  • 15/02/2012 - 11:03
    Enviado por: Leonardo

    Prezado Jay e Marcos Silverio,
    Acho que esta havendo um equívoco em relação ao que esta sendo criticado e debatido. Iniciemos separando as coisas. Primeiramente acho que já está mais do que claro que não há problemas em relação a técnica, a produção de transgênicos, e que o debate gira em torno de uma questão de mercado e modelo agrícola.
    Creio que o que deve ficar claro é que não obrigatoriedade na adoção de técnicas. Como produtor sou livre para escolher se planto transgênicos, se planto hibridos (o que também me obriga a comprar sementes em todos os plantios, pois há segregação nos grãos que colho, me impedindo de realizar o plantio a partir de meus grãos), se planto de maneira natural ou orgânica.
    Dizer que a multinacional “empurra” é simplesmente se negar a realizar um pensamento mais aprofundado sobre o tema. Quando se adquire uma semente transgênica, se adquire um pacote tecnológico.

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    • 16/02/2012 - 01:31
      Enviado por: B'Hengler

      O grande “X” desta questão é que a mídia brasileira levou o debate dos transgênicos para o lado da FÉ, não para o lado da CIÊNCIA, e fé não tem como se discutir, fé é simplesmente acreditar, seja lá no que for!!! Óbvio que a mída foi paga para fazer isso, como é paga para fazer grande parte das lambanças que faz nas questões ambientais até hoje, mas o detalhe é que o financiador disso tudo foram as concorrentes da MONSANTO que não estavam preparadas para competir, e usaram aquele período de discussão para se equipararem tecnologicamente – e nessa lambança a EMBRAPA, que seria a maior empresa de biotecnologia do mundo naufragou!!!

      Grande parte das pessoas que são contra os transgênicos (e basta ver os comentários do contra que estão aí acima) baseiam seus argumentos em alguma coisa que ouviram ou leram e jamais as questionaram como agora questionam os transgênicos… Claro que as pessoas tem o direito e devem questionar o que colocam na boca, mas será que eles usaram da mesma determinação de questionamentos para se convencerem que os transgênicos faziam mal???

      A mesma questão para a discussão ideológica contra as multinacionais… Todos são contra as multinacionais necessárias para os outros, mas jamais àquelas uteis ao seu dia a dia, por isso, as multinacionais que produzem o celular, o computador, o carro, o medicamento e a coca-cola jamais serão questionadas!!!

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  • 15/02/2012 - 18:26
    Enviado por: Américo Utumi

    Eu acho esta discussão estéril e desatualizada. Há anos atrás, eu vi estes mesmos debates, acalorados, desvairados até, eivados de conteúdos ideológicos, sobre a liberação do plantio de produtos trangênicos, no Congresso Nacional, nas academias, nas entidades agrícolas, nos partidos políticos e, graças ao empenho de pessoas sensatas, inclusive do Ministro da Agricultura da época, foi editada uma legislação apropriada que convalidou o plantio de milhões de agricultores que já estavam produzindo soja transgenica. Ela veio para ficar. Concordo com o Herton, mesmo porque o agricultor é um ente econômico que precisa ter retorno na sua atividade. Afinal, é ele quem responde pela dívida contraída no Banco do Brasil para plantar a soja, seja trangênica ou comum, e é um direito seu escolher o que for melhor para o seu bolso.

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  • 16/02/2012 - 15:07
    Enviado por: Marcos Silverio

    B’Hengler

    A julgar pelo esforço em rebater todos os comentários é de se supor que algo esteja realmente errado. Podemos começar pela lógica e pelos argumentos utilizados. Nada científicos. Um apanhado de afirmações sem base comprovada e que fogem do assunto principal.

    Além disto a mania de direcionar a crítica à pessoa, fugindo da discussão. Argumente, discuta a questão. Isso é científico. Desqualificar o outro é só falácia.

    Mesmo na comunidade científica não há consenso sobre o tema já que há pesquisas que comprovam os problemas do sistema baseado no plantio de transgênicos, que vai da produção da semente à colheita, e passa, indiscutivelmente, pelo uso dos agrotóxicos, que são eliminados no ambiente e não somem simplesmente, contaminando-o. Então, cientificamente falando, devemos adotar o princípio da precaução até que existam estudos para uma tomada de decisão embasada.

    Cientificamente falando você não pode provar algo como verdadeiro porque não provaram o contrário. Eu me baseio nos estudos que li para afirmar que o modelo de plantio de transgênicos é ruim. Você se baseia no fato de não existirem provas que lhe convençam para afirmar o contrário. Isso é o argumento da ignorância, científicamente falando.

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    • 16/02/2012 - 23:58
      Enviado por: B'Hengler

      Que é isso Marcos!!!

      Quer dizer que o fato de “EU” responder aos comentários significa que há algo de errado com os transgênicos!!! Quem me dera ser tão poderoso assim… Hehehehehehehe… Me desculpe se lhe ofendi de alguma maneira, mas não fugi dos temas e não desqualifiquei ninguém, apenas achei que poderia contribuir com informações sobre o assunto debatido – é este o objetivo dos blogs, não??? O único problema vai ser o tamanho dos comentários se eu tiver que colocar, ao final deles, a referência bibliográfica, né…

      E está certo que não há consenso na comunidade científica sobre o tema, óbvio… O que mais tem são pessoas não qualificadas falando sobre um assunto para o qual não estão preparadas ou não tem o conhecimento necessário, geralmente baseando seus argumentos em “verdades absolutas” inquestionáveis… Em um congresso fui questionado assim por um físico, que dizia ser phD e não se sentia seguro em comer a “Frankenfood”… A promotora ambiental da minha cidade me questionou também sobre isso, pois o conhecimento que ela tinha era contrário, baseado na leitura frequente que ela fazia do GreenPeace e do WWF!!! Ora, ler ficção dá nisso!!! Os caras são contra até colocar cloro na água!!!

      Se houvesse qualquer prova em contrário os transgênicos não teriam sido liberados, a legislação é extremamente rigorosa, não permite qualquer deslize… Como disse antes, são 1.700 testes para cada evento analisado!!!

      E sobre o “princípio da precaução”, isso é lorota prá boi dormir… Dizer que “na falta de provas que faz mal, não é prova de que não faça mal” é ficar esperando o enterro da bezerra… Afinal:
      - a falta de provas que tomar água faz mal não é prova de que não faça mal…
      - a falta de provas que a aspirina faz mal (era usada pelos egípcios a 5 mil anos) não é prova de que não faça mal…

      E assim continuaríamos esperando e não teríamos certeza nunca, porque o conhecimento do homem é limitado e sempre avança, nós nunca vamos saber tudo para afirmar que não fará mal e aí estaríamos fadados a permanecer esperando eternamente (e nas cavernas, porque a falta de provas que sair das cavernas faz mal não é prova de que não faça mal)… Então, o princípio da precaução correto e que é praticado pelas pessoas e sociedades de bom senso é: “na falta de provas de que faz mal se usa a tecnologia, e a partir do momento que houver qualquer evidência que isso possa fazer mal a gente para de usar”… Como exemplo disso podemos citar alguns agrotóxicos que eram liberados e foram proibidos e centenas de medicamentos que sofreram as mesmas limitações!!!

      E esta história de que agrotóxico “CONTAMINA” o meio ambiente é uma inverdade… São produtos rigorosamente testados e aprovados para a finalidade para a qual se propõem, assim como quando passamos um remédio para frieira no pé nós não “contaminamos” o pé, nós eliminamos do pé uma espécie danosa ao nosso desenvolvimento pleno… Os agrotóxicos fazem o mesmo, só que na agricultura!!! E óbvio, desde que usados corretamente, a exemplo dos medicamentos, dos carros, dos produtos domissanitários, dos pesticidas domésticos e raticidas, etc…

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  • 17/02/2012 - 13:37
    Enviado por: Jay

    Caro B’Hengler,
    Eu adoraria ter o seu otimismo (ou seria cegueira sistêmica, como a do Herton?). Mas nesse caso, infelizmente, “o pessimista é um otimista melhor informado”. Tens razão ao dizer que o produtor não é obrigado a comprar esse ou aquele “pacote” de insumos, agrodefensivos e blablabla. Mas o produtor é, SIM, invariavelmente, obrigado a comprar porcarias de quem quer que seja. Venenos. E vc realmente acha que eles são usados de forma segura em nosso território? Vc deve estar de brincadeira, né? Que tal dar um telefonema pro pessoal da Anvisa e perguntar a eles o que encontraram nas últimas fisclizações do setor? AGROTÓXICOS ADULTERADOS, só pra começar, em níveis toxicológicos insanos muito acima do permitido. (Aliás, mesmo se estivessem dentro dos ‘padrões de segurança’, eufemismo para ‘isso te mata, mas demora um pouco mais’, ainda assim configurariam um problema assustador). Vc ainda não percebeu o elementar: esse pessoal é pior que bandido, e os que defendem opiniões como a sua talvez não tenham percebido isso ainda — deslumbrado com as possibilidades incríveis da transgenia. Nada contra os transgênicos. Tudo contra os danos socioambientais (inclua-se à saúde da civilização humana) causados por esses ‘defensivos agrícolas’ umbilicalmente atrelados às sementes (geralmente) extrangeiras, em processos conduzidos por uma MÁFIA corrupta, bandida e assassina (quer que eu te lembre dos dados da OMS?). Máfia que vc e seus amigos celebram como ‘avanço tecnológico’. Já estudou drenagem de bacias hidrográficas? Já consultou os últimos resultados sobre a zona de recarga do aquífero guarani? Já estudou os casos de câncer de fígado no Paraná? Talvez seja tudo coincidência — ou teoria da conspiração — o fato de que, geralmente, a miséria socioambiental está conectada a um sistema agrário perverso e assassino. Que vc parece saborear com prazer. Deuzulivre…

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    • 17/02/2012 - 20:58
      Enviado por: Herton Escobar

      Caro Jay, em nenhum momento eu disse que os transgênicos dispensam o uso de agrotóxicos, nem ignorei os efeitos danosos que o uso excessivo de agrotóxicos pode trazer ao meio ambiente e à saúde (esse simplesmente não era o tema do post … biossegurança de transgênicos é uma coisa, impactos do uso de agrotóxicos é outra). O que eu argumento é que os transgênicos não são diferentes dos convencionais nesse sentido. Ambos exigem o uso de agrotóxicos, então não tem a menor lógica criticar os transgênicos porque eles “obrigam” os agricultores a comprar agrotóxicos. A soja, o milho e o algodão convencionais não precisam de agrotóxicos para serem cultivados, por acaso? É claro que precisam. O problema dos agrotóxicos sempre existiu, desde muito antes dos transgênicos.

      Muitos dos comentários contrários aos transgênicos tentam passar a ideia de que os transgênicos poluem o meio ambiente porque obrigam os produtores a usar agrotóxicos … como se os convencionais não precisassem disso. E isso simplesmente não é verdade. As lavouras convencionais usam tanto agrotóxico quanto as lavouras transgênicas (aliás, muitas vezes em maior quantidade, e de maior toxicidade). A proposta dos transgênicos é justamente facilitar o manejo e reduzir a quantidade de agrotóxicos aplicada sobre as plantações. Portanto, se o problema é o uso excessivo de agrotóxicos na agricultura, o lógico seria ser a favor dos transgênicos, e não contra.

      Os agrotóxicos são um problema? Sem dúvida! Mas são um problema dos transgênicos? Não! São um problema da agricultura.

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    • 18/02/2012 - 00:37
      Enviado por: B'Hengler

      Tudo bem, o agricultor é obrigado a comprar “venenos”, mas quem não é??? Você acha que os medicamentos que temos nas farmácias são diferentes dos agrotóxicos??? Alguns tem até o mesmo ingrediente ativo!!! Óbvio que gostaríamos de ter uma agricultura onde se utilizasse ZERO de defensivos agrícolas, mas infelizmente estamos cheios de pragas e doenças que nos obrigam a controlá-las ou a FOME volta… Do jeito que se fala do agrotóxico até parece que os agricultores gostam de jogar seu dinheiro fora tentando contaminar seus consumidores!!!

      Alguns dados sobre contaminação de humanos aferida em hospitais do Brasil:
      45,8% – medicamentos
      17,0% – sanitários domésticos
      07,0% – agrotóxicos
      03,0% – raticidas
      03,0% – pesticidas domésticos
      02,0% – drogas de abuso
      02,0% – plantas

      E assim segue… Quer dizer, se o problema é a contaminação, primeiro temos que proibir os medicamentos e os produtos de limpeza doméstica!!! E mais, só no Paraná são consumidos mais de 40 mil toneladas de agrotóxicos por ano e compare o número de contaminações deles contra os raticidas e pesticidas domésticos, o número é quase o mesmo, mas a quantidade consumida é bem menor destes últimos!!! Outro dado é que mais da metade dos casos de contaminação por agrotóxico se refere a tentativas de suicídio e os demais é por uso sem equipamento de proteção por parte dos aplicadores!!!

      No meu município (no Brasil não é diferente) é muito comum o agrotóxico ser usado como desculpa pelos médicos (e também pela sociedade) para justificar tudo que tem de errado nos pacientes quando eles não sabem o que é… Tive um caso assim com um funcionário que passava mal ao aplicar agrotóxicos e o médico dizia que o problema é que ele estava contaminado, mas os exames sempre diziam o contrário!!! Até que um dia me enchi e fui fazer uma visita a este médico e o questionei: “se é agrotóxico porque os exames dão negativo”??? Mandei o funcionário fazer um exame com outro médico e este descobriu que ele tinha três tumores no estômago em função de uma úlcera em estágio avançado… Felizmente tudo pode ser revertido a tempo… E assim se repete: tudo é o agrotóxico – não interessa se o cidadão vive na farmácia pegando tudo que sai de novo para emagrecer e enfia goela abaixo, se ele come batata já brotada (que é cancerígeno), amendoim com aflatoxina (que é invisível), chimarrão muito quente (causa câncer na garganta e laringe), passa tudo que é tipo de creme para a pele e o cabelo sem saber o que está dentro, cigarro, álcool, drogas ilícitas, etc, etc, e etc… O agrotóxico serve de desculpa para tudo que não queremos ver e está na nossa cara, no nosso dia a dia!!!

      Sobre os casos da ANVISA, como disse lá em cima, eles estão aí para fiscalizar o setor e evitar abusos… E abusos ocorrem em todos os setores sociais e econômicos… Mas cuidado, várias apreenções foram referentes a matéria prima vencida (qualidade) e estoque de matéria prima maior do que o declarado (fraude fiscal)…

      Aquífero Guarani fica, na parte mais rasa, a 800 metros de profundidade, o agrotóxico mais lento de se degradar não consegue passar de 25 centímetros de profundidade!!! O clima quente brasileiro acelera a degradação biológica dos produtos – fique tranquilo…

      Voltando aos transgênicos, uma vez fui chamado a uma escola para esclarecer uma discussão parecida com essa entre professores e alunos… Os professores falavam a linguagem da desconfiança e os alunos os questionavam pois seus pais, aplicadores de agrotóxicos, defendiam que os transgênicos reduziram a aplicação de “veneno”, e os alunos viam isso “ao vivo”… Os aplicadores de veneno viram a redução da necessidade de agrotóxicos com o evento dos transgênicos (que ainda estão engatinhando) mas a sociedade não consegue e não quer ver isso porque fica à margem da atividade e não sabe como é o dia a dia (mas não para de dar opinião!!!)…

      E o uso de agrotóxicos só não se reduziu mais com o evento dos transgênicos porque grande parte dos produtos lançados controla apenas lagartas, mas temos percevejos, besouros, nematóides, cupins, formigas cortadeiras, cochonilhas, pulgões, ácaros, fungos, bactérias, vírus e mais uma infinidades de espécies danosas às espécies cultivadas – e tudo isso vai ser controlado pela engenharia genética com o tempo, reduzindo ainda mais o uso de agrotóxicos, somente as plantas daninhas é que exigem a aplicação de algum produto agrotóxico…

      PS: Desculpe Herton se o assunto está fugindo um pouco e os textos longos, mas as coisas são ligadas e é difícil esclarecê-las em poucas palavras…

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    • 18/02/2012 - 00:47
      Enviado por: B'Hengler

      Só um detalhe que esqueci de mencionar, para o caso das plantas daninhas está sendo testado um equipamento que as elimina através de choques – morrerão eletrocutadas!!!

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  • 18/02/2012 - 04:07
    Enviado por: Jay Heisenberg

    Caro B’Hengler, creio estar correta sua última sequência de argumentação. Acho que o mínimo múltiplo comum, no caso, é que a realidade do campo, na prática, é uma; e a realidade das opiniões geralmente é distante. O mesmo vale para o uso do EPI (equipamento de proteção individual), que vc mencionou. É fácil dizer que, bah, o agricultor não usa o equipamento, então é claro que vai se dar mal. Alguém aqui já vestiu no couro um daqueles trambolhos? Pois é. É quase o inferno passar um dia inteiro naquilo. A prática é um tanto mais árida do que o discurso. Mais: é fácil dizer que agrotóxico é ruim, e que prejudica o meio ambiente e blá-blá-blá. Fato. Mas, do conforto de nossas poltronas, esquecemos que, aspergindo um herbicida ali no teu pedaço de terra, vc realiza num dia a atividade que te poderia custar três semanas de sol a sol, trabalhando que nem um condenado no carpir da erva daninha. Logo, usar o veneno significa ter mais tempo para a família. Mais tempo para o lazer, enfim, mais dignidade de uso do tempo. Por mais contraditório que isso pareça, e que é. Essa é a realidade – uma pura contradição. A química que parece nos libertar, também nos aprisiona. Somos escravos de nossos próprios inventos, e talvez vítimas de nós mesmos. Mencionastes o aquífero. Bem, não sei de onde veio o dado dos “25” centímetros. Mas o fato é que (dependendo do componente) após diluído na água, o veneno vai seguir seu caminho indefinidamente. Vertente abaixo. Drenagem abaixo. Solo abaixo. Eventualmente contaminará o que estiver no caminho e chegará a nós – análises no aquífero já mostram isso. O ciclo hidrológico é implacável. E, aliás, o mesmo vale para os medicamentos – e nisso vc tem razão –, que são provavelmente muito mais perigosos mesmo do que os defensivos agrícolas! Contaminantes endócrinos, por exemplo, já estão na nossa água “potável”. Resultado de uma sociedade viciada em venenos de toda sorte – antidepressivos e anticoncepcionais respondem por boa parte do caos hidrológico iminente. Bomba-relógio. Logo, vc e eu, com opiniões divergentes sobre os transgênicos, provavelmente temos consciência de que há um caos socioambiental no pedaço. Você parece achar natural. Eu prefiro pensar do avesso – que há uma lógica sócioeconômica perversa que rege isso tudo. Da qual desviamos o olhar toda vez que nos limitamos aos sintomas da doença generalizada de uma sociedade envenenada até a alma, em quase todos os seus aspectos. É ingênuo ser contra os transgênicos, pura e simplesmente. A mim soa mais sensato ser crítico da realidade que permite que a transgenia seja conduzida da forma como vemos hoje. E a Monsanto (dica de leitura: Le monde selon Monsanto) tem culpa no cartório, sim. Na mesma medida que suas cúmplices concorrentes, em todos os níveis. São o diabo travestido de neoimperialismo agrário. Que em nada difere do passado negro do agente-laranja. Logo, me recuso a aceitar qualquer atitude em defesa dessa camarilha sanhuda, corja humana que promove a incoerência suicida à qual parecemos ter nos acomodado. Estamos – todos nós – devidamente arrebanhados, aceitando o que beira o inaceitável. Sob a égide da ‘tecnologia’. Para mim, é isso tudo uma sandice.

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    • 18/02/2012 - 18:59
      Enviado por: B'Hengler

      Bom Jay, para alívio do Herton nós temos alguma coisa em comum, mas não somos tão parecidos assim… Hehehehehehehe…

      Você diz que “acho natural” o que para você é um problema e não acho que eu seja assim… Já bati muita boca com o Herton em outros “post’s” e também já fui acusado disso por outros comentaristas, mas prefiro ver o lado da solulção dos problemas e não apenas ficar citando-os e achando que o fim do mundo está próximo por coisas que temos soluções viáveis já em prática…

      Sou muito crítico do movimento ambiental que é contra tudo e contra todos, tudo está errado, mas não apresentam nenhuma solução viável… Eu gosto de solução não de problema!!!

      Sobre o comodismo da utilização dos agrotóxicos o que questiono é: “alguma criança sonha em, no futuro, ser bóia-fria e carpir soja ou milho”??? Então esquece, a solução é acharmos uma maneira de usar mais racionalmente possível a tecnologia existente (agrotóxicos) e isso é possível e fácil de ser feito – por sinal o índice de problemas é relativamente pequeno comparando-se com a quantidade utilizada…

      Os EPI’s eram um problema até os anos 90, aí surgiu uma nova tecnologia com tecidos impregnados com teflon, que não permitiam a água de infiltrar, mas permitiam a transpiração do corpo humano… Fantástico… Mas aí os equipamentos de aplicação ganharam cabines com ar condicionado e os aplicadores sentiram-se seguros e esqueceram dos EPI’s, mas isso já está sendo revertido… E uma curiosidade, se o aplicador usasse apenas luvas ele resolveria mais de 90% dos casos de contaminação!!!

      E novamente, sobre a questão da contaminação dos aquíferos, não sei onde você viu que determinados produtos se diluem na água e vão embora indefinidamente… Para ser aprovada uma molécula agrotóxica precisa, primeiramente, passar por três testes simples (no total são mais de mil), não pode ser mutagênica (causar câncer), não pode ser teratogênica (provocar distúbios genéticos transmitidos aos herdeiros) e não pode acumular nos organismos e na cadeia alimentar (biodegradável)… Vários produtos antigos não cumpriam essas regras e foram banidos, mas os atuais compostos em uso respeitam essas regras e todas as outras… Assim, todo produto é degradado de alguma forma por processos físicos, químicos ou biológicos (e associações), tem uma meia vida no solo que é medida e conhecida… Um dos compostos mais duráveis no solo é a ATRAZINA, herbicida de milho, que causou problemas nos EUA de contaminação de lençóis freáticos porque ele é degradado via biológica e lá é frio (baixa atividade microbiana) e as lavouras ficam nas várzeas, o que facilitou o carreamento do produto para a água – eles resolveram o problema proibindo o uso do produto a uma distância de 8 metros dos canais de drenagem (8 metros!!!) e substituíndo a ATRAZINA pelo GLIFOSATO no milho RR, pois este herbicida pode ser aplicado até em rios e lagos para controle de plantas daninhas que é seguro!!! Hehehehehehehe…

      Já no Brasil, como a atividade microbiana é elevada em função da temperatura elevada dos solos, esse produto é degradado tão rapidamente que ele e seus metabólitos não ultrapassam a 25 cm de profundidade…

      E eu não tenho medo de muito que você citou aí, mas quer saber do que eu tenho medo???

      1) Índia e China: Esses caras tem alguns costumes que beiram a irresponsabilidade, moram humanos, frangos e suínos nas mesmas casas (se é que dá prá chamar aquilo de casas) e há uma mistureba de vírus de gripe das três espécies, uma troca de genes constante, causando as diferentes estirpes de vírus que nos contaminam todos os anos e, às vezes, alguns que nos matam, como o H1N1 e o SARS…

      2) Índia: sua irresponsabilidade no controle do uso de antibióticos já provocou o surgimento de bactérias resistentes a todos os tipos de antibióticos já produzidos pelo homem… É questão de tempo até que estes genes selecionados sejam transmitidos a organismos patogênicos ao homem… Torça para que aquelas empresas multinacionais que tanto são odiadas encontrem um produto novo que consiga conter esta pandemia que não tem hora marcada para acontecer, mas vai acontecer mais cedo ou mais tarde!!!

      3) 2050 – fim do petróleo: a falta de energia será um problema sem precedentes para a humanidade, não só porque sem energia os países temperados terão sérios problemas com aquecimento, mas também porque haverá competição entre produzir energia e produzir alimentos na agricultura… Serão novos tempos… Só para se ter uma idéia, a necessidade de aumento da produção de alimentos até 2050 é de 100% (atender aumento da população e da renda), o que obrigaria os agricultores a dobrarem sua produção por área, o que não é tão difícil, mas pelo menos metade da área destinada a produzir alimentos será convertida em produção de energia, a soma disso dá uma necessidade de se aumentar a produtividade em 400%… Só com engenharia genética!!!

      4) ENGENHARIA GENÉTICA: o processo de transgenia é fantástico, importante e fundamental para nossa espécie, mas as técnicas estão ficando cada vez mais populares, cada vez mais gente sabe mexer nesse “treco”… Para algum louco varrido pegar um gene assassino e colocar em uma bactéria/vírus assassino(a) é questão de tempo!!! – INFELIZMENTE…

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  • 18/02/2012 - 18:52
    Enviado por: monica

    eu produzo alimentos. de forma sustentável. possuo 10 hectares de terra acidentada q ninguém queria por nao ser “produtiva”, ou seja, possui declive acentuado, nao é várzea, é zona de amortecimento de parque, nao pode eucalipto, nao dá pra milho, arroz, soja ou fumo. então, consegui comprar. pois produzo e me sustento, pois plantei pomares de abacate a uva, me alimento, e ainda vendo para fora. sem uso de agrotóxicos. nao fiquei para trás, pois tenho internet, pago minhas contas, e sou autosustentável. então, o sistema de monocultura sempre vai exigir venenos. o papinho de alimentar a populaçao humana, uma trova. porque, em nenhum comentário li sobre SABOR. nas técnicas microscópicas, pode-se ver a diferença anatomica de um trigo convencional e um trigo orgânico. a diferença entre um caos organizado e um “alimento com menor vibração”. e, sobre SABOR, o milho escolhido para se propagar mundo afora, é para consumo animal, e é sensível a diferença entre os sabores de alimentos orgânicos e os escolhidos manualmente, ou geneticamente alterados para a produçao mecanizada, sem mao de obra, já q nao existem mais minifúndios, mas sim grandes empresas proprietárias de terras, ou seja, a política do governo é a culpada por isso, pois ganha muito com os venenos, com os insumos, com a monopolização do campo. SABOR.quem se lembra/

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  • 23/02/2012 - 11:13
    Enviado por: Jay

    Ok, caro B’Hengler. Consideras nosso modelo agrário “seguro”, se bem conduzido. Não és o único. Eu considero nosso modelo agrário suicida. E tbm não sou o único. Volto a reafirmar que eu gostaria de ter seu otimismo. Se os danos socioambientais da agricultura envenenada são “exagero”, o que dizer do produto final que botamos goela adentro? É tbm “exagero” dizer que eu prefiro saborear um tomate orgânico do que um tomate envenenado?

    Se discutir o modelo agrário envolve tantas variáveis e discordâncias, simplifiquemos, pois. Ao final das contas, o que conta mesmo é a qualidade de nosso alimento.

    Se vc se garante quanto ao fato de que o alimento envenenado é 100% seguro para a sua saúde, boa sorte. Particularmente, prefiro a minha hortinha de orgânicos, ou a velha e boa feira de orgânicos. — de preferência longe das prateleiras dos supermercados, que mais se assemelham a coquetéis de problemas.

    Pelo menos somos livres para escolher o que queremos comer. Pena que não somos tão livres para tornar essa escolha mais transparente e esclarecida para a sociedade.

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  • 24/02/2012 - 08:06
    Enviado por: B'Hengler

    Ok Jay, mas você cita os alimentos orgânicos como se eles fossem livres de problemas, e não são!!!

    Longe de mim querer brigar contra os alimentos “ditos” orgânicos, afinal todos os alimentos são orgânicos, até os transgênicos… Na verdade o nome “orgânicos” não passa de um bem elaborado nome de marketing para substituir a tal “agricultura alternativa”, de onde tudo surgiu, que nada mais queria do que livrar a agricultura do que você chama de “modelo agrário atual”… E falo mais, todos os alimentos são seguros, até os “ditos” orgânicos, desde que produzidos dentro das condições adequadas da tecnologia de cada um… E aí que está o problema…

    É fácil fiscalizar um evento transgênico para dizer se ele é seguro, fazem-se os testes e se o evento é aprovado ele é seguro… Não tem como o agricultor intervir e mudar o que está no DNA das plantas… Já os alimentos convencionais são moderadamente fáceis de fiscalizar, fazem-se os testes dos produtos registrados para cada cultura, aqueles aprovados são comercializados… O agricultor até pode intervir, utilizando produtos de uma cultura em outra ou aumentando as dosagens e/ou não respeitando o período limite entre aplicação e colheita, mas para isso existe uma série de trâmites legais para recomendação, fiscalização e punição e, o mais importante, uma margem de segurança ampla na aprovação destes produtos para evitar este problema…

    Já os alimentos “ditos” orgânicos estão praticamente à mercê da boa vontade de seus produtores, pois não há entidade de fiscalização que vai ficar o dia inteiro na propriedade de cada um para verificar se tudo está em ordem!!! E aí voltamos àquela máxima de que pessoas mal intencionadas estão em todos os setores da sociedade, infelizmente… Quem garante que o agricultor seguiu à risca todos os procedimentos adequados???

    Isso sem contar que até uns dias atrás havia a recomendação de se utilizar o fumo de corda como inseticida na “agricultura orgânica”, produto este que foi provado ser cancerígeno (e ainda muito utilizado)… Hoje as atenções estão voltadas ao óleo de nim, que teve seu principal ingrediente ativo (azadiractina) aprovado até para a agricultura convencional, porém os produtos formulados com esse ativo não são aceitos pelos “orgânicos”, tem que se utilizar o óleo de nim natural, só que este óleo possui mais de outros 100 ingredientes ativos não estudados e aprovados pela ciência!!!

    Volto a frisar, nada contra os bons alimentos orgânicos, produzidos sem veneno, nenhum tipo de veneno, mesmo os ditos “naturais”, porque o fato de um produto ser “natural” não quer dizer que ele seja seguro, e vice-versa… E sobre o “modelo agrário”, este modelo “orgânico” só consegue alimentar 2/3 da população mundial hoje e não é sustentável porque não faz plantio direto e seu uso em larga escala não tem ao fornecimento garantido de biofertilizante…

    E eu também gostaria de mais transparência e esclarecimentos para a sociedade, não tem nada mais difícil do que provar para as pessoas que determinadas “verdades absolutas e inquestionáveis” foram propositadamente gravadas em sua memória com objetivos econômicos muito distantes da verdade científica!!!

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  • 24/02/2012 - 11:00
    Enviado por: Jay

    “Orgânico” é um termo esquisito. Não é a melhor palavra, mas é a que a legislação adotou como nomenclatura para se referir aos produtos derivados da tal “agroecologia”, ou como queiras chamar. Se não me engano, está no Conama. Que seja…

    Destaca-se aquele velho argumento: “os produtos agroecológicos não serão capazes de suprir a demanda alimentar mundial, e blá-blá-blá”. Vc diz que eles só poderiam alimentar 2/3 da população mundial. Eu levaria esse argumento a sério se o modelo atual desse conta de alimentar todos os 3/3, kkkk. E quando digo “modelo”, não me refiro somente ao agrário, mas sim ao socioeconômico e cultural.

    Claro (nisso vc tem razão) que tem muita falcatrua mesmo entre os produtores “ditos” orgânicos (pseudo-orgânicos, vendem gato por lebre, e por aí vai). Na agricultura convencional não tem? Não é um argumento relevante. Bem, pelo menos para mim, como consumidor, é muito mais fácil ter acesso ao pequeno/médio produtor que fica nas redondezas da minha cidade ou da minha casa, e não lá nos cafundós do MT. Cria-se uma relação social, uma relação de amizades/interesses em rede, e é nesse “modelo” que fica a essência da mudança que muitos desejam ver. Mudança não apenas agrária, mas cultural.

    Devo confiar mais no alimento sabidamente envenenado do produtor convencional anônimo? Ou no alimento que vejo crescer ao lado da minha casa, cultivado por pessoas que acreditam e se dedicam à causa da alimentação saudável? Eu tenho minha resposta. Cada um que tenha a sua.

    Nos moldes atuais, dificilmente o modelo agroecológico daria certo de forma generalizada em grandes áreas. A aposta é, como disse, na mudança cultural — que envolve produção local e descentralizada. Como foi que chegamos até o século vinte sem usar qualquer porcaria venenosa em nossa comida? Estamos há pelo menos 7 mil anos cultivando alimentos de qualidade, sem qualquer porcaria. Por que agora, de repente, o veneno é indispensável?

    Já ouvi várias respostas. Mas nenhuma é convincente (a mais comum é que, do contrário, poderíamos ter uma “onda mundial de fome”). Bah…

    Alimentação saudável é possível, sim. Basta querer e se mobilizar para isso. Exemplos não faltam.

    É tão fácil elencar os benefícios da agricultura saudável quanto elencar os malefícios do modelo agrário convencional. Queres saber do último estudo feito sobre o impacto de organoclorados em anfíbios no município de Lucas do Rio Verde (MT)? Devo mencionar o aparecimento misterioso de coisas esquisitíssimas no leite materno? Claro que deve ser coincidência.

    Não professo nenhum tipo de ambientalismo ingênuo. Apenas prezo pela minha saúde, e quero ter o direito de escolher a alimentação mais saudável possível. Não é crime, nem subversão. Apenas liberdade – em última instância, direito do consumidor… Mas é preciso cair na real. Em tempos em que consumir nicotina é um hábito aceito, não faz o menor sentido falar em alimentação saudável. A discussão é um tanto anacrônica. Utópica.

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    • 24/02/2012 - 14:39
      Enviado por: B'Hengler

      Primeiro que o modelo atual de agricultura alimenta os 3/3 da população humana, apesar de boa parte estar desnutrida (por deficiência econômica e/ou por comer apenas porcarias)… Ninguém passa fome por muitos dias, geralmente depois de 30 dias eles morrem!!! Já que a população está crescendo (estamos indo dos 7 bilhões para 9 bilhões de 2050) é sinal que tem comida para sustentar a população até a idade reprodutiva (bem maior que 30 dias)…

      Na agricultura convencional também temos pessoas que não respeitam as regras, mas como mencionado a margem de segurança é tamanha justamente para evitar esse tipo de coisa – você morre de tanto comer tomate mas não do resíduo de agrotóxico que tem dentro dele…

      Voltando ao modelo “agroecológico” que você cita, ele não atende às necessidades humanas, nem mesmo daqueles que pregam viver basicamente deste tipo de produto (aproximadamente 1% dos consumidores)… Tente tirar o supermercado de seu dia a dia, pois é, fica difícil, e lá 68% dos produtos das prateleiras tem soja na composição (daquele produtor do MT e muitos outros), uns 40% tem milho e uns 15% trigo, só que não estão “in natura”, estão disfarçados em diversos sub-produtos… E eu não preciso conhecer cada produtor de soja, mas conheço alguns, conheço também alguns que trabalham com frangos, nos frigoríficos, nos caminhões de transporte, o que, no final das contas, apresenta as mesmas relações sociais de amizades/interesses em rede!!!

      E o modelo atual é indispensável porque:
      - caça: 2.500 hectares alimentavam 1 pessoa;
      - agricultura de covas: 250 hectares alimentavam 1 pessoa;
      - agricultura de arado: 250 hectares alimentavam 3 pessoas;
      - agricultura atual (tecnológica): 250 hectares alimentam 3.600 pessoas!!!

      É por isso que as pessoas podem morar nas cidades hoje em dia, e não em vilas rurais… E essa revolução é nova, recente, e por isso que de 10 mil anos atrás até ontem aquela agricultura de qualquer jeito servia, hoje não serve mais!!!

      E sobre o caso do leite materno de Lucas do Rio Verde, é bom ter tocado no assunto… Logo que ouvi a história fiquei preocupado, afinal lá são utilizados 5 milhões de litros de agrotóxicos todos os anos, pensa!!! Assim diziam as matérias da mídia… Mas aí comecei a procurar mais informações e as únicas que encontravam eram estas, sensacionalistas… Formulei algumas questões na época:
      - Porque só pesquisar em Lucas do Rio Verde/MT, será que em São Paulo/SP o resultado seria diferente??? Ou no Rio??? Ou entre consumidores de alimentos “orgânicos” apenas???
      - Qual era o “tratamento testemunha”???

      Bem, depois de muito pesquisar consegui encontrar o que tinha naquele leite materno:

      - 100% DDE e 13% DDT: derivados do DDT, produto bastante utilizado na década de 60 e 70, tendo seu uso proibido na agricultura nos anos 80 por ser acumulativo nos organismos vivos, não respeitando aqueles três princípio que citei antes. Seu único efeito nocivo comprovado foi o de fragilizar os ovos das aves predadoras (águias, pinguins), o que causava a sua quebra quando eram chocados, colocando várias espécies em risco de extinção. Permaneceu sendo utilizado pela vigilância sanitária até recentemente por tratar-se do produto mais eficiente no controle de mosquitos transmissores de doenças infecto-contagiosas. A OMS continua recomendando o uso do DDT em regiões com epidemias de malária até hoje, pois não há produto tão eficiente… Seu problema está no uso generalizado, aplicações localizadas não são problema – não se assuste se voltar a ser utilizado no Brasil contra o mosquito da dengue no futuro!!!

      - 44% beta-endossulfan e 32% alpha-endossulfan: derivados do ENDOSSULFAN, um inseticida clorado, o último em uso permitido devido à falta de um produto alternativo para manejo de determinadas pragas de difícil controle. É acumulativo nos organismos vivos e por este motivo teve seu uso restrito em algodão, café, cana-de-açúcar e soja desde meados dos anos 80. Seu uso estará proibido a partir de 2013 mas já é pouco utilizado a mais de uma década.

      - 37% deltametrina: a DELTAMETRINA é um inseticida piretróide registrado para uso na agricultura em várias culturas, mas principalmente em grãos armazenados, porém de uso mais concentrado em produtos de uso doméstico para controle de diversos insetos, da barata ao mosquito da dengue, e medicamentos contra piolho e sarna em humanos e pulgas e carrapatos em animais domésticos.

      - 32% aldrin: inseticida clorado, o ALDRIN é acumulativo nos organismos vivos e foi muito utilizado para controle de pragas da madeira, tratando-se de um excelente cupinicida. Seu uso está proibido há vários anos.

      - 18% alpha-HCH e 6% Lindano: inseticida clorado, o LINDANO (e seu derivado alpha-HCH) é acumulativo nos organismos vivos e foi muito utilizado até recentemente para controle de pragas da madeira. Seu uso já foi proibido.

      - 11% trifluralina: herbicida antigo, a TRIFLURALINA é utilizada em várias culturas há muito tempo, como a soja, o algodão e o feijão. Altamente volátil, exige a imediata incorporação ao solo logo após a aplicação. O produto está fora de moda atualmente devido a esta elevada volatilidade, pois as principais culturas onde é eficiente fazem plantio direto, tecnologia que impede a incorporação do produto ao solo, reduzindo a sua eficiência.

      Bem, voltando ao leite contaminado, a maior parte dos problemas seria os mesmos em qualquer cidade do Brasil e do mundo… Se você está com seu computador apoiado em algum móvel de madeira é bem provável que esteja sendo exposto a parte destes produtos no momento, bem como a camionete da SUCAM deve estar lhe distribuindo algum deles pela sua janela ou próximo à feira de “orgânicos” onde faz suas compras!!!

      Não apareceu resíduo de glifosato, de atrazina ou de qualquer outro tipo de agrotóxico moderno que está em uso lá em Lucas do Rio Verde, somente de coisas já não mais utilizadas!!! Se esta pesquisa tivesse sido realizada em qualquer outro lugar é bem provável que os resultados seriam os mesmos!!! Estes resíduos são frutos da inexperiência humana com os compostos químicos, e isto já foi visto a muitos anos, tanto que as leis foram rigorosamente alteradas para se evitar que esse tipo de situação se repetisse… Este trabalho, provavelmente feito para tentar justificar os malefícios do uso de agrotóxicos, é a maior prova da segurança deles!!!

      E faço minhas as suas palavras: “Apenas prezo pela minha saúde, e quero ter o direito de escolher a alimentação mais saudável possível. Não é crime, nem subversão. Apenas liberdade – em última instância, direito do consumidor… Mas é preciso cair na real. Em tempos em que consumir nicotina é um hábito aceito, não faz o menor sentido falar em alimentação saudável. A discussão é um tanto anacrônica. Utópica.” – PERFEITO!!!

      Valeu e até…

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  • 26/02/2012 - 22:13
    Enviado por: Jay

    Agrotóxico seguro? Talvez esta notícia (que coincidentemente acabo de ler) ilustre bem o quão seguro o esquema tem sido no Brasil:

    http://www.ibama.gov.br/publicadas/ibama-faz-grande-apreensao-de-agrotoxicos-no-interior-de-sao-paulo

    Mais um caso de falcatrua com agrotóxicos, que novidade. Mesmo se vc estivesse certo do ponto de vista da ecotoxicologia, as coisas não seriam tão simples assim. Darei armas de fogo aos jovens, e confiarei que eles terão juízo para usá-las com segurança.

    Mesmo se vc estivesse certo, que tipo de segurança é essa que é levada em frente por pessoas jurídicas com a ficha suja em meio planeta? Precisamos aqui resgatar a ficha criminal da Monsanto, da Syngenta e congêneres que se disseminaram pelo Brasil? Ah, os chineses tbm já chegaram…

    Sem querer generalizar, mas já generalizando, essas instituições já provaram que não são mais do que criminosos de casaca ou ladrões de galinha aperfeiçoados. (O que já é sabido há tempos).

    Mesmo se vc estiver correto ao defender a segurança dessas práticas venenosas no campo, achas prudente confiar naquele que já te apunhalou pelas costas?

    To fora…

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    • 28/02/2012 - 02:52
      Enviado por: B'Hengler

      Mas esse link aí, Jay, fala mais do mesmo…

      Os produtos vencidos são um problema geral, garanto que temos um monte deles em nossas despensas domésticas!!! O agricultor compra um agrotóxico e acaba não utilizando tudo, que fica armazenada esperando o ano seguinte… Aí vence e faz o que com ele??? Melhor no depósito que nos rios, não???

      Sobre o “Brometo de metila”, ele era largamente utilizado em viveiros de mudas para esterilização dos solos, mas sua produção foi banida pelo Tratado de Montreal, aquele dos gases CFCs… Ele é um produto fumigante, também utilizado para expurgo de grãos e depósitos… E não foi proibido porque apresentou algum problema, mas sim porque ele entrou em uma lista de produtos “acusados” de destruir a camada de Ozônio!!!

      E aí volta na mesma, o que fazer com um produto que está proibido e as autoridades mandam parar de utilizar mas não fazem o recolhimento do que já estava distribuído??? No Paraná, somente no ano passado houve um programa de recolhimento de produtos clorados, que foram proibidos nos anos 80… Os agricultores estavam com eles nos depósitos esperando as competentes autoridades resolverem o impasse… Se eles os utilizassem eram criminosos, não tinham onde colocar o produto e não podiam utilizá-los, e agora não podem mais armazená-los!!! Realmente estamos no Brasil…

      A cada dois meses o Brasil inventa alguma regra nova contra o setor produtivo, ninguém nunca vai estar devidamente legal!!! A poucos dias um fiscal do ministério do trabalho autuou diversos agricultores da minha região porque a cor da pintura das benfeitorias poderia causar “depressão” nos funcionários!!! Tudo bem que alemoada tem um gosto meio estranho, combinando verde limão com lilás, mas os funcionários também são descendentes de alemães e acham lindo!!!

      E eu não sou defensor de multinacionais ou qualquer outro tipo de empresa (pública ou privada), o que defendo é que as regras existem e devem ser ajustadas para maneiras mais práticas e adequadas e depois cumpridas!!! E você quer comprar briga conta as multinacionais, então vou lhe apresentar alguns argumentos que serve contra elas:

      Hoje, está acontecendo na agricultua e logo vai chegar nos remédios, é comum as empresas do setor inventarem motivo para retirar determinados tipos de agrotóxicos do mercado utilizando a desculpa de que o produto não é mais seguro ou qualquer outra que sirva… Pois é, e isso acontece, veja só, logo depois que a patente do produto vence (nos EUA 20 anos, no Brasil 10 anos)!!! Impressionante a coincidência!!! Assim que a patente perde efeito o produto pode ser produzido por empresas concorrentes, o preço desaba, o lucro encolhe, o lucro do produtor aumenta… Aí eles acham algo e retiram o produto do mercado para ser substituído, veja só, pelo último lançamento da empresa!!! Não interessa se o produto é mais caro e menos eficiente, é o que você vai encontrar para comprar e ponto…

      O que está escrito acima encaixa bem direitinho nos gases CFCs e no Brometo de Metila, proibidos… Até hoje já questionei muita gente e nunca conseguiram me explicar, como é que um gás extremamente mais denso que o ar (CFCs e Brometo de Metila), dispersados em ambientes não turbulentos, conseguem chegar tão alto na atmosfera para comprometer a camada de ozônio – que segundo últimas pesquisas sempre teve um buraco na Antartida e às vezes, como este ano, aparece no Ártico também!!! A resposta é um simples interesse econômico, não???

      E é por isso que sempre falo que precisamos de governo!!! E governo não precisa fazer nada além de criar boas regras e fazer cumprí-las… Não precisa executar nada, afinal ele não executa nada de maneira muito boa aqui pelo sul do mundo e só faz regras impossíveis de serem cumpridas – isso vai nos custar caro na OMC no futuro!!!

      Outra questão é econômica, está acontecendo agora com a laranja… Os EUA questionaram o Brasil por resíduos de CARBENDAZIN no suco de laranja… Como o produto não é necessário para se produzir laranja nos EUA, mas é no Brasil, eles acharam um jeito de complicar a vida do principal adversário do setor- que precisa utilizar o CARBENDAZIN, que é antigo e seguro, pois as condições ambientais dos dois países é completamente diferente…

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  • 27/02/2012 - 18:19
    Enviado por: Romeu de Toledo Zandoná

    Gente! Ja ( estou sem acentuasao aperetei alguma tecla errada e nesgft maquina sou analfabeto) que o assunto e agrotoxico – usei muita formicida tatu – BHC – espalhjava com as maos no paiol de milho. ainda assim sobrevivi – Tenho no quintal da minha casa um pe de Jabuiticaba que eu plantei e chamei no momento os meus filhos para ajudar, pois eram criansas. A Jabuticabeira vivia com frutos enferrujados nao dava para provar nada. Fassa um calda bordaleza – senti-me enojado – comecei aduiddbar com asa sobras da cozinha, cascas e restos de frutos. Na floradada seguinte deu tanta flor que ela ficou branca. Um perfume atordoador. Pouca jabuticaba mas saborosa, esta ultima parecia com um moeda de 1 real de gdrande que era o fruto. Enfio a mao ao redor da planta e vejo raizes saindo edm busca de um novo resperir naquele esterco formado de restos – minhocas mil – um ecosisgtema perfeito – inclusive borboletgas squie nao via a muito. So com sobras da minha casa esterco dois jardins, floridos e com frutos. Sao Paulo joga tanto adubo organico e so aprovdeitdga-los – abrasassos romeu. (estou sem acentuacao)

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  • 29/03/2012 - 10:41
    Enviado por: Isabel Gerhardt

    Parabéns, Helton, pela matéria. Clara, esclarecedora, explicando ciência para o público leigo do jeito que tem de ser.

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  • 05/04/2012 - 13:30
    Enviado por: Jay

    Caro B’Hengler, poderia me passar seu email? Estou redigindo uma reportagem sobre um tema em que estas opiniões que mostrou aqui serão importantes. Podemos conversar em seguida?
    Me encontre em quinhooooooo@yahoo.ca.
    Saudações

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