ir para o conteúdo
 • 

Herton Escobar

02.março.2011 15:49:19

PESQUISAS COM ANIMAIS

FOTO: PAULO VITOR/AE

.

Hoje vou escrever sobre aquele que é, talvez, o tema mais delicado e mais polêmico no campo da bioética e do relacionamento da sociedade com a ciência de uma forma geral: as pesquisas com animais.

Ninguém gosta de ver imagens como esta aí de cima. Eu também não gosto. Mas o fato é que, sem as pesquisas com animais, a medicina moderna simplesmente não existiria. Todos os remédios que você, ou qualquer pessoa que você ama, já tomou na vida foi desenvolvido com base em pesquisas com animais. Garantido. (Ressaltando aqui que estou me referindo a medicamentos comprovados e não aos chazinhos da vovó para dor de barriga ou às ervas medicinais que você compra na feira.)

Da mais simples aspirina ao mais moderno antidepressivo ou quimioterápico, tudo passou por animais antes de chegar ao homem. Nenhuma das terapias contra o câncer, nenhuma das drogas antiaids, dos antihipertensivos ou redutores de colesterol … nem um simples colírio existiria hoje sem a experimentação animal.

O mesmo vale para vacinas e procedimentos médicos e cirúrgicos. Tudo precisou ser testado primeiro em animais para saber: 1) se funciona 2) se é seguro, e 3) qual a dosagem ideal, ou técnica ideal, etc. Em alguns casos é possível partir diretamente para testes clínicos em seres humanos, mas são casos excepcionais — em que se está tentando melhorar o uso de uma droga já existente, por exemplo.  Nenhuma autoridade séria vai autorizar um teste em seres humanos de algo que não tenha sido testado em animais antes. Primeiro porque seria extremamente arriscado e antiético. Segundo, porque sem as pesquisas com animais você nem saberia o que testar nas pessoas para começo de conversa. (Para cada medicamento que você compra na farmácia, pode ter certeza de que algumas dezenas, centenas ou até milhares de compostos foram testados, até chegar a um que realmente funciona.)

Por mais incômodo que isso possa ser para a nossa consciência, portanto, o fato é que devemos muito da nossa qualidade de vida hoje às pesquisas com animais. Imagine um mundo sem vacinas, sem farmácias e com a medicina limitada ao que se praticava 100 ou 200 anos atrás … A raça humana não seria extinta, mas a vida certamente seria muito mais sofrida (como era 100 ou 200 anos atrás, e ainda é, do ponto de vista da saúde, em muitos lugares onde a população não têm acesso a medicamentos modernos e serviços públicos de qualidade).

A primeira consideração que precisa ser feita nesse debate, portanto, é a seguinte: Seria melhor não ter de fazer experimentos com animais? Sim, sem dúvida! Mas qual o preço disso? Estamos dispostos a pagar com vidas humanas para evitar o sacrifício de ratos e camundongos?

Ser contra pesquisas com animais é negar todos os benefícios conquistados pela ciência aplicada à medicina. Sem o uso de animais, a única alternativa em grande escala é fazer experimentos diretamente em seres humanos … ou simplesmente parar de pesquisar. E, para ser fiel às suas convicções, nunca mais usar qualquer tipo de medicamento industrializado. Nem vacinar seus filhos. E se tiver câncer, sinto muito, vai ter de se virar com o chazinho da vovó.

Dito isso, é preciso fazer um esclarecimento importante: Ser a favor das pesquisas com animais não significa ser a favor de maus tratos ou indeferente ao sacrifício dos animais que são usados nessas pesquisas. De maneira alguma! Eu conheço vários pesquisadores que preferem não trabalhar com animais porque não se sentem à vontade com isso, apesar de reconhecerem a necessidade e a importância desse trabalho.

Também não significa que os cientistas devem ter liberdade total para fazer o que bem quiserem com animais. Todos os países que fazem pesquisa científica séria, incluindo o Brasil, possuem legislações específicas que regulamentam o uso de animais em laboratório. Todas as instituições de pesquisa são obrigadas a ter comitês de ética multidisciplinares, incumbidos de avaliar e aprovar (ou não) todo e qualquer projeto de pesquisa envolvendo o uso de animais. Há várias regras que precisam ser seguidas. A mais básica delas é que os animais devem ser tratados com respeito e o sofrimento deles, minimizado ao máximo. Todos os procedimentos devem ser feitos da forma mais indolor possível, com o uso de sedativos. O pesquisador precisa provar que seu estudo é relevante e que o uso dos animais é imprescindível para a sua realização. E deve sempre usar o menor número de animais possível. Cabe às instituições, às autoridades e aos próprios cientistas fiscalizar o cumprimento dessas regras, denunciar e punir aqueles que as violarem.

Claro que sempre vai haver aqueles que cometem abusos. De uma forma geral, porém, é um tema levado muito a sério pela comunidade científica. Ninguém tem prazer em fazer pesquisa com animais. Faz-se porque não há alternativa.

Em alguns casos, sim, é possível fazer apenas experimentos in vitro ou simulações em computador. Mas, na maioria das pesquisas biomédicas, não tem jeito … nenhuma cultura de células ou programa de computador consegue simular o funcionamento de um organismo inteiro, com a complexidade de seus órgãos, tecidos, e suas milhares e milhares de moléculas interagindo umas com as outras em tempo real a todo momento. Nenhuma cultura de células consegue imitar isso. É muito comum uma droga ou técnica funcionar in vitro, mas não funcionar in vivo. Sem explicação. E quem aqui gostaria de ser operado por um médico que só treinou com bonecos de plástico na faculdade?

Ou usamos “modelos animais” (que é o termo científico correto), ou fazemos experimentação direta em seres humanos. Ou paramos de pesquisar. São essas as opções.

Mas por que estou me arriscando nesse assunto agora? Enfiando a mão nesse vespeiro bioético?

A revista Nature publicou na semana passada os resultados de uma pesquisa com quase 1 mil cientistas da área biomédica (biologia aplicada à medicina), perguntando sobre a influência que os grupos militantes de defesa dos animais tiveram sobre suas pesquisas nos últimos anos. Muitos pesquisadores sofrem ameças e são vítimas de atentados por parte de ativistas radicais, que são contra suas pesquisas. Nos casos mais graves, cientistas já foram agredidos fisicamente e tiveram suas casas e laboratórios depredados.

Mais de 90% dos entrevistados pela Nature concordaram que as pesquisas com animais são essenciais para o avanço da ciência e da medicina. Mas veja só: 33% reconheceram ter “preocupações éticas” sobre o uso de animais em suas pesquisas. Isso, a meu ver, é algo extremamente positivo. Pois mostra que os cientistas realmente levam isso a sério e se preocupam com o que estão fazendo com os animais. Não são indiferentes.

Acho que a discussão, portanto, não pode ser polarizada entre simplesmente “contra ou a favor”. Devemos, sim, buscar alternativas, regulamentar e reduzir ao máximo o uso de animais. Mas não podemos escapar do fato de que nossa sobrevivência depende, ainda, em grande parte, do sacrifício deles.

Abraços a todos.

(Uma última observação: Por favor apaguem de suas memórias aquelas imagens aterrorizantes de macacos com a cabeça aberta e outros animais sendo “torturados” em jaulas … São imagens de casos absurdos, em geral antigas, tiradas não se sabe aonde, que não representam de maneira nenhuma o que se passa no dia a dia dos laboratórios. Como eu disse, infelizmente, sempre haverá aqueles que desrespeitam as regras e cometem abusos, e devem ser severamente punidos legalmente por isso. Mas não é disso que estamos falando aqui. Na foto acima do post, por exemplo, uma pesquisadora da UFRJ aplica uma injeção num rato para testar o potencial efeito terapêutico de uma proteína sobre lesões da medula espinhal. Para isso, a medula do rato teve de ser lesionada cirurgicamente, para simular o que ocorre nos seres humanos (por isso são chamados “modelos animais”). Esse é um exemplo típico do que ocorre nos laboratórios. Não há tortura. Os animais são tratados com respeito e o sofrimento é sempre o mínimo possível.)

comentários (63) | comente

  • A + A -
63 Comentários Comente também
  • 02/03/2011 - 16:18
    Enviado por: Thiago Serra

    Existe muito incentivo de órgãos reguladores para reduzir a necessidade de testes em animais, especialmente na UE.

    Os testes em animais não são tão necessários para a prospecção inicial de novas drogas se existem modelos teóricos adequados que descrevem o potencial de drogas similares e podem ser extrapolados com base em dados anteriores.

    Além disso, é altamente discutível o sacrifício de animais para um teste que já foi feito anteriormente cujos resultados sejam fiáveis.

    responder este comentário denunciar abuso

    • 26/10/2013 - 00:44
      Enviado por: Thiago

      Métodos teóricos são importantes porque diminuem muito o custo e os riscos dos testes em animais, assim como o reaproveitamente de pesquisas já feitas. No entanto, testes em animais ainda sim vão ser necessários, só que me menor escala e com mais precisão.

      E isso é muito bom. O benefício disso tanto é para a saúde do animal durante os testes quanto para o custo da pesquisa.

      responder este comentário denunciar abuso
  • 02/03/2011 - 18:08
    Enviado por: Lester

    Você escreveu o texto como se fosse imprescindível que o homem utilize os animais para criar medicamentos, o que não é verdade. Não acho antiético você utilizar seres humanos voluntários para testar medicamentos, antiético é você fazer em animais que não têm condições de fugir desse sofrimento. Escrever “…os procedimentos devem ser feitos da forma mais indolor possível ” é sofrível de ler!!!!

    Os remédios seriam criados e a medicina evoluiria sim sem sofrimento animal, só que numa velocidade muito mais lenta.
    Um dia todos nós vamos morrer, prolongar alguns anos da nossa vida a qualquer custo fazendo milhões de animais sofrerem por isso tem algum sentido??

    responder este comentário denunciar abuso

    • 02/03/2011 - 19:07
      Enviado por: Herton Escobar

      Olá Lester. Obrigado pelo comentário.
      As pesquisas com animais são, sim, imprescindíveis para o desenvolvimento de medicamentos (a grande maioria deles) e para o avanço das ciências biomédicas de uma forma geral. Ao dizer isso, porém, não significa que eu seja indiferente ao custo que isso traz para os animais que são usados nessas pesquisas, como apontei no meu artigo. É apenas uma constantação de que esses experimentos não são feitos à toa, por nada, e seria hipocrisia da nossa parte negar os benefícios que isso trouxe para a sociedade.

      Fazer experimentos diretamente em seres humanos é algo totalmente inviável. Não só do ponto de vista ético, mas também técnico e logístico. O processo de pesquisa científica que abastece a medicina de conhecimento exige a realização de experimentos em larga escala, com variações de protocolos, dosagnes, técnicas, repetições, padronizações … é algo extremamente complexo e trabalhoso. Não é à toa que um medicamento leva em média 10 anos de pesquisa para ficar pronto. Como é que vamos testar a toxicidade de um composto? Intoxicando pessoas? Como é que vamos estudar a evolução de determinados tipos de tumor, relacionados a mutações genéticas específicas? Gerando tumores nos pacientes?

      Infelizmente, para muitas coisas, ainda não podemos abrir mão dos modelos animais.

      responder este comentário denunciar abuso
    • 03/03/2011 - 10:36
      Enviado por: Paloma

      faz todo sentido que animais sofram para que humanos não tenham que sofrer e vivam mais e melhor. claro que faz!

      responder este comentário denunciar abuso
    • 03/03/2011 - 18:29
      Enviado por: Lester

      Herton,

      Obrigado pelas suas considerações, respeito o seu ponto de vista. Abs.

      responder este comentário denunciar abuso
    • 04/03/2011 - 18:18
      Enviado por: Cientista

      Então com certeza estamos frente a um individuo que nunca foi vacinado ou tomou um comprimido…parabéns pela sua preocupação em nao usar nenhum medicamento e “poupar” a vida de tantos “pobres” animais.

      Obrigado

      PS: Estou sendo ironico…

      responder este comentário denunciar abuso
  • 03/03/2011 - 10:55
    Enviado por: Hugo

    Olá, Herton. Entendo sua preocupação com relação a pesquisas com animais, mas não gostei da defesa que você fez. A impressão que ficou para mim é que você quer justificá-la de maneira utilitarista, e se esquivou do debate moral. E o debate moral é exatamente aquele que seus oponentes querem fazer: usar modelo animal ou é correto ou é errado. Se não há problema – visão com a qual concordo -, seria interessante apontar a base filosófica que sustenta ou dá respaldo: Platão, Aristóteles, Hipócrates, filosofia cristã, São Tomás de Aquino, Santo Agostinho, Darwin, etc. Se há problema, qual a base filosófica que dá respaldo aos que se opõe (hinduísmo, budismo, Confúcio, Darwin, Dawkins, sei lá eu). Dizer “fazemos, mas temos dó” não resolve muita coisa e lhe coloca numa posição defensiva que não me parece a mais correta. Há filosofia por trás disso. Se não houver alguma diferença substancial entre o homem e o “modelo animal”, como creio haver, nenhum experimento é justificado – e usar cobaias seria tão errado como os experimentos realizados pelos nazistas. Se há diferença, que seja dita. Quem se opõe sustenta que não somos melhores que os animais. E quem não se opõe, de alguma forma diz que temos algo a mais que nos dá esse direito, que certamente trás consigo uma série de responsabilidade. No fim, é sempre um debate entre dois modelos de civilização. E acho errado fingir que não o seja.

    responder este comentário denunciar abuso

    • 26/10/2013 - 01:13
      Enviado por: Thiago

      Sabe que eu concordo que temos este direito mas não sou capaz de apontar uma base filosófica para justificar. Não estou dizendo que ela não exista, mas sim que eu não tenho conhecimento para isso. Eu sou a favor das pesquisas, mas a idéia de causar sofrimento a animais incomoda, realmente causa dó, isso porque faz parte da nossa natureza a empatia e o “acarinhamento” a outras espécies, o que não significa de maneira nenhuma que algo não nos dá o direito de fazer o que fazemos.
      Além disso, supondo que temos a mesma importância que qualquer outro animal, ainda sim isso não nos tira o direito de fazer testes. Afinal, este debate ético e moral é característica unicamente humana, assim como a idéia de bem estar da nossa espécie. Na luta pela sobrevivência, os outros animais não se preocupam com questões éticas, morais, com o bem de suas espécies ou com o bem das outras. Eles tão somente lutam pelo bem estar de si mesmos ou do grupo onde vivem, mesmo que seja ao custo da vida de outros. Portanto, é natural que lutemos pelo bem estar de nós mesmos e é humano que lutemos pelo bem estar de nossa espécie. Isso, com todos os recursos que temos disponíveis.
      Tendo pontuado isso, acho que fica claro uma coisa: a importância moral das espécies é um atributo meramente humano, que nós inventamos e estabelecemos, e é novamente natural que segundo esta invenção nossa sejamos mais importantes que outras espécies. Isso é apenas um mecanismo para manter nosso bem-estar e o bem-estar das pessoas de nosso “bando”. O bem da humanidade é apenas uma extensão deste instinto em uma proporção que faz jus à nossa capacidade.
      Agora, voltando ao ponto da empatia e da “acarinhamento”… Tudo isso não justifica parar com teste em animais, apenas aprimorar nossos métodos para tornar estas ações mais acertivas e menos dolorosas.

      responder este comentário denunciar abuso
  • 03/03/2011 - 11:22
    Enviado por: Betto

    Todo psicopata deve ter e mesma opinião da Paloma, rss. Pois na infância eles (psicopatas) fazem testes, colocando fogo, estirpando partes e etc.
    Como animais que também o somos deveriamos ter o mesmo princípio quem estiver a vontade que se coloque como cobaia.
    O que ninguém comenta é o avanço da medicina ocorrido durante a segunda guerra com os “testes” feitos com o judeos.
    Ética é sempre “ponto de vista”, para cada um que você pergunta é uma visão diferente. Se o seu filho depende desse tipo de experimento ou drogra a ser desenvolvida utilizando esses princípio e natural você achar ético.

    responder este comentário denunciar abuso

    • 26/10/2013 - 01:23
      Enviado por: Thiago

      Não ataque a Paloma só porque ela tem uma opinião diferente da sua, não é assim que se constrói um debate.
      Além disso, se todos que necessitam de remédios testados em animais fossem a favor dos testes, qualquer pessoa que já tenha usado um remédio seria a favor.
      Mas concordo com vc que ética. Ela foi evoluindo junto com a evolução da sociedade. Talvez um dia os testes em animais acabem, o que seria muito bom. Mas isso só vai acontecer quando isso não atrapalhar o avanço da ciência e da humanidade.

      responder este comentário denunciar abuso
  • 03/03/2011 - 12:40
    Enviado por: Alice

    Obrigada, Herton, por uma reportagem bem ponderada sobre o assunto, necessária para criar na população geral o reconhecimento da importância desse tipo de Ciência.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 03/03/2011 - 14:01
    Enviado por: Cecilia

    Acho que 33% é um número ruim, pois diz que msnos da metade dos cientistas têm preocupações éticas em suas pesquisas com animais. Você escreveu no texto que isso é algo muito positivo, mas eu achei assustador.
    Falando de UFRJ, o uso de animais nesta universidade é abusivo, e quem estudou e andou pelos corredores das faculdades de Biologia e Medicina sabe. Há uma pesquisadora que mantém, ilegalmente, um canil com animais abandonados em condições deprimentes para testar sua pesquisa contra a Leishmaniose, mas o canil não fica imune à entrada de mosquitos (vetor do protozoário), então a pesquisa está furada e os cães, vivendo em condições miseráveis, estão sendo sacrificados à toa. O mundo científico, principalmente nas Universidades brasileiras, pode ser bem mais feio, se você está envolvido entende o que quero dizer. É triste. Não tem nada de positivo o uso de animais do jeito que é feito aqui.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 03/03/2011 - 14:08
    Enviado por: Cecilia

    Último comentário: o autor do texto insiste em afirmar que testar em humanos seria “inviável do ponto de vista ético”. Então testar em animais é ético? Ora, mas este é o ponto. O filósofo Peter Singer elaborou o termo especismo para se referir à atitude preconceituosa de se referir aos animais não-humanos como inferiores porque pertencem a outras espécies, assim como a atitude discriminatória com relaççao a pessoas de outras etnias/raças/religiões (racismo) e a pessoas de outro sexo (sexismo). Dar a entender que a ética para os animais é diferente da ética usada para tratar a vida humana é simplesmente especismo. Nada fundamenta que é menos antiético usar animais em pesquisas (muitas sim, cruéis, como se vê todo dia em dezenas de investigações cujos resultados se vê até no YouTube) do que humanos. A defesa o texto foi extremamente mal pensada.

    responder este comentário denunciar abuso

    • 03/03/2011 - 16:12
      Enviado por: drmfav

      Cecília.
      Então vc acha que tirar a vida de um animal é eticamente semelhante ao tirar a vida de seres humanos? Porque vc afirmou que seria especismo achar diferença entre testagem em animais e em seres humanos, que a ética deveria ser a mesma.
      Se vc acha isso, espero que tenha ciência de que vc deveria se despir, ir morar em um lugar ermo, sem nenhuma benfeitoria da ciência. Viver exclusivamente de vegetais (o que é antinatural, de acordo com nossa biologia), jogar fora todas as medicações, não deve vacinar nem medicar seus filhos. Enfim, viver como vivíamos há cerca de 5000 anos.
      Vc se vacinou? Ah, mas eu era pequena e foi minha mãe quem vacinou. Tá bom, mas e se vc viajar para a região Norte, na Amazônia? Vc não vai tomar a vacina da febre amarela? E se pegar malária? Vai ficar doente e esperar que a natureza siga seu curso? E se tiver um câncer de mama (infelizmente isso vai acontecer em uma a cada dez mulhers)? Vai simplesmente esperar morrer, porque ser operada com uma técnica que foi desenvolvida em animais, seria antiético e contra os seus princípios?
      Acho que o Herton foi brilhante na sua matéria. Explicou e argumentou com precisão e brilhantismo. Mas… o fanatismo é a pior das doenças, inclusive nesta questão dos protetores de animais. Que sejam moderados, fiscalizem, apontem onde há abusos e exijam punição para os culpados, mas falar em especismo nessa conjuntura…é demais!

      responder este comentário denunciar abuso
    • 03/03/2011 - 23:04
      Enviado por: Hugo

      Peter Singer? Aquele que advoga o direito dos pais matarem seus recém-nascidos por qualquer motivo? Não me parece uma boa companhia, quanto mais um exemplo em assuntos filosóficos.

      responder este comentário denunciar abuso
  • 03/03/2011 - 16:22
    Enviado por: Lester

    Cecília, Betto e Hugo, concordo com o ponto de vista de vocês. A questão de definir o que é ético depende muito de como nos enxergamos. Os que partem do princípio que todos os animais têm direito a uma vida digna são contra experimentos e muitos acabam seguindo a linha do vegetarianismo; já os que julgam outros animais como espécies inferiores acham aceitável o sacrifício desses animais em forma de contribuição para uma vida melhor dos seres humanos.
    A frase “Se os matadouros tivessem paredes de vidro, todos seriam vegetarianos” também poderia ser adaptada para os testes com animais. Por estarem demasiadamente acostumados com o sacrificio dos animais os cientistas não os enxergam como seres vivos, mas sim como um instrumento de conquista de benefícios para a raça humana. E isso deve trazer enormes sofrimentos para esses animais.

    Entendo que qualquer pai vendo um filho morrer utilizaria de todos os meios possíveis para evitar a perda, mas estamos falando aqui de longo prazo, ética para avançar na medicina e não um ato desesperado.

    Faço a seguinte analogia sobre tudo que estamos discutindo: Se nos deparássemos com um lugar, desconectado do mundo moderno, aonde milhares de pessoas estivessem acorrentadas produzindo benefícios, esgoto, alimentação e permitindo que uma imensa maioria pudesse ter de melhores condições de vida, não teríamos a mesma polêmica em jogo? Não teríamos pessoas que considerariam fundamental aquele serviço, que salvava as crianças das doenças, etc e tal, e teríamos as outras que considerariam que aquelas pessoas não deveriam sofrer para o bem estar das outras??

    Comentário para drmfav:
    Achei o seu comentário bem mais radical que o dela. Nós não estaríamos na idade da pedra sem os animais, mas certamente teríamos muito menos remédios e uma taxa de mortalidade e expectativa de vida muito inferior a atual. Os remédios seriam sim criados, mas demorariam muitos anos a mais do que hoje para serem desenvolvidos. Volto a argumentar que justificar a morte de animais para prolongar nossa expectativa de vida (morreremos de qqer jeito) é muito questionável.

    responder este comentário denunciar abuso

    • 03/03/2011 - 16:41
      Enviado por: drmfav

      Não foi radicalismo. Foi ironia.

      responder este comentário denunciar abuso
    • 03/03/2011 - 16:48
      Enviado por: drmfav

      Só complementando…
      Vc questiona o sacrifício de animais para aumentar a expectativa de vida dos humanos.
      Ora, uma coisa é aumentar a expectativa de vida de, sei lá, 80 para 82 anos.
      Outra coisa é vc pegar a expectativa de vida afegã, de 42 anos, e comparar com a expectativa de vida da Noruega, de 82 anos. Não acho que 40 anos sejam questionáveis. Se seu filho de 20 anos tem uma leucemia, vc pode tratá-lo e, se ele ficar curado, vir a morrer aos 80 anos, ou vc pode não fazer nada e deixar ele morrer aos 20 anos. Eu tb não acho isso questionável.
      Eu certamente trataria o meu filho. E tb o seu, se me fosse dado esta opção.

      responder este comentário denunciar abuso
  • 03/03/2011 - 16:34
    Enviado por: fabio de sousa

    Sou totalmente contra essse tipo de pesquisa.
    Acho que na vida TUDO TEM UMA SOLUÇÃO. PARA TUDO TEM UMA SAÍDA. Ainda não sei qual a melhor solução para testarmos novos medicamentos sem ser em animais, mas tenho certeza que o homem um dia ainda irá descobrir.

    “Esse é um exemplo típico do que ocorre nos laboratórios. Não há tortura. Os animais são tratados com respeito e o sofrimento é sempre o mínimo possível.)”

    Por menor que o sofrimento seja o mínimo possivel como voce diz nunca deixará de ser um sofrimento.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 03/03/2011 - 18:24
    Enviado por: Tetsuo Shimura

    Herton em que vespeiro você enfiou as mãos! Se fugir o bicho pega, se ficar o bicho come.

    Não sou biólogo, médico e tampouco milito na saúde, mas confesso que é um tema complicado porque se um jacaré devorar uma pessoa, diremos que foi fatalidade e, é lógico desde que a devorada não seja nossa mãe, mulher ou filha de dois meses de idade; se devoramos um jacaré da natureza (devem existir criatórios para consumo humano), além de enfrentar problemas com o IBAMA seremos taxados disto e daquilo. Por semelhança, gostei de uma definição sobre cação colocada na web; quando comemos é cação, quando nos comem é tubarão.

    Não sei se na agropecuária moderna se adotam procedimentos “éticos e humanos”, mas bovinos, suínos e outros animais machos que não têm pedigree e, portanto não tem sêmem valorizados e são destinados ao abate, sofrem a castração mecânica onde após uma profilaxia básica o homem faz uso de um instrumento semelhante a uma turquesa e extirpa os testículos do animal e para evitar infecção é aplicado algo como uma salmoura.

    Bem longe das fazendas e numa bela reunião de família, de preferência numa churrascaria, degustamos picanhas, maminhas, costelas acompanhados de uma bela taça de vinho. Em SP é tradição nas quartas-feira e aos sábado degustar aquela deliciosa feijoada e mesmo que o feijão preto seja proveniente da China os pertences suínos ainda são nossos. Com um pouco mais de frequência consumimos um misto quente ou enroladinhos com um delicioso presunto e queijo.

    Seria até educativo que o jornal ou ao vivo pela TV, mostrasse sem disfarces ou atitudes previamente elaboradas para fins do “ecologicamente e eticamente correto”, o abate das aves que nos oferecem os saborosos frangos assado, frango a passarinho etc. Não tenho provas, mas já ouvi comentários que os pescadores catarinenses capturam taínhas, abrem a barriga das fêmeas para extração das ovas e em seguida as devolvem para o mar um peixe já estressado e com pouquíssimas chances de vida; tudo isto porque as ovas tem grande aceitação na culinária italiana e japonesa, portanto, valem muitos euros ou yienes e, exporta é que importa.

    Qualquer leitor já comprou um maço de couves (na feijoada vai muito bem) no supermercado e chegando a casa, se colocar numa vasilha com água o vegetal recupera o viço sinalizando que está viva. Então, em seguida pegamos a coisa viva e retalhamos com a faca e em seguida colocamos numa frigideira quente com um fio de azeite e refogamos. Com uma pitada de sal, pimenta do reino e alho frito é uma delícia.

    Até para os vegan ou exclusivamente vegetariamos, seria interessante saber que em pesquisas de laboratório os vegetais sinalizam eletricamente as agressões sofridas ou podem ser “dopadas” em ambiente com éter. Resta-nos, pois, somente consumirmos sopas de pedras (que na fábula nada tinha de pedra) e esperar que nenhum pesquisador nos diga que granitos ou mármores manifestam “dores” quando serradas e imersas em água fervente.

    Voltando aos animais ou como queiram os imbuídos de ética, modelos de laboratórios, acho seu uso perfeitamente lícito uma vez que raramente deve se encontrar nos laboratórios de pesquisas um cientista monstro e mutilador.

    Finalmente, como o topo da hierarquia ecológica e lembrando que Deus nos fez a sua imagem e semelhança, somos os predadores de tudo e de todos (sem discutir teologia, mas leiam em Genesis).

    responder este comentário denunciar abuso

    • 04/03/2011 - 17:11
      Enviado por: Úrsula

      Não se trata de se estar vivo, meu caro. Bactérias, protozoários, fungos, plantas, animais, TODOS eles, são seres vivos.
      Há algum bisturi aí por perto? Sugiro que o use para abrir a tal couve a procura de um sistema nervoso organizado que lhe permita sentir dor ou medo. Se encontrar, avise, por favor.

      Herton, não seja ingênuo! Se 99% do dinheiro investido em pesquisa, é investido em pesquisa animal, 99% dos resultados serão fruto do uso de animais na pesquisa, dando a falsa impressão de que eles são imprescindíveis, quando não são. Modelos computacionais e cultura in vitro é só a ponta do há e do que ainda pode ser desenvolvido. A ética não se divide em Ética Humana e Ética Animal. Ela é UMA e não muda porque queremos ou precisamos.

      responder este comentário denunciar abuso
  • 03/03/2011 - 18:30
    Enviado por: Carla Levon

    Existe uma parte da ética que já se tornou universal, bem assentada, por exemplo: o modelo econômico da escravidão humana é antiético e ninguém mais discute isso. Existem questões éticas, porém, que ainda estão em aberto, como essa que Herton propos.
    Porque ainda não chegamos a um consenso em muitas questões?
    Baseada na filosofia do brasileiro Cortellla, eu me arriscaria a dizer que isto se deve ao fato de a ética lidar com ações humanas que se contrapõem:
    O que eu quero nem sempre é o que eu devo. O que eu preciso ou posso também não.
    Eu quero encontrar a cura de doenças humanas sem ter que, para isso, sacrificar animais. Mas, ainda não posso; não tenho essa capacidade.
    Pronto, dilema ético!

    As nossas decisões, analisadas de uma perspectiva ética, serão, quase sempre, um balanceamento entre essas ações, ponderado pelo nosso amadurecimento em estabelecer o que é o “certo” e o que é “errado”.

    Nessa “balança ética”, o objetivo é minimizar o que (hoje) consideramos errado.
    Eliminar, se possível.

    Assim, hoje não temos ainda a capacidade de eliminar a pesquisa com animais, mas temos uma bem maior conscientização (do que tínhamos no passado), de que devemos minimizar ao máximo o sofrimento deles; e é nesse sentido que devemos atuar.

    Progredimos éticamente, mas o dilema ainda existe porque não adquirimos a capacidade.

    Vamos buscá-la, então.

    responder este comentário denunciar abuso

    • 04/03/2011 - 15:55
      Enviado por: Lester

      Carla,

      Excelente ponto de vista. Duro de encarar, mas bem realista. Sei que estou numa retórica utópica, mas alguns de nós têm que pensar dessa forma para ajudar na mudança da balança de valores. Abs.

      responder este comentário denunciar abuso
    • 05/03/2011 - 16:53
      Enviado por: Carla Levon

      Lester, frente aos avanços da tecnologia, não considero sua retórica utópica, não.
      Acho importante a luta para manter viva a preocupação com todo o sistema que nos rodeia: vivo ou não vivo, material e imaterial.

      Quando achamos que determinada situação não pode ser melhorada, encontramos o nosso ponto de estagnação.
      O futuro provavelmente vai trazer um cenário em que esses meios de experimentação poderão ser abandonados.
      As inquietações e questionamentos do que hoje é estabelecido como normal, é que geram as revoluções, inclusive as tecnológicas, criando um mundo melhor.

      E a origem dessas discussões pode ser de caráter ético, humanista, mas acaba por compelir a produção de soluções científicas e de engenharia impensáveis para determinada época da humanidade.

      responder este comentário denunciar abuso
  • 03/03/2011 - 19:46
    Enviado por: Henrique Delana

    Gente sou biologo acho normal tudo isso… vamos evoluir

    responder este comentário denunciar abuso

    • 04/03/2011 - 17:31
      Enviado por: Úrsula

      Muitos acham normal ver pessoas dormindo nas calçadas, se alimentando de lixo; outras, nem vêem mais. É tudo uma questão de costume e, filosoficamente, esse é o pior dos males.

      responder este comentário denunciar abuso
  • 04/03/2011 - 16:27
    Enviado por: Vegan Man

    Se podemos ser cruéis com os animais, podemos tambem ser crueis com os seres humanos. Simples assim….. Utilizemos a população carcerária para testes com medicamentos, procedimentos cirurgicos e outros……

    Dói ler o que eu escrevi, não é o que eu penso….. Mas serve para um exercício simples…. Substituam a expressão “população carcerária” por “bois, porcos, frangos e peixes”. Estão com peninha dos animais de laboratório enquanto saboreiam bifes e mcdonalds…… Hipocrisia fede !!!!!!!

    responder este comentário denunciar abuso

  • 04/03/2011 - 21:44
    Enviado por: Carolina

    Bem, já que o que se enfatiza é experimentos para aliviar ou até mesmo salvar a vida de seres humanos. por que não tornamos a experiência o mais real possível? Que tal fazer experimentos em maus elementos? Esses que matam, estupram, roubam, sequestram, agridem, etc? Aqueles que os DIREITOS HUMANOS tanto defendem, que comem e bebem às nossas custas, os quais temos que trabalhar para sustentar, mesmo depois de fihos, pais, netos, irmãos serem destruidos? Acho que a experiência ficaria bem mais próxima para simular uma cura, não acha?

    responder este comentário denunciar abuso

  • 06/03/2011 - 00:48
    Enviado por: B'Hengler

    Claro que temos que usar animais, não tem outro jeito…

    Só um pequeno adendo, agrotóxicos também são testados utiliando-se animais para saber qual a quantidade máxima de resíduo que podem ficar nos alimentos e
    qual o grau de segurança do produto (cancerígeno, acumulativo no organismo, mutagênico, etc)…

    responder este comentário denunciar abuso

  • 06/03/2011 - 11:58
    Enviado por: Felipe Mendes

    Quantos exageros.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 07/03/2011 - 11:52
    Enviado por: Gustavo Dorota

    Herton Escobar,
    Parabéns pelo seu texto, com bastante base técnica e sério.
    Tenho apenas 1 comentário: não é muito egoísta considerar o homem mais importante que qualquer outro ser vivo?
    Quem definiu que o ser humano deve ter preferência de vida sobre qualquer outro ser? Isso porque, pelo seu texto, os testes em animais são feitos para, geralmente, exclusivo benefício humano.
    É triste saber que seu ponto de vista é compartilhado pela maioria das pessoas.
    No meu entender, somos talvez o mais recente e o mais degradante ser vivo na Terra. Merecemos, portanto, este privilégio (e controle) da vida alheia?
    Gustavo.

    responder este comentário denunciar abuso

    • 07/03/2011 - 16:31
      Enviado por: Herton Escobar

      Ola Gustavo. Obrigado pelo comentario.
      (Obs: estou escrevendo em um teclado estrangeiro, sem acentos…)

      Se voce der uma olhada no blog de uma forma geral vai ver que eu admiro e dou um valor imenso a todas as formas de vida deste planeta, incluindo os ratos e camundongos. E que concordo 100% com voce quando diz que o ser humano e a especie mais destrutiva deste planeta. Mas isso nao significa, claro, que eu deseje a extincao da minha propria especie. Nao me agrada a ideia de ter de usar animais em pesquisa, mas, entre sacrificar seres humanos (bloqueando o avanco da medicina) e sacrificar camundongos, prefiro sacrificar camundongos. Sei que soa cruel dizer isso, mas e um fato com o qual precisamos nos defrontar. Se minha mae um dia tiver um cancer ou coisa parecida, e para desenvolver uma cura para esse cancer seja preciso fazer experimentos em animais, eu estou disposto a aceitar isso … e duvido que alguem deixaria sua mae morrer para poupar a vida de algumas dezenas (ou ate centenas) de camundongos.

      Entao, nao e que eu nao de valor a vida dos outros animais. Mas eu dou mais valor a vida dos seres humanos … porque eu sou um ser humano! Podemos chamar isso de egoismo. Podemos chamar isso de preservacao da especie.

      Apenas uma reflexao.
      Abracos

      responder este comentário denunciar abuso
  • 08/03/2011 - 11:16
    Enviado por: Carla Levon

    Gostaria de ressaltar dois pontos:

    1º) não me surpreenderia a facilidade com que trocariam seus pontos de vista (tão radicalmente defendidos) aqueles que:
    a) são contra as pesquisas, e fosse a vida de sua mãe ou filho a depender de um ensaio assim;
    b) são a favor, e seu bicho de estimação predileto, seu mascote, fosse requisitado para ser uma cobaia.

    As opiniões radicais, que não dão brecha a uma conversação, são muito cômodas (porque não precisam ouvir mais ninguém) ou são voláteis (como exemplificado acima).

    2º) É muito cômodo a pessoa assumir uma posição radical com relação a um problema que está longe da sua realidade. É tão simples dizer:
    - Sou a favor das pesquisas, e daí que alguns animais morrem?
    Ou:
    - Sou contra as pesquisas, e daí que alguns seres humanos vão morrer?

    Olhando de uma perspectiva menos dualista, menos maniqueísta e simplista, a proposta é que ambos os lados precisam ser ouvidos.

    E, sejamos sinceros: todos nós, em uma medida ou outra, convivemos com os erros (nossos e dos outros).
    Então, o cerne da questão é:

    Qual parcela do que é “errado” nós convivemos por INÉRCIA, por inação, e qual parcela por ser INEVITÁVEL? (inevitável devido à nossa incapacidade de mudá-la?)

    Acho que podemos reconhecer a nossa inércia quando nos radicalizamos em uma posição, sem considerar novas possibilidades, que nos levem a uma situação onde o dilema ético seja solucionado.

    De tudo que foi dito (no texto e nos comentários) eu vejo que, por enquanto é inevitável abandonarmos as pesquisas, sem um custo maior de vidas humanas.

    Mas estamos buscando outras soluções (não podemos nos conformar!) e essa busca incessante é que faz toda a diferença!
    Valeu, Herton, por levantar essas discussões, pois esse é o caminho!

    responder este comentário denunciar abuso

  • 09/03/2011 - 12:56
    Enviado por: Andrey

    O homem é a raça dominante, infelizmente acredita ter o poder sobre a vida e a morte dos outros seres. Todos nós aqui na terra temos o mesmo direito, animais não são meros objetos, o homem não tem direito de ter privilégios sobre outros animais. Aliás, o homem utilizou os da própria espécie como objetos, na época da escravatura, isto mostra o egoísmo e a maldade. Imagine só… se outra espécie fosse dominante o nos utilizasse como meros objetos…. Acho que não seria legal.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 12/03/2011 - 00:11
    Enviado por: Glúon

    .
    _______________________________
    .
    Em qual local foi batida a foto acima?
    .
    _______________________________
    .
    a) Butantan
    b) Fiocruz
    c) Vital Brazil
    d) Adolfo Lutz
    e) Enfermaria da Câmara
    .
    ______________________________
    .

    responder este comentário denunciar abuso

  • 03/04/2011 - 11:06
    Enviado por: Luiz Fernando Sobreiro

    Herton,
    Tenho foto de cães da raça beagles ingerindo fumaça de cigarro para testes em cancer de pulmão. Sua referência sobre fotos antigas é só sobre macacos? Estudantes de medicina abrindo animais sem nenhum processo de anestesia e depois fincando o bisturi na massa cardíaca para parar. Se vc tiver câncer, chazinho da vovó ou quimioterapia? Vc vai morrer com os dois!!! Quantos animais já morreram e seres humanos com esta doença??? Me fale sobre a talidomida. Foi exaustivamente testada nos ratos e causou vários problemas em fetos. Temos métodos substitutivos para todos. A Universidade Grande ABC não usa Vivissecção a 5 anos. Só não temos métodos que substituam a corrupção. Procure saber quanto custa um ratinho preparado para testes. Procure informações sobre o Biotério da UNICAMP. Os paises mais avançados estão proibindo esta tecnica o que pode levar o Brasil e se tornar o biotério do mundo. Produto feito na Corea e testado no Brasil só para evitar problemas que podem acontecer no mercado. Foi testado no Brasil. Precisamos de tantos remédios????
    Gostaria de saber se o jornal “O Estado de São Paulo” divulgaria a manifestação que acontecerá dia 16 de Abril com o nome de “Manifestação pela Vida. O Brasil sem Vivissecção e Experiências em animais”
    Abraços,
    Luiz Fernando (Juka)

    responder este comentário denunciar abuso

  • 10/06/2011 - 14:10
    Enviado por: jessica b.p

    adoro animais….

    responder este comentário denunciar abuso

  • 21/08/2011 - 17:43
    Enviado por: ingrede

    os animais foram muitos importante e sera para que por meios deles nos seres humamos possa encontras maneiras de cura ,mais eles nao deixem de ser seres vivos que se teste der errado pagara com a sua vida

    responder este comentário denunciar abuso

  • 21/09/2011 - 10:39
    Enviado por: Joe

    Gente… A quantidade de falácias de falso dualismo por aqui é gritante.

    O texto mais engraçado foi o Tetsuo Shimura ali dizendo que as plantas “sinalizam a agressão” como se tivessem nociceptores e enviassem impulsos nervosos para o componente aferente sistema nervoso central VEGETAL como resposta dolorosa. A “solução”: Tomar “sopa de pedra” e menciona a bíblia (!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!) no final.

    Herton, o modelo de pesquisas com animais está fadado. É um paradigma empregado para pesquisas do século passado. Citar que a maioria dos remédios comercializados foram frutos de tais pesquisas em contraste aos “chás da vovó” é outra falácia aberrante, outro falso dualismo e o declive escorregadio de pensar que, do contrário, não haveria outra forma para fazê-lo. Nem um “simples colírio”? O parágrafo final, do “apague as cenas de tortura da sua mente”… Amigo? Revisionismo? Então vamos “apagar” o Holocausto, as pesquisas clássicas da Psicobiologia onde os animais eram torturados para gerar dados relacionados com depressão e ansiedade… O que houve com a idéia de aprender com a História para buscar um futuro melhor? Seguindo essa linha de raciocínio, vamos “apagar” todos os horrores das guerras que os EUA engendraram com diversas nações por tanto tempo em nome do benefício tecnológico gerado pela indústria bélica. Começando pela internet! Então sem guerra, JAMAIS estaríamos usando esse meio de comunicação? Percebeu o absurdo da minha afirmação? Foi o que você usou.

    Por favor, páre com esse argumento de apelo emocional de que “se um parente ficasse doente eu teria de recorrer aos remédios que só foram desenvolvidos graças às pesquisas com animais”. Essa é uma afirmação falaciosa que sustenta um modelo antigo e lacunoso. Não pelo problema de ser antigo, que por si só não é problema, mas deriva de uma civilização antropocêntrica e especista, praticamente patriarcal. Hoje podemos executar uma série de pesquisas empregando-se de simulações computacionais e modelos matemáticos. O caso da talidomida é um exemplo de que, no caso da indústria farmacêutica, a dinâmica de um fármaco é muito específica não só de acordo com a espécie animal em questão, mas também confronta o princípio da individualidade, da reação única que cada indivíduo apresenta. Testar drogas em roedores, símios, suínos ou outros mamíferos é um modelo que produziu as drogas no passado e não deve ser mais usado para produzir as NOVAS. É claro que eu usaria as substâncias disponíveis no mercado para curar quem quer que fosse. Elas já estão aí! É claro que, voltando ao exemplo da guerra, eu vou usar internet. Não usá-la, seria o emprego de uma falácia genética – “Ah, as guerras deram origem à internet, então é errado usá-la” ou “A energia atômica gerou tanta desgraça, então não devemos usá-la.” E atacar quem usa é um apelo à hipocrisia (Tu quoque). Mas isso não me dá livre passe para CONTINUAR aprovando quem troca o verdadeiro pelo útil.

    Concluindo: Peixes, anfíbios, aves e mamíferos são tão sencientes quanto nós humanos. O ato de matá-los ou não, por qualquer motivo que seja, incluindo até mesmo o ato de matar outro ser humano, é uma questão que depende do lugar, da época e das circunstâncias. O ser humano já precisou caçar animais selvagens para sobreviver. Mas precisamos disso HOJE? O ser humano dominou diversas técnicas de produção de animais de corte, mas precisamos fazê-lo hoje, em comparação às técnicas de agricultura e os conhecimentos de nutrição que temos atualmente? Ainda precisamos favorecer a vida do macaco humano em detrimento dos outros animais? Minha resposta é um sonoro não. Quanto ao problema da logística que você usou – Faz sentido, é a barreira mais sólida – os modelos matemáticos e as simulações computacionais são soluções viáveis, do aspecto estatístico, assim como testes in vitro e até mesmo o voluntariado para os testes finais de uma droga, o que já acontece. Não se precisa mais de um valor de “N” tão grande para se encontrar diferenças significativas entre um princípio ativo e um placebo. O paradigma de obrigatoriamente testar in vivo para se analisar a reação sistêmica ou de provocar lesões em um órgão de um indivíduo perfeitamente saudável para estudar sua função a partir da falta que ele faz, é ultrapassado. Não precisamos mais disso. É imoral e eticamente condenável nos dias atuais. Ter sido necessário não o protege de críticas. Ser útil não implica em estar certo.

    Obrigado.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 22/09/2011 - 00:19
    Enviado por: Christian Spoto

    Vários medicamendos quase foram para o lixo por não funcionarem em animais mas funcionarem em humanos – entre eles a penicilina.

    Se podemos tirar a Vida, não importa a espécie (humana ou outra), esta é a questão. Se precisar ser mais lento, que seja então.

    Por que quebrar a medula de um rato? Se dezenas de cachorros são atropelados todos os dias e precisam disto?

    Sou 100% contra qualquer experiência com animais (incluindo a espécie humana) sadios. Porém acho correto testar com animais (incluindo humanos) que precisem de um tratamento que não tenha cura conhecida.

    Não é dificil entender os motivos que exponho. E tenho certeza que a velocidade do progresso não diminuiria, a não ser no curtíssimo prazo em que a infra estrutura de comunicação e registro daqueles que “estiverem desenganados”.

    E volto a repitir a utilização de animais é um modelo falso – Sabin mesmo disse que se não tivesse testado em animais teria descoberto a vacina da Pólio uns 10 anos antes, pois o que funcionou no animal humano, não funiconou em outras espécies.

    responder este comentário denunciar abuso

    • 22/09/2011 - 19:54
      Enviado por: Joe

      Exato! Matou outro ponto na mosca! O aspecto da ESPECIFICIDADE dos fármacos. As vias metabólicas de qualquer animal que não o humano são completamente distintas e não se pode transportar com fidelidade absoluta um resultado obtido num modelo animal para o uso humano.

      Quanto ao aspecto da experimentação que você mencionou, não só animais que já se encontram doentes, mas pessoas mesmo, que sofrem de doenças crônicas, tomando o seu exemplo, da paraplegia. Se é oferecido a um cadeirante um tratamento experimental, advertendo-o desde o início que podem haver efeitos colaterais, como o surgimento de outros problemas e até mesmo a morte, nos casos mais erráticos, e o paciente aceita o teste isentando o laboratório e todos os seus experimentadores de complicações legais, por que não? Se eu fosse cadeirante e me dessem uma chance de tentar, ainda que pudesse perder minha vida na pior das hipóteses, por que não aceitar? E quanto a uma pessoa que sofreu uma amputação, não acharia que valeria a pena arriscar tudo para ter um braço ou uma perna de volta? Vai depender da pessoa… Suponho que sempre haverão voluntários dispostos. Com um número de aproximadamente 50 pessoas, por exemplo, já é possível testar e fazer um tratamento estatístico de forma que os resultados poderiam ser plenamente validados de forma científica. Do contrário, 50 ratinhos (ou muito mais) morreriam para depois começar a tentar em pessoas… O teste em voluntários é sempre a última fase, de toda forma. E se o fármaco que funcionou bem nos ratinhos sacrificados não apresentassem diferença significante quando empregados em pessoas? É o que acontece em muitos casos. Na ciência, boa parte dos experimentos terminam aceitando a hipótese nula e falseando suas propostas experimentais. Tentativa e erro. Por que seres sencientes e perfeitamente sadios deveriam continuar a serem mortos para o nosso benefício? É especismo. Não tem como empregar um argumento de meio termo neste caso, nem apelar para as emoções de beneficiar quem você gosta e conhece em nome do sacrifício de animais que sofrem na mesma medida e não tem capacidade de se defender ou consentir. É a mesma coisa que sequestrar uma desconhecido, trancá-lo numa jaula e experimentar nele para tentar salvar um ente querido. Pode parecer todo um grande apelo emocional, mas não é.

      responder este comentário denunciar abuso
  • 18/10/2011 - 20:32
    Enviado por: Yüko

    Meus caros, o SUS recebe representantes de empresas farmaceuticas e utiliza SERES HUMANOS como cobaias. Sim, isso mesmo. Os médicos recebem ‘amostras-gratis’ de farmaceuticas renomadas para testes em seres humanos… Lógico que o medico diz pro ‘paciente-cobaia’ que o remédio vai lhe ser ótimo muitas vezes sem ter certeza mesmo, ENTÃO, se um dia você que está lendo estas palavras pensar: poxa vida, o meu medico ‘X’ me deu aqueles comprimidos tão bons…Será que ele tem mais? Será que ele me receita novamente? Foi tão bom pros meus filhos…..Senhores chegamos ao ponto em que tanto humano quanto animal é usado pra testes. Por que não usar os ‘detentos’ que estão vivendo à nossas custas como cobaias? Já que não é pra ter dó, por que não usar um que está saudável, bem alimentado, tem moradia… Já que teremos que financiarmos a vida de um assassino, estuprador, traficante, políticos corruptos, pra que ética? Já afrontamos a nossa humanidade? Já que existe tantos apaixonados pela Ciência, por que não se voluntariam? Usar-se da desculpa de que ‘é pelo bem da Ciência drogar um animal, injetar líquidos com vírus letal e matá-lo’ mesmo dando condições de bons tratos, moradia e alimentação. Acredito que tem nome isso, covardia, usar de mais fracos pra beneficio proprio. Infelizmente tem muita coisa que temos que mudar.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 29/12/2011 - 19:43
    Enviado por: Camillo Abinader

    diferente sua opiniao do que se le la fora, nao sao so roedores, caes, gatos, macacos tb ainda sao usados, e outra, vc ressalta que 33% dos cientistas tem “alguma preocupacao” ???? so isso ??? nao chega nem a metade! imagina oque os 67% que nao tem nenhuma preocupacao fazem…, acho seu comentario duvidoso, como que ao inves de informar e ajudar as pessoas a decidir, tanta impor uma “verdade” inclusive com informacoes falsas.Bem, alguns leitores acham que e valido trucidar animais de qualquer maneira ne…, ok, MAS NAO TEM JEITO, um dia vcs vao morrer e vai vir uma MINHOQUINHA trucidar vcs…

    responder este comentário denunciar abuso

  • 29/12/2011 - 19:54
    Enviado por: Carlos Guimaraes

    que coisa trite! vc e um colunista, ajude as pessoas a pensar, usar frases tipo “Estamos dispostos a pagar com vidas humanas para evitar o sacrifício de ratos e camundongos?” com demagogia e um exagero absurdo ! vc sabe que isso nao e realidade, todo mundo sabe que coelhos e cachorros sao mutilados hoje em dia para testar marca de baton, e vem usar um argumento desse! Seu texto se fosse ser lido por alguem serio e de renome ia pro lixo, fico ate na duvida se nao tem algo por tras disso…

    responder este comentário denunciar abuso

    • 31/12/2011 - 12:53
      Enviado por: Herton Escobar

      Tem alguma coisa por trás sim, Carlos. Fatos.
      Abraços e feliz 2012!

      responder este comentário denunciar abuso
    • 31/12/2011 - 14:35
      Enviado por: Neto jr

      Caro Carlos,
      vc esta certo mesmo, com relacao a resposta do autor, ele diz “fatos”, bem, usar parte dos fatos e duvidoso, boa pergunta, pq no texto inteiro nem sequer uma vez ele comentou sobre o fato de jogar acido no olho de coelhos pra testar perfumes, e tantos outros testes crueis que sao feitos para sabonetes, perfumes, maquiagem , etc, testes estes que e so entrar num site de ciencia respeitado e ve que existem maneiras mais seguras de fazer sem usar animais como cobaias de experimentacao, so que custam mais caro, exigem investimentos, ai sabe como e ne, quando tem isso $$$ envolvido comecam a inventar um monte de desculpa pra dizer que e necessario usar animais, mas todo mundo sabe que testes em animais nao deixam em nada o produto mais seguro pra humanos.

      responder este comentário denunciar abuso
  • 29/12/2011 - 20:03
    Enviado por: Camillo Abinader

    pessoal, perca de tempo esse debate, o texto e uma fraude, argumentos que eu que acompanho de perto esse tema nunca vi em lugar algum, ao autor : nao faca mas isso, seja uma pessoa seria, use dados, fatos, fale a verdade, nao tente criar factoides e manipular as pessoas.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 29/12/2011 - 20:14
    Enviado por: Camillo Abinader

    pessoal, leiam reportagens seria, procurem em outros sites, fico triste de um assunto tao importante ter pessoas que nem o autor ai em cima que por algum motivo desconhecido por mim tentam induzir as pessoas a uma falsa verdade…

    responder este comentário denunciar abuso

  • 31/12/2011 - 14:46
    Enviado por: Vera

    saiba que existem muitas pessoas bem informadas e de boa índole, que ao ler um texto deste ficam com nojo de olhar pra sua cara, mau caratismo e algo que “fede”.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 23/05/2012 - 20:41
    Enviado por: Vivis

    Matéria antiga, mas que chama muito a atenção, por isso gostaria de expor algumas opiniões:
    Uma pergunta: porque os cientistas não utilizam anestésicos em seus procedimentos com os animais, é caro e inviável?
    Todos: somos filhos do mesmo criador e irmãos, não deveríamos amar e respeitar uns aos outros, mesmo que sejam animais e também sintam dor como nós?
    Sim: não há necessidade de repetir inúmeros experimentos, pois há formulas que não mudam, porque continuam repetindo os mesmos experimentos nestes casos? Só para “apreciar” o sofrimento alheio. Ouvi uma vez que “se acostuma a isso”, acostumar-se ao sofrimento do outro? Por acaso, já não sofreu algo semelhante alguma vez o que o faz não desejar isso a outrem?
    Resgate: A ciência evolui, a economia também, e a sua alma e a sua consciência como estão? Aqui se faz e aqui se paga Se não, voltamos para pagar. Talvez seja por isso que vemos tantas guerras, injustiças e sofrimentos para com o ser humano. Voltamos porque precisamos aprender e sentir na pele o que o outro sente, passa. Pense no resgate e se você ainda vai querer passar novamente por esse planeta de tantas injustiças. O ser humano ainda precisa evoluir muito. Abraços.

    responder este comentário denunciar abuso

    • 17/12/2012 - 14:14
      Enviado por: Malu

      Concordo com vc Vivis, a matéria é antiga, mas continua muito atual, pois o que falta no nosso mundo é “RESPEITO” respeito com nós seres humanos, com a natureza e principalmente com os animais. E mais é muito complicado para o ser humano entender o significado dessa palavra, pois se não respeitamos nem a nossa espécie vamos respeitar os outros seres vivos, é pedir muito mesmo. Acho que é mais ganância (dinheiro) do que está realmente preocupado com a saúde de gentes.

      responder este comentário denunciar abuso
    • 26/10/2013 - 01:55
      Enviado por: Thiago

      Não sei se anestésicos não são utilizado, talvez sejam em alguns casos… em outros devem alterar os resultados, tornando-os não confiáveis

      responder este comentário denunciar abuso
  • 10/07/2012 - 12:52
    Enviado por: Marco Antônio

    A bioética animal vai continuar sendo um tema polêmico. Vai ser sempre uma faca de dois gumes. De um lado, o avanço da ciência, de outro, o uso de animais em experimentos. Espero que um dia a ciência consiga desenvolver formas de avançar em seus estudos sem precisar prejudicar ou mesmo sacrificar animais (futuro distante creio eu). Mas uma coisa eu contesto: em meio aos 90% dos cientistas que acreditam que as pesquisas com animais são essenciais para o avanço da ciência e da medicina, só 33% reconhecerem ter preocupações éticas é extremamente pouco, isso sim.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 26/03/2013 - 22:40
    Enviado por: Darileia Donaduzzi

    Ola,
    Gostaria muito de me dirigir a você em uma circunstância ms agradável. Pois bem, li sua matéria e vários comentários, mas me parece que todos não tem a minima ideia de que a medicina evolui e que seres humanos não tem a mesma biologia que outros animais. Infelizmente por causa de pessoas como vocês, mal instruídas que se deixam levar pelo comodo, pelo velho e já ultrapassado ainda existem essa mafia de teste em animais, ha na literatura artigos que comprovam que os testes não são de fato necessários vez que não são conclusivos a despeito da biologia humana, mas fornecem um amparo legal para as industrias, é isso que vocês estão defendendo, caso seu filho venha a falecer por tomar um medicamento você não poderá processar o laboratório, pois o medicamento foi testado em animais, creio eu que você não vai querer faze-lo, pois afinal o medicamento seria seguro!!! não é mesmo??? Então, penso que antes de publicar algo do gênero poderia ser lido artigos de ambos os lados para poder formar uma ideia própria e não uma ideia forjada e manipulada por uma industria que fatura muito com tudo isso. Realmente é uma pena que ainda se pense assim!!!

    responder este comentário denunciar abuso

    • 26/10/2013 - 01:51
      Enviado por: Thiago

      Testes em animais não são conclusivos, assim como a maioria das coisas na ciência. A idéia é diminuir os riscos até um ponto que ele seja aceitável para testes em humanos.
      Existem métodos modernos que vão diminuir a necessidade de testes em animais, inclusive tornar estes testes menos perigosos, mas excluir totalmente a necessidade ainda estamos longe disso.

      responder este comentário denunciar abuso
  • 11/05/2013 - 22:51
    Enviado por: simone

    esse texto é de um ponto de vista limitado pq nenhum ser vivo deve ser sacrificado para beneficios de outros.. animais nao sao inferiores e os testes nao sao imprecindiveis sao mais comodos e baratos

    responder este comentário denunciar abuso

  • 27/09/2013 - 22:02
    Enviado por: Maria

    Paloma, você é uma retardade e Herton mais ainda, fala do que não sabe!

    responder este comentário denunciar abuso

  • 21/10/2013 - 19:59
    Enviado por: Derick Alberti

    Só tenho um comentário a fazer. Se esses experimentos que são feitos em animais fossem feitos em humanos, nossos medicamentos seriam muito mais desenvolvidos e com curas mais avançadas. É antiético meu pensamento? Pois o seu pensamento de fazer milhões de animais sofrerem em busca de curas pra seres humanos é super ético! “Ah, então você nunca tomou remédio?” Sim, eu tomei e continuarei tomando, pois não depende de mim o desenvolvimento destes remédios e vivo nessa sociedade infelizmente, se pudesse optar, com certeza ficaria de fora desse joguinho. “É simples, quando ficar doente não tome remédio!” Ok hipócritas, cansei de ler esse tipo de resposta, se vocês não entenderam ainda, o problema de vocês é muito maior do que simplesmente falta de ética!
    Valeu!

    responder este comentário denunciar abuso

    • 23/10/2013 - 13:29
      Enviado por: Alana

      Meu bem, quem não entendeu nada aqui foi você! Ninguém, acredito eu, é a favor do sofrimento de animais em experimentos. A questão, aqui discutida, é que eles são primordiais para as pesquisas! Você não leu o texto? É fácil falar que os “experimentos feitos em humanos proporcionariam um avanço na cura de determinadas doenças” No entanto, isso na prática é inviável, não podemos arriscar vidas humanas nessas pesquisas, porque não envolvem só a ética, envolve todo uma ideologia e sentimentalismo.. e família dessa pessoa? E os amigos dela? Como se sentiriam? A diferença entre nós e os animais é a racionalidade! Não que eu esteja dizendo que merecemos viver mais que os animais, longe disso, é porque NÃO TEMOS OUTRA OPÇÃO!

      responder este comentário denunciar abuso

Deixe um comentário:

  • Quem Faz

    Quem Faz

    Herton Escobar

    Herton Escobar é repórter do jornal O Estado de S. Paulo desde 2000 e blogueiro desde 2008, especializado em jornalismo científico e ambiental. É formado em jornalismo pela Western Michigan University e foi bolsista do MIT e do Marine Biological Laboratory, nos EUA.

Arquivo

Blogs do Estadão

Você já leu 5 textos neste mês

Continue Lendo

Cadastre-se agora ou faça seu login

É rápido e grátis

Faça o login se você já é cadastro ou assinante

Ou faça o login com o gmail

Login com Google

Sou assinante - Acesso

Para assinar, utilize o seu login e senha de assinante

Já sou cadastrado

Para acessar, utilize o seu login e senha

Utilize os mesmos login e senha já cadastrados anteriormente no Estadão

Quero criar meu login

Acesso fácil e rápido

Se você é assinante do Jornal impresso, preencha os dados abaixo e cadastre-se para criar seu login e senha

Esqueci minha senha

Acesso fácil e rápido

Quero me cadastrar

Acesso fácil e rápido

Cadastre-se já e tenha acesso total ao conteúdo do site do Estadão. Seus dados serão guardados com total segurança e sigilo

Cadastro realizado

Obrigado, você optou por aproveitar todo o nosso conteúdo

Em instantes, você receberá uma mensagem no e-mail. Clique no link fornecido e crie sua senha

Importante!

Caso você não receba o e-mail, verifique se o filtro anti-spam do seu e-mail esta ativado

Quero me cadastrar

Acesso fácil e rápido

Estamos atualizando nosso cadastro, por favor confirme os dados abaixo