O cérebro humano, sem dúvida, é a “máquina biológica” mais incrível já produzida nos 3,5 bilhões de anos de evolução da vida na Terra. Mas ele também tem um tendão de Aquiles: a incapacidade de se regenerar. Fica bem protegido dentro de crânio, mas se der o azar de sofrer uma lesão (seja por trauma ou por doença), o dano é irreversível. O tecido cerebral não tem a capacidade de se regenerar como ocorre com a pele, por exemplo.
Já o pequeno “zebrafish” não tem esse problema. O cérebro desse peixinho de aquário (popularmente conhecido como paulistinha) não é tão articulado como o nosso, por assim dizer, mas tem a capacidade de se regenerar quando sofre uma lesão. A inflamação resultante do trauma, que para nós é um problema, para ele serve como um indutor da formação de novos neurônios, segundo um estudo publicado online hoje pela revista Science. Por meio de uma série de experimentos controlados, os pesquisadores identificaram que a formação de novos neurônios no cérebro lesionado do zebrafish depende de uma interação entre uma proteína chamada Cystlr1 (produzida em grande quantidade no processo inflamatório) e células neuronais de apoio chamadas “células da glia radial”.
O cérebro é do zebrafish, não é nosso. Mas, conhecendo as peças bioquímicas e moleculares desse processo, quem sabe não poderemos um dia reproduzir ou estimular esse mesmo tipo de regeneração no cérebro humano? Imagine só!, o que podemos aprender com um peixinho de aquário.
Para mais informações sobre o zebrafish como modelo animal de pesquisa, veja meu post anterior.
2013
2012
2011
2010
2009
Para continuar lendo o Estadão, faça já o seu cadastro. É rápido e fácil.
Seus dados serão guardados de forma segura e não serão compartilhados.
Quero me cadastrar Sou assinante Já sou cadastradoEm instantes, você receberá uma mensagem no e-mail .
Clique no link fornecido e crie sua senha.
Importante!
Caso você não receba o e-mail, verifique se o filtro anti-spam do seu e-mail está ativado.
Deixe um comentário: