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Dinossauros … De todos os seres vivos que já habitaram este planeta nos últimos 4 bilhões de anos, certamente nenhum conseguiu ser mais popular do que esses “grandes répteis”.
“Grandes e pequenos”, na verdade, pois havia dinossauros do tamanho de uma galinha, também. Aliás, a diversidade morfológica desses animais, demonstrada pela descoberta de centenas de novas espécies nos últimos anos, é algo inacreditável e, muitas vezes, pouco apreciado pelo público em geral, que costuma focar suas atenções apenas nos dinossauros maiores, mais sanguinolentos e hollywoodianos, tipo Tyrannosaurus rex.
Realmente, o T. rex era um animal impressionante … e eu me lembro bem de quando o vi “ao vivo” no cinema pela primeira vez, em Jurassic Park. Assustador! (obrigado Spielberg) Mas os dinossauros eram muito mais do que simples lagartos gigantes cheios de unhas e dentes … Eles dominaram a Terra por 165 milhões de anos! Você tem ideia do que é isso?
Vamos colocar em perspectiva: Nós, seres humanos modernos (espécie Homo sapiens), só aparecemos no registro fóssil cerca de 200 mil anos atrás. (“mil” … e não “milhões”) E isso, ainda, considerando “moderno” apenas do ponto de vista morfológico. Ou seja: os fósseis mais antigos de pessoas que tinham uma anatomia igual à nossa (“moderna”) têm cerca de 200 mil anos de idade. Antes disso só havia Homo erectus, australopitecinos e outras formas mais primitivas de hominídeos caminhando por aí.
Do ponto de vista “intelectual/cultural”, a história do homem moderno é ainda mais recente. Nossa civilização tem apenas 10 mil anos de idade, a contar da invenção da agricultura (que permitiu ao ser humano abandonar os hábitos nômades e produzir comida suficiente para sustentar populações maiores e construir cidades, dando origem a organizações sociais mais complexas, etc).
Em resumo, no fim das contas, os dinossauros reinaram sobre a Terra nada menos do que 825 vezes mais tempo do que o ser humano moderno – 165 milhões vs. 200 mil anos. Então, imagine tudo que aconteceu em 200 mil anos de história da humanidade, desde os homens das cavernas até a invenção do iPad, e multiplique isso por 825. Esse é o tempo que os dinossauros tiveram para se multiplicar e se diversificar, desde as suas formas mais primitivas até as milhares de espécies, de todos os tipos, hábitos e tamanhos, que se desenvolveram e foram dizimadas pelo impacto de um asteroide, 65 milhões de anos atrás. Por isso há tantos deles por aí! 165 milhões de anos é muita coisa! Suficiente para muitas espécies terem evoluído e se extinguido naturalmente, mesmo antes do cataclisma meteórico.
Hoje há cerca de 1 mil espécies de dinossauros conhecidas no mundo. E pode ter certeza de que isso é apenas uma micro-amostra da real biodiversidade de dinos que existiu naqueles 165 milhões de anos, entre o início do Triássico e o fim do Cretáceo. É só o que tivemos sorte de encontrar, graças a alguma combinação inacreditável de fatores ambientais e geológicos que preservaram esses ossos debaixo da terra e os trouxeram de volta à superfície agora, milhões e milhões de anos mais tarde.
Enter os países com maior abundância de fósseis estão os Estados Unidos, a China e a Argentina. Não necessariamente porque lá tinha mais dinossauros no passado, mas porque lá tem mais pesquisadores no presente … e as condições ambientais são mais propícias tanto para a preservação quanto para o afloramento de fósseis. Mas não se engane: os dinossauros viveram e morreram por toda a parte. E o Brasil não é exceção. (lembrando, claro, que naquela época não existiam países e os continentes atuais estavam, inicialmente, todos conectados numa única grande massa terrestre chamada Pangeia)
O número de espécies descobertas no Brasil ainda é pequeno (17). Mas a tendência é que esse número aumente bastante no futuro próximo, com a intensificação das pesquisas e o fortalecimento da paleontologia nacional. Os fósseis estão por aí, escondidos debaixo da terra … só precisamos encontrá-los e pesquisá-los.
A descoberta mais recente do País é o chamado Tapuiassauro, um gigante pescoçudo de 4 metros de altura e 13 metros de comprimento, cujo fóssil será exposto ao público a partir deste dia 8 no Museu de Zoologia da USP, no Ipiranga. Vale muito a pena conferir! O crânio do bicho está super bem preservado, completo com a mandíbula e todos os dentes na boca. E tem ainda uma réplica em tamanho real do dinossauro, que certamente vai deixar muita criança de boca aberta e olhos arregalados (clique aqui para ver um infográfico interativo com mapas do museu e da exposição).
O Tapuiassauro foi descoberto no interior de Minas Gerais e eu tive o privilégio, como jornalista, de acompanhar boa parte dos trabalhos de pesquisa e descrição do fóssil ao longo dos últimos dois anos. Em setembro do ano passado, o Estadão publicou um caderno especial de 8 páginas sobre o projeto, acompanhado de uma série de vídeos e infográficos que podem ser acessados neste link. Tomara que seja só a primeira de muitas descobertas e muitas reportagens sobre dinossauros brasileiros nos próximos anos.
Imagine só: 120 milhões de anos atrás (idade estimada do Tapuiassauro), esse crânio da foto cima era a cabeça de um dinossauro de verdade, caminhando pelo interior de Minas Gerais! Certamente com muitos outros dinossauros ao redor dele!
O trabalho oficial de descrição científica da espécie, coordenado pelo professor Hussam Zaher, acaba de ser publicado online pela revista PLoS One. E o nome científico do bicho é Tapuiasaurus macedoi! Finalmente!
Abraços a todos.
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O crânio do Tapuiassauro, como foi escavado no campo, antes de ser levado para o laboratório para "limpeza" (preparação). FOTO: MZUSP
Conheça todos os dinossauros do Brasil: www.estadao.com.br/especiais/tapuiassauro
Caro Escobar. Estou cada vez mais gostando de suas matérias e, principalmente, de sua forma de raciocínio.
Veja bem: Você compara 200 mil anos de história humana ‘moderna’ contra 165 milhões de anos de existência ininterruptas dos dinossauros aqui neste planeta, e fizestes uma boa comparação. Embora eu seja um crente, como poderá observar, aprendi a pensar com minha própria cabeça (na questão religião é comum os crentes pensarem pela cabeça de seus líderes ou gurus) e, vi claramente que a Bíblia dá margem 100% para a evolução da vida pela própria natureza, antes do ato de ‘criação’ por Deus. De modo que, afirmo, quando Deus (os Deuses) vieram ‘criar’ aqui neste planeta, os dinossauros a muitos bilhões de anos já não existiam mais.
Assim como vejo claramente a evolução como fato, é também fácil ver sinais de um Criador no meio de tudo isso. Caso queira se interessar, poderá constatar isso de modo simples. Por exemplo, eu faço uma pergunta ao caro: reparou que você data a existência humana a 200 milhões de anos? Pois bem, agora repare que, deste total, somente uns dez mil anos está reservado ao homem que passou a inventar, até chegarmos no Ipad, conforme você mesmo destacou?
Pois bem, é ai que lançei recentemente uma nova visão de ideia! Ao analisar um artigo bem pesquisado que fiz recentemente (embora não seja ciência e ‘cheire’ a mera ficção, representa um abalisado estudo pessoal das Escrituras por mim) verá (todos aqui são convidados a também lerem) que isso se deve à uma possível intervenção de mentes alienígenas (nós, crentes, chamamos de Deus).
Veja se esse raciocínio não tem sentido, lendo a matéria com sua própria mente.
Link: http://estudopessoal.blogspot.com/2011/02/lampejos-de-luz-sobre-criacao-animada.html
Obrigado,
Wandrey
Ôps, desculpe Escobar. Acabei falando que você datou a existência do homem em “200 milhões de anos” (terceiro parágrafo). Favor desconciderar, foi engano meu. Na verdade eu queria dizer 200 “MIL” anos
Ficaram tanto tempo na Terra, então de duas, uma, ou a carne deles era muito ruim ou o IBAMA da época cumpria mesmo a Lei. Mexeu num ovo de lagarto, vira comida deles!
Os “todos SAUROS” foram exterminados porque estavam transformando a Terra num imenso deserto. Quando a frota de Jwawwé, analizando a composição do ar, o solo e a água, constatou que este planeta podería servir á eles como base para futuras viagens e habitação de parte das expedições. Sobrevoaram todo planeta e concluíram que a continuar estes “monstrengos” vivos, comeriam toda a vegetação e os animais menores. Fizeram um plano de extermínio através de gases tóxicos que pairavam sobre o solo e matariam todos os seres vivos acima de 1,20m. de altura. Isto aconteceu a cerca de 60 a 70 milhões de anos. Todos morreram e para não contaminar toda a terra com aquela multidão morta, destacaram uma gigantesca rocha e através de levitação levaram-na as alturas e arremessaram no oceano, onde num futuro longinquo, chamou-se Triangulo das Bermudas. A onda de água levantou-se a 2.000m. de altura varrendo todos os animais mortos para os oceanos, menos os pequenos animais que por levitação tinham sido conduzidos aos picos mais altos das cordilheiras. Há pouco mais de 600 mil anos uma outra frota de aeronaves chegou e encontrou a Terra com cobertura vegetal toda refeita e aquí instalaram-se, sob o Comando do Supremo Comandante Ad’honnay. Mas, aí já é outra história.
Isaac, adorei!!! agora tudo faz sentido!! kkkk!!
responder este comentário denunciar abusomas mesmo assim precisa dum bom fumo pra ajuda…..
responder este comentário denunciar abusoFINALMENTE Herton!!!! Finalmente!!
Parabéns a todos!!
Abraço
Essa comparação entre o tempo de existência dos dinossauros e o homem sempre é citada, mas eles eram um grupo imenso de espécies, que se sucederam indefinidas vezes, o homem é só uma!!! A comparação mais realista seria com os mamíferos, que podem não ter os mesmos 165 milhões de anos, mas sobreviveram ao evento que culminou com a extinção dos dinos!!!
Porém, vale lembrar que tem uma linha de pesquisa que diz que os dinos ainda estão vivos, as aves!!!
cara… se em 200 mil anos o homem já fez tudo isso, imagina em 165 milhoes de anos!! muito incrivel quando vc para pra pensar…
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