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Guga Chacra

24.fevereiro.2010 15:35:39

O que é ser árabe? O que é ser judeu? Aliás, dá para ser judeu e árabe

Certa vez o meu amigo Islam, citado no post abaixo, chegou para mim na Universidade Columbia e pediu que eu o apresentasse para amigas brasileiras. “Mas fale para elas que sou árabe do Mediterrâneo, de Alexandria, não do Golfo”, me instruiu, querendo se diferenciar dos sauditas e kuaitianos. Agora há pouco, recebi a ligação de um amigo que esteve no Egito e ficou chocado com a diferença entre os habitantes do Cairo e um grupo de libaneses viajando para Sharm el Sheikh. “Os libaneses pareciam meus amigos do Dante sócios do Monte Líbano”, disse Fernando, que não tem origem árabe.

Realmente, generalizar a palavra árabe é um equívoco grave. Assim como achar que todos os países são iguais. Um marroquino de Fez é tão distante de um libanês – mesmo muçulmano – quanto um porteño é de um dominicano. Mesmo dentro dos países, há diferenças. Conforme escrevi aqui, não encontrei esfihas nos restaurantes de Beirute, mas vi várias à venda no Vale do Beqa, justamente a região de onde veio a maioria dos imigrantes libaneses para o Brasil.

No Líbano, e mesmo na Síria e na Cisjordânia, dificilmente você verá mulheres usando burka. Aliás, em Beirute, a não ser que seja uma turista saudita, acho impossível ver uma libanesa toda coberta. Claro, muitas vestem o hijab. Mas burka? De jeito nenhum. E, lembro, as mulheres xiitas também ficam com meninos e usam biquíni, especialmente as classes mais altas. Já na Arábia Saudita, mulheres sequer podem dirigir. No Egito, atualmente, a quase totalidade das mulheres cobrem a cabeça, a não ser as cristãs coptas. Nos anos 1970, eram raras as que cobriam. Alguns imbecis islamofóbicos tentam resumir os muçulmanos aos radicais e aos supostos moderados omissos. Basicamente, não sabem nada de nada. Primeiro, como disse dezenas de vezes, os radicais são minoria. E os moderados não são e nem nunca foram omissos.

O Fernando ficou chocado com a pobreza do Cairo. Impressiona mesmo, especialmente no centro, onde ficam os turistas. Eu o havia aconselhado a visitar os sofisticados bairros de Maadi e Heliópolis, mas ele não me escutou, e ficou sem ver outra face do Egito. Mas, de qualquer forma, a cidade das pirâmides realmente é pobre. Por outro lado, quem visitou Dubai, Abu Dhabi ou Doha achará que está no futuro. Dá aquela sensação de quando viajávamos aos Estados Unidos nos anos 1980, quando o Brasil era uma economia fechada e até um tênis ou um relógio de pulso americanos e japoneses eram artigos para os mais ricos. A classe média paulista apelava para o contrabando de Puerto Strossner (hoje, Ciudad Del Este). O Burj al Khalifa é a construção mais alta da história da humanidade, com a vantagem de ter uma arquitetura fantástica, bem diferente de caixotões como o World Trade Center. Aliás, por que dizem que Dubai é cafona? Os franceses não construíram uma torre sem função? E o Empire State em Nova York? Eu já critiquei Dubai antes, mas me arrependo. O edifício é sensacional, assim como o Burj al Arab

Aliás, antes que me esqueça, o mesmo vale para os israelenses. Como definir alguém de Israel? Seria o surfista de Tel Aviv ou o estudante de uma Yeshiva em Jerusalém? Será que o surfista não tem mais em comum com um “Mané da Ilha”, como são chamados os habitantes jovens de Florianópolis? Ou com um snowboarder do Colorado? E o jovem do Yeshiva, não poderia viver em uma comunidade ortodoxa do Brooklyn ou de Once, em Buenos Aires?

Generalizar muçulmanos, árabes, judeus, israelenses, libaneses, egípcios, o que for é imbecilidade. Primeiro, como disse várias vezes, muçulmanos podem ser indonésios, americanos, franceses, libaneses, brasileiros (aliás, nosso grande surfista Jihad, que adoraria Tel Aviv, apesar das ondas pequenas) e, juro, israelenses. Pode usar burka, pode usar biquíni. Pode ser da Al Qaeda, pode ser do Exército dos Estados Unidos. Árabes podem ser judeus, podem ser cristãos, podem ser muçulmanos. Podem comer kibe, podem comer hamburger, podem comer macarrão. Judeus podem ser brasileiros, podem ser egípcios, podem ser libaneses, podem ser americanos, podem ser israelenses.

O Islam, citado acima, nada mais é do que um típico americano de New Jersey, que cresceu sofrendo para entrar nas boates de Nova York. Ele não é mais um árabe do Mediterrâneo. Seus pais eram. Aliás, Alexandria já deixou de ser aquela metrópole mediterrânea dos tempos de Lawrence Durrell, autor do Quarteto de Alexandria.

Aqui, sempre deixo o recado para que não deixem recados islamofóbicos, anti-árabes e anti-semitas. Lógico, como alguém pode não gostar de judeus ou de muçulmanos? Tem quer ser extremamente idiota para condenar alguém por causa da religião. Ou porque alguém da mesma religião cometeu um atentado terrorista ou porque um regime trata mal as mulheres. Já falei várias vezes, até duas décadas atrás, mulheres muçulmanas eram simbolizadas pelas odaliscas. Hoje, são as burkas. As mulheres muçulmanas podem ser várias coisas. Da enfermeira de Londres, a uma professora no Rio, passando por uma mulher mutilada na tribo da Somália.

ENCONTRO DOS LEITORES

Os leitores do blog irão realizar o encontro mensal neste sábado. Eu não participo porque moro em Nova York. Curiosamente, há judeus, árabes, e judeus árabes participando. Claro, também tem muçulmanos, ateus e cristãos. Em comum, todos são brasileiros e adoram debater questões do Oriente Médio, além de ocuparem por mais de dez horas a mesa de um bar na Vila Madalena. Quem quiser participar, envie um comentário com o nome e o email

Comentários islamofóbicos, anti-semitas e anti-árabes ou que coloquem um povo ou uma religião como superiores não serão publicados. Tampouco ataques entre leitores ou contra o blogueiro. Pessoas que insistirem em ataques pessoais não terão mais seus comentários publicados. Não é permitido postar vídeo. Todos os posts devem ter relação com algum dos temas acima. O blog está aberto a discussões educadas e com pontos de vista diferentes

Comentários (219)| Comente!

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219 Comentários Comente também
  • 24/02/2010 - 14:26
    Enviado por: Voice from Brazil

    Gustavo,
    obrigado por sua resposta de 20:17. Realmente, você lembrou bem da “Nahda”. Há uma teoria que diz que os cristãos estiveram entre os líderes e inspiradores desse “renascimento” cultural (e político) árabe por uma razão pragmática: era melhor defender uma espécie de pan-arabismo, secular, do que sucumbir diante da “Umma”, uma nação muçulmana que poderia tornar os cristãos, e outras minorias, de novo “dhimmi”, como no império otomano. No caminho, foi criado também o Baath (que deu no que deu…). De qualquer forma, independentemente de simpatizar ou não com essa causa ou de se aceitar ou não como “árabe”, o fato é que hoje se assiste a um êxodo (talvez a palavra seja forte) de cristãos do Oriente Médio. No Iraque pós-Saddam isso é uma realidade. No Egito, há sérios problemas com os cristãos coptas, embora eles sejam uma comunidade forte, de seis milhões de habitantes. Já no Líbano, basta acompanhar o que vem acontecendo na política local nesses últimos anos para perceber qual seria o medo dos cristãos (e não só dos maronitas). Enquanto isso, os xiitas libaneses estão comprando terras (de cristãos libaneses). Dá para imaginar o cenário num futuro não tão distante assim? O Vaticano já está preocupado e organizou uma espécie de sínodo para discutir esses problemas da região. É isso que dá separar as pessoas por religião. O monoteísmo em suas três vertentes veio para dividir, em vez de unir…

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  • 24/02/2010 - 15:20
    Enviado por: AMIRA MURAD

    ATÉ HOJE NÃO ENCONTREI NINGUÉM PARA EXPLICAR MINHA CONDIÇÃO DE VIDA OU MINHA IDENTIDADE SOBRE A TERRA, ACHO QUE VOÇÊ E QUEM CHEGOU MAIS PERTO. SOU FILHA DE UM LIBANÊS MUÇULMANO SUNITA E UMA BRASILEIRA FILHA DE JUDEUS. E EU QUEM SOU? MUÇULMANA,JUDIA,BRASILEIRA? A NOSSA CONDIÇÃO RELIGIOSA NÃO PODE NOS GENERALIZAR.
    OBRIGADA PELA MATÉRIA.

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  • 24/02/2010 - 15:23
    Enviado por: Chirac

    O interessante nisso tudo eh que no Brasil nao existem radicalismos !!! Quem quizer ver diferente, que veja . Aqui todos estao no mesmo barco . Se o barco afundar vao todos ao mar. Branco, negro, vermelho, amarelo ….. chines, japones, coreano do norte, coreano do sul , argentino, portugues, judeu, iraniano, arabe, persa, cristao, judeu , budista, islamico , ateu ,
    ignorante, culto , ladrao, honesto, corrupto , juiz, …. !!!! Aqui eh a babilonia que deu certo !

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  • 24/02/2010 - 15:29
    Enviado por: Claudia P.

    Gustavo,

    Parabéns pelo ótimo post.
    Importantíssimo por sinal, um exemplo de jornalismo, descortinando as fantasias, e desmoronando a tentativa de alguns em propagar mentiras sobre os muçulmanos. Estes tendem a cair no vazio, graças ao seu trabalho e a de outros jornalistas sérios.
    Realmente, somos obrigados a ver jornalistas que escrevem a partir do que outros escrevem, e se sentem no direito “divulgar a verdade”. Ridículo, no mínimo.
    Você me fez lembra o livro do Lourival Santana sobre o Afeganistão, e o encontro dele com os Talebans. O relato sensível e sincero da experiência do Lourival é um bálsamo no meio do comum e da generalização, como os seus relatos.

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  • 24/02/2010 - 15:51
    Enviado por: Patricia

    Gustavo,

    Sou judia por opção (converti-me há cerca de 8 anos) e interesso-me bastante por discussões como esta.

    Estar com outras pessoas e ouvir todos os pontos de vista seria interessantíssimo.

    Temos que aproveitar a oportunidade de viver em um país onde isso é possível.

    Abs,
    Patrícia

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  • 24/02/2010 - 15:53
    Enviado por: Hagá

    Gustavo, belíssimo artigo sobre a tolerância e a individualidade humana, caminhos necessários para se alcançar a Paz. Muito legal.

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  • 24/02/2010 - 16:05
    Enviado por: Claudia P.

    Peço-lhe que não publique.

    Olá Gustavo,

    Infelizmente ando sem tempo para escrever no seu blog, que adoro e também no do Ariel.

    Mas, não pude me conter, e depois de mandar um comentário bem malcriado para o mal caráter do Massaranduba, no blog do Guterman, que considero de muito baixo nível, e claro ele não publicou.

    Olha o que o Massaranduba escreveu sobre o seu blog, um absurdo, você que jamais permitiu baixarias ou comentários racistas.

    22/02/2010 – 14:26
    Enviado por: Dr.Massaranduba
    Prezado Marcos,
    Acho que e’ isso mesmo. Temos que tomar todas as providencias cabiveis.
    Por exemplo, no Blog do Gustavao Chacra o leitor Farhat falou em alto e bom tom que ODIAVA todos os sionsistas e ninguem tomou as providencias cabiveis contra ele! Inclusive os leitores ,que como a senhora Salwa reclamaram, acabaram expulsos do blog!
    Veja como o senhor, Guterman, e’ uma pessoa integra e responsavel,voce poderia ter agido com Chacra e ter simplesmente expulsado a leitura “reclamante”.

    Gustavo,

    Essa senhora Salwa é da Sociedade Muçulmana de São Paulo, que ameaçou tomar medidas legais contra o blog do Guterman e de um tal de Meier Ginzel, que fez um comentário afirmando que odiava a todos os muçulmanos, e que estes eram a escória do Oriente Médio, diferente dos judeus e cristãos, a elite.
    O Guterman retirou o comentário, e logo escreveu outro post.

    Conheço bem a história, porque a Sra.Salwa é minha amiga, e me escreveu sobre o fato.
    Esse que se diz Massaranduba é um mal caráter, e além de tudo ignorante.

    Reitero meus protestos de estima e consideração.

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  • 24/02/2010 - 16:17
    Enviado por: Glúon

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    Papo na mesa de um bar na Vila Madalena
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    - Já pensou os comentaristas do blog num ‘tour’ pelo Oriente Médio?
    - Bem, só seria seguro se o guia da excursão fosse o Chacra, né?
    - E se de repente aparecesse um terrorista da Al Qaeda?
    - Sem desespero. Era só perguntar: “E aí Chacra? O que é que eu faço?”
    - E você acredita que ele responderia o quê?
    - “Fale agora aí pro cara os atrevimentos que você diz lá no blog , vai?”

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    • 24/02/2010 - 16:48
      Enviado por: Fabio Nog

      Glúon, vc pode não acreditar mas, um tempo atrás, rolou mesmo a idéia de uma viagem do grupo pro Oriente Médio. O Ali fez a maior campanha em prol da Siria (claro…rs) e o José Antônio em prol de Israel (mais claro ainda .. rs)

      O grupo que se encontra mensalmente é heterogêneo e vai do amor ao ódio e volta ao amor em pouco tempo. Mas no fundo, esse blog virou a cachaça de todo mundo e vamos que vamos.

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    • 24/02/2010 - 20:06
      Enviado por: elizabeth prado

      booa glúon!!

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    • 24/02/2010 - 22:45
      Enviado por: Glúon

      .
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      Fabio Nog e Elizabeth:
      Agradeço as referências ao nosso comentário.
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      Entreouvindo no encontro mensal neste sábado
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      - Bem, com exceção do Chacra, acho que veio todo mundo, né?
      - Já conferi a lista e não está faltando ninguém.
      - Mas quem será aquele ali na mesa do canto do bar?
      - Qual dos três? O de turbante kaffiyeh, o de quipá ou o que está pagando a conta?

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    • 24/02/2010 - 22:59
      Enviado por: Yoko

      Glúon, o grupo tem dois especialistas em calcular a conta: um libanês e um judeu. Os dois são muito queridos pelas pessoas, independente de qanto fca para cada um pagar. ;)

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    • 25/02/2010 - 05:57
      Enviado por: Glúon

      ___________________________________________________
      .
      Yoko,

      Certamente não houve nenhuma intenção de duvidar das habilidades aritméticas dos especialistas em calcular contas. Ainda mais sendo um libanês e um judeu.

      Inclusive, com a finalidade de facilitar as tarefas dos dois, estamos enviando, antecipadamente, a cópia do Cupom Fiscal (até 23:35:00 horas):

      _______________________________________

      ___________BAR VILA MADALENA___________

      _______________________________________

      27.02.2010____________________23:35:00_
      _______________________________________

      ____________CUPOM FISCAL_______________

      ITEM_CÓDIGO_DESCRIÇÃO_QUANTIDADE___R$__

      01___352_____Arak_________56______840,00
      02___218_____Ben Shalom___63______945,00
      03___129_____Sake_________05_______75,00

      Total R$________________________1.860,00
      ________________________________________
      ________________________________________

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    • 25/02/2010 - 13:24
      Enviado por: Ali Abdulhamid

      O que acaba sobrando no bar são varios copos usados… as brigas a gente deixa do lado de fora e realmente são tão interessantes quanto as conversas elogiosas

      adoro

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  • 24/02/2010 - 16:35
    Enviado por: Sandra

    Gostaria muito de ir ao encontro de leitores do blog. Acompanho o blog há muito tempo e acho uma pena que vc não possa estar lá, Gustavo. Não tenho nenhuma ascendência árabe ou judaica, sou apenas uma pessoa muito interessada no Oriente. Mas fico com medo de ir ao encontro e ficar perdida, afinal não conheço ninguém. Quantas pessoas vão? Todos já se conhecem?
    Parabéns pelo ótimo texto.

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  • 24/02/2010 - 17:09
    Enviado por: EDVAN MIRANDA

    Gustavo. Hoje, pela primeira vez tive oportunidade de ler seu texto e comentários no enfoque das diversas etnias apresentadas, bem como achei interessante o comentário do Sr Fábio Nog. Como sei de vosso conhecimento à respeito dessas culturas atreladas às diversas religiões, gostaria se possível ampliar meus conhecimentos à respeito à diversidade de religiões como falei acima, sobre judaísmo, ateísmo, islamismo e outras, que fazem parte dos povos desse imenso universo. Sem mais, parabéns pelo excelente trabalho apresentado em seu blog.

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  • 24/02/2010 - 17:22
    Enviado por: Bueno de Taubaté

    Post de bom senso irretocável. Triste que sua percepção não seja mais amplamente partilhada. Hoje, os fundamentalistas de todos os matizes parece que estão ganhando mais audiência. É preciso lembrar, entretanto, que eles, afinal, são uma minoria e hopefully um dia voltarão para suas tocas. Aliás, somente idiotas evitam amigos por causa da respectiva religião. De lamentar, porém, que este seja um mundo em que ainda prevaleçam preconceitos, nutridos zelosamente pelos radicais, sempre interessadíssimos em botar fogo no pardieiro.

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  • 24/02/2010 - 17:28
    Enviado por: João Braziliano - O Retorno.

    Muito bom o seu texto, Guga, todavia faltou o senhor explanar sobre os sionistas para não haver confusão com os judeus – muitos destes não sionistas declarados-.

    Sionistas: seguidores do sionismo, que é um nobre movimento político iniciado no final do Século XIX, que , no decorrer do século seguinte,infelizmente, se tornou uma facção racista,expansionista e opressora, resultando assim no literal ROUBO descarado e covarde de terras alheias, bem como a expulsão de milhões de nativos da região que hoje chamam de Israel.

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    • 24/02/2010 - 18:17
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Braziliano, não foram milhões de palestinos expulsos, mas centenas de milhares. Alguns também saíram por vontade própria. O movimento sionista buscava uma terra para os judeus, mas não pregou a expulsão de ninguém, ainda que isso tenha ocorrido. Assim como há vários tipos de árabes, há um enorme leque de sionistas. Não dá para comparar um kibutz nos arredores de Haifa com um assentamento. Aliás, mesmo entre os colonos, há diferenças. Muitos vivem nas colônias porque é mais barato, não por ideologia

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    • 24/02/2010 - 18:33
      Enviado por: carlos 3m

      mas, braziliano, embora exista uma parcela de judeus nao sionistas, a enorme maioria dos mesmos tem o ideal de ter uma nacao propria para nao ter mais o risco de ser achincalhado como aconteceu ao longo dos tempos.

      sei que voce gostaria para favorecer sua teoria que os sionistas fossem a minoria da minoria, mas eh exatamente o oposto. dito isto como fica sua fala?

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    • 24/02/2010 - 20:44
      Enviado por: Dr.Massaranduba

      O Gustavo vem com a oferta de paz e voce senhor Joao vem com as pedras na mao.

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  • 24/02/2010 - 17:29
    Enviado por: MarioS

    Gustavo,
    Não me contraponho a fatos. Acredito que, como observou seu amigo, seja mesmo chocante a diferença entre os habitantes do Cairo e um grupo de turistas libaneses. É obviamente esperado que haja uma enorme diversidade entre árabes e muçulmanos, em hábitos, comidas, trajes, etc. O mesmo acontece no mundo todo, gaúchos não são iguais a amazonenses e nem uruguaios a bolivianos.
    Acredito que um marroquino de Fez seja tão distante de um libanês – mesmo muçulmano – quanto um porteño é de um dominicano, mas tudo isso só faz que minhas observações do tópico anterior façam mais sentido. Segue uma adaptação (na forma apenas) delas:
    “Quem teima em misturar árabes, palestinos, muçulmanos como se fossem a mesma coisa são os dirigentes atuais da Turquia e do Irã entre outros. Ou será que eles se colocam radical e automaticamente contra Israel por amor a justiça? Não pesa nada, nadinha, o fato dos palestinos serem (em sua maioria, já sei) muçulmanos? Porque os países árabes declararam guerra a Israel em 48? Por que, por exemplo, a Guatemala não o fez? Se a Argentina fizesse, mais uma vez, a besteira de atacar as Malvinas (não acredito que farão), quantos países sul-americanos a seguiriam?
    No exemplo que voce cita, entre o portenho e o dominicano, duvido que entre as várias divergências entre Brasil e Argentina, a República Dominicana SEMPRE se posiciona, sem nenhuma análise, ao lado da Argentina. Será que algum panamenho, dominicano, salvadorenho ou costa-riquenho já fez, alguma vez na vida, promessas de “dar seu sangue” pelo Chile?
    Repito: quem vende a falsa unidade são os próprios.

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    • 24/02/2010 - 18:21
      Enviado por: Gustavo Chacra

      MarioS, a comparação sua das Malvinas (minha tese de graduação, com o Ariel como orientador) e a Guerra de 1948 não faz sentido. Valeria um tópico a parte devido ao tamanho da resposta. Vou falar dos outros itens. Verdade, o Irã é em grande parte responsável pela generalização, mas não a Turquia. Em tempo, como escrevi abaixo, a Jordânia, Egito e Arábia Saudita não declararam guerra a Israel em 2006 e 2009. Aliás, nenhum país declarou

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    • 24/02/2010 - 19:04
      Enviado por: MarioS

      Gustavo, faz teeemmmmpoooo que voce prometeu me enviar sua tese sobre as Malvinas. Será que a paz no OM chega antes? (quem mandou voce lembrar?)
      Quer dizer então que a recente mudança de posição da Turquia não tem nada, nada a ver com partilharem a religião com a maioria dos palestinos? Coincidência o fato de que quem está no poder é um partido islâmico?
      O fato de que Jordânia, Egito e Arábia Saudita não declararam guerra a Israel em 2006 e 2009 foi positivo. Os palestinos precisam se convencer de que tem que fazer acordos com Israel e é com este país que devem conversar.

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    • 24/02/2010 - 20:02
      Enviado por: Rodolfo

      Guga,

      Vc ja se ofereceu para enviar a sua tese por e-mail a algum leitor do blog. Vc tb poderia enviar ao meu?

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  • 24/02/2010 - 17:32
    Enviado por: Christiane

    Gustavo, ótimo texto!
    Pena não ocorrer encontros mensais no rio de Janeiro tb. Quem sabe numa das minhas idas a trabalho para sampa não consigo participar de um encontro destes? Vou torcer!

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  • 24/02/2010 - 17:40
    Enviado por: João Braziliano - O Retorno.

    Chamar Dubai de artificial e cafona é a sintetização da clássica “dor-de-cotovelo”.

    Paris é obra de Deus? NY é foi moldada pelo vento? Londres, além de drogados por toda parte(grande legado da avançada civilização ocidental), o que têm de natural?

    Voltando ao OM, Beirute éa mais bela cidade do leste mediterrãneo, apesar de todo o esforço dos vizinhos do sul para destrui-la. Dureza, hein?

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  • 24/02/2010 - 17:57
    Enviado por: MarioS

    Gustavo,
    Tem mesmo que ser idiota para condenar uma pessoa porque alguém da mesma religião cometeu um atentado terrorista ou porque um regime trata mal as mulheres. O problema passa a existir quando se deixa, por omissão, os terrorista ou os que tratam mal as mulheres, falar em nome de todos. Se alguns poucos sócios do Paulistano atirarem pedras em crianças passando na Augusta, seria imbecilidade condenar a todos, mas a coisa começa a mudar de figura se a diretoria não fizer nada (não vamos nem falar na hipótese de incentiva-los) e se os outros sócios se calarem apesar do ataque continuar acontecendo.
    No tópico anterior voce diz que eles (os líderes) publicaram condenaçõe mas diz também que não. Não importa, o fato é que a IMPRESSÃO geral é que não há condenação. A melhor forma de combater um preconceito é a educação, no caso, divulgar, exaustivamente, que tais posições são de uma minoria. Aonde está a J Street palestina? Só falta dizerem que existe mas não é divulgada!

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    • 24/02/2010 - 18:14
      Enviado por: Gustavo Chacra

      MarioS, primeiro, a J Street é um movimento judaico nos Estados Unidos, com alguns membros palestinos. Em segundo lugar, o Mustafa Bargouthi (não é o Marwan), líder cívico palestino, lidera uma série de manifestações pró-paz em Ramallah semanalmente. Para completar, o Salam Fayyad, premiê palestino, que não é do Fatah, ao contrário do que dizem, é uma das figuras mais moderadas em todo o Oriente Médio e com um discurso fortemente pró-paz. Como escrevi várias vezes, todos os governos árabes, incluindo o Saddam Hussein, condenaram duramente o 11 de Setembro e ofereceram ajuda aos Estados Unidos. Na Guerra em Gaza, governos do Egito, da Jordânia, da Arábia Saudita e a Autoridade Palestina condenaram o lançamento de foguetes do Hamas contra civis israelenses. E, em todos os atentados, organizações islâmicas emitem comunicados oficiais condenando as ações. Claro, muitas pessoas preferem pegar o lado ruim, fingir que não houve condenação por parte dos moderados, os chamando de omissos. Estas pessoas (não é o seu caso, que sempre foi correto nos comentários) mentem porque são islamofóbicas ou são desinformadas sobre muçulmanos e árabes, por não poderem viajar ou não falarem outras línguas. Basicamente, sequer conhecem muçulmanos e árabes, a não ser por vídeos de radicais no Youtube (e pelos lançamentos do Zidane e os socos do Mahammad Ali). Preferem dar destaque aos radicais. Eu tento mostrar os dois lados e, se soubesse como, colocaria fotos de diversas mulheres muçulmanas que tirei ao longo das minhas viagens por dez países majoritariamente islâmicos (Marrocos, Tunísia, Egito, Turquia, Síria, Líbano, Jordânia, Emirados Árabes, Yemen e Omã), além de Gaza e Cisjordânia, sem falar nas cidades árabes de Israel, onde já estive cinco vezes, com direito a curso na Universidade Hebraica. Também conheço a comunidade islâmica de São Paulo e de Nova York

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    • 25/02/2010 - 10:59
      Enviado por: José Antonio

      Gustavo o J. Street não pode ser um movimento judaico autentico se tem palestinos no meio. Seria a mesma coisa que falar que um movimento brasileiro tem argentinos no meio. Cada um vai puxar para o seu lado.

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  • 24/02/2010 - 18:15
    Enviado por: José Antonio

    Voltou com tudo em João? Mas não vou brigar com vc. Sei o que pensa e vc. sabe de mim também. Sou sionista participante e doador para a causa.
    AIPAC e JDL. Mas isso não impediu de tomarmos um monte de cervejas juntos. Quanto a cidades artificiais e cafonas acho que todas tem um pouco.
    No OM a classe média e a rica comporta-se da forma como o Gustavo falou, mas a pobre não tem tanta liberdade.

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    • 24/02/2010 - 21:04
      Enviado por: WM

      Olá, José Antônio!

      Admiro você por apoiar fervorosamente seu povo e sua ideologia, acho que faz muito bem e, é sempre bom lembrar, que o outro lado também têm muitos partidários com o mesmo fôlego!

      Abração!

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  • 24/02/2010 - 18:18
    Enviado por: José FARHAT

    Gustavo,
    Belas palavras; com base em observação e análise dos fatos veio a conclusão, tudo retinho como só a verdade pode ser. Parabéns pelo artigo.

    Também já fomos turcos, árabes e por aí em diante. Hoje chamar algum de nós de “turquinho” e resultado do que são, na realidade, “os turcos” de ontem. Já escrevi uma série de artigos para o Al Hayat (estou longe e não dá para conferir se o jornal foi mesmo este) a respeito daqueles que entre nós mesmos, gente do País do Cedro, insistia em dividir os libaneses para que a constituição fosse mudada e se elegessem deputados da diáspora e, é óbvio, para que os maronitas (leia-se: a direita retrógrada, usando a religião como meio de obter ganhos políticos), ganhar mais uma ou duas cadeiras no Parlamento. O artigo indagava se somos: turcos, árabes ou libaneses. É claro,o projeto político não progrediu.

    Estamos lutando para acabar com a intromissão da religião na política. Chegam os exemplos também de outros.

    Hoje, por aqui mesmo entre nós, faz-se confusão maldosamente para atacar, perder a oportunidade de unir e dar um pouco de si para entender o que sente o outro, onde lhe dói o sapato novo.

    Nesta confusão, há outro aspecto também assaz repugnante; há pessoas que se afastam de Deus mentindo que estão a seu serviço e cumprindo suas diretrizes; caminho direto para o inferno cuja porta São João Bosco tocou e queimou os dedos.

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    • 24/02/2010 - 19:24
      Enviado por: GilbertoR

      É,a conclusão que cheguei(além da opinião do prof Farhat acima) é que os maronitas é que são os fdps no Líbano.São mesmo?

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    • 25/02/2010 - 06:06
      Enviado por: MarioS

      Gustavo:
      “Comentários… anti-árabes…não serão publicados”
      “Tem quer ser extremamente idiota para condenar alguém por causa da religião”
      GilbertoR
      “É,a conclusão que cheguei(além da opinião do prof Farhat acima) é que os maronitas é que são os fdps no Líbano”

      Dúvidas (minhas): chamar de fdp é condenar? um comentário que chama árabes de fdp é anti-árabes?

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    • 25/02/2010 - 10:47
      Enviado por: José Antonio

      Vc. vem de uma familia cristão não é Gustavo? São maronitas? E se for vai deixar passar esse absurdo. Religiões não são para atacar e sim respeitar. Se não, não pode se reclamar quando acontecer o contrário.

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  • 24/02/2010 - 18:19
    Enviado por: Morad Zahran

    Existe sim Arabe judeu, até pq arabe é nacionalidade e ser judeu é religião, minoria mais existe principalmente na Palestina, ops desculpe….territórios ocupados por Israel.

    do outro lado existe ainda em menor numero, israelense muçulmano!
    (na verdade só vi um caso e foi no Discovery Chanel)

    Arabe- nacionalidade
    Israelense- nacionalidade
    Palestino- virtude
    Muçulmano- religião
    Judeu-religião
    Ateu-Realista

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    • 24/02/2010 - 18:22
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Morad, árabe é etnia, não nacionalidade

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    • 24/02/2010 - 18:28
      Enviado por: José Antonio

      Judeu não é religião é etnia. Não sou religioso e sou judeu. Depende da ascendencia. Palestina não existe e os territórios são em disputa

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    • 24/02/2010 - 19:34
      Enviado por: GilbertoR

      Morad com todo respeito.Entendi bem?Para você palestino é sinonimo de virtude?

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    • 24/02/2010 - 23:11
      Enviado por: Yoko

      Mas uma falácia do José Antonio:
      “Palestina não existe e os territórios são em disputa”.

      Veja o mapa da ONU e verá que o status da Palestna não é território em disputa, mas território ocupado. Ocupado ilegalmente por Israel. O próprio Gustavo jáescreveu diversas vezes sobre o assunto.

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    • 25/02/2010 - 10:36
      Enviado por: José Antonio

      Yoko a palestina não existe, se existe me diga quais as caracteristicas, governantes, moeda, lingua etc.
      Quanto aos territórios se fossemos seguir o que a ONU quer Israel não existiria mais. Ë um orgão falido e dominado por antissemitas. Ainda bem que os USA tem o poder de veto

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    • 26/02/2010 - 00:19
      Enviado por: Yoko

      A Palestina existe sim, José Antonio. E se escreve com P maiúsculo. Gostaria que as pessoas escrevessem israel com minúsculo?
      O fato de você negar não muda a política internacional. Ainda pode não ser considerad estado, mas é um país.

      E já que você desdenha tanto a ONU, você exigiria a anulação da resolução que criou israel? Ou nesta caso a ONU tem valor? Vê como você sempre usa dois pesos e duas medidas?

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  • 24/02/2010 - 18:26
    Enviado por: Roberto

    Olá Gustavo!
    Acho que vale uma explicação sobre o que é ser judeu/muçulmano, israelense/árabe…

    Os dois primeiros são religião, enquanto os outros dois, nacionalidades. É muito comum essa confusão e, por isso, é quase geral a noção de que todo árabe é muçulmano (quando pode haver árabes adeptos do judaísmo) ou mesmo israelenses adeptos aos costumes e religião muçulmana.

    É quase o mesmo que dizer que todo africano é adepto do candomblé ou que pratica ‘macumba’! Nem todo brasileiro é católico, nem todo israelense é judeu, nem todo inglês é protestante…etc!

    Abraços
    Roberto

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  • 24/02/2010 - 18:27
    Enviado por: Rodrigo

    Belo artigo. Muito belo.
    Eu conheço gente que se recusa a conhecer o Oriente Médio sob a alegação de que “lá as mulheres são apedrejadas”. Colocam a ação radical de uma minoria como regra comum à todos os países da região.
    Lamentável e, certamente, fruto do desconhecimento e do preconceito.

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  • 24/02/2010 - 18:30
    Enviado por: Fernando

    Guga,

    Valeu pela citação. fico contente que gostou de minhas observações. Como te disse, me estranha muito nós chamarmos os egipcíos de árabes, por mais que falem árabe e todo restaurante sirva a mezze. Falando em religião, a maioria muçulmana talvez tenha semelhanças com o mundo árabe, tb em sua maioria muçulmana. Já os cristão de lá, os coptas, são um caso a parte: a igreja, história, um patriarca próprio… Bom, achei que os egípcios por seu comportamento, a cultura, história e até fisicamente, além é claro de estarem na África, são egípcios, mais do que árabes.

    Talvez essa generalização dos árabes, veio de um egípcio, o nasser, em um outro contexto histórico. Talvez do Arafat…E ficou…Mas de verdade tenho muitas dúvidas se essa união role de fato entre as pessoas comuns. talvez na política…Aí vc pode me dizer melhor! Fico com a impressão de que como nós, brasileiros, somos brasileiros e não hispânicos como insistem os seus vizinhos. Também não somos portugueses. A identidade brasileira é mais forte do que a latino-americana. O mesmo vale pro Egito. Talvez mesmo pro Líbano?

    Não segui suas dicas, pois tinha pouco tempo e preferi me dedicar aos pontos mais turísticos e centro antigo. Ainda assim passei próximo de Heliópolis, visitei a ilha de Zamalek (região central arborizada de arquitetura antiga mais bonita) – aliás onde fui jantar no ótimo Abu el sid, que, segundo me disseram, um dos poucos restaurantes árabes a gozar de estrelas no michelin. Bom, mais estes pontos realmente são bonitos, mas mostram uma coisa terrível: um imenso abismo social, muito maior do que existe aqui.

    Muito longe de mim afirmar que conheço algo sobre o mundo árabe e mesmo sobre o egito, mas fico com a sensação de que a pobreza tem bastante a ver com crescimento do conservadorismo dos muçulmanos. Mais do que a pobreza me chamou a atenção a quantidade lixo na rua, e a desorganização urbana que beira a falta de civilidade.

    Grande abraço.

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  • 24/02/2010 - 18:33
    Enviado por: Ricardo Arcanjo

    Gustavo,

    Você chama de judeu árabe os que vivem ou viveram nos países árabes? Muitas colônias judaicas (Iraque, Síria, Palestina, etc…)são + antigas do que o mundo árabe… o fato de a região ter sido arabizada torna estes individuos árabes? não existe um movimento “fenício” entre os libaneses cristãos??

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    • 24/02/2010 - 18:47
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Ricardo, existe sim um movimento fenício, mas é meio imbecil, já que não tem como saber se os fenícios são os atuais cristãos ou os sunitas, druzos, xiitas. Aliás, pesquisa indica que todos tem um pouco de fenício

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    • 24/02/2010 - 19:26
      Enviado por: carlos 3m

      da minha parte eu faco parte da primeira leva de marcianos que habitou este planeta antes dos terraqueos terem nascido.

      acho que devo montar meu movimento marciano a qq momento.

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    • 24/02/2010 - 19:29
      Enviado por: GilbertoR

      Gustavo.
      Conheço sirios cristãos e tive a impressão que quando perguntados se diziam árabes para “simplificar” a conversa.

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    • 24/02/2010 - 21:08
      Enviado por: João Braziliano

      Li certa vez na NatGeo que a grande maioria da população libanesa têm DNA fenício, independente da religião.

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  • 24/02/2010 - 18:34
    Enviado por: Rodolfo

    Já falei várias vezes, até duas décadas atrás, mulheres muçulmanas eram simbolizadas pelas odaliscas. Hoje, são as burkas”

    Gustavo, o que levou a isso? Radicalização da religião, mudança cultural, desmonstração de nacionalismo? Claro, há um esteriótipo criado, mas você mesmo menciona que as mulheres do Egito não costumavam cobrir a cabeça e hoje o fazem.

    O Cairo além de muito pobre é imundo. Fiquei em hoteis 4 estrelas tanto no Cairo, quanto em Alexandria e, juro, apesar de estar longe de ser germofóbico, meu grupo levava lenços umidecidos ao café da manha para passar na louça. As pirâmides são sensacionais, mas seu entorno, ao invés do deserto que todos imaginam, é uma imensa favela.

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    • 24/02/2010 - 18:43
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Rodolfo, o Egito se tornou uma sociedade conservadora, assim como outras ao redor do mundo. Mesmo aqui nos EUA, nos anos 1970, seria impensável um discurso radical cristão entre políticos de primeira linha. Alguns candidatos chegaram a dizer que acreditam na teoria da criação. Quando o Brasil ganhou a Copa de 1970, nenhum jogador exibiu a camisa “Jesus”, como hoje em dia. Judeus do mundo todo costumavam se mudar para Israel em busca do ideal do kibutz. Hoje, muitos optam pelas religiosas yeshivas

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    • 24/02/2010 - 19:19
      Enviado por: José Antonio

      Concordo com vc. Gustavo, os meus pais eram mais softs que eu. Não gostavam de discutir assuntos relacionados a judeus e Israel. Ainda faziam parte dos antigos judeus que se conformavam em serem afrontados sem se defender. Lembro de várias discuções com eles tentando faze-los ver a realidade.
      Isto não tem a ver com religião e sim com a defesa da integridade do povo. Claro que a minha irmã brigava muito mais com eles. Ainda bem que não viram que estavamos certos e que o antissemitismo voltou com força total.

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    • 24/02/2010 - 19:48
      Enviado por: GilbertoR

      J. Antonio, meu amigo, você mudou mesmo.Você era comunista!!!

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    • 25/02/2010 - 10:28
      Enviado por: José Antonio

      Pois é GilbertoR, as pessoas precisam evoluir. Senão como explicaria o mico pago em Cuba ontem

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  • 24/02/2010 - 18:59
    Enviado por: MarioS

    Excelente observação Gustavo. Ninguém diria que tantos filhos dos hippies seriam caretas. Faz pensar que está certo quem acredita em ciclos históricos repetitivos
    Conheço alguns (poucos) judeus religiosos cujos pais não eram nem um pouco, muito pelo contrário. Interessante notar que o fenômeno se repete em várias religiões, e na minha opinião, estranhíssimo.

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    • 24/02/2010 - 19:29
      Enviado por: carlos 3m

      marios, tem a ver com a natureza humana. ela diz nos precisamos de gps para conduzir a nossa vida. ponto.

      se a educacao caseira nao nos fornece uma iremos procurar no lugar mais proximo e assemelhado a nos.

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  • 24/02/2010 - 19:04
    Enviado por: Habib

    Pessoal,

    Sou libanes, filho de libanes, e posso dizer com muita certeza que, morando por 23 anos no Libano, nunca vi nenhuma libanesa de burca. Nenhuma saudita tambem.

    O Gustavo, dono do blog, assim como muitas outras pessoas, se confundem com os trajes.

    Seguem definições do dicionario Aulete:

    burca

    (bur.ca)

    sf.

    1. Tipo de vestimenta, us. em público por mulheres muçulmanas de alguns países árabes, que cobre todo o corpo e toda a cabeça e que permite a visão através de uma tela na altura dos olhos.

    [F.: Do ár. burquX.]

    xador

    (xa. dor) [ch; ó] sm.1. Vest. Traje feminino, ger. negro, que cobre todo o corpo exceto parte do rosto, us. em alguns países muçulmanos.[F.: Do persa chaddar. Var.: chador.]

    Pra ilustrar melhor o que estou dizendo, segue foto de uma mulher de xador (ou chador): http://interpretar.files.wordpress.com/2008/07/muculmana.jpg

    e de duas mulheres de burca: http://3.bp.blogspot.com/_AKSCzBAKSXM/Rzg3lM44BDI/AAAAAAAAAY8/6RtnJi1grTI/s320/burca.gif

    O xador é usado em paises como Arabia Saudita, Kwait, entre outros. Já a burca é usada em paises como o Afeganistão.

    No Libano, nem o xador nem a burca são usados. Lá as mulheres muçulmanas (nem todas) usam o hijab (verbete não encontrado no dicionario), mas segue a foto:

    http://muslimahblog.files.wordpress.com/2008/09/hijab11-285×291.jpg

    Espero ter contribuido com o esclarecimento destes pontos.

    Abs!
    Habib

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  • 24/02/2010 - 19:38
    Enviado por: Rosenvald

    Gustavo:
    Nunca chame um libanês de turco no Brasil.
    Não sei porque,mais eles se ofendem.

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    • 24/02/2010 - 19:40
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Ele se ofendem porque libanês não é turco. Mas, por favor, jamais chame um armênio de turco

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    • 24/02/2010 - 21:50
      Enviado por: João Paulo

      Isso remonta ao séc. XIX e início do XX, com a dominação do Império Otomano sobre o Oriente Médio. Os turcos eram odiados pelos povos a eles subjulgados.

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    • 25/02/2010 - 13:14
      Enviado por: José Antonio

      Os judeus no Brasil também são chamados de turcos. Turcos são todos do oriente médio na visão de pessoas simples. Aí para explicar a diferença é dificil. Dizem também que judeus são contra deus e mataram Jesus Cristo, aí obra magnifica da propaganda cristã. Quando se fala que ele era judeu dão risada e não acreditam. Existe uma propaganda em curso que diz que ele era arabe.

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  • 24/02/2010 - 19:41
    Enviado por: Renata

    Oi Gustavo, belo artigo. Eu vivo em Montreal e sinto que existe a mesma generalização sobre o que é ser latino-americano. Escuto com frequencia as pessoas falarem “vocês” para se referir a caracteristicas de mexicanos, brasileiros, salvadorenhos, etc. Como se fôssemos todos iguais. Também escuto frequentemente os canadenses falarem “nós ocidentais”, como se o Brasil não fizesse parte do ocidente. Daí vem a velha questão, o que significa o “ocidente”? E pra que servem todas essas generalizacões de árabes, judeus, latino-americanos? Servem apenas para fazer oposição com o “outro”, o menos civilizado?

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    • 24/02/2010 - 19:46
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Renata, esta generalização dos latino-americanos realmente incomoda. Você tem razão. No caso do Brasil, sequer compartilhamos da mesma colonização que nossos vizinhos

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  • 24/02/2010 - 19:43
    Enviado por: jose duailibi

    Texto brilhante,lucido.Parabens Gustavo.

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    • 24/02/2010 - 19:44
      Enviado por: Gustavo Chacra

      José, você a parente da Julia Duailibi, repórter do Estadão? Ela é uma das minhas melhores amigas de infância. E, pelo sobrenome, imagino que a sua família seja de Zahle

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  • 24/02/2010 - 19:48
    Enviado por: Florentina

    Quero aproveitar o ensejo do tema e dizer que o Irã, que já foi uma nação persa, é uma nação árabe.

    Ai alguém diz: coitado, fugiu da escola.
    Não vou explicar porque é complicado. Mas é árabe.

    Agora, complicado mesmo, como diz o texto, é a generalização.

    Interessante, que todos que nascem em Israel, são judeus. Mesmo não sendo.
    Até porque judeu é (ao menos deveria ser) quem segue o judaísmo.
    A minoria são seguidores.

    Todos que nascem em Israel são israelenses ou até mesmo hebreus.

    Mas sobre a generalização, sob um outro aspecto, todos que nascem em Israel, os filhos de quem nasce os netos, bisnetos e para sempre todas as gerações são judeus.

    O Silvio Santos, querendo ou não é judeu.
    Mesmo que não tenha o menor interesse por Israel, que se sinta apenas brasileiro, filho de europeus, mas vai obrigatoriamente ser judeu.

    Daqui a trezentos anos um sujeito vai ser judeu ou muçulmano porque há trezentos anos atrás, alguém de sua árvore genealógica foi.

    Coisas da religião.

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    • 24/02/2010 - 17:29
      Enviado por: Ala-bol

      Florentina, realmente você conseguiu confundir um
      montão de pessoas!!! Ficou difícel de entender a
      sua teoria!!!!

      Porém, não dá para aceitar a sua teoria de que o
      Irã é árabe e não persa!!!!

      O Irã não é árabe, o Irã é muçulmano e historicamen-
      te “”persa”".

      Foi o que sempre entendí pelas leituras que fiz.

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    • 24/02/2010 - 19:53
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Florentina, agora fiquei confuso

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    • 24/02/2010 - 19:59
      Enviado por: Rosenvald

      Na religião judaica,se a mãe for católica,deixa de ser judeu,mesmo com 20 geraçôens anteriores judias.
      Eu pessoalmente não sei o que dizer disto,mais é da religião judaica.

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    • 24/02/2010 - 20:21
      Enviado por: Rosenvald

      Como se um criança que nascer de uma mãe judia,mesmo toda familha paterna anteriormente tendo sido católica ou até mulçumana por séculos,esta criança passa a ser judia,mesmo sendo a mãe a primeira pessoa de religião judaica a entrar para esta familia.

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    • 25/02/2010 - 10:23
      Enviado por: José Antonio

      Florentina também fiquei confuso. Quem nasce em Israel é israelense independente da etnia. Só pode ser judeu se a mãe for, no caso dos árabes se o pai for. Judeus seguem a religião judaica ou outras, a maioria segue. Arabes podem seguir qualquer religião, menos na Arábia Saudita. O problema é misturar religião com etnia. O que define é a etnia.
      Muitos perguntam porque a mãe é prioritaria no caso judeu. Porque é a unica que não se tem duvida, o pai pode não ser quem se pensa.

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    • 25/02/2010 - 11:52
      Enviado por: Rodolfo

      Rosenvald e José Antônio. Agora quem não concorda sou eu. Realmente, para as linhas mais ortodoxas o que vale é o útero materno, para se definir se a pessoa é judia ou não. Isso mudou, se não me engano, a partir do séc. X ou XI, antes disso, o que valia era a ascendência do pai, porém nas linhas mais progressistas não é bem assim. Eu sou filho de pai judeu asquenazita e mãe maronita, porém sou considerado judeu pela comunidade judaica, participei de programas voltados a jovens judeus e pelas regras do estado de Israel, se eu quiser fazer Aliah, eu posso.

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    • 25/02/2010 - 12:40
      Enviado por: José Antonio

      Rodolfo, se Israel mudou as leis não sei, acho dificil, pois os partidos religiosos apesar de não mandarem são ouvidos. Quando queria fazer aliá em 86 tive que provar que era judeu, de mãe judaica, do pai nem perguntaram, podia ser de qualquer etnia. Era judeu também. Na história dos judeus o único que não era judeu foi Abrãao por ser o primeiro. A partir daí todas as mulheres deveriam ser, nativas ou convertidas. As pessoas confundem e acho muito dificil que entendam como a religião muda a etnia. Porisso somos os únicos, e isso leva a pensarem que sendo diferentes é prepotencia.
      Os unicos que não podem ser diferentes são os judeus, todos os outros podem, mas isso é outro assunto e sabemos porque pensam assim.

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    • 25/02/2010 - 12:46
      Enviado por: José Antonio

      Existem os tais judeus messianicos, que aceitam cristo como os cristãos. Mas Israel não os coloca como judeus. Sào proselitistas o que o judaismo não é. A única religião monoteista que não arrebanha fieis. O judaismo foi feito para os judeus e dai vem a raiva daqueles que não são. Para se converter é dificil e demora tempo. A primeira pergunta já é desconcertante. Por que vc. quer pertencer a um povo que todo mundo odeia e quer ver morto. Aí o sujeito já fica com duvidas.

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    • 25/02/2010 - 14:55
      Enviado por: jose

      Rodolfo:
      Existe varios colégios judaicos e sinagogas,como grupos jovens judaicos.
      Existe sinagogas mais ortodoxas{conheço uma sefaradi fundada por sefaradis libaneses na Tijuca no R.J} que quem a mãe não for judia,não pode fazer barmitsvá lá,mesmo que o bizavô tenha sido um dos colaboradores e fundadores da sinagoga.
      Como existe rabinos reformistas como o Nilton Bonder que talvez só se o avô for judeu ele faz o barmitsvá.
      Existe outras que mesmo que só o pai seja judeu,ele vai fazer barmitsvá lá,como vai estudar em 95% das escolas judaicas que não são yeshivas ou religiozas mais não ao ponto de ser uma yeshivá.
      Como existe católicos de pai e mãe que podem estudar em 95% destas escolas e até os pais católicos botam os filhos por acharem boas escolas a nivel de ensino e ambiente.
      Para mim se você se considera judeu,eu tambem lhe considero,pois muitos tem mãe judia e não tão nem ai para o sentimento judaico,já foram para a Disney ou Europa e nunca pizaram em Israel na vida,o que eu acho ruim,pois não ajuda a despertar o sentimento de ser judeu,seja vizitando yad vashem{museu do Holocausto}morando em kibutzim ou moshavim{comunidades agricolas}ou nas cidades por um tempo.
      Sou judeu e morei em Israel quando jovem, e levei minha esposa tambem judia a Israel quando ela tinha 35 anos pela primeira vez.
      Ela nunca sentiu algo igual na vida quando foi no muro das lamentaçôens,andando pelas ruas de Haifa e Tel Aviv escutando hebraico e vizitando Yad Vashem.
      E nós não somos religiosos.

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    • 25/02/2010 - 16:16
      Enviado por: Rodolfo

      JOsé Antônio,

      Até onde eu sei,Israel usa os mesmos critério que os nazistas utilizavam para definir quem é judeu. Ou seja, para quem teve até um avô ou avó judeus conta. Claro que a pessoa tem que desmontrar conhecimento, afinidade e eu diria que até fidelidade com o judaísmo. Programas como o Taglit Birth-right (maior pragrama do mundo para jovens judeus), que leva jovens entre 18 e 26 anos à Israel utiliza-se deste mesmo critério. Claro que uma entrevista é feita para a seleção dos candidatos.

      Os judeus messiânicos são os famosos Jews for Jesus, em pequena ascensão nos EUA. Estes não são aceitos tanto em processo de Aliah quanto do Birth-right.

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    • 25/02/2010 - 16:22
      Enviado por: Rodolfo

      José,

      Exatamente como me sinto. Apesar da ascendência maronita materna, eu sempre me senti mais conectado ao judaismo. Minha própria mãe gosta mais de uma celebração de pessah ou Hanukah a uma missa aos domingos. O Bonder é muito criticado nos meios mais ortodoxos por tentar mudar, modernizar, fazer as mulheres usarem Kipá. Eu particularmente sou fã, adoro o Midrash, apesar da minha família prequentar a ARI. Aliás, o Bonder está organizando o primeiro bloco de Purim, na praia do Leblon, este sábado.

      Em relaçao às escolas judaicas, não sei se chegou ao seu conhecimento, mas até o filho do Mr. Catra está estudando no Liessin.

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    • 25/02/2010 - 17:22
      Enviado por: Paulo

      Esse determinismo da história (é uma prisão como dizia Nietzsche) é uma das coisas que mais me incomoda, tenho mãe, vó, bisavó… de origem judaica, como já disse aqui sou ateu, mas caso bata a cabeça e fique tantã (ou volto) me declarariam judeu… (coisa que meus desafetos nunca esquecem…) assim são os homens…

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    • 25/02/2010 - 17:29
      Enviado por: José Antonio

      Bem vindo a ala judaica Rodolfo. Precisamos de gente como vc. Sentir-se judeu é um grande passo, ou o mais importante. Uma das piores coisas que os judeus fazem é renegar quem gosta dos judeus só por não acha-lo judeu. Em Israel existe um movimento para abrandar o sistema de Aliah. Claro que eles querem mudar a participação de 80% de judeus e 20% de árabes. Elevar a talvez 95%.

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  • 24/02/2010 - 19:48
    Enviado por: Leonardo C. Bucky

    Perguntar não ofende:

    Se existem tantos moderados assim no munda árabe-turco-persa muçulmano, porque a maioria dos muçulmanos (independente da etnia) vão procurar refúgio político no Ocidente “cristão”?

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    • 24/02/2010 - 19:52
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Leonardo, depende do caso. Primeiro, alguns imigram por questões econômicas, da mesma forma como italianos vieram para o Brasil e hoje brasileiros imigram para os EUA, Espanha e Inglaterra. Em segundo lugar, alguns são de ex-colônias. Não podemos esquecer que a Inglaterra e a França ocupavam muitos destes países e o intercâmbio foi incentivado inicialmente pelo próprio Ocidente, em busca de mão de obra barata. Não sei de casos de muçulmanos que imigraram por causa do radicalismo religioso, a não ser no caso do Irã. Faria sentido na Arábia Saudita, mas estes não costumam imigrar

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  • 24/02/2010 - 19:53
    Enviado por: Rosenvald

    Gustavo:
    O filho de um fundador do Hamas diria que botaria um uniforme de Israel para combater o Hamas!!!!
    Olhe que história interessante:
    Um palestino convertido ao cristianismo pró Israel,que odeia o Hamas que seu pai ajudou a fundar:
    El hijo de un fundador de Hamás trabajó para el Shabak por años En una nota exclusiva del periódico Haaretz se revela información según la cual el hijo de una de las figuras más importantes del Hamás, quien se convirtió al cristianismo, sirvió como la fuente mas valiosa del servicio de seguridad del Shabak por más de una década.

    Mosab Hassan Yousef es el hijo de Sheik Hassan Yousef, uno de los fundadores de Hamás y líder de la organización terrorista en Cisjordania. La inteligencia que el informante le proveyó a Israel, condujo a la exposición y captura de un gran numero de terroristas y a la prevención de numerosos atentados suicidas e intentos de asesinato sobre figuras israelíes.

    La historia entera aun no ha sido publicada por Haaretz y, además, la semana entrante saldrá a la venta en los Estados Unidos la biografía de Yousef, titulada “El hijo de Hamás”. Yousef, de 32 años, se convirtió al cristianismo hace diez años y hoy día vive en California, luego de haberse exiliado de Cisjordania e hiciera pública su conversión.

    Durante la segunda intifada, información provista por Yousef, dirigió al arresto de un número de figuras palestinas de alto rango, responsables de planificar atentados suicidas. Estos incluyeron a Ibrahim Hamid, comandante militar de Hamás, Marwan Barghouti, fundador de la milicia Tanzim – ligada a Fatah, y Abdullah Barghouti, un experto en bombas del Hamás.

    “Desearía estar en Gaza ahora”, dijo Yousef desde California, “Me pondría el uniforme del ejercito israelí y me uniría a las fuerzas especiales para liberar a Guilad Shalit. Perdimos tantos años en investigaciones y arrestos para capturar a los mismos terroristas que ahora quieren liberar a cambio de Shalit. Eso no puede pasar”.

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    • 24/02/2010 - 19:55
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Oi Rosenvald, acho que o Guterman publicou esta história no blog dele. É verdade. E simboliza mesmo como não dá para generalizar. Isto é, o filho de um fundador do Hamas simpatiza com Israel

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  • 24/02/2010 - 20:03
    Enviado por: Marcão Polinesi

    Pois é, deveria abrir um tema também abranjendo que o brasileiro de modo geral nada tem a ver com o latino.

    Somos classificados como latinos por sermos lusofonos mas que similaridade temos com os hispanicos que nos rodeam?

    Da mesma forma podemos dizer, o que é ser latino e o que é ser brasileiro?

    Bom tema para se pensar e aguçar os brasileiros que já se acham até hispanicos/latinos e etc hehehhe

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    • 24/02/2010 - 17:46
      Enviado por: Ala-bol

      Olá Marcão, respondendo a sua pergunta, na época em que os romanos dominaram quase todo o mundo conhecido, nos países que o idioma francês, português,espanhol e romeno, e claro o italiano os que lembro do nomento,é falado, historicamente é a explicação!!!!

      Os romanos dominaram todas estas áreas e portanto,
      estas línguas vêm do “latin”.

      Deu para entender? ficou um pouco confuso, eu percebo.

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  • 24/02/2010 - 20:08
    Enviado por: Severino Toscano Melo

    Bravo, Chacra! Não tive tempo de ler os posts, mas o seu
    texto está magnífico. Eu queria acrescentar que não só é
    possível alguém ser árabe e judeu ao mesmo tempo. Eu conheci um marroquino cuja mãe era judia e o pai muçulmano. Pela lei
    judaica, ele era judeu; pela lei muçulmana, ele era muçulmano

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  • 24/02/2010 - 20:11
    Enviado por: GP

    Parabéns pela matéria Chacra, concordo com muito do que você falou. Eu também tive a oportunidade de viajar por muitos dos lugares que voce menciona, a trabalho e a lazer. Eu me irrito com essa mania que Brasileiro tem de condenar qualquer coisa que seja americana ou crista, e aceitar e glorificar tudo que seja o contrário, só pra contrariar. Sua matéria ajuda a mostrar que em qualquer cultura, raça ou pais, há diversidade. Aliás, se tem uma coisa que aprendi com minhas viagens pelo mundo é: o ser humano pode ser tão diferente, mas ele consegue ser mais parecido ainda. Um japonês de Osaka pode ser tão receptivo quanto um bahiano, e um bahiano pode ser tão grosso quanto um alemão. Um Alemão pode ser tão educado quanto a um inglês, e um ingles pode ser tão folgado quanto um carioca. E um carioca pode ser tão honesto e trabalhador quanto um americano do Kentucky, um americano pode ser tão ladrão quanto um politico brasileiro. No final, somos todos farinha do mesmo saco.

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    • 24/02/2010 - 20:13
      Enviado por: Gustavo Chacra

      GP, sensacional o seu texto. Obrigado pelo comentário

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    • 24/02/2010 - 20:28
      Enviado por: Marcos Cunha

      “Eu me irrito com essa mania que Brasileiro tem de condenar qualquer coisa que seja americana ou crista, e aceitar e glorificar tudo que seja o contrário, só pra contrariar.”

      Que paradoxo.
      Já eu me irrito com essa mania de generalizar o comportamente do brasileiro. Somos 200.000.000, caríssimo.

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    • 24/02/2010 - 20:59
      Enviado por: GP

      Você tem toda razão Sr. Cunha, acabei generalizando. Digamos então que muitos brasileiros tem esta mania. Obrigado pela correção.

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    • 24/02/2010 - 23:18
      Enviado por: Yoko

      GP, os japoneses de Osaka certamente serão muito receptivos – a cidade é um grande centro de comércio há pelo menos 5 séculos, e isso está no DNA. Se eu disser que o pvo de Osakasão os libaneses do Japão, alguém se ofende? (A famíliada minha mãe é de Osaka há 5 gerações, apesar de hoje morar em Tóquio)

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    • 25/02/2010 - 09:41
      Enviado por: Fabrício Valle

      Concordo com o seu raciocínio, mas me parece que o que conta é um padrão dominante.
      Quando falamos que o alemão é grosso, não estamos falando que todos os alemão são grossos. Estamos falando de algo que é predominante. Mas, mesmo assim, é preciso tomar muito cuidado, porque pode o povo alemão (que tomei como exemplo, mas podia ser o baiano etc) não ser grosso, na questão da predominancia. Pode ser apenas uma pequena parte do povo, e isso acabou ficando, sabe-se lá o porquê, como característica de todo o povo. O melhor é não fazer classificação nenhuma. Somos parte de uma aldeia global e cada pessoa é única. Gente grossa tem por toda parte, fina também, inclusive na Alemanha.

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    • 25/02/2010 - 13:38
      Enviado por: Del

      Pois é, Fabricio, quando se diz algo sobre qualquer coisa, seja uma pessoa, um povo ou um país, é importante saber quem diz. Às vezes o que está colocado fala mais sobre quem diz do que sobre o que está sendo dito.

      GP diz:
      “Muitos brasileiros tem essa mania”.
      Del diz:
      “Me diga com quem andas…”

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    • 25/02/2010 - 17:03
      Enviado por: Paulo

      O FabioNog perdeu meu voto nesse tópico…rsrsrs, dessa vez vai para o Sr. GP

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  • 24/02/2010 - 20:14
    Enviado por: Voice from Brazil

    Caro Gustavo
    Em relação à sua afirmação de 18:22 – “árabe é etnia, não nacionalidade” – há controvérsias. O fator étnico é apenas uma parte da questão e, é claro, como você afirma, não é uma nacionalidade. Os únicos árabes autênticos são os do Golfo. Os demais foram conquistados, em muitos casos converteram-se ao Islã ou foram islamizados e adotaram a língua árabe, com suas variantes locais. Cristãos árabes e judeus árabes existem, mas em sua grande parte têm problemas com essa identidade (podemos falar numa certa esquizofrenia). Por fim, o que seria um árabe então? Para mim, seria uma definição complexa que envolve fatores geográficos, étnicos, culturais, religiosos… Mas não existe um único árabe que reúna todos esses fatores. Sempre haverá algo faltando. Por isso, eu pessoalmente não acredito num “mundo árabe” nem em “povo árabe”. Aliás, os grandes historiadores do Oriente Médio, incluindo os libaneses Philip Hitti e Albert Hourani, referem-se a “povos árabes”. Mesmo o polêmico Bernard Lewis reconhece esse fato. Et pour cause…
    Um abraço,

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    • 24/02/2010 - 20:17
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Voice, é difícil mesmo determinar o que é um árabe. Basicamente, são as pessoas que falam a língua e adotam alguns costumes da região. Sobre os cristãos árabes, não há dificuldade em aceitar a designação de árabe. Aliás, eles lideraram os principais movimentos culturais arabistas dos anos 1920 (o equivalente da nossa semana de 1922). Claro, há algumas facções maronitas que não gostam de ser chamadas de árabes. Outros maronitas adoram

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  • 24/02/2010 - 20:15
    Enviado por: elizabeth prado

    gustavo,
    interessante o debate sobre tolerância religiosa, e a paz no oriente médio… mas eles não vão parar de brigar…
    o ódio desses povos é histórico e é passado de pai pra filho, geração pra geração…
    No post anterior, anguem disse algo sobre um “árabe” criado no brasil ter uma boa convivência com um israelense. Aqui temos um “certo” nível de tolerância, mas não vejo isso no oriente médio como algo proximo de se alcaçar.
    parafraseando bob marley, “enquanto a etinia, origem ou religião dos homens for mais importante que o brilho dos olhos, sempre haverá guerra” infelismente!!!!

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  • 24/02/2010 - 20:19
    Enviado por: Florentina

    Bom não generalizar a decisão polêmica (devido o momento delicado) de Benjamin Netanyahu sobre a inclusão dos locais sagrados, a Tumba de Raquel,e a Tumba dos Patriarcas como parte do patrimônio nacional israelense.

    Tem uns que gostam de procurar confusão em momentos errados.O caso dele, o Netanyahu.

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  • 24/02/2010 - 20:25
    Enviado por: Jose Affonso

    Meus parabens por um artigo muito bem escrito, com muita propriedade sobre um tema muito delicado. Acho especialmente importante sua abordagem aqui no Brasil porque a utopia criada no imaginario brasileiro, como um pais idolatrado e mistificado como o pais da utopia racial, onde pessoas das mais diferentes origens etnicas se dao bem, infelizmente, nao corresponde a realidade. Uma dos melhores termometros disto eh so revisar os comentarios pesadamente antissemitas e eventualmente tambem com conotacoes anti-arabes, generalizando arabe com persa, judeu com sionista, turcos com arabes, arraigadas e mais que distorcidas visoes estereotipadas sobre judeus e arabes, etc., sempre que sao publicados artigos falando sobre o Oriente Medio, em geral. Gostaria que seus colegas da imprensa se sensibilizassem com o tema que voce tao brilhantemente abordou porque os brasileiros precisam MUITO olhar-se no espelho para se conscientizarem que a luta contra o racismo, a ignorancia e generalizacoes etnicas ainda tem muito chao pela frente. E depois os brasileiros ainda se auto-congratulam dizendo que o racismo, intolerancia e o desconhecimento de outros povos esta nos E.U.A. e Europa! Novamente, parabens!

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    • 24/02/2010 - 20:48
      Enviado por: GP

      José, meu caro amigo, eu lhe dou minhas sinceras congratulações! Você tirou as palavras da minha boca! O Brasileiro faz exatamente isso que você falou, acha que o Brasil é uma utopia racial, fantástico! O Brasil está mutio longe de ser um país assim. Que bom que tem brasileiro com uma boa visão neste país.

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  • 24/02/2010 - 20:54
    Enviado por: Morad Zahran

    GilbertoR

    palestino- virtude

    Força de expressão!

    Afinal…não temos nacionalidade, pelo menos na parte burocrática, identidade ou constituição, nem se quer a Palestina está no mapa!
    No mapa alias, todo aquele perimetro de terras aparece como Israel.
    Neste caso ser palestino está mais próximo de virtude.

    virtude
    (latim virtus, -utis)

    s. f.1. Disposição constante do espírito que nos induz a exercer o bem e evitar o mal.
    2. O conjunto de todas ou qualquer das boas qualidades morais.
    3. Acção!Ação virtuosa.
    4. Austeridade no viver.
    5. Castidade, pudicícia.
    6. Qualidade própria para produzir certos e determinados resultados.
    7. Propriedade, eficácia.
    8. Validade, força, vigor.

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  • 24/02/2010 - 20:56
    Enviado por: Morad Zahran

    Gustavo,

    Arabe pode ser etnia
    mas tb pode ser nacionalidade,
    aquele que nasce na Arabia Saudita.

    Se é que estou certo!?

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  • 24/02/2010 - 20:58
    Enviado por: Santiago

    Gustavo,

    Acompanho sempre teus textos com muito interesse e te parabenizo mais uma vez pela postura, a narrativa fácil e a coerência de texto imparcial.

    Sou árabe-judeu. Meu avô era Sírio e o pai dele iemenita. Raras as pessoas que sabem a diferença entre etnia e religião.

    Um abraço !

    Santiago

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    • 24/02/2010 - 22:36
      Enviado por: José Luiz

      Santiago,
      já me perguntaram mais de uma vez, afinal você é árabe ou judeu? Como você, embora brasileiro e católico, acho que sou os dois. Meu avô era líbio, minha avó siria, nascida numa família de sucessivas gerações de rabinos. Ambos judeus por religião

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    • 25/02/2010 - 10:02
      Enviado por: José Antonio

      Ninguém é judeu por religião. Se a sua avó filha de rabinos for a sua avó materna vc. é judeu por ascendencia. A religião não define etnia e sim o sangue.

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  • 24/02/2010 - 21:08
    Enviado por: Vilson

    Existe SIM uma diferença entre árabes e judeus.

    Por exemplo: os dois vendem até a mâe….

    A diferença é que o árabe Não Entrega…

    É só uma piadinha….

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  • 24/02/2010 - 21:25
    Enviado por: Fabio Nog

    Essa questão da distinção entre os povos é muito interessante. As coisas mudam conforme a distância com a qual você as observa. A um observador postado em Marte, todo ser humano é igual. Para quem está mais próximo, algumas diferenças aparecem: negros são visivelmente diferentes de brancos (na cor da pele, antes que pensem qualquer outra coisa). Para quem chega um pouco mais perto, toda aquela turma de olhos puxados lá no Oriente forma um blocão diferente dos negros e dos brancos.

    Seria esperar muito de um brasileiro médio, um sujeito comum, saber distinguir entre um coreano, um chinês e um japonês. Os orientais, naturalmente, vêem imensas diferenças entre eles. Provavelmente, para um cidadão comum de Tóquio não deve haver diferença sensível entre um boliviano e um mexicano. Aliás, se alguém colocar um índio mexicano e um índio boliviano na minha frente, eu também não vou saber distinguir.

    A gente sabe as diferenças entre os europeus porque eles dominaram o mundo por muito tempo, sua história é amplamente ensinada nas escolas e eles imigraram pro mundo todo. Ainda assim, se colocar um norueguês, um finlandês e um sueco na minha frente, acho que eu jamais conseguiria identificar quem é quem, mesmo que interagissem semanas comigo.

    Espanhóis, franceses e italianos tem o mesmo biotipo e uma cultura de raiz muito parecida. Só da pra reconhecer pela fala. E mesmo assim, um oriental não reconheceria porque as 3 línguas latinas são bem próximas.

    O Oriente Médio vai nessa toada. Sinceramente, eu não sei as diferenças culturais que distinguem um jordaniano de um saudita, de um sírio ou de um egípcio. Se o cara não falar de onde é, eu não vou saber distinguir. E eu me considero um sujeito bem mais educado do que a média. Quando você não consegue ver a diferença, você trata a todos como iguais. Isso não é preconceito, é ignorância, que pode ser curada com educação

    O que complica a vida é a deseducação. Coisa do tipo xiita é radical (no Brasil a palavra xiita virou sinônimo de radicalismo). Todo árabe é muçulmano. Nenhum muçulmano bebe. Árabes usam barba (também tem essa). Todo árabe tem 4 mulheres. Do mesmo modo que todo latino é vagabundo, quer viver do governo sem trabalhar, adora dançar, fala com as mãos, gosta de dar dois beijinhos no rosto e, se bobear, come a mulher do outro.

    Generalizar muçulmanos, árabes, judeus, israelenses, libaneses e egípcios pode ser imbecilidade. Mas é, antes, fruto da ignorância. Se os países do Oriente Médio querem mudar essa situação precisam melhorar sua comunicação com o resto do mundo

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    • 24/02/2010 - 17:33
      Enviado por: EDVAN MIRANDA

      Sr. Fábio. No comentário que fiz para o Gustavo, tomei a liberdade de elogiar-lhe pelo excelente comentário com riquezas de detalhes de profundo conhecimento à respeito de outros povos e Nações espalhadas por esse nosso mundo. Achei de suma importância, tanto que solicitei a Gustavo da possibilidade de me repassar algum conhecimento sobre diferenças religiosas, pois tenho algum interesse em observar a diferença na convergência entre algumas das religiões praticadas aqui no Brasil. Nesse caso, aproveito a oportunidade de solicitar à V. Sa, dentro do possível, me repassar também um pouco de vosso conhecimento religioso à respeito dessas civilizações, pelo que fico-lhe muito agradecido.
      Sem mais para o momento, parabenizo-lhe pelo excelente conhecimento apresentado em vosso comentário e caso seja possível o atendimento de meu pedido sobre as diferenças religiosas solicitadas acima, fico no aguardo de vosso pronunciamento em meu email – edvancm@gmail.com, pelo qual só tenho a lhe agradecer.
      Edvan

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    • 24/02/2010 - 18:06
      Enviado por: Ala-bol

      Fabio Nog, apenas uma observação: existe mais diferença entre um indígena mexicano e boliviano,
      do que entre um indígena peruano, boliviano e equa-
      toriano!!!! Deu para entender?

      Mexicanos : America do Norte!

      peruanos, bolivianos e equatorianos : America do
      Sul (etnias
      diferentes,
      creio).

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    • 24/02/2010 - 23:15
      Enviado por: GilbertoR

      Fábio perfeito.Só queria pontuar que essa suposta ignorãncia é muito valorizada.Se o brasileiro não sabe diferenciar libanes de turco só pode ser incultura?!?Se o norte americano não sabe que brasileiro fala portugues é compreensivel(pela nossa ótica mesma).Entendemos perfeitamente já que eles tem uma expressão “sábia”.”Out of picture”.E tem gente aqui que acha isso lindo.rsrsrs.

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    • 25/02/2010 - 03:26
      Enviado por: MarioS

      É exatamente isto Fábio, questão de proximidade/ informação, excelente post. Vou descer mais um degrau, o regional. Uma vez fui, com alguns colegas de trabalho, a um restaurante nordestino. Entre nós havia uma alagoana que ao ver um casal dançando disse que provavelmente eles eram cearenses. Foi um choque para todos! Nós, paulistas, reagimos como se ela tivesse poderes sobrenaturais e ela espantada com o nosso espanto por uma constatação óbvia, baseada no jeito de dançar o forró. Em outra ocasião conversava com um grupo de pessoas em um hotel, entre eles O carioca típico: sotaque carregadíssimo, jeito, vocabulário, etc. Mesmo assim um argentino perguntou se ele também era de São Paulo.

      “todos que nascem em Israel, são judeus”
      Não são não Florentina.
      Quanto a quem é judeu ou muçulmano, a coisa é bem simples: são leis (dogmas? mandamentos? não sei o termo exato) religiosas Foi citado aqui que um filho de mãe judia e pai muçulmano é as duas coisas, mas para cada uma das religiões ele é uma só.
      Religiões não tem compromisso com ninguém, posso fundar uma, como fizeram os fãs do Maradona, e definir arbitrariamente suas regras. Se eu criar a religião Corinthianista (que aliás já existe informalmente) posso dizer que seus membros são os que assim o declarem, os que já foram pelo menos a três jogos, quem tem bandeira, etc.
      Em relação a nacionalidades, é mais simples ainda: são leis de cada país. Nas américas, quem nasce no território tem a nacionalidade, já na Europa não é assim.

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  • 24/02/2010 - 22:12
    Enviado por: Rodrigo

    é logico que é generalizaçao hoje em dia mas a historia conta dos povos da judeia e da arabia por isso o titulo .. tb tenho amigos “arabes” e “judeus” todos sao especificos quanto sua origem … mas nunca me senti mal e se sentiram mal comigo por isso … só quando confundi um peruano com mexicano ae a historia é outra… e deve acontecer da mesma forma entre arabes e judeus

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  • 24/02/2010 - 22:19
    Enviado por: João Paulo

    Gustavo, em seu texto está a base da Democracia: o respeito às diferenças. E você só consegue construir esse respeito conhecendo-as. Daí os radicais – sejam de quais matizes ou cores forem – apoiarem-se na ignorância e na falta de educação do povo. Quanto mais instruidas, quanto mais educadas e informadas forem as pessoas, mais difícil fica um radical impor suas ordens. Vale também a diversidade cultural que cidades como São Paulo oferecem devido à imigração, onde a convivência com outras culturas, povos e religiões facilitam o interrelacionamento.

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  • 24/02/2010 - 22:34
    Enviado por: João Paulo

    Parabéns pela abordagem: seu texto é CONSTRUTIVO. Gostaria também de conhecer a tese sobre a Guerra das Malvinas, que acompanhei. (Lembro-me bem do desdém que Roberto Godoy sofreu num debate com um diplomata do Brasil em Haia, mas não sei se foi mencionado).

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  • 24/02/2010 - 23:08
    Enviado por: Fatima

    Oi Gustavo,
    Excelente post , a generalizacao e injusta , mas isto acontece em todo lugar.
    Moro no Oriente Medio e posso dizer que fico decepcionada com a ideia de que as pessoas tem do Brasil.
    Quando falo que sou brasileira , logo vem 2 palavras basicas : futebol e carnaval.
    Fora isso a pobreza , falta de educacao , violencia , impunidade …
    Quando voce se depara com esta situacao , fica claro que ninguem SABE NADA DE NADA , mas se enfatiza so os aspectos negativos.
    Lembro que uma vez apareceu na tv daqui , uma reportagem da pobreza no Brasil , pessoas catando comida do lixao … realidade sim , nao nego , mas o que isto traz para as pessoas eh uma ideia errada do nosso pais , entao da mesma forma ocorre ai no Brasil , qualquer ideia do OM , eh ligada a terrorismo , guerra , fanatismo .

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  • 24/02/2010 - 23:24
    Enviado por: Yoko

    Gustavo, a lucidez e a disposição para evitar generalizações deve ser sempre seguida pr jornalistas. Admiro-o porque mesmo em temas polêmicos, no jornal impresso ou no blog você sempre as segue. É questão de ética e responsabilidade.

    O que realmente me deixa indignada é ver jornalistas (mais velhos que nós) escrever entre judeus e muçulmanos é que “muçulmanos se explodem em aviões”. Espero que este tipo de jornalismo esteja em baixa.

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    • 25/02/2010 - 10:52
      Enviado por: Hagá Espinoza

      Yoko, concordo inteiramente com seu comentário. O Blog do Gustavo é interessante por isso. Embora muitas vezes ele discorde de minhas opiniões, o faz de maneira elegante e educada.

      Por outro lado, jornalistas parciais em demasia, sem ética profissional ou respeito à diversidade de opiniões, e que ainda utilizam expressões grosseiras e preconceituosas tendem a perder a credibilidade e leitores, empobrecendo seu trabalho.

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    • 26/02/2010 - 00:30
      Enviado por: Yoko

      Hagá, realmente é uma pena que muitos jornalistas esqueçam a ética.
      O comentário anteiror saiu errado, eu escrevi: “O que realmente me deixa indignada é ver jornalistas escreverem que a diferença entre judeus e muçulmanos é que “muçulmanos se explodem em aviões””.
      Acho que você leu o blog onde escreveram isso, não? Muitos que aqui no blog do Gustavo se contêm soltaram as amarras e mostraram toda a islamofobia e antiarabismo.

      Não tenho ligação com islamismo nem tenho tanto contato com árabes, aliás nem gosto de religião. Mas a atitude de alguns extremistas “do ouro lado”, em contraposição a elegância de pessoas como Farhat e a doçura do Ali, a eloquência do Tuaregue, faz aumentar a minha simpatia pelos árabes.

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  • 24/02/2010 - 23:27
    Enviado por: DOIDO VEIO

    Mas Abraao nao era saudita de Hur da Caldeia? Ele nao imigrou para a palestina e gerou todos os judeus, comecando com Isaque? Entao todos sao Judeus Arabes. Eta familia complicada.

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  • 25/02/2010 - 00:29
    Enviado por: Francisco Junqueira

    Gustavo,
    Eu sou maronita e sempre me achei árabe. Toda minha família maronita sempre se definiu como árabe. Depois de adulto é que fui descobrir que no Líbano havia maronitas que diziam não ser árabes, e fiquei muito chocado. (A propósito, no caso da minha família, a questão do sangue fenício nunca teve um teor antiárabe; sempre foi muito natural considerarmo-nos descendentes dos fenícios, assim como árabes).

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  • 25/02/2010 - 00:30
    Enviado por: Marcelo N.

    Gustavo
    Sou arquiteto e qdo comento arquitetura com um leigo nao me canso de ouvir que gosto ‘e subjetivo e nao se discute. Mas assim como ha boas e m’as materias jornalisticas, existe boa e m’a arquitetura.
    Me desculpe, mas o edificio Burj al Khalifa nao ‘e exemplar de uma arquitetura fantastica. Em primeiro lugar a unica coisa que tem de arabe ‘e seu nome e localizacao. Foi projetado por um escritorio norte americano, de Chicago. Foi construido por empresa Sul Coreana.
    Trata-se de um bizarro colosso arquitetonico, totalmente fora da escala urbana em que se insere, sem contar a inadequacao em relacao ao contexto climatico. A arquitetura nao tem nada de especial ou significativamente diferente do conceito do tb mencionado WTC. Trata-se de uma caixa selada de vidro por todos os lados que recebe radiacao solar constante durante o ano todo. Isso requer enorme demanda energetica de ar condicionado. esse tipo de construcao ‘e alheia aos avan’cos mundiais pela reducao das emissioes de carbono e uso racional de recursos.
    Essa corrida para construir edificios cada vez mais altos sao nada menos do que demonstracao de poder e influencia dos lideres que as constroem. Elas ofendem e contradizem codigos de edificacoes, ferem o skyline de qqr cidade e no caso de Dubai estao fadadas ao declinio em poucas decadas. A imprtancia e riquezas de Dubai irao certamente declinar com o fim da era do petroleo. esses colossos irao ficar desocupados no futuro proximo. Recursos naturais desperdicados em grande escala e enorme contribuicao aos gases de efeito estufa.
    Trata-se de um pessimo exemplo de arquitetura do ponto de vista ambiental, funcional e estetico. mas voltemos a discussao do post

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    • 25/02/2010 - 01:30
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Marcelo, critica acatada. Mas “gosto não se discute”. Brincadeira. Respeito a sua opinião, como arquiteto. Mas o edifício recebeu elogios até da New Yorker. Eu sou leigo, mas gostei bastante. Agora, o Burj al Arab eh meio unanimidade, certo?

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    • 25/02/2010 - 03:41
      Enviado por: José Luiz

      Gustavo,
      também sou arquiteto e endosso tudo o que Marcelo disse a respeito dessas torres de vidro cada vez mais altas. Pura insensatez, nada além de demonstrações de poder econômico. Compare a qualidade de vida de uma cidade de “skyscrapers” como Nova York, com outras como Paris ou Berlim e verá a diferença.

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    • 25/02/2010 - 03:46
      Enviado por: MarioS

      “a unica coisa que tem de arabe … Foi projetado por um escritorio norte americano, de Chicago. Foi construido por empresa Sul Coreana.”

      Marcelo,
      Gostaria de saber sua opinião pessoal sobre isto. Eu sempre achei positivo este intercâmbio, que aliás é praticado na maioria dos paises. Ninguém é mais chauvinista que os franceses (criadores da palavra) mas mesmo assim a pirâmide do Louvre é projeto de um estrangeiro, assim como o Gugenheim de Bilbao e muitas outras obras importantes e simbólicas ao redor do mundo, com exceção do Brasil
      Aqui, para projetos desta importância e simbolismo o arquiteto tem que ser brasileiro e ter mais de 100 anos. Se chamar Oscar melhor ainda.

      “Se o norte americano não sabe que brasileiro fala portugues é compreensivel(pela nossa ótica mesma)”
      “E tem gente aqui que acha isso lindo”
      GilbertoR,
      Discordo totalmente do seu ponto de vista, na minha opinião é exatamente o contrário. Cansei de ouvir brasileiros totalmente ignorantes em Geografia e História reclamarem que os americanos não sabem isto ou aquilo sobre nós.

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    • 25/02/2010 - 23:13
      Enviado por: Marcelo N.

      Mario S.
      Estou contigo e nao abro. Tb acho esse intercambio fantastico, s’o enriquece a arquitetura. Sou brasileiro, trabalho num escritorio em Sydney e fazemos projetos nao s’o na Australia, mas na China, Singapura e cheguei ate a trabalhar num projeto para a Alemanha.
      Eu s’o quis dizer que o eficio em questao esta completamente dissociado da cultura arabe, tanto em termos de estetica, quanto em solucoes construtivas para lidar com o clima local. A arquitetura arabe vernacular (da Wikipedia: “Denomina-se arquitetura vernacular a todo o tipo de arquitetura em que se empregam materiais e recursos do próprio ambiente em que a edificação é construída. Desse modo, ela apresenta carácter local ou regional”) ‘e riquissima mas nao se ve presente nesse edificio, nem em tantos outros de Dubai. Alias, em rarissimos centros urbanos no mundo hj em dia.

      O Hotel Burj Al Arab por sua vez me parece uma arquitetura mais interessante, mas tb deploravel em termos de sustentabilidade ambiental, social e economica. Trata-se da ostenta’cao do dinheiro do petroleo. Para mim ‘e um edificio emblematico que simboliza a ignorancia humana frente a destrui’cao do planeta e dos recursos naturais, do mau emprego de recursos naturais e riquezas. Dubai precisa mesmo de um hotel dessa magnitude, construido na agua e coberto de ouro? Pra que, pra quem? Alias ele foi projetado por um arquiteto ingles e construido por uma firma sul- africana.

      E o The New Yorker nao ‘e uma publicacao especializada em arquitetura

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  • 25/02/2010 - 01:21
    Enviado por: Degrelle

    Há algum tempo vi um documentário no qual cientistas japoneses confirmavam que, embora a maioria dos japoneses queriam ser diferenciados dos chineses, os testes genéticos afirmaram que o povo de Japão vem originalmente do continente, ou seja da China. E também que indígenas do Peru, tinham enormes similitudes genéticas com os japoneses-chineses.
    Ao mesmo tempo, todas as populações asiático-européias, vinham do H Erectus, originário da África, anterior, mas ao mesmo tempo contemporâneo ao Nedranthal, mas este último extinto.
    Quer dizer que somos todos, farinha do mesmo saco africano.
    Agora, entender porque o Sapiens é capaz de tanta violência, seria como entender porque chipanzés atacam chipanzés na calada da noite de pauladas (outro documentário), para conquistar seu território.
    Tal vez a explicação se encontre na nossa natureza animal, e o caminho seja a espiritualização.
    Mas o paradoxo é que as religiões, autodenominadas o caminho da espiritualização, no longo da história sempre foram motivo de guerras.
    Viver sempre em paz e harmonia, sem abusos e arbitrariedades, sem surrupiar o que é do outro…
    No creio que o Sapiens o consiga tal vez a próxima espécie, moralmente superior.

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    • 25/02/2010 - 01:23
      Enviado por: Fabio Nog

      Pois é, Degrelle. Isso nos remete aquela idéia de que raça é só uma questão de cronologia. No fundo, todo mundo descende daquele primeiro primata que resolveu pular da árvore e sentir o chão a seus pés

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    • 25/02/2010 - 12:54
      Enviado por: Mauro Souza

      Degrelle,
      é verdade, somos apenas uma raça. Não fosse assim, filhos de pais de ‘raças diferentes’ nasceriam híbridos.
      O ser humano briga porque um quer escravizar/dominar o outro.

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    • 25/02/2010 - 17:52
      Enviado por: Rogério

      É isso mesmo, somos muito mais iguais que diferentes.
      As religiões não conseguiram ainda, pois insistem em desprezar a razão em prol de dogmas que as sustentam enquanto instituição, para que haja igrejas e hierarquias e a fruição de algum poder.
      Quem sabe nun futuro onde religião e ciência possam estar afinados, apesar de seguros na ciência precisamos viajar na direção do não-racional também, e a religião poderá desmpenhar este papel de forma mais especulativa e menos dogmática.

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  • 25/02/2010 - 01:28
    Enviado por: Getsemane

    Caro GUstavo, nao conhecia seu blog. Li todo o artigo e gostei. Fiquei com vontade de divulga-lo. É uma boa chamada à luz pra quem vive generalizando tudo. Entretanto, me permita argumentar que prefiro a pobreza reconhecida e exposta do Cairo que a escravidao explorada, escondida num suburbio de Dubai. La, os imigrantes que construiram esses belos edificios vivem amontoados, nao têm segurança trabalhista (as leis de Dubai permitem que os empregadores lhes pague com a frequencia que desejarem), nem têm dinheiro pra voltar pro Paquistao, pra India ou pras Filipinas. Parabens, mais uma vez!

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  • 25/02/2010 - 01:30
    Enviado por: Julia

    Gustavo, sou leitora assídua, mas sempre fico com um pouco de preguiça de postar comentários. Uma preguiça-tecnológica, sabe ? Mas enfim, por algum motivo a minha produtividade no trabalho hoje tá beirando o negativo e achei melhor passar alguns minutos postando no seu blog do que futrticando a vida alheia nos facebooks da vida.
    Seus posts são geniais ! OK , é óbvio que não concordo com tudo que você escreve (e viva a diversidade mais uma vez). E ainda assim, me vejo tolerante e receptiva a novos pontos de vista sobre o mesmo assunto. Pode ser pelo fato de você morar em uma das minhas cidades preferidas (o que faz de você um expatriado, assim como eu) ; mencionar frequentemente a outra favorita, a porteña ; por falar do Oriente Médio, pra mim um dos tópicos mais intrigantes dos últimos tempos ; por ser de origem libanesa, a mesma da amiga com quem discuto por horas a fio, via skype, a maioria dos seus artigos.
    Ou simplesmente por saber que aí do outro lado do oceano, aí do outro lado da tela, tem alguém com essa sua coerência.
    E queria simplesmente te parabenizar por isso. As discussões ideológicas e profundas continuo deixando pra vida real. A mesma vida real que às vezes, de tão real, te dá um chacoalhão e meio que diz : ei, acorda, quando você pensou que fosse encontrar coerência aqui dentro das Nações Unidas?
    Abraços de Genebra.

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    • 25/02/2010 - 11:23
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Julia, obrigado pelo elogio. Você trabalha na ONU em Genebra? Conhece a Luciana, correspondente da Folha, e o Jamil, do Estadão? Aliás, os dois têm ótimos blogs. Posso colocar você em contato com eles

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    • 25/02/2010 - 12:56
      Enviado por: Julia

      Oi Gustavo. Trabalho aqui sim, mais especificamente na OIT.
      Conheci o Jamil na final do Brasileirão, temos alguns amigos em comum…aliás, tem mais essa (como fui esquecer?!), parte da minha empatia deve vir do fato de você também ser Palmeirense!!!

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  • 25/02/2010 - 01:31
    Enviado por: ROLANDO LERO

    Chacra, tudo que vc disse ai acima e’ coisa pra jardim de infancia. Vc saberia explicar o porque os Arabes de forma geral nutrir tanto odio pelos judeus? Essa historia de terras ocupadas desde 1948 e’ historia pra boi dormir, pois esse odio esta acesso a milhares de anos, mesmo antes dos judeus entreagarem Cristo aos romanos pra ser crucificado. Ja que vc gosta tanto de pesquisar e esse e’o assunto mais popular dos blogs ultimamente pq nao nos comtemplar com essa perola. No mais oque vem publicando aqui nao passa de feijao com arroz.

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  • 25/02/2010 - 01:55
    Enviado por: Danielle

    Gostaria de participar desse encontro com os leitores do blog!! Como participar?

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  • 25/02/2010 - 02:02
    Enviado por: Gustavo Westin

    Tenho interesse em participar da reunião.

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  • 25/02/2010 - 02:36
    Enviado por: Roberto Vicci

    Chacra, Você é Arabe ou Judeu?

    Nao que tenha importancia naquilo que escreveu, mas é só curiosidade que quem apenas o conheceu pelo seu brilhante texto. Pode-se ser considerado como um manifesto inspirado sobre as possibilidades de convivencia pacifica entre os diversos generos humanos. Seu texto evoca as base para a tolerancia e amizade entre os povos. Sermos iguais entre diferentes é a base para a fraternidade e isso exige um esforço indidivual de cada um de nós nao importando em qual sopa etnica nos estarmos inseridos.

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    • 25/02/2010 - 11:21
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Roberto, não sou batizado (a não ser no rio Jordão, para uma reportagem descrita no blog). Mas meus avós paternos são cristãos libaneses e os maternos são católicos (italiano e brasileira)

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  • 25/02/2010 - 04:33
    Enviado por: Joana

    Oi Gustavo! Acabo de ver esse ensaio foto gráfico sobre a Síria no NYTimes (imagino que você tenha visto também) e gostaria de compartilhar com seus leitores pois mostra um pouco do que você escreve. Um abraço! http://lens.blogs.nytimes.com/2010/02/25/assignment-26/

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  • 25/02/2010 - 06:46
    Enviado por: Gabi

    Excelente post Gustavo, parabens! Espero que cada vez sejamos menos intolerantes, porque é o único caminho para a paz nas zonas de conflito no Oriente Medio.
    Aos leitores do blog que irão ao encontro, tomem uma cervejinha pelos ausentes, por favor! ;-)

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  • 25/02/2010 - 07:45
    Enviado por: ROLANDO LERO

    Gustavo nao entendo como um jornalista como vc pode negar que o odio dos arabes aos judeus duram milhares de anos. Talvez seria util para o enriquecimento do seu curriculum da uma estudada na historia ou pesquisar na Biblia. Ai sim vc entenderia que esse odio nasceu qdo Agar, a escrava, rejeitada por Sara, com a provacao divina na faria parte da bencao sobre os filhos de Abraao, embora eles se tornariam em varias nacoes. Alias me desculpe, mas nunca ha conhecido um jornalista que tivesse um bom conhecimento das escrituras e vc parece nao ser a excecao.

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  • 25/02/2010 - 07:58
    Enviado por: Antonio Santos Aquino

    EU TENHO SIMPATIA PELOS ÁRABES. Tenho a impressão de não confundi-los. Por exemplo: Minha simpatia origina-se de uma meia dúzia de árabes (quando ainda existia a república Sírio-Libanesa), com que meu pai negociava em Santarém-PA nos anos 1935/42. Falecido meu pai, em situação difícil para criar 4 filhos menores, minha mãe procurou os senhores Jorge e Elias Hage e pediu emprestado 100 mil réis. Houve a maior boa vontade; colocaram-se a disposição para qualquer coisa. Depois precisei fazer uma viagem minha mãe falou com seu Kalil Quemer, que me orientou na ida e na volta. Minha mãe lhes pagou tudo e continuou como freguesa. Gosto dos Árabes e mulsumanos. Nada tenho contra os judeus; mas não gosto da maneira cruel como tratam os mulsumanos,particularmente os palestinos.

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    • 25/02/2010 - 06:35
      Enviado por: MarioS

      “não gosto da maneira cruel como tratam os mulsumanos,particularmente os palestinos”
      “Não dá para generalizar dizendo que judeus tratam mal os palestinos. Quais judeus?”
      Pior ainda dizer que tratam mal os mulsumanos, por razões de lógica e sintaxe.

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    • 25/02/2010 - 11:17
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Não dá para generalizar dizendo que judeus tratam mal os palestinos. Quais judeus?

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  • 25/02/2010 - 08:07
    Enviado por: João Braziliano - O Retorno

    Pergunte a um pobre Falasha das ruas de Tel Aviv o que ele acha de todo esse blá-blá-blá.

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  • 25/02/2010 - 08:37
    Enviado por: Antonio Santos Aquino

    É muito difícil sermos totalmente imparciais quando lidamos com o problema de árabes-mulsumanos e judeus. Pela Bíblia são primos. Sarai(que depois chamou-se Sara) esposa de Abrão (que depois chamou-se Abraão) é a primeira mãe dos judeus. Ágar (escrava de Abrão e Sarai, sudanesa) é a primeira mãe dos árabes que se tornaram mulsumanos ou islamitas. Este ódio milenar aprofundou-se depois da segunda guerra mundial. Com a partilha da Palestina e as guerras provocadas pelos judeus( deram a entender para os desatentos que foram os árabes), para aumentar seu território em busca do sonho do “Grande Israel” a coisa ficou complicada. Pois depois de 2.000 anos fora da Palestina moralmente os judeus não podiam reclamar terras. O holocausto complicou tudo, pois os árabes e mulsumanos como Armadinejad perguntam: Porque os palestinos devem pagar pelo massacre dos judeus na Europa? Ninguém responde. Sobre o holocausto que Armadinejad questiona é muito complicado falar e não contrariar uma das partes.Eu pessoalmente sei, li,vi fotografias dos judeus mortos e incinerados nos campos de concentração. Mas não acho que tenham sido 6.000.000 de judeus mortos. Acho que foi menos. Porque? Porque se a URSS , que tinha um território duas vêzes e meia a do Brasil perdeu 20.000.000 de russos na guerra em que os alemães tomara metade do território, porque seis milhões de judeus morreram? Será que existia esta quantidade de judeus espalhados em territórios tão pequenos? Tenho dúvida. Não tenho idade para mentir sobre o que penso.

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    • 25/02/2010 - 11:16
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Antonio, há comprovação histórica de que morreram 6 milhões de judeus no Holocausto. A própria Alemanha, responsável pelo genocídio, admite e negar isso é crime no território alemão

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    • 25/02/2010 - 11:55
      Enviado por: José Antonio

      Meu amigo só na Polonia existiam mais de 3 milhões. Conheço Polonia, Austria, Alemanha, Rep. Checa, Hungria, Eslovaquia. É muito dificil se encontrar um judeu por lá. Na cidade da minha sogra no leste polones divisa com a Ucrania a maioria era de judeus, 90%. Estive lá e me falaram que eu era o único na cidade. Os judeus sairam e não voltaram mais, cinismo absoluto. Vc. e muitos que não acreditam acham que os judeus devem ter ido para marte. Os russos morreram em guerra, e não presos, matavam mais de 2000 por dia nas camaras de gás, só na Polonia, fora os outros paises. Vá em Auchvitts – Birkenau, Treblinka, Maidanek. Morreram quase 8 milhões nos campos alemães, aí incluindo homosexuais e ciganos e alguns eslavos que se revoltaram. Quando os russos chegaram e libertaram os campos ainda tinham 250 mil para serem mortos.
      Acho que deveria ter vergonha de falar isso. Na Alemanha principal responsavel por isso, se vc. se manifestar dessa forma vai para a cadeia. Engraçado que os alemães não contestam esta conta. Pagaram as indenizações e hoje sua presidente diz que um ataque aos judeus é o mesmo que atacar a Alemanha.

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    • 26/02/2010 - 00:57
      Enviado por: Gabriel Pereira Pezzini

      Quanto à existência de tantos judeus, na época, em territórios tão pequenos, digo que não é só na Ásia, como se imagina, que temos grandes concentrações populacionais. Via de regra, na Europa, e em particular nas porções mais ocidentais e centrais do continentes, vemos, via de regra, densidades demográficas elevadíssimas. A Alemanha possui uma concentração populacional de 230 hab/km², maior que a da China, mas menor que a da Índia. A Holanda possui uma densidade ainda maior, e a Polônia, que você citou, tem 120 habitantes por quilômetro quadrado e cerca de 38 milhões de habitantes. A Rússia, apesar de ter o dobro do tamanho do Brasil, é menos populosa que o mesmo. E a Austrália, apesar de ter umas quatorze vezes o tamanho do território mineiro, tem uma população parecida com a de Minas Gerais. O argumento de território e população não se sustenta, ao menos para a maioria dos casos.

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    • 26/02/2010 - 14:29
      Enviado por: Kohlmeyer

      Acho que cheguei tarde demais, de qualquer modo….

      Sr. Antonio,

      A Alemanha Nazista tinha políticas e mecanismos de extermínio e os estendeu a todos os territórios por ela ocupados ou controlados via títeres locais. Isso significa boa parte do Norte da Europa e do Leste Europeu, incluindo Polônia, Ucrânia e grande parcelas da Rússia, afora os países menores. Essas regiões do Leste tinham uma grande população de judeus, absoluta e percentualmente maior que na própria Alemanha ou na Áustria. Para se ter uma idéia, cerca de 95% dos judeus poloneses forma mortos, sendo que a Polônia tinha uma população judaica maior que 10% (cito o números de cabeça, perdoem-me eventuais variações).

      Não pretendo que o Sr. minta sobre o que pensa, mas peço encarecidamente que fundamente suas dúvidas, se informe e reflita antes de formar uma opinião e falar uma coisa dessas.

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  • 25/02/2010 - 08:55
    Enviado por: Teteu

    Tanto faz donde que é o lance é flertar com mulheres de todas as raças, nacionalidades, cores, pesos e idades.
    Viva as mulheres!!

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  • 25/02/2010 - 10:07
    Enviado por: Kuster

    Generalizar populações nunca é saudável

    Assim como o que ocorre no oriente médio, generalizações entre os povos do extremo oriente, da africa subsaariana, ou mesmo da america latina, geram distorções tremendas

    Mas uma coisa é inegável: o conceito de “grupos humanos”, de etnia, é muito diferente entre o ocidente o o oriente.

    No brasil, a divisão é por cor de pele.
    No oriente médio, um judeu falasha e um askenasi de origem ucraniana são do mesmo povo; apesar de possuirem uma aparência diferente.
    E o caso se repete com um saudita de pele negra e um libanês sunita; mesmo povo.

    O conceito de etnia lá é muito diferente.
    E de díficil compreensão para ocidentais.

    Muita gente aqui acha que um indiano da seita siqui e um clérigo xiita libanês são “tudo a mesma coisa”, pelo fato de usarem turbante e serem “lá daqueles lados!”

    de olhos azuis

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  • 25/02/2010 - 10:20
    Enviado por: Larissa

    Rapaz, vc é o meu orgulho!!!!!!

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  • 25/02/2010 - 10:30
    Enviado por: JGould

    Gustavo,

    Antes de mais nada, gosto muito do blog. As ondas em Tel Aviv, principalmente no inverno, não são tão pequenas assim! O pico conhecido como The Hilton(fundo de pedra)apresenta ótima formação, pena é o crowd. Você já ouviu falar da Surfing 4 Peace?

    Abs

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  • 25/02/2010 - 10:34
    Enviado por: Haya

    Ola Gustavo,
    Parabens pelo seu texto, excelente. Sou filha de um casamento misto (judeu-catolico) e durante anos tive que responder quanto a minha origem sem ter certeza alguma sobre o que falava, devido a complexidade do tema. Como sabemos, este assunto da muito pano para manga mas eh apaixonante tanto quanto controverso. Que bom que pessoas como voce, que tem base historica, estao aqui para tentar esclarecer e descomplicar um pouco esta confusao. Obrigada! BTW, onde eh o bar que as pessoas se reunem aqui na Vila Madalena. Gostaria de participar da reuniao um dia destes.

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  • 25/02/2010 - 10:35
    Enviado por: Mineiro de Mariano Procópio

    Gustavo Chacra, bom dia.

    Infelizmente tudo ia bem no seu artigo, entretanto quando você escreveu isso:

    “… Alguns imbecis islamofóbicos tentam resumir os muçulmanos aos radicais e aos supostos moderados omissos. Basicamente, não sabem nada de nada. Primeiro, como disse dezenas de vezes, os radicais são minoria. E os moderados não são e nem nunca foram omissos.”

    … tudo foi para uma vala comum. Não serve para nada.

    Jovem! lembre-se de uma coisa: “ao escrever seja isento nas suas colocações e pensamentos, mesmo que tenhas vontade de esganar o outro, entretanto não pode , não deve e o que escreve sob sua visão perde a credibilidade; peça fundamental para quem faz isso o seu ganha-pão.

    Vou ser mais claro: eu não suporto os aproveitadores do nosso Brasil, principalmente nesses últimos anos de ‘reinado da corja’, entretanto tenho que suportar tudo isso já que o povo assim os escolheu e juntamente comigo (não voto em vagabundos, não voto em sindicalistas etc… só voto em programas de governo, quando merecem…)deverão pagar as contas hoje, amanhã e por dezenas de anos…

    Um lembre e um alerta: escreva suas visões, seus pontos de vista e não tenda para lado ou rumo algum.

    Assim se faz á história dos povos… cada qual com sua opinião…

    Abraços

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  • 25/02/2010 - 10:35
    Enviado por: RicardoT

    Gustavo,

    Parece que voce, assim como muitos, acreditam que os judeus sao apenas seguidores do judaismo. E’ o contrario: o judaismo e’ a religiao dos judeus.

    Quando os romanos tomaram a regiao onde hoje e’ Israel, no sec.IdC, a maioria dos nativos que se recusaram a se helenizar emigrou para outras regioes na Asia, sul da Europa, e norte da Africa. Desde entao, por varias geracoes, essas familias tem resguardado e cultivado a cultura herdada de Israel pre-romano, principalmente atraves da religiao, que praticamente regia as regras de comportamento da sociedadade israelita.

    Nesse meio tempo, e’ claro que tanto a cultura quanto o DNA da media da populacao, originalmente puramente semita, sofreu mudanca. Ha’ íntegracao com a populacao majoritaria, e absorcao de novos elementos culturais locais. Ha’ judeus que abdicam de sua heranca cultural, e se integram totalmente á cultura local. Ja’ houve tambem uns poucos casos de Estados inteiros se convertendo ao judaismo.

    Essa heranca cultural tem sido mantida nao apenas gracas ao esforco de muitos estudiosos do judaismo, mas tambem pelas milhares de perseguicoes. Em inumeros locais e momentos, principalmente fomentados pela Igreja – apesar de varios eventos de perseguicoes tambem na Africa e na Asia -, elas impediram uma maior integracao dos judeus ás sociedades locais, e ajudaram aos judeus a resguardarem e cultivarem entre os judeus um sentimento nacionalista.

    Entendo, portanto, que muitos pensem que os judeus sao apenas praticantes do judaismo, pois essa e’ a caracteristica mais evidente entre os judeus. Essa visao, no entanto, e’ negar milhares de anos de sentimento nacionalista, alimentadas nao apenas pelo sentimento religioso, mas muito tambem pela intolerancia secular dos outros povos. O sionismo e’ apenas o ponto mais alto de um nacionalismo, e uma fidelidade á Jerusalem, trazido pelos judeus da Diaspora por quase 2.000 anos.

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  • 25/02/2010 - 11:11
    Enviado por: Mohamad

    Vale do Beqa é a origem de meu pai. Certa vez,quando da conversão religiosa de minha mãe, que passou a frequentar igreja evangélica, a coleção de livros sobre Alan Kardec foi retirada de nossa casa por conta do radicalismo que vive segundo as regras de uma religião e passa a atacar as outras manifestações. Para não queimar a coleção, minha mãe a passou para um vizinho, pois segundo o pastor e sua interpretação bíblica, a doutrina do espiritismo era uma “barca furada”. Meu velho, que considero um sábio, pediu para que a coleção do Alan Kardec fosse recolocada na nossa estante de livros. Achava que a coleção de obras do Kardec deveria estar ali para consultas…

    A religião entre nós nunca teve uma uniformidade. Sempre foram livres as escolhas. Generalizar muçulmanos, árabes, judeus, israelenses, libaneses, egípcios, o que for é imbecilidade mesmo. O problema para quem tem nome/sobrenome árabe esta no campo da divulgação: para o mundo “globalizado” da comunicação, principalmente oriundo das telas de cinema made in Hollywood, todo árabe é um muçulmano extremista. Errado. Pois nem todo árabe é muçulmano, nem todo muçulmano é fundamentalista, nem todo fundamentalista e terrorista e nem todo terrorista é homem bomba.

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    • 25/02/2010 - 13:45
      Enviado por: Palmeirense

      “pois segundo o pastor e sua interpretação bíblica, a doutrina do espiritismo era uma “barca furada”
      Ela tem o direito de pensar o que quiser. Pelo q vc escreveu, tudo o que ela fez foi retirar livros da estante, nada de mais, a casa é dela e ela tem esse direito. Ela pode até ser radical, problema dela desde que não parta para o uso da força (vc não vê nenhum evangélico pregando o uso da força).

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    • 25/02/2010 - 15:32
      Enviado por: Mohamad

      Não, Palmeirense. Na época, ela tirou os livros da estante foi para queimá-los. Junto com os quadros ou imagens religiosas. Até as bonecas de brinquedo o pastor pediu para que fossem destruídas. Você esta equivocado. O que o pastor pregava era uma intolerância com outras manifestações. Direito de pensar ela sempre teve e sempre terá. A intransigência com relação a outras visões foi o debatido, mas não o seu direito de opiniões, que é bastante respeitado. E as outras pessoas da casa que, por exemplo, precisassem estudar o Alan Kardec?

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  • 25/02/2010 - 11:53
    Enviado por: Rogério

    É o que eu achava teoricamente, não precisaria ir à esses países para saber que não há pensamento único na humanidade, e o que seria mais absurdo, todos serem ou radicais ou omissos, teoricamente impossível. E agora confirmado diante da experiência do Blogueiro.
    Na verdade quem afirma que todos Árabes são radicais seja por ação ou omissão, são radicais ou não sabem o que estão falando.

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  • 25/02/2010 - 13:25
    Enviado por: Ali Abdulhamid

    Lembrando Guga, que um israelense de tel aviv pode ser muito mais parecido com um sirio de Tartous do que com um isralense de jerusalem (muitas vezes o é… )

    Ou um Gabriel Firer israelense-judeu criar uma amisade com um Ali Abdulhamid sirio-alawita.

    Alias, julho estarei indo para a Síria.. se precisar de algo é só pedir

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  • 25/02/2010 - 14:51
    Enviado por: Morad Zahran

    O blog tá bem mais organizado e as pessoas participando mais, isso é um bom sinal!

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  • 25/02/2010 - 15:00
    Enviado por: EDUARDO

    GUSTAVO,

    PORQUE VOCÊ NÃO CRITICA OS COMENTÁRIOS “CRISTIANOFÓBICOS”???, NEM SEI SE EXISTE ESSA EXPRESSÃO…PARECE NÃO SER NECESSÁRIA….

    AH ! SEI… O AMBIENTE DO BLOG É VOLTADO AO ORIENTE MÉDIO… MAS O RESPEITO DEVE SER UNIVERSAL.

    NÃO O ACUSO DE DESRESPEITAR O CRISTIANISMO, ALIÁS NUNCA LI ALGO ESCRITO POR VOCÊ QUE DESRESPEITASSE O CRISTIANISMO, MAS LHE FALO ENQUANTO JORNALISTA QUE VOCE É, INDEPENDENTE DO TEU SOBRENOME, E DIGO QUE ESTÁ “ENCHENDO O SACO” ESSE “EXCLUSIVISMO” DO “POLITICAMENTE CORRETO” E ESTÁ NA HORA DOS CRISTÃOS INVADIREM ESSA PRAIA DO “POLITICAMENTE CORRETO”. SEM FOBISMOS…

    NÃO É MEU DESEJO QUE MEUS COMENTÁRIOS INCENTIVEM, ATAQUES POR PARTE DE QUALQUER TIPO DE “FÓBICO”, OU “ANTI”…

    SOU AMIGO DE PESSOAS DE QUALQUER RELIGIÃO.

    EDUARDO – SP

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    • 25/02/2010 - 15:52
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Eduardo, não precisa escrever em maiúscula. Consigo entender o que você escreveu mesmo em minúscula, como todos os outros leitores. Primeiro, vou começar a acrescentar cristãos na minha advertência. Mas o problema maior nos comentários preconceituosos são anti-semitismo e a islamofobia. Não houve, até agora, nenhum anti-cristão. E este blog existe há um ano e meio. Para completar, meu sobrenome é cristão, para sua surpresa. Todos os meus avós são cristãos. Dois católicos, no lado materno, além de um cristão ortodoxo (meu avô paterno) e uma cristã grego-católica (avó paterna). Meus pais são católicos romanos e meus irmãos também. Eu não fui batizado porque eles esqueceram (sou caçula). Mas fui batizado nas águas do rio Jordão por um judeu messiânico. Mas não considero batismo, porque foi para uma reportagem. Sou um ateu criado dentro da cultura cristã

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  • 25/02/2010 - 15:28
    Enviado por: jarbas

    O texto do Gustavo é um libelo a favor da tolerância – que dever ser mútua. Apesar de escrito com elegância e muita verve, o que diz é tão óbvio e tão básico quanto afirmar que nem todos os habitantes da África negra são iguais, que pigmeus e hotentotes são diferentes de zulus, ou que etíopes e sudaneses, da África Oriental, diferem fisicamente e falam idiomas próprios, desconhecidos na África Ocidental. Quem não sabe dessas coisas?

    O problema em relação ao Islã diz respeito à desconfiança e mesmo o temor que, por exemplo, o europeu médio nutre em relação aos seus seguidores. Em resumo, o “medo do outro”, do estranho, do desconhecido, que não se integra ou não quer se integrar aos países que o acolheu, e que nele muitas vezes procura criar uma sociedade à parte. Saiu um artigo muito interessante há quase um mês no Basler Zeitung.

    Desejo aos islâmicos boa sorte, e que consigam se integrar (pelos menos aqueles que assim o quiserem) aos países que os acolheram sem prejudicar ou ter de abandonar suas culturas nativas, que tanto prezam.

    Só então o muro de desconfiança desabará. Mas para isso será necessário muito, muito mais do que artigos politicamente corretos e informativos como este do Gustavo.

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    • 25/02/2010 - 15:48
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Jarbas, nos EUA, os muçulmanos são muito bem integrados, a ponto de terem uma renda per capita superior à média do país. Na Franca e no Reino Unido, os muçulmanos são de ex-colônias. No caso francês, os problemas nos subúrbios são causados por gangues que nada tem a ver com religião. Verdade, alguns são de origem argelina (e lembro que a Franca não queria se desfazer da Argélia) e marroquina. Mas seria como dizer que o PCC é cristão

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    • 25/02/2010 - 16:52
      Enviado por: Rogério

      “O problema em relação ao Islã diz respeito à desconfiança e mesmo o temor que, por exemplo, o europeu médio nutre em relação aos seus seguidores. Em resumo, o “medo do outro”, do estranho, do desconhecido, que não se integra ou não quer se integrar aos países que o acolheu, e que nele muitas vezes procura criar uma sociedade à parte.”

      Jarbas

      Parece que é o mesmo mecanismo antropológico que agiu sobre a relação entre europeus e judes dos séculos passados. Por não serem prontamente integrados por este medo do outro, foram se fechando e criando um mundo a parte, defendendo-se e gerando mais medo e etc.

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  • 25/02/2010 - 17:01
    Enviado por: EDUARDO

    Há casos concretos Gustavo… Foto-montagens eróticas de Jesus Cristo e Maria, escultura com nudez frontal de Cristo feita em chocolate, orgãos sexuais masculinos desenhados com Rosários Católicos, estampas de camisetas com freiras se masturbado, filmes e livros com visão tendenciosa contra a Igreja, que sequer são unanimadades no mundo acadêmico, mas que a imprensa não se atreve a questionar… e só mostra intencionalmente um lado apenas de “especialistas”… o filme de Mel Gibson foi duramente criticado por uma imprensa que relaxou perante o “Código da Vinci”, quando os “especialistas” nesse caso, não eram tão necessários para comentarem o filme….estou falando por cima, mas você está entendendo…

    Ora….. se tais obras de arte de “livre expressão”, brincassem com símbolos religosos do Judaísmo e do Islamismo, com seria a reação da imprensa…? ………..???????????

    Estou perguntando da Imprensa.

    É a isso que me refiro….isso volto a dizer independente do sobrenome dos jornalistas… A imprensa não é católica, mas não precisa ser anti-católica…

    É justo que a imprensa estimule e defenda o respeito TODAS as religiões,( em caixa alta ) e não apenas àquelas beneficiadas pelo “politicamente correto” ( em caixa baixa ).

    Essa postura da imprensa, posso dizer é generalizada.

    Meu modo de escrever é mesmo truculento. Vou tentar melhorar.

    Lamento que você seja ateu, tendo sido criado num ambiente tão espiritualmente rico.

    Abraço.

    Eduardo – SP

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    • 25/02/2010 - 17:20
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Eduardo, como te disse, vou acrescentar anti-cristãos a partir de agora. Realmente, às vezes ignoram atos contra o cristianismo

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    • 27/02/2010 - 21:48
      Enviado por: Yoko

      E qual o problema de ser ateu? Nós merecemos respeito pela nossa escolha, tanto quanto as pessoas que seguem alguma religião.

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  • 25/02/2010 - 17:44
    Enviado por: Fabio Nog

    A avacalhação dos símbolos cristãos pode ser vista no contexto do desrespeito ou no contexto da liberdade de expressão. Seja como for, a reação a isso é uma reprimenda da Igreja na forma de reclamação verbal, um pito do Papa.

    Porém, quando um símbolo islâmico é profanado, as reações são muito mais fortes. Ahmed Salman Rushdie foi condenado à morte por Khomeini (Khomeini condenou Rushdie pelo crime de estimular o abandono da fé islâmica, o que seria punível com a morte). Kurt Westergaard, o cartunista que produziu as charges envolvendo Maomé também foi condenado à morte. Sua casa foi invadida no começo deste ano por um membro do movimento islâmico radical somali shebab, que queria assassiná-lo.

    A humanidade só avança por que verdades e conceitos estabelecidos são confrontados por rebeldes. A força do progresso vem da rebeldia intelectual. Quando um lider religioso condena alguém à morte por que este sujeito usou de seu direito de expressão para revelar sua insatisfação com a religião, nós estamos retrocedendo no tempo. Isso é obscurantismo.

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    • 25/02/2010 - 17:46
      Enviado por: Gustavo Chacra

      FabioNog, o problema é que, no islamismo, não há liderança unificada. Assim, se um clérigo idiota radical condena alguém à morte, parece que são todos os muçulmanos. O mesmo ocorre no judaísmo, com alguns rabinos radicais pedindo para que matem os palestinos. No catolicismo, existe a autoridade papal, assim como os patriarcas na igreja ortodoxa. Mas note que, nos EUA, onde há uma série de igrejas evangélicas, ouvimos às vezes uns racistas atacando até mesmo o Obama. Aliás, o próprio pastor do Obama demonstrou racismo contra brancos

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    • 25/02/2010 - 18:54
      Enviado por: jarbas

      Exato. Há algumas semanas um artista plástico espanhol expôs uma de suas últimas obras: uma metralhadora apontada para cima, e na sua ponta uma menorath, símbolo do Judaismo.

      Na Áustria, um pintor recentemente falecido tinha, entre suas criações, uma sapo crucificado e com a língua para fora.

      Em ambos os casos, protestos respectivos de judeus e cristãos devotos, ofendidos ou escandalizados. Nenhuma violência – como seria o esperado, infelizmente, de muçulmanos em caso semelhante.

      Passei 25 dias na Suécia em 2007, e posso dizer do que vi e li por lá: grupos muçulmanos exigindo: que as relações entre eles sejam regidas pela lei islâmica, e não a sueca, e aulas de educação física em separado para jovens muçulmanas e “infiéis”. Claro que o governo sueco recusou atender ambos os pedidos.

      Aliás, no preciso dia que estava voltando para o Brasil, houve em Estocolmo um protesto diante de um jornal que publicou uma outra caricatura – em nome da liberdade de imprensa – considerada ofensiva ao Islã. Protesto seguido, infelizmente, do esperado: ameaça de morte ao cartunista e aos diretores do jornal.

      São essas e outras situações – que não são isoladas nem esporádicas – que levam a uma atitude de profunda desconfiança em relação ao Islã em diversos países europeus. É essa desconfiança que levou os suíços – um dos povos mais cultos e informados da Europa – a proibir via plebiscito a construção de minaretes no país.

      O Gustavo fala dos EUA – eu falo da situação dos países europeus que visitei ou conheço. E posso afirmar que o cenário lá é bem diferente do norte-americano que o Gustavo descreve nestas páginas.

      Por exemplo na Holanda, nas eleições legislativas que breve ocorrerão devido à queda do gabinete atual devido ao desacordo com a Esquerda em relação ao Afeganistão, não será surpresa se um dos ganhadores for o partido do político Geert Wilders que, entre suas propostas, está o de inibir (para não dizer proibir) a imigração islâmica no país, e que considera o Islã uma ideologia fascista.

      Como podem perecebe os amigos, para resolver o impasse que se está criando nesses países – bastante distantes dos EUA onde o Gustavo habita – é necessário muito mais do que um discurso politicamente correto, que acaba somente pondo panos quentes sobre o seríssimo problema da integração e, no fundo, nada resolve.

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    • 25/02/2010 - 20:52
      Enviado por: Fabio Nog

      É verdade, Guga. Mas você há de convir comigo que Khomeini era uma voz importante e muito respeitada. Quando um lider dessa magnitude toma qualquer decisão, é provável que ele influencie outros líderes menores, além de formar opinião. A condenação à morte não é retórica (como a excomunhão do catolicismo). Ela é literal. Os seguidores entendem que a pena tem de ser de fato executada

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  • 25/02/2010 - 18:10
    Enviado por: Leonardo Abelha

    Sensacional texto Gustavo.

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  • 25/02/2010 - 18:25
    Enviado por: Marina

    Oi Gustavo, eu sou a amiga libanesa à quem a Julia “de Genebra” se referiu. Na verdade eu descobri o seu blog graças à ela e nunca encontrava uma oportunidade para comentar.
    Bom, primeiro uma experiência pessoal. Uma vez eu namorei um judeu asquenase e ele tinha várias coisas em comum comigo, uma mesma percepção que eu acho que os povos do Oriente partilham. Eu digo isso em relação à mim pq sendo de uma familia 100% libanesa e brasileira apenas por nascimento eu não posso dizer que penso exatamente como os “brasili” como diria minha vó, e o mesmo ocorria com esse namorado. Alias, logo que o conheci eu nem sabia que ele era judeu, pq essa não é uma pergunta que se faz logo de cara. Então ponto para a tolerância!
    Queria também lembrar que a familia Safra é de origem libanesa e eles são judeus. Isso só demonstra que falar de religiões e origens não é tão fácil como separar o joio do trigo.
    Parabéns pelo seu blog, adoro o jeito como vc escreve e, principalmente, as questões que vc suscita.

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    • 25/02/2010 - 19:11
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Marina, obrigado pelo elogio. E eu também já namorei muitas judias. Gostei da sua história e entre mais no blog. Qual o seu email?

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  • 25/02/2010 - 19:44
    Enviado por: Henrique

    Fabio Nog,
    quem profana um simbolo cristão desrespeita o catoliscismo e é severamente repreendido.
    Quem profana um símbolo muçulmano corre o risco de receber uma “fathwa” condenando-o a morte.
    Quem profana um símbolo judaico está “apenas” manifestando a sua opinião, de um modo democrático.
    Haja vista o concurso de cartoons satanizando os judeus, feito pelo Irã depois do episódio da charge de Maomé, onde todo mundo riu e ficou por isso mesmo.

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  • 25/02/2010 - 21:38
    Enviado por: Marina

    Gustavo, obrigada pela resposta. Eu acompanho sempre o blog, apesar desse ser o meu primeiro comentário. Meu e-mail é meltayar@hotmail.com

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  • 25/02/2010 - 23:06
    Enviado por: Alberto

    Gustavo,
    Não sou árabe ou judeu. Mas gostaria que você desse sua opinião sobre o que me parece ser uma lenta (na atualidade), progressiva e sistemática ocupação do território palestino por Israel. Expandido as colônias, tomando monumentos históricos palestinos como seus, ocupando militarmente, etc… Tais atos parecem se perpetuar no histórico do conflito e da ocupação da Palestina por Israel.

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  • 26/02/2010 - 00:46
    Enviado por: Youssef S

    NICOLAS MASSÚ, medalha de ouro olimpico para o Chile no tênis, descende de palestinos e judeus. Alias o Chile tem uma das maiores e bem sucedidas diásporas de palestinos no mundo. São chilenos. Como nos USA tem a maior diáspora de judeus e são americanos. As pessoas migram pra mudar, pra melhorar de vida. Mas no fundo antes da religião vem a etnia ou a nacionalidade, dependendo do lugar, mas o que importa mesmo é que antes de tudo vem ( ou deveria vir) o SER HUMANO, pois somos todos da mesma raça.

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  • 26/02/2010 - 01:02
    Enviado por: Sandra

    Oi Gustavo, em primeiro lugar quero te parabenizar pelo ótimo post. Acompanho o blog faz tempo e o acho muito esclarecedor. Aliás, não só os textos, mas as discussões nos comentários também.
    Gostaria de participar da reunião neste sábado, aliás já te mandei um comentário, não sei se vc está recebendo. Meu e-mail é sanspencer@bol.com.br.
    Não tenho ascendência judaica nem árabe, sou apenas uma brasileira que se interessa muito pelas questões do Oriente Médio.
    Um abraço.

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  • 26/02/2010 - 19:12
    Enviado por: Layla Fiusa

    Oi Gustavo, quanto tempo… é um prazer retornar ao seu blog e ler seus comentários e artigos. Este tema é especialmente interessante, pois como um país continental nós brasileiros sabemos o que é conviver com diferentes culturas dentro da nossa própria cultura! O mundo árabe tem ainda um maior agravante para confundir-nos, não basta conhecer a cultura atual dos países, ditos árabes, é preciso conhecer suas histórias. Estas estão prufundamente vinculadas a povos passados que necessariamente não respeitavam espaços geográsficos.

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  • 26/02/2010 - 19:23
    Enviado por: Layla Fiusa

    continuação…
    Assim é preciso saber também História antiga e moderna para entender o mecanismo destas culturas… o que vestem, o que comem, sua lingua e religião… será que vc era bom de história na escola???? eheheheheh este deveria ser um pré requisito muito importante para selecionar estudantes da area de humanas!!

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  • 27/02/2010 - 11:03
    Enviado por: Henrique

    Layla em hebraico significa “noite”.
    Adoro esse nome.

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  • 01/03/2010 - 00:05
    Enviado por: blenda

    Guga,

    Antes de qualquer coisa quero registrar o prazer em ler seu texto: absolutamente necessário e esclarecedor…Outro ponto: fiquei bem impressionada com a quantidade de comentários e a qualidade de muitos. Aprendi bastante e deixo aqui meu agradecimento a você e a todos que escreveram com tanta propriedade. Posso dizer que entendo quase nada de Oriente Médio, mas na minha vida é inadimissível fazer certas generalizações…cuido sempre de prestar atenção que independente de religião, etnia etc estamos lidando com seres humanos. É o bastante!!! Sou nordestina e vejo como muitos são tratados pejorativamente como baianos ou paraíbas…são assim tratados por pessoas que se dizem bem informados e o mesmo acontece com os arábes, judeus, muçulmanos, evangélicos, espíritas, católicos e por aí vai. É um grande desafio para ~´os seres humanos lidar com o diferente ou com o que desconhecemos, arrumamos logo uma generalização. Parabéns a você e a todos os participantes desse blog!

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  • 07/03/2010 - 08:03
    Enviado por: bruno

    oi! gostei muitoo ,e sempre tive vontade de ser um judeu mas, onde eu moro não tem a sinagoga ! até ja sei como faz o proceso de se torna um judeu gostaria de uma ajuda !
    obrigadu !

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  • 19/05/2010 - 12:48
    Enviado por: Cardoso

    É verdade, diferenças devem ser pontos que enriqueçam a todos os povos, e particularmente a cada pessoa. Uma grande verdade é que existem vários tipos no oriente, mulçumanos, judeus e cristãos, catalogar pessoas por crença ou cor da pele é no mínimo neandertal. A humanidade necessita de outras coisas mais importantes e extremamente mais elevadas para discutir ou buscar do que diferenças raciais ou religiosas. Ainda acredito que num futuro talvez não tão distante assim , todos possamos entender que no íntimo somos muito parecidos, o que nos diferencia um dos outros são nossas qualidades, nos defeitos, pode acreditar somos todos muitos parecidos mesmo!!!!!

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  • 04/06/2010 - 03:23
    Enviado por: Agamenon

    O que é ser judeu? muitos dizem que é pertencer a raça dos judeus, como se judeu fosse alguma raça !! tal idéia é ridícula e a maioria esmagadora dos rabinos já afirma isso há mais de séculos. Achar que é judeu sem entender a base da fé judaica não qualifica a pessoa como judeu, ela no mínimo tem uma origem judaica e nada mais!

    Aquilo que une os judeus são justamente seu modo de vida e sua fé inabalável em D-us ! Então não adianta dizer que Karl Marx era judeu quando ele mesmo assumia se ateu e não conhecia nada do modo de vida judaico.

    A concepção judaica diz que judeu é aquele que nasce de mãe judia ou quem se converte de acordo com a Halachá, a Lei Judaica. O que significa “de acordo com a Halachá”? Antes de qualquer coisa, a Lei Judaica descreve que uma pessoa só pode passar por uma conversão quando tem a única e exclusiva intenção de abraçar o judaísmo por ideologia, ou seja, usando seu intelecto e racionalidade entendendo tudo o que está registrado em nossos livros sagrados sobre monoteísmo. A mesma coisa se dá para aquele que nasce de ventre materno pois se subentende que a mãe irá ensiná-lo dentro dos valores do judaísmo. Logo um judeu que adota outra fé ou se torna secular abandonando tudo, perde a sua ligação com o povo e deixa de ser contato entre nós para ser um estranho, ou seja perde sua condição judaica…tanto é que nem enterrado no cemitério judaico é. Basta lembrar que os filhos de Theodor Herz (idealizado do sionismo) não foram enterrados m cemitério judaico justamente porque se sabiam que eles nem judeus eram mais ! Theodor Herz assim como sua esposa era ateu…ele nasceu judeu mas virou secular por comodidade…e seus filhos adotaram outra crença. Então dizer que tal pessoa é judia porque tem sobrenome judeu….sem praticar a fé judaica, não conhece nada das leis.

    Ser judeu é entender no mais profundo de seu intimo a real idéia de monoteísmo descrito em nossas escrituras, é usar conforme Rambam (de abençoada memória) explicou o intelecto e racionalidade, para assim entender todas as manifestações do SER PRIMEIRO no plano físico. Rambam também explica que nossos sábios e profetas clamam para que o povo tenha entendimento da Torá e assim conseguir ter uma vida plena e em harmonia com a criação. O que seria a Torá ?! para alguns Torá são os 613 mandamentos que Moshé(Moisés) recebeu no Sinai. Tal idéia é simplista pois diversos sábios já explicaram que Torá não é somente os 613 mandamentos mas todas as leis que regem o mundo, portanto estamos falando de física, química, biologia e matemática.
    O grande rei David afirmou:

    Tehilim 111:10
    רֵאשִׁית חָכְמָה, יִרְאַת יְהוָה– שֵׂכֶל טוֹב, לְכָל-עֹשֵׂיהֶם;
    תְּהִלָּתוֹ, עֹמֶדֶת לָעַד.
    O Temor ao Eterno e a plena compreensão de Seus mandamentos são à base da sabedoria. Seu louvor perdura para sempre.

    O salmista informa que o temor (busca de conhecimento) e a plena compreensão desse conhecimento que são representados como mandamentos ou seja TORÁ (todas as leis reveladas {613 leis} e não reveladas por completo {química, física, biologia, matemática}) são a base da sabedoria, e que um ser – humano com tal conhecimento consegue fazer louvores que duram para sempre, pois ele usou seu intelecto e todas as suas faculdades mentais para reconhecer o SER PRIMEIRO.
    Um judeu com tal grau de entendimento é realmente o descendente dos patriarcas, pois jamais abandonou aquilo que Abraão, Isaque e Jacó ensinaram ! Ser judeu não é apenas usar vestimentas de judeu, mas compreender cada letra da Torá e melhor ainda internacionalizar todos os ensinamentos registrados no livro.
    Se o judeu acha que os ensinamentos do livro não são aplicáveis a sua vida, então ele não é judeu no mais claro sentido da palavra, ele é apenas um enganador.
    Eu já conversei com diversos hassidim (judeus que se vestem de preto, tem barba etc.) e eles desconhecem a essência da Torá que é a BUSCA DO CONHECIMENTO SEMPRE !! Só estudar Torá menosprezando a sabedoria existente nas ciências é uma tolice tão grande que o próprio RAMBAM criticou tal idéia, assim como o Gaon de Vilna…e muito tempo antes desses dois citados os profetas registrados nas escrituras já alertavam para tal erro.

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  • 03/08/2010 - 11:59
    Enviado por: Patricia

    Parabéns Gustavo! É dificil ver um texto tão bom na internet quanto o seu, ajudou-me a esclarecer diversas dúvidas e a analisar o contexto de uma forma diferente. Obrigada!

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  • 20/01/2011 - 21:20
    Enviado por: Brasil não deu tão certo

    O Brasil é uma babilônia que deu certo na questão de que somos uma mistura muito rica de povos. Porém deu errado no quesito da legislação avacalhada que temos. Se mudasse seria um país melhor.

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