Imagine poder fazer qualquer pergunta para o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad? Eu tive esta oportunidade ontem na entrevista coletiva concedida pelo líder iraniano em Nova York. Cheguei cedo ao hotel, cerca de duas horas antes. Do lado de fora, policiais americanos fechavam a rua. Abriram a minha mochila para verificar se eu não levava nada proibido e me encaminharam para o restaurante do hotel, onde estavam os outros jornalistas.
Uma hora antes do início, nos levaram um a um até a sala onde seria realizada a entrevista. De novo, os policiais americanos e agentes do serviço secreto inspecionaram minha mochila e fui submetido a um detector de metal. Sentamos em mesas, com bloco de anotações e fones para ouvirmos a tradução do persa para o inglês. Também serviram água e balas. Uma bandeira do Irã foi colocada atrás do palanque, de onde Ahmadinejad responderia às questões. Jornalistas do mundo inteiro se acomodavam para entrevistar o presidente. Mr. Bak, chefe da imprensa da missão iraniana em Nova York e conhecido dos jornalistas estrangeiros, começou a anunciar um repórter por vez.
Falou o da CNN, da Al Jazeera, da Reuters, de um jornal japonês, de uma TV italiana, do Wall Street Journal. O libanês, do Nahar, até ironizou Ahmadinejad quando foi chamado. “O senhor tanto crítica a grande imprensa americana, mas apenas concede entrevistas exclusivas para as grandes redes de TV e jornais dos EUA. Eu sou de um diário libanês e há anos tento falar com o senhor, sem sucesso”.
As perguntas continuaram, até o Mr. Bak anunciar “Gustavo Chacra, from o Estado de São Paulo”. Pronto, era a minha vez de perguntar.
“O senhor fala que nos EUA as eleições não são justas, não há liberdade de imprensa e respeito às minorias. Mas esta, na verdade, não é a realidade no Irã, onde seus rivais estão em prisão domiciliar, jornalistas foram presos, torturados e exilados e os Bah’ai (uma minoria religiosa) são perseguidos?”
Resposta de Ahmadinejad
“Nossos oponentes estão livres. Eles podem dizer que estão presos, mas ficam o tempo todo divulgando comunicados. Talvez não saiam às ruas porque a população não os apóia. E apenas um ou dois repórteres deixaram o país e mesmo assim porque quiseram. Isso não importa. Os iranianos são livres para viajar. Temos milhares de jornalistas e centenas de jornais.
Sobre a liberdade religiosa, nossa Constituição reconhece apenas as religiões oficiais, que são o islamismo, o judaísmo, o cristianismo e o zoroastrismo. Os judeus, apesar de serem 20 mil, tem direito a uma cadeira no Parlamento e todos os direitos dos muçulmanos. O mesmo vale para os cristãos e as outras religiões oficiais. Mas nós não podemos aceitar que alguém de repente comece uma religião e queira propagá-la.
Ahmadinejad respondeu. Ele não esquivou de nenhum ponto, porém acho importante contextualizar a resposta dele.
Repressão à Imprensa – Segundo os Repórteres Sem Fronteiras, dezenas de jornais foram fechados e dezenas de jornalistas presos, torturados e exilados, além de existir censura à imprensa
Minoria Religiosa - Cerca de 300 mil bahá’ís iraniano continuam sendo submetidos a um deliberado programa de ataques que pretende sufocar toda uma comunidade religiosa. Os seus sete líderes, absolutamente inocentes de qualquer delito, foram recentemente condenados a 10 anos de prisão em um julgamento conhecido como “show trial”, segundo o cineasta e ativista brasileiro Flavio Rassekh, que é bahá,i. “Eu li o processo desse caso página por página e não encontrei nada que prove as acusações, nem achei qualquer documento que pudesse provar a alegação do promotor”, disse a Sra. Shirin Ebadi, prêmio Nobel da Paz de 2003, numa entrevista de televisão transmitida em 8 de agosto pelo serviço de língua persa da BBC.
Abaixo, o convite oficial para a entrevista
In the name of God
Press conference of Iran’s president
New Date, Time and Location
Dear Gustavo Chacra
Refrence Number 99 a 4444
Following my prouios email, I am pleased to let you know, the planned-press conference of Dr. Ahmadinejad, President of the Islamic Republic of Iran, has been postpond from provious annoncec date and it will be hold on:
Friday September 24,2010.
11:00am – 12:30pm
Venue- Warwick New York Hotel
65 West 54th Street (at 6th Ave.)
NY 10019
Comentários islamofóbicos, anti-semitas e anti-árabes ou que coloquem um povo ou uma religião como superiores não serão publicados. Tampouco ataques entre leitores ou contra o blogueiro. Pessoas que insistirem em ataques pessoais não terão mais seus comentários publicados. Não é permitido postar vídeo. Todos os posts devem ter relação com algum dos temas acima. O blog está aberto a discussões educadas e com pontos de vista diferentes
O jornalista Gustavo Chacra, mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia, é correspondente de “O Estado de S. Paulo” em Nova York. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Yemen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al Qaeda no Yemen. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo em 2009, empatado com o blogueiro Ariel Palacios
Ja falei e vou repetir,e mentira que os judeus vivem bem e com liberdade no
Ira,e um absurdo ele pronunciar esta barbariedade. Ele que odeia os judeus e Israel.
Ontem teve um aqui que diz que os judeus vivem muito bem la.Grande Mentira,
pois tenho como ja disse umas 5 vezes aqui um amigo que veio ha 5 anos e meio,
com sua mulher,2 filhos pequenos e a Mae,pois o pai e falecido.Ele tinha um
pequeno negocio de venda de pecas para carros,e um belo dia seu empregado
de confianca disse para ele,ou voce me vende este negocio por um preco irrisorio
ou eu denuncio voce ao governo.Ele vendeu por preco de banana e veio para Israel.
SO POR SER JUDEU voce e discriminado por todo lado no Ira.Alias e a nova onda em Paris e na Belgica tambem,alias pior.
Você acreditou nele?
responder este comentário denunciar abusoE você, que é tão culto, não acredita?
responder este comentário denunciar abusoMas por que seu amigo seria denunciado? O que ele estava aprontando?
Mas que mentira deslavada, hein?
responder este comentário denunciar abusoMas do que mesmo estamos falando, hem?? Hã, já sei!!! Já vi diversos 171, x9 e 154 fugirem deixando tudo, até o dinheiro para não irem em cana. Como foi dito, neste caso o cara ainda conseguiu tirar uma merreca e, por fim, ainda preservou a família e a reputação, basta ver a defesa eloqüente prestada por nosso amigo de blog. É mole ou quer mais????
responder este comentário denunciar abusoO Fabio de Israel apresentaou um caso de um conhecido judeu perseguido no Ira e o Joao Braziliano e Manoel duvidaram.
Voces sabem apenas dizer que ‘e mentira, ou conhecem um caso real de judeu que vive bem no Ira.
Se vcs afirmam que ‘e mentira, imagino que voces falem isso embasados em alguma historia que conhecem, nao?
gustavo, me desculpe mas é inadimissível a falta de respeito destes comentarios do joao brazilianmo e brackman.
este caso que o fabio contou, por mais que ele também não tenha apresentado provas de que o caso é verdadeiro. SABEMOS DE MILHARES DE OUTROS CASOS DE JUDEUS QUE SAIRAM DO IRÃ POR PERSEGUIÇÃO DESDE A REVOLUÇÃO ISLAMICA EM 1979, POREM AS COISAS PIORARAM BASTANTE DESDE AHMADINEJAD.
é o cúmulo vocês falarem que o cara saiu por que é bandido, sabendo que se trata do IRÂ!, uma ditadura teocratica que propaga o anti-semitismo a torto e a direita. O CARA INVENTA QUE O JUDEU ESTÁ CONSPIRANDO CONTRA O GOVERNO E JÁ ERA. existem diversos relatos de casos parecidos. ahmadinejad disse que existem 20 mil judeus no irã, é verdade, mas há dez anos atras eram 30 mil. POR QUE SERÁ QUE EM PLENO MOMENTO DE CRESCIMENTO ECONOMICO DO IRÃ 1 TERÇO RESOLVEU SAIR???
pelo amor de deus, pesquisem direito, fontes confiáveis e poderão falar sobre a situação dos judeus no irã.
vcs não vem pq nao querem ver…
responder este comentário denunciar abusoGustavo,olha para a cara dele,e voce o viu de perto,me diga,da pra confiar num RATO destes?
Grande oportunidade perderam os americanos de apedreja-lo.So um pouquinho.
Eu seria o primeiro e pagaria US$ 1.000 por pedra atirada.
Fabio de Israel, ele não falou a verdade no caso dos jornalistas e dos opositores. No dos baha’is, ele admitiu haver preconceito, pela resposta. Mais grave, não tem interesse em mudar
responder este comentário denunciar abusoEm coletiva vale mais o que não se diz, ainda mais quando o entrevistado é um raposão que deixa o Maluf – aquele sim, respondia o que queria – amador.
responder este comentário denunciar abusoGustavo,
Gostei muito da sua pergunta. Muito bem formulada. Quanto a resposta do presidente do Irã….uma lástima! Mente que nem sente!
Será que vc poderia postar as perguntas dos outros repórteres e as respectivas respostas? Penso que seria interessante.
Quanto ao que ele disse dos judeus que moram no Irã, discordo. Tenho amigos que são judeus iranianos, que para sairem do Irã, precirasam mentir, dizendo que iam passar as férias na Turquia (compraram passagem de ida-volta), mas na verdade da Turquia eles imigraram para Israel. Levaram o que puderam de seus bens, o restante ficou lá.
Os judeus no Irã não tem o memos direitos que os muçulmanos. Ponto.
Gustavo, como você diz várias vezes, e com razão, para ser correspondente internacional é essencial conhecer línguas estrangeiras e principalmente os lugares, estar lá “in loco”. Gostaria de sugerir que você fosse pessoalmente ao Irã, passando inclusive por cidades como Yazd, Persépolis, Pasárgada, Shiraz, Qom, Kerhman, Mar Cáspio, além de Teerã e do Mar Cáspio. Acho que conseguiria uma entrevista exclusiva com Ahmadinejad, ainda mais sendo um Brasileiro, obtendo suas próprias impressões. Assim, poderia chegar a suas conclusões diretamente, sem intermediários. Até hoje, nenhum jornalista brasileiro conseguiu uma exclusiva como essa, que poderia ser algo como “o dia a dia de Ahmadinejad”. Tenho inclusive curiosidade sobre aquela história de que ele seria judeu, publicada no Daily Telegraph e desmentida no The Guardian. Ficou tudo meio confuso. Claro que também deveria fazer matéria para o Caderno de Turismo, pois são 2.000 anos de História. Fica a sugestão de pauta para você pensar.
Backman, como você sabe, já fiz coberturas no Líbano, Síria, Gaza, Jordânia, Egito, Israel, Cisjordânia, Yemen, Omã, Emirados, Turquia e Chipre, mas não Irã e Israel. São alguns os motivos. Primeiro, sou mais interessado em questões do Mediterrâneo, especialmente Líbano e Síria e, em menor escala, Israel, palestinos, Egito e Turquia. Sempre que posso, prefiro ir a Beirute ou Damasco. Em segundo lugar, o Estado tem repórteres que acompanham há mais tempo o Irã, como o Lourival e a Adriana. Em geral, eles são as primeiras opções para ir ao Irã. Mas, claro, tenho muita vontade de ir e quem sabe isso até ocorrerá em breve. De resto, concordo com você. Como você sabe, repórteres têm que estar no lugar dos acontecimentos. Eu estive em Gaza, Haiti, Honduras e Yemen. Queria ir ao Irã
responder este comentário denunciar abusoBackmann,
Se puder assista o filme “Cartas ao Presidente” do diretor Petr Lom, abaixo coloquei um link com a sinopse do filme. É um relato simples, sem trilha sonora ou demasiada interferência do diretor na narrativa.
http://www.cineplayers.com/filme.php?id=6388
O William Waack conseguiu duas exclusivas com o Pres. Iraniano, uma delas está disponível no youtube.
Agora se vc quer mesmo saber as últimas leia o artigo da The Economist sobre o braço direito de Ahmadinejad:
http://www.economist.com/node/16994616?story_id=16994616&fsrc=nlw|hig|09-09-2010|editors_highlights
Flavio, obrigado. Vou visitar essas páginas. Estava pensando agora, como é rico esse mundo da rede, não é? Podemos ver um discurso de Ahmadinejad e consultar a Constituição do Irã. Ler a página oficial dos Bahais e os motivos ou pretextos do Irã contra eles. Fantástico!
responder este comentário denunciar abusoFlavio, “the slim, handsome, self-confident Mr Mashai ” pode ser a novidade na política do Irá . Será que o Ahmandinejad pensa em puxar o tapete dos aitolás e voar sozinho?
responder este comentário denunciar abusoOi Catarina,
Só hoje ví o seu comentário e pergunta no último post do Guga… desculpe não ter respondido antes.
Pra te ser sincero eu não conhecia o Mr. Mashai antes de ler esse artigo, na minha opinião nenhum desses players tem a intenção ou o interesse de mudar o sistema no Irã. O que vemos hoje é só uma disputa por poder.
Aqui entre nós, quem vai decidir o que acontece no futuro do Irã são os jovens com menos de 30 anos conectados a Internet e havidos pra conquistar liberdades básicas… não tenho bola de cristal nem me aventuro a fazer previsões. Mas acredito muito nessa tendência.
Realmente Backmann, eu também concordo. poder pesquisar de uma forma aberta e sem preconceitos na internet nos permite construir uma opinião livre de ódios desmensurados ou lealdades alienantes.
Pesquisar somente pra confirmar a própria opinião ( cristalizada dentro de uma cabeça dura) não leva ninguém a conhecer mais sobre o assunto… só nos dá a falsa sensação de que temos a verdade e sabemos como defende-la quando alguém discorda de nós.
responder este comentário denunciar abusoRisos para a malícia presente na reportagem da The Economist.
responder este comentário denunciar abusoO Waack realmente foi lá, mas não pegou tão firme como o Chacra.
Este “armandinho” realmente é falso e mentiroso, um boneco, igual ao LULLA, somente representando muito bem a ditadura de “sua” pátria.
responder este comentário denunciar abuso“Pesquisar somente pra confirmar a própria opinião ( cristalizada dentro de uma cabeça dura) não leva ninguém a conhecer mais sobre o assunto… só nos dá a falsa sensação de que temos a verdade e sabemos como defende-la quando alguém discorda de nós.”
Flavio, muito bom este seu comentário.
Sabe vejo bastante isto neste mundo intolerante , as pessoas tem idéias
” cristalizadas” de seus pontos de vista como se fossem verdades ilimitadas.
Eu prefiro sempre a dúvida ä razâo. Ou vivendo e aprendendo . abs
Você ainda pensa em dúvidas ao falar com alguém, que imagina todos de cabeça dura quando não pensa como seu grupo??? Que doideira, assim você estará dando um tiro no próprio pé e desapontado o camarada aí!!!!
responder este comentário denunciar abusoInteressante, nunca vi o Chacra xingar de ‘idiota’ nenhum líder norte-americano ou judeu…
Por que?
Bruno, acho que você não me lê. Caso contrário, já teria visto minhas críticas a Obama, Clinton, Bush filho, Netanyahu, Sharon, Barak e Livni. Admiro sim o Rabin e o Bush pai. Engraçado é que alguns me veem fomo anti-Israel e anti-EUA. Outros, como você, dizem o oposto. Isso mostra que tenho sido balanceado
responder este comentário denunciar abusoBruno, vc. já pensou na possibilidade de eles não serem.
responder este comentário denunciar abusoSim Gustavo , vc é balanceado mas não de libra, né.
Mas depende muito da sua matéria, ora vc pende para um lado ora para o outro….
Muito provavelmente porque não houveram.
responder este comentário denunciar abuso.
O mais legal é a primeira frase do convite:
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“In the name of God”
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Devo entender que como o próprio não poderia comparecer a entrevista enviou o Ahmednejad?
Paulo, realmente, achei o convite muito interessante e optei por publicá-lo. O que me chama a atenção, porém, é que o Ahmadinejad não fala como um crente ou um radical religioso. Ele tem uma lógica provocativa e é muito ágil nas respostas. Tem uma estratégia diferente de políticos comuns, que optam por responder uma coisa diferente. Ele simplesmente dá informações equivocadas, como a mim, sempre adotando um ar de acadêmico. Todos jornalistas concordam que ele é inteligente e tudo o que fala foi bem pensado. Nada pode ser visto como gafe ou inexperiência
responder este comentário denunciar abusoOutra coisa interessante nesse convite são os erros ortográficos (em inglês)… isso sim pode ser considerado uma gafe
responder este comentário denunciar abusoPaulo, o Irã é um Estado teocrático.
responder este comentário denunciar abusoH.Backmann,respondendo a sua pergunta,nao ,eu nao acreditei no meu amigo
e companheiro de trabalho ha 3 anos,ele mente para mim todo o tempo,alias
ele deixou a casa dele la sem vender sabia? mentiroso ele,viu? safado,vai ver
que ele pensa que eu vou pedir algum para ele.Voce tem razao, o Bode do Ira
e JUDEU,ele esta disfarcado,mas nao conta pra ninguem,ele e do MOSSAD.
pssssssssssss……….E segredo,viu? Assim como Hitler era judeu tambem,
voce nao sabia? e o Nasrallah e judeu ortodoxo,sabe porque? ele usa barba.
Olha,so fica entre voce eu ta bom? O Chavez tambem e judeu e o Menem se
converteu ontem,com rabino e tudo.Esta foi boa,hein?
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Entreouvindo no ano de 2040
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- Vovô Guga… vovô Guga?
- Sim, meus netinhos, o que houve desta vez?
- Conta pra gente como foi a sua entrevista na ONU, com o Ahmadinejad?
- Bem, tudo começou num belo dia, em 2010, quando eu perguntei:“E a Sakineh?”
- E aí vô? O que o presidente do Irã respondeu?
- PLOFT! … Lançou uma precisa pedrada…
- E como você se esquivou, vô?
- Se não fosse a minha experiência no blog, vocês não teriam nem nascido, né?
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Adorei Glúon!!! Você alegra qualquer sabadao chuvoso!!!
responder este comentário denunciar abusoMuito, muito bom! hahaha
responder este comentário denunciar abusoA propósito, Glúon:
responder este comentário denunciar abusoVc e brilhante.Ri muito.De verdade que nos ultimos tempos o tom dos comentarios tem sido muito agressivos.
responder este comentário denunciar abusoO jornalista pergunta o que quer e o político responde o que deseja. As vezes ele responde à pergunta do jornalista. Às vezes, não. Isso acontece em qualquer lugar do mundo, inclusive no Brasil e nos EUA. Um presidente sempre estuda as respostas que dá a qualquer pergunta da mídia. Por um lado ele não quer se comprometer com algo que lhe incomode. Por outro, há sempre dois públicos a serem atingidos, o internacional e o interno. Por outro ainda, prefere divulgar uma versão ao fato do que o fato em si. E, por fim, como diz José Simão, do UOL, políticos são personagens. E como personagens, eles nunca apresentam de público sua verdadeira faceta. Qualquer político, em qualquer parte do mundo
Sabe Fábio,
Nos meus devaneios, já pensei como seria uma coletiva surda-muda; só por leitura corporal. Acho que em alguns casos, nós saberíamos mais sobre as verdades
responder este comentário denunciar abusoGustavo, com o exemplo do convite, acho que vc. foi a um circo. O palhaço estava sendo entrevistado. Esqueceram de te dar um pacote de pipocas. Como pode existir gente que acredita nesse sujeito? Um cara que colocava crianças para explodir as minas e seu exército passar. Eu perguntaria a ele se ainda tinha algum exemplar das chavinhas de plástico para poder mostrar aos que não acreditam nisso.
José Antônio,
Puxa, essa é velha; você não renova o seu estoque? Essa história das chavinhas é mentira velha, mesmo porque contrariam os preceitos do Islam. No entanto, se você tem provas, é bom exibi-las. Para lembrar, não é a primeira vez que peço.
O problema aqui sr, Farhat seria concordarmo sobre o que considerar como prova. Existem videos e mais videos sobre o assunto, como por exemplo um do qual se afirma o seguinte:
This video, again from Youtube, states that the Recruits (= Basij) were issued the special plastic keys. They are shown being initiated, kissing the Koran and how they are distinguished by wearing a green bandanna.
Textos então são encontrados aos milhares, tanto os que juram ser verdade como o contrário.
responder este comentário denunciar abusoFarhat, sei que vão contra os preceitos do islamismo, mas se tudo que vai contra os preceitos do islamismo fosse aceito, não teriamos os terroristas se explodindo no mundo inteiro, crianças sendo feitas de escudo pelo hamas e hesbolah, existem videos provando, feitos por eles mesmos. Quanto as chaves, na época eu citei um jornal iraniano que se orgulhava deste ato. Hoje não lembro mais o nome. Mas vou procurar, sei que vai ser em vão. O sr. não vai acreditar mesmo. Este jornal na época era impresso, não havia internet.
responder este comentário denunciar abusoE o que fazem com as criançinhas palestinas, iraquianas, paquistanesas, afegãs e etc., vão contra quais preceitos religiosos???
responder este comentário denunciar abusoFarhat
Argumento furado o seu. pedofilia ‘e proibido pelo catolicismo, e no entanto…
O que o Islam diz ou deixa de dizer nao ‘e necessariamente o que seus seguidores fazem, portanto agumento furado
Sr. Farhat aqui estão as provas
Sr. Farhat, aqui estão as provas das tais chaves de plástico
http://www.themodernreligion.com/ugly/unholy.html
http://www.execupundit.com/2007/01/armed-with-plastic-key-to-paradise.html
http://www.hyscience.com/archives/2006/04/ahmdinejads_pla.php
http://www.solomonia.com/blog/archives/007350.shtml
http://www.nowpublic.com/politics/plastic-keys-basiji
http://www.crimesofwar.org/thebook/iran-iraq-war.html
http://en.wikipedia.org/wiki/Basij
http://edition.cnn.com/2009/WORLD/meast/06/22/iran.basij.militia.profile/index.html
http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2009/06/18/AR2009061804131.html
http://www.matthiaskuentzel.de/contents/ahmadinejads-demons
http://raymorrison.wordpress.com/basij/
responder este comentário denunciar abusoAguardem, vem aí um silêncio ensurdecedor agora que o José Antonio indicou as provas.
responder este comentário denunciar abusoBasijis são, segundo o NYT,
“The Basij is a group of pro-government vigilantes in Iran”
Na reportagem do Washington Post indicada pelo José Antonio, aparece um trecho que chama a atenção:
“Critics of the Basiji say they are largely poor, uneducated and motivated in part by envy of their wealthier or more successful compatriots”
Lembra o MST, não lembra?
responder este comentário denunciar abusoGustavo,
Admiro sua iniciativa e empenho ao participar da coletiva, mas acho isso tudo em vão. Ahmadinejad, Chavéz e até nosso presidente as vezes, vivem numa realidade paralela, acreditam em suas próprias verdades, e são capazes de negar fatos e evidências com a serenidade de um monge tibetano.
Creio que o interesse da mídia é muito favorável a estes projetos de ditadores e apenas lhes fortalece. Se sua passagem por NYC fosse ignorada e a maioria dos membros da ONU boicotado seu discurso ele estaria muito mais desconfortável do que a frente de um batalhão de repórteres.
Pessoas assim, não merecem ser escutadas, o Brasil neste sentido creio eu, esta prestando um desserviço ao oprimido povo iraniano e paz mundial, o que você acha?
Não entendo esta hipocrisia mundial de querer defender liberdade de expressão, e em especial a liberdade de expressão religiosa. Isto é hipocrisia, como o é a declaração de direitos humanos. Não sou contra e nem a favor de liberdade disto ou daquilo. Sou a favor de minha liberdade de expressão limitada pela enculturação a que fui lançado.
Há muito tempo, ou sempre, talvez, que a linha entre influência dareligião e da politica não são distintas, além dos manuais de didática. A religião é uma atividade política e usada para fins políticos, assim como o comércio e o domínio da cência e tecnologia.
Há um valor pervasivo a todas as práticas, a busca pelo poder. Há várias formas de consegui-lo e nenhuma é isenta de mácula. Quem puder proteger seus valores, lingua, cultura e religião, está defendendo-se da colonização, da dominação, seja muçulmano ou cristão ou budista ou cientista.
Não há território sem liberdade vigiada. O que é é liberdade que não ameaça o dmínio de quem está por cima, seja um governo teocrático o um “laico”.
Parece-me uma estreiteza de visão ou substimação da capacidade de discernimento de autoridades, de instituições e da imprensa, afirmar e defender uma”liberdade” sem relativizá-la, como se houvesse uma única forma de liberdade ou uma única froma de religião e como se não vivêssemos num mercado de disputas com todas as armas, e onde não há território neutro ou livre.
Não sei porque bater na falta da liberdade no irã se a liberdade no mundo cristão levou os UA a praticar genocídio em série, nãodiferenete do que fazem outros donos da liberdade de expressão em nome de Deus ou não.
Acho que o ornalismo, caro Bloger, deveria ajudar a mostrar a indistinção entre política e religião, mostrar a constextualização dos valores e práticas e não fazer este papelde preposto de autoridades governamentais e eclesiásticas de matero dossel ideológico sobre nossas cabeças. Ou será que acreditam na mentira que propagam?
Deixe o Irã cuidar de seu território, de sua crença, de seus desvios. ós já mos nossos para cuidar e não damos conta. Prá que serve sua pergunta Chacra? Para que serve s resposta do chefe Iraniano? Em que isto ajudou o mundo? Se cada um ficarno seu quadrado, sem pregar verdades abslutas, émaisfácil prevalecer a vida.
Bola de Cristal, sou contra a falta de liberdade. Duas semanas atrás fui atacado aqui por condenar a islamofobia de detereminados setores da sociedade americana (Fox News, editoriais do Wall Street Journal e políticos como a Sarah Palin). Agora, sou atacado por criticar a falta de liberdade no Irã. Um mau educado até escreveu que devo ser fã da Fox News. obviamente, não lê o blog. De qualquer forma, acho grave, como escrevi aqui, pessoas defenderem islamofóbicos e islamofascistas. A Palin é islamofóbica. O Ahmadinejad é islamofascista. Abomino os dois
responder este comentário denunciar abusoO mundo até que gostaria de deixar o Irã com sua cultura, com seus assassinatos do povo, mas o Irã ameaçando os países da região não deixa. Foram eles que começaram, portanto não pode haver reclamação.Aguentem o rojão
responder este comentário denunciar abuso.
Ele maneja bem a idéia de que as meias verdades são mais eficientes que as mentiras, responde acertivamente sem no entanto chegar ao ponto, acho essa uma das especialidades do discurso dele, é como a história do Holocausto, ele não nega categoricamente, apenas desqualifica para dar margem a dúvidas.
Gustavo,
1. A Constituição do Irã realmente não reconhece outras minorias, a não ser as monoteístas [Zoroastras, Judaicas e Cristãs - nesse caso basicamente caldéias e assírias], às quais são assegurados seus ritos e cerimônias. E determina o respeito aos direitos humanos dos praticantes de quaisquer religiões. O que a Constituição parece proibir é o PROSELITISMO, medida que parece ser comum em outros países islâmicos.
2. Pode-se até não concordar total ou parcialmente com essas idéias, mas não se pode dizer que Ahmadinejad não cumpre a Constituição que jurou cumprir quando empossado na presidência. E que não respondeu à sua pergunta de acordo com a Constituição. É a Constituição de uma República “Islâmica”, bom ressalvar. Diferente das Constituições ocidentais, essencialmente laicas – o que acho mais adequado e evoluído.
3. Se a prática interna de fato diverge da Constituição, aí reitero minha sugestão de pauta: você tem de ir ao Irã pessoalmente, seja para desmistificar algumas concepções, seja até mesmo para confirmá-las.
4. Uma dúvida: por que a sede mundial administrativa dos Bahais funciona justamente em Israel? http://news.bahai.org/story/648 “Suggestions of collusion with the state of Israel are categorically false and misleading. The Iranian authorities are playing on the fact that the Baha’i world administrative center is located in northern Israel,” she said.
Article 13 [Recognized Religious Minorities]
Zoroastrian, Jewish, and Christian Iranians are the only recognized religious minorities, who, within the limits of the law, are free to perform their religious rites and ceremonies, and to act according to their own canon in matters of personal affairs and religious education.
Article 14 [Non-Muslims' Rights]
In accordance with the sacred verse “God does not forbid you to deal kindly and justly with those who have not fought against you because of your religion and who have not expelled you from your homes” [60:8], the government of the Islamic Republic of Iran and all Muslims are duty-bound to treat non-Muslims in conformity with ethical norms and the principles of Islamic justice and equity, and to respect their human rights. This principle applies to all who refrain from engaging in conspiracy or activity against Islam and the Islamic Republic of Iran.
Backman, verdade. Mas o que você acharia se os EUA ou o Brasil respeitassem apenas determinadas religiões em suas Constituições? Seria obviamente preconceito
responder este comentário denunciar abusoGustavo, exatamente o que eu disse:
“Diferente das Constituições ocidentais, essencialmente laicas – o que acho mais adequado e evoluído.”
responder este comentário denunciar abusoBackmann,
Obrigado por levantar esse ponto, todo mundo sempre pergunta sobre a questão da sede mundial dos bahá’ís estar localizada em Haifa no norte de Israel.
Bahá’u'lláh, o fundador da Fé bahá’í, foi exilado como prisioneiro do Império Otomano para a colonia penal de Acko ( ou Acre) em 1868. Em 1892 faleceu e foi enterrado nas cercanias de Naharia, um pequeno vilarejo da região.
http://www.bahaullah.org/iran/
Como vc pode ver a chegada dele na palestina aconteceu 80 anos antes da fundação do estado de Israel.
Como alguns outros comentaristas desse blog levantaram, o Gov. do Irã busca sempre confundir as pessoas, trazendo meias verdades e fazendo falsas acusações.
Perguntinha: Hilel e BackmaNN, não seria uma contradição em termos?
responder este comentário denunciar abusoSem conhecer a história dos bahaís já saem dizendo que Israel tem culpa. Conheço a sede em Haifa, onde minha irmã mora, é linda. Os Bahais não tem nada a ver com o judaismo e em Israel são completamente livres, assim como qualquer religião. O judaismo não é proselitista, mas não se importa em ter em seu país as religiões mais proselitistas do mundo. Cristianismo e Islamismo.
responder este comentário denunciar abusoOi Gustavo,
deixei uma pergunta no seu post anterior e vou deixr aqui tb.
Vc quer que as pessoas discutam e comecem a ter uma outra visão dos fatos ou que elas acreditem no que vc acredita?
Abraços.
Elizeu, este blog é um espaço de discussão. Tanto que dois dos comentarias que mais escrevem aqui (MarioS e José Antonio) muitas vezes discordam de mim
responder este comentário denunciar abusoElizeu, o que o Gustavo escreveu é verdade. Aqui a gente concorda em discordar. Com todo respeito, claro.
Eu já escrevi que o Gustavo vai ser um bom pai e o Glúon agora coloca ele como vô, por ter jogo de cintura e colocar ordem na casa. A piazada aqui não é fácil, viu.
Mais uma vez Gustavo: não são muitas as vezes, geralmente concordo.
responder este comentário denunciar abuso“In the name of God” , curioso, sempre que seja o “Deus” que o Ahmadinejad permita, os demais estao descartados…
O Ahmadinejad pode ser filho de pastor, mas nao tem nada de cordeiro manso, muito pelo contrário, sabe bem onde atacar. Pelo menos nao perde tempo em responder com outra resposta, como muitos políticos, talvez a única coisa que o honre. Mas continua mentiroso como sempre: “nossos oponentes estao livres”, sim, alguns até livres “demais” a dois palmos do chao, bem enterrados. E os outros nao saem às ruas, porque seguiriam o mesmo caminho. A populaçao que tentou manifestar-se na rua com seus lenços verdes acabou do mesmo jeito ou nas prisoes, e isso os que conseguiram mostrar o que ocorria no país após as eleiçoes fraudulentas através dos poucos celulares que ainda funcionavam e o “apagao” na Internet, no mesmo dia da eleiçao. Porque parece que seus “fas” já nao se lembram que na época houve censura total ao que se passava no país e a imprensa internacional também acabou sendo “convidada a retirar-se” de Teera. E nunca confiei em notícias divulgadas por “agências estatais”, visto seu grau de imparcialidade…
Errei, queria dizer “Pelo menos nao perde tempo em responder com outra pergunta, como muitos políticos…”
responder este comentário denunciar abusoMariana, o Irã me lembra algo de, pra poder entender melhor, o Brasil dos anos 60- 70, quando eu era criança, parecia tudo normal para a população civil, e os meus pais inclusive eram da Arena na época e somente no final dos anos 70 começaram a aparecer os podres da ditadura militar, e os meus pais que moravam numa pequena cidade no interior de SC, ficaram escandalizados com tudo que passou nos porões, com uma imprensa calada e os poucos pasquim na verdade ficavam restritos a grandes centros.
Por isto quando eu penso no Irã, diferencio entre o povo, do qual o Flavio é representante aqui no Brasil e no blog do Gustavo, e o governo dos aitolás, do qual o “racional” Ahmandinejad representa com seu discurso que expressa o antissemetismo e a dúvida (no caso específico) do atentado as torres.
Por outro lado, acho que as sanções – 1,2,3,4- não vão ajudar em nada além de fomentar a revolta a população que se acha injustiçada por não participar do processo de consumo que ocorre hoje em nosso mundo. Posso estar redondamente enganada, mas em entrevistas que tenho lido com cineastas e escritores iranianos, eles não aprovam o governo opressor dos aitolás mas também acham que as sanções só corroboram para o povo se aproximar exatamente das intenções do governo de obter (se é que já não tem) a energia pra a produção da bomba.
Neste sentido, ainda defendo a posição do Brasil, de fiscalizar o processo nas usinas.
Pois se continuar neste caminho, pressionando, os aitolás me parecem que são uns velhos fanáticos religiosos que não se importariam em por tudo a perder numa guerra de proporções inimagináveis.
Ainda acho que das duas opções, procurar o diálogo e acordo é mais produtivo do que o resultado que as sanções irão produzir, e pelo jeito já estão começando a se tornar um desastre para a Nação enquanto que os governantes continuam – e esperam que Israel e os EUA ataque para então dizer, de novo, como foi no Iraque .
Catarina,
também gostaria que nao houvesse nenhuma guerra. Mas as sançoes, creio que sao necessárias e já estao dando resultados. O Ahmadinejad já disse que está disposto a retomar o diálogo com a UE sobre seu programa nuclear. A UE nao quer guerra, este continente já viu muitas e as mais sangrentas da História, creio eu. E pela proximidade com o OM, a Europa também sofreria caso uma bomba nuclear fosse jogada nesse lado do Mediterrâneo. O povo iraniano também está levantando-se (com dificuldades, obviamente), pelo menos os mais moderados, como no caso das eleiçoes fraudulentas. A intençao das sançoes é exatamente evitar uma guerra, é apertar tanto o cerco, a ponto de fazer o regime sentir-se asfixiado e ceder ser fiscalizado. Por outro lado, permite ao povo iraniano um ato de reflexao. Os radicais, radicalizam-se de vez, mas os moderados e os liberais, começam a repensar sua liderança, a culpar o governo de sua desgraça e de seu isolamento. Veja o que ocorre na Venezuela. Os opositores ao governo de Chávez crescem dia a dia cada vez que vao ao supermercado e nao encontram mais açúcar para comprar… já os “bolivarianos” radicalizam-se mais. No final a mudança do regime terá de partir do próprio povo, tanto na Venezuela quanto no Ira. A diferença mais latente é a religiao que no Ira manda e na Venezuela nao. O processo nao é simples, nem rápido e exige muito discernimento por parte da populaçao, mas é necessário.
É uma percepçao minha, mas acho que o Ira nao será atacado nem pelos USA, nem por Israel. É lógico que posso estar totalmente enganada, mas nao acredito num ataque. O caminho mais lógico e sensato é o isolamento e as sançoes. O Ahmadinejad, com sua verborragia deplorável, fica provocando, pondo lenha na fogueira, alimentando ódios e rancores, mas estes, com certeza nao sao só externos… internamente ele também tem inimigos e sabe disso. Provavelmente ele já tenha a bomba, o tempo de evitá-la talvez tenha passado, mas o que ele realmente fará com ela é uma incógnita. Ele nao é tolo, sabe que seria um suicídio iraniano utilizá-la, pois seriam varridos do mapa também. As sançoes até podem nao evitar a bomba, mas podem fazer os inimigos internos aumentarem consideravelmente.
responder este comentário denunciar abuso“E nunca confiei em notícias divulgadas por “agências estatais”, visto seu grau de imparcialidade…”
Parece óbvio não é Mariana? E voce nem diferencia democracias de ditaduras!
Mas, por incrível que pareça, mais de uma vez alguém aqui sugeriu consultar a Irna para formar uma opinião sobre o mini-Torquemada.
Imagine a reação dos colegas se eu indicasse um press-release da BP como a verdade absoluta sobre o recente vazamento.
“O Ahmadinejad já disse que está disposto a retomar o diálogo com a UE sobre seu programa nuclear”.
Mariana, ditadores seguem sempre a mesma cartilha. Ahmadinejad está querendo ganhar tempo. Para quê, não sei.
Quanto ao “In Name Of God”, o Irã é um estado teocrático. É comum esse tipo de colocação no início de uma correspondência.
Gustavo,desta vez ta dificil eu passar pela peneira,hein? tudo bem.
Elizeu,eu respondi a bobagem que voce escreveu no outro Post so nao sei
se o Gustavo deixou passar.Leia la,e pra voce.
Prezado Gustavo, sua pergunta mais parece de um jornalista estadusinense que brasileiro. Acredito que o cara se encheu com esta retórica!!!
Depois da investida de nossa diplomacia, não haveria nada de nosso interesse para perguntar???
Quantos aos baha’is, isto é briga de cachorro grande nos bastidores da maçonaria internacional. É só pesquisar com este propósito.
Noooooossa senhora! Nem a maçonaria escapa? Será que não é o clube de Bildenberg?
responder este comentário denunciar abusoTambém!!!!!
responder este comentário denunciar abusoO Manoel não é o que diz que o comunismo começou ou foi criado em Wall Street? Vc. deve ter uma vontade muito grande de conhecer os USA
responder este comentário denunciar abusoJá estive por lá e até gostei (povo de primeira linha). Só tive que voltar rápido, pois não me acostumei com a cerveja de lá e, engraçado, na volta algumas cervejas nacionais passaram a me desagradar também!!! Sorte que achei a cerveja da serra de Petrópolis, que luxo para o meu corpinho de garotão de 50anos!!!!!
responder este comentário denunciar abusoJá estive por lá e até gostei (povo de primeira linha). Só tive que voltar rápido, pois não me acostumei com a cerveja de lá e, engraçado, na volta algumas cervejas nacionais passaram a me desagradar também!!! Sorte que achei a cerveja da serra de Petrópolis. Que luxo para o meu corpinho de garotão de 50 anos (barriguinha de tanquinho)!!!!! Tem um grupo multinacional que está acabando com a qualidade das boas cervejas do mundo. Acredito que é mais uma conspiração, pois este grupo já se encontra no Brasil, financiado pelo mega especulador Soros, figurinha carimbada de wall street. Os caras estão fazendo o maior monopólio das cervejarias no Brasil e estragando tudo!!!!! Fizeram isto na Rússia e foram expulsos. Acredito que os vassalos do baronato vermelho estão ficando em baixa por lá!!!!
responder este comentário denunciar abusoEle acha que também entende de cerveja!
responder este comentário denunciar abusoH.Backmann,que origem tem este seu nome ou codinome? so curiosidade.
E americano ou alemao?
Outra pergunta, quem voce pensa que saiu no lucro com o ataque de 11/9?
Voce pensa que Israel e o pais vilao do momento? um paizinho de 400KM de
Norte a Sul? com 7.000.000 de habitantes? Voce algum dia viu alguma noticia
de algum judeu se explodir em algum lugar? Voce pensa que os judeus poderiam
na epoca,e claro,vencer os Alemaes e o Nazismo? E o que os aliados sairam ganhando? Gostaria muito que me respondesse.Voce acha por ultimo que se os
Estados Unidos nao tivesse ganho a 2.Guerra Mundial com seus aliados voce
estaria aqui escrevendo? de verdade.
quem venceu os nazistas nao foram os americanos
foram os russos da antiga e comunista uniao sovietica
e liderada pelo ditador stalin
e deram a vida bravos e valentes 20 milhoes de russos
graças a stalin e a esses 20 milhoes de russos que a midia internacional nao
da a verdadeira importancia que da a outros pois a vida desses russos que nos
salvaram do nazismo talvez nao,tenham o mesmo valor de outros
viva stalin viva os martires russos e viva a derrota dos nazistas pelos russos
Viva Stalin. Depois de 20 milhões de russos morrerem na segunda guerra mundial pra salvar o mundo, Stalin matou outros 9 milhões pra salvar a ditadura comunista dele, incluindo uma mistura de execuções, fome, privações diversas, assassinatos, campos de trabalho forçados, etc. Stalin foi um estadista tão digno de admiração que seu próprio sucessor, Khrushchov, deu inicio ao processo de desestalinização do PC. Visa Stalin
responder este comentário denunciar abusoOs russos só puderam se reorganizar depois que americanos e britanicos seguraram o rojão no lado ocidental. Se fossem derrotados os russos seriam dizimados. Engraçado como alguns árabes gostam de assassinos, de ditadores, tão sempre tomando, mas não aprendem. Stalin herói? Assim como Hitler, Pol Pot, Mao. Esses 4 juntos por baixo mataram mais de 50 milhóes de pessoas.
responder este comentário denunciar abusoMohamad, os soviéticos foram armados e alimentados pelos Estados Unidos (Lei dos Empréstimos e Arrendamentos). A indústria soviética estava no caos, desde antes da 2a. Guerra. Nos primeiros anos da guerra no leste, os comissários davam metade das armas e roupas para os soldados. O soldado tinha de se servir de outro soldado morto para combater. Tal a “eficiência soviética”.
Para esconder o apoio material americano, os soviéticos pintavam as caixas sobre os “Made In U.S.A.”
Stalin foi tanto quanto ou mais assassino até do que Hitler.
Me admira haver quem o apoie, ainda mais num estado democrático.
Os Russos já haviam virado a maré da guerra em 43, e o dia D veio somente em junho de 1944, os russos lutaram com equipameto russo, tanques T-34 que na opinião de muitos (aliados inclusive) foi o melhor carro de combate de toda a contenda., submetralhadoras PPSh 41 em calibre 7,62 Tokarev (7,62×25), fuzís Mosin Nagant 1891 (7,62x54mm; Arma usada por Vasily Zaitsev, o mais famoso sniper soviético) e por aí vai, os americanos estavam envolvidos demais em próprio seu esforço de guerra para fabricar munições que diferiam totalmente das suas, até as bitolas dos trilhos de trem na Rússia diferiam do restante da Europa. Foi o sacrifício das tropas russas, que libertaram os principais campos de concentração da guerra e que se situavam na Polônia, como Auchwitz e Birkenau, e afinal, não esqueçamos que quem entrou e conquistou Berlim, foram as tropas de Zhukov. Seria de se esperar, um mínimo de reconhecimento dos decendentes daqueles que estavam internos como escravos na Polônia, e que foram libertos, pelo empenho das 20 milhões de almas russas sacrificadas na batalha contra o nazismo …
responder este comentário denunciar abusoOs Russos já haviam virado a maré da guerra em 43, e o dia D veio somente em junho de 1944, os russos lutaram com equipameto russo, tanques T-34 que na opinião de muitos (aliados inclusive) foi o melhor carro de combate de toda a contenda., submetralhadoras PPSh 41 em calibre 7,62 Tokarev (7,62×25), fuzís Mosin Nagant 1891 (7,62x54mm; Arma usada por Vasily Zaitsev, o mais famoso sniper soviético) e por aí vai, os americanos estavam envolvidos demais em próprio seu esforço de guerra para fabricar munições que diferiam totalmente das suas, até as bitolas dos trilhos de trem na Rússia diferiam do restante da Europa. Foi o sacrifício das tropas russas, que libertaram os principais campos de concentração da guerra e que se situavam na Polônia, como Auchwitz e Birkenau, e afinal, não esqueçamos que quem entrou e conquistou Berlim, foram as tropas de Zhukov. Seria de se esperar, um mínimo de reconhecimento dos decendentes daqueles que estavam internos como PRISIONEIROSos na Polônia, e que foram libertos, pelo empenho das 20 milhões de almas russas sacrificadas na batalha contra o nazismo …
responder este comentário denunciar abusoO presidente Ahmadinejad, que, diga-se de passagem, é um dos dois presidentes mais destacados hoje no mundo (Ele e o Obama) até que respondeu bem.
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E veja bem que se deixar a imprensa fazer oposição a vontade, já teria derrubado o Ahmadinejad.
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E a oposição iraniana, se deixar a vontade, já teriam colocado fogo na metade do Irã.
Se com um governo linha dura, eles saem colocando fogo nos carros e promovendo quebra quebra durante os protestos, imagina se deixar a vontade. Ali se correr o bicho pega se ficar o bicho come.
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Isso não quer dizer que o Ahmadinejad não seja da mesma linha dos populistas: Falastrão.
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Quanto a judeus, o Ahmadinejad tem razão, pela falação dele contra Israel, até que judeus vivem normalmente no país.
Você está propondo controle da imprensa e da liberdade de expressão, como o nosso presidente tem proposto?
Se for isso, você já era adulto no início dos anos 70, quando a ditadura militar limitava a imprensa e a liberdade de expressão dizendo que a imprensa era contra o Brasil e só dizia mentiras?
Pois é… é a mesma coisa que Lula está falando agora. E, pelo que eu entendi de seu texto, é sua visão sobre o Irã também. Todos nós sabemos onde isso vai dar, não?
responder este comentário denunciar abusoSe viver sendo monitorado e não poder abrir a boca sobre religião é viver normalmente então vc. está certo. O islamismo é a única religião de mão única, entrou só sai morto, ou de morte morrida ou de morte matada. Religião é uma coisa para o bem, para satisfazer pessoas que precisam disso. Uma religião que mata quem optar por outra, pode ser qualquer coisa, menos religião.
responder este comentário denunciar abusoGustavo:
Gostaria de saber com você, se ele aparenta ser um louco que acredita realmente no que fala, ou é alguem que tem noção da realidade, mais direciona a sua fala para o que lhe interessa como intuito de negar o que quer, e misturar os assuntos para sair do foco central como é habito de grande parte dos politicos profissionais??
É um louco ou um jogador frio ???
História da carochinha: Israel é bonzinho, Irã é o vilão. O Vilão que eliminar o bonzinho. Mas existe um jornal muito ético, ao sul do esquador, que se levanta para defender o bonzinho…..
OOOHHHHH!!! O Irã não aceita nova religiões!!! QUE CRIME!!!
Mas os hipócritas criminosos dos EUA estão tentando impedir a construção de uma mesquita em NY..aí, sim, tudo bem!
Joao, muitos americanos estão tentando impedir a construção de uma mesquita perto do marco zero, pois consideram o lugar impróprio para a construção de uma mesquita, já que as torres gêmeas foram derrubadas em nome do Islão. Os muçulmanos não são perseguidos pelo governo americano, porém o governo iraniano persegue os Bahais.
responder este comentário denunciar abusoÉ uma provocação querer construir uma mesquita naquele lugar.
Tente algo melhor.
E as igrejas cristãs nos países devastados pela última investida dos cruzados ocidentais, deveriam ser todas implodidas e proibidas de serem reerguidas?? Pois o que sabemos, todos os territórios destes países são uns verdadeiros MARCO ZERO, pois tudo que tinha estrutura de concreto ou pontos que se moviam, viraram cinzas, ruínas e massa de gordura e ossos, pelos cruzados da N.O.M e sua estrutura escura, na qual muitas destas religiões estranhas se encontram. Quem tem olhos que veja!!!!
responder este comentário denunciar abusonbsp;Chacra..Como disse nosso colega anteriormente, tbm penso que vc poderia ter explorado mais a sua pergunta, estando o Brasil tão envolvido com relações Iranianas. Sua pergunta ao Ahmadinejad já tinha uma resposta bem previsível, vc poderia ter explorado mais esse lado Brasil x Irã.
Concordo. Como jornalista brasileiro, deveria perguntar algo sobre a relação Brasil (Governo Federal) x Irã.
responder este comentário denunciar abusoBem, então existiram na opinião do Sr. Chacra, algumas inconsistências, entre as respostas dadas pelo líder iraniano e algumas das situações conhecidas pelo jornalista. Bom, mas ao menos, parece ser consenso que ao menos nas coisas mais importantes como a liberdade religiosa das principais religiões do mundo, é respeitada, sendo aliás ratificado, o que já havia sido abordado pela BBC, certa vez. De que a imensa colônia judaica do Irã, vive bem e goza dos direitos civis do restante da população.
Lembro que naquela reportagem, membros da comunidade judaica iraniana, foram entrevistados, e também afirmaram viver bem no país, e que embora tivessem toda a liberdade de ir e vir, não desejavam deixar o Irã.
Então de todo, o presidente do Irã não foi mal na entrevista, se existem algumas eventuais contradições, pelo menos não são tão graves como as do Sr. Bush, ou Sr. Blair, que mentiram descaradamente sobre a existência de armas de destruição em massa no Iraque, para invadir aquele país, e matar 100 mil civis, acho que perto desta monstruosidade, as inconsistências no discurso do Sr. Ahmadinejad, são apenas tolices sem tanta importância …
Marcos LS, posto novamente o comentário que fiz no blog do Guterman ao João Só porque pertinente ao você diz:
O que talvez você ignore, João Só, é que durante a revolução islâmica que levou Khomeini ao poder, muitos judeus foram executados sob a acusação de serem sionistas. Em 1979, a nova constituição do Irã voltou a impor-lhes o status de ‘dhimmi’, ou seja, sujeitou-os novamente a todas as restrições impostas pelo Islã às minorias religiosas. Se, por um lado podem eleger um representante no parlamento, por outro são obrigados por lei, a apoiar a política externa iraniana e suas posições antissionistas. Além disso, a vida comunitária é totalmente monitorada pelo Ministério da Cultura e Guia islâmico, bem como pelo da Inteligência e Segurança.
Outra, dos 85 mil judeus que lá viviam em 1978, 35 mil deixaram o país até 86. Hoje a comunidade conta aproximadamente com 25 mil membros. Ou seja, aproximadamente 60 mil judeus tiveram que abandonar o país.
Segundo o mini-Hitler-wannabe, são 20 mil os judeus iranianos, segundo o Marcos L. S., que o defende (e aparentemente admira) trata-se de uma imensa colônia
E aí, em quem acreditar? São apenas 20 mil ou compõe uma imensa colônia?
O Marcos L. S. considera uma das coisas mais importantes a liberdade religiosa das principais religiões do mundo,
Seria ótimo, se não houvesse um pequeeeeenooo problema: quem as escolhe?
Marcos L. S., tres perguntinhas para serem respondidas se e quando puder:
- o que voce acharia se o Brasil se comportasse da mesma maneira?
- voce apoiaria uma emenda constitucional que GARANTISSE aos judeus, sei lá, duas ou três cadeira no nosso Congresso? Eu com certeza não
- considera lançar foguetes contra populações civis um ataque?
Cecília,
Sugiro que estude o Islã, pois demonstra nada conhecer, não há sujeição de ninguém por causa da religião, desde que sejam portadores do livro. Zimma significa responsabilidade e consciência e quando aplicado aos não muçulmanos num país muçulmano significa “aqueles que estão sob responsabilidade consciente do governante” e, por isto, pode ser considerado um privilégio e não sujeição. Leia no Alcorão como devem ser tratados os não muçulmanos, não invente. Quanto aos judeus que deixaram seus países de origem, não posso dizer com certeza do Irã, mas conheço a situação de famílias libanesas que foram encantadas por sereias enviadas pela Organização Sionista e foram para a Palestina ocupada e se arrependeram; se procurar encontrará alguns aqui no Brasil; eles lhe dirão a verdade; aconselho que tenha provas de primeira mão não de terceiras quando afirmar algo.
Sra. Cecília, por favor, poste aqui algum documento que comprove que judeus foram executados após a Revolução Islâmica, que depôs o Xá Rehza Palevi. Se não tiver o documento online, no idioma que for do seu agrado, mencione então por gentileza alguma fonte bibliográfica a respeito, como é praxe fazer: título da obra, sobrenome e nome de autor, ano da edição e editora. Garanto que eu e outros leitores, ainda que eventuais deste e de outros espaços, teremos enorme interesse em conhecer as fontes da informação que a sra. nos traz.
Ao contrário do que a sra. diz, não encontramos nenhuma menção a execução de judeus no Irã, antes, durante ou depois da Revolução Islâmica. O que encontramos foram outras referências (link após o parágrafo):
“El 14 de mayo de 1979, casi cuatro meses después de regresar a Irán, el líder de la Revolución, Ruhollah Mousavi Khomeini habló – en un encuentro con líderes religiosos judíos- de su visión sobre el status de la comunidad judía en Irán. Dijo que la postura de Irán hacia las minorías religiosas será la misma que hacia otros miembros de la nación iraní; el Islam, en ninguna forma, los discriminaría”
http://anajnu.cl/judiosiran.htm
Aqui, um pouco sobre a comunidade judaica no Irã, segundo a BBC (texto em espanhol):
http://news.bbc.co.uk/hi/spanish/international/newsid_5386000/5386370.stm
Depois, outro link, do diário espanhol El País (título da matéria: Judeus do Irã não querem partir):
Também um blog de viagens, que mostra a amabilidade dos judeus no Irã:
http://www.travelblog.org/Middle-East/Iran/North/Tehran/blog-106935.html
Quanto à redução da comunidade judaica no Irã, a informação de que dispomos é outra. A comunidade judaica no Irã, estimada atualmente em 25 mil pessoas, teve alguma redução (não se sabe precisar em que quantidade) em função da política do governo israelense de incentivar a imigração de judeus de todo mundo para Israel. O que aconteceu também nos países da ex-URSS, principalmente após a queda do Muro de Berlim.
Seguem algumas referências do que estou falando. Pediria a gentileza de que a sra. fizesse a mesma coisa:
http://www.sephardicstudies.org/iran.html
Ou
“En 1948, antes de la Guerra de Independencia de Israel, la comunidad judía en Irán contaba con cerca de 150,000 personas. 75,000 emigraron a Israel, entre ellos el Presidente de Israel Moshé Katsav, el Jefe del Estado Mayor Dan Halutz, y el ex Ministro de Defensa, y hoy Ministro de Transporte Shaul Mofaz. A los Estados Unidos emigraron 45,000.”
Favor ler a frase final do texto em inglês abaixo. Se houver dificuldades, posso ajudar com a tradução:
Not everyone in the Jewish community favors liberalization of Iranian society. Arizel Levihim, 20, a prospective Hebrew teacher, said Judaism has fared better within the confines of Iran’s strictly religious society. ”I believe it is good for women to keep their head covered. I think it is good to restrict relations between boys and girls,” Levihim said. ”I agree with the ideals of the Islamic republic. These are Jewish values too.”
Outro parágrafo, que acredito que não exija tradução, esclarece um pouco sobre a motivação dos judeus iranianos em permanecer no país persa:
“En el marco de las tensiones entre los Estados Unidos e Irán así como entre Irán e Israel, judíos persas de América e israelíes ofrecieron dinero a los judíos que aún se encontraban en Irán para trasladarse a California o a Israel, algo que los judíos iraníes rechazaron en Julio del 2007 [4].”
http://es.wikipedia.org/wiki/Jud%C3%ADos_Persas
E ainda:
http://www.webislam.com/?idt=8002
No link abaixo, pode-se ver o chefe do Executivo iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, numa foto com um representante do grupo hebreu Nature Karta:
http://www.taringa.net/posts/info/5895339/La-Asociacion-de-Judios-de-Iran_.html
Gustavo Chacra, creio que seria interessante solicitar sempre às pessoas que citam números, dados e estatísticas em seu espaço, que apresentassem as respectivas fontes. Isso trará mais credibilidade ao blog e ajudará a enterrar a praga do “achismo”, pela qual as pessoas tentam transformar suas preferências ou ojerizas pessoais em verdade.
responder este comentário denunciar abusoSr. MárioS
A propósito senhor Mário, saiba que eu admiro sim, algumas figuras históricas, tais como: O Gen. Montgomery, Gen Patton, Gen Rommel, O aviador Richthofen (O barão vermelho), o General Lee, e Alexandre da Macedônia, estes são algumas das personalidades a quem admiro na história militar.
O que isso me torna dentro dessa sua limitada mente preconceituosa de feijão ?
Nem se de ao trabalho de responder, o que quer que o senhor fale, não fará qualquer diferença para mim …
Jacob Ibrahim e Farhat,
No tópico judeus executados após a Revolução Islâmica no Irã, selecionei três que são bem completas e interessantes.
http://virtualia.blogs.sapo.pt/39465.html (A Revolução Islâmica do Irão – estudo excelente, que inclusive toca a questão da “dhimmitude” no Irã) Trecho:
Para garantir a Revolução Islâmica, muitos dos que a apoiaram foram executados, entre eles os marxistas, os grupos maoístas e de esquerda, por defenderem o estado laico, uma ameaça aos princípios teocráticos do islã. Também foram executados os considerados doentes ou escórias da sociedade, como os homossexuais e as prostitutas. Condenados à morte seriam os defensores do xá e do antigo regime, além dos seus ministros; a execução estendeu-se a membros de outras religiões, como os judeus. Os comitês islâmicos dirigidos por Khomeini iniciaram a repressão aos nacionalistas curdos e turcomanos.
Assim, ao realizar-se um plebiscito (fraudulento segundo alguns historiadores), foi legitimada a implantação de uma república islâmica, fator inédito na história dos povos árabes contemporâneos.
HTTP://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A… (Revolução Iraniana)
Muitos costumes ocidentais (vestuário ocidental, minissaia, maquiagem/maquilhagem, música ocidental, jogo, cinema etc.) foram proibidos pelo novo regime. Foram reintroduzidos os castigos corporais para quem violasse os preceitos da sharia (sexo fora do casamento, adultério, consumo de álcool etc.) e a pena de morte foi aplicada não só nos defensores do xá (sobretudo ministros e militares do anterior regime), como também em prostitutas, homossexuais, marxistas (por defenderem o laicismo do Estado), membros de outras igrejas (judeus), etc.
HTTP://israelxxpalestina.blogspot.com200… (O Tratamento dos judeus nos Países Árabes)
Pelo menos 13 judeus foram executados no Irã desde a revolução islâmica
de 1979, em sua maioria por motivos religiosos ou por sua ligação com Israel.
Por exemplo, em maio de 1998, o empresário judeu Ruholá Cakhodá-Zadê
foi enforcado na prisão, sem qualquer condenação pública ou procedimento
legal, aparentemente por ajudar na emigração de judeus. (Fonte: Relatório Anual sobre Liberdade Religiosa Internacional 2001. District of Columbia:
Agência por Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, Departamento de Estado
dos EUA, 26 de outubro de 2001.
bibliografia:
- Revista Morashá, de abril de 2007
- Foundation for the Advancement of Sephardic Studies, Iran: Life of Jews Living in Iran, http://www.sephardicstudies.org/iran.html
Sobre a condiçãode Dhimmis:
Subsidios para entender o Islã (e as bases de sua diplomacia), por Heitor de Paola, em julho de 20010, no site HTTP://www.midiasemmascara.org/artigos/r…
http://pt.wikilingue.com/es/Dhimmi
http://pt.wikipedia.org/wiki/Zoroastrismo
http://www.jptfernandes.com/docs/art_opiniao_regresso_ao_passado.pdf
Adendo ao meu último comentário: tem razão, Jakob Ibrahim, as execuções foram após e não durante a Revolução.
responder este comentário denunciar abusoAdendo ao meu comentário anterior: tem razão, Jakob Ibrahim, as execuções foram após e não durante a Revolução islâmica.
responder este comentário denunciar abusoSra. Cecilia, bom dia. Desculpe, mas a sra. tergiversa. Não questionei sobre o que aconteceu durante e após a Revolução Islâmica, sobre costumes etc. etc., e sim sua informação de que judeus foram mortos durante a revolução iraniana.
1- Não foram, como a sra. mesmo agora admite.
2- Alguns dos links que a sra. postou são de mídia panfletária, destinada a fazer propaganda ou contrapropaganda, como Mídia sem Máscara. Gostaria de alguma referência tipo BBC ou El País.
3- Me parece que, em seu afã de mostrar que suas referências são corretas, a sra. não percebeu o que postou. Veja uma das referências que lhe passei:
http://www.sephardicstudies.org/iran.html
De onde foi extraída a frase na qual um rapaz judeu diz estar de conformidade com os princípios da revolução no Irã:
“Not everyone in the Jewish community favors liberalization of Iranian society. Arizel Levihim, 20, a prospective Hebrew teacher, said Judaism has fared better within the confines of Iran’s strictly religious society. ”I believe it is good for women to keep their head covered. I think it is good to restrict relations between boys and girls,” Levihim said. ”I agree with the ideals of the Islamic republic. These are Jewish values too.”
Agora, veja o endereço que a sra. postou: exatamente o mesmo que eu havia lhe enviado, DEPOIS que eu o remeti:
http://www.sephardicstudies.org/iran.html
4- A única citação que a sra. traz de execução de judeus é esta: “Pelo menos 13 judeus foram executados no Irã desde a revolução islâmica de 1979, em sua maioria por motivos religiosos ou por sua ligação com Israel. Por exemplo, em maio de 1998 (…)”.
Ainda não chequei o que a sra. menciona, mas o fato aqui é um só: caso essas execuções tenham ocorrido, elas teriam acontecido quase 20 anos depois da revolução, o que, mais uma vez, anula o que a sra. propalou aqui e em outro espaço, conforme suas palavras.
5- Também não se confirma em nenhum lugar a evasão (imigração) de milhares de judeus como a sra. diz, em razão de perseguição do governo iraniano. Nem mesmo nos sites anti-Irã isso se confirma. O mesmo número de judeus se mantém no Irã, há muitos anos. Houve convites para migrassem, mas os mesmos se recusaram.
6- Sobre o conceito de Dhimmi, citado pela sra., recomendo que a sra. se informe um pouco sobre Islã e Direito Islâmico. Judeus e cristãos, zoroastristas, hinduístas, são considerados como “Povo do Livro”, isto é, são povos que, segundo o islamismo, teriam recebido uma mensagem divina, portanto, teriam tido um mensageiro. Zoroastro é considerado um mensageiro; Krishna, idem; Jesus (chamado também de Espírito de Deus) idem. Segundo Muhammad, profeta islâmico, houve até 144 mil profetas. Ou seja: Que povo não teve seu profeta?
Segundo o Alcorão, qualquer pessoa proveniente do Povo do Livro deve ser bem tratada, é permitido o casamento com um muçulmano, pode ser julgada pelas leis de sua própria comunidade/religião etc. Deverá, sim, pagar uma taxa, conforme reza a Sharia (conjunto de preceitos islâmicos, que reúne tanto o Alcorão como a sunna do profeta Muhammad, depois de comprovada por uma das quatro escolas). Até aí, desculpe, taxas pagamos nós aqui no Brasil (e muitas), e bem mais do que em países islâmicos.
Não é verdade que o Islã considere judeus ou cristãos como cidadãos de segunda categoria. Se há países -como Irã, Afeganistão e Sudão- que distorcem o Islã, isso é bem diferente do que prega a religião islâmica. Haja vista Al-Andaluz, no qual, durante cerca de 800 anos, cristãos e muçulmanos viveram em harmonia. Só uma pequena citação prova o quanto o Alcorão e o islamismo vem sendo distorcido: a primeira surah (capítulo) do livro sagrado islâmico começa com: “Lê”. Ora, como se pode instar à leitura uma população quase inteira formada por analfabetos como a do Afeganistão? Ou na qual os talebãs destróem escolas e tentam manter as pessoas no obscurantismo?
Há, portanto, visível tentativa de manipulação do próprio Livro Sagrado. E não será através de um obscurantismo laico e secular que se chegará ao que é melhor para os outros, como tentam impor alguns fanáticos dos ideais democráticos.
7- Me parece desnecessário, sra. Cecilia, tentar criar ou distorcer dados ou fatos apenas para alimentar uma guerra ideológica contra o regime iraniano. Todos conhecem Ahmadinejad. Isso basta para que qualquer pessoa de bom senso lhe seja contrária, independente de, em algum nível, ele poder representar o anti-americanismo, antissionismo etc. etc.
O que precisamos é de informação neutra e isenta e não de panfletismo. Não sou muçulmano, anti-americano, anti-iraniano, antinada. Apenas alguém que deseja conhecer os fatos, como eles são.
Tenha um bom dia.
responder este comentário denunciar abusoErrata em meu último comentário: 1) Não é a primeira surah do Alcorão, mas a primeira a ser recebida. 2) Al-Andaluz foi exemplo de convivência entre muçulmanos, cristãos e judeus. Foi lá que surgiu e viveu o maior filósofo judeu, Maimônides; foi de lá que os tesouros da Grécia Antiga, como a filosofia de Aristóteles, foram transmitidos para o Ocidente, por Avicena e Alfarabi (de onde se originou a palavra alfarrábio).
responder este comentário denunciar abusoMuito boa a matéria,criteriosa
Gustavo, só o fato de estar entre aqueles jornalistas peneirados para essa entrevista já é motivo suficiente para tirar o chapéu para ti. Parabéns e obrigado por nos ter trazido esse relato. Para mim os bastidores dessa entrevista são mais interessantes que aquilo que o Ahmadnejad tem para dizer.
Gustavo,
Independente de lados, crenças, oposição, opiniões e afins gostaria de te parabenizar por dividir sua experiência de bastidores conosco leitores. Há pouco tempo atrás somente líamos entrevistas e artigos sem saber como o autor os “construiu”. É raro também um blogueiro tão ativo.
Tive o prazer de, como mochileiro e voltando de Dahab no Sinai (onde nao havia energia elétrica) pular do ônibus na tríplice fronteira (Israel, Jordânia e Egito) e, de longe, ver o Rei Hussein dar a mão ao Itzhak Rabin. Estive no segundo grupo de israelenses que entrou na Jordânia naquele dia.
Aquilo me marcou. Imagino que viva esse tipo de sensação, de ser parte da história, cada vez que tem a oportunidade de estar onde ela está acontecendo. Seja no Haiti, Guatermala, OM ou EUA.
Um abraço,
Santiago
Gustavo.
Voce mandou muito bem até onde mandou.
Mas infelizmente voce não interpelou aquele carniceiro sobre o destino daquela infeliz muçulmana, Sakineh, prestes a ser apedrejada até a morte, em obediencia ao corão..
Mário, sem demagogia, brother. Você sabe muito bem do que falo!!!!!
Em tempo: Deixe minha querida mãezinha fora deste imbróglio de enganação e escuridão, pois esta sim é imaculada, perfeita, solar, clara, radiante e imortal em meu tempo!!!!
responder este comentário denunciar abusoGustavo.
Voce mandou muito bem até onde mandou.
Mas infelizmente voce não interpelou aquele carniceiro sobre o destino daquela infeliz muçulmana, Sakineh, prestes a ser apedrejada até a morte.
Um dos estados Norte Americano, que acaba de injetar veneno numa doente mental, seria a pronta resposta do presidente Ahmadinejad!!!! Foi até bom o Nosso Guga não cair nesta cilada, pois o cara estava prontinho para esculhambar com primeiro demagogo que se atrevesse!!!!
responder este comentário denunciar abusoDigamos que as situações fossem comparáveis, o que estão longe de ser.
Segundo entendi, o Mané acha uma brilhante alguém, ao ser perguntado porque assassinou alguém responder:
Ah é? Fulano também assassinou! Só disso dá para ter uma idéia de quem se trata (propositalmente dúbio)
Mané,
Se eu, por exemplo, matasse sua mãe porque ela falou um palavrão (juro que não vou fazer isso, é apenas um último esforço para tentar entender-lo) e quando voce me perguntasse porque eu fiz isso minha resposta fosse:
Zé da Silva matou a mãe de Fulano de Tal!!!!
Voce diria que eu o “esculhambei”? Se consideraria um demagogo?
O Gustavo poderia ter perguntado ao presidente iraniano o que ele acha do Pimenta Neves, oriundo deste jornal, estar solto.
responder este comentário denunciar abuso“O Gustavo poderia ter perguntado ao presidente iraniano o que ele acha do Pimenta Neves, oriundo deste jornal, estar solto.”
Agora é o Braziliano usando como argumento de defesa apontar barbaridades de outro país, para justificar uma. Parece que o Mané está fazendo escola.
Esta tática é tão ridícula e sem sentido que ninguém ousaria adota-la em um tribunal.
Imaginem a cena: o advogado de defesa de um assassino no Japão dizendo:
meretíssimo, o champinha matou dois e estuprou no Brasil.
Ahmadinejad é o cara! Não tem papas na língua. Tanta pergunta para fazer, e o Chacra fez logo aquela mais imbecil, tentando provar ao mundo que a República do Irã é uma tirania brutal. O Irã é um país pacífico, ao contrário de Israel, que o Chacra, como libanês, deveria condenar. Ahmadinejad deu um show na ONU, colocou os EUA no bolso, deixou os americanos sem resposta para a farsa do 11/9.
Obs: mais um comentário meu que não será publicado.
Emerson, se seu ídolo continuar assim vai acabar com um Tomahawk no traseiro, ou escondido em um buraco como Saddan
responder este comentário denunciar abusoVejo que muitos gostam de condenar os povos não alinhados com os USA. Mas vamos ver um dos casos que ninguém comenta:
Teresa Lewis, condenada à pena de morte e executada sob a acusação de assassinato de seu marido.
O agravante é que Teresa sofria de “grave deficiência de aprendizado”.
Ahmadinejad, em reunião com muçulmanos estadunidenses, e depois na ONU, perguntou por que a mídia se calou diante de tamanha monstruosidade.
Claro que ele usou o exemplo de Teresa para relembrar como a mídia agiu quando a iraniana Sakineh Mohammadi-Ashtiani acusada do mesmo crime foi também condenada a morte.
A iraniana continua viva ao contrario da infeliz Teresa Lewis.
Ahmadinejad pode não ser o melhor governante que o Irã poderia ter, mas com certeza é mais sincero que muitos estadunidenses que estão no poder.
Sinceramente não sei se os judeus vivem bem no Irã.
Alguns já foram presos e enforcados acusados de serem espiôens de Israel nestes tribunais que nenhum orgão independente tem acesso.
E os judeus que são entrevistados dentro do Irã vão reclamar do governo ???
No dia seguinte serão presos.
Só lhes resta falar bem e sobreviver tocando as suas vidas.
Será que podem vender suas propriedades sem serem indagados do porque e tentarem viajar para outro pais e de lá para os USA ou Israel, sem que seu “desejo de traição” seja descoberto e ele vá mofar num porão de uma cadeia ???
Tenho minhas duvidas.
“Será que podem vender suas propriedades sem serem indagados do porque e tentarem viajar para outro pais e de lá para os USA ou Israel, sem que seu “desejo de traição” seja descoberto e ele vá mofar num porão de uma cadeia ???
Tenho minhas duvidas.”
Não tenha josé, não podem.
O mais provavel é que sejam tratados como os árabes israelenses.
responder este comentário denunciar abusoObviamente não são Oda Nobunaga. Exemplos para provar isto não faltam é só querer enxergar.
responder este comentário denunciar abusoOs árabes israelenses tem todos os direitos, iguais aos judeus, menos servir ao exército, por razôes óbvias. Nenhum país árabe dá todos os direitos aos palestinos. Israel dá.
responder este comentário denunciar abusoSinceramente, O Ahmadinejad é uma das pessoas mais mansas que eu já vi; alguém já viu alguma foto dele num momento de raiva? Isso pode ser, inclusive, bastante perigoso. Vale observar que a mansidão constante é um comportamento normal aos sociopatas… Que é um cara bastante estudado, isso ninguém pode negar. A questão é que eu acho que ele sofreu uma lavagem cerebral exatamente oposta à que a gente (geralmente) sofre diariamente no ocidente.
O Irã agora é governado por um islamofascista, os EUA até pouco tempo atrás era governado por um radical Cristão, Israel é governado por um islamofóbico, a venezuela é governada por um anti-americano; e por ai vai. E é nesse contesto que o Brasil se distancia um pouco de todos com uma posição universalista, o que é muito positivo…
De qualquer forma essa vai para quem acredita que fala em nome da verdade. Na boa, com que autoridade a gente quer mexer na constituição do Irã? Com que autoridade o Ahmadinejad nega o holocausto e prega o extermínio do Estado judeu? Tudo bem que um Estado pregar o extermínio de outro é questão para o CS, mas por outro lado, desde quando é regra que todos os chefes de Estado tenham que aceitar o Holocausto desde a ótica judia (antes de me criticarem, que fique bem claro que eu não nego o holocausto!)? Com que autoridade o Netanyahu quer expulsar os árabes de território israelense? Bom, e por ai vai… fica só pra pensar, pessoal…
Eu, diferente do Gustavo, sou contra a total liberdade de expressão… Na minha opinião, qualquer obra (programa de tv, livros, artigos e afins) que induza alguém a odiar um terceiro deveria ser proibida e queimada. Esse poderia, alias, ser tema de uma pesquisa acadêmica muito interessante: uma análise dos discursos propagados pelos programas estatais de educação fundamental em alguns países chave.
Seria bacana um mundo sem ódio. Porém:
- como você define ódio?
- qual a diferença entre ódio, raiva, inconformismo e falta de educação?
- como você define indução?
- se uma literatura não deixa marca alguma na pessoa, ela não serviu para nada. Se ela deixa alguma marca, ela foi indutiva. Toda boa literatura é indutiva
- como evitar que o sociopata de fala mansa possa vir a público falar barbaridades, já que ele não parece expressar ódio?
Censura tem um problema intrínseco: quem censura é quem está no poder. E quem está no poder censura apenas aquilo que lhe interessa. Censura só se presta a uma coisa: autoritarismo. Autoritarismo é consequência direta e inescapável de qualquer censura e controle da liberdade de expressão
responder este comentário denunciar abusoEssa sua idéia sobre a queima já foi feita. Pelo nazismo. Apoia eles também?. Começa assim, depois queimam pessoas. Vide a história que vc. não pode mudar
responder este comentário denunciar abusoGustavo
Quem é o maior bravateiro: Bush Filho, das armas de destruição em massa ou Ahmadinejad, de 11/9? Acontece que as mentiras de Ahmadinejad são inofensivas e a de Bush mortíferas (estima-se em 1 milhão de mortos no Iraque). Veja a diferença!
Minha esposa e toda sua família são bahais e acompanhamos de perto a perseguição odiosa do regime iraniano. Os bahais que hoje estão espalhados pelo mundo sequer podem retornar ao Iran.
Ficou claro na entrevista, nao eh permitido ser bahai e pronto. Algo como, “estamos perseguindo mesmo. E dai?”.
De todo modo, Gustavo, meus parabéns. Boa pergunta, firme. Não eh pouca coisa confrontar este facínora com algumas verdades.
Flavio, legal seu trabalho de sempre trazer boas e esclarecedoras fontes a este quase sempre nebuloso debate.
Valeu Vinicius !
Aproveita que está ai em NY e chama o Guga pra tomar um café uma hora dessas.
Abs,
Meu caro Omar.
Não questiono a aplicação da pena de morte, até mesmo porque sou favorável a ela em determinados casos, mormente os de crimes contra a vida.
Mas traçar um paralelo entre a execução da Teresa Lewis, ré confessa, que comprovada e inquestionavelmente praticou um homicídio por motivo torpe, é uma coisa.
Já a execução de Sakineh é outra completamente diferente.
Em primeiro lugar, ela foi condenada a morrer apedrejada pela acusação de adultério. DEPOIS que a opinião pública internacional elevou a voz, enojada com esse absurdo, o governo iraniano passou a acusá-la de homicídio.
Em segundo lugar, segundo a lei islamica, as pedras usadas no apedrejamento não podem ser muito grandes, para que a vítima sofra o máximo possível.
Em terceiro lugar, o Iran corriqueiramente condena à morte por apedrejamento inúmeras mulheres, e não apenas Sakineh. E homossexuais são enforcados. É por isso que Ahmadinejad diz que lá não há homossexuais. Não há homossexuais vivos lá.
Já “”"Teresa Lewis, uma avó de 41 anos, recebeu uma injeção na prisão da cidade americana de Greensville nesta quinta-feira (23), tornando-se a primeira mulher em quase um século a ser executada no sistema penal do estado da Virgínia, informou o Departamento de Correções.”"”
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2010/09/avo-de-41-anos-e-executada-na-virgina-nos-eua.html
http://latimesblogs.latimes.com/babylonbeyond/2010/07/iran-stoning-sakineh-ashtiani.html
“”"In other news out of Tabriz, an Iranian human rights organization alleges that a 26-year-old woman was raped and murdered by pro-government Basiji militiamen last week after she was stopped for wearing clothes deemed not Islamic enough.
According to the report by the Human Rights Activists News Agency (in Persian), the hard-line Islamic militiamen stopped Elnaz Babazadeh’s car in the eastern Vali Asr district of the western Iran city because she was allegedly dressed improperly. (The blog Persian2English has an English translation of the report.)
“She resisted the forces and ignored the orders of the Basij forces,” the report said. “Then the Basij forces, who initially stopped her, jumped into Elnaz’s car and threatened her with a gun.”
The Basiji militiamen beat and raped the 26-year-old, dumping her body close to the Emamiyeh cemetery, according to the report.”"”
25/09/2010 – 19:16 Enviado por: Emerson
“…O Irã é um país pacífico, ao contrário de Israel, que o Chacra, como libanês, deveria condenar.”
Gustavo, voce com libanês, acha o que do post do Emerson?
JP 20,12h.
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Escrever sem compromisso com nenhuma verdade é uma delícia. Pode-se mentir, inventar, deturpar, distorcer, falsear, vale tudo em nome de um comentário qualquer, desde que seja escrito ou cuspido, pois em termos de Brasil, isso já não faz mais diferença. Hitler foi mestre nesse assunto; se fosse hoje vários blogueiros daqui o apoiariam.
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O Sr JP (prezumo que seja sr.) diz que “Israel é governado por um islamofóbico”, pergunta sobre aceitar ou não o Holocausto “sob a ótica judia” e questiona a autoridade do primeiro ministro querer expulsar os árabes.
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Sr JP, o seu caso é de descompromisso com a verdade, falta de conhecimento, as duas coisas, ou asneira (de asno mesmo). Só para te esclarecer, se Israel fosse governado por um islamofóbioco não precisaria do muro que construiu para conter a entrada de árabes e palestinos em Israel e não a saída dos que gostariam de fugir se fosse o caso de islamofobia. Sobre o Holocausto, não se trata de aceitar a ótica judia e sim a ótica dos fatos. Deturpar ou não é outra questão, mas o fato de voce não enxergar a verdade não impede a verdade de ser verdadeira, indica apenas que voce não enxerga; é um problema somente seu. E para acabar (ainda bem que foram poucas as besteiras, de besta mesmo) o primeiro ministro israelense não quer expulsar os árabes de Israel (pelo menos por enquanto). Mas se quisesse faze-lo estaria apenas aplicando os mesmo princípios de alguns países árabes em relação aos judeus no passado. (sabe quantos judeus vivem em Gaza? UM; e está preso).
Cecília
A questão da “discriminação” das minorias religiosas é algo complexo que dificilmente pode ser analisado com poucas palavras. Minoria religiosa naõ deixa de ser também um processo de auto-segragação, em determinadas circunstâncias. No caso dos judeus do Irã, trata-se de uma comunidade de que pratica uma religião de raça, não proselitista, que evita a miscigenação, economicamente coesa, solidária, em contraste com uma sociedade teocrática, cuja Constituição se sustenta num sistema de leis inspiradas no Alcorão, do mesmo modo dos religiosos de Israel em relação aos livros sagrados. Neste caso, um país hoje condenado por todo o mundo pela discriminação com que trata os muçulmanos árabes, e cristaõs que vivem em seu pretenso território. Nesse sentido, ao contrário dos judeus que emigraram do Irã, os palestinoa não têm para onde ir. Toda minoria religiosa (com o agravante racial) tende naturalmente a auto-segregação, na medida em que se diferencia em seu credo e hábitos e costumes dentro de um organismo social e cultural amplamente majoritário. E quando acontece um grave atrito internacional, um impasse, é evidente que tais minorias padeçam sob o regime onde vivem. Na guerra mundial, o Brasil confiscou inúmeras propriedades de organizações das colônias japonesas, alemãs e italianas e colocou seus cidadãos sob estreita vigilância. Até mesmo o na época clube de esportes Palestra Itália teve seu nome mudado para Palmeiras; e o alemão Espéria (se não me engqano era esse o nome), mudou para Pinheiros. Assim, neste momento em que Ahmadinejad fala pelos cotovelos em varrer Israel do mapa, e os judeus em jogar bomba atômica no Irã, é evidente que as dierenças locais na siociedde iraniana se façam mais presentes. Assim foi no passado, assim é no presente; até quando, não se sabe.
O Esperia virou Floresta e o Germania virou Pinheiros e este é DE LONGE o menor dos erros do seu post.
responder este comentário denunciar abusoRealmente, Sorales, se formos analisar muitas questões mais a fundo, evidenciam-se as suas complexidades, mormente quando observamos que até maiorias são discriminadas, como a das mulheres ao longo do tempo e em muitas culturas, sob a justificativa de bem delimitar os papéis de cada sexo.
Você diz “Minoria religiosa não deixa de ser também um processo de auto-segregação, em determinadas circunstâncias.” Importante revelar quais seriam essas determinadas circunstâncias, porque os estudos socias constatam que, onde as minorias são aceitas, ou até mesmo obrigadas a algum tipo de conversão, ao longo de algumas décadas, estas se assimilam à cultura prevalente. Assim foi com boa parte dos judeus através do espaço e do tempo. Estão aí os cristãos novos pra provar. Mas nas minorias, sejam lá quais forem, geralmente se encontrará um chamado “núcleo duro” que luta para que suas tradições não desapareçam. Assim, quando os judeus não encontram rejeição na sociedade maior, a tendência natural é de assimilação. Basta pesquisar, por exemplo, os números dos EUA. Posso entender que o que você designa como auto-segregação, tanto signifique o empenho por manter sua identidade cultural original, como uma defesa contra a hostilidade externa, e não uma birra anti sociedade mais ampla.
Desculpe-me, Sorales, mas o conceito antropológico e biológico de raça, em relação à espécie humana, caiu já há algum tempo e é mais utilisado em política (igualdade racial), legislação (preconceito racial) e para a designação de variedades animais. Então, se você aproxima essas duas palavrinhas “uma religião de raça’” e ainda sobrepõe lá adiante um “agravante racial” , você incorre num equívoco limítrofe ao do racismo. Procure dar uma pesquisada no Museu da Diáspora, em Tel Aviv, que exibe uma variedade surpreendente de tipos judaicos, do artesão moreno de Salônica ao loiro de olhos claros moscovita, até o negro da Etiópia.
O Irã conta com uma das comunidades judaicas mais antigas do mundo, datando dos dias de Ciro. Creio que apesar do referido status de dhimmis, que lhes carregavam com mais impostos e certas restrições, até o período da Revolução Islâmica de 79, acredito que eles tinham liberdade de praticar seus costumes, já que lá permaneceram por tantos séculos. Quanto ao proselitismo, em tempos bem mais antigos o judaísmo chegou a ser proselitista.
Engraçado que até meados da década de 70, Israel era aplaudido no mundo inteiro. Com o apoio soviético às causas árabes, a emergência do nacionalismo dos árabes palestinos, e as transformações geo-políticas, a coisa começou a mudar de figura, e sua condenação tornou-se a nova bandeira tanto do mundo árabe muçulmano, quanto de ativistas de esquerda e da tradicional direita antissemita.
A discriminação que apontas em relação aos “muçulmanos árabes e cristãos” (estranha essa categoria de muçulmanos cristãos) é um espelho da mesma discriminação destes em relação a israelenses e judeus, com o agravante, de que Israel conta apenas com uns seis milhões de judeus e a vizinhança 350 milhões de árabes que, no mínimo e pra ser generosa, não gostam deles.
O território de israel pode ser pretenso na sua abalizada opinião, mas infelizmente pra você e muitos daqui, é um fato.
(…) “ao contrário dos judeus que emigraram do Irã, os palestinoa não têm para onde ir.” A maioria dos judeus que saíram do Irã, não foram para Israel, e sim para outros países, principalmente os EUA. Os palestinos, que historicamente eram os habitantes árabes daquela região, poderiam, se a solidariedade entre irmãos fosse verdadeira, viver nos países ao redor, e em muitos outros do Ocidente, como boa parte deles já o faz ou procura fazer.
“E quando acontece um grave atrito internacional, um impasse, é evidente que tais minorias padeçam sob o regime onde vivem”. Argumento de peso para explicar a própria situação que você descreve, sobre os árabes palestinos, mas que não se prova integralmente.
Fui, que hoje já excedi a minha cota.
Sorales, os judeus tem para onde ir porque criaram Israel, apesar de muitos odiarem esse fato. Os palestinos não tem para onde ir porque não quiseram criar um país que ganharam de mão beijada. Preferiram destruir o dos outros. Essa é a diferença
responder este comentário denunciar abusoAhmadinejad precisa ter juizo, pois está sendo monitorado.
Chacra, o Amadinejah sabe tanto a respeito da verdade como a minha vo’ sabia de energia nuclear. Qto a sua intrevista com o Mr. Mentiroso ( na verdade ele ta mais pra clone generico de Hitler)acho que dessa vez vc se redimiu depois daquela intrevista ridicula com o presiente da Siria.
E Ahmadinejad provou sua inteligência, por meio de uma lógica completamente distorcida em cima de algo que é de conhecimento público, de dentro ou fora do Irã.
É como se ele afirmasse que a criação de uma nova religião fosse ser custosa do ponto de vista político, sendo que este novo grupo também precisaria ser representado com uma cadeira de Parlamento. A perseguição ao Bahaísmo assim seria uma cláusula de barreira, a prevenir “legenda de aluguel” – ou religião de aluguel, no contexto persa.
Ocorre que o Bahaísmo remonta a pelo menos o Século XIX. A justificativa de que isso representaria um grupo totalmente “forjado” no Irã, de origem muito recente para ter deixado qualquer impressão cultural ou consciência de sua existência por lá é totalmente descabida.
Os preceitos dessa religião são originários de todas as grandes religiões eurasiáticas modernas, inclusive o Islã.
O grande azar deles é serem posteriores ao Corão. Tivessem surgido antes, certamente seriam “povo do livro”.
Este povo já existe e é mais antigo ainda
responder este comentário denunciar abusoGustavo, você teve uma oportunidade fantástica. Parabéns por ter conseguido participar dessa entrevista.
pois e ficam falando que o ahmadenejad é mentiroso e isso e aquilo tudo mera fantasia a realidade e outra os americanos ja provocaram a morte de mais de 1 milhao de iraquianos por conta de uma mentira deslavada e o bush deveria ser julgado por crime contra a humanidade assim como a guerra do afeganistao ja levou amorte de mais de 300mil afegaos e levou mais de 1 milhao a serenm refugiados isso sim sao motivos para levar os governos americanos e aliados a julgamento,agora ficar aqui falando do presidente iraniano por nao ter feito nada e pura politicagem barata e rala assim como israel nao deixa a aiea fiscalizar suas usinas o ira tambem nao deixa e ai quem tem um passado recente de crimes contra a humanidade israel claro
ai sem comentar que o sistema sionista se israel é o mesmo que foi adotado na africa do sul na epoca do apartheid segregam os palestinos colocando em verdadeiros guetos e construindo um muro que e o muro da vergonha e que foi condenado por todos os organismos internacionais de direitos humanos que da direitos somente somente a uma parte dos judeus e nenhuma aos palestinos isto sim e uma vergonha mundial e uma divida da humanidade com os palestinos que tem que ser condenada todos os dias pois isarael nao cumpre e nao aceita nenhuma resoluçao internacional e é o estado mais fora da lei que existe hoje e nao o ira ou qualquer outro pais senao somente israel o bandido que nao respaeita as leis internacionais
Inveja é triste
responder este comentário denunciar abusoGustavo, muito boa sua pergunta, e que ótima oportunidade de se encontrar com alguém que ficará marcado na HIstória da Humanidade como um Ditador Xenófobo.
os Bahá´’is, são perseguidos, não por que defendem sua Crença ( esta é a desculpa deles), mas porque baseia sua crença na Igualdade, Unidade e Justiça Universal.
e isto é uma grande ameaça para governos totalitários e ditatoriais.
Só pode entender isso , quem teve amigos ou parentes, que foram presos, torturados e exilados, por não terem feito nada, nada mesmo.
Em breve, o destino do Irã, sairá das mãos destes ” governantes”, e caira na mão do povo – jovens.
esperem para ver,, a Juventude Iraniana, quer paz, diálogo, poder viajar e ter amigos pelo mundo..enquanto que os ” líderes”, querem garantir suas posições, status, salários…
Amir Shafa,
Quem acreditará em seus argumentos, pois este se baseia que, a “liberdade” dos iranianos sairá das mãos dos que tiranizam os iraquianos, paquistaneses, afegãs, palestinos e etc!!!!! Nem adulto entra neste papo, posto que criança não se deixa enganar por um argumento deste nunca, jamais, negativo, nada e não!!!!
responder este comentário denunciar abusoO convite está com vários erros de grafia, será que eles não têm um revisor ortográfico? Parece coisa de amador, não de alguém que quer enfrentar os E.U.A.
Gustavo, imagino como deve ter sido emocionante poder estar frente a frente com o Ahmadinejad. Poder perguntar à ele cara a cara sobre tudo que já ansiamos algum dia em dizer, imagino ser mais emocionante ainda. Parabenizo vc pela sua pergunta, e pela coragem de fazê-la. Realmente Ahmadinejad se esquivou muito menos do que imaginava que ele fosse fazer. Ele simplesmente mentiu na cara dura. O que não o torna mais digno ou mais humano.
parabéns pela matéria !
O Iran e seu regime nao é um modelo de democracia ou de direitos humanos. Mas eles nao invadiram países soberanos nem foram responsáveis por milhoes de mortes, como é o caso dos EUA e Reino Unido, em sua falsa guerra contra o terrorismo.
Eu recomendaria ver o texto completo do discurso de Ahmadinejadm traduzido para portugues neste blog:
Obama e imprensa corporativa fingem indignação pelo discurso de Ahmadinejad sobre o 11 de setembro blog.antinovaordemmundial.com
De qualquer forma, parabéns pelo post, é bom ver reportagens nao equilibradas e sem pré-julgamentos.
[]s
Emerson
Tem pilotos de carros de corrida, que tem no seu currículo, a passagem pela F1, mesmo que poucas corridas, mas correu.
Tem astronauta brasileiro, que tem no seu currículo, uma ida ao espaço a bordo de uma nave russa (Mesmo que para aprender a plantar feijão, mas foi).
E dentre outros, tem jornalistas, cujo currículo tem entrevista como a do presidente da Síria Bashar al Assad e o notório presidente do Irã, o Sr. Ahmadinejad.
Você o ofendeu chamando-o de idiota e ainda assim respondeu sua pergunta. Quem é o idiota mesmo?
Chacra:
Você na mesma sexta feira que se encontrou com o presidente Ahjmadinejad, escreveu aqui no seu blog que ele era idiota e vilão. Mas na hora de fazer a pergunta o chamou de senhor. Muitos aqui esperavam que você o chamasse de idiota na cara ou que jogasse um sapato nele, como fez o jornalista islâmico no Bush.
Mas não se preocupe que eu entendo. Uma coisa é escrever no blog pra agradar um monte de judeus, e outra é olhar nos olhos do líder e fazer a pergunta.
Realmente Chacra o presidente Ahjmadinejad é um SENHOR! Estamos de acordo.
Olhaí, genteem! O revisionista do pedaço tá bufando.
responder este comentário denunciar abusoeu acho ele um fdp… mas um fdp genial… como sabe manipular a mídia!!!
nós brasileiros kkkkkkkkkkkkk……..implicamos com o Ahmadinejad pq ele fala VERDADES sobre os judeus e seu falso “martirio”…e o que os judeus fizeram por nós brasileiros??e os italianos?alemaes?bulgaros?e tantos outros?
Ahmadinejad é um mentiroso e corrupto. Deveria ficar retido em Teerã.
A mistificação é generalizada.
Tempos atras, o presidente do Sudão, na assembléia da ONU negava
sorrindo os massacres de Darfour e as acusações de genocicio. E
ficou por isso mesmo.
Hoje, é Ahmadinejad que nega que seu país esteja sendo sendo
conduzido por uma ditadura implacável. E vai ficar por isso mesmo.
Pena Gustavo não poder ter dado uma tréplica do tipo “qual é meu?!
Tá me tirando? Tá pensando que sou otário? Sou brasileiro, mora?”
Campanha de difamação e constrangimento
O que querem é tentar constranger quem acredita que o presidente do Irã é um estadista, responsável pela transformação de sua pátria e seu povo. O cara foi lá e deu seu recado e bem dado, Avivou uma dúvida que está entalada na garganta de mais de 40% de nortes americanos, que criaram até instituto para estudar estes desmando e conspiração!!!!
O cara não falou nada de novo, e nada que todos comentam a exaustão pelos colégios, universidades, trabalho, ponto de ônibus, nos taxis, nas missas de domingo, nos cultos da universal, nos jornais, rádios, TVs, blogs, Orkut, em casa, na cadeia, hospitais e etc.
Um dia deste, na padaria, um camarada que é marinheiro na volta de uma longa viajem, estava comentando para outro na fila do pão, que seu oficial estava falando para tropa, que amarinha sabia da impossibilidade de um louco das cavernas do Afeganistão fazer o que fez nos USA. Interessado na opinião do sargento perguntei: E você?? O sargento foi sucinto: Foi a CIA!!!!! Com certeza este militar não deve nem conhecer o presidente do Irã, o cara que tenta defender os valores de sua pátria de cabeça erguida, o Sr. Ahmadinejad, e não poderia se guiar pela opinião do mesmo!!! Quer dizer: O assunto chegou à caserna e esta sendo desmistificada lá como em todos os lugares!!!!
Ahmadinejad fala o que muitos pensam e não tem coragem. É um dos poucos chefes de estado a defender sem subterfúgios os direitos dos palestinos. Ele não tem medo de Israel e nem dos Estados Unidos. Na Europa, muito temem os EUA mas seguem com medo sua liderança. Quando Ahmadinejad começou a falar da sua “teoria da conspiração” sobre os ataques de 11/9 todos os 27 representantes da UE se retiraram, seguindo os EUA. Com certeza isso não foi uma demonstração democrática por parte dos Europeus. Foi Medo. Medo do Big Brother, que protege grandes ditaduras no mundo, desde que se submetam. Submissão é a política americana. Felizmente, com exceção da Colômbia, a América do Sul é o único continente que não se submete aos irmãos do Norte. Parece que eles se esqueceram de nós. Hamdu Lillah!
Hika, diga o nome de um chefe de Estado do mundo que não defenda o direito de palestinos terem um Estado
responder este comentário denunciar abusoEu não consigo acreditar no que o presidente iraniano diz. Geralmente os politicos não respodem aquilo que vc pergunta a eles, mas aparentemente o Chacra ficou satisfeito com as respostas que recebeu.
A unica coisa que eu acredito sobre o Iran foi o que eu ouvi no inicio do ano de um europeu em visita ao Brasil. Ele disse que em recente visita ao Iran notou que ficou admirado como o pessoal por la está se virando bem para encarar e driblar os boicotes economicos que o país está enfrentando.
Roland, quem disse que eu fiquei satisfeito? Não havia direito à réplica. Coloquei o contexto das mentiras que ele disse
responder este comentário denunciar abusoCaro, Sr Manoel Joaquim de oliveira pinto valverde,
por acaso , o SR está subestimando a capacidade de uma povo, no caso de uma nova geração de iranianos ( homens e mulheres, presos ou livres) , de se levantar e com toda sua intensidade mudar este governo por outro que seja justo?
se desejar saber o que defendo , deveria ver o site:
http://www.bahai.org.br/portasfechadas
Chacra, primeiro parabéns pelas conquistas que você faz na sua carreira diariamente!
Segundo que queria comentar, aqui embaixo de todos os demais quase sem visibilidade, que me impressiona a dinâmica da “internet”, mais especificamente no que se refere aos ataques mal educados que alguém pode receber.
Muitos são de ordem pessoal e preconceituosos, como se por algumas linhas fosse possível conhecer a outra pessoa, suas origens. Acontece entre os comentaristas e até mesmo ao “dono” do blog. Que sociólogos, psicólogos e antropólogos me expliquem determinadas coisas porque sou impacaz de compreender.
Tiro o meu chapéu pela paciência que as vezes você tem com os comentaristas. E coragem meu chapa! Segue em frente!
Kxorraum, obrigado pelo elogio ao blog
responder este comentário denunciar abusoGustavo.
Não sei se minha pergunta é pertinente mas eu gostaria que vc nos disesse, se é que é possível, qual foi sua sensação ao entrevistar o presidente do Irã. Como ele te parece? Qual é a impressão que ele passa , assim, mais próximo?
José Benedito, fiz um post sobre isso. Dê uma busca como “blik” no blog
responder este comentário denunciar abusoEu perguntei ao Mr. Donald Mickey sobre as palavras do Exmo. Presidente do Irã, Sr. Ahdimejad . O Senhor Mickey me disse que eh tudo verdade. Um país que já matou vários presidentes , a começar pelo Presidente Lincoln , até se chegar ao Presidente kenedy onde os processos e abertura destes estão congelados por mais de 80 anos , não eh de se perceber que eh claro , como o sol que o 11 de setembro foi uma obra das mais perfeitas , não fosse a evacuação do World Trade Center pelos judeus e por importantes personalidades que tinham escritório e ou compromissos naquele prédio . Na lista não consta de nomes importantes, embora o World Trade Center tinha um fluxo de entrada e saída de pessoas muito importantes desde política até comercio internacional , banqueiros, etc.
Eh claro, e isto não se pode provar , porque a CIA e a imprensa americana estão no jogo . Mas fica aih o alerta . Embora não tenha tido armas quimicas e nucleares o Iraque foi invadido . O Irã pelo mesmo motivo. E o que falar da lei de Markartur , onde os dedos duros tais quais o hollywoodiano REAGAN , após denunciar colegas e milhares de outros inocentes , que foram para a cadeia e perderam os seus empregos e nunca mais conseguiram outro , os EUA eh recheado disto. Então , está aih . Vamos acreditando para que o mundo seja melhor. Pois os EUA estão cheios de criminosos da humanidade. O próximo pode ser voce ! I WANT YOU !
Chirac, havia judeus sim entre as vítimas do 11 de Setembro. Mentem os que dizem o contrário. Também havia uma série de banqueiros importantes, além da sede Bloomberg. De verdade, se tantas pessoas tivessem sido avisadas, algo já teria vazado. Por favor, não ligo para teorias da conspiração. Mas não incluam afirmações anti-semitas e mentirosas como as que dizem não haver judeus entre as vítimas
responder este comentário denunciar abusoSr. Chacra . Eu acrdito nas informações do Presidente Ahdimejad . Por se tratar de informações já muito discutidas nos blogs, inclusive perícia do World Trade Center sofrendo explosões na parte interna do prédio , o que diz que realmente havia explosivos dentro do prédio . Fica a verdade para o PAI , PARA O CREADOR, pois assim como o Presidente Lincoln foi assassinado , Kenedy também o foi . Não obstante , o fato eh que os acessos aos autos do mais popular Presidente dos EUA que reformou a maior dos militares da Velha Guarda mandando-os para a reserva , e acabou com a Guerra do Vietnan. Fatos estes que colocam uma pedra nos processos e somente poderão ser reabertos após 80 anos , e mesmo assim se o congresso nacional dos EUA for favorável, caso contrário ficará como as Tumbas do Faraó , nunca ninguém saberá ao certo. E o caso Marcartur , e os dedos duros mostram o quanto os EUA são capazes . Além da farsa montada para invadir o Iraque . Já estava tudo combinado . Não acredita quem não quer tirar a trava que o impede ver . Os EUA são anjos dos Céus . Nesta voce acredita ? Saudações .
Gostei Gustavo,pela primeira vez voce deu uma resposta a altura.
Parabens.Merecem tambem umas respostas assim o degrelle,o Joao so(Braziliano)
ou Manoel, e outros que adoram falar coisas que sao
pura invencao e como sempre invejosos por sermos CAPAZES em qualquer assunto e SOMOS MESMO.Venham para Israel e vejam com seus proprios olhos,somos um pais de PRIMEIRISSIMO MUNDO,podem crer.Com respeito ao
ser humano.ISRAEL CHAY VE KAYAM.
Castelo de cartas!!!
responder este comentário denunciar abusoManuel,
Castelo de cartas NÃO!
Castelo de pedras…contruido sobre rochas!
Não convenceu ninguém . A resposta que tem que ter eh com atitude . Bem dizia o Papa Pio XII . Este era sem dúvida um Papa Santo . E vai ser Canonizado . Quer ver um judeu levantar a voz contra a canonização do Papa Pio XII . Depois o judeu levantará a voz contra os Palestinos . E assim por diante . Não gosto da arrogancia destes . Porisso não me convenceu . E não convenceu milhões . Continuamos acreditando que o World Trade Center foi evacuado , não havia banqueiros e judeus no World Trade Center . E continuamos a acreditar .
Certas pessoas acreditam no que mais serve aos seus arraigados e inextirpáveis preconceitos. O Chirac e Manuel Valverde são prova viva disto. A Interpol publicou uma lista dos 77 países cujos cidadãos pereceram no atentado. Entre eles, Israel. Há outra referência http://www.portalbrasil.net/reportagem_atentado_wtc.htm que aponta vítimas de 60 países, entre eles 96 israelenses. De início, esperava-se que o número de vítimas fosse bem maior, dado o intenso movimento no local, já que, pelo menos, 15 mil pessoas ali trabalhavam e o movimento diário era de cerca de 50 mil. Mas a hora do ataque foi um pouco antes ou em cima da abertura do horário comercial e muita gente ainda não chegara aos escritórios.
Não lembro bem, se no período anterior ou subseqüente aos ataques, articulistas especilizados referiam-se às trapalhadas, paralelelismos e confusões entre os vários órgãos de segurança americanos, que desde o fim da Guerra Fria ficaram um tanto ociosos.
O Gustavo postou mais de uma vez observações sobre a facilidade de cometer atentados nos subways novaiorquinos.
Mas de que adiantam fatos ante a espumejante irracionalidade do ódio?
Outra errata: “tesouros culturais”. É o que dá escrever muito rápido.
Meu amigo Jakob, é bom le-lo por aqui novamente!
Abraços!
responder este comentário denunciar abusoJakob, já esperava uma resposta do gênero. Se tergiversar é admitir um erro sobre o durante, em vez do após, ok. Mas não vejo como isto alteraria o resultado em curso de mortes, prisões, perseguições, restrições, vigilância, e da redução dramática da milenar população judaica em 40 anos: de 150 mil para 25 mil. Se você insiste que lá é o paraíso, por que um mero “canto de sereia” teria o poder de arrancar raízes tão fundas de lá? Se pra você tergiversar é apontar fatos tão gritantes, está além do meu alcance demovê-lo de sua opinão. Não, não fui desavisada e usei inclusive suas próprias fontes, como no caso da reportagem da BBC. Só que bem lá em baixo e muito por alto, ela menciona as dificuldades dos judeus remanescentes. Acrescento: de uma midia independente e confiável tipo BBC, tantas vezes foi reclamada uma posição mais equilibrada em relação a Israel, que recentemente ela houve por bem balancear sua abordagem, o que levantou a ira de muitos muçulmanos ante outras reportagens. A Quando se sabe que mais de um terço (34,6 por cento) dos espanhóis tem uma opinião desfavorável dos judeus, grau muito alto para um coletivo que não representa nem um por cento da população espanhola, resta-nos questionar também o viés dos artigosdo El País.
No site que indicou Anajnu: (…) el tema palestino, el sionismo, Israel e, incluso, los judíos y el judaísmo, son temas dominantes no solo en la arena política sino también en la prensa, el mundo editorial y el académico. Durante los últimos años, se publicaron más de 80 libros que tratan sobre judaísmo o sionismo. “El Sionismo Mundial” también fue tema explicito de producciones de televisión de la cadena iraní IRINN (Islamic Republic of Iran News Network). Dos fueron documentales: Los Secretos de Armageddon y Los Secretos de Armageddon 2 – Ejército de Sombras (emitidos en 2008 y 2009, respectivamente). La primera serie difundía Los Protocolos de los Sabios de Sión para probar que, el sionismo internacional, amenazaba con dominar el mundo. Durante 26 capítulos, se mostraba la supuesta conspiración histórica del sionismo mundial para dominar Irán. La segunda, premiada el 22 de agosto (el primer día de Ramadan), trataba sobre “las raíces históricas, sociales y políticas de la invasión cultural de la Cruzada Sionista Occidental en los últimos 4 siglos.” Según IRINN, la decisión de producir la saga se debió a la popularidad de la primera parte en Irán y el exterior.
Do próprio Instituto Stephen Roth, TAU, a que pertence a autora acima, acesse: http://www.tau.ac.il/Anti-Semitism/asw2005/menashri.html
“Alguns dos links que a sra. postou são de mídia panfletária, destinada a fazer propaganda ou contrapropaganda, como Mídia sem Máscara” Aliás, Jakob, o que dizer dos milhões (literalmente) de sites revisionistas, de esquerda, e muçulmanos que jorram na Web? Estes são absolutamenre íntegros e confiáveis, não estão evolvidos na guerra de “propaganda e contra-propaganda”?
Do artigo que linkei do Heitor de Paola, pode-se contestar seus fins ideológicos, mas o conteúdo especificamente sobre os dhimmis me parece absolutamente neutro:
O Conceito de dhimmi
Dhimmi (‘protegido’) é o status de minorias não-islâmicas vivendo na Ummah (Dar AL-Islam), submetidas à shari’a e pagando impostos elevados. Originalmente foi usado para os Povos do Livro (Judeus e Cristãos) conquistados. Um precedente clássico foi o acordo feito entre Maomé e os Judeus de Khaybar, um oásis perto de Medina. Quando eles se renderam, depois de prolongado cerco, o Profeta permitiu que eles permanecessem desde que pagassem como tributo a metade de sua produção anual. A justificativa corânica está em:
9:29:
‘Combatam aqueles que não acreditam em Allah, nem no Dia do Juízo, nem proíbem o que Allah e seu Mensageiro proibiram, nem seguem a religião da verdade, mesmo que eles sejam Povos do Livro, até que eles paguem a Jizya (imposto por cabeça) em reconhecimento da superioridade (do Islam), e se submetam’.
A Constituição de Medina, um acordo formalizado entre Maomé e as tribos e famílias de Medina declarava que os dhimmi vivendo na Ummah tinham os seguintes direitos e deveres:
1- Direito à proteção de Allah;
2 – Direitos políticos e culturais iguais, autonomia e liberdade religiosa;
3 – Dever de tomar em armas para combater os inimigos da Ummah e dividir os custos da guerra;
4 – Dever de entrar nas guerras religiosas dos muçulmanos;
Com a evolução das noções jurídicas estes direitos foram se restringindo e os deveres aumentando. Diversas matanças de dhimmi foram perpetradas, principalmente no Al Andaluz. Quanto à religião, no entanto, apenas o Islam é a verdadeira aos olhos de Deus e Ele não aceitará nenhuma outra, pois:
3:85
‘Se alguém deseja uma religião que não seja a submissão (Islam) a Allah, Ele nunca a aceitará e para o futuro (esta pessoa) perderá todas as benesses espirituais’
Portanto, o Islam não permite a construção de igrejas ou templos que não sejam dedicados à submissão a Allah, pois como poderiam aceitar se estas religiões estão, por princípio, erradas? A condição de dhimmi não impede que as autoridades religiosas façam o possível para convertê-los à submissão, pois:
8:38
Digam àqueles descrentes que, se eles desistirem, o que foi de seu passado será perdoado
8:39
Lutem contra eles até que não haja mais perseguição e a submissão a Allah for a única religião se eles desistirem, certamente Allah estará vendo
A situação dos dhimmi e sua obrigatória submissão à shari’a no que toca aos aspectos principais da vida, inclusive as dificuldades de culto de suas próprias religiões, embora teoricamente livres, exige um exame anterior da shari’a. A situação dos infiéis vivendo nas outras regiões será estudada da seção posterior dedicada à jihad.
Shari’a
Shari’a pode ser traduzida por caminho ou senda. É a lei, derivada do Corão e da Sunnah, acrescentada de precedentes das práticas de reconhecidos Ulemás, doutores em lei canônica e teologia, que comanda todos os aspectos da vida dos muçulmanos: a rotina diária, as obrigações religiosas e familiares (incluindo conjugais), acordos financeiros e diplomáticos etc. Por esta razão, os diplomatas ocidentais designados para discutir com países islâmicos, deveriam esquecer todas as regras, costumes e noções políticas que estudaram e se aprofundar no estudo da shari’a.
Deve-se salientar que as ‘práticas de reconhecidos Ulemás’ parece, mas não tem nenhuma relação com o que chamamos no Ocidente de jurisprudência, pois não são julgamentos ou sentenças apenas, mas incluem exemplos de vida e conduta. Muitas vezes o consenso da comunidade a respeito de alguma conduta é incorporado à lei. A jurisprudência islâmica é a Fiqh, constituída pelas decisões dos acadêmicos. Há quatro escolas sunitas ou maddhab da fiqh, todas nomeadas a partir de um jurista clássico que não sabia que as suas decisões iriam ser imitadas (o conceito de taqlid, “imitação cega”, surgiu mais tarde). As escolas Sunitas são a Shafi’i (Malásia), Hanafi (subcontinente indiano, África ocidental, Egito), Maliki (África ocidental e do norte), e Hanbali, a mais ortodoxa (Arábia Saudita – sunitas wahabittas e, no Afeganistão, pelos Talibãs). A maddhab xi’ita é a Ja’fari. No entanto, cada fiel em sua vida particular pode, teoricamente ao menos, aderir a qualquer uma delas, mesmo que não a predominante na sua região.
Existem categorias de ofensas e gradação das punições. As cinco ofensas prescritas no Corão, hadd, têm punições fixas e não podem ser mudadas por autoridades ou juízes. São elas: 1- adultério, 2- falsa acusação de adultério, 3- uso de bebidas alcoólicas, 4- roubo e 5- assalto às caravanas. Aquelas, ta’zir, cujas punições são deliberadas por um juiz as decididas pela Lei de Talião (olho por olho, dente por dente), jinayat, por exemplo: crimes de sangue devem ser pagos com sangue. Existem ainda as que envolvem penalidades administrativas (siyasa), geralmente por ofensas contra a política oficial e aquelas que podem ser corrigidas por atos de penitência pessoal (kaffara). ([iv])
A maioria dos países islâmicos com governo secular possui atualmente um sistema dual, no qual o povo pode levar suas disputas familiares e financeiras às cortes shari’a, enquanto no demais respeitam as leis seculares do país nas chamadas cortes adlia. O Qatar é um exemplo da dualidade oficial. Alguns países ocidentais estão explorando a idéia de adotar esta dualidade em relação a cidadãos que professam o Islam, com graves ameaças à sua estabilidade e à paz interna. O Arcebispo de Canterbury, Roman Williams, baseado na não separação entre Igreja e Estado que vigora no Reino Unido, propôs há dois anos a adoção de cortes eclesiásticas especiais para Muçulmanos e Judeus Ortodoxos.
No entanto, retornando à situação dos dhimmi, a dualidade da lei nem sempre representou uma vantagem para os mesmos. Durante o Império Otomano, criado por séculos de jihad contra as populações Cristãs, pintado freqüentemente como um modelo de império multi-étnico e multi-religioso, os dhimmi nas regiões balcânicas estavam submetidos às mesmas regras prevalentes nos antigos reinos islâmicos, inclusive com obrigatoriedade de se vestirem de forma diferenciada da dos muçulmanos para ficar evidente seu status inferior, como manda a sura 9:29 acima citada.
Bat Ye’or, escreveu uma série de estudos sobre a situação dos dhimmi, inclusive o livro The Decline of Eastern Christianity Under Islam: From Jihad to Dhimmitude : Seventh-Twentieth Century, e cunhou o termo dhimmitude para expressar esta condição.
Por mais que contrapusermos extensamente dados sobre dados, o convencimento mútuo será difícil, não lhe parece? Les jeux sont faits, mon ami.
João Braziliano (W), deixo-lhe aqui meu abraço também.
responder este comentário denunciar abusoSra. Cecília, boa tarde. Lamento, mas a sra. continua tergiversando e agora passa a apelar, tentando me colocar como defensor do regime iraniano. Não sou. Agora, comentaristas que usam argumentos tirados da própria cabeça, para defenderem seu ponto de vista ou ideologia, não melhoram em nada o debate, nem contribuem para melhor entendimento do Irã, das relações desse país com o Ocidente, dentre diversos outros aspectos.
1- Em nenhum ponto eu disse que o Irã ou regime iraniano são o paraíso na Terra. Essa talvez seja a sua opinião. Favor reler o que escrevi ao final de um de meus comentários: “Todos conhecem Ahmadinejad. Isso basta para que qualquer pessoa de bom senso lhe seja contrária, independente de, em algum nível, ele poder representar o anti-americanismo, antissionismo etc. etc.”
2- A sra. não apresentou nenhuma informação que confirme o que postou aqui. Não é por escrever demais, e entulhando parágrafos, que a sra. provará o contrário. A sra. escreve:
“Não, não fui desavisada e usei inclusive suas próprias fontes, como no caso da reportagem da BBC. Só que bem lá em baixo e muito por alto, ela menciona as dificuldades dos judeus remanescentes.”
Sim, no entanto, a mesma matéria, e também a do El País, e cerca de inúmeras outras, informam que os judeus iranianos não desejam sair de seu país natal. Basta apenas abrir os links e lê-los para confirmar.
Chega a ser cômico ver a sra., na ausência de qualquer fonte de informação de caráter mais rigoroso e com aceitação coletiva, tentar desqualificar a BBC e El País.
3- A sra. também não mostrou qualquer fonte que corroborasse a informação do êxodo de milhares de judeus do Irã, após a Revolução Iraniana.
4- Dos 150 mil judeus, que saíram em 1948, 75 mil foram para Israel e 45 mil para os EUA. Favor reler a citação em meus comentários. Começo a pensar que ou a sra não lê ou que talvez tenha alguma dificuldade de entendimento mesmo. Ei-la, a seguir:
“En 1948, antes de la Guerra de Independencia de Israel, la comunidad judía en Irán contaba con cerca de 150,000 personas. 75,000 emigraron a Israel, entre ellos el Presidente de Israel Moshé Katsav, el Jefe del Estado Mayor Dan Halutz, y el ex Ministro de Defensa, y hoy Ministro de Transporte Shaul Mofaz. A los Estados Unidos emigraron 45,000.”
Apenas para seu governo, sra. Cecília, essa citação é de um site anti-islâmico. Posso lhe indicar, caso queira.
Sua frase “redução dramática da milenar população judaica em 40 anos: de 150 mil para 25 mil.” também está errada, porque essa “redução dramática” começou em 1948 e não em 1970. E não ocorreu pelos motivos que a sra. citou.
5- Aqui está a sua fonte, de onde a sra. tirou o seguinte:
“Pelo menos 13 judeus foram executados no Irã desde a revolução islâmica
de 1979, em sua maioria por motivos religiosos ou por sua ligação com Israel.
Por exemplo, em maio de 1998, o empresário judeu Ruholá Cakhodá-Zadê
foi enforcado na prisão, sem qualquer condenação pública ou procedimento
legal, aparentemente por ajudar na emigração de judeus.7″
O tópico é Os Judeus no Irã, último parágrafo.
Fonte: http://israelxxpalestina.blogspot.com/2007/08/151-o-tratamento-aos-judeus-nos-pases.html
6- Qualquer leitor de bom senso deseja informação crível, fidedigna, de fontes confiáveis e não de quem está interessado em jogar lenha na fogueira da cizânia interreligiosa ou entre povos.
7- Sra. Cecília, responder com uma pergunta não é resposta. Sites racistas ou de radicais de esquerda ou direita ou que não tenham qualquer compromisso com a verdade e com os fatos só servem para pessoas que já lhes são afins. Ou seja: para quem só deseja endossar as próprias tendências.
8- Farei um favor à sra., sra Cecília: eis uma fonte judaica anti-islâmica. Nem mesmo nela algumas de suas “citações” encontram confirmação. Se precisar de ajuda com a tradução de algum trecho, estamos à disposição.
http://www.jewishvirtuallibrary.org/jsource/myths/mf15.html
Outra fonte, judaica e moderada, fala de como vêm sendo tratado os judeus no Irã. Praticamente corroboram o que diz a matéria da BBC e citam que 13 judeus teriam sido executados naquele país, mas sem entrar em mais detalhes.
http://www.morasha.com.br/conteudo/artigos/artigos_view.asp?a=667&p=0
Mais:
http://www.npr.org/templates/story/story.php?storyId=129926394
9- Eis aqui um site judaico, que fala de execuções imediatamente após a Revolução Islâmica. Segue parágrafo:
“El suceso más conocido se relacionó a uno de los más afortunados miembros de la Comunidad y filántropo local, conocido como Habib Elghanian. Habib, uno de los más conocidos comerciantes de plástico en Irán, fué llevado a la horca, al momento de asumir el Gobierno del Ayatollah, acusado de “sus relaciones con los traídores y enemigos de la nación”. A continuación fueron ahorcados otras decenas de miembros de la Comunidad Judía acusados de “corrupción económica”. Al mismo tiempo, se expropiaron fortunas personales de muchos comerciantes judíos, lo que convenció a los poderosos, que debían emigrar.
http://www.cidipal.org/index.php?option=com_content&task=view&id=2281&Itemid=73
No entanto, essa informação -que pode ou não ser verídica- não encontra confirmação em qualquer mídia de maior porte ou credibilidade.
10- Posso buscar na Internet, sra. Cecília, 300 mil informações (número figurado) que sirvam para defender minhas próprias idéias, sejam elas certas ou não. Outra coisa, bem diferente, é buscar (e encontrar) informações que sejam verdadeiras, isentas, factuais, e que tenham credibilidade aos olhos de qualquer pessoa de bom senso e que procure se manter bem informada.
Tenha uma boa tarde.
P.S. – Não estou em busca de “convencimento” de nada, sra. Cecília. Foi a sra. que postou neste blog e em outro espaço informações inverídicas, conforme pude constatar. E citar à exaustão, de fontes copiadas da Internet, o que a sra. claramente não conhece -os muçulmanos, o Islã e sua História-, também não trará maior credibilidade a suas palavras.
responder este comentário denunciar abusohttp://www.npr.org/templates/story/story.php?storyId=129926394
September 17, 2010
INSKEEP: Well, if you talk to Iranian officials, somebody inevitably will bring up some of the things you just said. They’ll say, look, we have religious freedom in this country. We have a Jewish member of parliament. But when you get down to whether people are really free, whether they can express themselves, whether they really have equality in the country, what did you find when you spent time?
Mr. MAJD: Well, that’s the question. I think that it’s nuanced. Jews are free, yes. The synagogues are free. There’s no one checking from government to see who goes in and comes out. They’re allowed to drink, for example, in a country where alcohol is banned.
On the other hand, do they have every right that every Iranian citizen has? No. Because they can’t, for example, serve in government. They can have a member of parliament, but they can’t become a minister, for example. You have to be a Muslim. That’s part of the constitution. So that’s discriminatory, obviously.
And then there’s the other issue of are they free to express themselves politically and not just religiously. And, of course, the answer there is no, because although I doubt very much that most Iranian Jews would favor Israel over Iran – otherwise, many of them would’ve left, and they haven’t. But when it comes to expressing any kind of sympathy for Israel or the idea of a Jewish homeland, no, they are not free to do that.
responder este comentário denunciar abusoJakob Ibrahim que me concede a senhoria e a quem trato como igual, bom dia!
A psicologia anterior à Gestalt, era atomista: buscava compreender o todo através do conhecimento das partes, acreditando ser possível perceber uma imagem apenas por meio dos seus elementos. A Guestalt diz -exponho grosseiramente – que uma imagem e seu fundo são um todo inextricável e interdependente. À guisa de justificativa e usando os próprios termos dessa corrente: foquei tanto o fundo que mal percebi a imagem. Outras: o centro-avante fez falta e os comentaristas discutem se foi intencional ou acidental. Ainda: comentar em blogs é quase como jogar vídeo game: se queres provar um ponto tens que ser muito rápido, e de preferência, breve, senão, passa a ocasião e no dia seguinte o assunto morreu. Me acomodo melhor na reflexão mais longa, no divagar de tal modo que dei a mim mesma o apelido de turtle: lenta pra quase tudo. Tenho mil assuntos na cabeça, mas, discursiva, raramente, alcanço a virtude da síntese. Lembro de leituras, busco as fontes escritas – processo bem mais lento – e me ponho obsessiva na correção dos erros de digitação e de Português. No final, aciono o Google pra facilitar e acabo me equivocando. Do que não posso me arrepender. Apenas reconheço-os e os exponho.
Se fosses Iacov Avraham, eu diria que nos enredamos num verdadeiro pilpul talmúdico, ou seja, num debate minuciosíssimo e quase infindável. Você com intensa análise textual, lógica rigorosa, nós ambos com dezenas de referências a textos longuíssimos. Eu, sempre visando o fundo (o cerne do que pretendia dizer), sem tempo de atinar com a palavra mais adequada. Desta forma escorregou-me o “inverídico durante”, que taconeaste mais do que Antonio Gades
O que eu queria dizer, aproveitando o seu organizado método:
- Os 20/25 mil judeus remanescentes no Irã não devem estar com a bola toda que os governantes propalam e que os rigorosos e de aceitação coletiva BBC e El País ecoam. Os dois, a meu ver, mostram seu viés na questão. Além do que, neutralidade e isenção, nos meios de comunicação, sendo sempre meta, não se presentificam totalmente. O próprio Chacra, que eu considero idôneo e lutando bravamente pela imparcialidade, é criticado como parcial.
- Fico tentada a replicar que ambos “entulhamos parágrafos”, os seus mais estritos, os meus, mais confusos. Mas não vou fazê-lo.
- O que eu precisava afirmar é que minha fonte original, a revista Morashá, tem duas das mesmas fontes bibliográficas citadas por você.
- O autor do artigo que li, Marc Perelman, diz: At times, as international tensions mounted over Tehran’s nuclear ambitions, staunch opponents of the mullah regime have launched accusations of religious and ethnic discrimination against Iran in an effort to depict the country as a pariah state. Since the August 2005 election of Ahmadinejad, a conservative firebrand, the fate of Iranian Jewry has become part of a broader diplomatic game between Teheran, Washington and Jerusalem.
- “In the early days after the Islamic revolution in 1979, several Jews were executed on charges of Zionism and relations with Israel.” E, sendo meu Inglês deficiente, ainda não consegui encontrari no texto de Marc refer~encia a este parágrafo da Morashá: em inglêsencontrar, a uma segunda leitura em
- Que esses remanescentes não desejam sair do país, é conhecido. Quando o Kremlin permitiu aos judeus russos sair da URSS, um grande número mudou-se para Israel, inclusive havia os que se passavam por judeus para sair de lá. Quando na Argentina, o antissemitismo cresceu, muitos se foram a Israel. O mesmo de uns tempos pra cá na França, e ultimamente nos países escandinavos. Em vista de todo um clima negativo, com manifestações hostis, e os fatos problemáticos aos judeus relatados no artigo, o importante é o porque esses 25 mil judeus ainda permanecem lá? Uma explicação não de todo convincente no próprio artigo: “Some Iranian expatriates dispute the assertion that Jews are staying because conditions are good. Sam Kermanian, secretary general of the Los Angeles-based Iranian American Jewish Federation, asserted that the majority of Jews remaining in Iran are elderly and only speak Persian, and are naturally less inclined to emigrate. Outra, é de que o regime necessita de uma vitrine para mostrar que não é anti-judaico e sim antissionista.
- Usando uma de suas fontes: se havia 150 mil judeus no Irã em 1948 e 30 anos depois, em 1978, esse número caiu para 85 mil, e dali em dinate, restaram 25 mil, então, de fato uma redução dramática ocorreu entre 1948 e 2007, (data da reportagem), em dois saltos de 30 anos. E eu escrevi 40 anos. Outro erro meu.
- No seu tópico 6, não entendi se “quem está interessado em jogar lenha na fogueira da cizânia interreligiosa ou entre povos” sou eu ou ou o site. Se sou eu, apenas tento contra-argumentar motivada pela crescente onda anti-israelense e antissemita. Se é o site, não consigo verificar com a rapidez desejável se é de todo confiável. Além do que, há formas mais sutis de manipular notícias do que simplesmente publicar mentiras. Basta, por exemplo, dar mais visibilidade aos argumentos de um lado e tratar os do outro,
rapidamente, coisa que aponto na BBC e no El País.
- Se até Sócrates responde a Fedro com outras perguntas, porque não esta prosaica comentarista?
- Favores? Não careço. Mas aliviar o tom de promotor de justiça, seria bem mais agradável. Suas palavras, de algum modo me remetem aos juízos do Santo Ofício, ao Castelo de Kafka, ou ao banco dos réus de Law and Order. À escolha.
- Se você não está em busca de convencimento, tampouco eu. Contudo, através da exposição de argumentos ponderados, consegui me colocar no lugar daqueles que eu via antes somente como agressores.
Agora que, tal como dhimmi, prostrei-me aos seus reclamos e críticas, curvando o dorso envolto no ‘zunnar’, sacarás da cimitarra novamente? Se já recuei de Gaza, minha cabeça deve esperar pelos teus kassams?
Agradeço de coração todos os reparos que me fizeste. Motivaram-me ler com mais detença assuntos que estavam vagos ou desconhecidos.
responder este comentário denunciar abusoCecília (abdicarei do sra. então), quanta viagem na maionese para defender o indefensável! Até à Gestalt você recorreu. E a Sócrates, Kafka e até a enlatado americano (hehe)
Se você não entendeu o óbvio, aqui vai então:
1- Está mais do que evidente que sua intenção era apenas encontrar algo (a mais) que mostrasse como os iranianos são maus; e que os judeus, mais uma vez, foram os bodes expiatórios e vítimas. Por isso, postou algumas informações no mínimo duvidosas;
2- Está mais do que claro que você chutou informações, ou as distorceu, ou pegou informações parciais (tendendo ao que você queria provar) ou informações picaretas para defender seu ponto de vista. Apenas para dizer: mais uma vez, os judeus foram vitimizados pelos muçulmanos.
3- Bacana você usar as fontes que lhe forneci.
Tchau!
responder este comentário denunciar abusoNo Brasil não existe xenofobia . O Brasil é um país onde se congrega todos os tipos de raças , credos , em harmonia . O que se passa no Oriente Médio e nos Estados Unidos não nos diz respeito . Eh problemas deles . Aliás , o Brasil mantem relações com Israel e com o Irã . Lula tem a aprovação de 80% dos brasileiros não por aprovar as segregações que acontecem com o povo palestinos.
O Brasil mantém ótimas relações com Israel e com o Irã . E o Irã eh o país que o governo Lula quer manter relações sólidas . E o povo brasileiro aprova . Aliás , existem grupos de judeus contra a política adota por Sharon e seus antecessores. Acesse os jornais e verá que existem muitos bons judeus que não querem a política segregacionista do governo de Israel. Então , eh bom ler . Não seguir um pensamento apenas . O estado de Israel foi criado com o voto de minerva dos brasileiros , Osvaldo Aranha para ser um país de paz . Não eh isto que vemos . Criticar uma política de Israel eh democrático . Existem pessoas que até hoje tem receio de dizer sobre Napoleão . Será que a Inglaterra até hoje persegue quem eh jacobino ? Será que a Inglaterra até hoje ataca a França ? Eh preciso saber diferenciar as coisas . Senão não vamos chegar a um bom termo. Alguém acha que a política segregacionista imposta por Israel ao povo palestino seja correta ? Creio que não . Foi nos Estados Unidos que chegaram a conclusão de que o World Trade Center foi destruido , para ser invadido o Iraque , e que não havia judeus no World Trade Center . Nem porisso há criticas aos jornais americanos.
Então , fica aqui a conclusão de que os americanos que não desejam guerra, que não desejam apoiar Israel , cada vez toma mais corpo na América do Norte .
Olá, Chirac
Amigo, perdão ter que discordar de você, mas no Brasil existe e muito xenofobia. Mas além desse sentimento descerebrado, existe o mito de que aqui todos se aceitam e convivem bem entre sí, o que está longe de ser verdade. É muito comum (e já presenciei isso diversas vezes) chamar qualquer cidadão do OM de Turco, ou de alguém associar o Islã ao radicalismo ou aos homens bombas.
Fora isso, veja nossos vizinhos bolivianos. Existem muitos irmãos desse país trabalhando como escravos em confecções de São Paulo, ignorados completamente pelo povo e pela mídia. Veja também o que a elite paulista pensa sobre os imigrantes nordestinos. Isso tudo apenas como um pequeno começo de conversa;
O que precisa deixar claro é que o Brasil tem seus problemas sérios, entre os mais graves é o da visão distorcida de que aqui temos tolerância com todas as raças e credos. É uma das maiores mentiras contadas por aqui.
responder este comentário denunciar abusoE aí, Chacra? Agora que Israel rompeu a moratória e voltou a tomar a terra dos palestinos, o que você acha? Esse é o problema de quem vive num país onde a mídia é controlada por grupos pró-Israel. Acham que quem não obedece a cartilha liberal do Tio Sam (Samuel) é terrorista e atrasado.
27/09/2010 – 10:16 Enviado por: Chirac
“Depois o judeu levantará a voz contra os Palestinos . E assim por diante . Não gosto da arrogancia destes”
26/09/2010 – 14:25 Enviado por: Degrelle
“Uma coisa é escrever no blog pra agradar um monte de judeus”
Neste post os anti-semitas decidiram retirar suas máscaras como provam os textos acima. Passam agora a ser de direito o que sempre foram de fato. Menos mal.
Puxa vida, depois de todas as perseguições contra os judeus na História teremos também que passar por mais esta: o Chirac não gosta de nós! Terrível!
Segundo o Degrelle, muitos aqui esperavam que você o chamasse de idiota na cara ou que jogasse um sapato nele, como fez o jornalista islâmico no Bush.
Não sei em nome de quantos ele acha que fala ao dizer que “muitos” esperavam um ato imbecil como esse de sua parte. Eu com certeza nunca esperaria isto de voce, mas não me surpreende em nada alguém como o Degrelle admirar o tal “jornalista islâmico” (?).
Um recadinho Degrelle: montes são formados de terra, mas a palavra também se aplica àquilo que voce tem dentro da cabeça, não a pessoas.
Mario S:
Não adianta! O jornalista chamou O Presidente Ahmadinejad de idiota no blog, mas na hora de ficar cara a cara o chamou de Senhor.
E assim mesmo, alguns tem coragem outros não.( o jornalista Islâmico tinha)
A partir de agora quero todo mundo chamando o presidente de Senhor Ahmadinejad.
Reconheço que me enganei quando falei “um monte”.
Não são tantos assim! Ficam mudando seus nicks para parecerem mais!
Quem criou ou sabe da história verdadeira são os americanos . Eles mesmos foram quem disseram a primeira vez e repetidamente que o World Trade Center foi um álibi para que Bush invadisse o Iraque . Não foi o Sr. Ahdimejadi que inventou isto . Porisso eh que o Lula está investindo muito em educação . Para que o povo possar ler e entender os fatos. Alguns acham que foi o Sr. Ahdimejad do Irã quem inventou isto. Não foi o Sr. Ahdimejad quem inventou . Isto dito na mídia Americana . Programas televisionados abriram as portas para que se pesquisasse o Assunto do World Trade Center . Um dos programas verificou que , após pesquisas e mais pesquisas de técnicos, engenheiros , ex-agentes da CIA , inspetores de polícia e experts no assunto , gente americana , que havia explosões de dentro para fora do prédio World Trade Center . E que aquilo não foi ato de terrorista . Aquilo foi ato de sabotagem do governo Bush . As cenas passadas várias vezes mostram que explosões internas ajudaram a detonar o World Trade Center . Outros analistas americanos , afirmam não haver judeus no prédio . Quem quiser pesquisar eh simples . Vá ao Google e pesquise . Não foi o Lula quem criou . Não foi o Ahdimejad quem criou . Não foi o Papa quem criou. Foram os próprios americanos quem disseram. Nós brasileiros estamos lixando para eles . Se eles querem guerra que tenham . Não venham depois dizer que não queriam a guerra . Lula e o Ministro Amorin foram enfáticos ao dizer . Coube ao Brasil tentar a paz . Se querem a guerra , que guerreiem . Nós brasileiros vamos assistir a guerra em tempo real , tomando nossa cervejinha e comendo pipoca . Fizemos a nossa parte . Lavemos as mãos como Pilatos . Se querem crucificar o justo que crucifiquem ! Depois não reclame . Não eh mesmo ?
Obrigado Fabio de Israel, acho que eles decidiram sair do armário empolgados com o grande número de adeptos deles que anda aparecendo no blog.
responder este comentário denunciar abusoJakob Ibrahim, estou perdido na sua discussão com a Cecília. Voce por um acaso nega que os judeus são discrimnados no Irã? Se for assim uma das fontes (concordo plenamente em que devemos nos ater às fidedignas) que voce mesmo cita, a BBC, o desmente, várias vezes:
“Se nos tolera debido a nuestra larga historia en el país”,
“Ahora el antisemitismo es atizado periódicamente por la prensa”
“Sin embargo, existen complicaciones legales para los judíos en Irán. Si un miembro de la familia se convierte al Islam puede heredar todo el patrimonio familiar”
“Tampoco pueden ser oficiales del ejército y todos los directores de las escuelas judías en Teherán son musulmanes, aunque no hay ley que establezca lo anterior”
Outra fonte sua, a Morasha (uma excelente revista) o desmente na questão da emigração judaica:
“80% da comunidade partiu logo após 1979 . Dos 85 mil judeus que lá viviam em 1978, 35 mil já haviam deixado o país até 1986
Claro que o período de 1940 até hoje engloba 79 até hoje, mas a imensa concentração se deu pós-revolução.
A pergunta chave é uma que vários colegas (o mais recente foi o Marcos L. S.):
o que achariam/diriam/pensariam se aberrações semelhantes fosse introduzidas no Brasil?
e se Israel estabelecesse leis como estas para os árabes-israelenses? Por exemplo, ainda segundo a Morasha, os judeus iranianos são obrigados, por lei, a apoiar a política externa iraniana e suas posições anti-sionistas.
Voce com certeza lembra a reação à uma proposta do Lieberman para que fosse instituido um juramento de lealdade. Deve lembra também de tudo o que ele foi chamado. Pois é, no Irã JÁ é lei e todo mundo parece achar normal.
Não, MarioS. O ponto não foi este. A sra. Cecília postou um comentário no qual elencou uma série de informações distorcidas, sem citar fontes, referências, nem nada. Como já tinha conhecimento de que tais informações não procedem, a questionei a respeito. E veja: ela já havia divulgado esse mesmo tipo de informação em outro espaço, como se fosse verdade.
Não entrei no mérito da questão se os judeus são discriminados no Irã. Questionei outras informações, tais quais: a informação de que a comunidade “tenha sido dizimada” em função de políticas do país persa; tampouco há qualquer referência fidedigna (exceto um site de origem hebraica) e concreta de que tenham sido mortos judeus durante a Revolução Islâmica; ou que sejam monitorados pelos serviços de inteligência iranianos. Não há literatura séria, nem matérias na imprensa de renome a respeito.
Vi as informações da Morasha, mas utilizei informação de uma publicação judaica e anti-islâmica. A informação não “é minha”. Portanto, como você pode ver, mesmo entre judeus (e mesmo entre judeus que eventualmente possam ser anti-islâmicos!), há divergência sobre o número de emigrados do Irã para outros países. Prova de que realmente devemos ter cuidado ao transmitir uma informação como se estivéssemos certos de sua veracidade.
Na busca por informações isentas sobre árabes/islâmicos X Israel/judeus é importante deixar de lado os valetudos ideológicos ou pessoais. Uma coisa, por exemplo, é dizer: “Não gosto de árabes” ou “não gosto de judeus”; outra é dizer “Israel é uma tirania” ou “Ahmadinejad é um democrata”. No primeiro caso, estamos diante de (preconceituosa ou não) uma opinião pessoal, que pode ficar restrita ao foro íntimo do indivíduo, já que ninguém é obrigado a gostar de alguém por quem sinta antipatia. No segundo caso, estamos diante de mentiras, que podem ser usadas para se obter algum tipo de vantagem sobre terceiros, mesmo que seja apenas a sensação pessoal de se sentir superior, mais ‘ético’ ou melhor do que os outros.
Acredito que sempre, independente de nossas opiniões e gostos pessoais, devamos sempre buscar a verdade e o factual em tudo. Aliás, não é (ou deveria ser) essa a essência do jornalismo?
Sobre a situação atual dos judeus no Irã, veja um trecho da entrevista acima, que postei (em tradução livre):
“Mr. MAJD: (…) Os judeus são livres, sim. As sinagogas são livres. Ninguém do governo fica conferindo para ver quem vem e para onde vai. Eles podem até mesmo beber, por exemplo, num país onde o álcool é banido.
Por outro lado, eles têm os mesmos direitos que os cidadãos iranianos têm? Não. Porque eles não podem, por exemplo, servir no governo. Podem ter um membro no parlamento, mas não podem chegar a ser um ministro, por exemplo. Você tem que ser muçulmano. Está na constituição. Então, isso é obviamente uma discriminação.”
E mais na frente,
“(…) Mas quando eles começam a expressar algum tipo de simpatia por Israel ou pela idéia de lar judaico, não, eles não são livres para fazê-lo.”
http://www.npr.org/templates/story/story.php?storyId=129926394
P.S. – Grato pela informação dos alfajores. São mesmo os melhores que já comi até hoje. Eles também estão sendo vendidos num espaço para produtos seletos, num display em uma casa de produtos naturais/integrais, na Zona Cerealista, no Brás, em São Paulo.
responder este comentário denunciar abusoObrigado pelas explicações Jakob Ibrahim. Em relação aos alfajores, nossa, faz teeeeemmmmpoooo não? Fico feliz que tenha gostado.
responder este comentário denunciar abusoAbraço, MarioS!
responder este comentário denunciar abusoMedindo bem nosso entrevero, vejo que é uma espécie de prolongamento da situação entre árabes e judeus.
Não tendo conseguido expulsar os judeus, submetem-nos ao desgaste e ao descrédito, com a ajuda prestimosa da esquerda, pequena parte da qual, incluindo talvez aí, o Ibrahim, ainda não se conformou com o banho de sangue que lhe aplicou Khomeini.
Julgava-o dotado de alguma elegância e penetração, mas os seus “viajando na maionese – chutou informações – pegou informações picaretas” provaram definitivamente o meu equívoco e em quão tão baixa conta me julga. Fez-se o entendimento: só um militante em ação concederia tanta atenção às minhas palavras, que deve julgar de peso e perigosíssimas, caso contrário não se empenharia exaustivamente em neutralizá-las, desconstituindo a quase totalidade dos meus comentários e, reflexamente, a mim.
Despreza como de somenos o fato de eu mesma, inúmeras vezes ter reconhecido alguns dos erros que ele apontou e tenha explicado seus motivos. Mas não. Ele se encarniça em repisá-los e trepisá-los, atribuindo-me absoluta má fé.
Alguém que de fato prezasse tão veementemente a veracidade e as “fontes neutras”, não usaria o honestíssimo expediente de pôr aspas no que eu nunca escrevi: “a comunidade “foi dizimada”‘. Nem, habilidosamente, colocaria a intepretação corânica ligth no blog, passando por cima de que o livro comporta várias interpretações ao sabor do tempo e das circunstâncias (dissenções entre sunitas, xiítas, o modo que sufistas ou o wahabismo dele se apropriam, etc). Nenhum de meus sinais de humildade o demoveram, e assim, Ibrahim, replica a ancestral tática difamatória (se, de fato se chama Ibrahim) ou a de seus irmãos ideológicos, expondo-me insistentemente ao descrédito. O tempo dirá se o conseguiu. Em outro post vai um trecho de um dos links “picareta” que lhe mandei, mas que estranhamente passou ao largo de suas considerações.
Depois disto e ante de tantas expressões de boa vontade e entendimento, vou deixá-lo conversando com as areias, que parece ser o que faz melhor. Quanto a mim, não tanto tempo pra jogar fora e encerro definitivamente este diálogo de surdos ou com os que se fazerm de.
Tchauzinho pr’ocê também.
Artigo publicado in Expresso nº 1737 (supl Actual, 11 Fevereiro 2006), pp. 20-23
http://www.jptfernandes.com/docs/art_opiniao_regresso_ao_passado.pdf
Os povos dos Balcãs, tal como os outros povos do Império, do Norte de África ao Médio Oriente e ao Cáucaso, foram governados segundo um sistema fundado na Xária, a lei islâmica, com vocação para regular todas as esferas da vida humana. Sob a chefia suprema do sultão-califa – que juntava ao poder político absoluto o poder religioso de liderança da umma, a “comunidade dos crentes” –, foi instituído o sistema do millet e aplicado o estatuto do dhimmi (ou zimmi) a todos os que não eram muçulmanos e que professavam
“as religiões do Livro” (uma expressão da teologia muçulmana que abrangia cristãos, judeus e persas zoroastrianos, os primeiros povos a serem dominados pelo Islão triunfante do século VII e seguintes).
Esta forma de governação marcou profundamente a realidade sociológica e política dos povos balcânicos, submetidos ao poder otomano a partir do
século XIV, e subsistiu, em várias regiões, até uma fase tardia do século XIX. Este sistema, provavelmente pelo pouco conhecimento existente sobre o mesmo, tem-se prestado a diversas vulgatas e distorções, naïfs ou deliberadas, que falam da sua “originalidade histórica” e tendem a elogiar o carácter ímpar da sua “tolerância”. A mais recente vulgata pode encontrar-se nos teóricos do multiculturalismo empenhados na procura de modelos históricos para a sua nova forma de “cidadania diferenciada” e para as “políticas do reconhecimento” da identidade que pretendem promover.
Por exemplo, o filósofo canadiano Will Kymlicka afirma que “na medida em que se pode considerar que o sistema do millet constituiu um precedente importante e um modelo para os direitos das minorias, importa examiná-lo em detalhe”, descrevendo-o como um sistema onde “em todo o império se respeitavam as tradições e práticas jurídicas de cada grupo religioso” e no qual
“a sua liberdade de culto era garantida”5. Quanto ao sociólogo britânico Tariq Modood, um dos mais entusiásticos proponentes do multiculturalismo no Reino Unido, diz que “o sistema do millet do Império Otomano, que remonta à Constituição de Medina do Profeta Maomé no século VII, foi chamado a primeira sociedade plural da história”6
Mas vejamos, em concreto, como é que funcionava este “modelo para os direitos das minorias” no âmbito da “primeira sociedade plural da história”. Tomemos como exemplo os Balcãs, onde se calcula que durante o período de governação otomana, os dhimmi constituídos por populações cristãs, essencialmente ortodoxas, ou judaicas, representariam mais de 80% da
população total da região. Cada uma destas populações foi agrupada num millet, ou seja, numa comunidade religiosa reconhecida pelo poder otomano que, sob a responsabilidade da sua chefia, “se auto-administra nos domínios que relevam da sua teologia e da sua moral, mas que se conforma com as leis do império para tudo o resto.”7
A consequência desta forma de governação é que só os muçulmanos “podiam ser membros de parte inteira deste Estado”, enquanto que os não-muçulmanos que aí viviam eram designados, de uma forma eufemística, como “protegidos” (dhimmi), tendo um estatuto constitutivamente inferior (por exemplo, em tribunal o testemunho de um não-muçulmano não valia contra um muçulmano, estavam proibidos de usar armas e de utilizar montadas nobres como cavalos, estavam sujeitos ao devxirme, ou seja, o tributo de sangue para o serviço imperial,
constituído por crianças e jovens do sexo masculino subtraídos às suas famílias, etc.).
“Em termos jurídicos os dhimmi só existiam pela graça dos conquistadores que os podiam mandar matar, o que se exprimia pelo pagamento da capitação (jizya), taxa de compra da vida; naturalmente que não pretendiam exercer um papel político ou administrativo num organismo fundado sobre uma lei que eles não reconheciam. A conversão ao Islão era o único meio de ultrapassar esta barreira”8.
Como se pode verificar, a visão romântica e idealizada da governação otomana sugerida pela qualificação “a primeira sociedade plural da história” e “modelo para os direitos das minorias” de alguns teóricos do multiculturalismo, pouco tem a ver com a realidade histórica das estratégias de dominação
imperial postas em prática pelos conquistadores otomanos (aliás, copiadas de outros impérios mais antigos como o persa). Para além disso, a utilização de conceitos como “tolerância” e “minoria religiosa” é uma óbvia fonte de distorções, pois induz os significados que as palavras têm hoje na cultura laica europeia e ocidental, o que não é o da realidade histórica do millet e dos dhimmi. Esta só pode ser correctamente apreendida no contexto da teologia muçulmana, algo que os referidos teóricos do multiculturalismo não
fizeram.
Cecília, peço desculpas a você, com sinceridade. Realmente, acabei desleixando e, no final, fui além da conta. Ao mesmo tempo, não é preciso enveredar por um diálogo a la Rui Barbosa (“Despreza como de somenos o fato de eu mesma, inúmeras vezes ter reconhecido alguns dos erros que ele apontou e tenha explicado seus motivos. Mas não. Ele se encarniça em repisá-los e trepisá-los, atribuindo-me absoluta má fé.”).
Já percebi que você é uma pessoa inteligente e culta e não tive intenção de diminui-la. É que esse permanente fla-flu entre judeus/Israel X árabes/islâmicos gera sempre distorções e eu mesmo me tornei presa (e algoz) de uma delas.
Novamente peço desculpas. Jakob Ibrahim é um nick name. Um nome que, em si, representa a união de um judeu com um muçulmano. Conheço pessoalmente ambas as comunidades, judeus e muçulmanos, e também wahabitas e sufis (já fiz parte de duas tariqas, jerrahi e allawiya).
Espero que aceite minhas desculpas.
responder este comentário denunciar abusoJakob,
digitei um trecho incompreensível, no qual quis dizer:
Não encontrei no texto de Marc referêrencia ao parágrafo da Morashá que fala da reinstauração do status de dhimmi após a Revolução Islâmica. Embora trechos grandes de seu artigo apareçam na Morashá, é usado mais como subsídio, do que como reprodução pura e simples.
Cecilia, obrigado pela tua explanação sobre a forma como o império otomano-islâmico lidava (dominava e administrava) as diversas etnias e religiões do império. Foi muito útil para mim e ajuda a por limites às alegações dos que querem vender uma imagem de tolerância dos sistemas políticos onde a religião islâmica domina o cenário.
responder este comentário denunciar abusoMario S,escuta esta entao,a minha mulher foi ao medico e encontrou uma senhora
que tinha dificuldades para se comunicar em hebraico,ela a ajudou a perguntar o que queria,e claro,conversando por que mal sabia falar ingles (nada),descobriu que
ela e do Ira e vive aqui com a familia ha um ano,ai minha senhora perguntou,e o
que a senhora pensa daqui? Resposta – QUALQUER COISA E MELHOR QUE O IRA,ate PASSAR FOME. deu pra sacar,ne?
Isto aconteceu ha exatos 2 meses atras.
E tem gente aqui que diz que os judeus vivem bem la,estupidez pensar assim.
tudo se fala,tudo e assim quando vem desta gente sem cultura nenhuma.
Ibrahim,
desculpas aceitas, e gratificada pela demonstração de grandeza. Releve o meu linguajar rebuscado. Provenho das Humanas. A paixão: literatura. Até a próxima.
O estadão de hoje (29/09/2010) tras a noticia: “Blogueiro iraniano é condenado a 19 anos de prisão, diz ativista”. Mais um argumento para qualificar Ahmadinejad de farsante. Um farsante dos mais antipáticos e feios. E para nossa frustração, ele nunca poderá ser desmarcarado em público.
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