ir para o conteúdo
 • 

Guga Chacra

14.outubro.2011 06:11:13

DIRETO DE DAMASCO 5 – Imprensa síria e Al Jazeera disputam campeonato mundial de mentira

 no twitter @gugachacra

A Al Jazeera superou Israel e se transformou no maior inimigo dos partidários de Bashar al Assad na Síria. Na vanguarda da cobertura dos protestos no país, a rede de TV do Qatar tem sido a responsável por exibir para todo o mundo árabe e mesmo dentro do país reportagens do que seriam atrocidades do regime sírio na repressão aos levantes da oposição.

Esta postura tem irritado o governo e seus seguidores nas ruas de Damasco. Eles acusam a Al Jazeera e sua rival, Al Arabya, de mentir e defender uma agenda das monarquias do golfo para limpar os cristãos do mundo árabe e instalar regimes radicais islâmicos sunitas.

Procurada, a Al Jazeera não respondeu. Mas em outras ocasiões o canal defendeu  a sua cobertura, que tem sido elogiada em todo o mundo durante a Primavera Árabe.

Um jovem estudante de odontologia de origem alauíta, a mesma de Assad, repetiu para mim o mesmo discurso propagado pela imprensa oficial. “A Al Jazeera mente o tempo todo e fabrica notícias”, afirmou. Roula, uma cristã síria, afirma que apenas assiste os canais sírios. “É a única forma de não sermos manipulados por estes regimes do Qatar e da Arábia Saudita”, diz.

Nestas TVs oficiais de Damasco, todos os dias, programas jornalísticos checam os fatos exibidos pela Al Jazeera. O canal árabe teria afirmado, na semana passada, que uma figura proeminente de Homs havia sido morta pelas forças do regime. Dois dias depois, ele apareceu vivo no canal sírio dando entrevista, mostrando o seu documento de identidade.

Os seguidores de Assad também afirmam que a Al Jazeera, assim como a Al Arabya, adultera imagens, mostrando cenas que teriam acontecido no Egito ou na Líbia como se fossem Síria. A imprensa oficial síria não perde tempo e inventou uma história de que a “Al Jazeera construiu uma cidade cenográfica com atores fingindo ser as forças de segurança da Síria matando civis”. Esta história já foi comprovadamente desmentida pela TV do Qatar.

Uma funcionária do Ministério da Informação sírio, depois de atacar seguidamente a Al Jazeera, mostrou também como o jornal francês Liberation publicou uma foto dizendo ser na Síria, quando na realidade seria de um conflito no Líbano em 2008.  Segundo o membro do Ministério da Informação que acompanhava os meus movimentos, o canal do Qatar “soma entre as vítimas pessoas que morreram do coração e em acidentes de carro como se houvessem sido assassinadas pelo Exército”.

Estrangeiros residentes em Damasco confirmam que a Al Jazeera realmente exagera em algumas de suas informações. O canal do Qatar cita protestos em locais de Damasco onde não está acontecendo nada, e eu pude confirmar isso em uma sexta-feira. O cana do Qatar também omite manifestações como a desta quarta, que reuniu dezenas (ou mesmo centenas) de milhares a favor de Assad – o New York Times publicou uma foto grande do ato pró-governo em sua edição impressa.

Opositores, por sua vez, dizem ser patética a cobertura dos canais estatais da Síria, que ignoram a mortes de civis. Os programas apenas citam os membros das forças de segurança que foram mortos e dizem que “grupos terroristas matam civis para culpar o governo”. Nos sete meses de levantes, a imprensa oficial, de acordo com a oposição, nunca admitiu ter matado um civil sequer – a ONU coloca o número em 2,9 mil.

As TVs e jornais sírios aproveitam ainda qualquer possibilidade de exibir um suposto apoio internacional. A visita de uma deputada ucraniana foi acompanhada por repórteres sírios e retratada como um apoio da “Ucrânia a Bashar al Assad”. Outro dia, a agência de notícias estatal SANA dava destaque para declarações dos ministros das Relações Exteriores de Cuba, Venezuela, Equador, Bolívia e Nicarágua, que estão em Damasco, declarando suporte a Assad.

A imprensa síria indicou ainda que os brasileiros estariam ao lado do regime devido à abstenção no Conselho de Segurança. Recep Tayyp Erdogan, considerado um dos maiores aliados de Bashar al Assad na região até a eclosão dos protestos, passou a ser descrito como “louco” depois de começar a criticar o líder sírio. “Cada dia ele diz uma coisa, não faz sentido”, disse um funcionário do Ministério da Informação.

Na Síria, alguns jornalistas locais não têm idéia de que sofrem restrições ao trabalho. “Você pode fazer reportagens nas ruas do Brasil e dos EUA sem autorização do governo?”, questionou, ficando surpresa ao receber uma resposta positiva.  Além da censura interna, jornais israelenses ou ligados à oposição libanesa são bloqueados na internet pelo governo sírio. O mesmo se aplica a qualquer notícias que contenha a palavra “Israel” no New York Times, BBC, Guardian, no Estadão, na Folha e na Veja. Ironicamente, notícias ligadas à oposição ainda aparecem.

Obs. A resposta do post da teoria dos jogos será publicada depois da série de matérias sobre a Síria

Leiam ainda o blog Radar Global. Acompanhem também a página do Inter do Estadão no Facebook

Comentários islamofóbicos, anti-semitas e anti-árabes ou que coloquem um povo ou uma religião como superiores não serão publicados. Tampouco ataques entre leitores ou contra o blogueiro. Pessoas que insistirem em ataques pessoais não terão mais seus comentários publicados. Não é permitido postar vídeo. Todos os posts devem ter relação com algum dos temas acima. O blog está aberto a discussões educadas e com pontos de vista diferentes. Os comentários dos leitores não refletem a opinião do jornalista

O jornalista Gustavo Chacra, correspondente do jornal “O Estado de S. Paulo” e do portal estadão.com.br em Nova York e nas Nações Unidas desde 2009, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Iêmen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al-Qaeda no Iêmen. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios

 

Comentários (94)| Comente!

  • A + A -
94 Comentários Comente também
  • 14/10/2011 - 07:46
    Enviado por: Mr. D

    Deixa ver se eu entendi. Qdo o assunto e’ Siria a “A Al Jazeera mente o tempo todo e fabrica notícias”, mas qdo estar a falar de Israel e dos Sionistas Invasores ela e’ uma empresa idonea.dona da verdade? I’ve got it! hehehehehe

    responder este comentário denunciar abuso

    • 14/10/2011 - 18:38
      Enviado por: MarioS.

      Exatamente isso Mr. D! Cansei de ler/ouvir elogios a Al Jazeera, símbolo dos novos tempos na imprensa árabe.

      Muito pior era ler/ouvir coisas como: vejam como os israelenses são malvados, a Al Jazeera disse blá, blá, blá…..

      Nada como um dia após o outro.

      responder este comentário denunciar abuso
  • 14/10/2011 - 07:58
    Enviado por: Alexandre

    Apesar da Síria não ter petróleo creio que tudo faz parte do plano dos EUA para isolar o Irã. Além do mais, manter o controle absoluto sobre o petróleo da região como no Iraque e Líbia.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 14/10/2011 - 08:06
    Enviado por: Jair Almansur

    Uma coisa eu poderia concordar com os sírios o Recep Tayyp Erdogan, realmente cai em contradição diária em sua política internacional. Faz a Turquia balançar mais do que bambolê. Gostaria de ver uma lúcida análise sua a respeito.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 14/10/2011 - 08:43
    Enviado por: carlos 3m

    “O mesmo se aplica a qualquer notícias que contenha a palavra “Israel” no..”

    “alguns jornalistas locais não têm idéia de que sofrem restrições ao trabalho.”
    por isso tem quem escreva aqui que socialismo nao eh ditadura ou que ha democracia a la sharia ou que ha varios tipos de democracias e que as ocidentais nao pegam no oriente medio por prentederem outro tipo de democracias, mais regionais, se assim poderiam se chamar.
    em fim, democracia eh uma ideia muito perigosa e aterrorizante.

    responder este comentário denunciar abuso

    • 14/10/2011 - 11:53
      Enviado por: carlos 3m

      gustavo, voce entendeu o meu recado porque o censurou. espero que concorde comigo que corresponde o mesmo tipo de censura a quem se utiliza da expressao q mencionei. embora concordo q voce tem, como dono do pedaco, o direito de so censurar este humilde comentarista que vos escreve. certo?

      responder este comentário denunciar abuso
  • 14/10/2011 - 08:56
    Enviado por: HenriqueS

    Israel ja esta cansado de saber que em caso de guerra ou conflitos, a verdade é a primeira vítima. É bom os árabes se acostumarem com isso também, apenas para provar o gostinho daquilo que Israel é obrigado e engolir todos os dias.
    .
    Esse é um caso classico de “pimenta no olho dos outros é refresco”.
    .
    As mentiras da imprensa encontram justificativa se aumentam o faturamento do mentiroso. Quem compra as verdades? Quem se importa com a verdade quieta e desinteressante se a mentira permite gritar, agitar, liberar a adrenalina e testosterona? A verdade é um produto grátis que vive encalhado nas prateleiras, a mentira se compra e se vende a qualquer preço.
    .
    Mesmo porque, a verdade, cada um tem a sua.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 14/10/2011 - 09:02
    Enviado por: santiago m. morita

    Gustavo,

    Quais os impedimentos para uma “intervenção humanitária”?

    E as coisas estão bizarras por aí? Estão acontecendo atrocidades mesmo?

    Thks

    responder este comentário denunciar abuso

  • 14/10/2011 - 10:15
    Enviado por: J. Antonio

    Muito curioso este post Gustavo, serve apenas para mostrar o que sempre falamos, a imprensa árabe mente o tempo inteiro. Quando a Al Jazeera e a Al Arabya metiam o pau em Israel, e mentiam diariamente ( guerra de Gaza ),elas eram o máximo em modernidade no OM, agora que mentem sobre os próprios árabes, caíram em descrédito. Quanto a cidade cenográfica, os palestinos fazem a mesma coisa em Gaza e na cisjordânia com o auxilio da mídia ocidental e todo mundo aplaude. O negócio se chama Pallywood.
    Tenho vídeos que mostram isso e vc. já deve ter visto pelo grupo de e-mails. Enfim, uma frase antiga que serve para o caso: Pimenta no dos outros é refresco.

    responder este comentário denunciar abuso

    • 14/10/2011 - 16:42
      Enviado por: Jair Almansur

      É José Antonio. Tem gente inclusive que inescrupulosamente diz que dachau é apenas um cenário.

      responder este comentário denunciar abuso
    • 14/10/2011 - 18:40
      Enviado por: J. Antonio

      É verdade Jair, os meus parentes nos campos de concentração devem ter ido para Marte, nunca mais apareceram. Dachau, Auschwitz-Birkenau, Majdanek, Sobibor, Treblinka, devem ter sido parte da industria cinematográfica judia. Era uma pena que os atores sumiam, acho que não gostavam do diretor. Olha que contratavam muitos figurantes, parece que 6 milhões foram usados, estes também nunca mais foram vistos. Lá só faziam um tipo de filme, os judeus todos vestidos com uniforme de presidiario ( listrados ) e os mocinhos todos com o uniforme das valorosas SS.

      responder este comentário denunciar abuso
    • 14/10/2011 - 18:49
      Enviado por: MarioS.

      “Quando a Al Jazeera e a Al Arabya metiam o pau em Israel, e mentiam diariamente ( guerra de Gaza ),elas eram o máximo em modernidade no OM, ”

      Calma J. Antonio, assim que publicarem algo contra Israel voltarão a se o máximo.

      Do NY Times sobre ela:

      “It is accused of tailoring its coverage to support Hezbollah in Lebanon and Hamas in Gaza against their Lebanese and Palestinian rivals. ”

      “This week, Mahmoud Abbas, the president of the Palestinian Authority, accused Al Jazeera of distorting his positions, inciting violence and trying to destroy him politically. ”

      “There is little doubt that Al Jazeera takes sides in the Palestinian dispute, portraying Hamas more favorably than its rivals — and it is more open about Arab anger at Israel than some other outlets. Even the station’s fans concede that it has blind spots and political vulnerabilities.

      Irna, Granma, Al Jazeera, …..

      responder este comentário denunciar abuso
    • 15/10/2011 - 08:53
      Enviado por: Michael K

      Você me lembra da época da intifada, num episódio em Jenin, em que erakat saiu gritando que Israel estava cometendo um massacre e a Al Jazeera saiu de imediato com filmes e fotos de paçestinos mortos, casas destruidas e outras coisas mais. Waundo tudo foi apaziguado, constatou-se que foram mortos 4 terroristas do Mártires de Al Aksa ( braço terrorista de Arafat ) e uma casa fora destruída. mas o que ficou na imprensa mundial e nas mentes das pessoas ao redor do mundo foram as reportagens iniciais. Isto só mostra que Goeggels tem muitos discípulos na imprensa árabe

      responder este comentário denunciar abuso
  • 14/10/2011 - 10:19
    Enviado por: Evaristo Kuhnen

    Gustavo, bom dia !

    Primeiramente, quero cumprimentá-lo pela dedicação e empenho demonstrado no exercício de um jornalismo sério e comprometido com a verdade. Cumprimentá-lo, também, pela coragem, já que meter-te, como jornalista, no vespeiro que hoje é a Síria, não deixou de contemplar riscos a tua segurança pessoal.

    De outro lado, de tudo o que tenho lido até aqui como curioso do assunto “Oriente Médio” e dos teus comentários da situação nesta área tão conturbada de nosso planeta, resta uma grande sensação de frustração e pessimismo.

    Frustração, porque aquilo que era para ser uma “primavera” dos povos árabes no sentido de começarem a organizar uma sociedade pautada na liberdade e no respeito humano, está cada vez mais se parecendo com outra fatídica “primavera”, aquela de Praga, que engolfada pela tirania comunista, enquanto a “primavera árabe” parece cada vez mais tiranizada pelo fundamentalismo muçulmano.

    Já o olhar pessimista resulta da constatação de que os povos do Oriente Médio, ao invés de evoluírem para uma sociedade mais fraterna e cooperativa, parecem aprofundar-se cada vez mais no sectarismo e nas divisões. Assim, a única esperança é que surjam lideranças comprometidas com a Paz.

    Diante disto pergunto lanço as seguintes perguntas:
    a. Há verdadeiras lideranças comprometidos com a paz e a organização plural da sociedade naquela região? Quem são?
    b. O Brasil, ao longo de mais de um século, tem acolhido milhares de imigrantes do Oriente Médio. No que estes imigrantes tem contribuído ou podem contribuir para amenizar os conflitos do Oriente Médio?
    c. Os retornados (imigrantes e seus filhos, que viveram longo tempo no Brasil e depois retornaram ao Oriente Médio) tem tido alguma contribuição positiva nestes cenários catastróficos que hoje apresentam o Oriente Médio, especialmente a Síria ?

    responder este comentário denunciar abuso

    • 14/10/2011 - 18:51
      Enviado por: MarioS.

      “porque aquilo que era para ser uma “primavera” dos povos árabes no sentido de começarem a organizar uma sociedade pautada na liberdade e no respeito humano”

      Como assim parecia Evaristo? Os indícios do que iria acontecer estavam todos lá.

      responder este comentário denunciar abuso
  • 14/10/2011 - 10:40
    Enviado por: antonio atihe

    Gustavo, querem realmente desestabilizar a Siria, usando como sempre as divisões etnicas/religiosas daquele país. Como a Siria não tem petroleo, o motivo oculto do jogo é derrubar a ultima peça e dar o xeque mate no rei(Irã). Infelizmente depois da queda da URSS, o mundo virou uma selva onde as potencias vão alegremente ao safari com bombas e destruição.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 14/10/2011 - 10:42
    Enviado por: Camil

    Corrigindo a reportagem, a história da “figura proeminente de Homs” não é d “ele” mas sim dela. Uma jovem chamada Zainab Al Husni, foi sequestrada em julho por “desconhecidos”, que a família afirma serem das forças de segurança da síria, para pressionar seu irmão, Mohamad Husni, um ativista da oposição que organizava as manifestações da cidade, a se entregar ao governo.

    Mohamad se entregou para proteger a irmã, poucos dias depois a família foi chamada para reconhecer um corpo entregue a um hospital, como acontece com muitas famílias de prisioneiros das manifestações contrarias ao governo. Quando chegaram encontraram o corpo de Mohamad morto com sinais de tortura e tiros no braço direito, na perna direita e no peito.

    A família perguntou ao hospital se sabia da irmã de Mohamad e foram informados que foi recebido junto ao corpo dele o de uma mulher, o corpo estava irreconhecível, dilacerado, decapitado, a pele foi arrancada e, segundo médicos, havia sinal de estupro. A família então chorou a perda da filha. O hospital, do governo, faz uma certidão de óbito e fez a família assinar. O corpo foi enterrado como sendo de Zainab al Husni.

    Na semana passada todos ficam chocados com um vídeo de Zainab feito pela tv estatal da síria afirmando que está viva. No vídeo, Zainab diz que fugiu de casa porque “os irmão batiam nela” e que está “escondida” e que não voltará mais pra casa. Ao final do vídeo Zainab chora e pede perdão à mãe.

    A família vê o vídeo chocada e pede “pelo amor de deus” ao governo que “retorne a filha deles se realmente estiver viva”.

    Ativistas de direitos humanos fazem a seguinte pergunta “de quem é então o corpo da mulher que foi enterrado como sendo o de Zainab??”

    Independente da história de Zainab um crime certamente foi cometido. Moahamad Husni, ativista da oposição, foi morto após se entregar às forças do governo, mas disso o governo não fala.

    responder este comentário denunciar abuso

    • 14/10/2011 - 18:39
      Enviado por: Roland Scialom

      Essa história ilustra o terror e a barbárie que o regime de Assad vem mantendo na Síria.
      Esse terror e barbárie não vem do nada. Quem procede dessa forma esteve o tempo todo
      estruturado para proceder dessa forma. Isto é os que estão chacinando gente do seu próprio
      país o fazem deliberadamente e em sã consciencia.
      Vale notar que a ditadura de Assad mantou menos de 3.000 sírios até agora ao passo que a
      ditadura argentina matou 50.000 argentinos, e a ditadura de Pinochet matou mais de 40.000
      chilenos.
      Então, raciocinando de forma macabra, a ditadura de Assad tem ainda crédito para matar
      muita gente.
      Quem procede dessa forma não tem condições de conviver pacificamente com vizinhos cujo
      regime político é uma verdadeira democracia, Israel no caso. O vizinho se torna um mau
      exemplo para os nativos.

      responder este comentário denunciar abuso
  • 14/10/2011 - 11:05
    Enviado por: José

    Quando a Al Jazeera fazia estas fraudes de imagem contra Israel no Libano e em Gaza,usando fotoshop,ou um ferido como morto que logo depois aparecia em pé , ou um bombardeio que a imagem era repetida de outro angulo para parecer que foi “dez bombardeios”, a Al jazerra era ótima.
    Como quando a multidão se virou contra Mubarack, Assad bateu palmas para eles.
    Al Jazeera e multidão derrubando o vizinho e pimenta no …..é refresco.
    Engraçado que estas fraudes da Al Jazeera nunca foram comentadas quando Israel é que sofria o mesmo que a Siria reclama agora.

    responder este comentário denunciar abuso

    • 14/10/2011 - 16:25
      Enviado por: J. Antonio

      As fraudes da Al Jazeera e Al Arabya contra Israel foram comentadas sim, por nós.
      O outro lado sempre falou que tinhamos inveja da modernidade e credibilidade deles. Parece que não durou muito a primavera destas estações.

      responder este comentário denunciar abuso
  • 14/10/2011 - 11:06
    Enviado por: Thomas Jefferson Lennon (da Silva)

    De todas as fontes, inclusive do próprio estadão, eu acredito é no Gustavo:

    “O canal do Qatar cita protestos em locais de Damasco onde não está acontecendo nada, e eu pude confirmar isso em uma sexta-feira.”

    Gustavo Chacra

    responder este comentário denunciar abuso

  • 14/10/2011 - 11:17
    Enviado por: Justo

    No inicio voce diz A Al Jazeera superou Israel e se transformou no maior inimigo dos partidários de Bashar al Assad na Síria… fica a impressão de que Israel mente.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 14/10/2011 - 11:21
    Enviado por: Glúon

    .
    ___________________
    .
    Entreouvindo políticos
    .
    ___________________
    .

    - Você sabia que a ‘Al Jazeera’ e a ‘Al Arabya’, adulteram imagens?
    - Como assim?
    - Mostram cenas que teriam acontecido no Egito ou na Líbia como se fossem na Síria…
    - Poxa, mentir tudo bem, mas fabricar notícias, né?
    .
    ___________________________________________________________________________
    .
    A charge relacionada com o post:
    .
    http://gluoncharges.blogspot.com/2011/10/yaacov-mahmoud-abdallah-no-campeonato.html
    .
    ___________________________________________________________________________
    .

    responder este comentário denunciar abuso

  • 14/10/2011 - 11:22
    Enviado por: Pedro Meira

    Quem perde com isso é o público, no mundo todo, que fica sem condições de se informar e sem saber em quem acreditar.
    Talvez, no plano mundial, quem esteja na frente no campeonato de mentiras seja a Fox News e o resto do império midiático de Murdoch.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 14/10/2011 - 11:55
    Enviado por: ngolds

    É o feitiço virando-se contra o feiticeiro…. o sujo falando do mal-lavado….
    Em ambos os casos. Síria e países do golfo

    responder este comentário denunciar abuso

  • 14/10/2011 - 12:17
    Enviado por: GabrielL

    Gustavo,

    Vale lembrar q todo conflito civil ou internacional tem a sua guerra midiática e da propaganda, mas no caso da cobertura das revoltas árabes isso tem sido frequente. Aliás, tenho lido por aí sobre crimes cometidos pelos “defensores da democracia” (????) no mundo árabe, especialmente Egito, Síria e Líbia. Outro exemplo de propaganda é a questão dos videozinhos liberados do Ayalon com a narrativa israelense do conflito israelense-palestino e dos discursos do Ahmadinejad questionando o Holocausto e clamando varrer Israel do mapa. A questão vai além, creio: O ponto é até onde as pessoas olham de fato com olhar crítico o que assistem ou lêem, tanto pra prós como pra contras. Sou sionista com orgulho, mas também não posso acreditar em td q alguns veículos de informação colocam, defendendo ou atacando Israel. O mal reside qd se distorce as notícias para justificar posições ou ideologias, e isso é gritante em alguns leitores do blog. Vale especialmente pra leitores radicais anti-Palestina, anti-EUA e anti-Israel, e isso fica evidente qd vejo alguns defenderem Irã, Síria e Israel mtas vezes sem argumentos ou na emoção de como se estivessem argumentando que seu time sempre é o prejudicado pela arbitragem com teorias conspiratórias. Acho q a solução é não olharmos com esse olhar tão apaixonado ideologicamente e vermos com mais criticismo o q recebemos de informação, e infelizmente não vemos isso.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 14/10/2011 - 12:20
    Enviado por: Victor

    Essa quase guerra-civil não poderia deixar de ter guerra de informação.

    A Al Jazeera pode ser uma boa fonte, mas é importante filtrar bem o que é dito, porque nem mesmo a imprensa árabe escapa da necessidade do sensacionalismo.

    Agora eu achei curiosa essa frase:

    Roula, uma cristã síria, afirma que apenas assiste os canais sírios. “É a única forma de não sermos manipulados por estes regimes do Qatar e da Arábia Saudita”, diz.

    A Arábia Saudita e o Qatar podem até estarem atuando na Síria, mas não é mentira que Assad esteja fazendo um massacre, conforme a “higienização” de Deraa. O que disse essa cristã me deu a impressão de que muitos tentam fugir da realidade por um apoio cego a Assad.

    Os sírios estão em um beco sem saída.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 14/10/2011 - 12:54
    Enviado por: J. Antonio

    Gostaria muito de ver os comentários dos que cansaram de injuriar Israel aqui no blog, colocando como fonte absolutamente acreditável as emissoras do Qatar ( Al Jazeera ) e de Dubai ( Al Arabya ).
    A mentira sempre teve pernas curtas, ou como dizem: Um dia a casa cai. Os jornais da Síria, Egito, Jordânia e Libano já eram desacreditados por serem antissemitas. Talvez o melhorzinho seja o Now Lebanon, jornal online. Talvez o pior seja o Al Ahram do Egito que costuma mostrar os judeus como macacos e porcos. Até Obama já foi presenteado como uma charge mostrando-o como macaco.

    responder este comentário denunciar abuso

    • 14/10/2011 - 12:59
      Enviado por: Gustavo Chacra

      José Antonio, An Nahar anti-semita? Daily Starobinas anti-semita? L’Orient le Jour anti-semita? Você está completamente enganado

      responder este comentário denunciar abuso
  • 14/10/2011 - 13:05
    Enviado por: Eduardo

    Muito interessante, me lembrou um estudo publicado mes passado chamado “Photojournalism Behind the Scenes”, que mostra como alguns fotógrafos fabricam notícias nas coberturas de certos conflitos
    (em ingles): http://vimeo.com/29280708

    responder este comentário denunciar abuso

    • 14/10/2011 - 13:31
      Enviado por: J. Antonio

      É justamente deste vídeo que eu falei, o fotografo italiano denuncia seus “amigos” da imprensa por forjarem as noticias. Eles e os palestinos até ensaiavam como seria a filmagem. Ganhou um premio pelo vídeo.

      responder este comentário denunciar abuso
    • 14/10/2011 - 13:36
      Enviado por: J. Antonio

      Faz parte desta comédia a morte do menino Al Durah, forjada pelo canal 2 da França usando um cinegrafista palestino. Esta história já foi comentada aqui no blog como sendo verdadeira e uma vergonha para Israel. Anos mais tarde, o moleque agora adulto foi preso pelos egipcios, contrabandeado cigarros em Gaza.

      responder este comentário denunciar abuso
  • 14/10/2011 - 13:07
    Enviado por: José

    !4 de março do Hariri em português:

    http://www.14march.org/news-listing.php?id=MTMwOTEx

    responder este comentário denunciar abuso

  • 14/10/2011 - 13:38
    Enviado por: Melchisedec Arias Pelizer

    Gustavo, falou tudo….

    como me da raiva esse cinismo ridiculo dos paises ocidentais com relacao ao paises do Golfo. O pior e ver (atraves da “santa” Al Jazeera) a Arabia Saudita querendo falar sobre direitos humanos pra Siria…. E como se a China quizesse fazer o mesmo com a Coreia da Norte…

    quanto teatro na frente dos nossos olhos !

    responder este comentário denunciar abuso

  • 14/10/2011 - 14:08
    Enviado por: Pablo Vilarnovo

    Quem nunca assistiu Pallywood no youtube que atire a primeira pedra de intifada… rs Que a imprensa árabe sempre manipulou fotos e reportagens contra Israel, com a complacência de agência de contrinfo… quer dizer, agências de notícias como a Reuters, EFE e outras, todos já sabemos.

    Agora fazem isso com outros árabes… nada mais natural.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 14/10/2011 - 15:39
    Enviado por: Michel Primo

    Gustavo, obrigado pela reportagem. Mostra como mídia, ideologias e governos estão intrinsicamente ligados. Recomenda alguma fonte mais crédulo q cobre o Oriente Médio? Fora o seu blog rsrsrs

    responder este comentário denunciar abuso

    • 14/10/2011 - 15:43
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Michel, o Haaretz (Israel), Daily Star (Líbano), L’Orient le Jour (Líbano), Nahar Net (Líbano), New York Times, BBC, The Economist e Guardian são alguns dos órgãos de imprensa bons para acompanhar o Oriente Médio. No Brasil, Estadão, Folha e O Globo

      responder este comentário denunciar abuso
    • 14/10/2011 - 16:17
      Enviado por: J. Antonio

      Haaretz Gustavo? Este jornal é o quinto em vendas de Israel, só se for bom para os árabes, aí concordo.

      responder este comentário denunciar abuso
    • 14/10/2011 - 16:17
      Enviado por: Pablo Vilarnovo

      Acho que o maior problema da maioria dos jornalões “ocidentais” é que utilizam matérias de outras fontes como a Reuters e a EFE que por sua vez utiliza como fonte jornalistas e fotojornalistas freelances dos países em conflito. Só que muitos desses freelances tem lado e suas matérias e fotos adulteradas mas que causam impacto são utilizadas sem o menor critério.

      O fato é que se o Gustavo escrevesse para um El País ou um The Guardian já teria virado referência mundial. No Brasil está algumas centenas de milhares de anos luz a frente de qualquer fonte sobre o Oriente Médio.

      responder este comentário denunciar abuso
    • 14/10/2011 - 16:57
      Enviado por: Marcus

      Em minha opinião é impossível ter uma visão além de superficial e imprecisa desse conflito lendo apenas jornais ou noticiário aqui do Brasil. Ainda que se leia tudo que é publicado.

      Quanto aos jornais recomendados, eu citaria também o Jerusalem Post e Ynetnews ambos israelenses.

      E até onde sei, a melhor fonte de informação em português sobre o assunto é esse blog aqui, mas obviamente o Chacra é um só para abordar o grande volume de informações sobre o assunto que é produzido diariamente.

      responder este comentário denunciar abuso
    • 14/10/2011 - 19:22
      Enviado por: Carlão

      Concordo integralmente com o que o Pablo V. disse acima.
      Gustavo é um excelente jornalista.

      responder este comentário denunciar abuso
    • 14/10/2011 - 21:35
      Enviado por: José

      Jornais do Libano:
      http://www.yalibnan.com/

      http://www.nowlebanon.com/

      responder este comentário denunciar abuso
  • 14/10/2011 - 18:52
    Enviado por: Victor

    Se alguém for ler jornais de Israel, eu recomendo que leiam três:

    Haaretz haaretz.com), Ynetnews ynetnews.com) e o Jerusalem Post jpost.com).

    Leiam os três porque o Haaretz(esquerda) e o Jerusalem Post(direita) são ideológicos e acredito que é bom fazer um balanço já que cada um faz uma leitura diferente.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 14/10/2011 - 19:47
    Enviado por: Gudrun

    Será que esta bagunça e falta de confiabilidade da al jazeera não é apenas um epifenômeno do resto da desordem dos países envolvidos?
    A matriz ideológica é puramente sectária em todos os campos da civilização do oriente médio. Mesmo que alguns países sejam predominantemente comprometidos com uma linha religiosa ou política, as diferenças, mesmo pequenas, geram um tal ódio entre as partes que não se vislumbra qualquer reconciliação.
    Vamos a um exemplo:
    Da mesma maneira que a al jazeera é boa quando estraçalha Israel nas suas reportagens, ela é demoníaca quando fere os interesses dos ditadores. Esta confusão de propósitos beira a esquizofrenia. Ontem mesmo a autoridade palestina ficou fula da vida quando Israel aceitou libertar mais de 1000 palestinos, sangue do seu sangue, pois isto interfere nos seus desígnios sectários, mesmo que justifiquem esta posição por minar o reconhecimento na ONU. Esta atitude é igualzinha a da al jazeera.
    Enfim, é com esta balbúrdia e falta de confiabilidade geral que pedem para Israel negociar?
    Esta pergunta encerra a essência das dificuldades do Oriente médio.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 14/10/2011 - 20:07
    Enviado por: santista do jabaquara

    acho a mudança necessaria, independente se pra bom ou pra ruim, pois so o tempo dira.
    nao existe uma naçao sequer com 100 por cento de aprovaçao no oriente medio, nem mesmo israel.
    vamos dar tempo ao tempo e vr no q da.
    nao acho q a siria sera governada pelo extremismo islamico.
    pode ser q eu esteja enganado, mas a maioria do povo sirio nao quer conflito com ninguem.
    vejo certos comentarios aqui q nao falam pela maioria, e muito triste ver o fanatismo generalizado
    e muito importante dizer aqui, sr jornalista, q de ambos os lados, existe o odio.
    o sr deveria filtrar mais os comentarios daqueles q querem o conflito, pois isso nao ajuda em nada o teu blog
    eles sao covardes, so provocam,
    ABS

    responder este comentário denunciar abuso

    • 16/10/2011 - 10:42
      Enviado por: MarioS.

      santista, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

      “pode ser q eu esteja enganado, mas a maioria do povo sirio nao quer conflito com ninguem.”
      Pode até ser, mas o que o leva a crer que os radicais de lá levarão isso em conta? Ao contrário do que voce escreve, o fanatismo não é generalizado, mas, exatamente por ser fanático, não tem escrúpulos, e como para eles os fins justificam os meios, acabam se impondo à maioria.

      “de ambos os lados, existe o odio”
      Sem dúvida, o que varia é quantos o espalham (e dele se alimentam) e seu poder

      responder este comentário denunciar abuso
  • 14/10/2011 - 21:17
    Enviado por: Carla

    Oi Gustavo,

    Uma vez em uma aula de ciência política, um proeminente professor de AUB disse a nos alunos que o mundo, através da imprensa, só começou a enxergar o conflito Libanes em 1982, já na segunda fase da guerra com a presença de Israel no território daquele país.

    Fazendo uma comparação, ao menos a Siria estah na imprensa internacional quase diariamente. Seu texto eh ótimo, mostra que todos devem ponderar o que vêem e o que lêem. De qualquer forma, Isso deve ser de alguma valia para a população local que realmente estah uma situação delicadíssima. Utilizando o velho e bom ditado popular ” se ficar o bicho pega, se correr o bicho come.”

    responder este comentário denunciar abuso

  • 14/10/2011 - 21:21
    Enviado por: Carla

    Ops, inverti o ditado quando escrevi..sexta-feira: sua apressada!

    responder este comentário denunciar abuso

  • 14/10/2011 - 21:53
    Enviado por: José

    O photoshop virou arma na guerra psicológica em Beirute

    Por Carlos Castilho em 24/05/2011
    Compartilar no Facebook

    A guerra no Líbano está sendo travada também na trincheira das imagens como mostra a polêmica em torno das fotos tiradas pelo fotógrafo Adnan Hajj, acusado de editar o material que ele vendou para a agência Reuters.

    A questão foi levantada por blogs conservadores norte-americanos que apontaram incongruências nas fotos, como diferenças de sombra, repetição de nuvens e montagens usando cidadãos árabes residentes em Beirute.

    A partir daí Adnan passou a ser acusado de utilizar seus contatos com a imprensa européia para fazer proganda do Hezbollah, o grupo militar árabe que é o principal alvo dos bombardeios israelenses no Libano.

    A polêmica em torno da maquiagem de fotos usando o programa de edição e retoques Phtoshop cresceu tanto que a Reuters foi obrigada a retirar de seu catálogo todas as 920 fotografias feitas pelo libanês Adnan Hajj como medida destinada a restabelecer a credibilidade do material vendido pela agência britânica.

    Os acusadores de Adnan tomam como Bombardeios em Beirutebase a foto de um bombardeio de da capital libanesa onde há fortes sinais de manipulação da fumaça com uso do Photoshop, conforme afirma o blog The Shape of Days. A fumaça teria sido repetida para aumentar o impacto visual da destruição.

    Blogs como Captain´s Quarter , Tail Rank , Power Line e Gateway Pundit resolveram vasculhar todo o material produzido por fotógrafos em Beirute e transformaram a questão das imagens num novo front da guerra entre simpatizantes árabes e israelenses.

    Os blogueiros conservadores acusam os fotógrafos trabalhando em Beirute de montar fotos com a ajuda de moradores para carregar na dramaticidade do material, principalmente em fotos com pessoas chorando. Guerra de imagensEste recurso sempre foi usado no passado noutras guerras mas agora, parece que está com seus dias contados por conta da polarização ideológica criada pelo caso Adnan Hajj.

    O recuo da Reuters é um revéz para os árabes porque as imagens chocantes dos efeitos dos bombardeios sobre Beirute vinham tendo um efeito poderoso na opinião pública mundial. Agora a dúvida paira sobre a autenticidade das fotografias da guerra aumentando a confusão dos leitores de jornais.

    A maquiagem fotográfica com recursos eletrônicos é unânimemente condenada pelos jornais, revistas e agências de notícias. Mas a adulteração de imagens torna-se mais difícil de ser detectada por conta da sofisticação dos softwares de retoque.

    Isto se soma ao fato de que hoje o que realmente está acontecendo no front de guerra perde importância diante do peso político que passam a ter as percepções do público desenvolvidas a partir do material informativo produzido pelos veículos de comunicação.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 14/10/2011 - 21:55
    Enviado por: José

    Reuters remove mais de 900 fotos de fotógrafo que usou Photoshop para retocar imagens da guerra
    Origem: Wikinotícias, a fonte de notícias livre.
    As alterações pendentes são mostradas nesta páginaPágina não verificada

    7 de agosto de 2006

    A agência de notícias Reuters nesta segunda-feira (7) começou a retirar de sua base de dados todas as fotografias do seu ex-fotógrafo free-lancer, o libanês Adnan Hajj. Hajj foi dispensado pela agência de notícias porque teria usado o programa de computador Photoshop, ou similar, em pelo menos duas de suas fotografias.

    No mínimo 920 fotografias já foram removidas pela Reuters da sua base de dados. A decisão da agência teria sido estimulada pela descoberta de uma segunda fotografia, que segundo a Reuters, é suspeita de ter sido retocada com um programa de computador.

    O link que apontava originalmente para uma página da Reuters com um slide show onde estavam fotografias de Hajj não funciona mais.

    Algumas das fotografias de Adnan Hajj podem ser vistas por enquanto na internet, como por exemplo aqui.

    Ao comentar sobre a decisão da Reuters em relação ao caso, o seu editor responsável Tom Szlukovenyi afirmou que a medida tomada pela agência é uma precaução e acrescentou: “Não há mais grave violação dos padrões da Reuters para nossos fotógrafos do que a deliberada manipulação de uma imagem. A Reuters tem tolerância zero para quaquer alteração de figuras e constantemente lembra seus fotógrafos, tanto os da equipe, quanto os free-lancers, desta rigorosa e inalterável política”.
    Uma segunda fotografia também é suspeita de ter sofrido retoques

    A Reuters disse que uma segunda fotografia de Adnan Hajj é suspeita de ter sido alterada pelo software Photoshop.

    A fotografia em questão foi originalmente publicada pela agência com a seguinte legenda: “Um caça israelense F-16 dispara mísseis durante um ataque aéreo em Nabatiyeh, ao sul do Líbano, 2 de agosto de 2006. (LÍBANO)”

    As alterações nas fotografias da Reuters foram reveladas pelo blogger Charles Johnson, em seu website Little Green Footballs e pelo blog My Pet Jawa web log. Este último explicou que a segunda fotografia da Reuters não mostra mísseis, mas “flares”, que são fogos usados pelos caças para despistar mísseis do inimigo guiados pelo calor.

    Na fotografia original, o avião teria disparado apenas um “flare”. Com o programa de computador, o fotógrafo free-lancer da Reuters, numa operação de copiar e colar, teria criado dois outros disparos de “flares”, os quais foram chamados de mísseis na legenda da foto depois que ela saiu publicada.

    Numa nota enviada aos assinantes de seu serviço de imagens, a agência anunciou que irá ser mais rigorosa com os fotógrafos que cobrem o conflito entre Israel e o Hizbollah e pediu desculpas. As fotos que foram removidas da base de dados não serão mais comercializadas pela empresa.

    Muitas das fotografias do fotógrafo libanês foram usadas pela imprensa em jornais e revistas de vários cantos do mundo.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 14/10/2011 - 21:56
    Enviado por: José

    http://www3.uol.com.br/qualidadeconteudo/leitura/2007/01/18/reutersendureceregrasinternas.jhtm

    Reuters endurece regras devido a uso de Photoshop

    responder este comentário denunciar abuso

  • 14/10/2011 - 21:59
    Enviado por: José

    Terça-feira, Agosto 08, 2006
    Photoshop no Líbano

    O Estadão, em sua versão online trouxe a notícia de que um fotógrafo da Reuters estava maquiando imagens do conflito no Líbano para… como direi? Deixar a coisa mais apimentada.
    O cidadão chegou a fazer com que a foto de um avião de Israel mostrasse o lançamento de três mísseis, quando na verdade tinha lançado um. Que coisa linda a criatividade desse pessoal!!

    O fotógrafo foi afastado e todas suas 920 fotos foram tiradas de circulação. Perguntas óbvias: quantas será que ele adulterou? Que tipo de “melhorias” será que ele introduziu nas fotos? Um avião onde não havia? Fogo onde havia só fumaça? Mais feridos do que o real?

    Acham difícil adicionar sangue ou uma pessoa inteira numa foto? Vocês precisam rever seus conceitos sobre edição digital.

    É… Israel tem uma guerra extremamente difícil a enfrentar. A guerra da mídia. Vejam na Reuters o trabalho do artista e os comentários do leitores já irados.

    responder este comentário denunciar abuso

    • 16/10/2011 - 13:32
      Enviado por: J. Antonio

      A maior mentira digital foi sobre as tais bombas de fosforo branco, eles deitaram e rolaram, conseguiram criar bombas inexistentes. Onde só havia flaires defensivos de foguetes surgiram grandes fotos com muita fumaça e muita gente queimada. O cara só se queima se for mexer no que sobrou depois de iluminar a noite. Mais uma grande mentira que todo mundo comprou.

      responder este comentário denunciar abuso
  • 14/10/2011 - 22:04
    Enviado por: José

    No caso das notícias sobre o Médio Oriente, os últimos anos têm sido férteis em casos graves de atropelos às regras jornalísticas. Em geral, em desfavor de Israel. O mais famoso dos quais continua a ser a história de Muhammad Al-Dura, o menino palestiniano morto em 30 de Setembro de 2000, no segundo dia da Segunda Intifada. A sua morte foi filmada pelo repórter de câmara palestiniano Talal Abu Rahma ao serviço da TV France 2. A história foi transmitida ao Mundo pelo repórter Charles Enderlin, correspondente do canal em Israel, que não estivera no local das filmagens, comentando uma sequência editada de imagens com menos de um minuto (de um total de mais de 17 minutos de filmagem nunca transmitidos em público), dizendo que o menino tinha sido “alvo de tiros de uma posição militar israelita”.

    Sérias dúvidas sobre o caso Al-Dura surgiram nos dias seguintes. Porém, na opinião pública mundial, bombardeada pelas imagens do tiroteio, a culpa israelita estava já cristalizada. O caso de Huda Ghaliya e da sua agonia ao lado dos cadáveres dos seus familiares numa praia de Gaza é idêntico ao de Muhammad Al-Dura. A chamada “Batalha de Jenin” também continua a ter fama de massacre, ainda que se tenha provado que tenham morrido 52 palestinianos (a maioria deles armados) e não as centenas que foram noticiados. E por aí em diante. Nestes casos e noutros, nenhuma investigação seria considerada séria. No máximo, uma investigação que provasse a inocência, ou ao menos introduzisse a presunção da inocência do lado de Israel, seria vista como uma manifestação do “poder da propaganda sionista”. E por isso, até hoje, Muhammad Al-Dura, Huda Ghaliya e Jenin continuam a ser poderosos e inquestionáveis ícones da causa palestiniana.

    A Guerra do Líbano produziu mais alguns casos de fabricação de notícias contra Israel. O fotógrafo libanês Adnan Hajj, trabalhando para a agência Reuters, divulgou algumas fotos de Beirute durante os bombardeamentos israelitas, em Agosto de 2006. O fumo dos bombardeamentos, propositadamente manipulado digitalmente pelo fotógrafo, chegou às redações de todo o Mundo. Esta e outras tramas em redor da manipulação de fotos da guerra do Líbano foram descobertas por vários bloguistas americanos. A Reuters admitiu os erros e o fotógrafo foi dispensado. Mas isso não diminuiu o estrago mediático contra Israel.

    Um dos casos recentes foi a notícia do tablóide sueco Aftonbladet, em Agosto de 2009, da autoria do jornalista freelancer Donald Boström alegando que, em 1992, o Exército de Israel recolheu órgãos de prisioneiros palestinianos. A notícia provocou uma crise diplomática entre a Suécia e Israel. O jornalista confessou mais tarde que não tinha quaisquer provas daquilo que escrevera e que apenas pretendia o assunto investigado e declarou que: “se é verdade ou não – Eu não tenho ideia. Não tenho qualquer pista”. As próprias fontes mencionadas pelo jornalista revelaram depois não terem fornecido nenhuma das informações contidas no seu artigo. Ainda assim, com todas estas falhas, o artigo foi publicado e o editor do jornal manteve o apoio ao deplorável trabalho do jornalista.

    As regras sagradas do jornalismo parecem ser constantemente quebradas quando o assunto é Israel. A falta de confirmação das fontes e o uso de expressões de opinião disfarçadas em verdades noticiosas são fenómenos repetidos. Outro dos mistérios da relação dos media com o conflito Israel-Palestinianos é a persistente ausência de factos de enorme valor noticioso que sejam desfavoráveis ao lado palestiniano. Por exemplo: o fenómeno da corrupção e do défice das contas da Autoridade Palestiniana (em 2005, as doações atingiram os 1,1 mil milhões de dólares e o défice chegou aos 800 milhões) não aparece nas páginas de economia dos jornais europeus, ainda que o bolso dos europeus seja o principal financiador da Autoridade Palestiniana.

    As contradições na situação em Gaza também não parecem merecer a análise dos media ocidentais. Ao mesmo tempo que políticos e comentadores europeus comparam Gaza com um “campo de prisioneiros” (o último a usar a brilhante metáfora foi o novo PM inglês David Cameron), no território dominado pelo Hamas são inaugurados hotéis de cinco estrelas, uma piscina olímpica, resorts de praia, restaurantes de luxo e centros comerciais. Esta pujança de construção contrasta profundamente com a ideia expressa nos relatos do persistente bloqueio israelita à Faixa: causador da falta de materiais de construção, água, e outros produtos básicos. E mais estranho parece quando, os hotéis recém-inaugurados, os resorts e os restaurantes sejam frequentados pelos mesmos jornalistas estrangeiros, deputados do Parlamento Europeu e trabalhadores das ONGs de visita a Gaza que, entre umas braçadas na piscina, um banquete no restaurante Roots e uma sessão de compras nos shoppings e mercados fartos, relatam a “total miséria” do local e repetem a a já costumeira comparação com “um campo de prisioneiros”.

    E, se a situação é grave no que toca ao trabalho dos jornalistas, pior é com os comentários dos leitores nos sites de notícias. É de acreditar que a maioria das pessoas que lêem aqueles jornais até sejam gente decente, informada (e minimamente bem formada). É provável que muitos dos tais comentaristas de ocasião até saibam discutir com calma uma variada série de assuntos, com mais ou menos capacidades. E acima de tudo, o consigam fazer de uma forma tranquila. Porém, misteriosamente, tudo se transforma quando o assunto é Israel.

    A cada ato de Israel, mesmo que nada tenha a ver com o conflito com os Palestinianos, seguem-se inacreditáveis e numerosas manifestações de raiva verbal. Expressões cheias de ódio, as eternas comparações grosseiras com o Holocausto. (José Saramago parece ter deixado uma numerosa horda de sucessores intelectuais). Uma das mais comuns é afirmar que “Hitler deveria ter terminado o trabalho”. Será que as pessoas têm real consciência da dimensão do bizarro daquilo que se atrevem a expressar? Talvez a maioria nem sequer seja anti-semita – até acho que o termo está demasiado banalizado –, talvez estejam apenas tremendamente mal informadas sobre os assuntos: a situação do Médio Oriente e o Holocausto.

    A par da incredulidade face à índole dos comentários, espanta-me que as mesmas regras de “justiça” e crítica dirigidas a Israel sejam totalmente alteradas quando se muda a geografia dos factos. Por exemplo, por ocasião da decisão recente de expulsar centenas de imigrantes ilegais de Israel, choveram os tais comentários indignados. A mesma indignação aconteceu na semana seguinte, quando a França e a Itália decidiram expulsar milhares de imigrantes ciganos romenos. Porém, desta vez, o conteúdo das opiniões foi bem mais civilizado. E até compreensivo.

    Talvez ser anti-Israel seja uma atitude que simboliza a modernidade, o atual auge do progresso das ideias. Afinal, a causa palestiniana é “a Causa” entre a intelectualidade europeia e americana. Desta forma, quem se atreva a apartar-se da causa, arrisca-se a ser qualificado de antiquado, reaccionário, imperialista e outros apodos de mau crédito. Contudo, é interessante notar que, das mesmas vozes que não se inibem de acusar Israel, nunca se escutam criticas à violência entre os próprios Palestinianos. Como a que é exercida pelo Hamas sobre as mulheres, os opositores políticos e os cristãos em Gaza, ou a da própria Autoridade Palestiniana também em relação aos seus opositores, aos denunciantes da corrupção do regime ou aos “traidores informantes de Israel”. O mediático “humanismo” dos pensadores só funciona num sentido. E fora outras centenas de valorosas causas mantidas na ignorância das massas e no silêncio dos “formadores de opinião”.

    Uma amiga jornalista, numa discussão recente sobre este assunto talvez tenha revelado a essência do enigma: “O jornalismo é uma profissão como qualquer outra, há bons e maus profissionais, cometem-se erros, injustiças… mas é um negócio como qualquer outro”. Na esfera mediática parece compensar ser anti-Israel. O negócio floresce pela existência de polémicas. Israel atiça paixões como nenhum outro país do Mundo. A “Causa” vende bem. E talvez por isso, ainda mais em tempos de crise, se justifiquem tantos atropelos à transmissão da verdade.

    E assim, parece cumprir-se uma cínica máxima atribuída (sem qualquer prova) a Joseph Goebbels, o sinistro mestre da propaganda nazi: “Uma mentira repetida milhares de vezes torna-se verdade”. E segue solta esta verdade frouxa, sem ninguém que a pare.

    responder este comentário denunciar abuso

    • 16/10/2011 - 11:20
      Enviado por: Paulo Sergio

      Esta cambada de anti-semitas e anti-sionistas do jornalismo internacional!!!
      O mal que esta gente podre faz não é calculado, mas o que escrevem ou deixam de escrever pode matar mais gente que os combatentes em conflito.
      A questão da mentira e mistificação entre os jornalistas, muitos deles totalmente incapazes, ainda não foi suficientemente debatida pelas pessoas sérias. Estes jornalistas são inimputáveis.
      Nada acontece com eles, mesmo que se prove seu erro.
      Eu tenho uma tese: nunca se deu a uma profissão tanto poder e ao mesmo tempo se paga tão pouco para estas pessoas. Assim, com um poder incomensurável nas mãos, mas sem correspondentes ganhos, estes ressentidos usam esta arma para hostilizar

      responder este comentário denunciar abuso
  • 14/10/2011 - 23:37
    Enviado por: Marcel

    Parabéns pelas reportagens, tenho aprendido muito com elas, apesar de ás vezes discordar de uma visão “ingênua” de que por exemplo os manifestantes da praça tahir queriam democracia, pra se ter uma ideia teve até jornalista estuprada lá.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 15/10/2011 - 01:10
    Enviado por: Cecilia

    Agradeço as referências aos jornais Daily Star. do Líbano, L’Orient le Jour e An Nahar. Aquilo que li gostei. Vale a pena, inclusive há algo interessantíssimo sobre o alegado complô pra assassinar o embaixador saudita, com informações que a imprensa daqui simplesmente desconhece ou nunca menciona.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 15/10/2011 - 02:50
    Enviado por: Amer

    Bom dia a todos
    Bom dia Gustavo
    Tem ditado Sírio fala (quem tem mão no fogo não é quinem tem mão na agua)
    Vamos esquecer os jornais e todos os canais, porque não faz entrevista com família recém-chegada da síria, para te provar que tem massacre na Síria Sim.
    E há outras famílias ao caminho do Brasil.
    E outra como explica os campos de refugiados que estão na Turquia e outro no Líbano e Jordânia, Será eles estão fugindo de que?
    Por isso olha ditado encima, e tirem as mãos da agua.
    A hora que quer entrevistar as pessoas entra em contato no meu email.
    Obrigado.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 15/10/2011 - 06:57
    Enviado por: Alexandre Magno

    O papel da Al Jazeera é mal compreendido. A Al Jazeera foi e é fundamental para servir de contraponto a CNN. Mas a sede da Al Jazeera fica no Catar, e seu dono pertence à família real do Catar. Pois que o Caar é uma monarquia absoluta. É claro que uma rede de televisão sediada em uma monarquia absoluta não pode funcionar da mesma forma que uma outra sediada em um país democrático. Não se pode avaliar a linha editorial de uma rede de televisão sediada em uma monarquia absoluta da mesma forma como se avalia a linha editorial de uma outra sediada em um país democrático. Se as redes de televisão sediadas em países democráticos já são, por vezes, incrivelmente tendenciosas (“tá aí” o exemplo da Fox News), o que se pode esperar de uma rede de televisão sediada em uma monarquia absoluta?

    responder este comentário denunciar abuso

    • 16/10/2011 - 12:49
      Enviado por: Fabio Nog

      A conclusão natural do seu raciocínio é que a credibilidade da Al Jazeera é zero e da Fox News é razoável.

      Na prática, a humanidade muda muito pouco ao longo dos séculos. Se vc quer saber como alguma coisa muito relevante será decidida em um dado lugar, observe o que as lideranças daquele lugar fizeram nos últimos 200 anos e você terá 95% de chance de acertar o que elas farão desta vez. E esqueça as agências de notícias, os institutos de pesquisa e as agências de análise de risco.

      Eu sempre destaco a virtual impossibilidade de se prever o longo prazo baseado em dados da conjuntura. Permita um exemplo para melhor visualização deste argumento. Suponha um enorme navio petroleiro, desses da classe Chinamax, de 500.000 toneladas, em rota constante. Suponha que por sobre ele voe um caça altamente manobrável, um F-14, fazendo piruetas. O navio segue constante e lentamente em seu rumo. Há muita dificuldade em mudança de rota em um navio de 500.000 toneladas. O avião muda seu rumo o tempo todo, rodeando o navio para lá e para cá. Ora ele vai para a direita, ora para a esquerda, ora para cima, ora para baixo. Ambos partiram do mesmo ponto e chegarão no mesmo lugar.

      O navio é a rota da humanidade. O caça supersônico é a rota do hot news, da conjuntura. Se você quiser saber o que acontecerá a longo prazo em qualquer lugar do mundo, há duas possibilidades. Ou você projeta os 200 anos passados para o futuro ou você tenta abstrair o vetor resultante dos acontecimentos de curto prazo. Vetor resultante, para quem é engenheiro, é exatamente a conexão entre o ponto de partida e o ponto de chegada do avião supersônico … ou a rota do navio. Infelizmente, 99,99% das pessoas olham para o caça (que é mais sexy do que o navio). O caça está indo para a direita e todo mundo conclui que essa é a rota definitiva. Seis meses depois, ele vai para a esquerda e ohhhhh …. frustração geral .. a rota defintiva não era aquela

      Ninguém precisa da Fox ou da Al Jazeera para entender o que quer que seja do mundo. Ninguém precisa de hot news ou agências de análise conjuntural. Basta analisar o assunto com distanciamento e projetando o passado para que suas chances de acerto do futuro aumentam substancialmente

      Exemplos? o Brasil continuará corrupto nos próximos 50 anos porque vem sendo há 500 e a sociedade aceita passivamente a corrupção. O Oriente Médio não será democrático nos próximos 50 anos porque não o foi nos últimos 1.500 e ninguém lá conhece os conceitos, a filosofia ou a prática democrática. A gestão pública brasileira continuará estruturada em torno a investimentos que permitam a construção de patrimônio privado e o Oriente Médio continuará estruturado em torno a núcleos de poder baseado em clãs e identificação religiosa.

      responder este comentário denunciar abuso
    • 16/10/2011 - 15:33
      Enviado por: Cecilia

      Brilhante, como sempre, Fabio Nog.

      responder este comentário denunciar abuso
  • 15/10/2011 - 08:42
    Enviado por: Michael K

    Este governo e seus acólitos fazem parte do círculo de amizade do molusco e sua criação que governam o Brasil. Não há necessidade de dizer mais nada

    responder este comentário denunciar abuso

  • 15/10/2011 - 10:30
    Enviado por: Ariel

    Gustavo
    Aonde estao os defensores dos paises arabes que nao se manifestam contra a tua reportagem?

    responder este comentário denunciar abuso

  • 15/10/2011 - 14:32
    Enviado por: José

    Sem especialistas
    Após reeleição de Mahmoud Ahmadinejad, Irã sofre com a fuga de cérebros

    Publicada em 15/10/2011 às 07h52m
    Ángeles Espinosa, do El País

    DUBAI – “Nós não participamos de atividades políticas, mas a situação se tornou muito triste. Não há esperança”, confiam F. e sua irmã, M., de 25 e 28 anos. As duas são artistas. “No final, a falta de liberdade também nos afeta”, concluem para explicar por que estão realizando os trâmites para emigrar ao Canadá. Como elas, milhares de jovens decidiram deixar o Irã desde a controversa reeleição de Mahmoud Ahmadinejad, há dois anos. Não há dados oficiais, mas as embaixadas europeias em Teerã confirmam que houve um aumento no pedido de visas de estudo. Todos buscam um futuro melhor.

    “Desconhecemos quantos dos que pedem um visto têm a intenção de ficar, mas sem dúvida esse é o desejo de muitos jovens”, assinala um funcionário consular.

    O governo iraniano nega o fenômeno, que o ministro da Educação Superior qualificou de “exagero jornalístico”. No entanto, o ex-presidente Ali Akbar Hashemi-Rafsanjan o reconheceu no final de julho durante uma reunião com alunos de destaque.

    - O comportamento de alguns responsáveis políticos é a causa da fuga de cérebros – declarou.
    Iranianos estudam línguas para emigrar

    Segundo uma professora de línguas de Teerã, 80% de seus alunos aprendem idiomas estrangeiros para deixar o país. Ela conta que as matrículas não pararam de aumentar desde 2009.

    É o caso de Maryam e Reza (nomes fictícios), um casal de arquitetos de 30 anos, com bom conhecimento de inglês.

    - Antes trabalhávamos na nossa área, mas com as medidas que pioraram a situação econômica, temos tido que aceitar outros empregos – contam.

    Segundo eles, a inflação, a falta de meritocracia e de direitos civis os levaram a dar entrada no processo de emigração a um país ocidental.

    Como a maioria dos entrevistados na capital iraniana, eles dizem que não são politicamente ativos, mas admitem simpatizar com os reformistas.

    - Acreditamos na separação entre religião e política, e queremos um governo eleito pelos votos do povo – sublinharam.
    Perda de US$ 40 bilhões anuais, segundo FMI

    O fenômeno não é novo. Um informe do FMI já estimava em 2006 que a perda de talentos custava ao país US$ 40 bilhões anuais. Não são apenas os ativistas políticos que fogem em exílio. Os que vão agora têm diploma superior, falam um ou dois idiomas estrangeiros e perderam a fé na capacidade de regeneração de seu país.

    O caso de Ali (nome fictício), um engenheiro mecânico de 30 anos que trabalha no setor de petróleo (um dos mais bem pagos do país), confirma que a questão não é estritamente política ou de oportunidades econômicas, mas de falta de horizontes sociais e pessoais.

    - Não há condições para se desenvolver aqui, nem pessoalmente, nem profissionalmente – diz o engenheiro, que fala inglês e francês.
    Intromissão do governo na vida privada

    Ele sempre teve a ideia que um dia emigraria, mas os laços familiares o impediram. Mas agora não mais.

    - Quero viver numa sociedade estável, onde possa crescer pelos meus méritos e com um ambiente tranquilo para educar meus filhos.

    Alguns vão além.

    - Ter filhos, para que? questiona em tom amargo Z., uma técnica em informática que considera a situação no Irã insuportável.

    Casada há vários anos, e com boa situação econômica, a mulher sonha em começar sua vida em outra parte do mundo.

    - O governo de intromete nos assuntos mais íntimos nossos – resume Hosein (nome fictício), engenheiro civil de 29 anos.

    Este jovem, que se define como nacionalista, tenta há três anos obter uma permissão de trabalho fora do Irã, onde diz se sentir “preso” pelas dificuldades de seus habitantes para obter vistos de 90% dos países do mundo.

    Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2011/10/15/apos-reeleicao-de-mahmoud-ahmadinejad-ira-sofre-com-fuga-de-cerebros-925588173.asp#ixzz1asAj9TXY
    © 1996 – 2011. Todos os direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 15/10/2011 - 15:37
    Enviado por: Sorales

    Gustavo

    Guerra da mentira, nada mais redundante.É apenas uma versão pejorativa daquilo que é conhecido como guerra de propaganda. Goebels era mais sincero e explícito: “Uma mentira dita muitas vezes se torna verdade”. Os EUA são os maiores especialistas em “mentir”. Veja o caso das armas de destruição em massa de Saddan. Mas o segredo dos americanos é como continuar mentindo e as massas acreditando. Resposta: A imprensa! Ela é o pelego ideológico que condiciona as massas a serem subservientes aos ditames da Oligarquia(*). No caso do Oriente Médio, há um outro “veículo” de comunicação muito bem utilizado pela Oligarquia ianque: O púlpito! Mesmo porque, apesar de muitos no blog tentarem me ridicularizar, o conflito no OM é eminentemente religioso. Daí, o messianismo nessa guerra de propaganda. Bashar é figura chave na engenharia geopolítica empreendida pelos EUA na região. Seja lá quem for o vitorioso neste conflito, a exemplo da Líbia, o importante é ter em mãos o controle do poder. Como acontece hoje no Egito com a junta governante, totalmente submissa aos ditames da CIA e do Mossad. O resto é conversa fiada. Puro diversionismo. Paralelamente aos fatos que transcorrem na Síria, há uma escalada de propaganda, contra o único país do OM que ainda resiste ao imperialismo sionista, o Irã. Bashar cometeu o pecado de se aliar ao país persa e está pagando caro por isso. Quem viver verá.

    (*) Pelego é um forro que se coloca em baixo do arreio do cavalo para amaciar o peso do montador no lombo do animal. Expressão muito utilizada no meio sindical no Brasil. Neste caso, o montador é o patrão.

    responder este comentário denunciar abuso

    • 16/10/2011 - 13:26
      Enviado por: Cecilia

      Sorales:
      “…apesar de muitos no blog tentarem me ridicularizar,” E você queria o quê, se insiste em reproduzir pérolas do calibre de “imperialismo sionista”?
      Fala sério, homem. Assim você parece querer emular a Al-Jazeera.

      responder este comentário denunciar abuso
  • 15/10/2011 - 21:18
    Enviado por: Rone

    Será que são mais mentirosos que a imprensa norte americana?
    Armas de destruição do Iraque?
    Agora tem mais uma que é uma novela mexicana!

    responder este comentário denunciar abuso

  • 15/10/2011 - 23:31
    Enviado por: Roland

    Gustavo – do seu excelente coment eu chego a duas conclusões:
    - não dá pra confiar mais em midia nenhuma, cada uma comenta o mesmo assunto de acordo com seus interesses ocultos.No Brasil e nop mundo todo acontece a mesma coisa.
    - essa guerra da imprensa siria contra a Al Jazeera confirma mais uma vez como os árabes são desunidos. Se eles fossem unidos a situação no Oriente Médio a essa altura certamente seria bem diferente.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 16/10/2011 - 10:59
    Enviado por: MarioS.

    Para qualquer pessoa com um mínimo, mínimo meeeesmoooo, de equilíbrio, soa ridículo comparar a imprensa americana com a de ditaduras, mas, por mais absurdo que seja, alguns aqui insistem nisso.

    Fingem “esquecer” que nos EUA existe liberdade de opinião e jornalistas não são presos por relatarem a verdade.

    Se extremistas não pensam duas vezes antes de ASSASSINAR um cineasta e tentar fazer o mesmo com um cartunista em países como Suécia, Dinamarca e Holanda, o que não fazem onde detem o poder?

    O irônico é que os louco-por-um-aiatolá, involuntariamente, claro, PROVAM que a imprensa americana é infinitas vezes mais confiável do que as dos países que eles exaltam. Basta reler seus posts.
    Quantas vezes se referiram a UMA mentira, de OITO ANOS, atrás, para ataca-la? No caso da Irna e similares, iremos encontrar dezenas, todos os dias.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 16/10/2011 - 15:49
    Enviado por: Patrícia

    Um funcionário do Ministério da Informação disse que cada dia Recep Tayyp Erdogan diz uma coisa, e que isso não faz sentido. Entretanto, nas palavras de Armin Hering do DW World.DE, por exemplo, ele já perdeu a paciência com o antigo aliado e descreve um conjunto de ações que chegam até mesmo à pressão militar:

    “Em outras palavras: A Turquia está exigindo a troca de governo na Síria. Para pressionar Assad, o Exército turco estacionou tropas nas proximidades da fronteira com a Síria, bem como embargou o transporte de armas no mar Mediterrâneo e já forçou o pouso de duas aeronaves sírias que levavam armamento para o regime de Assad. Além disso, Erdogan pretende visitar um campo de refugiados sírios nos próximos dias”.

    “O próximo passo são sanções econômicas. De acordo com jornais turcos, o governo de Ankara está à procura de rotas alternativas para as exportações à Arábia Saudita e outros países do Golfo Pérsico. Até agora, a maior parte dos bens vinha sendo transportada por caminhões, por território sírio”.

    http://www.dw-world.de/dw/article/0,,15440894,00.html

    responder este comentário denunciar abuso

  • 16/10/2011 - 20:15
    Enviado por: wilson coury jabour junior

    Parabéns, Gustavo, pela excelente série de crônicas sobre o momento vivido pela Síria. Confesso que passei a ter outra opinião sobre o tema. Obrigado pela resposta enviada sobre a “identidade” dos libaneses! Grande abraço,

    responder este comentário denunciar abuso

  • 18/10/2011 - 16:56
    Enviado por: Pierre J Ehrlich

    Gustavo, antes de mais nada desejo testemunhar que sou fã da tua carreira de jornalista.
    Seria interessante realçar três pontos:
    1 – Voce descreve bem o equilibrio entre as diversas comunidades vivendo dentro de um mesmo estado (pais). Voce descreve o Oriente Médio. Resta analisar o que està rompendo este equilibrio. Na minha visão as ambiçéoes hegemonicas de Arabia Saudita, Irã e Turquia com resquiciois de Egito. O Ocidente està furioso com,o alinhamento de Assad com o Irã.
    Isso de ter nações e estados não coincidentes também existe na Africa e na Europa Oriental.
    2 – Ha um teste para colocar o conflito Israelo-Palestino na sua devida importância. Imagine que num passe de màgica Israel e os Palestinos desaparecessem. Na minha visão, os problemas da região não se alterariam nem um pouco.
    3 – Também ha os interesses de USA, Europa, Russia e China nos conflitos

    responder este comentário denunciar abuso

Deixe um comentário:

Arquivo

Blogs do Estadão

Você já leu 5 textos neste mês

Continue Lendo

Cadastre-se agora ou faça seu login

É rápido e grátis

Faça o login se você já é cadastro ou assinante

Ou faça o login com o gmail

Login com Google

Sou assinante - Acesso

Para assinar, utilize o seu login e senha de assinante

Já sou cadastrado

Para acessar, utilize o seu login e senha

Utilize os mesmos login e senha já cadastrados anteriormente no Estadão

Quero criar meu login

Acesso fácil e rápido

Se você é assinante do Jornal impresso, preencha os dados abaixo e cadastre-se para criar seu login e senha

Esqueci minha senha

Acesso fácil e rápido

Quero me cadastrar

Acesso fácil e rápido

Cadastre-se já e tenha acesso total ao conteúdo do site do Estadão. Seus dados serão guardados com total segurança e sigilo

Cadastro realizado

Obrigado, você optou por aproveitar todo o nosso conteúdo

Em instantes, você receberá uma mensagem no e-mail. Clique no link fornecido e crie sua senha

Importante!

Caso você não receba o e-mail, verifique se o filtro anti-spam do seu e-mail esta ativado

Quero me cadastrar

Acesso fácil e rápido

Estamos atualizando nosso cadastro, por favor confirme os dados abaixo