Obama venceu a principal batalha de seu mandato com a aprovação da reforma do sistema de saúde. Pode não ter sido perfeita, da forma como ele queria. Mas é uma vitória e seu governo já pode celebrar um dos maiores avanços na política doméstica americana em anos. A partir de agora, o presidente terá tempo de se focar em outros assuntos, especialmente política externa. São cinco os pontos mais importantes para os Estados Unidos
1. Completar a retirada do Iraque. As recentes eleições, com todos os seus problemas, demonstraram que os iraquianos podem se transformar na primeira democracia no mundo árabe. O risco ainda é se transformar em um Líbano, que é democrático, mas enfrenta o problema da divisão sectária
2. Tentar aprovar uma nova resolução com sanções ao Irã. A não ser que a China vete, os americanos deverão conseguir. Mas Obama quer os votos simbólicos do Brasil e da Turquia. Caso contrário, mesmo sem o veto chinês, as sanções teriam menos força por não contarem com o apoio de duas potências regionais
3. Reconstruir o governo afegão para que as tropas americanas consigam deixar o Afeganistão o mais rapidamente possível. Ao mesmo tempo, Obama precisará determinar como lutar contra a Al Qaeda. Não deixa de ser uma aberração tantos recursos direcionados ao Afeganistão, enquanto a rede terrorista hoje é bem mais forte no Yemen
4. Levar adiante de uma vez por todas um acordo entre palestinos e israelenses. Como definiu bem Thomas Friedaman, é um embate entre a ideologia de Salam Fayyad, premiê palestino, e o presidente do Irã, Mahmoud Ahmedinejad. De um lado, o “Fayyadismo” busca o inverso de Arafat, tentando construir as instituições palestinas para ter um Estado viável ao lado de Israel. Do outro, o iraniano vibra com o maior caos na região, que apenas o fortalece
5. E, finalmente, Obama terá que decidir qual será o papel e a relação dos EUA com as novas potências emergentes. Brasil, China, Índia, Turquia e Rússia possuem hoje um peso crescente. Ao mesmo tempo, a força dos países europeus diminuiu. Não será fácil para o presidente americano. Apesar de todos estes emergentes serem aliados americanos, seus líderes discordam de grande parte da política externa dos EUA
Sigo em Cartagena (Colômbia), de onde escreverei posts nos próximos dias, antes de retornar a Nova York
O jornalista Gustavo Chacra, mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia, é correspondente de “O Estado de S. Paulo” em Nova York. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Yemen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al Qaeda no Yemen. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo em 2009
.
_____________________________
.
Entreouvindo assuntos domésticos
.
_____________________________
.
- Ô Barack, você chegou cansado, não quer assistir televisão?
- Pois é Michelle, essa reforma da saúde me deixou esgotado!
- E ainda tem muito serviço pra amanhã?
- Poxa, tem a retirada do Iraque, as sanções ao Irã, o governo afegão, o acordo entre palestinos e israelenses…
- Well, que barra, hein?
- O pior são aquelas malas da China, da Índia, da Turquia, da Rússia e do Brasil.
- E elas são assim muito complicadas?
- Olha Michelle, aprovar o acordo entre palestinos e israelenses é até fácil. O difícil mesmo é tirar os cachorros do sofá, né?
.
_________________________________
.
concordo com o friedman
Guga, foi importantíssima essa vitória do Obama. Parece que, desde Roosevelt, era uma questão que os democratas não conseguiam resolver. Ponto para o Obama.
Gustavo,
Os motivos da China e da Turquia (item 2) são claros, mas qual é o do Brasil? Trata-se apenas de atitude provocativa que se tornou comum na nossa política externa, ou tem algo mais por trás? E aproveitando, o que voce chama de aliado dos EUA?
Claro que o Brasil não é inimigo (apesar de muitas vezes agir como tal), mas aliado?
E já que falei nisso, voce deve ter lido o relato da sua colega Denise Chrispim Marin, que acompanhou a viagem do Lula, desmentindo a teoria da agenda cheia.
Ela escreveu: “….foi ceifada (a cerimônia) da agenda do presidente pelo assessor da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia. Ele DESCONSIDEROU observações remetidas pela embaixada do Brasil em Tel-Aviv (parece então que o convite não foi tão de última hora assim) e avaliou o compromisso como uma contradição à POSIÇÂO BRASILEIRA PRÓ-PALESTINOS
Os parenteses e as maiúsculas são meus, e peço a quem souber como escrever em negrito que me diga, porque não gosto de usa-las para realçar palavras
Em um curto artigo a Denise desmascara duas mentiras, a de que foi um problema de agenda e a da suposta imparcialidade do governo na questão, o que o qualificaria como mediador
MarioS, no caso do Herzl, realmente pode ter sido algo além do mal entendido. Não duvido que tenham feito de propósito. Seria uma lástima. Mas o Lula foi ao túmulo do Rabin, certo? E, como disse algumas vezes, posição pró-palestinos significa, na minha opinião, com uma posição pró-Israel. A J-Street e o Fayyad já perceberam isso. Sobre o negrito, não tem problema
responder este comentário denunciar abusoComo os palestinos interpretariam uma visita ao túmulo de Herzl?
responder este comentário denunciar abusoNão coloquei o nome mas minha pergunta foi dirigida ao Gustavo.
responder este comentário denunciar abusoEm relação aos EUA e Israel/Palestina, recomendo também a leitura da mais recente análise de Uri Avnery, The Root Cause – Israel, Obama and The Doomsday Weapon.
MarioS,
para escrever em negrito você precisa colocar o texto entre as tags “b” ou “strong”, ficar assim: <b>aqui vai o texto</b> ou <strong>aqui vai o texto</strong>. Para o itálico você substitui por “i”.
Tudo bem, mas evitem escrever todo o texto em negrito
responder este comentário denunciar abusoObrigado Mauro, e fique tranquilo Gustavo, eu apenas gostaria de usa-lo no lugar de maiusculas quando quero destacar algo.
testando
Ninguém percebe o jogo de sena que se esta desenrolando… Os EUA vão atacar o Irã com a ajuda de Israel, eles querem um acordo de paz com a Palestina só para amenizar o que vai ocorrer após o ataque… A entrada em massa de tropas americanas no Haiti para socorrer as vitima do terremoto, nada mais foi do que um treinamento para socorrer possíveis vitimas de um contra-ataque Iraniano contra Israel. Como sempre vitimas inocentes vão perecer em nome do atual sistema de coisas. Israel é o rabo que por incrível que pareça consegue balançar o cachorro (EUA). A paz só virá com o fim da ONU e a criação da OMU (organização do Mundo Unido)… Mas cuidado para não aparecer em sena o presidente do mundo… O Obama parece se vestir como um anjo de Luz, mas os caminhos do seu coração são incertos.
A posição brasileira quanto ao Irã é clara, o país quer continuar com seu projeto de enriquecimento de urânio, pois para o submarino tupiniquim seriam necessários 40% de enriquecimento de urânio para o reator ser viável. E não faltam vozes dentro do PT querendo a tal Bomba A ou H.
Helio, Israel pediu autorização ao governo Bush, no fim de 2008, para atacar o Irã. Recebeu um não. A sua ligação do socorro no Haiti com um possível ataque iraniano não tem qualquer nexo
responder este comentário denunciar abusoMeu Deus, Hélio Aguiar: Como você consegue ter a mente tão fértil e tão descompromissada com qualquer mínimo de realidade e de senso crítico?!… Por que você não se informa um pouco antes de emitir opinião? Economize o tempo gasto em emitir um comentário e o utilize para ler. Isto não é uma crítica; é uma sugestão e ela é para o seu próprio bem!… E um P.S.: sena é com “c” e não com “s”!…
responder este comentário denunciar abusoHélio,
nao tendi!
O que a nova ordem mundial tem haver com a ajuda no Haiti?
Gustavo
.
Voltando um passo atrás, em sua opinião pq exatamente a maioria dos americanos era contra esse plano de saúde do Obama, eles acham natural que 35 milhões de pessoas possam morrer nas calçadas?
.
A relação dos EUA com os BRICs, em minha modesta opinião, será o tema mais espinhoso dos EUA nas próximas décadas e teremos muitos conflitos, alguns graves, até que os EUA entendam que o mundo é cada vez mais multipolar e que não poderão mais ser a potência hegemônica que foram.
.
Como é natural da vida é mais fácil passar de miojo para caviar do que o inverso.
Paulo, difícil dizer. Pesquisas indicam que o país era bem dividido sobre a reforma do sistema de saúde. Eu nunca consegui como algumas pessoas podem aceitar naturalmente que outras morram pelo simples fato de não terem acesso à saúde
responder este comentário denunciar abusoSaúde não pode ser mercadoria, não pode servir ao lucro, ou as consequências são óbvias.
O grande problema que o mundo enfrenta hoje é a competição, aqueles que morrem na rua são os “perdedores”, então não merecem compaixão, esse é o lixo ideológico que nos bombardeiam a vida toda, e assim acabamos aceitando passivamente o crime de se abandonar um outro ser humano à morte.
Se o Obama conseguir resolver estes 5 itens
será não só o melhor presidente dos E.U.A,
mas será um herói mundial!
Eu até agora não entendi qual foi a horrível ofensa cometida por Lula em Israel. Ele fez visitou o museu do Holocausto e o túmulo do Rabin, em Israel, e visitou o túmulo do Arafat, na Cisjordânia. Ficou equilibrado. O resto é tempestade em copo d’água. É coisa daquele maluco do Lieberman; foi ele que causou uma situação diplomátcia constrangedora. E falo tudo isso sem ser um admirador do Lula.
Francisco
é simples, o Lula não foi visitar o tumulo do sionista pois o agendamento ficou muito em cima da hora, visto que Lula sempre simpatizou com os irmãos judeus, assim como os irmãos palestinos, mas é aquela coisa, o Liberman “Ultra Radical”, aproveitou para fazer um “Auê”, visto que o nosso presidente não se posicionou contra o boicote que querem pregar no Irã.
Se não é do jeito deles ai tu já viu!
Aliás só Israel pode ter ogivas nucleares naquela região vc não sabia?
E também não entendo esse furor sobre o Lula ter se declarado “pró-palestino”. Ele só disse que é contra os assentamentos ilegais e a favor da criação de um estado palestino. Isso é o óbvio, o mínimo. Quem for contra essas duas coisas estará sendo contra a legalidade e o estado de direito. De resto, a posição mais pró-Israel que alguém pode ter hoje é ser contra esses assentamentos insanos, contra a ocupação, a favor de um estado palestino viável, completo e justo. Quem faz lobby pelo contrário – AIPAC, por exemplo – está brincando com a vida e com a segurança não apenas dos palestinos, mas dos israelenses civis e inocentes, por conta de ambições políticas e territoriais. E isso é o fim da picada.
Francisco,
A ofensa não tem nada a ver com o que ele visitou ou deixou de visitar, e sim com recusar um convite sem um motivo confessável. Não tem nada a ver com “equilíbrio”, que não vejo como aplicar ao caso em questão.
Quanto a Lula ter se declarado “pró-palestino”, não tem nada de mais, é só mais um dos posicionamentos dele, como apoiar Coréia do Norte, Cuba, Irã e Venezuela. Pode-se acusa-lo de tudo, menos de incoerência.
O “furor” (que não houve) é simplesmente porque assim ele se desqualifica como mediador imparcial. Em bom lulês: um juiz não pode-se declarar palmeirense e ser escalado para apitar Santos x Palmeiras.
Se voce tem acompanhado o blog, perceberá que os pró-palestinos não só admitiram o fato como o aplaudiram, no que agiram certo. Adoraram ver o presidente de seu país a seu lado, mas voce não esperava que o “outro lado” agisse da mesma forma, esperava? Gostaria de ver uma pendência em que estivesse envolvido intermediada por alguém que declarasse em alto e bom som ser pró o outro litigante? Imagine então se fosse uma questão de vida ou morte.
MarioS, gostei de sua utilização da imagem do árbitro palmeirense. Seguindo esse seu raciocínio, como é que você resolveria esse “problema”: muitos árabes vêem os EUA como um árbitro imparcial no conflito israelense-palestino (pendendo, é claro, para Israel, nessa visão). Se o seu raciocínio fosse correto (e eu acho que é corretíssimo), então os norte-americanos não deveriam intermediar esse conflito, certo? Ou isso está errado? E se for incorreto, onde foi que eu errei, por favor…
p.s. Não sou “Lulista” nem anti-EUA. Eu só quero entender…
Árbitro “parcial”, e não imparcial, bem entendido…
responder este comentário denunciar abusoVoce não está errado Voice, muito pelo contrário, mas antes de dar a minha opinião, que obviamente ninguém por lá vai conhecer e portanto, muito menos, seguir, quero fazer uma observação: os EUA nunca se declararam pró-Israel. Sei que isto não muda nada em relação ao problema, mas deixa clara a cara de pau do Lula, que define uma posíção e se oferece como mediador.
Seguindo a analogia, imagino que os árbitros, como 90% dos brasileiros, tem simpatia por um time, mas faria muita diferença se a declarassem, pior ainda se agissem de acordo. Imagine um deles rejeitar um convite do Corinthians para visitar a sala de trofeus e aceitar um do São Paulo.
A solução ideal seriam negociações diretas entre os envolvidos, sem intermediários, mas esta acho que é impossível a esta altura do campeonato (lulês é contagioso)
Outra poderia ser cada um dos lados escolher um mediador, e os quatro participariam das negociações, mas o mais importante me parece ser o comprometimento. Vão aparecer contestações ao que vou dizer, mas por tudo o que foi publicado em fontes não ligadas a nenhum dos dois lados, foi o que faltou por parte de Arafat, duas vezes, daí vindo a frase do Clinton para ele, que citei várias vezes e nunca ninguém conseguiu atribuir outro significado a ela que não o óbvio: a culpa pelo fracasso foi dele. Pelo menos é o que Bill Clinton acha.
.
Francisco
.
Para o MarioS juiz imparcial é aquele a favor de Israel, todos os outros são uma bela m….
Gustavo, se o Líbano já é a primeira o Iraque seria a segunda, não?
Abraços
Luiz, na verdade, não consigo definir se o Líbano é uma democracia ou não. Vale um post para abordamos mais profundamente esta questão
responder este comentário denunciar abusoComo o Libano é uma democracia se tem um hezboolla que é um exercito dentro de um exercito,e não aceitam que seus membros sejam passiveis as leis libanesas,pois nos seus bairros,vilas e feudos,vale o visto do Hezboolla,quem manda é a policia do Hezboolla,nestes bairros o visto libanês não vale nada,tanto que o reporter Marcos Lozecan foi expulso da Hezboollandia{Dahya}pelos paramilitares do Hezboolla.
Democracia que o Hezboolla conseguiu o poder de veto e de controle do aeroporto e telecomunicaçõens não sujeitas ao controle do governo quando tomou Beirute e parte das montanhas druzas e pos fogo na tv future de Hariri????
Isto é democracia????
Imagina se o Liberman cria uma milicia judaica poderosa com tanques e aviôens e ele resolve agir por sua própria cabeça numa” missão santa” e fazer um transfer???
Impossivel,pois em uma democracia não haveria milicias,isto é impossivel em Israel.Já no Libano o Hezboolla é mais forte do que o exercito libanês e pode começar uma guerra contra Israel a mando do Irã,e o presidente do Libano aparece depois chorando na TV como Saniora fez em 2.006.
A democracia do Libano é uma maquiagem,pois o que existe é os que amam o Hezboolla e os que tem medo deles e não conseguem incorporar o hezboolla com suas armas ao governo libanês,e vão fazendo conceçôens por medo,e não pela democracia.
José, que sugestão você daria para acabar com a milícia do Hezbollah? Se o Exército libanês é mais fraco que essa milícia e ninguém no Líbano consegue fazer valer a soberania do Estado e o monopólio do uso da força pelo Estado, quem faria esse “serviço”? A “comunidade internacional”? Que tipo de solução você sugeriria para esse impasse? Aliás, quem criou o Hezbollah e para que finalidade? São perguntas que muitos gostariam de ver respondidas. E agora, José, como é que dormimos com um barulho desses? Existe solução fácil? A culpa é dos libaneses?
responder este comentário denunciar abusoVoice,
Ninguém está discutindo de quem é a culpa, se existem soluções faceis ou não e nem muito menos quem criou o Hezbollah e para que. O assunto é se o Líbano é uma democracia ou não, completamente outro.
Podemos discutir o quanto quisermos sobre os motivos pelos quais o Haiti é mais pobre que a Suiça, se a culpa é dos franceses, dos próprios haitianos, da geografia, dos americanos, de Deus. Podemos também dar idéias para que ele se torne tão rico quanto, mas o que não podemos é dizer que ele é riquíssimo
Pode-se até, como já foi feito aqui no blog, discutir se a democracia é o melhor regime para todo mundo. Alguns acharam que não, outros que sim, mas o Líbano não é uma.
Voice fB, é impressão minha ou você está sugerindo que o Hezbollah tem o direito legítimo de utilizar coerção atravez do uso de força só porque o exército do Líbano é fraco demais?
responder este comentário denunciar abusoVoice fb:
Israel não criou o Hezboolla,os xiitas eram marginalizados no Libano,eram sub raças,e na guerra civil do Libano já eram representados pela AMAL de onde vieram muitos guerrilheiros para o Hezboolla.
O Hezboolla que explodiu o prédio dos americanos e Franceses em Beirute há quase 30 anos atrás,como já combateram palestinos,cristõens e tantos outros no Libano.
E Hoje os Israelenses já sairam do Libano,e todos sabem que Israel não tem interesse em território libanês e só invadiu o libano porque os palestinos jogavam seus katiuchas no norte de Israel nos anos 80.
Como só foi a guerra em 2.006 porque mataram varios soldados e levaram 2 corpos como se fossem sequestrados vivos,e o ataque se deu dentro de Israel.
Nashalla num momento de lucidez disse que se soubesse a reação de Israel jamais ordenaria o ataque.
Quanto ao Hezboolla ser um movimento de defesa do Libano,isto é a maior balela que tem,pois se fossem se incorporariam ao exercito libanês como sua “tropa de elite” e não resolveriam por conta própria apoiar o Irã ou o Hamas passando por cima do que o resto das pessoas e partidos que compôe o Libano pensam.
Hoje ninguem desarma o Hezboolla.
Agradeçam não a Israel,mais sim a Siria e o Irã que lhes repuseram todas as armas e lhes mantem como um cachorro amordaçado numa colheira,cuja mão que segura é a mão iraniana para intimidar Israel a não atacar o Irã.
A Siria e o Irã só sabem lutar contra Israel as custas do sangue libanes e do hezboolla que paga as armas não com dinheiro,mais com ordens do Irã.
Existe Vietcongs ainda no Vietnâ,independente dos franceses e americanos os terem criado????
Portanto esta que existe por causa de Israel é desculpa velha.
Todo mundo sabe que as armas do Hezboolla não são para defender o Libano de Israel,e sim para intimidar os outros grupos politicos.
Israel é a desculpa para manter este poder,tanto que Nashalla já disse que mesmo que Israel devolva Golâ a Siria eles{falam pelo Libano tambem}não farão a paz com Israel.
GP, lamento, meu caro, mas você está enganado. Eu sou pelo Estado de Direito, pela constitucionalidade e contra o uso da violência para atingir fins políticos. Não aprovo o uso de Katyuchas contra civis, nem o uso de caças-bombardeiros F-16, helicópteros-canhoneiras ou bombas de fósforo contra civis. Nem qualquer ataque a civis indefesos em hipótese alguma. Acho que mais claro do que isso não dá para ser.
responder este comentário denunciar abusoOs EUA têm uma situação de preponderância no mundo porque são, reconhecidamente, uma potência militar e econômica. Portanto, o Obama não precisa fazer muita força para que os EUA se envolva neste ou aquele imbroglio internacional para o bem ou para o mal. O difícil é sair deles são perder a pose nem o respeito de todos.
Agora, com a vitória da reforma da saúde, ele fica mais tranquilo para agir na frente não doméstica.
Já o nosso Lula, não sei se ele tem o mesmo respaldo interno para fazer isto. Estamos aí com a Previdência precisando de reforma, a questão política precisando de reforma (não me digam que os Podêres são independentes; se ele quisesse fazer algo, poderia dar o exemplo e se aliar a gente mais séria), etc.
Ele sabe que está em final de mandato e não quer mais se comprometer com nada e o ambiente externo é a sua grande saida para “morrer” em grande estilo. Enquanto isto, o Brasil vai ficando um pouco mais para tras…
Um abraço.
Pelo que eu entendi, a briga nos EUA não é entre deixar ou não deixar 46 milhões de pessoas sem atendimento médico. A briga é entre continuar usando dinheiro público em programas de saúde pouco abrangentes e, principalmente, continuar oferecendo subsídios a seguradoras privadas. Os republicanos acusam Obama de “socializar” a prestação de serviços de saúde (socialismo é pior que xingar a mãe nos EUA, todos sabemos) enquanto Obama diz que ele quer acabar com a farra do boi que virou o suporte financeiro a um monte de programas sociais desconexos, além desse subsídio (US$ 2,2 trilhões, no total)
A população está inteira a favor da reforma do sistema. E por uma razão egoista, como costumam ser as razões dos seres humanos: o sistema privado de saúde é largamente estruturado em torno a seguros médicos. Seguradoras …. bem, seguradoras podem usar uma antiga unha encravada do seu pé como desculpa para não lhe pagar a quimioterapia do seu atual câncer. A população está cansada de ser expoliada pelas seguradoras
O curioso é que o sistema não prevê uma estatização do sistema público e sim a obrigatoriedade de que todos tenham um seguro. E se vc não puder pagar o seguro, o governo paga para você. Além do mais, prevê uma regulamentação muito mais rígida das seguradoras
Os democratas apresentam contas que dizem que haverá economia de algo como US$ 140 bilhões em dez anos, só com a racionalização da atual confusão, o que evitaria aumentos de impostos.
Os republicanos inventam um monte de coisas para torpedear a proposta. A meu ver, torpedeiam porque querem ferrar Obama e porque as seguradoras devem estar botando um belo dinheiro no bolso deles para manter o status quo.
O problema de Obama é que parte da bancada democrata comprou o discurso republicano de que a proposta significava uma socialização da saúde e aumentaria as despesas públicas, forçando o aumento de impostos. Pelo visto, Obama conseguiu contornar essas restrições
FabioNog
Como sempre vc é um dos que contribue para o esclarecimento ao invés de se divertir com confusão… ![]()
.
Seu eu entendi:
.
Será algo como o seguro obrigatório de veículos aqui no Brasil, ou seja, um sistema alicerçado por um pull de seguradores debaixo de normas federais básicas iguais para todos, valores tabelados – na prestação e nas indenizações – com isso o valor individual baixa porque é cotizado entre muitos além de garantir um padrão mínimo, quem quiser TV no quarto e suquinho na boca paga a parte, quem não puder pagar o governo paga, mas o sistema continua sendo alicerçado em hospitais e seguradoras privadas, que devem estar reclamando por terem que pagar aos doentes que antes abandonavam alegando males pré-existentes e talvez com medo de perderem contas privadas para esse modelo federal, é isso?
Se ele conseguir sair com relativa tranquilidade do Iraque e conseguir estabilizar o Afeganistão e brecar a expansão da Al Qaeda, vai ter arrumado 70% da bagunça que herdou do Bush. Os outros 30% se referem a reforma do sistema financeiro. É preciso que se crie algum tipo de orgão global que regularize e fiscalize o sistema financeiro no mundo. Mas essa tarefa vai ser em conjunto com a Europa, Japão e emergentes.
Rodrigo,
é impossível regularizar ou fiscalizar o sistema financeiro, sempre existem brechas.
Mas dá para melhorar um bocado não dá, não?
Lendo alguns comentários neste e em outros blogs voltados para temas do Oriente Médio, a gente percebe o quanto fazem falta mentes esclarecidas (e brilhantes) como as de Edward Said, Israel Shahak, Baruch Kimmerling… Alguém mais acima aconselhou um outro comentarista a ler mais e escrever menos. Eu também sugiro que todos nós leiamos mais (e textos de pensadores de várias matizes para fazermos julgamentos equilibrados e com conhecimento de causa). Notem bem que eu estou me incluindo nessa recomendação. Até onde eu sei, ninguém é dono da verdade, principalmente no que se refere a um conflito tão acirrado e que mexe tanto com as paixões (e crenças) como este entre israelenses e palestinos.
parabéns pelo comentário…
assino em baixo…
Mas… se o caras lessem mais não teriam tempo de ficar escrevendo bobagens nesse (e em todos os) blogs…
Uma correção: são “vários” matizes, e não várias, como saiu na minha mensagem anterior.
MarioS,
Primeiro, como eu disse antes, não vejo por que Lula teria se declarado “pró-palestino”. O que ele fez foi dizer o óbvio: que é contra assentamentos ilegais e a favor de um estado palestino. Isso para mim é ser tão pró-palestino quanto pró-Israel, se é que vamos usar esses termos. Porque francamente eu acho absurdo ser p´ro ou contra um país ou um povo, como se fossem times de futebol. Prefiro ser a favor de certos princípios, em vez de ter um “lado”.
Segundo, eu notei que a maioria das pessoas dentro e fora deste blog insistem em um parâmetro de dicotomia global entre direita e esquerda, como é o teu caso. Acontece que eu não apenas me recuso a discutir dentro desses parâmetros, como nem consigo entendê-los direito. Quando alguém me pergunta se sou de direita ou de esquerda minha reação é a mesma que teria se me perguntassem se prefiro o saci pererê ou a mula sem cabeça. Tudo isso dito em relação à suposta coerência de que falas em relação ao Lula. Só pode ser coerência “de esquera”. Mas para mim tanto o cara “coerentemente de esquerda” ou “coerentemente de direita” é, na verdade, totalmente incoerente: não concebo que alguém seja a favor dos direitos humanos dos presos pela ditadura militar brasileira, mas apóie a ditadura cubana; não concebo que alguém seja contra o imperialismo da União Soviética e não o seja contra o imperialismo dos EUA e de Israel; mão concebo que alguém seja contra a invasão de propriedade privada pelo MST no Brasil e a favor da desapropriação de propriedade privada de palestinos por Israel, ou vice-versa. Ou seja, eu defendo certos princípios e não me interessa se em determinado momento são vistos como de esquerda ou de direita. E na ultima viagem ao OM, o Lula – de quem, em geral, não gosto – simplesmente aderiu a um desses princípios, e defendeu o estado palestino. Isso não é ser contra Israel e nada tem a ver com o Irã ou a Coreia do Norte.
Terceiro, não vou nem entrar nessa questão do “árbitro imparcial”, já que até hoje o árbitro foi os EUA, que só se atreveram a criticar suavemente Israel após uma afronta diplomática muito mais escabrosa e berrante do que a suposts gafe do Lula.
Sei que foi uma batalha árdua na política norte americana mas demorou para o Obama começar a pensar na política externa. Ele fez vários discursos de intensão e agora chegou a hora de colocar tudo em prática. Acho que o Brasil está certo ao posicionar-se contra qualquer tipo de “boicote” contra o Irã (apesar de não concordar com algumas deslizadas do nosso governo), pelo menos coloca este assunto em pauta. Seria muito óbvio todos concordarem e pronto. A paz entre Israel e Palestina seria a melhor maneira de enfraquecer o poder no Irã e isso daria muita credibilidade ao governo Obama. Isso é só pra começar. Depois vem o Iraque, Afeganistão e um monte de guerras em que estão metidos…
Só sei que o Obama me está custando caro. Meu cheque esta semana já vai ter um desconto tributário maior. Mas se é pro bem da população, I guess it’s ok.
Mesmo antes de aprovar a lei já estão botando a mão no seu bolso? Obama está aprendendo com “o cara”.
responder este comentário denunciar abusoBasicamente… a CFO da empresa sugeriu que todos os funcinários paguem mais impostos a partir do próximo cheque. Bom, pelo menos, ainda assim, não estou pagando o tanto que pagava no Brasil.
responder este comentário denunciar abusoO aumento de impostos é uma praxe, o curioso é que acabaram de distribuir dinheiro para as empresas, agora advinha quem paga a conta?
- – - – - – - – - – - – - – - – - – - – - – - –
“O bom do capitalismo é que o lucro é privatizado e o prejuízo estatizado”.
GP, o problema é pagar mais caro ou não saber como ficará o novo sistema de saúde?
O valor que eu pagava de imposto no Japão não era a coisa mais barata do mundo (mesmo assim, bem menor que no Brasil), mas valia a pena porque quando precisei de atendimento médico, ele cobria até o remédio receitado. Tinha que desenbolsar 30% do valor do atendimento/gasto com remédios, mas ultrapassando certo valor podiadeduzir do imposto de renda. Gastava muito menos do qe eu gasto hoje, porque para ter atendimento decente preciso pagar um plano de saúde, além do que pago de impostos…
1. “Retirada” dos EUA do Iraque ? Jamais EUA ira se “retirar” do Iraque voluntariamente. A nova embaixada dos EUA em Bagdad(uma dos mais grandes no mundo) tera 1000 funcionarios: “A autoridad do control suprema” – alem disto ficaram para sempre duzias de miles de “trainers” e “contractors”. Os EUA chegaram a Cuba em 1898 ainda estao em Guatanamo. EUA chegaram a Alemanha e o Japao em 1945 – ainda ha 56,000 tropas dos EUA na Alemanha e 37,000 no Japao- em mais do que 160 bases militares… (Mesmo ficarao para sempre na Colombia – perto da Amazonia brasileira…) /// 2. “Probavelmente” nem o Brasil, nem a Turquia vao votar em contra do Iran. (Nao sou admirador dos “fatwa fanaticos” em Teheran! Se Iran fosse um pais secular concordaria que terem a bomba atomica – mais de fato e um pais de ditatura de fanaticos religiosos.)/// 3. Afghanistao: Igual no caso do Iraque – os EUA jamais ira “se retirar” do Afghanistao! Ao contrario: EUA quer bases em todos os paises da Asia Central – nas fronteiras da China e da Rusia – sempre, eternamente os EUA vao continuar a sua “Soft War – Guerra Branda” contra China e Rusia. Mais sopredentemente – China e Rusia apoiam a guerra contra os Taliban&Al Qaeda : Na “New York Times” o ex-comandante Sovietico na guerra do Afghanistao, e agora governador da Provincia Moscu, o general retirado Bromov, ofreceou a EUA o apoio da Rusia no transporte terrestre rumo a Afghanistao. Agora o presidente Karzai do Afghanistao visitara China – que tem apoiado o governo de Karzai desde 2002 com ajuda economica ( $ 1 billion ?) – e ate tem trainado tropas do Afghanistao (muito pucos ?) na eliminacao de minas, Nanjin/China. China e Rusia sabem da “Soft War – Guerra Branda” dos EUA em contra eles e os planes dos EUA para bases militares nas suas fronteiras na Asia Central, MAIS – pelo momento o terrorismo islamico e o trafego de heroina sao problemas mais importantes para a seguridad domestica na China e na Rusia! -/// 4. Thomas Friedman e um “guru” para algums nos EUA – e tao serio como o programa “Fantastico” na TV do Brasil: Ele representa os judeos nem liberales, nem fanaticos – mais bem os “practicos” quer decir – os que dirigem os “Americans” … /// 5. Relacoes de EUA como: 1. Brasil: Conter o desenvolvimento de exportacao do Brasil, e conter a diplomacia brasileira nas Americas, na ONU, no mundo. 2. China: “Soft War – Guerra Branda” para sempre. ///3. India: Conter a independencia diplomatica e militar da India. ///4. Turquia: Contra-ataque contra o governo da Turquia que tem arestado os agentes da CIA (comandantes militares) e cortar as ambicoes do governo e da industia da Turquia de se desenvolver como polo “independente” no Este do Meditaraneo, Oriente Medio, Asia Central. /// 5. Rusia: “Soft War-Guerra Branda” para sempre contra Rusia, desestablicacao, apoio a separatistas no Caucasus e na Siberia. ///3. Europa: Fomentar a des-unioa ente as nacoes da Europa, frear a posicao do “Core-Europe” – Francia/Alemanha/Benelux – com obstaculos activados da Inglaterra, Polonia, Zsech Rep. os Balticos.
Em que língua voce escreve jan? Não entendo metade do que voce diz, e discordo da outra.
responder este comentário denunciar abusoSua fala faz bastante sentido.
responder este comentário denunciar abusoé dá para entender, sim e faz bastante sentido!
responder este comentário denunciar abusoMarco Aurélio Garcia
Francisco, a sua observação deveria ser dirigida ao Marco Aurélio Garcia, não a mim. Foi ele que, segundo a enviada do Estadão disse que a posição do governo é pró-palestinos.
Eu também acho absurdo ser pró ou contra um país ou um povo, como se fossem times de futebol! Eu também prefiro ser a favor de certos princípios, em vez de ter um “lado”!
Eu sempre disse que críticas a Israel não são necessariamente anti-semitas, mas críticas somente a Israel são, ou seja, se tenho princípios, eles devem se aplicar a todos, não importa o lado
Lamentavelmente o Lula não joga no nosso time. Princípios para ele não valem nada, e o “lado” é tudo como ficou incontestavelmente provado no recente episódio do prêso político cubano.
Voce pode se recusar a discutir esquerda e direita, mas elas existem, ao contrário do saci pererê e da mula sem cabeça
Não entendo o seu estranhamento, são posições políticas, ideológicas e pessoas agem e em função delas, não há nada de errado nisso, não pressupões má fé, de maneira nenhuma
Quanto à suposta coerência do Lula, nem chega a ser puramente de esquerda, é muito mais infantil e primária do que isso, haja visto o apoio aos aiatolás, que obviamente não são de esquerda, mas como odeiam os EUA, nosso presidente os aplaude.
Voce diz não conceber que alguém seja a favor dos direitos humanos dos presos pela ditadura militar brasileira, mas apóie a ditadura cubana ou seja, não concebe, entre outros Lula, Dirceu, Dilma, Tarso Genro, Chico Buarque, Oscar Niemeyer e muitos mais, mas eles existem, são assim e mandam no país
Eu também defendo certos princípios e também não me interessa se em determinado momento são vistos como de esquerda ou de direita.
Defender o estado palestino realmente não é ser contra Israel, mas Marco Aurélio Garcia e Samuel Pinheiro Guimarães são. O apoio ao Irã, a Coreia do Norte, Cuba e Venezuela, são simplesmente provas da mentalidade ditatorial e repressora da “tchurma“ no poder.
Finalmente, que se colocou como imparcial e confiável foi o Lula, usando a imagem (verdadeira) do Brasil como um país tolerante, o que, se dependesse dele não mais seria, visto que ele se alimenta de ódios.
Com toda a sinceridade, fiquei contente ao sabe que concordamos em muita coisa. Perceba que Lula é cia. sáo os que não concordam conosco, os que deportam atletas para as garras de uma ditadura e apoiam regimes que assassinam opositores
Só espero que Obama consiga terminar as guerras no Afeganistão e no Iraque.
MarioS,
Com certeza, muitas pessoas se pautam por essas divisões entre esquerda e direita, o que não significa que eu as deva levar a sério. Entendo-as apenas como rótulos que visam simplificar um mundo muito, muito complexo. E, em termos de maturidade e seriedade, eu as considero sim comparáveis ao saci pererê e à mula sem cabeça (excetopelo fato de que o saci e a mula são divertidos, enquanto direita/esquerda é um saco).
Naturalmente, concordamos em algumas coisas. E sim, eu acho Lula etc incoerentes; acho todos os políticos incoerentes com algumas raríssimas exceções.
( Gustavo: Hoje nos EUA, na PBS Newshour, reporte de Margaret Warner de Yemen).
A paz no OM e na Àsia Central depende da paz entre judeus e palestinos. É peciso que se defina com clareza o papel da cidade de Jerusalém nesse processo. Por mais que o Gustavo diz que não eu entendo que, como disse Saramago: “A paz no mundo depende da paz entre muçulmanos e judeus”. Para mim, como tenho insistido no blog, o conflito é religioso e tribal. Muitos deles estimulados pelos cartéis do petróleo ocideantais.No Iraque tirou-se os sunitas do poder e colocou-se os xiitas. Estes desnacionalizaram a exploração do petróleo para assegurar o mando no poder, após séculos de tentativas, com grande quatidade de sangue derramado.No Afeganistão, a pluralidade étnico/tribal é o que vale. Os EUA se aliam hoje naquele país com os mesmos senhores tribais que se associaram com os comunistas russos que invadiram terras afegãs no passado.Na desforra milhares de afegãos de tribos antagônicas foram mortos, com a anuência dos russos. Mais ou menos o que aconteceu e acontece no Iraque onde sunitas em massa foram assassinados preventivamente por milícias. Os corpos são espalhados nas margens do Rio Tigre, manietados e com sinais de tortura. Além do mais, países como a Arábia Saudita, Egito, Jordânia e Síria, entre outros, temem a democratização de seus vizinhos, em especial os palestinos com um estado pluralista. Israel é uma espécie de tutor desses ditadores. Também o Irã faz jogo pesado em defesa de seus interesses e de sua segurança. Ele teme seus vizinhos e é temido por eles. Se as ditaduras árabes quisessem a paz já teriam conseguido há muito tempo. Mas a paz depende da democracia para existir. Sem ela não há acordo. Obama não conseguirá mudar a engenharia polítca e social fabricada pelos interesses imperialistas quando da Partilha da Palestina. Rancores e ódios ainda persistem nos corrações dos povos oprimidos pelas ditaduras. É justamente que Israel faz tudo que faz sem praticamente nehuma resitências daqueles tiranos. Nesse sentido, os judeus dão as cartas e jogam de mão no OM.
Aquele que pergunta é tolo por cinco minutos,
mas aquele que não pergunta permanece tolo para sempre,
Serei tolo por cinco minutos,
o filho de “Sara” foi falar com o Pai:
“Pai, vou construir 1600 casas para os meus descendentes,
o senhor me permite?
O Pai responde: “Sim filho, as terras são suas!
O filho de Sara: E quanto aos filhos da Agar?
O Pai: “Não esquenta, eles já estão acustumados a ter sempre que deixar suas terras!
O filho de Sara: E quanto a propaganda negativa?
O Pai: “Não esquenta, aqui a pouco acontece um terremoto em algum lugar do planeta e o foco muda!
E qual foi a pergunta PROFETA? Parece que voce optou por permanecer tolo para sempre
responder este comentário denunciar abusoEsse plano e’ oque faltava pra afundar de vez a economia americana desse tao falido socialismo ridiculo. Primeiro foi: “Casa pra todo mundo com as sub-primes) Agora health care pra todos) Claro que vao ter que aumentar os impostos pra cobrir o custo de 1trilhao de dolares desse plano que afundara de vez o titanic.
Gustavo, repeti esse comentário no post novo para aumentar a chance do José Antonio e do MarioS lerem, pois não tenho o e-mail deles, caso não queira publicar td bem, ou não publicar no post antigo, obrigado amigo.
José Antonio e MarioS, eu respeito e muito a opinião de vocês e acho muito justo existir uma terra para um povo que sempre foi perseguido, desde antes de roma, muito antes até, e um povo que é o berço tanto do do cristianismo, quanto do próprio islamismo. E não nego, que infelizmente as vezes o uso da força, na medida certa, seja necessário, até para auto proteção. E eu tbm não quero faltar ao respeito com vocês, e me desculpem caso eu tenha faltado no calor da discussão. O que eu quero mostrar é uma coisa que na verdade eu temo, pois estou vendo muitas pessoas que defendiam os judeus mudarem de lado, e não é só propaganda pelos árabes, muçulmanos, palestinos, iranianos e etc. É o tipo de política que não atraí defensores. E um comentário que eu li uma vez, e espero que não tenho sido de vc’s, mas algo assim “odeio quando um soldade isralense atira em uma criança palestina… e erra. Essas crianças tem mania de explodir” poxa, falar isso é uma aberração, se não um crime, é uma simplificação de todo um povo, e nada, nada, muda isso, é uma criança, que pode ter sido mal educada, ou o que seja, mas uma criança, um ser humano antes de tudo, uma vítima da sociedade, como tantas crianças Israelenses que morrem, e isso é muito triste. Eu tenho uma visão romântica do mundo talvez, mas se nós nos entregarmos ao que há, e não sonharmos, nós perdemos nossa humanidade. Sonhos são sim possíveis.
Uma coisa dessas sair da boca de judeu, é a pior propaganda que pode existir a causa justa do povo judeu, e acaba transformando, o povo judeu em vilão, em uma história que talvez nem tenha um povo vilão, no caso em questão, somente palestinos e israelenses, não estou nem discutindo o mérito, e como eu disse, repetindo infelizmente, mas é bom para lembrar, e nunca ser esquecido o horror, o nome de um dos seres mais odiosos que já pisou sobre a terra, Hittler, precisou de muito menos, uma questão de revanche, uma questão econômica, que nem foi culpa dos judeus, para convencer todo um país, na verdade, muitos países, e até hoje ainda há nazistas, imagine com pessoas falando atrocidades como essa da criança palestina poder ser morta. Eu sei que vocês conhecem tudo isso muito melhor do que eu, eu sou como uma criança ainda aprendendo a ler, nessa questão, mas esse ponto é uma questão muito importante a se pensar, pois da força a neonazistas e prejudica a paz que é tão procurada, eu sei que da raiva ler comentário anti semitas, eu tbm fico, e tbm fiquei com mta raiva nesse comentário islamofóbico, mas temos que nos acalmar, e não espalhar o ódio. Espero que vc’s leiam oq eu escrevi, e q eu não tenha ofendido ngm. E me desculpem pelo avançar da discussão.Obrigado.
2012
2011
2010
2009
2008