Também podem me escutar na rádio Estadão/ESPN comentando o discurso
Barack Obama fez história hoje em seu discurso para o mundo árabe. Deixou de lado a cautela e abertamente defendeu um Estado palestino desmilitarizado, usando como base as fronteiras pré-1967, com possíveis trocas de terras. De um lado, Israel teria a sua segurança garantida. De outro, os palestinos poderiam ter um território viável para a criação de seu Estado. O presidente acrescentou que o status final de Jerusalém e a questão dos refugiados devem ser resolvidos através de negociações entre israelenses e palestinos. Estes dois temas são mais complicados e exigirão novas concessões entre os dois lados.
Com este anúncio, Obama se posicionou ao lado de anúncio publicitário da J-Street, uma organização judaica pró-paz, no New York Times, com a assinatura de uma série de lideranças judaicas dos Estados e de Israel, em apoio a um Estado de Palestino com base nas fronteiras de 1967. E, obviamente, ficou contra artigo de membro do Likud, partido de Benjamin Netanyahu, no mesmo jornal indicando que Israel deveria anexar a Cisjordânia sem conceder cidadania aos palestinos.
Outro objetivo de Obama foi frear as iniciativas palestinas para criar um Estado através das da Assembléia Geral das Nações Unidas em setembro, alertando que isso não trará paz e visa apenas tirar a legitimidade de Israel. O presidente, ao mesmo tempo, criticou Israel por manter a política de expandir os assentamentos.
Será difícil para Netanyahu dizer que não aceita esta proposta. Como expandir os assentamentos depois disso? Por outro lado, acredito que os palestinos ficarão reticentes com um Estado desmilitarizado. Mas, convenhamos, nunca um Exército palestino seria suficiente para lutar contra os seus vizinhos. Por que não investir, como já vem ocorrendo, em uma polícia bem treinada? A Costa Rica, em uma zona tão violenta contra o Oriente Médio, sobrevive, sem forças armadas, melhor do que seus vizinhos. Os palestinos podem ter um Estado sem Exército ou não ter um Estado. Esta é a opção clara. Peguem a primeira opção. Tenham uma nação. Realizem um sonho. Sejam como a Costa Rica.
O apoio ao avanço da democracia e à modernização econômica também estiveram presentes no discurso, com Obama anunciando ajudas financeiras para o Egito e a Tunísia em uma espécie de plano Marshall para a região. Os dois países já estão em um processo de transição e o presidente também alertou para a necessidade de respeitar os direitos das minorias religiosas. Talvez, porém, não sejam suficientes para conter as marchas de refugiados palestinos para as fronteiras de Israel que se repetirão nas próximas semanas,
A Líbia e a Síria foram duramente criticadas por Obama. O líder sírio, Basharl al Assad, que foi alvo de sanções, recebeu a opção de escolher entre comandar uma transição para a democracia ou deixar o poder. O presidente pela primeira vez condenou a repressão em Bahrein, pedindo o diálogo entre as duas partes. Abdullah Saleh, do Yemen, também foi alvo de condenações.
Faltou, no discurso, mencionar a Arábia Saudita. Esta nação não respeita os direitos humanos, ao impedir as mulheres até mesmo de dirigir. A monarquia saudita não concede nenhum direito democrático aos seus habitantes e reprime minorias religiosas. Entre muitos jovens árabes, no fundo, o país mais odiado do mundo não é Israel, Irã ou EUA. Eles não se conformam esta nação medieval que leva o nome de uma família. Sei que os sauditas são aliados e não há levantes pró-democracia. Mas, pelo menos na questão das mulheres, Obama poderia ter falado algo.
obs. E o Líbano, quem diria, ficou de fora do discurso
Leiam os blogs da Adriana Carranca, no Afeganistão, do Ariel Palacios, em Buenos Aires, do historiador de política internacional Marcos Guterman, em São Paulo, daClaudia Trevisan, em Pequim, e o Radar Global, o blog da editoria de Internacional do portal estadão.com.br e do jornal O Estado de S.Paulo”
Comentários islamofóbicos, anti-semitas e anti-árabes ou que coloquem um povo ou uma religião como superiores não serão publicados. Tampouco ataques entre leitores ou contra o blogueiro. Pessoas que insistirem em ataques pessoais não terão mais seus comentários publicados. Não é permitido postar vídeo. Todos os posts devem ter relação com algum dos temas acima. O blog está aberto a discussões educadas e com pontos de vista diferentes. Os comentários dos leitores não refletem a opinião do jornalista
O jornalista Gustavo Chacra, mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia, é correspondente de “O Estado de S. Paulo” em Nova York. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Yemen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al Qaeda no Yemen. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo em 2009, empatado com o blogueiro Ariel Palacios
A defesa de uma solução baseada nos limites pré-1967 já não foram defendidos antes por outros presidentes?
Quanto à comparação com a Costa Rica, achei um pouco desbaratada. Pode ser uma região violenta, mas em nada comparável com o que ocorre no Oriente Médio. Sem falar que os Estados Unidos são uma sombra bem protetora sobre os costariquenhos.
De qualquer forma, concordo que não existe a menor possibilidade de a Palestina constituir um exército minimamente capacitado a fazer frente a Israel, e fazê-lo seria apenas adicionar uma gota a um mar de problemas. A questão seria: quem garante a integridade palestina em um estado sem exército? Será que eles aceitariam uma posição em que continuariam, de certa forma, tutelados?
Fred, morre mais na Guatemala do que no Iraque
responder este comentário denunciar abusoSerem tutelados seria um onus menor. O pior está acontecendo há muito tempo. Não esquecer que Japão e Alemanha foram militarizados e estão aí saudáveis e com o orgulho reconstituido. Falta a turma da faixa de Gaza começar a colaborar. Senão, adeus paz nas próximas décadas.
responder este comentário denunciar abusoRepito. Soberania nacional não trará seus filhos de volta. Desmilitarização é o único caminho da Paz. Japão e Alemanha foram desmilitarizados e hoje são países orgulhosos de si!
responder este comentário denunciar abusoEnquanto isso, os assentamentos continuam sendo construídos na Cisjordânia e casas de Palestinos sendo demolidas em Jerusalém Oriental. Acho que os Palestinos devem insistir no reconhecimento da independência na ONU. Uma coisa não anula a outra, se o governo de Israel tem se mostrado tão escorregadio e leviano, até mesmo em relação a outros compromissos anteriormente assumidos. Gustavo, espero que seu otimismo se justifique. Penso, porém, que nada muda enquanto os EUA continuarem dando dinheiro a Israel. Chocante o artigo no jornal, que propunha a limpeza étnica na Cisjordânia. Você também não acha isso um crime contra a humanidade, que deveria ser julgado pelo TPI?
Hilel, se Israel anexasse a Cisjordânia sem conceder cidadania aos palestinos seria certamente um crime contra a humanidade. Mas isso não ocorreu. No Golã e Jerusalém Oriental, Israel ofereceu a cidadania
responder este comentário denunciar abusoCaro Hiel, o TPI (cujo tratado de criação é o Estatuto de Roma) só julga pessoas (físicas…) e é diferente da CIJ (Corte Internacional de Justiça – cujo tratado de criação é a Carta da ONU – 1945) que só julga Estados, ok?
E no caso do TPI, nem Israel nem os EUA são signatários, ou seja, a aplicabilidade nesses países é equivalente à do Sudão.
responder este comentário denunciar abusoGustavo e HCasagrande, imagino que o Hilel se refere ao seguinte trecho:
“E, obviamente, ficou contra artigo de membro do Likud, partido de Benjamin Netanyahu, no mesmo jornal indicando que Israel deveria anexar a Cisjordânia sem conceder cidadania aos palestinos”.
O texto indica que este membro do likud propõe um estado de apartheid. Mesmo sembro membro de um partido do governo, é um indivíduo que incita um crime contra a humanidade.
Quanto aos EUA e israel não serem signatérios do TPI, é lamentável, porque quando eles precisarem do serviço deste órgão, não poderão contar. E o jogo político está mudando rapidamente no mundo…
responder este comentário denunciar abusoHA MUITOS PALESTINOS, NO LIBANO,NA SIRIA, NA JORDANIA ,NO EGITO, ETC.VAMOS AGUARDAR AS ATITUDES POSITIVAS DO GOVERNOS EXEMPLARES DESTES PAISES EM RELACAO AOS FAMIGERADOS , PARA DEPOIS COBRARMOS DE ISRAEL QUALQUER TIPO DE RACAO, AFINAL,NINGUEM LEVANTOU A QUESTAO DO TRATAMENTO DISPENSADO PELOS MARAVILHOSOS ESTADISTAS ARABES AOS MEMBROS DESTE POVO DE POSTURA TAO POLEMICA E TAO CONTROVERSA!!!!!!!
responder este comentário denunciar abuso[...] 14h20: Leia no blog do correspondente Gustavo Chacra, em Nova York: Obama finalmente define sua paz para Israel e palestinos [...]
Acabei de ler um comentário do jornalista Chris McGreal, do the Guardian, o qual eu subscrevo:
“No peace can be imposed upon them, nor can endless delay make the problem go away.
Obama misses the point. Endless delay has suited Israeli governments just fine while they expand Jewish settlements in the West Bank and reinforce control over all of Jerusalem, and grind down the credibility of Palestinian leaders among their own people in a strategy to secure yet more concessions in a final agreement.”
(Desculpe colar o original em inglês, mas uma tradução poderia truncar o sentido.)
Gustavo, aposto com vc. que os palestinos não aceitam esta proposta. Uma melhor já foi feita por Ehud Barak e eles viraram as costas. Não se falou dos refugiados e nem de dar Jerusalem para eles imediatamente. Sem isso eles dizem que não pode existir a palestina. As gerações futuras estão sendo treinadas para pegar tudo, por isso precisam de exército. Para eles não interessa se o exército não pode ganhar de Israel, se pensassem assim não existiriam hamas e hesbolah.
José Antonio
Pela milésima vez e repetirei tantas vezes for necessário: a proposta de Barack Obama não interessou e não interessa aos palestinos. Chega de bater nesta tecla errada. Não tenho tempo mas se necessária direi ponto por ponto porque não era conveniente e nem é para os palestinos. Parece a história da mulher do piolho, caramba!
Correção: a proposta de Ehud Barak. É que Barack Obama é a estrela do dia.
responder este comentário denunciar abusoConfesso que não entendi. Minha impressão é que, por incrível que pareça, os Josés concordam e estão falando a mesma coisa!
O Antonio disse que os palestinos não vão aceitar esta proposta pois recusaram uma melhor, e o Farhat confirmou: a proposta do Ehud Barack não interessou e não interessa aos palestinos.
Ou seja, como não aceitaram 97, parece lógico concluir que não aceitarão menos.
Se eu estiver errado, peço aos Josés que me digam em que.
responder este comentário denunciar abusoMarioS
Nada a ver uma situação e uma proposta com a outra; nem se complementam e nem tampouco se assemelham.
Tudo que difere da destruição de Israel, a começar por arrancar seu coração pulsante, Jerusalém, é inaceitável para o bando de terroristas homicídas!!!
responder este comentário denunciar abusosem, D-us nos livre, a destruicao de Israel, nao havera Palestina, segundo as verdadeiras intencoes dos proprios palestinos, e sem a total repatriacao desta populacao, que, em 1948 foi convidada a se retirar para voltar com os exercitos arabes e jogarem os j-udeus no mar!, mas que tais planos, gracas a D-us não deram certo, Israel jamais deixara de ser ameacado em sua propria existencia! ,logo, eh impossivel a coexistencia destes dois povos ,disputando a mesma terra, a mesma soberania, etc. Por mais que tentem, Israel jamais deixara sua propria existencia ea existencia de seus cidadaos em risco. minhas palavras podem expressar aparentemente o mais extremo radicalismo, mas ,acreditem, elas expressam somente, e eu insisto, somente a realidade dos fatos!!!!!
responder este comentário denunciar abuso[...] Chacra também lembra que Líbia e Síria foram duramente criticadas por Obama no discurso e que faltou Obama mencionar a Arábia Saudita. Leia a íntegra da análise do correspondente em seu blog. [...]
A policia bem treinada é aquela que atirou e matou um judeu ortodoxo desarmado na tumba de José? Ele só estava visitando o lugar.
Olha para o futuro, pelo menos uma vez na vida. Não fica trazendo histórinhas do passado; os palestinos têm milhares para contar, mas não interessa ouvir as suas e as histórias deles, estamos em outro tempo. Barack Obama, pela primeira vez, deu um passo à frente, não ande para trás quando todos estão indo para frente.
responder este comentário denunciar abusoJosé FARHAT
Perfeito sua colocação: “não ande para trás quando todos estão indo para frente.”
Todos tem que se imbuir que rancores passados não ajudam em nada para um futuro de paz e calmaria.
As-Salāmu `Alaykum
Otavio
responder este comentário denunciar abuso“Olha para o futuro, pelo menos uma vez na vida. Não fica trazendo histórinhas do passado; os palestinos têm milhares para contar, mas não interessa ouvir as suas e as histórias deles”,
“não ande para trás quando todos estão indo para frente”
“Todos tem que se imbuir que rancores passados não ajudam em nada para um futuro de paz e calmaria”.
Hoje é um dia estranho mesmo. Um pouco acima o Farhat e o José Antonio disseram a mesma coisa, e agora eu concordo com o mesmo Farhat e com o Otavio. De minha parte aceito falarmos da viabilidade do plano Obama, de quem tem interesse em sabota-lo e do que se pode fazer para implementa-lo
Mas atenção, vou cobra-los na coerência: entendo que não leremos mais aqui referências a aldeias, Irgun e Deir Yassin, certo?
MarioS
Nunca fiz referências sobre isso. Desse perigo não morro.
Sempre advoguei que os dois lados estavam errados e que isso ia em um espiral de violências. Uma vez até disse que a aliança Fatah-Hamas poderia abrir caminho para a ala moderada do Hamas. Que essa ala iria se sobrepor a ala radical (tipo IRA e ETA a alguns anos atrás – hoje em dia, não se escuta mais falar do IRA e ETA radical que pregava a luta armada).
Agora, com esse discurso do Obama, que sinceramente passo a considerar um marco na posição americana (“A incapacidade de mudar a nossa atitude ameaça de uma espiral aprofundamento da divisão entre os Estados Unidos eo mundo árabe”), acredito que mais ainda o Hamas moderado irá aumentar sua influência. Isolando os radicais.
Em tempo, não considero o Fatah como interlocutor válido numa negociação. A Fatah desde seus primórdios sempre foi uma organização corrupta que mantinha o status quo em benefício de seus lideres (Arafat incluído).
Otavio
responder este comentário denunciar abuso“Hoje é um dia estranho mesmo.”
Concordo.
Torço para que se olhe pra frente.
Isso mesmo MarioS, José e Otavio, Parabéns!!
Isso mostra como as coisas mais complexas são possíveis.
Vou citar de novo a frase do Abraham Lincoln:
“não importa o que foram meu avôs, estou mais interessado o que será dos meus netos”
Esse é o caminho!!!
responder este comentário denunciar abusoCaro Mario S.,
Irgun não é uma aldeia. É o apelido da organização extremista judaica, que cometei o crime de Deir Yasin. Esta organização foi desmontada e totalmente desfeita por ordem do David Ben Gurion. Mas lembrando Deir Yasin, porque não comentou, na mesma frase, o massacre de judeus (familias milenares) em Hebron ? Nemhuma “organização” foi desmartelada após este episódio. Ao contrário. Virou exemplo de conduta para gerações de palestinos extremistas.
responder este comentário denunciar abusoFarah,
Não se constroi o futuro sem olhar o passado, sem reconhecer os erros.
Por isso, acho correto que se lembre de Deir Yassim e que tais. Da mesma maneira que é justo lembrar sempre do que os judeus sofreram sob o nazismo.
O injusto, o incorreto, é apenas ter a memória para o que nos interessa, para olhar apenas o passado que nos favorece na construção do presente e do futuro.
Imagino então que exército bem treinado é aquele que esmaga as mãos de crianças que atiram pedras em tanques, certo?
responder este comentário denunciar abuso“Nunca fiz referências sobre isso. Desse perigo não morro”
E eu não disse que fez Otavio. Apenas espero que seu apelo e do Farhat para olharmos e discutirmos o futuro, que de minha parte está aceito, se aplique aos dois lados, ou seja, que chamem a atenção dos que citarem atos antigos de Israel, como foi o caso de Alexandre Magno em 19/05/2011 – 15:20
O post dele foi muito mais extenso e detalhado do que o do Jose Antonio, mas nenhum de voces dois se manifestou contra.
Antes que me cobrem, vou deixar clara a MINHA posição: topo falar só no futuro, mas entendo e aceito quem queira incluir o passado na discussão, DESDE QUE se aplique aos dois lados.
Em relação à ala moderada do Hamas, não sou tão otimista quanto voce, mas espero estar errado.
Se voce não considera o Fatah como interlocutor válido numa negociação, quem seria? Não nego que sempre foi uma organização corrupta, mas representa os palestinos, assim como vários governos no mundo inteiro.
Caro Ey Diki,
Voce não entendeu meu post
Sei perfeitamente que Irgun não é uma aldeia, bem como o que foi. Repare que coloquei vírgulas, ou seja, citei três assuntos diferentes sobre os quais espero não mais ler aqui, por coerência de quem cobra deixarmos o passado de lado.
Sei que o Irgun foi desmontado e totalmente desfeito por ordem do David Ben Gurion, tanto que citei, várias vezes, aqui mesmo, o episódio do Altalena.
Em relação a isso aliás, mantenho o que sempre disse: está faltando um Altalena palestino
Não comentei o massacre de judeus (familias milenares) em Hebron exatamente porque estava cobrando dos que pregam olharmos apenas para o futuro que deixem TAMBÈM de falar nos atos passados de Israel
Voce tem toda razão quanto a que nenhuma “organização” foi desmartelada após este episódio e que ao contrário viraram exemplo de conduta para gerações de palestinos extremistas e é exatamente isso que esperamos tenha um fim agora.
Como também já disse várias vezes, não sou exatamente um otimista, mas não custa torcer.
O post do Alceste, mais uma vez, tenta associar Israel com o nazismo.
De tanto usar este “truque”, absurdo e ofensivo, ele perdeu o efeito. A esta altura todo mundo já percebeu que são coisas TOTALMENTE distintas
“Por isso, acho correto que se lembre de Deir Yassim e que tais”
LEMBRAR sim, agir em função NÃO
“Da mesma maneira que é justo lembrar sempre do que os judeus sofreram sob o nazismo”
Sem dúvida, mas não seria justo Israel lançar foguetes sobre escolas em Munique.
Este meu post, óbvio, não pretende convencer o Alceste de nada, a parcialidade dele no assunto é total e imutável. Meu objetivo é, MAIS UMA VEZ, apontar o tipo de falácia que se usa para atacar Israel.
responder este comentário denunciar abusoYoko:
O nosso exercito bem treinado nunca foi sombra do exercito Japonês que extrupou milhares de chinesas e coreanas,e matava por sadismo mulheres,crianças e homens lhes abrindo com baionetas e deixando lhes sangrar como porcos nas ruas.
Não confunda o exercito de Israel ou descarregue nele a história de outros exercitos que você deve ter ouvido falar como agiram na história.
Mário,
Quem apela para truques retóricos é você, que sabe a que me refiro.
Você pretendeu retirar o direito daqueles que defendem os palestinos e os próprios palestinos de olharem o passado. O que fiz foi reconhecer esse direito, assim como o dreito do judeu de recordar o passado sob o tacão nazista. É legítimo para os dois povos. O que há de comparação um com o outro, a não ser o direito de cada povo construir a sua memória, olhar o passado.
Até isso você quer tirar dos palestinos.
Em tempo: parece que Israel já recusou a proposta de Obama. Mais uma prova do que você já sabe. mas teima em ignorar e dizer o contrário.
Chacra,
Hoje o Sr. Obama queimou a minha língua e a de muitos amigos que aqui o criticavam pelo silencio até hoje quanto as questões da Síria, Líbia e Yemen e principalmente com um posicionamento pró Estado Palestino defendendo inclusive as condições para criação deste Estado. Finalmente ele saiu do “armário”, hehehehe. Ótima notícia, esperamos avanços a partir deste discurso e estou curioso pela manifestação de Netanyahu e das lideranças Palestinas.
Abraços.
Chico, queimou a minha língua também
responder este comentário denunciar abusoO discurso de Obama sem dúvida encheu o mundo de esperança… não sou muito otimista mas percebo que o Estado Palestino nunca ficou tão próximo de ser criado como agora.
Gustavo, você mencionou um ponto interessante: os palestinos poderiam aceitar a condição de um Estado desmilitarizado, a fim de realizar finalmente o sonho de uma pátria. Depois, poderia tentar obter mais concessões por meio de negociação. Aliás, o grande erro dos árabes em 1947 foi não aceitar a criação do Estado Palestino conforme a determinação da ONU. Eles poderiam ter aceitado e depois negociavam, faziam pressão, barganhavam, etc.. Foi ingenuidade deles. Faltou o “jeitinho brasileiro” aos árabes… rsrsrs.
Acho que Obama se empolgou com a morte do Bin Laden e quer realmente fazer história… se ele ficar como o Presidente que ajudou a fundar o Estado Palestino por meio de um acordo entre palestinos e israelenses – algo quase inimaginável e distante há pouco tempo atrás – com certeza não será mais esquecido.
Boa Alexandre. “Faltou o “jeitinho brasileiro” aos árabes… rsrsrs.”
E a gente vai levando.
Desmilitarizado é um estado sem soberania de um estado, é manco.
responder este comentário denunciar abusoJosé Farhat,
Erro seu, pois Japão e Costa Rica não possuem exércitos. A polícia é responsável pela segurança nacional. A questão é outra: o problema é de movimentos radicais como o Hamas tomarem a ponta no comando do exército palestino. Certamente, declarariam guerra a Israel ou criariam um clima desagradável de tensão. O estado palestino deve ser soberano em suas fronteiras, como qualquer país, sendo vizinho de Israel. O compromisso que os palestinos devem assumir é de não usar a criação de sua pátria como um meio para posteriormente destruir Israel, como muitos políticos palestinos e árabes aindam o pensam. Ao mesmo tempo, o governo de Israel deve também coibir os radicais religiosos para não só dar meios de possibilitar o estado palestino como vizinho, como também evitar o sectarismo entre os próprios judeus, que eles tanto defendem, vide a questão das conversões ao judaísmo em Israel para não-judeus.
responder este comentário denunciar abusoSE os palestinos tivessem se dedicado a criação de um Estado pacifico em Gaza , hoje com certeza o mundo inteiro , inclusive Israel , apoiaria a devolução até as fronteiras de 67.
COMO isso não ocorreu , temos a iminência de mais uma guerra a nossa frente…
Farhat, vc. se desmentiu em poucos minutos quando me criticou acima. Eu falei de exército e vc. falou que aceitariam a proposta, pelo menos entendi assim
responder este comentário denunciar abusoGabriel, o Japão tem exercito, marinha e aeronáutica o que não existe mais é o exercito imperial japonês:
http://en.wikipedia.org/wiki/Japan_Self-Defense_Forces
Marcos, há de se complementar que no Japão as forças norte-americanas estão estacionadas permanetemente para agir em caso de avanço de tropas inimigas (entende-se China, Coreia do Norte e Rússia).
Caso a Palestina fosse criada sem o exército, pos EUA aceitariam proteger a população e as fronteiras do país? Mesmo que isso signifique atirar contra colonos judeus israelenses, caso infrinjam o direito dos palestinos (como muitas vezes ocorreu e infelizmente continuará ocorrendo?)
Quanto às Forças de Autodefesa do Japão, apesar de não ter estatus de exército, possuem armas (principalmente de defesa) e treinamento militar.
responder este comentário denunciar abusoPara a comemoração da Nakba os palestinos da AP divulgaram em suas tvs um video chamado de “Estrada para Jerusalém”. Seus versos são os seguintes:
“Jaffa, Acre, Haifa e Nazaré são nossos.
Mohammed (Maomé), cantando na Galiléia e no Golan.
Jaffa, Acre, Haifa e Nazaré são nossos. ”
Esta é precisamente a solução de um único Estado, varrer Israel do mapa, o que levou ao desastre em 1948, e cada um dos desastres, desde então, e mais desastres no futuro previsível. Sessenta e quatro anos (contando a partir de 1947) de políticas fracassadas não geraram sabedoria.
Alguém pode achar que eles querem uma partilha?
José Antônio
Não se iguale àqueles que dizem o que você está divulgando; pense em soluções não em intrigas.
TERRORISTAS APRECIÁVEIS!!!…….SÓ NO CEMITÈRIO!!!!!!!!!!!!!!
responder este comentário denunciar abuso:: Boa tarde, ladies and gentlemen… pelo jeito o assunto de hoje será o o POTUS.
Aliás, vocês provavelmente sabem que além do formal PotUS, o Serviço Secreto
costuma pedir ao presidente que escolha um codinome.
O de Barack Obama é “Renegade“.
–xx–
Sobre como ele deu uma cutucada em Netanyahu, apoiando a criação do Estado palestino
e defendendo as tais Fronteiras de 1967 - uma reportagem do WaPo que li hoje relata uma
pressão dos contribuintes democratas judeus para que o Renegade mude sua política de
apertar as bolas de Israel e fazer carinho nos Palestinos – ou ao menos, é assim que a AIPAC
e outras ligas veem a coisa.
Um exemplo:
“Robert Copeland, a Virginia Beach developer who has given large donations to many
Democrats, has already decided he won’t vote for Obama in 2012. He said:
‘I’m very disappointed with him. His administration has failed in Israel.
They degraded the Israeli people’”
Outro exemplo:
“Former New York Mayor Ed Koch, who campaigned for Obama in 2008, said:
‘My feeling was that the president was hostile to Israel.’”
Pelo visto, pelo menos em público, Renegade resolveu dar uma banana pra eles.
–xx–
Então… Renegade vai cortar um dobrado pra justificar a política de 5 pesos e 5 medidas
usada atualmente, especialmente quando alguns de seus aliados são ainda mais sinistros.
O que é interessante é a mídia finge que não sabe ignora que os EUA já estão tentando
desestabilizar Assad desde 2009 através de fundos para a oposição.
Não são trocados, são milhões de dólares que devem fazer falta em casa.
Tá lá, preto no branco, nos cabogramas sobre a Síria.
1. 09DAMASCUS306
2. 10DAMASCUS106
3. 09DAMASCUS692
4. 09DAMASCUS477
5. 09DAMASCUS185
6. 06DAMASCUS701
No discurso ele já mandou o recado, vamos ver se Bashar escuta.
–xx–
Sobre o silêncio quando o assunto é Arábia Saudita e Bahrain.
Já cansei de colocar a reportagem sobre o acordo que Hillary fez com a Casa de Saud
pra deixar os Bahranianos à própria sorte enfrentando o Khalifa e as tropas do GCC.
Na minha opinião , acho que ele não falam mal da Arábia pelo mesmo motivo que
resolveram falar fininho com o Paquistão hoje. Depois de meses de rinhas entre a
ISI e a CIA (leia meu post “Spy Vs Spy”) foi só os Paks acenarem pra Rússia que o porta-voz
do governo logo veio a público dizer que “não há evidências que provem que os Paks sabiam
do paradeiro de Osama Bin Laden”. Já pensou se os loucos sauditas começam a flertar com
a China ou a Rússia?
Como disse D. João VI a D. Pedro: “Meu filho, proclame a independência antes que outros o façam”.
responder este comentário denunciar abusoGustavo, tudo muito bom, mas fica uma dúvida no ar: será que os EUA decidiram defender a criação do Estado Palestinos nos moldes de 1967 pois perceberam que inevitavelmente sua criação seria aprovada pela ONU em setembro? Se sim, foi uma jogada inteligente.
Alexandre, muito bom este seu ponto
responder este comentário denunciar abusoEu não sou um dos maiores entusiastas sobre o Obama, pois eu o acho um líder dúbio, mas devo confessar que ele merece aplausos por defender abertamente um Estado Palestino, mesmo que sem forças armadas. Agora, Chacra, você acha que Israel está disposto a aceitar as fronteiras propostas pelo presidente americano? É como eu costumo dizer, para haver um Estado Palestino, quem realmente tem de fazer os maiores esforços e concessões é o Estado Judeu, estaria ele disposto a isso? A minha opinião pessoal é que os palestinos têm direito ao seu próprio Estado e isto é um fato. Resta saber qual a disposição de Israel em concretizar isto. Sobre a questão das forças armadas levantadas por você e a comparação com a Costa Rica, não acha que se deve também considerar o poderio militar dos países das regiões? As forças armadas dos países vizinhos à Costa Rica são enfraquecidas, digamos assim, diferentemente dos países do Oriente Médio. Uma coisa é ser desmilitarizado em um local onde os vizinhos não dispõem de aparatos fortes, outra diferente é ter tal status entre vizinhos com força militar. De qualquer forma, posso estar até enganado sobre isso, então gostaria de saber sua opínião.
Eduardo, vamos aguardar a resposta de Israel
responder este comentário denunciar abusoGustavo,
Aguardar a resposta de Israel ?
Qual será a resposta dos Palestinos ?
De qual parte ? ANP ? o Hamas de Gaza ? o Hamas comandado por Damasco ?
Estes são as coisas mais importantes.
Israel – se os Palestinos realmente sentaram para uma negociação e se Israel vai sentir que eles falam de uma voz unica (o que não aconteceu em Oslo) é possível dobrar o Israel. E como pais democrata, decisão do governo terá força suficiente (com o apoio do exercito – como aconteceu da retirada de Yamit (Sinai) e de Gaza – os opositores israelenses ao acordo vão ter que aceitar. Será que isso é o cenário no lado palestino ?
Excelente artigo, Gustavo! Gostei muito e espero sinceramente que isso possa acontecer. Seria oportunidade também de surgir uma liderança mais moderada em Israel, não? A Tzpi Livni não seria a melhor pessoa para esse tipo de negociação?
Se eu fosse o Netanyahu, trocaria o Lieberman pela Livni
responder este comentário denunciar abusoCaro Chacra, por que você não faz uma reportagem sobre a matança de cristãos no Egito e Iraque; este sim o povo mais perseguido do mundo!
Cícero, porque eu já fiz e foi publicada no domingo, 19 de dezembro, em duas páginas na edição impressa do Estadão, com chamada na capa, e também está disponível no blog
responder este comentário denunciar abusoPara mim os palestinos não aceitarão a desmilitarização, não abriram mão do “retorno dos refugiados” ou seja lá o que isso signifique, não aceitarão trocar blocos de terras por grandes assentamentos, o Hamas não vai deixar de buscar a destruição de Israel, os palestinos não aceitarão viver em paz com Israel e não tentarão impedir novos atentados. A recente aproximação do Fatah com o Hamas indica claramente com quem Israel está lidando.
.
Sou contra dar terras em troca de paz. A paz primeiro e depois as terras. E para que exista paz e confiança são necessários 40/50 anos; o mesmo tempo que o povo judeu esperou no deserto depois que saiu do Egito.
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E para a proteção das fronteiras, metralhadoras robotizadas que disparam contra os que pularem a cerca. E para quem conseguir chegar do outro lado, ai sim, dá-se flores.
HenriqueS,
Uma defesa cega, cega.
Pela sua ótica, os refugiados de 63 anos e seus descendentes não podem voltar, por outro lado pela “Lei de Retorno”, ou seja lá o que isso signifique, que vc defende, como sionista, garante esse direito com cidadania plena aos supostos descendentes de quem saiu a dois mil anos.
Espero que os palestinos aceitarão a desmilitarização, desde que obtenham fronteiras definidas em um país viável, e aceitem trocar blocos de terras por grandes assentamentos. é uma questão de sobrevivencia.
Engraçado que só se fala do Hamas, que tem que se olhar com desconfiança mesmo, mas nada da direita extremista e dos partidos religiosos judeus que querem o “Grande Israel” e a destruição do sonho palestino com a expulsão dos palestinos de suas terras ancestrais. Os dois laods extremistas deves ser observados pelos moderados.
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Vc é diz que é contra dar terras em troca de paz. Que a paz deveria vir primeiro. Como se do outro lado ha uma máquina de guerra e de terror? E do outro lado miséria, corrupção e terror?
Para que exista paz e confiança são necessários 40/50 anos? Se passaram 63 e nada, é prciso dar uma chance a paz.
Para israel proteger suas fronteiras, com “metralhadoras robotizadas que disparam contra os que pularem a cerca” é necessário primeiramente definí-las, que é o que a proposta de Obama sustenta.
Os judeus e palestinos que conseguirem esta façanha, a paz, merecem, sim, flores.
responder este comentário denunciar abusoYoussef S,
Os refugiados de 63 anos e seus descendentes não podem voltar porque isto significaria o fim de Israel como o país dos judeus, ou seja, todo o resto perde o significado: fronteiras, militarização, etc
Se a discussão é sobre como, onde e quando devem ser estabelecidos DOIS países, não faz nenhum sentido discutir algo que impossibilita isso.
“por outro lado pela “Lei de Retorno”, ou seja lá o que isso signifique”
Esta por outro lado, é uma decisão soberana de um país independente, com a qual ninguém tem nada a ver. Exemplo: até recentemente a Itália concedia cidadania para quem tivesse avô italiano, mas não avô. Sei que mudou, mas, mais uma vez, por decisão do governo italiano. Não cabe a nenhum estrangeiro discutir a propriedade da lei.
“Espero que os palestinos aceitarão a desmilitarização, desde que obtenham fronteiras definidas em um país viável, e aceitem trocar blocos de terras por grandes assentamentos. é uma questão de sobrevivencia.”
Eu também.
“Engraçado que só se fala do Hamas, que tem que se olhar com desconfiança mesmo, mas nada da direita extremista e dos partidos religiosos judeus que querem o “Grande Israel” e a destruição do sonho palestino com a expulsão dos palestinos de suas terras ancestrais”
Tem uma explicação Youssef S. Os extremista religiosos judeus não tem a autonomia que o hamas tem. Se eles decidirem lançar foguetes sobre Ramalah a partir de Meia Shearim, tenha certeza absoluta de que serão reprimidos.
“. Os dois laods extremistas deves ser observados pelos moderados.”
Faltou acrescentar Youssef S: observados, isolados e, se necessário, reprimidos.
Cacra, muito bom este post.
Vamos começar pelo Obama, essa figura patética que nos passa uma sensação que nem ele sabe como foi parar na casa branca; apesar de serem totalmente políticos, os gestos de Obama quanto ao OM e especialmente a palestina, soa positivamente, ele deve estar com um temor grande de que os palestinos consigam a legitimação de seu estado, sem que tenha passado pelo crivo americano, e sem eles poderem vetar alguma coisa.
Estado desmilitarizado:
essa intransigência israelense, não deve significar na prática algum temor para os palestinos; como vc mesmo diz: os palestinos devem investir em polícia; exército, poder de fogo, devem vir com o tempo; uma coisa de cada vez; sem dizer que os palestinos podem contar com o axílio de outros paízes como: Egito, Turquia, Síria, Irã e …tantos outros…
…Estado palestino…divisão de Jerusalém…volta de refugiados…uma coisa de cada vez…
Não existe Estado desmilitarizado. Um Estado desmilitarizado é o mesmo que uma adolescente ligeiramente grávida. Todo Estado tem que ter seu exército. A Costa Rica não é exceção. Como qualquer outro Estado, a Costa Rica também tem suas forças armadas. So que elas não se chamam Forças Armadas. A Costa Rica possui um Força Pública, que responde ao Ministério de Segurança Pública, e uma Unidade de Intervenção Especial, que responde à Direção de Inteligência e Segurança, e que treina inclusive com o exército israelenses. Estas duas instituições constituem o Exército de fato da Costa Rica, ou seja, elas exercem as funções que seriam exercidas por um exército. O futuro Estado palestino não será desmilitarizado. Nenhum Estado pode sê-lo.
É natural o temor israelense diante de um possível exército palestino. Como o exército israelense assassinou covardemente centenas ou milhares de homens, mulheres e crianças palastinas indefesas, e enxotou da Palestina 700 mil seres humanos como se estes fossem animais selvagens, Israel teme que os palestinos, assim que tiverem seu exército, tentem se vingar do minigenocídio que sofreram.
Esse temor é injustificado. Os negros sul-africanos não tentaram matar ou expulsar todos os brancos sul-africanos após o fim do apartheid, muito embora provavelmente tenham sentido grande vontade de fazê-lo. Da mesma forma, os muçulmanos bósnios não tentaram matar ou expulsar todos os sérvios bósnios após a Guerra da Bósnia, mesmo sentindo, provavelmente, a mesma vontade.
De qualquer forma, o discurso de Obama é um enorme avanço, pois reconhece que, por direito, Jerusalém Oriental, a Cisjordânia e a Faixa de Gaza pertencem por direito aos palestinos, e que, portanto, para que Israel anexe parte desses territórios terá que entregar parte do atual território israelense aos palestinos. Esta poderia ser todo o Distrito Norte de Israel, onde mais da metade da população é composta por árabes israelenses.
|Agora Israel está diplomaticamente na defensiva. Aliás, já estava a muito tempo.
Aguardo críticas enfáticas do Otavio e do Farhat sobre esta extensa citação de “rancores passados”
Coerência, coerência.
Perfeito.
responder este comentário denunciar abusoEngraçado você mencionar a Africa do Sul. Comentei esta tarde com o meu pai, após o discurso do Obama, que falta um Mandela ao Palestinos. Se o lider do negros sul africano fosse, talvez a Africa do Sul não tivesse uma transição pós-apartheid tão “tranquila” .
responder este comentário denunciar abusoPerfeito, Alexandre.
responder este comentário denunciar abusoImperfeito Alexandre Magno.
O A. Magno continua repisando os rancores do passado. então repndo alguma coisa:
- Se exceções existem sobre desmilitarização, esta pode ser mais uma, mormente pelo histórico da região.
- Não sei se vale citar a situação da África do Sul atual. Cada lugar tem suas peculiaridades.
responder este comentário denunciar abusoO que o hamas achou do discurso de Obama, hoje eles são parte do futuro governo palestino
O Hamas, por outro lado, acusou Obama de “fraude” e de parcialidade em favor de Israel.
O porta-voz do Hamas, Ismail Radwan, disse à agência France Press que seu movimento não acredita em política dos EUA porque eles são tendenciosos em favor de Israel e negam os direitos dos palestinos.
O mesma coisa de sempre.
Agora pergunto e eles, os palestinos estão errados. Respondo estão cerrrtisssssimos.
responder este comentário denunciar abusoGustavo,
Boa síntese (de uma coletiva que não acompanhei, mas li o compêndio de duas ou três fontes diferentes).
Mas, sobre a questão do Estado Palestino desmilitarizado, paira outra questão que não a da finalidade prática de um Exército: qual a justiça do caso?
Por que o Estado Palestino não teria direito a ter um Exército regularmente, como quase todos os outros países do mundo? Notório destacar que seria um caso único no mundo, fruto de uma barganha, os outros países aboliram suas forças armadas por vontade própria, em decorrência de inutilidade ou por motivos de coesão interna (medo de golpes de Estado e coisas desta sorte).
Claro, a razão pragmática aqui todos sabem, impedir o atrito com as forças israelenses, pois um setor de defesa palestino seria um enorme atrator de pessoal com pensamento anti-israelense.
E depois, Forças Armadas não servem só para fazer guerra. Destinam-se a situações de calamidade interna, para a operação de setores estratégicos da indústria, na visão de alguns países, (afinal, cada qual escolhe sua governança), a missões de paz internacionais e como fator de coesão nacional – como é notório no caso de Israel, e no caso das recentes revoluções na Tunísia e no Egito.
Então eu não entendo em que base ou por quais motivos justos eles não teriam este tipo de direito.
No mínimo, e isso é ainda mais utópico, eles poderiam ter Forças Armadas conjuntas com o estado judeu vizinho.
Gabriel, bons pontos colocados por você
responder este comentário denunciar abusoObama decretou a destruição do Estado de Israel ao afirmar que apoia a criação de um Estado palestino nas fronteiras de 1967, este fato chocante e inusitado vai levar o Oriente médio a uma grande guerra, a revolta em Israel já foi manifestada contra esta afirmativa de Obama, por outro lado o mundo árabe comemora como uma vitória para todo o povo muçulmano, AP já convocou uma reunião de emergencia de seu gabinete, com certeza a resposta do Estado de Israel será devastadora. Eu já havia afirmado anteriormente que Obama deseja a destruição do Estado de Israel, estamos próximos de uma grande tragédia para toda a humanidade.
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Aí vc acordou suado e assustado… Ufa!!! tive um sonho terrível!!!!
Que exagero mais paranóico. É exatamente o contrário. Ele defende a existência de Israel, com segurança, nas fronteiras de 1967, com um vizinho desarmado. Qualquer pessoa normal concorda com esse posicionamento. Somente sociopatas como Lieberman ou fanáticos (dos dois lados) se porão contra.
responder este comentário denunciar abuso“Ele defende a existência de Israel, com segurança, nas fronteiras de 1967, com um vizinho desarmado. Qualquer pessoa normal concorda com esse posicionamento. Somente sociopatas como Lieberman ou fanáticos (dos dois lados) se porão contra. ”
Hilel, caso voce esteja certo, temos vários sociopatas aqui no blog. Releia os posts e encontrará manifestações contrárias ao tal vizinho desarmado.
responder este comentário denunciar abusoEntão tá.
responder este comentário denunciar abuso.
Acho uma graça a naturalidade com que defendem um vizinho desarmado do alto de um dos melhores exércitos do mundo e de um arsenal nuclear… por acaso teriam inversa coragem?
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É sempre o outro que deve ser elegante e oferecer a outra face a si reservam sempre o direito a recorrer a Lei de Talião…
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Os outros devem esquecer mas a si reservam direito de permanente lembrança.
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A produtividade de abóbora nessa região é espantosa!
“Acho uma graça a naturalidade com que defendem um vizinho desarmado do alto de um dos melhores exércitos do mundo e de um arsenal nuclear… ”
Que bom que voce achou graça Paulo. Imagino que tenha achado graça também nos outros caso semelhantes que voce e tantos outros fingem ignorar aconteceram.
Fato: Israel foi atacado desde o dia de sua criação
Fato: Israel ganhou a guerra
Fato: os territórios estão ocupados
Nada disso significa que um acordo não deve ser buscado, muito pelo contrário, mas achar que tem que atender 101% dar reinvidicações palestinas é não só absurdo como irreal.
responder este comentário denunciar abusoGustavo
Surpreendente o discurso de Obama. Ocupou um espaço importante e deu o recado da Doutrina Obama.
Equilibrio, sensatez, firmeza, realismo e completamente despido da arrogância demonstrada por alguns politicos americanos.
Agora é Israel e os Palestinos sentarem a mesa e negociar. A idéia de uma Palestina desmilitarizada dentro das fronteiras pré-1967 atende as duas partes. Só os radicais serão contra e tentarão colocar “areia”. Cabe aos moderados seguirem sua linha de moderação e não deixar que atitudes radicais de um lado “puxem” respostas dos radicais do outro lado.
Mesmo as aguilhoadas ao Iran me parecem mais com uma “chamada” a moderação e abertura de conversas francas entre o Iran e os EUA. Cabe agora ao governo iraniano aceitar essa conversa franca. Isso dentro do respeito que me parece ser a característica demonstrada pelo discurso de Obama.
Resumindo, gostei muito do discurso dele!
As-Salāmu `Alaykum
Otavio
“A idéia de uma Palestina desmilitarizada dentro das fronteiras pré-1967 atende as duas partes. Só os radicais serão contra ”
19/05/2011 – 15:20 Enviado por: Alexandre Magno
Não existe Estado desmilitarizado.
19/05/2011 – 15:56 Enviado por: José FARHAT
Desmilitarizado é um estado sem soberania de um estado, é manco.
19/05/2011 – 15:24 Enviado por: gabrielpezzini
Por que o Estado Palestino não teria direito a ter um Exército regularmente, como quase todos os outros países do mundo?
Só aí são tres radicais Otavio, segundo a SUA definição, lembre-se
responder este comentário denunciar abusoPerfeito Otavio!!
Enfim, concordamos….rsrsrs
abs
responder este comentário denunciar abusoMarioS
Não entendi sua colocação.
Não acho que sejam radicais por defenderem uma Palestina militarizada. Tem sua opinão e respeito-as sem acharem que são radicais. Afinal, uma Palestina militarizada não é sinônimo de agressão a Israel (não até que se concretize).
Já eu tenho a opinião que se for para a paz na região e para Israel se sentir seguro quanto as intenções de um Estado Palestino, que seja desmilitarizada. Salvaguardas quanto a defesa da Palestina podem perfeitamente serem ajustadas em uma negociação.
Não que isso exclua atentados terroristas por parte os radicais dos dois lados. Infelizmente isso ainda ocorrerá. O que tem que existir é os dois lados moderados tratarem esses atentados como crimes comuns até que se extinguam com o tempo. É só ver o caso da Espanha com o ETA. Hoje, o ETA militar está completamente isolado. Sem ações a muito tempo. Seus líderes estão presos, tratados como criminosos comuns e a população basca repudia o ETA militar.
Da mesma forma que encaro os fatos passados como passado. Não devem influenciar um futuro. É só ver os acontecimentos em Ruanda. Um país africano, pobre, com um dirigente que se personifica no poder, está dando uma lição de reconciliação. Entre tutsis e hutus. Que existem magoas e recordações, existem. Porém hoje em dia, tutsis e hutus, voltaram a conviver pacificamente. Vitimas e agressores.
Não dá para passar uma borracha no passado e fingir que não existiu. Só que tem -se que lembrarmos dele como um fator para não ocorrer novamente. Não como combustível para rancores e retaliações.
Otavio
responder este comentário denunciar abuso“aos moderados seguirem sua linha de moderação e não deixar que atitudes radicais de um lado “puxem” respostas dos radicais do outro lado.”
Torçamos
Há anos muitos advocam que o status quo não é mais sustentável. Isso vindo de um presidente como Obama tem definitivamente um peso maior. Entretanto, Guga, em sua opinião qual será a reação do Fatah-Hamas (ambas organizações que tem suas origens ligadas a movimentos armados) em relação a esta proposta de um Estado sem Exército? Qual será a reação dos vizinhos árabes?
Simultânea, eles devem anunciar a qualquer momento
responder este comentário denunciar abusoDe cara, eu digo: um estado desmilitarizado cercado de estados militarizados (tantos árabes quanto Israel) é um estado que nasce sem soberania e desigual comparado com os vizinhos; é como democracia: quando adjetivada não é democracia.
De qualquer forma a declaração de Barack Obama, é como a proposta de paz da Liga dos Estados Árabes, está na mesa para ser negociada.
Vamos ver oi que dizem os palestinos.
Pensar em exigir soberania “militar” é muito pouco inteligente diante do morticínio que ocorre nessa área e das possibilidades reais de negociação. Vão continuar vivendo mais um século em guerra e terrorismo, por conta de uma nação que praticamente não existe mais, foi destroçada? Porque não reconstrui-la, pensando em trazer uma vida melhor para o povo Palestino para que não continúe no sofrimento e não pensar somente em “território”. Isso implica negociar e, principalmente, estar pronto a ceder. Não é melhor do que morrer e mutilar? Senão, isso nunca vai acabar, avise seus filhos, e V, palestino, estará sendo o culpado.
responder este comentário denunciar abusoA Alemanha, depois da 2 guerra, tive as asas de suas forças militares cortadas.
Após anos de demonstração que o pais viro um membro civilizado na comunidade das nações. Não tenham medo de uma Palestina desmilitarizada. Se ela terá atuação pacifica com os vizinhos, respeitando acordos, não haverá a necessidade de forças militares. (segurança interna é outra coisa. Isso sim, este estado precisará. Mas não dentro do modelo de Oslo, onde a AP recebeu armas para segurança interna e os usou (indiretamente, via as organizações extremistas) contra Israel, antes, depois e, principalmente durante a II Intifada.
José Fahat
Pode existir sim um estado desmilitarizado. É só negociar as salvaguardas necessárias a sua defesa.
Ey Diki
Organizações extremistas tem que ser tratadas como crime comum. Foi assim com o ETA, com o IRA, com as Brigadas Vermelhas, Ação Direta, Baader Meinhof, etc… Retaliações só servem para agudizar rancores por atingirem a população civil.
Otavio
responder este comentário denunciar abusoIsso ai é conversa para boi dormir , falar e fazer são domínios diferentes , , faça-me o favor, quem acompa a politica internacional sabe como é , o Tio Sam apoia incondicionalmente Israel , seu único aliado naquele pedaço, e isso não vai mudar tão cedo, é apenas o famoso jogo de poker dos estadunidenses, o Tio Sam “puxa” a orelha do menino levado ( Israel ) em público , mas no particular , é só agrado.
Eu duvido que seja assim. Os Estados Unidos perceberam que a situação de Israel é insustentável e que estão dando apoio a um estado sem futuro sustentável. Com a proposta de Barack Obama os Estados Unidos estão ajudando a Israel a sobreviver e a reconquistar parte da confiança que perdeu.
responder este comentário denunciar abuso@Jose FARHAT , sem querer ofendê-lo, não quero entrar em quem tem razão , mas é muita ingenuidade acreditar que o Super Barac resolverá a situação , se fosse para resolver mesmo já teriam conversado algum ponto concreto de negociação envolvendo alguma ação da ONU na região , o interesse mesmo é melhorar a credibilidade dele para o eleitorado americano.
responder este comentário denunciar abusoBarack Obama deu um golpe de mestre e já deu o recado para Benjamin Netanyahu antes deste vir com seus planos de paz. Netanyahu está encurralado e com ele toda a direita israelense. Os palestinos também estão tendo que se pronunciar em situação igual.
responder este comentário denunciar abuso“Israel é um estado insustentável” quem é que vai nos destruir ? Os mesmos de sempre? Então estamos tranquilos. A economia de Israel vai bem obrigado, cada vez com um PIB maior. Este negócio de país insustentável é coisa de invejosos. Os vizinhos que não tem 1/10 que Israel tem, estão aí.
responder este comentário denunciar abusoCaro colunista, se você realmente acompanha seriamente o conflito da Palestina, não é possível que esteja sendo sério quando diz que Obama “fez história” hoje. Praticamente todos os presidentes americanos anteriores já se posicionaram da mesma forma, que é a política oficial dos EUA sobre o assunto: “pre-67 borders, a Jewish state recognized by its neighbors”, blablabla… O dia que Obama ou outro/outra disser que concorda com uma força multilateral da UN na fronteira entre os dois grupos, independente da vontade de um ou outro, aí sim talvez estaria “fazendo história” que não seja para boi dormir. Quanto ao discurso sobre o “resto” do oriente médio, bem, não é o Obama, não tire o crédito dos povos que estão tentando fazer a própria história.
Me pergunto será que o desmilitarizado não se referia a um estado sem viver sob lei marcial e ditadura militar?
A reação de Israel, segundo a Reuters:
Prime Minister Binyamin Netanyahu said on Thursday Israel would object to any withdrawal to “indefensible” borders, adding he expected Washington to allow it to keep major settlement blocs in any peace deal.
In a statement after President Barack Obama’s speech outlining Middle East strategy, Netanyahu said before heading to Washington that “the viability of a Palestinian state cannot come at the expense of Israel’s existence”.
Ou seja, mais do mesmo…
Luiz:
E a do Hamas:
Hamas slams Obama speech
Hamas doesn’t need democracy lessons from American president, group spokesman says
0 x 0 ……..
responder este comentário denunciar abusoEstas são reações naturais, já pensando nas negociações.
responder este comentário denunciar abusoQuem sabe no futuro poderemos julgar os militares israelenses por crimes contra a humanidade e crimes de guerra, afinal há de se haver punição contra os autores do Holocausto Palestino.
renato
Como não existirá vencedores nem vencidos nesse caso, acho inviável isso. Passado é passado. Deve ser enterrado sem cobranças de parte à parte. Ou então, se dará voltas, em círculos e, ficar-se-á na mesma posição atual.
Otavio
responder este comentário denunciar abusoRenato, amém.
responder este comentário denunciar abusoMais uma vez Abraham Lincoln:
“não importa o que foram os meus avôs, estou mais preocupado o que será dos meus netos”.
responder este comentário denunciar abusoRenato, você tem razão. Os crimes contra a Humanidade cometidos por Israel não podem ficar impunes. É preciso sempre pensar neles, para não repetir o passado. Há até hoje gente que nega a Naqba, os chamados negacionistas.
responder este comentário denunciar abusoHilel
Discordo desse julgamento. Israel nunca aceitará isso.
Fora o fato de eles terem o direito de exigir, então, que sejam julgados os extremistas que perpretaram ações também do lado Palestino.
Falcões existiram dos dois lados (não entro no mérito de quem estava certo ou errado – não importa mais agora que tem-se a chance de negociações).
Melhor deixar de lado a discussão de quem começou, quem matou mais, quem ganhou, quem estava certo, etc… Ficaria uma discussão interminável.
Tipo quem nasceu primeiro: o ovo ou a galinha. Nunca chegariam a nenhuma resposta. Seria uma discussão inócua.
Reafirmo: passado é passado. Serve somente para lembranças mas nunca deve determinar o futuro.
O futuro agora, me parece e creio nisso, está na mão dos moderados.
Otavio
responder este comentário denunciar abusorenato, holocausto palestino não existe. Mas espero que os palestinos julguem os países árabes também que prometeram acabar com Israel antes de começar a existir, e tratam os descendentes como refugos em seus países, nestes 63 anos
Aqui no Brasil ou no Eua descendentes de palestinos são cidadôes . Enquanto que no Líbano, Síria e Jordânia , não.
renato e hilel,
Militares israelenses nunca cometeram crimes contra a humanidade
Não houve “Holocausto Palestino”, e por falar nisso, está tática idiota de tentar associar Israel com o nazismo só depõe contra quem a ela recorre.
Mas mesmo se fosse verdade, quantos palestinos mais voces estão dispostos a sacrificar para a punição acontecesse?
Sei perfeitamente que nenhum dos dois daria um fim de cabelo para isso, mas e palestinos? Se morrerem mais 1000, valerá a pena? Dez mil?
E a perseguição às comunidades judaicas não conta?
responder este comentário denunciar abuso.
As vezes mesmo a contragosto acabo sendo pessimista, mas nesse caso não vai dar em nada… Israel e os Palestinos continuarão agindo como autistas, os primeiros sentados em suas bombas atomicas têm confiança absoluta no poder dos lobbies sionista na casa branca… e os segundos influenciados primeiro por anos de poder soviético e agora pelo islamismo fundamentalista odeiam os EUA e não aceitam sua mediação… ambos seguirão apaixonados pelo ódio mutuo.
.
Sigo achando que nada além de uma grande catástrofe é capaz de mudar o cenário da região, torço para estar errado mas o novo estádio do Corinthians via estar velho quando a Palestina existir
Paulo, mas o Corinthians não terá vencido a Libertadores
responder este comentário denunciar abuso.
Hahahaha, boa! 1×0 para vc!
Que marvado, Gustavo.
responder este comentário denunciar abuso“mas o Corinthians não terá vencido a Libertadores”
Todos sabemos: o Gustavo sempre se declarou um otimista.
Gustavo, que feio, você deveria ter citado a fonte da frase “Corinthians não terá vencido a Libertadores”: Nostradamus.
responder este comentário denunciar abusoO leitor gabrielapezzini fez uma proposta semelhante a uma em que já pensei. O Ideal, na minha opinião, seria um a criação de uma federação de dois Estados, um árabe e um judeu, que teriam total autonomia em todos os assuntos, menos em política externa e defesa, que ficaria a cargo da confederação que imagino. Essa confederação teria um único exército, formado por judeus e árabes que defenderiam a confederação lado a lado, assim como a Bósnia, hoje, tem um único exército, formado por sérvios, croatas e muçulmanos.
É uma pena que Obama não tenha pensado em fazer uma proposta assim.
Gustavo
Parabéns pelo post; você demonstrou conhecer o assunto e sensibilidade para o que acabamos de ouvir de Barack Obama. Eu não esperava. Faltaram algumas correções por parte dele, mas não se dá tudo numa proposta inicial, alguma reserva é necessária para negociar.
Farhat, exato. Esta é a posição americana. O Netanyhu, a dele. A Liga Árabe também. Agora é sentar e ver o denominador comum. E este existe
responder este comentário denunciar abusoGustavo:
Lindo na teoria, dificilimo na pratica.
O professor Farhat já se pôs contra a desmilitarização.
Dirá então o Hamas.
E quem vai desarmar o Hamas????
E quem vai ficar no vale do Jordão???
Só se for soldados americanos de preferencia judeus se não for as IDF.
A Unifil que permite o Hezboolla fazer o que quer,e a ONU que foge da fronteira com a Siria e deixa a fronteira ser invadida,não prestam para nada.
Trocas de terras em Israel tem pessoas que aceitariam.
Do lado palestino aceitariam????
E a volta de refugiados é o maior problema.
O Libano tá doido para se livrar deles.
O Hamas não quer eles em Gaza,quer em Haifa,galiléia,yafoo etc….
A turma de Hamalla não quer ser invadida por uma horda de refugiados hostis que eles mesmo olham com descriminação e medo.
E eu aposto com você Gustavo,{vou escrever propositalmente em maiusculas}QUE NENHUM DIRIGENTE PALESTINO TERA CORAGEM DE ABRIR MÃO DO RETORNO,E MANDATO PARA RESPONDER PELOS PALESTINOS DO LIBANO,E ESTE RETORNO SER PARA ISRAEL,E NÃO O NOVO ESTADO PALESTINO.
Tanto que não querem reconhecer Israel como um estado judeu,pois isto significa que não será para refugiados islamicos.
Não tem a Republica islamica de tantos paises árabes ou do Irã ???
Porque não poderá ter a republica Judaica de Israel ????
Sinceramente Gustavo, acho que você pode encontrar em Israel pessoas dispostas a trocar terras e conviver com um estado palestino desmilitarizado.
Mais encontrar um Hamas que aceite a desmilitarização e abrir mão da volta dos refugiados É IMPOSSIVEL.
Acho que a fala de Obama tá muito mais na ordem do impossivel do que para Israel.
O Professor Farhat que é um moderado já se opôs a desmilitarização.
Não sei o que ele pensa dos refugiados.
José, em uma negociação, cada lado está disposto a pagar o mínimo possível. Ao dialogarem, aceitam pagar um preço mais elevado, onde a oferta e a demanda se cruzam
responder este comentário denunciar abusoGustavo:
Depois de setembro os palestinos vão aceitar negociar,se já saem de cara com as virtuais linhas de 67????
É uma duvida minha…..
Se o Hamas atacar Israel depois de setembro,{Pois Israel não vai aceitar nenhuma imposição que ainda anule os acordos de Oslo}seria um estado atacando outro, e Israel estaria mais legitimizado a responder militarmente???
Gustavo:
Em tempo:
Tudo tem que ser negociado conjuntamente.
Não tem esta de se retirar de terras e levar homens bombas na cabeça{como foi com Rabin} e ainda misseis do Hamas.
Retiradas e trocas de terras,só conjuntamente com o processo de desmilitarização, aceitação do Estado Judaico de Israel{sem retorno de refugiados} e quem ficaria nas fronteiras para impedir contrabando de armas.
Não se compra ou vende o banheiro,depois a sala,os quartos,etc……
Se negocia o imóvel todo de uma vez, é tranzação completa.
José,
Pq sempre esse pessimismo? Em que vc acredita? Qual seria a solução? Não existe ?
Os árabes e judeus sempre foram eximios negociadores, com habilidades diferentes etre si mas, competentes.
Pq não param com as armas e usam seus dons naturais?
Negociação.
Abs
responder este comentário denunciar abusoC.C.J,
A pergunta foi feita ao José, mas eu vou tomar a liberdade de responder:
A solução seria, obvio, negociar. E em uma negociação, como bem disse o Gustavo,cada lado está disposto a pagar o mínimo possível. Ao dialogarem, aceitam pagar um preço mais elevado, onde a oferta e a demanda se cruzam.
Até aí tudo perfeito, só que existe um probleminha. Uma das partes, hamas, tem como objetivo, DESTRUIR Israel. O que seria ceder neste caso? Destruir metade? Um terço?
Na minha opinião só haverá uma solução justa quando os palestinos finalmente se convencerem de que terroristas e principalmente seus líderes, tem como última preocupação o bem estar do povo.
Com um grupo cujo OBJETIVO é a aniquilação de um país, não há conversa possível.
E como imagino o que vem por aí, já me adianto: o Irgun não pretendia destruir a Inglaterra, no estatudo do Vietcong não constava o aniquilamento dos EUA, nem no do IRA o da Inglaterra.
Negociar com quem pretende construir um país, tudo bem, mas nunca com quem quer destruir um.
C.C.J
Tomara que eu esteja equivocado, e que um acordo que a segurança de Israel não fique em jogo para sair.
Morei em Israel e tenho um irmão mais novo que mora lá e é Tsairet Makall,que já combateu no Libano e em Jenin.
Toda juventude não adora fazer 3 anos de Tsavá, e depois meluim{ um mês de reciclagem} por ano mais 20 e tantos anos pela frente.
Ninguem gosta de guerra,de entrar em Gaza ou no Libano, te digo de coração que se houver condiçôens de paz que não arrisquem a existencia de Israel, a paz pode ser realidade um dia.
Mais não acreditamos nos palestinos, e sim nas condiçôens,que se refere a fronteiras defensaveis, e certamente as IDF no vale do Jordão.
Se isto vai contra o interesse dos palestinos,é um direito deles.
Cada um tem sua verdade.
Eu vi Rabin devolver terras e Arafat responder com Homens bombas.
Eu vi Israel sair de Gaza,e invés de eles se desenvolverem e buscarem o dialogo para a criação do seu estado,preferiram a linguagem dos misseis.
Mais tomara que eu esteja errado,pois ninguem adora na plenitude dos seus 18 anos ficar no exercito 3 anos, só voltar uma vez ao mês para casa,e ir para a guerra matar ou morrer.
Ficaria muito feliz se a paz fosse possivel.
MarioS e José,
Concordo tudo que vcs disseram. Aliás, já disse o mesmo q aqui várias vezes. Mas a questão continua, e alguma soluação tem q existir.
Por exemplo,
Vc acha possível acabar com o Hamas do jeito que esta hoje? Eu acho impossível. Se Israel entrasse em Gaza para tentar acabar com o Hamas, só prejudicaria Israel, até pq, pra acabar com covardes que se escondem entre civis, só matando todos os civis, certo?
Então como fazer?
Acho que essa aproximação do Hamas com o Fatah é uma jogada pelo medo da primavera árabe, visto que o Hamas ficaria isolado com a queda dos Sírios, Líbano entraria em questão delicada, e o Hezboalh teria que se preocupar internamente.
Do mesmo jeito que o Hamas esta se mexendo para se fortalecer no jogo polítco, dizendo que irá sentar com o Fatah para negociação, ele terá que se mostrar, sair do armário. Logo se o Fatah e o Hamas se juntarem e continuarem a atacar Israel, logo israelnses terão inimigo visível, pq se o povo palestino não se pronunciar contra isso, com manifestão, estarão respondendo juntos com ambos os grupos.
Caso o Hamas passe a perna no Fatah, caberá a ele e ao povo palestino se rebelarem e acabarem com o Hamas.
Veja, que Obama foi sensacional nessa, ele deixou todo mundo de cara com a verdade. Por isso que Israel deve ficar quieto e tentar entrar em negociação, pq, se Hamas não aceitar e o povo palestino não realizar manifestação de apoio ao plano de paz, eles são ( e ai não é só o Hamas) responsáveis na frente do mundo inteiro, que são contra a existência de Israel.
Obama colocou o Hamas em situação delicada, justo quando ele tentava uma jogada, agora tanto Hamas e Fatah, terão que se apresentar. Terão que dizer se aceitam ou não Israel. Se querem a paz e o estado Palestino ou não.
Convocou tbm o povo palestino a se pronunciar e agir. O recado dele, dizendo que todos os protestos pró-democracia terão apoio dos EUA. Como o Hamas não pratica democracia em Gaza, basta os palestinos dizerem o que querem.
Mais uma vez, Israel, Palestinos, Fatah e principalmente o Hamas, terão que se pronunciar e assumir a responsabilidade por sua posição.
Ai as regras do jogo mudam. O mundo todo estará vendo as posições de ambos os lados e saberemos quem quer a paz e quem não quer.
Se não concordam comigo, por favor, me apresentem outra idéia ou estratégia.
Abs
responder este comentário denunciar abusoC.C.J,
De um modo geral concordo com voce.
Se o povo palestino se pronunciar contra o terrorismo, se rebelar e acabar com o hamas, enfim, se pronunciar e agir, a paz estará próxima
“Se não concordam comigo, por favor, me apresentem outra idéia ou estratégia.”
De momento só resta esperar que isto aconteça
Gustavo,
O discurso do Obama teve vários pontos, como vc bem destacou no texto, importantes. Não só a questão Israel x Palestaina que concetrará as discussões aqui.
1. Ele deu um recado sim a Arabia Saudita, obviamente sem citar nomes e entrar em detalhes, visto que isso causaria uma explosão desnecessária no OM, ele disse na parte mais forte do seu discurso e talvez a mais importante, que os EUA irão apoiar toda e qualquer manifestação popular pacífica e pró-democracia contra todas as ditaduras do OM e Norte África. Essa é a grande questão. Disse bem claro que Assad e Kadafi não correspondem a isso. E mostrou que no Yemen e Barhein, existe negociações com o governo para transição para democracia.
Todo o seu planejamento, desde o começo, foi buscando a democracia no OM e África, visto que não tinha outra alternativa do que essa. Os governos ditadoriais, que os EUA na guerra fria tiveram que apoiar, já não mais faziam sentido. Como Obama disse em seu discurso, um país fechado acaba com as oportunidades de seus cidadãos a se desenvolverem profissionalmente. Ele cita os levantes no Egito como exemplo. Cita tecnologias e que os jovens egipicios querem oportunidades.
Ou seja, seu próprio deve realizar, se desejar, manifestação pacífica e pró-democracia. Se isso acontecer, os EUA apoiarão e levarão recursos$$. Dizer isso em um discurso é muito forte e demonstra todas as ações, posições, posturas e estratégia de seu governo.
Muitos aqui disseram que ele é inseguro e confuso em relação a política externa. Levou porrada dos árabes e israelenses. Os republicanos fazem motim contra ele, de um jeito histérico que pouco tem a ver com a história republicana nos EUA. Quando alguém, que possue posições e caminhos diferentes dos que estamos a acostumados a ver, propoe um novo olhar aos problemas, a história nos mostra que ele é atacado, xingado de fraco, injustiçado e somente reverenciado depois que morre.
Obama é isso, sua trajetória é de quem rompe barreiras, e conseguiu por méritos próprios. Conseguir ser o presidente negro americanos vencendo quem era “panela” (Hillary). Enfrentou seu próprio partido. Enfretou o racismo. Enfrentou os republicanos. E se elegeu quando ninguém achava que isso era possível. Fez de tudo para aprovar o plano de saúde e tomou porrada de todos os lados, porém não desistiu. Tentou fechar guantanamo, não conseguiu, mas tentou. Esta tentando realizar a reforma de imigração, e vai conseguir. Ele, mesmo que possa ser ridicularizado e triturado, não muda as posições e promessas que levaram ele ao poder. Quem, no mundo hoje, pode dizer que tenta ou cumpre todas as promessas de campanha. Quem no mundo hoje, não muda posição e prrojetos por questões políticas ? Quem tem essa coragem?
Obama simboliza, nas suas posturas e atiudes, a mudança. Gostem ou não. Ele será considerado no futuro, um dos maiores líderes da humanidade.
Aparentemente, depende agora dos Palestinos da Faixa de Gaza. Só! Quanto a estado desmilitarizado não deveria ser um grande problema se é a única forma de se conseguir a paz. Japão e Alemanha já foram desmilitarizados e superam a incomoda situação.
“Japão e Alemanha já foram desmilitarizados e superam a incomoda situação.”
Muito bem lembrado Fabio Figueiredo.
A meu ver, os palestinos nunca aceitarão um Estado desmilitarizado e os argumentos do gabrielpezzini foram certeiros em relação a isso. Immanuel Kant em sua obra “À paz perpétua” entendia que o primeiro passo para a paz permanente no mundo seria a abolição dos exércitos, algo óbvio, mas isto em um plano ideal. Alguém aqui acredita que um Estado aceitaria ser o primeiro nessa trajetória? Ainda mais a Palestina após anos de submissão? Como coloquei em outro comentário, uma coisa é a Costa Rica ser desmilitarizada tendo vizinhos que sequer conseguem manter suas forças armadas, outra diferente é o Estado Palestino não ter exército em uma região notoriamente belicista. Suponhamos que os palestinos assim aceitem, em caso de necessidade de um exército, por exemplo: agressão estrangeira ou caos interno, como repelir a situação? Utilizando-se de um exército de outro país? Maquiavel já ensinava que “o Príncipe” nunca estará protegido se fizer uso de um “exército de mercenários”, podendo ser entendido aqui no exemplo como um “exército terceirizado”, tendo de ter forças armadas fromadas por seus próprios nacionais para almejar alguma segurança.
Realmente Chacra o discurso de Obama, foi de arrepiar, enfim um presidente americano que parece se aproximar da justiça.
Ainda não gosto dele mas devo admitir que foi o melhor discurso para o oriente medio desde Jimmy Carter.
Espero que Israel pare de criar obstaculos e aceite a criação e digo mais, tenho esperanças que Israel ajude os palestinos a se fortaleceram nas instituições democraticas ( marca inquestionavel de Israel), afinal de contas Israel é uma das nações mais democraticas do mundo, alem disso o estado judeu poderia ajudar em muito em ciencia, agricultura, saude, etc.
Se o estado israelense ajudar na fundação do estado palestino, sou capaz de achar que os palestinos como gratidão aceitarão a parte territorial desejada por Israel.
Torço muito por um estado palestino e Israel seguro.
Só espero que não seja uma artmanha de Obama apenas para impedir que os palestinos peçam em setembro o reconhecimento de seu estado
Perfeito MARCIO! Ou melhor, QUASE perfeito.
“Espero que Israel e os palestinos parem de criar obstaculos
“afinal de contas Israel é uma das nações mais democraticas do mundo”
Prepare-se para ouvir!
Também torço muito por um estado palestino e Israel seguro.
responder este comentário denunciar abusoMarcio:
sou capaz de achar que os palestinos como gratidão aceitarão a parte territorial desejada por Israel.
A gratidão de Arafat pelas retiradas de Israel foi mandar homens bombas se explodirem em Israel.
A gratidão de se retirarem de toda faixa de Gaza foi mandar foguetes em Israel.
Dizem que a primeira palavra magica é 1967 para a paz.{primeiro tempo{
Só não dizem que é para depois passarem para 1948.{segundo tempo}
Este jogo tem dois tempos.
Caro Jose, são outros tempos, todos estão calejados pelo sofrimento de decadas de insegurança para Israel e de privações palestinas, acho que o mundo deve dar um nova chance a paz, com a globalização que permite uma rapidez de informação por todo mundo, nem Israel poderá mais subjulgar mais o povo palestino e nem os terroristas palestinos poderão mais ameaçar a segurança do povo de Israel, hoje em dia nada passa despercebido da midia e quem cometer crimes será massacrado pela opinião pública mundial.
Acabou o tempo de guerras invasões criminosas e atentados terroristas, pode crêr.
Abraço
Marcio Reis
Marcio Reis, segundo vc. os atentados terroristas devem ter acabado ontem, pois não faz dois meses explodiram uma bomba em Jerusalem e dispararam um missil em um onibus escolar. Espero que o chefe do hamas que lhe telefonou esteja falando a verdade.
responder este comentário denunciar abusoSinceramente Chacra, acho que Obama está desesperado e criou junto a sua equipe uma noticia de impacto para sobrepujar as intenções violentas dos povos do Oriente Médio no advento Bin Laden, e também dar um reforço na sua campanha ao segundo mandato; não vejo uma solução facil, Israel não vai entregar nada, isso é certo, até lá a administração da Casa Branca muda e o “imbrolhio” continua.
Gustavo,
Morei em Israel por algum tempinho e tive a oportunidade de conhecer Gaza. A disputa atual de palestinos e israelenses parece a luta de Davi contra Golias. Dessa vez Davi é palestino e Golias hebreu e o Golias está ganhando.
O povo lá, pelo menos onde passei, vive em condições terriveis. E olha que eu conheço pobreza, vindo do norte do Brasil !
Tomara que tenham parte da terra deles de volta e tenham um nação para eles. Assim eles poderão se concentrar em melhorar as condições de vida deles. A luta que travam atualmente toma prioridade Tantos palestinos nasceram durante a ocupação, nunca conheceram o que é ter a própria nação.
Abrindo os olhos para questões mais reais como educação, serviços báscicos, etc. a luta armada vai para segundo plano.
Que bom que o Obama tem essa visão das fronteiras, ainda que me pareça tão estranho que o destino dos palestinos seja decidido por outros que estão tão distante.
Chacra,
“A Costa Rica, em uma zona tão violenta contra o Oriente Médio”. Creio que você quis dizer “como o Oriente Médio” e não “contra o Oriente Médio”.
Qualquer das duas formas comporta erro. É um absurdo dizer que a América Central é tão violenta como o Oriente Médio. Não é.
E mais: a Costa Rica decidiu por fim ao seu exército por questões internas. Para impedir golpes de estado. Não sofria ameaças de forças externas, como os palestinos sofrem.
E mesmo assim, é bom lembrar, que os contras da Nicarágua operavam no norte da Costa Rica, e a Guarda Nacional não tinha como combatê-los.
Essa proposta do Obama é para não ter estado palestino.
E quem irá convencer Israel de alguma concessão em relação aos refugiados e à Jerusalém?
E o dia que Israel atacar? Como interpor alguma resistência? Estaremos entrando novamente nas possibilidades de um Hezbollah palestino.
Quem irá garantir a segurança palestina contra uma invasão externa, seja qua for?
Quem deve decidir se vai ter forças armadas ou não são os palestinos.
o problema de um estado palestino desmilitarizado é que a responsabilidade pela ordem na regiao continuaria com o exercito de israel, entao sempre que um palestino quiser brincar de lançar “foguetinho” pro alto quem tem de intervir é israel, e ai vao morrer “civis’ e o resto da estória td mundo ja conhece.
por isto, acho q a melhor opção é a palestina ter um exercito que consiga suprimir as milicias e grupos terroristas existentes. acho q é mais provável de ter paz real assim.
Gustavo,
Outro ponto interessante do discurso, é quando ele pede um planejamento de recuperação da economia egipcia e propoe que esse seja um caminho para o OM e África.
Sempre disse aqui, que o sucesso dos levantes dependerá do que acontecer no Egito. Sua posição geográfica, sua história e seu povo são, de uma certa forma, inspiração para todo o OM e grande parte da África.
Se injetarem dinheiro lá, criar uma economia de mercado forte e gerarem oportunidades e empregos, outros países logo seguiram esse caminho, e grande parte dos países irão estabelecer a democracia. Países que não acompanharem isso, serão isolados e terão grandes problemas internamente.
Os levantes estão acontecendo e, é importante ter em mente, que em paralelo o processo de transição de tipo de governo estará ocorrendo em certos países, e eles serviram de exemplo para o que irá acontecer pós derrubada. Ai esta a grande necessidade de enfiar grana nesses países.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, acaba de demonstrar como o Hamas é uma organização extremamente moderada em comparação à direita israelense. Mal Obama fez o seu discurso, Netanyahu teve o desplante de dizer que não devolverá as áreas ocupadas ilegalmente por Israel na Cisjordânia, na Faixa de Gaza e em Jerusalém Oriental. Ou seja: o atual governo israelense se recusa a negociar e insiste em achincalhar a comunidade internacional. E os caras ainda querem ter seu direito à existência reconhecido pelos palestinos, ao mesmo tempo em que declaram que não devolverão aos mesmos as terras que lhes roubaram. É muita canalhice. O que isso nos diz sobre Israel?
Vamos ver se aqui o comentário tb não será “censurado”:
O pronunciamento de Obama sobre a Palestina representa nada mais do que uma piada de mau gosto – qualquer recém-nascido com o mínimo de conhecimento de Direito Internacional sabe que a constituição de uma força de defesa para o próprio território é um dos bastiões básicos do conceito tradicional de soberania de qualquer Estado.
Ao defender o tal “Estado” palestino “desmilitarizado”, Obama repete a postura de outros presidentes norte-americanos de alinhamento praticamente completo aos supremacistas do AIPAC.
Em outras palavras, “façamos média” com os pobres e desunidos árabes por meio de tal proclamação absolutamente inócua, enquanto continuamos a lamber as botas do criminoso de guerra Netanyahu (para não mencionar seu assecla Lieberman) quando de sua visita aos EUA.
Nothing new here; move along, citizens…
Ric, concorde ou discorde da AIPAC, trata-se de um organização pró-Israel que realiza lobby para defender seus interesses em Washington. Isso está na lei americana. Os palestinos também fazem o mesmo. Nações como a Arábia Saudita tem lobby poderoso, mas optam por defender seus interesses na área do petróleo, e não dos palestinos
responder este comentário denunciar abusoGrande passo também foi dado com a reconciliação (praticamente definida) entre Hamas e Fatah.
Para mim, este seria a parte mais difícil de acontecer, e que eu “pessimistamente” achei que não aconteceria.
Como criar um Estado com dois governos?
Agora sim, já que faz parte do acordo a criação de um governo único provisório até as eleições.
Bom, após as eleições a coisa pode complicar de novo, mas é um início.
Saiu a fiança de DSK, logo depois de ele se demitir do FMI. Coincidência.
Gustavo,
Outro ponto para não seria acabar com a UNRWA e incluir os refugiados palestinos dentro da categoria dos demais refugiados classificados pela ONU? Não seria outro pré-requisito nas negociações que deva ser discutido?
Gustavo,
Alguns cenários possiveis:
Israel Palestina
Obama deixou claro qual é a proposta viável e realista da situação. ele ofereceu a mão a ambos os lados. Criticou os dois lados, mostrando quais as verdadeiras dificuldades. Consequência? Se um dos dois lados, se pronunciarem contra, que assumão essa responsabilidade.
Porém, fica uma pergunta, se o Hamas dizer algo contra o plano agora, estará ele dando um tiro no pé? Visto que estava tentando criar uma posição de governo. Ou seja, a postura do Hamas agora será determinante.
Explicando,
Se o Hamas ficar contra, Israel poderá gritar ao mundo que estes estão contra a paz e a criação de dois estados juntos lado a lado. E ai que esta a grande questão:
Como o povo palestino irá se manifestar diante de uma posição contraria do Hamas, depois que EUA e Israel reconheceriam esse plano de paz (q o mundo apoia)??????
Com os levantes árabes, o povo palestino deve se pronunciar contra ou a favor do Hamas. Deve ir pra rua e dizer que não apoiam o Hamas e que querem esse acordo de paz.
Essa é a hora da verdade e Israel tem q ser inteligente nessa hora, e esperar a movimentação palestina do fatah e do Hamas antes de dizer qualquer coisa. Será importante para Israel REAGIR e não agir. Isso poderá determinar muita coisa. Deverá tbm estar atento ao que o verdadeiro povo palestino quer.
Caso o Hamas fique contra e o povo faça algum protesto, como o Hamas irá reagir?
Obama colocou Israel e Palestinos de cara com a verdade. Isso foi jogada de gênio.
Vamos ver agora, a postura de verdade dos dois povos.
Olá Gustavo, boa tarde!
Agradou-me bastante o discurso concedido por Obama em virtude dos pontos baseados na justiça e uma solução plausível para ambos os lados. Todavia, não acredito em uma fácil aceitação por parte de Israel a sugestão de Obama, uma vez que o país continua com expansões nos assentamentos, e como vimos agora a tarde a resposta já dada por Netanyahu. Ademais, com base no realismo, difícil imaginar a aceitação de um estado desprovido da militarização na região do Oriente Médio.
Parabéns pelo excelente trabalho realizado no blog!
Alexandra, obrigado pelo elogio ao blog
responder este comentário denunciar abusoGustavo:
Faltou acrescentar no seu texto estas falas de Obama:
Obama urged Palestinians and Israelis to renew peace talks, and stressed that the Palestinians’ efforts to delegitimize Israel will fail.
“For the Palestinians, efforts to delegitimize Israel will end in failure. Symbolic actions to isolate Israel at the United Nations in September won’t create an independent state,” Obama said.
“Palestinian leaders will not achieve peace or prosperity if Hamas insists on a path of terror and rejection. And Palestinians will never realize their independence by denying the right of Israel to exist.”
José, vou atualizar. Escrevi bem rápido, mas acho que toquei neste ponto. Vou ver. Se não foi aqui, foi no impresso ou no rádio
responder este comentário denunciar abusoGustavo,
Na minha opinião, desmilitarizar o Hamas e o futuro estado Palestino é melhor para os próprios palestinos.
Visto que ali as armas poderão ser usadas por radicais para atacar Israel e acabar com todo o processo de paz. Ou será usada como ditadura ou regime religioso extremo contra os palestinos.
Ou seja, como foi melhor para dois dos melhores países do mundo hoje em dia, Alemanha e Japão, pq não será para a Palestina.
E sem esse papo de que tiraria soberania e segurança, pelo contrário.
O Japão fica pertinho da Coréia do Norte e da China, rivais militarizados que poderiam querer algo. Nada aconteceu. Tbm tirou aquele DNA do Japão sempre de estar em guerras. Não existiu possiilidade de ditadura e não existe crimes no Japão.
Na Alemanha, viveu ao lado da sinistra União soviética, e tinha um muro apenas para separar de um exército. E o lado sem armas ganhou.
A humanidade esta cheia de bons e maus exemplos, pq sempre esquecem os bons exemplos?
Me parece que o sinal de Obama já está sendo recebido:
“”Ramala, 19 mai (EFE).- O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, pediu nesta quinta-feira a Israel, pouco depois do discurso de Barack Obama, que dê ao processo de paz a ‘oportunidade que se merece’, assinalou um de seus assessores, Saeb Erekat, em entrevista coletiva em Ramala.
Abbas também agradeceu a Obama pela ‘atenção’ que mostrou para ‘o direito dos povos à autodeterminação’, entre eles o palestino, que ‘espera e procura a salvação da ocupação israelense’, segundo divulga a agência oficial de notícias palestina ‘Wafa’.”"
Otavio
Gustavo
Os fatos acontecem em tal velocidade no OM que os posts caducam em questão de horas. Deve ser difícil para vc. O discurso de Obama foi histórico. Fará com que os palestinos tenham condições de negociar numa posição de equilíbrio com Israel. Terão, para isso, obrigatoriamente, que reconhecerem a existência do Estado de Israel, além de algumas outras concessões e barganhas. Mesmo que isso não satisfaça uma das partes, ou ambas, quem ganha com isso são os povos de todo o mundo. Parece que Fatah e Hamas estão melhor informados do que possa aparecer. A reunificação de ambos não veio por acaso. Se desmilitarizado, o Estado Palestino, Israel não terá mais como justificar a questão da segurança como argumento para não aceitar a paz. no entanto, factóides poderão ser estimulados como fator para se botar novamente areia no processo de paz. “O conflito na Palestina passará a ser contado desde antes do massacre de Gaza e depois do massacre de Gaza”. Lembra-se?
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Entreouvindo na Casa Branca
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- Ô Obama, por que no discurso você não falou algo sobre as mulheres da Arábia Saudita?
- Ora Michelle, e por qual razão eu iria me envolver na Sharia dos aliados?
- Poxa… coitadas, elas nem podem mesmo dirigir e viajar pra algum lugar…
- Mas ir pra onde, se Meca e Medina já são por lá mesmo?
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“Netanyahu rejeita proposta de Obama para Estado palestino”
“Premiê de Israel afirma que retorno às fronteiras pré-1967 compromete segurança de seu país” (estadão)
Quem disse que os estado de Israel está seguro hoje?
Bibi é mais um dos sionistas mentirosos que vendem uma imagem de um estado seguro, aonde os judeus viveriam em paz.
Israel não é seguro ?
Morreram nas guerras desde 1948 22000 israelenses.
350 por ano na média ….e com certeza a curva é descendente.
responder este comentário denunciar abusoTiopi,Israel e tao seguro que eu penso que eum dos unicos paises do Mundo
onde as criancas(8 anos) vao sozinhas para a escola de bicicleta ou a pe.
A impressao que se passa e de que Israel e Gaza,NAO e.
Porisso digo que as pessoas que falam contra nos deveriam visitar Israel
uma vez na vida,e depois falem o que queiram.
Bibi nao precisa vender nada,ele e apenas um politico de carreira.
Aqui nao ha sequestros relampagos,nem a violencia que ha no Brasil.
Uma proposta sensata e pautada pelo bom senso. Outro dia, Gustavo, você postou que “o Hamas precisaria reconhecer o Estado de Israel dentro das fronteiras pré-1967 e renunciar à violência, entregando as suas armas para a Autoridade Palestina. Se não concordar, é porque não quer paz. Israel, por sua vez, deveria congelar a construção de novas unidades habitacionais em seus assentamentos até que as fronteiras entre os dois países sejam definidas. Se não aceitar, é porque não quer paz”, concordo e acho que é o caso agora.
Quanto ao estado desmilitarizado, parece-me realmente uma condição razoável – e exemplos abundam nos comentários de estados desmilitarizados que lograram preservar suas soberanias e prosperar. Não deslegitimo preocupações daqueles que pensarem que Israel interferirá em assuntos internos do Estado palestino se se sentir ameaçado, mas 1) é ingênuo pensar que qualquer força armada que o Estado palestino organize seja párea para Israel e 2) caso a agressão para de outro vizinho que não Israel, a ONU com e os EUA cairão em cima, pois não tolerarão uma interferência não israelense que ponha em risco o concerto atingido justamente com Israel.
Enfim, o Estado palestino deve organizar, sim, uma polícia civil e um Judiciário forte, sem mencionar a vinculação a valores democráticos. Aí, passa a haver genuína esperança de paz para a região.
Errata: “caso a agressão PARTA de outro vizinho que não Israel, a ONU E OS EUA cairão em cima”…
responder este comentário denunciar abusoEn 1948, la ONU votó la partición del Mandato Británico en Palestina en dos estados, uno judío y otro árabe. Los judíos aceptaron la partición. Los árabes la rechazaron.
La comunidad internacional ofreció convertir a Amin al Husseini, el líder de los árabes palestinos, en el jefe de un Estado a pesar de que sobre él y sus asociados más cercanos, pesaba una orden de arresto británica, emitida en 1938 por actividades terroristas (no imaginadas sino por el asesinato de mucha gente), y a pesar de que había pasado la Segunda Guerra Mundial en Berlín haciendo propagando pro-nazi, reclutando soldados para las unidades de las SS, y planeando un Holocausto de judíos en el Oriente Medio.
Sin embargo, Al Husseini rechazó la partición y también la rechazaron todos los estados árabes. Mientras que Jordania quería llegar a un acuerdo y el gobierno de Egipto no estaba entusiasmado; debieron acompañar a la intransigencia de al Husseini, a la histérica opinión pública de sus respectivos países y a las presiones de otras naciones árabes. El líder de la Liga Árabe, agente nazi durante la Segunda Guerra Mundial, se jactaba de que los judíos debían ser masacrados. Los Hermanos Musulmanes, que colaboraron con los nazis, durante la guerra, y fueron subsidiados por ellos, antes de la conflagración internacional, enviaron voluntarios para combatir a los judíos.
También, un ejército árabe palestino, cuyos comandantes principales pelearon a favor de los Nazis durante la Segunda Guerra Mundial, fueron a combatir a los judíos con armas provistas por los Nazis (suministradas para la revuelta Palestina de 1939 y para la revuelta egipcia de 1942 que nunca ocurrió). Ellos fueron derrotados.
Luego, los ejércitos de los países árabes invadieron Israel. Ellos fueron duramente derrotados; aunque los egipcios se mantuvieron en el área de Gaza y los jordanos tomaron el este de Jerusalén y lo que ahora se conoce como la Cisjordania. Egipto tomó el control de Gaza y Jordania anexó a Cisjordania.
Todos lo que pasó después fue consecuencia de la decisión árabe de rechazar la solución de dos estados y la creación de Israel.
Esa es la conclusión final. El desastre se debió primero y principalmente al liderazgo árabe palestino y en segundo lugar a los países árabes y sus públicos.
En relación a la “nakba”, los palestinos árabes y el
mundo árabe-parlante deberían reconocer a grandes rasgos que el desastre resultó del rechazo a aceptar la existencia de Israel y buscar un compromiso verdadero para una solución de dos estados.
¡En cambio, en nombre del desastre de 1948, ellos están repitiendo las mismas políticas que lo provocaron! De hecho, esas son las mismas políticas que condujeron a auto infligirse los desastres de 1967, 2000, y otros desde ese entonces.
Por ejemplo, como parte de los preparativos para conmemorar el desastre de 1948 la televisión de la Autoridad Palestina emite repetidamente un video musical titulado “Camino a Jerusalén”. Sus principales estrofas son:
“Jaffa, Acre, Haifa y Nazaret son nuestras.
[Yo], Mahoma (Muhammad), canto sobre la Galilea y el Golán.
Jaffa, Acre, Haifa y Nazaret son nuestras”.
Esto es precisamente la solución de un sólo estado, borrando a Israel del mapa, lo que los llevó al desastre en 1948, y a cada uno de los desastres desde ese entonces, y a más desastres en el futuro previsible. Sesenta y cuatro años (contando desde 1947) de políticas fracasadas no han generado sabiduría.
Casi todos los eventos – la revolución egipcia, los manifestantes intentando cruzar la frontera con Israel, los ataques terroristas, los simpatía de Occidente, etc. —son interpretados como una prueba de que la destrucción de Israel es posible y de que, por lo tanto, se deben perder otras décadas mediante la intransigencia diplomática y la incitación a la violencia antes que en esfuerzos constructivos. Esta es la razón, a propósito, de por qué los palestinos al final siempre pierden.
Esto ha continuado por tanto tiempo que gran parte de Occidente se ha olvidado de las raíces y las continuas causas del conflicto, del sufrimiento palestino, del sufrimiento israelí, de la violencia terrorista y la difamación de Israel.
Nota: El empleo de las palabras “colaborador nazi” y otras menciones a las actividades pro-nazis de este artículo no han sido designadas con su nombre pero están basadas en materiales de inteligencia alemanes y norteamericanos. Estos puntos serán completamente documentados en detalle en el próximo libro que he escrito con Wolfgang Schwanitz, y que será publicado por Yale University Press el año que viene.
Barry Rubin es director del Centro Gloria, del Instituto Interdisciplinario Herzlía, editor de la revista Middle East Review of International Affairs (MERIA) Journal, y columnista en PajamasMedia
eu acho q vi um gatinho, ou melhor
eu achoq vi uma luzinha no finalzinho do tunelzinho……….
senhores, quem sabe o começo de uma nova era,
gustavo, excelente post, parabens
Eu sempre disse no blog que, para os EUA e aliados no OM, não é conveniente países árabes democráticos, nem tampouco de um Estado Palestino. Mas Obama parece que percebeu que isso não mais pode ser sustentado a ferro e fogo, diante de uma revolução árabe (Primavera Árabe) irreversível. Veja no Egito, por exemplo, as manifestações populares em solidariedade aos palestinos no final da semana passada. Na Síria, os palestinos, após 40 anos, com um mínimo de liberdade, decorrente dos desdobramentos da crise no país, partiram atabalhoadamente para a Colina de Golã, em protesto contra Israel. O mesmo acontecendo em vários outros países vizinhos ao Estado hebreu. tém mesmo Fatah e Hamas estão estão na marca de pênalti, colocados pelo seu povo, que querem democracia e unidade de ação, como ficou patente em recentes manifestações convocadas pela internet, a exemplo do que aconteceu nos países árabes. Quando eu disse que Israel funcionava como “escudo protetor” para os ditadores, o Gustavo me recriminou. No entanto, na Síria ficou patente que o estado de emergência imposto pela ditadura funcionou muito mais para reprimir qualquer manifestação de protesto contra o governo, que por uma questão externa. Se “perdeu” Golã, ganhou em troca o controle do Líbano. E quem mais se beneficiou com isso foi o governo israelense com seu ímpeto expansionista. No Egito, não foi diferente. O mesmo é válido para a Jordânia, o Iraque e a Arábia Sudita, além de outros. No caso da Jordânia a coisa se complica ainda mais. Obama deve ter considerado essa questão também. Por incrível que possa parecer, o único país que continua resistindo a toda essa engenharia geopolítica que se desmorona, construída pela Oligarquia, liderada pelos EUA é o Irã, pós-Xá. Pais que, em defesa da soberania, passou por pelo menos três boicotes impostos pelos imperialistas nos últimos 100 anos. Agora, até que ponto interessa ao Irã a democratização no mundo árabe? No sentido inverso: Até que ponto interessa aos EUA a democratização do Irã? A exemplo do Iraque, é mais fácil justificar para o mundo um assalto a uma nação governada por um “ditador”…
Atualizei o post com o meu comentário na rádio Estadão/ESPN e lembrando que o Líbano, ironicamente, não foi citado
Penso que todos querem ver os resultados práticos, concretos dessa declaração do Obama. Do contrário poderá parecer que só quer o apoio árabe muçulmano para derrubar governantes ditatoriais que existem no OM.
O Estadão na parte internacional não fala nada sobre como se portou o Hamas contra a proposta de Obama,só botou Israel nos holofotes.
Tendencioso,não acha Gustavo:
Após discurso, líder palestino convoca reunião ‘urgente’
Mahmoud Abbas quer discutir a fala de Obama, que apoiou Estado palestino nas fronteiras de 1967
Para Líbia, Obama é ‘delirante’, diz Al-Jazira
Londres concorda com Obama, diz Hague
Netanyahu rejeita proposta para Estado palestino
Israel aprova mais 1,5 mil casas em colônias
Obama critica líderes sírio e líbio em discurso
Chacra: Obama apresenta fórmula de paz
José, se não colocaram, vão colocar. Na edição impressa, que eu escrevi, estará a reação dos dois lados
responder este comentário denunciar abusoVou escrever um bocado… Espero que alguém leia ![]()
Foi um baita discurso. Admirável. E o recado foi claro: os EUA apoiará aqueles que levantarem a bandeira da liberdade, prosperidade e diretos humanos. Lindo isso. Porém, o desfecho do discurso – que trata da visão dos EUA para a paz entre Israel e Palestina – me pareceu bastante irreal. Corajoso, louvável, mas descolado da realidade. Criação de um estado Palestino desmilitarizado? Absolutamente impossível. Por que? Muito antes do Estado Palestino surgir, ele já dispunha de suas forças militares. Várias no passado. Hoje basicamente duas, lideradas pelo Fatah e pelo Hamas. Se, usando todos os meios de que dispõe — legítimos e, não raro, ilegítimos — ao longo de décadas, Israel não conseguiu neutralizar essas forças armadas, absurdo pensar que agora conseguiria isso, por meio dessa “diplomacia” orientada pelos EUA. Acho que os EUA (e Israel) deveria mesmo reivindicar que o Estado Palestino realmente venha a ter suas forças armadas, organizadas e disciplinadas, sob o controle estatal. Ou seja: que ele proíba e dissolva as milícias partidárias hoje existentes. Até porque, se o Estado Palestino não fizer isso, vai se converter numa versão revista e piorada do Líbano. Chegará o dia em que a milícia do partido X vai iniciar uma ação militar contra Israel. Aí o Estado Palestino cretinamente dirá, como disse o Líbano: “não fomos nós, foi a milícia X”. É tudo o que os falcões israelenses precisam, pra meter o cacete em quem aparecer pela frente. E lá virá o choro e o ranger de dentes de sempre… Um monte de civis inocentes vai pagar o pato e a paz ficará cada vez mais longe. Com o Estado Palestino dispondo de suas próprias forças armadas, e sem dividir o poder militar com milícias partidárias, o papo será bem outro. O que o Estado Palestino fizer com elas é problema dele. Se tomar a decisão errada, pagará o preço. Não acho que a criação do Estado Palestino deva ser condicionada a que os palestinos reconheçam o Estado de Israel. Se quiserem reconhecer, que reconheçam. Se não quiserem, que se danem! Israel nunca necessitou desse reconhecimento, não necessita agora e, certamente, não necessitará no futuro. Para muitas correntes políticas palestinas, reconhecer o Estado de Israel agora não resolveria nenhum problema e, de quebra, criaria vários. Alguns de bom tamanho. Isso é coisa que virá com o tempo. Várias gerações terão que desembarcar deste vale de lágrimas para que comece a desaparecer o ódio acumulado ao longo de mais de meio século de matança. Por ora, basta que se tenha a paz. Uma paz armada, desconfiada, rancorosa e, volta e meia, instável, mas, sem matança. É o fim da matança que esvaziará o ódio.
Rodrigo, sem Exército, mas com uma polícia bem treinada. Não seria uma opção?
responder este comentário denunciar abusoO discurso é uma vitória diplomática impressionante de Israel.
1- Não haverá nunca um Estado Palestino com as fronteiras de 67. Nunca. Qualquer analista razoavelmente sério sabe disso.
2- O que Obama quer é impedir o setembro palestino na ONU. Isso criaria um embaraço enorme para todo mundo. A eleição está em primeiro plano no radar do Obama. Não pode correr o risco de perder o apoio do lobby judaico.
3- Os assentamentos vão continuar a crescer. Até as pedras sabem disso.
Moral da história: os obtusos dos dois lados caminham a passos largos para um estado único, como realidade, como fato. Um território binacional. Hoje, não vejo qualquer outra saída.
Abraços
Sr. Professor, um Estado Bi-nacional , para os israelenses, é o mesmo que a Cinderela dormir algemada,de um lado ,com o Jason e ,de outro, com o Fred Kruger!!!!!
responder este comentário denunciar abusoe o mais incrível é a habilidade diplomática da jordânia.
Há 65 anos usurpou o estado palestino árabe e ninguem fala desse “elefante”que bate a tromba em todos……incluindo o obama .
Abdullah deve ser muuuuuuuuito bom negociante .vou me aprofundar nisso .
responder este comentário denunciar abusoPrincípios são bonitos mas a vida já me ensinou que para tudo há um preço, inclusive para princípios.
É certo que constituir exército para defesa de fronteiras é direito de qualquer nação. É certo também que uma nação palestina desmilitarizada ficaria à mercê de qualquer país que quisesse invadi-la, mesmo que tivesse uma policia super equipada. É certo também que Israel não quer tanques e caças colados em sua fronteira. Temos, então, um impasse?
Depende do preço. Se os palestinos disserem: “topo um estado desmilitarizado contanto que eu receba US$ 50 bilhões de dólares para investir, acesso irrestrito ao mercado americano para qualquer produto, eliminação de 80% de todos os assentamentos e direito de livre trânsito de qualquer palestino em Jerusalém Oriental”….. será que Israel não toparia o preço para ter um estado palestino desarmado do seu lado?
Sempre que um oponente, em uma negociação, estabelece uma posição de princípio “inegociável”, é fundamental se entender o preço para o princípio inegociável ser negociado. Sempre há um preço. Se ele estiver ao seu alcance, talvez a champanhe possa ser aberta antes do que se imagina
Fabio, como sempre, perfeito
responder este comentário denunciar abusoFabio Nog:
Quando Israel saiu totalmente de Gaza,destruiu os assentamentos judaicos.
Porque o Hamas não usou sua ajuda milionaria da Europa e até negociar uma adicional com os USA para fazer resorts cheios de turistas nas praias de Gaza e partir para a diplomacia com Israel ao invés de optar pelo confronto com Israel ????
Me lembra o seu exemplo dado agora com estes fatos anteriores.
Fabio
É por aí mesmo. Negociar é o caminho.
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Fabio
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Ninguém ali quer ser feliz, todos querem é ter razão…
Sr. Fabio Nog, Israel expulsou 15 mil irmãos seus, de sua próprias casas, em Gaza para repassar o território aos palestinos,em um teste, em uma prova de fogo, para analisar se realmente, deseja-se um Estado ou um território desmilitarizado. No entanto ,os eternos reinvidicadores transformaram aquela área em um antro de terroristas, em um posto avançado para ataques constantes e contínuos contra Israel. Desde de que o Hamas, aliado da Fatah (grupo do pai de todos os terroristas, o serial killer Arafat),foram lançados em solo israelense mais de 10 mil foguetes e mísseis- ISTO NÃO É NORMAL!!!!- e ainda você vem trazer esta LADAINHA de ESTADO DESMILITARIZADO????????????? FAÇA-ME RIR!!!( para não chorar!!!)
responder este comentário denunciar abusoFabio Nog, os palestinos em 2011 estão com a faca e o queijo nas mãos, e só vão deixar de comer muito bem se deixarem o Hamas comandar o espetáculo – não vamos esquecer que por trás do grupo radical está o Irã com o seu propósito de excluir os Eua e Israel de todo e qualquer negociação no OM.
responder este comentário denunciar abuso“Princípios são bonitos mas a vida já me ensinou que para tudo há um preço, inclusive para princípios.”
Fabio,
Concordo, mas esta regra, como todas, tem uma exceção.
“Sempre que um oponente, em uma negociação, estabelece uma posição de princípio “inegociável”, é fundamental se entender o preço para o princípio inegociável ser negociado”
Voce se baseia na sua experiência, tanto profissional quanto a de observador do mundo, certo? Eu concordo com sua frase desde que inclua um praticamente no início, “praticamente sempre..”
Tenho certeza de que voce nunca negociou com terroristas suicidas, acertei?
Que preço oferecer a quem não liga para a própria vida?
As negociações não terão futuro se os extremistas forem incluídos.
Gente
Vamos dar crédito a Barack Obama, as propostas dele são razoáveis, dignas de serem discutidas.
Arquivem o passado, ainda que temporariamente, vamos colaborar com idéias para a paz.
Vamos sentar à mesa e negociar.
Não é hora de desenterrar defunto, é a hora de ver criança nascendo na maternidade.
Sr. Farhat, O Obama pode ter crédito…..mas quem não o tem…..são os sanguinários terroristas, que já mataram centenas ou milhares de seus próprios irmãos, sem julgamento, sem chance de se defenderem , executando-os ou trucidando-os das formas mais horríveis e selvagens, gente perversa, que fica tramando 24 horas por dia, como tentar destruir Israel, ou como, pelo menos matar o maior número possível de judeus, dentro e fora de Israel!!! Se não fossem os serviços de espionagem e contra-espionagem de Israel, a sociedade israelense seria transformada em um verdadeiro mar de sangue!! Por que todas as sinagogas e instituições judaicas do mundo inteiro têm sua segurança altamente reforçada?? Por causa destes mesmos malditos e diabólicos terroristas assassinos!!!!!!!!! que se comprazem com o inferno montado!!!!!!!
responder este comentário denunciar abusoBom! Agora é hora de completar o muro e incluir todos os grandes blocos de assentamentos dentro de Israel.
Bom! Agora é hora de anexar TODA Jerusalém histórica dentro de Israel, inclusive o monte do templo. Só entram os israelenses e os turistas, inclusive palestinos com passaporte do futuro estado.
Bom! Agora é hora de retirar as colônias distantes.
Bom! Agora é hora de exigir imediatamente do hamas e da AP o reconhecimento de Israel como Estado Judeu e democrático.
Este é o plano. Netaniahu vai lançá-lo com festa.
Duvidam?
Minhas fontes são exelentes.
e de onde virá o gás para iluminar a festa, do Egito?
responder este comentário denunciar abusoSr, Paulo Sergio, Até 1967, jerusalém Oriental, sob domínio Arabe-Jordaniano era inacessivei para adeptos de outras religiões e povos. Foram os israelenses que liberaram o acesso a toda e qualquer pessoa que queira visital o berço do Monotismo. Quanto aos seus prognósticos, em se tratando da proteção dos cidadãos israelenses e da soberania do Estado Judaico que, ao mesmo tempo é jovem-63 anos-e, ao mesmo tempo é milenar- mais de 3 mil anos!!! ,queira D-us que você esteja 100% certo!!!!!!
responder este comentário denunciar abusoGustavo:
Você sabe porque o Barack não falou nada sobre o Irã,o maior incentivador do conflito entre Israel e palestinos e que busca a sua bomba atômica ???
O Irã não tem nada haver com isto?????
José, o Obama falou e bastante do Irã no discurso
responder este comentário denunciar abusoJosé
O Iran maior incentivador? Não me faças rir. O Iran não apoia o Hamas.
Entenda uma coisa. O Hamas é salafita. Os shiitas sofreram – ainda sofrem – o diabo nas mãos dos salafitas.
1) Durantes anos, shiitas foram mortos quando de suas peregrinações as cidades santas de Kerbela e Najaf (Iraque).
2) Hoje em dia, organizações sunitas iraquianas explodem bombas em mesquitas shiitas (nessas duas cidades).
obs: se não me falha a memória o últimoa atentado matou 80 peregrinos.
3) O Jundallah – organização sunita iraniana – costuma fazer ataques e explodir bombas no Irã.
obs se não me falha a memória o maior ataque matou cerca 40 pessoas.
4) Shiitas hazaras são humilhados, espezinhados e mortos pelos sunitas salafitas no Afeganistão.
5) Mesquitas shiitas são explodidas no Paquistão por sunitas waabitas da Al Qaeda.
obs: agora em maio oito civis shiitas foram mortos em um cemitério.em Quetta
6) No Bahrein, shiitas são mortos e presos (70% do Bahrein é shiita) por uma monarquia sunita salafita.
7) Na Arábia Saudita shiitas são perseguidos e presos por uma monarquia sunita waabita.
Durante o governo sunita do Saddam Hussein, shiitas foram massacrados quando de um levante – incentivado pelos EUA que depois, em função de acordos com Saddam Hussein, deixaram os shiitas à própria sorte – alias um dos motivos das desconfianças shiitas e iranianas quanto aos EUA.
O Iran apoia o Hezbollah. Não o Hamas.
Otavio
responder este comentário denunciar abusoOtávio,
Existe e é comprovado o apoio do Irã ao Hamas.
Todos sabemos que dentro do Oriente Médio, o Irã é visto como um país particularmente agressivo. Seu governo declara ter por objetivo exportar sua Revolução Islâmica e se pautar pela ‘solidariedade muçulmana’. Ativamente, interfere internamente em três países. O Iraque, onde financia e treina milícias xiitas, o Líbano, onde financia e treina o Hizbolá, e os territórios palestinos, onde financia o Hamas. Nos três casos, o Irã sustenta exércitos paralelos àquele controlado pelo Estado. E é aí que reside um dos maiores – se não o maior – problema do Oriente Médio atualmente.
Prezado Chacra.
Você achou que seria difícil para Netanyahu dizer que não aceita esta proposta.
Mas ele já disse. Você viu esta notícia:
http://www.haaretz.com/news/diplomacy-defense/after-obama-speech-netanyahu-rejects-withdrawal-to-indefensible-1967-borders-1.362869 ?
é simples mas não é fácil…..
enquanto a mentalidade de “wipe israel of the map” existir NADA de novo debaixo do sol acontecerá…..
Rubens, não posso publicar vídeo no blog
responder este comentário denunciar abusoO nó mais difícil de ser desatado não são as colônias judaicas na Cisjordânia, nem o status de Jerusalém, e sim a situação dos refugiados palestinos, especialmente os do Líbano. Os libaneses recusam-se a aceitá-los como cidadãos e eles não têm para onde ir.
Depois que ele acabou com Osama finalmente o Obama colocou a boca no trombone – antes tarde do que nunca!
Estou bem “in the mood”, como dizem os americanos, para comentar isso pois estou ouvindo uma Radio de Damasco com mùsicas árabes e americanas alternadas (quem diria ?). Prefiro musicas árabes porque as americanas se ouve em radios do mundo todo.
Não entendo porque tanta insistencia numa Palestina desmilitarizada? Porque Israel pode ter um exército e a Palestina não. Então a Palestina deve ter medo de Israel mas o contrario não vale, paorque as armas irão falar por si. A comparação com a Costa Rica parece piada porque não tem nada a ver – são mundos bem diferentes!
No final ficou a pergunta: porque a Arabia e o Libano ficaram de fora do discurso. Por razões óbvias, porque a Nação Saudita é o aliado Nº 1 dos americanos na região e o Libano está tranquilo no momento.
BALELA!!!, mais uma de uma infindável lista! Como já escreví, em outras ocasiões, isto não vai dar em absolutamente nada!!!!!!
ENQUANTO ESTIVER AMEAÇADA A SOBERANIA E PRINCIPALMENTE A SEGURANÇA DE ISRAEL, NÃO HAVERÁ, DE FORMA ALGUMA,ACORDOS,NEM:
Um Novo Ninho De Cobras
Um Novo Fosso De Jacarés
Um Novo Vespeiro
Em Suma……..Uma Nova Arapuca Dos Terroristas Suicídas e……Homicídas!!!!!!!!!
Sou meio cético quanto a um acordo de paz.
Creio que o desejo do governo (atentem!) de Israel seja, a longo prazo, concretizar a presença de israelenses na Cisjordânia e formar um Estado Único na região, com a assimilação de palestinos para mão-de-obra, sem no entanto dar-lhes cidadania. Os que não concordassem migrariam para outros países árabes.
Quanto ao Hammas, sinto-o enfraquecido politicamente perante a população da Faixa de Gaza. Por isso entrou em acordo com a Fattah.
E, com a recusa de Israel para a paz servindo de desculpa ou justificativa, continuará sua política de agressão a Israel.
Tenho certeza de que um processo de paz somente seria estabelecido se houvesse um primeiro passo de Israel. Uma posição concreta. E o governo (atentem!) israelense não o deseja.
A segurança de Israel, de seus cidadãos e de todos os judeus do mundo, em primeiro lugar!!! o resto e falácia!!! ( dos terroristas e de todos que os apoiam!)
responder este comentário denunciar abusoO questionamento sobre se o Hamas vai aceitar ou não negociar com Israel é hipócrita. Está claro para todos que o Hamas ficou muito mais moderado. É a direita israelense que está a cada dia mais extremista, como mostra a rejeiçao de Netanyahu ao discurso de Obama minutos depois deste ser feito. Os palestinos querem a paz, inclusive o Hamas. É Israel que não quer a paz. Israel quer a continuidade do conflito. Israel é o Estado mais militarista do mundo atual. Em comparação com Israel, até a Coreia do Norte parece pacifista. Se o processo de paz fracassar, a culpa será de Israel, e de mais ninguém.
Alexandre,
Na boa, qual é o seu objetivo em insistir nas mentiras? Por que não experimenta, uma vez que seja, citar FATOS que corroborem suas teses?
Por exemplo: “Está claro para todos que o Hamas ficou muito mais moderado.”
Claro como? O que demonstra isso? Todos quem? TUDO indica o contrário, mas estamos dispostos a ouvi-lo.
Oque o Obama esta pedindo aos judeus e’ que SE SUCIDAM.
Fico maravilhado de ver certos comentarios nesse blog daqueles que acham que a situacao vai melhorar uma vez que Israel volte as fronteiras de 67. Uma perguntinha aos sabios. Por acaso depois que Israel cedeu GAZA aos arabes palestinos a vida deles viraram uma mar de rosas. Por acaso o Hamas aboliu de sua constituicao a destruicao de Israel ou por acaso continuam a amecar os judeus com foguetes e atentados terroristas.? Se nao estou enganado Cisjordania nada mais e’ doque a antiga judeia e Cesareia aqual a Biblia nos mostra claramente a conecssao dess terra com o povo hebreu. E pq teriam eles que doar esse terra aos seus inimigos? Me pasme ver a falta de conhecimento dos vulgos intelectuais desse blog querer defender o indefensavel. Devolver aos arabes palestinos territorios reconquistados em guerra pelos Judeus seria o mesmo os EUA devolverem os estados da California, Texas, New Mexico e Arizona ao Mexico para conter a imigracao ilegal mexicana.
“Se nao estou enganado Cisjordania nada mais e’ doque a antiga judeia e Cesareia aqual a Biblia nos mostra claramente a conecssao dess terra com o povo hebreu”. Mensageiro II, argumento religioso não é argumento, porque cada um tem a sua religião e alguns ainda não têm nenhuma. Um judeu não pode invocar uma terra como sua porque a Torá assim prescreveu contra um não judeu assim como um muçulmano não pode invocar uma terra como sua contra um não muçulmano porque o Corão assim prescreveu e assim por diante. Senão, amanhã eu invento a religião do Daniel, escrevo a Bíblia do Daniel, digo nela que Deus fez uma aliança comigo, que por ela Ele me outorgou Carapicuíba como terra sagrada para eu lá erguer minha igreja e povoar com meus descendentes e, com base nesse título de propriedade, eu baixo em Carapicuíba e toco todo mundo de lá…
Veja, não estou fazendo pouco caso dos escritos sagrados judaicos ou de qualquer outra religião. Só não acho legítimo invocar argumentos religiosos por membros de uma religião contra os membros de outra. O conflito no Oriente Médio é fundiário travestido de religioso. Em sua defesa, Israel tem o inatacável argumento da regularidade jurídica de sua constituição em 1948. E já que estamos falando em Direito, acordo ou transação significa duas partes conflitantes que abrem mão de parte daquilo que entendem que têm por direito ou daquilo que efetivamente são delas por direito em nome de uma composição que põe fim ao conflito. Até fazendo um gancho com o comentário do Fabio de Israel, acho, sim, que o discurso do Obama contém a máxima “baixem as armas e reconheçam o Estado de Israel”. Que outra coisa seria um Estado palestino desmilitarizado que reconheça Israel e se comprometa a evitar ataques que partam dele contra Israel sob pena de todas as sanções – inclusive intervenção militar – previstas pelo Estatuto da ONU?
responder este comentário denunciar abusoObama foi astuto e mostrou não ser tão bobo quanto demonstrava, finalmente ele foi menos parcial na balança, e deixou explicito reconhecimento a justiça quanto as fronteiras da futura palestina, como não existe formula magica a parte do ‘desmilitarizado’ (entendo como exercito) vejo como desnecessaria no momento, só serve ao proposito de nisto se criar um obstaculo para os radicais fincarem suas bandeiras, talvez tenha sido proposital com a intenção de deixar os palestinos com essa batata quente nas mãos da aliança fatah/hamas, não é impossivel uma palestina desmilitarizada mas não vejo qual o problema em se ter um exercito com atribuições dignas de uma nova era, sendo bom até mesmo para a segurança de isral, visto que seja o exercito que for o da palestina sabemos que não fara frente ao de isral.
No mais, realmente tem de se negociar olhando para o futuro, o passado de ambos é nefasto, não deve existir nada indivizivel que não possa ser devolvido nem tão pouco nenhuma nação pode sumir do mapa.
Gostaria de saber até que ponto os seguintes eventos influenciaram o obama: os levantes arabes; o assassinato do bin laden (alem de não ter pegado tão bem externamente, bem ou mal vai ter de dividir com o bush internamente); a infeliz atuação de israel no nakba e evidentemente o mes de Setembro chegando ?
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Percentual dos territórios
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1946____Judaicos 5%__________Palestinos 95%
1947____Judaicos 60%_________Palestinos 40%
1967____Judaicos 70%_________Palestinos 30%
1999____Judaicos 80%_________Palestinos 20%
2012____Obama 51%__________Republicanos 39%
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Fábio
Um Estado desarmado, mas policiado, poderia gerar um processo de integração econômica israelo/palestino, que poderá “contaminar” países vizinhos, com o Líbano e Israel no comando financeiro, além do FMI, fatores que em poucos anos resultaria numa das regiões mais prósperas do planeta. Com qualidade de vida e PAZ. O que sempre defendi no blog.
O timing do discurso, na véspera da visita de Netanyahu aos EUA, pode ser entendido como revanche dos EUA contra o anúncio de autorização de mais casas em colônias judaicas em Jerusalém Oriental, feito durante a visita de Mitchell?
Yoko:
Tá na hora do Japâo indenizar as milhares de mulheres chinesas e coreanas extrupadas pelo exercito imperial Japonês.
Nunca Israel cometeu esta barbaridade.
Gustavo, o que este comentário de José tem a ver com o que escrevi? Por que você permite este tipo de ataque gratuito?
responder este comentário denunciar abusoJosé, é melhor pesquisar um pouquinho.
Primeiro, não existe expressão “extrupar”.
Segundo, os crimes de guerra foram devidamente indenizados.
Terceiro, a sua resposta nada tem a ver com o meu comentário.
Quarto, você não encontrará nenhum japonês ou descendente justificando crimes de guerra como você e seus colegas fazem. Ou até pior, vocês não apenas justificam como incitam.
responder este comentário denunciar abusoJosé 19:36
A vontade dos ditadores no passado não pode prevalecer sobre a dos povos dos países árabes prestes a serem democratizados. Durante décadas esses povos não tiveram a palavra. Subjugados e humilhados pelos tiranos. Os EUA e Obama sabem que a situação de Israel é insustentável e que não podem mais colocar em risco os interesses maiores da nação americana no OM e no mundo para defender o expansionismo dos falcões israelenses, como fizera Bush. Um desastre! Quantas vezes nalertei sobre essa situação no blog. Veja como que quando se fala das fronteiras anteriores a 1967, a palavra “expansionismo” ganha um sentido bem mais literal na definição do quadro político na Palestina. Veja como a democracia, mesmo que ainda uma possibilidade latente faz cair por terra dogmas fabricados pela propaganda e marketing das grandes potências aliadas patrocinadoras do Estado de Israel. Veja como o discurso de Obama deu um novo alento ao direito de existência do Estado de Israel. Neste caso, todos os povos do mundo, cristãos ou muçulmanos devem, por justiça, defenderem o povo de Israel. E aquilo que enganosamente era definido como “causa dos palestinos”, passa a ser considerado como direito inalienável do povo palestino. Que diferença!
Qual Obama discursou?
O Obama que fecharia Guantanamo?
O Obama que investiria no multilateralismo?
O Obama que mudaria a relação com a América Latina?
Obama está jogando para o público interno e para frear os palestinos de irem a ONU e principalmente porque os europeus ja estariam dispostos a reconhecer o estado palestino, com isso os EUA estariam isolados.
Falar em estado desmilitarizado é fazer exatamente o jogo do Hamas que teria o mesmo argumento do Hezbolah, ao aceitar um exercito palestino poderia exigir a integração do braço armado do Hamas ao exercito, como ocorreu com a formação do exercito israelense. Se insistirem em não ter um Exercito oficial o Hamas sairia fortalecido, se a dita comunidade internacional tivesse apoiado o Exercito libanes o Hezbollah e demais milicias não teriam a força que tem hoje.
Com um estado desmilitarizado como obrigar o Hamas a depor as armas?
Um dia antes do negociador da paz de judeus e palestinos, George Mitchell, chegar a Israel para pedir a prorrogação da moratória das obras das colônias em Jerusalém, em flagrante atitude de desafio ao diplomata americano, Benjamin Netanyahu anunciou a construção de novas moradias o que gerou duras críticas de Hillary Clinton e do governo dos EUA. Às vésperas de Benjamin Netanyahu chegar aos EUA para um encontro com Obama, o presidente norte-americano dá o troco: faz um discurso não menos desafiador, ao colocar como condição de paz o retorno do Estado de Israel às fronteiras de 1967, o que inclui a paralisação da demolição de casas de palestinos para dar lugar às colônias. Os religiosos israelenses, que ocupam generosos espaços no governo de Netanyahu, não foram nada reverentes com Mitchell, especialmente o ministro Lieberman, que bateu o pé em defesa das colônias. Talvez prenunciando o teor do discurso do presidente dos EUA, ou orientado por ele, Mitchell renunciou. A sequência de fatos transcorridos nos últimos dias no OM, foram prenúncio de uma nova posição dos EUA quanto à paz na Palestina. A Primavera Árabe, a a reunificação do Hamas com o Fatah, o assassinato de Bin Laden, depois de mantido recluso no “corredor da morte” pelo serviço secreto paquistanês por tantos anos; e a breve intinfada na fronteiras de Israel, há bem poucos dias, tudo isso contribuiu para que Obama apresentasse a nova posição do governo americano. É preciso que o pessoal do blog entenda que esta não é uma posição de Obama, em pessoa, como asseveram Netanyahu e seus colegas; mas do governo dos Estados Unidos. Mesmo que se trate de jogo de palavras o discurso do presidente dos EUA, Israel perde com isso mais espaço na diplomacia mundial para levar em frente seu ambicioso projeto expansionista. Como eu disse em comentário anterior: o mundo mudou e os EUA já se deu conta disso.
Paz em troca de Terras e nao Terras em troca de paz.So isso.
Israel ate hoje entregou e so tomou na cabeca.Nao ha seguranca
nenhuma para nos.Onde estao as garantias? baixem as armas e
reconhecam o estado de Israel.E vamos la.
Penso que o Obama banana se equivocou e muito no seu discurso.Veremos.
Obama tem uma obrigação para com aquela região
se quiser fazer por merecer seu nobel da PAZ
e não com o assassinatos como no caso de Osama!
Gostei do pronunciamento vai de encontro a maioria das PESSOAS do BEM!
Se em seu governo rsolver a guerra entre palestinos e judeus
não precisa nem de Nobel e entra para a HISTORIA com “H” maiusculo!
Que DEUS o abençoes em sua jornada e consiga seu intento!
O Globo:
“Enquanto Obama discursava, o Comitê de Planejamento e Construção de Jerusalém aprovou a construção de mais 1.550 casas no leste da cidade. Segundo o jornal israelense “Yediot Ahronot”, as unidades serão erguidas nos bairros de Har Homa e Pisgat Zeev.”
É revoltante. Enquanto os EUA continuarem com as torneirinhas de dinheiro para Israel abertas, o crime continuará compensando e prosseguirá a limpeza étnica na Cisjordânia. Vejo com pessimismo o futuro dos dois países, naturalmente muito pior para os Palestinos, que têm muito pouco poder militar.
Gostei da intervenção dos EU na questão. Finalmente, ufa! Tenho um amigo brasileiro, há décadas moranado em um kibutz que sempre me repetia que a coisa toda só poderia se resolver com pressão externa.
Sobre a desmilitarização, creio que se deva estabelecer algum prazo (5, 10 anos) para ver os desdobramentos do novo estado e, conforme o andar da carruagem, se conseguir de fato uma unificação consistente entre suas facções – que agora é apenas preliminar – e lhe for conveniente, que possa ter seu exército.
Pretender mais que isto, neste momento é um tiro no escuro. Sobre a volta dos refugiados, me pergunto qual o percentual dos descendentes dos palestinos que saíram, deseja voltar. Neste quesito, acho que israel recusaria sua volta lá para dentro.
Resta-me uma dúvida existencial profunda (hahaha): se a proposta for aceita e as partes finalmente chegarem a um entendimento, como se haverão comentaristas, blogueiros e sites sem esse prato cheio de polêmica, rancores e quejandos? Ein, ein?
Cecilia, boa dúvida. Mas se as mudanças estiverem apenas começando, teremos muito pra comentar. Seria incrível ver paz entre Israel e palestino. Sobretudo porque eu em minha vida nunca vi tantos conflitos , crises econômicas – e existenciais. Simultâneos tesaracs. Acho que na vida de todos. Muitos debates adelante.
responder este comentário denunciar abusoOlá Gustavo,
Foi muito bom discurso de Obama. Mas cada vez mais fico achando que esse é um líder de muito discurso e pouca ação.
Quanto ao Líbano, realmente como você já mencionou, eles são a Argentina do Oriente Médio! Onde estão as pérolas do 3° Mundo?
Saudações.
É curioso perceber que a morte de um islâmico arabe(Bin Laden) deu cacife político ao até então vacilante Obama, e ele o esta usando para entre outras coisas tentar estabelecer a paz no mundo arabe.
Me parece que a reunião de hoje entre Bibi e Obama deverá ser um divisor de aguas na politica dos EUA para o Oriente medio, pois após o seu discurso, não creio que Obama fortalecido politicamente voltará atras e isso certamente fará deste encontro algo muito constrangedor visto já a resposta de Bibi logo após o discurso do presidente americano.
Vamos aguardar, conforme disse em um post anterior a paz depende muito mais de israel do que dos palestinos, a bola esta com Bibi.
Sobre a militarização ou ausência dela na Palestina, é muito complicado isso ser proposto por Israel, Israel não pode propor uma coisa que ela não faria nunca, porque Israel então, não se desmilitariza em troca (aí argumentariam que é porque tem outros inimigos), se Israel nunca faria isso, não pode exigir de outra nação, é absurdo. E essa proposta de “compra” da desmilitarização da Palestina, sem condições, esse dinheiro não faria falta aos EUA ou Israel, não se vende algo que é princípio fundamental, não tem nada a ver a comparação entra Palestina e Costa Rica, por mais que a América Central seja complicada, em nada se compara ao Oriente Médio.
Não se pode agora, as pessoas de boa intenção em resolver o problema, entrarem num ritmo de pressão sobre a Palestina para que aceitem qualquer proposta rebaixada e se não aceitarem são culpados intransigentes. Não dá pra ser assim, ou é sem exército do jeito que os EUA e Israel querem ou nada feito. Essas nações nunca se desmilitarizariam, então não podem exigir de outros, não são donos do mundo, ou pelo menos, não deveriam ser.
E sobre o discurso do Obama, para mim é uma clara resposta ao movimento que fazem os palestinos, aproximação entre Hamas e Fatah e ida à Onu, já que com Israel e Eua a situação é complicada. Os Eua, com isso querem, retomar um controle que julgam ter perdido.
O discurso de Obama só não foi perfeito porque não incluiu a Arábia Saudita (maior produtor de petróleo do planeta) neste processo de DEMOCRATIZAÇÃO, mas o caminho mais seguro para a PAZ é esse mesmo.
Os POVOS ÁRABES e JUDEUS já sofreram muito e merecem conseguir a tão sonhada
PAZ honrosa para ambos os lados.
Estou aqui me penitenciando porque havia feito anotações para escrever um texto rogando aos céus — da história! — que Barack Obama não fizesse um discurso endereçado ao povo muçulmano que tivesse como centro a paz, ou a guerra, israelo-palestina. “Garrei” numa leitura durante a madrugada, lá me foi o tempo, e acabei não escrevendo. Pois Obama fez justamente o que eu mais temia: a paz no Oriente Médio tem, ele assegura, como ponto fulcral a criação do estado palestino, segundo as fronteiras de 1967.
É a primeira vez que a questão é posta nesses termos pelo governo americano. Agora, sim, Obama fez um discurso “histórico” — entrará para a história da infâmia e já vou dizer por quê. A ser verdade que a paz no Oriente Médio depende de se restabelecerem as fronteiras de 1967, tem-se que ou Israel cede a essa exigência ou será o responsável por tudo o que de ruim aconteça na região — e no mundo. Podem espernear com o que vem agora, não ligo: Hitler também dizia que, se a Alemanha fosse destruída um dia, seria um sinal de vitória dos… judeus. Não estou “comparando” uma personagem a outra; estou apontando o perigoso reducionismo de Obama.
Obama foi estupidamente ousado e errado: “No momento em que o povo do Oriente Médio e do Norte da África está se livrando do peso do passado, o esforço por uma paz duradoura [no Oriente Médio], que ponha fim aos conflitos e atenda às reivindicações, é mais urgente do que nunca”.
É mesmo?
Algumas perguntas óbvias: o que uma coisa tem a ver com a outra? Qual é a relação direta entre a emergência de movimentos ditos democratizantes no mundo muçulmano e a criação de um estado palestino nas fronteiras de 1967? Nenhuma! Se Israel cedesse à reivindicação amanhã, o terrorismo islâmico desapareceria? Não! Israel seria reconhecido por aqueles que ainda hoje dizem querer destruí-lo? Não! Qual é a relação entre o jihadismo e a questão israelo-palestina? Nenhuma! Obama criou um bode expiatório para a sua desastrada política no Oriente Médio: Israel. Se a paz não triunfar, “é porque os judeus terão vencido”, como queria o facinoroso.
Oh, Obama não é exatamente um imbecil. Reconheceu que alguns problemas continuariam a existir: o que fazer com Jerusalém? E os ditos “refugiados”? Bem, já que Israel foi tratado como invasor — desconsiderando-se os motivos que o levaram a ocupar os territórios que hoje ocupa —, o passo seguinte seria declarar o fim do estado judeu. Afinal, os árabes mantiveram armada desde sempre a bomba demográfica, não é? Uma criança nascida hoje na Jordânia ou no Egito, cujo bisavô (já dá para ser tataravô, façam as contas) seja uma “refugiado” palestino de 1948, continua a ser um palestino porque os países árabes lhe negam a cidadania, como negaram a seu pai, a seu avô, a seu bisavô, a seu tataravô.
Ocorre que Obama, o grande líder, o demiurgo dos sonhos de Arnaldo Jabor — hoje ele vai ao delírio — está cansadinho. Como se fosse um George W. Bush (aquele inventado pelos esquerdopatas, não o de fato), declarou: “A comunidade internacional está cansada — uma boa tradução seria “de saco cheio” — de um processo interminável, que nunca produz um resultado”. Entendi. Quando a comunidade internacional se cansa, então se pede a Israel que assuma a responsabilidade de produzir a paz.
Obama e os Estados Unidos foram surpreendidos pelas insurreições no países árabes. Tenta colocar todas elas debaixo do mesmo guarda-chuva da “Primavera Árabe”, mas sabe que isso é falso. Com 15 dias de protesto no Egito, entregou Hosni Mubarak, aliado histórico, de bandeja. Apóia, como um doidivanas, um grupo coalhado de jihadistas na guerra civil da Líbia; censura Bashar Al Assad na Síria pela truculência, mas torce para que ele controle a revolta porque os sunitas que querem derrubar o tirano são uma incognita; pede respeito à oposição no Bahrein, mas, indiretamente, dá suporte ao porrete que aquele governo desce no coco dos xiitas pró-Irã. Pede calma ao ditador do Iêmen, mas sabe que a chance de o país cair nas maos de extremistas — a Al Qaeda domina uma parte do território — é imensa. Vê-se às voltas com a crescente hostilidade aos americanos no Paquistão; no Afeganistão, a intervenção está longe do fim; silencia sobre a ditadura saudita porque ali, de fato, é a fronteira do fim do mundo…
Tudo somado e subtraído, multiplicado pela mistificação e dividido pela metafísica influente, Obama chegou a uma conclusão: é preciso que Israel retorne às fronteiras de 1967, garantindo, claro!, a segurança de Israel, num estado desmilitarizado etc e tal. Se o fizesse, o imbróglio acima seria solucionado num passe de mágica.
Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, já reagiu à fala de Obama e descartou a proposta. A Folha, por exemplo, sintetiza assim a recusa: “[Netanyahu ] descartou a hipótese de devolver aos palestinos as áreas invadidas pelo Estado judeu em parte da Cisjordânia, faixa de Gaza, Jerusalém Ocidental e Golã.” Como se nota, a tentativa de países árabes de destruir Israel em 1967 e 1973 se transformou numa “invasão do estado judeu”. Mais ainda: eu não sabia que um eventual estado palestino também ocuparia Golã… Acho que nem os sírios sabem disso. Certamente não concordariam…
Os otimistas destacariam que Obama desestimulou os palestinos a fazer uma declaração unilateral de independência e coisa e tal: “As ações simbólicas para isolar Israel nas Nações Unidas em setembro não vão criar um estado independente. Os líderes palestinos não vão alcançar a paz ou a prosperidade se o Hamas insiste em um caminho de terror. E os palestinos nunca vão atingir a sua independência negando o direito de Israel de existir.” Certo! Dado o contexto, mero tributo do vício à virtude. A besteira essencial foi feita. Doravante, o terrorismo islâmico e as revoltas muçulmanas, assumam a coloração que assumirem, tomem a direção que tomarem, terão uma causa, uma raiz: a não-existência de um estado palestino segundo as fronteiras de 1967…
Em suma: segundo Obama, deveremos sempre perguntar aos judeus por que não há paz no mundo.
Noto, para encerrar, que os israelenses ocupavam o Sul do Líbano e saíram de lá. O Hezbollah tomou conta da região e a utiliza como plataforma de ataque a… Israel. Os israelenses ocupavam militarmente a Faixa de Gaza e saíram de lá, retirando os assentados na porrada. Os Hamas toma conta da região e a utiliza como plataforma de ataque a… Israel.
Encerro o meu artigo com o que disse no domingo, no hotel Copacabana Palace, num evento com a comunidade judaica, em comemoração as 63 anos de Israel: oferecer terras em troca da paz é uma proposta estúpida, suicida. A paz vem primeiro. Os palestinos desistam de vez do terrorismo, reconheçam o direito de Israel de existir em paz e ponham fim às relações com notórios financiadores do terror, como Irã e Síria, e então se pode falar em negociação.
Obama deveria saber que não existe paz “a qualquer custo”, porque o “custo qualquer” pode significar, no tempo, o fim de Israel, ainda que pela via… pacífica. Não vai acontecer — não aconteceria de modo pacífico desta vez…
O mundo saúda o “discurso histórico”? Pois eu o lamento e o considero moralmente justificador do terrorismo. Não estou nem surpreso nem decepcionado. Constato, aliás, que as minhas reservas todas a Obama foram plenamente recepcionadas em seu discurso. O presidente americano usou o povo judeu como moeda de troca na sua “negociação” com o mundo islâmico. Tudo bem pensado e pesado, por que não o faria?
Por Reinaldo Azevedo
José Antonio, quando o texto for longo como este, é melhor colocar o link, destacar trechosou fazer um resumo
responder este comentário denunciar abusoJosé Antonio, apenas como correção, a Jordânia concede cidadania aos palestinos. Quem não concede é o Líbano. O Egito tem poucos refugiados. Os exemplos melhores, no caso, seriam o Líbano e a Síria, não Egito e Jordânia. O resto é diferença de opinião, algo sempre saudável
responder este comentário denunciar abusoGustavo,
escrevi esse post no seu blog em março, sobre o discurso do Obama no Cairo 2009.
Veja com a política externa dos EUA, com o Obama, mudou desde que ele entrou. Esta clara a estratégia dele, no discurso em 2009 no Cairo, e o de ontem:
No Cairo, em 2009:
22/03/2011 – 19:14Enviado por: C.C.J
Convido vc a ler o discurso do Obama, na Universidade do Cairo, em que ele fala sobre democracia:
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“A quarta questão da qual vou tratar é a democracia.”
“Mas acredito inabalavelmente que todas as pessoas anseiam por certas coisas: a possibilidade de declarar o que você pensa e ter voz na maneira como é governado; a confiança no estado de direito e na justiça igual para todos; em um governo que é transparente e não rouba da população; na liberdade de viver como você escolhe viver.”
“Mas uma coisa é clara: que os governos que protegem esses direitos são, em última instância, mais estáveis, bem sucedidos e seguros. Reprimir idéias nunca consegue fazer com que desapareçam.”
“E vamos saudar todos os governos eleitos e pacíficos, desde que governem com respeito por todas suas populações.”
“o governo do povo e pelo povo fixa um padrão único para todos os que detêm o poder: vocês precisam manter seu poder através do consentimento, não da coerção; precisam respeitar os direitos das minorias e participar com um espírito de tolerância e conciliação; precisam colocar os interesses de sua população e a operação legítima do processo político acima dos interesses de seu partido. Sem esses ingredientes, as eleições, por si sós, não fazem uma democracia verdadeira.”
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Bom…acho q isso demonstra CLARAMENTE qual é o recado que o Obama esta dando ao mundo árabe.
Aliás, vão ler o discurso inteiro dele. Vão perceber que seus ideais estão muito na frente da maioria. Compará-lo ao Bush é um insulto grotesco.
Repito, muitos aqui acham que relações internacionais é o OM. Os acontecimentos no norte africano, por mais que seja árabe, e que ninguém previu, demonstra o quão cegos estão sobre o MUNDO.
Em outra parte do discurso, Obama da mais uma “dica” de sua estratégia “confusa”.
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“Isso é importante, porque nenhuma estratégia de desenvolvimento pode ser baseada unicamente no que brota da terra, nem pode ser sustentada quando jovens estiverem sem emprego. Muitos Estados do Golfo vêm desfrutando grande riqueza em consequência do petróleo, e alguns estão começando a focar o desenvolvimento mais amplo. Mas todos nós precisamos reconhecer que a educação e a inovação serão a moeda forte do século 21, e numa parte grande demais das comunidades muçulmanas ainda há escassez de investimento nessas áreas. Estou enfatizando tais investimentos em meu país. E, enquanto a América no passado focou o petróleo e o gás nesta parte do mundo, hoje procuramos um engajamento mais amplo.”
“Vamos abrir centros de excelência científica na África, no Oriente Médio e no sudeste da Ásia; vamos nomear novos enviados científicos para colaborarem em programas que desenvolvam novas fontes de energia, gerem empregos verdes, digitalizem registros, purifiquem água e cultivem plantações novas.”
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E para finalizar, acho que isso mostra pq um presidente negro, sem apadrinhamento político forte, cresceu tanto, virou um fenomeno, aplaudido pelo povo mais culto do mundo (Alemanha, Berlim), derrubou a barbie, depois a histeria republicana, se tornou presidente e simboliza mudanças.
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“as questões que descrevi não serão fáceis de tratar. Mas temos a responsabilidade de nos unirmos em prol do mundo que buscamos: um mundo em que extremistas não mais ameacem nossos povos, em que as tropas americanas terão voltado para casa; um mundo em que israelenses e palestinos estejam seguros em seus próprios Estados, e em que a energia nuclear seja empregada para finalidades pacíficas; um mundo em que os governos sirvam a seus cidadãos e em que sejam respeitados os direitos de todo os filhos de Deus. Esses são interesses mútuos. Esse é o mundo que buscamos. Mas só poderemos conquistá-lo juntos”
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Ele esta tentando dar um rumo novo nas relações internacionais. Ele esta buscando novas posturas e ideais no mundo. Haverá erros e acertos, como todo mundo. Mas sua visão, suas idéias, sua história de vida, mostra que o mundo e a vida é muito mais que a mesquinharia que vemos todos os dias. Países e povos brigando por nada. Matam em nome da proteção, mas que na verdade só causam mais morte e tragédias. Quando leio alguns comentários aqui pró israel e pró árabe, me da até nojo, de ver pessoas discutindo coisas do tempo das múmias e vivendo na era medieval.
Quando aparece alguém como Obama, que quer a mudança, as críticas são raivosas (como vemos alguns participantes aqui fazerem), são dotadas de ódios incompreensivos, de desespero cético por querer insistir nas mesas teclas. E como diria Einstein: “Louco é quem insisti em fazer a mesma coisa dando errado sempre”
Ou seja, Obama, sgniifica isso mesmo que ele, no final do discurso, que ele foi aplaudido de pé, por um povo muçulmano:
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“É mais fácil começar guerras do que encerrá-las. É mais fácil atribuir culpas aos outros do que olhar para dentro; enxergar o que é diferente nos outros do que identificar as coisas que temos em comum. Mas devemos escolher o caminho correto, não apenas o caminho fácil. Existe também uma regra que está ao cerne de todas as religiões: que devemos fazer aos outros o que gostaríamos que os outros fizessem conosco. Essa verdade transcende as nações e os povos. É uma crença que não é nova; que não é negra, nem branca, nem parda; que não é cristã, muçulmana ou judaica. É uma crença que vibrou no berço da civilização e que ainda bate no coração de bilhões de pessoas. É a fé em outras pessoas, e foi isso o que me trouxe aqui, hoje.”
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Infelizmente, ele esta a frente do nosso tempo.
Continuando,
Agora segue parte do discurso do Obama, ontem:
“Mas precisamos reconhecer que uma estratégia baseada exclusivamente na busca estreita desses interesses não preencherá um estômago vazio nem permitirá que alguém diga o que pensa. De mais a mais, não falar para as aspirações mais amplas das pessoas comuns só alimentará a suspeita que durante anos elas alimentaram de que os Estados Unidos buscam seus próprios interesses às suas custas. Como essa desconfiança age nos dois sentidos – na medida que americanos foram maltratados por tomada de reféns, retórica violenta e ataques terroristas que mataram milhares de nossos cidadãos – o fracasso em mudar nossas atitudes ameaça criar uma espiral divisória descendente entre os Estados Unidos e comunidades muçulmanas.
É por isso que, há dois anos, no Cairo, eu comecei a ampliar nosso engajamento com base em interesses mútuos e no respeito mútuo. Eu acreditava então – e acredito agora – que temos um interesse não só na estabilidade de nações, mas na autodeterminação dos indivíduos. O status quo é insustentável. Sociedades sustentadas pelo medo e a repressão podem oferecer a ilusão de estabilidade por algum tempo, mas são construídas sobre falhas geológicas que acabarão se separando.
Portanto, estamos diante de uma oportunidade histórica. Abraçamos a chance de mostrar que os Estados Unidos valorizam mais a dignidade do vendedor de rua na Tunísia que o poder bruto do ditador. Não deve haver dúvida de que os Estados Unidos da América saúdam a mudança que promove autodeterminação e oportunidade. Sim, haverá perigos que acompanham este momento de promessa. Mas após décadas aceitando o mundo tal como ele é na região, temos uma chance de buscar o mundo tal como ele deveria ser.
Nesse sentido, precisamos avançar com um senso de humildade. Não foi a América que pôs as pessoas nas ruas de Túnis e do Cairo – foram as próprias pessoas que lançaram esses movimentos, e precisam determinar seu futuro. Nem todo país seguirá nossa forma particular de democracia representativa, e haverá momentos em que nossos interesses de curto prazo não se alinharão perfeitamente com nossa visão de longo prazo da região. Mas podemos enunciar – e enunciaremos – um conjunto de princípios básicos – princípios que guiaram nossa reposta aos eventos dos últimos seis meses:
Os Estados Unidos se opõem ao uso da violência e da repressão contra os povos da região.
Apoiamos um conjunto de direitos universais. Esses direitos incluem liberdade de expressão; liberdade de reunião pacífica; liberdade de religião; igualdade para homens e mulheres sob o império da lei; e o direito de escolher nossos próprios líderes – quer se viva em Bagdá ou Damasco, Sanaa ou Teerã.
E finalmente, apoiamos reformas políticas e econômicas no Oriente Médio e no norte da África que atendam às legítimas aspirações das pessoas comuns de toda a região.
Nosso apoio a esses princípios não é um interesse secundário – hoje estou deixando claro que ele é uma alta prioridade que precisa ser traduzida em ações concretas e apoiado por todas as ferramentas diplomáticas, econômicas e estratégicas à nossa disposição.
Permitam-me ser específico. Primeiro, será política dos Estados Unidos promover a reforma por toda a região, e apoiar transições para a democracia.”
No primeiro, ele discursou antes dos levantes, em 2009 na Universidade do Cairo, em frente ao Mubarak, quando este ainda estava no poder. E agora ele completa o discurso.
Quando achavam que o Obama não sabia se movimentar nas RI, na verdade era que a maioria das pessoas, não entendiam a mudança total de postura dele. Ele percebeu bem antes dos levantes, a necessidade do povo árabe de se livrar da tirania, e de forma natural, sem intervenção, deu rumo a esses desejos. Hoje, ele coloca as cartas na mesa, e mostra que a posição americana pode ser diferente do que foi no passado. Q pode existir outro caminho e outro rumo. Que pode existir democracia para os povos árabes, desde que eles lutem por isso. E pela primeira vez, um governo apoia claramente levantes de pessoas contra um ditadura.
Obama colocou novas regras ao jogo do OM, quem entender e saber joga-las sairá na frente.
responder este comentário denunciar abusoEu acho que está tudo combinado com o Bibi.
Obama lançou uma sugestão meia-boca para ambos os lados.
Hoje, o Bibi vai afirmar que devolve a cisjordânia sem as colônias próximas da linha do armistício. Fato consumado.
Gudrum, o Netanyahu deve expressar a opinião dele no discurso para o Congresso, na terça-feira
responder este comentário denunciar abusoYoko:
O nosso exercito bem treinado nunca foi sombra do exercito Japonês que extrupou milhares de chinesas e coreanas,e matava por sadismo mulheres,crianças e homens lhes abrindo com baionetas e deixando lhes sangrar como porcos nas ruas.
Não confunda o exercito de Israel ou descarregue nele a história de outros exercitos que você deve ter ouvido falar como agiram,e talvez até ouviu falar de alguns combatentes.
“o q vc esta fazendo aqui no brasil?”
Fique tranquilo eduardo viella, o dia em que racistas como voce tiverem o poder de determinar quem fica ou não no Brasil (com maiúscula, viu?) ele, eu, e todas as pessoas decentes irão embora.
“vai la matar crianças palestinas, o hobby predileto de vcs”
A sua ignorância só é superada pelo seu ódio. Já discuti com muitos estrangeiros em blogs porque eles falavam coisas muito parecidas….. a respeito do Brasil!
Lembro que alguns diziam que por aqui assassina-se crianças de rua, dando, por incrível que pareça, um tom de hobby.
Preconceito, má-fé e estupidez não escolhem lugar, aparecem em todos.
Gustavo,
Sei q não é fácil analisar todos os comentários, mas peço apenas pra vc rever o comentário do eduardo viella, por favor. Novamente despejando ódio de graça, pois o José apenas respondeu à declaração da Yoko. Não sou israelense por ser judeu, e tampouco quero matar palestinos, como o Eduardo insinua. Isso é ódio dele contra judeus, no bom português: anti-semitismo.
responder este comentário denunciar abusoGustavo,nos ja reclamamos deste Eduardo Viella,voce nao acha que o cara ta
abusando?
Gustavo,voce deveria recomendar a leitura do Reinaldo Azevedo hoje.Imperdivel.
O presidente Obama está de parabéns. Ele está fazendo história como um grande estadista. Fico feliz por saber que a sua política externa com relação ao oriente médio e ao desarmamentismo mundial está conforme o mecionado no e-book O Sociocapitalismo – por um Mundo Melhor, que por sua vez também faz história.
@pjvalente
Para quem insiste em fingir não perceber a diferença entre Israel e os palestinos:
“(CNN) — An Israeli opposition leader on Friday criticized Israeli Prime Minister Benjamin Netanyahu’s resistance to U.S. President Barack Obama’s vision for peace negotiations with the Palestinians.”
MarioS o que significa “Israel e os palestinos”?
Eu entendo que, Israel estado, “os palestino” povo.
Quando vc diz Israel se refere ao povo de Israel, ou ao governo de Israel?
E os palestinos o que são?
Estadão: “Israel e Hamas criticam discurso de Obama sobre o Oriente Médio”
Não preciso nem ler o discurso, sendo a atual administração israelense e o Hamas contra, tenho a certeza que deve ter sido muito bom e ponderado.
Ab.
“O presidente Abbas decidiu convocar a liderança palestina para uma reunião urgente assim que possível, a fim de consultar os irmãos árabes e discutir o discurso do presidente Barack Obama”
Posso estar errado, mas o que menos se precisa agora é incluir “irmãos”, primos, cunhados e tio na discussão. Por mais dificil que seja conseguir um acordo entre Israel e palestinos, trazer mais opiniões (e interesses!) à mesa, só pode piorar a situação.;
Hamas spokesman Sami Abu Zuhri, however, said Obama’s speech amounted to “throwing dust in the eyes.” Hamas, he said, calls on the Palestinian leadership not to hang its hopes on the speech and to coordinate with Palestinian factions to confront “US-Israeli arrogance.”
É, os tempos andam estranhos mesmo como já colocastes.
Concordo contigo. Esse assunto somente interessa aos palestinos e israelenses.
Afinal panela onde muitos metem a colher, desanda tudo.
Otavio
responder este comentário denunciar abusoGustavo,
Eu tinha duas dúvidas a respeito do timing. A primeira era sobre o porque do discurso na véspera da chegada do Bibi. Após ler alguns posts aqui tendo a concordar que foi uma resposta à atitude de Israel quando da visita George Mitchell.
A segunda, e gostaria de ouvir sua opinião, é porque Netaniahu teve pressa em dizer o que disse? Não vejo nenhum sentido nisso. Bastaria ter feito o que qualquer aprendiz de político faria, dizer algo como: vamos analisar cuidadosamente e com todo o carinho, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá,
Da maneira que foi pareceu uma reação puramente emocional, tipo Filipão.
Será que Israel está virando um Palmeiras ????????????????????? Preocupante
MarioS, exatamente. Ele poderia ter dito isso, esperado o encontro. Achei estranho
responder este comentário denunciar abusoDeve ter sido mais para consumo interno. Já sabia que encontraria discursos internos dos “falcões” e se antecipou a isso. Ou pode ter tentado aumentar o cacife para ter o que negociar melhor.
O que interessa mesmo será sua postura nas negociações.
E, olha que não gosto dele.
As-Salāmu `Alaykum
Otavio
responder este comentário denunciar abusoA mitologia grega fala da deusa Pandora e que ela tinha uma caixa na qual haviam muitas coisas, que guardava, das quais ela se despojou de todas, exceto uma: a Esperança.
Os gregos antigos gostavam muito da ambiguidade.
A Esperança pode ser boa ou pode ser má ser for só uma ILUSÃO.
C.C.J., em questão de DISCURSO, superou Kennedy!
Ciência, Tecnologia, Energias Renováveis, Paz com Qualidade de Vida em um mundo que respeita a Ecologia e Respeita as minorias, sem preconceitos antigos, são as METAS a serem alcançadas por TODOS os POVOS e RELIGIÕES: O BEM COMUM DA HUMANIDADE!
Verdade NKS,
O que acho mais interessante, que o discurso dele ontem é um complemento do Cairo.
Com isso leva uma questão:
É coincidência os levantes árabes estarem acontecerem, justamente na administração Obama?
Acho que não.
E acho tbm que ele esta conduzindo da forma mais perfeita.
responder este comentário denunciar abusoNão estou querendo tirar o direito dos palestinos de constituírem seu Estado, isso é um direito deles. Porém, se a condição para a criação do Estado Palestino for a instituição de Jerusalém como sua capital, isso, se depender dos judeus, nunca vai acontecer. Falo um pouco sobre esse tema no meu blog: http://www.blog-do-naldo.blogspot.com
21.05.11 – 7:35
Há tanta possibilidade dessa proposta de Obama dar certo como atirar uma moeda para cima e ela cair em pé. O fato é que muitas oportunidades foram perdidas, o militarismo dos USA deu aos judeus uma função estratégica importante no oriente médio e estes, pela força, avançaram sobre territórios palestinos e de lá não sairão nem a pau, ainda mais pq os americanos não fizeram o mínimo esforço para contê-los. Para mim, esse pronunciamento do presidente é mera demagogia, talvez uma compensação ou um mea culpa por ter iniciado mais um confilito externo, o da Líbia, quando se proponha, na campanha, a retirar forças do Iraque, Afeganistão etc Pode até ter alguma influência sobre o eleitorado americano mas, na prática, sua fala vai aos arquivos como mais uma inutilidade.
É bom lembrar (embora não sei se é pertinente), que muitos judeus foram expulsos do Egito, do Iraque, e d tantos outros países na mesma época da criação de Israel, e todos os seus bens confiscados. Porque não se fala nisso? Porque somente os palestinos são as vítimas?
H. Ferreira, eu falei neste próprio post e se fala muito disso sim
responder este comentário denunciar abusoNa minha opinião é um discurso imperialista de uma super-potência tecnocrata.
O Império Romano também propunha a sua paz: ” PAX ROMANA “.
Jesus Cristo ofereceu a sua paz: “ofereço a minha paz: a paz que o mundo não pode dar”.
Paz do Mundo e a Paz de Cristo (autor: Emmanuel psicografado por Chico Xavier):
“É indispensável não confundir a paz do mundo com a paz de Cristo. A calma do plano inferior pode não passar de estacionamento. A serenidade das esferas mais altas significa trabalho divino, a caminho da Luz imortal. O mundo consegue proporcionar muitos acordos e arranjos nesse terreno, mas sómente o Senhor poderá outorgar ao espírito a paz verdadeira. Nos círculos da carne, a paz das nações costuma representar o silêncio provisório das baionetas; a paz dos abastados inconscientes é a preguiça improdutiva e incapaz; a paz dos que se revoltam no quadro das lutas necessárias é a manifestação do desespero doentio; a paz dos ociosos sistemáticos é a fuga do trabalho; a paz dos arbitrários é a satisfação dos próprios caprichos; a paz dos vaidosos é o aplauso da ignorância; a paz dos vingativos é a destruição dos adversários; a paz dos maus é a vitória da crueldade; a´paz dos negociantes sagazes é a exploração inferior; a paz dos que se agarram às sensações de baixo teor é a vibração dos sentidos; a paz dos comilões é o repasto opulento do estomago, embora haja fome espiritual no coração.
Há muitos ímpios, caluniadores, criminosos e indiferentes que disfrutam a paz do mundo.
Sentem-se triunfantes, venturosos e dominadores do século.
A ignorância endinheirada, a vaidade bem vestida e a preguiça inteligente sempre dirão que seguem muito bem.
Não te esqueças, contudo, de que a paz do mundo pode ser, muitas vezes o sono enfermiço da alma.
Busca, desse modo, aquela paz do Senhor, paz que excede o entendimento, por nascida e cultivada portas a dentro do espírito, no campo da consciência e no santuário do coração”.
A posição de Obama é razoável, procura ofertar algum equilíbrio as negociações entre Israelenses e Palestinos, e puxa a orelha dos dois. Para a Paz é preciso vontade recíproca, e para isto tem que ser interrompida a invasão de terras dos Palestinos e a morte de pessoas de Israel e dos Palestinos, me parece que um bom incentivo as negociações seria um limite claro de vendas de armas aos dois povos, porque as armas de Israel dão a falsa noção de superioridade e os empurram a belicosidade, que arrasta o mundo a discuções intermináveis e limítrofes.
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