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Gustavo Chacra

23.maio.2010 11:00:53

De Teerã a Seul – Guerra deste ano pode ser no Pacífico, não no Oriente Médio

Outro dia, falei aqui da teoria do Cisne Negro, do bilionário investidor libanês-americano Nicolas Nassim Taleb. Resumindo, as pessoas acham que todos os cisnes são brancos até verem um negro. Este cisne negro, na política ou economia internacional, seria aquele evento que ninguém esperava, como o 11 de Setembro. Há pouco mais de um ano, durante a crise financeira internacional, falava-se que o dólar poderia se enfraquecer e ser substituído pelo euro ou outras moedas para indexar preços de produtos como o petróleo. Hoje, vemos o euro ruindo com a crise grega. Sem falar em conflitos civis na Tailândia, Nigéria, Congo e Sudão.

Como jornalista, cobri algumas crises previstas, como a Argentina, há quase uma década. Mas também outras que ninguém imaginava. Umas provocadas pelo homem, como Gaza e Honduras, e outra pela natureza, no Haiti. Agora, todos observam o risco de um conflito envolvendo o Irã e Israel, ou alguma guerra no Oriente Médio. Israel x Síria? Israel x Hezbollah? Não sei, mas seriam cisnes brancos. Não pegaria ninguém de surpresa.

O problema é que, na semana passada, o cisne negro pode ter aparecido bem longe dali, no Pacífico. Meses atrás, um navio sul-coreano foi afundado. Investigações indicam que sob as ordens da Coréia do Norte. Apesar de o regime norte-coreano ser um dos que mais desrespeitam as leis internacionais, o ataque é uma surpresa. Por enquanto, Seul preferiu não revidar. Mas uma nova provocação do norte e poderemos assistir à Guerra da Coréia, parte 2, seis décadas mais tarde. Neste caso, bem perto de onde foi usada a primeira bomba atômica, correríamos o risco de ver a segunda explodindo.

Será que tudo isso pode ocorrer? E, na mesma época, Israel bombardear o Irã, que fecha o estreito de Ormuz, faz disparar o preço de petróleo, ataca tropas americanas no Iraque e no Afeganistão, usa o Hezbollah para bombardear Tel Aviv, irritando os israelenses, que desta vez revidam em Damasco. A crise na Europa se deteriora e se alastra para Itália, Espanha e Portugal. Chega até a França, onde imigrantes revoltados começam a enfrentar a polícia.

Eu sei, parece exagero uma Terceira Guerra, e é. Mas o cisne negro sempre ronda o mundo. Pode ser que, em vez de tudo isso, sejamos surpreendidos por um inesperado acordo de paz de Israel e palestinos. Empolgados sírios e libaneses também acertam as suas contas com os israelenses. Isolados, os iranianos concordam em se sentar com os americanos para acertar as suas diferenças. Em uma ação inesperada, como na Alemanha há duas décadas, coreanos decidem se reunificar. Ou pode ficar tudo do jeito que está, sem grandes mudanças. Conforme escrevi aqui, seria mais “campeonatos paulistas” nas relações internacionais, e não “Copas do Mundo”

Houve uma paz fria antes da Grande Guerra. Outra, antes da Segunda Guerra. Assim como uma Guerra Fria antes do colapso do socialismo. Vamos ver o que ocorrerá agora. Mas, como sabemos, vivemos guerras quentes no Iraque e no Afeganistão, e frias no Irã e na Coréia. Ainda não sabemos como elas terminarão. O cisne negro pode determinar. Como também, poderemos seguir com cisnes brancos.

Comentários islamofóbicos, anti-semitas e anti-árabes ou que coloquem um povo ou uma religião como superiores não serão publicados. Tampouco ataques entre leitores ou contra o blogueiro. Pessoas que insistirem em ataques pessoais não terão mais seus comentários publicados. Não é permitido postar vídeo. Todos os posts devem ter relação com algum dos temas acima. O blog está aberto a discussões educadas e com pontos de vista diferentes

O jornalista Gustavo Chacra, mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia, é correspondente de “O Estado de S. Paulo” em Nova York. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Yemen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al Qaeda no Yemen. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo em 2009, empatado com o blogueiro Ariel Palacios

Leia os blogs dos correspondentes internacionais do Estadão –
Ariel Palacios (Buenos Aires) – http://blogs.estadao.com.br/ariel-palaci… –
Patricia Campos Mello (Washington) – http://blogs.estadao.com.br/patricia-cam… –
Claudia Trevisan (Pequim) – http://blogs.estadao.com.br/claudia-trev… –
e Adriana Carranca (pelo mundo) – http://blogs.estadao.com.br/adriana-carr…

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Comentários (129)| Comente!

129 Comentários Comente também
  • 23/05/2010 - 11:39
    Enviado por: Rafael Mendes Bernardes

    Caso alguém se interesse em aprofundar sobre esse conflito entre as duas Coréias, o site da Foreign Policy publicou interessnte artigo analisando a evolução recente da relação entre os dois países. Passa pela chamada Sunshine Policy, que visava maior flexibilização por parte da Coréia do Sul frente à Coréia do Norte até as hipóteses de reação do atual Presidente no que tange ao ataque ao navio Cheonan.
    O link é este: http://www.foreignpolicy.com/articles/2010/05/21/goodbye_sunshine?page=0,1

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  • 23/05/2010 - 11:39
    Enviado por: justo

    Pois é meu amigo Gustavo…
    É a mesma triste visão que tenho neste momento… Porém , como você eu também tenho minha dose de otimismo e crença na humanidade.
    Na verdade é pelo simples motivo de que a humanidade esta no estagio atual que devemos ter esperanças sempre, afinal quando olhamos para a historia da evolução humana nos perguntamos como é possível? As chances de termos sucumbidos pelas nossas próprias mãos nos parecem muito maiores…porém olha nós aqui!
    Talvez seja porque gostamos de ver lagos com cisnes brancos…apesar dos cisnes negros..
    Abraços!

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  • 23/05/2010 - 11:54
    Enviado por: Glúon

    .
    ____________________
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    Papo de comentaristas
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    - Como pode o blogueiro postar às 11 horas e você deixar um comentário às 11:10?
    - É que eu já possuo uma ideia sempre pronta…
    - Mas como consegue falar tão bem, tanto dos israelitas quanto dos libaneses?
    - Bem, dependendo do tema, é só trocar a cor do cisne, né?
    .
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    • 23/05/2010 - 12:33
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Gluon, não entendi. Quem postou? Na verdade, há mecanismos na internet, como o google reader, que possibilitam a pessoa verificar as atualizações nos seus sites e blogs preferidos

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    • 23/05/2010 - 19:36
      Enviado por: justo

      Claro que sim Gustavo;
      Eu mesmo sou avisado através do google quando você posta algo novo.
      Mas acho que o Gluon não se referia a um fato especifico ou verdadeiro. Apenas esta, como sempre, de gozaçao!

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    • 23/05/2010 - 21:32
      Enviado por: Glúon

      .
      ______________
      .
      Esclarecimentos
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      Prezado Chacra,
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      O objetivo do comentário não foi abordar o aspecto cronológico das postagens, contudo revelar um comentarista fictício que possui sempre uma opinião dúbia, às vezes favorável a Israel e aliados, e outras vezes simpático aos seus já tradicionais adversários.
      Aliás, agradeço ao nosso amigo Justo, que gentilmente já tinha traduzido esse pensamento.
      .
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  • 23/05/2010 - 11:59
    Enviado por: Yoko

    A possibilidade de guerra na península coreana não é novidade para quem acompanha a história da região. Antes do episódio do afundamento do submarino, a Coreia do Norte já vinha tedno ações injustificáveis no último ano, como por exemplo o fechamento do acesso a locais turísticos reformados com investimento do sul, além de não permitir o acesso de empresas sul-coreanas ao complexo industrial do norte, construído com dinheiro do sul, além da prisão de um dos diretores.

    Pessoalmente acho que Obama e Hillary estão mais preocupados com a região, e Irã ficará meio de lado. China, que tradicionalmente defende Pyongyang, pediu calma no anúncio mas não se posicionou, o que pode ser um sinal de que não interferirá no caso de alguma resolução da ONU.

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    • 23/05/2010 - 12:31
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Yoko, como especialista na região, você acha que, no caso da Coreia do Norte, a China terá um peso mais decisivo do que os Estados Unidos?

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    • 23/05/2010 - 20:05
      Enviado por: Yoko

      Gustavo, certamente este tema será tratado no jornal onde trabalho, então não posso adiantar muito, mas se houver mais sanções será com anuência da China. A posição dos EUA já está mais do que claro neste caso, e se houver surpresa virá da China. A Rússia, apesar de integrar o Sexteto, está meio “neutro”.

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  • 23/05/2010 - 12:34
    Enviado por: poeta

    Não se pode esquecer que a guerra é um excelente negócio para muitas empresas, dá muito empregos de altíssimos salários, desenvolve tecnologias.
    Já a paz também pode ser excelente negócio, especialmente para os povos que a evitam. Muitas empresas também lucram com a paz mas acredito que o lobby da guerra é mais forte… (infelizmente)…
    Gustavo,
    O quanto você acha que a politica externa americana mudou da era republicana de Bush-Chenney-Rumsfeld para os democratas da dupla Obama-Hillary?

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    • 23/05/2010 - 12:40
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Poeta, como já escrevi aqui, a política externa que mais simpatizo é do Bush pai, que levou palestinos e israelenses de verdade para a mesa de negociações e soube fazer uma guerra quase perfeita no Golfo. Sobre os dois governos mais recentes, vale ler hoje texto no NY Times sobre a estratégia do Obama, delineada ontem em West Point. A comparação entre as duas políticas externas valeria um post a separado. Mas eu acho que mudou sim

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  • 23/05/2010 - 12:42
    Enviado por: Florentina

    XÔ XÔ cisne negro !!!!!
    Já chega os cisnes brancos !

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  • 23/05/2010 - 12:48
    Enviado por: Rosenvald

    Gustavo:
    Não vai haver guerra entre as Córeias,pois não interessa a Coréia do Sul que durante anos sempre relevou as provocaçôens,e no mais a Córeia do Norte tem a bomba.
    E não interessa a guerra a Córeia do Norte,interessa a eles ter o poder sobre seu povo,suas armas são para manter a população sob controle,algo parecido com o Hezboolla na politica interna,só que a Córeia do Norte é um comando unico,o que não acontece com o Hezboolla mesmo sendo a força predominante que pode decidir se vai ter guerra ou paz.
    E esta guerra não interessa a China,aos Usa,as superpotencias proximas de ambas as Córeias.
    Na Copa do mundo a~tv estatal da Coréia do Norte não vai passar a copa do mundo,só os altos militares com suas tvs parabólicas privadas poderão ter acesso ao jogo.
    A torcida da Córeia do Norte na Africa do Sul,será de chineses pagos para irem lá{a china foi o grande aliado na guerra das córeias}pois coreanos não tem recursos alem de ser dificilimo ter permissão para sair do pais.
    Portanto quando olharem as arquibancadas onde estarão pessoas de olhos puchados torcendo pela Córeia,saibam que são todos funcionarios do governo chines balançando a bandeira coreana.
    E quanto a Córeia do Norte,eu acho que ela é um “problema isolado”,diferente do Irã.
    Hoje os tentaculos do Irã chegam em Gaza,no Libano,no Iraque,e no Afeganistão.
    Não sei se um dia tiver um embargo ao Irã e ele se tornar mais duro com o passar dos anos,se estes “tentaculos” serão atingidos e se o Irã vai ser um pais sentado sobre a bomba como a Córeia,mais isolado e empobrecido em relação a sua população.
    Não sabemos até onde as sançôens ao Irã podem chegar e se este vai reagir militarmente e confrontar as potencias na medida que atinja o pais e os tentaculos por tabela comecem a serem cortados.
    Para mim não tem teoria do cisne,do pato,do pardal,existe que nada é previsto,que tudo é um jogo,e que a maior parte das coisas que acontecem a maioria dos comentaristas militares não preveu com firmeza antes.
    Ai quando acontece,todo mundo diz que sabia,que devia ter feito assim e assado.
    Esta é a famosa teoria ‘que depois do jogo todo mundo é tecnico”,ai é facil falar o que devia ou não ter sido feito.

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    • 23/05/2010 - 13:01
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Rosenvald, o Hezbollah possui um comando único, centralizado no Nasrallah. Mas, claro, não se pode comparar a um Estado nacional, como a Coreia do Norte. Também não acho que seja um problema isolado, já que envolve o Japão, Coreia do Sul e China. Aliás, Seul corre hoje infinitamente mais risco do que Tel Aviv. E não sabia que eles não passariam as partidas. Sobre o fim do texto, o que você escreveu é exatamente o que diz o Taleb

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    • 23/05/2010 - 14:11
      Enviado por: Rosenvald

      Gustavo:
      Quando falei de “comando unico” é que na Córeia não existe “alianças”,existe a junta militar,e ela é unica,domina todo pais.
      Nashalla teve que se aliar com cristôens e outros,e mesmo tendo “comando unico” sobre o hezboolla,não o tem sobre o Libano,pois tem Hariri na cabeça,mesmo que o hezboolla que detenha a escolha se vai ter guerra ou paz.
      Existem lugares no Libano que predominam adversarios do Hezboolla,onde seus misseis não se fazem presentes.
      Na Córeia do Norte não tem conversa com os USA,não tem um “Hariri”,a junta militar é o poder unico.
      E desde a ultima guerra das Córeias,quantas vezes as duas entraram em guerra???
      Já quantas guerras Israel teve desde esta época ????
      E a Córeia do Norte não vai lutar pela China,nem a China tem este interesse.
      Já o Hezboolla na sua retórica de desafio a Israel e seu rearmamento desenfreado e construçôens de bazes espalhadas e fortificadas,mostra que esta “respirando guerra” 24 horas por dia,a unica duvida é se a intenção é defensiva,ou se estão aguardando uma “ordem do Irã” para atacar Israel,caso o Irã seja atacado,o que eu não acredito que vai acontecer,senão já tinha acontecido quando era “menos dificil” de um ataque ser executado com mais exito.
      Como acho que Israel não vai atacar{começar uma guerra] o Hezboolla.
      Talvez ambos se respeitem e sabem que a guerra será uma destruição absurda que não dará para Nashalla clamar outra “Divina Vitória” nem tão pouco Israel tem a ganhar com uma imensa destruição civil com os misseis do Hezboolla.
      O mesmo em relação a Siria.
      Mais tudo pode acontecer,quem diria que o São Paulo,o Palmeiras que tinham o titulo do brasileiro na mão por varias rodadas iam tropeçar e o “pangaré” do Flamengo que tava dificil ficar entre os 5 primeiros ser o campeâo brasileiro????

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    • 23/05/2010 - 14:15
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Rosenvald, agora ficou mais claro. Você tem razão

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    • 23/05/2010 - 19:19
      Enviado por: Yoko

      Rosenvald e Gustavo, nas edições anteriores da Copa do Mundo a TV sul-coreana liberou os sinais para espectadores norte-coreanos. Mas neste ano, por causa do aumento de atos provocativos de Pyongyang, Seul proibiu as TVs locais de abrirem sinal para o norte. Como a Coreia do Norte não tem dinheiro para pagar royalties, ficará sem transmissão oficial da Copa.

      Em relação ao alcance dos atos da Coreia do Norte, além de Coreia do Sul, China e Japão, estão na área de influência Taiwan e Rússia, este último integrante do Sexteto. Coreia do Norte tem relações com Myanmar e Irã, principalmente no quesito “arma nuclear”.

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  • 23/05/2010 - 13:06
    Enviado por: Henrique

    Então um ataque do Hezbollah contra Tel Aviv “irritaria os israelenses que revidariam em Damasco”? Acho que um ataque do Hezbollah contra Tel Aviv com mísseis iranianos exportados pela Síria, seria o suicídio coletivo de Beirute e talvez de Damasco também. Israel não precisaria atacar o Irã para atingi-lo, bastaria acabar com as suas filiais.
    .
    E podem apostar que entre a integridade de Tel Aviv e a de Beirute ou Damasco, Israel sabe muito bem cuidar dos seus interesses. Não sei se os árabes sabem. Alguém aqui consegue imaginar Beirute reduzida a escobros? Ou Damasco reduzida a pó?
    .
    É o que acontecerá se eles não se preocuparem em cuidar de si achando que podem destruir Israel. Afinal as bombas nucleares não são enfeite e se não puderem ser usadas pela questão da proximidade, existem outras bombas com o mesmo poder de destruição.
    .
    Gaza again, with the blessing of Allah.

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    • 23/05/2010 - 13:25
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Henrique, entenda que eu não escrevi que isso irá acontecer. Foi um jogo de frases para falar que ninguém pode prever o futuro. Pode ser desde uma guerra entre Israel e Síria a um acordo de paz

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    • 23/05/2010 - 13:32
      Enviado por: Henrique

      Gustavo,
      penso que o momento atual é a melhor paz que Israel pode obter dos Sírios. Mesmo porque não há absolutamente nada que eles possam oferecer para Israel além de pulgas para colocar atrás da orelha ou sarna para se coçar.

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    • 23/05/2010 - 18:20
      Enviado por: Christina

      Qual o significado de “Gaza again, with the blessing of Allah????”

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    • 23/05/2010 - 19:39
      Enviado por: Hagá Backmann Espinoza

      Àqueles que querem uma nova guerra de Gaza ou pior, eu desejo sinceramente que sejam coerentes e estejam no front. Consideraria uma vergonha que os ardososos sionistas, diante de uma guerra envolvendo Israel, não fossem imediatamente para lá ajudar nos esforços de guerra. Aliás, não acredito que algum deles deixará de viajar imediatamente para o Oriente Médio, assim que a GUERRA for sinalizada. Melhor, acho que já deveriam viajar para lá. Não é justo expressar certos comentários belicistas e ficar depois bem longe do conflito. Não seria uma atitude corajosa, de homens de verdade.

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    • 23/05/2010 - 20:24
      Enviado por: MarioS

      “eu desejo sinceramente que sejam coerentes e estejam no front.”
      Coerentes? Coerentes ????????
      “Não é justo expressar certos comentários belicistas e ficar depois bem longe do conflito”
      Mas se é justamente o que fazem tantos aqui pelo “outro lado”! Coerentes!

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  • 23/05/2010 - 13:10
    Enviado por: Manoel Joaquim

    Gustavo, por enquanto o tal do Cisne Negro está bem escondidinho, assim que for interessante, os kazars de wall street fará com que os mesmos apareçam. Porque acreditarmos somente na teoria do Cisne Negro???

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    • 23/05/2010 - 15:36
      Enviado por: carlos 3m

      o mane, ta com medo de dar nome aos bois e ser cancelado por racista? saia do armario.

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    • 23/05/2010 - 18:22
      Enviado por: Christina

      Haja complexo de perseguição, hein!!!

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    • 24/05/2010 - 01:06
      Enviado por: RicardoT

      Christina,

      Nao somos ingenuos ou ignorantes. O judeus sempre foram perseguidos, sabemos disso e ficamos alertas. Se voce acha que nosso senso de auto-defesa e’ um “complexo”, fique ‘a vontade, e’ o que 2.000 anos de historia fizeram conosco. Nao tenha duvida, no entanto, de que muitos de nos ficamos alertas. Estamos prestando atencao, e parece claro que o livro de cabeceira desse Manoel Joaquim e’ “Os Protocolos dos Sabios de Siao”. Ele nao entende que a receita do sucesso dos judeus e’ muito simples: o estudo. Quem dera um dia a quantidade de estudo medio dos brasileiros seja a mesma dos judeus. Nesse dia, o Brasil sera’ uma grande potencia.

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    • 24/05/2010 - 10:24
      Enviado por: Catarina

      Apoiado Ricardo T.
      Quem dera que o brasileiro tivesse o nível de ensino do povo judeu, muito acima da média em todos os países onde vivem, e em Israel, apesar de tudo, oferecem o melhor para o mundo em tecnologia.
      e para complementar, gato escaldado com água quente tem medo de água fria.
      Foram 2 mil anos de êxodo, sem uma terra, e quando voltam, ainda sâo considerados ETs pelos moradores locais.
      Poderia ser tudo diferente, e o mundo um lugar bem melhor para se viver se os árabes aceitassem Israel. Utopia??

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    • 24/05/2010 - 11:15
      Enviado por: MarioS

      Christina,
      Curto e grosso: voce tem alguma dúvida que o Mané é anti-semita?

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  • 23/05/2010 - 13:36
    Enviado por: José FARHAT

    Gustavo,
    Apreciei bastante o seu post por inúmeras razões, mas principalmente pelo que diz o quinto parágrafo, cheio daquilo que seria um prêmio para todos os sensatos do mundo:
    (1) um acordo de paz entre sionistas e palestinos para acabar com as injustiças que vêm sendo cometidas por aqueles contra estes há mais de seis décadas e para que aqueles tenham a esperança de legitimar a sua existência na região;
    (2) o que certamente empolgaria a sírios e libaneses também e, por que não, a todos os países árabes dentro de uma negociação ampla conforme sugerida há muito tempo pela Liga dos Estados Árabes e sistematicamente ignorada pelo estado sionista que não vive dias felizes e tranqüilos, baseando sua existência na força abjeta e burra das armas;
    (3) as duas Coréias se reunificando para deixar a do sul cuidar de sua existência em paz para que possa chegar a incluir a do norte em sua prosperidade, assim como aconteceu na união das duas Alemanhas, e fazer com que a do norte deixe de construir armas nucleares à custa de da fome e da ignorância de seu povo.
    No entanto, se nada disto acontecer, deixo de descrever aqui e agora o que acontecerá, pois esta é uma mensagem de Paz e Esperança.

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    • 23/05/2010 - 13:35
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Farhat, obrigado pelo elogio

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    • 23/05/2010 - 15:34
      Enviado por: Marcus

      Você pode até não concordar, mas os motivos pelos quais os israelenses não concordam com esse acordo de paz proposto pela Liga dos Estados Árabes, são do ponto de vista deles bastante coerentes e racionais.

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    • 23/05/2010 - 15:43
      Enviado por: carlos 3m

      “baseando sua existência na força abjeta e burra das armas;”

      pois gracas a essas armas burras eh que a turma da liga arabe nao jogou os judeus para o mar.

      isto me faz lembrar a golda meir que disse que ela preferia que a criticassem a que lhe dessem os pessames.

      mas estou de acordo em que seria bom que as partes pudessem chegar a um acordo que permita viver em paz na regiao.

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    • 23/05/2010 - 17:14
      Enviado por: Tsairet Makal

      José Farhat:
      Na pratica,os sirios e libaneses não querem que nenhum acordo de paz aconteça entre Israel e Palestinos,se a Siria não tiver o Julan ou Golan de volta,e se todos refugiados libaneses não voltarem para Israel,algo que só podera ser negociado como indenização.
      Portanto como se daria primeiro esta paz entre Israel e palestinos de forma que Sirios e libaneses ficassem felizes sem ter seus objetivos alcançados primeiro????
      Os sirios fazem de tudo para destruir qualquer chance de paz através de Khalled Meshall que invibializa a troca do soldado Shallit,e qualquer avanço que melhore a situação em Gaza.
      Agora a suprema corte de Israel aceitou o pedido de alguns deputados de Israel,que os presos do Hamas não terão vizitas e tv a cabo.
      Deixa a familha deles pertubar um pouco e pressionar o Hamas,um pouco do terror psicólogico que fazem com Shallit.
      Ou o Hamas cala eles com a chibata,ou ao invés de radicalizar como Khalled Meshall ordena através dos seus patrôens sirios,aceita fazer uma troca sem que presos do Hamas voltem para west bank para tomar o poder ou incitar o ódio como fizeram em Gaza.
      A Siria é parte do problema e não da solução,ela apenas joga com o sangue palestino.
      Como o Libano pressionado pelo Hezboolla não aceita nada diferente dos milhares de palestinos no Libano da terceira geração ou quarta voltarem para Israel.
      Muito bonito seu comentario,mais na pratica nunca os paises árabes vão permitir esta paz sair se Israel não se “suicidar” aceitando ser uma minoria dentro do seu pais com a volta dos refugiados e o Julan ou Golã voltar por inteiro na mão dos sirios.
      A teoria é uma coisa,a pratica é outra….

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    • 23/05/2010 - 20:28
      Enviado por: MarioS

      “na pratica nunca os paises árabes vão permitir esta paz sair se Israel não se “suicidar” aceitando ser uma minoria dentro do seu pais com a volta dos refugiados”
      Não adianta Tsairet, eu venho falando isso faz tempo e a única coisa que leio em resposta, quando leio, é uma ladainha sobre a recusa de Israel em negociar.

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    • 23/05/2010 - 20:53
      Enviado por: Espinoza

      Sr. Farhat, é isso que eu vejo em algumas atitudes do ultrassionismo fanático [aquele que defende a ocupação da Cisjordânia e de Jerusalém Oriental, bem como o uso de bombas de fósforo contra civis na faixa de Gaza e o apartheir em Israel contra as minorias: “se for ruim para os goym, tudo bem; se for ruim para os judeus tudo bem também”. É por isso que esse ultrassionismo fanático de extrema-direita é o que existe de mais antissemita em 2010.

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    • 23/05/2010 - 21:57
      Enviado por: Priscila Pacheco

      Gostei desta análise.

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    • 23/05/2010 - 22:08
      Enviado por: José FARHAT

      Marcus
      O que a Liga dos Estados Árabes propô9s é a negociação de todos os pontos necessários para em troca do reconhecimento do estado sionista pelos 22 estados árabes. Ninguém pode discordar de algo que ainda não foi negociado e acordado.

      Carlos 3m
      Desde o início de seu estabelecimento o estado sionista deveria ter vindo com o ramo de oliveira e não com a espada na mão. A espada está gerando uma situação que se não for corrigida levará a resultados contrários àqueles desejados. Os fatos demonstram isto. Nenhum ser humano poderá viver de arma na mão a vida inteira, geração após geração. O tempo tem demonstrado que está trabalhando no sentido contrário à baioneta apontada para os palestinos.

      Tsairet Makal
      A proposta da Liga dos Estados Árabes é abrangente e, por isto, inclui todos os detalhes a que se referiu o seu post. Você cita situações que são meros detalhes nas negociações maiores. Não há essa de alguma organização dizer isto ou aquilo ou alguém ou algum país contrariar, os 22 estados árabes assinaram e têm que cumprir. Não se detenha em picuinhas e fofocas, o assunto é de suma importância e pormenores nele não cabem. Trabalhemos pela realização da Paz e não na criação de casos que não levam a nada a não ser em prolongar o sofrimento de todos aqueles que têm consciência.

      Boa semana e bom trabalho a todos.

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    • 23/05/2010 - 22:30
      Enviado por: jarbas

      se a Siria não tiver o Julan ou Golan de volta,e se todos refugiados libaneses não voltarem para Israel,algo que só podera ser negociado como indenização.

      Exato, precisamente como o grande Edward Sahid preconizava. Mas como os desterrados de 1948 e seus descendentes – na casa dos milhões – só aceitam o retorno, o que inviabilizaria o Estado de Israel, nada pode ser negociado nesse sentido. O reconhecimento de Israel seria outro pré-requisito que muitos palestinos também resistem em atender.

      Quanto ao plano de paz da Arábia Saudita, de troca de território por paz, colocaria em perigo a segurança e a própria existência do Estado judeu, caso a proposta seja apenas pretexto para enfraquecer Israel.

      Os israelenses de bom grado aceitariam as propostas dos vizinhos – se fossem viáveis ou sérias. Não adianta culpar apenas Israel por não ter havido até hoje uma solução para o problema árabe-palestino no Oriente Médio.

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  • 23/05/2010 - 13:53
    Enviado por: Florentina

    Sobre essa parte dos jornalistas cobrirem crises ou guerras, se houver um conflito entre as Coréias, os jornalistas ficariam onde?
    .
    Porque nos conflitos de Israel com Gaza ou Líbano, percebe-se que ficam em Israel. Em possível guerra entre Israel e Irã, são várias opções, mas creio que ficariam em Israel apesar dos riscos. No Iraque, ficaram no próprio Iraque ou Turquia. No Afeganistão, que são poucos os jornalistas que arriscam a pele, mas ficam ali por perto no próprio Afeganistão.
    .
    No caso da Coréia, na China não creio, na Rússia, que tem um trecho de fronteira acho também difícil. Ficariam na Coréia do Sul?

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    • 23/05/2010 - 14:14
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Florentina, na Guerra do Líbano, havia mais jornalistas cobrindo no lado libanês do que no israelense. O Marcelo Ninio, da Folha, e o Lourival, do Estadão, estavam em Beirute. No caso de Gaza, foi distinto, já que Israel e o Egito não permitiram a entrada de jornalistas em Gaza. Não foi uma opção dos jornais. Ao contrário, nós tentávamos entrar, mas conseguimos apenas nos dias que se seguiram ao cessar-fogo

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    • 23/05/2010 - 19:25
      Enviado por: Yoko

      Florentina, geralmente jornalistas ocidentais/de países capitalistas ficam na Coreia do Sul, porque Pyongyang não libera a entrada de jornalistas pró-Coreia do Sul. Outra opção seria Japão, porque há um mar que separa daquele país, e sofreria menos problemas de desabastecimento. De Osaka a Seul são apenas 3 horas de voo se não me engano.
      Jornalistas pró-Pyongyang teriam a opção de ficar na China.

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    • 23/05/2010 - 20:15
      Enviado por: Florentina

      Valeu.

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  • 23/05/2010 - 14:32
    Enviado por: Youssef S

    Gustavo, não li nada sobre este investidor libanes que só conheço aqui de seu blog, porém me parece que diferentemente do que foi falado aqui por um comentarista que o que oorre com países não dá pra relacionar com o que ocorre com as pessoas, sei que dependendo de como ajo com meu vizinho, meus parentes, comigo mesmo, consigo um grau de previsibilidade bem maior do que quando não sou consequente com minhas palavras e pensamentos para com estes. Ou seja um pouco de confiança nas relações tanto humanas como entre as nações seria um ponto de inflexão sufuciente para recolocar o grande trem das história nos trilhos novamente. Muito mais dificil hj, com o mundo mais interligado, um tiro, um atentado como o que ocorreu contra o Francisco Ferdinando desencadear uma guerra, no caso como foi a Grande Guerra.
    Porem entendo a questão com relação à Coreia do Norte, por ser um dos regimes mais anacrônicos do mundo. Na contra-mão da história, os sul-coreanos terão um trabalho hercúleo, do porte da Alemanha Ocidental, para colocar este pequeno vagão, para usar a mesma imagem, nos trilhos
    Por isso, penso que uma organização mundial respeitável e respeitada, que surja de uma elite mundial que pense de forma ampla, que coloque os objetivos de cada um dentro de um objetivo maior, de toda a humanidade, que estimule os países que podem colaborar com os povos em dificuldades, para que estes vençam suas limitações e possam voltar ao seio das nações, como ocorre dentros das familias, é a melhor maneira de chegarmos em um mundo onde haja Paz, que é diferente de um mundo sem guerras.

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    • 23/05/2010 - 16:59
      Enviado por: Manoel Joaquim

      Neste caso, a melhor teoria seria a de Quincas Borba (Machado de Assis).

      …aos vencedores as batatas!!!

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    • 24/05/2010 - 00:28
      Enviado por: carlos 3m

      youssef, o taleb denominou de “cisne negro” o fato estatistico de que alguns eventos sao altamente improvaveis, e por isso, para a percepcao humana, que tende a simplificar as coisas, quando algo muito improvavel acontece, fica desconcertada.

      nassim taleb escreveu varios livros, alguns tecnicos e outros mais tipo filosoficos entre os quais, a versao em portugues: iludido pelo acaso e logica do cisne negro.

      uma visao mais pratica da implicancia do cisne negro pode ser lida em http://www.gladwell.com/pdf/blowingup.pdf

      por outro lado, seu ultimo paragrafo, me parece uma mistura de utopia de paz com esperanca de salvador da patria com os quais me permito discordar:

      em pleno sec 21 nao da para apostar o futuro da humanidade nas elites, quaisquer que elas sejam, a experiencia historica impede tal crenca. acredito que as pessoas devem assumir a responsabilidade pelo seu proprio futuro, o que implica que devem entender que ha necessidade de viver em paz, entre outras coisas.

      adicionalmente, entendo que o conceito de soberania, que isola ditaduras de serem castigadas por violarem os diretos humanos dos cidadoes dos paises que eles controlam, deve ser alterada. os direitos humanos devem prevalecer sobre a divisao ficticia baseada na soberania.

      atualmente e mais ainda no futuro, as novas tecnologias dao poder enorme de atuacao as massas de individuos do mundo inteiro. este eh um fenomeno unico, nunca antes visto (como alguem no nosso pais gosta de acreditar de ser o divisor de aguas entre o passado e o futuro) e novos mecanismos de poder deverao ser criados para poder gerenciar as vontades das pessoas que habitam o globo.

      este espaco que o gustavo conduz, permite o exercicio de esse novo tipo de poder, ainda que seja em forma muito diluida. isto eh so o comeco.

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  • 23/05/2010 - 15:50
    Enviado por: Jr.

    Gustavo,
    A minha opinião é que os cisnes negros são muito improváveis de nascer quando os seus pais são duas potências nucleares. De 1945 até 1990, o cisne negro teve inúmeras oportunidades de vir à luz quando os cisnes pais -EUA e URSS – estavam casados através de um abraço nuclear. Na hora H, os genes responsáveis pela cor dos cisnes sempre davam um jeito de se rearrumar pra excluir aquele que geraria o cisne negro. Eles sabiam que se o cisne negro nascesse, seria o fim da espécie.

    Eu acredito que um cisne negro nuclear tem muito mais chances de eclodir quando um dos pais não é potência atômica. Como aconteceu em 1945, quando o Japão não tinha a bomba. O pai nuclear sabe que a mãe não-nuclear não tem chances de revidar à altura. E aí usa todo o seu poder bélico porque está seguro de que não há nenhuma delegacia de proteção à mulher onde ela pode se queixar pela agressão.

    Então, eu acho que o cisne negro não vai surgir na península coreana. Mesmos que ambos os pais nucleares (EUA e Coréia do Norte) se sintam tentados a dar à luz ao cisne negro, vai aparecer um geneticista externo (no caso, a China) pra convencer a ambos de que a eclosão do cisne negro é ruim para todos.

    Eu estaria mais preocupado com a eclosão do cisne negro em outras áreas de conflito onde existe uma assimetria nuclear entre os cônjuges em beligerância.

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  • 23/05/2010 - 16:28
    Enviado por: Fabio Nog.

    É absolutamente impossível antecipar comportamento de tiranos. Tiranos são movidos apenas parcialmente pela lógica. Boa parte de seu comportamento deriva de fatores psicológicos. São seres tão alterados e, frequentemente, tão cegos pela aura de poder de vida e morte que tem sobre suas populações que suas decisões não podem ser corretamente previstas. Ainda mais quando o tirano encontra-se isolado em seu feudo.

    A história está coalhada de indivíduos que tentaram dar o passo maior do que a perna no exercício do poder. Sessenta anos atrás um sujeito de bigodinho achou que seus 30 milhões de soldados e suas fábricas de tanques e aviões poderiam dominar um mundo de bilhões de seres e milhares de fábricas de tanques e aviões tão bons quanto, além de um monte de oceanos, desertos, florestas e nevascas no meio do caminho. Isso era obviamente impossível e um monte de gente morreu a toa.

    Eu sei lá o que Kim Jong-il irá fazer. Mas eu acredito que a China não irá tolerar nada além de um cachorro latindo em seu quintal. Se o cachorro sair mordendo, ela lhe dará um tiro de escopeta no meio da testa antes que qualquer um no mundo pisque o olho 3 vezes. Não se deve subestimar os métodos russos e chineses de fazer política interna e externa. É na porrada mesmo. E não há ONU ou ameaça americana que altere isso.

    Aliás, a propósito, quando a China dominar o mundo, os valores que começarão a se disseminar por ai não serão os da democracia e os do estado de direito. Nenhum dos dois existe na China e não há nenhuma perspectiva de virem a existir no horizonte previsível

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    • 23/05/2010 - 20:13
      Enviado por: Tuaregue Alemão

      Fabio,

      Acho que a China deixa o Kim (sei lá mais quê) latir até certo ponto, como vc disse, mesmo porque hoje o mundo está muito favorável à China e suas fábricas.

      Os chineses teriam muito a perder se o cãozinho partisse para a ignorância…

      Não sei até que ponto a Coreia do Norte é pau mandado da China.

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    • 23/05/2010 - 20:43
      Enviado por: MarioS

      “É absolutamente impossível antecipar comportamento de tiranos. Tiranos são movidos apenas parcialmente pela lógica. Boa parte de seu comportamento deriva de fatores psicológicos. São seres tão alterados e, frequentemente, tão cegos pela aura de poder de vida e morte que tem sobre suas populações que suas decisões não podem ser corretamente previstas”
      Brilhante Fabio.
      Não sei como o seu post vai repercutir, mas se voce estivesse se referindo a Ahmadinejad ao invez de Kim Jong-il, com certeza iria receber cacetada de todo lado.
      “Não se deve subestimar os métodos russos e chineses de fazer política interna e externa. É na porrada mesmo. E não há ONU ou ameaça americana que altere isso.”
      É impressionante o côro que se forma toda vez em que os EUA trata Kim Jong-ils e Ahmadinejads como devem ser tratados e o silêncio ensurdecedor quando Rússia ou China o fazem de maneira mais brutal ainda.
      E isto para não falar de Israel que, segundo alguns, deveria receber tiranos como estes com flores e banda de música
      “Aliás, a propósito, quando a China dominar o mundo, os valores que começarão a se disseminar por ai não serão os da democracia e os do estado de direito. Nenhum dos dois existe na China e não há nenhuma perspectiva de virem a existir no horizonte previsível”
      Se isto vier realmente a acontecer, será péssimo para todos, mas pelo menos teremos o consolo de ver a cara dos que não se cansam de celebrar o declínio do império americano.

      Aliás, a propósito, quando a China dominar o mundo, os valores que começarão a se disseminar por ai não serão os da democracia e os do estado de direito. Nenhum dos dois existe na China e não há nenhuma perspectiva de virem a existir no horizonte previsível

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    • 23/05/2010 - 23:48
      Enviado por: Paulo

      Não são apenas os estados ditatoriais que possuem comportamento imbecil e mercurial, veja no link abaixo com a recente revelação do pesquisador Sasha Polakow-Suransky sobre a negociação para venda de armas nucleares israelenses à Africa do Sul racista de Peter Botha…!!!!!
      .
      Não creio que coreanos e iranianos sejam particularmente mais perigosos, já pensou se os africaners tivessem recebido as armas nucleares oferecidas por Shimon Peres???
      .
      http://www.guardian.co.uk/world/2010/may/23/israel-south-africa-nuclear-weapons
      .
      Depois disso os que argumentam que Israel merece ter armas nucleares por ser o “ajuizado” em terra de malucos, deveriam tentar outro argumento ou fechar o bico.

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    • 24/05/2010 - 09:40
      Enviado por: Fabio Nog.

      Tuaregue

      Pode ser ter sido pau mandado por algum tempo. Mas uma guerra coreana seria péssima para a China, mesmo que não houvesse envolvimento de artefatos nucleares. A China vive um excelente momento econômico e não irá querer que seu comércio internacional seja prejudicado, e muito menos que os preços dos insumos que ela compra subam aos céus

      Marião

      Há tempos eu me pergunto porque as pessoas são tão condescendentes com a China. A lista de atitudes inaceitáveis da China é imensa. Vai desde exploração de mão de obra infantil até agressão descarada ao meio ambiente, passando por desrespeito a contratos e inundação planetária com artigos pirateados. Não vejo as pessoas nem a mídia se posicionarem frontalmente contra esse estado de coisas. Muito menos governos ou entidades globais.

      A Russia tem lá suas complicações também mas nem de longe se compara com a China. Todo mundo acha linda a decadência americana, que é real até certo ponto. Ninguém se preocupa com o que está vindo ocupar o lugar dos americanos, que não é nada bom, em minha opinião

      Se o mundo compreende pouco o comportamento dos povos do Oriente Médio, que dirá dos povos do Extremo Oriente. A diferença cultural é ainda mais acentuada

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    • 24/05/2010 - 11:45
      Enviado por: MarioS

      Fabio,
      “Há tempos eu me pergunto porque as pessoas são tão condescendentes com a China.”
      Não saberia explicar porque governos ou entidades globais tem esta atitude, mas pessoas e a mídia aqui no Brasil voce mesmo explica, distância:
      “mundo compreende pouco o comportamento dos povos do Oriente Médio, que dirá dos povos do Extremo Oriente”
      Temos muito mais raiva do vizinho que ouve o som alto do que do chefe do tráfico que impõe toque de recolher sei lá onde.
      Não sei se todo mundo acha linda a decadência americana, precisaríamos saber como pensam os vizinhos da China.
      Por mais inacreditável que possa parecer, a história dos visto negados é verdadeira!
      Aconteceu, por exemplo, com um colega meu de trabalho, fanático por rockabilly.
      Acredite quem quiser, ele passou a falar mal dos EUA da noite para o dia, e em curto prazo isto virou ódio. Ninguém me contou, eu acompanhei o processo.
      Lembra de quando era o Japão que iria dominar o mundo? À época o Millor Fernandes escreveu: voces que se queixam do imperialismo americano, preparem-se, pois ainda não viram nada.

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  • 23/05/2010 - 16:29
    Enviado por: Marcos L. S.

    Sr. Chacra

    Ficou engraçado (num tom de humor negro, como o cisne talvez) o título da sua postagem quando fala “A guerra deste ano pode ser …”
    Pois é, mas a coisa daqui a pouco vai ser assim mesmo, a cada e todo ano o início de uma nova guerra para alimentar cobiças, para assegurar posses, para assumir o controle de recursos.
    E assim como os cariocas se acostumaram a violência, aos poucos, talvez o mundo vá achando natural, ver a “justiça da democracia” atacando, roubando e ceifando vidas mundo afora.
    Uma nova doutrina talvez, a “Pax mortem” ..

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    • 23/05/2010 - 20:44
      Enviado por: MarioS

      ““A guerra deste ano pode ser …”
      Pois é, mas a coisa daqui a pouco vai ser assim mesmo,”
      Marcos,
      Sempre foi e ainda é assim, não se trata de profecia.

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    • 23/05/2010 - 20:48
      Enviado por: MarioS

      “A guerra deste ano pode ser …”
      Pois é, mas a coisa daqui a pouco vai ser assim mesmo,”
      Marcos,
      Sempre foi e ainda é assim, não se trata de profecia. A única esperança de que isto acabe um dia baseia-se em um FATO que citei aqui há alguns posts atrás:
      NUNCA houve uma guerra entre duas democracias. Parece clara a solução apesar de quase impossível de ser alcançada.

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    • 24/05/2010 - 11:35
      Enviado por: Marcos L. S.

      Sr. MárioS

      Por outro lado, atualmente, só as democracias iniciam conflitos, e por pura ganância ..

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    • 24/05/2010 - 11:54
      Enviado por: MarioS

      ” atualmente, só as democracias iniciam conflitos, e por pura ganância ..”
      Não é verdade Marcos, não mesmo, mas digamos que seja. O que explicaria elas não iniciarem contra outras? Sua tese não se sustenta.

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    • 24/05/2010 - 12:52
      Enviado por: Marcos L. S.

      Sr. MárioS

      “O que explicaria elas não iniciarem contra outras?”

      Por medo do poder de fogo dos rivais, mas existem democracias sem poder de fogo, como a brasileira por exemplo, aí é só questão de tempo, o senhor vai ver, que em breve, em tendo algo que eles querem, eles vem, ah se vem, e com certeza muitos dos “nossos” ainda vão estar do lado deles, muito provavelmente, o senhor mesmo. acredite ..

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    • 24/05/2010 - 14:37
      Enviado por: MarioS

      Marcos,
      Desculpe, mas a sua tese faz cada vez menos sentido. Por medo do poder de fogo dos rivais? Voce mesmo afirma:existem democracias sem poder de fogo.
      E repito: NUNCA houve uma guerra entre duas democracias, ou seja, NÃO é uma questão de tempo.
      Sua futurologia de que em breve, tendo algo que eles querem, eles vem, NUNCA aconteceu contra uma democracia.
      E tradicionalmente os “nossos” que ficam ao lado de outros são os da esquerda, haja visto, por exemplo, o apoio ao Paraguai contra o Brasil na questão Itaipu, à Bolívia em várias ocasiões, etc
      Resumindo: todos os antecedentes conspiram contra suas duas previsões.

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    • 24/05/2010 - 15:35
      Enviado por: Marcos L. S.

      Sr. MárioS

      O futuro dirá, até lá continue me negando, suas conjecturas são tão boas quanto as minhas ..
      Não basta apenas observar o passado, e dizer que continuará sendo no futuro como sempre o foi, o mundo é dinâmico, e muda de acordo com as circunstâncias de cada época.
      Por exemplo França e Inglaterra já foram inimigas históricas, mas não é mais provável que em futuro próximo ao menos, elas venham a repetir o passado. O mesmo pode se dizer de França e Alemanha, ou ainda entre Espanha e Inglaterra.
      Vem por aí uma nova grande crise gerada pela escassear de recursos, e pela ascensão de novas potências emergentes que vão disputar recursos e mercado com os atuais donos do mundo, aí vamos ver como se comportam as “democracias”. E se de um lado, as democracias não começaram guerras contra outras democracias, vemos que todos os grandes conflitos se iniciaram através de potencias capitalistas, e as democracias são mormente capitalistas, para mim, o atual quadro irá priorizar a ganancia por mercados e recursos, e a democracia, na hora de assegurar o seu quinhão, será posta de lado. Já vemos isso hoje nas guerras que os EUA, vem travando no Iraque, Afeganistão e provavelmente no Irã, logo a “desculpa” de que se está atacando em nome da democracia, vai ficar vazia, pois irão acabar as possíveis vítimas não democráticas, e logo inventarão uma nova forma de demonizar a vítima “democrática” da “vez” de então ..

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  • 23/05/2010 - 17:43
    Enviado por: Letícia

    Gustavo,
    Concordo com a análise sobre a guerra e duvido muito da “paz” entre os Países.
    Se estourar uma grande guerra, agora, penso que muitos Países vão se envolver e imagino como ficaria a posição do Brasil nessa questão. Pela lógica que vivemos atualmente e as negociações que o Brasil anda fazendo, ficaríamos em situação muito delicada.

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  • 23/05/2010 - 18:28
    Enviado por: Henrique

    Se Israel estabeleceu a sua independencia com muitissimo menos condições que os palestinos tem hoje, por que Gaza ainda não declarou a sua independencia? (sera que é porque depende de Israel para sobreviver? Logo de quem, heim), Por que a Cisjordania não declara a sua independencia? Não tem terras? Por que então não declarou antes de 67?
    .
    Cisne Negro é os palestinos estabelecerem a sua autonomia ao invés de ficar enrolando meio mundo com seus mais irrisórios argumentos. Esse lenga-lenga é o Cisne Branco mais majado do cardápio de possibilidades.

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    • 23/05/2010 - 20:25
      Enviado por: Tuaregue Alemão

      Henrique,

      Será que é porque Israel não tinha nenhum vizinho controlando seu território e céu / mar e ar???

      Como pode Gaza declarar independencia se não controla suas divisas? Nem o pescador pode ir muito longe pois arrisca a tomar um obus na canoa, pois Israel controla todas as áreas na costa, no ar e as divisas terrestres.

      Como pode a Cisjordania fazer isso se é uma colcha de retalhos sem ligação uns com os outros? Todo o resto são assentamentos ilegais e que nunca serão desmantelados.

      Acaba com essa história logo, já morreu gente demais, assume a população árabe e dá a cidadania ou expulsa eles para o Libano, Jordania e Egito sem machucá-los.

      Todo mundo agradeceria se acabassem com essa história de negociar pois não existe mais chance alguma de existir uma Palestina.

      E Israel sabe bem dsso.

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    • 23/05/2010 - 20:59
      Enviado por: MarioS

      “Por que então não declarou antes de 67?”
      Porque o verdadeiro objetivo, as vezes declarado, outras não, é todo o território de Israel. Mas estou disposto a ouvir outras versões, desde que sobre o assunto: Por que então não declarou antes de 67?

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    • 24/05/2010 - 11:57
      Enviado por: MarioS

      “Por que então não declarou antes de 67?”
      Quando Gaza NÃO estava sob bloqueio e a Cisjordânia NÃO era uma “colcha de retalhos”. Ah, a paz do silêncio!

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    • 24/05/2010 - 14:38
      Enviado por: MarioS

      “Mas estou disposto a ouvir outras versões, desde que sobre o assunto: Por que então não declarou antes de 67?

      Continuo disposto

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    • 24/05/2010 - 23:08
      Enviado por: Yoko

      “Por que então não declarou antes de 67?”

      O que acharia se alguém, a despeito do holocausto, perguntasse: “por que não foram embora da Europa antes da ascenção de Hitler”?

      Cuidado comperguntas simplórias, que podem voltar-se contra você.

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  • 23/05/2010 - 19:28
    Enviado por: Hagá Backmann Espinoza

    Gustavo, como venho comentando, tenho certeza absoluta de que Israel iniciará mais uma guerra nos próximos tempos. Vejo na notícia abaixo, da Deutsche Welle, uma campanha populista de disseminação do terror na população local, que normalmente já é meio paranóica. Talvez seja mais uma guerra “preventiva”.

    http://www.dw-world.de/dw/article/0,,5601979,00.html?maca=bra-newsletter_br_Destaques-2362-html-nl
    Israelenses ensaiam eventual catástrofe
    Em Israel, o serviço de proteção civil iniciou neste domingo a maior manobra nacional de defesa da história do país. Durante os próximos cinco dias, a população israelense passará por um treinamento a fim de se preparar para eventuais situações de catástrofe. Entre os cenários evocados está, por exemplo, um hipotético ataque de mísseis contra Israel, iniciado simultaneamente a partir do Líbano, da Síria e da Faixa de Gaza. Para realizar o treinamento, os serviços de resgate nacional estão trabalhando em conjunto com as forças de segurança, os municípios, diversas instituições governamentais, além de escolas e unidades policiais. Na quarta-feira, sirenes soarão em todo o país durante a execução de um exercício denominado “momento decisivo 4″. As pessoas serão conclamadas a buscar refúgio durante dez minutos. Além disso, serão distribuídas máscaras de gás entre a população. “O objetivo do exercício é melhorar a disposição nacional e as reações aos serviços de proteção civil em caso de emergência”, comunicaram as Forças Armadas israelenses neste domingo. Nas últimas semanas, aumentaram as especulações sobre uma possível guerra no Oriente Médio no próximo verão. Israel assegurou que não há nenhum plano hostil por trás do treinamento da população. Esta é quarta vez que o governo israelense convoca esse tipo de manobra de defesa; o treinamento corrente é, contudo, o mais longo dos já organizados.

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    • 23/05/2010 - 20:31
      Enviado por: Tsairet Makal

      Hagá:
      Porque os exercicios de Israel não seria para se defender ao inves de atacar???
      Vamos mudar a pergunta de exercicios militares para construçôens militares e armamentos:
      Porque o Hezboolla esta construindo centenas de abrigos e complexos subterraneos nas cidades proximas a Siria,e adquirindo misseis inteligentes de longa distancia,e espalhando ele todas as areas que o Hezboolla tem acesso,estando todos prontos para serem lançados?????
      Portanto é o Hezboolla que procura a guerra ou Israel ???
      Quem procura se defender?????
      Tudo depende de que lado você esta,e com quem simpatiza e acredita.
      A diferença,é que Israel tem um compromisso de 100% com Israel.
      Já o Hezboolla tem um compromisso de 100% com o Hezboolla,o Libano vêm depois.
      Dai tire suas conclusôens.

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    • 23/05/2010 - 20:36
      Enviado por: Tuaregue Alemão

      Haga,

      Se me permite, acho que este livro do link explica tudo.

      http://www.naomiklein.org/main

      Tenho muita pena da população dos paises ali, não conseguir viver em paz nem em Israel nem nos vizinhos é uma perda de tempo e vidas sem o menor sentido.

      Sinto muito mesmo.

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    • 23/05/2010 - 21:11
      Enviado por: MarioS

      Quem tiver a curiosidade de ler o texto indicado pelo Hagá, perceberá que ele trata de três assuntos distintos apesar de relacionados.
      Um deles é o repetido por ele, os dos preparativos de população civil israelense para uma eventual guerra, afinal Israel não tem adota a política de quanto mais vítimas civis melhor para a propaganda.
      Outro é a não reconstrução total de Gaza, devido ao bloqueio israelense (não menciona o motivo dele e nem o egípcio, mas isto era de se esperar)
      O terceiro deixa claríssimo, pelo menos para quem quer enxergar quem não está disposto a dialogar:
      “A União do Mediterrâneo adiou em meses um encontro de cúpula planejado para junho”
      “Segundo a mídia espanhola, no entanto, a cúpula foi suspensa porque os integrantes temem um fracasso. O diário El País noticiou que a Síria e o Egito ameaçaram com boicote, caso o encontro viesse a contar com a presença do ministro israelense da Defesa, Avigdor Lieberman,”
      “George Mitchell viajou duas vezes ao Oriente Médio para conversar sobre demarcação de fronteiras, problemas de segurança regional e determinadas questões jurídicas e técnicas. “Responderemos a essas perguntas após consultarmos nossos aliados árabes”, declarou Abbas”
      Obrigado pela dica Hagá, serviu, entre outras coisa, para enfraquece um pouquinho o mito de que Israel não quer negociar.

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    • 24/05/2010 - 00:32
      Enviado por: carlos 3m

      eh necesssario ter cabeca de anta para esquecer que o sadam resolveu simplesmente dispara scuds contra israel, com quem nao tinha nada a ver. claro que ha motivos para ficar em alerta contra os mosquitos.

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  • 23/05/2010 - 19:30
    Enviado por: Mordechai Vanunu

    Não é, portanto, a razão o guia da vida, mas o hábito que por si só determina em todos os casos a mente a supor o futuro conforme ao passado.
    David Hume, Tratado Sobre A Natureza Humana
    .
    Suponho que a cadeira onde estou sentado aguentará o meu peso. Que justifação tenho para acreditar nisso? Bem, a cadeira sempre aguentou o meu peso no passado. Portanto, concluo que aguentará também desta vez. É evidente que o fato de a cadeira ter aguentado comigo no passado não me dá garantia lógica de que agora aguentará. É possível que a cadeira se desmorone. Ainda assim, supomos que o fato de a cadeira ter sempre aguentado comigo me dá razões para acreditar que continuará a fazê-lo. Os cientistas também se baseiam enormemente no raciocínio indutivo. Constroem teorias que valem supostamente em toda a parte e em qualquer época, incluindo o futuro. Justificam as teorias apresentando as suas observações. Contudo, as afirmações acerca do que foi observado não implicam logicamente as afirmações acerca do que acontecerá no futuro. Assim, se os cientistas querem justificar estas teorias, não o podem fazer através de argumentação dedutiva. Em vez disso, têm de basear-se no raciocínio indutivo.

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  • 23/05/2010 - 19:51
    Enviado por: Espinoza

    Puxa, deve ser terrível viver num país sem liberdade de expressão, onde o Estado persegue SEUS PRÓPRIOS cidadãos. Por que a gente não vê essas denúncias contra a liberdade de expressão na grande mídia? Por que nenhum país concedeu asilo político a este verdadeiro tsadik? Por causa de pessoas corajosas como ele a humanidade tem conseguido evitar cisnes negros. Para mim, ele é a antítese valorosa dos monstros de Avigdor Lieberman e Netaniaou.

    “Vergonha de vocês, Israel, que voltam a me enviar para a prisão após 24 anos, apenas pelo motivo de que contei a verdade”, disse Vanunu, em um comunicado citado pelo site do jornal “Yediot Aharonot”.

    http://www1.folha.uol.com.br/mundo/israel-prende-espiao-nuclear-pela-segunda-vez.shtml#anc226466
    23/05/2010 – 12h46
    Israel prende espião nuclear pela segunda vez
    DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
    O ex-técnico em energia atômica Mordehai Vanunu, que passou 18 anos na prisão por revelar detalhes do programa nuclear de Israel, voltou a ser detido neste domingo para cumprir mais três meses de prisão.
    Vanunu foi condenado em dezembro passado a outros três meses de prisão ou três meses de trabalho comunitário por ter violado uma ordem que o proibia de manter qualquer contato com estrangeiros.
    Dan Balilty-29dez.09/AP
    Acusado de ser espião nuclear, israelense Mordechai Vanunu foi preso novamente por contatar estrangeiros e jornalistas
    “Vergonha de vocês, Israel, que voltam a me enviar para a prisão após 24 anos, apenas pelo motivo de que contei a verdade”, disse Vanunu, em um comunicado citado pelo site do jornal “Yediot Aharonot”.
    “O que vocês não puderam obter ao me deixarem por 18 anos na prisão não conseguirão me prendendo por três meses”, afirmou.
    Vanunu, 55, foi condenado pela primeira vez por espionagem, após divulgar segredos nucleares de Israel ao jornal inglês “The Sunday Times”, que os publicou.
    Ex-técnico da Central Nuclear de Dimona (sul de Israel), foi libertado em abril de 2004 e, desde então, foi acusado pelo menos em 21 ocasiões pela justiça por violar as restrições de sua liberdade.
    Ele é proibido de sair do território nacional ou entrar em contato com estrangeiros, especialmente jornalistas, sem autorização.
    Israel o prendeu em dezembro passado por entrar em contato com vários estrangeiros, incluindo jornalistas, e uma norueguesa que Vanunu diz ser sua namorada.
    Libertado, Vanunu pediu para trabalhar no lado árabe de Jerusalém Oriental, cidade anexada por Israel em 1967. O governo israelense, contudo, proibiu seu contato com estrangeiros.
    Convertido ao cristianismo, Vanunu, que já não se considera israelense, pediu em vão asilo a vários países ocidentais. Ela se queixa de estar submetido a uma vigilância constante.
    Israel mantém uma política de ambiguidade deliberada. Oficialmente, Israel declarou que não será o primeiro a introduzir armas nucleares no Oriente Médio. O país, contudo, não assinou o Tratado de Não Proliferação Nuclear.
    Com base nas estimativas da capacidade de produção de plutônio do reator de Dimona, analistas estimam que Israel teria entre 100 e 200 ogivas nucleares.

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    • 23/05/2010 - 20:21
      Enviado por: José o Polemico

      Espinosa:
      Se fosse no Irã ou em Gaza,ele seria enforcado ou fuzilado,e certamente a familia dele seria persiguida.
      E nem teria direito a advogado,seria execução sumaria.

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    • 23/05/2010 - 21:20
      Enviado por: MarioS

      Parece não haver limites para as barbaridades a que recorrem alguns para atacar Israel!
      “Puxa, deve ser terrível viver num país sem liberdade de expressão, onde o Estado persegue SEUS PRÓPRIOS cidadãos”
      Sem nenhuma dúvida, é só perguntar para os opositores iranianos ou da faixa de Gaza (se é que sobrou algum)
      “Por que a gente não vê essas denúncias contra a liberdade de expressão na grande mídia?”
      Imagino que o autor quis dizer contra a RESTRIÇÂO à liberdade de expressão, mas na ânsia de atingir Israel comeu algumas palavras. A partir de agora, estamos combinados, liberdade de expressão inclue o direito de divulgar segredos de Estado. Só em Israel, claro.
      “Por que nenhum país concedeu asilo político a este verdadeiro tsadik?”
      Não saberia dizer com certeza, mas imagino que alguns porque entendem não ser possível permitir que pessoas com acesso a dados secretos de um governo os divulguem para quem bem entender.
      Interessante notar que muitos, mas muitos mesmo, palestinos já foram linchados por mera suspeita de traição e não me lembro de terem sido chamados de tsadilks.

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    • 24/05/2010 - 00:42
      Enviado por: carlos 3m

      o cara eh um traidor do estado, e ele continua a colocar em risco o estado com as informacoes que ele se propoe fornecer. foi preso novamente por nao ter cumprido servico comunitario que ele proprio teve oportunidade de escolher como violacao da sua liberdade condicional na sua residencia.

      em paises da sua simpatia esse problema nao existiria como nos todos aqui sabemos, onde o fim de um traidor fica sepultado na hora.

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    • 24/05/2010 - 06:32
      Enviado por: Henrique

      O Espinoza é um emérito defensor dos oprimidos por Israel. Os outros oprimidos pelo mundo que se danem. Grande Espinoza, pelo menos assim faz alguma coisa e dá menos trabalho.

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    • 24/05/2010 - 09:34
      Enviado por: Espinoza

      Henrique, boa sorte lá no front.

      Mas antes de fazer propaganda de guerra, que tal passar um final de semana num hospital público de emergência ou num veículo do SAMU na Grande São Paulo?

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  • 23/05/2010 - 20:27
    Enviado por: Florentina

    O Mordechai Vanunu é um sujeito de sorte.
    .
    Em qualquer país que produziu armas nucleares, teria o matado, caso fosse pego passando informações sigilosas desta área.
    .
    Puxa, como Israel é benevolente!
    .
    E que infelicidade deste país, colocar um sujeito desse logo como técnico de energia atômica !

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  • 23/05/2010 - 22:06
    Enviado por: jan z. volens

    A Hillary tinha que chegar a Japao com o mensagem: “Nao podemos retirar os nossos militares de Okinawa pelo problema da Correia do Norte: Veja como afundaram o navio da Correia do Sul!” EUA afundou seu navio “Main” na Cuba 1898 para comezar a guerra contra Espanha. 1964 a U.S.Navy reportou ” ataques de navios de Vietna” – o “Gulf of Tonkin Incident” – para comezar a guerra de Vietna. O navio da Correia do Sul foi “afundado” pelos EUA ou algum “aliado” – todo mundo sabe disto. Para comecar a guerra contra Venezuela, a U.S. Navy reportara “ataque dum navio de Venezuela”… (A marinha do Brasil faz bem desvenvolver submarinos para “observar” quem chega perto do Brasil e seu petroleo…!!!!!)

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  • 23/05/2010 - 22:44
    Enviado por: Carlos Souza

    Chacra, saiu hoje no The Guardian a prova de que Israel possui armas nucleares e que, ao contrário do que prega, não as possui apenas para dissuasão – uma vez que as ofereceu à África do Sul em 1975. O link da matéria é: http://www.guardian.co.uk/world/2010/may/23/israel-south-africa-nuclear-weapons

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  • 24/05/2010 - 00:58
    Enviado por: Mauro Souza

    Gustavo,
    por falar em paz, cansei de ver aqui comentaristas arrogantes dizendo que o Irã não podia ter armas nucleares porque seria irresponsável, que venderia para qualquer um, blábláblá. Agora aparece a notícia de que Israel tentou vender armas nucleares para o regime racista da África do Sul em 1975. Aliás, queria vender armas em “três tamanhos”: convencionais, químicas e nucleares.

    Como se pode ver, Israel é muito responsável… Ou, como diria William Shakespeare: chupa essa manga!

    http://www1.folha.uol.com.br/mundo/739649-documentos-comprovam-que-israel-possui-armas-nucleares-diz-jornal-ingles.shtml

    http://www.guardian.co.uk/world/2010/may/23/israel-south-africa-nuclear-weapons

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  • 24/05/2010 - 01:28
    Enviado por: Mauro Souza

    Gustavo,
    uma terceira guerra só pode ser evitada consequentemente se houver intervenção da esquerda que hoje anda totalmente na defensiva. Sim, porque uma guerra apenas serviria para um reassentamento de forças interburguesas nesse momento de crise, e os trabalhadores, como sempre, formariam os exércitos de seus respectivos países, e iriam matar e morrer para defender interesses capitalistas.

    Eu acho que uma guerra poderia ter o efeito de acordar a esquerda, como foi na Primeira Guerra Mundial e provocar revoluções e decomposição de muitos governos. Veja o caso da Grécia, a população está contra as medidas ‘saneadoras’ da economia, que na prática significam mais sofrimento. Será que os gregos, por exemplo, comporiam algum exército para lutar contra não sei quem para defender não sei quais interesses? Um eventual aumento de preços de petróleo e do custo de vida, por exemplo, poderá generalizar protestos em toda a Europa.

    Em um cenário de guerra, se a esquerda, exigindo a paz, for capaz convocar greves gerais e desobediência civil, poderá inviabilizar uma guerra de maiores proporções, o que resultaria para ela ganhos políticos que poderiam resultar até em troca de poder.

    Uma guerra pode ser um jogo muito perigoso para a burguesia. Como escrevi outro dia aqui, a I Guerra Mundial contribuiu, e muito, para o êxito dos bolcheviques que souberam explorar esse fato para desmoralizarem o governo russo.

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  • 24/05/2010 - 01:59
    Enviado por: Celso Takahashi

    Gustavo,
    Nao entendi o que voce quiz falar neste post. Que tudo pode acontecer?
    Nao tem muita novidade nisso, nao e’?

    Fiquei muito aborrecido com seu ultimo post. Como ja’ falei eu sou americano, filho de brasileiros. Mas americano. Vou sempre ao Brasil de ferias.
    Mas nao gostei nem um pouco de voce ter deixado falar tantas mentiras e ofenssas contra americanos e nem ao menos rebater!
    Que sacanagem! Parece ate’ que voce fez de proposito. Eu nao sou bicha, gosto de mulher as namoradas que tive nao sao gordas eoutras coisas bem piores.
    Teve gente reclamou e voce mandou calar a boca. Ja’ sei que o mesmo vai acontecer comigo.
    E e’ tambem errado que voce falou da miss USA. Essas noticias que voce ouviu nao foram dos americanos em sua maioria. Parece que voce foi pegar bem a parte ruim deles.
    Minha irma tambem nao e’ gorda e branquela, e ela e’ americana.
    Voce deveria se desculpar em publico.

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    • 24/05/2010 - 08:30
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Celso, eu sou irmão de americano e moro nos Estados Unidos. Em nenhum momento no post critiquei os EUA e respondi a todos os ataques feitos aos americanos

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    • 24/05/2010 - 10:05
      Enviado por: Mordechai Vanunu

      Celso Takahashi.
      .
      Amigo, vai mostrar seu patriotismo no Afeganistão, Paquistão, Iraque, Somália. Iêmen ou em outros tantos campos de guerra em que o teu querido país esta ocupado matando crianças, velhos e mulheres.

      Em tempo: não esqueça Hiroxima e nagasaki

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    • 24/05/2010 - 19:07
      Enviado por: carlos 3m

      celso, me solidarizo totalmente com voce. se criou o habito neste blog assim como na midia esquerdoide que nos rodeia, de considerar que os americanos sao qualquer coisa menos gente, e tem o traco especifico que podem ser malhados por qualquer coisa que aconteca no mundo, mesmo que nao tenham nada a ver.

      essas mesmas pessoas sao as que em muitos casos ficam em filas para tirar visto para poder visitar sua terrinha. sao pessoas com problema de auto-estima e que creem que rebaixando os outros eles se tornam melhores.

      faco tambem meu apelo aqui para nosso ilustre hospede, que sei eh pro-americano autentico, para que interrompa esse habito aqui establecido por alguns que falam em forma depreciativa de outros paises.

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    • 24/05/2010 - 19:17
      Enviado por: Mauro Souza

      A maioria dos posts que tenho lido aqui critica a política externa estadunidense e não o povo propriamente. Há quem confunda as coisas, até na hora de tentar defender.

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    • 24/05/2010 - 19:50
      Enviado por: carlos 3m

      mauro, entao releia esses comentarios aos quais o celso se refere. eles vao muito alem do governo. vao atras de pessoas que adotaram um estilo de vida em forma majoritaria por mais que voce e mais outros nao gostem, a maioria dos americanos eh assim.

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    • 24/05/2010 - 23:37
      Enviado por: Celso Takahashi

      E esse reply ridiculo do Mordechai.
      E ai Gustavo, o que voce vai fazer?

      Eu vou ate’ o fim. Eu quero desculpas, eu fui ofendido, meu povo ofendido.
      Ou so’ nao pode ofender libanes?

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    • 25/05/2010 - 01:07
      Enviado por: Mauro Souza

      OS USA não estão em guerra contra o Iraque? Qual é a ofensa? E as inúmeras atrocidades cometidas lá foram documentadas, e nem precisamos falar de Abu Ghraib. Essa invasão do Iraque é uma das guerras mais imorais de que se tem notícia. Se Tony Bliar não consegue esconder que ficou multimilionário com essa sujeira, imaginem os outros.

      http://www.collateralmurder.com/

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    • 25/05/2010 - 08:54
      Enviado por: MarioS

      Mauro,
      Por motivos que não conheço, muitos dos que mantinham uma postura equilibrada por aqui começaram a radicalizar, voce inclusive, o que é um direito.
      O que NÃO é direito é usar a “armas” que, infelizmente, alguns colegas recorrem constantemente, tais como a distorção, a omissão e a mentira.
      “critica a política externa estadunidense e não o povo propriamente”
      Vai ser difícil voce explicar como branquela, gorda e sem bunda se aplica à política externa estadunidense, mas pode tentar

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    • 25/05/2010 - 22:35
      Enviado por: Mauro Souza

      MarioS,
      onde foi que defendi tais agressões? Não seja maldoso. Gostaria que você apontasse, transcrevesse o trecho, para você não ter de passar por mentiroso. Pare de distorcer o que os outros dizem, é feio. Eu disse que a maioria dos comentários aqui neste blog criticam a política estadunidense e não ao povo, volte lá e leia com atenção, por favor.
      Se houve ofensa, então é direito de qualquer um reclamar e o post deverá ser apagado, mas nem por isso o Gustavo deve ser agredido, ele pode muito bem ter deixado passar por distração ou excesso de trabalho, sei lá.

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  • 24/05/2010 - 06:41
    Enviado por: Irlandes

    Gustavo,

    Alimentando o assunto, saiu no The Guardian uma matéria confirmando a existencia de armamento nuclear por Israel e sua vontade de vende-los para os sul-africanos.

    Original em Ingles: http://www.guardian.co.uk/world/2010/may/23/israel-south-africa-nuclear-weapons

    A matéria em portugues está no sitio da Folha: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/739649-documentos-comprovam-que-israel-possui-armas-nucleares-diz-jornal-ingles.shtml

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  • 24/05/2010 - 07:41
    Enviado por: Backmann

    Como se fabrica um Cisne Negro: as similaridades do Apartheid em Israel e na África do Sul.

    http://www.elpais.com/articulo/internacional/Israel/ofrecio/armas/nucleares/Sudafrica/apartheid/elpepuint/20100524elpepuint_6/Tes
    Israel ofreció armas nucleares a la Sudáfrica del ‘apartheid’
    Unas actas secretas, reveladas en un libro que se publicará esta semana, suponen la primera confirmación documental de la capacidad atómica israelí
    EL PAÍS – Madrid – 24/05/2010
    La posesión de armas nucleares por parte de Israel era hasta ahora un secreto a voces, pero unos documentos revelados por el diario británico The Guardian, en los cuales el ministro de Defensa israelí se ofrece a proporcionar este armamento a la Sudáfrica del apartheid, suponen la primera confirmación documental de la capacidad atómica del Estado hebreo. La política de Israel respecto a su arsenal atómico es de ambigüedad, sin confirmar ni negar su existencia.
    Las actas secretas dan cuenta de las reuniones mantenidas en 1975 entre el entonces ministro de Defensa sudáfricano, Pieter Willem Botha, y su homólogo israelí y actual presidente, Simon Peres. Según los documentos, Peres responde a la petición de cabezas nucleares por parte de Botha ofreciéndoselas “en tres tamaños”. Ambos firmaron además un amplio pacto para regir las alianzas militares entre los dos países, con una cláusula que declaraba que “la propia existencia de este acuerdo” debía permanecer secreta.
    Los documentos fueron descubiertos por un académico estadounidense, Sasha Polakow-Suransky, durante la investigación para escribir un libro, que saldrá a la venta esta semana en EE UU, acerca de las estrechas relaciones entre Israel y Sudáfrica. Las autoridades israelíes trataron de evitar que el Gobierno sudafricano desclasificara las actas, a petición de Polakow-Suransky.
    La revelación cobra especial importancia esta semana, en la que las conversaciones sobre no proliferación nuclear que se celebran en Nueva York se centran en la situación en Oriente Próximo. También echa por tierra la pretensión israelí de presentarse como un país “responsable”, que no haría mal uso de sus bombas nucleares.
    La colaboración en tecnología militar entre ambos países creció durante los años posteriores. Israel proporcionó a Sudáfrica tritio, un isótopo radiactivo que multiplica la potencia explosiva de las armas termonucleares, mientras que Pretoria suministró sal de uranio, conocido como torta amarilla o yellowcake, que posteriormente se transforma en el uranio enriquecido necesario para fabricar armas nucleares.
    Sudáfrica, en pleno aislamiento internacional, quería hacerse con el arma nuclear como fuerza disuasoria ante un posible ataque de un país enemigo. Pero finalmente, no se llevó adelante la compra, en parte por el coste. Además, según The Guardian, la operación tendría que haber contado con el visto bueno del primer ministro israelí, y no es seguro que lo hubiera obtenido. Finalmente, el régimen segregacionista construyó su propia bomba, posiblemente con asistencia de Israel.
    “El ministro Botha expresó su interés en un número limitado de unidades de Chalet [nombre en clave con el que se referían a los misiles con capacidad nuclear Jericó], sujeto a la disponibilidad de la carga explosiva correcta”, recogen las actas de la reunión mantenida en Suiza entre ambos responsables de Defensa el 4 de junio de 1975. Por carga correcta, se refería, según The Guardian, a carga nuclear, que era la que pretendía obtener el régimen sudafricano, según un memorándum previo de 31 de marzo.
    “El ministro Peres dijo que la carga explosiva correcta estaba disponible en tres tamaños. El ministro Botha expresó su gratitud y dijo que pediría consejo”, refleja el acta. Según el diario británico, con “tres tamaños”, Peres se refería en realidad a tres modalidades: armas convencionales, químicas y nucleares.
    Los documentos confirman la versión del ex jefe naval sudafricano Dieter Gerhard, encarcelado en 1983 por espiar a favor de la Unión Soviética. Tras su liberación, Gerhard dijo que existía un acuerdo entre Israel y Sudáfrica bautizado Chalet, que consistía en una oferta del Estado judío para armar ocho misiles tipo Jericó con “ojivas especiales”, término que, según él, se refería a las nucleares.
    El autor de The Unspoken Alliance: Israel’s secret alliance with apartheid South Africa (La alianza tácita: la alianza secreta de Israel con la Sudáfrica del apartheid) asegura que Israel presionó al Gobierno sudafricano para que no desclasificase los documentos. “El Ministerio de Defensa israelí trató de bloquear mi acceso al acuerdo con el argumento de que era material delicado, especialmente la firma y la fecha”, dijo Polakow-Suransky.
    “A los sudafricanos no pareció importarles; tacharon unas pocas líneas y me lo dieron. El Gobierno del ANC [Congreso Nacional Africano] no está tan preocupado por proteger la ropa sucia de los antiguos aliados del régimen del apartheid”.

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    • 24/05/2010 - 10:17
      Enviado por: Mordechai Vanunu

      Atenção, atenção!!!!!

      O intuito para estes acontecimentos estarem sendo divulgados neste momento, é por que estão passando algum recado pelos seus porta-vozes na imprensa mundial.

      Porque acabam de me prenderem alardeando por toda a imprensa mundial este fato, e também o caso da África do sul??? Vamos pensar um pouco???

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    • 24/05/2010 - 23:14
      Enviado por: Yoko

      Tem também o fato do AIEA estar querendo inspeção de instalações nucleares em Israel. Pelo jeito Yukiya Amano não está saindo como os americanos querem.

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  • 24/05/2010 - 09:11
    Enviado por: Mauro Souza

    Uma coisa que acho curiosa. Se o Chávez tenta controlar a imprensa é um crime que quase justifica uma invasão. Se Israel faz o mesmo, e até impede a visita de um Chomsky, aí tudo bem… Nada como ter vários pesos e várias medidas.

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    • 24/05/2010 - 10:50
      Enviado por: Catarina

      É Mauro, Israel pode errar também
      e as autoridadades reconheceram que foi mal(Chomsky)
      Eu prefiro ele com linguista e semiólogo à político.
      Ouviria o que tem pra dizer com gosto.
      Quanto as armas, infelizmente tudo é negócio,
      e penso que devemos bater sem parar no sonho,
      diálogo e paz,
      quem sabe as futuras gerações ganhem com isto,
      se a nossa nâo explodir o planeta antes.

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  • 24/05/2010 - 12:11
    Enviado por: Carlos

    Li todos os comentários. Bons, irônicos, inteligentes, bem intencionados, mal intencionados, racistas, beligerantes, pacifistas, cultos e ignorantes. Mas nenhum apontando uma solução pragmática. Como tentar resolver a diferença entre Israel e Palestinos? Afinal todos devem saber que os dois lados tem a mesma origem e portanto o mesmo sangue. Afinal são “primos”. Portanto é uma briga em família cada um querendo ficar com a fazenda ( Israel ou Palestina ) para si. Ou não é ?
    Aos Palestinos foi imposto uma resolução da ONU, após a segunda guerra mundial ,da terra que era controlada pelos ingleses dizendo que dai para frente seria a nova pátria judaica. Ora, os primos palestinos que lá viviam ficaram no começo chateados e depois frustados porque os primos judeus quiseram a terra só para si. E passaram a expulsá-los. Porque assim o fizeram? A atmosfera do pós guerra ainda deixava os judeus muito desconfiados. E desconfiados de todos, inclusive dos ingleses que lá dominavam. E fizeram terrorismo para expulsá-los de lá. E o que fizeram os primos palestinos na época? Não reagiram à altura. E ficaram submissos pois completamente desorganizados. E deu no que deu. Em vez dos primos sentarem à mesa para negociar um espaço para todos, os que estavam mais fortes e apoiados pela ONU venceram. Mas não é justo o tratamento que os primos judeus deram aos primos palestinos. Eles deveriam ter olhados um pouquinho para trás e ver o que os nazistas tinham acabado de fazer com eles. E meditado um pouco emvez de ir com extremo afinco se apossar da terra histórica que pertencia a todos eles. E deu no que deu. Procuraram sarna para se coçar.
    E a coisa ficou difícil de ser acertada. E esta difícil e continuará. Somente muita boa vontade dod dois lados poderá levar à paz. Mas aonde estão os líderes entre os primos? Se eles existissem a ONU poderia obrigá-los a passarem 3 meses no Brasil vivendo entre ös primos”brasileiros” e verem como a convivência entre os lados é extremamente fácil, encantadora e até emocionante.

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  • 24/05/2010 - 12:14
    Enviado por: MarioS

    Eu nunca imaginaria que o Guardian tivesse tantos leitores no Brasil!

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  • 24/05/2010 - 12:24
    Enviado por: Filipe Carvalho

    Gustavo,

    Complicações à parte, não creio em guerra ou algo do tipo na península coreana, visto o histórico “morde-assopra” da política externa norte-coreana. Acho que a tensão maior continua pelo oriente médio mesmo.

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  • 24/05/2010 - 17:10
    Enviado por: Symon

    Gustavo,
    É a primeira vez que visito seu blog.
    É muito legal, porém, creio que a maioria dos leitores devem acreditar que o nosso presidente Lula, agora ungido a pacificador do universo, jamais deixará o cisne negro vivo, vai comer com pena e tudo.
    Parabéns pelo Blog.

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  • 24/05/2010 - 17:33
    Enviado por: Tetsuo Shimura

    Esquecendo as nacionalidades e as cores, o bicho homem desde que aprendeu a andar sobre os dois pés certamente nunca viveu um dia de paz e, tanto quanto nas previsões de terremotos em países sucetíveis a tais fenômenos, a pergunta é quando ocorrerá a guerra em uma escala mais devastadora.

    A inteligência humana que deveria conseguir lidar com diferenças, humildades e bondades, são matérias para serem exercidos pelos outros, não nós. A inteligência que constroi objetos que já estão nos confins do sistema solar é incapaz de se relacionar com os sucessos de terceiros à ver os seus próprios fracassos, daí partir a criticar este ou aquele modelo de Estado é como começar a coçar.

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  • 24/05/2010 - 17:58
    Enviado por: Celso

    Será que a visita do ditador da Coréia do Norte à China (semanas atrás) tem alguma coisa a ver com recente ataque ao navio sul coreanoe?

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  • 24/05/2010 - 19:00
    Enviado por: carlos 3m

    quanto a suposta venda de armas atomicas a africa do sul do regime anterior

    1-que conincidencia que justo quando se esta discutindo o ira, justamente aparece um documento de 35 anos atras que supostamente envolve israel com questoes nucleares. eu nao acredito em coincidencias.

    2-no documento nao eh mencionado o que ficou como titulo da materia. na documentacao apresentada pelo guardian nao ha qualquer comprovacao do que afirma. o unico lugar onde se fala em armamento nuclear se refere a um memorando interno da rsa evaluando essa opcao. e foi juntado uma serie de documentos onde se manifesta negociacao de armamento, ao que me consta convencionais, por exemplo, tanques, mas nada nuclear.

    3-duvido fortemente que israel tivesse qualquer interesse em vender armamento nuclear, por varios motivos muito fortes, entre eles, que usa nao dariam a aprovacao para tal estrategia, e israel nao iria contrariar usa em algo estritamente comercial. adicionalmente, a eventual posessao de armas nucleares por parte de israel, so faria sentido para mostrar o porrete para aqueles que ameacaram e ameacam sua existencia, mas nunca para fazer negocios.

    4-ainda, acrescento que, mesmo na guerra de iom kipur, quando houve momentos em que as coisas ficaram muito pretas, e armas nucleares poderiam ter se tornado a unica forma de responder, esta opcao nao foi usada. e repito, houve momentos em que a coisa ficou muito dificil nessa guerra, e mesmo assim, nao foi cogitado essa opcao.

    resumindo, me parece algo como uma montagem de documentos isolados, que foram colocados na mesma salada para fins oportunistas. nao acedito mesmo na teoria do the guardian, embora sei que tem muita gente que quer acreditar porque o bode esta sendo apontado.

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    • 24/05/2010 - 19:21
      Enviado por: Mauro Souza

      Algo como esperar que os livros contábeis da máfia contenham nomes completos, endereços, telefones… Santa ingenuidade!

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    • 24/05/2010 - 19:47
      Enviado por: carlos 3m

      mauro,

      um jornal serio nao pode fazer esse tipo de afirmacao com a documentacao que apresentou. a tese nao esta documentada. isso eh coisa para tabloide mas nao para imprensa seria.

      quanto ao resto, mantenho o que escrevi. e claro que voce eh daqueles que precisa limpar a baba pela manchete, mas isso nao a torna real.

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    • 25/05/2010 - 00:57
      Enviado por: Mauro Souza

      3m, jornais sérios sempre publicam notícias a partir de evidências, mostram documentos cifrados etc, e nem por isso são classificados como tablóides. Então, não sou quem tem que limpar baba nenhuma.

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  • 24/05/2010 - 19:32
    Enviado por: Mauro Souza

    Resumindo essa teoria dos cisnes: qualquer coisa pode acontencer, só não nos pergunte o quê… hehehe. Prefiro ficar com o bom e velho materialismo histórico, para mim o Euro estava em perigo desde o primeiro dia.

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  • 24/05/2010 - 21:13
    Enviado por: Alfredo Mocelin Jr.

    Gustavo, uma Terceira Guerra Mundial não é exagero não, porém, ela ocorrerá no Oriente Médio mesmo; ali está o estopim; isso é inevitável. Com relação ao cisne negro, sabe o que penso? Que Israel e seus vizinhos podem até chegar a um acordo de paz; porém, esse será rompido bem cedo, e o resultado será uma guerra sem precedentes.

    Como diz num dos livros bíblicos… Acho que 1 Tessalonicenses 5: 1-10:

    Quando disserem: há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição; e de modo algum escaparão.

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  • 24/05/2010 - 22:03
    Enviado por: Emirosan

    Gustavo ! Muito interessante a tese do Cisne Negro !

    Com jornalistas acontece bastante, principalmente ao buscarem oportunidades para uma matéria já estabelecida, se posicionam em locais previsíveis e aguardam o Cisne Branco… Mas eis que ocorre um imprevisto e surge do nada um fato que não tem relação com o pré-estabelecido, mas o faro jornalístico indica uma excelente matéria… E tem-se o Cisne Negro… Se a redação aprova, e ninguém mais sacou, aí sim… Furo jornalístico.

    Com investidores em Bolsa sem querer apostar em riscos, a maioria enxerga os Cisnes Brancos… Já os mais atentos e que se arriscam, sempre se dão bem com os Cisnes Negros…

    Mas existe uma coisa comum nestes casos… Os Cisnes Brancos ou Negros são baseados em fatos comprováveis…

    Imagine que algum grande investidor consiga uma informação com alta probabilidade, mas sem possibilidade de confirmação imediata, e resolva provocar o mercado com investimentos especulativos, e este mercado reaja de maneira a aceitar a especulação… Todos correm em direção ao provável Cisne Negro. Mas de fato não existe Cisne nenhum… Mas sim um Pano de Fundo com imagem do Cisne Negro.

    Certamente muitos perceberam o Pano de Fundo e ficaram céticos para o movimento especulativo, outros além de perceberem tentam tirar vantagem do evento…Mas uma grande maioria sempre acredita que lá existe o tal Cisne, e cria apologias a Ele.

    Como sou cético, não entenda incrédulo, acho que este alarde sobre a corveta Cheonan, apesar do fato de ter sido afundada em 26Mar2010, ter sido resgatada em Abr2010 e ser notícia em diversos jornais neste período, só agora tenha se tornado o Cisne Negro… Acho que está mais para Pano de Fundo com a imagem do Cisne Vermelho-Azul-Branco…

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  • 24/05/2010 - 22:59
    Enviado por: Emirosan

    Gustavo !

    Hoje comentei mais cedo a um amigo, o que só consegui comentar aqui no seu blog às 22:03, e ele colocou de uma forma que não quis aceitar, pois parecia desdenhar de uma coisa muito séria…

    Ele perguntou se já havia visto o filme “Tomorrow never dies”, que no Brasil foi intitulado de “O amanhã nunca morre”, com o Pierce Brosnan no papel de 007.

    Pois é… Disse ele sobre o assunto da corveta Cheonan, já ví este filme antes…

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  • 24/05/2010 - 23:38
    Enviado por: Emirosan

    Oi Carlos 3m.

    Já que você chamou o Manoel de mané… Posso lhe chamar de Caco Fita Crepe.

    E você comentou…

    3-duvido fortemente que israel tivesse qualquer interesse em vender armamento nuclear, por varios motivos muito fortes, entre eles, que usa nao dariam a aprovacao para tal estrategia, e israel nao iria contrariar usa em algo estritamente comercial. adicionalmente, a eventual posessao de armas nucleares por parte de israel, so faria sentido para mostrar o porrete para aqueles que ameacaram e ameacam sua existencia, mas nunca para fazer negocios.
    ……………………………………………………………………………………………………….

    Então comento…

    Até agora tem-se uma suspeita forte de que israel possui armamento nuclear, não se sabe inclusive se eles fabricaram todas, mas a suspeita mais forte seria que o provável estoque seja formado por fornecimento do próprio usa… Daí que a aprovação de venda, que não me interessa se existiu… Poderia sim ter anuência dos usa…

    Agora… “Mostrar porrete para aqueles…” é sintoma de anti-aqueles… Modera que isto é corda bamba aqui…Vai precisar de fita crepe no teclado… Ou na boca…

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  • 06/06/2010 - 15:51
    Enviado por: Sorales

    Israel diz que os ativistas do navio Rachel Corrie era de paz. Ora, ele não fazia parte da frotilha que foi invadida pelos soldados israelenses? Não se tratva do mesmo grupo, imbuídos das mesmas intenções? Por que então os outros não eram de Paz? Indiretamente não estaria o Estado Judeu reconhecendo com da paz também a ativista americana que dá nome ao barco? Ela que foi esmagada por uma escavadeira intencionalmente por tentar impedir a demolicão de uma casa de família palestina? Os comunistas chineses foram pelo menos mais humanos quando não esmagaram um ativista que se postou em frente um tanque de guerra na praça da Paz Celestial. Ele vive até hoje. E esse negócio de dizer que vai riscar o Estado de Israel do mapa é fazer o jogo do sionismo. É propaganda em favor do Estado opressor, diante de uma opinião pública sempre vulnerável aos apelos da mídia sionista em todo o mundo. Na realidade, se existe algo que deve ser considerado nesse conflito é o papel dos EUA como avalista dos desmandos do Estado de Israel. Daí a certeza da impunidade, a impotência da ONU. Se após o holocausto os judeus tinham a solidariedede dos povos com seus atos contra os palestinos nesses 62 anos, agora, cada vez mais Israel e EUA aparecem como estados monobloco, no suplício daquele povo. O palestino se tornou o elo mais fraco da corrente.

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  • 06/06/2010 - 15:54
    Enviado por: Sorales

    Carlos

    Como eu disse: a paz entre juudes e palestinos (árabes) é religiosamente impossível. O massacre vai continuar, em nomde de Deus!

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