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Gustavo Chacra

25.maio.2010 00:53:50

De São Paulo a Nova York – Enviado do Estadão a Teerã conversa com o blog sobre o Irã

O repórter internacional do Estadão Roberto Simon acompanhou a viagem de Lula a Teerã na semana passada. Meu amigo, jovem e já com coberturas também em Guantánamo e em Honduras, ele concordou em dar entrevista para o blog para relatar a sua experiência no Irã como jornalista. Eu fiquei com vontade de conhecer o país. Já passei por mais de dez países do Oriente Médio, mas ainda não pisei no território iraniano pela dificuldade de conseguir um visto – aliás, o Simon toca neste assunto. E fique com mais vontade de viajar depois de ler a descrição de Teerã feita pelo Simon aqui no blog. Ao longo do dia, ele irá responder a perguntas dos leitores. Basta publicar os comentários normalmente, como fizemos com outros convidados no passado.

Como você descreveria Teerã? Houve algo, para o bem ou para o mal, que te surpreendeu?

Eu sabia que Teerã era uma metrópole moderna, mas não estava esperando uma cidade de quase nove milhões de habitantes, pontilhada com outdoors iluminados, jardins bem cuidados e avenidas largas e limpas. Nesse sentido fiquei muito bem impressionado. Descontando traços de decadência que o isolamento internacional inevitavelmente traz (penso em carros surrados, ausência de grifes internacionais e um gosto duvidoso por neons coloridos), tem partes de Teerã que poderiam estar na Europa Ocidental.

Algo que me surpreendeu de modo negativo foi o aparato de vigilância montado ao redor dos repórteres que cobriam a visita do presidente Lula. Antes de mais nada, foi preciso que o governo brasileiro interviesse para os iranianos liberarem meu visto. Perdi minha passagem e, aqui no Estadão, em dado momento achamos que seria impossível embarcar a tempo. Chegando lá, a coisa ficou ainda mais séria: sempre que saíamos na rua tinha alguém de olho, telefones muito provavelmente grampeados, sites de jornais brasileiros censurados (sem contar New York Times, BBC etc… por alguma razão enigmática o Washington Post era liberado) e a necessidade de se cadastrar no Ministério da Cultura do Irã para fazer reportagem na rua. No dia em que o presidente Lula deixou Teerã, “misteriosamente”, celulares de vários jornalistas brasileiros pararam de fazer chamadas locais.

Ainda que você tenha permanecido pouco tempo, deu para sentir se o Ahmadinejad conta com o apoio da população? Ou a oposição realmente é forte?

Acho difícil fazer um balanço geral apenas com o que vi. Mas fiquei surpreso ao ouvir de várias pessoas críticas duras a Ahmadinejad (não à República Islâmica, diga-se). Um taxista estava revoltado porque queria se divorciar da mulher e, com as leis morais passadas por Ahmadinejad, o preço da separação ficou altíssimo – algumas centenas de milhares de dólares. Mas a crítica mais interessante que ouvi veio de um jovem, de uns vinte e poucos anos, que reclamava de como a vida privada estava sendo esmagada. “Quero sair com minha namorada e não posso. Não posso ir ao cinema ver o que desejo nem escutar as músicas que gosto no meu carro. Sou muçulmano do meu jeito e não concordo com imposições que vêm de cima”, e por aí vai. A oposição parece firme em setores da classe média das grandes cidades. No interior e entre os mais pobres, porém, Ahmadinejad tem forte apoio.

Agora, como analista, o que você achou da iniciativa do Lula e do Erdogan no Irã? Como você acha que poderia acabar esta crise?

Vivemos um amargo dilema. Pessoalmente, acho muito difícil persuadir – ou seja, convencer pela diplomacia – o Irã a abrir mão da capacidade de produzir armas nucleares quando quiser (veja que isso é diferente de ter, fisicamente, a bomba). E um Irã nuclear iniciará, sim, uma nova era de tensão no Oriente Médio, com proliferação acelerada no mundo sunita e Israel revendo sua estratégia. Do outro lado, o único caminho viável, neste momento, é o da diplomacia e o do “pagar para ver”. A população iraniana, marcada pela diversidade, sente-se profundamente injustiçada com as sanções internacionais e unilaterais que estão em vigência.

Esse tipo de medida, somadas às ameaças do Ocidente que a imprensa iraniana faz questão de exaltar, tornaram-se a ferramenta mais eficiente para aglutinar a população em torno do regime – cuja confirmação eleitoral em junho foi marcada pela maior onda de protestos desde 1979. Então, o que fazer? A iniciativa turco-brasileira seria um começo. Ela diz respeito a um filete do programa nuclear iraniano, especificamente o reator de pesquisa de Teerã, e não envolve todo o urânio que os iranianos tem estocado. Mais: não diz nada sobre garantias contra a bomba, inspeções ou mesmo enriquecimento de urânio em geral. Mas, como insistiram os chanceleres brasileiro, Celso Amorim, e turco, Ahmet Davutoglu, seria uma “porta de entrada” para o diálogo. No entanto, não é isso que estamos vendo. O governo Barack Obama já tentou o diálogo, foi ignorado e agora está cansado. Ele não quer mais “pagar para ver” (e o Congresso americano não lhe daria essa brecha).

Obama caminha para uma nova rodada de sanções com o objetivo de controlar navios iranianos. Muito provavelmente conseguirá emplacar as medidas no Conselho de Segurança, enquanto o governo iraniano usará essa ofensiva para recuar de qualquer tipo de compromisso. Ao final, seguimos na mesma: um lado ganha tempo e caminha para a bomba, o outro tenta o que pode e faz os cálculos para a próxima guerra.

Hariri e Obama (esta parte é minha, não do Simon)

Obs. O premiê  libanês, Saad Hariri, uma semana depois de se encontrar com o líder sírio Bashar al Assad, se reuniu com Obama na Casa Branca. O recado do presidente americano foi para que o Líbano controle o Hezbollah. O líder libanês disse a Obama que a acusação de Israel de que a Síria transferiu armas ao grupo não é verdadeira

Comentários islamofóbicos, anti-semitas e anti-árabes ou que coloquem um povo ou uma religião como superiores não serão publicados. Tampouco ataques entre leitores ou contra o blogueiro. Pessoas que insistirem em ataques pessoais não terão mais seus comentários publicados. Não é permitido postar vídeo. Todos os posts devem ter relação com algum dos temas acima. O blog está aberto a discussões educadas e com pontos de vista diferentes

O jornalista Gustavo Chacra, mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia, é correspondente de “O Estado de S. Paulo” em Nova York. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Yemen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al Qaeda no Yemen. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo em 2009, empatado com o blogueiro Ariel Palacios

Leia os blogs dos correspondentes internacionais do Estadão –
Ariel Palacios (Buenos Aires) – http://blogs.estadao.com.br/ariel-palaci… –
Patricia Campos Mello (Washington) – http://blogs.estadao.com.br/patricia-cam… –
Claudia Trevisan (Pequim) – http://blogs.estadao.com.br/claudia-trev… –
e Adriana Carranca (pelo mundo) – http://blogs.estadao.com.br/adriana-carr…

Comentários (120)| Comente!

120 Comentários Comente também
  • 25/05/2010 - 01:29
    Enviado por: Fabio Nog.

    A resposta à primeira pergunta lembra muito a vida no Brasil dos anos 70, época da ditadura. Os mais velhos aqui do blog talvez tenham tido a mesma sensação ao ler o texto.

    A segunda resposta lembra muito o Brasil dos anos 80, quando todos detestavam a república maranhense, seus 80% de inflação ao mês, seus planos cruzados mandando a população fechar supermercados e outras estultices do gênero

    Já a terceira resposta remete à máxima que todo governante conhece bem: perdeu o apoio interno? então arrume uma ameaça internacional. Inevitavelmente o povo se “unirá” em prol da honra pátria e o governo ganhará um sopro de legitimidade. Leopoldo Galtieri arrastou a Argentina para as Malvinas acreditando que a Inglaterra não deslocaria uma frota naval inteira por meio mundo para defender um ilhota sem importância. Deu no que deu

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    • 25/05/2010 - 13:23
      Enviado por: Rosenvald

      E ao invés de Galtiere unir o povo,a Argentina perdeu a guerra,centenas de jovens morrerram e foi o começo do fim do regime militar.
      Conflitos podem tanto unir como terminar um governo aos poucos.
      Só o futuro dirá o que acontecera no Irã.

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    • 25/05/2010 - 13:32
      Enviado por: Olimpio

      Fábio, eu sou da década de 70 e senti o mesmo. Quanto as Malvinas , bastou o teste da qualidade do petróleo extraido dar ruim para a Kirchner parar de encher o saco.

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    • 25/05/2010 - 14:38
      Enviado por: Fabio Nog

      A Argentina se uniu em torno ao regime militar, Rosenvald. Foi depois que eles perderam a guerra que a população se revoltou.

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    • 25/05/2010 - 17:09
      Enviado por: Ricardo LG

      Caro Fábio,

      Adoraria ter a mesma capacidade de síntese que vc teve para descrever situções!!!!

      Parabéns!!

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    • 25/05/2010 - 17:24
      Enviado por: Rosenvald

      Fabio,você tem razão:
      O que quiz dizer,é que em um primeiro momento se unem ao governo ou ditador inflamados com o sentimento patriótico.
      Depois a vitória ou derrota que consolidarão ou desgastarão este governo até seu final ou queda.
      Margaret Tatcher na época primeira ministra da Inglaterra estava impopular e desgastada com greves na Inglaterra.
      Quando a Argentina tomou {ou retomou}as Malvinas{ou Falklands} o povo ingles se uniu em torno dela como o povo argentino em volta de Galtieri,só que a Inglaterra venceu a guerra e Margareth Tatcher ganhou uma “eleição perdida” e Galtiere e Vidella começaram a se afundar com a derrota que decretou posteriormente o fim do governo militar.
      O povo de Israel se uniu totalmente em volta de Olmert na represalia ao Hezbooolla.
      Depois devido as “falsas expectativas” que resultaram em baixas maiores que as esperadas no exercicito de Israel,Olmert começou a perder prestigio até terem as eleiçôens antecipadas.
      Livni subiu muito nas pesquizas após a reação aos misseis do Hamas diante ao publico de Israel.Se não tivesse a guerra ela perderia de lavada.
      Pela “vitória”,Livni ganhou as eleiçõens de Bibi,mais não conseguiu formar a coalizão que Bibi depois conseguiu.
      Portanto Livni ganhou mais não levou pelas regras eleitorais.
      As guerras e conflitos unem os povos no momento,independente de quem esta “certo ou errado” que é algo subjetivo e que depende do ponto de vista de quem esta de cada lado,e cada um tem a sua verdade,não existe verdade unica e absoluta nas guerras,a unica verdade absoluta é que todos sofrem e perdem,uns mais uns menos.
      Mais após o conflito o resultado que vai dar a reação da população.
      O Hamas se desgastou muito com seu próprio povo após o resultado da ultima guerra,mesmo que ainda mantenham o poder até por falta de opozição que foi liquidada na guerra civil entre Hamas e Fatah em Gaza.
      Já o Irã,não sabemos após um primeiro momento que o povo se unir nas sançôens contra os Usa,Israel,etc,se após algum tempo de sofrimento o povo se tornara mais radical a imagem do regime,ou se reagirão com uma revolta maior que a dos estudantes contra os ayatolas,e isto poderá trazer um banho de sangue ou um desgaste de longo tempo como um “pequeno vazamento” que um dia a agua acumulada chega no teto do vizinho.
      É tudo imprevizivel,só depois do jogo que é “facil falar” ai todo mundo é tecnico para dizer que tinha que ter feito isto ou aquilo,dependendo do resultado.
      Se o Felipão perdesse a copa era crucificado´por não ter levado o Romario,mesmo quem não for fanatico sabendo que só uma seleção ganha a taça,e nem sempre quem perdeu é o “pior”,é só lembrar do Brasil de 1982.
      Se Dunga ganhar será o heroi,se perder é o burro.
      Futebol,guerra e politica tem muitas semelhanças e envolve muita passionalidade.

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    • 26/05/2010 - 00:17
      Enviado por: ubiratan

      Sr., Fábio Nog.
      O Sr., me fez relembrar a época que perdi a ingenuidade política, pues las islas Malvinas son argentinas.
      Apesar do desespero da ditadura, todo o povo argentino apoiou e apoia a retomada de seu território pelas vias diplomatica ou a força.Por que?
      Porque las islas Malvinas son argentinas.
      Quanto a minha ingenuidade política eu a perdi no momento em que acreditei que o Tio Sam, iria cumprir o que ditava o TIAR( Tratado Interamericano de Assistencia Recíproca), que os EEUU., havia assinado. Este tratado, que preconizava, assistencia, ajuda, cooperação entre os países das américas em quaisquer circunstancias, foi ignorado, e além disso a inglaterra teve apoio político e militar( logistica) dos americanos.
      Espero que os americanos não façam isso com os judeus.

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  • 25/05/2010 - 05:09
    Enviado por: Irlandes

    Muito boa a entrevista.

    Impossível que não haja alguém na diplomacia norte-americana que desconheça como é a vida em Teerã, das inúmeras fragilidades do governo Ahmadinejad e não pense em explorar essas fragilidades em vez de aplicar novas sanções. As sanções levarão a um fechamento maior do país e consequentemente a falta de diálogo com o exterior.

    Uma nova guerra se aproxima. Se na Guerra-fria o medo era do mundo acabar pelos efeitos das bombas atómicas explodindo, uma nova guerra contra o Irã leva ao medo do mundo acabar economicamente, sem condições de financiar uma nova loucura norte-americana.

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  • 25/05/2010 - 08:00
    Enviado por: Backmann

    “Do outro lado, o único caminho viável, neste momento, é o da diplomacia e o do “pagar para ver”. A população iraniana, marcada pela diversidade, sente-se profundamente injustiçada com as sanções internacionais e unilaterais que estão em vigência.”

    Ou seja, quer fortalecer um regime? Ameace-o de fora, de preferência com guerras e sanções econômicas.

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    • 25/05/2010 - 11:54
      Enviado por: skywalker

      Backmann,
      li um comentário seu em outro post q. achei muito inteligente e bem humorado :)
      (sobre o estilo litérario do Dr Bundo…)

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  • 25/05/2010 - 08:23
    Enviado por: justo

    Depois disto que vimos eu pergunto ao jovem reporter Roberto Simon se ele acha que esteve em uma democracia um uma ditadura ? (Ja que Lula e sua trupe vive afirmando que o Irã é uma democracia!)

    PS: Excelente abordagem Gustavo… Mas deixe para ir ao Irã em outra ocasião amigo!

    Abraços

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  • 25/05/2010 - 08:53
    Enviado por: José Carlos Salvagni

    Estou usando a rede social e me surpreendendo com coisas interessantíssimas sobre o Irã, como o de uma população afeita com vários idiomas e que se expressa com desenvoltura em vários deles, com texto muito bom. A cultura do Irã é riquíssima, inclusive do ponto de vista da tradição islâmica, como ficou claro em discussão em outra matéria do Gustavo. Realmente, no Brasil e no dito Ocidente as pessoas optam por condenar países sem saber o que realmente se passa lá. Na era da internet e das redes sociais, a missão do jornalismo é bem mais vasta do que fazer aqueles textos ao velho estilo americano – bons tecnicamente mas péssimos do ponto de vista da qualidade da informação que é passada. Parabéns, Gustavo, você está no mínimo no nosso temo, mas, acredito, um bocado adiante também…!

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    • 25/05/2010 - 10:16
      Enviado por: MarioS

      Surpreendente mesmo José Carlos, pouquíssimos povos são capazes disto, assim de memória poderia citar holandeses e suiços. Quais são os idiomas em que o povo iraniano se expressa com desenvoltura?

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    • 25/05/2010 - 11:02
      Enviado por: Irlandes

      MarioS,

      Os nórdicos (suecos, noruegueses, dinamarqueses e finlandeses) também falam mais que um idioma com desenvoltura. A maioria deles dominam o ingles como língua materna.
      Colocaria os luxemburgueses na lista também. A maioria das criancas acabam por falar frances, alemao, ingles e o luxemburgues com facilidade. É impressionante.

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    • 25/05/2010 - 12:32
      Enviado por: MarioS

      Verdade Irlandes.

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    • 25/05/2010 - 12:51
      Enviado por: MarioS

      Que rede social José Carlos? Segundo o convidado, que acaba de voltar de lá,

      “Todos esses que você menciona são censurados. YouTube, Twitter, Facebook, sites do Msn e por aí vai. Quando você tenta acessá-los, aparece uma tela branca e marrom com escritos em farsi.”

      A conta não fecha.

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    • 25/05/2010 - 17:38
      Enviado por: José Carlos Salvagni

      Obrigado MarioS!
      Me disseram que a alfabetização, naturalmente, é em farsi. Mas falam correntemente também o turco, o idioma dos kurdos, muitos o árabe, além de dialetos locais. E o inglês é fluentíssimo na internet. Tenho conseguido no Facebook, naturalmente conversas muito genéricas. Nós já vivemos isso aqui, durante longos anos, nas redações e ficamos craques em entrelinhas. Fiquei agradavelmente surpreso com as informações de outros participantes deste fórum, relativas a outros países também multi-linguísticos. Isso mostra que precisamos de mais matérias sobre aquela sociedade, que deve ser bem mais complexa e refinada do que nos é apontado pelo grande noticiário.

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    • 27/05/2010 - 18:18
      Enviado por: Alfredo Mocelin Jr.

      ALVAGNI – “Na era da internet e das redes sociais, a missão do jornalismo é bem mais vasta do que fazer aqueles textos ao velho estilo americano – bons tecnicamente mas péssimos do ponto de vista da qualidade da informação que é passada.”

      Como conhecer o Irã quando seus mandatários manipulam a imprensa, coíbem os meios de comunicação e mandam pra forca quem tentar se comunicar com pessoas de fora? Que estranha essa afirmação sua.

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  • 25/05/2010 - 09:02
    Enviado por: Vinicius de Almeida

    DESARMAMENTO NUCLEAR para TODOS, inclusive para EUA, Russia, Inglaterra, França, China, Israel. TECNOLOGIA NUCLEAR, de usos pacíficos, para TODOS.

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  • 25/05/2010 - 09:08
    Enviado por: Mauro Z

    Simon,

    Além dos sites dos jornais, havia censura ao Twitter e aos blogs? As mulheres andam todas com as cabeças cobertas? Você viu alguma igreja, sinagoga ou templo Ba`Hai funcionando?

    Abraços,

    Mauro

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  • 25/05/2010 - 09:17
    Enviado por: drmfav

    Sanções econômicas só atingem o povo. A intenção teórica até que é compreensível: desabastecendo o povo, este se revoltaria contra o regime, que ser veria na obrigação de acatar as imposições de quem promeve as sanções. Na prática, só o povo é quem sofre (vide Cuba), faltam mantimentos, o desemprego cresce, a pobreza aumenta e etc. Enquanto isso o regime se fortalece, pois haverá manipulação das informações, que “é uma injustiça, nossos fins são pacíficos, queremos construir máquinas de radioterapia para tratar os doentes com câncer e nem isso o ocidente vai nos deixar fazer, etc”. E a população ficará ao lado do regime.
    É muito fácil ficar atrás de uma mesa de mogno que deve vale alguns milhares de dólares, pisando em um tapete persa (irônico, não?), tomando decisões que vão prejudicar milhões de pessoas que não têm nada a ver com o que está acontecendo.

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  • 25/05/2010 - 09:21
    Enviado por: trombeta

    Gustavo, na época da guerra do Vietenã, as informações só eram dadas pelos americanos, ( os mocinhos) mas agora com a internet. autonomia de quase todos os governos sulamericanos(sem ditaduras) em democracias, podemos receber as informações sem restrições, e saber o que realmente os estados unidos fazem pelo mundo. Veja o Irão, os estados unidos ainda não esqueceram do Xá que entregava tudo para eles, e a invasão da embaixada. Saddan atacou o Irã a mando dos UUEE. Bim Laden foi lutar contra os russos no Afeganistão a mando dos UUEE, inclusive foi feito até um filme com Silvestre Stallone. Os UUEE nunca cumpriram nada, mas agora com a publicidade ao menos ficamos sabendo.

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    • 25/05/2010 - 14:39
      Enviado por: Rodolfo

      Até onde eu sei os afegão já lutavam contra os russos antes dos americanos darem apoio, mas só conseguiram uma maneira de vencê-los depois que os EUA passaram a armá-los e treiná-los.

      Ou, meu caro, você acha que os russos estavam corretos em invadir o Afeganistão?

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  • 25/05/2010 - 09:27
    Enviado por: Kadrunco Véio

    Vai aí a minha pergunta:

    No mundo dos quadrinhos, os autores iranianos tem obtido grande destaque por seus trabalhos altamente politizados e roteiros de grande qualidade.
    Por acaso alguém aí sabe se o povo iraniano tem conseguido acesso a estes quadrinhos?

    Tirando os gibis políticos, os autores do blog tem idéia se o Irã produz mais algum material de quadrinhos de destaque?
    Saudações à reportagem, aos colegas comentaristas e aos demais leitores.

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  • 25/05/2010 - 10:06
    Enviado por: Glúon

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    ______________________________________
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    Grupos étnicos, linguísticos e culturais do Irã
    .
    ______________________________________
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    Persas…………………………………51%
    Azéris………………………………….24%
    Gilakis e Mazandaranis……………..8%
    Curdos…………………………………..7%
    Árabes…………………………………..3%
    Baluches, Lures e Turcomanos…….2%
    Jornalistas………………………………#
    .
    __________________________________
    .

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    • 25/05/2010 - 13:46
      Enviado por: Flavio

      Perfeito ! na mosca.
      Eu acho que o Gluon tem que ser contratado pelo Estadão.

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    • 25/05/2010 - 20:53
      Enviado por: carlos 3m

      caro gluon, favor corrigir sua relacao porque ela nao da 100%. tomei a liberdade de completar:

      Persas…………………………………51%
      Azéris………………………………….24%
      Gilakis e Mazandaranis……………..8%
      Curdos…………………………………..7%
      Árabes…………………………………..3%
      Baluches, Lures e Turcomanos…….2%
      Jornalistas………………………………#
      Homosexuais……………………………. -0%
      Viados……………………………………..+0%
      Lactantes………………………………….+4,9%
      Aiatolas…………………………………… 0,1%

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    • 25/05/2010 - 21:27
      Enviado por: Glúon

      .
      _________
      .
      Correção
      .
      _________
      .
      Prezado carlos 3m:
      .
      Agradeço a sua sugestão. Porém os 5% não citados, são justamente os jornalistas que estão presos # no Irã.
      Contudo a sua ideia de complementar com a ‘turma da mamadeira’ também é válida.
      .
      _____________________________________
      .

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    • 25/05/2010 - 22:19
      Enviado por: Yoko

      POr nada não, mas lactante é quem dá de mamar; quem mama é lactado…

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  • 25/05/2010 - 10:06
    Enviado por: Gustavo RF

    Caro Roberto Simon,

    tenho lido diversas matérias que enfatizam as diferenças de opiniões dos iranianos, sobre o governo Ahmadinejad, sobre as liberdades individuais,mas que sobre o direito de dominar a tecnologia nuclear haveria uma opinião interna coesa.

    Então, na mesma linha da pergunta do Gustavo Chacra gostaria de saber se durante sua curta estadia deu para perceber se a população apoia o programa nuclear iraniano?

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    • 25/05/2010 - 13:48
      Enviado por: Catarina

      Neste sentido, me parece que a população urbana e culta (a que se referiu o MárioS) apóia o armamento do país, e um dos grandes incentivadores são as sansões econômicas. O que vc diz, Simon?

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  • 25/05/2010 - 10:06
    Enviado por: MarioS

    Roberto,
    Se foi até preciso que o governo brasileiro interviesse para os iranianos liberarem seu visto, porque lhe surpreendeu o aparato de vigilância montado ao redor dos repórteres que cobriam a visita do presidente Lula? Voce já sabia para aonde estava indo.
    Outra pergunta, por que no interior e entre os mais pobres Ahmadinejad tem forte apoio? Seria pelas mesmas razões que o mais novo amiguinho dele também tem?

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  • 25/05/2010 - 10:11
    Enviado por: MarioS

    Uma coisa que nunca entendi, e nem poderia, por causa da minha ignorância sobre a sociedade iraniana, é como foi possível a parcela culta e urbana apoiar a tal da revolução islâmica.
    Algo semelhante seria impossível acontecer por aqui. Imaginem universitários paulistanos apoiando a tomada do poder por um destes bispos ou padres que vivem pregando formulas milagrosas para tudo.

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    • 25/05/2010 - 13:41
      Enviado por: Olimpio

      Aqui, para felicidade dos maus politicos, o que manda é o dinheiro no bolso…

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    • 26/05/2010 - 15:07
      Enviado por: Ricardo LG

      Caro Backmann,

      Você ficaria surpreso de como os filmes Israelenses criticam o regime atual, a sociedade Israelense e tudo com o que discordam.
      Sugiro que assista filmes como “Lemon tree”, dentre outros. Ficaria espantado com a qualidade e o nível das críticas. Se fosse no Irã, certamente seriam presos.
      Se a nossa elite intelectual pensasse como eles, teríamos filmes, livros e todas as manifestações culturais por 100 anos, com um nível jamais imaginado por nós.

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    • 26/05/2010 - 19:58
      Enviado por: Karina

      Na época que o orkut era liberado no Irã (não sei como está agora), eu conheci vários iranianos/iranianas, é um pessoal muito legal e muito inteligente.
      Eu perguntei sobre a revolução islâmica para um deles, e ele disse que o pessoal estava cansado de corrupção e achava que o Khomeini iria melhorar isso. Naquela época o uso do véu não era obrigatório e algumas pessoas queriam “voltar pra algo mais tradicional” e acabaram apoiando. No final, as coisas não foram como pareciam ser. Das pessoas que eu conversava, um nào seguia religião, tinha vindo para os EUA fazer doutorado e hoje nào pensa mais em voltar. Um outro estava tentando imigrar para o Canadá, porque, como seguidor da fé Bahai enfrentava muitos problemas.
      Tem uma série de livrinhos, Persepolis, que explica bem muita coisa.
      Essas pessoas que eu costumava tc direto nào gostavam do atual presidente e estavam com medo que, caso ele fosse eleito, as coisas piorariam, pois o Khatami era mais liberal.

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  • 25/05/2010 - 10:13
    Enviado por: MarioS

    Uma coisa que nunca entendi, e nem poderia, por causa da minha ignorância sobre a sociedade iraniana, é como foi possível a parcela culta e urbana apoiar a tal da revolução islâmica.
    Algo semelhante seria impossível acontecer por aqui. Imaginem universitários paulistanos apoiando a tomada do poder por um destes bispos ou padres que vivem pregando soluções milagrosas para tudo.

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    • 25/05/2010 - 10:49
      Enviado por: Gustavo RF

      MauroS,

      não foi a sociedade “culta e urbana” que apoiou o Golpe de 64 no Brasil? Porque certamente não foi a população rural ou marginalizada e pobre que apoiou o regime militar no Brasil.

      Não me parece tão descabido assim uma revolução por lá ter sido apoiada pelos setores urbanos mais esclarecidos.

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    • 25/05/2010 - 11:40
      Enviado por: skywalker

      nós também apoiamos líderes que vivem pregando soluções milagrosas para tudo…Basta olhar um pouco pra nossa história.
      Quanto à religião, Irã e Brasil são duas sociedades completamente diferentes. É imporssível comparar nesses termos.

      Outro ponto sobre o artigo: eu, particularmente, adoro São Paulo, mas acho difícil no mundo de hj achar uma cidade tão suja e maltratada. São Paulo é um verdadeiro campo minado (de cocô), se vc nao tomar cuidado, pisa em uma “mina”….e muitas minas de animais da espécie humana…fora a “questão nuclear” xixi ao ar livre…

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    • 25/05/2010 - 12:38
      Enviado por: MarioS

      Sim GustavoRF, foi a sociedade culta e urbana (sem aspas) que apoiou o Golpe de 64 no Brasil, mas tratava-se de uma opção essencialmente política. Duvido que esta mesma sociedade apoiasse a volta à Inquisição.
      Todos aqui sabem o quanto eu sou contra Lula e o PT, mas nem me ocorreria pensar na TFP como alternativa e perceba que eles são muito melhores do que os aiatolás.
      “Não me parece tão descabido assim uma revolução por lá ter sido apoiada pelos setores urbanos mais esclarecidos.”
      Não seria se fosse uma revolução “normal”, mas não uma baseada em valores de há muito superados em qualquer nação minimamente civilizada.

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    • 25/05/2010 - 12:40
      Enviado por: MarioS

      “acho difícil no mundo de hj achar uma cidade tão suja e maltratada”
      Isto não sei skywalker, imagino que, entre outras, Cairo e Lagos sejam, mas o que não acha facilmente no mundo é uma cidade (e um estado) tão explorada pelo governo central

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    • 25/05/2010 - 15:10
      Enviado por: Jr.

      MárioS,
      A classe média urbana e culta não é uma massa homogênea. Ela se estratifica em setores ideologizados (esquerda, direita, etc) e em setores que oscilam de posição conforme as circunstâncias do momento (“swing”, como dizem os americanos). Assim como foi a classe média de centro-direita que apoiou o Movimento de 64, houve também um movimento respaldado pela classe média de centro-esquerda que foi às ruas em 84 para apoiar o movimento das diretas já. Os oscilantes se somaram aos dois movimentos.

      No Irã, o que havia em 1979 era uma oposição generalizada ao regime opressor do xá Reza Pahlevi. Khomeini conseguiu galvanizar e unir a oposição ao regime (religiosa, mas também secular) em torno dele e implantar a teocracia xiita.

      Deve-se lembrar também que a deposição de Mossadegh, em 1953, ainda hoje é lembrada com rancor pelos iranianos, e foi um componente político importante do que aconteceu durante o movimento de 1979.

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    • 25/05/2010 - 15:27
      Enviado por: Gustavo RF

      “Não seria se fosse uma revolução “normal”, mas não uma baseada em valores de há muito superados em qualquer nação minimamente civilizada.”

      A Revolução Islâmica do Irã não me parece assim tão anormal e baseada em valores há muito superados. O enredo a variar de quem conta é bem parecido com diversos golpes registrados pela história e começa com uma reivindicação popular contra uma ditadura, surge uma figura salvadora prometendo mudanças e termina com uma guinada radical:

      - Povo vivia sob a ditadura do xá Reza Pahlevi;

      - A revolução começou como uma movimentação popular pela democratização (lembrando que o Irã por essa época já tinha uma tradição democrática)

      - A oposição à ditadura do xá foi construída em torno da figura do aiatolá Khomeini, prometendo reformas sociais e retomar valores tradicionais do islamismo – o que pode ser interpretado de diversas formas, mas não como um “atraso” civilizatório;

      - Os embates entre situação e oposição se intensificaram e o resultado todos nós sabemos.

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    • 25/05/2010 - 17:16
      Enviado por: Ricardo LG

      MarioS e companhia,

      aluguem o filme A ONDA……fica fácil entender a manipulação de pessoas mais fracas intelectualmente.

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    • 25/05/2010 - 19:29
      Enviado por: MarioS

      “e retomar valores tradicionais do islamismo – o que pode ser interpretado de diversas formas, mas não como um “atraso” civilizatório”
      GustavoRF,
      Se morte por apedrejamento para adúlteros e polícia de costumes não puderem ser
      interpretados como atraso civilizatório, o que pode? A instituição do canibalismo?
      Mas parece haver uma luz no fim do túnel, grandes progressos tem sido observados. Segundo a Folha,
      “Para os homens, a regra é jamais usar shorts ou camisetas sem manga. Camisetas de manga curta, que chegaram a ser banidas, são toleradas atualmente. Aleluia!
      E segundo a agência de notícias italiana Adnkronos,
      “Tehran, 12 Dec. (AKI) – Women have been banned from wearing boots and hats on the streets of Tehran.
      Police chief, General Ahmad Radan, announced the ban on Wednesday saying that boots could only be worn if they were covered by pants.”
      Botas cobertas por calças, quanta libertinagem!
      Mas tudo tem um limite, manequins sem hijab são rigorosamente proibidos!
      O que voce dizia mesmo sobre atrasos GustavoRF?

      Assisti A Onda Ricardo LG, é excelente!

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    • 25/05/2010 - 19:38
      Enviado por: MarioS

      Esqueci de comentar GustavoRF, a revolução islâmica do Irã não me parece é anormal sim, se tomarmos o sentido exato do termo.
      O enredo a variar de quem conta tem um início bem parecido com diversos golpes registrados pela história, uma reivindicação popular contra uma ditadura mas do meio para o fim (esperamos que esteja) é completamente diferente, raríssimo (talvez único), ou seja ANORMAL nos últimos séculos: a guinada para o fundamentalismo religioso.

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    • 25/05/2010 - 22:31
      Enviado por: Backmann

      MarioS, será que o atual governo de Israel deixaria o excelente filme “A Onda” passar lá?

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    • 26/05/2010 - 08:00
      Enviado por: MarioS

      “será que o atual governo de Israel deixaria o excelente filme “A Onda” passar lá?”
      Tenho a mais absoluta certeza de que sim. Conhecendo, pelos posts anteriores, sua postura quanto ao conflito do OM concluo, que sua pergunta demonstra que nem ao menos sabe do que se trata o filme.
      Mas a minha certeza não significa nada, seria interessante que o Gustavo e o Simon comparassem o cenário cultural israelense com o iraniano, ou talvez, mais especificamente, o de Teerã com o de Tel-Aviv e nos dissessem o que pensam a respeito.

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  • 25/05/2010 - 10:34
    Enviado por: Marcus

    “O líder libanês disse a Obama que a acusação de Israel de que a Síria transferiu armas ao grupo não é verdadeira”

    No próximo conflito naquela região o Líbano tem grandes chances de sofrer os maiores danos visto lá estarem atuando 3 das 4 principais ameaças do ponto de vista da segurança israelense, são eles Irã, Síria e Hezbolah. E para o céu literalmente desabar basta um único míssil disparado pelo Hezbolah atingir um entre muitos alvos existentes capazes de ocasionar grande número de baixas.

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  • 25/05/2010 - 10:36
    Enviado por: trombeta

    MarioS, vide a quantidade de Pastores em camaras municipais, estaduais,e federais, mais padres e outros menos evidentes. O oriente ´médio, é uma região onde a cultura religiosa é muito forte, vide nordeste brasileiro com Padre Cícero, tente convencer um nordestino que ele não é santo. Cada lugar tem uma situação diferente e nem todas levam ao fanatismo.

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    • 25/05/2010 - 12:42
      Enviado por: MarioS

      “vide a quantidade de Pastores em camaras municipais, estaduais,e federais, mais padres e outros menos evidentes. O oriente ´médio, é uma região onde a cultura religiosa é muito forte, vide nordeste brasileiro com Padre Cícero, tente convencer um nordestino que ele não é santo.”
      Tem razão trombeta. Será que não estamos tão longe assim do retrocesso absoluto quanto eu gostaria de acreditar?

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    • 25/05/2010 - 18:27
      Enviado por: Olimpio

      Mário S, você sabe aqui estamos do lado do dinheiro no bolso. Caso a Direita Burra tivesse feito as contas e desse R$ 100,00 de Bolsa Família naquele tempo, com certeza nem existiria Lula…..

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    • 26/05/2010 - 10:30
      Enviado por: ubiratan

      Sr., Trombeta;
      Não sendo religioso, já sofri sutilmente certa discriminação por não se-lo.
      Na américa latina, os teocratas não aceitam a laicidade dos estados, e procuram influir através de lobbies em decisões importantes da administração pública, e no comportamento dos cidadãos.
      É o peso da herança colonial hispano-portuguesa, que trazia em seu bojo uma ferramenta auxiliar para conseguir mais facilmente seus interesses. À época essa ferramenta chamava-se teocracia, patrocinada pelo então todo poderoso vaticano.
      É necessário evitar uma nova ” idade das trevas “, que atrasou a humanidade por um milenio, em seu desenvolvimento científico.
      Já ouvi de pessoas de ótimo nível cultural, dizerem absurdos em relação a fatos cientificamente comprovados, rejeitando-os em preferência a doutrinas teocráticas, praticamente construidas por sofismas bem elaborados.

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    • 26/05/2010 - 18:15
      Enviado por: MarioS

      Ubiratan,
      Sofrer sutilmente discriminação por não ser religioso não é tão raro assim na América Latina
      Teocratas procurar influir através de lobbies em decisões importantes da administração pública, e no comportamento dos cidadãos é aceitável, como qualquer outro grupo que o faça legal e democraticamente.
      É mesmo, pelo menos em parte, o peso da herança colonial hispano-portuguesa
      O que não dá para aceitar, e nem mesmo entender, é tanta gente aqui (blog e Brasil) defendendo ardorosamente um regime que ASSASSINA que não cumpre suas determinações baseadas pura e exclusivamente na religião.
      Dê-se por feliz em ter sido sutilmente discriminado, no país que o Lula tanto elogia e que colegas aplaudem, voce seria MORTO.
      Sem nenhuma dúvida é necessário evitar uma nova ” idade das trevas “, mas choca e desanima ver tantos lutando para que ela volte.

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  • 25/05/2010 - 10:39
    Enviado por: Hagá

    Roberto Simon, o que você faria se, de repente, fosse teletransportado para o posto de Barack Obama? Qual seria sua decisão?

    E se, por outro lado, você fosse o Netaniau ou o Ahmadinejad?

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    • 25/05/2010 - 11:09
      Enviado por: Marcus

      Eu caso fosse Obama induziria o Líbano a assinar um acordo de paz com Israel. Aí veríamos quem realmente pensa nos interesses do Líbano, ou apenas utilizam aquele país como plataforma de ação para seus próprios interesses.

      Resumindo: Irã, Síria e Hezbolah a tira-colo, não tem nenhum interesso nisso. E assim as coisas seguem como sempre. O Líbano em seu papel de vítima, Israel de vilão, enquanto Irã, Síria e Hezbolah colocam lenha na fogueira.

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    • 25/05/2010 - 22:29
      Enviado por: Backmann

      Se eu fosse cada um dos três convocaria uma Conferência Internacional de Paz na Jordânia, para discutir todos os temas em caráter definitivo, ou seja, reconhecimento unânime de Israel nas fronteiras de 1967 com ajustes, Jerusalém Oriental, Cisjordânia, bloqueio de Gaza, Colinas de Golã, desarmamento nuclear, indenizações aos refugiados palestinos, com quotas de retorno, distribuídas entre os países, anistias gerais, proibição de legislações de Apartheid, porém tudo CONCOMITANTEMENTE.

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    • 26/05/2010 - 08:06
      Enviado por: MarioS

      “Barack Obama? Qual seria sua decisão?
      E se, por outro lado, você fosse o Netaniau ou o Ahmadinejad”
      Backman,
      Voce talvez não acredite, mas eu concordo com praticamente todos os itens que voce propõe para a tal conferência e portanto a apoiaria.
      Mesmo assim tenho um comentário/pergunta a fazer: voce diz “se eu fosse cada um dos TRÊS”. Pois bem, o que o Ahmadinejad tem a ver com isso ?????

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  • 25/05/2010 - 10:41
    Enviado por: Espinoza

    Ações militares secretas não seriam uma forma de provocação e de incentivo à guerra?

    http://www.nytimes.com/2010/05/25/world/25military.html?ref=world
    U.S. Is Said to Expand Secret Military Acts in Mideast RegionBy MARK MAZZETTI
    Published: May 24, 2010
    WASHINGTON – The top American commander in the Middle East has ordered a broad expansion of clandestine military activity in an effort to disrupt militant groups or counter threats in Iran, Saudi Arabia, Somalia and other countries in the region, according to defense officials and military documents.
    The secret directive, signed in September by Gen. David H. Petraeus, authorizes the sending of American Special Operations troops to both friendly and hostile nations in the Middle East, Central Asia and the Horn of Africa to gather intelligence and build ties with local forces. Officials said the order also permits reconnaissance that could pave the way for possible military strikes in Iran if tensions over its nuclear ambitions escalate. [...]

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  • 25/05/2010 - 10:44
    Enviado por: Gustavo Chacra

    RESPOSTAS DO SIMON – PARTE 1

    Caro Justo,
    certamente o Irã não é uma democracia. A liberdade de expressão no país é extremamente restrita, sem falar em liberdade religiosa (penso no caso dos bahais) e mesmo liberdade política. Todos os candidatos, por exemplo, devem ser aprovados pelo Conselho do Discernimento, que zela pelo princípio do velayat e-faqueh (em resumo, a política submetida ao Islã – o norte da “República Islâmica”). Mas existem, sim, grupos políticos distintos em disputa dentro do regime: um conservador, encarnado pelo líder supremo Khamenei, e outro reformista, do chefe da Assembleia dos Especialistas, Rafsanjani. Alguns especialistas falam que o Irã está se tornando uma “ditadura militar” porque a Guarda Revolucionária, o garant armado da revolução, está tomando conta do Estado.

    Caro, Mauro Z
    Todos esses que você menciona são censurados. YouTube, Twitter, Facebook, sites do Msn e por aí vai. Quando você tenta acessá-los, aparece uma tela branca e marrom com escritos em farsi. Blogs são censurados na base do “caso a caso” (Chacra, meu caro, não tentei acessar o teu de lá). Não vi igrejas, nem sinagogas nem templos bahais por lá não. Mas é bom lembrar que os bahais são vetados pela lei iraniana; os judeus, não. Isso não quer dizer que eles estejam felizes vivendo sob a República Islâmica, mas têm uma liberdade mínima de culto, além de um representante no Parlamento.

    Caro Kadrunco,
    Gostei do trabalho da Marjane Satrapi. Mas não conheço outros cartunistas iranianos. Imagino que esse tipo de trabalho seja vetado no Irã. Única coisa que vi foi um grafite no canto de uma parede escrito “Iranian Education”. Era o desenho de uma criança com a cabeça aberta e um adulto, ao fundo, despejando “coisas” nela.

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  • 25/05/2010 - 10:50
    Enviado por: Felicia Langer

    03 Perguntas ao entrevistado:

    1. Você concorda com a preocupação de Mark Weisbrot, exposta em seu artigo [segue abaixo]? Ou seja, essas sanções são na prática o primeiro passo de uma guerra contra o Irã, “autorizando” atentados contra a soberania daquele país, algo como um “Patriotic Act” do lado de fora?

    2. Caso positivo, quais devem ser os reflexos para a economia mundial, ainda sofrendo as crises originárias do subprime nos EUA, agora contaminando os Bancos Centrais europeus?

    3. Que comparativos você faz entre a situação atual e aquela que antecedeu a invasão do Iraque?

    “Após um breve período de diálogo, a administração Obama reverteu à política externa da administração Bush com relação ao Irã –e já o fez com relação à América Latina. Trata-se de uma política de ameaças e sanções aumentadas contra o Irã, algo que intensifica em muito o risco de um confronto militar. Por exemplo, as sanções contra o Irã que Washington agora busca fazer aprovar pelo Conselho de Segurança autorizariam países a barrar e revistar navios iranianos se estes fossem suspeitos de estarem transportando materiais proibidos. Isso não apenas elevaria as tensões, como poderia levar a um confronto militar.”

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  • 25/05/2010 - 10:55
    Enviado por: Backmann

    Simon,

    Você viu miséria, pedintes, mendigos nas ruas de Teheran, como a gente vê em São Paulo?

    Obrigado.

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  • 25/05/2010 - 11:19
    Enviado por: fxaviier

    O acordo obtido pelas diplomacias do Brasil e da Turquia provavelmente fracassará porque as grandes potências querem a guerra: por pretexto o ideal por objetivo a pilhagem.

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  • 25/05/2010 - 11:27
    Enviado por: justo

    Gustavo;
    Permita-me um aparte e te cumprimetar pelo excelete texto no Estadão, inclusive com repercussão em muitos outros sites como o do Reinaldo Azevedo.
    ” Por Gustavo Chacra, no Estadão:
    Israel teria oferecido armas nucleares para a África do Sul durante o regime do apartheid, informou ontem o jornal londrino The Guardian. As informações do jornal britânico têm como base documentos secretos da África do Sul obtidos pelo acadêmico americano Sasha Palakow-Suransky. Segundo o Guardian, os papéis que Suransky obteve seriam a primeira prova documental do programa nuclear israelense.

    Suransky lançará nesta semana um livro sobre as relações de Israel com o regime do apartheid. O diário acrescenta ainda que as negociações eram lideradas pelo então ministro da Defesa e hoje presidente israelense, Shimon Peres. Logo depois da publicação do artigo, que repercutiu ao redor do mundo, Israel negou a acusação. O gabinete de Peres publicou ainda uma nota em inglês criticando a “parcialidade” da reportagem. O presidente afirma que não foi ouvido pelo Guardian e nega que tenha existido qualquer transação nuclear entre Tel-Aviv e a Pretória racista. “Não há base na realidade para essas acusações”, afirma a nota israelense.
    (…)
    O Guardian também divulgou um memorando feito pelo então chefe das Forças Armas da África do Sul, general R. Armstrong, escrito no mesmo dia do encontro de Peres com Botha. Nele, o militar diz que, “considerando os méritos do sistema de armas oferecido, algumas interpretações podem ser feitas, como a de que os mísseis serão armados com ogivas nucleares produzidas na África do Sul ou em outro lugar”.

    Nesse caso, não há uso da palavra “Israel” e o jornal apenas faz a relação da coincidência das datas. Além disso, na época, os sul-africanos ainda não haviam desenvolvido armas nucleares – no fim do regime, o programa foi eliminado.

    “Infelizmente, o Guardian optou por escrever um artigo com base em uma interpretação seletiva de documentos da África do Sul e não em fatos concretos”, afirmou ontem a assessoria do presidente de Israel. “Não existe assinatura israelense em nenhum documento informando que essa negociação ocorreu.”

    Peres prometeu ainda enviar uma “dura carta de reclamação” ao editor do jornal londrino e um pedido para que “os verdadeiros fatos” sejam publicados.”

    Mais uma vez parabéns.

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  • 25/05/2010 - 11:35
    Enviado por: Beatriz Assumpcao

    O olho de “Mordor” (senhor dos anéis) se voltou agora para a Coréia do Norte… Afinal os USA “TEM” que arranjar alguma guerra ja que os republicanos raparam o tacho do tesouro americano antes de deixar a casa branca.
    O Iran, na minha opiniao, tem o desejo legitimo de se defender, afinal esta rodeado de inimigos. Afinal, os USA nunca deram sinais de confiabilidade, vide a guerra do Iraque, com as mentiras internacionamente desmascaradas, infelizmente depois da guerra ja iniciada. Aí entra o Ocidente, “bondoso” e “justo”, o sonho americano, a democracia… querendo imputar seus “altos” valores aqueles que tiveram outra trajetoria historica. Democracia nao se exporta, se evolui, e no caso do Ocidente, evoluiu mal…
    Os senhores da guerra querem gastar suas bombas novas, lembrando que as velhas eles “generosamente” descartaram com o pacto entre os USA e a Russia, dando uma de bonzinhos. Vale lembrar que apenas uma bomba atomica de nova geracao pode acabar com o mundo da forma como conhecemos e quem quer isso?
    Nem mesmo os mas radicais islamicos e sionistas nao querem acabar com o mundo, vai que o paraiso ou o inferno é aqui mesmo?
    O mercado de bolsa de valores se aproveita do fator “medo” para especular e apertar mais ainda a corda no pescoço dos pobres.
    Tem gente que fala que a crise mundial é advinda do problema imobiliario americano, ledo engano, a crise esta baseada na livre leve e solta lei do mercado mundial que favorece descaradamente as grandes corporacoes que atraves da bolsa deixam a corda quebrar sempre do lado mais fraco…
    E enquanto toda essa picuinha global rola ninguem fala mais sobre os paraisos fiscais que continuam a plena potencia, buracos negros da safadeza monetaria mundial. O G-20 foi só um “sonho numa noite de verao”? Pra ingles ver? Gordon Brown foi encurralado pela midia pois ousou apontar o dedo para o verdadeiro problema do nosso mundo…
    E vamos que vamos pagar isso tudo com a vida das crianças da africa, com a paz interior do trabalhador honesto que nao tem tempo pra respirar tranquilo e olha para seus filhos e pensa: o futuro parece negro… E é exatamente assim que eles querem que pareça… Machiavelli colocado em pratica, por que assim os poderosos podem controlar a coisa toda dando risada…
    Se é pra nao ter bomba atomica que seja uma lei mundial pra todos, ou entao que se calem e aguardem algum louco começar o efeito dominó…

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    • 25/05/2010 - 13:54
      Enviado por: Olimpio

      ” A Bolsa de Valores especula e …..aperta o nó no pescoço dos pobres”. A colega provavelmente não saiba mas a proporção de pessoas físicas, de classe média ( eu incluso ) que aplica seu dinheiro em boas empresas como a Vale e a Petrobrás são quase 30% do mercado da Bolsa. Talvez até mais, ou seja, aquela velha visão comunista da Bolsa especulativa e dominada por poucas pessoas de má fé não corresponde mais com a realidade. Tem muito dinheiro de trabalhador que procura um rendimento maior na Bolsa. Você tem ouvido muito as palavras de Saruman…..

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    • 25/05/2010 - 17:23
      Enviado por: Ricardo LG

      Cara Beatriz,

      Este mundo que vc descreve é melhor ser destruido mesmo, mas ache um prozac ao dia acalmaria os seus ânimos.
      Não que o mundo seja perfeito, mas vc tá muito down!!

      Ricardo

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  • 25/05/2010 - 11:46
    Enviado por: jarbas

    Ao final, seguimos na mesma: um lado ganha tempo e caminha para a bomba, o outro tenta o que pode e faz os cálculos para a próxima guerra.

    Infelizmente a tendência é essa.

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  • 25/05/2010 - 12:15
    Enviado por: Catarina

    Você viu o desenho de uma criança com a cabeça aberta e um adulto despejando ¨coisas¨nela.
    Este desenho diz muito do Irâ, pois como o jovem muculmano que nâo gosta de ser oprimido, pela religiosidade do governo, imagino que as crianças devem estar passando por uma fase de grande patrulhamento nas escolas, por parte dos educadores que devem ser também aprovados por um conselho de discernimento.
    Tem alguma informação a respeito?

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  • 25/05/2010 - 13:14
    Enviado por: Hagá

    Gustavo, esse comentário é totalmente alheio ao tema do Post.

    Sugiro que seja excluído.

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  • 25/05/2010 - 15:21
    Enviado por: Beatriz Assumpcao

    Caro Olimpio,

    quando a bolsa influi nos empregos (veja o caso europeu), no preço dos alimentos e produtos basicos, influi sim na miseria do mundo, nao importa quem investe, se a classe media como o senhor, ou as familias mais ricas do mundo, o que importa é que é um joguinho pra ficar mais rico sem fazer nada de produtivo e nao deixa de ser especulativo. Parabens por fazer parte desse sistema. Nao é a toa que as pessoas “jogam” na bolsa. E nesse jogo muitissimas cabeçam rolam. Vc tem sorte que ainda nao foi a sua.

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    • 25/05/2010 - 17:14
      Enviado por: Olimpio

      Sra.Beatriz, se fôsse bom deixar dinheiro em poupança, que pode ser confiscada à qualquer momento por governos populistas e mal intencionados, não haveriam tantas pessoas aplicando na expansão de empresas produtivas que geram empregos e crescimento social. Eu acredito mais na iniciativa privada do que em governos estatizantes e gastadores, verdadeiras tetas para aparelhados do Estado, como se vê hoje.Óbvio que aplicar na Bolsa necessita certo nivel intelectual um pouco mais elevado, face ao fato que o mercado oscila com a politica , também. Do jeito que a Sra. diz com relação a miséria do mundo, não creio que apenas os aplicadores em Bolsa sejam os culpados. Creio que a Sra. culpa o culpa o “monstro” do capitalismo. Caso positivo, não há o que comentar…..

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    • 26/05/2010 - 08:08
      Enviado por: MarioS

      Beatriz,
      Voce não tem a mínima idéia de como funcionam as bolsas de valores e/ou de mercadorias.

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    • 26/05/2010 - 10:23
      Enviado por: drmfav

      “o que importa é que é um joguinho pra ficar mais rico sem fazer nada de produtivo…”

      Ora, parece que vc não entende nada de bolsa.
      É claro que tem os especuladores e grandes empresas que ganham dinheiro sem nada produzir.
      Mas quando uma empresa abre seu capital na bolsa e vc investe nela (compra suas ações), ela se valoriza, fica com mais dinheiro para investir, gera mais emprego, produz mais. Com mais emprego e maior produção , maior o consumo, rola a economia e etc. E quem investiu nessa empresa, vai receber de volta esse investimento, é claro. Seu dinheiro na forma de ações vai ser valorizado.
      Como bem disse o Olímpio, me parece que vc é contra o capitalismo, e aí, sem comentários…

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    • 26/05/2010 - 14:37
      Enviado por: Fabio Nog

      A bolsa serve para financiar a juro zero o investimento das empresas. O dinheiro que é investido em alguma empresa através da bolsa é remunerado pelo lucro que a empresa gera e não por juros que ela pague. É essa a diferença entre investimento financiado via bolsa e investimento financiado via banco. Esse investimento gera renda pras pessoas, gera produto para o país e gera imposto pro governo

      Quando um sujeito se cansa de ser sócio de uma empresa, ele vende suas ações para outro sujeito que tem vontade de ser sócio dessa empresa. O dinheiro dessa venda não vai para a empresa nem para nenhum outro lugar. Sai do bolso de um sujeito e entra no bolso do outro. Nâo empobrece nem enriquece ninguém no planeta a não ser esses dois sujeitos.

      Tem gente que adora viver de comprar e vender ações aproveitando-se do fato que é preciso existir esse mecanismo para a bolsa poder existir e financiar as empresas. Recebem o título de especulador. Em sociedades desenvolvidas, ser especulador é elogio. Em sociedades rudimentares, como a nossa, é palavrão. O especulador ganha e perde dinheiro de outros especuladores. Não vai um tostão para as empresas nem empobrece ou enriquece ninguém além daqueles diretamente envolvidos na transação.

      Como imagino que tenha ficado claro, Isso não tem nada a ver com tirar dinheiro da produção (quem tira é o governo ao tributar investimentos produtivos – o Brasil é o um dos poucos países do mundo que cobra imposto na venda de máquinas), empobrecer a sociedade (ao contrário, gera emprego. Por isso o governo Lula comemora tanto o fato de muitas empresas terem aberto capital em bolsa em seu período) ou deixar de fazer algo útil (ao contrário. Sem especulador não existe mercado financeiro.)

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    • 26/05/2010 - 17:33
      Enviado por: MarioS

      Mais uma vez fico admirado com a sua paciência Fabio. Como infelizmente muitas vezes é necessário repetir o óbvio, ainda bem que alguns como voce não se incomodam de faze-lo
      “Em sociedades desenvolvidas, ser especulador é elogio. Em sociedades rudimentares, como a nossa, é palavrão.”
      Assim como outras palavras.
      “Isso não tem nada a ver com tirar dinheiro da produção (quem tira é o governo ao tributar investimentos produtivos – o Brasil é o um dos poucos países do mundo que cobra imposto na venda de máquinas)”
      A carga tributária brasileira além de extorsiva é idiota. Só leva em consideração a facilidade de arrecadação.

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    • 28/05/2010 - 10:26
      Enviado por: Catarina

      MárioS,
      sempre leio os seus comentários e fico feliz que tem alguém com paciência pra se degladiar aqui no blog pelos judeus , por Israel e pelo sionismo.
      Não é fácil, mas vamos em frente que atrás vem gente!

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  • 25/05/2010 - 17:23
    Enviado por: Mariana Ferreira

    Muito boa a entrevista, parabéns Gustavo e Roberto Simon!
    Roberto Simon, gostaria de saber se você teve contato com as mulheres iranianas e com a comunidade judaica de lá. Você chegou a viajar dentro do Irã? E como ficou a questão dos sites e blogs usados pelos jovens, piorou a fiscalização por causa dos protestos pró Mir Houssein Mossawi?
    Guga, você tem que ir para o Irã! A Adriana Carranca ficou apaixonada pelo país e fez matérias lindas sobre lá. E parabéns pelo seu aniversário, tudo de melhor!

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    • 25/05/2010 - 17:37
      Enviado por: Gustavo Chacra

      OI Mariana, você andava sumida. Pensei que tivesse pedido demissão. Irã é da jurisdição do Simon e do Lourival, mas queria muito visitar

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  • 25/05/2010 - 17:36
    Enviado por: Gustavo Chacra

    RESPOSTAS DO SIMON

    Caros Gustavo RF e Catarina,
    O programa nuclear tem amplo apoio popular e a principal figura da oposição, Mir Housein Mousavi, já adotou posições mais radicais no tema do que o próprio Ahmadinejad. Mousavi havia, por exemplo, criticado este acordo que o Brasil e a Turquia negociaram. Conversei com uma cientista política iraniana que tinha uma tese muito boa sobre o tema. Segundo ela, a questão iraniana tornou-se a nova bandeira do nacionalismo iraniano – este, muito anterior à Revolução Islâmica, forjado pelo pai do xá Reza Pahlevi, o Reza Xá, e explorado com maestria pelo Mossadegh, que nos anos 50 foi derrubado em um golpe com forte apoio da CIA. Em resumo, a imensa maioria dos iranianos acredita que o país tem direito legítimo de enriquecer urânio. Isso não significa, obviamente, ter armas atômicas. Aí é outra história.

    Caro MarioS,
    Me surpreendi (talvez por inocência) com o que encontrei no Irã porque vi um aparato de vigilância muito eficiente. Uma coisa é pedir um visto e se perder no labirinto da burocracia. Outra é sentir-se vigiado 24 horas por dia, com sérias dificuldades de se comunicar – imagino o que é isso para um repórter que tem horário de fechamento, editor preocupado e pauta para cumprir. Sobre a participação da classe médio urbana na Revolução, acho que é preciso entender que o alvoroço de 1979 foi um movimento plural, no qual os clérigos xiitas eram apenas uma parte. Com o passar do tempo, a ala religiosa, organizada em torno de Khomeini, conseguiu se consolidar no poder. Há quem diga que, no início, a revolução era libertária (o filósofo francês Michel Foucault apoiou os iranianos em 1979). Historiadores fazem uma distinção em 3 fases da revolução. A primeira, com o exílio do xá, a queda do regime autoritário e um inédito sopro de liberdade na sociedade iraniana. A segunda, com a invasão da embaixada dos EUA e o apoio de Khomeini ao seqüestro dos funcionários americanos (nesse momento, boa parte dos moderados pulou fora). A terceira, com a implementação de uma Constituição islâmica e o início da guerra com o Iraque, quando os aiatolás se consolidaram no poder.

    Caro Hagá,
    Não queria estar na pele de nenhum dos três que você cita. Como repórter e cidadão desse planeta, espero que nenhum deles nos leve à guerra. Um confronto entre iranianos e israelenses, com ou sem os americanos, seria mais um triste episódio da nossa história. Muito provavelmente não estaríamos falando de algo como a guerra em Gaza do ano passado ou a do Líbano, de 2006. Seria um confronto de grandes proporções e imprevisível.

    Cara Felicia Langer,
    Na história das relações internacionais é possível ver as sanções como a ante-sala para a guerra. No Iraque, o exemplo que você citou, avançou-se para o confronto armado com conseqüências catastróficas. Na África do Sul, as sanções derrubaram um regime racista. Creio que, antes de mais nada, é preciso analisar que tipo de sanções estão sendo negociadas. Há três rodadas de medidas adotadas pelo Conselho de Segurança já em vigor. Elas tocam empresas internacionais da Guarda Revolucionária que teriam contato com o programa nuclear, além de pessoas envolvidas no projeto atômico. As novas sanções que estão sendo discutidas neste momento, em linhas gerais, permitiriam que navios iranianos fossem revistados, para garantir que eles não levam componentes ou materiais usados no programa nuclear. O embargo ao Iraque foi um desastre, ele castigava a população civil. Havia o programa “Petróleo por comida” que dava ao regime de Saddam os poucos recursos disponíveis no país, e o ditador os distribuía como quisesse. Ao final, ele fortaleceu Saddam. Agora eu diria que a questão é mais psicológica: iranianos se sentem injustiçados com as sanções e, acuados, tornam-se mais radicais e passam a se solidarizar com as medidas do regime.

    Caro Backmann,
    Vi, ao todo, três mendigos (fiz questão de contar). Não vi favela, não vi miséria como nas cidades brasileiras. Existe sim muito carro furreca (assim como BMWs), gente simples e prédios antigos.

    Cara Catarina (2),
    Posso te passar a foto do grafite. Não tenho conhecimento de grandes simbologias por trás dele. O que me chamou a atenção foi o fato de estar escrito em inglês.

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  • 25/05/2010 - 18:00
    Enviado por: Florentina

    Segundo o jornalista, a oposição acentua-se na classe média.

    O Irã segue a linha do Brasil, Venezuela e outros países onde a oposição está mais acentuada na classe média e o governo tem o apoio da classe popular [classe baixa (financeiramente)].
    .
    Os candidatos a presidente nestes países, ou fala a língua do povo (oferece assistencialismo tipo bolsa família e outros) ou vai perder sempre, pois a classe popular sempre representa a grande maioria e eleição se ganha pela maioria.
    .
    O Chile vinha nesta linha, mas surpreendeu.
    E a Michelle Bachelet vem bem.
    Pode ser que o vencedor, que é oposicionista, utilizou-se da mesma tática socialista em campanha, ou seja, assistencialismo.

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  • 25/05/2010 - 18:17
    Enviado por: Joselito Miranda

    Olá Gustavo
    Demorei, mas não sumi. Ando lendo um bocado sobre esse lance de Irã, Brasil e Turquia X EUA e resto do mundo – heheheh.
    Com esse movimento todo da diplomacia brasileira lá fora não é de surpreender que os EUA esteja enciumado e muito incomodado, haja visto que Obama recusou o convite de Lula em vir para o Brasil antes das eleições.
    Então pergunto Chacra: Vc acha que essa tensão pode trazer algum problema de relacionamento entre Brasil e EUA? Ou será que Obama vai dar um chá de cadeira no Brasil e aguardar quem será eleito?
    Abraço e parabéns pelo blog mais uma vez.

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  • 25/05/2010 - 19:13
    Enviado por: justo

    Gustavo e Simon….acabo de ler uma declaração do José Serra na Folha online:

    O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, classificou como “ditador” o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, durante entrevista coletiva após sabatina com empresários na CNI (Confederação Nacional da Indústria). Para o tucano, o iraniano faz parte do “grupo de ditadores da década de 30, como Hitler e Stalin”.

    Os tempos são outros, mas a natureza do ditador me parece a mesma.
    Apesar de não nutrir simpatia por Serra, devo concluir que ele ao menos se colocou do lado certo do muro.

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    • 26/05/2010 - 08:12
      Enviado por: MarioS

      O Serra simplesmente fez uma constatação, e se ele não chega aos pés dos dois citados em suas ações, é por falta de poder equivalente.

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  • 25/05/2010 - 19:56
    Enviado por: Yoko

    Espero que ainda não tenham fechado as perguntas.

    Roberto, a prisão de Jafar Panahi deixou muitos amantes do cinema iraniano mundo afora alerta. Como o assunto era tratado pelos próprios iranianos? Imagino que a imprensa, dada a censura, não tenha noticiado, mas as pessoas falavam disso? Como cineastas mulheres como Samira Makhmalbaf e artistas como Shirin Neshat são vistas pelos conterrâneos?

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    • 27/05/2010 - 13:31
      Enviado por: Flavio

      Yoko,
      Pelo que tenho visto na internet o povo iraniano nem sempre se manifesta quando o pessoal da esquerda/oposição é preso ou morto pelo governo dos Aiatolahs… mas quando escritores, cineastas e jornalistas, queridos pelo povo, são presos e torturados a coisa muda de figura. A Samira Makhmalbaf, que veio ao Brasil para a Mostra de Cinema de SP, é uma das maiores defensoras da liberdade no Irã. O pai dela, Mohsen Makhmalbaf foi,durante o ano passado, o “representante informal” do Mir Hussein Mussavi na Europa.

      A Shirin Neshat é a muito tempo uma das maiores defensoras dos direitos das mulheres no Irã. Quase a totalidade do seu trabalho artistico (e agora no cinema) é voltado para a questão da opressão das mulheres. Graças a Deus as duas moram fora do Irã.

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    • 27/05/2010 - 22:33
      Enviado por: Yoko

      Flavio, obrigada pelo comentário, mas eu conheço o trabalho das duas. A Samira conheci na Mostra, quando trabalhei como intérprete para um diretor japonês.

      O trabalho da Shirin Neshat conheço já há 8 anos, quando ela expôs no Documenta de Kassel e também na Bienal de Veneza. Vi seu trabalho em ambas as exposições, além da retrospectiva no CCBB do Rio de Janeiro. Aliás, um grande centro de arte era para ter sido inaugurado com sua exposição, mas foi cancelada na última hora por causa de 11 de setembro. Os organizadores (dizem) ficaram com medo de expor obra de alguém com origem num país de maioria islâmica.

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  • 25/05/2010 - 20:27
    Enviado por: Henrique

    Ao Simon,
    por que os persas (ou o regime persa) odeia Israel mais do que os próprios árabes?

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  • 25/05/2010 - 20:54
    Enviado por: Tsairert Makal

    Acabo de ler no Globo e ver a foto do rebelde sunita do Jundallah acusado por atentados enforcado e pendurado na forca.
    Nenhum comentario sobre o fato,parece que isto não “rende assunto” mesmo o Globo publicando.
    Se fosse o palestino Barguthi responsavel por varios atentados em Israel,enforcado em Israel e a foto aparecesse nos jornais{varios jornais que não botaram a foto do sunita executado no Irã botariam do palestino em Israel}a galera antissemita ia cair de pau em Israel,a mesma que ignora o “Barguti sunita do Irã” .
    Israel não mata seus traidores como o Irã e o Hamas,nem mata os terroristas como fazem Irã e paises árabes que ainda decapitam os terroristas como a Arabia Saudita.
    Mais isto ai não tem muito destaque,não tem Israel ou judeu no meio…..

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    • 25/05/2010 - 21:04
      Enviado por: carlos 3m

      agree.

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    • 26/05/2010 - 08:14
      Enviado por: MarioS

      Uau! Imagino que os críticos de Israel pelo tratamento que dá aos terroristas irá se manisfestar energicamente sobre o acontecido. Ou será que não serão coerentes?
      Do Lula já sabemos o que esperar, irá compara-lo com criminosos comuns.

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    • 31/05/2010 - 09:35
      Enviado por: ubiratan

      A marinha israelense acaba de afundar uma embarcação que levava suprimentos, em aguas internacionais, matando 16 pessoas. O porta voz do govervo, afirma que a culpa é da tripulação israelense, que não deve ter cumprido protocolos de abordagens em aguas internacionais.

      O povo judeu produziu grandes personalidades ao longo do tempo;
      Ex; Karl Marx, Charles Spencer Chaplin, Sigmund Freud, Albert Einstein e mais alguns que me fogem da memória agora.

      Em tempos de Bibis e Sharons, as carcaças desses senhores devem estar muito envergonhadas com a identificação de origem em suas lápides.puyu

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  • 25/05/2010 - 22:48
    Enviado por: PROFETA

    Como dizia o LULA:

    “tem gente que não sabe fazer politica sem fazer um inimigo”

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    • 26/05/2010 - 08:28
      Enviado por: MarioS

      Como dizia o Lula:

      “Eu gostaria de ter estudado latim, assim eu poderia me comunicar melhor com o povo da América Latina.”
      “A grande maioria de nossas importações vem de fora do país.”
      “O Holocausto foi um período obsceno na História da nossa nação. Quero dizer, na História deste século. Mas todos vivemos neste século. Eu não vivi nesse século.”
      “O futuro será melhor amanhã.”
      “Todo mundo tem o direito de ser contra, a favor ou muito pelo contrário.”
      “Um número baixo de votantes é uma indicação de que menos pessoas estão a votar.”
      ‘O governo tenta fazer o simples, porque o difícil é difícil.”
      “Na Amazônia, vivem 20 milhões de cidadãos que têm mulheres e filhos. Mulheres e filhos são apêndices dos cidadãos…”
      “O Brasil só não faz fronteira com Chile, Equador e Bolívia.”
      “Essa crise pode não ser tão grande, como a gente imagina, mas pode ser maior do que a gente imagina”
      “Nós estamos preparados para qualquer imprevisto que possa ocorrer ou não.”

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    • 26/05/2010 - 11:55
      Enviado por: Irlandes

      MarioS,

      Pegou pesado.
      Essas frases sao pérolas do ENEM e nao do Lula!

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    • 26/05/2010 - 12:26
      Enviado por: justo

      Ah…sim!
      E tem aquele pronunciamento onde Lula diz:
      A poluição é um problema porque o mundo é redondo…se fosse quadrado ou retangular….mas como é redondo…e gira…a gente passa em baixo da poluição deles…

      Ele é um grande estudioso do “meteorologista”…Freud!

      :o )

      *Putzgrilas!!

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    • 26/05/2010 - 14:21
      Enviado por: jarbas

      Mario

      Está redondamente equivocado ao colocar na boca do Lula frases atribuídas ao Bush, um prócer da Direita, que vc aparentemente tanto ama…

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    • 26/05/2010 - 15:27
      Enviado por: MarioS

      Infelizmente não Irlandes, são do próprio. Seguem-se maios duas:

      “Tenho uma preguiça desgramada de andar em esteira e de ler livros”
      (Na Bienal do Livro, cercado de estudantes)

      “Estou vendo aqui companheiros portadores de deficiência física.
      Estou vendo o Arnaldo Godoy sentado, tentando me olhar,
      mas ele não pode me olhar porque ele é cego.
      Estou aqui à tua esquerda, viu, Arnaldo!
      Agora, você está olhando pra mim… “

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    • 26/05/2010 - 17:37
      Enviado por: MarioS

      Tem razão Jarbas, foi o Bush que declarou que a mãe nasceu analfabeta. E como foi que voce concluiu que eu o amo?
      Mas amores a parte, quem é mais preparado, Bush ou Lula? Serra ou Lula? Clinton ou Lula? FHC ou Lula? Obama ou Lula?

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    • 27/05/2010 - 06:43
      Enviado por: Irlandes

      MarioS,

      Eu juro que nao acreditava nisso, creio que por morar fora do Brasil essas “pérolas” nao chegam tao facilmente por aqui.

      Isso que dá muitos discursos improvisados. Agora entendo porque em Israel ele discursou no Parlamento com um discurso já escrito… se fosse de improviso iríamos ter problemas dos grandes…

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  • 26/05/2010 - 00:36
    Enviado por: mariano

    temos de compreender como o governo do irã trata os meios de comunicação, já que o pais está ameaçdo pelos americanos. se eles derem mole, os estados unidos derrubam o atual governo e voltam a instalar fantoches que lhes sejam leais, como acontece no iraque e no afeganistão e como era entes no proprio irã.

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  • 26/05/2010 - 09:01
    Enviado por: Dino

    Então estamos combinados que mísseis Jericho e bombas A em três tamanhos variados (parece coisa de feirante) não foram oferecidos, nada disso existiu…Inclusive foi constatado que não consta a assinatura no documento de nenhum dos comentaristas do blog, portanto ele não é valido…

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    • 26/05/2010 - 14:26
      Enviado por: carlos 3m

      nao foi oferecido A. voce quer acreditar o que eh diferente.

      o guardian descobriu america justaemnte 35 anos depois quand ose discutemsancoes ao ira. se eu fosse mal pensado diria que correu grana nessa coincidencia e principalmente na deducao de que 1+1=3. mas voce acredita.

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    • 26/05/2010 - 17:51
      Enviado por: MarioS

      Dino
      Tudo indica que mísseis foram sim oferecidos e que eles poderiam ser carregados com quantidades diversas de explosivos. Daí a dizer que os explosivos seriam nucleares é, segundo o próprio Guardian, questão de “fé”.
      “The “three sizes” are believed to refer to the conventional, chemical and nuclear weapons”.
      Estou disposto a ouvir que tradução voce fez de “are believed”

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  • 26/05/2010 - 12:09
    Enviado por: Catarina

    Por que será, nao compareceram à entrevista os brimos, os materialista históricos, lululistas, fundamentalistas…. foram pescar, mas ontem era terça….

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  • 26/05/2010 - 14:22
    Enviado por: Henrique

    Pensei que fosse ter resposta no post das 20,27h de ontem.

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  • 27/05/2010 - 03:42
    Enviado por: Leo Chacra

    Parabéns para o blogueiro! Afinal hoje é dia 27 de maio.
    Eu sei nada a ver com o tópico. Abraços e felicidades.

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  • 30/05/2010 - 13:21
    Enviado por: ubiratan

    Sr., Mário S,
    Eu considero a maior “pérola” do presidente Lula, uma citação que ele deve ter feito após tomar umas “51″s, provavelmente mal conservada, ou com validade vencida, ou os dois.
    Disse o presidente;
    ” Quando um jovem torna-se um fanático direitista, ou uma pessoa de idade transforma-se em um incendiário esquerdista, algo está errado. É necessário que o jovem e o velho tenham apoio psicológico”. Eu ouvi isto, juro. E ouvi também as palmas da platéia.
    Sempre tive respeito pela biografia do presidente, mas a partir desta “pérola”, considero-o um caso perdido.
    Essa idiotice serviu de carapuça a centenas de militantes, que faziam vista grossa aos destemperos verbais do presidente.
    A impressão que tenho é que Lula após 2010, se tornará apenas um ex-presidente.

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