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Guga Chacra

13.maio.2011 07:31:49

De NY a São Paulo – O metrô de Higienópolis e o perigo do anti-semitismo

no twitter @gugachacra

O anti-semitismo é diferente da islamofobia. Este último é movido principalmente por um desconhecimento dos muçulmanos, alimentado em grande parte pela generalização de que os seguidores do islamismo seriam violentos como os membros da rede terrorista Al Qaeda. Ao longo do tempo, tento escrever demonstrando que o islã é algo muito, mas muito maior do que Osama bin Laden, além de ser uma religião que prega a paz. Seus seguidores variam tanto quanto os do cristianismo.

Um católico irlandês pouco tem a ver com um evangélico de Goiás ou um cristão ortodoxo da Rússia. O mesmo vale para as diferenças entre um xiita iraniano, um muçulmano de origem paquistanesa nascido em Manchester, um americano convertido ou uma libanesa sunita de Beirute. Muçulmano pode ser o Bin Laden, mas pode ser o Nobel da Paz Mohammad Younus, criador das microfinanças que aliviaram a pobreza de milhões na Ásia e na África.

Já o anti-semitismo não é o medo por ignorância, como costuma ser com o islã. É o preconceito na sua mais pura forma. Odeiam judeus apenas por serem judeus. Verdade, muitos também odeiam os muçulmanos apenas por serem muçulmanos. Mas com o judaísmo parece ser mais grave. Nos comentários no blog, que precisam ser barrados, leio pessoas com educação formal, português correto e citando autores nazitas e abertamente anti-semitas atacando os judeus. Leio piadas e escuto situações bizarras. Chegam para mim e, achando que não vou me importar por ter origem libanesa (anti-semitas acham que todos árabes são anti-semitas), xingam os judeus.Isso já aconteceu em um dos clubes mais elitistas de São Paulo e saiu da boca de um vice-presidente.

Nesta semana, o anti-semitismo apareceu na sua forma mais clara no episódio do metrô em Higienópolis, onde parcela da população é judaica. Inicialmente, alguns, como eu, criticaram os argumentos fracos de moradores do bairro.

Porém algumas pessoas, como o comediante Danilo Gentili, do programa CQC, e outros internautas que desconheço começaram a agredir publicamente os judeus, associando a questão de Higienópolis, supostamente um bairro judaico, ao Holocausto. O humorista, parceiro de outro que tirou sarro dos órfãos no dia das mães (Rafinha Bastos), pediu desculpas (Gentili faz piadas sobre judeus, causa reação no Twitter e pede desculpas).  Ele poussui educação formal e sabia do que estava falando. Não era um ignorante que não sabe o drama do maior genocídio do século 20, com o agravante de ter sido o único realizado em escala industrial. Tanto que citou Auschwitz. (Lembro que Gentili é stand up e os melhores nesta atividade são judeus, como Jerry Seinfeld e Larry David. Nenhum dos dois americanos jamais baixou o nível nas suas piadas).

Eu me irrito quando falam que libaneses (ou árabes, turcos, como quiserem) são bandidos ou terroristas. É algo que me afeta porque lembro dos meus avós, pai e tios. Isso levando em conta que eles não foram vítimas de nada. Imaginem como fica um judeu que perdeu parentes no Holocausto ao ler piadas anti-semitas?

O anti-semitismo não foi resolvido, como muitos imaginam, porque Israel nasceu e se transformou em um país do primeiro mundo, uma pátria para os judeus de todas as partes. Na verdade, se agravou. Começamos pelo mundo árabe, onde ataques a judeus são comuns inclusive em países com acordos de paz com Israel, como o Egito. Ou na Síria e no Iraque, onde os judeus viveram bem por séculos. Mesmo no Líbano, com a sua sociedade cosmopolita, já ouvi agressões nojentas ao judaísmo vindas tanto de cristãos como de muçulmanos. O Hezbollah talvez seja hoje a maior organização anti-semita do mundo. Basta ler o meu texto da visita ao museu do Hezbollah no Líbano.

Nos Estados Unidos, em uma das mais prestigiadas universidades do país, escutei estudantes americanos tirando sarro de judeus. Vocês leitores mesmo sabem como é a situação no Brasil e que ficou clara agora no episódio do metrô em Higienópolis. Na Europa, o anti-semitismo se esconde atrás da islamofobia, mas está ali nas mentes de extremistas na França e na Holanda.

Eu diria até que muitos europeus são anti-Israel por serem anti-semitas, enquanto muitos árabes são anti-semitas por serem anti-Israel. O mesmo se aplica a diversos grupos defensores dos palestinos. Eles não querem simpatizar com a causa palestina, mas apenas atacar Israel e os Estados Unidos, que simbolizam, na cabeça deles, o capitalismo – como se os árabes não fossem tão capitalistas quanto, mas isso entra na questão da ignorância.

Se eu soubesse que começaria esta gritaria anti-semita na internet, nem teria escrito sobre o assunto metrô de Higienópolis. Honestamente, me arrependi. Foi um terror ler os comentários ontem. Decidi escrever sobre o tema por discordar da posição de uma organização de moradores e achar necessário comparar com Nova York, cidade onde moro há anos e, se não me engano, com a maior população judaica do mundo (acho que supera Tel Aviv). Também usei os Jardins como exemplo, um bairro onde nasci e cresci e que talvez tenha mais judeus hoje do que Higienópolis – e, para mim, o bairro judaico de São Paulo sempre foi o Bom Retiro. Os exemplos ruins em relação ao transporte público, no meu texto, foram cidades árabes, como Sanaa e Damasco, além da destruída Porto Príncipe. Falando nisso, vamos acompanhar hoje os acontecimentos na Síria, onde os protestos já levaram autoridades judaicas internacionais a se preocuparem com o destino de sinagogas e propriedades de judeus da capital síria. Quem quiser saber mais sobre os judeus sírios, leia o texto abaixo, que escrevi em Damasco e Beirute.

Comunidades judaicas de Damasco e Beirute estão perto da extinção

obs. Este texto é uma homenagem ao Gabriel Toueg, do Portal do Estadão e por muitos anos repórter em Tel Aviv, que me alertou sobre os ataques anti-semitas na internet motivados pelo episódio do metrô

Leiam os blogs da Adriana Carranca, no Afeganistão, do Ariel Palacios, em Buenos Aires, do historiador de política internacional Marcos Guterman, em São Paulo, da Claudia Trevisan, em Pequim, e o Radar Global, o blog da editoria de Internacional do portal estadão.com.br e do jornal O Estado de S.Paulo”

Comentários islamofóbicos, anti-semitas e anti-árabes ou que coloquem um povo ou uma religião como superiores não serão publicados. Tampouco ataques entre leitores ou contra o blogueiro. Pessoas que insistirem em ataques pessoais não terão mais seus comentários publicados. Não é permitido postar vídeo. Todos os posts devem ter relação com algum dos temas acima. O blog está aberto a discussões educadas e com pontos de vista diferentes. Os comentários dos leitores não refletem a opinião do jornalista

O jornalista Gustavo Chacra, mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia, é correspondente de “O Estado de S. Paulo” em Nova York. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Yemen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al Qaeda no Yemen. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo em 2009, empatado com o blogueiro Ariel Palacios

Comentários (433)| Comente!

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  • 13/05/2011 - 08:00
    Enviado por: Rodolfo

    Conversei ontem com outros amigos judeus sobre a piada do Gentilli. A conclusão da maioria é semelhante: é de mal gosto, porém não antissemita. E não podemos discordar que foi oportuna. O movimento contra a estação de metrô não possui qualquer relação com a comunidade judaica, porém é inegável a alta densidade de judeus no Bairro, provavelmente muitos foragidos do nazismo. Repito, a piada foi de extremo mal gosto (perdi duas tias-avós em campos de concentração), mas não antissemita.

    Perigoso são comentários publicados nestes sites de jornalitas aparelhados pelo governo, onde afirmam que os judeus são racistas, elitistas, apenas para ficar nos comentários mais lights. Um microcéfalo chegou a insinuar que a próxima medida seria murar o bairro. Por acaso estarei este sábado em São Paulo, hospedado em higienópolis, e certamente não deixarei de passar com uma camisa com um símbolo judáico ou apoiando Israel pelo tal churrasco de gato em frente ao Shopping, Vamos ver qual será a reação dos famosos “comunistas que moram nos jardins”…

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    • 13/05/2011 - 09:48
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Rodolfo, você tem incentivar mais leitores aqui a participarem dos nossos debates no Twiiter. Como te disse lá, acho inaceitável a piada e você concordou que seus avós também achariam. Sobre os Jardins, meu bairro, é maldade dizer que seja de comunistas. Acredito, baseado no que conheço e nos resultados eleitorais no bairro, que se trata de uma área mais à direita no sentido econômico do termo, apesar de liberal em questões sociais

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    • 13/05/2011 - 11:02
      Enviado por: Marcos André Santos

      “e certamente não deixarei de passar com uma camisa com um símbolo judáico ou apoiando Israel pelo tal churrasco de gato em frente ao Shopping”

      Rodolfo lamentável essa sua atitude. Você pode está atiçando a mais pessoas o seguirem e gerar um confronto que não se vê aqui no Brasil, não seja destrutivo.

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    • 13/05/2011 - 11:05
      Enviado por: Rodolfo

      Quando mencionei seu bairro, apenas pretendi ilustrar um modelo de hipócrita. Não conheço a demografia eleitoral de Sampa pra afirmar. Talvez devesse ter usado o exemplo dos comunistas da Puc, que moram, nunca foram numa periferia, mas adoram criticar o capitalismo.

      Eu acho o Twitter fenomenal!

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    • 13/05/2011 - 11:19
      Enviado por: MarioS

      Rodolfo,
      Eu achei a piada anti-semita, mas, após ler seu post, fui pesquisar um pouco sobre este tal de Gentili, do qual nunca tinha ouvido falar até hoje cedo. Segue uma das gracinhas racistas dele que encontrei:

      “Alguém pode me dar uma explicação razoável por que posso chamar gay de veado, gordo de baleia, branco de lagartixa, mas nunca um negro de macaco?”

      Ou seja, pode-se discutir o anti-semitismo da piada, porém não o racismo do idiota.

      Uma “light” dele: Danilo Gentili foi mal visto no twitter esses dias por comentar que a volta do programa da Hebe seria o filme o Retorno da Múmia

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    • 13/05/2011 - 11:24
      Enviado por: MarioS

      Talvez voce não tenha percebido Marcos, mas se entregou.

      Se não há anti-semitismo envolvido (claro que há, mas digamos que não) porque passar com uma camisa com um símbolo judáico ou apoiando Israel atiçaria quem quer que seja? Por que geraria confronto?
      Voce diria o mesmo de alguém que dissesse que vai com uma camisa com qualquer outro símbolo? Afinal, é um movimento a favor da estação, contra o “elitismo” ou anti-semita?

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    • 13/05/2011 - 12:02
      Enviado por: MBSjnr

      :: Bom dia, ladies and gentlemen

      Hm, piadas sobre judeus. Tema espinhoso.

      Em suma, concordo com 99% dos argumentos do Chacra.
      O 1% da discórdia?

      Simplesmente não enxergo onde a comunidade judaica
      foi agredida ou diminuida da piada do Danilo Gentili.

      Sério, dissequem a piada. Ele diz que
      Da última vez que entraram num vagão foram parar em Auschwitz“.
      Até onde sei, judeus realmente foram amontoados em vagões e realmente
      foram parar em campos de concentração. É a horrenda verdade, mas não uma calúnia.

      É uma piada ruim? Talvez. Mas é só isso. Uma piada ruim.
      Apenas contém um componente de exagero que toda piada possui.

      Pra mim, o problema está nesse povinho que desvirtua a mensagem e se
      apropria do tema
      para destilar o ódio de ambos os lados.

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    • 13/05/2011 - 12:09
      Enviado por: Mateus

      MarioS, SObre a piada do negro/macaco, acho q vc entendeu ao contrario.
      Ao meu ver, ele nao estava querendo ter o direito de chamar negros de macacos, mas de questionar pq os outros “rotulos’ são aceitáveis se são tão ofensivos como o primeiro.

      Infelizmente um texto não permite transparecer o sarcasmo. Talvez ai esteja o erro dele: fazer piada no twitter.

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    • 13/05/2011 - 12:12
      Enviado por: DV

      “comunistas do Jardins”? Camiseta de apoio? Welcome to the dark side of the force…

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    • 13/05/2011 - 12:19
      Enviado por: Ezequiel-SP

      MBSjnr.

      Eu conheço um barbudo chato de dar dó que não perde uma oportunidade de fazer média com esses temas, sempre buscando dividendos eleitorais.

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    • 13/05/2011 - 12:23
      Enviado por: Me

      É engraçado que anti-semitismo não pode (e DE FATO não pode) , mas anti-comunismo sim, como se, de conteúdo, não fossem ambas formas de atacar seres humanos por suas concepções sejam religiosas, sejam políticas (aliás a parte de Marx que se tende a omitir é a que vem depois de ”a religião é o ópío do povo” que diz que, apesar disso, a liberdade de crença deve ser defendida)

      Isso é fruto de uma ignorância histórica sem tamanho que reduz tudo o que está a esquerda ao stalinismo que sim, assassinou milhões de pessoas. Assim como assassinou centenas de comunistas da oposição de esquerda que não concordavam com a ditadura e o massacre na URSS e deram suas vidas contra isso.Que também foram assassinados na Alemanha nazista, juntamente com os judeus. Indico que leia A Revolução Traída antes desse tipo de juízo de valor parcial.

      Eu milito em uma organização de esquerda, não, não moro no jardins, moro em São Miguel, zona leste, e essa ridicularização me incomoda não porque toque a mim, mas toca companheiros meus que sim, vieram da elite mas tiveram o mérito de romper com todos os preconceitos, de classe e de outra ordem que por vezes essa origem impõe e não tem de ser ridicularizados, muito pelo contrário. Me incomoda porque parte de falta de conteúdo histórico e falta de conhecimento de como se dá a militância das pessoas, parte de generalizações grosseiras.

      Justamente porque sou militante de esquerda, esse anti-semitismo vigente em qualquer um dos lados da moeda me incomoda. Porque aqueles que fazem uma análise de esquerda até o fim sabem que ninguém proibe um metrô por ser judeu, católico, ateu, o faz por preconceito de classe social, interesse econômico, coisa que não falta a nenhum ser humano na sociedade atual e mesmo que eventualmente se use a religião ou mesmo a política como desculpa, não passa de máscara pro interesse de fato.

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    • 13/05/2011 - 13:11
      Enviado por: MarioS

      Me,
      Voce não poderia estar mais errado.
      Anti-semitismo é ser contra PESSOAS, anti-comunismo contra IDÉIAS.

      A ridicularização é dirigida a alguns hipócritas que voce chama de companheiros, que vieram da elite, continuam na elite e, pior do que tudo, vivem às custas do povo brasileiro, como no caso de três dos que citei.
      Preconceitos eles tem em muito maior quantidade do que a média do povo.

      Não há defesa possível para a postura deste cínicos.

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    • 13/05/2011 - 14:32
      Enviado por: Me

      ”vivem às custas do povo brasileiro, como no caso de três dos que citei.”

      Nós não somos atrelados ao governo e se essa crítica se refere ao PT eu tenho total acordo com você.
      Agora, essa distinção entre respeitar posição religiosa e não respeitar posição política pra mim não é mais do que dois pesos e duas medidas pra justificar mais um nível dos tantos que possui a intolerância.
      E até mesmo idéias, criticamos quando conhecemos, e , não entenda isso como um ataque pessoal, no meu ver, essa própria redução que faz sobre todas as diversas correntes de pensamento da esquerda a por exemplo, o que se encontra no governo, demonstra um desconhecimento profundo.

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    • 13/05/2011 - 14:45
      Enviado por: HCasagrande

      Caro MárioS, O Gentili e o Rafael Bastos estão no programa CQC, de gosto muitíssimo duvidoso, pra dizer o mínimo em uma sexta-feira 13…

      Seguem a linha do humor à base da ridicularização alheia, nenhuma novidade em termos do atual mainstream do gênero aqui no Brasil.

      Mas a pior surpresa que tive com o programa é que essas e outras figurinhas estão sob o comando de Marcelo Tas. Sempre achei o Tas um jornalista intelectualizado, politicamente ativo. Tem uma filha homossexual e usou sua própria história para contrapor os argumentos do Jair Bolsonaro, expondo-se de forma corajosa.

      Entonces, penso eu: como pode ele permitir tais preconceitos? Não vive o Tas na carne toda essa carga de piadinhas pejorativas? O quão mais baixo chegaremos?

      Enfim, sob esse prisma, acho que não é a TV que cria e fomenta esses preconceitos, ela apenas externaliza o nosso vergonhoso nível de atraso…

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    • 13/05/2011 - 14:46
      Enviado por: Uri Lam

      Rodolfo, parece que conversamos com judeus diferentes. Não conheço um que não tenha considerado a manifestação antissemita. Eu me incluo. Foi antissemita sim. O mau gosto é inerente.
      Guga, muito legal você dedicar o texto ao amigo e jornalista Gabriel Toueg. E gostei muito do modo como contextualizou toda a situação.
      abraços de uma Jerusalem que já tem metrô – mas ainda não funciona. Do jeito que vai, entrará em funcionamento depois que o Metrô Higienópolis :-)

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    • 13/05/2011 - 14:58
      Enviado por: C.C.J

      Rodolfo,

      Comunistas dos Jardins? Acho que vc se perdeu muito nas suas explicações, e logo quis explicar uma situação atacando outra.

      O Jardins tem muita influência do que a Paulista esta se tranformando e a Rua Augusta.

      De dia a Paulista possue um trânsito de trabalhadores de todas as classes sociais. Algo que eu admiro muito. Quando começa a anoitecer, a Av. Paulista se transforma, pq começam a aparecer skatistas e pessoas que gostam de andar de patins. Essas pessoas se misturam com um pessoal mais alternativo que se concentram na Rua Augista direção centro. Que já foi lugar dos puteiros baratos de SP e que marcou a adolescencia de muitos, tantos amigos playboys do Dante como pessoas de todos os bairros de SP. Já há algum tempo, o pessoal de teatro começou a freguentar a Augusta, com isso trouxe muito do pessoal alternativo. A noite, é só dar uma volta na esquina da Av. Paulista com a Augusta que vc irá entender do lhes estou falando. Com isso o número de gays que alifrenguentam esta aumento muito, que alias, percebo que casais mulheres estão se torando em maior número que os gays homens. Basta uma volta no Center 3 e Conjunto Nacional, onde fica a excelente e mais linda livraria do Brasil, a Cultura. Juntando a isso, a enorme quantidade de gringos que se hospedam pelos jardins e somando com os milionários da Oscar Freire, temos uma região bastante multicultural. Porém, habitantes dos jardins mesmo, são em sua maioria familias e uma grade comunidade de familias judaicas. Como no jardins não possue como Moema, Itaim, Higienopolis, Vila Olimpia certos imoveis que possibilitam que jovens morem ou façam uma república, isso torna o jardins um bairro familiar e com muitas pessoas idosas.

      Talvez, sua visão de comunistas se deve as pessoas “alternativas”que freguentam o bairro. Realmente são pessoas que possuem visões políticas mais esquerdistas. mas os moradores do Jardins são de direita e coloca direita nisso. Eu, particularmente gosto muito dessa diversidade cultural. E acho essa questão de direita e esquerda é extremamente ultrapassada. Achar que exista uma perfeição dentro de uma linha ideologica política é esquecer tudo que o comunismo trouxe de tragédia ao mundo.

      Na questão do metro, o primeiro bairro que fez um abaixo assinado foi o Klabin, alegaram que o metro iria aumentar a criminalidade do bairro. Algo que hoje, com o metro lá, a criminalidade não aumentou e o bairro continua charmoso e caro. Já essa linha possibilitou a extensão da linha verde, que vai até a linha Tamanduateí. Minha cunhada, que agora irá estudar na Universidade do ABC e mora na Vila Mariana, poderá ir de metro até lá e encurtar a viagem dela, em pelo menos uma hora. Sem contar o pessoal que morava na Vila Prudente pra trás, que agora pode chegar ao trabalho em 20 minutos, o que demorava em torno de 1h:30min.

      Bairros como Moema e Campo Belo tbm tentaram de tudo parar as obras, com o mesmo argumento de aumento de criminalidade. Porém, como no Klabin, não tiveram sucesso e as obras lá estão a todo vapor.

      No caso de Higienopolis, existe sim uma questão técnica de urbanismo que pode criar um excesso de linha em curto espaço. Mas não tenho certeza, precisaria analisar melhor.

      Em relação a ataques e piadas de racismo, o ser-humano parece que tem a necessidade de diminuir o outro para se sentir melhor, ou acima da média. As diferenças religiosas, de cor, de ideologia, de time de futebol, de sexo, de problemas físicos e deficiências mentais, oferecem um campo fartoso para essas pessoas. No caso do anti-semitismo, isso se tornou pior, pq Hitler elevou o nível dessas necessidades. Por exemplo, ele conseguiu além de conseguir se colocar como superior (algo desejado por todo ser-humano), colocou todos os preconceitos juntos dentro de um simbolo pscicológico, que funciona como uma superioridade, algo tão sonhado pela raça humana.

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    • 13/05/2011 - 15:25
      Enviado por: Marcos André Santos

      Simples MarioS, porque usando tal símbolo ficaria explicito que existe um lado está se comportando politicamente, o outro lado não está…vocês estão marcando de anti-semita todos que participariam do churrasco onde apenas o comediante foi.

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    • 13/05/2011 - 15:31
      Enviado por: Rodolfo

      Prezados,

      Quando em referi ao termo “comunistas do jardim”, pretendi apenas utilizar um exemplo do hipócrita, que se diz comunista, mas mora em bairro de elite. Poderia ter usado comunista da PUC, ou comunista que come caviar.

      Abs,

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    • 13/05/2011 - 15:33
      Enviado por: f. amaral

      Mateus, sua observação é inteligente e pertinente, principalmente pela dificuldade natural, quase impossibilidade, em se demonstrar sarcasmo através somente de texto.
      mas isso não relativiza o fato de que o comediante pisa na bola ao criar piadas como essa q vc analisou, ou a que motivou o post do Chacra.

      alguém acima afirmou, muito candidamente, não ter sido a comunidade judaica agredida ou diminuída pela dita piada – então no mínimo foi muuito desrespeitada.
      creio seria o mesmo tipo de desrespeito profundo criar uma piada sobre vítimas das bombas de hiroshima e nagasaki – pra lembrar de uma etnia também vítima de grande preconceito, também envolvida na grande guerra, e com grande colônia nesta cidade.
      se exercitar desrespeito é parte do ofício dos comediantes, well, então nem sei o q dizer… vai ver estou ficando anacrônico.

      aliás não sei se dá pra chamar de comediante, talvez apenas de ‘humorista’.

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    • 13/05/2011 - 15:39
      Enviado por: MarioS

      ”vivem às custas do povo brasileiro, como no caso de três dos que citei.”
      “Nós não somos atrelados ao governo e se essa crítica se refere ao PT eu tenho total acordo com você”
      Me,
      Quem é “nós”? Como assim se a crítica se refere ao PT? Eu não poderia ter sido mais claro: TRÊS DOS QUE CITEI. No caso, Martaxa, Oscar Niemeyer e Lawrence Pih. Para ser 100% justo, este último não sei se ainda vive, aliás nem faço idéia de por onde anda.
      Sinceramente não entendi, eu cito nomes de pessoas e voce fala em um partido e em nós?
      “Agora, essa distinção entre respeitar posição religiosa e não respeitar posição política pra mim não é mais do que dois pesos e duas medidas pra justificar mais um nível dos tantos que possui a intolerância”
      E aqui também voce distorceu não só o que eu disse como a realidade.
      O anti-semitismo não é contra uma posição religiosa, mas contra um povo, contra seres humanos. Judeus ateus foram igualmente assassinados pelos nazista, assim como judeus laicos são odiados por muitos hoje em dia.

      “diversas correntes de pensamento da esquerda a por exemplo, o que se encontra no governo, demonstra um desconhecimento profundo.”
      Nesta dou a mão a palmatória. Quem está no governo hoje é uma escória, nem importa muito que seja de esquerda, direita ou centro.

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    • 13/05/2011 - 17:37
      Enviado por: MarioS

      “Simples MarioS, porque usando tal símbolo ficaria explicito que existe um lado está se comportando politicamente, o outro lado não está”

      Discordo Marcos, afinal se o “outro lado” não está se comportando politicamente
      (está sim, e explico abaixo, nada a ver com judeus) um símbolo de Israel, China, EUA, Coréia ou Haiti não significa nada.

      “vocês estão marcando de anti-semita todos que participariam do churrasco onde apenas o comediante foi.”
      Virou mania os voces! EU não estou chamando de anti-semita os que participariam (porque, não vão mais?) do churrasco, acho que são na imensa maioria uns inocentes uteis servindo de massa de manobra para grupos populistas, daqueles que só sabem berrar slogans e palavras de ordem.

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  • 13/05/2011 - 08:14
    Enviado por: Rodolfo

    Ou ponto. É impressionante como eu percebo um antissemitismo muito maior na sociedade paulista, do que na carioca. Não sei se isso é produto da origem das comunidades imigratórias paulistanas ser mais arraigada, com suas rivalidades mais expostas (Ex: italianos x alemães). A comunidade judaica de São Paulo é nitidamente mais fechada que a do Rio, mas isso, apesar de se criar um distanciamento, não é desculpa para preconceito. Já ouvi comentários extremamente antissemitas da boca de paulistanos, apenas porque este faliu para um concorrente judeu. É impressionante como quando é contra judeus, a raiva individual contra um pode se transformar em uma raiva coletiva contra toda a comunidade.

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  • 13/05/2011 - 08:22
    Enviado por: Glúon

    .
    _____
    .
    Metrô
    .
    _____
    .
    Linha 6 – Laranja
    .

    Estação Angélica
    .

    Horários de funcionamento:
    .
    Domingo a quinta
    04h40 às 00h22
    .
    Fechada:
    18h00 da sexta às 18h00 do sábado.
    .
    _________________________________
    .

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  • 13/05/2011 - 08:57
    Enviado por: Lucas

    Parabéns, Gustavo, pelos excelentes e certeiros comentários!

    E digo que há muita gente na mídia ignorando o anti-semitismo que tomou as publicações desde ontem.

    Sei o quanto a cidade de São Paulo, onde morei por alguns anos, necessita cada vez mais de meios de transportes como o metrô, mas apelar para o anti-semitismo para criticar a posição dos moradores que, erroneamente, no meu entender, não querem a estação na avenida Angélica, é covardia típica de quem se acha superior.

    Há muito ainda a se fazer para derrotar esse e outros preconceitos.

    Um abraço.
    Lucas.

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  • 13/05/2011 - 09:02
    Enviado por: José Antonio

    Parabens Gustavo, fiquei muito sensibilizado com o seu texto. Infelizmente vc. vai receber e ler mais porcarias. Espero que este texto abra a cabeça das pessoas. Nós os judeus do blog, principalmente os de SP, não nos surpreendemos com o ocorrido, sempre falamos isso no blog e não eramos acreditados. Desde crianças sofremos isso e sentimos isso nas ruas. A agressividade de alguns e as vezes a minha própria advém deste Jewish Bullying. Se alguns não entendiam porque nós defendemos Israel talvez entendam com este fato ocorrido em SP. Gostaria de ver estas pessoas, pseudo comediantes fazerem isso lá em Israel. Pena que o Brasil não é a França, mesmo com o antissemitismo existente lá, o cretino do John Galliano está sendo julgado por antissemitismo e perdeu todos os seus empregos. Está na rua da amargura para aprender a ser gente.

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    • 13/05/2011 - 09:44
      Enviado por: Gustavo Chacra

      José Antonio, bem lembrado o episódio recenge do Galiano. Acho que escrevi aqui, se não me engano

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    • 13/05/2011 - 10:49
      Enviado por: Marcos André Santos

      José Antonio,

      Olha só o limbo que se tem que colocar os judeus? pra que isso? como não se pode fazer piada de judeus? como não se pode fazer piada de brasileiros, de portugueses, de libaneses, de japoneses?…graças a Deus esse teu pensamento não é geral e que pena que a Europa não seja mais democrática.

      Se vocês não conseguem mais rir um do outro, como quaisquer outros povos, o que vos resta na vida é chorar. Que povo pode se aguentar assim?

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    • 13/05/2011 - 11:01
      Enviado por: MarioS

      Concordo com voce José Antonio, e espero que alguns colegas se convençam, de uma vez por todas, que o anti-semitismo existe.

      “o cretino do John Galliano está sendo julgado por antissemitismo e perdeu todos os seus empregos. Está na rua da amargura para aprender a ser gente.”
      Também acho que, no mínimo, ele tinha que ser despedido, mas esperar mais do que isso é ilusão. Afinal ladrões e assassinos não são punidos, porque ele seria?

      Leia minha resposta ao Rodolfo, primeiro post do tópico.

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    • 13/05/2011 - 11:27
      Enviado por: MarioS

      Quem disse que não se pode fazer piada de judeus Marcos ????????????
      Voce não deve saber mas os judeus são famosos, entre outras coisas, exatamente por rirem de si mesmo. Google jewish humour e descobrirá um mundo novo.
      E gostaria de ver voce, defensor da gozação universal, fazer em público piadas sobre negros. Experimente.

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    • 13/05/2011 - 12:16
      Enviado por: José Antonio

      Marcos, os judeus sabem sim fazer humor, são os melhores humoristas do planeta, vc.confunde humor com escárnio. O caso Galliano não foi uma piada e sim uma agressão. Nós estamos neste blog e em mais milhares de outros pelo mundo, cada um com a sua lingua, para poder monitorar o antissemitismo. Israel precisa disto para saber o que fazer.

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    • 13/05/2011 - 23:47
      Enviado por: Marcos André Santos

      “Nós estamos neste blog e em mais milhares de outros pelo mundo, cada um com a sua lingua, para poder monitorar o antissemitismo. Israel precisa disto para saber o que fazer.”

      José Antonio,

      Uma nação que precisa ficar o tempo todo monitorando as opiniões de cidadãos de outras nações para saber o quanto é rejeitada, meu Deus! Isto é um reconhecimento do quão nociva é a política desta nação para seu povo e para o mundo.

      Se brincar, mesmo com toda propaganda contra, o Irã vai ser bem mais aceito mundialmente que Israel.

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    • 16/05/2011 - 09:28
      Enviado por: simeao brandao

      Para os Ashkenazim: Yasher Koiach, Gustavo! – Que significa: QUE SUA FORÇA
      SE POTENCIALIZE! Para os Sefaradim: Chazak Ubaruch!, Gustavo! – Que significa:
      SEJA FORTE E ABENÇOADO! DE QUALQUER FORMA, GUSTAVO,
      MAZAL TOV! PARABÉNS PELO SEU IMPORTANTE ALERTA, QUE NA MÍDIA
      INTERNACIONAL É UM RARO MOMENTO DE SOBRIEDADE!!!!

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    • 16/05/2011 - 09:32
      Enviado por: simeao brandao

      Aliás, Gustavo……eu também cresci nos Jardins, entre as ruas José Maria Lisboa,
      Haddock Lobo e……Melo Alves!

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  • 13/05/2011 - 09:06
    Enviado por: Gudrum

    Texto exemplar, Gustavo!

    Você compreende porque nós, os judeus, temos que estar sempre alertas contra esta pulsão, este necessidade instintiva e primitiva de odiar.
    Paranóia? Complexo de vitimização?
    Não! NÃo!
    Atentem para o fato de que apenas um pequeníssimo incidente viário urbano, uma irrelevante contenda sobre estação de metrô, desperta os piores sentimentos desta canalha.
    Os judeus forneceram a lei para o mundo ocidental- os dez mandamentos- e toda lei e regra restrige os impulsos para fruição desenfreada do prazer. Inconscientemente, os homens atribuem a limitação do seu prazer à quem criou as leis: os judeus.
    Esta metapsicologia não é entendida pela maioria das pessoas. Por isso elas odeiam.

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    • 13/05/2011 - 09:44
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Gudrum, obrigado pelo elogio ao blog e comentários como o seu ontem me levaram a achar necessário este post hoje

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    • 13/05/2011 - 15:46
      Enviado por: f. amaral

      Legal, Gudrum. gostei muita dessa explanação – embora eu muito torça o nariz para questôes relativas aos ditames da Moral, reconheço que, históricamente, as tais leis de comportamento são um fundamento gerador de equilíbrio no percurso da civilização ocidental – mas que fique claro penso ser impossível considerar tal civilização como superior à outras porventura já acontecidas na História.

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    • 13/05/2011 - 22:14
      Enviado por: DavidCJ

      Permita-me corrigi-lo Gudrum, mas as primeiras leis de que se tem notícia são os Códigos de Hamurabi da Suméria (aprox. 1700 a.c.). São a base em sua forma dos demais códigos até a atualidade, versa sobre deveres e direitos de cidadãos, governo, etc.. Apesar de não contemplar a igualdade entre as pessoas. Assim como de lá se tem a origem das cidades e civilização como conhecemos hoje em dia (o local é o Iraque, berço da civilização oriental e ocidental).

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  • 13/05/2011 - 09:11
    Enviado por: Marcos André Santos

    Que exagero Chacra! Aqui no Brasil, salvo uns poucos minguados, não há discriminação contra Judeus e não há porque haver. Aqui muita gente não gosta de Israel, isto todos sabem porque, aliás insisto que ninguém no mundo gosta de Israel apenas o tolera devido aos transações comerciais e o apadrinhamento dos EUA.

    Quanto as piadas contra judeus isto não representa ódio nem discriminação, de novo salvo poucos minguados que os fazem com ódio, mas as piadas são iguais as que fazemos com os portugueses, odiamos os portugueses? como fazemos com os argentinos, odiamos os argentinos?

    Como dizia São Tomás de Aquino: brincar é necessário para levar uma vida humana.

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    • 13/05/2011 - 09:43
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Marcos, você está errado ao falar de Israel. Nos EUA e no Brasil, entre putros países, há muitos não judeus que admiram Israel. Eu mesmo me encantei com Tel Aviv, Haifa, Jerusalém e a Galileia, apesar de ser crítico dos assentamentos na Cisjordânia e do bloqueio a Gaza – e muitos israelenses também são. As piadas dos judeus trazem muitas vezes a memória do Holocausto. Os portugueses e argentinos não foram vítimas de genocídio e as piadas têm uma outra conotação. Apesar disso, tendo morado em Buenos Aires, acho extremamente sem graças e clichês muitas das piadas dos argentinos. Mas eles sabem fazer humor. Tanto que criaram o CQC, que teve depois a versão brasileira

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    • 13/05/2011 - 10:16
      Enviado por: Catarina

      Marcos André Santos, com os judeus normalmente quando a piada é sobre o holocausto eu acho sem graça. Quanto se trata das pechincha e barganhas, é legal.
      Igual dos turcos, todos uns chorôes .
      Dos argentinos e portugueses, a gente se vinga porque eles fazem humor negro com os e (as) brasileiras.

      Sobre Israel, você está enganado. Muita gente que apóia a Palestina, vê em Israel um exemplo a ser seguido, de democracia e construçâo de um estado.

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    • 13/05/2011 - 10:37
      Enviado por: Marcos André Santos

      Eu não tenho dúvidas da beleza desses lugares, o ponto que falo é da política e aí há concordância.

      As piadas contra judeus traz a memória do Holocausto na Europa e em Israel que precisam constantemente dessas lembranças, aqui no Brasil creio que não. Aqui até judeu faz piada de judeu, vide Rafinha Bastos.

      Desque pequeno vejo nas novelas brasileiras personagens cômicos beirando ao ridículo: turcos, libaneses, japoses, chineses, etc…com piadas e esteriótipos depreciativos e nunca ninguém questiona, até acham graça.

      Aqui no Brasil dizer que libanês é a mesma coisa que turco e dizer que libanês é mão de vaca não quer dizer nada. Dizer que judeu é ganancioso e pão duro não remete em nada ao holocausto, não para nós.

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    • 13/05/2011 - 11:31
      Enviado por: MarioS

      “Aqui muita gente não gosta de Israel, isto todos sabem porque”
      Todos é muita gente Marcos. Mas o problema não é não gostar de Israel, mas sim usar critérios exclusivos para gostar ou não daquele país.
      Para cada motivo que voce me der para não gostar de Israel e posso apontar outro país que se encaixa nele e tenho certeza de que voce não “desgosta” dele, topa?

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    • 13/05/2011 - 11:58
      Enviado por: MarioS

      Marcos,
      Sei que voce não acredita no que escreveu (que no Brasil não existe anti-semitismo), mas mesmo assim sugiro: leia o post de 13/05/2011 – 10:35 Enviado por: eduardo viella

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    • 13/05/2011 - 12:09
      Enviado por: José Antonio

      Marcos, como a Catarina falou as piadas sobre os judeus serem mão de vaca, gostarem de dinheiro não remetem ao holocausto. A piada contada falou diretamente de Auscwitts e dos seus trens. É diferente do que vc. falou. As pessoas que falam dos campos de exterminio não tem a minima noção do que foi isso. É tão monstruoso que o cérebro não pocessa a informação. A imagem mais marcante para mim e para muitos judeus foi ver os caças israelenses F15 sobrevoando Auscwitts, enfim a redençaõ de um mal tão grande.

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    • 13/05/2011 - 12:54
      Enviado por: Dona Belinha

      Marcos,
      Não dá para fazer piada com alguma coisa que remete à uma tragédia. Não é engraçado uma coisa dessas.
      Você acha que dá para fazer piada com o que aconteceu em Ruanda?
      E em Realengo, cabe uma piadinha lá?
      Vamos respeitar a dor dos outros, mesmo que isso não nos diga respeito. Se é que isso é possível.

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    • 13/05/2011 - 13:12
      Enviado por: José FARHAT

      MarioS
      É o que você sempre faz: tenta justificar os erros de Israel apontando os erros dos outros. Erro é para ser assumido e não pretender apagá-lo com culpa alheia.

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    • 13/05/2011 - 16:07
      Enviado por: f. amaral

      caro Marcos André, já lhe afirmaram mas nunca é demais repetir: a piada não brincava sobre a suposta mesquinhez financeira, mas sobre a ‘política’ de extermínio em escala industrial, como bem lembrou Gustavo.
      precisa explicar? quer que desenhe?

      se vc está fazendo afirmações sobre política num amplo senso, então não deve tomar como fato absoluto concordância ampla de opiniões sobre os pontos em discussão – é justo disso q trata este espaço disponibilizado pelo Gustavo.

      que, aliás, deve ser portador de um espírito privilegiado, vistos os comments com que ele tem de lidar, além do execelente nível das informaçoes postadas na coluna (ops, “blog”).

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    • 14/05/2011 - 00:04
      Enviado por: Marcos André Santos

      “Para cada motivo que voce me der para não gostar de Israel e posso apontar outro país que se encaixa nele e tenho certeza de que voce não “desgosta” dele, topa?”

      Até que topo, mas eu não poderia postar aqui as mazelas e as atrocidades que Israel comete pois o Chacra não permitiria. Ele tem razão, pois do contrário as infinidades de coisas que eu iria falar você tentaria justificar com outras infinidades, o blog não é só nosso e nem só deste assunto.

      Mas pelo menos tente explicar porque o “crescimento natural do país”, como disse o 1º ministro de lá, faz vos pensar que tem o direito de invadir terras alheias?

      e por favor…sem a balela de dizer que as terras invadidas foram compradas.

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    • 14/05/2011 - 00:24
      Enviado por: Marcos André Santos

      “caro Marcos André, já lhe afirmaram mas nunca é demais repetir: a piada não brincava sobre a suposta mesquinhez financeira, mas sobre a ‘política’ de extermínio em escala industrial, como bem lembrou Gustavo.”

      f. amaral,

      Creio que você não leu ou não entendeu direito o que escreví, note que coloquei na frase: “salvo poucos minguados” e nesta frase incluo o comediante.
      As demais pessoas que fazem piadas contra judeus não representa ódio nem discriminação, são iguais as que fazem de si próprio ou de pessoas de outras nacionalidades.

      Há um exagero enorme no post do Chacra que, mesmo sem querer, contribuiu para a discursão de um assunto que muito provavelmente nem se passava na cabeça das pessoas que aderiram ao churrasco, até porque o CQC nem tem lá essa audiência, uns poucou minguados que viram o CQC com certeza nem deram bola para o que ele falou, não sabem onde é e nem o que aconteceu em Auschwitz, pode crer!

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  • 13/05/2011 - 09:22
    Enviado por: Jair Almansur

    Gustavo. Minha solidariedade a você e ao seu sensível texto bem como a todos quantos sofrem do racismo no mundo. Eu gostaria de lembrar a mais grave forma de racismo que é o institucional, aquele que impede pessoas de cursarem universidades, ocuparem cargos públicos, adquirirem imóveis, participarem de eleições, serem rejeitadas em empregos, serem obrigadas a migrar. Nós, os brasileiros podemos nos orgulhar de que não praticamos o racismo institucional, e tmeos leis que punitivas do racismo, embora aqui as pessoas de pele negra sejam as grandes vítimas.

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    • 13/05/2011 - 09:55
      Enviado por: José Antonio

      Jair, estas restrições que vc. cita não são impostas aos árabes israelenses, em Israel eles podem fazer tudo isso que vc. falou. Os outros, os dos territórios em disputa realmente não podem fazer nada disso. Sabe por que? Lá não é Israel.

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    • 13/05/2011 - 11:34
      Enviado por: Youssef S

      Pois é Zé…Lá não é I, mas I está lá.

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    • 13/05/2011 - 11:42
      Enviado por: alexandre

      Caro Jair. Indo mais longe, eu concordo. Acho 1 absurdo que filhos de palestinos nascidos e criados no Libano nao tenham quaisquer direito de cidadania, acho absurdo tambem o fato de vc ter que ser cristao para ser presidente em nossa vizinha argentina, acho 1 absudo total oque fazem com as minorias islamicas tanto na China quanto na Russia com dezenas de milhares de mortes e prisoes, acho ainda mais absurdo quando supostos defensores dos direitos humanos esquecem tudo isso e se concentram num unico pais, e isso vale tb pra ONU que tem 2 comissariados pra refugiados, 1 geral e 1 pros palestinos apenas, eles com certeza merecem atencao, mas os iraquianos, sirios, curdos, chechenos, os africanos que chegam aos milhares em lampeduza fugindo de guerras, fome e genocideos, etc me parecem valer tanto quanto os palestinos, sao todos seres humanos e merecem o mesmo respeito, dignidade e suporte.

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  • 13/05/2011 - 09:31
    Enviado por: Palmeirense

    Gustavo,
    E o racismo contra os próprios brasileiro? Islamofobia não pode, antissemitismo não pode, mas falar mal dos próprios brasileiros pode? É uma vergonha. Espero que surja um político aqui com projeto de lei para cassar a cidadania ou então dar um “susto” nos racistas contra os próprios brasileiros. Isso não pode ser tolerado.
    E acho que vc deve ter ouvido também ofensas contra outros grupos humanos. È muito mais comum ouvir frases racistas contra nordestinos do que antissemitas ou islamofóbicas. Eu não mando ninugém pra cadeia porque acho exagero, mas taco na cara muitas coisas, e aquela idéia que eu falei ontem falei sério: espero que também surja a idéia no congresso de o Brasil assinar um convênio nos EUA pra mandar esses maus brasileiros passarem uma longa temporada num antro de maconha e violência lá nos EUA. E ainda falar pros donos da boca judiarem dos caras sem dó. Aí quem sabe essas pessoas aprendam e possam ser dignas da cidadania brasileira.

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    • 13/05/2011 - 09:38
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Palmeirense, também acho grave o preconceito contra os nordestinos, como vimos em um jogo do Flamengo nesta semana. Falei do anti-semitismo porque o blog trata de assuntos de Oriente Médio. Também já falei diversas vezes da islamofobia e da perseguição a cristãos no mundo árabe a bah’ais no Irã

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  • 13/05/2011 - 09:40
    Enviado por: Sérgio Augusto da Rocha Loures

    Caro Gustavo.
    Acompanho seu blog há algum tempo.
    Seus artigos são ótimos.Os comentários,advindo deles, nem tanto.
    O de hoje está magnífico.Nascido em uma cidade do interior do
    Paraná,tive uma infância e parte da juventude,em convívio com judeus,
    árabes,negros,brancos,amarelos(japoneses),mestiços,e,oriundos de
    vários estados,principalmente ,São Paulo ,Minas Gerais e estados
    nordestinos.Quando havia diferenças ,se havia, entre nós,era de caráter
    e,ou, de princípios,nunca de origem ou cor.
    Como e porquê chegamos à isso?
    A que tipo de personalidades interessa?
    Hoje,com 62 anos, não sei a resposta.
    Sei que é muito triste.

    Um abraço.
    Sérgio.

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  • 13/05/2011 - 09:46
    Enviado por: Zarolho

    Gustavo

    Muito bom este seu “ato de contrição”. Mas há um certo elitismo nesse debate. Por que o anti-semitismo tem se manifestado mais em pessoas de formação acadêmica e de nível social mais elevado? Veja bem, Higienópolis é um dos bairros mais burgueses de São Paulo. O negro, por exemplo, tem sido muito mais discriminado em todo o mundo que o judeu e não há todo esse aparato para defende-lo . No Brasil, ele vem sendo objeto de chacota e discriminação desde há séculos. A diferença é que isso acontece mais nas classes proletárias, entre o zé povinho. Também aqui no sul/sudeste temos claras manifestações racistas contra os nordestinos.Então, você acha que as pessoas defendem os palestinos, não pelo drama que vivem mas como mero pretexto para atacar o judeu? Miguel Reale, que de anti-semita não tinha nada, disse que pior que o anti-semitismo é o anti-capitalismo judaico. Numa alusão ao movimento integralista, do qual ele foi um dos expoentes. Isto, pouco antes de morrer. O que, por por consequência, poderia derivar para a questão étnica. Não seria este também um fator que inspira burguesia anti-semita, em especial a européia, mais apegada ao vil metal? Sartre, por outro lado, definia o anti-semitismo sob a ótica do Existencialismo, inspirado nos escritos de Camus e do filósofo alemão Heideger. Este, um dos destaque do compêndio ideológico do nazismo. Apesar de tudo, não vejo como não me indignar com o episódio de Higienópolis. O que, a propósito, podemos observar num outro episódio que tive o desprazer de presenciar, quando vi, no Programa do Jô, um humorista fazendo piada dos japoneses utilizando como enredo o tissunami, tragédia que se abate sobre o Japão, não menos chocante que o Holocausto.

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    • 13/05/2011 - 09:52
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Zarolho, sem dúvida é lamentável o preconceito contra negros. Falei do anti-semitismo como já falei da islamofobia e da perseguição a cristãos e bah’ai por serem mais ligados ao Oriente Médio. Aliás, também já abordei o racismo contra negros na região. E lamentável a piada do tsunami

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    • 13/05/2011 - 11:40
      Enviado por: MarioS

      “.Então, você acha que as pessoas defendem os palestinos, não pelo drama que vivem mas como mero pretexto para atacar o judeu?”
      Algumas com certeza Zarolho. Basta ver o quanto se comovem com qualquer coisa que aconteça com os palestinos e com outros povos.

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    • 13/05/2011 - 13:12
      Enviado por: José FARHAT

      Zarolho
      Eu sou um daqueles que “defendem os palestinos, não pelo drama que vivem” e não para atacar judeus. Não ataco judeu, como não ataco cristãos ou muçulmanos, só por seguirem uma determinada religião. Ataco isto sim, os sionistas que vieram de outros lugares, ocuparam as terras dos palestinos à força e mataram aqueles que não fugiram e aqueles que foram banidos estão “sem lenço nem documento” num sofrimento que um dia terminará. Os palestinos têm mais probabilidade de voltar do desterro que os sionistas de manter a terra que ocupam criminosa e ilegalmente.
      Faz parte de minha Fé é que aqueles que cometeram crimes nesta terra começarão a pagar aqui mesmo, sem aguardar pelo dia do juízo final.

      MarioS
      Minha comoção para com os palestinos é apenas um pouco mais acentuada que aquela causada pelas vítimas do nazismo por uma razão muito simples: uma gotinha do limão venenoso que causou o sofrimento palestino atingiu diretamente o meu olho e não há colírio que possa curar.

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    • 13/05/2011 - 15:36
      Enviado por: GabrielL

      José Farhat,

      E se eu lhe contar que o Mufti de Jerusalém (Hajj Amin al-Husseini) foi responsável direto pelo envio e morte de cerca de 20 mil judeus sérvios e bósnios para Auchwitz? Líderes religiosos muçulmanos de todo o mundo árabe negam o Holocausto e prometem um novo Holocausto judeu diariamente (só olhar no Youtube pq tem video disso pra dar e vender, amiguinho), fora a destilação de anti-semitismo de caráter medieval (de caráter não, sem caráter nenhum). Gostaria que refletisse sobre a tua afirmação com duas perguntas: Ameniza a tua dor? Te tranquiliza a morte de judeus no Holocausto com envolvimento árabe-palestino? Gostaria que vc respondesse isso, pq o post de hoje tá bom para isso.

      Shabat Shalom

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    • 13/05/2011 - 18:10
      Enviado por: José FARHAT

      GabrielL

      Não costumo responder a incógnitas, mas abro uma exceção.

      Não precisa se dar ao trabalho de me contar que o Hajj Amin al-Husseini foi responsável por crime algum. Para mim, o simples fato de ele se aliar a Adolf Hitler já é o suficiente. Àquela altura eu lutava para fazer entender a missão dos Aliados, no Líbano onde eu morava (por não ter conseguido voltar para o Brasil devido à Guerra) contra aqueles que não confiavam em Grã Bretanha, França, Estados Unidos, por terem sido traídos por estes na I Guerra Mundial.

      Não sou responsável pelo fato de árabes ou outros negarem o Holocausto e nem tampouco por aqueles que não se convencem que o homem foi à Lua. Quem sabe os negadores do Holocausto o fazem devido àquilo que os sionistas fizeram e ainda continuam fazendo contra os palestinos; não é meu caso e minha história de vida o prova.

      A minha dor só será amenizada quando os sionistas pagarem por seus crimes, tal como Hitler e os seus capangas e aliados pagaram.

      De forma alguma e nunca se pode dizer que eu nego o sacrifício sofrido por judeus sob o nazismo, se me conhecesse, e prefiro que não me conheça, jamais ousaria sugerir tal coisa. A minha dor, como disse acima, tem remédio: quero ver os sionistas pagando por seus crimes e isto nada tem a ver com judeu, cristão ou muçulmano; eu não coloco religião na rua para discussão como faz, tenho respeito pela Fé das pessoas.

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    • 13/05/2011 - 20:37
      Enviado por: GabrielL

      José Farhat,

      E o que vc diria aos judeus q foram expulsos dos países árabes, q foram transformados em apátridas no Egito, q tiveram seus bens confiscados q foram dados aos refugiados palestinos na Síria, e os que foram vítimas de pogroms tb durante a Grande Revolta Árabe de 1936-39 na Palestina Britânica? Não foram crimes cometidos pelos países árabes ou seria do pan-arabismo? A sua visão sobre o movimento sionista é preconceituosa, pois seria como se eu dissesse que o nacionalismo árabe é anti-semita e criminoso. E ao contrário, o pan-arabismo não é anti-semita e tampouco criminoso, pois é apenas um sentimento nacional como o sionismo tb o é. Pq os judeus não podem ter pátria? Então consequentemente o senhor não pode dizer q o sionismo é racista ou q persegue palestinos. O Gustavo cansou de escrever e reescrever q não há genocídio palestino por Israel, embora eu concorde q realmente tenham ocorrido excessos por partes de grupos sionistas (Irgun e Stern) nos anos 40, como TAMBÉM houveram por parte de grupos árabes-palestinos naqueles tempos e até hj. Ter olhar equilibrado de um conflito não significa apenas olhar um lado, pq uma balança tem dois. Não existem coitadinhos, santos ou demônios. Para quem acredita q na análise dos lados do Oriente Médio é como novela com mocinho e vilão só posso dar três explicações: ou é muita ingenuidade, ou falta de informação ou má fé para destilar preconceito.

      Shabat Shalom e um bom fim de semana.

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  • 13/05/2011 - 09:51
    Enviado por: bobpulga

    Gustavo ,
    Gostaria de te agradecer muito pelo post !
    Nào faço a minima idéia quem seja Rafinha !
    Mas conheço bem anti-semitismo em todas as suas formas !

    ,

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  • 13/05/2011 - 10:04
    Enviado por: eu

    Um fato curioso Gustavo.O metro de Salvador deve ter mais de 10 anos em construcao.Uma obra nunca acabada.De 6 km.E muito disperdicio.
    Enquanto isso,uma estacao em Sao Paulo causa esta polemica.
    Causar polemica que envolva judeus,vende noticia.Movimenta a midia.E os que sofrem o descaso do governo e as mazelas sociais associam isso a judeus,americanos e capitalismo.E mais facil assim do que cobrar de quem de direito as responsabilidades.

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    • 13/05/2011 - 10:54
      Enviado por: Gustavo Chacra

      eu, infelizmente, muitas pessoas culpam realmente os EUA ou os judeus quando o problema está na frente deles, em seus próprios governos

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    • 13/05/2011 - 11:42
      Enviado por: MarioS

      “E os que sofrem o descaso do governo e as mazelas sociais associam isso a judeus,americanos e capitalismo.E mais facil assim do que cobrar de quem de direito as responsabilidades.”

      O dia que mais gente enxergar isso, a maioria dos nossos problemas estará resolvido.
      Somos escorchados, todos os dias, por brasileiros (tudo bem Palmeirense?), mas a culpa é dos americanos.

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    • 13/05/2011 - 12:57
      Enviado por: Palmeirense

      MarioS,
      O dia que vc for racista, estaremos na 3ª guerra mundial. Fique tranquilo, nunca me dirigi a vc quando desse repúdio ao racismo com os próprios brasileiros. Aliás, acho que nenhuma das pessoas a que referi são judeus. Mas merecem um bom tempo morando no Downtown Atlanta. Eu adoro Atlanta, amei conhecer aquela cidade (e seus prédios iluminados de noite), mas vamos admitir que o Downtown a noite não é nada agradável. Seria um bom começo pra aquelas pessoas.
      Ah, dizem que brasileiro é mal educado. Falta de educação existe em países que esses racistas acham que não existe. Vão viver na França pra ver o que é educação e simpatia. Experimenta o metrô de Roma para ver a simpatia. Falta de educação no transito eu já enfrentei em váriosl lugares: nos EUA, uma mulher me xingou pq eu NÃO fechei um cruzamento, na International Drive (Orlando). E aí, vou sair por aí falando mal de Orlando? De jeito nenhum, é um lugar super bacana. Mas a mulher me xingou, fiquei até com medo dela sair do carro e me bater tamanha a raiva dela. Em NJ tb enfrentei mtas caras feias nos postos de gasolina. Ah, nada disso escrevi pra vc. Quem deveria ler são esses que eu me referi.

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    • 13/05/2011 - 13:01
      Enviado por: Marcio

      “eu, infelizmente, muitas pessoas culpam realmente os EUA ou os judeus quando o problema está na frente deles, em seus próprios governos”

      Foi o que sempre falie!

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  • 13/05/2011 - 10:06
    Enviado por: Fabio de Israel

    GUSTAVO,EXCELENTE TEXTO,porisso escrevi em letras maiusculas.
    Talvez agora voce entende porque eu estou presente aqui no Blog.

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    • 13/05/2011 - 10:54
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Fabio, obrigado pelo elogio ao blog

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    • 13/05/2011 - 21:45
      Enviado por: Alceste Pinheiro

      Fábio,
      Esperamos que a partir de agora, com esse texto tão contundente do Chacra, por você justamente elogiado, estejamos livres de ler suas manifestações de racismo contra negros e árabes.
      Qualquer forma de racismo é hedionda, seja contra judeus, negros, árabes…

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  • 13/05/2011 - 10:07
    Enviado por: NKS

    Gustavo, o seu blog é muito bom, eu escreví que não faria mais comentários redundantes sobre religião, etnias, preconceitos, racismos…, mas veja que interessante estas “pérolas” do Arquiteto Oscar Niemeyer (102 anos de idade):
    “São Paulo mostrou ao Brasil como se urbanizar com inteligência: basta fazer o contrário do que aconteceu lá”.
    “Projetar Brasília para os políticos que vocês colocaram lá foi como criar um lindo vaso de flôres para vocês usarem como pinico”.
    “Brasília nunca deveria ter sido projetada em forma de avião. O de camburão seria mais adequado. Na verdade quem projetou Brasília foi Lúcio Costa. Eu fiz uns prédios e avisei que aquela merda não ia dar certo. Sim, ela é aquele avião que não decola nunca. Segundo a NASA, Brasília é inconfundível vista do espaço”.
    “Caro Sarney, ser imortal na Academia Brasileira de Letras é mole. Quero ver é tentar ser aqui fora!”.

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    • 13/05/2011 - 11:11
      Enviado por: Fabio de Israel

      Quero deixar aqui uma lembranca:
      Lembram do programa da Jovem Pan feito pelo Tutinha
      que se intitulava ALO CASTRO (Holocausto)
      Foi algo tenebroso e de uma ideia muito infeliz.
      As piadas vinham com forno de pizza e outras bobagens mais.
      E tinha ate patrocinadores.Os autores davam risada ,pois o programa
      era ao vivo,com coisas arrepiantes.Tudo isso porque ninguem da familia
      deles passou por isso.Inacreditavel

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    • 13/05/2011 - 11:44
      Enviado por: MarioS

      Outro “comunista dos Jardins” Gustavo: Oscar Niemeyer

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    • 13/05/2011 - 16:21
      Enviado por: f. amaral

      MarioS: não se fie pelas frases ditas acima, têm sido publicadas através do Twitter, atribuídas ao centenário arquiteto, mas não criadas por ele – as ironias sobre SP e, principalmente sobre Brasília, não pertencem à personalidade do cara.
      é preciso sempre ficar ligado que em twitter e facebook há a possibilidade de se falsear personalidades.

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    • 13/05/2011 - 16:54
      Enviado por: Rodolfo

      Lúcio Costa, não satisfeito em construir Brasília, acabou com a Zona Oeste do Rio, projetando a Barra.

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    • 14/05/2011 - 11:15
      Enviado por: marco dana

      PIADA OTIMA ,E NÃO OFENDEU NINGUEM

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  • 13/05/2011 - 10:07
    Enviado por: João Coscelli

    Guga,
    A questão é que muita gente associa os judeus diretamente a Israel, e não concorda com os métodos e políticas israelenses sobre os palestinos. Logo, associa o judaísmo à dominação, violência, e daí surge o ódio a um grupo imenso a partir de uma perspectiva absolutamente raza e estreita.
    Já vi muita gente falando mal de judeus e citando unicamente o tratamento israelense com os palestinos, generalizando.
    Mas o caso do Danilo Gentili (absolutamente repudiável), acredito ter sido uma piada de mal gosto mesmo. Mas ele deve ter recebido uma bela bronca do pessoal da Band, já que apagou o tweet e ainda pediu desculpas. Chegou a hora dos chefes desse pessoal colocar algumas regras.

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    • 13/05/2011 - 10:53
      Enviado por: Gustavo Chacra

      João, perfeito o seu comentário. Vale lembrar aos leitores que o João edita, com o Gabriel, a parte de Inter do portal do Estadão

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    • 13/05/2011 - 11:29
      Enviado por: alexandre

      Caro Joao

      Seu comentario faz sentido, mas faria muito mais se as mesmas pessoas que defendem os palestinos defendessem os sirios, os iemenitas, os curdos, os chechenos e assim por diante. Achei perfeita a colocacao de que muita gente eh contra Israel so por ser anti-semita, eh esta a impressao que uma consideravel parte dos que aqui postam passa. Certamentente nao sao todos, mas a sensasao eh de que eh a maioria. Prova disso foi a provocacao de 1 outro blogueiro do estadao fez dizendo que havera 1 flotilha da paz pra siria, ja que a situacao la nao eh melhor que em Gaza, mas isso jamais ocorrera, ou vc ve a Turquia patrocinando essa flotilha.
      Como bem disse Sartre “Se o judeu não existisse, o anti-semita o inventaria”. O anti-semitismo eh o preconceito em seu mais puro estado. Um judeu pode ser branco, preto, com cara de chines ou indiano, rico ou pobre, gordo ou magro, se vestindo de jeans ou sobretudo preto. Nao ha como realmente diferenciar um judeu de um nao judeu, ate os mais ortodoxos poderiam ser confundidos com mormons ou outras designacoes cristas que se vestem de forma similar. Mas o judeu sempre foi o diferente sem nunca ter sido. Por isso desde sempre foram perseguidos, mortos e expulsos. Na Venezuela nos ultimos anos, nos paises arabes nas ultmas decadas, na Europa desde a inquisicao passando pelos cosacos, pelos tzares e pelos bolcheviques.
      Ser judeu eh conviver diariamente com o preconceito, direto ou mau disfarcado. Voce se acostuma com isso mas nunca entende, ate pq nao faz sentido.

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    • 13/05/2011 - 15:34
      Enviado por: C.C.J

      Caro, João,

      Acredito que o fato de hoje em dia existir anti-semitismo em grande número se deve a três situações:

      1. A herança europeia passando por várias fases até chegar no seu auge (Hitler). É uma necessidade de se sentir superior que muitos são preconceituosos. E como os judeus possuem a imagem de poderosos (não sou judeu), sentir superior a esses os trás um orgulho ainda maior. Mas são os mesmos que tratam deficientes de forma inferior como gays, negros e entre outros.

      2. Outro caso é que o mundo foi dividido em dois. Capitalistas e comunistas. Os que apostavam no comunismo sempre odiarão o que os EUA reprensetavam como ideologia polítca, mas como o comunismo desabou, e depois de ficar evidente as atrocidades que eles causaram, hoje em dia não é mais bonito falar de comunismo, mas ser anti-americano ainda soa como rebelde e tem certo romantismo de “pensar diferente”. Esses pegaram a Palestina como causa, não possuem conhecimento nenhum do que acontece no OM, mas para xingar os EUA, aproveitam e atacam Israel e judeus.

      3. Os radicais religiosos sempre culparam os judeus. Como tbm sempre tentavam destruir o judaísmo para imperar a nova religião (cristianismo), hoje, esses radicais, que estão na verdade agredindo o Islã, uma religião pacífica em seus principios, formentam, para manterem seus poderes e ocultar suas mazelas, ódio a Israel e aos judeus.

      Veja como o ganância pelo poder, fanatismo religiosos e ideológico e necessidade de superioridade causam nossas maiores desgraças.

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    • 13/05/2011 - 16:34
      Enviado por: f. amaral

      com certeza foi de mau gosto.

      penso que é só muito cômoda a situação toda: publicar num meio de grande alcance, utilizado por maioria de gente jovem, causar o transtorno que causou e retirar o que disse (seja piada ou opinião). o puxão de orelha não nos diz respeito.

      aconteceu o mesmo há pouco tempo no episódio de um piloto profissional de competição que postou um video de si mesmo a quase 300 km/h, sobre uma moto, numa rodovia estadual de SP. foi denunciado, retirou a postagem e se desculpou publicamente.

      há que se tocarem da necessidade de mais sensatez no uso dos meios, pra dizer o mínimo.

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  • 13/05/2011 - 10:08
    Enviado por: Catarina

    Chacra, parabéns . Além de esclarecer a situaçâo do preconceito äs raças , você se desculpa com os judeus, que no final foram responsabilizados pela opiniâo “diferenciada” de poucas madames higiências que vivem noutra realidade.

    Eu só espero que este bafafa todo resulte em um debate propositivo para o mais eficiente meio de transporte dos grandes centros urbanos, o metrô, do qual o Brasil está muito aquém em quilômetros construídos. Falar em qualidade de vida, é também pensar em deixar o carro na garagem, nâo ficar horas a fio no congestionamento cheirando fumaça e se estressando com os barulhos e a lentidâo do trânsito. É chegar antes em casa, no horário nos compromissos.
    Pelas opiniôes no post anterior, conclui-se sim que SâO Paulo precisa de muito mais linhas , em bairros de trabalhadores, para nâo depender de 1 ou 2 ônibus para chegar ao metrô, e entâo afluir para o centro.
    Logo, povo, mâo a obra, abaixo assinados JÁ, o CQC fica responsável em divulgar.

    Aliás, as piadas sobre a desgraça alheia é muito sem criatividade.

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  • 13/05/2011 - 10:12
    Enviado por: Zarif

    Guga o Danillo, nem foi assim tão anti semita mesmo pq os judeus estão acostumados as piadas assim como as loiras, os carecas, os turcos…O problema foi a repercussão na internet e o que parece é que o ódio aos Judeus aqui é porque eles são Ricos. O que é pior ainda. Toda essa histeria coletiva foi fruto da ignorancia, gente que não conhece nem a cidade e nem Higienópolis. Ora um metro no Pacaembu ficaria muito próximo da Angelica e mais próximo da Puc. um metro na rua Sergipe com a Bahia ficaria mais proximo da Faap. A Av.Angélica já tem metro nas duas pontas e uma extensão de menos de 2 km! Além do metro mackenzie que se situa ha 300 metros do meio dela! Ninguém ali, rico ou pobre fica sem transporte. O fato é que incitar o ódio contra ricos, judeus contra o patrimonio público, incitar o vandalismo, e fazer um protesto em uma região que não comporta grandes multidões, só de sacanagem, com essa intenção é fruto da mais ridícula ignorância. A vida não é assim, os moradores tem TODO o direito de solicitar uma revisão de local, por vias legais, SIM, e se podem provar q outro lugar é mais viável que assim seja. Se fosse em Sapopemba os moradores teriam os mesmos direitos. Creio que precisamos refletir sobre periferias e prioridades em primeiro lugar, e não deixar “paixoes” anti elitistas dominarem nossas mentes.

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    • 13/05/2011 - 10:52
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Zarif, bons argumentos sobre o metrô. Mas a piada dele foi extremo mau gosto e ninguém que perdeu parentes em campos de concentração se acostuma a esta forma de agressão. Eu, honestamente, me irrito quando falam que libaneses (ou árabes, turcos, como quiserem) sejam bandidos ou terroristas. É algo que me afeta porque lembro dos meus avós, do meu pai, dos meus tios. Levando em conta que eles não foram vítimas de nada. Imagine um judeu que perdeu os parentes no Holocausto como não ficaria?

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    • 13/05/2011 - 11:23
      Enviado por: Fabio de Israel

      Zarif,nao estamos acostumados NAO.
      A Ultima vez que um VELHO tomou um trem foi quando foi para AUSCHWITZ.
      Um cara desses tem que apanhar muito,muito mesmo.Nunca mais ele vai
      repetir isto.Este cara que se cuide e muito.
      E voce diz que nos estamos acostumados? Voce pensa igual?

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    • 13/05/2011 - 11:52
      Enviado por: MarioS

      “Eu, honestamente, me irrito quando falam que libaneses (ou árabes, turcos, como quiserem) sejam bandidos ou terroristas. É algo que me afeta porque lembro dos meus avós, do meu pai, dos meus tios. Levando em conta que eles não foram vítimas de nada. Imagine um judeu que perdeu os parentes no Holocausto como não ficaria?”

      Mais uma vez parabéns Gustavo! Quem como nós descende de imigrantes, ou seja, praticamente todo mundo aqui em SP, sabe o que eles fizeram, pelo que passaram, enfim, seu valor.

      Para os que criticam a “injustiça social”, que nunca entendi o que significa sugiro ler sobre a epopéia destes gigantes, com o que aqui chegaram e o que construiram, sem cotas nem bolsas.

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  • 13/05/2011 - 10:16
    Enviado por: Tiopi

    Bom dia Gustavo, vc não será candidato a vereador não, né?…rsrsr, brincadeira…
    …ótimo post e parabéns por todo seu trabalho realizado a cada dia.

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  • 13/05/2011 - 10:20
    Enviado por: Fabio de Israel

    O que e muito interessante do que voce diz no texto e alguns aqui ja sairam
    para uma explicacao furada sobre PIADAS. Piada tem hora e nao tem problema
    dependendo a situacao,mas ha casos como este onde a piada deixa de ser engracada e vira um pensamento Nazista,e ai sim onde mora o perigo.
    Pois os antisemitas se aproveitam destas situacoes para provocar.
    Quando voce escreve la em cima,porque sou descendente Arabe,e estes
    pegam no teu pe exatamente porque nos querem ver mortos.Inclusive alguns
    que voce os defende.Voce sabe muito bem de quem estou falando.

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    • 13/05/2011 - 10:49
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Fabio, não defendo ninguém. E, das piadas (se é que podem ser classificadas assim), concordo comvocê. Viram um pensamento nazista

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  • 13/05/2011 - 10:25
    Enviado por: NKS

    Jair Almansur, aqui na América Latina, de colonização espanhola, os Judeus sofreram os horrores institucionais da inquisição católica medieval, no México (perseguição a família do judeu Carbajal) e também no Peru.

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    • 13/05/2011 - 18:53
      Enviado por: Jair Almansur

      Caro NKS. É verdade ao tempo em que nosso pais era ‘colonia europeia’ a escravidão e o racismo e o genocídio pairavam à solta (as vítimas: índios, negros, judeus, mouros, marranos mulheres, trabalhadores braçais etc.) Graças a nós mesmos, ao atribuirmos um voto a cada pessoa estamos superando essa chaga. Existe muito racismo no Brasil ainda, mas pelo menos temos leis que o criminalizam. Assim por exemplo se algum líder fizer uma declaração pública para que não sejam vendidos ou alugados imóveis a negros (ou qualquer outra etnia) esse dito cujo vai pra cadeia solenemente, com todo o meu apoio.

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  • 13/05/2011 - 10:29
    Enviado por: Youssef S

    Parabéns Guga pelo texto de hoje, reconhecer que errou é um belo sinal de humildade.

    Li seu texto ontem e percebi que viria problemas, tanto que nem li os comentaríos.
    Pois sabia que iria aflorar os preconceitos e já estou de SC dessa conversa, não precisamos disso.

    Certo estava Caeano, iluminado sentiu o que é mais importante:
    “Por que forjar desprezo pelo vivos e fomentar desejos reativos”

    Colocar etnicidade em um problema urbano é de mau caratismo nojento.

    Saibamos, nós latino-americanos, deixar o anti-semitismo, islamofobia e outras desgraças européias, longe de nós. Que o oceano, que durante tanto tempo nos protegeu, (agora nada está a salvo da contaminação tanto boa quanto ruim, nem a lingua é barreira mais) sirva de inpiração pra nossa idiosincrasia.

    Eu, que não creio ( pelo menos acho), insto aos cultores das diversas crenças, que nosso judaísmo nosso islamismo, espiritismo, catolicismo, etc.. e mesmo nosso ateísmo, nosso agnosticismo, etc…tenha sempre o tempero latino americano de tolerância ao diferente e convivência harmônica, o que fez por estas terras algo tao diferente.
    Que árabes e baianos, judeus e corintianos convivam bem, neste mesmo condominio chamado Brasil.
    Que nossa democracia dê sinais de maturidade respondendo a uma questão de transporte urbano de forma técnica e republicana.

    Abraços a todos!

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    • 13/05/2011 - 10:47
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Youssef, obrigado pelo elogio ao texto

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    • 13/05/2011 - 11:15
      Enviado por: Marcelo Silber

      Caro Youssef S
      De todos os comentários deste oportuno, correto e muito bem escrito Post do Chacra (que ganha minha admiração como ser humano e jornalista cada dia que passa) o comentário de que mais gostei foi o seu.
      Que possamos nos encontrar um dia para comer um belo Kibe Cru (árabe) acompanhado de um Guefilte fish (judaico), claro, acompanhado por uma bela cerveja brasileira.
      Salam aleikem e Shalom para você e sua familia
      Abraços de um corinthiano!!

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    • 13/05/2011 - 11:54
      Enviado por: MarioS

      Amén Youssef S!

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    • 13/05/2011 - 12:01
      Enviado por: Youssef S

      Caro Marcelo,
      Grato pelo convite e pelas palavras. Moro em Minas mas sempre vou a SP. Um dia comemoraremos nossas “diferenças”, já que sou são-paulino (aliás vc tem o mesmo “defeito” de minha esposa e dos meus filhos).

      Abraços a vc e sua familia.

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    • 13/05/2011 - 16:55
      Enviado por: f. amaral

      youssef, parabéns pelo seu comment. adorável de se ler da primeira à última frase.
      obrigado a você, e ao gustavo por publicar.

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  • 13/05/2011 - 10:29
    Enviado por: NKS

    O Rafinha Bastos, humorista do CQC da Band, tem origem judaica?

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    • 13/05/2011 - 10:47
      Enviado por: Gustavo Chacra

      NKS, não sei. A piada foi do Danilo Gentili. O Rafinha Bastos fez uma piada de mau gosto dos órfãos e fez apologia do estupro no Twitter

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    • 13/05/2011 - 10:58
      Enviado por: Tiopi

      Nks, o Rafinha é judeu sim.

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    • 13/05/2011 - 11:11
      Enviado por: Cnick

      NKS,

      Sim, ele é judeu aqui de Porto Alegre, eu joguei basquete com ele na época da colégio, na verdade jogava contra ele. Toda a família se não me engano é judia, mas faz tempo que ele saiu daqui e foi para SP.

      Sds,

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  • 13/05/2011 - 10:32
    Enviado por: Youssef S

    Guga,
    Esclareço que quando disse “Colocar etnicidade em um problema urbano é de mau caratismo nojento”, não me referi a você, e sim aos comentários que, pelo visto, surgiram.
    Sds.

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  • 13/05/2011 - 10:34
    Enviado por: GUSTAVO CHACRA: O metrô de Higienópolis e o perigo do antissemitismo « Radar Global

    [...] Leia no blog de Gustavo Chacra, correspondente em Nova York [...]

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  • 13/05/2011 - 10:35
    Enviado por: eduardo viella

    por que esses moradores de higienopolis nao vao embora pra israel entao?>
    eles nao querem o metro?? por que?
    q se danem a populaçao, ora bolas
    piada de mau gosto do rapaz la, mas na maioria das vezes os proprios judeus sao os responsaveis por esses deslizes
    aqui e brasil, e eles cansam de falar mal , entao deixem o brasil pros brasileiros e vao comprar coberturas em israel ou onde quiserem
    se for por falta de adeus, ja vao tarde

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    • 13/05/2011 - 10:46
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Eduardo, você leu o que escreveu? Afirmar que estes “moradores não vão embora pra Israel” e “os próprios judeus são os responsáveis por esses deslizes” pode eser classificado como anti-semitismo. Publiquei apenas para os leitores terem uma ideia de como são alguns comentários

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    • 13/05/2011 - 10:58
      Enviado por: david

      o que os judeus e israel tem haver com isso???
      Por acaso foi alguma instituicao judaica que pediu que nao tenha metro?
      Foi uma associaçao de bairro que pediu! me diga oq os judeus tem haver com isso!

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    • 13/05/2011 - 11:14
      Enviado por: Fabio de Israel

      eduardo viella,adorei o seu comentario.
      Pois mostra bem o seu carater,ou algum problema seu interno,voce deve ser
      um cara que nos odeia,pois somos pessoas de um outro nivel e nao nos resta
      a lamentar uma atitude como a sua.Mas e assim,o que fazer,O pior e ter seu
      comentario publicado.

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    • 13/05/2011 - 11:24
      Enviado por: David

      Lamentável que ainda existe esse tipo de gente em pleno século XXI. “entao deixem o brasil pros brasileiros” E eles não são brasileiros?!

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    • 13/05/2011 - 11:31
      Enviado por: Samarkand

      Gustavo:

      Belo texto; pegou o gancho do “anti-higienopolismo” (rsrs) e abriu o leque mostrando as outras facetas da intolerância e chamando atenção para certas máscaras.

      Legal mesmo, e não há como criticar este post seu, altos elogios aliás por conseguir falar tanta coisa em tão pouco espaço.

      Quanto ao comentarista Eduardo, se vc não gosta de Judeus, tem toda a liberdade de se mudar para aonde não os haja. Não se esqueça que o Sr. também é descendente de imigrantes.

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    • 13/05/2011 - 11:56
      Enviado por: MarioS

      “por que esses moradores de higienopolis nao vao embora pra israel entao?”
      E porque deveriam eduardo, por serem judeus? Neste caso voce deveria viver no esgoto.

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    • 13/05/2011 - 12:53
      Enviado por: jose

      Na época quem não quiz o FHC devia ter ido embora do Brasil quando o Lula perdeu duas vezes,pois se incomodaram muito mais do que os que se incomodaram com o metrô?????
      Quem se incomodou e se incomoda com a perpetuação do PT que comprou todo PMDB e o funcionalismo publico e vai se eternizar por decadas no poder,pois acabou a opozição competitiva e unida no Brasil para quebrar esta eternização,tem que ir embora do Brasil.
      Tem gente que nem esconde o antissemitismo.

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    • 13/05/2011 - 16:27
      Enviado por: MarioS

      “Tem gente que nem esconde o antissemitismo.”
      Prefiro esses Jose.

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    • 13/05/2011 - 18:21
      Enviado por: C.C.J

      Viella,

      sua palavras

      “brasil, e eles cansam de falar mal , entao deixem o brasil pros brasileiros e vao comprar coberturas….”

      E quem são os brasileiros? não seriam os imigrantes portugueses, espanhois, italianos, judeus, árabes, indios, africanos, orientais….?????????????????????

      Falta de conhecimento e bom senso, aliado a preconceito, da nisso.

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    • 13/05/2011 - 18:34
      Enviado por: José Paulo

      Que opinião mais fora de cabimento, cara.
      A cidade de São Paulo é notória pela miscigenação de raças. Quase todo paulistano é descentente de imigrante. E convivemos bem com isso.
      Lamentável esse seu jeito de pensar.
      Racismo é crime.

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  • 13/05/2011 - 10:40
    Enviado por: MarioS

    Dizer o que Gustavo? Brilhante seu texto, obrigado, lavou minha alma! Eu apenas acrescentaria uma palavrinha, em negrito na transcrição abaixo:

    “…enquanto muitos árabes são anti-semitas por serem anti-Israel. O mesmo se aplica a diversos grupos e indivíduos defensores dos palestinos. “

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  • 13/05/2011 - 10:44
    Enviado por: Carol Ferraz

    Sempre acompanho seus textos via facebook. Nunca comentei.
    Mas como morei toda minha adolescencia em Higienopolis (não sou judia) e até hoje frequento o bairro pois meus pais moram lá, queria dizer que, sim, há muitos judeus no bairro, sim eles são fechados mas eu nunca me senti uma intrusa. Tenho muitos amigos no bairro, apesar de muito serem judeus, queria falar da visão dos que não são.
    As pessoas que moram no bairro de Higienopolis sentem-se distanciada do caos da cidade de São Paulo e valorizam intensamente a sensação de cidade de interior, de “vida de bairro” que o bairro proporciona, por ser um bairro que além de possibilitar a vida a pé, mantem a noção de vizinhos, de conhecidos. Muitas vezes criticam minha opção pelo jardins, pois veem o meu bairro como um bairro movimentado onde pessoas de todos os cantos da cidade transitam, onde todos são estranhos uns aos outros.
    Vejo que vem do desejo de preservar essa “vida de bairro” a rejeição a estação do Metro e não de uma postura fechada da comunidade judaica (até porque no jardins vejo muito mais ortodoxos do que em higienopolis).
    Desde seu texto sobre o metro, discuto com meus amigos a necessidade de existir uma estacao na av. angelica, inclusive defendo que uma estacao perto do pacaembu nao substitui a que deveria haver na angelica. Mas nao passou pela minha cabeca que a historia do metro ia cair nos judeus.

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    • 13/05/2011 - 10:59
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Carol, obrigado pelo depoimento e por sempre acompanhar o blog. Participe mais

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    • 13/05/2011 - 12:06
      Enviado por: MarioS

      “há muitos judeus no bairro, sim eles são fechados”
      Carol,
      Vou lhe pedir um favor, dizer em que consiste o tal “fechamento” e o que a levou a pensar assim. Veja bem, não estou negando nem concordando, mas é que já ouvi a mesma coisa de várias pessoas, e queria entender melhor.
      Se me permite apontar, o resto do seu post de certa maneira desmente isso:

      “Tenho muitos amigos no bairro, apesar de muito serem judeus”

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    • 13/05/2011 - 18:54
      Enviado por: José Paulo

      Fechados um pouco em termos de comunidade. (Por exemplo, possuirem escolas quase que estritamente voltadas a judeus). Mas principalmente por razões econômicas (classe média alta para cima).
      Diferente de meus amigos de escola, judeus do Bom Retiro nos anos 70, filhos de pequenos comerciantes,muito mais abertos à convivência com a sociedade em geral por serem de classe média, do tipo daqueles mostrados em “O Ano Em Que Meus Pais Sairam De Férias”.
      Eu respondo porque tenho também amigos judeus que moram em Higienópolis.

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    • 14/05/2011 - 14:46
      Enviado por: MarioS

      Obrigado por responder José Paulo.

      Fechados um pouco em termos de comunidade concordo que são (não me incluo porque entendo que estamos falando dos de Higienópolis), mas todas as comunidades de certa maneira são, quanto mais recentes em maior intensidade. Me parece um fenômeno inevitável e não de todo negativo.

      “principalmente por razões econômicas (classe média alta para cima)”
      Se entendi bem isto se aplicaria a todas as nacionalidades, etnias e origens, certo?
      “meus amigos de escola, judeus do Bom Retiro nos anos 70, filhos de pequenos comerciantes”
      Eu sou um dos judeus do Bom Retiro nos anos 50, 60 e 70, filhos de pequenos comerciantes, e aproveito para, mais uma vez, dizer: aquele bairro tem algo de diferente. De vez em quando vou até lá só para andar pelas ruas e observar judeus (hoje poucos), bolivianos, nordestinos e coreanos circulando e interagindo.

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  • 13/05/2011 - 10:45
    Enviado por: Pituca

    Lúcido, maduro e brilhante, como sempre!!Viva Gustavo Chacra!!!

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  • 13/05/2011 - 10:47
    Enviado por: Ariel

    Gustavo

    Muito bem escrito , você esta de parabéns

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  • 13/05/2011 - 10:48
    Enviado por: rubens werdesheim

    A piada do Danilo Gentili além de fraca e preconceituosa pôs lenha na fogueira com um humor só partilhado pelos antissemitas de plantão .

    Lendo suas “desculpas” , pergunto , como alguém pode tentar trazer alegria lembrando Auschwitz ?

    Pior a emenda do que o soneto .

    Desejo sinceramnet que o Danilo Gentili nunca tenha familiares assassinados pelo simples fato de existirem.

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    • 13/05/2011 - 10:57
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Rubens, acho que fraca é pouco para classificar esta piada. É péssima. Aliás, como Stand Up, ele deveria aprender com judeus como Seinfeld e Larry David. Vou acrescentar esta parte no post

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    • 13/05/2011 - 12:07
      Enviado por: Mateus

      Apenas para lembrar que os judeus nao foram os unicos a serem assassinados.
      Nao vejo ninguem aqui defendendo os ciganos.

      Alem disso, eles nao foram “assassinados pelo simples fato de existirem”. O negocio é dinheiro. Puro e simples. Como em todas as guerras. Ponto.

      Sinceramente não entendo pq o assunto “holocausto” (e esse nome me parece exagerado, ja que na russia as mortes provocadas pela revolucao comunista superaram em numero o massacre judeu) é algo intocável. Nao pode falar, nao pode comentar, nao pode fazer piada. Como se isso fosse “convencer” alguem a virar nazista: “Hehe, gostei dessa piada, acho q vou sair matando todo mundo aqui no Bom Fim” (bairro judaico em Porto Alegre).

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    • 13/05/2011 - 12:19
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Mateus, desculpe, mas já escrevi dos ciganos. Leia aqui http://blogs.estadao.com.br/gustavo-chacra/de-nova-york-a-bucareste-por-que-ignoramos-os-ciganos-que-tambem-foram-vitimas-do-holocausto/

      E acho deprimente qualquer piada que remonte a tragédias. Não acho que devam ser proibidas, mas os humoristas estão sujeitos a críticas como qualquer pessoa

      Tampouco entendo querer relativizar o Holocausto, como você parece querer fazer

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    • 13/05/2011 - 13:21
      Enviado por: MarioS

      Pode falar, pode comentar, mas não DEVE fazer piada. Assim como de nenhuma tragédia.
      Mateus,
      Voce não veria problema nenhuma em piadas sobre o tsunami no Japão? O massacre do Realengo? As bombas em Hiroshima? Eu sim

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  • 13/05/2011 - 10:50
    Enviado por: MarioS

    “Sobre os Jardins, meu bairro, é maldade dizer que seja de comunistas.”
    Gustavo,
    Voce está mesmo por fora de São Paulo! Atualize-se (brincadeira)!
    E olhe que a expressão até que é bem antiga, ou pelo menos o sentido dela. O equivalente dela é uisquerda.

    Refere-se não ao bairro, mas a pessoas como por exemplo a Martaxa, o Lawrence Pih (que anda sumido) e assemelhados. Os comunistas dos Jardins, os uisquerdistas.

    Tanto não tem nada a ver com a geografia que um exemplo é o Chico Buarque.

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  • 13/05/2011 - 10:50
    Enviado por: Andre

    Gustavo.
    Parabéns pelo Blog.Na minha opinião este é mais um exemplo do perigoso salvo-conduto que alguns pseudo-humoristas querem fazer valer.Somos obrigados a assistir estarrecidos esse festival de preconceito e agressividade,sempre acompanhados de pedidos de desculpas pálidos e evidentemente ínfimos diante do estrago que causaram.Uma geração inteira está submetida à isto,vejo por minha filha adolescente que exalta personalidades tão infelizes,como este repulsivo Danilo Gentili.
    Nada é feito,nada acontece e eles vão continuar assim.Celebridades do novo humor que se caracterizam pela mediocridade e irresponsabilidade,impunes e celebrados.
    Lamento que isso gere no máximo um breve turbilhão no twitter.Em qualquer país sério este cidadão estaria na cadeia.
    Onde aliás,seu famigerado humor negro certamente poderia se fartar.
    Lamentável.

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    • 13/05/2011 - 12:09
      Enviado por: MarioS

      “Nada é feito,nada acontece e eles vão continuar assim”
      Com certeza Andre
      “Em qualquer país sério este cidadão estaria na cadeia”
      Assim como estariam donos de cães que assassinam crianças, homicidas, ladrões, corruptos, etc. Para ser sincero, eu seria totalmente contra a prisão dele, tem muita gente na frente.

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  • 13/05/2011 - 11:09
    Enviado por: Gustavo Chacra

    Post foi atualizado com duas novas informações em negrito

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  • 13/05/2011 - 11:10
    Enviado por: David

    Gustavo,
    Indiquei seu texto sobre o metrô em minha página no Facebook.
    Recebi, de amiga judia, comentário desdenhando o povo brasileiro. O preconceito é uma coisa ampla e vem de todas as partes.
    Isso me trouxe surpresa e infelicidade.
    Apaguei tudo.
    Deve ser muito complicado escrever e depois ter que ficar se explicando, porque pessoas resolveram entender de maneira torta.
    Por isso seu trabalho é muito bem vindo.
    Sucesso e muito estômago para suportar os cometários obtusos.

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  • 13/05/2011 - 11:12
    Enviado por: Zarolho

    Gustavo

    Em momento algum questionei os debates no blog, que você conduz com maestria. Questionei isto sim, o caráter elitista do anti-semitismo. Não sei se há uma explicação para isso. Quando, aliás, expus o espírito burguês do anti-semita, que ganha em dados momentos um conteúdo ideológico, quando mencionei Miguel Reale. No caso de outras manifestações “etnofóbicas”, desculpe a expressão, em sua maioria se dá nas classes proletárias.

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  • 13/05/2011 - 11:14
    Enviado por: GabrielL

    Gustavo,

    Excelente post. Sou contra a visão de que td é anti-semitismo e síndrome de perseguição, mas muitos posts de leitores do blog mostram um claro anti-semitismo enrustido em críticas a Israel, especialmente no uso de jargões e na invenção de fatos que não fazem sentido algum apenas para destilar ódio. Eu poderia listar vários leitores que claramente são anti-semitas, e aliás, tive uma discussão ontem num post do blog com uma leitora ontem no post sobre o aniversário de Israel qd ela acusou cinicamente a negação do Holocausto pelo Ahmadinejad de “manipulação judaica”. A diferença acho do anti-semitismo para outros preconceitos é que ele se baseia muitas vezes em pessoas com grau de instrução (o que tem de professores abertamente anti-semitas na USP, onde estudo, não tá no gibi), e sempre encontra um elo comum entre posições de direita e esquerda.
    Por fim, as pessoas precisam aprender que ser favorável aos palestinos não implica na necessidade de odiar os judeus. Sou brasileiro, sionista e judeu com muito orgulho, sou a favor da criação do estado palestino lado a lado com Israel e acho que esse tipo de preconceito só se resolve com a divulgação da informação e verdade histórica para não dar margem a tais acontecimentos desagradáveis. Quanto ao Danilo Gentili, deveria realmente ter aulas com os humoristas judeus de stand-up porque se demonstra ser um péssimo comediante…

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    • 13/05/2011 - 11:28
      Enviado por: Gustavo Chacra

      GabrieL, este é exatamente meu ponto. Islamofóbicos costumam ser ignorantes. Anti-semitas, muitas vezes, são professores universitários

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    • 13/05/2011 - 11:50
      Enviado por: Otavio

      GabrieL

      Perfeito seu comentário. O que não é de se estranhar.

      Dá prazer ler teuscomentários.

      Shalom
      As-Salāmu `Alaykum

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    • 13/05/2011 - 11:51
      Enviado por: Youssef S

      Excelente como sempre, Gabriel

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    • 13/05/2011 - 12:16
      Enviado por: eduardo issa

      gabriel, parabens, brilhante comentario
      mudando de assunto amigao
      estou curtindo IDAN RAICHEL PROJECT, por tua indicaçao
      muito legal amigao, inclusive minha irma ja conhecia
      MI MA AMAKIM , e boa demais nao e?
      abs

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    • 13/05/2011 - 12:25
      Enviado por: GabrielL

      Eduardo,

      O Idan Raichel é excelente! Tenho todos os álbuns do projeto. Músicas como Mimaamakim são incríveis e as letras das músicas do Idan são muito legais. Uma pena eu poder ter ido no show dele em São Paulo em 2009, mas espero que ele possa retorna ao Brasil em breve. Aliás, recomendo a todos que ouçam, para conhecer o “caldeirão cultural” que Israel é.

      Um abraço

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    • 13/05/2011 - 12:26
      Enviado por: GabrielL

      Me corrijo. Não pude ir no show do Idan Raichel em 2009, em São Paulo.

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  • 13/05/2011 - 11:19
    Enviado por: david

    Chacra, texto magnifico! com certeza um dos melhores que ja li!

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  • 13/05/2011 - 11:22
    Enviado por: Palmeirense

    Outra coisa: o CQC é muito ruim de piadas. È tão ruim que precisa baixar o nível e na maioria das vezes apelar para sexo para ser engraçado. Nós precisamos aprender a boicotar o que não presta. Eu já parei de assistir faz tempo. O pior é ainda ouvir “o programa da família brasileira”. Que absurdo. Felizmente fui poupado de ouvir essas duas piadas, a antissemita e a do dia das mães.

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  • 13/05/2011 - 11:28
    Enviado por: Paulo

    .
    O problema do preconceito é que no geral só achamos preconceito quando a coisa se volta contra nós, alguns posts acima alguém defende os judeus, diz que contra argentino vale tudo e fala de “humor negro” como sinônimo de humor de mal gosto…
    .
    Os mesmos que aqui se enchem de furor em defesa dos judeus passaram anos dizendo barbaridades contra aos iletrados e nordestinos por causa da oposição a Lula. Danilo Gentili é um bobão, aliás ele têm o pior defeito de um comediante, é sem graça.
    .
    O “causo” de Higienópolis diz respeito aos medíocres preconceitos socio-econômicos de parte da classe média no Brasil, gente irrelevante, que vive a inventar tradições e salamaleques para tentarem atribuir a si um ar especial.
    .
    Aliás, se mudarem a estação da esquina do Pão de Açúcar da Angelica para a FAAP seria ótimo!
    .
    Essa mesma gentalha criou todo tipo de dificuldade para que o Pacaembú fosse arrendado ao Coritnhians pois não queriam pretos e maloqueiros em suas portas, agora o estádio virará um elefante branco bancado pelo município já que o glorioso Timão construirá sua Meca na ZL ( :) ) e os riquinhos da vizinhança vão utilizar as instalações esportivas do Pacaembú para seu lazer… os mesmos sacanas que pressionaram para o fechamento daquele orfanato da Febem que havia ali no bairro.
    .
    O ser humano não vale nada seja ele judeu, anti-semita, palestino, oriental preto, branco, gay… blá blá blá!

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    • 13/05/2011 - 12:15
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Paulo, boa definião do principal defeito do humorista

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    • 13/05/2011 - 17:50
      Enviado por: f. amaral

      também sentiria grande satisfação que teria em ver a estação junto à FAAP. até por desprezo aos elitistas-reacionários que absolutamente não querem metrô no interno do bairro.

      sou corintiano, embora não vá a um estádio há 30 anos, pois não sou mais fanático por futebol.
      mas claro fico feliz que construirão o big one em itaquera, o clube merece – e também feliz se o pacaembu se tornar ‘elefante branco’, ou melhor, deixar de sediar futebol, pois gostaria mesmo é de vê-lo destinado ao atletismo, esporte que admiro muito mais e tão carente de praças, num país que se pretende “olímpico”.

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    • 13/05/2011 - 21:27
      Enviado por: Paulo

      .
      Pô f.amaral
      .
      Grande idéia!! o Pacaembú poderia muito bem substituir o Ibirapuera para grandes eventos de atletismo seria bacana, um recinto a altura de SP!

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  • 13/05/2011 - 11:30
    Enviado por: Cnick

    Caríssimo Chacra,

    Eu jamais imaginava que o anti-semitismo pudesse ser praticado no Brasil até ouvir os relatos em seu blog. Como já escrevi algumas vezes aqui, o que me traz a este blog é justamente a minha curiosidade e o apreço pelas culturas em geral e claro, em especial as do OM. Judeus, turcos, libaneses, todos independente de sua religião são acima de tudo “seres humanos” que devem ser respeitados como tal. Aqui no RS temos uma grandiosa comunidade judaica, nas cidades de fronteira com uruguai e argentina (de onde é minha família) libaneses, judeus, sírios e turcos convivem em paz e são pessoas maravilhosas de muito bom humor, muito bom trato, que se respeitam e respeitam os demais. Sinceramente não entra na minha cabeça que no Brasil, país que estufa o peito para dizer ao mundo que é multi cultural, multi racial e agora multi-colorido existam pessoas que pregam o anti-semitismo e a islamofobia. Eu já trabalhei com judeus, estudei com sírios (na minha cidade Canoas, região metropolitana tem uma comunidade expressiva de sirios e libaneses), meus pais tem muitos amigos judeus e não entendo, sinceramente não consigo entender. Fosse lá no OM onde eles discutem suas diferenças até entendo (não se justifica) mas isso lá no epicentro das questões!! No caso de Higienópolis e através de outros relatos percebi que muitos tem é inveja do sucesso dos judeus. Agora, que culpa eles tem se são bons empreendedores e sabem fazer negócio, se sabem prosperar? Deveríamos é ter humildade e aprender como se prospera mesmo num país como o nosso. Certamente esta habilidade além de histórica se consolidou nas dificuldades, uma vez que os judeus tiveram que fugir da europa e se estabelecer mundo afora e depois na construção de seu país. Não podemos também julgá-los pelas ocorrências na Palestina, é uma questão digamos de “economia interna”, seja judeu, seja palestino eles tem suas razões para a discussão e não cabe a nós brasileiros apontar quem é que tem razão ou odiá-los por conta do que acontece lá do outro lado. Graças a Deus eles estão se acertando e como já foi escrito em outro post esperamos que ao final deste ano a paz se consolide por lá!!

    Mais uma vez brilhante e esclarecedor seu post Gustavo, é muito bom ler o que vc escreve e também os comentários, mesmo que negativos pois de tudo podemos tirar algo de positivo.

    Forte abraço e bom final de semana a todos.

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  • 13/05/2011 - 11:36
    Enviado por: NKS

    Gustavo, fazendo uma comparação do planejamento e urbanização das cidades de Buenos Aires e a de São Paulo, qual das duas você acha melhor?

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  • 13/05/2011 - 11:37
    Enviado por: MarioS

    “Espero que surja um político aqui com projeto de lei para cassar a cidadania ou então dar um “susto” nos racistas contra os próprios brasileiros”
    Palmeirense,
    É impossível que voce esteja falando sério! Porque se estive, o que me recuso a acreditar, estas ua frase teria que ser reformulada:
    “Eu não mando ninugém pra cadeia porque não tenho poder para isso

    “espero que também surja a idéia no congresso de o Brasil assinar um convênio nos EUA pra mandar esses maus brasileiros passarem uma longa temporada num antro de maconha e violência lá nos EUA. E ainda falar pros donos da boca judiarem dos caras sem dó”
    Agora sim, voce prova ser uma piada meeeeeessssssmoooooo

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    • 13/05/2011 - 13:59
      Enviado por: Palmeirense

      MarioS,
      Quando eu falei mandar pra cadeia, foi denunciar por racismo. Isso dá cadeia. Eu já presenciei inúmeras vezes racismo contra nordestinos na minha frente, nunca falei nada pq acho um tremendo exagero. Nesse sentido falei q nunca coloco ninguém na cadeia.
      Sobre eu ser uma piada, sou mesmo. Eu sei disso. Todos que me conhecem dizem que eu sou inesquecível.
      Sobre se eu falei sério aquilo ou não, nem eu sei. Eu sei que fico bravo quando alguém qualifica o povo brasileiro de mal-educado, ou sei lá o que mais.

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    • 13/05/2011 - 14:16
      Enviado por: Palmeirense

      MarioS,
      Por que vc acha que eu sou fã do Glenn Beck? Porque ele também é uma piada. Eu me mato de rir em alguns programas dele.

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    • 13/05/2011 - 16:30
      Enviado por: MarioS

      O Glenn Beck é realmente engraçado, maluco e engraçado.

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  • 13/05/2011 - 11:38
    Enviado por: Rodrigo N.

    Muito bom!
    Esses humoristas brasileiros – inteligentes como são – não precisam usar esse recurso “ácido” para fazer o povo rir. Eles sabem que ofendem parte do público, e sabem que tal ofensa agrada uma outra parte do público, por isso, presumo, o fazem. Mas não precisariam.
    Tenho um amigo judeu que perdeu o avô, avó, tio e tia em Treblinka. Mora em Higenópolis. Pela conversa que tivemos ontem, não quero estar perto se ele encontrar o Gentilli na rua.

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  • 13/05/2011 - 11:39
    Enviado por: Alexandre

    ZAROLHO, essa frase do Miguel Reale, de que pior que o anti-semitismo é o anti-capitalismo judaico, é ridícula. Primeiro porque o capitalismo é indiano, chinês, americano, brasileiro, alemão, espanhol, e não algo restrito aos judeus. Segundo porque, ao unir o capitalismo ao judaísmo, dá a entender que a oposição ao capitalismo é também uma oposição ao judeus, o que é uma ideia no mínimo burra, pois inúmeros judeus no decorrer da história militaram em correntes socialistas/comunistas. Percebe-se que Miguel Reale como filósofo ou político (todos são políticos, trata-se do sentido amplo do termo) era um grande jurista, não por acaso foi partidário de uma doutrina estúpida e caricata como o integralismo.

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  • 13/05/2011 - 11:40
    Enviado por: Teté de Taubaté

    Gustavo, você acredita mesmo em tudo o que escreve? Se for assim, ainda tem um longo caminho de aprendizado à sua frente. Muito cuidado com os “cantos de sereia”, que se apresentam sob as mais diversas roupagens. Boa sorte.

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    • 13/05/2011 - 12:13
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Teté, sabe-se lá o que você quis dizer com isso. Parece o mestre dos magos da Caverna do Dragão

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    • 13/05/2011 - 12:16
      Enviado por: Alexandre

      hahahahahahahahahahahahah… mto boa, tive que rir.

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    • 13/05/2011 - 12:29
      Enviado por: Teté de Taubaté

      Estude, leia, analise, duvide de tudo o que te disseram. Veja menos séries de televisão e filmes de Hollywood. Seja menos New York. Veja o documentário Inside Job, sobre Wall Street e o golpe econômico. Você tem um longo percurso pela frente e muito para aprender.

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    • 13/05/2011 - 12:35
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Teté, acho que você não assistiu a Inside Job. O filme fala do sistema financeiro americano e da crise em 2008, nada tendo a ver com o Holocausto (fiz matéria sobre o filme no Estadão). Qual a conexão? De resto, sigo estudando para tentar aprender sempre mais

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    • 13/05/2011 - 12:47
      Enviado por: Teté de Taubaté

      Se não houvesse visto “Inside Job” não recomendaria. Os principais atores são: Paul Volcker, Charles Keating, Alan Greenspan, Robert Rubin, Lawrence Summers, Eliot Spitzer, Arthur, Levitt, Richard Fuld, Allan Sloan, Carl Levine, John Paulson, Martin Feldstein, Gary Gensler, Lewis Sachs, Mary Schapiro, Rahm Emanuel, Ben Bernanke. Claro que não tem nada a ver com a segunda guerra e sim com antissemitismo.

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  • 13/05/2011 - 11:44
    Enviado por: leo

    OS QUE OS JUDEUS FIZERAM E FAZEM CONTRA OS PALESTINOS É MUITO PIOR QUE O ANTI-SEMITISMO. POREM REALMENTE O “HUMORISTA” NÃO DEVERIA TER FALADO O QUE FALOU.

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    • 13/05/2011 - 12:12
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Leo, um erro não justifica o outro. Anti-semitismo é grave em qualquer situação

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    • 13/05/2011 - 12:15
      Enviado por: MarioS

      É mesmo leo? Quantos foram mortos nos dois casos?

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    • 13/05/2011 - 12:23
      Enviado por: alexandre

      Carissimo Chacra

      Vc eh sempre brilhante mas dessa vez se superou. Parabens. Seu melhor post.

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    • 13/05/2011 - 12:28
      Enviado por: alexandre

      Caro Chacra

      Tai mais um possivel exemplo de alguem que apoia os palestinos para ser contra os judeus, se nao uma perola destas nao seria composta. O anti-semitismo que quase aniquilou os judeus entre os seculos 13 e 19 e produziu o holocausto e a expulsao dos judeus dos paises arabes e os atentados em diversas partes do mundo inclusive na argentina certamente nao eh nada ou completamente insignificante na cabeca deste brilhante senhor denominado leo

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  • 13/05/2011 - 11:46
    Enviado por: eduardo issa

    acho q se esse vagabundo do danilo gentilli tivesse um parente morto no holocauto, ele jamais postaria uma tremenda imbecilidade dessas.
    acho sim, q por mais democrata q sejamos, isso e passivel de uma puniçao sim
    mas, infelizmente nao vai acontecer nada, e ate capaz de ele conseguir mais fas
    pobre mundo infeliz
    a mesma coisa sinto qdo falam q nos arabes ou descendentes somos todos terroristas, doi na alma
    eu ja nao gostava desse canalha, e depois dessa, faço campanha contra
    nao sei como a rede band vai agir, mas teria q mo minimo demitir esse lixo

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  • 13/05/2011 - 11:59
    Enviado por: Yassir Chediak

    Um texto maravilhoso e esclarecedor para todos nós. O “anti” qualquer coisa é sempre uma tristeza para qualquer ser humano. A falta de conhecimento geral sobre as origens dos povos do oriente é motivo de intolerância. Sócrates dizia “Conhece-te a ti mesmo”, acrescento, “Conhece-te a ti mesmo e a teus irmãos”. Viva a paz! http://www.yassirerodrigosater.com.br

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  • 13/05/2011 - 11:59
    Enviado por: Marcela Azevedo Fujita

    Achei seu texto extremamente sem fundamento. Me parece que você morador de NY não entende muito de stand up, já que citou Jerry Seinfeld, deveria citar também que ele fazia sim piadas consideradas politicamente incorretas e já foi diversas vezes atacado por isso. Não acompanho tanto a carreira do humorista brasileiro, mais leio seu twitter e acho muitas de suas piadas agressivas, mas que servem muitas vezes para uma reflexão para essa nossa hipocrisia brasileira. Acho que seu texto deveria mais ter sido voltado para um assunto pertinente, do que para uma piada que se foi de mal gosto ou não, não merecia essa grande repercussão. Talvez seja hora de você escrever mais sobre Nova York. Claro, espero não ter te ofendido, mas se não quiser publicar não publique, espero apenas que leia e entenda o quão absurdo é essa repercussão.

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    • 13/05/2011 - 12:10
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Marcela, acatada a crítica e escrevo todos os dias bastante sobre Nova York na edição impressa do jornal e também aqui no blog. O Seinfeld nunca fez uma piada que agredisse vítimas do Holocausto e criticou quando o ator que fazia o Kramer fez um ataque racista em um stand up

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    • 13/05/2011 - 14:16
      Enviado por: DavidCJ

      Não é bem assim ele já fez piadas sobre o assunto sim, bem eu não acho antisemita, mas… Eis o trecho do diálogo:

      Uncle Leo : No it wasn’t. I’ll bet the cook is an Anti-Semite!

      Jerry Seinfeld : Okay let’s get back to the issue at hand before Goebbels made your hamburger!” here

      Tem um episódio sobre isso. Em tempos adoro Seinfeld, um dos mais interessantes seriados de comédia dos últimos tempos.

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    • 13/05/2011 - 16:43
      Enviado por: MarioS

      “Uncle Leo : No it wasn’t. I’ll bet the cook is an Anti-Semite
      Jerry Seinfeld : Okay let’s get back to the issue at hand before Goebbels made your hamburger!” here”

      DavidCJ,
      A piada é claramente sobre alguns judeus verem anti-semitismo em tudo.
      Aproveitando a deixa, quero dizer que haviam mesmo muitos assim, da geração do Holocausto e por motivos mais do que óbvios. Aproveitando-se disso, alguns anti-semitas de hoje (estes sim continuam existindo) tentam confundir toda e qualquer acusação ao seu racismo com o fenômeno.

      Segue um diálogo do mesmo episódio onde o objeto da piada fica mais claro ainda:

      My uncle Leo, I had lunch with him the other
      day, he’s one of these guys that anything goes wrong in life, he blames it on
      anti-Semitism. You know what I mean, the spaghetti’s not al dente? Cook’s an
      anti-Semite. Loses a bet on a horse. Secretariat? Anti-Semitic. Doesn’t get
      a good seat at the temple. Rabbi? Anti-Semite.

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    • 13/05/2011 - 18:24
      Enviado por: f. amaral

      entendo a crítica mas discordo do ponto de vista: a mim parece que o humorista encontrou um veio pleno e muito duradouro (a hipocrisia de brasileiros) para que explore sua capacidade de ironia cáustica, ou humor agressivo, whatever the name.

      concordo que é atribuição de todo artista fazer seu trabalho desconsiderando e forçando os limites, quais sejam estes, mas foi o humorista que com sua própria fama e notoriedade causou a celeuma (pra usar uma palavra antiga) e não o jornalista deste blog.
      a onda de racismo se espalhou muito mais forte e amplamente pelo twitter do humorista, não por aqui.

      tá na cara que o pessoal do CQC não tá nem aí para qualquer melhoria em qualquer aspecto da tão hipócrita sociedade brasileira, que foi onde se originou o assunto da ‘crítica’ do humorista – eles necessitam se preocupar com a audência do trabalho deles, seja em que meio for, e isso toma todo o interesse deles. é o q parece.

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  • 13/05/2011 - 12:00
    Enviado por: Lucas

    O Danilo Gentilli é um humorista, o humor se baseia nas diferenças. Levar a sério um humorista é completamente hipócrita, ele fez uma piada, para pessoas rirem apenas isto, é ridículo esta polêmica e discussão de uma piada. Se discutir todos os humoristas e comediantes do Brasil, sempre vai ter comunidades ofendidas, todo o programa de Humor faz satira de algo, Zorra Total, Praça é Nossa, Pânico na TV e etc.

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    • 13/05/2011 - 12:08
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Lucas, onde está a piada na declaração dele? Então humoristas são seres superiores que podem atacar os demais sem receberem críticas?

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    • 13/05/2011 - 12:20
      Enviado por: MarioS

      “O Danilo Gentilli é um humorista, o humor se baseia nas diferenças. Levar a sério um humorista é completamente hipócrita, ele fez uma piada, para pessoas rirem apenas isto, é ridículo esta polêmica e discussão de uma piada”.
      Lucas,
      Voce levantou um ponto interessante, porém falso. Problemas da sua tese:
      1) Como definir um humorista?
      2) O que é uma piada?
      3) Por que os “humoristas” teriam um salvo-conduto para fazer o que quizer?

      Vejamos: alguém se declara humorista e começa a pregar a pedofilia, ou o assassinato de negros.
      1) Como “provar” que ele não é humorista?
      2) Como “provar” que não é uma piada?

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    • 13/05/2011 - 12:22
      Enviado por: Fabio de Israel

      Faca esta mesma piadinha na frente de um senhor de 85 anos com um
      numero no braco marcado e que esteve num trem para Auschwitz.
      Eu duvido que voce teria coragem.A nao ser que voce concorda com o que
       aconteceu.Comparar Praca e Nossa,Zorra Total com AUSCHWITZ?
      Voce nao sabe o que esta falando.

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    • 13/05/2011 - 18:42
      Enviado por: C.C.J

      Bom, da pra ver o que esse Lucas considera como humor,

      Zorra Total….

      fala sério, isso é um lixo,.

      Mas ai ta explicado pq ele defendeu o Gentili, exatamente por ter sido tão sem graça.

      cada absurdo que a gente escuta….achar que o humorista pode zuar o q quiser é brincadeira de mau gosto

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    • 13/05/2011 - 19:26
      Enviado por: José Paulo

      Gustavo,
      “humoristas são seres superiores que podem atacar os demais sem receberem críticas?”
      Você acabou de definir a personalidade de Danilo Gentili.
      Ele é o tipo de jornalista/comediante que se protege atrás do microfone e da câmara de TV. Pensa que pode falar o que quiser da pessoa que entrevista, confiante no medo que ela tem em não se prejudicar com algum gesto ou frase.
      A arrogância dele pode ser vista quando interpelou o Senador Renan Calheiros, comparando-o a Fernandinho Beira-Mar e depois desafiando-o a uma atitude.
      Ou jogando papel numa calçada em NY, gozando da cara de um morador que o criticou pelo ato.
      A sensação de “estrelinha”, “ser inatacável”, subiu na cabeça dessa gente do CQC.
      É duro conviver com pessoas que, quando de repente ficam famosas e passam a ganhar altos salários, tratam seu semelhante com desprezo.

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  • 13/05/2011 - 12:00
    Enviado por: Alexandre

    Tem gente nesse post afirmando que deveria ser proibido por lei aos brasileiros criticar seu próprio país ou seu povo… nada mais anti-democrático! Um país, um povo, deve ter auto-crítica, até mesmo para acertar seus rumos. Só moro no Brasil porque ganhar dinheiro aqui é fácil, já que a quantidade de pessoas sem o mínimo de condição para concorrer no mercado de trabalho é enorme. Tenho nacionalidade portuguesa também pois sou descendente, e acho que a qualidade de vida lá é muito superior. Dizem que a Europa está em crise… se a Europa descesse ao nível do Brasil (renda per capita, educação, saúde), aí sim, a crise na Europa estaria horrível.

    Por fim, acho que a lusofobia no Brasil é forte e deveria começar a ser combatida como qualquer outro tipo de preconceito. O anti-semitismo deve ser combatido mas algumas vezes esquecem outros tipos de preconceito, como contra o índio, que é muito forte no Norte do país.

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  • 13/05/2011 - 12:03
    Enviado por: Regis Penna

    Meu amigo! que texto brilhante, atual e esclarecedor você fez! Perfeito! Parabéns!

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  • 13/05/2011 - 12:12
    Enviado por: mm

    OBRGADO GUSTAVO, VOCÊ É UM ILHA DE LUCIDEZ NA MÍDIA SOBRE ESTE TIPO DE ASSUNTO.

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  • 13/05/2011 - 12:14
    Enviado por: NKS

    Este humorista do CQC, em questão, deveria ter algumas aulas de humanismo e doçura,
    com Charles Spencer Chaplin ou Woody Allen, dois Humoristas com H maiúsculo, independente de etnia, credo, preferência sexual, etc…
    Aliás, o “adorável vagabundo”, foi visto por quase todo o mundo. Chaplin, que tinha uma origem pobre ficou muito rico, se casou várias vezes e morreu na Suiça.

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  • 13/05/2011 - 12:14
    Enviado por: Gabriela

    O anti-semitismo assim como a islamofobia são duas “práticas” inaceitáveis. E devem ser encaradas ainda com mais atenção quando partem de pessoas “esclarecidas”, que, como você disse no texto, sabem do que estão falando. De qualquer maneira é preocupante, pois nunca se sabe quando sairá do Twitter e se transformará em violência. Quando ao Gentili, obviamente ele foi infeliz. Mas não acredito que tenha sido um caso de anti-semitismo por parte dele, mesmo porque o Rafinha, seu companheiro no CQC, é judeu, e acredito que ele não tinha a intenção de ofensas. Mas ele deve prestar mais atenção e colocar alguns limites e, principalmente, bom senso no que fala. Afinal, se referir a um genocidio (seja o Holocausto ou qualquer outro) com tom de humor é muito inapropriado, sendo que estes acontecimentos devem servir como lição para nunca mais acontecer de novo. Guga, adoro seu blog!

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    • 13/05/2011 - 12:16
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Gabriela, obrigado pelo elogio. E ter um amigo judeu não serve como defesa. O Gentili tem 1,5 milhão de seguidores. Deveria pensar bem antes de escrever

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    • 13/05/2011 - 12:23
      Enviado por: MarioS

      Gabriela,
      TODO anti-semita tem “um amigo judeu”, pode reparar. No caso podia tratar-se apenas de um imbecil, mas os antecedentes provam que é racista. Não que não seja também imbecil.

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    • 13/05/2011 - 19:31
      Enviado por: José Paulo

      Ele não teve intensão de ofender judeus: seu problema é não ter limites; é se achar intocável.

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  • 13/05/2011 - 12:15
    Enviado por: Eduardo Finger

    Gustavo. Só me resta tirar o chapéu para voce. Texto magistral, completo e equilibrado. Meus parabéns a voce a seus pais por vossa criação.

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  • 13/05/2011 - 12:24
    Enviado por: David S.

    Gustavo, percebo que tem muitos “David” portanto vou começar a escrever com o nome de David S. para não gerar confusão. Ótimo post, gostei muito.

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  • 13/05/2011 - 12:34
    Enviado por: meretzarieh

    Justiça seja feita, agora vi o Gustavo finalmente escrever algo sério e direto contra os anti-semitas que pipocam nesse blog disfarçados de criticos contra Israel. Faz tempo que não participo e nem lia nada daqui, mas um amigo me mandou a critica e portanto decidi parabenizar o Gustavo pela forma objetiva de ter exposto uma realidade.

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  • 13/05/2011 - 12:35
    Enviado por: Higienópolis: “nós”, “eles” e o sofá na sala | From Lady Rasta

    [...] como textos dotados de bom senso o do Thiago (um dos que mais gostei), do Forastieri, do Guga Chacra e do Hupsel, mas queria chamar a atenção de vocês para um ponto que não vi ninguém [...]

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  • 13/05/2011 - 12:39
    Enviado por: Fabio de Israel

    A Tv Bandeirantes atraves de seu noticiario e anuncios no Estado e na Folha
    devem repudiar publicamente o ocorrido e acabar com o programa CQC.
    Ou,no minimo despedi-lo por justa causa.O Sr.Jorfe Joao Saad nao permitiria uma
    coisa dessas.
    Minha opiniao.
    Quero ver o Rafa Bastos(judeu) sentar ao lado do Gentili,se continuar o tal programa.

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    • 13/05/2011 - 15:11
      Enviado por: Ezequiel-SP

      Fábio.

      Estamos no BR. Quanto mais chamar a atenção e trazer audiência, melhor.

      Não somos um país sério.

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    • 13/05/2011 - 19:44
      Enviado por: José Paulo

      O CQC pertence a uma produtora argentina, Quatro Cabeças. A Bandeirantes só compra o material.
      Mas acho que deveria existir, sim, uma grande repreensão por parte Band.
      Porque a piada, ainda que não tenha sido anti-semita, foi de extremíssimo mal gosto. Tanto quanto eles tirarem sarro dos órfãos no Dia das Mães.

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  • 13/05/2011 - 12:40
    Enviado por: NELSON NISENBAUM

    Gustavo, post corajoso que dá uma bela amostra do teu caráter, cultura e honestidade intelectual. Vou divulgar o artigo na minha rede. Fique com o meu sincero e afetuoso abraço.

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  • 13/05/2011 - 12:48
    Enviado por: Marcio

    Gustavo,
    perfeito post.
    Direto ao ponto.
    Parabens.

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  • 13/05/2011 - 12:48
    Enviado por: Célio

    Eu não conheço o humorista, mas de cabeça posso passar piadas de judeus feitas por Jerry Seinfeld e Larry David :

    Seinfeld teve um episódio com uma situação onde um dentista tinha se convertido ao judaísmo e Jerry estava com medo que fosse só para poder fazer piadas a vontade, ou alguém poderia dizer que todo o episódio do Nazista da Sopa fosse algo que fizesse pouco do holocausto.

    Larry David incorporou o fato de ser judeu em diversos episódios, inclusive um muito engraçado onde é repreendido por assoviar Wagner.

    É óbvio que o humor de Jerry Seinfeld segue mais a linha bom moço diferente de Larry David (que tem em um de seus Stand ups ele dizendo que gosta de um traço da personalidade de hitler), mas creio que o humor ultrapasse em muito a barreira do racismo exatamente por fazê-lo palpável e risível.

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    • 13/05/2011 - 12:52
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Célio, eles não fizeram piadas com o Holocausto, envolvendo os judeus de uma forma agressiva diretamente. E, peço desculpas, mas, segundo as regras em vermelho, não posso publicar vídeo

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  • 13/05/2011 - 12:49
    Enviado por: jose Marchetti

    Chacra,

    Aqui vai um pedido do seu leitor, e e serio.

    Para a minha educacao e talvez a dos outros leitores,
    Poderia fazer um artigo descrevendo a origem de tal sentimento.
    Mas por favor tente ser cientifico, mostrando por exemplo, quando ele comecou o que ajudou a aumenta-lo, o que atrapalhou, etc…
    Estas sao as questoes que sempre me vem a mente quando ouco sobre isso, mas porque ?

    Se voce ja escreveu sobre isso, so me aponte onde esta.

    Obrigado,

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    • 13/05/2011 - 12:50
      Enviado por: Gustavo Chacra

      José, há livros que debatem isso e não sou um especialista no tema. Apenas acho lamentável o anti-semitismo

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    • 13/05/2011 - 13:33
      Enviado por: Tiopi

      Marchetti, isso não tem explicação, sei lá! Tem gente parece que jogou pedra na cruz; coisas da vida, complicado.

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    • 13/05/2011 - 22:33
      Enviado por: Youssef S

      Não sei a origem, mas uma coisa eu sei, NÃO é sentimento. É preconceito em estado puro que se aloja na mente e fica fazendo das suas.
      Sentimento é outra coisa bem mais elevado.
      Abçs

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    • 14/05/2011 - 18:20
      Enviado por: Jose Marchetti

      Pessoal,

      Sempre ha uma razao.
      Pode ser que nao concerdemos com ela.

      Preconceitos passam em familia, ate que chega um ponto em que o odio apenas existe e nao se sabe a razao.

      Seria muito benefico em mostrar a(s) razoes e que provavelmente nao existem mais.

      Chacra, pode citar um link ou livro que fale sobre o tema ?

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  • 13/05/2011 - 13:03
    Enviado por: Tiopi

    Indivíduos que mais sofrem bullying no Brasil:

    Portugueses burros
    Japoneses p… pequeno
    Turcos mão de vaca
    Argentinos argentinos
    Outros menos de 1%

    Loiras burras

    Gays
    Afros
    Padres
    Pastores
    Pobre
    Puta
    Outros menos de 1%

    Cantor Luan Santana
    Banda Restart
    Cantora Xuxa
    Ator Fabio Assunção
    Outros menos de 1%

    Jogador de bola Ronaldo
    Juiz todos
    Cartola Ricardo Teixeira
    Técnico Luxemburgo, Dunga
    Bandeirinha todos
    Outros menos de 1%

    Maiores informações acesse o site: http://www.obullyingparatodos.com.br.

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  • 13/05/2011 - 13:07
    Enviado por: Zarolho

    Rafinha Bastos fez piada dele mesmo, de sua condição de judeu, no CQC

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  • 13/05/2011 - 13:14
    Enviado por: Marcus

    Gustavo, eu não compreendo suas comparações. No caso do islamismo, tem um líder mulçumano egípcio cujos seguidores de seu discurso atinge a casa de dezenas de milhões de mulçumanos, através inclusive de um dos mais importantes e populares sites islâmicos. Ele afirma por exemplo que o holocausto foi um castigo divino contra os judeus, e que não foi o único nem será o último, entre outras mensagens de ódio.
    .
    É óbvio que existem milhões e milhões de mulçumanos de bem, mas que há também aqueles em posição de liderança que pregam livremente o ódio e a intolerância contra judeus e outros grupos. E recebem grandes audiências por praticar esse discurso.

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  • 13/05/2011 - 13:17
    Enviado por: Luis

    Parabens Guga!! Eu me revolto com preconceito de qualquer forma e racismo, Pois Ja fui alvo de ambos e muitas vexes ainda sou p alvo….Quem sabe ainda nao vai mudar o pensamento de taus pessoas? I hope we all can change….

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  • 13/05/2011 - 13:22
    Enviado por: Michele Bianchi de Almeida

    Eu acabei de vir de uma viagem a Israel. Gostei muito, principalmente da diversidade: judeus, árabes, palestinos. Realmente, desejo de todo o coração que esse pessoal fique em paz. Em cada pedacinho de chão parece existir algo que é sagrado tanto para um quando para outro. Sei que é sonhar muito (mas ainda não custa nada): bem que poderiam entrarem num acordo e compartilhar tudo o que aquela terra tem de bom; já existem ruínas suficientes de outros tempos de guerra, restos de ódio de uns e lágrimas de tristezas de outros.
    Uma terra que se pretende “santa” deveria ao menos viver em paz.

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  • 13/05/2011 - 13:36
    Enviado por: Zarolho

    Mário S

    Acho que meu texto responde muito bem a essa sua pergunta. Leia com mais atenção. Reforço: A propagação do anti-semitismo ideológico é engendrada pelas elites burguesas e não pelo proletariado.

    Alexandre

    A exemplo da esquerda onde proliferam grupos minoritários de vária tendências, o Integralismo também teve os seus. O Chefe do Integralismo, Plínio Salgado, em nenhum de seus discursos ou livros, que publicou às centenas, jamais fez um crítica sequer de conteúdo anti-semita. Pelo contrário. Famílias de judeus-descendentes participaram ativamente do movimento. Havia sim contestadores do sionismo no grupo, mas era uma minoria. Mas o Partido Comunista, com sua propaganda contra a ideologia integralista se incumbiu de infectar a opinião pública colocando tudo no mesmo saco do anti-semitismo. Plínio Salgado, antes de fazer um discurso em Santa Catarina, exigiu que retirassem uma bandeira da Alemanha Nazista, que estava desfraldada ao lado da do Brasil, como condição para proferir o discurso. Nas suas palavras você faz coro com aqueles que diziam que judeu come criancinha. Me diga um único livro de Plínio Salgado que você tenha lido. Me diga uma única referência dele de cunho anti-semita. Quando eu falo do caráter intelectual/elitista do anti-semitismo me refiro aos ideólogos, em sua maioria de formação acadêmica, como foi o escritor Gustavo Barroso, que é nome de uma cadeira na Academia Brasileira de Letras. Henry Ford não era nenhum iletrado, assim como tantos outros mentores do anti-semitismo. Foi esta a questão que levantei. Há explicação?

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  • 13/05/2011 - 13:36
    Enviado por: Konstantin

    Todo problema nesse caso é o contexto que foi colocado. Muitas demandas em bairros afastados nunca foi atendida, mesmo com milhares de assinaturas. Porque foi aceito no bairro de Higienópolis? A cidade deve ter um plano diretor aprovado pela camara de vereadores e não ser privilégio de moradores de bairros, seja qual for. Ai esta o primeiro erro.

    O bairro de Higienópolis foi um bairro aristocrático e ainda é de certa forma, mas menos. Por acaso tem uma grande parcela de moradores da comunidade judaica que esta se deslocando do Bom Retiro e chegando ao Morumbi, Alfaville, passando pela Paulista, Pinheiros e Jardins, nada errado nisso.

    O ponto é essa pecha de anti semitismo no Brasil, que se há ou houve, nunca teve a importância que se dá hoje em dia, principalmente pela comunidade judaica, por causa das crises no Oriente Médio, para evitar uma posição contraria de nossa sociedade.

    São coisas diferentes ser judeu e ser israelense.

    Mais a palavra “Tolerancia” é muito mal interpretada, ser tolerante não significa concordar.

    Preconceito é um erro, eu posso ser tolerante e não concordar e isso não torna ninguém criminoso, esta muito longe disso.

    Fazer piadas com qualquer raça, religião, etc deve ser recriminada dentro das características dos brasileiros, quantos portugueses são ofendidos por piadas, japoneses, etc, judeus não pode? porque? Gostaria de saber a diferença, se é que tem, ainda mais os judeus que são mestres em fazer piadas de si mesmos.

    Acho que esse assunto se esgotou.

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    • 13/05/2011 - 13:39
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Konstantin, grave é fazer piada de tragédias, como o Holocausto

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    • 13/05/2011 - 17:22
      Enviado por: Konstantin

      O ponto não é esse. Se um idiota como esses do CQC, que a população aplaude, faz uma injuria desrespeitosa dessas, deve-se confinar o assunto a esse ponto. Mude o post. Agora acoplar metro, higienopolis, anti semitismo, ai é forçar demais.

      Já foi dito ” Vc não tem nada para fazer, ligue a TV onde tem um monte de gente que não sabe fazer nada”

      Abraços

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  • 13/05/2011 - 13:45
    Enviado por: Benny

    Vc é bem bonitinho.

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  • 13/05/2011 - 13:47
    Enviado por: Jefferson Nóbrega

    Quero ver se Gentili é homem para fazer piada com o profeta Maomé!!

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  • 13/05/2011 - 13:48
    Enviado por: blue_note

    Gustavo, penso que a piada infeliz do Danilo é apenas isso: uma tentativa infeliz de fazer rir. A exemplo das eternas piadas de português, de gaúcho, de argentino.. Obviamente, o tema holocausto não se adequa a piadas, e ele se desculpou.
    Por outro lado, a entrevista da moradora de Higienópolis que, opinando sobre os malefícios da existência de uma estação de metrô, criou o termo “gente diferenciada” para se referir a pobres, drogados, marginais.. etc. Não percebi ninguém associando a origem da piada ao reduto judeu. do bairro. O que eu vi foi um protesto bem humorado no facebook contra essa expressão criada por uma pessoa da dita Classe A.

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  • 13/05/2011 - 13:49
    Enviado por: Ralph Mennucci Giesbrecht

    Gustavo

    O que v. escreve é verdadeiro. Não há muito o que discutir. E acho que jamais tudo isso acabará a curto ou mesmo médio prazo. No entanto, é muito mais fácil todos viverem um respeitando o outro. Alguns chamam isso de hipocrisia, mas quando todos fazem, facilita muito a vida de todos.
    Agora, que é interessante ver uma rodinha num bar da José Paulino (já vi) um judeu, um “turco”, um nordestino e um boliviano conversando e dando risada, ah, isso é. Vê-se isso fora do Brasil? Abraços

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    • 13/05/2011 - 15:28
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Ralph, verdade, há muita união no Brasil, mas cenas assim, ainda que em menor escala, podem ser vistas nos Estados Unidos, Canadá e Argentina

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    • 13/05/2011 - 16:58
      Enviado por: MarioS

      “interessante ver uma rodinha num bar da José Paulino (já vi) um judeu, um “turco”, um nordestino e um boliviano conversando e dando risada”
      Ralph,
      Nasci e morei até os 31 anos no Bom Retiro. Até os 12, 13 anos brincava na rua com judeus, descendentes de “turcos”, italianos, nordestinos, espanhois e sei lá mais o que. Só bem mais tarde descobri que aquilo não era tão comum assim.
      A loja vizinha da do meu pai foi por um bom tempo de um muçulmano, a da frente de um grego, que está lá até hoje.

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  • 13/05/2011 - 13:53
    Enviado por: bruno

    Gustavo
    A generalização é uma baixeza quando se refere a um setor da sociedade. A discriminação não encontra uma solução quando a pessoa não tem valor para se educar. Quem tem a oportunidade de viajar pelo mundo vai conheçendo que as pessoas tem os mesmos sentimentos e a diferença entre os pares são os seus valores educacionais. É uma pessoa desprezivel um anti-amarelo, um anti-árabe, anti-negro, anti-semita Um pulha.

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  • 13/05/2011 - 14:01
    Enviado por: Daniela

    A piada foi de extremo mau gosto , desnecessária e me fez lembrar do episódio do Michael Richards que teve que se retratar depois que contou uma piada racista.
    Sou descendente de árabes cristãos e fui casada com um judeu. Nunca sofri preconceito por ser descendente de árabes mas já fui xingada de “judia fdp” quando deixava minha filha na CIP.
    A questão é complexa e ainda existe muito preconceito.

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  • 13/05/2011 - 14:04
    Enviado por: DavidCJ

    Gustavo,
    Acho sinceramente que a palavra antisemitismo é utilizada a exaustão por aqui. Não sei se os comentários que você veta tem esse caráter, mas o mesmo não ocorre com comentários chulos contra árabes, libaneses, entre outros em seu blog. Como já discutimos anteriormente acho sim que a maioria aqui é contra árabes em geral, leio até hoje comentários absurdos e não contra o Líbano, Síria ou o Irã e seus governos, mas contra os árabes em geral. Qualificam os mesmos de atrasados, incompetentes, sem futuro, etc. (se desejar relembrar basta ler os comentários de alguém que sempre posta aqui).

    O mesmo não ocorre com os judeus até onde vi, a maioria dos comentários se enquadra no que você coloca contra os muçulmanos, a completa ausência de conhecimento sobre o povo judeu. Eu mesmo acho que sequer conhecem as raízes e razões do antisemitismo na Europa, onde ele ainda é presente em abundância.

    Quanto a seus comentários creio que o que você ouviu no Líbano não deve diferir muito do que pode ter ouvido sobre palestinos vindos de israelenses, de iranianos vindo de iraquianos, etc.. É algo até óbvio e me perdoe por ser sincero, parcial de sua parte.

    Há uma diferença monumental entre ser contra as políticas de um país, seja ele Israel, Líbano, Irã, Síria, EUA ou Brasil e ser contra um povo. Você pode ter tido sorte mas a pecha de “turco” e seus nada nobres “atributos” que já ouvi perseguem quase todos de origem libanesa que conheço. E ao ler os comentários em vários “posts” de seu blog se extendem além do que você alega. Basta ver que são pouquíssimas as manifestações a respeito dessa “piada infame”, mas se você for ver o mesmo já ocorreu insultando “mulheres”, “garis” e demais cidadãos do Brasil e de outros países.

    Quanto ao metrô seria ignorância não ouvir todas as partes, isso é a beleza e o fundamento da democracia.

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    • 13/05/2011 - 15:27
      Enviado por: Gustavo Chacra

      DavidCJ, já escrevi por baixo uns dez posts condenado a islamofobia e meus leitores mais antigos sabem disso. No blog, em vermelho, está bem claro que bloqueio comentários islamofóbicos e anti-árabes

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  • 13/05/2011 - 14:13
    Enviado por: euzinha

    Será que uma piada não pode ser apenas uma piada, sem conotações anti isso ou aquilo? Porque vamos e venhamos, humor politicamente correto não tem graça – acho que talvez as pessoas devessem aprender a relaxar e aceitar que piadas são feitas apenas para provocar risadas. Você pode achar de bom ou mau gosto, mas não vejo porque “procurar pelo em ovo”. Como vocês podem verificar, o humorista ” ofende” a todos igualmente em suas piadas, não creio em nenhum momento que ele carregasse a bandeira do anti-semitismo em suas palavras, procurava apenas ser engraçado. Se consegui atingir seu objetivo, isso é outra questão.

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    • 13/05/2011 - 15:21
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Euzinha, qual foi a graça da piada dele? Como humorista, foi de um fracasso total

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    • 13/05/2011 - 16:09
      Enviado por: Ezequiel-SP

      Esse é o problema:

      Não foi piada. Foi apenas mais uma oportunidade de chamar a atenção. O Rafinha Bastos também faz a mesma coisa.
      Foi irresponsabilidade.

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  • 13/05/2011 - 14:14
    Enviado por: jarbas

    Há facções do Islamismo que encontram suporte teológico no Corão e nas hadiths para ações violentas contra os “infiéis”. Infelizmente, esses grupos não se resumem apenas a organizações como a Al Qaeda.

    Considerar qualquer muçulmano como um problema apenas devido à sua fé é tão ignorante quanto afirmar ingenuamente que apenas pequenos grupos de islâmicos apoiam ações como a de Bin Laden: basta ver as demonstrações de massa solidarizando-se com o terrorista em países como o Paquistão e a Indonésia. Nesta última, 800 jovens declaram jihad contra os EUA pela morte do terrorista sanguinário.

    Em suma, é tão tolo acusar todos os islâmicos de terroristas quanto aqueles que, no lado oposto do espectro, alegam que a violência islâmica – contra cristãos em países em que são dominantes , p.ex. – se deve a apenas a algumas pessoas, como querem alguns jornalistas.

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    • 13/05/2011 - 15:25
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Jarbas, jornalistas como eu que já viveram em países de maioria islâmica realmente asseguram se tratar de uma parcela pequena da população, variando de país para país. Esta é a minha opinião e considero a islamofobia deplorável e repugnante. Tenho nojo de pessoas que buscam classificar a comunidade muçulmana como terrorista ou ficar encontrando desculpas aqui e ali, pinçando números duvidosos para atacar os seguidores de uma religião. Existem muçulmanos terroristas? Claro que sim, veja a Al Qaeda, o Hamas, o atentado de hoje no Paquistão. Mas o islamismo é muito mais do que isso

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    • 13/05/2011 - 17:36
      Enviado por: jarbas

      Então concordamos em parte.

      Lamento apenas jornalistas que tentam fazer a realidade se ajustar às suas convicções pessoais. O contrário deveria ocorrer: a realidade deveria servir de base para ampliarmos nossos horizontes.

      Como comentei outro dia, a Al Jazeera publicou um interessante artigo sobre os cristãos no Egito, em que sugere que dificilmente os cristãos no Egito conseguirão os mesmo direitos que os muçulmanos (p.ex., jamais terão a liberação para construção de novos templos com a mesma facilidade dos muçulmanos), pois o Exército teme que isso poderia indignar a maioria islâmica, aumentando o desassossego social.

      Tenho também nojo daqueles que, em nome de um politicamente correto, fingir não ver o que é evidente. Assim, estamos quites não?

      Tenha um bom fim de semana.

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    • 13/05/2011 - 18:37
      Enviado por: jarbas

      A seguir, um trecho do texto publicado na Al Jazeera em que o autor Lamis Andoni, analista e comentarista no Middle Eastern and Palestinian Affairs.

      But the attack in Alexandria must also bring attention to the recent history of discrimination against Egyptian Copts, such as government obstruction of the building of churches, which has added to their feelings of marginalisation. This must be acknowledged by both the state and Egyptian Muslims who have been in denial about the growing sense of resentment felt by their Christian compatriots.

      Endereço: http://aljazeera.com/indepth/opinion/2011/01/20111984740173586.html

      Na matéria citada, por sinal muito equilibrada, nota-se que a violência não é apenas “perpetrada por alguns”, como querem alguns vaidosos jornalistas que não parecem administrar muito bem críticas, mas, existe também a “violência institucional”, que pode não ser física, mas é evidentemente repressão e violação de direitos fundamentais.

      Claro que, como o autor, considero a afirmação do presidente Sarkozy, de que ocorre uma “limpeza religiosa (ethnic cleansing em inglês) é um exagero – mas afirmar que a violação dos direitos dos cristãos, se resume a ação dos indivíduos é claramente faltar com a verdade.

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  • 13/05/2011 - 14:19
    Enviado por: Maísa

    Parabéns, Gustavo, pela postura, pela clareza e pela coragem!

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  • 13/05/2011 - 14:20
    Enviado por: Marcos L. S.

    Bem, eu não me interessei, não postei e não li as postagens relativas ao metrô de Higienópolis, mas acho também uma forma de preconceito, afirmar que o preconceito contra uns, é maior ou pior que o preconceito contra outros.
    Agora: Também não se pode levar tudo a ferro e fogo né ? Já cansei de ouvir ao longo da vida piadas de portugueses, então aqui no Brasil, somos “Anti-lusitanos” e por isso queremos exterminar Portugal ? Isso é ridículo, também já ouvi piadas de turcos, alemães, japoneses, argentinos e obviamente brasileiros, nas religiões já ouvi piadas de evangélicos, judeus, cristãos, espíritas e ultimamente de muçulmanos.
    Quanto a tragédias, já ouvi gracejos, sobre o tsunami de 2004, o ataque ao WTC, Holocausto, Titanic, Chernobyl e até do caso do césio em Goiânia.
    E daí ? Agora vamos patrulhar a tudo e a todos o tempo todo ? E quanto as piadas entre ricos e pobres, ou entre homens e mulheres ? Ou de flamenguistas, botafoguenses e vascaínos ? Essas podem ? Onde é o limite ?
    Quando é que vira preconceito ou “Anti-qualquer coisa” ?
    Para mim, tudo tem que ter um limite é claro, não se pode ofender as pessoas, mas também não podemos nos impor a crer que qualquer brincadeira é ofensa, se não, até mesmo o “politicamente correto”, se transforma em patrulhamento doentio, e vira preconceito ..

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    • 13/05/2011 - 15:19
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Marcos, leia a explicação do Fabio Nog, diferenciando preconceito de estereótipo. Piada sobre o Holocausto é preconceito, sem graça

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    • 13/05/2011 - 15:34
      Enviado por: Marcos L. S.

      Como eu disse, alguns preconceitos parecem ser mais preconceituosos do que outros ..

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    • 13/05/2011 - 15:47
      Enviado por: mm

      ta vendo, o cara quer negar ou diminuir a existtencia de anti-semitismo bem num momento em que ele se mostra a flor da pele do povo brasileiro. anti-semitismo nao é só preconceito, é um estigmatização de um povo inteiro baseada em teorias de conspiração falaciosas, nao é só questao de racismo.

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    • 13/05/2011 - 17:19
      Enviado por: Marcos L. S.

      Sr. mm

      Eu não nego que exista anti-semitismo, apenas acho que ele não é maior, pior ou mais importante que qualquer outro preconceito.
      Todo preconceito é nocivo e igual em ferir pessoas, não existe nenhum mais importante do que o outro. Todos são igualmente nocivos. Mas ha quem ache que alguns preconceitos são maiores que outros. Isso para mim, é preconceito também ..

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    • 13/05/2011 - 18:46
      Enviado por: f. amaral

      Marcos L.S., duvido que vc tenha escutado essas piadas todas q mencionou em meios de divulgação pública. em roda de amigos no bar, normal, mas não em ‘roda de seguidores’, um milhão e meio deles, no twitter.

      é muito fácil e confortável achar que a condição de artista do humor permita desrespeito fortíssimo.

      daí então vêm os hipócritas apontar para a ‘tirania do politicamente correto’. assim fica fácil.

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  • 13/05/2011 - 14:27
    Enviado por: Fabio Nog

    Há um aspecto que já foi discutido aqui no blog em épocas passadas mas que é oportuno resgatar: a diferença entre preconceito e estereótipo. Vi alguns comentários aqui que pegam um estereótipo e chamam de preconceito. Franceses tem fama de serem mal educados. Italianos tem fama de serem gritalhões. Japoneses tem fama de serem fechados em suas comunidades. Brasileiros tem fama de gostar de exibir suas mulheres (e suas mulheres levam a fama de serem exibicionistas). Argentinos tem fama de se sentirem superiores. Americanos tem fama de serem cowboys. Islâmicos tem fama de serem extremistas. Comunistas tem fama de não escutarem nenhum argumento que seja diferente do que eles pensam. Judeus tem fama de serem mãos de vaca. Irlandeses tem fama de bêbados. Espanhóis tem fama de serem do contra

    Isso tudo são estereótipos e eles existem aos milhares. Cada um de nós tem colado em si alguns estereótipos, mesmo que nem tenha consciência disso. Estereótipos não são agradáveis e podem ser até ofensivos. E são os alvos prioritários das piadas, várias das quais entendidas como preconceituosas.

    Preconceito é algo pior. Estereótipo é uma característica que se atrela a alguém à guisa de definição mas não altera meu comportamento. Não vou deixar de falar com um francês porque, talvez, ele seja mal-educado. Ou de dar bom dia a um italiano porque ele pode responder em voz alta. Já o preconceito decreta um juízo de valor que influencia meu comportamento. Eu evito aqueles contra quem eu tenho preconceito.

    É bastante tênue a linha que divide uma coisa da outra. Eu, particularmente, considero impossível evitar a existência do estereótipo. É uma coisa que está enraizada na gente. O ser humano parece ter necessidade de gerar rótulos para qualificar grupos humanos. O que dá pra trabalhar via educação é o preconceito.

    Ainda assim, sou honesto em dizer: eu tenho um monte de preconceitos e acho dificil lidar com eles. Eu não gosto de skinhead, de membro de torcida organizada, não gosto de motoboy, não gosto de quem se acha e não gosto de político, dentre outros. É preconceito? É, sim. Se puder, fico longe de todos eles

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    • 13/05/2011 - 15:18
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Fabio Nog, bom depoimento, como sempre

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    • 13/05/2011 - 15:41
      Enviado por: Cnick

      Fábio Nog,

      Perfeita análise, fizeste uma boa leitura do que temos lido aqui!!! E não precisamos ir longe, aqui mesmo no Brasil por exemplo o gaúcho carrega a fama de “fechado, arredio”, o baiano de “preguiçoso”, carioca de “malandro”, nós mesmos nos encarregamos de criar os estereótipos regionais tamanha a diversidade do nosso povo e o tamanho deste país. Ainda sim isso não quer dizer que um gaúcho não deve contratado por uma empresa paulista pois deve ter problemas de relacionamento, ou que um baiano não serve para trabalhar aqui no RS pois deve ser preguiçoso!!

      Em tempo: não gosto de “emo”!!

      Abraço.

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    • 13/05/2011 - 16:08
      Enviado por: Paulo

      .
      Fabio Nog
      .
      No que tange aos motoboys sugiro que passe a buscar suas pizzas, lanches e refeições, seus remédios, suas diversas encomendas de pequeno porte, e mais entregue vc mesmo seus documentos, cancele o uso de despachantes, diga para seu mecânico que vc vai buscar as peças do carro, retire os resultados de seus exames médicos… blá blá blá… não existe problema com motoboy, existe problema com gente jovem mal educada e com remuneração baixa variavel por desempenho, junte a isso motoristas folgados, desatentos, falando ao celular e a sopa tá pronta…

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    • 13/05/2011 - 17:19
      Enviado por: Fabio Nog

      Tá bom, Paulo

      Eu fui ameçado de morte e chamado de otário e idiota por um motoboy, que me apontou uma arma porque eu reclamei que ele estava trafegando em cima da calçada da Faria Lima, por mais de uma quadra, forçando algumas pessoas (dentre elas, eu) a sair da frente.

      Enquanto seus amigos motoboys andarem em velocidade incompatível com o trânsito, chutarem espelhos retrovisores, jogarem as motos em cima dos pedestres, andarem na contra-mão, furarem todos os sinais vermelhos, xingarem todos os que estão na sua frente na rua, contornarem as ruas no rebaixado para deficiente físico, se juntarem em bandos para agredir aqueles que involuntariamente encostam em alguma moto, pilotarem motos falando ao celular, pilotarem sem carta de habilitação (50% dos motoboys de São Paulo) e comprarem suas peças de reposição nos desmanches de motos roubadas (70% das motos em Sampa tem algum tipo de peça roubada, segundo estimativas da própria polícia), eu vou continuar achando que são um bando de marginais que deveriam estar na cadeia.

      A maioria desses caras não tem condição de conduzir um veiculo automotor e se tornam armas ambulantes

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    • 13/05/2011 - 17:35
      Enviado por: NELSON NISENBAUM

      Fábio, permita-me complementar o teu texto: Como você bem disse, todos temos preconceitos. Uma vez que desconhecemos o todo de tudo, certamente diariamente elaboramos PRE juízos sobre o que não conhecemos totalmente. Outra coisa, é confundir o “não gosto” com preconceito. Não podemos impedir alguém de não gostar ou obrigar alguém a gostar.. O que é intolerável é o ÓDIO, que leva às atitudes discriminatórias, agressões e assim por diante. É perigoso confundir preconceito com ódio e vice-versa. Como é perigoso taxar o “não gosto” de preconceito.

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    • 13/05/2011 - 17:47
      Enviado por: MarioS

      “não existe problema com motoboy”
      Como sempre a culpa é dos outros.
      “No que tange aos motoboys sugiro que passe a buscar suas pizzas, lanches e refeições, seus remédios, suas diversas encomendas de pequeno porte, e mais entregue vc mesmo seus documentos, cancele o uso de despachantes, diga para seu mecânico que vc vai buscar as peças do carro, retire os resultados de seus exames médicos…”
      Paulo,
      Faz tempo que tenho uma dúvida e pelo jeito voce pode me esclarecer: nunca vi motoboys em nenhuma outra grande metrópole do mundo, isto significa que eles não comem pizza, tomam remédios e fazem exames médicos?

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    • 13/05/2011 - 21:21
      Enviado por: Paulo

      .
      Fabio Nog
      .
      O problema dos motoboys é a falta de educação (num sentido amplo não só escolar) dos jovens de baixa renda, como se trata de uma profissão onde exige-se nada além de duas rodas motorizadas em troca de uma remuneração variável miserável evidentemente concentram-se ali a nata da desqualificação, o que me espanta é vc insistir nessa generalização, uma ponta de raiva, vá lá, mas todos…
      .
      Por outro lado veja como são as coisas, certa feita na Av. Dr. Arnaldo tb fui ameaçado por um mal motorista armado a quem ironicamente havia jogado beijos após ser xingado pelo sujeito, pois bem ele estava em uma reluzente caminhonete Dakota…
      .
      Para mim todo cara de SUV e caminhonetona deve têr o pinto pequeno e para resolver o complexo sai por aí impingindo seu carrão aos outros… sei que isso é apenas um preconceitosinho básico… até já falei isso a um amigos meu que têm esse tipo de carro e o dito cujo me xingou muito!
      ………………………..
      MarioS
      .
      Tentei fazer uma ironia mas como vc adora pegar no meu pé deixo a seu critério passar a vida indo a pé comprar pão ázimo se assim quiser.
      .
      Motos e motoboys são e serão um fenômeno crescente num mundo de pouco espaço e trânsito caótico, até em Londres começam a surgir motoboys brasileiros que estão dominando o ramo, claro que com motos e educação maiores… mas sempre resta a opção americana de entregar pizzas com carros de 6 ou 8 cilindros movidos a gasolina barata, o chato é que depois é preciso invadir o Iraque para manter a festa.

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  • 13/05/2011 - 14:33
    Enviado por: José

    Gustavo:
    Eu acho que ele devia ser penalizado pelo Ministério Publico para estudar o holocausto,e pegar 15 minutos no programa cqc e explicar para todo povo brasileiro a história do holocausto ,ou dar palestras sobre isto.

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  • 13/05/2011 - 14:52
    Enviado por: HenriqueS

    Gustavo,
    para falar mal do judeu não precisa de motivo.
    .
    Se voce fizesse um post escrito apenas a palavra “judeu” e deixasse por 3 dias sem intermediar, ao final voce teria material para algumas teses de mestrado de psicologia.

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  • 13/05/2011 - 15:42
    Enviado por: Mariana Motta

    Gustavo,

    o texto está brilhante, lúcido, sincero, adorei lê-lo hoje.

    A única lástima é que em pleno 2011 e depois de tudo o que nós seres humanos já vimos e vivenciamos, ainda vigorem termos e sentimentos como anti-semitismo, islamofobia, racismo ou preconceito.

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  • 13/05/2011 - 15:50
    Enviado por: Eduardo Fabrizzi

    Chacra: belo texto, meus parabéns. Ontem até fiz um comentário sobre a questão do metrô em Higienópolis porque realmente não consegui enxergar o motivo para tanta polêmica em cima do tal abaixo-assinado. Infelizmente, o ser-humano é realmente averso às diferenças, acho que isso nunca vai mudar. Pelo que vi em vários comentários ontem e hoje sobre o assunto, cheguei a algumas “conclusões”. Existem “tipos de pessoas” que não têm direito de revindicação, de fazer abaixo-assinado, de exercer uma manifestação pública, sendo no caso em questão os judeus e os ricos (ou se preferir: classe média emergente, elite, abastados ou qualquer outra coisa). Por que um simples pedido de uma associação gera tanto ódio? É ilegítimo levar uma reinvidicação ao Poder Público? Só quem pode se manifestar são “não judeus” e “não ricos”? Desde ontem tentam criar uma guerra de classes onde não existe, além disso vem também de novo o anti-semitismo. O pior de tudo é que saíram por aí atirando pra todo lado e inventando palavras e expressões que sequer existiam no texto da reinvidicação, mas que foram tomadas como verdades. É engraçado como no mundo atual o acesso à informação é tão fácil, mas ao mesmo tempo as análises são tão supercificiais. Quantas pessoas que xingaram os moradores de Higienópolis tiveram a curiosidade de ler o conteúdo do abaixo-assinado? Independentemente de cor, raça, etnia, religião, classe social, condição física, entre outros, as pessoas têm o direito de manifestação. Ou será que deve imperar a velha história do “eu respeito sua opinião, contanto que você concorde comigo”? Por essas e outras que não tenho esperança por mudanças, o ódio, a intolerância e a ignorância estão impregnados na condição humana, é algo sem possibilidade de alteração. No caso do Brasil, ainda em relação à tal estação de metrô, queria que as pessoas tivessem tamanha determinação para organizar “churrasco de protesto” em Brasília.

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    • 13/05/2011 - 17:38
      Enviado por: Cnick

      Amigo Eduardo,

      Concordo com você, não que a questão do metrô de Higienópolis não seja importante, mas o nosso povo tende e se apegar sempre a “questões menores”, porém ninguém se reune para pedir um sistema de saúde justo e que beneficie todos sem exceção. Ninguém faz churrasco ou deixa de abastecer seu carro (por mais absurdo que possa ser) por um dia para reivindicar o preço extorsivo da gasolina ou dos impostos que nela incidem, ninguém faz uma corrente para pedir melhores salários aos nossos professores e melhor aparelhamento da polícia!! A coisa tá feia mesmo e espero quem sabe que os meus netos possam ter a esperança que hoje não temos.

      Forte abraço.

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  • 13/05/2011 - 16:07
    Enviado por: Bruno Reis

    Caro Guga,

    Parabéns, como sempre, pelos excelentes textos.

    Tanto ` a crítica contra o provincianismo daqueles que não querem metrô no bairro quanto esta bela defesa dos valores universais, do cosmopolitismo cultural e tolerância intelectual que você tão bem representa. Sua posição específica neste episódio, assim como durante todo seu trabalho como analista de uma região tão delicada, demonstra que valores familiares sólidos,curiosidade intelectual, formação intelectual além de disposição de sair e conhecer o mundo permitem o diálogo de diferentes, sempre respeitando uns aos outros, sem cair na armadilha fácil e ignorante do racismo em todas as suas formas. Seu total repúdio ao racismo em todas as suas manifestacoes demonstra isso e nos certificam de que existe vida inteligente na mídia brasileira.

    Grande abraço (de Higenópolis no momento),

    Bruno.

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    • 13/05/2011 - 17:03
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Bruno, obrigado pelo elogio, ainda mais vindo de um pessoa como você, um dos mais brilhantes acadêmicos brasileiros da faixa dos 30 anos e morador de Higienópolis

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  • 13/05/2011 - 16:09
    Enviado por: Daniel

    Nasci e fui criado por pais católicos à época não tão fervorosos – hoje em dia minha mãe retomou o hábito de ir à missa todos os domingos – mas eu, já adulto, nunca pratiquei nenhuma religião.

    Pelo pouco que conheço do Catolicisimo e do Cristianismo em geral, bem como do Judaísmo, me parece que o antissemitismo, embora não seja pregado, tem uma semente no Cristianismo. Isto porque o Cristianismo criou sua identidade inicial por meio da rivalidade com o Judaísmo, o que acabou sendo incorporado à liturgia que persiste até os dias de hoje. Qualquer um que já tenha visto uma encenação da Paixão de Cristo – ou mesmo lido fora da Bíblia a respeito – sabe que um dos momentos mais marcantes é Pilatos lavando as mãos e se dirigindo aos judeus: “lavo minhas mãos do sangue deste justo”, ao que ele teria sido respondido: “que o sangue dele caia sobre nós e sobre os nossos filhos”. Porém, esta descrição consta somente do Evangelho mais recente, que é o de Mateus. Até então, os que acreditavam no Cristo não deixavam de se identificar como judeus e nem haviam abandonado as práticas judaicas, simplesmente tinham identificado o Messias no Cristo. Com o passar de alguns anos, a cisma começou a ficar mais evidente e Mateus, segundo a conclusão mais aceita, quis retratar isso no seu Evangelho.

    Os outros exemplos que eu vou citar podem parecer teoria da conspiração, mas fazem sentido para mim, embora não sejam evidências absolutas: independentemente da denominação (ortodoxa, reformista, conservador, etc.), todo judeu deve cobrir a cabeça ao orar, se alimentar e quando dentro da sinagoga… enquanto que há poucas heresias maiores que um cristão possa cometer do que usar chapéu dentro da igreja. Também cansei de ouvir quando criança pra “tirar esse boné, menino, comer de chapéu é falta de educação!”, sem nunca ter ouvido uma explicação convincente do porquê. O Natal, que é a maior data do calendário cristão, é uma data fabricada, porque a Biblía não situa cronologicamente o nascimento de Jesus. Pois por algum motivo se escolheu o dia 25 de dezembro e se o erigiu ao maior feriado cristão, caracterizado pelos adornos cheios de luzes… que coincide mais ou menos todo ano com o Hanukkah, ou Festa das Luzes, bem como fica a uma semana do Ano Novo, mais ou menos como o Rosh Hashaná e o Yom Kippur. Some-se a isso tudo, o que muitos podem enxergar como simples coincidências, o dogma “fora da Igreja não há salvação” e se terá que o católico acredita que os judeus não aceitam Jesus e que só partilharão da glória de Deus quando o fizerem.

    Outro ponto é o Judaísmo ser uma religião pautada na ação e o Cristianismo, na fé. O Judaísmo não é proselitista e crê que se salvarão todos aqueles que mantiverem condutas probas ao longo de suas vidas, independentemente da denominação que seguirem. Aos próprios judeus, contudo, o caminho é mais árduo, eles devem seguir os 613 (é esse o número, mesmo?) Mandamentos, codificados por Maimônides, para obterem a salvação, pois pela Aliança, eles são os divulgadores da palavra de Deus e devem demonstrá-la pelos seus exemplos. Já o Cristianismo é essencialmente proselitista – vide o dogma “fora da Igreja” – e, embora também pregue as boas ações, reputa que elas de nada valem se o indivíduo não crê em Jesus e na sua Igreja. Canonicamente falando, o camarada pode ter sido um crápula a vida toda, mas, se no leito de morte, genuinamente se arrepender e Deus entender que ele efetivamente se arrependeu, as portas do Céu se abrirão para ele. E então está aí mais motivo de antissemitismo: o judeu é, para o cristão, um descrente, um sem-fé, um não-temente-a-Deus.

    Fora esse antissemitismo institucional, que teve seus piores dias na Inquisição, no dia-a-dia há fenômenos mais palpáveis. Em primeiro lugar, é inegável que a comunidade judaica tem uma tendência cultural a tratar com desconfiança inicial os não membros. Provavelmente, isso se deve ao histórico de perseguições que os judeus sofreram ao longo da história. Até aí, isso é absolutamente normal e não tem nada de reprovável. Porém, um subproduto desse comportamento que pode gerar um círculo vicioso é o processo de vitimização, ou seja, o indivíduo repudiar um extracomunitário sem ter tido motivo para isso – e.g., moça ou rapaz judeu que rejeita o cortejo de outra moça ou rapaz não judeus, mesmo que um e outro possam genuinamente se gostar, por medo da reação da família – ou creditar todo e qualquer insucesso em tratativas com extracomunitários num suposto antissemitismo da parte destes. Não rejeito que possa haver antissemitismo em alguns casos, mas coisas dão errado para todo mundo pelos mais variados motivos. Só que há judeus que tendem a achar que tudo o que dá errado com eles assim foi por conta deles serem judeus. Daí o círculo vicioso: o judeu acha que foi vítima de preconceito, o não judeu, ou acusado ou expectador disso, se ressente, passa a tripudiar judeus por conta disso e então o judeu acaba efetivamente sendo vítima de preconceito.

    Ufa, acho que é isso! Bom, o fato de Israel, às vezes, praticar terrorismo de Estado e mal disfarçá-lo de legítima defesa não ajuda, mas, como já se pontuou, judeus e israelenses não são sinônimos exatos e, mais que isso, confundir uma visão crítica de determinadas ações do Estado de Israel com um ódio puro aos judeus é uma bárbara ignorância.

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    • 13/05/2011 - 17:37
      Enviado por: Tiopi

      Daniel, não confunda cristianismo com catolicismo ou outra coisa qualquer; milhões de evangélicos no mundo todo oraram pelo restabelecimento de Israel…
      …Jesus foi preso e condenado à morte por ter-se declarado filho de Deus…
      …todos judeus que criam que Jesus era o messias, foram sendo normativamente expulsos de suas respectivas sinagogas…
      …cristãos assim que foram apelidadas as pessoas que seguiam as palavras de Jesus…passaram a se reunir em locais secretos…motivo!?…perseguição…de quem?…Judeus…
      …todos fundadores da igreja primitiva, exceto Pedro, foram presos, torturados e mortos a pedido de líderes judeus de Jeruzalém…
      …quem começou a perseguição contra judeus não foram cristãos…
      …foram romanos que se auto-intitulavam como cristãos e igreja única…

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    • 13/05/2011 - 18:25
      Enviado por: Melchisedec Pelizer-Arias

      Papa rejeita a responsabilização dos judeus pela crucificação de Cristo

      O antissemitismo, o ódio aos judeus, segundo o Vaticano, não possui legitimação teológica. Livro com as reflexões sobre a paixão, morte e ressurreição de Cristo será publicado em sete línguas na próxima semana.

      Em um livro que chegará ao mercado nos próximos dias, o Papa assumiu uma posição histórica. Bento XVI rejeitou a responsabilização do povo judeu pela crucificação de Jesus Cristo.
      Não é uma visão nova da igreja, mas a primeira vez que um Papa faz uma análise detalhada da responsabilidade dos judeus pela morte de Jesus. Ao analisar os Evangelhos de Mateus e João, Bento XVI afirma que a condenação de Jesus pelo povo judeu não representa um fato histórico.
      “Os verdadeiros responsáveis foram os líderes templo e seus seguidores, e não o povo em geral”, escreve o Papa, que pergunta: “Como todo o povo judeu poderia ter estado presente naquele momento para pedir a crucificação?”.
      O livro com as reflexões sobre a paixão, morte e ressurreição de Cristo será publicado em sete línguas na próxima semana.

      Desde 1965, a responsabilidade coletiva dos judeus pela morte de Jesus foi excluída pela Igreja. O Papa João XXIII teve um papel importante na reaproximação entre as duas religiões. O antissemitismo, o ódio aos judeus, segundo o Vaticano, não possui legitimação teológica.
      O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e representantes da comunidade judaica em todo o mundo elogiaram a posição de Bento XVI. Para eles, é um momento histórico, mesmo que a Igreja já tenha repudiado anteriormente a culpa dos judeus na crucificação de Cristo.

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    • 13/05/2011 - 19:20
      Enviado por: Tiopi

      “O antissemitismo, o ódio aos judeus, segundo o Vaticano, não possui legitimação teológica.”

      “Desde 1965, a responsabilidade coletiva dos judeus pela morte de Jesus foi excluída pela Igreja.”

      Melchisedec, que bom que a igreja católica chegou a esta conclusão apesar de tão demorada…
      …1965 anos não dá nem pra reclamar da lentidão da justiça brasileira…

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    • 13/05/2011 - 21:58
      Enviado por: DavidCJ

      Daniel,
      A análise está correta, assim como as respostas que você recebeu. Mas o grande fato que todos estão se esquecendo é a evolução das religiões, algo natural que ocorre com o Cristianismo, Judaismo, Islamismo, etc.. Não é possível que un Cristão considere os judeus os responsáveis pela morte de Cristo há mais de 2000 anos, isso é completamente nonsense. O mesmo poderia se repetir nos judeus culparem todos os católicos atuais pela Santa Inquisição, os muçulmanos e cristãos atuais brigarem pelas Cruzadas, etc..

      O antissemitismo tem raízes diferentes e se baseia muitas vezes em alucinações de seitas secretas, poderes ultranacionalistas e outras maluquices. Alguns, como muitos dos neonazistas, acho que sequer sabem porque são antissemitas.

      Mas há um grande problema que vejo a todo momento, agredir pessoas verbalmente quando discordam de pontos de vista relacionados ao comportamento de Israel atual ou passado, isso sim acaba por exacerbar o termo a todo momento. Toda essa celeuma em torno dessa piada infeliz é uma clara demonstração disso. Ao final parece que os seres humanos não são tão diferentes com relação a opiniões pelo pouco que vejo aqui, todos acabam em devaneios algumas vezes.

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    • 13/05/2011 - 23:12
      Enviado por: José Antonio

      Tiopi,vc. realmente deu um chute na história ou nao aprendeu mesmo? Os judeus nunca deram ordens aos romanos ou dizer o que eles deveriam fazer. Jesus Cristo nunca fundou nenhuma religião, ele morreu judeu e rabino como o chamavam. Quem fundou alguma coisa foi Paulo. Os romanos não eram cristãos nesta época, se transformaram muitos anos depois. O antissemitismo veio dessa época com as mentiras que depois de 2000 anos vc. continua a contar. Se vc. tivesse nascido na década de 20 na Alemanha provávelmente teria sentado no tribunal de Nuremberg ou fugido para a Argentina

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    • 14/05/2011 - 20:47
      Enviado por: Tiopi

      Jose Antonio, tudo que escrevi acerca das perseguições de judeus que seguiam e criam que Jesus era o Cristo(Messias) está relatado no novo testamento: Atos dos Apóstolos e Cartas do Apóstolo Paulo às igrejas, em qualquer Bíblia e em todos idiomas possíveis.

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    • 14/05/2011 - 22:41
      Enviado por: Tiopi

      Perseguição judaica

      O Novo Testamento informa que os cristãos primitivos sofreram perseguição nas mãos das lideranças judaicas de seu tempo, começando pelo próprio Jesus Cristo.
      Os primeiros cristãos nasceram e se desenvolveram sob o judaísmo, na medida em que o cristianismo começa como uma seita do judaísmo. As primeiras perseguições judaicas aos cristãos devem ser entendidas, então, como um conflito sectário – judeus perseguindo judeus por causa da heterodoxia. Várias outras seitas judaicas da época, no entanto, como os essênios, foram tão heterodoxas quanto a seita cristã.
      De acordo com os textos do Novo Testamento, a perseguição aos seguidores de Jesus continuou após a sua morte. Pedro e João foram presos por lideranças judaicas, incluindo o sumo-sacerdote Anás, que os libertou mais tarde (Atos 4.1-21). Numa outra ocasião, todos os apóstolos foram presos pelo sumo-sacerdote e outros saduceus, mas, segundo o relato neotestamentário, teriam sido libertados por um anjo (Atos 5.17,18). Após escaparem, os apóstolos foram novamente pegos pelo Sinédrio, mas, desta vez, Gamaliel – um fariseu bem conhecido da literatura rabínica – convenceu o concílio a libertá-los (Atos 5.27-40).
      No século VI Dhu Nwas, rei judeu do Himyar (no Yemen), moveu um massacre contra os cristãos da península Arábica em 518 (ou 523) d.C., destruindo as cidades cristãs de Zafar e Najaran e queimando suas igrejas e matando quem não renunciasse ao cristianismo. O evento diminuiu consideravelmente a população cristã na região, perecendo talvez 20 mil pessoas [3] e foi lembrada na época de Maomé, sendo referida no Alcorão (al-Buruj:4).

      http://pt.wikipedia.org/wiki/Persegui%C3%A7%C3%A3o_aos_crist%C3%A3os

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  • 13/05/2011 - 16:10
    Enviado por: C.C.J

    Gustavo,

    Vou te contar uma situação que aconteceu quando eu tinha uns 11 anos.

    Tem um grande amigo que estudava no Pueri Domos, eu estudava no Dante. Porém eramos do mesmo prédio e sempre fomos os melhores amigos.

    Costumavamos jogar bola no extinto clube do Mé, que hoje virou um belo parque. Esse meu amigo tinha dois amigos do Pueri, que tbm erão do Monte Líbano. Esses dois eram mais velho que a gente, devem ter hoje seus 33 ou 34 anos. Eu e meu amigo temos 29.

    Uma vez indo jogar lá no Mé, chegou esses dois mulekes e vieram falar comigo para eu jogar no time deles. Como sempre joguei muito bem, era craque mesmo (lógico sou Palmeirense, acho até o Ganso me imita jogando),…rsrsrs…. sempre me queriam nos times mesmo eu sendo menor, 11 anos, jogava contra os caras bem mais velhos, então ele vieram me chamar pra jogar no time deles.

    Quando eles chegaram em mim, perguntaram se eu era judeu. (Minha aparencia física é cabelos claro, olhos claro e branquelo). Eu disse que não era. Ai eles gritaram de felicidade e me levantavam comemorando e disseram que se eu não era judeu eu era alemão, e se era alemão, era nazista.

    Logo disseram que pra eu jogar no time deles, eles iriam pintar na minha chuteira o simbolo nazista. Eu, que pouco assistia as aulas no Dante, só queria jogar bola o dia inteiro, perguntei o que era esse tal de nazismo. Eles me explicaram que era ser superior, ou seja, raça pura. Q eramos melhor que todos no mundo, esse papo furado todo. Lógico, que eu achei “legal”. Mas não deixei pintarem minhas chuteiras pq gostava delas como ela era.

    Fui embora pensando o que era aquilo. Pesquisei, perguntei em casa, perguntei no colegio….sinceramente não lembro o que me falavam. Fui procurar na biblioteca e vi umas fotos do holocausto, mesmo sem entender nada da questão, vi que aquilo era horrível. Desculpa, é impossível alguém em são consciência fazer piada daquilo. A pessoa tem que ter maldade por trás ou quer aparecer a qualquer custa.

    Bom, quando fiz uns 15 anos, comecei a sair bastante com esse meu amigo do Pueria para baladas. E na turma dele tinha um judeu (dono de uma cadeia de lojas famosa), um carioca, dois árabes (amigos daqueles q citei) e um negro.

    Era impressionante como entre eles se xingavam e xingavam a origem de cada um. Mas ao mesmo tempo saiam juntos, viajavam juntos e eram grandes amigos.

    O brasileiro tem isso enraizado, de zuar com coisas sérias e que deveriam ser respeitadas. Possuem sim alto nível de racismo. Mas não usam como radicalismo e sim como gozação. O racismo aqui fica na questão de oportunidades de trabalho, ai sim o brasileiro é muito racista. Mas na questão de agressão, tirando uns babacas que acham que são nazistas, mas que o Hitler mataria na mesma hora que olhassem para eles, o Brasil tem essa cultura de tirar sarro de tudo, inclusive da sua situação ruim e da origem dos outros.

    Acho que o melhor, seria que os brasileiros tivessem um certo respeito com a história e com questões sérias, como o Holocausto, o Tsunami agora e outras tragédias. Como tbm, saber cobrar seus direitos contra as mazelas do nosso país. Lógico, que mesmo assim podemos contar piadas de todos os povos e ser um povo brincalhão. Mas, que tenham respeito com situações que precisam de discernimento.

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    • 13/05/2011 - 16:56
      Enviado por: Gustavo Chacra

      CCJ, legal o seu relato. Você jogou contra o Marcelinho Huertas, atual armador da seleção? Conheço ele desde pequeno. Os dois que vc citou posso até conhecer, já que estudei no Pueri e lembro de alguns colegas do Monte Líbano (eu sou do Paulistano e, na época, tb do Pinheiros)

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    • 13/05/2011 - 17:19
      Enviado por: Cnick

      Chacra, acho que ele jogava futebol pois falou em chuteiras!! Você jogou, joga basquete? Bacana, tbém jogo desde os 11 anos quando já era mais alto da turma me aproximei e pratico até hoje é um ótimo vício e relaxamento do stress!!

      Jóia!!

      P.S: fiz um adendo ao comentário do Fábio Nog que ainda não foi liberado, escrevi algo que não podia ou não conforme com o blog?

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    • 13/05/2011 - 17:46
      Enviado por: alexandre

      Meu caro, pelo oque eu conheco da nossa sociedade, e pela idade dos garotos que vc jogava, uma coisa eh certa, eles nao estavao tirando sarro, se vc fosse judeu eles talvez ate o tolerariam como muitos nazistas gostavam de ser tratados por medicos judeus, mas certamente eles eram extremamente racistas. Aquilo nao foi 1 gozacao, aquilo foi a verdade sem filtro que uma cabeca de 16-17 fala.

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    • 13/05/2011 - 19:08
      Enviado por: C.C.J

      Caramba, que coincidência..

      O Marcelinho jogava no dante comigo. Eu e ele eramos reserva da seleção (eramos tbm os mais novos, por isso ficavamos na reserva). Deviamos ter uns 13 anos na época. Só que depois deixei de jogar basket e fique só no futebol. Infelizmente ou felizmente, fui expulso do Dante aos 14 anos. Lembra que ele era baixinho? hahahaa

      O irmão dele jogava muito, tinha uma discussão sobre quem seria melhor. O irmão dele era bastante amigo do meu irmão. Vc deve conhecer ele do paulistano. A gente deve ter muitos amigos em comum pelo paulistano (eu não sou sócio, mas o pessoal do Dante é). Conhece o Filó?

      Os “bonzinhos” do monte Libano vc deve conhecer sim, só não vou dizer os nomes aqui.

      Vc ia jogar bola no Mé? Dei muito chapeu e rolinho lá….rsrsrsrs

      dizendo o maior cliche que existe….q mundo pequeno

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    • 13/05/2011 - 19:12
      Enviado por: C.C.J

      Alias, Gustavo,

      em tempo…..

      Parabéns pelo texto. Escrever no blog ( ainda mais aqui que o bicho sempre pega pelo tema) um assunto tão espinhoso como esse, de uma forma tão neutra de preconceitos.

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  • 13/05/2011 - 16:11
    Enviado por: leonardo henriques

    Caro Gustavo,
    Parabéns !!!
    Que clareza, que forma de colocar as coisas no lugar.
    Voce escreveu muitissimo bem e sem nenhuma conotação de estar de um lado ou de outro, como é muito comum na nossa imprensa.
    Para discordar de uma virgula que seja do seu artigo tem que assinar embaixo como sendo alguem analfabeto ou homofobico com certeza.
    Só para ilustar e tentar colocar a parte lógica também no assunto :
    1) Higienopolis ja tem uma estação de metro, a Marechal Deodoro, que fica a exatos 250 metros do centro do bairro.
    2) Será inaugurada a estação Mackenzie/ Higienopolis que estará a exatos 600 metros do centro do bairro.
    Quer dizer, acho que não existe outro bairro em São Paulo de baixa densidade populacional com tanta oferta de Metro.
    Outra coisa: 3.500 assinaturas não representam nem 5 % do bairro porque agora culpar todos ?
    Outra: os judeus em Higienopolis representam algo em torno de 12% do bairro. Quer dizer agora são eles os culpados ? ( se é que alguem o seja ).
    Veja que o assunto

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  • 13/05/2011 - 16:23
    Enviado por: MarioS

    Gustavo,
    Voce e todos os colegas de blog são testemunhas de que pedi, em 12/05/2011 – 16:21 para o Farhat não comentar mais meus posts, mas ele insiste.
    É um direito dele, claro, mas seria muito melhor para todos, especialmente voce, que cessassem as hostilidades
    Como não cessaram, sinto-me obrigado a, mais uma vez, responder acusações absurdas, totalmente sem sentido.

    Eu disse: ” o problema não é não gostar de Israel, mas sim usar critérios exclusivos para gostar ou não daquele país.”
    Ou seja, repeti com outras palavras o que venho dizendo há tempo: quem critica Israel por um motivo X, mas não critica NENHUM outro país pelo MESMO motivo X, é anti-semita.
    Leitura distorcida e mal-intencionada: “É o que você sempre faz: tenta justificar os erros de Israel apontando os erros dos outros.”
    Não justifiquei NADA, não falei em erro de ninguém, nem de Israel nem de outros, apenas citei uma das coisas que considero anti-semitismo.

    “Não ataco judeu…Ataco isto sim, os sionistas que vieram de outros lugares”
    Não é verdade, como pode testemunhar qualquer um que acompanha o blog.
    SE fosse, os ataques não se estenderiam aos judeus que nasceram lá

    Mas o pior está longe de ser isso. Sionismo é um movimento político, uma ideologia, e como tal, pode-se concordar com ele ou não, ter simpatia, antipatia ou até mesmo ódio.
    Pergunto aos anti-comunistas do blog (sou um deles): voces teriam coragem de afirmar que um bebê, de menos de um ano de idade, é comunista? Estendo a indagação aos simpatizantes e/ou antagônicos de qualquer ideologia conhecida.

    Muitos aqui odeiam o Bush, o chamam de fascista, mas duvido que usariam o mesmo termo para um neto dele, de dez meses de idade.
    Idem para o Sharon, bin laden, Fidel, mini-hitler, etc
    Imaginem a reação de alguns se eu dissesse que o netinho de um ano de um aiatolá é fundamentalista. E seria plenamente justificada, demonstraria demência.

    Para ser sincero, a única pessoa que vi fazer isso em toda minha vida foi o que posa de justiceiro para tentar justificar seus ódios.
    Classificar politica ou ideologicamente uma criança que ainda nem sabe andar
    deixa claríssimo do que se trata na realidade, qualquer coisa menos justiça.

    A pessoa em questão, apesar de evitar a todo custo deixar claro, é contra a existência de Israel, ou seja, não compartilha com a quase totalidade dos colegas que pregam a solução dos dois países.

    Gustavo, peço que, se possível, interfira para o fim destes ataques. Mas caso não seja ou não cessem, quero continuar tendo o direito que voce sempre me deu, o de resposta.

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    • 13/05/2011 - 20:37
      Enviado por: C.C.J

      MarioS,

      Não perca seu tempo. Este ai só entra pra atacar alguém. Sempre com aquele ar superior de radicais, que acham que possuem a verdade em si.

      Abs

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    • 13/05/2011 - 21:59
      Enviado por: Otavio

      Rachei o bico aqui de tanto rir!!!!!!!!!!!

      Quanto cinismo!!!!!

      La Illah Ila Allah Mohamed Rassoul Allah

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    • 14/05/2011 - 13:17
      Enviado por: MarioS

      A perda de tempo é relativa C.C.J. Eu preferiria, como disse, não ter que ficar apontando as mentiras absurdas dele, mas também não acho correto elas passarem batido, pois pode levar alguns a acreditar que são verdades.
      Posar de professor impressiona.

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    • 14/05/2011 - 17:49
      Enviado por: C.C.J

      Verdade, MarioS,

      As vezes fico me perguntando se é melhor deixar quieto, para ter menos publicidade, e ver se passa naturalmente. Mas, como dizia Luther King:

      “Nossas vidas começam a terminar no dia em que nos silenciamos para as coisas que realmente importam”

      Abs

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  • 13/05/2011 - 16:54
    Enviado por: Ives Braghittoni

    Chacra, hoje você se superou.
    Parabéns.

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  • 13/05/2011 - 17:00
    Enviado por: Newman

    O problema desses rapazes do CQC é que eles não tem talento para serem grandes humoristas. De Seinfeld ao nosso saudoso Mussun, os verdadeiros humoristas são aquelas pessoas que dominam o “timming” correto para expor suas piadas. Já os muleques doo CQC pecam pela falta de carisma. Ser popular tirando sarro do Sarney ou Renan Calheiros como eles fazem é fácil, qualquer um consegue chutar cachorro morto. Já tirar leite de pedra, coitados, nem em sonho, então o jeito é partir para a apelação.

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  • 13/05/2011 - 17:06
    Enviado por: MINUTENTAG

    Sr. Gustavo,

    O senhor e preciso em sua analise sobre o odio gratuito. Continue combatendo a ignorancia nos dois sentidos expostos pelo filosofo Kant. Muito lucida sua abordagem

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  • 13/05/2011 - 17:07
    Enviado por: Müller

    Chacra
    Muito bom e apropriado o post do dia, concordo em 100% com ele, mas muito me espanta a politica de ’2 pesos e 2 medidas que muitas vezes vejo imperar aqui’, o blog é seu, as regras impostas são legais, e o blog é publico, por isso costumo consulta-lo e ocasionalmente comento algo.
    No seu post anterior sobre o assunto, eu escrevi o seguinte comentario:

    >13/05/2011 – 04:55
    >Enviado por: Müller

    >Realmente foi repugnante esses moradores explicitarem os reais motivos da >recusa em ali se fazer uma estação do metrô, se estivessem compromissados >realmente com a cidadania brasileira o correto seria cobrar a responsabilidade do >governo municipal, estadual e federal em se aplicar o que diz a “nossa” >Costituição, assim sendo teriamos um povo melhor educado e saudavel >transitando em um local fiscalizado de acordo com seu zoneamento e em >segurança.
    >Se a sociedade verdadeiramente paulistana e brasileira aceitar calada essas >atitudes repugnantes hoje, amanhã ou depois essa ‘minoria que se acha’ vai estar >querendo contruir muros altos com direito a check points.

    Não fiz nenhum comentário antissemita, islamafóbico, nem nada do que esta escrito nas suas linhas vermelha ou seja não escrevi nada para merecer respostas como estas:

    > 13/05/2011 – 09:01
    > Enviado por: MarioS

    > Repugnante é o seu post. Esta ‘minoria que se acha’ já contribuiu, e continua >contribuindo, muito mais com o Brasil do que nazistas como voce.
    > A sociedade verdadeiramente paulistana e brasileira sabe disso e por isso >considera repugnantes atos como os dos seus amiguinhos, os skinheads e >racistas.
    > Vá lustrar seu coturno e raspar o cabelo, afinal o fim de semana está aí e voce >deve ter muitas minorias para espancar.

    > 13/05/2011 – 10:44
    > Enviado por: Fabio de Israel

    > Pois e,este e um Nazista que deveria ser preso JA.
    > Desgracado.Imagino que mais que o dobro tentaram passar aqui com >argumentos
    > similares.

    Fui taxado de Nazista, Skinhead, Espancador, será que nada disso esta incluso nas suas linhas vervelhas ?????, sera que é por que sou razoavelmente novo aqui, por que não sou conhecido ou seja novo aqui???? talvez porque eu não comente todo dia ou nunca postei algo intelectualmente brilhante ????, qual o critério afinal ??? exatamente por essa e outras omissões que ja vi aqui escrevi lá em cima ’2 pesos e 2 medidas’,

    Anti isso ou aquilo acredito que sempre vai existir e é utopia achar que um dia isso vai acabar, pode-se restringir, punir etc mas acabar infelizmente é dificil, principalmente quando pessoas como essas que me ‘responderam’ continuarem com essa mentalidade desequilibrada e criminosa.

    Talvez os desequilibrados que me respoderam de forma criminosa e contra ‘as linhas vermelhas’ estejam com a conciencia pesada e os nervos a flor da pele.

    @manuel: Müller realmente é meu sobrenome e tens razão, obrigado

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    • 13/05/2011 - 21:55
      Enviado por: Otavio

      Muller

      PERFEITO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

      Parabéns pelo teu comentário.

      lā ʾilāha ʾillallāh, Muḥammad rasūlu-llāh

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    • 14/05/2011 - 13:34
      Enviado por: MarioS

      Muller,
      Se voce acompanhasse o blog há mais tempo saberia que eu nunca tive problema algum em me desculpar quando errei. Estou mais do que pronto a faze-lo novamente caso voce explique o que significa

      “querendo contruir muros altos com direito a check points”.
      “sociedade verdadeiramente paulistana e brasileira”
      “‘minoria que se acha’”

      desde que não seja a única explicação possível: racismo.

      Em toda a História os que se acharam no direito de decidir quais são as
      sociedade verdadeiramente alguma coisa, também se achavam no de exterminar as “não verdadeiramente”.
      Aliás, o que significa ser verdadeiramente paulistano e brasileiro?
      É possivel ser falsamente paulistano e brasileiro?

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  • 13/05/2011 - 17:18
    Enviado por: NKS

    Amigos do blog, o que atinge a todos é a falta de um sistema viário eficiente na capital paulista. Segundo pesquisas, a poluição em alguns bairros chega a ser 30 maior do que o máximo tolerado pela OMS.
    Na minha opinião o que não pode mais ser tolerado é a falta de planejamento, burocracia, e o trânsito caótico, e se não forem construídas novas linhas de Metrô a situação pode piorar para TODOS.
    A poluição afeta a saúde de toda a população paulistana, sejam brancos, negros, pardos, amarelos, gays ou lésbicas. Desculpem-me a sinceridade, mas é incrível que em
    pleno século 21 ainda estamos discutindo problemas antigos. Eu sou descendente de
    libaneses e também faço muitas críticas aos governos ultrapassados do mundo árabe.

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  • 13/05/2011 - 17:29
    Enviado por: Cnick

    Opa, já vi que postaste o meu adendo, então está tudo certo!!

    Bom final de semana.

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  • 13/05/2011 - 17:59
    Enviado por: Melchisedec Pelizer-Arias

    Gustavo,

    Sou brasileiro mas agora moro em Ottawa, no Canada com a minha familia ha alguns anos.
    Eu entendo praticamente como você se sente: imagina o que eu sinto sendo catolico e lendo comentarios aqui mesmo no proprio estadao de pessoas que mostram odio e falta de respeito com relacao a minha fé e a minha Igreja.
    Sinto muita tristeza e raiva também quando leio as manchetes de jornais e sites como BBC News, New York Times, DW wolrd, CBC news, Ottawa Metro News ou a propria Folha de Sao Paulo e vejo os ataques constantes e diretos contra Cristo, Nossa Senhora, o Papa e o pior: a nojeira de insinuar que todos os padre e freiras sao pedofilos.
    Vivo essa realidade diaramente e sinto nojo de quem se comporta desse jeito. Tenho que dizer que aprendi muito desde que eu cheguei ao Canada e te digo que é uma maravilha ver como todas as religioes e raças convivem em respeito mutuo aqui. Mesmo que nao acredito no Corao ou nos Suras, mostro meu respeito e consideracao por aqueles que o façam, mais infelizmente muitos jornais daqui conseguem mostrar tal odio pelo cristianismo e pela Igreja Catolica ou tambem por algum outro raca, as vezes

    Sinto exatamente no sangue o que outras pessoas sentem quando sao discriminadas ou ridicularizadas pela midia internacional.

    Se você estiver por Ottawa, nao deixe que me contatar ja que você mora perto daqui….

    Um abraço e que Deus continue te abençoando na tua carreira

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    • 13/05/2011 - 18:59
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Arias, obrigado pelo convite e vou cobrar quando visitar o Canadá, onde tenho parentes distantes (os Buassaly, que residem em Montreal)

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  • 13/05/2011 - 18:04
    Enviado por: Marcio Ikuno

    Gustavão, rapaz!

    Curti a opinião, curti o texto; ponto de vista simplesmente magnífico e merece sim toda atenção para abrir as mentes que sempre permeiam as ponderações “ignorantes” ou infundadas.

    No que diz respeito às estrelas midiáricas, você sabe, se encontram no auge da altivez, que, por sua vez, insultam indiscriminadamente, numa expressão, não de liberdade, mas sim, de libertinagem.

    Saudações.

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  • 13/05/2011 - 18:07
    Enviado por: Cleber Ferreira

    É por isso que eu nem me atrevo a escrever ou pronunciar a palavra judeu. Qualquer vírgula fora de contexto já é motivo para execração pública. Prefiro falar sobre economia ou esportes… rs!

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  • 13/05/2011 - 18:11
    Enviado por: Alexandre

    Já conheci gente do Mali, Bósnia e muitos outros países, e cada vez mais percebo que todos são tão iguais e tão diferentes ao mesmo tempo, e isso é ótimo. NY não é exatamente uma cidade bonita, mas lá podemos viver a experiência multicultural e étnica em seu grau máximo, o que é fascinante, principalmente se você tem algum antepassado que desembarcou naquele porto no início do século passado e contribuiu para toda aquela diversidade e pujança, como é o meu caso.

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  • 13/05/2011 - 18:40
    Enviado por: Gustavo Silva

    Xará, uma questão de termos: Islã é diferente de islamismo, não? Li que Islã é a religião em si, enquanto o islamismo é o uso político dessa religião, correto?

    Sobre o assunto em si, veio em mente o projeto de lei aprovado recentemente no Rio de Janeiro, que torna o ensino do Holocausto algo obrigatório. Li comentários a respeito e fiquei barbarizado de como as pessoas querem politizar em cima de um tema que, além de tão caro aos judeus, é uma vergonha na história da humanidade.

    Sou a favor, por motivos de interesse pessoal, que esse ensino fosse estendido não só ao Holocausto, mas genocídios em geral – Srebrenica, Ruanda, Camboja, etc. São temas complexos, porque o genocídio em si é um crime político e, portanto, é difícil não politizar. Mas as pessoas esquecem do valor humanitário em cima disso.

    Se cada criança se deparasse uma foto dos campos do Holocausto, dos crânios e fêmures em exibição das igrejas de Ruanda, do memorial de Srebrenica e suas milhares de lápides, e compreendesse que todo esse sangue foi derramado apenas por essas pessoas terem nascido com uma etnia, religião, credo diferente, tenho uma certeza: essas crianças se tornariam adultos mais conscientes, com um outro censo de cidadania e tolerância.

    O Brasil, ainda bem, está longe do mundo dos genocídios e é um cenário onde tal crime nunca irá acontecer. Mas estudar essa questão nos ajuda a lidar com males bem particulares (e que são, de certa forma, raízes de grandes massacres), como a discriminação e o preconceito – ai, incluso, os judeus de Higienópolis, que podem ser elitistas e tacanhas por mil motivos, menos por serem judeus.

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    • 15/05/2011 - 04:14
      Enviado por: Zoreh

      Nada.

      al-islam não é apenas religião eAlcorão não é apenas 1 livro teológico.

      Islam é justiça social instituída e o Koran 1 código de leis, 1 constituição que rege a vida de muslins e muslimahs desde o dia em que nascem até o dia em que serão sepultados. Milhares de regras, sobre tudo, até sobre o modo como você receberá a 1ª visita depois de casado.

      Muçulmanos não diferenciam religião de política, é tudo interligado. É fascinante.

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  • 13/05/2011 - 18:54
    Enviado por: Ivo Affonso

    “O anti-semitismo não foi resolvido, como muitos imaginam, porque Israel nasceu e se transformou em um país do primeiro mundo, uma pátria para os judeus de todas as partes. ”

    O senhor deveria visitar o Gueto de Gaza , o Gueto da Cisjordania , partindo do Aeroporto Internacional Ben Gurion em Tel Aviv , para ter uma imagem melhor sobre o que escrever.

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    • 13/05/2011 - 18:56
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Ivo, já visitei Gaza e a Cisjordânia diversas vezes e escrevi uma série de textos aqui no blog. Também já pousei no Ben Gurion, assim como cruzei a ponte vindo da Jordânia

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    • 13/05/2011 - 19:38
      Enviado por: José

      Ivo:
      Te garanto que o “gueto de Gaza e Cijordania” dão de mil em muitos” bairros favelas” do Rio de Janeiro e São Paulo.
      A Cijordania nem se fala.
      E o Hamas teve a opção de construir resorts nas praias de Gaza,trazer turistas,e ter uma situação muito melhor,pois fome e multidão de viciados em crak com frio na rua lá não tem não,como em São Paulo e no R.J,e isto eles gastando em armas ao invés do progresso da população.
      Se preferem usar a grana milionaria para armas ao invés de fazerem isto é outra coisa.
      Os nossos miseraveis não recebem milhôens de euros e dolares, e não tem nem nunca terão a grana e o olhar do mundo que os palestinos tem.
      Portanto olha aqui para nossa miséria irreversivel que é muito pior, e os lideres comunitarios não recebem milhôens nem optaram por jogar misseis em ninguem.

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    • 13/05/2011 - 22:53
      Enviado por: José Antonio

      Estes guetos só existem nas cabeças dos antissemitas

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    • 13/05/2011 - 23:29
      Enviado por: alexandre

      Em Gaza ele entra, quero ver eh entrar nas cidades sitiadas da Siria hoje em dia

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    • 14/05/2011 - 03:55
      Enviado por: Fabio de Israel

      Pois e Ivo Affonso,voce conhece o GUETO de Gaza e da Cisjordania?
      Nao,voce nao conhece.

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    • 15/05/2011 - 04:07
      Enviado por: Zoreh

      Só os árabes são semitas.

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  • 13/05/2011 - 19:00
    Enviado por: Palmeirense

    Gustavo,
    Por que não falar dos moradores de Moema, que chegaram décadas depois do aeroporto e agora querem tirá-lo de lá? O que eles querem, que seja construído um lixão no lugar?

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  • 13/05/2011 - 19:04
    Enviado por: Ivo Affonso

    Parabens , o senhor foi previlegiado pelo destino , caso fosse Palestino não teria este direito fundamental ao ser humano que é o de ir e vir.

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  • 13/05/2011 - 20:12
    Enviado por: Giuliano Alalou Giusti

    Guga,

    O Rafinha Bastos é judeu. Judeu gaúcho. A colonia judaica é grande no Rio Grande do Sul.
    Estranho esse lance do CQC ter feito comentário anti semita. O Marcelo Tas parece ser um cara consciente, mas, o sucesso pode ter subido a cabeça.
    Em relação ao Gentili, o fato do cara ter educação formal não quer dizer nada.
    Não acho que seja anti-semita. Ele está mais para um garotão sem noção daquilo que fala. Meio ignorante até.

    Abs,
    Giuliano

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    • 14/05/2011 - 10:02
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Giuliano (amigo meu de infância), discordo. O comentário foi anti-semita, apesar de ele não necessariamente ser

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  • 13/05/2011 - 20:21
    Enviado por: Mariana

    Gustavo,
    a cobertura internacional da mídia brasileira, em geral, é um lixo. Seu blog é um ponto fora da curva; além de opiniões sensíveis, vc consegue relativizar pontos de vista com muito êxito. Seu trabalho é excelente, honesto e, o mais legal, fruto de uma vivência pessoal e ao mesmo tempo de uma investigação coerente. Eu torço muito para que vc ganhe mais espaço e possa expô-lo a mais pessoas, sem perder a qualidade.

    Sobre o debate, concordo mto com vc.
    Discordo do relevo que os agentes do Estado e a mídia deram à Associação de Moradores, que, obviamente tinha direito a se posicionar, mas caiu numa postura elitista. Porém, essa reação absurda, preconceituosa e ignorante dos “humoristas” brasileiros, que defendem estupro de mulher feia, jogador de futebol king kong e outras tantas, é absolutamente condenável.

    Sobre esse estilo de stand up, francamente, acho que tem que ficar claro que esses caras NÃO são unanimidade, que eles são ignorantes, reacionários, conservadores e que eles têm direito de se expressar, nos termos da lei, mas as pessoas têm direito de discordar sem serem tidas como recalcados e politicamente corretos ao extremo…

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  • 13/05/2011 - 20:33
    Enviado por: C.C.J

    Aliás, Gustavo,

    O canastrão do Gentili deveria aprender a fazer humor como o querido Gluon.

    Conteúdo rico e engraçado. E nunca vi aqui ser preconceituoso.

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  • 13/05/2011 - 21:00
    Enviado por: Rone

    Não adianta Gustavo;sempre vai haver a chamada:
    “sindrome do judeu perseguido ”
    Houve muitas inquisições, holocausto, por que?
    A explicação está na Biblia por mais que se queira contestar e hoje muitos querem revisar as escrituras mas ESTÀ ESCRITO NA BIBLIA,o evangelio segundo Lucas!
    Qualquer pessoa leiga que leia a BIblia e depois vc lhe faça uma pergunta referente a morte de Jesus vai lhe responder que foram os judeus da epoca!
    Muitos rabinos pediram para o PAPA recentemente para mudar o entendimento do evangelio e pedir aos catolicos que mudem o entendimento!
    Asim como cada religião segue suas escrituara e acreditam nelas,cristãos catolicos,anglicanos, ortodoxos, protestantes , judeus muçulmanos , budistas, indus!
    Não creio nisso sei que o governo da epoca foi o responsavel da morte de Jesus a sua epoca!
    Os judeus tem de parar com essa sindrome, com isso, tudo é motivo para se sentirem perseguidos só fato de terem ido ao Vaticano pedir ao Papa já é uma mostra que até na Biblia eles querem reescrever!
    Dos palestinos eles não lebram né, só deles!
    Em Higienopolis não querem uma estação do metro não estão acima do direito da maioria das pessoas sejam de qual religião e raça elas forem!

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  • 13/05/2011 - 21:21
    Enviado por: eduardo viella

    e incrivel,
    sr gustavo, acho q o sr bateu o recorde de elogios, e nao e pra menos, vale ate o meu
    mas nao se chega a acordo nenhum
    sempre a mesma ladainha
    lindas palavras, alguns idiotas, normal, faz parte, mas nada de construtivo
    continuam as diferenças entre os judeus e arabes, principalmente
    nesse post, com certeza foi batido o recorde de hipocrisia, da maioria
    sem sombra de duvidas, e necessario q a pessoa viva na pele o preconceito pra depois opinar.
    arabes q nao tiveram os 6 000 000 de mortos na guerra, nao sofrem , por que?
    sofrem sim, e totalmente desnessario o numero de mortos,
    eles hj, independente do causador, q seja israel ou os proprios paises arabes, sao dizimados de uma maneira voraz
    sabemos q o holocausto, mas tambem sabemos o q o sr liebermann propoe
    sabemos o q ariel sharon fez
    sabemos o q aconteceu com sabra e chatilla
    5000 palestinos mortos numa noite
    o sr eli gueva, soldado israelense se recusou a atirar, pois eram crianças palestinas indefesas
    naquele acampamento foi provado q eram realmente refugiados , ninguem estava armado, e os soldados falangistas, com a ajuda dos judeus, q jogavam baloes de luz pelos avioes, faziam a festa
    portanto sr gustavo, por q os judeus se acham vitimas do holocausto
    e os coitados la, q morreram, e nem identidade tinham, q foram enterrados como indigentes, nao importa por q pais, mas sim, de quem os matou
    6 000 000 de judeus morreram, nas maos dos nazistas
    e tem varios idiotas aqui q perguntam qtos palestinos morreram
    do q importam os numeros??????

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    • 15/05/2011 - 13:36
      Enviado por: GabrielL

      Eduardo,

      Você é um anti-semita da pior espécie. Distorce fatos, inventa histórias e calunia judeus. Segundo a Lei Afonso Arinus, vc deveria estar preso. Os massacres de Sabra e Chatila mataram cerca de 3.500 palestinos, enquanto que o “Setembro Negro” (promovido pelo rei Hussein da Jordânia) matou 5.000 palestinos. Por que vc não comenta sobre isso? Por que só fala de judeus? Gostaria que vc me respondesse com a mesma “coragem” (se é que isso é coragem, mas me parece ser covardia) com que esperneia infantilmente.

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  • 13/05/2011 - 21:32
    Enviado por: Hilel Backmann

    Gustavo, por que o bairro se chama Higienópolis?

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    • 14/05/2011 - 10:00
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Hilel, essa eu deixo com os demais leitores. Não sei o motivo

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    • 14/05/2011 - 11:09
      Enviado por: Glúon

      .
      __________
      .
      Higienópolis
      .
      __________
      .
      .
      “Chamado primeiramente de “Boulevard Bouchard”, o loteamento fora lançado em 1895. Porém, futuramente receberia o nome de Higienópolis (cidade ou lugar de higiene) devido às suas características, ressaltadas pela publicidade, tais como o fornecimento de água e esgoto, que na época eram existentes em poucos locais da cidade. Além disso possuiria também iluminação à gás, arborização e seria atendido por linhas de bondes, sendo considerado como o maior loteamento em extenção territorial e em importância social e econômica.”
      .
      Fonte: Bairros paulistanos de A a Z Por Levino Ponciano.
      ,
      ________________________________________________
      .

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    • 14/05/2011 - 13:29
      Enviado por: Hilel Backmann

      Glúon, valeu. Sempre preciso.

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  • 13/05/2011 - 21:37
    Enviado por: eduardo viella

    eu pergunto ao sr jornalista, o q ocorreu em ruanda?
    por acaso, 1000 000 de mortos nao pesa na midia??????
    so por q eram negros ?\
    e qdo foi ????
    em q ano foi ruanda meu deus do ceu, e hj ninguem lembra\
    o sr so fala do holocausto, e nao fala de outros genocidios??????
    e o q e pior, o sr como jornalista, deveria ser mais honesto consigo mesmo
    se mostra parcial ou imparcial, pouco me importa, mas esquecer de outros povos e degradante e insensivel
    a mim, o sr nao engana
    fica pagando pau de sionistas , uma doutrina q nunca vai levar nada a lugar algum
    o sr precisa crescer, parar de ser hipocrita e ser homem

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    • 14/05/2011 - 10:28
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Eduardo, por que você tem tanta raiva de mim? Para que me agredir no lado pessoal? Você é incapaz de uma discussão civilizada? E não escrevi nunca que Ruanda não teve genocídio. Foi um genocídio sim

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  • 13/05/2011 - 21:50
    Enviado por: Alceste Pinheiro

    Chacra,
    Quero parabenizá-lo pelo texto.
    Se existe o que deve unir adversários e os que têm visão diferente do mundo e da vida, é a luta contra qualquer manifestação de racismo.
    Viva a igualdade!

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  • 13/05/2011 - 22:00
    Enviado por: Hilel Backmann

    Não tinha lido o post sobre metrô em Higienópolis, simplesmente por achar o assunto meio chato. Agora, me informando um pouco mais, penso que houve um enorme exagero em tudo. Qualquer associação de moradores pode defender o que achar melhor para seu bairro. Qualquer prefeitura ou governo deve decidir de forma técnica, conforme engenharia de trânsito, sem considerar a opinião de apenas 3 mil pessoas no conjunto total. Mas parece que o negócio virou uma queda de braço irracional e no meio de vários preconceitos de classe surgiram alguns mais pervertidos. Não vejo TV aberta em geral, e cada vez me convenço de que não há nada que preste. Sobre o humorista Gentile, li essa notícia no Estadão. Parece que como comediante ele é mesmo fraco e bobão. Essa coisa de twitter já deu muito problema. Houve um com a Rita Lee, parece.

    “Na quinta-feira, o humorista Danilo Gentili envolveu-se em uma polêmica na rede ao fazer piada com os moradores de Higienópolis. Berkiensztat, porém, disse não ver Gentili como antissemita. “Ele tentou fazer uma piada, mas foi extremamente infeliz e irresponsável. Falar algo entre uma roda de amigos é uma coisa, mas com um milhão e meio de seguidores (no Twitter) é outra”, acrescentou.

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  • 13/05/2011 - 22:06
    Enviado por: eduardo viella

    aposto q o sr jornalist vai falar q genocidio so foi na segunda guerra

    vai falar q em ruanda nao teve genocidio
    va falar q em gaza, nao mataram mais de 400, 500, q se foda os palestinos , ne chacra??
    vai falar q em qana, israel matou crianças, q nao chega a ser holocausto
    seu hipocrita libanes
    vc nao merece o sangue q tem

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    • 14/05/2011 - 10:09
      Enviado por: Fabio de Israel

      eduardo viella,se eu fosse o vice presidente da Federacao Israelita de SP,juro,
      voce seria o segundo da minha lista a prestar depoimento na Policia Federal,
      pode ter certeza.

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    • 14/05/2011 - 10:26
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Eduardo, por que você tem tanta raiva de mim? Para que me agredir no lado pessoal? Você é incapaz de uma discussão civilizada? E não escrevi nunca que Ruanda não teve genocídio. Fui para Gaza depois da guerra de 2009 (literalmente, no primeiro dia do cessar-fogo. Estive em Qana cinco vezes, tendo escrito reportagens no Estadão e na Folha. E foi um massacre de mais de cem crianças e mulheres. Um massacre lamentável. O Holocausto resultou na morte de 6 milhões, o que equivale a Belo Horizonte mais Porto Alegre

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  • 13/05/2011 - 22:41
    Enviado por: José

    13/05/2011
    às 22:15
    Higienópolis: Federação israelita avalia medidas judiciais após ataques na web

    Leiam o que vai abaixo. Volto em seguida:

    A Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp) disse nesta sexta-feira, 13, que observa com “bastante preocupação” os ataques anti-semitas desencadeados na internet com as mudanças do Metrô em Higienópolis. A associação pede aos usuários do Twitter que não repliquem nem respondam aos comentários, por entender que as ações ajudam na divulgação das ofensas. “Isso nos mostra que existe um antis-emitismo enraizados em algumas pessoas”, afirmou o vice-presidente da entidade, Ricardo Berkiensztat.

    Ele afirma que a Fisesp está “monitorando as redes sociais” e avalia medidas judiciais para que os envolvidos nos ataques sejam punidos pela justiça, e as mensagens retiradas da internet. “Vamos seguir a legislação brasileira. Quando nos sentirmos atacados, vamos requerer uma ação da justiça, porque isso configura discriminação e racismo”, acrescenta.

    Na quinta-feira, o humorista Danilo Gentili envolveu-se em uma polêmica na rede ao fazer piada com os moradores de Higienópolis. Berkiensztat, porém, disse não ver Gentili como anti-semita. “Ele tentou fazer uma piada, mas foi extremamente infeliz e irresponsável. Falar algo entre uma roda de amigos é uma coisa, mas com um milhão e meio de seguidores (no Twitter) é outra”, acrescentou. “O Holocausto é um tema muito sensível para nós, mexe com emoções e passado.”

    Segundo o vice-presidente, a entidade não pensa em processá-lo. Em vez disso, quer se encontrar com o humorista. “Vamos tentar agendar um encontro com Gentili para mostrar o que o Holocausto significa para o povo judeu”, disse. Ao Estadão.com.br, o humorista afirmou que seu comentário, “de forma alguma”, foi antissemita. “Estou tão acostumado a esse ambiente de comédia que acabo estendendo-o ao Twitter. Tudo o que eu falo é para dar alegria a alguém”, comentou. Ele disse conhecer o Holocausto “dos livros de história”, mas adiantou que aceita o encontro com a federação israelita. “E, se a comunidade judaica quiser, também faço um show para eles”, concluiu.

    Comento
    Já escrevi aqui que a boçalidade, o preconceito, o ressentimento, o rancor e, por que não?, o anti-semitismo vêm de uma mesma matriz. A partir de matérias alopradas publicadas pela imprensa, surgidas do que chamei aqui de “pobrismo”, todas as indignidades vieram à luz. Como Higienópolis é um bairro que reúne um grande número de judeus, o anti-semitismo aflorou.

    Danilo Gentili é um humorista. Sua profissão é fazer graça. O humor patrulhado pelo politicamente correto vira aula de educação moral e cívica. Mas atenção! Isso não significa que tudo lhe seja permitido — ou, para dizer de outra maneira, pode até ser, mas o humorista não está acima da lei. Se estivesse, teríamos quatro Poderes na República; Legislativo, Executivo, Judiciário e o Humorismo. E esse quarto Poder seria o único soberano. Gentili, segundo sei, num misto de jornalismo e humor, circula pelos corredores do Congresso para apontar comportamentos condenáveis dos políticos.

    Ele já esteve presente ao lançamento de um livro meu. Fez graça, tentou estereotipar autor e leitores presentes, fez lá a sua onda. Respondi com pilhérias no limite do que me é possível — o humorista é ele, não eu. Por isso, ao tratar da mensagem boçal que ele postou no Twitter, não concorro de novo na área em que ele é especialista.

    “Entendo os velhos de Higienópolis temerem o metrô. A última vez que chegaram perto de um vagão foram parar em Auschwitz”. Foi isso o que ele escreveu. Não dá! É inaceitável. É um comentário anti-semita, sim, Danilo. A ser verdade que tudo o que você fala “é para dar alegria a alguém”, a quem você tentava alegrar quando escreveu isso?

    Reitero: o humor não é inimputável. O que vai acima agride direitos protegidos pela Constituição, e Danilo deve saber disso. Louvo, e acho positiva, a disposição de Berkiensztat para o diálogo. Não vou ficar aqui arbitrando se Gentili teve ou não uma intenção anti-semita — até acho que não, mas isso é irrelevante. Ele tem de saber que não compõe o Quarto Poder da República.

    Não sei se Berkiensztat aceitará a sua oferta para um show. Não represento nenhuma entidade judaica. O que sei é que os judeus não precisam de shows gratuitos; precisam é de respeito. Tenho pra mim que sua oferta busca banalizar o peso de seu agravo.

    Gentili é um bom humorista. Precisa tomar cuidado para não ser engolido pela piada. mas isso é com ele.
    Por Reinaldo Azevedo

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  • 13/05/2011 - 23:01
    Enviado por: Paulo Lerner

    Gustavo,

    Muito bom artigo. Sou amigo da Carla Mingolla (através do Flavio Treiger) e ela sempre me fala muito bem de você.

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  • 13/05/2011 - 23:25
    Enviado por: José Antonio

    Pois é Gustavo, foi só colocar judeu no meio que o blog bombou, se não bateu o recorde absoluto, bateu em velocidade de comentários.Agora vc. entende porque os outros assuntos de assassinatos ou chacinas que ocorrem em outros países não tem ninguém que se importe. O numero de comentários e a sua velocidade, se não prova o antissemitismo prova o interesse nos judeus. Todo antissemita tem os judeus em alto grau de admiração,mas não conseguem conviver com isso.

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  • 13/05/2011 - 23:35
    Enviado por: Eduardo Finger

    Em relacao aos relatos de convivencia pacífica entre os povos de muitas raças no Brasil, me lembro de uma “piada”, pelo menos foi-me referido como uma piada.

    Durante a campanha presidencial do Obama, o grupo do McCain decidiu que a Hillary seria um bom alvo para ataques e decidiram tambem que quem deveria falar dela seria a mulher do McCain, Cindy. Ela graciosamente recusou dizendo:

    - Para falar o que vocês querem eu precisaria odiá-la muito e é muito difícil odiar quem você conhece.

    Achei esta história muito sábia.

    Enquanto “judeu”, “árabe”, “muçulmano” é só uma palavra, sem consequencias, é muito facil odiar. Quando é aquele sujeito simpático e brincalhao que voce encontra na padaria todos os dias e de quem voce obtem simpatia quando reclama de sua mulher…. aí sao outros quinhentos. Como odiar uma pessoa assim?

    E só para dar um contraste exatamente com o holocausto, há um relato tocante de um jovem judeu em Viena imediatamente após o anchuss em 1938 no qual ele relata que assim que Hitler chegou a Viena, havia grande tumulto nas ruas e o povo comecou a pedir a cabeça dos judeus, a maltrata-lo nas ruas, a invadir suas lojas e etc… E ele viu um policial que morava exatamente abaixo dele, com quem conversava todos os dias, de repente aparecer na janela com um uniforme das SA, uma bracadeira nazista e se juntar aos grupos caçando judeus. Isto é uma anomalia sem igual. Para quem quiser ler, o relato está na biografia de Hitler escrita pelo Ian Kershaw.

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  • 14/05/2011 - 00:05
    Enviado por: Carlos Eduardo Bekerman

    Parabens Guga!! Texto absolutamente brilhante!!! Seu Blog é sempre DEZ!!

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  • 14/05/2011 - 00:18
    Enviado por: roberto

    Gustavo,
    Ontem antes da bagunça te avisei que seu post era bobo.
    Hoje vejo que quele post era bobo e preconceituoso.
    E o de hoje é hipocrita. Vc plantou odio. E hoje critica suas crias.
    Vc se referiu ao bairro de modo odioso. Como se so houvesse canalhas.
    Como se o bairro fosse pedante, mas decadente comparado com sua novaiorquisinha. Que horror. Prefiro minha cidade.

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    • 14/05/2011 - 10:24
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Roberto, note que você ao querer defender o seu bairro, que em nenhum momento foi alvo de crítica minha, ataca a minha cidade. E discordo da sua classificação dos posts, mas aceito as críticas. Porém, pelo visto, mais leitores concordam comigo

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  • 14/05/2011 - 00:22
    Enviado por: Alexandre

    ZAROLHO, o tempo no mundo hodierno é escasso e se algumas vezes não dá tempo nem de ler o que nos interessa, quanto mais obras de Plínio Salgado, com todo respeito a quem gosta.

    Não compartilho de sua visão segundo a qual o anti-semitismo é forte apenas nos meios intelectuais e entre a população mais “esclarecida”, pois em sua forma vulgar (e há algum anti-semitismo que não seja vulgar?) dominou a Alemanha e até hoje infesta a Europa como uma praga. Aqui no Brasil, o anti-semitismo sempre foi mínimo muitas vezes porque o povão nem sabe o que é um judeu, por falta de cultura ou por nunca ter entrado em contato com um e mesmo entre os intelectuais o anti-semitismo nunca teve muito espaço por aqui, o que a meu ver é de fácil explicação: o Brasil, ao contrário da Europa do início do século XX, sempre foi uma terra de profunda heterogeneidade cultural e sobretudo étnica e racial. Além disso, qualquer tipo de discurso sectário nunca fez muito sucesso por aqui, é uma característica de nossa sociedade e um sociológo sem dúvida poderia explicá-la muito melhor..

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  • 14/05/2011 - 00:25
    Enviado por: Professor

    Caro Gustavo,
    Permita destoar um pouco dos seus seguidores e fãs. O blog realmente merece todos os elogios. De quando em quando passo por aqui, sem nunca me arrepender. Mas sobre esse post não. A diferenciação que você fez entre o anti-semitismo e a islamofobia é superficial, ingênua, para dizer o mínimo. Quando nos aventuramos em análises e conclusões, a prudência e o cuidado reclamam seu lugar.
    Se você, um jovem que estuda e pesquisa o OM, não identificou uma ideologia islamofóbica (por razões concretas, praticas, econômicas, estratégicas) entre os muitos ilustrados e poderosos, estamos mal de analistas. Mal de informações. Ela existe em muitas culturas ou etnias, inclusive em grupos judeus muito bem formados. Você só vê medo e ignorância nestes casos? Não seria parte de uma luta muito concreta sobre domínios, terras, recursos e propaganda? Algo para justificar políticas do dia-a-dia?
    Não sei de onde você tirou essa (de)formação conceitual. Pois eu registro, para sua reflexão, que ao contrário do que você só vê no anti-semitismo, a islamofobia, é também um preconceito na sua forma mais pura. Não é só coisa de gente mal informada e medrosa. Tenha paciência…
    Abomino tanto o anti-semitismo quanto a islamofobia, que lutam contra o mesmo inimigo: o racismo.

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  • 14/05/2011 - 00:31
    Enviado por: Priscila Pacheco

    Estas atitudes preconceituosas são deprimentes. Parece que algumas pessoas sentem prazer em seguir ideias radicalistas e generalizadoras. Recentemente um colega de trabalho teve o sinismo de dizer que todos os muçulmanos são terroristas. Eu argumentei em defesa do islamismo. Nessa semana outra colega disse que com convicção que todos os padres são homosexuais e pedófilos. Mais uma vez fui contra a generalização. Mas não a convenci do erro. Parece que todo “generalizador” não tem a mínima vontade de abrir pelo menos um pouquinho da mente. Com os anti-semitas acontece o mesmo. Para eles não existe outra ideia correta além das que defendem. Quanto a estes rapazes do CQC apenas lamento pelo ato de usar a comédia somente para ofender.

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  • 14/05/2011 - 00:34
    Enviado por: Zarolho

    Gustavo

    Acho que as manifestações relativa o caso Higienópolis é uma reação natural das pessoas e que se fossem coreanos, chineses ou bolivianos e japoneses a coisa não teria sido tão diferente. Estão fazendo tempestade em copo d’água. No Brasil não há anti-semitismo, porque tudo o que é “ismo” se refere a algo organizado, ideologicamente embasado. Isto é um caso isolado, que não tem nada a ver.
    São reações espontâneas em que as pessoas lançam o que tiver nas mãos para protestar. Isto não significa que o brasileiro é “um povo pacífico por natureza”, como dizem os revolucionário que tentaram colocar armas nas suas maões e idéis na cabeça. Fracassaram. Se o negro faz algo errado, logo vem alguém dizendo: “só podia ser”. Se a mulher dá uma fechada no trânsito logo vem, “só podia ser”, etc. A reação da imprensa e da colônia israelita ficou pior que a encomenda.
    Por que complicar? O Brasil é um dos países do mundo que abriga judeus com maior carinho. Não sei se na França ou na Alemanha a reação dos judeus seria a mesma, daqui. Veja quanta liberdade lhes é dada para externar a indignação, protestar. Veja o espaço generoso da mídia em sua defesa. Veja quanta manifestação de solidariedade do povo brasileiro. Na realidade, tais exageros criam lá fora uma imagem distorcida do Brasil nesta questão. O PT tem uma posição formada com relação ao sionismo, mais por uma questão ideológica. A questão é antiga. Ganhou notoriedade o caso da brasileira/palestina Lamia, onde o partido realizou tímidas manifestações para a sua libertação.
    No caso Enteb, o governo do Brasil exigiu das autoridades de Uganda para que libertassem os judeus brasileiros. Pouco tempo depois eles dançavam e cantavam no porto de Santos sob os aplausos da Colônia. Nunca o governo de Israel agradeceu a atitude do governo do Brasil e nem tampouco as associações israelitas brasileiras. O que é compreensível porque eles eram acima de tudo brasileiros. Durante décadas, as autoridades brasileiras exortavam o povo a reverenciar o ministro Oswaldo Aranha, que dirigiu a sessão histórica da ONU que reconheceu o Estado de Israel. Seu nome está impresso em placas de inúmeras praças e ruas em todo o Brasil. Até hoje não conheço um único caso no Brasil de violência contra judeus. Ao contrário do que acontece na Argentina e na Europa e, até mesmo, nos Estados Unidos.

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  • 14/05/2011 - 00:39
    Enviado por: roberto

    Quando as criticas do dia anterior, no post, eram acidas e preconceituosas, ate raivosas contra o direito dos moradores do bairro se manifestar, estava tudo ok. Foi so algum comentario sobre judeu e o circo dos democratas se monta. Pq so agora? Medo de perder emprego? E os higienopolitanos.todos que fomks agredidos antes? Se fosse um bairro de periferia que tivesse dobrado o governo com sua movimentaçao, vc estaria dizendo: finalmente as massas começam a fazer valer sua vontade. Como foi higienopolis, vc chamou de decadentes preconceituosos. Quando entrou judeu, vc se atormentou num inferno de culpa. Tenham paciencia. Que bela e tragica democracia. Eu a defendi desde o primeiro.post

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    • 14/05/2011 - 10:23
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Roberto, eu em nenhum momento chamei os moradores de Higienópolis de “decadentes preconceituosos”; fui claro ao escrever que se tratava do grupo que fez o manifesto; este tipo de agressão “medo de perder o emprego” é meio fraca; não costumo falar de Brasil no blog

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  • 14/05/2011 - 01:40
    Enviado por: DrSallere

    Chacra,

    Parabéns por tratar esse assunto direto ao ponto!!! Diria que foi um dos assuntos mais forte que já li e totalmente impactante.

    A minha irmã morou uns tempos perto do Higienopólis e adorava andar a pé até o shopping Higienopólis e acho a Avenida Angélica muito bonito. E o melhor: tinha toda raça misturada ali. Era fascinante. E adorava ver os judeus vestindo a roupa tradicional preservando a sua cultura judaica. E nunca vi fora de São Paulo, uma vez que resido em Santos (e tem sinagoga pequena) é raríssimo de ver esse hábito.

    E me parece que tem brasileiros ainda não acreditam que não existem preconceitos contra raça, credo, a sua origem, o nível social, etc.

    Muito triste.

    No mais, parabéns!!!!

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  • 14/05/2011 - 02:25
    Enviado por: Mauro Souza

    eu gosto de piadas de judeus feitas/contadas por judeus, são as melhores.
    como esta que uma amiga me contou:

    O Isaac liga pra mãe e diz:
    — Alô, mãe, tudo bem?
    e ela…
    — Tudo bem, meu filho.
    e ele…
    — Desculpe, foi engano
    e desliga.

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    • 14/05/2011 - 11:09
      Enviado por: HenriqueS

      KKKKKKKKKKK

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    • 16/05/2011 - 13:05
      Enviado por: simeao brandao

      Uma mãe judia compra para seu filhinho (de 50 anos!!) duas gravatas: Uma azul e outra vermelha! No dia seguinte, o filhinho aparece com a gravata vermelha. A mãe se joga no chão, se desmancha em choro, se arranca os cabelos e histericamente pergunta ao filhinho: VOCÊ NÃO GOSTOU DA GRAVATA AZUL?

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  • 14/05/2011 - 02:38
    Enviado por: Dinamite

    Gustavo,

    O humorista desenvolveu a piada de acordo com a técnica de stand up. Ou seja usou os fatos que ele acreditava na hora fossem verdadeiros. Não quis perder o timing. Porém, se ele fosse pessoa mais humana, colocaria um complemento. Algo talvez criticando o próprio anti-semitismo numa segunda piada em seguida. Não o fez por falta de fôlego, alienação ou por não ser um gênio. Agora não podemos negar que o mesmo jovem humorista já acertou inúmeras piadas e trouxe sim alegria a muitos. Sacha Baron Cohen por exemplo é um artista que não tem limites. Roberto Benigni também já fez humor ou ainda comédia com o holocausto. Uma coisa é uma coisa outra coisa é outra coisa.

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    • 14/05/2011 - 10:02
      Enviado por: Fabio de Israel

      Dinamite
      O que o Cineasta Robero Benigni fez no seu filme foi uma obra de arte,e em
      nenhum momento senti alguma PIADA ou algo ENGRACADO no filme dele.
      Se voce nao entendeu o filme e seu problema, mas a mensagem e mais forte
      do que brincar com seu filho para nao” ässusta-lo” mesmo sabendo que os
      2 iriam morrer nas camaras de gas ou executados.

      Quanto a Sacha Baron e simplesmente um Idiota na minha opiniao,nao tem graca
      nenhuma.

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  • 14/05/2011 - 03:24
    Enviado por: Roberta

    Depois de A+ vem o q?

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  • 14/05/2011 - 04:05
    Enviado por: Fabio de Israel

    Hoje li no Estado de Sao Paulo que a Federacao Israelita do Estado de Sao Paulo
    vai atras dos antisemitas que publicaram aqui e em outros blogs comentarios
    nocivos a nos judeus.

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  • 14/05/2011 - 04:07
    Enviado por: Fabio de Israel

    Ninguem aqui mandou o Abilio Diniz de volta para Portugal,porque?

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  • 14/05/2011 - 07:05
    Enviado por: Lux

    Jerry Seinfeld JAMAIS baixou o nível de suas piadas!?!?!?! Cara você tá mal informado.

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  • 14/05/2011 - 09:55
    Enviado por: Fabio de Israel

    Faltou aqui uma informacao: Os Judeus nao sao a maioria que habitam o bairro
    de Higienopolis.

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  • 14/05/2011 - 10:46
    Enviado por: poeta

    Guga
    Esse episódio na era da Internet foi evidentemente exagerado…
    1- o Gentili é um garotão metido a engraçado que fez uma piada idiota, e daí?
    2- sou judeu mas acredito que nós judeus temos uma hipersensibilidade em relação a qualquer ameaça, tanto real quanto imaginária… (e com razão)
    3- a matriz do antisemitismo na Europa durante 1000 anos foi a Igreja Católica. Não eram piadinhas de mau gosto, era perseguição MESMO.
    4- pós 1945 a Igreja Católica, percebendo o tamanho da tragédia ocorrida, teve que mudar de postura em relação aos judeus e até pediu (tímidas) desculpas.
    5- Sem o patrocínio oficial da Igreja, não há possibilidade do anti judaismo extrapolar de ataques esporádicos e piadinhas idiotas, só isso…

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    • 15/05/2011 - 13:14
      Enviado por: Allysson Oliveira

      Eu ia comentar o texto do Guga,

      ia falar na tristeza de ainda existir preconceito e racismo, ia dizer que esse mesmo preconceito no episódio Higienópolis pode ser visto na eliminação do Flamengo diante do Ceará. Li verdadeiros absurdos contra os nordestinos. Quanta ignorância.

      Mas me deparei com esse comentário do Poeta que sintetiza um pouco da verdade do anti-semitismo.

      As pessoas sempre se perguntaram em como o povo alemão pôde assistir em silêncio o holocausto nazista. A resposta é que o anti-semitismo tem raízes milenares. E a igreja católica sempre fomentou essa crença.

      O próprio Pio XII deixou claro que o reino dos céus não seria para os judeus. Pacelli se calou criminosamente ante as monstruosidades do III Reich.

      O pior do racismo e do preconceito é a ignorância que causa todos os males.

      Como diria Renato Russo: “vamos celebrar a estupidez humana…”

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  • 14/05/2011 - 11:01
    Enviado por: Renata Nunes

    Fui informada sobre a polemica ao ler o blog e os jornais. É pelo que ri uma pessoa, que se conhece o seu caráter. Temas como extermínio nao deveriam ser usados como “piada” E defender isso nao é uma questao de ser politicamente correto, mas sim de humanidade e sensiblidade. É um profundo desrespeito à memória das vítimas do nazismo, e aos sobreviventes usar isso como tema de piada. No mínimo, houve incitacao ao ódio e apologia ao anti-semitismo.

    A expansao e necessidade de metro numa cidade com transito como Sao Paulo deve respeitar os limites de cidadania e nao ser instrumentalizada para que alguns veiculem seu anti-semitismo mascarado de justica social.
    Quanto aos comentários medonhos recebidos pelo blog, é lamentável e triste. E demonstra o potencial que crimes de ódios apresentam no Brasil e pelo qual ainda nao estamos preparados para combater seja pela internet ou no mundo real.Crimes que já acontecem e que muitas vezes sao entendidos como crimes comuns.

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  • 14/05/2011 - 11:38
    Enviado por: machucho

    Alô Gustavo
    Recebi um texto/trabalho sôbre as comunidades islâmicas e me veio a DÚVIDA:
    CONHECE algum país onde a comunidade islãmica esteja acima dos +- 5% e NÃO CRIEM PROBLEMAS aos locais?.
    Óbviamente estou me referindo aos países onde os islâmicos são os imigrantes recebidos,já que nos países de origem os sinais de “paz”são claros.
    abraços

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  • 14/05/2011 - 11:40
    Enviado por: Alex Uhoton

    Olá Guga! Parabéns pelo post. É de extremo mau gosto qualquer tipo de piada que ataque a dignidade do ser humano, seja ele branco, negro, mestiço, oriental, homem, mulher, gay, lésbica… Seja qual for sua crença: agnóstico, ateu, cristão, judeu, mulçumano, budista, mórmon, etc, etc, etc… O anti-semitismo é sérissimo e tem que ser combatido sempre, como qualquer tipo de preconceito. Meus antepassados sofreram com isto na Europa antes de virem para o Brasil. Quanto ao fato de algumas pessoas serem contra o metrô em Higienópolis, estão no direito de de expressarem. Porém, neste caso, a crise de mobilidade em São Paulo e outras cidades do país, e a extrema necessidade de se implantar soluções urgentes, faz com que esta postura do “contra” soe como atrasado.

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  • 14/05/2011 - 13:42
    Enviado por: Cecilia

    Gustavo,
    poderia ar depoimentos pessoais, mas nem vale a pena comentar, porque no seu post você disse tudo. O mais seria mera redundância.

    Graças por termos na midia alguém tão esclarecido e de opiniões justas.

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  • 14/05/2011 - 13:57
    Enviado por: Rosa

    Não poderia concordar mais!

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  • 14/05/2011 - 14:09
    Enviado por: Alfredo Júnior

    Sem mais o que falar. Considero até aqui teu melhor post, Chacra. Parabéns mesmo!

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  • 14/05/2011 - 14:51
    Enviado por: Kelison Ribeiro

    Bom dia, Gustavo.

    O Rafinha Bastos, colega do Danilo Gentilli é Judeu. Inclusive é freqüentador assíduo de sinagogas em Porto Alegre e em São Paulo.

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    • 15/05/2011 - 08:04
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Kelison, o fato de ter amigo judeu não é atenuante para anti-semitismo. Mas lembro que o Danilo fez uma piada anti-semita. Não o conheço para dizer se tratar de um anti-semita

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  • 14/05/2011 - 15:56
    Enviado por: Cleber Ferreira

    É uma pena que nossos “brilhantes” articulistas e formadores de opinião não se mobilizem contra o genocídio que está ocorrendo em Gaza da mesma forma como o fazem em defesa da “oprimida” comunidade judaica brasileira. E quanto aos assentamentos judaicos – totalmente ilegais segundo a ONU – na Cisjordânia? Por que a imprensa também não monitora as comunidades sionistas islamofóbicas no orkut? A quantidade de fanáticos e racistas nestes fóruns é impressionante. O fundamentalismo não é exclusividade dos antissemitas.

    Há judeus em Israel que pregam o extermínio de civis palestinos sem nenhum constrangimento. Aliás, o ministro do Exterior israelense, Avigdor Liberman, o faz corriqueiramente. Não vejo nenhum jornalista brasileiro manifestando ojeriza em relação a isso. Palestino não é ser humano, Srº Chacra?

    Onde estão o Arnaldo Jabor, o Demétrio Magnoli e os politiqueiros pró-Israel, que sempre se silenciam ante os crimes repugnantes praticados por Tel-Aviv? Por caso os judeus de Higienópolis vivem sob as Leis de Nuremberg? São perseguidos no Brasil?

    O holocausto por acaso foi patenteado? É um tema tão sensível que ninguém, exceto o próprio povo judeu, pode discorrer sobre ele? Querem fazer demagogia? Visitem nossos hospitais públicos… Os judeus que aqui vivem sabem que estão no paraíso. Essa histeria toda é desnecessária. METRÔ PARA SÃO PAULO… JÁ!!!

    Srº Gustavo Chacra, peço-lhe que redija uma extensa crônica sobre a crise humanitária que AINDA assola os territórios palestinos. Esta questão tem de ser analisada com absoluta isonomia. Eis o espírito das leis. Eis a essência do Estado Democrático de Direito.

    Espero que minha solicitação seja atendida, Srº Chacra. Seus leitores esperam isso de você. E eu também.

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    • 15/05/2011 - 07:56
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Cleber, não há genocídio em Gaza. Na guerra de 2009, que eu cobri, morreram 1.400 pessoas. E, insisto, escrevi matérias falando do conflito. Basta ler os meus relatos da época. Uma série de vezes também critiquei o bloqueio israelense. Por último, o Estadão publica hoje excelente reportagem do Lourival Santanna, eviado especial a Gaza. O Marcelo Ninio, da Folha, também escreve sobre o assunto. Recentemente, a Adriana Carranca, hoje em Cabul, esteve em Gaza e escreveu durante um mês sobre o assunto. O Rodrigo Cavalheiro, também do Estadão, idem. Eu sou baseado em Nova York atualmente, mas também já passei temporadas em Gaza e Cisjordânia. E acho deselegante você criticar dois outros jornalistas aqui no blog, sem que eles possam responder a você

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  • 14/05/2011 - 16:41
    Enviado por: Zainab Hudhayfa

    Gustavo, com um comentário deste naipe, e 382 postagens
    pode pedir promoção à seu chefe, eu assino em baixo.
    PARABENS!

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  • 14/05/2011 - 21:24
    Enviado por: Maria do carmo

    Não sou judia, mas estudei em um colégio onde a concentração de judeus está acima da média da cidade onde moro. Eu não sabia da existência de preconceitos religiosos no Brasil, meus pais nunca haviam falado disso comigo. Estudei até os meus 10 anos em colégio de freiras, só então fui para esse colégio laico. Eu não perguntava a ninguém que religião tinham, nem mesmo anunciava a minha, não era importante. Entretanto percebia, sem saber o motivo, que alguns se concentravam em grupos em que eu não tinha acesso. Passado algum tempo fui entendendo que se tratava de um preconceito dos judeus contra os não judeus, no meu caso, eu mesma. Gostar de um judeu não era permitido, eles não me aceitavam. Esse distanciamento impostos pelos judeus aos não judeus alimenta esse desconforto que originou esse repúdio, injustificado diga-se de passagem.
    Acho que cabe uma reflexão sincera acerca da origem do preconceito e do distanciamento. Enquanto os judeus (alguns deles) alimentarem essa segregação, não permitindo que seus filhos convivam sem preconceitos com outras pessoas, independente da religião, aumentarão o desconforto e mostrarão que são diferentes. Então num episódio que poderia ser atribuído a alguns poucos preconceituosos (que não depende da religião) acaba detonando toda essa mágoa mal resolvida.
    Eu mesma sentia uma grande tristeza por não poder compartilhar da companhia de pessoas que eu gostaria de conhecer melhor. Eu me senti segregada, como os judeus dizem se sentir. Curioso.

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    • 15/05/2011 - 07:38
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Maria do Carmo, é comum em todo o mundo que minorias tentem se fechar entre si, O que ocorria com os judeus pode ser aplicado aos brasileiros em Nova York, por exemplo, pois tendem a se aproximar mais de pessoas do nosso país. Este fenômeno se reduz com o passar das gerações e os casamentos inter-religiosos começam a crescer

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    • 15/05/2011 - 09:00
      Enviado por: Konstantin

      Parabéns Maria do Carmo, voce foi no âmago da questão.
      Isso que voce informa acontece no mundo inteiro, e talvez gere esse preconceito.
      Veja o filme O Violinista no Telhado”, e perceba que a distancia entre os judeus e outras comunidades sempre foi grande.
      O filme é belíssimo mas mostra a intolerancia de ambas as partes.

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    • 15/05/2011 - 09:38
      Enviado por: MarioS

      “Entretanto percebia, sem saber o motivo, que alguns se concentravam em grupos em que eu não tinha acesso. Passado algum tempo fui entendendo que se tratava de um preconceito dos judeus contra os não judeus, no meu caso, eu mesma. Gostar de um judeu não era permitido, eles não me aceitavam. Esse distanciamento impostos pelos judeus aos não judeus alimenta esse desconforto que originou esse repúdio, injustificado diga-se de passagem.”

      Maria do carmo,
      Me desculpe, mas ou voce é muito velha, bem mais do que eu, ou está, digamos,
      faltando com a verdade,

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    • 16/05/2011 - 13:00
      Enviado por: simeao brandao

      Sra Maria do Carmo, A preservação da tradição judaica, foi o segredo da sobrevivência do povo singular que, apesar de todas as perseguições, permaneceu firme e forte. O zelo em não se misturar com outros povos não tem relação alguma com qualquer tipo de preconceito, mas a obstinação em formar um lar onde os princípios milenares do judaísmo sejam transmitidos, para nova geração, sem rupturas, nem traumas.

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    • 17/05/2011 - 16:08
      Enviado por: Maria do Carmo

      Sr Mário, sou tão jovem quanto o Sr Obama, a princesa Diana (se fosse viva) e tantos outros ilustres que nasceram na mesma época. Além disso não tenho razões para mentir. Mas se te tocou tanto a minha colocação, há de ter algum motivo. Procure em você mesmo. Olhe ao seu redor. Converse com pessoas.

      Acredito, Sr Semeão que o zelo em não se misturar possa sinceramente não ser preconceito, mas fica difícil para quem está de fora compreender isso. Talvez o sr não tenha tido a oportunidade de ouvir o outro lado. Pense a respeito.

      Minha colocação foi só para que se faça uma reflexão se esse zelo e o cuidado em se misturar não alimenta o antisemitismo, O QUAL NÃO SE JUSTIFICA (MAS TALVEZ POSSA SER EXPLICADO). Será que uma estratégia oposta não seria mais eficiente? Será que é justo separar pessoas que poderiam ser felizes juntas em nome desse zelo?
      Minha colocação não tem a intenção de fomentar a discórdia, ao contrário, acredito que eu e meus colegas judeus poderíamos ser muito mais felizes se os pais deles não tivessem tido esse zelo.. Alguns felizmente não tiveram. O mundo perde, mas pense se não são os próprios judeus que perdem mais cuidando tanto para se manterem um povo recialmente puro, alias pureza racial não deve ser objetivo, a história e a sábia natureza já nos ensina que ganhamos como quanto mais nos misturarmos e diminuímos nossas diferenças.
      Acredito sinceramente que quando religião não for uma forma de separar pessoas, não haverá mais esse tipo de preconceito nem antisemitismo.
      Tenho dois grandes amigos a quem devo muito, são muito queridos e são judeus. Eles tem em mim uma amiga e companheira em todos os momentos. Somos mais felizes por convivermos como amigos próximos e sinceros. Mas percebo que o comportamento mais alargado no convívio com os diferentes custa a eles um certo desprezo de pessoas zelosas. Será justo a mim e a eles????

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  • 14/05/2011 - 23:01
    Enviado por: Edna Baruch

    Parabéns pelo artigo. Pela forma clara de colocar os fatos.
    Infelizmente, o brasiliero, não generalizando, vamos citar o menos informado, é preconceituoso e também racista. Mas isso já se sabe há muito tempo. E ultimamente Homofóbico.
    Essa senhora que expos seu pensamento, indevidamente, até digamos preconceituosamente, não representa a maioria de Higienópolis. Erro foi maximizar algo que poderia ter sido, se não ignorado, ridicularizado.
    Ao ler no Face que uma pessoa, jornalista nesse caso, dizia que morressem todos a caminho do Einstein por causa de engarrafamento, percebi que a história enveredaria por caminhos delicados.
    As piadas, os comentários posteriores, as madames que provavelmente nunca entraram em um metrô fazendo pouco dos moradores de Higienópolis, criticando com cinismo os carrões e a riqueza dos que aqui residem me fez desejar nunca ter vindo morar no Brasil.
    Moro em Higienópolis desde 1958, quando os “judeus” moravam no bairro do Bom Retiro. Naquela ocasião era chamada de “judiazinha” por uma senhora Afro Brasileira, que provavelmente sofria preconceitos também. Engraçado não é?
    Hoje há uma grande comunidade vivendo aqui, mas eles também estão nos jardins, com escolas que ensinam inclusive o hebraico.
    Em 2011, por desrespeito a opinião do outro (veja bem, não da outra), gerou-se um movimento totalmente descabido. Aonde está o nosso direito de pensar? Aonde está a liberdade de se expressar?
    Metrô sim, se possível em todos os bairros. Sem grandes estações. Escadarias como em N. York, Roma e outras cidades. Sem grandes despesas, nada de valores faraônicos.
    E para quem não sabe: Haverá em breve uma estação chamada Higienópolis-Mackenzie. Ninguém se opôs.
    Já existe a 800 m do Mackenzie a estação Santa Cecília.
    Na Marechal Deodoro, a uns 2 km existe a Estação Mal. Deodoro.
    Na rua da Consolação a mais ou menos 1km do Mackenzie, a Estação Consolação inaugurada recentemente.
    Precisamos de estações no Brooklin, no Itaim, Vila Nova Conceição e Morumbi. Além de mais, mais e mais.
    Agradeço a oportunidade e mais uma vez parabéns pelo artigo.
    ATt.
    Edna

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    • 15/05/2011 - 07:28
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Edna, obrigado pelo relato, especialmente por contar do preconceito que sofreu ao se mudar para o bairro. Seu sobrenome é Baruch, o mesmo de uma faculdade tradicional de Nova York. Há alguma ligação

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  • 14/05/2011 - 23:15
    Enviado por: José Paulo

    MarioS,
    Eu falo com conhecimento, inclusive ao ouvir comentários de senhoras da classe alta de Higienópolis numa festa poucos dias atrás.

    Se elas pudessem, colocariam muros em torno do bairro, com check points. Porque elas odeiam gente que não seja da classe delas. Acham que ali só transitariam seus serviçais e seus cachorros. Temem que o metrô traga gente que elas desprezam: são os tais “gente diferenciada”.

    Experimente passear à pé lá, com camiseta simples, bermuda e tênis comum, e você notará os olhares de desprezo, desconfiança e preconceito.

    Elas não são judias, são madames de classe alta que consideram Higienópolis propriedade privada, tal como em Iporanga, Guarujá.

    Todas as colocações do manifesto contra o metrô são indefensáveis, simples desculpas (inclusive geológias, como se os líderes tivessem estudo técnico) para esconder o motivo real da “bronca” desses moradores: eles não querem o metrô porque não querem gente fora da classe deles circulando pelo “seu” bairro.

    Escondem um preconceito social que é tão duro quanto o antisemitismo.

    Como você mesmo disse, não é correto matar uma criança simplesmente porque ela é judia. Como não é correto matar uma criança porque ela nasceu pobre.

    Em nenhum momento eu vi Müller atacar judeus. Ela estava criticando essa classe aristocrática que vive em Higienópolis, essa gente com mentalidade fora dos propósitos do século XXI. Essa “minoria” que “se acha”.

    Acho que você deve ter humildade (uma grandesa de caráter, embora muitos pensem ser humilhação) e pedir desculpas a ele. Porque você o ofendeu.

    Talvez você seja da mesma classe que elas. Desculpe-me se lhe incomodo ou se lhe tomo o tempo, ou mesmo se minha inteligência lhe parece diminuta a ponto de sequer responder quando lhe pergunto algo.

    Mas se você é originário de Bom Retiro, então você faria o mesmo que os Kopelowicz, Schver, Worcman e outros judeus tão amigos de lá com os quais convivi e adotaria o gesto de humildade e conciliação.

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  • 15/05/2011 - 09:54
    Enviado por: MarioS

    José Paulo,

    “Porque elas odeiam gente que não seja da classe delas”
    Não duvido José Paulo, mas, como voce admite, isto não tem absolutamente NADA a ver, nem com Higienópolis nem com judeus.

    “Elas não são judias, são madames de classe alta que consideram Higienópolis propriedade privada, tal como em Iporanga, Guarujá”.
    Corroborando o acima
    “Escondem um preconceito social que é tão duro quanto o antisemitismo”
    O preconceito é tão duro, mas nunca chegou a pogroms, assassinato em escala industrial nem nada parecido
    “Como você mesmo disse, não é correto matar uma criança simplesmente porque ela é judia. Como não é correto matar uma criança porque ela nasceu pobre”
    E quantos casos voce conhece de crianças ASSASSINADAS (por favor não venha me falar em consequências de falta de assistência) por serem pobres?
    “Em nenhum momento eu vi Müller atacar judeus. Ela estava criticando essa classe aristocrática que vive em Higienópolis, essa gente com mentalidade fora dos propósitos do século XXI. Essa “minoria” que “se acha”.
    Digamos que com “essa minoria que se acha” ele não tenha se referido a judeus, o que duvido, mas e o que significaria “sociedade verdadeiramente paulistana e brasileira”? Perceba o paradoxo: os que assim se consideram são EXATAMENTE os que voce diz ter preconceito social (e tem, não discuto isso).
    Voce já frequentou o Harmonia? Lá voce vai ouvir muito esta expressão: verdadeiramente isto ou aquilo.
    No momento que o Muller se achou no direito de distribuir “títulos” de paulistano e brasileiro, demonstrou, claramente seu preconceito.
    “Acho que você deve ter humildade (uma grandesa de caráter, embora muitos pensem ser humilhação) e pedir desculpas a ele. Porque você o ofendeu”
    Repito: não teria problema nenhum em fazer isso DESDE QUE ele dissesse quem, na opinião dele, sáo os “verdadeiros” paulistanos, mesmo porque me considero um e, acredito .eu, isto não depende de opiniões sobre localização de estações de metrô
    “Talvez você seja da mesma classe que elas”
    Talvez, muito provavelmente não, mas para isso preciso saber a “classe” delas. “Desculpe-me se lhe incomodo ou se lhe tomo o tempo, ou mesmo se minha
    inteligência lhe parece diminuta a ponto de sequer responder quando lhe pergunto algo”
    O que o levou a pensar isso? E o que eu deixei de responder?
    “Mas se você é originário de Bom Retiro, então você faria o mesmo que os Kopelowicz, Schver, Worcman e outros judeus tão amigos de lá com os quais convivi e adotaria o gesto de humildade e conciliação.”
    Um dos (bons) problemas de ter nascido e morado no Bom Retiro daquela época é a AUSÊNCIA de preconceito. Mas com o tempo aprendi a reconhece-lo e acredite, muito dificilmente me engano em relação a isso.
    Judeus, historicamente, por questão de sobrevivência, aprendem isso logo.
    O Brasil comparado com outros é, sem dúvida, um dos países em que este problema é mínimo, mas ainda sim existe, pode acreditar.
    Talvez seja este o motivo pelo qual me revolto tanto contra quem tenta, a todo custo, trazer esta praga para cá.

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    • 15/05/2011 - 15:56
      Enviado por: José Paulo

      Eu lhe faço uma opinião construtiva, amistosa.
      Na essência, quiz dizer que TUDO o que se escreve aqui você enxerga de modo pessimista e antisemita. Em alguns casos, certamente, mas noutros talvez não seja assim.
      É muito desapontador para mim procurar informações e ensinamentos sobre Oriente Médio e ver pessoas se agredindo ou defendendo práticas ilícitas e imorais.
      Seria melhor se fôssemos racionais e nos afastássemos de radicais que em nada contribuem para o blog.

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    • 15/05/2011 - 16:33
      Enviado por: José Paulo

      Finalizando, você preconceitualizou o que a pessoa escreveu, sem ter certeza de sua posição ou ideologia.
      Mais claramente sua incerteza: “Digamos que com “essa minoria que se acha” ele não tenha se referido a judeus”.
      E atirou contra ele: “Vá lustrar seu coturno e raspar o cabelo, afinal o fim de semana está aí e voce >deve ter muitas minorias para espancar.”
      fornecendo munição para que radicias a seguir continuassem com as ofensas.
      Espero que você compreenda minha crítica positiva e amistosa,
      E que tenha uma excelente semana.

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    • 21/05/2011 - 00:51
      Enviado por: Müller

      MarioS, se vc tem ou não algum problema em se desculpar isto é uma caracteristica sua e eu gostando ou não, não tenho nada a ver com isso, decerto aquele que reconhece seus erros e se redime de alguma forma e em algum tempo sempre é reconhecido por ter essa capacidade, para uns isso importa para outros não, a conciencia de cada um sabe o que deve fazer.

      Não vejo o por que eu deva me explicar, pois como ja escrevi em nenhum momento ofendi, caluniei voce ou qualquer outro comentarista, nem qualquer povo ou religião.

      Acompanho na medida do meu possivel o blog e não sei ao certo desde quando, escrevi somente em raras ocasiões, se escrevi besteira ou não isso nem vem ao caso, não recebi nenhuma reclamação. Tenho por mim de acordo com os seus comentarios que voce é um defensor veemente e fervoroso do Estado de Israel, é um direito seu e é inquestionável da mesma forma que para qualquer pessoa que defenda a causa Palestina. Eu particularmente sou mais solidario a causa Palestina pois no meu ver as demandas e necessidades desse povo são absurdas em relação ao o que é o Estado de Israel ou qualquer outra nação, agora isso não quer dizer contudo que eu seja somente pró-palestina, muitas vezes sou pró-israel tambem.

      Dado a sua fervorosa e veemente forma de defender o seu ponto de vista, digo-lhe que voce errou no feito de me acusar de nazista e errou novamente com “desde que não seja a única explicação possível:racismo” e lhe explico:

      ‘muros altos com direito a check-points’ – Não remete única e exclusivamente a Israel, para voce fazer o que fez, lá tem ? sim !, na Africa do Sul teve ? tb !, e nos E.U.A ? tb e com direito a cerca eletrica, cameras termicas, satelites etc, isso é de hoje ? sabemos que não ! Jerusalem foi construida com muros e portões, Roma, e as muralhas da china ? é alta e tem diversos check-points ou portões ou portais como queira. E em Higienópolis ??? não ! ali graças a repercurssão/discussão na maior parte proveitosa e sadia (exceto por algumas deturpações) não chegaremos a este ponto !. Achas que isso não seria possivel (muros altos e check-poits em higienopolis) ? discordo ! existe em varias localidades tanto na cidade quanto no litoral e pelo Brasil afora tambem.

      Sou paulistano, nascido no bairro de Cerqueira Cesar e evidentemente brasileiro, e procuro exercer minha cidadania prevista na Constituição sem tolher a de outrem, ou seja quando quero ir naquela praia paradiziaca no litoral norte paulista mas me deparo com um muro alto e um check-point de um condominio particular que se apropiou (em beneficio de uma minoria que se acha) do acesso publico a orla,… faço valer o meu direitos de ir e vir.

      Creio ter, embora não precisasse, esclarecido completamente suas duvidas quanto ao exato contexto do meu comentário no post sobre o metrô, talvez voce lendo este agora, sem o seu fervor cego de outrora, reveja o que fez.

      Obs.: Somente agora que terminei e fui procurar onde postar é que vi que havia comentários do @José Paulo, @Maria do Carmo aos quais eu agradeço pela lucidez e bom entendimento do que foi o meu comentário e um outro comentário do @MarioS que eu desconhecia e a quem eu reitero não duvide, basta simplesmente ler que esta claro e objetivo que em nenhum momento foi feita qualquer referencia a “judeus”, é puramente assunto doméstico de Sampa porem você pareceu-me estar envenenado com as deturpações que houve na mídia em geral ou seja literalmente você juntou a fome com a vontade de comer e eu que paguei o pato.

      Abraços

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  • 15/05/2011 - 10:09
    Enviado por: Roland Scialom

    Parabens pelo artigo, Gustavo. Muito pertinente, pois o antisemitismo cresce à
    medida que a presença do judeu no mundo cresce. E como ultimamente Israel está
    no centro das atenções…
    Gostaria de enriquecer o cenário acrescentando uma referencia bibliográfica que
    não deve ter muito ibope atualmente, mas que nos tempos pos 2a guerra foi importante.

    Sartre escreveu em Reflexions Sur la Question Juive (1946):

    « L’antisémitisme est une tentative pour valoriser la médiocrité en tant que telle,
    pour créer l’élite des médiocres. Pour l’antisémite, l’intelligence est juive, il
    peut donc la mépriser en toute tranquillité comme toutes les autres vertus que
    possède le juif. » La haine des juifs permet aux petits d’avoir l’impression d’être
    propriétaires, d’avoir quelque chose à défendre. « Puisque le juif veut leur dérober
    la France, c’est que la France est à eux » L’antisémitisme est un « snobisme de
    pauvre »

    Os que tem a vocação à lucidez e ainda não leram o livrinho de Sartre, deveriam faze-lo, vale a pena.

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  • 15/05/2011 - 10:58
    Enviado por: Dan Kraft

    Parabéns, Gustavo. O post é esclarecedor e sereno, pontuando o que precisa ser esclarecido, sem você abrir mão de sua visão pessoal. Continue seu trabalho de esclarecimento, que é muito proveitoso aos seus – ainda que eventuais – leitores. Mesmo apesar dos muitos que não admitem sua visão, usando seu espaço para deixar aflorar complexos e recalques, siga em frente, pois você está fazendo um belo favor à inteligência – quando existente – dos que visitam esse blog.

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  • 15/05/2011 - 11:45
    Enviado por: Seu Madruga

    Sugiro como nomes para a Futura Estação de Metro:

    - Estação do Povão
    - Estação do Migrante Brasileiro
    - Estação da Igualdade
    - Estação da Dignidade Humana
    - Estação da Tolerancia
    - Estação dos Brasileiros

    e por ai vai, e sabe o que eu acho do pessoal de Higienópolis, do fundo do meu coração, eu acho que eles são problema deles, e pá daqui e pá de lá.

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  • 15/05/2011 - 12:01
    Enviado por: Cleber Ferreira

    Srº Gustavo, ambos sabemos que o que houve em Gaza foi, sim, um genocídio. Talvez não na proporção aceita universalmente pela comunidade internacional. Mas imagine se o contrário houvesse ocorrido? 1.400 judeus brutalmente assassinados por forças militares palestinas renderiam séculos de vitimização e uma indústria tão rentável e lucrativa quanto a do holocausto. O sanguinário Exército de Defesa de Israel utilizou armas químicas contra a população civil do exíguo território palestino entre o final de 2008 e início de 2009. 1.400 pessoas morreram, e, ainda assim, você tenta minimizar essa chacina hedionda?

    O que caracteriza um genocidio não é o alcance, mas, sim, a motivação. A impiedosa campanha de limpeza étnica que se abate sobre a Palestina lança mão de inúmeros expedientes: contenção, repressão, miséria, difamação, racismo, roubo de água, violação de direitos civis, perseguições políticas, esbulho possessório e assassinatos. Acha isso pouco, Srº Chacra? Não vejo a mídia se descabelar na defesa dos direitos humanos da população civil palestina. Ao contrário, sempre tentam justificar as ações belicosas de Israel. Porém, o inesgotável fluxo de informações e a cobertura em tempo real dos eventos catastróficos que grassam nos territórios palestinos OCUPADOS são suficientes para compensar a atuação parcial e tendenciosa de nossos jornalistas. No Brasil, infelizmente prevalece uma visão unilateral do chamado conflito israelense-palestino. E esta abordagem favorece apenas os interesses políticos de Israel e da comunidade judaica que aqui reside.

    Agradeço-lhe por ter me recomendado a reportagem do Lourival Santanna. E aproveito o ensejo para indicar-lhe uma matéria que acabo de ler no portal do Estadão sobre a violenta ação que soldados israelenses infligiram sobre palestinos que se manifestavam pacificamente contra a ocupação de suas terras. O nakba foi contido da mesma forma com que os governos da Síria, do Iêmen e do Bahrein têm reprimido suas populações. Nisto, e em tudo o mais, os governos árabes e o de Israel não se diferem. Ainda assim, considero o antissemitismo um crime imperdoável.

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    • 16/05/2011 - 12:52
      Enviado por: simeao brandao

      Sr. Cleber, Os judeus não servem de escudos humanos para seus líderes nem são doutrinados para morrerem e levarem o maior número de pessoas consigo! Não vivem na miséria, com promessas de que, se combaterem o inimigo, vão herdar o paraiso, sob forma de prostíbulo com suas 72 virgens!!!!!!!!!!

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    • 17/05/2011 - 16:39
      Enviado por: Maria do Carmo

      Igualar todos os mulçumanos aos radicais homens bomba é tão triste quanto a piada do infeliz humorista, é tão grave e o pior, é simétrico. A intolerância religiosa só alimenta a discórdia de lado a lado. Descuple minha sinceridade.
      A intolerância e o ideal de uma raça superior foi a causa da morte de milhares de judeus na guerra. Judeus, muçulmanos, cristãos e o que quer que sejam não sao melhores nem piores, são pessoas, boas ou más, com defeitos e virtudes, mas principalmente pessoas que erram e vez ou outra acertam.
      Tolerância e Conciliação são as palavras que podem mudar essa história. Daqui do Brasil de de lá. Será que os envolvidos querem? Ou será que alguns ganham com tudo isso? Alguém pode me esclarecer?

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    • 18/05/2011 - 14:59
      Enviado por: machucho

      Quanta asneira!
      Você não deve conhecer nem o vizinho dos fundos de sua residência pela quantidade de disparates desferidos no seu comentário e CONTRA o blogueiro, que tem de postar este lixo.
      abraços

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  • 15/05/2011 - 14:46
    Enviado por: Catarina

    Espero que o episódio da estação de metrô na Angélica, seja um recado para o governo de que os eleitores estâo cansados de saber que nâo existe uma estratégia de planejamento e projetos para o transporte coletivo da cidade. Mais um vez, neste faz e nâo faz, vemos a coalizâo de interesses econômicos e políticos imediatos. A maior cidade do Brasil precisa de um plano estratégico. Do contrário, como foi dito aqui no blog, Sâo Paulo vai parar

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  • 15/05/2011 - 19:36
    Enviado por: Tetsuo Shimura

    Quero cumprimentar pelos seus textos sempre redigidos com visão de um jornalista sério.

    Achei lamentável o destino que tomou a questão da planejada estação do metrô paulista, principalmente porque São Paulo é uma cidade que sempre acolheu todos os povos do mundo e imaginava ser uma das poucas no mundo onde a coexistência fosse pacífica. Tive excelentes amigos de todas as ascendências étnicas com os quais sempre tive relacionamentos muito bons e valiosos; tenho inclusive parentes casados com descendentes de libaneses e outras etnías e tenho por eles profundo respeito e admiração

    Algumas reações que vejo na sociedade brasileira é a sua herança escravorata onde os imóveis têm banheiro de empregada, entrada de serviço, o negro recebe salário inferior para mesmas funções e por aí afora. Infelizmente o sentimento que se aflorou no caso do metrô pode ser debitado senão no todo, pelo menos em parte para as declarações que o ex-sindicalista fez ao longo dos oito anos; suas tendenciosas simpatias por um regime e destilando o veneno da discriminação por outros de “olhos azuis e cabelos louros”. Aliada à ignorância dos iletrados, temos leis e judiciário, que em nada servem para coibir tais comportamentos onde tudo é permitido desde que não se coloque em risco o governo ou o Estado brasileiro.

    Neste momento em que escrevo (em BH), sou obrigado a conviver com uma grande manifestação dos torcedores do Cruzeiro (MG) que comemoram a sua vitória contra o Atlético; comemorar é uma coisa saudável, mas ninguém é obrigado a suportar por horas à fio, ruídos de buzinas de todos os níveis sonoros e gritos, principalmente em região próximo a hospitais. Este nível de falta de respeito com os outros é a força que dá aos manifestantes para o caso do metrô. O coletivo dá força para aqueles de na sua individualidade são pessoas fracas e frustradas.

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  • 16/05/2011 - 03:57
    Enviado por: Edson Soares

    Estou desconhecendo o Brasil, que tem ares para todos os humanos do planeta! Penso que se todos independentes de qualquer ideologia religiosa seguisse apenas o que está escrito em seus livros sagrados, esse mundo seria um paraiso. Façam uma comparação com a Blíbia, Evangélio, Evangélio Segundo o Espiritismo, Alcorão, Corão, e outros livros escritos por profetas, e vejam o que pregam! será violência em termos gerais, físico ou mental? Como será que esses que atuam na ignorância iriam agir perante essa comparação de tantas palavras que prega principalmente o Amor!
    São Paulo é privilegiado por ter todas as raças do mundo e mais ainda as misturas entre elas, pois aqui se aprende que o coração não Há fronteiras e que o amor é como o universo sem limites!
    Parabéns Gustavo Chacra pela iniciativa esclarecedoura!

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  • 17/05/2011 - 19:08
    Enviado por: Fabio Maciel Rocha

    Olá amigos, antes de iniciar meus comentários, eu gostaria de me apresentar.
    Meu nome é Fabio Maciel Rocha, católico apostólico romano, policial militar gaúcho, instrutor de armamento e tiro credenciado pelo Exército Brasileiro e pela Polícia Federal e instrutor de segurança em empresa privada. Não tenho nenhum parente próximo judeu, nunca namorei uma judia e infelizmente tenho poucos amigos judeus.
    Eu quero aproveitar este espaço para relatar brevemente a minha experiência que tive quando fui a Israel fazer meu curso de Proteção de Autoridades no ano de 2009.
    Quando cheguei ao Ben Gurion confesso que achei a recepção bem menos simpática que a que recebi em Paris na minha conexão de voou. Não me agradou mas eu não poderia julgar uma nação por apenas uma situação.
    Nos meus passeios por Tel Aviv vi muitas coisas que gostei e outras que não gostei e algumas que me surpreenderam. Mas normal isso acontecer pois eu estava num país que recebe judeus e turistas de todas as partes do mundo.
    Minha primeira impressão era que o povo era frio e não me senti em casa nos primeiros dias. Mas uma coisa me surpreendeu. Havia mesquitas em plena Tel Aviv, em região nobre a beira mar! Mas como isso se o que eu via pela televisão eram judeus matando árabes, bombardeando casas e oprimindo este povo?
    Visitei Jaffa e vi uma mulçumana tomando banho de mar coberta da cabeça aos pés e seu marido com o bebê ao colo e tirando fotos dela. A poucos metros dali havia jovens judeus de bermuda e belas judias de biquínis tomando sol igual a qualquer praia do Brasil. Duas culturas diferentes convivendo com respeito mútuo e paz.
    Quando visitei Jerusalém passei pelo muro que Israel levantou na fronteira com os territórios administrados por palestinos e isso me fez pensar que lá não haveria árabes. Mais uma vez eu estava enganado. Jerusalém em parte é dividida em quarteirões judeus, árabes e cristãos, e todos vivem em paz lá. Lógico que há diferenças lá, e há gente chata e radical em todos os lados e religiões, mas nada de violento como costuma aparecer na televisão.
    Vi sim muito respeito por parte dos judeus com as diferentes culturas que lá vivem.
    Vi que quando os mulçumanos tomaram Jerusalém eles destruíram vários símbolos da cultura judaica e cristã, mas quando esta voltou as mãos dos judeus o mesmo não aconteceu. O respeito que o judeu em geral tem pelas outras culturas é tão grande que em plena região do túmulo do Rei Davi há vitrais, colunas e mensagens mulçumanas. Quer mais prova de respeito que isso?
    Vi por mais de uma ocasião judeus falarem que a religião mulçumana é pura e linda, e que deve ser respeitada por todos.
    Briguei quase que aos socos com um comerciante árabe quando eu negociava com ele, mas isso é a cultura deles.
    Tinha duas crianças judias ortodoxas que olhavam para mim e riam como qualquer criança chata aqui no Brasil.
    Mas e o muro que citei antes? Ele infelizmente se faz necessário para deixar longe os mulçumanos radicais da mesma forma que as muralhas da antiga Jerusalém serviram para proteger seu povo dos cristãos radicais da época das cruzadas.
    E quanto ao judeu ser frio eu estava enganado, pois é um povo festeiro, alegre e amigo, só que é reservado e muito sério. Quando deixei de ser uma pessoa estranha no local para me tornar uma presença constante, eu fui muitíssimo bem tratado, fui muito bem acolhido e respeitado. Vi que o judeu é um povo divertido, amigo, respeitador e alegre, mas que em virtude de serem alvos de muitas injustiças e violências eles acabam algumas vezes adotando uma postura mais cautelosa.
    Mas uma coisa é dose de aturar num judeu israelense depois que você vira amigo dele. Agüentar o orgulho dele com sua terra e ter que ficar ouvindo que este país minúsculo e com pouco mais de 60 anos de idade e pobre em recursos naturais é um país de primeiro mundo. Risos…

    Bem, já escrevi muito mas eu não poderia deixar passar em branco mais uma injustiça contra esta nação, e antes de me despedir eu queria agradecer pelo espaço e dizer que não vejo a hora de voltar a Israel e conhecer um pouquinho mais deste tão fantástica nação que protege, respeita e cuida de todos os locais sagrados da minha religião.

    Obrigado a todos e Shalon aos meus amigos judeus.

    PM Rocha

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    • 18/05/2011 - 07:20
      Enviado por: Tetsuo Shimura

      Fábio.

      Acredito que se boa parte dos brasileiros pudessem conhecer outros países e culturas como a chance que voce teve, certamente no recente episódio no período 2008/2009, o cara não teria feito comentários depreciativos aos “louros de olhos azuis” e tampouco obtido a simpatia dos brasileiros.

      Em relação a “frieza” que os brasileiros apontam para os outros povos, acredito que esqueceram as orientações de suas próprias mães: “não falem com estranhos”.

      Já em relação ao “orgulho dele com sua terra e ter que ficar ouvindo que este país minúsculo e com pouco mais de 60 anos de idade e pobre em recursos naturais é um país de primeiro mundo”, acho que todos nós deveríamos ter este comportamento pelo nosso País que não pode ser confundido com a inépcia daqueles que são muito bem pagos para dar o norte do destino. Bem ou mal, certos ou errados, acho que os judeus têm sim bons motivos para sentirem orgulho.

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    • 18/05/2011 - 10:54
      Enviado por: Daniel Barbosa

      Ótimo relato, parabéns PM Rocha.

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    • 18/05/2011 - 14:50
      Enviado por: José Antonio

      Pena que os que esculhambam Israel não tiveram a chance que vc. teve. Eles ficam apenas nas suas casas destilando seu ódio e babando preconceitos. Alguns que conhecem o OM, mas não Israel, esculhambam os sionistas por não entenderem o que isto significa, tem ódios pessoais e se acham o último bombom do pacote. Azar o deles, vão acabar morrendo do coração e não vai adiantar nada. Israel vai continuar lá queiram ou não.

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  • 18/05/2011 - 10:25
    Enviado por: Fabio de Israel

    Fabio Maciel Rocha,UM EXEMPLO A SER SEGUIDO.
    PARABENS.

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  • 18/05/2011 - 16:12
    Enviado por: ruth

    muito bom, só acrescentaria os que usam o rótulo anti-sionista ( e nem sabem o que sionismo quer dizer) para não dizer anti- judeu, o que ficaria politicamente incorreto.

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  • 08/07/2011 - 02:03
    Enviado por: silvio

    Quanta sutileza e quanto jogo, mas…

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