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Guga Chacra

20.junho.2011 09:24:57

De NY a Brasília – O Ocidente não considera o Brasil Ocidental

no twitter @gugachacra

Nos Estados Unidos e na Europa, o Brasil não é Ocidente. Nós não somos ocidentais. Mesmo na China, na Índia, no Oriente Médio e na África, não nos incluem no mundo ocidental. Sei que muitos brasileiros querem ser integrantes desta civilização, mas eles não querem e não acham que façamos parte. Somos, na visão do resto do mundo, hispânicos que não falam espanhol.

Samuel Huntington, em seu livro “O Choque de Civilizações”, nos classificou como latino-americanos, com o catolicismo pesando fortemente na nossa cultura. Fareed Zakaria, comentarista da CNN e da revista Time, escreveu outro dia que “a crise financeira internacional atingiu apenas o Ocidente, e não países como Brasil, Índia e China”.

Em Beirute e Tel Aviv, libaneses e israelenses dificilmente dirão que nós brasileiros sejamos ocidentais. Não somos como os europeus ou os americanos na cabeça deles. Isso não é pior nem melhor. Eles apenas acham engraçado os brasileiros se considerarem ocidentais. Curiosamente, Israel e Líbano se acham Ocidente, apesar de geograficamente estarem no Oriente.

No Conselho de Segurança da ONU, ao cobrir resoluções contra países como Síria, Líbia ou Irã, noto que não descrevem o Brasil como ocidental. Somos do “Bric”, emergentes. Neste caso, até parece ser positivo. Eles nos colocam em alta, como uma nova força, diante de potências européias decadentes.

Quando estudei aqui nos EUA, seja no colegial (high school, ensino médio, clássico ou como quiserem chamar dependendo da geração) ou no mestrado, sempre fui de um país “cool”. “Where are you from?”, me perguntavam. “Brazil”, respondia. “That’s so cool! Where in Brazil?”. “São Paulo”. “Nice, I’ve always wanted to go to Rio”. Eram simpáticos, e demonstravam curiosidade para saber mais como era a vida em um país fora do Ocidente.

Hoje também acrescentam que somos uma potência econômica, bem diferente dos anos 1990. Ainda assim, jamais nos descrevem como Ocidente. Apenas no Departamento de Estado, onde, por motivos geográficos, somos regidos pela “Subsecretaria do Hemisfério Ocidental”, que incluí a América Latina e o Canadá.

Eu acho bobagem a divisão do mundo em civilizações. Libaneses, chineses, israelenses, brasileiros, americanos e franceses de uma determinada classe social têm vidas praticamente idênticas. A variação se dá de pessoa para pessoa. Eu sou 100% paulistano, mas não bebo chope, não jogo bola, não escuto pagode e pratico um esporte popular na Sérvia (pólo aquático) e gosto de baseball, apesar de também amar futebol (e o Palmeiras). Aliás, dois esportes ocidentais, mesmo com o baseball sendo ignorado na Europa, mas popular no Japão e Cuba. E o futebol, ainda que crescente nos EUA, não ser uma das três maiores modalidades. Curiosamente, a China não gosta de nenhum dos dois e a Índia ama o circket, que, obviamente, é do Ocidente.

Estas separações também colocam em civilizações distintas a Espanha e a Argentina, mas na mesma Portugal e Suécia ou Líbano e Arábia Saudita. Buenos Aires e São Paulo talvez tenham mais pessoas de origem européia do que todas as capitais da Europa, menos Londres e Istambul que, por sinal, tampouco é da civilização ocidental, apesar de os turcos, como os brasileiros, acharem que sim.

Se esta divisão não serve para descrever pessoas, ela auxilia no entendimento de questões de política externa. O Brasil, como governo, na administração de Lula e de Dilma, não se coloca como Ocidente. Na verdade, aceita e até incentiva a classificação do país como potência do mundo emergente, independentemente de ser latino-americana ou não. A Turquia também descobriu este mercado. Mais vale ser o gigante da “civilização islâmica” do que o “menino feio” da civilização ocidental, tomando bola preta para entrar no clube da União Européia, apesar de ser bem mais forte economicamente do que a vizinha e decadente Grécia, berço da civilização ocidental.

Leiam os blogs da Adriana Carranca, no Afeganistão, do Ariel Palacios, em Buenos Aires, do historiador de política internacional Marcos Guterman, em São Paulo, daClaudia Trevisan, em Pequim, o Radar Global, o blog da editoria de Internacional do portal estadão.com.br, com o comando do Gabriel Toueg e do João Coscelli, o Nuestra America, do Luiz Raatz, sobre América Latina, ” e as Cartas de Washington, da correspondente Denise Chrispim

Comentários islamofóbicos, anti-semitas e anti-árabes ou que coloquem um povo ou uma religião como superiores não serão publicados. Tampouco ataques entre leitores ou contra o blogueiro. Pessoas que insistirem em ataques pessoais não terão mais seus comentários publicados. Não é permitido postar vídeo. Também me reservo o direito de não publicar links de sites e blogs que eu não conheça. Todos os posts devem ter relação com algum dos temas acima. O blog está aberto a discussões educadas e com pontos de vista diferentes. Os comentários dos leitores não refletem a opinião do jornalista

O jornalista Gustavo Chacra, mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia, é correspondente de “O Estado de S. Paulo” em Nova York. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Yemen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al Qaeda no Yemen. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo em 2009, empatado com o blogueiro Ariel Palacios

Comentários (145)| Comente!

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  • 20/06/2011 - 10:04
    Enviado por: jarbas

    Creio sermos Ocidente por partilharmos da mesma herança cultural greco-judaico-cristã, além de valores comuns, como liberdade de expressão, igualdade de direitos entre homens e mulheres, democracia, etc.

    No Brasil, não há uma religião de Estado, há liberdade de culto, não se perseguem minorias religiosas somente pelo fato de não fazerem parte do credo da maioria, nem se cogita de reformar as leis do país com base em um códice religioso qualquer, graças ao bom D’us.

    Apesar de EUA e UE crescentemente não nos perceberem como ocidentais (talvez esse termo esteja quase que sinônimo de país desenvolvido), realmente o somos.

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    • 20/06/2011 - 12:07
      Enviado por: Palmeirense

      Jarbas,
      Pelo contrário. Aqui se fala em perseguir a maioria em detrimento de uma minoria. Me refiro à PL 122.

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    • 20/06/2011 - 14:44
      Enviado por: Paulo

      Jarbas
      .
      Me desculpe, mas vc reescreveu o samba do crioulo doido misturando história, política e ficção sem medo de ser feliz…
      .
      E mais: “…No Brasil, não há uma religião de Estado…” então China e Japão estão no Ocidente?
      .
      Essa foi melhor: “…há liberdade de culto, não se perseguem minorias religiosas somente pelo fato de não fazerem parte do credo da maioria, nem se cogita de reformar as leis do país com base em um códice religioso qualquer, graças ao bom D’us…”
      .
      Aqui vc tá falando da Lua ou de Marte? e mais, no Brasil em poucos anos a bancada evangélica vai nos transporta direto ao inferno sem escalas.
      .
      Pra fechar: “…talvez esse termo esteja quase que sinônimo de país desenvolvido…”
      .
      Vc têm razão todo o Oriente é um atraso só
      .
      O primeiro passo para o preconceito é acharmos que onde estamos em termos civilizatorios é o lugar correto, o melhor, o certo.

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  • 20/06/2011 - 10:25
    Enviado por: Alexandre Magno

    Não importa se o Ocidente considera o Brasil ocidental ou não. O que importa é que o Brasil faz parte, sim, da civilização ocidental, enriquecida com elementos africanos e ameríndios. A identidade de nação emergente não é conflitante com a de nação ocidental. A identidade de nação mestiça também não.

    Há 30 anos atrás ninguém dava atenção à China.

    Essas classificações têm moivação exclusivamente política. O FMI considera Portugal, a Espanha, a Grécia e a Irlanda economias avançadas. Mas essas economias são de fato avançadas? É claro que não. A economia brasileira é muitíssima mais avançada que essas. Só que a Alemanha e a França não carregam o Brasil nas costas, como fazem com esses países.

    A era de ouro da Europa e da América do Norte já acabou. O futuro do Ocidente está no Brasil. Só o Brasil pode salvar a civilização ocidental do declínio. Se o Brasil não conseguir salvar a civilização ocidental, ninguém mais conseguirá.

    O que eu disse é “viagem”? Como eu disse, há 30 anos arás, se alguém dissesse que a China se tornaria uma das maiores economias do mundo, todos diriam que ele ou ela estava “viajando”.

    As grandes potências do final do século XXI serão a China, o Brasil e a Índia.

    Quem viver verá.

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    • 20/06/2011 - 11:24
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Alexandre, interessante seu ponto sobre o FMI

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    • 20/06/2011 - 11:34
      Enviado por: Alexandre

      Alexandre Magno, para considerar uma economia como desenvolvida devemos levar em conta não o PIB total mas o PIB per capita. Como o Brasil pode ser considerado uma economia mais avançada que Portugal e Irlanda se o PIB per capita do Brasil é metade do português e menos de um terço do irlandês? A Suíça é muito mais desenvolvida economicamente do que a Índia, apesar do PIB total indiano. Devemos levar em conta o PIB per capita. A economia brasileira teria que ter o dobro do PIB que tem para atingir o PIB per capita de Portugal. O critério do FMI, portanto, não está incorreto. Não embarque no lulismo ufanista, que afirma ser o Brasil um país avançado, por favor.

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    • 20/06/2011 - 12:05
      Enviado por: Palmeirense

      Alexandre,
      O critério do FMI é falho sim. Por que não incluir países com endividamento em torno de 12% do PIB com carga tributária baixa (23% do PIB) no rol de países com economia avançada? Me refiro ao Chile, cuja adminstração é modelo para as economias ditas avançadas, que só estão dando dor de cabeça aos investimentos de todo o mundo. O que adianta ter a renda per capita o dobro do Brasil se o desemprego está em 19%, a economia em recessão, déficit no orçamento público violento, default na dívida inevitável. Isso é avançado? Eles vão avançar é no dinheiro dos bancos alemães, isso sim.

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    • 20/06/2011 - 12:55
      Enviado por: Mariana Motta

      Alexandre Magno,

      vai me desculpar, mas você está colocando o carro na frente dos bois. Quem foi que disse que a Alemanha e França carregam a Espanha nas costas?? O FMI? Quando e de quanto foi o resgate?? Uma desinformada alema (para nao ser grosseira) ajudou ultimamente a prejudicar a economia espanhola em milhoes de euros (uns 200 milhoes de euros semanais em exportaçao), culpando legumes espanhóis de bactérias NAO existentes. Lembra disso? Quem vai pagar a conta? A Alemanha? Nao. Toda a UE, Espanha incluída, veja só que piada de mau gosto.

      Conhece a situaçao dos bancos alemaes? “La propuesta de quiebra suave para Grecia presentada por Alemania a primeros de mes fue obra del Deutsche Bank”…La implicación de la banca alemana en la deuda griega se ha rebajado al tiempo que ganaba peso en el sector público. La nacionalización de los riesgos ha sido maquillada en Alemania por la retórica de “implicar al sector privado en el salvamento de Grecia”. “Debemos poner fin al jueguecito según el cual unos se embolsan los beneficios y cuando las cosas no salen bien, pagan los contribuyentes”, dijo Schäuble. La situación de la banca alemana “continúa siendo seria”, reconoció ayer Merkel.

      Você pode ler o artigo completo aqui: http://www.lavanguardia.com/economia/20110619/54173729894/merkel-quiere-endurecer-ahora-la-participacion-voluntaria-de-la-banca.html

      Acho que para “meter o pau” desse jeito nesses países, você deveria conhecer melhor a situaçao econômica da UE. Nao digo que sejam santos, que nao tenham tomado medidas equivocadas, que nao tenham gasto muitas vezes sem ter como, mas nao pense que os outros só pagam e pagam… Eles também ganham e muito com a desgraça dos outros. Se nao fosse, tenha a certeza de que os “países da Europa rica” já teriam há tempos desfeito sua “uniao” com os vizinhos pobres do Mediterrâneo.

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    • 20/06/2011 - 14:09
      Enviado por: Alexandre

      Palmeirense, os EUA também estão próximos à recessão, com alto nível de desemprego e quase em default, como alguns europeus… você vem me me dizer que Chile ou Brasil, que tem dívida pública e desemprego menores, mas tem uma renda per capita 4 vezes menor que dos EUA, 3 vezes menor que da Irlanda e Itália e metade da de Portugal, tem economias mais avançadas? Se Brasil e Chile tivessem que pagar aposentadorias e pensões de valor igual ao deles e sustentar um welfare state com o mesmo grau de abrangência e eficiência estariam falidos há muito tempo. O Brasil tem um PIB alto, um pouco maior que o da Itália mas com uma população de quase 200 milhões de habitantes é bem mais fácil, concorda? E isso só mostra como nossa economia é fajuta, a Itália com 3 vezes menos população produz quase o mesmo.

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    • 20/06/2011 - 15:58
      Enviado por: HCasagrande

      Mariana, desculpe-me, mas o Alexandre Magno acrescentou – na minha percepção – apenas o viés político nessas classificações, o que é correto.

      Veja, por exemplo, o caso do Brasil… nós recebemos convite para integrar a OCDE, conhecida como “clube dos ricos”. Um dos fatores preponderantes para não aceitarmos foi o significado político desse ingresso. Dentro do cálculo diplomático da nossa Política Externa (sem entrar no mérito se foi correto ou incorreto), como poderíamos desejar ser o “porta-voz” dos emergentes se estamos “do outro lado”, percebe?

      Quero dizer, com isso, que essas classificações são eminentemente políticas (mesmo as econômicas), dotadas de elevado simbolismo e que há, implícito, interesses, sempre interesses…

      Abraço!

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    • 20/06/2011 - 17:53
      Enviado por: Palmeirense

      Alexandre,
      Se o Chile não criou um wellfare state e não faliu o país, inteligentes são eles. Aí eu pergunto: como classificar uma economia dessas de atrasada? (o contrário de avançado seria atrasado?) Quanto ao Brasil, não é modelo pra ninugém, com uma carga tributária dessas.
      Quanto ao lulismo ufanista, eu entendo o que vc quer dizer. Mas saiba de uma coisa: os EUA e Europa MORREM de medo da agricultura brasileira se expandir mais do que já está. Veja o estudo “farms here, forests there” pra ver o medo que eles tem da expansão da nossa agricultura. O motivo é simples: quanto mais alimentos, menor o preço, maior o subsídio – num momento q vc sabe o tamanho da dívida das economias “avançadas”. São esses interesses que fomentam a preservação da Amazonia. Eles não querem preservação da Amazonia (é pretexto), eles querem estagnação da agricultura brasileira.

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    • 20/06/2011 - 18:40
      Enviado por: Mariana Motta

      HCasagrande,

      entendo sua postura, mas o que ele acrescentou foi somente demagogia. E da barata. Parece a Merkel fazendo discurso eleitoral interno, sim, porque externamente é outra coisa. Pede para a Alemanha fazer um controle de solvência de seus bancos e eles saem correndo, porque o bicho pega. Aqui há países com uma situaçao econômica pior, a da Espanha, principalmente pelo alto índice de desemprego. Mas de modo geral, todos os países europeus estao numa situaçao ruim. Prepare-se para escutar proximamente da Eslovênia…

      O que ocorre é que as pessoas “ouvem dizer” e depois saem repetindo ad eternum. Conheço relativamente bem os alemaes para diferenciar o que o governo alemao diz nas reunioes da UE diz e o que seu povo quer ouvir depois. E essa história de que a Alemanha só paga é muuuuito exagerada: “inverte” e recebe com altos juros. Nao sao bobos, ninguém daria dinheiro de graça sem pedir nada em troca. E de mais a mais, sao mercados, compradores potenciais.

      E adoram falar que os países do Mediterrâneo isso ou aquilo, mas se esquecem de que a Espanha, saiu arrasada de uma Guerra Civil, entrou numa ditadura que durou 37 anos e nunca recebeu um centavo de ajuda do Plano Marshall ou de outro qualquer. Levantou-se sozinha e como pôde. Entrou na UE em 1986, mas até lá caminhou com suas pernas e já era um “país” quando isso ocorreu. A UE ajudou no processo, é óbvio, e o mesmo teve de fazer a Espanha com os últimos países que entraram, como Romênia ou Bulgária. Nao é por acaso que se chama “Uniao Européia”.

      Abraços

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    • 20/06/2011 - 19:16
      Enviado por: SIlvermann

      Decadas atras Janio Quadros ja dizia que a china seria uma potencia.

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    • 21/06/2011 - 01:26
      Enviado por: jarbas

      Não importa se o Ocidente considera o Brasil ocidental ou não. O que importa é que o Brasil faz parte, sim, da civilização ocidental, enriquecida com elementos africanos e ameríndios… Essas classificações têm moivação exclusivamente política.

      Não seria capaz de sintetizar o que penso em tão poucas palavras.

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    • 21/06/2011 - 06:43
      Enviado por: Javier Vidal

      Aleixandre, disculpe meu” portuñol”.Escribo dende a Espanha.
      Eu acho que voçe nao esta moi ben informado da UE, como moita xente opina(obrigado Mariana).Mais nao e so renta per capita (Espanha 31.000 € en 2010, Brasil algo mais de 8.500€) , mais o desnvolvemento que a ONU leva 50 anos medindo.Espanha, dende 1970, oscila entre os postos 10 e 20.En alguns items (educaçao, saude, indice de asesinatos, lonxevidade media, etc, etc)Espanha sempre fica nos cinco ou seis primeiros postos.Ademais esta a riqueza acumulada de decadas (trens bala, autoestradas, hospitais, universidades, etc, etc).As diferencias sao enormes.Brasil vai ven, pero sendo realistas, necesitara decadas pra chegar a ese nivel.Obrigado.

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    • 21/06/2011 - 09:02
      Enviado por: Olimpio

      E, Viva o Bananão ! É isso ? Me poupe……

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    • 21/06/2011 - 09:07
      Enviado por: Olimpio

      A gente conhece o verdadeiro bananeiro ao ver o seu grau de ufanismo com a Republica do Bananão…É isso aí..

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  • 20/06/2011 - 10:41
    Enviado por: Mauro Souza

    O Brasil é um país curioso, a coroa portuguesa teve êxito em manter um território tão grande e ao mesmo tempo meio isolado na AL, apesar da proximidade territorial e dos idiomas.
    Aqui as pessoas preferem aprender inglês do que espanhol. Certa vez em uma feira no Anhembi um argentino queria falar comigo em inglês, é mole!?
    No meu entender nós devíamos nos esforçar para criarmos uma grande nação aqui na AL, talvez com o ensino obrigatório dos idiomas, uma agenda cultural mais incisiva, tudo isso tornaria nossas culturas ainda mais ricas.

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    • 20/06/2011 - 11:23
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Mauro, para o resto do mundo, depois da Austrália, não há nada mais isolado do que a América do Sul

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    • 20/06/2011 - 12:08
      Enviado por: Amaury

      A América Latina tinha que buscar uma integração maior, não integração monetária como na Europa, que está sendo um fracasso.

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    • 20/06/2011 - 12:47
      Enviado por: Mauro Souza

      Não sabia dessa, Gustavo, mas pelo menos a Austrália tem a desculpa de estar no meio do mar.
      A continuação da história do argentino que encontrei no Anhembi foi que eu disse pra ele “olha, vamos fazer uma experiência, eu vou falar em português, você em espanhol e vai dar tudo certo”. O engraçado foi ver a cara de satisfação que ele fazia ao perceber que era capaz de entender muito bem nosso idioma.

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    • 21/06/2011 - 10:35
      Enviado por: jarbas

      Aqui as pessoas preferem aprender inglês do que espanhol.

      Sim, claro. Do mesmo modo que os portugueses preteriram o espanhol pelo francês por décadas e décadas. Como dizem os portugueses, de Espanha, nem bons ventos, nem bons casamentos.

      No meu entender nós devíamos nos esforçar para criarmos uma grande nação aqui na AL

      Com “hermanos” como Morales, Lugo e Chavez? Uma discreta distância desses vizinhos – que nunca foram nossos amigos e se puderem nos passarão uma rasteira – é a melhor solução. O mesmo talvez possa se dizer da desvairada da Kirchner.

      Estamos cercados de gente que nos considera uma ameaça e um perigo, gente que não respeita tratados (Bolívia), persegue brasileiros em seu território e desapropria suas terras legalmente adquiridas (Paraguai), desrespeita seguidamente as normas do Mercosul em benefício próprio (Argentina), mas ainda ingenuamente os chamamos de “amigos”.

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    • 21/06/2011 - 12:54
      Enviado por: MarioS

      “Com “hermanos” como Morales, Lugo e Chavez? Uma discreta distância desses vizinhos – que nunca foram nossos amigos e se puderem nos passarão uma rasteira – é a melhor solução”.
      Voce esqueceu do Correa jarbas. E já passaram, várias.

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    • 22/06/2011 - 00:14
      Enviado por: Mauro Souza

      Errado, Jarbas! nós estamos, isto sim, cercados de pessoas que gostam dos brasileiros e sempre nos tratam bem em seus países.
      Estou falando de unirmos nossas culturas e você me vem com a Lista atualizada da CIA de pessoas a serem no momento odiadas.

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  • 20/06/2011 - 10:46
    Enviado por: Alexandre

    Gustavo, percebo que a classificação de um país como Ocidental conjuga critérios étnico-culturais, geográficos e econômicos. Em geral, os países classificados como “Ocidentais” são os países desenvolvidos, majoritariamente caucasianos e localizados na Europa ou América do Norte. Os critérios étnico e geográfico a meu ver são mais importantes que o econômico, já que os países bálticos e Rússia por exemplo, embora ainda em desenvolvimento, estão incluídos no Ocidente sobretudo pelo fato de serem majoritariamente caucasianos e localizados na Europa. A África do Sul da época do apartheid, dominada politicamente pelos brancos, era considerada um país Ocidental e até desenvolvido. A Argentina até aproximadamente os anos 40, quando ainda era considerada um país desenvolvimento, provavelmente era enquadrada como país Ocidental. Israel também é classificado como Ocidental, eis que caucasiano (ao menos no imaginário Ocidental) e desenvolvido, embora localizado no Oriente e fora da Europa. Concluo que o critério étnico é o preponderante, o caso da Rússia e países bálticos mostra bem isso. A Argentina é um país caucasiano mas no imaginário norte-americano e europeu é hispânico, colocado no mesmo saco, talvez pela localização geográfica, background histórico subdesenvolvimento, que Peru e Colômbia, países de população tipicamente mestiça. Ocidental é quase um sinônimo de “branco de país desenvolvido”.

    Caso a Argentina se torne novamente um país desenvolvido, é discutível se será considerado um país Ocidental… o passado recente de ditaduras, caos político e subdesenvolvimento econômico marcaram fortemente o país como latino-americano e subdesenvolvido, e levará um tempo para que mudem essa imagem, rs.

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    • 20/06/2011 - 11:55
      Enviado por: Amaury

      Muito bom comentário!

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    • 20/06/2011 - 14:08
      Enviado por: Diana

      Concordo em gênero e grau. Quando eu trabalhei no Timor perguntei às minhas colegas australianas o que era um país ocidental e me reponderam muito cinicamente que era um pais branco e rico, e por isso Portugal nao era Ocidental.
      Acho que é um legado de Rudyard Kippling “The white man´s burden is to bring civilization where ever he goes”. Detesto esta expressao e acho que vai ser considerada politicamente incorreta num futuro bem próximo.

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    • 20/06/2011 - 16:51
      Enviado por: Alexandre

      Um país não precisa ser rico para ser Ocidental. Como já falei, Rússia e outros países do Leste Europeu são considerados Ocidentais embora não sejam desenvolvidos.

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  • 20/06/2011 - 11:01
    Enviado por: Dany

    É muito interessante – e perturbador – sua observação,demonstra ser um cara inteligente e curioso,duas qualidades para quem quer decifrar enigmas.Eu também já tinha tentado compreender porque não somos vistos como ocidentais.Tirando todos os preconceitos,cheguei a conclusão que esse conceito de ocidental tem mais um caráter político que geográfico.O modo de vida ocidental nós temos,então por que motivo não nos enxergam como queremos?É claro que o Brasil é um país do Ocidente,geograficamente e politicamente.Já a Turquia,me desculpe,mas ela tem mais cara de Oriente e,segundo os defensores da charia – as leis islâmicas- falta pouco pra se tornar uma república islâmica como eles querem,e depois dela toda Europa e finalmente – na ótica deles – o resto do mundo.Dizem que é só uma questão de tempo.O Ocidente não terá mais sentido,vai se orientalizar conforme o gosto deles,quero dizer que nem os chineses e os mexicanos poderão fazer nada.E talvez seja então o fim dos tempos – e o Brasil vai junto.

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    • 20/06/2011 - 11:21
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Dany, discordo de teorias que digam que “o islã” vá dominar o mundo porque generalizam países e pessoas totalmente diversos. O que um paquistanês em Londres, um turco em Berlim e um neto de argelinos tem em comum? Nem a mesmo língua eles falam. O turco deve falar alemão e turco. O paquistanês deve falar urdu e inglês. O argelino deve falar apenas francês e talvez uma palavra ou outra de árabe ou bérbere. E vale ler publicações como The Economist, Financial Times, Wall Street Journal, New York Times, Estadão e Folha antes de dizer que a Turquia está virando uma república islâmica

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  • 20/06/2011 - 11:07
    Enviado por: MBSjnr

    :: Bom dia, all ladies and some gentlemen
    Isso me lembra aquela novela “O Clone” quando, à época, eu fui
    olhar no mapa pra ver se o Marrocos estava do lado leste do GMT.

    Para mim, isso era o Oriente.

    Óbvio, nem um pedaço está.
    Mesmo assim, o texto continuava chamando o Brasil de “Ocidente”.

    –xx–

    Em algum momento eu me perguntei porque a Globo não escolheu algum
    outro país um pouquinho mais islâmico para gravar uma novela sobre o Islã.

    Óbvio, a resposta provavelmente é que qualquer outro local facilmente
    acessível estava em guerra civil ou não cotinha população islâmica significativa.

    Em 2000 (acho), claro, eu não fazia idéia da situação no Yêmen, por exemplo.
    Meu interesse em armas e contra-inteligência não incluia tanto geopolítica.

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    • 20/06/2011 - 11:19
      Enviado por: Gustavo Chacra

      MBS, a Globo poderia facilmente ter escolhido o Líbano ou a Síria na época. Faria mais sentido devido às comunidades (inclusive islâmicas) existentes no Brasil. Como curiosidade, Marrocos em árabe é Maghreb (literalmente o país, não a região). E Maghreb quer dizer “o lugar onde o sol se põe”, ou, basicamente, “Ocidente”

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    • 20/06/2011 - 12:01
      Enviado por: Mariana Motta

      MBS,
      pois de você visse a versao mexicana que fizeram do “O Clone”… é de chorar de rir!! Mistura Miami, México DF e Marrocos. Mas fez o maior sucesso aqui na Espanha entre a comunidade magrebina…

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    • 20/06/2011 - 14:00
      Enviado por: MBSjnr

      :: Exatamente, porque não o Líbano?
      Mas é o que eu disse, acho que a grana falou mais
      alto e o custo do transporte até o Oriente-Médio pesou à época.

      Confesso, marroquinos chamarem o Brasil de “Ocidente
      uma vez que eles estão também do lado de cá, fazia pra mim em 2000
      tanto sentido quanto chamar Argélia e Líbia de “Greater Middle-East” hoje.

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    • 20/06/2011 - 16:18
      Enviado por: HCasagrande

      Chacra, aproveitando que o MBSjnr citou o Marrocos, caso seja possível, coloco para divulgação o blog de um amigo que é oficial aviador da FAB e foi destacado para a Missão das Nações Unidades para o Referendo no Saara Ocidental (MINURSO), como observador.

      http://lourivalsilvajr.wordpress.com

      O Saara Ocidental é reconhecido como país por várias nações, mas o Brasil não reconhece, pois, segundo o Amorim (em entrevista ao programa da TV Senado “Diplomacia”), o Marrocos é “aliado estratégico” no continente.

      Por fim, é importante ficarmos atentos ao que acontece na África, a região tem ganhado destaque na geopolítica dos recursos minerais e também do terror, infelizmente.

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    • 20/06/2011 - 17:15
      Enviado por: MBSjnr

      :: Hmmm… tomara que ele continue postando, HCasagrande.
      Adicionei aos meus feeds. E você tem a razão, é bom ficar de olho
      naquela parte da África.

      Pra começar, o norte é o terreno da Al-Qaeda Organization in The Islamic Maghreb.
      Um braço da falsa Al-Qaeda que vive basicamente de tráfico de drogas
      movimentando por ano 50 toneladas em direção à Europa. É muita droga.

      E, segundo, se os analistas que eu leio estiverem certo, a AFRICOM vai começar
      a se espalhar por aí em alguns anos, se conseguirem sua primeira base
      genuinamente africana na Líbia – afinal ninguém a quer lá.

      Óbvio, as desculpas serão outras.
      Quem viver, verá.

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    • 20/06/2011 - 17:18
      Enviado por: MBSjnr

      :: ERRATA: Não sei porque escrevi “norte”. Eu quis dizer oeste/noroeste..

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  • 20/06/2011 - 11:27
    Enviado por: Jair Almansur

    Interessante Gustavo, muito interessante, vem ao encontro do que eu penso. Eu também não considero o Brasil um pais do ‘ocidente’. Somos do ocidente geográfico mas não do ‘ocidente político’. A palavra ocidente em política serviu sempre para designar os paises centrais do capitalismo e no máximo sua periferia imediata. Tudo o que é ‘periferia remota’ dos centros capitalistas não é considerado ‘ocidente’. Quero lembrar que segundo seu DNA – se não me engano -40% dos brasileiros são em parte indígenas e 60% são em parte negros, o que também nos faz bastante diferentes dos habitantes dos centros capitalistas. Se todos os marranos resolvessem voltar ao judaismo seriamos a maior nação judaica do mundo. Se todos os mouros e árabes resolvessem assuimir sua etnia, seriamos uma grande nação àrabe. No entanto somos ocidentais na mente de nossa elite que, como a elite mulata do Haiti, se pensa estadunidense ou europeia.

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    • 20/06/2011 - 12:01
      Enviado por: Pablo Vilarnovo

      Jair, você está errado. Recentemente o mapeamento genético brasileiro demonstrou claramente que a indentidade brasileira é predominantemente européia em todas as regiões do Brasil. No nordeste chegou a mais de 60%, no sul beirava os 80%. Inclusive a participação européia no próprio negro chega a 50%.

      O que aconteceu no Brasil foi o contrário do que vc fala. Na verdade sua interpretação nada mais é que a vitória da idéia que surgiu pelas décadas de 40-50-60 de encontrar o “verdadeiro” brasileiro. Abrimos mão de nossa herança européia por uma “nova identidade” de brasilidade. O “verdadeiro” brasileiro. Foi tudo pensado, tudo estudado. Um exemplo é o samba que no seu nascedouro era muito mais parecido como jazz americano que nossos “puristas” gostavam. Tinha instrumentos de sopro que transformou Pixinguinha em um gênio. Getúlio transformou o samba em uma marcha militaresca com desfiles ordenados.
      O prato nacional brasileiro (ou pelo menos carioca), a feijoada, não passa de uma variação européia.

      Abrimos mão de nossa identidade européia ao ponto que a abertura do Pan Americano no Brasil parecer a abertura de um evento em um país da África.

      Não é novidade que o europeu não nos considere ocidental como eles. Nós nos esforçamos, e muito, para que não parecessemos.

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    • 20/06/2011 - 15:31
      Enviado por: Paulo

      .
      Pablo Vilarnovo
      .
      Interessante sua perspectiva histórica porem DNA europeu na selva nem sempre significa muita coisa, lembre-se que o homem é um animal social, como espécie biológica um negão do Congo é igual a um japa, só muda a cor da lataria.
      .
      Como exemplo: O Português foi oficializado no Brasil por decreto do Marquês de Pombal em 1758, até então a língua da terra era o Nheengatu ou Lingua das Geraes uma derivação jesuítica do Tupi, o português era a língua da burocracia da côrte, nas ruas e na mata o papo era outro.
      .
      Por exemplo, o contrato enviado pela capitania de Pernambuco para o bandeirante Domingos Jorge Velho encomendando a destruição do Quilombo dos Palmares era em Português e teve que ser traduzido para o Nheengatu porque o glorioso bandeirante de quem os quatro centões se orgulham de descender não falava a lingua de Camões…
      .
      Aos que duvidam sugiro uma visita ao Arquivo Municipal de São Paulo existe farta e deliciosa documentação a respeito.

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    • 20/06/2011 - 17:49
      Enviado por: Jair Almansur

      Caro Pablo.
      De acordo com pesquisa do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), os brancos sempre foram majoritários no total da população brasileira. O Censo Demográfico de 2010 mostrou, porém, que, naquele ano, a população negra superou a branca.
      Foram encontradas 97 milhões de pessoas que se declararam negras, ou seja, pretas ou pardas, e 91 milhões de pessoas brancas. Isso pode ser decorrente da fecundidade mais elevada observada entre as mulheres negras, mas, também, de um possível aumento de pessoas que se declararam pardas em relação aos censos anteriores.

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    • 20/06/2011 - 22:05
      Enviado por: AN

      Sr. Jair, pardo não é negro. É também negro.
      Se eu disser que é negro, posso dizer que é branco também.
      Os petistas/esquerdistas/intelectuais – enfim, esse atraso para o Brasil – utilizam essa falácia em abono de seus “projetos”.

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    • 21/06/2011 - 10:37
      Enviado por: Pablo Vilarnovo

      Paulo – Você está absolutamente certo. É legal lembrar que a maior parte dos Bandeirantes eram índios ou filhos de índios com portugueses. Isso – o fato da maior parte dos Bandeirantes serem índios – é outra coisa que é varrida para debaixo do tapete da história nacional. Tem outras coisas como os estudos mais recentes que afirmam que Zumbi dos Palmares possuia escravos em seu Quilombo. Não porque ele era mau, mas sim porque simplesmente esse era o costume de sua tribo na África.

      AN – É verdade. De acordo com o Censo, os negros são equivalentes a cerca de 6% da população. A galera dos “movimentos” somam os pardos ao número de negros para reivindicar o que ele acham que é direito deles. Mas na hora de conseguir uma vaga na universidade os pardos não passam no tribunal racista da UnB.

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    • 21/06/2011 - 10:54
      Enviado por: MarioS

      “97 milhões de pessoas que se declararam negras, ou seja, pretas ou pardas”

      Se um governo instituir privilégios para quem se declarar marciano, a quantidade deles aumentará muito.

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    • 24/06/2011 - 11:36
      Enviado por: ozanam thales s. teixeira

      Mansur vc insulta todo um povo, ao falar se todos os marranos voltassem a ser judeus.
      Marrano que significa é um comentário racista, eu acredito que vc não seja deste tipo, só não conhecia o significado desta palavra criada pela gestapo espanhola (inquisição) pra ridicularizar todos os judeus e árabes que viviam e traziam progresso a península ibérica.

      A Espanha é a sucursal do inferno para os judeus, os anos de doutrinamento de Franco e Igreja Católica, tornam um risco viver ali. Os conceitos de sangue limpo, ainda continuam vivos.

      Shalom

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  • 20/06/2011 - 11:28
    Enviado por: Alexandre

    Gustavo, essa classificação é mais uma de tantas pois, como você disse, não ser classificado como Ocidental até está sendo uma vantagem atualmente, já que os ditos países Ocidentais são justamente aqueles em crise econômica profunda. Não devemos nos preocupar ou nos sentirmos “excluídos” pelo fato de não sermos considerados Ocidentais, pelo contrário… o cenário atual está favorecendo os não-ocidentais.

    Nessa classificação, o critério étnico-racial é o mais importante, embora não possamos excluir os demais que citei em comentário anterior. Rússia e países bálticos, como disse, são Ocidentais e não são desenvolvidos. A Argentina, embora seja um país branco, no imaginário Ocidental é considerada um país ˜hispânico˜, colocado no mesmo saco que Peru e Colômbia, países de população tipicamente mestiça, talvez pela localização geográfica, background histórico semelhante e subdesenvolvimento. Por ser enquadrada como hispânica, a Argentina deixa de ser Ocidental. No passado, quando a Argentina ainda era um país desenvolvido e muito distinto dos demais países da região, talvez fosse considerada Ocidental. Depois de toda a turbulência dos últimos 70 anos, com populismo, ditaduras e subdesenvolvimento econômico, acabou sendo colocada no mesmo saco que os outros países da região e classificada como país hispânico apesar da diferença racial. Como sempre, vale mais o imaginário que a realidade. A realidade, diga-se, é o próprio imaginário, eis que é sempre uma visão, uma interpretação.

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    • 20/06/2011 - 12:01
      Enviado por: Amaury

      Bom esse exemplo dos russos e bálticos, eles não são desenvolvidos mas são ocidentais, mas essa classificação não é étnica ou racial mas cultural. A Austrália compartilha da mesma cultura que os países europeus embora seja no extremo oriente. Os americanos e europeus por desconhecimento pensam que os argentinos compartilham da mesma cultura que os bolivianos por exemplo, muito por causa do catolicismo e localização geográfica; na verdade os argentinos tem muito mais em comum com os espanhóis e italianos, ocidentais.

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  • 20/06/2011 - 11:41
    Enviado por: Tadeu

    Há um autor francês, Alain Rouquié, que estou a América Latina e prefere chamar-nos de “Extremo Ocidente”. A definição me agrada. Primeiro, porque estamos no extremo geográfico do hemisfério ocidental — se levarmos em conta o mapa elaborado pelos ocidentais. Depois, porque, em muitos casos, os ideias ocidentais foram aqui levados ao extremo quando se depararam com culturas diferentes, que eles não entenderam e, portanto, no melhor estilo ocidental, suprimiram. Divagações…

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  • 20/06/2011 - 11:41
    Enviado por: Mariana Motta

    Também considero essa divisao entre ocidentais e o resto completamente furada. Só faço essa divisao quando explico Geografia para os meus filhos: ocidente e oriente, norte e sul. Latitude e longitude, meridianos e paralelos, etc.

    Mas o conceito de ocidental é tao amplo e reúne tantas características que por si só já ficou ultrapassado. Talvez num passado remoto, mas no século XXI, já nao existe. Um japonês e um australiano, orientais, sao tao ocidentais em sua forma de ver o mundo e atuar nele, quanto um americano. Um brasileiro é tao ocidental quanto um português. Um espanhol e um argentino ou um chileno, idem. Conheço alemaes mais “latinos” do que muitos espanhóis ou brasileiros. Como diz o Gustavo, creio que depende mais do comportamento pessoal de cada indivíduo, do que de uma classificaçao feita por algum “iluminado”. Eu sou brasileira, mas em alguns aspectos passaria por alema ou japonesa.

    Falando do que conheço melhor… Na relaçao da Espanha com a América Latina, jamais vi um espanhol dizer que nao considera um latino-americano como ocidental. Principalmente com a América Hispânica, onde compartem o mesmo idioma e o intercâmbio cultural em todas as áreas é intenso. Alguns espanhóis até podem ser racistas e ignorantes, chamando despectivamente de sudacas, mas mesmo assim, nunca perde-se essa identidade tao forte que os une. Que por sinal é muito mais forte do que com um francês, por exemplo, mesmo sendo europeu e vizinho. Porque a cultura e a história compartidas durante séculos também influenciam. Um espanhol, um português e um italiano (latinos) compartem muito culturalmente. E o mesmo ocorre entre um alemao, um austríaco e um suíço. Isso também explicaria o fato de que grande parte dos árabes, ditos “orientais” (ou seja, todos no mesmo balaio) pensem e sintam que a Espanha é o país europeu mais “árabe”, pela influência deixada aqui durante quase 8 séculos.

    E eu se fosse turca preferiria continuar a ser um país associado privilegiado, que é o que a França e a Alemanha propoem (estes dois países sao os mais reticentes em apoiar a entrada da Turquia na UE)… Melhor isso que embarcar num barco sem rumo certo.

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  • 20/06/2011 - 11:44
    Enviado por: Henrique G.

    Caro Gustavo,
    Não quero atrapalhar, mas como ficam as relações com os USA e o Paquistão ??? Você que está em New York, como os EUA estão analisando essa parceria ??? Quando for possivel por favor comente ……

    Grato.

    Henrique.

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  • 20/06/2011 - 11:45
    Enviado por: Carlos Roberto

    A Argentina que é predominantemente branca (italiana e espanhola) é considerada Ocidente? ( aquela velha frase:- um argentino é um italiano que fala espanhol e pensa que é inglês; é válida?)

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    • 20/06/2011 - 15:44
      Enviado por: Paulo

      Carlos Roberto
      .
      Pergunte aos negros, os Charruas em Zavaleta na periferia de Buenos Aires o que acham disso que vc disse.

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  • 20/06/2011 - 11:46
    Enviado por: Ricardo Arcanjo

    Gustavo,

    Espanha e Portugal são ocidentais?

    O Brasil e os outros países da América Latina são praticamente a extensão tropical desses países…

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  • 20/06/2011 - 11:49
    Enviado por: daniel

    Eu vim estudar na europa e fiquei surpreso quando nas aulas os professores excluíam o brasil quando falavam do ocidente. Até fui perguntar para um deles. O que se convencionou é que ocidente são os países desenvolvidos. De fato, é difícil enxergar diferenças. Não vejo os esportes como deteminante nessa definição. Acredito que as nossas favelas, a cultura de classes (evidenciada em pequenas coisas como ter uma empregada por um salário mínimo, ter quarto de empregada em apto de classe média, por exemplo), crianças apenas meio período no colégio, serviços públicos ineficientes, entre outros, não são valores ocidentais. É isso que nos diferenciam mais do que qualquer outra coisa.

    Você já deve ter vindo ao Brasil com um estrangeiro e visto a surpresa nos olhos deles. Sim, existe uma elite que vive quase da mesma maneira em qualquer lugar do mundo. Mas nos países ocidentais não é preciso ser elite para ter essa “mesma”qualidade de vida.

    Não podemos negar que são muitos os valores que nos diferem dos chamados “Ocidentais”.

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    • 20/06/2011 - 13:52
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Daniel, tive esta mesma sensação que você nas aulas nos EUA

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    • 20/06/2011 - 14:29
      Enviado por: Alexandre

      País ocidental não é exatamente sinônimo de país desenvolvido. Vários países no leste da Europa são sobdesenvolvidos e considerados ocidentais. A denominação abrange também critérios culturais e étnicos.

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    • 20/06/2011 - 16:28
      Enviado por: Alexandre

      Corrigindo na segunda linha: “sub”

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    • 20/06/2011 - 19:22
      Enviado por: daniel

      Alexandre, os países do leste europeu não são considerados ocidentais. Hoje uma boa parte deles faz parte da União Europeia, mas toda vez que algum especilasta internacional menciona a região faz questão de frisar que se trata do leste europeu. Eles se ocidentalizaram nos últimos 20 anos, mas não são considerados países ocidentais. Os que fazem parte da UE passaram a jogar no lado ocidental quando o assunto é geopolítica. Mas nem de longe são considerados Ocidentais.

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  • 20/06/2011 - 11:51
    Enviado por: daniel

    quis dizer é difícil NÃO enxergar as diferenças.

    foi mal.

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  • 20/06/2011 - 11:51
    Enviado por: MARCIO REIS

    Caro Chacra muito bom dia depois de nosso verdão ter sapecado 5 no Havaí, ou seja, goleamos um estado americano ok?
    Mas voltando ao tema, não penso que para nós brasileiros seja tão importante ser considerado ocidental ou não pelos americanos e europeus, isso pode causar depressão na Argentina porque eles se acham italianos, franceses, espanhóis menos sulamericanos, mas para nós tanto faz alias eu prefiro ser um gigante no meu bairro a mais um na cidade.
    A Europa é um continente em decadência assim como os EUA que é um país em queda livre, logo é melhor não ser mesmo como eles não é?
    Abraço e dá-lhe porco.
    Marcio Reis

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  • 20/06/2011 - 12:05
    Enviado por: Fabio Nog

    Esse tópico é muito estranho para mim. Eu convivo com estrangeiros desde sempre e jamais ouvi dizer que europeus não consideram o Brasil um país ocidental. Europeus mediterrâneos quase sempre tem um parente distante que imigrou para o Brasil ou Argentina. A América do Sul, para eles, é uma extensão dos seus próprios países e não uma “China” da vida, uma coisa exótica do lado de lá do plaenta

    Os europeus do norte tem uma conexão histórica menor com a gente mas, como recebem uma excelente educação formal, acabam por conhecer razoavelmente bem a realidade da América do Sul. Todos sabem que este é um continente onde floresceu culturas extremamente sofisticadas, como incas e maias, tão sofisticadas quanto qualquer cultura antiga do Oriente Médio ou da Europa.

    No meio empresarial, o Brasil é considerado um país tranquilo de se trabalhar. Embora tenha a burocracia e as dificuldades de infra-estrutura, isso é visto como problema operacional. Do ponto de vista mercadológico e estratégico, não é dificil operar no Brasil justamente porque existe uma grande proximidade da cultura brasileira com a européia e com a americana. Ninguém precisa alterar um alimento industrial para lançá-lo aqui. Pelo menos não na mesma extensão com que eles precisam ser adaptados para países do Extremo Oriente. O mesmo vale para confecções, bens de consumo duráveis, etc. O padrão de comunicação é idêntico, tanto que uma parte importante da publicidade de televisão nem é produzida aqui. A montagem é feita com base em imagens vindas da agência original européia ou americana. Nenhum europeu ou americano se sente deslocado quando vem ao Brasil mas todos se sentem um peixe fora d´água no Oriente Médio ou no Extremo Oriente. Lá, realmente, as coisas são diferentes.

    Segmentar o mundo em ocidentais, orientais, Brics e sei lá mais o que tem mais a ver com questões políticas do que com a visão que as pessoas comuns tem da América. E certamente não tem nada que ver com a visão que o mundo corporativo tem da América do Sul

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    • 20/06/2011 - 15:01
      Enviado por: Mariana Motta

      Concordo totalmente com você, Fábio. É só ler as reportagens sobre o Brasil nos jornais europeus. Desde economia até cultura. Já li notícias sobre o Brasil que nenhum mídia brasileira havia divulgado.

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  • 20/06/2011 - 12:14
    Enviado por: Dr. Fantástico

    Isso demonstra a ignorância de muitos. E toda moeda tem 2 lados as vezes 3.

    Descendentes de arabes ou afins, sempre foram considerados como turcos em São Paulo, não importando se eram libaneses, sirios, etc

    Todos os orientais são “japas”, não importando se são vietnamitas, coreanos ou chineses.

    Acho bem razoável que nos confundam com latinos de lingua hispanica, estamos cercado deles na America.

    Americanos para nós são “gringos” e eles tbm não gostam.

    Agora ser Ocidental ou não depende de saber Geografia.

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  • 20/06/2011 - 12:14
    Enviado por: Glúon

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    .
    A charge relacionada com o post.
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    http://gluoncharges.blogspot.com/
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    • 20/06/2011 - 13:59
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Recomendo aos leitores que vejam o blog do Gluon

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    • 20/06/2011 - 23:28
      Enviado por: Mauro Souza

      bem legais, Glúon!
      Notei que dos times que você colocou um ainda não ganhou a Libertadores (e parece que isso nunca vai acontecer), dois estão sem estádio, um provisoriamente e outro depende do programa Meu Estádio Minha Vida, recém batizado de Meu Rstádio Nossa Dívida.
      Tá bem com cara de Brasil, mesmo, hehe.

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  • 20/06/2011 - 12:15
    Enviado por: Almirante Negro

    UUUUUUUfa!!!!! Acreditei por um período que fora ocidental também. Como muito bem você expõe, em fórum íntimo, podemos fazer uma interpretação política deste dilema, neste sentido, sinto-me qualquer coisa menos o tal Ocidental, aquele agressor belicista, colonizador e pretenso dono das mais raras qualidades do homem. Cruz credo, bem que podemos individualmente escolher o que somos politicamente, independente da árvore dos ventos e de ditadores de opiniões!!!!!!

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  • 20/06/2011 - 12:42
    Enviado por: Alexandre Magno

    Alexandre, de fato Portugal, a Espanha, a Irlanda e a Grécia tem rendas per capita e um IDHs (índice de desenvolvimento humano) muito mais altos do que os do Brasil, pela razão que já apontei. O Brasil não tem a Alemanha e a França para carregá-lo nas costas, como faz com esses países. Esses países só se tornaram países “desenvolvidos” depois de ingressar na União Europeia. Antes disso, eram países mais atrasados que o Brasil, tanto que milhões de seus habitantes emigraram para a Alemanha, a França, o Reino Unido, os Estados Unidos e o próprio Brasil. O Brasil anda com suas próprias pernas. Se a Alemanha e a França dessem ao Brasil a ajuda econômica que dão a esses países, nosso país já seria um país plenamente desenvolvido. Esses países estão falidos e pedindo esmola a Alemanha, a França e ao FMI, O Brasil não.

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    • 20/06/2011 - 14:20
      Enviado por: Alexandre

      Esses países que você citou estão em recessão (Espanha, Portugal e Irlanda), mas se caíssem a ponto de atingir a renda per capita do Brasil, que se não me engano é igual a da Colômbia, aí não seria recessão mas uma desgraça, com milhões de pessoas jogadas na pobreza. Como escrevi lá em cima, se o Brasil tivesse que sustentar aposentadorias e pensões no mesmo nível de valor desses países, assim como um welfare state muito mais abrangente e eficiente, estaria falido há muito tempo. A renda per capita baixa indica nossa incompetência econômica, pois ela que mede o desenvolvimento econômico de um país, e não o PIB total. Com uma população como a da Índia é fácil estar entre os maiores PIB´s do mundo, por exemplo. Para o Brasil, com 3 vezes a população da Itália (e mesmo PIB), idem.

      No mais, falar que esses três países só se tornaram ricos após União Europeia demonstra apenas ignorância e pensamento de senso comum. A Espanha conheceu seu milagre econômico nos anos 60, ainda na ditadura do Franco, e o PIB per capita chegou a 75% das grandes nações europeias. Portugal idem. Cresceu em média mais nos anos 60 que nos anos 80 (procure índices).

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    • 20/06/2011 - 14:56
      Enviado por: Mariana Motta

      “O Brasil não tem a Alemanha e a França para carregá-lo nas costas, como faz com esses países. Esses países só se tornaram países “desenvolvidos” depois de ingressar na União Europeia” Provavelmente você nunca esteve por aqui antes de 1986.

      Mais atrasados do que o Brasil? Qual Brasil? O dos bairros nobres de Sao Paulo ou a periferia sem esgoto tratado??

      Está faltando informaçao…

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    • 20/06/2011 - 16:25
      Enviado por: Alexandre

      Mariana, o Alexandre Magno nunca deve ter ido aí na Espanha, pra falar uma asneira dessas…

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  • 20/06/2011 - 12:44
    Enviado por: Rone

    O conceito de Ocidental
    O Pensamento Ocidental
    as ideias ocidentais dominam
    a maior parte do planeta
    Boa parte do mundo carrega
    a cultura europeia , espanhois portugueses,
    ingleses, franceses, holandeses por terem
    sido os desbravadores de terras
    antes habitadas por nativos
    Vamos dizer que durante uma epoca da historia
    a cultura ocidental europeia atingiu um apogeu
    na vida da humanidade o que contribuiu para isso
    Hoje o planeta usa o alfabeto latino e a lingua inglesa !
    No Brasil não é diferente!
    Quanto a verem o Brasil de forma não ocidental?
    Deve se ao fato de o Brasil ser conhecido mais pelo futebol
    o que não representa a realidade e tranforma a ideias que muitos tem do Brasil
    Não devem então nem fazer ideia o que muitos brasileiros
    comentam sobre eles o mundo nos blogs!
    Se for feita uma divulgação do Brasil nesses paises verão que nossa terra abrange as mais variados pessoas do planeta e que convivem de forma harmoniosa apesar de todos os problemas sociais!
    E que consegue ver nesses conflitos que acontecem no planeta muitas soluções que fossem po nós brasileiros os conciliadores conseguiriam resolve-las!
    “O Brasil é um pouco do todo de todas pessoas da terra”"

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    • 20/06/2011 - 13:48
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Rone, mas há algo mais europeu do que o futebol? Espanhóis, italianos e ingleses gostam mais doe futebol do que os brasileiros

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    • 20/06/2011 - 17:54
      Enviado por: Rone

      Gustavo:Boa!
      Sei que o esporte bretão tambem ocidental domina o planeta na preferencia, mas acho que gostar mais que o brasileiro não; pode até ser igual!
      Como disse somos a somatoria dos pontos cardeais talves seja isso?

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    • 20/06/2011 - 21:17
      Enviado por: Catarina

      “O Brasil é um pouco do todo de todas pessoas da terra”

      Procurei na internet e nâo encontrei esta frase. Rone, se for sua, parabéns.
      O Brasil é isto mesmo. Eu moro na Europa: Alemanha, Itália, Polônia, Portugal. Santa Catarina é assim. Raros negros – muito respeitados- , judeus, árabes, japoneses , chineses, coreanos, menos ainda .
      Por isto sempre julguei que fossemos ocidentais.
      Outras regiôes brasileiras têm os descendentes de negros que sâo maioria, ou dos orientais. Acho que ä exceçâo de inglês, temos descendentes de quase todos os lugares do mundo. É Bom.

      S

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    • 21/06/2011 - 11:00
      Enviado por: MarioS

      “Sei que o esporte bretão tambem ocidental domina o planeta na preferencia, mas acho que gostar mais que o brasileiro não; pode até ser igual!”
      Rone, não são só os que o Gustavo citou, outros também gostam MAIS de futebol que o brasileiro. Por exemplo, turcos e portugueses.

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    • 21/06/2011 - 14:36
      Enviado por: Rone

      Catarina na região a onde moro S.P,as estradas de ferro foram feitas por ingleses!
      Tevem um minimo de ingles sim por aqui a prova foi o Charles Miller que introduziu o Futebol!
      Sim essa fraze na hora do post, me veio a cabeça , não a copiei, talves possa incluir “quase que de todo mundo”

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  • 20/06/2011 - 12:45
    Enviado por: HenriqueS

    Voces se lembram quando o Fernando Collor pediu para o povo sair as ruas de preto em protesto contras “as mentiras” contra ele e todo mundo saiu de cara pintada pedindo o seu impeachment? Pois é, parece que o mesmo acontece hoje na Síria.
    .
    O Brasil é visto dessa forma esquisita que voce escreveu basicamente porque também emite opiniões esquisitas aos olhos dos outros paises. Se unir a ditadores, malucos e genocidas, coloca o nosso governo (e o nosso país) nessa posição esdrúxula perante os que esperam atitudes sensatas.

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    • 20/06/2011 - 13:46
      Enviado por: Gustavo Chacra

      HenriqueS, os EUA são aliados da Arábia Saudita e de todos os os ditadores do mundo árabe, menos da Síria e da Líbia. A Inglaterra e a França patrocinaram inúmeras ditaduras na África. O Berlusconi era o melhor amigo do Kadafi. O Sarkozy recebeu o Assad para jantar privado. O Obama recebeu o sanguinário de Bahrain outro dia na Casa Branca. E todos estes países, incluindo o Brasil, negociam com a ditatorial China

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    • 20/06/2011 - 17:24
      Enviado por: HenriqueS

      De onde se conclui que ninguém é santo; e esse negocio de ser ocidental, oriental, isso e aquilo, é pura besteira.

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    • 20/06/2011 - 20:58
      Enviado por: Catarina

      Pois é, ou se conclui que para sobreviver é preciso ter amigos. E entre os países funciona me parece + ou – como nas relaçôes pessoais. Nem todos os meus amigos, amigas, parentes, conhecidos sâo pessoas morais, éticas, legais, bacanas, fraternas,solidárias etc.

      Talvez no pessoal se possa dizer “melhor só do que mau acompanhado”.
      Nos negócios de trabalho é mais complicado. Äs vezes temos que suportar uns colegas arábia malditas. Nas relaçôes geo-políticas entâo é impossível se isolar.E os países que sofrem sançôes comerciais carregam um tremendo fardo por ter que escamotear as transaçoes comerciais. No fim se sai bem quem têm mais amigos.

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  • 20/06/2011 - 12:49
    Enviado por: Ricardo

    Os americanos são arrogantes!! E com um império em decadência.

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    • 20/06/2011 - 13:44
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Ricardo, todos os americanos são arrogantes? Isso é preconceito. Por ter um irmão americano, me sinto atingido, assim como outros leitores

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    • 23/06/2011 - 11:49
      Enviado por: Alex Uhoton

      Ricardo, assim como o Gustavo me sinto atingido… Não tenho irmão americano mas tenhos vários amigos em NY e no Estado da Califórnia há vários anos. Mantemos contato e nos visitamos com regularidade. Não pode dizer que os americanos são arrogantes. Existem pessoas de todos os “graus” de educação em qualquer região do mundo.

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  • 20/06/2011 - 13:30
    Enviado por: João Só

    Excelente texto, Gustavo. Parabéns. Uma visão esclarecedora e instigante.

    Eu, de minha parte, fico até mais tranquilo e satisfeito de saber que quando a maior parte de humanidade insulta os ocidentais não estão insultando a mim.

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  • 20/06/2011 - 14:17
    Enviado por: Dany

    Caro Gustavo, sua perspicácia é grande,mas não fui eu quem disse ou insinuou que a Turquia está virando uma república islâmica,não senhor.Você precisa ficar mais informado por quem está próximo,bem próximo,de radicais islâmicos,entre os quais estes que apostam no futuro deles,o futuro do islamismo.Não se iluda,muitos querem mesmo é que não somente a Turquia,mas também todo o ocidente, se curve a lei da charia.Pode ser que estejam pretensiosos demais,no entretanto eles apelam para os muçulmanos em qualquer parte do mundo ao que chamam de “combate”.Qual a importância de ser ocidental para eles? Nenhuma.

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  • 20/06/2011 - 15:21
    Enviado por: Marina C.

    O texto esta muito bom, mas tudo isso me deixou ainda mais confusa…rs

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  • 20/06/2011 - 15:31
    Enviado por: manuel

    Prezado Gustavo, eu nunca tinha pensado neste assunto. Como filho de europeus que sou, por incrível que pareça nunca me senti latino-americano, coisa que para os meus pais(português e italiana – latinos-) era coisa de paraguaio e mexicano.Crescemos assim pensando. Nossos vizinhos eram os “turcos” como chamávamos os árabes, alemães, espanhóis,muito japonês e claro portugueses e italianos.Crescemos sabendo que geograficamente éramos ocidentais mas culturalmente éramos uma miscelânea confusa e maravilhosa. Portanto acho que o Brasil não é ocidente nem oriente. O Brasil é simplesmente o Brasil. Um companheiro de copo(é copo mesmo- tomando cerveja) que é de origem judaica definiu muito bem o que é este nosso amado Brasil: ” É O ÚNICO PAÍS DO MUNDO EM QUE UM JUDEU E UM MUÇULMANO SE JUNTAM PARA IR A UM CENTRO ESPÍRITA”. Parece piada mas é a mais pura verdade. Este é o nosso amado País.

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    • 20/06/2011 - 17:27
      Enviado por: Jair Almansur

      Depoimento tão importante quanto sincero “manuel”, aqui muitas vezes pensamos: ‘brasileiros são os outros’.

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  • 20/06/2011 - 15:39
    Enviado por: Yang Lee Yang

    O Brasil é Asiático, né. O Brasil faz parte do grupo Asiatico junto com China , Japon, Coreias , que vai dominar o mundo militarmente, economicamente , culturalmente , ciencificamente, em todos os modelos , né. Quem quer ser ocidental é Espanha , né . 50% de desemprego em Espanha , né . Quem quer ser Ocidente ? Ninguém quer . Alemanha também pessoal lá , diz que tem parte de Alemanha Asiática , né. Vale do Hurr ser Asiático , Berlin , parte Oriental de Alemanha também. Em horas ruins ninguém quer ser o que é ruim . Parabéns, Brasil e povo brasileiro. Tudo Brasil ser Ásiatico. Vamos em frente , que América está pra cair e Europa afundando . Ser Asiático é melhor . Viva Brasil, pois chapéu de trouxa , né . E bobo só falta pena , né. Brasil tem que acordar . Ser filho de puta, que tem ? Brasil ser filho de puta e daí? Importante é ter dignidade , dinheirinho pra gastar e não ser escravo . China ajudar Brasil sair de escravidão , que Americanos impor gente brasileira, né .

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  • 20/06/2011 - 16:32
    Enviado por: Alexandre Magno

    Alexandre, você comparou o Brasil à Colômbia. Pois que, de acordo com o FMI, o Brasil teem uma renda per capita nominal de US$ 10.816,00, enquanto a da Colômbia é de US$ 6.273,00. Portanto, a renda per capita nominal do Brasil é aproximadamente 72 % maior que a do Brasil. Pelo critério da paridade do poder de compra, a renda per capita brasileira também é maior que a do Brasil: US$ 11.239,00 contra US$ 9.566,00. O IDH (índice de desenvolvimento humano) do Brasil também é mais alto do que o da Colômbia: o Brasil está 6 posições a frente da Colômbia no ranking do IDH.

    Quanto a países com alta renda per capita, o Catar, os Emirados Árabes Unidos e as Bahamas têm rendas per capita mais altas que a de Portugal e a da Coreia do Sul (respectivamente, US$ 76.168,00, US$ 59.717,00 e US$ 21.879,00, contra US$ 21.559,00 de Portugal e US$ 20.591,00 da Coreia do Sul). Na verdade, de acordo com o FMI, o Catar tinha, em 2010, a terceira mais alta renda per capita do mundo, e os Emirados Árabes, a quinta mais alta. Esses dois países tinham em 2010 rendas per capita bem mais altas que a dos Estados Unidos (US$ 47,289,00). Assim sendo, pela sua lógica, o Catar, os Emirados Árabes Unidos e as Bahamas estão entre as maiores potências do mundo. Estou errado?

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    • 20/06/2011 - 16:44
      Enviado por: Alexandre

      Alexandre Magno, o que determina o fato de um país ser “potência”, dentre muitos fatores, é muito mais o PIB total que o per capita, tanto que a China é uma potência e a Noruega não. Um país de PIB total alto tem muito mais influência na economia mundial, mas convenhamos que se você divide o PIB chinês pelo número de habitantes, você constata que PIB por habitante é baixo, o que indica uma economia ainda subdesenvolvida, pouco produtiva (embora o produto total seja alto). É fácil a China ter um PIB desse, com o tamanho da mão-de-obra que tem.

      Quanto à Colômbia, comparei a renda per capita por paridade de poder de compra, que é o melhor critério e, por ele, os dois países estão bem próximos. Uma diferença de 6 posições no IDH, aliás, significa muito pouca diferença em termos de indicadores de desenvolvimento.

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  • 20/06/2011 - 17:20
    Enviado por: MarioS

    Calma Gustavo, nem tanto ao mar, nem tanto à terra.
    “Eu acho bobagem a divisão do mundo em civilizações”
    Mas elas existem. As diferenças culturais, comportamentais, sociais, etc entre, por exemplo, japonses e italianos, ou suiços e bolivianos são evidentes. Como voce as chama?
    “Libaneses, chineses, israelenses, brasileiros, americanos e franceses de uma determinada classe social têm vidas praticamente idênticas”
    Eu diria parecidas em muitas coisas. Voce com certeza conhece bem melhor do que eu algumas diferenças entre os modos de vida americana e brasileira.
    Vou citar uma, provavelmente a mais boba de todas: o horário do jantar.
    Mais uma, esta bem mais séria: a maneira de encarar a lei.
    “A variação se dá de pessoa para pessoa”
    Sem dúvida, mas, como disse Ortega y Gasset, eu sou eu e minhas circunstâncias
    “Eu sou 100% paulistano, mas não bebo chope, não jogo bola, não escuto pagode,
    e pratico um esporte popular na Sérvia (pólo aquático) e gosto de baseball, apesar de também amar futebol (e o Palmeiras)”
    Não esqueça que voce mora em NY (baseball). Muitos paulistanos, mesmo morando aqui mesmo gostam de esportes, bebidas e gêneros musicais os mais diversos, assim como novaiorquinos, mas a coisa muda muito no interior do NE e de Iowa.
    Ou seja, além da classe social importa muito o lugar onde se vive. Tenho mais hábitos e gostos em comum com office-boys paulistanos do que com profissionais liberais do Maranhão, com certeza.

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  • 20/06/2011 - 17:26
    Enviado por: Ezequiel-SP

    Estamos caminhando para aquelas ditaduras africanas, pelo andar da carruagem.

    Espero que não, mas não sei não.

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  • 20/06/2011 - 18:30
    Enviado por: Alexandre

    Durante muitos séculos, os países ocidentais deram – e ainda dão – as cartas no mundo, daí que a palavra Ocidente adquire uma nova significação: de estar no centro do poder político mundial. A palavra Ocidente muitas vezes também é usada com o objetivo de designar uma “civilização” que partilha valores e características em comum, como liberdade, igualdade, liberalismo econômico, etc… por isso não podemos usar o termo “Ocidental” para designar um aborígene australiano, ou um índio americano, por exemplo.

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    • 21/06/2011 - 05:58
      Enviado por: Dany

      Concordo com você.É o mesmo que dizer que a música é uma linguagem universal.Já o aborígene não é ocidental se você olhar o modo de vida,os costumes,mas ele se encontra dentro do ocidente geográfico e acaba fazendo parte dele,socialmente, através de um processo de assimilação – daí o papel importante da educação e da pedagogia

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  • 20/06/2011 - 18:38
    Enviado por: Florentina

    Você fez o mesmo que os europeus.
    Não considerou o Juventus da Rua Javari (seu time preferido) como time ocidental rsrsrs.
    Preferiu citar o palmeiras como potência.

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  • 20/06/2011 - 18:55
    Enviado por: Roberto CM

    Sei muito bem do que Gustavo Chacra está falando. Também sou paulistano, mas estudei na França e fiz mestrado na Itália, onde trabalho e tenho a minha residência desde 1984. A palavra “ocidente” assumiu, ao longo do século passado, a conotação de “países do primeiro mundo” – com todas as ambiguidades do caso, logicamente. Assim como as expressões “norte” ou “sul do mundo”. O “norte” é onde há desenvolvimento; o “sul”, onde predomina o subdesenvolvimento. Ou seja, de definições geográficas, por uma sinédoque um pouco abusiva e equivocada, tais palavras assumiram outras conotações. Todos sabemos que a Austrália se encontra no hemisfério sul, mas pertence ao “norte” do mundo, pois a essa palavra se vinculou a ideia de desenvolvimento. É o mundo dos chavões e dos esquemas, das compartimentações, que se difundiram muito através do jornalismo mundial, nem sempre realmente informado sobre o que se passa no mundo…

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  • 20/06/2011 - 18:56
    Enviado por: Florentina

    O certo é não ir na onda dessa mistura do que é físicamente geográfico com o que é cultural e econômico.
    Por exemplo, apesar do México ser um país latino, não deixa de estar na América do Norte.
    É como se fosse um intruso na América do Norte, mas é norte-americano.
    .
    O Brasil, apesar de estar geograficamente na parte ocidental, faz parte do pacote das dúvidas, se leva em conta o geo-político ou o físico-geográfico.
    É melhor ficar em cima do muro.

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  • 20/06/2011 - 19:42
    Enviado por: Conrado

    O Brasil não é Ocidental… é Acidental. Agora, falando sério, vale destacar que a Grécia Antiga ficava mais na Turquia atual do que na própria Grécia moderna, ocupando boa parte do litoral do Mar Negro, o que torna ainda mais pertinente o comentário que encerra o artigo.

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  • 20/06/2011 - 20:46
    Enviado por: ERONTURCO

    Primo, pelo post de hoje , agora tenho certeza, que o rest do mundo pensa que á capital do Brasil é buenos aires, ou boliviam sempre o resto domundo desprezou ´america latina e o brrazil, e como MACAQUITOS alguns tentam imitar os americanos, europeus e tc , como na argentyina que no incio do seculo passado eles pensavam que moravam na europa,BOM MORAMOS NO BRASIL, SOMOS UM BANDO DE INDIOS E PODEMOS IR PARA QUALQUER LUGAR DO MUNDO, PODEMOS SR ÁRABES BRASILEIROS, JUDEUS BRASILEIROS , ETODOS GOSTAM DENÓS, COMO É BOM SER BRAZILEIRO, BRASILEIRO, BRASILIANIA, COMO É BOM SER INDIO, NADA CONTRA NOSSOS IRMAÕZINHOS , INDIOS , PRIMO

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  • 20/06/2011 - 20:52
    Enviado por: Otto

    Olá, pessoal! Pergunto ao Chacra e aos viajados: quem tem a visão mais correta do Brasil, menos distorcida: europeus ou norte-americanos?

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  • 20/06/2011 - 21:22
    Enviado por: Victor

    O Brasil tem características ocidentais, mas não é tão ocidental assim.

    Isso se deve entre outros fatores ao que eu aqui destaco: (a) à educação deficiente e cultura de responsabilidade pouco difundida no povo; (b) ao pensamento alienado que não permite que muitos brasileiros enxerguem além de si mesmos; (c) a uma cultura política do vale-tudo, que leva à corrupção e banalização da política, em que é comum muitos eleitores pedirem dentadura, viagem, roupa, carro, emprego em troca de voto em quem quer que seja.

    Esses fatores citados trazem consequências visíveis tais quais: o Brasil cresce, mas sem sustentação; não há um liberalismo econômico no Brasil semelhante ao que existe nos EUA e na Europa e que nos impede de avançar mais; a política externa do país nunca foi convicta e direcionada a fazer valer o título de “liderança da América do Sul”, ao contrário, é totalmente ideologizada e cega pelo Conselho de Segurança sem pensar que isso é uma conquista passo-a-passo com consistência e não que abrindo embaixadas em Tuvalu, Micronésia, Brunei, vão nos trazer alguma coisa.

    Em suma, o Brasil não é ocidental porque não é potência; planeja ser uma, mas não age como tal, em função das suas particularidades internas.

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  • 20/06/2011 - 22:18
    Enviado por: Roland

    Tambem ja passei por experiencias estranhas. Me lembro que quando ha muitosanos atras fui visitar uns parentes na região da Grande Chicago todos ficarm boquiabertos e surpresos quando disse que eu era do Brasil. Eles nunca tinham ouvido falar de Brazil. Depois dessa eu desisti e resolvi dizer que eu vinha de Germany. Essa eles conheciam. Aliás eu notei que em cultura gral os americanos perdem longe dos brsileiros pois eles só se interessam a assuntos relacionados ao seu país e ao envolvimento de seus cidadãos no exterior.
    Quando morava na Europa ouvi mais de uma vez gente achando que no Brasil se falava espanhol e quando finalmente descobriam que o idioma oficial por aqui era o portugues, aprendiam o p. de Portugal, mas quando chegavam ao Rio e ouviam o carioques não conseguiam entender praticamente nada.
    Essa de achar que o Brasil não faz parte do Ocidente deve ser mais um desses preconceitos inventados pela dupla EUA/Europa para menosprezar nosso país, mas no fundo eles tem é inveja do Brasil e de seu povo alegre. Isso eu senti na pele convivendo com eles. Claro que eles nunca vão admitir isso.

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  • 20/06/2011 - 22:34
    Enviado por: Alexandre Magno

    Alexandre, então está combinado. Portugal, a Espanha, a Irlanda e a Grécia não estão atravessando nenhuma grave crise econômica. A Espanha não tem 20 % de desempregados e a Grécia não está a beira de dar um calote. Portugal e a Irlanda também estão em excelente situação econômica. A sigla PIGS nunca foi usada para se referir a esses países. Na verdade, a situação nesses países é tão boa que eu acho que você deveria emigrar para um deles.

    Já no Brasil, a maioria esmagadorada população vive abaixo da miséria. O Brasil não se tornou credor do FMI. A “nova classe média” não existe. O Brasil é o pior país do mundo para se viver. Até no Afeganistão a vida é melhor que no Brasil.

    Não é tudo isso o que você quer dizer, Alexandre?

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  • 21/06/2011 - 00:33
    Enviado por: Müller

    Gostei do post, muito bem observado a situação da Grécia, ter um suposto melhor rótulo não significa ter um melhor conteúdo.
    Ser um dos Brics esta ótimo, ao menos ja estamos melhorando, ja não somos mais um pais de selvagens produtores somente de borracha, café e banana cuja no fim de mundo e cuja capital era considerada Buenos Aires.

    Saldações Corinthianas

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  • 21/06/2011 - 02:18
    Enviado por: Melchisedec Pelizer-Arias

    É Gustavo, sempre achei também muito estranho que a America Latina nuca tenha sido considerada do Ocidente aqui nos meus livros do Canada. Somente os EUA, Canada e Europa sao Ocidente para eles, ou como eles chamam: Western World.

    Eu também recebo muitos elogios quando as pessoas descrobem que sou brasileiro aqui em Ottawa. Muitos pensam que sou turco, grego, libanês, persa, judeu ou ate russo, mas quando falo que sou brasileiro, muitos falam : mas como, se você nao é negro ! rsrsrsrs… sabado mesmo eu estava trabalhando aqui no prédio na guarda e meu colega do Paquistao fez essa observaçao.

    É engraçado ver as percepçoes que as pessoas têm sobre o mundo, dependendo de onde venham. Antes de chegar ao Canada eu pensava que o Ira era um pais arabe e a primeira coisa que meu melhor amigo iraniano falou foi: ta louco, nos somos persas e com muito orgulho ! rsrsrsrs

    Grande abraço !

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  • 21/06/2011 - 02:35
    Enviado por: Jairo

    Somos apenas uma fazendinha para o donos do mundo.

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  • 21/06/2011 - 08:13
    Enviado por: carlos 3m

    o uso do termo “ocidental” foi deturpado. ao ocidente do que ?

    de greenwich?
    se for assim europa seria oriental

    e se for do oriente medio?
    o marrocos seria ocidental

    minha impressao eh que o termo nao se refere de fato a localizacao geografica, embora o termo sugira isso, mas cultural ou melhor ainda, mental.

    algo assim como esquerda e direita, que aparentemente provem da epoca da revolucao francesa, mas que hoje perdeu sentido e sugere mais um grau de oclusao mental seja em termos de politica ou economia.

    a dicussao sobre o que eh ocidental tem mais a ver com que torcida de futebol cada um se identifica mais do que com geografia.

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  • 21/06/2011 - 08:27
    Enviado por: NKS

    Do ponto de vista da teoria da relatividade de Einstein tudo é relativo, e segundo o antigo
    Rei dos Hebreus, Shlomo, “mais vale o cão vivo do que o leão morto”.

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  • 21/06/2011 - 08:53
    Enviado por: fernando

    O Ocidente se confunde com a Cristandade.
    O Ocidente segue o calendário cristão, fundado no nascimento de Cristo.
    O Ocidente apresenta várias constituições, como a brasileira, por exemplo, que roga a proteção de Deus.
    É bem verdade que nestes tempos de apostasia politicamente correta, provavelmente será convocada uma assembléia constituinte para reformar esse ponto.

    O Ocidente se consolidou na idade média, com os povos que se uniram em torno da fé cristã para enfrentar a ameaça mortal que representava o Islam.

    Nasceu a cristandade então, que formou e moldou a Europa, e suas herdeiras diletas, as Américas.

    http://www.mackenzie.br/6936.html

    “”"Continuando o seu ataque contra a cristandade em seus dois extremos, quase ao mesmo tempo os muçulmanos marcharam contra o Império Bizantino. Em 717-718 eles desembarcaram na Ásia Menor e cercaram Constantinopla. Se tivessem tomado a cidade, poderiam ter conquistado todo o continente. Mas os bizantinos resistiram. Sua capital só iria cair diante do islã muitos séculos mais tarde. Em 750, estava encerrado o primeiro grande período de expansão islâmica.”"”

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    • 21/06/2011 - 09:42
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Fernando, Líbano e Síria seguem o calendário cristão, assim como Egito e Jordânia. Todos ocidentais? E Israel, que segue o judaico, não é Ocidente?

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    • 21/06/2011 - 22:36
      Enviado por: Zoreh

      O Islam deixou sua marca no mundo com as contribuições cientificas e artísticas que doou à Humanidade. Nenhuma outra religião fez tanto e pediu tão pouco em troca Ah Constantinopla era necessária p/ que o Islam a devolvesse aos seus legítimos donos: turcos, por isso o mundo islâmico doou tecnologia bélica aos turcos, p/ que o oriente continuasse unido.

      O catolicismo unificou politicamente a Europa, mas não p/ enfrentar o Islam e sim por temer que os hindus a tomassem via Hinduísmo. Todas as tecnologias usadas nessa unificação foram doadas pelo Ungido

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    • 22/06/2011 - 09:07
      Enviado por: GabrielL

      Zoreh,

      E para que os incas venusianos não pensassem em tomar a Mongólia…Hindus na Europa? Mascou qat? Contribuições importantes do islã a parte, o mundo só é o q é hj (essa desordem…hehe) pelas expansões econômicas européias, mto explicadas pelas necessidades de recursos do chamado “Norte”…Menos, querida Zoreh…Mto menos…

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  • 21/06/2011 - 09:06
    Enviado por: Marcos

    Ok, muito bom, vamos aproveitar a deixa e tentar emplacar Cone Sul, um lugar paradisíaco, longe de qualquer nuvem radioativa, longe do peso de civilizações milenares. Vamos abandonar o continente americano, afinal americanos são os estadudinenses. Somos isolados por oceanos e apenas um istmo nos prende ao ocidente. Vamos criar algo novo. Mas sem esta de futebol e carnaval, isto lembra Carmem Miranda, vamos ser borgistas (JLB), tocadores de gaitas, índios sustentáveis, baixo consumo, vamos reformar nossas favelas e deixá-las mais bonitas que as casas gregas…

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  • 21/06/2011 - 09:31
    Enviado por: Cícero

    Não sabia que tantas pessoas no mundo não gostavam da matéria Geografia!

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  • 21/06/2011 - 09:59
    Enviado por: Lucas

    Olá, Gustavo!

    Mais uma vez, excelente post! Ao lê-lo, lembrei-me que, quando estive na Itália, há alguns anos, com minha família, ao dizer que éramos brasileiros, alguns menos esclarecidos (creio eu) perguntavam de volta: “ah, Brasile, de Maradona?!?!”. Certamente porque o argentino jogou por anos no Napoli.

    Mas outros, para completa surpresa de uma família de palmeirenses como a minha, mudavam um pouco a pergunta: “ah, vocês são do Brasil, onde tem o Palmeiras, de colônia italiana?” Aí, sim, estávamos em casa!

    Grande abraço, Gustavo!

    Lucas S.

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  • 21/06/2011 - 10:09
    Enviado por: NKS

    Os índios brasileiros deram uma lição aos franceses de como tomar banho (perdoem-me os franceses que teem os melhores perfumes do mundo (talvez seja por esse motivo
    kkkkkk).
    “Ainda quero ser índio, andar pelado no mato e tomar banho de sol, banho de sol…”
    (Rita Lee)

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  • 21/06/2011 - 10:12
    Enviado por: Alexandre Magno

    Eu já disse tudo o que tinha para dizer. Minha participação nesse debate está encerrada. Tchau.

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  • 21/06/2011 - 10:15
    Enviado por: NKS

    Muitos americanos (como se nós não fossemos também) estão vindo para o Brasil porque a economia de lá não anda bem, os riscos de investimentos estrangeiros no Brasil pela primeira vez na história é menor que nos EUA.
    “Baila comigo, como se baila na tribo,
    lá no meu esconderijo….” (Rita Lee)

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  • 21/06/2011 - 12:58
    Enviado por: DrHub

    Vale lembrar o saudoso Bussunda :

    ‘ Deixa os caras….’

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  • 21/06/2011 - 13:55
    Enviado por: Leticia

    Essa discussão é looooooonga… mas eu acho que o Gustavo tem toda razão. o livro do Samuel Huntington, “O Choque de Civilizações”, que ele citou, explica bastante bem todos os pontos que eu vi levantados aqui. Recomendo a leitura, mesmo no caso de discordarem em tudo. é bom conhecer seu oponente, certo?

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  • 21/06/2011 - 20:03
    Enviado por: fernando

    Gustavo.

    Conforme eu disse, o ocidente é derivação direta da cristandade que formou a Europa e suas extensões, as Américas.

    Israel é um caso à parte, pois é anexada como cultura judaico-cristã.

    Egito e Jordania, me desculpe, estão bem longe do Ocidente em todos os sentidos. Tanto religiosamente e geograficamente, como culturalmente. E inclusive, os cristãos começam a ser perseguidos e massacrados no Egito pós “ditador” Mubarak, pelo establishment islamico.

    Assim como a Turquia nunca será considerada Europa.

    Não é possível reescrever a história em formato de estória, como querem alguns, mesmo reestruturando a ortografia…

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  • 21/06/2011 - 22:45
    Enviado por: Zoreh

    Os USA não são ocidentais, assim como Israel não é, esses países + AL, Canada e Brasil não têm cultura milenar como a China, a Babilônia, o Egito e o Iran, não importa que o islam tenha recolonizado alguns desses países e esteja recolonizando China e os países da extinta URSS, as ruínas estão lá p/ provar suas heranças que islam partilhou com a humanidade.
    .

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  • 22/06/2011 - 07:31
    Enviado por: fernando

    Gustavo.
    Sei que voce é libanês.
    Assim como sei que o Líbano era considerado a Cote D’Azur do Oriente. Até ser destruído pela guerra promovida pelos…

    Mas confesso que sei apenas isso do Líbano…
    Me arrisco a pensar que os cristãos ali existentes são uma herança das cruzadas…

    Mas definitivamente, apesar de apresentar várias características, o Líbano não é Ocidente.

    A civilização ocidental é lastreada diretamente no cristianismo.
    Não há forma de governo, plano economico ou qualquer tipo de manobra ou embuste político capaz de estabelecer valores, princípios e direitos individuais como o fêz a religião cristã, nesses últimos séculos, desde que formou a cristandade que formou a Europa, que formou a civilização ocidental.

    Exemplo disso é o Egito, que aparentemente apresentava uma sociedade mais desenvolvida, com direitos e garantias similares aos ocidentais. Veja agora,como está, com cristãos sendo perseguidos e massacrados pelo establishment islamico.

    Quer saber?
    Rezo pelos cristãos libaneses.
    Que Deus os ajude, nestes tempos de orquestração da Irmandade Muçulmana.

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    • 22/06/2011 - 08:18
      Enviado por: Gustavo Chacra

      Fernando, os cristãos árabes são muito anteriores aos cristãos europeus e às Cruzadas. São cristãos da época de Cristo. Belém e Jerusalém estão a poucos quilômetro da vila dos meus avós. Minha família é cristã de quase 2 mil anos, assim como os cristãos libaneses, em sua maioria. É uma bobagem esta história de que os cristãos locais são herança dos cruzados. E a Guerra Civil libanesa foi muito mais complexa do que você imagina. Para você ter uma ideia, nos últimos anos, foi apelidada de “Guerra dos Cristãos”, porque facções cristãs se matavam entre si – de um lado o Geagea, do outro o Michel Aoun. Mas, por favor, não venha me dizer que os cristãos europeus são anteriores aos árabes. Na Síria, há vilas cristãs onde se fala ainda o aramaico, língua de Cristo. Não sei se o papa sabe esta língua. O bispo caldeu de Beirute me disse em entrevista que católicos não podem ser considerados cristãos porque não sabem rezar na língua de Cristo. Belém e Jerusalém são sagradas para os cristãos árabes, não Roma, completamente irrelevante. Para eles, o que Cristo tem a ver com a Itália?

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    • 22/06/2011 - 21:49
      Enviado por: gabrielpezzini

      O cristianismo na Arábia é tão antigo que na própria historiografia islâmioca há uma passagem na qual um monge cristão depara-se com Maomé, ainda quando ele era criança, e prevê que ele seria um grande profeta, que traria de novo a fé original, sem corrupção.

      E no tal dia, uma nuvem seguiu a cabeça do menino o tempo inteiro.

      No mais, é difícil considerar muitas nações cristãs ocidentais. A maioria dos países da África subsaariana colonizada pelos ingleses tem uma população em grande parte cristã. As Filipinas são o segundo maior país católico do mundo. A Etiópia tem um cristianismo que precede em MUITO o europeu. Tal religião, aliás, para entrar no Império Romano, teve que fazer um “ajuste de contas”, de forma que o abandono do paganismo fosse mais aceitável.

      Eu também acho que a ideia de “civilizações” é um conceito que, para análises contemporâneas, caiu muito no quesito de utilidade. A ideia é evocada para retratar sociedades com divisão complexa de trabalho, com uma parte da população vivendo em cidades (oriundo do superávit agrícola) e com suas próprias bases tecnológicas. Mas a tecnologia e a ciência hoje formam uma base global, e Harvard, a UFMG ou a Universidade do Pacífico Sul, em sociedades tão distintas, têm acesso aos mesmos periódicos, ou à ciência e tecnologia mais recentemente produzida (por mais que o desenvolvimento original ainda seja muito concentrado no antigo “Ocidente”).

      Mas discordo de que a elite de cada sociedade tenha um estilo de vida muito parecido. Os produtos consumidos podem ser os mesmos, mas a atitude para com a vida e o mundo, o tal ethos, ainda é escandalosamente diferente. Como comparar o jeitão de um japonês, um africano, um árabe, um brasileiro e um europeu?

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  • 22/06/2011 - 12:46
    Enviado por: Marcelo G

    Isso de OCIDENTAL ou não, eu acho que depende do enfoque.

    Tem aspectos politicos, economicos, culturais, religiosos, e historicos , que contribuem para isso.

    Estava lendo uma reportagem, que falava sobre imigrantes libaneses (nos ultimos 100 anos), e palestinos (nos ultimos 70 anos), nas Americas . Dizia que a maioria dos que imigraram eram cristãos . E a teoria é de que eles sentiriam menos dificuldades de adaptação, e menos diferencas culturais (em comparação aos muçulmanos) . E por isso, se arriscavam mais a ir morar em paises diferentes .

    Da mesma forma, Israel foi colonizado (nos ultimos 100 anos) primeiramente por judeus europeus (e mais tarde por judeus dos paises arabes) . O lado cultural europeu pesou, na formação da sociedade israelense. E por isso, tem gente que diz que Israel tem muito de ocidental.

    Em relação ao Brasil, foi colonizado por portugueses, e depois vieram os escravos africanos, e muitos imigrantes (principalmente europeus) . E não sobrou muito, da sociedade e cultura anterior a chegada dos portugueses – que seria dos indios.
    Assim sendo, pode-se dizer que o Brasil esta mais proximo de sociedades da europa e dos EUA, do que estão China e India, por exemplo (e a India foi colonia europeia)

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  • 22/06/2011 - 16:22
    Enviado por: robinson

    CARO GUSTAVO;
    os estados unidos nos consideraram ocidente quando,na 2a guerra mundial,precisaram instalar a base aerea de natal,para auxiliar as tropas no norte da africa:daí então éramos o ocidente civilizado e cristão que não podia virar nazista e tambem quando nossos pracinhas foram virar bucha de canhão na italia.
    na outra vez foi para apoiar e desestabilizar o regime eleito democraticamente para instalação da ditadura,sob o argumento de que o comunismo ateu iria dominar o mundo.
    é só verificar qualquer site de alguma cidade americana para ver a classificação racista da populaçao e saber o que eles pensam do resto do mundo.

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  • 22/06/2011 - 16:26
    Enviado por: robinson

    GUSTAVO;
    voce quiz dizer que nunca tomou um rabo de peixe no frevo?
    ou uma pinga no coquinho,quase na porta do paulistano?
    nunca frequentou o supremo?
    ainda não experimentou a guiness de maquina do all black?
    voce não sabe o que está perdendo!
    ainda é tempo de se regenerar!
    rsrsrsrsrsrsrsrsrs!!!!

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  • 23/06/2011 - 09:15
    Enviado por: Irlandês

    Uau… que texto. Desses de ler e re-ler com o passar do tempo.

    Parabéns Gustavo.

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  • 24/06/2011 - 11:53
    Enviado por: ozanam thales s. teixeira

    Em seu novo livro Samuel Huntington classificou-nos como “Civilização Latina”, e com isto ele deixa bem claro que nós não somos ocidentais, pois não seguimos a religião protestante, somos um bando de mestiços e de quebra ainda falou em caso de uma guerra do ocidente contra a China (utilizando seus dons proféticos de futorologia), que iríamos ficar em cima do muro. permanecer neutros.
    Pô, o cara nos sacaneia e depois ainda vem querer que ajudemos a europa decadente e os Eua, contra a China emergente???

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  • 07/07/2011 - 19:36
    Enviado por: Marcelo Azengo

    Nesta linha, afirmo que as questões econômicas fazem dos mais intelectuais, grandes analfabetos. Ou, como sabem ler, analfabetos funcionais.

    O Americano médio conhece bem os Estados Unidos. O Europeu médio tem uma visão “mais global”. O latino americano médio tem problemas de formação e o africano médio encontra-se nao raro com mais problemas ainda.

    Mas, vamos falar dos “estudados” em todo o mundo. A maior parte sofre de “burrice social”.

    Exemplo: Os paulistanos, cariocas ou mineiros se distinguem e reafirmam suas diferenças muito bem. Mas, eles não se classificam e nem deixam ninguém assim fazer, de SUDESTINOS. Agora, classificam um cidadão pernambucano, maranhense ou baiano pela região em que moram, não distinguindo sotaques, costumes, cultura, história, etc…. Confundem baianos e cearenses. Sintetizam a maior região do Brasil, com 9 Estados a uma coisa só.

    O mundo faz o mesmo com a África e com a América Latina. E, ainda, como podemos reclamar se fazemos isto aqui dentro e com África, por exemplo?

    Peça para um amigo seu citar 08 países da Europa e 08 da África, falar das capitais, moedas e religião. Tenho certeza que não saberão falar sobre a África e sua maioria, embora fiquem extremamente indignados quando alguém diz que falamos espanhol ou que nossa capital seja B.A.

    Não classificamos pessoas como sudestinos, centroestinos, ou do Oeste Europeu. Fala-se: este pessoal é do leste europeu. Mas porque não chamam os ingleses ou franceses de “esse pessoal veio para cá, lá do Oeste Europeu”.

    Na questão das fisionomias, falam: ela parece italiana, ele parece alemão. Mas, sinceramente, você já viu alguém dizer: este parece nigeriano ou angolano?

    Em são Paulo, vejo as pessoas querendo explicar para os “mais incautos”, as diferenças fisionômicas, culturais e gastronômicas entre os japoneses, chineses e coreanos. Você já viu alguém do sudeste brasileiro tentar explicar a diferença entre o maranhense, paraibano e alagoano? Dizem ainda do alto de sua ignorância, que é tudo igual.

    Por que eu posso errar a capital da Etiópia, que ninguém vai dar a mínima, e nem permitem a idéia em que eu possa pensar em errar a da frança, pois serei considerado a maior anomalia encéfalo?

    Judeus são distintos e árabes são uma coisa só? Evangélicos são muito diferentes entre si e muçulmanos uma coisa só?

    Narciso só gosta de seu umbigo? A inteligência é narcisista e ou monetária?

    Vamos revisitar as aulas de história. Os invasores europeus que roubavam, matavam, eram os descobridores enquanto se o mesmo ocorresse com os índios ou africanos indo a Europa, seriam os bárbaros, ferozes assassinos.

    Quando o exercito israelense mata um palestino, matou um terrorista e qualquer coisa que eu possa falar contra isto, serei eu um anti-semita?

    Se um americano criticar Guantánamo é antipatriota? Mas se ao invés de extremistas islâmicos, fossem presos extremistas irlandeses ou bascos, será que por serem brancos ocidentais, a opinião pública seria diferente?

    Se os massacres ocorridos entre tutsis e hutus ocorressem dentro da Europa, a repercussão seria outra?

    Se o Irã em resposta a um ataque a uma de suas bases militares, voltasse um ataque atômico, será que seria julgado como foi o EUA ao atacar civis japoneses com armas nucleares de destruição em massa? Duvido e muito.

    Então, chego à conclusão que o quintal no mundo é o umbigo de quem vê, que a distinção de certo e errado, vem de quem pode impor isto, seja pela força ou pelo marketing.

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  • 31/10/2011 - 01:30
    Enviado por: Joe

    Ola Gustavo,

    Esta e a primeira vez q visito seu blog, esta de Parabens!

    Tb tenho filhos Americanos, morei la por mtos anos e estaremos voltando em breve, pelo q td indica, em definitivo. Apesar da crise economica nos EUA x a promessa de melhoras em um futuro prox. aki no Brasil, chegamos a conclusão q e melhor conviver c/ a realidade Americana do q c/ a Brasileira.

    Não sei explicar bem, mas desconfio q esta diferença de visão tipo, Ocidente de fato x Ocidente wanna be tem algo a ver… Acho tb q seu blog ajuda a entender as coisas como elas são realmente, ter uma ideia geopolitica melhor.

    Abraços!

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