Estrangeiros quando chegam a São Paulo sempre notam a enorme quantidade de muros ao redor dos prédios e casas. Não apenas dos mais caros, como também os de classe média. Para entrar na garagem de edifícios modernos em bairros que podem ir da Vila Nova ao Jardim Anália Franco, passando por Jardins, Higienópolis e Santana, somos obrigados muitas vezes a cruzar dois portões com nossos carros. Porteiros ficam dentro de guaritas à prova de bala com monitores para observar tudo o que ocorre dentro e fora do prédio. Estas medidas são necessárias pois, mesmo com elas, ainda ocorrem assaltos contra edifícios na capital paulista.
Já em Bogotá as portas dos prédios de bairros sofisticados como Rosales, Chicó e alguns ao redor da badalada Zona T possuem portas de vidro que abrem direto para jardins que se estendem até as arborizadas calçadas. Sem muro e muitas vezes sem porteiro, estes edifícios de tijolinhos, que são uma tradição local, demonstram que a sensação de insegurança na capital colombiana é menor do que em São Paulo, pelo menos nas áreas mais caras. Tampouco nas ruas do centro, perto do palácio Nariño ou da praça Simon Bolívar, parece haver risco de que roubem nossos celulares ou carteiras. Bem diferente de Caracas, por exemplo, onde uma caminhada de dois quarteirões pode significar um assalto.
A violência na Colômbia também se reduziu no interior durante os anos do governo Uribe. As FARC nunca estiveram tão enfraquecidas, apesar do atentado de ontem. Cali e Medelín não estão mais nas mãos dos traficantes de drogas, apesar de o país ainda ser o maior produtor de cocaína do mundo. Isto é, melhorou, pelo menos na superfície, mas ainda não é perfeito. Agora, achar que a Colômbia seja apenas uma teia de traficantes de droga e plantadores de café é um equívoco grave. Uma visita a Cartagena nos leva para dentro dos livros de Garcia Marquez. E Bogotá, sem dúvida, surpreende positivamente tanto quanto São Paulo e a Cidade do México. É uma metrópole cosmopolita, sofisticada e verde. Apesar de apresentar problemas como todas as grandes cidades com milhões de habitantes, está longe de ser como Caracas ou La Paz.
A Colômbia não é apenas tráfico de drogas, café, Garcia Marquez, Botero e Shakira – apesar de os quatro últimos valorizarem o país. Assim como o Brasil não é apenas futebol, carnaval e Lula.
ENCONTRO DE LEITORES NO SÁBADO – Quem quiser participar pode enviar um comentário com o nome e email
Sigo na Colômbia, de onde escreverei posts nos próximos dias, antes de retornar a Nova York
O jornalista Gustavo Chacra, mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia, é correspondente de “O Estado de S. Paulo” em Nova York. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Yemen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al Qaeda no Yemen. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo em 2009
Muitas das mazelas das cidades brasileiras tiveram início em 1981, quando o Governo de João Figueiredo (pelas mãos do czar Delfim Netto) meteu uma desvalorização de 30% no câmbio do dia pra noite, jogou a taxa de juros lá pra cima e botou o país numa recessão da qual só saimos 10 anos depois.
Até 1980 as casas e prédios tinham poucas grades e cercas. Não havia assaltos a automóveis em semáforos. Trombadinha não existia, pura e simplesmente. A gente andava a noite pela cidade numa boa. Claro que a criminalidade não era zero, mas ficava em níveis bastante razoáveis. Um hábito que se incorporou ao modo de dirigir dos paulistanos (furar o semáforo quando não vem ninguém na outra rua, hábito que hoje degenerou em furar o semáforo direto) surgiu pelo medo que as pessoas tinham de parar o carro a noite em um cruzamento e serem assaltadas. A prefeitura de São Paulo, em determinada época, chegou a permitir oficialmente que os semáforos não fossem respeitados das 10 da noite até 6 da manhã em função disso. Obviamente, não era solução para o problema. Diminiu-se a exposição ao risco de assalto e aumentou-se terrivelmente o número de acidentes com vítimas no trânsito
A indústria de cercas elétricas, carros blindados e alarmes residenciais prosperou a partir daí.
É um longo debate sobre as causas dos nossos infortúnios e aqui não é o momento para isso. O que merece ser discutido é se um dia nós reverteremos o quadro criminal neste país e poderemos voltar a ter casas com jardim chegando na calçada sem um muro na frente
Fábio, discordo da importância que voce dá à influência. da desvalorização de 30% no câmbio e a subida da taxa de juros nos problemas atuais das cidades brasileiras, mas se formo discutir isto, iremos cair na velha questão de porque alguns países ricos são mais violentos que outros muito mais pobres, do porque não há muita relação entre pobreza e violência, por isso vamos deixar esta questão de lado.
Admitamos que seja verdade tudo o que voce diz. Mesmo assim já se teriam passado quase 20 anos (2010-1981+10) da tal recessão e a violência só tem aumentado!
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FabioNog
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Somando um ponto a seus post, não estou fazendo apologia da maluquice… mas sempre penso que ao recuar-mos e cedermos de bom grado os espaços públicos aos maus contribuimos de alguma forma para esse estado de coisas.
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Um dos efeitos colaterais mais terríveis é o que Eugênio Trivinho (PUC-SP) chama em seu último livro de “subjetividade bunker”, olhe as casas, os SUVs, os bruta-montes de ternos pretos, as catracas e portas giratórias, as senhas, os câmeras… etc etc etc
Há muita relação entre violência e pobreza, em São Paulo, por exemplo, segundo a Pastoral Carcerária, mais da metade do presos praticaram roubo ou furto, crimes típicos de desempregados. Obviamente a pobreza não é o único fator, mas no Brasil eu diria que é o principal componente.
responder este comentário denunciar abusoMárioS,
De 1981 para 2010 sao quase 30 anos e nao 20 como voce disse.
Nao liga, que eu tambem to achando que o tempo ta passando rápido pra caramba.
“recessão da qual só saimos 10 anos depois”
Irlandes,
Obrigado pela observação, mas eu me referia ao fim da recessão, que teria sido, segundo o post do Fábio, mais ou menos em 91. Mas o tempo está passando muito rápido sim, sem dúvida.
Gustavo, pelo que você diz nossa situação é realmente inferior à dos colombianos. Mas no dia 7 de março saiu uma reportagem no Estadão.com dizendo que, em Medelín, os problemas têm voltado desde 2008, levando a cidade novamente ao topo do ranking mundial de homicídos/100 mil habitantes. O link: http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,medellin-volta-a-ser-lider-em-violencia-na-colombia,520738,0.htm
Carlos, estava justamente por escrever sobre esta reportagem. Eu a li 2 dias antes de viajar a Colomnbia, mais precisamente a Mentelin. Devo confessar que estava um pouco preocupada, ja que nunca havia estado no país. Entretanto tive uma grata surpresa. A cidade é otima (pelo menos os bairros que conheci), caminhei sem problemas pelas ruas e saí durante a noite tranquilamente. Assim como o Gustavo, tambem me chamou atencao a(quase) falta de muros, arames farpados e cercas eletricas nas casas e edificios.
responder este comentário denunciar abusoPois é, Livia. Eu acredito sem dúvida nas versões sua e do Gustavo, mas não posso também discordar dos dados apresentados pela reportagem. E fico, então, com a dúvida: será que se nós abolíssemos os muros, cercas elétricas e toda a neura por segurança, aqui em São Paulo, a criminalidade ralmente cresceria? Os prédios realmente seriam invadidos? Pois se em um lugar tão tomado pela violência, como a Colômbia, isso é possível, por que aqui não haveria de ser igual?
responder este comentário denunciar abusoFábio,
Discordo radicalmente da importância que voce dá aos acontecimentos econômicos de 81 como causa das das mazelas atuais das cidades brasileiras. Se fossemos aceitar esta correlação, teriamos que achar explicações para o fato de que existem cidades ricasmuito mais violentas do que outras pobres, e o mesmo se aplica a paises.
Mas deixemos este assunto de lado, e admitamos que é verdade. Mesmo assim, já se passaram praticamente 20 anos (2010-1981+10) e a violência só aumenta.
As causas principais são outras, e dentre elas se destaca a impunidade. A origem do crescimento vertiginoso do crime no Rio foi a genial medida que o Brizola tomou, a de proibir a polícia de subir o morro.
Eu não coloco na desvalorização da moeda de 1981 o início dos problemas urbanos, Mario. Meu comentário é de que uma década inteira de recessão econômica, desemprego crescente e segurança pública despreparada fizeram muito para estimular o isolamento no qual vivemos hoje. E essa década começou na pisada de freio que o Delfim deu no país em 1981.
responder este comentário denunciar abusoMario S sua colocação é perfeita:
Brizola descubriu o voto dos favelados e incentivou a favelização como solução e não problema,afinal as terras dele eram no uruguai{como de muitos outros politicos em Paris,Flórida etc…}como grandes somas bancarias no exterior.
Portanto para eles se um dia isto vira um lixo,eles tem para onde ir e viver confortavelmente por 100 geraçôens.
E com a politica da favelização vem o descontrole da natalidade,pois se aumenta uma lage no barraco e mais 2 filhos geram 6 filhos de pais e mâes diferentes ou lares que serão desfeitos.
A natalidade só cai na classe média e alta que no maximo tem 2 filhos atualmente quando não ficam num só para poder dar plano de saude e escola particular para o filho,e ainda somos roubados no sistema de cotas das faculdades pelo fato de sermos brancos e nossos filhos as custas de muita resignação terem tido uma escola particular.
Na copa de 1970 cantavamos o Hino 90 milhôens em ação pra frente Brasil do meu coração.
40 anos depois eu pergunto quanto é a nossa população hoje,e quanto por cento aumentou de miseraveis, especialmente no R.J e S.P que deve ser onde moram 90% das pessoas que escrevem neste blog.
A favelização no R.J e S.P só desvalorizou patrimonio,aumentou a violencia,deu muito voto a politico populista e obras duvidozas ou mal feitas que geraram bilhôens em desvio de dinheiro.
A nós só trouxe perda de liberdade,gastos no condominio com cercas,e mil neurozes por casos de violencia contra alguem da familha.
Infelizmente sem a politica de controle de natalidade as grandes cidades sempre serão rodeadas de grades e não teremos possibilidade de melhoras a longo prazo.
Todo mundo sabe que nenhum governo no Brasil na época que for vai dar saude e educação para o povo.Não vai se mudar a cultura dos roubos,e como disse um amigo,não falta onibos e sim sobra é pobre.
Portanto os miseraveis só se multiplivam,assim eles não ajudam nem por ventura quem tenha boa vontade de governar,pois tudo que é feito de bom é insuficiente para suportar esta demanda de miseravel que tem 4 ou 5 filhos.
Quem paga plano de saude caro as vezes espera uma hora na emergencia.
O que pode se fazer por estes miseraveis que nem contribuintes na maioria das vezes são???
Eles são tão culpados como o governo que os rouba,e não são tão “coitados assim” pois as vezes preferem gastar em cerveja e raspadinha mais deixa de levar o leite para o filho que ele meteu.
Chega de izentar a culpa desta gente como se fossem os “pobres coitados ignorantes” pois eles não são,eles sabem muito bem o que fazem,só que cagam e largam os filhos nas ruas ou na mão de quem for.
O Ibama prende quem maltrata ANIMAIS enquanto nas favelas tem crianças vivendo pior do que bixos.
Dizer que Brizola incentivou a favelização é não entender nada de urbanismo. Fora isso, ele foi apenas o governador do Rio, não tinha o poder de definir, não sozinho, a dinâmica de ocupação do solo naquele Estado, que tem a ver, como em qualquer outro lugar, com os rumos da economia.
responder este comentário denunciar abusoMauro Souza:
Desculpe,mais você é que não entende nada do poder e vontade politica de um governador e esta preso a conceitos teóricos de urbanismo.
Se um governador proibe a policia de subir morro e incentiva as lideranças comunitarias a construir mais casas{isto rende votos}que eles não precizam ter medo que serão retirados{antes da época do Brizola o bandido temia a policia e quem fazia construção irregular não fazia escancarado pois temia a ordem publica}ele esta incentivadndo a ilegalidade e a favelização.
E como esta expeculação imobiliaria, na rocinha, ex moradores se tornaram ricos alugando dezenas de casas e pequenos edificios que construiram.
Pobre lucrando encima do pobre,sem que o iquilino tivesse garantias e o proprietario pagasse imposto de renda .
Portanto Brizola não começou as favelas,mais foi para elas um incentivador e todo vagabundo tinha que ser chamado de “cidadão”.Na época dele que surgiu as primeiras metralhadoras no morro,pois antes a pior arma era a escopeta 12.
Brizola ajudou a policia a se tornar mais corrupta,pois se não podia combater eles,então que ganhasse com eles junto,assim muitos policiais passaram a pensar.
O poder de um governador é tanto,que agora Sérgio Cabral no R.J,expulsou os traficantes do Santa Marta,Babilonia e chapeu Mangueira,Pavâo,pavâozinho e cantagalo,tabajaras,algo que nenhum governador fez e ocupou estas favelas.
Basta querer e ter vontade politica.E nem discuto se este governador é honesto ou não,estou falando de um poder que um governador pode ter.
E Brizola não tem nada haver com urbanismo mesmo,tem com dezordem,com favelização.
Existe o R.J antes de Leonel Vitrola e depois de Leonel Vitrola.
Mauro,
Brizola proibiu a polícia de subir o morro. Este é um dado histórico que ninguém, admirador ou não dele nega. Agora, achar que instituir um espaço sem lei numa cidade como o Rio não aumenta a criminalidade é muito pior do que acreditar em Papai Noel.
Duvido que algum de nós aprovaria uma lei que proibisse a polícia de agir em uma área perto de onde vivemos.
Idéias como essa, demagógicas e populistas como esta e a das cotas, custaram e continuam custando caríssimo para o Brasil.
As cotas não custam caro para o Brasil, o analfabetismo é muito mais caro, a falta de especialistas que nos torna eternos escravos da tecnologia estrangeira. Está na hora de abandonarmos esses preconceitos reacionários.
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Segundo a Unicamp os bolsistas vão bem, obrigado.
Estive recentemente na Colômbia e digo que é um dos países que mais gostei de ter visitado. E olha que sou viajante de alta quilometragem: de todos os continentes, até hoje só não fui à Ásia.
Bogotá tem problemas como toda cidade grande. São 7 milhões de pessoas vivendo em bairros que variam de “extractos” 1 a 6: quanto mais alto o número, melhor a condição social do bairro, o que influi diretamente na cobrança dos serviços públicos e impostos. A desigualdade social é grande e presente, mas me parece que é tratada com mais seriedade pelas autoridades locais.
O trânsito também é um pouco complicado e os engarrafamentos são constantes na hora do rush. Mas estão muito longe do caos de São Paulo e Rio de Janeiro. Há obras de transporte público como o Transmilénio, inspiradas no exemplo de Curitiba, e que estão sendo implementadas aos poucos, porém com sucesso.
Outra grande virtude de Bogotá é que a cidade estabeleceu um limite firme para a ocupação urbana. A partir da Calle 127 indo em direção ao norte, não é permitido haver mais nenhuma construção, o que preservou as cidades vizinhas de serem conurbadas à capital e perderem a sua característica original: propriedades rurais, fazendas leiteiras e “invernaderos” onde se cultivam as melhores flores do mundo.
Mas a melhor característica dos bogoteños é a sua amabilidade e como fazem questão de receber bem o estrangeiro. Viajei com mulher e filhos e em nenhum momento me senti inseguro ou ameaçado por qualquer situação que fosse.
A mídia passa uma imagem muito distorcida da realidade colombiana. É claro, há as FARC, que estão a apenas duas horas da capital, do outro lado das montanhas que separam Bogotá do Departamento de Meta. Há muita polícia em todas as partes e a população aceita isso como uma contingência necessária para enfrentar os riscos da guerrilha. Mas o mais importante é que não há sensação de terror nas ruas: a noite de Bogotá é das mais agitadas e os colombianos têm uma joie de vivre que não deixa nada a dever à nossa.
O Brasil devia parar de dar as costas aos vizinhos e conhecê-los melhor. Seria uma forma muito interessante de fazer uma relfexão sobre a nossa maneira de ser e nossos problemas, e entender que as diferenças entre países, quando bem analisada e despidas de preconceitos, guardam ensinamentos muito valiosos.
Mauro e José,
A favelização no Rio começou quase 1 século antes do Brizola se tornar governador. O que eu imagino que o José queira expressar é que durante este governo houve quase que um incentivo oficial do governo ou crescimento de favelas. Brizola não divulgava dados sobre o crescimento populaciona das favelas, impedia que a policia fizesse operações nestas áreas e que barracos contruidos em áreas ilegais fossem derrubados. No Rio, até há pouco tempo, sempre valeu o bordão “favela não é problema, é solução” e coisas terminaram como estão.
Os atuais governantes do Rio iniciaram um projeto que pode obter resultados positivos a longo prazo. A prefeitura vem regularizando as regiões de algumas favelas, dando título de propriedade e com isso, passando a cobrar por IPTU, água, luz e demais taxas que nós mortais pagamos. O governo estadual iniciou há um ano um projeto de pacificação das favelas, literalmente dominando a região com patrulhamenteo ostensivo e permanente. É um processo, mas pode suritr efeito positivo. Se pacificarem a Rocinha, como pretendem, creio quem uma década alguma incorporadora compre todos os barracos e construa um super bairro de luxo.
responder este comentário denunciar abusoÉ por essas e outras coisas que fico me perguntando? Será que existe uma “síndrome do país maior”, que tende a saber menos dos outros do que os habitantes dos países pequenos tendem a saber dele? Isso explicaria parte da ignorância geográfica dos americanos em relação ao mundo e dos brasileiros em relação ao resto da América Latina.
Já estive na Argentina também, e é impressionante o quanto eles sabem mais do Brasil do que um brasileiro médio sabe sobre os hermanos. É impressionante também o tanto que eles falam mais do Brasil e do América Latina em seus jornais – absorto em outros assuntos, o noticiário brasileiro dá muito menos destaque a todos os países latino-americanos juntos do que a mídia argentina ao Brasil.
Claro que a demografia sul-americana também é um fator a se levar em consideração. Com o modelo de colônia de exploração, as áreas mais próximas do mar tenderam a atrair populações incomparavelmente maiores do que no centro do continente – tomando nosso país como exemplo, à exceção de Uruguai, Argentina e Paraguai, todas as outras áreas de fronteira no Brasil ficam em pontos de ocupação relativamente baixa, o que também pode ajudar a explicar o pouco que o brasileiro toma notícia de seus vizinhos, e também porque as semelhanças e laços culturais nossos com os países de língua espanhola ao lado são majoritariamente inconscientes.
Mas passado é passado, e acho que está mais do que na hora de o governo e a mídia brasileiros incentivarem a darem mais espaço à realidade da América Latina. Só com informação e o realçamento da proximidade que existe – mas que pouco é percebida por aqui – entre as diferentes nações do continente é que alcançaremos maior integração econômica, social e cultural.
responder este comentário denunciar abusoTalvez no caso do Brasil, haja um efeito psicológico também. Mesmo que o índice de criminalidade em São Paulo abaixe, será difícil alguém abaixar o seu muro primeiro enquanto os seus vizinhos manterem toda parafernália ante-furto. Seria permitir que a sua casa seja o alvo mais fácil para os poucos criminosos que sobrarem.
Existe também o fator impunidade. Não é que a polícia brasileira não funcione. De fato funciona até bem. O problema é que os juízes e advogados brasileiros adoram soltar bandidos presos.
E finalmente, porteiros e seguranças que não colocam fitas pra gravar as imagens das câmeras de segurança, dormem ou são relapsos em serviço, morrem de medo de ladrões, mas são valentões pra bater em pessoas com aparência pobre (ex. caso Carrefour), mostra que independente da quantidade de muros erguidos, sempre haverá mais crimes, pois o elemento principal – o homem- é incompetente. Mas os ricos tem a impressão deque o problema está na quantidade, e dá-lhe mais arames enfarpados, seguranças, carros a prova de bala, etc.
Fey,
Voce abordou um ponto chave, a impunidade. Todo o resto é detalhe.
A maioridade penal apenas aos 18 anos não é exclusividade nossa, mas quase. Raríssimos países, menos que meia-dúzia se dão a este “luxo”. Nossas penas estão entre as menores do mundo.
Não me lembro quem disse que, tirando a jabuticaba, tudo o que existe só no Brasil é besteira.
Quem nunca leu notícias do tipo: “foi capturado fulano de tal, 22 anos, suspeito de haver assassinado beltrano. O detido tem várias passagens pela polícia, por roubo, sequestro relâmpago, assalto a mão armada e lesão corporal grave”?.
Como enquanto é “di menor” seus crimes não podem nem ser divulgados, e que portanto todas estas façanhas foram cometidas no período de quatro anos, consegue-se imaginar o rigor com que foi punido.
Há coisa de alguns meses um rapaz foi agredido com um taco de beisebol em uma livraria em plena av. Paulista e está em coma até hoje. Fatalidade? Sem dúvida. Poderia ter sido evitado? No caso sim, porque o agressor já havia quebrado a vitrine da mesma livraria, com o mesmo taco, sido preso e liberado.
Histórias deste tipo são, tragicamente, muito comuns.
Qual é a idade do Daniel Dantas?
responder este comentário denunciar abusoFey, o seu comentário é exatamente o oposto daquilo que afirma a Pastoral Carcerária, ou seja os juízes adoram NÃO soltar os presos. Isso tudo porque os juízes são indicados e não concursados e por isso dançam a musiquinha do governo. Um sujeito pode entrar na cadeia por furto e passar a pena toda sem que ninguém olhe para seu processo. A triste ironia é que o PCC surgiu justamente para forçar o governo a cumprir a lei.
responder este comentário denunciar abusoMauro, juízes são concursados.
responder este comentário denunciar abusoKohlmeyer,
em um debate com o pessoal da Pastoral Carcerária, eles afirmaram que os juízes que tratam das execuções não são concursados, conforme deveria, mas indicados. Foi justamente aí que disseram que por um delito simples um sujeito pode cumprir a pena recluso de cabo a rabo sem que se tenha seu caso examinado. E ainda disseram que o governo prende muito mais do que solta devido a essa distorção do sistema.
Pastoral Carcerária, mais uma fonte imparcial!!!!
1) Juizes são concursados
2) A lei determina penas muito menores do que na quase totalidade dos outros países, o juizes as cumprem
3) Governos no Brasil não tem interesse nenhum em manter pessoas presas. Tudo o que só dá despesa não interessa, seja educação, saúde ou segurança.
Uma curiosidade Mauro, voce concorda com as saídas para passar o Natal, Pascóa, Dias das Mães e dos Pais assaltando? Ops, desculpe, com a família? E com a progressão após 1/6 da pena?
“… os juízes são indicados, não concursados…”
Fonte: o pessoal da Pastoral Carcerária.
Sem comentários…
drmfav,
quais são suas objeções à Pastoral Carcerária?
Mauro Souza,
A minha afirmação deve realmente ser contra os argumentos da Pastoral Carcerária (ainda bem!).
Falta saber se a Pastoral Carcerária com os seus objetivos para o qual foi criado, ou a realidade simples e prática observada pela maioria dos brasileiros estão de acordo.
Tenho uma leve impressão que não.
Só não atrevo a dizer que tenho certeza porque o nosso povo também adora distorcer realidades pra criar apologias ao crime,
Que bacana saber que a Colômbia, enfim, está tendo um pouco de paz. Realmente, pode-se notar uma enorme mudança nos últimos 8 anos de mandato de Uribe. Pelo que parece, não impedirão que tenha mais 4. Eu sei que pode parecer anti-democrático um terceiro mandato de Uribe, mas, às vezes, só um governo com metas de longo prazo e o cumprimento delas é capaz de reverter o quadro em que a Colômbia se encontrava. As Farc’s realmente nunca estiveram tão enfraquecidas. Isso se deve a prisão de vários guerrilheiros e a morte de vários líderes. Eu lí que a prefeitura do Rio está querendo adotar medidas semelhantes a de Medellin, como inclusão social da população, construção de teleféricos ligando os morros à cidade e uma série de ocupações por parte de polícias pacificadoras. No momento, eu acredito que o maior inimigo da Colômbia, não são mais os guerrilheiros colombianos, mas os guerrilheiros caudilhistas que ocupam a presidência da Bolívia e da Colômbia.
Luis,
Apesar do governo Uribe ter sido aparentemente positivom, é indesculpável conceder-lhe um terceiro mandato.
responder este comentário denunciar abusoÉ que Uribe é pau mandado dos USA, quando é o bocó do Chávez, já viu, os americanóides de plantão caem matando.
responder este comentário denunciar abusoEntendo que um terceiro mandato é inconcebível para uma democracia, mas será que se não houvesse uma política pública de longo prazo comprometida com esses objetivos, a Colômbia estaria obtendo esse êxito todo?! O Uribe foi reeleito com folga e tem um dos maiores índices de aprovação da AL. Um líder de “direita” com essa aprovação popular em uma região onde basicamente só tem presidentes e ditadores de esquerda, é no mínimo raro. Eu acredito que essa aliança norte-americana de Uribe é muito mais por conveniência estratégica de combate às drogas dos dois países do que por laços fraternos entre as duas nações.
responder este comentário denunciar abuso“O Uribe foi reeleito com folga e tem um dos maiores índices de aprovação da AL”
O Lula também, mas eu não o quero por mais 4 anos. Caberá a ambos tentar eleger o seu sucessor e à Legilislação proteger a democracia e evitar que políticos populistas se perpetuem no poder. Infelizmente na Venezuela isto não é mais possível.
responder este comentário denunciar abuso.
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Entreouvindo leitores
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- Será que houve alguma intenção de comparar a Colômbia com o Brasil?
- Como assim?
- Entre o Garcia Marquez, a Shakira e a droga, com o futebol, o carnaval e o Lula?
- É claro que não.
- E por que não?
- Poxa, você já conhece a qualidade da cocaína colombiana, né?
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Sou mais Caracas para morar, pois pelo menos, o estado tem o controle de toda a sua fronteira. Diferente dás Comlombias…sim Colombias, até porque, cada grupo guerrilheiro tem um cadim do país.
Espero que vc não tenha de ir a Caracas tão cedo, Manoel. Mandei um consultor meu fazer um projeto em Caracas algumas semanas atrás e o que ele passou e o que ele viu lá nos remete a um país africano de extrema pobreza. A Venezuela está em estado lastimável. Quanto à violência, ele ficou hospedado no hotel mais caro da cidade e não podia sair na rua depois de 6 da tarde porque seria assaltado com toda a certeza. E o hotel é estatal !!!! Nós fomos estudar o mercado de aços planos naquele país, um material básico para qualquer economia. O mercado de 2010 deve ser 13% inferior ao de 2009, que já foi inferior ao de 2008. Esse consultor tem parentes naquele país e viaja para lá com frequência. Ele fez um relato muito, muito triste do país
responder este comentário denunciar abusoPois é Fábio, ainda tem gente que ainda cai na lorota chavista de reforma boliviana, através do socialismo do século XXI.
responder este comentário denunciar abusoExatamente, Rodolfo, o Chávez fica com aquele discursinho dele de ‘socialismo’ e tem gente que acredita.
responder este comentário denunciar abusoO Cháves está falindo todas as grandes companhias estatais da Venezuela. A PDVESA, por exemplo, nos últimos anos, teve um aumento de mais de 100% de contratação de novos funcionários. Não que a empresa tenha aumentado sua receita ou expandido seus negócios, muito pelo contrário. A sua produção chegou ao limite mais baixo desde sua fundação e a falta de investimento em tecnologia fez com que o seu maquinário se tornasse mais ineficiente do que já era. A maioria dos cargos foram distribuídos por simpatizantes do regime chavista e sem importância técnica. Assim como aconteceu com a petrolífera, que já foi uma das maiores da AL, outras estatais estão sofrendo sérios problemas financeiros. E muitas empresas recém nacionalizadas, despencaram no ranking das mais produtivas em sua categoria. Eu nunca ví uma ditadura mudar um país pra melhor. Muito pelo contrário, só isolam o país e levam à crise, como a que a Venezuela está sofrendo, por falta de abastecimento de água, energia e alimento.
responder este comentário denunciar abusoSimplesmente digo que é loucura morar em Caracas, pois existem lugares bem melhores pelo mundo. A situação da Venezuela é drástica.
responder este comentário denunciar abusoGluon
Apesar de vc ter adotado meu sistema de “pontinhos” para espaçar o texto seu verbete de hoje foi bem abaixo da média…
Deve ser por isso que o Chavez odeia o Uribe… Eficiencia.
Senhor Chacra
Esse magnifico curriculo postado debaixo de cada materia significa que esta a procura de emprego?. O Estadao nao paga bem?.
Como o Estadão tá proibido pela justiça de botar o “curriculo” dos Sarneys, o Gustavo tá aproveitando para botar o dele.
{É só brincadeira para descontrair o blog}
Quer saber por quê? Está querendo contratar?
responder este comentário denunciar abusoDe todas as possíveis causas para o estado lastimável de nossa ordem social, as que mais pesaram, a meu ver, relacionam-se diretamente com a deterioração da administração pública, com alguma influência dos problemas econômicos.
Efetivamente, as sucessivas crises econômicas e o ambiente inflacionário crônico geraram um enorme desafio aos governantes: como administrar com eficiência um orçamento cada vez mais volátil? A resposta, sabemos, já foi dada por outros países, e tem de ser a austeridade, a ética e a busca da qualidade dos recursos humanos. Ao invés disso, nossos governantes privilegiaram a distribuição de benefícios politicamente motivados, a solução fácil de cortar investimentos não visíveis e o aviltamento dos servidores com menos poder de ação em proveito dos “protegidos”. Dentre as classes de funcionários públicos menos favorecidas, duas em particular sofreram a partir da década de 80, com algum alívio nos últimos anos: os professores e os policiais. Desse modo, nas duas pontas da estrutura social, a educação e a ordem pública, tivemos uma deterioração de salários, de incentivos e învestimentos. Com isso, a preparação do cidadão decaiu, o que gerou mais desrespeito social e maior demanda policial, ao mesmo tempo em que o aparato de prevenção e repressão ao crime se deteriorou.
A isso somou-se o viés hiperprotetor da Constituição de 88, que se preocupou em enterrar os excessos da ditadura contra os direitos humanos, resultando numa espiral de violência que dificilmente se interromperá sem medidas difíceis. Algumas começaram a ser tomadas, como a melhora no nível salarial desses servidores, outras levam mais tempo, como as mudanças no Código Penal e na Constituição. Enquanto isso, criou-se um próspero mercado na segurança privada(cercas, guaritas, blindagens, guardas particulares, sistemas eletrônicos), que tem o maior interesse em alimentar os medos da sociedade.
Os resultados são visíveis: violência aleatória, crimes hediondos, um cada-um-por-si misturado com um salve-se-quem-puder, e índices cada vez piores. Disse-me meu primo israelense que encarava qualquer ônibus em Jerusalém ou Tel-Aviv mas morria de medo de andar por São Paulo ou pelo Rio: “lá, pelo menos, as probabilidades te protegem”, dizia ele.
De Nova York a Bogotá….
Do Pó ao Pó!
Mauro Souza :
Desculpe,mais você é que não entende nada do poder e vontade politica de um governador e esta preso a conceitos teóricos de urbanismo.
Se um governador proibe a policia de subir morro e incentiva as lideranças comunitarias a construir mais casas{isto rende votos}que eles não precizam ter medo que serão retirados{antes da época do Brizola o bandido temia a policia e quem fazia construção irregular não fazia escancarado pois temia a ordem publica}ele esta incentivadndo a ilegalidade e a favelização.
E como esta expeculação imobiliaria, na rocinha, ex moradores se tornaram ricos alugando dezenas de casas e pequenos edificios que construiram.
Pobre lucrando encima do pobre,sem que o iquilino tivesse garantias e o proprietario pagasse imposto de renda .
Portanto Brizola não começou as favelas,mais foi para elas um incentivador e todo vagabundo tinha que ser chamado de “cidadão”.Na época dele que surgiu as primeiras metralhadoras no morro,pois antes a pior arma era a escopeta 12.
Brizola ajudou a policia a se tornar mais corrupta,pois se não podia combater eles,então que ganhasse com eles junto,assim muitos policiais passaram a pensar.
O poder de um governador é tanto,que agora Sérgio Cabral no R.J,expulsou os traficantes do Santa Marta,Babilonia e chapeu Mangueira,Pavâo,pavâozinho e cantagalo,tabajaras,algo que nenhum governador fez e ocupou estas favelas.
Basta querer e ter vontade politica.E nem discuto se este governador é honesto ou não,estou falando de um poder que um governador pode ter.
E Brizola não tem nada haver com urbanismo mesmo,tem com dezordem,com favelização.
Existe o R.J antes de Leonel Vitrola e depois de Leonel Vitrola.
José,
conhecimento teórico não significa que ele esteja descolado da realidade, antes, sim, deve ser baseado em estudos, em pesquisas. O que vale dizer que se um indivíduo vive na favela, isso não lhe dá necessariamente diploma, nem conhecimento de como ocorre o fenômeno.
Deixando de lado todos os preconceitos embutidos no seu texto, a favelização é um fenômeno mundial, e no Brasil não está restrito ao Rio de Janeiro. A primeira coisa que leva um indivíduo a morar na favela é a pobreza, o custo de um barraco é infinitamente menor que o de uma casa. As condições de vida são péssimas, mas não há outra alternativa e é melhor morar em um barraco do que morar na rua.
O Brizola pode até ter feito demagogia com a população pobre carioca, mas a pressão por moradias já existia e só tem aumentado, não há como conter isso à força, a menos que você queira detonar uma convulsão social. Os governos não constróem casas populares em número suficiente, os salários na média são baixos, só resta uma saída.
Um outro erro comum é construir bairros super afastados do centro e tentar mandar moradores para lá, como ocorre aqui em São Paulo, acontece que nessas periferias longínquas, como é o caso de Cidade Tiradentes no extremo da Zona Leste, as pessoas não têm os mesmos meios de subsistência que tinham anteriormente e assim boa parte acaba vendendo seus apartamentos e se reaproximando do centro. Tem gente que não conhece o assunto e os acaba taxando de vagabundos. E ainda tem o agravante de que quem mora muito afastado do centro tem mais dificuldade de arrnjar emprego.
As duas maiores catastrofes para o R.J foi Leonel Brizola e na constituinte o “Estatuto do menor pivete”,que só dão direito aos pivetes e trombadinhas que sabem fazer filho e segurar uma arma mais são tratados como “crianças” sem deveres.Esta catastrofe foi nacional,mais S.P e R.J sofreram imensamente,pois a maioria dos assaltos são feitos por estes mimi demonios que só podem ser detidos em flagrante para ir para o S.O.S criança.Nós vemos eles na rua,sabemos que vão roubar,mais sem flagrante nada pode ser feito.E ai se filman um policial dar um cascudo num diabinho destes que “só passa gilete na cara dos outros” nos sinais ou semafaros.
E o sistema de cotas foi outra violencia contra a classe média,pois nos é roubado um lugar na faculdade para os nossos filhos por não serem negros e terem tido escola particular.
Politico canalha pode fazer demagogia,pois eles podem pagar mesmo sem roubar com seus altos salarios as faculdades mais caras do Brasil que atualmente mais que a nota da prova,conta as nota$ que a familha do estudante tem para pagar.
E vem um e pôe regime de cotas,outro pôe bolsa familha,outro vai botar um dia cotas para concurso publico que já é algo mais dificil até que passar para universidade federal,e o politico que entra tem que manter,senão perde os votos.
É violencia na classe média por todos os lados.
Juca,
isso que você escreve é um absurdo, digo isso porque já trabalhei com menores de rua, ou em situação de risco, se preferir, e a maioria das pessoas só enxergam ‘mini demônios’, mas ignoram o caminho que os levou até ali.
Durante muito tempo mantivemos uma instituição para tirar as crianças da rua (e com dinheiro nosso) aqui na Lapa e sem qualquer tipo de auxílio da prefeitura, éramos tratados como cachorros quando íamos lá atrás de auxílio, até que fomos obrigados a fechar as portas.
Hoje cada menor infrator deve custar quanto ao Estado, R$ 1.800,00? Talvez mais. Garanto que seria muito mais barato tratar das famílias, com esse dinheiro, apesar de pouco, um pai tira pelo menos quatro crianças da rua. Outra coisa: é muito melhor, mais barato, construir escola do que cadeia, até a economia e a ciência agradecem.
É curioso como a classe tem raiva do famigerado Bolsa Família, se acompanhasse as notícias com atenção, veria que, só no ano passado, o governo, a partir do BNDES, distribuiu o equivalente a 20 anos de Bolsa Família para as empresas. Os governos do mundo inteiro distribuíram trilhões e trilhões para os empresários e estatizaram seus prejuízos; na Grécia a população está indo às ruas reclamar de um plano de austeridade, ou seja, não querem pagar a conta, porque é sempre o pobre que paga a conta, embora seja taxado de vagabundo, de não produzir nada.
Os ricos recebem muito, mas muito mais dinheiro do governo do que os pobres e a classe média, como sempre, encrenca com os pobres.
Dê uma olhada só neste pequeno exemplo que saiu aqui no Estadão: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100305/not_imp519744,0.php
Se os governos, Robin Hood’s às avessas, usassem uma fração da quantia dão aos ricos para a educação para a saúde, não teríamos esses alarmantes índices de violência.
Juca
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Muito obrigado!! Estou quase chorando!!
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Não tinha reparado a desgraça que é ser classe média, morar em Perdizes (SP), frequentar a PUC e ter casa em Ubatuba, amanhã mesmo vou largar tudo e correr para a favela, lá sim é que é legal, além de não precisar trabalhar ainda poderei passar dias e noites fazendo filhos para que cresçam e roubem você!
Mauro,
Voce não vai acreditar: concordamos em muita coisa!
É uma barbaridade cada menor infrator deve custar ao Estado, R$ 1.800,00. Com certeza absoluta seria muito mais barato tratar das famílias, (acho que, provavelmente discordamos do que signifique isto, mas, por enquanto, fiquemos nas concordâncias), é muito melhor, mais barato, construir escola do que cadeia. Acabou.
Eu não tenho “raiva”, mas sou totalmente contra o Bolsa Família, para mim, tratar das famílias seria oferecer gratuitamente, educação, saúde e segurança de qualidade.
Sabe um dos problemas do bolsa-familia? O moral hazard, (não conheço uma palavra equivalente em portugues), que é o fato de se age de maneira distinta quando se está segurado contra o risco. Voce critica o auxílios às empresas, e eu concordo em boa parte, mas o assunto é muito vasto para ser discutido aqui, e a minha (não só minha, de muita gente) maior restrição a isso é exatamente o fato de que quem está protegido, faça o que fizer, tende a fazer o que for mais fácil, mais conveniente, mas confortável.
MarioS,
tudo bem você ser contra o Bolsa Família, mas quem recebe a maior parte do dinheiro são os ricos!!! Então você tem que ser muito mais contra o Bolsa Empresas. O grande lance do capitalismo não justamente a livre concorrência?
Claro que sou contra o Bolsa Empresas, Mauro. O grande lance do capitalismo é a livre concorrência, sem dúvida, que nunca existiu no Brasil
Foi uma agradável surpresa sabe-lo contra a Bolsa Empresas, já que estatais são o caso extremo desta distorção sem sentido.
Não sou contra empréstimos à empresas, assim como não sou contra o micro-crédito e o Prouni, mas, desde que com regras claras, que façam sentido e, mais importante, que sejam cumpridas.
No Brasil existe a “tradição” do perdão às dívidas, tanto para ricos quanto para pobres, existe a aceitação do calote e, pior do que tudo, a aprovação social para tudo isso.
“Diferente dás Colombias…sim Colombias, até porque, cada grupo guerrilheiro tem um cadim do país”
Verdade Manoel, a ponto do Chavez ter um também.
Fábio,
Tenho certeza absoluta que o seu consultor, que caluniou uma das pérolas do bolivarismo, é um agente da CIA.
Quanto a ser bom para o Manoel ter que ir a Caracas, depende muito. Pela simpatia demonstrada por ele, talvez não se dê tão mal quanto o agente duplo (trabalha para voce e para a CIA) que voce citou, aposto que chavistas estão “se dando bem”. É como em Cuba, a população não tem comida nem remédios (papel higiênico não é problema, eles tem o Granma para substituir) mas los hermanos tem de tudo.
Curto bastante seu blog, Gustavo, mas sou obrigado a discordar do teor deste seu último post.
Não sei se sou eu que estou sendo ideológico, mas senti uma pontada de “anti-chavismo” nos comentários comparando Colômbia com Venezuela, ou Bogotá e Caracas. Estive em ambas as cidades há mais ou menos um ano e tive sensações completamente opostas. Bogotá, para mim, ostenta pobreza de tal maneira que me pareceu muito mais com La Paz do que com uma cidade de prédios modernos, bonita e praticamente sem mendigos como a capital venezuealana.
E não há como concordar com seu comentário de que Medellín e Calli não estão nas mãos do traficantes. O próprio Estadão publicou uma ótima matéria há pouco tempo falando exatamente o contrário e complexificando a visão um pouco simplista de que Uribe tivesse acabado com o tráfico nessas cidades: http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,medellin-volta-a-ser-lider-em-violencia-na-colombia,520738,0.htm
Há alguns anos, recebi em casa visita de uma senhora japonesa.
Quando ela chegou e viu o muro alto, cerca elétrica, segurança de moto rodando o bairro, ela exclamou: “estou me sentindo em um campo de concentração!”
O triste é que neste entramos voluntariamente…
Bom, neste caso, Cuba seria bom para se morar.
Dá para andar uma rua toda sem ser assaltado.
E à noite.
E de bandeja, ainda pode encontrar uma cubana bonitinha, a lhe cumprimentar com um sorriso.
Florentina
Concordo com vc! genero! grau e numero!
como são chatos os estereótipos!!!
judeu e turco são pão duros
colombiano é traficante
paraguaio é contrabandista
chinês é dono de tinturaria ou pastelaria
muçulmano é homem bomba
será que um dia vamos escapar desses estereótipos?
Acho que não. Classificar as coisas, pessoas e comportamentos faz parte da forma como a mente humana processa informação. Estereótipo é uma maneira de classificar pessoas
responder este comentário denunciar abusoEpa, Poeta! Pastelarias são nossa marca registrada.
Tá certo que pastel foi inspirado no gyoza chinês e que existem
muitos pasteleiros chineses, mas os melhores pasteis são dos
descendentes de japoneses.
Tem lógica… a Colombia é produtora e não consumidora de drogas, o crime está próximo do consumo.
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Jose e MarioS
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As favelas surgiram à partir da reurbanização promovida no Rio por sugestão de Oswaldo Cruz que além de provocar a Revolta da Vacina eliminou os cortiços e lançou os pobres e negros (quase um sinônimo…) na rua e morro acima.
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O crime e o tráfico lá se estabeleceram porque o Estado não existia nessa parte da cidade pelo simples fato de o poder não dar a mínima para esse povo.
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O tráfico progrediu com o dinheiro da classe média e alta que crítica os favelados mas não para de fumar maconha e xeirar cocaína, os comerciantes de armas, a polícia, os políticos e os banqueiros adoram esse circuito pois tomam boa parte do dinheiro dos traficantes, e todos eles vivem felizes e sossegados pois os bôbos como vcs acham que a culpa é do Brizola dos maloqueiros.
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Cada uma viu…..
É verdade, as favelas existem há mais de 100 anos no Rio. São até mencionadas em contos de Machado de Assis. Entretanto, até os anos 70, favela era apenas sub moradia e um problema que poderia ter sido resolvido se o Rio, desde o momento em que se engajou naquela gigantesca reforma urbana dos anos 60 (quando se construiu o aterro do Flamengo, se reurbanizou Botafogo, se fez o calçadão de Copacabana, foram alargadas as grandes avenidas, começou o crescimento da Barra, etc) tivesse também endereçado uma solução para o problema habitacional das classes mais pobres (a bem da verdade, nos anos 70 entendia-se que a questão habitacional era mais um problema do BNH – Banco Nacional da Habitação, federal, do que um problema dos municípios. Essa visão profundamente errada afetou também São Paulo e todas as demais grandes capitais. Os prefeitos simplesmente se recusavam a gastar suas verbas em habitação havendo um banco estatal voltado só pra isso. Como se sabe, o BNH financiava apenas habitação de classe média e jamais atuou para minimizar o problema da sub-moradia).
A conjunção de crise econômica com o desgoverno de Brizola não gerou as favelas cariocas e sim propiciou a explosão dos negócios escusos lá, notadamente o tráfico de drogas (com a conexão colombiana) e as gangues de assaltantes.
Oswaldo Cruz será lembrado por ter criado as favelas. Carlos Lacerda será lembrado por não ter feito nada para erradicá-las quando teve a chance. Brizola será lembrado por ter dado autonomia econômica e administrativa para as favelas, entregando-as nas mãos do crime organizado. E os cariocas em geral vem pagando a conta
responder este comentário denunciar abusoFabioNog
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Embora orgãos específicos como BNH e outros não tenham cumprido seu papel acho que o tema é mais amplo, trata-se de falta de um plano estratégico para o país, da extrema esquerda à extrema direita ninguém têm um projeto para o Brasil, é só projetinho com interesse eleitoreiro pra lá e prá cá..
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O pobre do Oswaldo Cruz (que era paulista de São Luis do Paraitinga) só queria acabar com a febre amarela, mas os políticos e as elites fizeram disso um grande negócio, assim como é com o tráfico… quando da prisão do tal Beira-Mar foi dito que o cara movimentava 10 milhões de reais / mês com seus “negócios”… é possível imaginar que guardesse isso sob o colchão?
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O negócio da guerra é a mesma coisa (aliás primo irmão do tráfico…) nunca falta imbecil pra se matar e achar que é apenas um questão nacional, moral etc… existe um universo por trás empurrando os valentes para a briga, e os próprios acham que é apoio a sua causa… vc viu fime “O senhor da guerra”? o personagem central é um sujeito que existe num mundo real.
Pois é, Fabio, e o BNH retirava recursos de onde?… FGTS. Ou seja, dinheiro do pobre, que paga pelas casas de classe média e vai morar pra lá de Deus me livre.
responder este comentário denunciar abuso“A coisa mais simples do mundo na minha cabeça é eliminar o poder do tráfico. Como? Criando empregos dignos. Os jovens das favelas não querem repetir a trajetória dos pais, que conhecem desde que nasceram: trabalhar 30 anos em troca de nada, de miséria, barraco, com esgotos a céu aberto, polícia invadindo… Não tenho dúvida de que, se um jovem tiver um salário razoável, competitivo, ele vai preferir o emprego a correr risco de morrer com dinheiro do tráfico.”
Caco Barcelos
A maioria da população trabalha assim e não viram traficantes. Para os piores o melhor?
Este negócio de dizer que pobres são pobres por não ter oportunidade é balela. Ficando em casa vendo televisão ninguém vai lá lhe oferecer nada. Tem que ir atrás. Dizer que todos os ricos sao ricos porque roubam é pura inveja de quem não conseguiu.
São os ricos que oferecem empregos, com suas empresas e fábricas. Agora reclamar que quer ganhar igual ao dono da fábrica é ridiculo. Quem não investe nada não vai ficar rico.
Para o José Antonio são os ricos e classe média que produzem tudo, os pobres não servem para nada, só falta ele dizer que foram os farós e os sacerdotes que carregaram as pedras nas pirâmides.
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Vejamos um exemplo nem tão recente, mas didático, em 1955 em Montgomery, nos USA, a população negra (nem precisa dizer que eram pobres), passaram a boicotar os ônibus e caminhar a pé como forma de protestar contra a segregação racial.
O resultado disso foi que a polícia começou a espancar os negros nas ruas para obrigá-los a andar de ônibus novamente, pois as empresas de transporte estavam tendo enormes perdas e ameaçando falir.
Então, José Antonio, dá pra ver claramente que “pobre não serve para nada”…
Mauro,
As cotas ainda não custam caro para o Brasil, vão custar e não tem nada a ver com analfabetismo, pois são para Universidades (sei que semi-analfabetos hoje em dia as frequemtam, mas ainda não por causa das cotas). Mas concordo, ele é muito mais caro, e por este já estamos pagando, graças a outra medida populista/demagógica semelhante às cotas, a tal da progressão continuada.
“a falta de especialistas que nos torna eternos escravos da tecnologia estrangeira”
Perfeito! De pleno acordo! E exatamente por isso, devemos nos dedicar a ter os melhores possíveis, sejam eles brancos, pretos, azuis ou verdes. O princípio deveria ser o mesmo do volei e do futebol aonde somos indiscutivelmente potências: selecionar os melhores, não os mais ou menos pigmentados.
Está na hora de abandonarmos essas políticas paternalistas e preconceituosas
“Segundo a Unicamp os bolsistas vão bem, obrigado”
Anteriormente eu falei de brincadeira em Papai Noel, mas começo a achar que voce acredita nele. Falando sério, considera a Unicamp uma fonte imparcial no assunto?
Um assunto que judeus conhecem mais do que a média da população, por terem sido suas principais vítimas, quase as únicas, é numerus clausus, o precursor das cotas.
MarioS,
talvez a Unicamp esteja mentindo, como eu vou saber? Eu não tenho acesso aos números que eles têm, então preciso acreditar até que surjam novas evidências. O fato é que já ouvi de outras pessoas, e de outras universidades que os cotistas são ótimos alunos, aproveitam a única chance e correm atrás do prejuízo.
As cotas existem porque existe um problema anterior, pense nisso. O ideal seria que não elas não fossem necessárias, concorda? Na minha opinião é uma maneira de tentar sanar essa questão social, mas se houvesse educação pública e de qualidade não precisaríamos estar debatendo esse tema.
“Numerus clausus” é um feitiço do Harry Potter?
responder este comentário denunciar abusoSe as cotas não tirassem o lugar de um branco ou de quem estudou numa escola particular e fossem algo “a mais” e não “excluindo” quem passou com melhores notas por ser branco e ter estudado em escola particular,nada contra criar vagas.
Mais criar de um lado,injustiçando e tirando de outro não dá.
E pergunto para o Mauro se menores psicopatas como o Champinha e tantos outros que são PSICOPATAS pois não esboçam culpa ou arrependimento tem chances de ser inseridos a sociedade.
Mauro,psicopatia não tem cura.
Estes são os “mini demonios” os quais citei,que quando dizem que tem 30 passagens é porque estas são as vezes que foram pegos,pois deve ter sido 300 assaltos nos semaforos e só são presos em 10% dos delitos que praticam.
E eles tem noção da impunidade,enchem a boca para dizer que são “di menor”.
E quantos deles que se acostumaram a roubar um salario num unico assalto numa carteira de uma madame vão trabalhar por um salario minimo recebendo ordens????
E no mais o que a “sociedade” que se mata para sustentar seus filhos,manter seu casamento,tem culpa se os favelados fazem 5 filhos com mulheres e homens diferentes,muitas vezes gravidas usando crack,alcool,cocaina,e a criança já nasce condenada????
É culpa da classe média que muitos jovens da classe média nem emprego tem para si e a maioria fica se matando para passar em concurso????O que o governo nos ajuda????
Se para nós tá dificil pra caramba,o que esperam então os miseraveis que fazem 5 filhos?????
Mauro,todos governos sempre roubaram e vão roubar,eu tambem tenho direito de ter hospitais decentes e escola decente para mim e meu filho e eles não dão.
Portanto eu que me contentei em ter o filho unico e corri atraz,pois sei que esperar destes governos é morrer reclamando ou ter uma desculpa para justificar suas incapacidades.
E se para mim que tenho um filho e não posso contar com o Governo,o que miseravel que tem 5 filhos quer????
Salario minimo de 10.000 reais para ele {sem que inflacione o resto}num trabalho sem qualificação.
Isto é só para os amigos do PT,pois ai criam secretarias,inventam empregos e estes até levam os filhos para Disney.
Para o resto dos pobres e da classe média como eu,é ferro no rabo mesmo.
Portanto se não tiver um controle de natalidade,e os pobres só culparem o governo e não fizerem nada por conta própria para não piorar suas vidas,será sempre a mesma choradeira,seja aqui,seja na Africa.
Juca,
eu não justifiquei a violência dos menores infratores, apenas eu disse, por conhecer de perto o problema, que isso é apenas a ponta do iceberg. Eu, mais outras pessoas, tentamos sanar parte dessa mazela devida à omissão do Estado, apesar de pagarmos nossos impostos, inclusive aqueles retidos na fonte. Acontece que eu vejo rios de dinheiro para os ricos enquanto na minha calçada tem gente fazendo dormitório.
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Nem você, Juca, nem eu, inventamos a discriminação social contra os negros e afro-descendentes, mas é um problema social e deve ser tratado como tal. Se você leu a matéria sobre o Salariômetro no blog da Gabi&Groc, deve ter visto que um jornalista negro em São Paulo recebe um terço do que recebe um outro branco e da mesma idade. As cotas são boas? Claro que não, são fruto de um problema, é o menos pior, digamos. Que tal pressionarmos por mais vagas e mais escolas públicas em vez de os recursos públicos irem para os abastados? Que tal lutarmos para que os professores tenham aumentos salariais e mais condições de trabalho, tais como salas de aula com no máximo vinte alunos? Você deve saber que na Índia existem cotas para as castas inferiores, e as superiores também são contra, como aqui, e o ciclo da miséria tende a permanecer se não for feito nada.
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Você citou casos patológicos de criminalidade, eles devem receber tratamento psiquiátrico e talvez tais indivíduos devam ser afastados para sempre da sociedade, mas isso pode acontecer em qualquer classe social, como aquele estudante de medicina que atirou no cinema.
A questão é: deixe um cara que roubou galinha oito anos na cadeia e vá ver o que acontece, sai diplomado para fazer o pior. Ou seja, nós pagamos para o Estado formar bandidos perigosos, isso não é nem um pouco inteligente.
Mário Covas, o ‘santo’, deu a palavra de honra que iria solucionar os problemas da extinta Febem, o máximo que fizeram foi trocar de nome, agora é Fundação Casa.
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As pessoas mais pobres estão à margem da sociedade, são as vítimas, não podemos tratá-los como se fossem os culpados ou como se fossem inimigos.
Se eles são ótimos alunos por que precisam das cotas para passar? Ou se tornam genios após entrar na faculdade? Alguma coisa está errada.
responder este comentário denunciar abusoJosé Antonio,
você já participou de alfabetização de operários em meio a alguma luta sindical? É incrível a velocidade com que eles aprendem, como não sou pedagogo, não vou saber explicar o porquê desse fenômeno, mas é um fato. De certa maneira podemos aplicar o mesmo conceito aos bolsistas.
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Filho de catador de garrafas ganha bolsa de mestrado nos EUA e luta para seguir estudos
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http://noticias.bol.uol.com.br/educacao/2010/03/25/filho-de-catador-de-garrafas-ganha-bolsa-de-mestrado-nos-eua-e-luta-para-seguir-estudos.jhtm
Mauro,
Voce fez um gol contra, aliás dois.
1) O fato de ser incrível a velocidade com alguns aprendem (imagino que quando ensinados) não explica como, simplesmente por ter ganho pontos pigmentação aconteça o mesmo. O Jose Antonio se refere ao “fenômeno” que eu também acho estranhíssimo: A em janeiro não tem condições de competir com B e por isso dão-lhe uma vantagem extra. Em fevereiro, sem ter assistido uma só aula, ele supera B, ou melhor C, porque B ficou fora da Universidade por não atender certos pré-requisitos raciais. Este é o milagre, não tem nada a ver com rapidez de aprendizado. Dúvidas: seria impossível para os professores da Unicamp, imbuídos do mesmo espírito paternalista que criou as tais cotas, mostrarem-se mais flexíveis na avaliação dos cotistas? Alguém se surpreenderia caso isto acontecesse?
2) O caso que voce cita é mais um exemplo do descalabro que é a administração do nosso dinheiro pelo governo, do absurdo que é sua política “educacional” (?). Verbas que estão sendo jogadas fora em bolsas, cotas, auxílios, etc, poderiam e deveriam estar sendo utilizadas na manutenção deste rapaz no exterior.
Lembra que voce falou em dependência? Pois é, quem vai nos tirar dela são pessoas como essa, e não cotista que progrediram continuadamente.
a questão das cotas não tem nada a ver com paternalismo e a questão racial só faz sentido no Brasil devido ao nosso passado escravagista, na Índia é o problema das castas e não da cor, entendeu?
Eu acredito ter respondido ao comentário de José Antonio, por algum motivo, que eu desconheço, essas pessoas conseguem superar suas dificuldades e aprender e se sair bem nas universidades, um prato cheio para esses filmes hollywoodianos.
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Agora, Mario, é muito fácil dizer que as pessoas têm que sair correndo atrás, o problema é que o negro no Brasil tem que remar três vezes mais do que um branco pro jogo ficar empatado, aí é sacanagem.
Mario,
não acho que prover educação ou saúde gratuitos e de qualidade seja paternalismo, mas um dever do Estado. Como alguém pode exercer plenamente sua condição de indivíduo sem que tenha um vocabulário mínimo para pensar a realidade, sem saúde para aproveitar a vida?
O fato é que as empresas estão sugandos todos os recursos do Estado e a população fica com o boleto.
Concordo. Acho que há algumas necessidades que devem ser providas ampla e exaustivamente pelo poder público: saúde, educação, segurança e transporte de massa são as mais importantes. Tudo bem se existirem sistemas privados complementares. Se o cidadão deseja colocar o filho em escola privada e pagar plano médico particular, problema dele. O que não é aceitável é que a pessoa faça isso compulsoriamente porque os serviços públicos tem qualidade inaceitável
responder este comentário denunciar abusoMauro:
Se a Europa que tem paises com população muito menor que a nossa e os USA que são a maior potencia do mundo tem pobres e sem tetos,você acha que o Brasil onde cabe varios paises da Europa,com varios politicos com diver$os intere$$eS e regiôens e culturas,onde a impunidade ao roubo é muito maior que em qualquer pais desenvolvido,você acha que vai ter hospital,escola decente,e vamos transformar este pais gigantesco e corrupto em uma “Suiça”.
Mauro,até os ex sonhadores do PT que prometiam mudar o pais e trazer a igualdade social e fazer uso diferente da cpmf que FHC fez,hoje só metem a mão na grana,se aliam aos 300 picaretas que LULA mencionou quando era opozição,e não melhoraram em nada a saude e a educação desde FHC.
Mauro,vamos falar do mundo possivel que existe,e não do idealizado que LULA prometeu e não entregou e ninguem vai entregar.
Mauro:
Faço questão de dizer que psicopata rico ou pobre,preto ou branco,deve ser tirado do convivio da sociedade e que tenho a mesma repulsa por um playboy marginal que agride pessoas por prazer que tenho por um marginal que tem prazer assaltando.
E acho que infelizmente tem muito playboy e miseravel que são casos perdidos,pois são psicopatas ou perversos,e isto não tem quem mude.
“não acho que prover educação ou saúde gratuitos e de qualidade seja paternalismo, mas um dever do Estado.”
Nem eu Mauro, não sei se voce leu meu post acima, aquele sobre o bolsa família, aonde eu afirmo: para mim, tratar das famílias seria oferecer gratuitamente, educação, saúde e segurança de qualidade, independentemente da pigmentação, lógico. Ou seja, estamos, mais uma vez de acordo.
“O fato é que as empresas estão sugandos todos os recursos do Estado e a população fica com o boleto.”
Não estão de maneira nenhuma. E já que vamos entrar neste assunto, o Estado não tem recursos, ele administra os que pertencem à sociedade. Procure saber o custo deste péssimo administrador e saberá aonde vai o dinheiro.
Concordo com Mauro e Fabio. Não oferecer o básico só piora a desigualdade social.
É preciso lembrar que mesmo funções simples precisam de pessoas com boa formação básica, saúde; um trabalhador bem nutrido, que dorme bem rende muito mais do que alguém que fica ao deus dará.
Nós pagamos impostos para isso também, e se não recebemos de volta, é enganação.
responder este comentário denunciar abusoMarioS,
me desculpe, realmente a confusão foi minha com relação ao paternalismo.
MarioS,
realmente o governo não tem recursos, os administra, a pergunta é: por que a minoria mais rica fica com a maior parte do montante?
A Colômbia, com a “amizade” norte-americana, voltou a ser o maior exportador de cocaína do Mundo. O Afeganistão, com a invasão norte-americana, voltou a ser o maior produtor e exportador de ópio do mundo. No Iraque, a produção e consumo de maconha dispararam depois da chegada dos “libertadores” do Tio Sam.
Viva a democracia!!!!!!!
E a Venezuela? Tudo bem por lá?
responder este comentário denunciar abusoInteressante o post do Gustavo: somos tão ignorantes sobre nossos vizinhos, como a Colômbia, quanto o ex-presidente Reagan sobre o Brasil, que uma vez, em visita oficial, chamou de Bolívia.
Gustavo, viajei várias vezes a Caracas no ano passado. Odiei a cidade e morro de pena dos Venezuelanos oposicionistas que tem que se submeter à tirania chavista.
Sem dúvida a criminalidade em Caracas piorou na última década, MAS ainda me senti muito mais seguro em Caracas que em São Paulo. Fiz coisas como caminhar a pé do trabalho ao hotel com um notebook a tira-colo, coisa que nunca ousaria fazer em São Paulo. E, claro, eu me informei com os colegas de trabalho locais se era seguro fazer isso, e confirmaram que sim.
Aqui em São Paulo, depois de vários incidentes, a empresa onde trabalho tem uma política de não permitir que ninguem saia na rua com o notebook da empresa, a não ser que esteja trancado no porta-malas do carro.
“trata-se de falta de um plano estratégico para o país, da extrema esquerda à extrema direita ninguém têm um projeto para o Brasil, é só projetinho com interesse eleitoreiro pra lá e prá cá..”
Gustavo, encerre este tópico urgentemente! Já concordei com o Mauro, duas vezes, e eis-me agora concordando com o Paulo! Estou começando a ficar preocupado.
MarioS, vocês concordam por terem pontos de vista moderados. No Oriente Médio, idem. Mas cada um tende a defender mais o seu lado. De qualquer forma, tenho certeza de que, fossem vocês os negociadores, a chance de acordo seria maior
responder este comentário denunciar abuso“De qualquer forma, tenho certeza de que, fossem vocês os negociadores, a chance de acordo seria maior”
Obrigado Gustavo. Agora só falta eles nos aceitarem por lá.
Aqui vai a resposta que recebi do departamento jurídico da Pastoral sobre a questão dos juízes na vara de execuções penais:
“Caro Mauro,
Na verdade há que se esclarecer algo aqui. Todos os juízes para ingresso na carreira passam por concurso público de provas e títulos, no entanto para assumir a titularidade de uma vara, eles também têm de se submeter à concurso interno. Acontece que a Corregedoria Geral de Justiça tem procurado manter controle do DIPO e das Execuções Criminais, provendo essas varas e o departamento com cargos de confiança. Esse problema foi parcialmente superado com o concurso para juiz do Decrim, porém ainda lá há vários juízes auxiliares que não são concursados para tal (embora concursados para ingresso na carreira). O DIPO permanece o mesmo, o juízes que o ocupam continuam sendo escolhidos pela Corregedoria Geral, sem concurso interno. Isso fere a independência dos juízes e o princípio do juiz natural.
Estarei à disposição para quaisquer dúvidas.
Atenciosamente,
José.
–
José de Jesus Filho
Departamento Jurídico”
Mauro,
Voce pode confiar cegamente na Pastoral e é seu direito, nada a objetar, mas já ficou claro que, entre os que se manifestaram a respeito, é o único, ou seja, não adianta continuar citando a mesma fonte que muitos, eu inclusive, consideram tendenciosa (e isto para ser diplomático)
acreditar cegamente, MarioS, por favor…
responder este comentário denunciar abusoMario,
confiar
Mauro,
acreditar
Michaelis (o dicionário:
confiar
con.fi.ar
(lat confidere) vti e vint 1 Ter confiança, acreditar , fiar-se, ter fé
MarioS,
eu não acredito, ou confio, cegamente em nada. Simplesmente eu pedi para que me explicassem melhor algo que havia sido dito durante um debate no qual participavam representantes da Pastoral Carcerária, conclui que seria bom publicar a resposta aqui para dar mais transparência e voz a uma das partes, sob o risco até de contradizer aquilo que eu tinha afirmado. Você acha que isso é atitude de quem acredita cegamente?
Realmente aqui em São Paulo as pessoas vivem com medo da violência, e atualmente não são apenas os moradores de bairros ricos que correm risco de serem assaltados ou até sequestrados. Infelizmente a violência está cada vez atingindo mais pessoas. Eu nunca fui assaltada, mas várias pessoas da minha família já foram.
Não sei bem o que seria melhor para minimizar este problema, mas acredito que se cada pessoa tivesse uma educação melhor teríamos menos criminosos, no entanto, não falo apenas da melhoria do sistema educacional, mas sim daquela educação que vem de casa. Apesar de não ter muita experiência de vida pude perceber que muitos pais não estão nem um pouco preocupados em educar seus próprios filhos.
Alguns leitores debateram sobre o bolsa família, e eu digo que também sou contra o bolsa família, pois acredito que este tipo de investimento contribue para o comodismo da população extremamente pobre, acredito que o governo deveria investir em outros projetos que estimulem o crescimento da renda dessas pessoas, mas fazendo com que elas ajam para obter este benefício.
Priscila, José Antonio e MarioS
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Adotando o sistema “Chacra+MarioS+Lulístico” de analogias didáticas aqui vai uma para falar das cotas:
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Já ouviram falar em boxe? pois então, já reparam que não há lutas entre um cara de 50 kg contra um de 100?
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Considerando que a vida fosse apenas essa corrida miserável e sem graçaa que o Jose Antonio diz que é, mesmo com com regras iguais essa luta seria injusta pelo simples fato de que o mais forte é mais forte que o mais fraco… logo não é uma luta é um massacre.
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Tá facinho de entender, não está?
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Paulo, voce não passa de um amador em analogias didáticas.
Boxe é um esporte (bem idiota na minha opinião), ou seja, como em todos os outros, as regras não buscam a eficácia, mas a competição, o espetáculo. Regras esportivas são limitantes, sempre, como a do impedimento.
Outro exemplo: na F1 limitou-se o tempo para testes das equipes, mas isto, de maneira nenhuma, justificaria limitar-se o número de horas que um universitário pode estudar, ou voce acha que sim?
Eu não posso participar de uma maratona de motocicleta, mas posso usar um computador para estudar, ou voce advoga que todos devem voltar ao lápis e papel?
Aceita-se sem discussão que o Messi tem mais talento do que eu para o futebol, e a ninguém ocorre “equilibrar” a disputa. Poderíamos começar por exemplo obrigando-o a carregar um peso extra para se igualar ao meu.
Quanto se fala em ciência entretanto, muitos acham que todos são iguais, basta ter “chance”. Nada mais falso, mais absurdo.
Massacre seria condenar alguém a passar fome, a morrer de doenças facilmente curáveis por não ter condições, não deixar de ser dotô.
E por falar nisso, muito dinheiro que está sendo desperdiçado nestas bolsas e auxílios poderia e deveria minimizar estes problemas
Creio que eu talvez surpreenda alguns, mas não sou contra o bolsa-família. Se o programa for usado como um trampolim para tirar famílias da miséria, utlizando o desempenho escolar como parâmetro para remuneração, poderíamoss melhorar o nível educacional dentre as camadas mais pobres. Não concordo com o modelo atual, onde famílias recusam emprego formal, temerárias em perder o benefício, visando neste programa como uma bengala eterna na renda familiar. Há pouco tempo, o Jereissat propôs que o bolsa-família fosse vinculado ao desempenho escolar, a gritaria da esquerda foi assustadora. A revolta e as acusações feitas ao senador vindas de comentarista em blogs chapas branca foi impressionante. Faltou apenas chamá-lo de nazista.
gustavo , quando olho para a cara dos criminosos, vejo o cara do sarney, calheiros ,severinos, barbalhos, e outros politicos que nunca se precuparam com a educação, as coisas so podem melhorar com educação, oputunidade de trabalho, escolas,mas voçe sabe como e povo educado significa o fim dos sarney e calheiros,basta visitar os estados destes politico para ver a miseria,
Gustavo Chacra:
Ja venho ha tempos acompanhando o seu blog e devo dizer que gosto muito.
Eu sei que nao tem NADA a ver com nada discutido aquí, mas… To morando na Argentina e nao encontro nenhum ligar que venda condimenos arabes. Será que vc pode me indicar algum armazem, padaria etc em Buenos Aires? Até encontro tajine, mas o zaatar ta bem dificil.
Puxa, desculpa pelo inconveniente, fico ate meio sem graca. Mas a causa é nobre!
Muchas Gracias
Nao posta este comentario, nao…
Livia, tente o restaurante Youssef, em Palermo Viejo
responder este comentário denunciar abusoOpa, muito obrigada, Gustavo!! Vou ver se encontro por lá
responder este comentário denunciar abusoEu sei que o bolsa familha,altos salarios para elite do funcionalismo,secretarias transformadas em ministérios para terem “recursos próprios e gerar isto de forma independente”aumentando numero de funcionarios e do salario destes privilegiados e milhares de cabos eleitorais e amigos que entram para o emprego publico e depois passam a ter direitos a previdencia,vão literalmente FUDER este pais.
Fora o que roubam a nivel federal,estadual e municipal.
Nós não temos guerras como no oriente médio,terremotos e tsunamis como no Chile e no Japão,invernos rigorozos que paralizam a cidade,mais temos uma elite politica e no judiciario que sabem que as leis são para os outros e para eles restam os bilhôens e as prescriçôens dos processos.
Tanto se fala dos Bilhôens que os Phallevi roubaram do Irã e Ferdinando Marques das Filipinas.
Tenho certeza que o que individualmente algum governador corrupto ou prefeito roubou no R.J,S.P,ou Minas Gerais ou algum outro presidente do Brasil,é muito mais que Ferdinando Marques Roubou,e surpreendentemente igual ou mais que os Phallevi roubaram,
Se um juizinho que nem dezembargador era e nem ministro do supremo sonhava ser {o Nicolau Lalau}tinha cobertura em Miami,dava gorgetas no restaurante de $ 100 e só se danou porque o ex genro não levou o dele,o que corruptos de esfera superior do judiciario que decidem processos contra politicos que roubaram milhôens,não levam para inocentar,argumentar insuficiencia de provas ou deixar o processo prescrever???
E o fiscal Silveirinha da receita federal do R.J que tinha 20 milhôens de dolares em uma unica conta????
Será que ele não tinha outras????
Quanto mensalão grandes empresas pagam diretamente aos politicos para não serem fiscalizados???
Porque os impostos são tão altos e impossiveis de pagar para quem trabalha honestamente se não é justamente para politicos ou fiscais corruptos enrriquecerem????
Porque não faz uma cpmf de 5% para todo mundo e acaba iptu,ipva,imposto de renda e qualquer outro imposto????
É triste ver um pais que podia ser o maior paraizo do mundo estar deste jeito.
A classe média é roubada pelos colarinhos brancos e os camisas encardidas nos semaforos{sinais}das ruas.
…e a cultura da Colombia ? Colombia e um pais de qualidade cultural ao nivel mundial. Todos no mundo conhecemos os seus escritores, Gabriel Garcia Marquez (“O General no seu Labertino”), German Arcienegas (Historia de la Cultura de America Latina). A musica folclorica ben conhecida nos outros paises de nosso continente – tais como “Cumbia” e “Vallenato”. ( Os meus favoritos sao os trios do bolero, veja youtube “Los Tri-O si quieres”). – E um secredo entre nos: Os Colombianos de Bogota falam o melhor “espanhol” de todos paises, ainda melhor da linguagem falada na mesma Espanha!
Fey,
apologia ao crime é o Daniel Dantas ter dois habeas corpus julgados em menos de 48 horas enquanto tem gente na fila há mais de 6 meses. O cara simplesmente privatizou o STF. E ainda aprovaram a toque de caixa uma lei que impede os bacanas de serem algemados.
No Brasil só pobre vai pra cadeia, isso que é apologia ao crime, ou melhor: é um convite.
Exatamente. Eu já afirmei aqui e repito. O Judiciário é um poder tão assolado por corrupção quanto qualquer outro
responder este comentário denunciar abusoVamos fazer um cálculo rápido: Em 2009 foram gastos R$ 12,4 bi para o Bolsa Família. Em janeiro de 2009 o Banco do Brasil “comprou” 49,99% do Banco Votorantin por R$ 4,2 bi. Ou seja, só os Ermírio de Moraes morderam, sozinhos, 30% de um ano de Bolsa Família.
Qualquer um sabe que aquilo ali não foi uma compra, e sim uma operação de salvamento, dinheiro público enterrado sem dó nem piedade.
Não foi dinheiro jogado fora. A carteira de ativos do Banco Votorantim era excelente e estava sendo disputada por todos os grandes bancos. Por pouco o Bradesco não fica com ela. Na última hora o Banco do Brasil atravessou a negociação e ofertou mais. E sabe porque a carteira do BV é boa? Porque boa parte dela é financiamento de veículo, um tipo de financiamento de baixo risco e altíssimo retorno financeiro
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O BB só comprou o Votorantim porque o governo de Lula não admitia que o Banco do Brasil perdesse o posto de número 1, coisa que havia acontecido com a fusão do Itaú com o Unibanco e se reforçaria com a compra do BV pelo Bradesco. Ou seja, a compra em si não foi ruim. O motivo da compra é que foi. O BB poderia ter usado os mesmos bilhões para continuar emprestando barato para o país. Mas preferiu comprar um banco que financia carro pra classe média a juros altíssimos só pra continuar a ser o número 1
Também sou a favor da privatização do BB Mauro. Voce lembra que há alguns anos o BB fez um aporte extra na PREVI de 8 bilhões? Deve equivaler a uns 12 hoje, ou mais.
Para quem não conhece o que são os fundos de previdência das estatais, basta dizer que antigamente, enquanto empresas privadas contribuiam com o mesmo valor que os empregados, estas contribuiam com 4 vezes mais.
Como mesmo assim não iria se conseguir pagar as aposentadorias escandalosas a que tem “direito” seus marajás, de vez em quando pingavam um extra, no caso 8 bi
Os Correios estão tendo de injetar R$ 1 bilhão no fundo de pensão dos seus funcionários. Além da contribuição ser desproporcional, como o Mario muito corretamente apontou, as estatais ainda aportam recursos para corrigir bobagens que a administração dos fundos fazem. Tudo com o dinheiro público que poderia estar indo para o Bolsa-Família
responder este comentário denunciar abusoMauro Souza, estou aqui só para te dar os parabéns, assino embaixo de todos os teus comentários. A questão do crescimento das áreas com habitações precárias (favelas, cortiços, bairros de lata, etc.) tem ocorrido no mundo inteiro. Inclusive nos países ditos desenvolvidos. O problema é de extrema complexidade. Todos sabemos que nos últimos anos, melhor nas últimas décadas, houve, ou melhor está havendo, um processo de precarização do trabalho. Precarização do trabalho, precarização da vida.
Alguns dos comentários apresentam uma visão reducionista do problema. Processos desse magnitude não são explicados pq Brizola, por exemplo, atuou de uma forma ou de outra..pode até ter dado uma contribuíção, não sei, mas não explica o problema. Vou usar aqui umas expressões dinossáuricas (?), mas vá lá que seja: acumulação, concentração, centralização do capital implica, sempre, em aumentar o número de despossuídos. É o que está ocorrendo no mundo. Bem, não vou apresentar novamente os argumentos já expostos com agudeza pelo Mauro Souza.
Cotas raciais nas universidades: sou contra , por dois motivos que me parecem essenciais, já apontados por outros em comentários anteriores:
primeiro, pq não colabora,em absoluto, para diminuir o racismo existente; o que significa garantir vagas para uma minoria se quase 50%¨dos alunos não concluem
o ensino médio?
segundo, revolução no Brasil, hoje, é garantir escola de qualidade para todos. Com professores e demais especialistas em educação recebendo salários dignos.
Digno não é uma palavra vazia, sígnifica reconhecimento social e reconhecimento econômico. Cotas raciais no ensino superior ajudam a esconder a questão central que é o sistema de ensino no Brasil, completamente distorcido. Mas é desse jetio, porque é para ser assim mesmo: claramente esse sistema permite a reprodução social do jeito que o diabo gosta.
Só mais um detalhe: aqui nos comentários nos temos a prova de como cada um vê a realidade com um olhar particular. Fiquei sem saber, se Bogotá é mais bonita, mais segura, mais civilizada se comparada com Caracas, São Paulo, Rio de Janeiro…. ou… vice-versa.
Um abraço Mauro Souza e um abraço Gustavo: só quero deixar claro para todos que debates, no nível que comumente ocorrem neste pedaço, são sempre fonte de aprendizado. E cada um com seu olhar e com os argumentos que sustentam esse olhar. E, dessa forma, aprendemos todos. Bem, não sei se todos, eu aprendo.
Marilda
mais sobre o Banco Votorantin:
“Apesar de, para alguns, a operação soar como salva-banco, na verdade foi uma operação salva-grupo. A rapidez com que a Votorantim se desfez do banco mostra que foi muito mais atingida pelas operações especulativas com derivativos do que se supunha inicialmente.
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O próprio banco deve ter esqueletos no armário. Tanto que o preço final foi de R$ 8 bilhões – contra R$ 10 bi da avaliação inicial. Significou um múltiplo de 1,3 vezes o patrimônio do banco – contra, por exemplo, um de 2,4 na aquisição da NossaCaixa.Em parte, essa redução se deveu ao desaquecimento do mercado de veículos – já que o financiamento tinha um bom peso nos resultados do banco.
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“No caso da Votorantim, o mercado de veículos, que é o carro-chefe, teve um desaquecimento acentuado. Basta ver os dados da Anfavea, que mostraram redução de produção gigantesca. Nos sindicatos, há expectativa de demissões no setor. Nessa operação, há um múltiplo que está esperando retração da atividade, com maior dificuldade de precificação”, explica Luiz Miguel Santacreu, analista de instituições financeiras da Austin Ratings.
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Mas devem ter sido encontrados alguns esqueletos no banco.
L. Nassif
responder este comentário denunciar abusoMarilda,
Voce admite, ao contrário do Mauro, que tratam-se de expressões dinossáuricas, por isso meus parabéns são para voce.
Na realidade, o que está ocorrendo no mundo é que nunca, na história deste mundo (lulês é mesmo contagioso) houve porcentagem menor de despossuídos e, também, de bilionários. Estes são dados estatísticos, irrefutáveis.
Qualquer pobre (pobre, não miserável) hoje tem uma vida muito melhor do que a classe média do século XVIII. A expectativa de vida é muito maior , assim como os anos de estudo.
Afirmar que nas últimas décadas, houve um processo de precarização do trabalho só pode ser brincadeira. De quantas décadas voce está falando? Compara o que com o que? Precarização da vida??? Só as doenças que foram praticamente erradicadas desmentem esta “tese”, fora muitos outros progressos feitos.
Em uma coisa concordamos, revolução no Brasil, hoje, é garantir escola de qualidade para todos. Com professores e demais especialistas em educação recebendo salários dignos.
Só mais um detalhe: em todo lugar cada um vê a realidade com um olhar particular e continue opinando.
Errata: porcentagem menor de despossuídos e, também, MAIOR de bilionários
responder este comentário denunciar abusoMarilda,
muito obrigado pelos elogios e participe sempre. Gostaria de destacar que, se dependesse de mim, não haveria cotas, haveria ensino público, gratuito e de qualidade para todos, mas não compulsório conforme destacou o Fabio Nog. As cotas são um ‘remédio’ e todo remédio pressupõe uma doença, no caso do Brasil é o racismo, ainda muito presente, embora de maneira velada. Eu defendo também a cota para as mulheres em cargos públicos e políticos de no mínimo 30%.
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MarioS, a deterioração do trabalho é notória, ainda mais se formos examinar a área de tecnologia, como os profissionais de TI, por exemplo. A maioria é obrigada a trabalhar como pessoa jurídica, sem direitos trabalhistas, etc, embora tenha todos os deveres de um funcionário CLT.
O desenvolvimento tecnológico e em algumas áreas de saúde que você cita, não significam que o capitalismo esteja evoluindo, está em crise, como se pode ver claramente, inclusive com greves e manifestações de trabalhadores eclodindo pelo mundo todo.
Mário S, boa noite. E obrigada pela sua intervenção. Agora estou sem tempo, mas vou procurar os dados (constantes em livros que citam as fontes) para argumentar com relação a precarização do trabalho relacionada ao momento atual da globalização (sim, pois a globalização moderna é um processo que começou com o que se convencionou chamar de mundo moderno, não é mesmo), pois então a globalização na fase atual e a chamada revolução tecnológica da informação e dos meios de comunicação ocasionaram, e estão ocasionando, a precarização do trabalho.
Evidentemente, se vamos pensar em termos de um processo histórico de longa duração, o mundo melhorou, como vc mesmo destaca e só pensarmos nas vacinas, nos antibióticos, nos anestésicos, etc… No saneamento básico (que ainda não chegou a maioria da população). No plano dos direitos humanos (civis, políticos, sociais) também avançamos. Não é a esse processo de longo prazo que eu me referia. É ao processo mais próximo de nós, depois da segunda guerra mundial, tivemos um avanço por inúmeras razões, que todos nós conhecemos e não quero alugar o espaço aqui, mas as imigrações que estão ocorrendo tem muito a ver com a precarização do trabalho. Ou seja, pessoas que tinhamn trabalho e deixaram de ter. Pessoas que querem trabalho e não têm encontrado emprego. E por aí vai. Só um exemplo, já que o post é sobre a questão das cidades: e os subúrbios de Paris, que em todos os fins de semana os moradores queimam ônibus, carros,pneus? Ah, mais são imigrantes. Pois é. São imigrantes.
Como meus avós, que para cá vieram. Migram por muitas razões, mas geralmente para lutar por uma vida melhor. E aí têm encontrado? Alguns, sim. A maioria, não.
Além da migração rural/urbana que continua a ocorrer em todos os lugares.
Mas, vou atrás dos dados e volto aqui.
Abraço fraterno
Marilda
Bom dia, completando meu comentário anterior.
Mauro, sua posição com relação às cotas, tendo em vista o racismo na sociedade brasileira, é uma posição defensável, logicamente Entretanto, não vejo como as cotas irão diminuir o racismo. O receio de muitos que são contra as cotas está tb vinculado ao fato de estarmos importando uma postura das grupos que lutam contra o racismo nos EUA. Mas, temos situações diferentes lá e cá, . As duas sociedades são racistas, mas de formas diferentes. Lá, racismo de origem; cá, racismo de marca. Faz diferença, inclusive quanto às formas de luta contra o racismo. Bem, como todas as questões sociais é de extrema complexidade. Quem sabe em outra ocasião podemos discutir mais aprofundadamente o problema.
Quanto ao trabalho precário: precarização de trabalho não quer dizer somente perda de emprego. E milhares (milhões?) de postos de trabalho desapareceram nas últimas décadas, ou,melhor, postos de trabalho fechados no que chamamos de segundo setor, mas criação de muitas, muitas vagas no terceiro setor.
Precarização do trabalho significa a Confederação Nacional da Agricultura (presidida por Kátia Abreu, do DEM) mandar fazer uma investigação em 1.020 fazendas e constatar que menos de 1% dos estabelecimentos rurais visitados cumprem as leis trabalhistas. Vejam bem: 1% . Os dados não vieram do MST, ou de alguma ONG radicalmente contra o capital, os dados vieram da própria Confederação da Agricultura. Ponto para a Confederação.
Precarização do trabalho é a terceirização. Os grandes grupos econômicos buscam o país onde podem explorar a mão-de-obra de forma mais eficaz. E o pior de tudo é que hoje é preferível ser explorado pelo capital, do que não ser. Ou seja, em alguns lugares do mundo é melhor ter esse trabalho altamente explorado, pq não há alternativa.
Precarização do trabalho é a Rede Marisa ser autuada por trabalho irregular em oficinas de costura que prestam serviço (por interpostas firmas) à rede. Trabalho irregular aqui significa trabalho análogo ao trabalho escravo.
Bem, não vou me alongar. Porque os exemplos são muitos.
Alguns livros que tratam do assunto (e que, provavelmente, são do conhecimento da maioria dos comentaristas):
- Fim dos Empregos de Jeremy Rifkin.
- As Metamorfoses da Questão Social. Uma Crônica do Salário de Robert Castel.
- Capitalismo Desorganizado. Transformações Contemporâneas do Trabalho e da Política de Claus Offe.
- Metamorfoses do Trabalho. Crítica da Razão Econômica de André Gorz.
- Adeus ao Proletariado e Os Sentidos do Trabalho de Ricardo Antunes.
Abraço
Marilda
O assunto precarização de trabalho é vasto e complexo, mereceria até um tópico a parte, e fica aí a sugestão. Por enquanto faço duas observações:
1) cotas, justas ou injustas, podem até servir para alguma coisa, mas com certeza não para diminuir o racismo (quase inexistente) no Brasil, muito pelo contrário, e esta e a razão maior da minha oposição a elas: estamos trazendo para cá um problema que nunca tivemos.
2) são muito poucos os assuntos que domino, mas um deles é TI e suas relações de trabalho e digo com convicção: voce está errado Mauro.
MarioS,
eu também falo com convicção sobre a área de TI. Quanto ao racismo garanto que ainda está muito presente no país, digo isso porque acompanhei e ajudei uma pesquisadora francesa amiga de minha irmã que é urbanista e esteve no Brasil há dois anos pesquisando sobre o racismo.
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Outra coisa, as cotas não vão acabar com o racismo, apenas tendem a minimizar um de seus efeitos, que é o de os afro-descendentes ficarem presos a um ciclo de pobreza, já que recebem muito menos que uma pessoa branca para fazer a mesma função.
Todos se surpreendem quando digo que Colombia e um dos meus lugares favoritos!!! E um pais que surpreende porque nunca foi um destino turistico internacional mas acho que e tambem por isso que o pais conseguiu manter sua beleza natural sem ser turistico demais.
Me senti mais segura em Bogota do que em Sao Paulo. Cartagena e encantadora com suas ruas de paralelepipido e casas coloridas. O Parque Tayrona, no mar caribenho de Santa Marta, tem uma das praias mais paradisiacas que ja vi, com direito a vista de um arco-iris completo que comecava nas montanhas e terminava no mar azul…
Colombia recomendo com certeza!
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