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Gustavo Chacra

17.setembro.2010 08:41:08

De Nova York a Babel – Você sabe falar Globish?

Com 1.500 palavras dá para falar inglês – ou melhor, “Globish” (ou globês, em tradução livre). Esta é a teoria de Jean-Paul Nerriere, ex-diretor de marketing internacional da IBM e idealizador desta nova linguagem, usada por dezenas de milhões de pessoas em todo o mundo, que a utilizam sem perceber.

Atualmente, 96% das conversas em inglês no mundo envolvem pelo menos um interlocutor que não possui o inglês como primeira línguas. Pode parecer exagero, mas mesmo em países como os Estados Unidos, Inglaterra e Austrália, milhões de habitantes utilizam outra língua como primária. Em outros, como o Canadá e a África do Sul, outros idiomas também são utilizados.

“Meu sotaque entrega imediatamente que não sou americano, não sou inglês. Sou francês, claro. Mas esta forma de falar não me impediu de me dar bem importantes empregos internacionais. Viajei ao Japão, Coréia do Sul, Ásia para as Américas”, afirma Nerriere, que criou uma empresa para ensinar Globish que também possui como focos americanos e ingleses.

Dow Jones + Microsft = Globish

Segundo ele, em manifesto defendendo o Globish, “as pessoas ficavam felizes em fazer negócios comigo porque meu inglês é tão limitado quanto o deles. É mais fácil para falarmos em inglês entre a gente porque temos os mesmos problemas. Mas não problemas diferentes”.

Robert McCrum, autor do livro “Globish”, que relata a história da transformação do inglês em uma língua global, afirma que as principais transações comerciais do mundo são feitas neste novo idioma. “Dow Jones + Microsoft = Globish”, escreve em seu livro, um dos mais vendidos dos EUA no mês passado.

O Globish, além de se basear nas 1.500 palavras mais utilizadas do inglês – menos de 0,25% dos vocábulos existentes nos melhores dicionários –, utiliza algumas regras simples. Expressões idiomáticas devem ser evitadas. Elas são desconhecidas de muitas pessoas que estudaram o inglês como segunda língua. É mais fácil substituí-las por palavras comuns (veja quadro).

Evite piadas a frases longas

As orações devem sempre priorizar a forma direta e serem curtas. Grandes construções costumam atrapalhar a compreensão. Devem ser evitadas questões na forma negativa, que podem levar a erros. Os estrangeiros precisam sempre se munir de ilustrações para facilitar o entendimento. Piadas são proibidas no Globish. Nem sempre estrangeiros conseguem captar o humor em inglês.

De acordo com McCrum, os que utilizam o inglês como segunda língua consideram mais fácil falar entre si do que com um americano em inglês. Basicamente, é mais fácil para um israelenses falar em inglês com um finlandês ou um espanhol do que um irlandês ou escocês – neste caso, mesmo os americanos dizem ter dificuldade. A diferença ocorre justamente por eles falarem em Globish, não inglês – as frases são curtas, com palavras básicas e sem expressões idiomáticas, seguindo as regras do francês que idealizou – ou pelo menos colocou no papel – o Globish.

Oposição

Nem todos pessoas concordam com esta teoria. “Realmente me sinto mais à vontade conversando com europeus (não britânicos) do que com americanos. Mas acho mais difícil entender asiáticos”, diz o executivo colombiano Mario Chamorro, que foi presidente da Associação de Estudantes da Universidade Columbia, em Nova York.

“Quando falo com apenas um americano, não acho complicado. Mas quando estou em um grupo, fica difícil seguir as piadas e as expressões”, acrescenta. A brasileira Gisela Piper, casada com um americano, diz achar “mais simples falar com americanos. Prefiro escutar o ator Jeff Bridges falando inglês do que o Javier Barden”.

O Globish também se mistura a outras línguas, como nota McCrum “Em Mumbai, as pessoas falam uma mistura de híndi, urdu, gujarati, marathi e, finalmente, inglês”, escreve o jornalista inglês em seu livro.

Hi Kifak Çava

A classe média libanesa, quase sempre fluente em árabe, francês e inglês, apelidou a língua usada por muitos deles no dia a dia em Beirute como “hi-kifak-çava”, utilizando na mesma frase expressões como “Habib, Je t’aime very much” (“Querida, eu te amo muito”).

As diferenças entre o inglês e o Globish atingem até mesmo as redes de TV. Os americanos assistem à CNN, com apresentadores nascidos nos EUA, que falam inglês de Dallas, de Atlanta e de Chicago. Na CNN International, a preferência é por estrangeiros que falem inglês. Existem âncoras nascidos na Síria, Irã, Argentina, Quênia e Portugal.

Caso a pessoa fale apenas o Globish, e não o inglês, ela seria incapaz de entender 55 palavras de um total de 383 do editorial do New York Times desta semana, conforme verifiquei em um software de Globish. Segundo escreveu o jornalista da revista New Yorker Isaac Chotiner, em sua crítica sobre o livro “Globish”, de McCrum, “para muitas pessoas, o Globish não será o bastante. Elas terão que aprender inglês”.

Comentários islamofóbicos, anti-semitas e anti-árabes ou que coloquem um povo ou uma religião como superiores não serão publicados. Tampouco ataques entre leitores ou contra o blogueiro. Pessoas que insistirem em ataques pessoais não terão mais seus comentários publicados. Não é permitido postar vídeo. Todos os posts devem ter relação com algum dos temas acima. O blog está aberto a discussões educadas e com pontos de vista diferentes

O jornalista Gustavo Chacra, mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia, é correspondente de “O Estado de S. Paulo” em Nova York. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Yemen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al Qaeda no Yemen. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo em 2009, empatado com o blogueiro Ariel Palacios

Comentários (90)| Comente!

90 Comentários Comente também
  • 17/09/2010 - 08:48
    Enviado por: Hagá

    Futuros analfabetos funcionais, incapazes de entender um Machado de Assis, Thomas Mann, Dickens, Twain etc. Sem refinamento cultural, as pessoas tendem à barbárie.

    Gustavo, o que veio primeiro, a inteligência ou a linguagem? Você assistiu ao excelente filme inglês “Idiocracy”?

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    • 17/09/2010 - 11:19
      Enviado por: Palmeirense

      Hagá
      “Sem refinamento cultural, as pessoas tendem à barbárie.”
      Como vc explica o nazismo?

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    • 17/09/2010 - 13:18
      Enviado por: José Antonio

      No país mais culto da europa.

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    • 17/09/2010 - 18:18
      Enviado por: Paulo

      .
      Palmeirense e Jose Antonio
      .
      What? como diria Mussum: O que têm o forévis a vêr com a calça?
      .
      Poderiam me dizer qual é a escala utilizada para medir cultura?
      .
      Por que TUDO deve ter a vêr com nazismo e judeus?
      .
      Dá um tempo baralho!
      .
      O Hagá está meio certo, o que significa que não está de todo errado… hahaha ser homem já é o suficiente para ser bárbaro, ser bárbaro e ignorante é um plus!

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    • 18/09/2010 - 12:53
      Enviado por: Palmeirense

      Paulo,
      Barbárie tem a ver com nazismo sim. Inevitável não relacionar.

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    • 19/09/2010 - 09:21
      Enviado por: Catarina

      Haga, excelente o filme, vi o DVD no ano passado, e é bem isto, a humanidade esta ficando tapada.

      Paulo, acrescento que perfeitos marionetes.

      Palmeirense e José Antônio, anexo texto ´do psicanalista Raymundo de Lima,
      É ‘barbárie’, ‘genocídio’, ‘holocausto’, ou “massacre”?

      (60 depois de Auschwitz é preciso fazer mais do que distinguir conceitos)

      “Depois de Auschwitz, a razão está sob suspeita. A razão não precisa estar dormindo para produzir monstros. Pior, quanto acordada, a razão produz os piores e inimagináveis monstros e monstruosidades que a própria razão desconhecia ser capaz de cometer. Não podemos mais confiar em qualquer discurso racional, ético ou moral, porque em nossa época até a razão e a linguagem são usadas para fins irracionais. Cada vez mais – infelizmente – a razão cínica é usada para forjar uma moral do ato criminoso, especialmente quando este foi cometido em escala até então inimaginável, como foi o genocídio cometido pelos nazistas, soviéticos, sérvios, sunitas, tribos africanas, enfim, não importa se em nome da “supremacia da raça ariana”, da “da causa socialista”, ou da causa supostamente ‘santa’ que levou, por exemplo, ao massacre das crianças de Beslan”

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    • 19/09/2010 - 15:56
      Enviado por: Roland Scialom

      Concordo com Haga que a comunicação via Globish ajudará a
      proliferação de analfabeto funcinonais. As pessoas conversarão
      como fazia Tarzan nos bons tempos em quem tinha ibope “mim
      Tarzan, tu Jane”.
      Concordo tambem com Catarina, que razão e moral são ortogonais,
      e que a linguagem é cada vez mais usada para fins irracionais.

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  • 17/09/2010 - 08:54
    Enviado por: Fabio de Israel

    Gustavo,nunca tinha ouvido sobre este assunto,muito legal.
    Parece que nem em Miami,voce fala com um cubano em ingles
    e voce nao entende nada,absolutamente nada,e muito engracado.
    Nao e o caso do Globish e claro,eu sei.Como nos computadores
    nao ha dialetos fica mais facil ainda.
    O ingles de Londres e mais facil de entender do que o ingles da Australia,ou do negro de New York.E por ai vai………………….
    Agora o Hispano falando ingles e piada.Tem excecoes.1%

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  • 17/09/2010 - 09:29
    Enviado por: Celso Arruda

    Gustavo, gostei do assunto, mas cadê o quadro? Poderia mandar para meu e-mail? Parabens pelo Blog, sempre leio, mas é a primeira vez que tiro duvidas….

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    • 17/09/2010 - 10:54
      Enviado por: Joao Francelino - Guarulhos

      Esse assunto saiu no Estadao impresso há dois domingos atrás, se não me engano.. e o quadro deve estar lá…

      Pois bem, o “Globish” pode trazer algum direcionamento para usar palavras de linguagem padrão…e o inglês britânico é o melhor para extrair uma liguagem global.
      Trabalhei em hotel e tive essa experiência com pessoas de diferentes nacionalidades. – Agora, do “Inglês-Indiano” eu acho mais fácil do que o próprio americano(Texano).

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    • 17/09/2010 - 12:11
      Enviado por: José Antonio

      Trabalhei em uma empresa que tinha que falar com indianos pelo telefone. Década de 80. Não conseguia entender nada, parecia uma lingua alienigena. E era ingles

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  • 17/09/2010 - 09:40
    Enviado por: Aline Falcão

    onde consigo a lista dessas 1500 palavras??

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  • 17/09/2010 - 09:57
    Enviado por: José Antonio

    O que é o globish [ou deveríamos antes dizer "globês"]? Para mim, tudo começou em 2005, quando o jornal dinamarquês Jyllands Posten publicou uma série de caricaturas de Maomé, o que provocou motins em que morreram 139 pessoas. A reação mais bizarra a esta questão talvez tenha sido o protesto organizado por fundamentalistas muçulmanos, diante da embaixada dinamarquesa em Londres. Os manifestantes gritavam em inglês e empunhavam cartazes com divisas como “Vikings, beware!” [cuidado, Vikings!], “Butcher those who mock Islam” [esquartejai aqueles que zombam do Islão] e “Down with free speech” [abaixo a liberdade de expressão].

    Este choque do Corão com os Monty Python foi a exteriorização de uma mudança radical do estilo expressivo num mundo unido pela Internet. Poderia haver uma ilustração da anglicização do mundo moderno mais surreal do que a manifestação dos muçulmanos, em Londres – que exploraram a velha liberdade inglesa, e a expressaram na língua inglesa, para exigir a restrição da tradição do livre arbítrio que, na realidade, legitimava o seu protesto?
    Robert McCrum

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  • 17/09/2010 - 10:07
    Enviado por: José Antonio

    Vocabulário Globish

    http://www.jpn-globish.com/file/1500motsGlobish.pdf

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  • 17/09/2010 - 10:08
    Enviado por: Manoel Joaquim de oliveira pinto valverde

    Mais uma tentativa!!! Globish, a língua oficial da “Nova ordem”!!!!!

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  • 17/09/2010 - 10:35
    Enviado por: Glúon

    .
    ______________________
    .
    Entreouvindo no aeroporto
    .
    ______________________
    .

    - Sabe que uma vez em Beirute eu já namorei uma dançarina do ventre?
    - E vocês falaram em árabe ou inglês?
    - Só em globish…
    - E se entenderam perfeitamente?
    - Bem, até ela colocar a mão na boca e soltar aqueles gritos da salguta, né?
    .
    ____________________________
    .

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  • 17/09/2010 - 10:38
    Enviado por: Rybak

    Mataram o latim e agora todos querem falar um arremedo de inglês. Melhor assim do que não se comunicar de jeito nenhum. Se eu entendi bem, o tal de “globish” é, na prática, o inglês transformado em “lingua franca” para a presente era. Felizmente, há o espanhol como alternativa. Apesar das ciladas que (às vezes) colocam os brasileiros a ridículo.

    Se os outros leitores não tiverem preconceito, o termo “Globish (Nerriere)” é encontrado na Wikipedia em inglês. Lista das 1500 palavras, nada.

    Aproveitando que o assunto, hoje, está mais brando, filológico, quero perguntar aos comentaristas do OM (se mestre Gustavo permitir): Qual é o status atual do Yiddish em Israel?

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    • 17/09/2010 - 12:02
      Enviado por: José Antonio

      O Yiddish ainda é falado em Israel por imigrantes do leste europeu, mais por pessoas de idade superior a 50 anos. Ele veio junto com os imigrantes. Não é lingua oficial assim como o ladino também não é. Antes de Israel existir as duas eram as linguas oficiais da diáspora. O hebraico era usado apenas para atos religiosos. Com a recriação de Israel optou-se pelo hebraico como lingua oficial. Ele foi recriado por não haver palavras modernas, Eliezer Ben-Yehuda foi encarregado dessa dificil missão. Até hoje na Academia de Lingua Judaica se criam palavras que nunca existiram em hebraico. Acredito que o Yiddish e o Ladino tenderão a desaparecer, ou ficarão como o hebraico antigo, sómente falados por poucas pessoas. Em Israel é obrigatório se falar hebraico, se não falar, não se consegue nem emprego. As pessoas que fazem Alliah ( retorno ) passam alguns meses obrigatórios pelo governo aprendendo hebraico para se integrar a sociedade israelense. As linguas oficiais são hebraico e árabe.

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    • 17/09/2010 - 13:10
      Enviado por: MarioS

      Complementando o que o Jose Antonio disse: alguns judeus ortodoxos usam o Yiddish no dia a dia, pois para eles é o uso do hebraico é reservado para a comunicação com Deus .
      Mesmo assim é inevitável que cada vez menos pessoas o conheçam.
      Aqui em São Paulo é raríssimo ouvi-lo, sendo que nas décadas de 50 e 60 bastava ir ao Bom Retiro e encontrar pessoas falando Yiddish em todas as ruas.

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  • 17/09/2010 - 11:09
    Enviado por: Koster

    Só pró anel, uma merda dessas!!

    É coisa de retardado que não quer estudar. Vá a merda

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  • 17/09/2010 - 11:11
    Enviado por: Mariana Motta

    Nao conhecia o Globish, mas aqui na Espanha há um tal de “prof. Maurer” que vende um curso de inglês com 1.000 palavras, que diz que você termina “fluente” no idioma… talvez seja algo parecido. Sinto muito, mas isso parece piada. Parece o sujeito que domina o “portunhol” e acha que está falando na língua de Cervantes ou de Borges. Lógico que eu, professora de espanhol no Brasil e de português na Espanha, mesmo que “aposentada” temporariamente, nao comparto essa filosofia de ensino.

    Entendo que existam pessoas que nao tenham tempo e disposiçao para aprender um idioma, porque isso exige estudo e principalmente esforço e paciência. Tudo depende da necessidade de uso desse idioma. Você pode fazer excelentes negócios, viajar, ler alguns textos básicos, etc, com um mínimo de inglês. Mas se você quiser maior profundidade de conhecimento do idioma para escrever, ler e compreender livros, textos maiores,etc, ou seja, adquirir cultura, o aprendizado do idioma é inevitável. Inclusive esse é um dos grandes problemas de muitos imigrantes: eles simplesmente nao aprendem o idioma dos países que os acolhem e isso normalmente os transforma em cidadaos de segunda. Até para relacionar-se com os nativos de um país, para fazer amigos, é necessário conhecer o idioma e suas expressoes idiomáticas, pois elas sao também a “cultura popular”.

    Eu estudei inglês “americano” no Brasil, mas pouco. Nao tinha tempo, assim, simplesmente. Sou completamente bilíngüe em espanhol-português, mas nao abro mao do meu sotaque. Depois de uns anos aqui na Espanha, resolvi estudar inglês novamente. Só que aqui na Europa, o que vale é o inglês “britânico”, que é muito diferente do americano, principalmente na fonética. Resultado, palavra que eu falava, palavra que era corrigida. Resolvi começar do básico e apagar do cérebro o American English. Hoje em dia, escuto um inglês e um americano e para mim é difícil compreender um americano. Se for texano entao… esquece! E o humor… o britânico é sarcástico, ao mesmo tempo negro e excêntrico, mas eu adoro!!! Mas para isso você tem de estudar inglês e nao Globish.

    Mas nao discrimino nenhum aprendizado, seja Globish, seja o inglês “autêntico” versao americana, britânica, etc. Tudo depende do tempo, do uso, da necessidade e da disposiçao de cada pessoa que aprende um novo idioma. E na era da Internet, da velocidade na comunicaçao, realmente o Globish leva vantagem…

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    • 17/09/2010 - 12:55
      Enviado por: Irlandês

      Mariana,

      Sobre o inglês texano, peguei um DVD pra ver “No Country for Old Men” (Onde os Fracos Não Têm Vez no Brasil) com o Javier Baden. Logo no início minha esposa mandou eu trocar a língua, como não tinha outra, assistimos o filme em “Inglês texano” com a legenda em inglês!

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    • 17/09/2010 - 13:15
      Enviado por: MarioS

      “. Tudo depende do tempo, do uso, da necessidade e da disposiçao de cada pessoa que aprende um novo idioma. E na era da Internet, da velocidade na comunicaçao, realmente o Globish leva vantagem…”
      Parabén Mariana pela ausência total de esnobismo intelectual. Sou fluente em inglês, mas apesar disso quando assisti a uma peça no Globe Theatre, que só apresenta Shakespeare e usando o inglês da época dele, não entendi quase nada. Melhor dizendo, nada.

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    • 17/09/2010 - 14:57
      Enviado por: dona belinha

      Mariana Motta concordo com você. Quando você se dispôe a aprender algum idioma, é principalmente para falar com os nativos. Do que me vale falar algo parecido com o espanhol, se as pessoas que me entendem também não são fluentes ?. É claro que tem situações como a do José Marchetti no post de 13:38, “na raça”, mas aí vale até linguagem se sinais, porém esta situação não deve perdurar, precisa ser provisória, até que você domine o idioma.

      Abçs.

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    • 18/09/2010 - 06:45
      Enviado por: Mariana Motta

      Irlandês,

      eu até hoje fico “boiando” quando escuto um texano, e de outras zonas dos EUA também. Realmente o inglês que eu estudo, porque continuo estudando, é muito Londres, BBC. O escocês puro também é um pouco complicado, mas nada comparado com o texano.

      MáriosS,

      obrigada pelo elogio, mas aprendi isso “caindo do cavalo”. Quando dava aulas para executivos no Brasil, muitos entre uma reuniao e uma viagem, chegavam e diziam: “viajo amanha para Lima e vou participar de uma reuniao do banco, como é que eu falo?”. E algumas vezes, estávamos na 3ª semana de aula… Você tem de “inventar” um método individual para aquele aluno em questao, seus interesses profissionais, seu tempo (incluindo aí que você sabe que ele nao tem interesse em estudar em casa), ajudá-lo a preparar a reuniao, ou seja, o enfoque é outro. Eu tive até aluno jornalista esportivo, que queria aprender somente “espanhol” para o mundo dos esportes, pois era comentarista na TV e tinha proposta de trabalho em Miami. Com alunos assim, você guarda seus livros de básico, intermediário, etc, e tem de fazer seu próprio material de ensino, individualizado. Também já dei aulas para crianças, adolescentes e adultos com os conhecidos níveis de ensino, mas o mais gratificante é ver que no final você conseguiu seu objetivo: ensinar e ajudar alguém (muitas vezes desesperado e pressionado pelo trabalho) a comunicar-se em outro idioma. Lógico que eu gostaria de ensinar o melhor espanhol e o melhor português possível, mas há pessoas que simplesmente nao necessitam tanto e nem têm tempo. Isso também tem de ser respeitado.

      Dona Belinha,

      o ideal é que nossas escolas brasileiras tivessem um nível pelo menos decente no ensino de espanhol e inglês. Eu como estudante de escola pública que fui, lhe digo que o inglês que me foi ensinado equivalia a nível 0. Eu tenho 38 anos, imagino como estarao as escolas públicas atualmente. É uma pena, porque é muito mais fácil aprender um segundo idioma quando se é criança, pois sao como “esponjas” e dispoem de tempo. No caso do espanhol, um idioma tao próximo ao português, o aprendizado é muito mais rápido e dinâmico. O aluno já tem a vantagem da “linha de raciocíonio” que é a mesma em ambos idiomas e em muitos outros aspectos. Talvez por isso, muita gente despreze o estudo e aposte no “portunhol”, porque acha que é só “enrolar” um pouco a língua é já sai falando espanhol. Já dei cada risada!!! Sinceramente, acredito que se os governos brasileiros implantassem o espanhol na escola desde o primário, ao terminar o colegial, os alunos nao necessitariam nenhum estudo extra, particular, para ter um ótimo nível de espanhol, pois sao 11 anos… (nao sei se fiz bem as contas, pois estou desatualizada, sou do tempo do colegial). Lógico que esse ensino tem de ser de qualidade… isso já é mais difícil, tal como anda a educaçao pública brasileira.
      Eu mesma continuo estudando até hoje espanhol e português. Atualmente, o português é meu segundo idioma, para nao dizer o terceiro. Nao podemos deixar de estudar nunca, pois infelizmente nao funciona como o andar de bicicleta, algo que jamais se esquece.

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  • 17/09/2010 - 11:22
    Enviado por: Pedro Montoro

    Eu nãu sei falar globich seria interesanch mas nãu presuzu. mas achu mais avanzada nosa fala, ki estou falandu, ki a lingua globich. Gustavu Chakru, seria interesanchi ki fisera un trabaliu sobri nosa fala, ki é u mais abansadu du mundu linguistiku kontenporaneu sendu una fala totaumenchi jinamika, u ki a lingua globich nãu konsegi menus as linguas estachikas ofisiaus, komu a lingua portugesa du braziu, a lingua kasteliana du benesuelu, a língua guarani, a lingua inglesa da iunaiestates, esetera. Entãu vamus falar nosa fala? esta ai u konvichi; komese gustavu Chakru o tema eu te sigu

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  • 17/09/2010 - 11:43
    Enviado por: Fabio Nog

    Mais um esperto que reembala conhecimento velho em informação nova. É incrível a quantidade de gente que faz isso

    O que o autor está dizendo é que a maior parte das pessoas do mundo não aprendem inglês avançado. Estudam por alguns semestres, chegam até o inglês básico ou intermediário e com isso conseguem se comunicar. Qualquer professor de inglês sabe que o vocabulário dos níveis introdutório e intermediário de um curso de linguas é pequeno. Claro que, se você não domina bem um idioma, sente-se mais a vontade conversando com outro que tem nível semelhante de conhecimento. Aliás, é por isso que não se coloca aluno de nível intermediário em classe de alunos avançados em inglês. O aluno intermediário não entenderia o que os outros falam e ficaria quieto no canto.

    Mais ainda, isso é assim com qualquer lingua. O sujeito que aprende a falar francês básico irá dominar um vocabulário pequeno de início, suficiente para se comunicar em pequenas viagens de negócios ou turismo. Provavelmente isso é o necessário para a maior parte das pessoas viajando para a França

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    • 17/09/2010 - 14:14
      Enviado por: Noam Goldstein

      Pior ainda, é o grau de esperteza do ex executivo da IBM.
      O máximo que esse cara deve ter inventado é o nome Globbish, pois essa versão simples do inglês já existe. Existe até uma versão da wikipedia em “simple English”.
      Mas não deixa de ser interessante esse conceito de língua global. Já houveram tentativas de se criar uma, como o Esperando, por exemplo… mas a diferença é que esse Globbish (sou simple English) surge de um modo mais espontâneo. Sem precisar ser “inventado”.

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    • 17/09/2010 - 18:54
      Enviado por: Paulo

      .
      Boa Fabio Nog!
      .
      Vc têm razão, pelo jeito a turma não está é entendendo o português da matéria, não é uma nova lingua, o espertinho “inventor” do tal Globish está dizendo algo que a linguística já diz a décadas, em média as pessoas de baixa instrução utilizam em seu cotidiano cêrca de 500 palavras, não sei ao certo em outras linguas ocidentais (não deve ser muito diferente), uma pessoa culta cêrca de 1500, um acadêmico experiente cêrca de 5 mil.
      .
      Esse fenômeno é fácil de entender pois funciona na base mais simples da teoria dos conjuntos, ou seja, as 500 do pedreiro estão contidas nas 1500 da professora de ginásio e ambos dentro das 5 mil do FHC, o espertaralho do Jean-Paul Nerriere deve ter feito um select em bancos de dados de textos comerciais e identificou a 1500 mais usadas.
      .
      Já faz tempo um professor da UNICAMP lançou um método de aprender inglês com 500 palavras apenas, isso e mais umas regrinhas intuitivas e vc já poderia conversar com qualquer redneck sem “pobremas” hehehe
      .
      O pepino maior é a composição entre o inglês americano e o espanhol, já existem vários estudos que apontam para a criação de um “espanglish”, ou seja logo logo os próprios americanos deverão estudar Globish… esse é o mundo de hoje…
      .
      Vai curintia!

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    • 17/09/2010 - 19:27
      Enviado por: MarioS

      “as 500 do pedreiro estão contidas nas 1500 da professora de ginásio e ambos dentro das 5 mil do FHC”
      Paulo,
      Estou organizando um bolão: quantas são as do Lula. Meu palpite: 189.

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    • 17/09/2010 - 22:04
      Enviado por: Paulo

      MarioS
      .
      Ele entende mais de 500 palavras, ele fez SENAI e convive(eu) com vários intelectuais (incluso o FHC) me parece que o problema dele não são as palavras que ele entende mas as que fala… :)

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    • 18/09/2010 - 05:18
      Enviado por: Mariana Motta

      Paulo,

      nao creio que os americanos estudarao “Globish” no futuro. Língua materna é uma coisa e segundo (ou terceiro) idioma é outra. Nenhum professor ensina um segundo idioma como ensinaria língua materna, caso contrário estaria fadado ao fracasso total. Sao métodos totalmente diferentes. A única exceçao sao colégios bilíngües onde as crianças aprendem desde pequenas ou quando os pais, em casa, falam outro idioma. Mas com alunos adolescentes e principalmente adultos, o método é completamente diferente. Nao há o fator tempo e aprender um idioma num país onde fala-se outro, também dificulta o aprendizado.

      Você tem razao quando diz que esse francês nao inventou a roda, apenas outro nome para algo já conhecido. Já o “spanglish” nao é nada novo, pelo contrário, há anos que imigrantes hispanos e até seus próprios filhos comunicam-se com esse “código” nos EUA (e em outros países também) e nao só nas zonas de fronteira com o México. Normalmente, está associado ao baixo nível educacional dos falantes que acabam misturando numa mesma frase palavras em espanhol e inglês, traduzindo literalmente (watermelon por melón de agua e nao sandía) ou simplesmente escrevendo fonéticamente em espanhol um palavra em inglês:uanmortaim. Em minha opiniao, isso só prejudica os que querem aprender inglês ou espanhol, pois empobrece ambos idiomas. E sempre será visto como um “código” marginal.

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    • 18/09/2010 - 12:46
      Enviado por: Paulo

      .
      Mariana Mota
      .
      Sinto desaponta-la mas o pouquinho que li sobre o tema não é bem assim que as coisas funcionam na linguística, TODA lingua pertence aos falantes e não aos gramáticos, eles podem espernear, atirar dicionários e fazer programas na TV à vontade, perderão.
      .
      As linguas são organismos vivos, não pense que o legionários romanos falavam o Latim dos dicionários era na base do “melón de agua” e veja em quantas linguas o Latim descambou por sua vez o tão projetado Esperanto não deu em nada.
      .
      Não confunda pouco domínio de uma língua com baixa escolaridade, pouca intelectualização ou falta de pensamentos complexos.
      .
      Goblish é uma coisa –> grupo mínimo de palavras em inglês para uso em atividades mundanas.
      .
      Spanglish é outra coisa –> nova lingua surgida da fusão do inglês americano com o espanhol.
      .
      O Spanglish virá pela ascendência latino-americana nos USA, pelo avanço da pobreza e da baixa instrução entre os rednecks e pela multipolarização do mundo.
      .
      Linguas nascem e morrem todos os dias a única coisa que não melhora é a comunicação entre os homens.

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    • 18/09/2010 - 14:50
      Enviado por: Mariana Motta

      Paulo

      quem terá de desapontá-lo sou eu. Acho que você nao entendeu meu comentário. Nao li pouco, pelo contrário, estudei e pesquisei bastante nos tempos da Faculdade e continuo estudando as mudanças lingüísticas até hoje, pois é minha área de trabalho.
      É óbvio que a língua pertence aos falantes e por eles é transformada, mas isso nao significa que ela nao tenha regras e normas a serem seguidas. “Como organismo vivo” ela aceita modificaçoes e as rejeita também, mas dentro de um padrao flexível estabelecido.
      A questao dos diferentes idiomas que surgiram apartir do latim vulgar tem uma explicaçao muito complexa, que nao caberia neste comentário e o esperanto nao deu em nada, porque simplesmente foi um idioma inventado no laboratório, utilizando “retalhos” de diferentes idiomas, para transformá-lo em língua universal. Completamente utópico!

      Nao misturei “Globish” com “Spanglish” pois sao totalmente diferentes e pensei que tivesse sido clara no meu comentário. Mas reitero que o “spanglish” é um código marginal e produto do baixo nível educacional dos que o utilizam. Ninguém estudará “spanglish”, do mesmo modo que ninguém toma como referência de estudo o português que se fala numa penitenciária, por exemplo, salvando-se as distâncias. O que nao se faz é ensinar nivelando por baixo. Os próprios imigrantes hispânicos sabem disso e reconhecem que caso queiram prosperar tem de aprender inglês para melhorar seu nível de vida nos EUA, caso contrário continuarao como cidadaos de segunda. E só tem a ganhar com isso, pois falam 2 idiomas: espanhol e inglês. Com “spanglish” eles nao falam nada e ainda levam o rótulo da discriminaçao lingüística e da exclusao social.

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    • 19/09/2010 - 09:34
      Enviado por: Catarina

      Paulo e Mariana Moraes

      Tem ainda a linguagem escrita na internet pelos jovens que abreviam ou inventam tanto no português como no inglês e imagino que também no japonês. Uma linguagem de telegrama em escala global, que exclui todos os acentos, exclui letras, a netdioma.

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  • 17/09/2010 - 11:52
    Enviado por: Konstantin

    Chiachere, tabacherre e legnano!

    Norte americanos são monoglotas!

    Vão ter que falar espanhol logo, logo.

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  • 17/09/2010 - 12:34
    Enviado por: Priscila Pacheco

    Interessante essa história, mas acho melhor aprender o inglês avançado direitinho.

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  • 17/09/2010 - 12:47
    Enviado por: Irlandês

    Eu nunca medi o meu vocabulário para ver se falo mais de 1500 palavras em Inglês.
    Conheço minhas limitações na língua inglesa, mas para o dia-a-dia não encontro dificuldade alguma, mas quando preciso conversar com um advogado ou preciso ir ao médico daí corro para o dicionário.

    Meu primeiro trabalho na Irlanda foi como atendente num call-center. A empresa tinha me contratado para atender clientes da Itália, mas me colocaram logo no primeiro dia para atender ligações do mundo inteiro em inglês. Daí eu passei por poucas e boas, pois meu inglês era muito mais pobre do que hoje. Só isso já seria uma grande dificuldade, mas meu maior problema é que nossos clientes eram mundiais então eu recebia ligações de Ingleses, Irlandeses, Indianos, Americanos, Paquistaneses, Australianos, Sul-Africanos, Chineses, Japoneses etc etc.
    Posso dizer que este trabalho foi a maior escola de inglês que tive na vida. Pra completar, minha chefe era inglesa, da Região de Manchester. Era terrível entender ela.

    Hoje tenho grande facilidade para entender os diferentes sotaques ao meu redor. Posso dizer que o inglês que mais eu gosto (e o que eu tento a todo custo adquirir) é o inglês de Londres, o mesmo transmitido pela BBC (que seleciona os atores/radialistas pelo sotaque). O sotaque irlandês é familiar pois moro aqui, portanto não tenho dificuldades, mas eu já sofro quando converso com uns colegas escoceses. Acho o sotaque scottish muito legal, mas terrível de entender. O mesmo acontece com seriados norte-americanos, creio que minha maior facilidade é com transmissões do south-east (CNN, CSI Miami por exemplo) mas quando assisto CSI Las Vegas sofro muito pra entender. Os Australianos e Neozelandeses tem um jeito meio irlandês de falar o que não me é difícil. Já com os indianos eu me acostumei, pois quase todos os call-centres que a gente liga aqui é atendido por eles “Réló Sããrr” para “Hello Sir”.

    Acho o mais importante a comunicação. Não adianta entender 100% do inglês numa frase, mas não o contexto. Ainda hoje muitas vezes não entendo alguma palavra no meio de uma conversa, mas compreendo o contexto. Isso eu creio é o mais importante, conhecer a cultura de um lugar.

    Ótimo final de semana para todos.

    Abraços.

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  • 17/09/2010 - 13:29
    Enviado por: José Antonio

    Só para lembrar ao Gustavo, judeus e não judeus, que hoje ao por do sol, os judeus de todo o mundo entram no Yom Kipur, o dia mais sagrado do judaismo. Onde se pede perdão pelas promessas não cumpridas até Rosh Hashana. Se elas não foram cumpridas são anuladas . O perdão é pelas promessas não cumpridas com d´us e não com os semelhantes humanos. Até este dia foi usado pelo antissemitismo para dizer que os judeus não cumprem suas promessas. Eles não sabiam que as promessas são as prometidas sómente a d´us. Por coincidencia o dia é junto com o Shabat, o dia sagrado.

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  • 17/09/2010 - 13:35
    Enviado por: José Antonio

    No Yom Kipur tudo fecha em Israel, o espaço aéreo também. Estão fechados os territórios palestinos. Foi neste dia em 73 que os árabes nos atacaram. As forças armadas estão em alerta máximo.

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  • 17/09/2010 - 13:38
    Enviado por: jose Marchetti

    Como tive que aprender ingles “na raca” aqui nos EUA, acho mais facil entender o Ingles americano da regiao em que aprendi (Arizona), qualquer outro sotaque complicam as coisas, de outros paises complicam ainda mais, ouvir Frances, Russo, Tainlandes falando ingles e extremamente dificil de entender.
    O que e claro mostra que o nosso ingles tambem tem um sotaque forte, mas parece que os Americanos gostam do sotaque brasileiro no Ingles.
    Mas como voce falou, no primeiro ‘Hi’ eles ja sabem que nao somos Americanos.

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    • 18/09/2010 - 05:26
      Enviado por: Mariana Motta

      José,

      você leva vantagem no aprendizado do inglês por uma questao fonética, dos sons do idiomas, pois para um falante de português é muito mais fácil aprender inglês que para um hispano, por exemplo.
      E nao se preocupe pelo seu “Hi”, opino que ninguém, seja imigrante ou nao, tem de perder seu sotaque, pois esse continuará sendo seu laço de uniao com seu país de origem.

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  • 17/09/2010 - 14:04
    Enviado por: HenriqueS - enrolando a lingua

    Pra quem tem preguiça de pesquisar, como a Aline que perguntou, segue o link das 1500 palavras. http://www.jpn-globish.com/file/1500motsGlobish.pdf

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  • 17/09/2010 - 14:17
    Enviado por: Fey

    Pra mim Globish soa mais a Rubbish!
    Existem certos conceitos e fatos que devem ser considerados aqui:

    Entendo perfeitamente porque latino americanos como o executivo colombiano se sentem mais a vontade de conversar em Inglês com europeus; É a semelhança gramatical e de vocabulário das suas respectivas línguas maternas. Até um tempo atrás ví um senhor espanhol tentando traduzir a o pé da letra, expressões que são usados na sua língua, como “potable water”. Quase nenhum americano usaria “potable”, eles falariam “drinkable” embora ambas as palavras existam no dicionário.

    Traduzir a o pé da letra é um “problema” ou “sintoma” muito comum de pessoas que ainda não dominaram completamente uma segunda ou terceira língua. De início, essas traduções são inevitáveis para assimilar rapidamente o aprendizado da nova língua, mas aqueles que falam com fluência, aprendem a pensar também na segunda língua como se fossem crianças aprendendo pela primeira vez o nome dos objetos, sentimentos, etc.
    Traduções a o pé da letra tendem a falsos cognatos e inversões de sintaxe dependendo a língua mãe. Eis o porque asiáticos tendem a inverter a posição do verbo e substantivo quando tentam se comunicar em línguas ocidentais.

    O Inglês específicamente é uma língua que se tornou também um aspirador de outras línguas, incorporando no seu dicionário palavras como Tsunami (vem do Japonês), attaché (do Francês), blitz (do Alemão), commando (do Português), etc. Uma característica muito comum em línguas de povos com maior influência global. Os romanos também incorporavam línguas de outros povos no seu vocabulário.
    No entanto, a maioria dos americanos tem dificuldades com palavras de raízes latinas e preferem sempre usar aqueles de origem anglo-saxão com significado semelhante.

    Existe um agravante que a cada geração que se passa, os americanos tratam cada vez mais a sua língua de maneira relapsa. Os EUA é o único país que conheço onde existe uma competição de soletragem (spelling bee)!
    Há pessoas que digam que na verdade é bom porque incentiva a educação, me desculpe, mas pra mim é uma demonstração cabal do quão falho está se tornando a educação primária nos EUA. Soletrar pra mim não deveria ser um quesito para competição, mas uma habilidade pré-requisitada em qualquer escola para qualquer criança, ainda mais numa língua que só tem 26 alfabetos sem acentos- não encontro competições de soletragem na China ou no Japão onde utilizam mais de 3000 caractéres!

    Em resumo, tudo isso contribui pra avacalhação das línguas como esse Rubbish (quer dizer, Globish).

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  • 17/09/2010 - 14:43
    Enviado por: Santiago

    Trabalho com turismo de negócios em SP e recebo estrangeiros de todas as partes do mundo. Todos falam “Globish” e nos fazemos entender perfeitamente.

    Exceção para os chineses…

    O brasileiro médio nem Globish fala. Cada vez que tenho uma missão grande de negócios ou evento a dificuldade para achar gente que arranhe alguma coisa de inglês é monumental. E os que falam “globish de primário” cobram uma nota preta.

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    • 17/09/2010 - 16:46
      Enviado por: Zezinho

      O problema não é achar o professional.
      O problema é você pagar por um bom professional!

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    • 17/09/2010 - 19:31
      Enviado por: MarioS

      “O problema não é achar o professional.
      O problema é você pagar por um bom professional!”
      Discordo Zezinho, bons profissionais são cada vez mais raros no Brasil, em praticamente todas as áreas.

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    • 17/09/2010 - 20:18
      Enviado por: Santiago

      Isos não é problemas. Pago R$ 350,00 a dia´ria para recepcionista bilíngue, o dobro do que o mercado paga. Para diária com veículo não blindado nao se paga menos do que R$ 950,00 um bom consutor a diária.

      Nao sou explorador. Às vezes, mesmo pagando mais, não encontro gente.

      Um dos poucos caras que fala mandarim em SP cobra R$ 750,00 a diária SEM CARRO. E tem que pedir por favor.

      Trabalho com eventos internacionais e posso te dizer que. quem fala outra língua e está disposto a trabalhar nunca vai reclamar de fala de trabalho. Simplesmente nao tem gente qe fale o mínimo de “globish”…. inglês fluente já desisti de procurar faz tempo.

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    • 17/09/2010 - 20:28
      Enviado por: Santiago

      Em tempo: anos atrás tentei contratar uma secretária “bilíngue” à qual ofereci R$ 4500,00 mensais. À época isto era quase o dobro do que se pagava no emrcado. Tanto ela se comunicava bem que os clientes ligavam no meu celular, nao durou nem 15 dias.

      Se o Gustavo me permitir segue um artigo do Gustavo Ioschpe da Veja com o qual me identifiquei. Nele tem uma história similar sobre serviços “bilíngues” : http://veja.abril.com.br/140410/brasil-primeira-potencia-semiletrados-p-118.shtml

      Um abraço,

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    • 18/09/2010 - 10:31
      Enviado por: MarioS

      Santiago,
      Tenho lido os artigos do Gustavo Ioschpe e gostado muito. Ele retrata uma triste realidade, que é a péssima situação da nossa educação. Pode escolher a área, o cenário é assustador.

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    • 18/09/2010 - 11:45
      Enviado por: Mariana Motta

      Santiago,

      ótimo artigo do Gustavo Ioschpe. O 2º parágrafo seria cômico, se nao fosse trágico!! Infelizmente é a dura realidade brasileira.

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    • 18/09/2010 - 11:52
      Enviado por: Mariana Motta

      Santiago e MárioS,

      a falta de mao-de-obra qualificada é um problema em todos os setores no Brasil. Meu irmao trabalha em uma multinacional americana no setor automotivo e vive queixando-se pela falta de pessoal técnico e especializado para contratar. E nao é uma questao salarial, é de formaçao mesmo.

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    • 18/09/2010 - 14:39
      Enviado por: MarioS

      “E nao é uma questao salarial, é de formaçao mesmo.”
      Com certeza.

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    • 18/09/2010 - 17:47
      Enviado por: Zezinho

      Puxa, muito pior do que pensava o Brasil
      Vai ficar dificil para sustentar o crescimento.

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    • 18/09/2010 - 18:22
      Enviado por: Santiago

      A todos,

      De fato a falta de mão-de-obra nos indica que estamos alçando um “vôo de galinha”… Minha esposa trabalha como “head-hunter” de gigantes da construção. Está com uma vaga de Diretor de novos Negócios que paga até 16 salários de R$ 28 mil, mais benefícios. Há 6 meses sequer consegue candidatos….

      Descendo mais um pouco está recrutando engenheiros EM FORMAÇÃO, já que formados nem tem mais.

      Eu sugeri montarmos uma consultoria internacional e trazer profissionais do exterior.

      Em tempo: há uma lista “negra” de faculdades das quais nem sequer podem se mandar candidatos. Pode até ser ilegal, mas é regra no mercado. O ensino superior deixa muito a desejar.

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  • 17/09/2010 - 15:00
    Enviado por: Florentina

    Com apenas 100 vocábulos (palavras) desde que sejam as 100 mais usadas, não incluindo os artigos e preposições, já dá para interpretar ao menos 40% de um texto.

    250 palavras dão para interpretar de 75 a 85% do texto. Desde que seja as 250 mais usadas e sem necessariamente conhecer a gramática.
    .
    Com 1500 palavras, incluindo artigos, preposições, advérbios etc., dá para entender bem o inglês.
    Se for as 1500 mais usadas, da para falar muito bem, apesar de que o inglês, semelhante o português, tem mais de 500.000 palavras. A maioria delas pouco ou nunca usadas.
    .
    Mas a palavra que todo brasileiro conhece sem decorar é: Love.
    I love you tá bão?

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    • 17/09/2010 - 21:40
      Enviado por: Mario Venditi

      Concordo com vc. 1500 palavras já há uma comunicação, mas extemamente limitada. Meus antigos professores de ingles diziam serem necessárias 3000 palavras para um mínimo de comunicação. Hoje nem me imagino com 1500 ou 3000…. é muito limitada.

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  • 17/09/2010 - 15:21
    Enviado por: Beatriz

    Já previa George Orwell no livro “1984″, quando falava da “novilíngua”.
    É isso aí, quanto menos vocabulário você tem, mais limitado fica o raciocínio.

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  • 17/09/2010 - 15:24
    Enviado por: Rodolfo

    Curioso. Nos meus primeiros meses em Wisconsin, quando a minha fluencia em ingles ainda era sofrivel, eu sentia uma facilidade infinitamente maior de conversar com os outro alunos de intercambio, provindos da Alemanha, Dinamarca e america central, do que com os americanos. Jogava futebol no time da escola, mas me sentina completamente perdido em meio aquele grupo americanos com suas girias e fala rapida. Hoje, depois de dois periodos morando nos EUA e assistindo majoritariamente programacao televisiva em ingles, creio que posso me encaixar no grupo que possui um vocabulario superior a 1.500 palavras e consegue com facilidade americanos, mesmos os texanos. Acredito que para uma pessoa que jamais tenha morado em um pais de lingua inglesa seja bem dificil chegar a um fluencia adequada no ingles, se sentindo em meio a americanos ou ingleses como eu me sentia em meio ao meu time de futebol, tentando me enturmar, mas sem compreender 50% do era dito.

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  • 17/09/2010 - 16:54
    Enviado por: Glúon

    .
    _________
    .
    O Quadro
    .
    _________
    .
    …. _____Globish________
    ….|_____Coca-Cola______|
    ….|________Ok_________|
    ….|_____Windows_______|
    ….|______Delete________|
    ….|____MacDonald’s_____|
    ….|_____E-mail_________|
    ….|_____Obama________|
    ….|_____Restart________|
    .
    _______________________
    .

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  • 17/09/2010 - 17:27
    Enviado por: Júlio César Pedrosa

    Concordo com a opinião de Fabio Nog: mais um que reinventou a roda (ou redescobriu a América!). Há mercado para tudo!
    Quando ao “novo idioma” em si, quer-me parecer que, pelo jeito, o Basic English (desenvolvido por um grupo de estudiosos em meados do século XX) está sendo superado.
    No que se refere ao processo, é o mesmo que ocorre com quase todos os idiomas em sua origem; foi assim com o português: surgiu da necessidade de comunicação dos galegos e lusitanos submetidos ao jugo romano. Num mundo de poucas escolas e pouca gente letrada, onde se precisava saber latim para demandar no fórum ou servir numa legião, aprendia-se de ouvido, da forma que era possível, pouco a pouco se esquecendo a língua anterior e levando-se traços dela para a nova língua. Nascia o romance galego-português. Depois, a partir do Renascimento, o português “recauchutou-se” com termos latinos e gregos (a metáfora é do saudoso Cidmar T. Pais, nas aulas de linguística na FFLCH da USP). E o vocabulário continuou ampliando-se, como sabemos. A linguística histórica em geral e a histórica do idioma português em particular mostram que esse fenômeno é muito mais comum do que se pensa. Que futuro terá o globish, só o tempo dirá.
    Por fim, concordo com o comentário de José Antônio sobre a curiosa mescla de fanáticos muçulmanos com o Monty Pithon. Parece piada, mas é um dos paradoxos da democracia! A Internet está cheia de sítios de grupos fascistas e fanáticos que são contra a democracia, e servem-se justamente da liberdade de expressão facultada pela democracia para atacá-la.

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  • 17/09/2010 - 18:56
    Enviado por: Nilto Menelli

    Já que estamos falando do futuro. Vamos ver: já existem maquininhas que traduzem. Algumas até falam. Custa uma mixaria. Daqui a dez, digo cinco, anos qualquer camelô de esquina vai vender uma que fala 50, digo 100, idiomas, corretamente, no volume que contenta até surdos. Pra que fazer “forcinha” de memória e decorar palavras que se escreve de um jeito, se fala de outro e significa outro? Ganhem $$$ e aproveitem essa oportunidade antes que qualquer coreano.

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  • 17/09/2010 - 19:31
    Enviado por: Rogério

    Gustavo
    Eu acho complicado entender a minha mulher heheheheh

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  • 17/09/2010 - 20:51
    Enviado por: Lilly

    Fey, permita-me discordar de voce. O Spelling Bee se originou nos Estados Unidos, mas hoje existe em outros paises. Inglaterra, Australia, Canada, India,
    Indonesia e alguns outro paises tambem teem a competic@o. E competic@o
    sim e acho que eh bem saudavel. Encoraja as criancas a se dedicarem n@o so a
    aprender o significado das palavras, mas tambem suas origens e como usa-las em
    sentencas. E digamos, ninguem ganha essa competic@o por saber soletrar “cat”
    ou “house”. Algumas das palavras no torneio: Soubrette, Chiaroscurist, Syllepsis, Insouciant, Smaragdine, entre outras mais simples ou mais complicadas.
    Todos os paises s@o ou foram aspiradores de outras linguas por razoes variadas. Veja como, no Brasil de hoje, praticamente todas as palavras que envolvem tecnologia ou s@o em ingles mesmo ou fazem ai uma traduc@o estupida como “focar”. O que eu acho bastante interessante e que se alguem tem contato com pessoas de outros paises(eu tive anos atraz quando fazia curso de ingles aqui no E.U. onde vivo ha 30 aninhos), e pergunta: Como e que de diz sab@o na sua lingua natal, a maioria responde sabon, savon, saboon ou alguma palavra que soa mais ou menos assim. Eu perguntei a um arabe como e que eles chamavam calcas (eu usaria cedilha se tivesse) e ele me respondeu “pantaloons” que e a
    variac@o do espanhol para pantalonas. O chines chama uma sopa de galinha com arroz de “cangee”. Canja, nos sabemos, eh canja de galinha em portugues. A palavra quiabo do nosso portugues e originaria da lingua Bantu “kingombo” ou algo assim. No sul dos Estados Unidos, um cozinho a base de quiabo com camar@o que eh muito popular chama-se gumbo (eh pronunciado gambo). Eu penso que eh fascinante como colonizacoes, invasoes, conquistas etc.. por mais nocivas que sejam, deixam suas marcas na cultura. Para terminar a minha novela aqui, na
    minha experiencia, n@o tenho dificuldade nenhuma de me comunicar ou entender (depois de tantos anos no pais) ingles texano, canadense ou europeu, fora de
    sotaques irlandeses e escoceses que podem ser um pouco carregados, dependendo da regi@o de origem, mas o que me pega mesmo s@o os latinos
    quando conversam entre eles. Para mim eh um “piriri piriri”. Eh rapido demais e n@o consigo acompanhar metade do que eles dizem. Love all and God Bless!

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    • 18/09/2010 - 10:32
      Enviado por: MarioS

      Nunca tinha visto esta forma de contornar a falta do ~ em um teclado. Gostei!

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    • 18/09/2010 - 12:28
      Enviado por: Fey

      Cara Lilly,

      Como já está incluído no meu texto, é apenas a minha opinião também sobre o spelling bee. E se existe também nesses outros países acho triste, mas posso estar errado.

      Deixe me clarificar um pouco melhor: não discordo que competição é saudável pra incentivar melhoras no aprendizado.
      Oque critico é o fato de ter de criar uma competição assim pra início de conversa!
      Estudei nos EUA, (conheci pelo menos 3 campus de universidades renomadas de diferentes regiões) e era incrível até mesmo em ambiente universitário encontrar um número considerável de jovens estudantes e até mesmo alguns professores cometendo erros banais de ortografia, e como a população achava incrível que essas crianças soubessem soletrar!

      Você se lembra quando as nossas professoras de Português – as que exigiam mais diciplina – nos fazia escrever do modo correto através de ditados semanais? Não era um pré-requisito sabermos escrever corretamente? Hoje com o comando spell check no computador, tudo isso acaba parecendo desnecessário, mas a o mesmo tempo tira das pessoas a chance de memorizar o modo correto de escrever.

      Quanto a os seus exemplos de outras línguas terem também palavras semelhantes, temos que analizar melhor isso. Há uma diferença entre incorporar uma palavra pra um objeto que não existia na sua cultura com a substituição da palavra existente na língua materna por uma estrangeira como ocorre com o Inglês.

      Exemplo:
      Croissant – é uma invenção genuinamente francesa, logo não acho estranho utilizar essa palavra pra descrever o pão, assim como Internet, Mouse, software, etc. todas com nomes dado pelos seus inventores.

      Tsunami – acho estranho americanos utilizarem essa palavra já que existe o termo ‘tidal wave’ pro mesmo fenômeno natural. Aqui oque ocorre é a substituição linguística mesmo, e esse sim uma característica de língua aspiradora na minha opinião. Se bem que no Português usamos de maneira horrível a palavra “Salvar” a o invés de “Gravar” em computação….

      De uma forma ou outra não quis também fazer uma crítica sobre qual povo domina e qual é dominado históricamente. Mas apenas faço uma constatação que é fato quer queira quer não. Como escrevi, são considerações que ajuda a enxergar a diferença entre a mutação de uma língua progressiva, de uma invenção barata baseada na preguiça de estudar mais profundamente a cultura alheia como esse Globissh.

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  • 17/09/2010 - 21:31
    Enviado por: Mario Venditi

    Globish ou Portunhol?…. Talvez seja o resultado da maior interação entre os diferentes povos com diferentes linguas. Acaba com naturalmente gerando uma nova lingua para interesses específicos, como negociantes de diferentes origens ou turistas. Ao vermos as linguas atuais não podemos esquecer de suas origens e seus desdobramentos em outras linguas, como as origens do anglosaxão e o latim. Hoje o mesmo pode estar ocorrendo em uma velocide maior e sem fronteiras. Por outro lado aprender uma nova lingua, como o ingles por exemplo, temos (não generalizando) sempre a pressa de sair falando, não temos a vontade e paciencia de aprender a gramática, a cultura e as expressões idiomáticas. Talvez isto tb reforce o Globish como um alternativa interessante para comunicar-se rapidamente sem empreender energia e tempo para ter fluencia. De toda a forma nada como a lingua em sua plenitude e beleza, seja lá Ingles, Portugues, Árabe ou Japones…. Já os nativos da lingua não devem concordar com o Globish visto que estão em tese denegrindo seu idioma, ao menos é minha impressão. Finalizando, muito bom o post bem como o nível dos comentários…… abs

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  • 18/09/2010 - 09:46
    Enviado por: fernando

    Na minha adolescencia, os antiamericanistas, no afã de boicotar o inglês, invenraram uma “tranqueira” denominada esperanto, que viria a ser a língua mundial, substituindo o inglês. Esse pessoal não tem sossego…

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    • 18/09/2010 - 12:54
      Enviado por: Paulo

      .
      Fernando
      .
      Me desculpe, ou vc é muito velho ou muito mentiroso…
      .
      O Esperanto foi criado por Ludwik Lejzer Zamenhof em 1887 para ser um código global de comunicação, não era para substituir outras linguas… como vc gosta de inglês:
      .
      Bullshit!

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    • 18/09/2010 - 19:36
      Enviado por: Fabrício Valle

      Fernando,
      você está muito mal informado, pois o Esperanto não foi iniciado para substituir nenhuma língua nacional. É uma língua genial e hoje já começa aos poucos a ser mais utilizado nos negócios. É uma criação genial. Como língua, está no jardim de infância ainda e mostra-se uma criança prodígio.

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  • 18/09/2010 - 10:40
    Enviado por: MarioS

    A pergunta do Rybak sobre o estado do Yiddisd, associada ao assunto do post, me fez lembrar que em NY algumas palavras do idioma são muito comuns. Exemplos:
    shmok, bubkes, schvitz e muitas outras. Taí um assunto Gustavo: o “idioma” novaiorquino, incluindo todos os boroughs

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  • 18/09/2010 - 11:05
    Enviado por: Gustavo Chacra

    MarioS e Santiago, conheci o Gustavo Ioshpe aqui nos EUA em 1995 na casa de uma amiga. Ele é uma das pessoas mais inteligentes da nova geração, especializado em educação. Ele é casado com uma israelense e conhece profundamente o conflito no Oriente Médio

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  • 18/09/2010 - 18:28
    Enviado por: Youssef S

    As linguas (idiomas) são barreiras como os mares, tanto pra o bem quanto para o mal. Transpor esta barreira, também pelo bem ou para o mal, como forma de dominação ou de entendimento é destino humano ou da evolução. No fim vencidos e vencedores acabam se entendendo e a cultura original de cada um se amplia e se enriquece. Foi assim com o latim (Roma) e provavelmente será assim com o ingles.

    Quanto ao Esperanto, para mim, uma das causas do seu presente fracasso é que faltou um grande escritor nesta linguua, e principalmente a dificuldade em vencer os nacionalismos ou de se pensar além da “aldeia” que nos cerca. Tarefa hercúlea, talvez algum dia vingue, quando o homem tiver conceitos mais amplos e pensar no planeta Terra como um todo. Infelizmente hoje ainda os homens nao se entendem (mesmo se esse globes vingar) pois ha falta de interesse de quem poderia fazer algo em pensar o entendimento ( e consequentemente a paz) a longo prazo. É a força dos separatismos (idologias e crenças exclusivistas) que existem por todos os lados, na agenda política.

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    • 19/09/2010 - 13:42
      Enviado por: Fabrício Valle

      Youssef,
      existem grandes escritores que escreveram originalmente em Esperanto. Posso citar William Auld, inglês já falecido, que inclusive foi inscrito para concorrer ao Prêmio Nobel da Literatura e o húngaro Sandor Szatmary. Desse último editei em português a novela “O mundo das máquinas”, há uns 15 anos atrás, quando tinha uma pequena editora em São Paulo.
      A falta de massa crítica do Esperanto, na minha opinião, se deve mais ao fato de a economia esperantista ainda não ser forte. Nós fundamos em Brasília há 2 anos a ONGD Intraespo – Organização Mundial para o Desenvolvimento da Economia Esperantista e deveremos no ano que vem abrir escritório em São Paulo e Moscou.
      Estou preparando lançamento de livro didático de Esperanto em inglês, árabe e russo. Tudo para o ano que vem. E deverei circular no mundo árabe a trabalho pela Intraespo e pelos meus negócios privados. Estudo árabe mas devo usar muito o Esperanto, que foi iniciado por um médico judeu, nascido na Polônia. O Esperanto poderia ser de grande valia para a paz no Oriente Médio.

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    • 20/09/2010 - 09:20
      Enviado por: Youssef S

      Fabrício,
      Não sabia desses escritores. Já vi alguns livros de Logosofia em esperanto ha alguns anos, mas achava que esta lingua estava morrendo. Abraços

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  • 18/09/2010 - 18:33
    Enviado por: Youssef S

    Mudando de assunto, mas dentro do assunto do blog (de Beirut a NY), envio um texto do xará do Chacra, Gustavo Ioschpe, que além de conhecer bem sobre a educação brasileira também opina sobre politica internacional.

    http://veja.abril.com.br/090610/maior-inimigo-israel-p-112.shtml

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  • 18/09/2010 - 19:27
    Enviado por: Fabrício Valle

    Enquanto isso, passando quase desapercebido ou notado sem profundidade, a língua internacional Esperanto vai ganhando espaço aos poucos. Estive em maio na Rússia (São Petersburgo e Moscou) e me virei falando em Esperanto. É claro, ainda não se encontra esperantistas nas ruas, em cada esquina, mas o Esperanto aos poucos está sendo utilizado nos negócios. Em Florianópolis tem uma empresa de comércio exterior que utiliza o Esperanto há uns 10 anos, em contatos com a China. É uma opção inteligente.

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  • 18/09/2010 - 23:16
    Enviado por: jan z. volens

    E imposivel de falar com uma mulher na paixao em ingles! Os romanos educados apaixonados falaram-se em greco. Nao posso falar acerca o amor com uma mulher em ingles, nem alemao – somente em esphano – na forma de “tu”. A minha recomendacao aos “latinos” e os brasileiros – para intimitar aos “americans” procura falar com sotaque ingles estilo Margaret Thatcher: “The riiiiight honooouurable gentlemaaaaan aaaand his ooopiniioon…”

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  • 19/09/2010 - 16:01
    Enviado por: Roland Scialom

    Se entendi o artigo do Chacra sobre o Globish, este subconjunto do ingles estaria desempenhando o papel que era para ser do Esperanto.

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  • 21/09/2010 - 12:24
    Enviado por: Junior

    Acho melhor aprender inglês mesmo

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  • 21/09/2010 - 13:12
    Enviado por: Mônica

    Gente. PRESTA ATENÇÃO. O que vale é que o método é para começar a aprender. Não importa discutir se vai se falar corretamente ou não. O que vale é a comunicação, a relação, você entender e ser entendido. A partir daí, vai se aperfeiçoando, como tudo na vida, observando as regras da Língua, Vocabulário, Gramática, etc… Por acaso, quando vocês nasceram, com um dia de vida suas mães e seus pais, lhes deram uma cartilha com as regras da língua falada no local de nascimento? Primeiro eles foram ensinando como falar, eles(seus pais), se divertiram com o jeito de e a forma de vocês pronunciarem as primeiras palavras, que certamente não foram pronunciadas corretamente, e daí? Com o tempo vocês foram repetindo, foram aprendendo mais, até entrarem na escola, enfim… PRESTEM ATENÇÃO…

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  • 25/09/2010 - 10:56
    Enviado por: Interessante matéria sobre o globish. Global+English | Blog Professor Inglês

    [...] De Nova York a Babel – Você sabe falar Globish? [...]

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