Fomos das cartas para o telefone. Dos telefones para os emails. E dos emails para as redes sociais. Até os anos 1970, era quase impossível falar por telefone do exterior com o Brasil. Eram tempos em que as pessoas gastavam mais de uma hora na fila do orelhão nas férias no litoral paulista para conversar com quem ficou em São Paulo. Todos ouviam nossa conversa. Apenas desligávamos quando a ficha da Telesp caia. Durava três minutos, se não fosse recarregada. Se perdêssemos o jogo no rádio ou na TV, precisávamos perguntar o resultado para alguém ou ligar no 200-1982.
No início dos anos 1990, expatriados e imigrantes apenas trocavam cartas com seus amigos. Existia a distância, a saudade, a imaginação de estar longe. Não sabia quase nenhuma novidade. No fim daquela década e no começo do novo século, passamos a usar mais o email. Mas, nas viagens ao exterior e mesmo dentro do Brasil, buscávamos um internet café. Esta, para mim, foi a melhor época da humanidade.
Nós podíamos saber das notícias diariamente, acessando os sites de informação por alguns minutos, respondendo aos emails mais urgentes e, depois de meia-hora e cerca de cinco dólares, retornando à nossa viagem. Desligávamos do mundo e nos concentrávamos no lugar onde estávamos. Nesta época, emails eram cartas na internet, e não mensagens de texto. Escrevíamos, não estávamos “texting” alguém.
Aos poucos, as redes sociais começaram a entrar na nossa vida. No Brasil, através do Orkut. Nos EUA, com o MySpace e o Friendster. Nesta época, eu ainda vivia em São Paulo. Voltando de uma viagem a Jerusalém, parei em Paris por uns dias e virei membro do Orkut. Era 2004. Em poucos meses, quase todos meus amigos acessavam o site. No ano seguinte, na Universidade Columbia, nenhum dos meus amigos americanos sabia o que era Orkut. Mas uma amiga libanesa me falou da novidade do Facebook. Naquele ano, ainda era preciso ter endereço de email terminado em ponto edu. Os brasileiros integrantes do site estudavam no exterior.
O Facebook utilizou uma tática distinta do Orkut. Começou de cima para baixo, através dos alunos de Harvard. Abriu para Columbia, Stanford e outras das principais universidades americanas. Quem estava fora queria entrar, integrar o clube. Mas precisava ser aceito. Posteriormente, liberaram para universitários e escolas, antes de abrirem para todos.
O ideal seria termos 150 amigos, segundo me disse Blake Irving, diretor de produtos da Yahoo. Com este número, não nos importamos de dividir onde estamos e alguns comentários mais divertidos. O auge do Facebook foi em 2008. Neste ano, se intensificou a migração para os celulares como iPhone, Blackberry e outros. Era o fim do tempo áureo na internet ou da humanidade.
Em 2002, ficávamos conectados apenas quando estávamos diante do computador. Não interrompíamos nosso jantar e tampouco verificávamos uma atualização do twitter depois da natação. Não perdíamos tempo para ver se recebemos uma mensagem de whatsapp ou de bbm no trânsito. Podíamos esperar alguns minutos. Sem desespero. Chegávamos para buscar a namorada e avisávamos o porteiro para interfonar. Mais elegante. O homem esperava pela mulher. Ou vice-versa. Mas nada da mensagem de texto “cheguei, pode descer”.
Agora estamos conectados 24 horas por dia, com todas mil pessoas adicionadas no Facebook e outras milhões no Twitter. Checamos o email o tempo todo. A cada dois minutos damos um refresh no iPhone ou nos seus concorrentes. Quando o avião pousa, 90% dos passageiros, incluindo eu, já ligam o celular para ver se há alguma novidade. E, para completar, o Google lançou o Google+. Não sei se desta vez terão sucesso, mas eles usam a mesma estratégia do Facebook, de começar de cima para baixo. Para atingir este objetivo, selecionaram algumas pessoas. E muitos brasileiros e estrangeiros estão desesperados para entrar.
Lembrando de épocas mais divertidas da minha adolescência, decidi voltar no tempo e passar um trote. Só que, em vez de um amigo, passei em mil no meu Facebook. Escrevi no meu mural “Leaving Facebook and Moving to Google Plus”. Mais de 20 pessoas me escreveram pedindo convites. Mas eu não tenho. Não fui convidado e nem quero entrar. Na verdade, o Twitter é uma ótima ferramenta profissional para jornalistas e algumas outras atividades, mas certamente inútil para engenheiros e médicos. O Facebook me ajuda a manter contato com amigos estrangeiros e os antigos do Brasil. Mas ler o newsfeed é cada vez mais irrelevante. Virou uma espécie de email. O Google Plus seria apenas uma terceira alternativa, com suas vantagens e desvantagens.
No fundo, não sinto falta dos anos do orelhão da Telesp. Sinto falta é da época do internet café e do celular sem email. Quando me mudei para Nova York, em 2005, eu ainda me desligava do Brasil. Sentia estar outro país. Esta sensação, acabou. Não apenas para mim, mas também para outros estrangeiros com quem converso na cidade. Estamos em todos os lugares ao mesmo tempo. Sinto falta de sentir falta. Sinto falta de, em uma discussão de almoço, não ter o Google como juiz em alguma disputa minha com um amigo sobre quem era titular da seleção em 1982, o Paulo Isidoro ou o Cerezo (dependia do jogo). De qualquer forma, talvez daqui a dez anos, em 2021, sentirei falta dos tempos do Facebook, já que teremos alguma coisa bem mais avançada.
Comentários islamofóbicos, anti-semitas e anti-árabes ou que coloquem um povo ou uma religião como superiores não serão publicados. Tampouco ataques entre leitores ou contra o blogueiro. Pessoas que insistirem em ataques pessoais não terão mais seus comentários publicados. Não é permitido postar vídeo. Todos os posts devem ter relação com algum dos temas acima. O blog está aberto a discussões educadas e com pontos de vista diferentes. Os comentários dos leitores não refletem a opinião do jornalista
O jornalista Gustavo Chacra, mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia, é correspondente de “O Estado de S. Paulo” em Nova York. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Yemen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al Qaeda no Yemen. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios
Caro Chacra,
Aqui no Rio Grande era a extinta CRT (companhia rio-grandense de telecomunicações) e lembro em 1991 quando o celular começou a ser vendido aqui custava 1.000 doletas e tinha até consórcio. Que coisa louca!! Como somos da mesma idade e do mesmo mês (eu dia 26/05), sou bastante saudosista também!! Em assuntos como futebol, música, propagandas, novelas e desenhos animados dos anos 80 e 90 minha memória é ótima. Sobre estas maravilhosas ferramentas eu confesso que acho um tremendo pé no saco!! Eu me cadastrei no Facebook mas quase não olho, é tanta gente que escreve, amigo do amigo do meu amigo, porra nem conheço o cidadão!! O twitter comecei a utilizar a pouco tempo, e achei mais simples. Sigo pouca gente, o amigo, o MBS, o Al Jazeera, o Antero Greco e só!! Não tenho muito saco para ficar na frente do note todos os dias, já passo muito tempo trabalhando an frente do computador. Saiba que o site que mais olho hoje é o Estadão, e não é puxa-saquismo mas´existe uma diferença abissal entre o conteúdo do Estadão e os jornais aqui do RS. Infelizmente não temos nos jornais daqui pessoas do calibre dos colunistas do Estadão, fora o bairrismo daqui que muitas vezes me incomoda. No más era este o relato, parabéns por mais este belo post amigo Chacra.
Abraço.
Cnick, esta coisa de geração nos aproxima mesmo. Estamos com 35… Como você diz gostar de esportes, como eu, lembre que os dois maiores atletas brasileiros dos últimos tempos são de 1976 – o Guga e o Ronaldo
responder este comentário denunciar abusomuito do que voce fala com saudade eh prehisotria hoje. com sua idade esse nivel de saudossismo eh preocupante. quando chegar na minha idade entao como sera?
caro gustavo,
a receita eh uma so: qualidade em vez de quantidade.
e voce tem o poder e a capacidade de definir, tal qual nos ensina friedman (m).
eu nao sou usuario de facebook, orkut, linkedin, etc e tenho conta no twiter so por curiosidade mas nao uso. certamente nao estou atras de algum minuto de fama, embora as vezes acho que mereca. olho email 1 vez por dia e tem contas que lembro de olhar 1 vez por semana. com meus amigos, prefiro marcar num cafe para manter o contato. aqueles que ficam longe, ligo ou pelo tel ou pelo skype e acho que eh, para mim, uma medida boa de equilibrio.
com a idade descobri que eh necessario ter um tempo para voce. quase religiosamente. quase que como em shabat. para que possa ficar em equilibrio comigo e com o resto do mundo. embora reconheca que me resulta dificil na pratica.
o maximo que me permito eh visitar seu blog e mais alguns para fazer terapia e manter as perpectivas. eu ja te falei que teu trabalho tem alcance maior que voce pode imaginar.
Carlos 3m, tenho tentado fazer o mesmo. Uso o Twitter agora apenas para grandes coberturas. No Facebook, coloco apenas os posts. E todos os dias nado uma hora para tentar me afastar do mundo
responder este comentário denunciar abuso“E todos os dias nado uma hora para tentar me afastar do mundo”
é o melhor esporte para se afastar do mundo, é só você, a agua e o som da respiração borbulhando, tremenda meditação.
responder este comentário denunciar abuso“…as pessoas gastavam mais um hora na fila do orelhão nas férias no litoral paulista para conversar com quem ficou em São Paulo.” Pensei que isso era da minha época, não da sua
G+ é melhor que Facebook. Interface mais simples, recursos úteis como separar em círculos – amigos, colegas, jornalistas, por exemplo. Por exemplo, sigo ou não alunos que tentam me friend no Facebook? Por um lado aluno não é amigo (pelo menos não automaticamente), por outro lado não deixa de ser, porque não mais um canal de comunicação? G+ resolve, se pegar.
Mais importante, G+ é assimétrico. Posso seguir o jornalista Gustavo Chacra sem que ele tenha que me seguir. Faz sentido, como o twitter. Amigo é mútuo, mas jornalista e escritor escreve, o público lê.
responder este comentário denunciar abusoFelipe, mas você acha que o Google Plus vai emplacar?
responder este comentário denunciar abusop vcs http://www.cnbc.com/id/43657578
responder este comentário denunciar abusoGustavo,
Adoro quando você escreve textos relatando algumas reminiscências da sua infância e adolescência, pois é um retrato muito próximo ao que eu também vivenciei.
Sem dúvida, a humanidade era melhor quando não estávamos o tempo todo conectados, e podíamos nos aprofundar totalmente na cidade em que estávamos, num livro que líamos, no trabalho que fazíamos ou num momento de lazer a que nos dedicávamos.
Não se trata de negar a tecnologia atual, mas apenas de saber usá-la correta e equilibradamente!
Abraços e parabéns pelo texto!
Lucas S.
Lucas, obrigado pelo elogio ao blog
responder este comentário denunciar abuso:: Bom dia, ladies and gentlemen… o agente secreto de mentira mas
teórico da comspiração de verdade retorna ao nosso joguinho diário.
Acho que hoje será um dia de confissões, rã?
–xx–
Well… eu sempre tive uma relação com meus eletrônicos de impulsioná-los ao máximo.
Eu nunca sequer me interessei por celulares até que eles começassem a fazer mais do
que simples ligações. Meus amigos sabem, sabe – eu não sou de ligar e desconecto tel fixo nos findis.
Agora, quando eles passaram a reproduzir mp3, ter câmera e acessar a internet… *nham-nham*
–xx–
Meu dia online é basicamente assim:
- O blackberry me acorda, checo o twitter de jornalistas
e como o da Carla Vilhena que dá um preview do BomDiaSP.
- Uso o AccuWeather pra saber como vai rolar o clima no dia.
- Checo o twitter e facebook enquanto espero o ônibus.
- Na viagem pro trabalho normamente leio minha lista de
artigos e relatórios de inteligência dos meus feeds no netvibes.
- Quando chego ao trabalho, faço o primeiro check-in no Foursquare do dia.
- Deixo ele na USB para carregar e receber arquivos de mp3 ou
séries que assito no almoço quando estou sozinho.
- o SMS com os amigos no Rio é quase diário.
- Costumo comentar num blog desses aí do Estadão.
- Na volta, ele é meu mp3 player.
- Em casa, meu laptop é, pra todos os fins, um baixador de filme.
- Gosto de assistir youtube na TV, que é conectada.
- Quando vou dormir, sempre rola uma olhada no twitter
porque a luz do cell me dá sono e eu apago logo.
–xx–
Dizem que “A pior solidão é a companhia de um paulista com iPhone”
Certamente, há 15 anos atrás as pessoas chegavam na hora dos compromissos
sem o SMS “estou quase chegando, mais 15 minutos tô aí”.
–xx–
Meu twitter é pra buscar informação em tempo real.
Meu facebook é apenas um depósito de gente que conheço ou conheci.
Aliás, eu convidei muita gente pro G+, inclusive você, Gustavo.
Achei bem interessante e eu passo mais tempo lá porque é integrado ao GMail.
Mas é o que dizem – “se conselho fosse bom, teriam inventado o Google Advices“
MBS, espetacular este seu comentário. Seu estilo é único, de verdade. Assim como o Gluón, você enriquece e muito o blog, mesmo com as teorias da conspiração. E quando você me enviou o convite do Google Plus?
responder este comentário denunciar abuso“A pior solidão é a companhia de um paulista com iPhone” hahahahahahaha Adoro seus comentários.
responder este comentário denunciar abuso(do RS a SP)
Ae MBS, grande presença!!
Tchê, poderia me fazer a gentileza de enviar um convite ao google +? Te mando o meu e-mail via twt!! No mais eu queria ter a tua saúde para ficar entrando todos os dias neste monte de blogs, sites, etc!! Eu entro sempre na hora do meu chimas (final da tarde) na internet pra ver meus e-mails e conversar com alguns amigos de fora no skype, mas isto não é sempre!! Com um piá de 3 anos em casa que diz que é o Batman, tá sempre fantasiado, sobe e pula pelo sofá e pela escada é complicado conseguir ficar mais de 15 ou 20 minutos lendo algo com tranquilidade, rsrsrs !! Mas como dizia um veinho que trabalhou comigo: “este piá é o meu ouro”, eu aguento firme na paçoca!! Eu li sobre o G+ e achei legal esta ferramenta, quero experimentar!!
Forte abraço meu irmão!!
responder este comentário denunciar abuso:: Mariana Motta
É uma cena muito curiosa um grupo de amigos na mesa, em um bar
e a maioria com um olho na conversa, outro no iPhone.
Sabe aquele silêncio de namorados em restaurante?
Eles agora disfarçam checando twitter e afins.
Acontece por aí também?
:: CNick
Beleza. Ou qualquer coisa me manda um e-mail – mbsjnr@gmail.com
Graças ao BB, eu mato aquele tédio do ônibus, da fila do banco, etc…
E o mais engraçado, eu sou Designer…
:: Gustavo
Valeu o elogio, o meu segredo é prática e alimentação balanceada.
Tem que ver qual o segredo do Gluón. Aliás, o que é um “Gluón“?
Convite reenviado…
–xx–
Para todos:
Uma de minhas páginas favoritas, falando sobre isso
- http://theoatmeal.com/comics/smartphone
MBS,
namorados pelo que tenho visto nao, mas amigos sim e muito. Na última reuniao de “amigas” (deixamos os “homens” em casa com os filhos) a frase mais repetida era: “apaga isso já, pelo amor de Deus”!!! Rsrsrs
MBSjnr, sua mente é uma viagem, rs. Isso é ótimo, também sou assim, mas seu grau de criatividade é espetacular. Claro, há os efeitos colaterais: mente acelerada, destrinchar mentalmente fatos e pessoas nos seus mínimos detalhes, falta de atenção no trânsito, etc… e isso pode ser um pouco estressante, rs.
Você, que quando se mudou também deve ter passado pela fase de “depressão pós-Rio”, rs (sem desvalorizar sua nova cidade, São Paulo, que também é excelente), no meu caso agravada por começar a morar sozinho, sabe como nessas fases a criatividade aumenta, assim como também nas fases de maior euforia. Nesses momentos, tendo a ter vontades não muito usuais como escrever poesias e pintar quadros, coisas de doido varrido, sabe? hahahahahah…
responder este comentário denunciar abuso.
Em breve chegaremos lá, no vazio da saturação onde tudo e nada são a mesma coisa, esse será o resultado da existência on-line.
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Só um cisne negro poderá nos salvar desse futuro tedioso.
Oie Gustavo,
Nessas fases, teve uma que vc não mencionou, talvez por não ter passado por ela… A de ter internet discada em casa e esperar dar 0:00 ou 0:01 pra conectar e pagar só um “pulso”. Uma vez minha mãe quase torceu meu pescoço porque eu achava que era meia-noite, mas pra Telefônica ainda era 23:58, 23:57, e eles cobravam normalmente, até o primeiro “tombo”, porque a conexão sempre caía.
Lembrei de dois fatos que podem tanto ser considerados nada a ver como tudo a ver, já que estão relacionados com comunicação.
Um amigo da minha família é padre e morou no Zaire bem na época do surto do Ebola. Mesmo já sendo década de 90, as cartas demoravam vários meses pra chegar. Na época que eu fazia faculdade (96-99), tinha uma menina de Moçambique em outro curso. Ela era a princesa do povoado dela, lembro que o nome dela era Preciosa. Para o pai conseguir falar com ela por telefone, era uma vez a cada vários meses porque ele tinha que fazer um tipo de ligação em uma bateria pra conseguir ligar, e por poucos minutos porque a ligação caía rápido.
Abraços,
Karina
Karina, verdade, faltou falar da internet discada. Sem falar no email que a família toda dividia
responder este comentário denunciar abusoPutz, “Preciosa”, é o nome de uma tia minha. Achava que ninguém no mundo poderia ter um “nome” desses. Enganei-me novamente…
responder este comentário denunciar abuso“Se perdêssemos o jogo no rádio ou na TV, precisávamos perguntar o resultado para alguém ou ligar no 200-1982″. Isso é o que chamo de desenterrar informaçao…
Ah, Gustavo, nessa nao vou te invejar, nao. Simplesmente, porque tirando a ficha da Telesp, mantenho todas as atividades que você comentou do passado, intactas. O único que fiz foi acrescentar as “modernas” que facilitam o dia-a-dia.
Ainda escrevo cartas de “punho próprio”. Passo horas de bate-papo ao vivo e se a distância nao permite, benditos cartoes telefônicos internacionais que me permitem “falar” com o Brasil por 5 € durante 4 horas. Das redes sociais, só Facebook, para menos de 50 pessoas, contando família e amigos, destes, todos conheço pessoalmente e com os quais também converso por telefone até hoje. Meu celular é Jurássico, só serve para telefonar, nem câmera de fotos tem e vive apagado, por esquecimento mesmo. Ah, mas sem GPS nao dá para viajar, nao! Rsrsrsrsrs
Desconheço o que signifique whatsapp, por exemplo. Mas acredito que a Internet pode ser considerada uma das maiores invençoes da história. Mudou minha vida. Estou no Brasil, sem estar, leio jornais brasileiros e do mundo todo todos os dias, vejo TV brasileira, faço tele-conferências com a família que está distante e para nós, “exiliados” é uma forma de estar mais presentes. Uma autêntica revoluçao.
Mas como tenho a sorte de viver numa cidade pacata e nao exercer atividade estressante, nao necessito estar todo o dia conectada. Há dias que o computador permanece apagado e a TV também, principalmente nas férias. Tento manter o equilíbrio e minha saúde agradece.
Mariana, é porque você mora na Espanha.. (brincadeira, por favor). Você lembra do número do futebol da Telesp?
responder este comentário denunciar abusoNao, achei engraçado que você lembrasse. Nao gostava de futebol naquele tempo, (adolescência), entao o que eu discava era o número do horóscopo de Sagitário na Telesp hahahahaha
responder este comentário denunciar abusoGustavo, com essa conexão 24 horas, o aumento do tempo de contribuição e trabalho para a aposentadoria, o fim do repouso aos domingos, as conexões nas férias, a produtividade muito maior das novas gerações, turbinadas por esses meios de informação imediata, quais serão os efeitos do estresse nos trabalhadores e nas pessoas em geral? O repouso é essencial à recomposição do organismo. No limite, trabalhamos muito mais que nossos ancestrais, com muito maior produtividade, agora com menos repouso e relaxamento, salários pouco maiores e uma legião de desempregados. Eis o paradoxo dessa pós-modernidade: em vez de a tecnologia nos trazer mais tempo livre, nós é que entramos na velocidade dela e tivemos reduzido o período de liberdade, ao mesmo tempo em que o desemprego se tornou “estrutural”. Cai por terra a fantasia de Paul Lafargue, genro de Marx, e autor de um opúsculo chamado “Direito à Preguiça”. O genro era bem inferior ao sogro, no conteúdo e na forma.
Hagá, gostei desta sua análise
responder este comentário denunciar abusomas o sogrou era muitissimo inferior ao groucho.
responder este comentário denunciar abuso.
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A charge relacionada com o post
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http://gluoncharges.blogspot.com/2011/07/yaacov-mahmoud-no-escritorio-da-telesp.html#comments
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http://gluoncharges.blogspot.com/
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Recomendo aos leitores a charge do Gluón, relacionada ao post
responder este comentário denunciar abusoAliás Gluón, hoje está espetacular a sua charge. Falei com o Ariel Palacios de você ontem
responder este comentário denunciar abusoMuito boa Glúon! Sherezade que o diga!!!
responder este comentário denunciar abuso:: haha… esse garoto não é fácil… ![]()
Tinha Aladdin também. E Simbad!
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Ao Gustavo Chacra e aos colegas comentaristas
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Agradeço as referências elogiosas ao Blog.
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http://gluoncharges.blogspot.com/
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Coincidência este tópico exatamente na semana em que eu me desliguei do Orkut e do Facebook. O primeiro eu usei bastante, por um tempo razoável, mas o segundo quase nada.
A grande vantagem dessas redes sociais é encontrar pessoas, como por exemplo, ex-colegas de escola.
Internet para mim só no PC (nem tenho notebook)
Tudo isso para dizer o óbvio: dá para evitar ficar ligado 24×7.
Chacra,
Muito bom seu post.
Realmente tive privilégio de viver nos 80 e 90 na epóca que não tinhamos internet. E sempre ansiava em pegar jornal logo de manhã pra ler tudo sobre o que acontecia algo importante dos fatos ocorridos no dia anterior.
Sobre cartas, como não tive ninguém da minha família morando no exterior, tive um prazer de pedir e receber vários catalógos das marcas automotivos no mundo afora. E isso foi um pouco antes da internet estourar aqui no Brasil.
Sobre o Orkut, foi uma maravilha acompanhar e saber, das minhas colegas da faculdade (tinha apenas dois anos de formado) que se casaram e tornaram mães.
O Twitter, no começo, até acompanhava mas enjoei. Acho meio chatinho ficar acompanhando os famosos como se mudasse a sua vida. Só achei interessante acompanhar de alguns jornalistas mas aí acabei parando.
No Facebook, nada mais é, um similar do Orkut, ou seja, vc fica sabendo a vida alheia dos seus melhores amigos quase em tempo real. Até é legal saber mas alguns passam dos seus limites ou ficam dramáticos demais. E dificilmente eu posto algumas coisas no Face.
Não sei se vou entrar no Google+, mas decido isso em um dia.
E também tento por internet a distância seja lendo um livro ou vendo um bom filme (baixado na net) ou andando na cidade. Mas, graças a Deus, eu, dentista, não precisa usar o computador pra trabalhar!!!!rs
DrSallere, gostei do seu relato
responder este comentário denunciar abusoGustavo, logo logo vamos nos comunicar à distância, só que através da telepatia. Vai ficar barato..rsrsrsrs
Vai se aprimorar algum “mecanismo” daqui algum tempo
Um detalhe que ficou na transição entre orkut -> facebook: acessava o orkut para ver as mensagens que as pessoas deixavam para mim, e ia às comunidades discutir assuntos (as mídias noticiavam “existe uma comunidade para X”). É claro que é possível fazer o mesmo com o fb, mas o que bomba é o mural, que as pessoas colocam links para notícias e filmes no youtube. Estão deixando de se comunicar, e só repetindo comunicação.
também se sente a falta da menção ao icq.
Tinga, verdade, faltou icq
responder este comentário denunciar abusoverdade. grande icq, internet in a box, dial-up modem 300bps, netscape, ftp, bbs, e outras joias das quais nao me lembro. que falta de saudade me da.
responder este comentário denunciar abusoO ICQ continua tentando – depois do tombo que levou do MSN – agora está repaginado. Eu continuo no ICQ – desde 1999- quanto tempo! – porque tenho dois amigos que se negam a comparecer em qualquer outro lugar – e como moram no exterior,é só através do ICQ que nos comunicamos.
responder este comentário denunciar abusoGustavo: gostei bastante desse seu texto. Eu particularmente sempre adotei um postura de não me sentir um “escravo da tecnologia” e não sinto qualquer remorso em me dedicar às coisas que cresci fazendo e que são consideradas obsoletas. Eu não tenho orkut, facebook, entre outros, apesar de sempre vários amigos convidarem e me considerarem um retrógrado (risos). Eu parei no e-mail, pois considero uma ferramenta muito interessante e que guarda relação com as velhas e boas cartas do passado, só que é bem mais ágil, obviamente (mais risos). Internet em celular? Nem pensar, cara. Acho uma escravidão total. Fico vendo alguns amigos e familiares que tem internet no celular quando estamos em um bar ou em um churrasco e ficam feito uns zumbis olhando e-mail’s, twitter, etc. Sinceramente, eu prefiro jogar conversa fora e tomar minha cerveja ao invés de ficar com a cara enfiada em um aparelho. Eu sou do interior de São Paulo e sempre que posso vou visitar minha família, quando estou lá, eu passo longe de computador, gosto de ver os amigos e familiares, jogar truco, conversar sem ter “interferência tecnológica”. Sou consciente de que estas minhas escolhas podem fazer de mim um “ser-humano obsoleto”, mas me sinto bem com a forma que lido com isso. Pô, adoro no fim de semana estar afastado dessa tecnologia toda. Gosto de parar para brincar com meu filho, sentar para ver futebol na TV, fazer um churrasco ouvindo disco de vinil, coisas que até hoje faço porque são parte da minha história pessoal e não tenho porque enterrar por serem consideradas “coisas antigas”. Prezo por minha privacidade e me arrisco mais apenas em comentários aqui em alguns blogs do Estadão. Não tenho nada contra quem é adepto total das tecnologias, mas para mim isso parece um “saco sem fundo” e sinceramente não sei onde vai parar, se é que vai parar.
Eduardo, fez bem. Se eu não fosse jornalista, não estaria no Facebook
responder este comentário denunciar abuso” Não tenho nada contra quem é adepto total das tecnologias, mas para mim isso parece um “saco sem fundo” e sinceramente não sei onde vai parar, se é que vai parar.”
Eduardo Fabrizzi, estou para ler Nicolas Carr “The Shallows” questiona exatamente onde vamos parar??
responder este comentário denunciar abusoGuga, teve um degrau tecnológico intermediário entre o slow mail e o email: o fax. De meados dos anos 80 até meados dos anos 90, o melhor e mais barato meio de se comunicar com alguém que estivesse no exterior ou distante era através do fax. Eu morava no exterior e escrevia uma baita duma carta pro meu pai e mandava via fax. Ele ficava abismado com a “proximidade” que o fax trazia com o filhote distante … rsrsss
Eu sou seletivo com tecnologia. Tem coisas que eu uso extensivamente (como a internet e o email), tem coisa que eu uso seletivamente (como multimídia no celular e comunidades virtuais) e tem coisa que eu acho invasiva e inútil para mim (como o twitter). Outras coisas, como o iPad, eu provavelmente virei a usar porque acabará virando um equipamento padrão da humanidade, como o celular é hoje.
De modo geral, a gente precisa balancear a vida em torno a trabalho, descanso e lazer. Antigamente isso era claramente separado. Hoje a tecnologia transformou tudo em um imbroglio só. Você pode estar trabalhando e com o MSN ligado, batendo papo com um amigão. Pode estar descansando vendo um filme no computador e dar uma paradinha para ler um email urgente de trabalho que chegou
Mesmo com toda essa convergência e o potencial para …blá, blá, blá, há quatro coisas que eu faço questão de reservar um tempo para fazer do jeito antigo: malhar, conviver com a minha filhota, encontrar os amigos no bar e curtir uma mulher. Nunca ninguém me verá substituir o tempo que eu dedico a essas 4 atividades por internets e blackberries e iPads da vida
Fabio, verdade do fax. Lembro de uma namorada minha em 1998 me escrevendo um fax de São Paulo para o meu hotel em Moscou. Ainda acho o fax uma coisa surreal, de verdade
responder este comentário denunciar abusoFábio: você tocou em um ponto no seu comentário que concordo plenamente -> a questão do iPad. De fato, há algumas tecnologias que por mais que se tenha resistência a elas, chega um momento no qual elas se tornam tão cotidianas que acabamos aderindo. Aconteceu comigo com relação ao celular. Eu tive uma rejeição muito grande durante um bom tempo, pois achava aquilo uma “invasão”. Passado algum período eu aderi (risos), não teve outro jeito, mas resisti enquanto pude. A questão do iPad e da própria internet no celular são instrumentos que sei que mais cedo ou mais tarde eu terei que absorver, principalmente por questão profissional, mas enquanto eu conseguir tocar a vida sem eles, assim será.
responder este comentário denunciar abusoTive 140 nomes de pessoas “amigas” no feicibuque. Apaguei todas aquelas conexões e ganhei tempo para eu viver. Estou mais feliz.
sou do tempo em que linha telefonica fixa da telesp em sp saia a bagatela de 3400 dolares e ainda tinhamos que ficar aturando os fiscais do sarney.
aproveito a oportunidade do intenso saudossismo aqui relatado por varios para lembrar o que tornou possivel a atual situacao: o verdadeiro capitalismo, a livre iniciativa, a liberdade. nao o capitalismo de estado a la abilio ou eike ou jbs ou…..
sei que fico pesado nisto, mas volto a recomendar que assistam a entrevista de 1979 do milton friedman efetuado por donahue e que pode ser encontrada no youtube. [ friedman donahue 1979 ]. como disse churchill sobre um grupo de aviadores: nuncaanteznahisotiradestepaiz tantos deveram tudo a tao poucos. penso que o mesmo pode ser dito sobre friedman.
Carlos,
Muito engraçado a parte dos “fiscais do Sarney”, me lembro bem desta época, o jornal Zero Hora aqui de POA encartava um tipod e crachá redondo com o bigo do Sarney e embaixo escrito “SOU FISCAL DO SARNEY”!! No colégio a gurizada ficava o tempo todo enchendo o saco (inclusive eu, até dos meus pais) com este jargão: “olha, eu tô de olho, sou fiscal do Sarney”!! Boa lembrança!!
Forte abraço.
responder este comentário denunciar abusoQuando apareceu na TV aquele paranaense dizendo: Fecho este supermercado em nome do Sarney ou do povo brasileiro, eu estava fazendo consultoria em um supermercado perto. Sorte,porque senão estaria preso junto com o gerente e passaria para a história como o sem vergonha que aumentava os preços. Na época tinhamos que vender abaixo do custo, não podia aumentar os preços por causa dos fiscais do Sarney, mas os fornecedores aumentavam.
responder este comentário denunciar abusoÉ melhor nós ,o pessoal mais velho, pararmos de contar coisas da nossa economia porque vamos passar por mentirosos.
Não acho fácil para quem não viveu aquilo acreditar, por exemplo, que automóveis usados eram mais caros que os novos. Que sem um “contato” não se conseguia comprar carne.
Lembro que minha mãe, para conseguir um frango, batia em um porta fechada, tinha que dizer quem havia dado a dica, entregava o dinheiro e recebia a mercadoria embrulhada. Mais ou menos como se compra droga.
Caçada de bois no pasto, tablitas, cortes de 3 zeros na moeda, doleiro, aluguel de linha telefônica, postos de gasolina fechando aos domingos,…..
Mário,
lembro de tudo isso que você contou e tenho 39 anos. O passado nao está tao distante assim. Até hoje lembro com meu irmao da corrida do leite. Ficávamos na porta do Carrefour Pinheiros, esperando igual boiada, abrirem a porta e corríamos como loucos para conseguir 2 litros de leite “de saquinho” por pessoa. Era tudo o que davam por causa do racionamento. Dava cada briga. Nós, adolescentes, corríamos. Eu pegava os 2 litros para minha casa e meu irmao para a casa da minha avó, que obviamente nao aguentava a “maratona diária”. Lembrando agora, parece piada.
Só conheci a Internet com 14 anos, pelo UOL…
Aí com 18, tive meu primeiro computador. Fazia um puxadinho com a linha do telefone e de manhãzinha, antes de ir para o estágio, ia fuçar a internet.
- Filha, o que vc tá fazendo?
- Vendo meus e-mails.
Nessa brincadeira, com aquele barulhinho de internet discada, a conta veio em 150 reais!!!!! Os e-mails mais caros do mundo hahahahahahah
Nessa, fiquei uns 2 anos, e passava as madrugadas na net, porque era pulso único…
Atualmente, a maioria dos meus amigos e amigas e amores, conheci pela internet, mesmo. Tanto que estou enamorada de um palestino rsrsrsrsrs
Kiara, você conheceu seu namorado palestino pela internet?
responder este comentário denunciar abusoSim… por um site, arabs2arabs… tem poucos meses, isso foi em janeiro desse ano!
É uma confusão: ele nasceu na Arábia Saudita (vive em Riade), mas os pais dele são de origem palestina, aí não é considerado saudita. E ele tem passaporte jordaniano!
Eu sempre me interessei pelos babados do Oriente Médio. Faço amizade com todo mundo de lá, adoro o idioma, a comida, a cultura árabe em geral! Tou começando a achar que nasci no lugar errado kkkkkkk
E meu sonho é viver um tempo em Dubai, tomando meus bons drink em frente ao Burj Al Arab hehehehehe
responder este comentário denunciar abusoAcho incrivel a idéia de um árabe nascer na Arabia Saudita e ser considerado palestino e não saudita, porque seus pais são palestinos. A mesma coisa os nascidos na Jordania, no Libano, na Siria e no Iraque. Os árabes nascidos em Israel são israelenses com cidadania plena.
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Israel deu cidadania plena a todos os judeus e não judeus que migraram para lá, mesmo os que nasceram em outros países.
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Hoje vi um um filme de um cara falando que a solução para o OM seria todos os países árabes passarem a ser um grande Israel. Dessa forma todos poderiam praticar a sua religião sem perseguição, as mulheres poderiam dirigir, todos seriam representados no parlamento e varias outras vantagens. Alem de acabar com uma penca de problemas.
HenriqueS, assisti a este filme e achei extramamente preconceituoso e desinformado. Repleto de mentiras, com um palhaço apresentando. Ele considera muçulmanos e cristãos inferiores
responder este comentário denunciar abusoHenriqueS,
Particularmente, não concordo com isso: se nasceu na Patagônia, que seja cidadão de lá, pouco importando a origem dos pais! Só que cada país tem suas leis.
Mas já que você tocou no assunto: um judeu, mesmo que nunca tenha colocado os pés em Israel antes, consegue a cidadania israelense.
Mas, por exemplo, quem nasce na Cisjordânia, Gaza (Israel se retirou dela, agora não conta) e Jerusalém Oriental, não têm direito à cidadania israelense. Nem mesmo os refugiados palestinos e seus descendentes diretos.
Um israelense de origem árabe, se casar-se com uma árabe de origem palestina, o casamento não é reconhecido. Se quiser ficar com ela, terá que ser fora de Israel.
Israelense Árabe com Cidadania plena em partes: Saber Kushour foi condenado por estupro, porque a moça judia disse que, se soubesse que ele não era judeu, não tinha transado com ele. Foi provado que ele não forçou a absolutamente nada (exames forenses), mas mesmo assim o condenaram, com direito àquela algema eletrônica. Dou minha cara a tapa se um judeu fizesse isso com uma muçulmana, se ia ser punido dessa forma!
Homens que iludem mulheres para levar pra cama, tem milhares, mas não condenados por estupro!
http://www.guardian.co.uk/world/2010/jul/25/saber-kushour-rape-deception-charge
http://www.guardian.co.uk/world/2010/aug/04/saber-kushour-rape-deception-release
O que me deixa passada é que ela nem o conhecia direito e transou com ele, de cara! Aí reclamou dizendo que achou que ele fosse um judeu solteiro interessado em compromisso sério! Faça-me o favor!
E em Israel, judeus não podem se casar com não-judeus. Em 2009, uma mulher conseguiu provar ser judia, enquanto seu noivo, não. Curioso isso… Taí a prova…
Nem nascidos em Israel, eles são!
É por essas e outras, que costumo dizer que em alguns aspectos, Israel age como uma Teocracia, um apartheid mesmo!
Me senti no direito de resposta. Mas vamos manter foco no assunto do post, ok?
responder este comentário denunciar abusoGustavo, o filme é uma antítese da realidade, onde em todo o Oriente Medio e em todos os países do mundo existe preconceito, desinformação e mentiras sobre os judeus e os israelenses, onde muçulmanos e cristãos consideram os judeus inferiores. E aí, só pode de lá pra cá? Daqui pra lá não pode?
responder este comentário denunciar abusoKiara, Israel é do tamanho de um botão. Se encher o país de árabes contrarios a sua existencia, fica inviável a sua existencia. Desse modo, os árabes insatisfeitos são árabes insatisfeitos e os outros que quiserem se integrar devem ter mais chances. Não sou israelense e nem especialista no assunto. Ainda assim, mesmo com as imperfeições do sistema, os judeus e árabes de Israel não se matam como os xiitas e sunitas do Iraque e em outros países árabes.
responder este comentário denunciar abusoGustavo, como sou mais velho que vc. tenho que começar pela década de 50. Minhas primeiras lembranças são de escutar pelo rádio a copa de 58, o som ia e vinha, não existiam satélites. Mais para frente década de 60 escutava a Voz da América, Radio Pequim e Rádio Moscou em ondas curtas, nesta época me achava comunista e tinha que escutar escondido e esconder a antena, seria preso na certa, melhor dizendo o meu pai seria preso. Na BBC gravava as músicas dos Beatles, eu as tinha bem antes de sairem no Brasil. Depois a TV, sem as redes que existem hoje, antena turbinada com Bom Brill. Usei muito orelhão e esperamos anos para ter telefone fixo, custava uma fortuna. Meu primeiro celular foi um Star Tac Motorola, todo mundo queria ter um, tive um Qualcomm também. Hoje vivo viajando e levo o meu netbook para todo o lado. Já tive notebooks Toshiba, década de 80, ainda com o DOS instalado,não existia o mouse e nem o Windows para clicar, pesavam muito.. Uso celular mais para falar e escrever, não gosto de internet no celular. Tenho Facebook, Orkut, Linkedin,mas os uso pouco agora, enjoei. Ganhei uma esposa via ICQ em 98, lembra dele? Primeiro programa para se comunicar instantaneamente, vc. podia ver o outro lado digitando, era em 2 telas.
Hoje tenho também um blog linkado a comunidade judaica do mundo inteiro e um blog que fala de rock, n roll com albuns para baixar.
José Antonio, sensacional seu relato. Vc lembra dos rádio-amador? Ainda existem?
responder este comentário denunciar abusoAinda existem rádio amadores, agora alguns usam os aparelhos ligados a internet. Esqueci de dizer que tinha um aparelho de PX no carro e levava para dentro de casa também, só que a antena interferia nas TVS dos vizinhos, eles viam as novelas com as minhas falas ao fundo. Claro que reclamaram muito. Os rádio amadores são muito eficientes em desastres da natureza, como o terremoto do Haiti, furações, tsunamis. Tudo para de funcionar menos eles. Tem bateria para continuar falando. Sem telefone, sem celular, sem internet, sobram os rádio amadores.
responder este comentário denunciar abusoRadioamador… lembrei de uma amiga, cujo pai alemao, aposentado da Volkswagen, passava a vida falando pelo rádio. Lá em Bertioga. Seu Joao já se foi, mas aposto que sua filha continua seu caminho firme e forte pelas ondas do rádio…
responder este comentário denunciar abuso“Na BBC gravava as músicas dos Beatles,”
Gravador de rolo José Antonio?
Jose, qual o nome do seu blog?
responder este comentário denunciar abuso
HenriqueS o blog sobre judeus e Israel é
http://politicageral.wordpress.com/
e o de rock
é http://www.ocanaldorock.blogspot.com/.
MarioS, na época
era um gravadorzinho de rolo italiano Geloso foto aqui
Ele é
de 1957, claro que não é o meu, mas um igual.
Depois foi a
época do AKAI 4000 DS que eu usava para dar os bailinhos
de
garagem. com um amplificador Polivox de 90 Watts e caixas acusticas
feitas
em casa com alto falantes e twitters Arlem e Bravox.
Este
Twitter não é o microblog e sim alto falantes
para agudos
Conta pra nós, que blog é este de rock and roll.
José Antonio, vc é um aficcionado pela informação. Nesta estou contigo. Pra mim é impossível viver sem saber o que acontece. Tive notebook em 2003, quando ainda era luxo, msn desde 2001, orkut 2005, e só nâo vivo na frente do computador porque o meu trabalho é conversar ao vivo com as pessoas, e tenho os filhos, marido, as amigas, que às vezes acho que estâo me tirando o tempo….. de ficar on line. E ainda mais agora, que acontece algo do outro lado do mundo, ficamos sabendo quase que ao mesmo tempo, esta informação instântanea é absolutamente sedutora.
Joana, a função do blog de rock é compartilhar as musicas que tenho, alguns discos não estão mais em catalogo e dificilmente serão reeditados. Tenho mais de 10.000 discos, todos eram parte em vinil e parte em cds, hoje estão digitalizados. A pessoa entra no blog e escolhe o que quer, clica e faz o download do disco. Depois se diverte escutando o que já foi sucesso. A mesma sensação que estão tendo hoje no blog. Voltar ao passado. Claro que não estão todos no blog, mas um dia quem sabe, dá um trabalho!!!!
responder este comentário denunciar abusoJosé Antônio, incrível o seu blog! Obrigado. Você vai me ver nele, às vezes. Também tenho os meus vinis, muito menos, mas nâo me desfaço deles, imagina Joplin, Doors, Hendrix, Caetano, Wonder, B.B.King, e tenho um toca-discos também. Vai ficar pra história, ou pra provar aos netos que existiram.
responder este comentário denunciar abusoLá em Niterói/RJ, usávamos fichas da CTB (Companhia Telefônica Brasileira), antes da fusão (1974). Depois desse desastre passamos a usar fichas da TELERJ (Telecomunicações do Estado do Rio de Janeiro). Naqueles tempos se dizia que, no futuro, as televisões seriam finas e se poderiam pendurar na parede como se fossem quadros. Acertaram! Se dizia também que, com a tecnologia, teríamos uma vida mais livre para o desenvolvimento da inteligência e do intelecto. Pode até ter havido algum desenvolvimento pessoal, porém nunca fomos tão escravos e dependentes dessa mesma tecnologia. Paramos em frente ao PC para consultar o saldo bancário, aí vamos aos jornais e lemos as notícias, mais adiante lemos e respondemos os e-mails. Algo nos chama a atenção e clicamos… Para que liguei o PC mesmo? Já não lembro… E por aí vai. Constatamos que a lingua portuguesa está indo para o espaço até mesmo nos sites dos principais jornais… Da manhã se faz a tarde, da tarde se faz a noite e da noite se faz o dia seguinte, para que tudo recomece… Eu gostava mais de como era antes…
Marcos, a Telerj, pelo que dizem, era ainda pior do que a Telesp
responder este comentário denunciar abusoE ainda há quem reclame da privatização. Ruim com a Telefônica, pior com a Telesp.
responder este comentário denunciar abusoMarcos, nem me fala em Telerj que já me bate um saudosismo… rs. Aqui em Brasília que percebo mais ainda como o nosso Rio é sensacional (modéstia à parte). Saudade de flutuar sobre as ondas do mar dessa cidade que tem uma vibe única, indescritível. Estou aqui desde domingo e já sinto saudade, rs, vai demorar um tempo pra me acostumar. Claro que vou visitar minha cidade de tempos em tempos, mas não é a mesma coisa.
responder este comentário denunciar abusoA Telerj era carinhosamente conhecida como Telerda.
responder este comentário denunciar abusoGustavo, chegou a usar a BBS da Telesp, no começo dos anos 90?
Acho que os números eram 5021, 5022 e 5023 (me corrijam se eu estiver errado), cada um com um determinado escopo de conteúdo.
Eu tinha um MSX, da Gradiente… Não tinha monitor, ligava direto na TV… O modem se conectava por uma porta frontal, tipo um cartucho de videogame… Cara, bons tempos aqueles!
Thiago, não lembro do BBS. O que era?
responder este comentário denunciar abusoEle existe ainda
Gustavo o BBS era o que são as redes sociais hoje, o primeiro do Brasil foi em 87 para computadores Commodores.
BBS, ou Computer Bulletin Board System, ou em português Sistema de Quadro de Avisos por Computador é um sistema que possibilita a conexão dos computadores, foi criado na década de 70, tendo a mesma logica da internet.
Foto aqui http://felipelimatmd.files.wordpress.com/2011/03/bbs2.gif
Para funcionar o BBS, é preciso ter o modem de telefone e o software que possa atualizar os chamados no mundo BBS, com isso, é possível utilizar o chat, jogos e informações e etc..
Na década de 90, tinha milhares de BBS, foi seu auge, mesmo competindo com a internet, atualmente o BBS existe, apenas usado por hobby dos usuários velhos.
outra foto do programa http://felipelimatmd.files.wordpress.com/2011/03/hidrabbs1.gif
O BBS tem suas vantagens:
-As trocas de arquivos na internet é mantida em velocidade máxima.
-BBS não contem spans ou programas indesejados
-Custo baixo em comparação a internet.
-A comunicação é simples, usando o computador dos anos 90 sem problema.
As desvantagens:
-Não é possível utilizar as hipermídias que temos na Internet.
-Poucas cores, só letras, dificultando as pessoas que começam a usar.
-Não tem interface que é capaz de entender facilmente.
Existe também até hoje os programas baseados em IRC.
BBS era bulletin board system. Um sistema que vc acessava via linha discada e colocava as pessoas em contato via chat e/ou te permitia fazer download de arquivos (mas não de música, moçada. O formato MP3 não havia sido inventado e a velocidade do modem era algo como 2.400 bps). Para 8 pessoas falarem simultaneamente, o provedor de BBS precisaria ter 8 linhas telefônicas analógicas instaladas na central dele.
Meu primeiro email foi obtido através da Mandic BBS, em 1992. O Mandic chegou a ter algumas centenas de linhas telefônicas instaladas na sede dele, em Pinheiros, na Pedroso de Morais. Eu estive várias vezes com ele lá por 97 / 98 porque eu era dono de uma editora multimídia na época (fazia site e editava CDs) e ele já tinha transformado a BBS em provedor de acesso à internet
A BBS mais conhecida do mundo foi a AOL. Antes dela ser provedor de acesso, era uma BBS. O UOL foi totalmente copiado do modelo AOL BBS. O Caio Tulio Costa era fã confesso da AOL
Foram as BBS que criaram e popularizaram a pirataria. O Mandic era o rei da pirataria. Qualquer software que fosse lançado no mercado estaria disponível no minuto seguinte pra download na BBS dele (e em todas as outras). Mesmo nos EUA isso rolava direto. Primeiro porque as pessoas trocavam arquivo sem controle. Segundo porque não havia legislação a respeito.
Os reizinhos das BBS eram os Sysops (system operators). Os mágicos da tecnologia. Os seres diferenciados que conheciam os meandros do misterioso universo virtual. E aqueles que sabiam mexer no DOS….!!!
responder este comentário denunciar abuso.” E aqueles que sabiam mexer no DOS….!!! ” FabioNog, gostei da ironia. Eu fiz um curso no primeiro semestre 1995, peloamordedeus, não entendi nada, mas veio o windows e facilitou tudo, menos a conta telefônica.
responder este comentário denunciar abusoFabio Nog.
Acredito que fui um Sysops, pois em 1980 comecei a trabalhar com P&D (reserva de mercado), com um computador CP-500+gravador K7. O DOS era considerado uma linguagem de alto nivel (mais proximo do ser humano) e eu fazia programas de computadores em Assembler (baixo nivel, linguagem de maquina ) pois todo os programas eram em liguagem binaria. Ex: 1+1=1, 0+0=1 etc
tenho 38 anos e resisto…não tenho conta no ORKUT, FACEBOOK, Twitter….é gozado esse mundo globalizado que se diz sem fronteiras…as pessoas estão cada vez mais mesquinhas, individualistas, só sabem bater no peito que tem seguidores, milhares de amigos na rede…
Eu tinha um amigo no colegial, o Ronaldo Merola, que se formou engenheiro eletrônico e
trabalhou na Ford. Ele tinha um radio amador na época e outros aparelhos como um osciloscópio. Os radios amadores na época (estava na época da guerra fria), captava
comunicações radiofônicas vindas da extinta União Soviética, mas nenhum de nós falava russo. Meu pai tinha um radio, no início da década de 70, que captava radios da
Argentina na capital de São Paulo, e eu achava aquilo o máximo. Vejam como a tecnologia avançou:
hoje é possível ouvir qualquer rádio através da internet ou da TV a cabo ou por satélite.
Muitos namorados se conheceram por cartas e era mais romântico, como era a Lua antes dos astronautas americanos pousarem lá, mas hoje os namorados também mudaram o perfil (são “ficantes”) e muitos se conhecem pelas redes sociais via internet.
Será que os jornais impressos em papel e as cartas um dia vão acabar? Talvez o papel usado para se imprimir as notícias e classificados de jornais sejam reciclados.
Quanto maior a tecnologia, mais a solidão do ser humano. É um engodo achar que “estar conectado” atraves de um aparelho eletronico, de poder encontrar qualquer pessoa em um segundo e falar com ela é um progresso.
Vivemos com tanta pressa, pressa de que?
De ter mais tempo para estar sózinho. Porque na verdade, os tempos em que não havia internet nem celular o mundo era muito mais humano, as pessoas menos agressivas e menos formais. Que mundo triste esse da tecnologia que trouxe o vazio engano de que estamos sempre “conectados”.
De que adianta ter 1000 “amigos virtuais”? Quantos deles realmente são “amigos”?
Acho que vou destoar neste post. Eu acho o Facebook um meio de interação excepcional e o Twitter praticamente substituiu boa parte da minha leitura de notícias.
Passei a utilizar smartphone (Blackberry) há pouco mais um ano, coincidentemente, na mesmo época em que abri uma conta no Facebook e outra no Twitter.
O Facebook uniu o Orkut, o Messenger e o e-mail numa só página. É possível manter contatos com amigos da época de escola, fazer convites para marcar encontros, conversar por chat e, o principal, interegir com amigos e até pessoas com as quais você possui apenas amigos em comum, seja através de uma foto ou comentário engraçados postados, ou um ato de desabafo, como os bueiros voadores do Rio (um jornal popular chegou a sugerir que rebatizem o Rio de Bueiros Aires). É um excelente passatempo.
O Twitter é uma ferramenta espetacular se você souber como usá-lo. Sigo dois ou três jornalista de cada editoria que me interessa (política, esportes, humor etc). Através dos seus post, consigo estar a par das principais notícias e assuntos do momento, além de saber a posição pessoal do jornalista e, em alguns casos, conversar com este jornalista e tirar dúvidas (já troquei idéias com o próprio Gustavo Chacra algumas, vezes, antes dele abandonar o Twitter, rs). Agora, usar o microblog para saber como está o cachorro da Luana Piovani, ai realmente ele torna-se uma ferramenta inútil.
O Blackberry apenas possibilitou que eu acesse essas ferramentas com mais frequência ( o que pra mim é entretenimento e não trabalho) e acabou com o tédio em bancos, engarrafamentos e sala de espera em consultórios médicos. O único é o Whatsapp, que se não for moderado, sepulta com qualquer jantar romântico com a namorada.
PS: Eu também tento nadar todos os dias para fugir um pouco do mundo, mas por ser dono de um centro aquático isto se torna impossível.
Rodolfo, qual o seu centro aquático? E note que não discordo dos seus pontos. Apenas acho que, na balança, preferia antes
responder este comentário denunciar abusoChama-se Hidrovida. Fica na Gávea, no Rio.
responder este comentário denunciar abusoÉ indubitável que todos esses “novos” mecanismos tecnológicos viabiliza e aumenta a velocidade do fluxo de informações, nos poupam tempo (e muitas vezes dinheiro), mas creio que a questão é mais fundamental, não apenas a visão pessimista e desvantagens das redes sociais, blogs e tecnologia (como perdeu-se valor sentimental ou padronização das mesmas), mas de como todos esses aparatos impactam a qualidade de vida e o futuro. Considerando que uma pouca parcela da população (principalmente a brasileira) extrai de forma positiva e promissora os conteúdos dessas tecnologias (visto a recém geração de jovens e não sabem nem ao menos redigir uma dissertação propriamente dita (e não implico aqui problemas linguisticos ou qualquer preconceito linguistico). Somos afortunados para usar essa tecnologia de forma consciente e discutindo, como nesse blog em que estamos, pontos de vistas divergentes porém complementares.
Grande abraço. (e também gostaria de saber o centro aquático)
“Minhas primeiras lembranças são de escutar pelo rádio a copa de 58, o som ia e vinha, não existiam satélites.”
Em 62, ainda pelo rádio, a transmissão já foi bem melhor
Em 66, rádio, o VT chegava dois ou três dias depois, o que era impressionante
70, pela TV, em branco e preto, a melhor seleção de todos os tempos
74, cores
Em 1970 foi a pior safra de seleções de uma copa.
O Gerson parava a bola tomava distância (ninguém dava combate) e chutava, a bola subia e descia e ninguém vinha na marcação do atacante.
Hoje, se ele conseguisse lançar, teria dois na marcação e dois no rebote.
Se em 70 já tivesse a laranja mecânica da Holanda de Cruiff, a Polônia ou a Alemanha de Franz Beckenbauer, seria meio difícil ganhar.
Todas as seleções com exceção a de 86, venceria a de 70.
“70, pela TV, em branco e preto, a melhor seleção de todos os tempos”
Com certeza a melhor, mas já tinha o colorido, a não ser na sua televisão hehehe
responder este comentário denunciar abusoFlorentina,
Desculpe dizer, mas o que voce escreveu não faz o minimo sentido, é um absurdo total.
“Em 1970 foi a pior safra de seleções de uma copa”
No time inglês jogavam, entre outros, Banks, Bob Moore e Bob Charlton
No alemão, Meier, BECKENBAUER, Vogts, Overath e Muller
“Hoje, se ele conseguisse lançar, teria dois na marcação e dois no rebote”
Quem voce considera que foi melhor atleta, Jesse Owen ou Churandy Martina? Jesse Owen ou Doc Patton? Jesse Owen ou Francis Obikwelu?
Todos esse fizeram tempo muito melhor do que Jesse Owen nos 100m.
Mark Spitz venceu os 100m livres em 72 com o tempo de 51″22 com o qual NÃO se classificaria para as semifinais em Pequim, voce diria que ele foi pior do que todos os que conseguiram?
“Todas as seleções com exceção a de 86, venceria a de 70″
Em primeiro lugar, a de 82 perderia, e em segundo, o fato de que eu hoje consigo ver muito mais coisas no céu do que Galileo, prova exatamente o que?
“Com certeza a melhor, mas já tinha o colorido, a não ser na sua televisão”
Não tinha nem na minha e nem na de todo mundo Rogério.
“Em 1970, quando se fez a primeira transmissão de TV em cores no Brasil (Copa do Mundo do México, com o Brasil Tricampeão), pela EMBRATEL, em caráter experimental e fechado, para um público seleto
Em 19 de Fevereiro de 1972, foi realizada a primeira transmissão pública de TV em cores , com programação produzida no Brasil, a Festa da Uva, em Caxias do Sul – RS.
Ou seja, a menos que voce fosse “seleto”, assistiu em branco e preto mesmo.
responder este comentário denunciar abuso“Ou seja, a menos que voce fosse “seleto”, assistiu em branco e preto mesmo”
Ops falha nossa Mário S hehee, na verdade eu não assisti, eu tinha cinco anos e enquanto a melhor seleção de todos os tempós jogava eu ficava com um amigo recolhendo rojões estourados num carrinho de mão na rua. Meus pais assistiam os jogos na casa do labib, acho que um turco, e eu vez em quando dava uma olhada, não lembro realmente se era colorido.
Mas de acordo com sua informação não era mesmo, eu deduzi errado, como hoje vemos playbacks daqueles jogos a cores, pensei que também passou em cores da época.
Coisas de antigamente:
No exterior ir até uma loja da VARIG para ler jornais de três, quatro dias atrás
Telegrama
Pedir interurbano para a telefonista
Válvulas
E o jornal se chamava “Jornal do Brasil”
responder este comentário denunciar abusoÉ museu?
Então vocês viveram o tempo do Reporter esso?
E do comercial:
“Não adianta bater!
Eu não deixo você entrar!
Só nas Casas Pernambucanas!
É que vou aquecer o meu lar!”
Rsrsrs.
“Então vocês viveram o tempo do Reporter esso?”
Sim
“E do comercial:
“Não adianta bater!
Eu não deixo você entrar!
Só nas Casas Pernambucanas!
É que vou aquecer o meu lar!”
Começava assim: quem bate? É o frio!
responder este comentário denunciar abusoEm 1970 o mundo era muito grande.
Não sei se é melhor assim, tão pequeno.
Na lua cheia passada conheci uma moça do sul e a gente passou a ter um caso de amizade.
Eu aqui no meu computador e ela lá no dela.
Meus amigos vcs tão novos e saudosistas, então eu que já uso computadores a + de 40 anos..seria o que…o que importa é estar atualizado, Facebox. Twiter e todas essas redes não me cativam, sempre usei computadores por motivos científicos e hoje uso a Net para pesquisas e programação online…o futuro é lindo..logo teremos chips implantados e não precisaremos nem de teclado ou monitores…e não está longe…aos saudosistas o futuro sempre será melhor…passado é bom..mas já passou…
Gustavo, concordo que em 2001 era melhor e acho que a evolução da internet poderia ter parado por ali… heheheheh. Conheço várias pessoas que são viciadas em Twitter e Facebook e a cada minuto conferem seu Iphone, Blackberry, etc… em busca de atualizações, mesmo que dirigindo ou andando na rua. É um comportamento que revela uma ansiedade quase patológica e que está se generalizando.
Tinha facebook e apaguei justamente porque havia deixado de ser opção para se tornar necessidade. Toda a parafernália de gadgets e sites de relacionamento nos tiram daquele relaxante estado de ignorância, de falta. É legal que haja um mistério, uma informação que não possa ser desvendada por meio de uma “googlada”, mas isso está se tornando raro. Não posso mudar o rumo do mundo, mas encontrei uma solução particular: quando viajo para o exterior, faço questão de incluir em meu roteiro algum lugar pitoresco, bem longe desse frenesi digital, desligo solenemente o celular e por mim cortaria totalmente meu contato com o Brasil e o mundo, o problema é que muitas vezes parentes querem saber notícias e não é bom deixa-los ansiosos, rs. Agindo como eu ajo, me sinto realmente bem distante do Brasil, o que às vezes é bem saudável, rs.
Pode parecer algo antiquado, mas como romântico convicto e incurável, adoro cartas e a carga emocional que materializam. Quando era criança via minha avó escrever cartas para parentes a milhares de quilômetros de distância (hábito que ela mantém até hoje, é avessa a novas tecnologias) e achava sensacional constatar que letras escritas do próprio punho continham muito mais sentimento que pontos de tinta de uma impressora em um papel ofício.
Alexandre, legal da sua parte o saudosismo. Mas a delicadeza está na alma. Apenas a transferimos e nâo importa o meio utilizado, ele não muda o que somos de verdade.
responder este comentário denunciar abusoJoana, concordo em parte com você. O meio utilizado é muito mais importante. A carga emocional de uma carta é muito maior que a de um e-mail…
responder este comentário denunciar abusoAlexandre, acho que tudo depende da época e de quem utiliza. Hoje, há jovens de 15 a 20 e poucos anos que nunca escreveram uma carta na vida. Nem por isto vâo deixar de se emocionar – porque a emoção da dor e do sorriso faz parte de nossa humanidade.
Claro que para quem sabe o que foi uma carta, a situação muda de figura.
Sugestão após o relatório para um novo post.
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Police on high alert at Ben Gurion airport for fly-in pro-Palestinian activists from Europe let a handful enter under surveillance. Another group was turned back • More activists, including anarchists, reported flying in for provocative anti-Israel rallies in the next 48 hours • New US Transport Security Administration warning Wednesday of terrorist interest in surgically implanting bombs in people to blow up planes • This would circumvent current detection procedures • Foreign airports and airlines asked to cooperate in adding random screening measures for passengers flying to the US • At least 22 Syrians died in Hama when security forces opened fire on protesters Wednesday • Earlier, 200 tanks reported heading out of Damascus to crush Hama protest • London rights group reports scores rounded up in Talkalakh, of which 9 died of torture • UN Security Council to discuss in July possibility of Palestinian UN membership • In September, Arab League to request UN membership for Palestinian state in Gaza Strip and West Bank with east Jerusalem its capital at General Assembly • Netanyahu flew to Romania and Bulgaria Wednesday for official visits • Home Front Minister Vilnai predicts thousands of missiles will hit Israeli towns in next war • Egypt’s secular Wafd Party leader says 9/11 was “made in USA,” Holocaust is a lie and Anne Frank’s memoir a fake • Ahmed Ezz El-Arab spoke to Washington Times ahead of Egyptian elections in September • US army psychiatrist Maj. Nidal Hasan will be tried in a military court • He faces death penalty on 13 counts of murder at Fort Hood base in 2009 • Iraq Wednesday signs six cooperation accords with Iran •
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Erdogan again shuts the door on Israel when UN affirms Gaza blockade legal
DEBKAfile Special Report July 6, 2011, 11:24 PM (GMT+02:00)
Tags: Turkish flotilla Erdogan Israel-Turkey Gaza blockade UN
Turkish Prime Minister Tayyip Erdogan
Turkish Prime Minister Tayyip Erdogan applied the brakes to the process of reconciliation with Israel when he learned Wednesday, July 6, that the UN inquiry commission into last year’s Turkish-led flotilla had ruled Israel’s naval blockade on Gaza legal. Eight Turks and a Turkish-American were killed in a clash with Israeli commandos who boarded the Mavi Marmora. The UN ruling meant that Israel was within its rights and the Turkish vessel’s attempt to break the blockade was illegal.
la Sahm, terça, 31 de maio de 2011 às 18:32
escrevi esse texto (talvez um pouco longo…) há pouco mais de um mes, e tomo a liberdade de enviá-lo por tratar um pouco desse mesmo assunto.
Caderno de rostos, livro de superfície, catálogo de caras, difícil traduzir. No começo me veio folha de rosto, pensando na primeira página de um livro; mas não, isso seria bookface, o inverso. Este livrão só tem cara, uma superfície que desliza metros, clicando na flechinha. Talvez o mesmo princípio dos rolos de livros sagrados.
Não dá para folhear, mas dá para acessar as páginas anteriores, e encontrar as notícias que, muito depressa, caducam. Uma enorme quantidade de rostos conhecidos, uma nova maneira de (re)-estabelecer contatos, e de mantê-los mais ou menos ao alcançe das teclas. É quase mágico! Uma espécie de grande sala de visitas onde desfilamos, no sentido vertical, empurrados pela passarela que desliza sob nossos pés.
Ou ainda, reiterando a idéia da navegação, somos como embarcações, com ou sem rumo, nesse mar aberto que ondula segundo as marés. Cruzo com enormes transatlânticos, carregando milhares de passageiros a bordo, anunciando lotação esgotada, mas tendo já programados novos cruzeiros a zarpar; cruzo com sofisticadas lanchas, a altíssima velocidade, formando carreiras de espuma por onde passam; assim como com barcos de pequeno e médio porte, mais sujeitos aos enjôos e aos riscos da viagem. Diria que sou um desses barcos menores, feliz em constatar que o mar é para todos, e que viajar tornou-se não só preciso como quase imperativo: é a forma de sobreviver às novas ordens sociais. Ainda que a embarcação seja de pequeno porte, o painel de controle e navegação é quase igual para todos os “navios” e partilhar de recursos comuns nos garante (quase) as mesmas possibilidades.
Muitos permanecem em terra firme, o que não significa deixarem de realizar suas grandes expedições. Mas não nego que viajar assim, a descoberto, com o vento batendo no rosto, tem sido emocionante. Acenar para todos aqueles que navegam nessa mesma aventura é motivo de alegria.
Estou aprendendo a frequentar esses salões flutuantes, não sem beber um pouco de água salgada. A forma é nova, mas os modos de se relacionar acompanham, em alguma medida, alguns velhos códigos que não aparecem, mas estão subentendidos. A cordialidade está quase sempre presente, quando as embarcações piscam as luzes, umas às outras, no jeito que nos é dado a curtir, comentar e compartilhar. Alguns já sugerem que passe a existir o sinal positivo de ponta-cabeça, para indicar o “não curti”. Mas então, é só continuar ao sabor das ondas, a pressionar a flecha e ir adiante, do mesmo modo que no grande salão de festas ignora-se um conhecido quando não se quer conversa. Outras vezes até vale puxar assunto, ainda que se corra o risco de ficar no vácuo, com aquela janelinha aberta sem sinal de vida…… dá para imaginar que o “amigo” esteja ocupado conversando com outro, mas vc fica ali plantado, sem saber direito o que fazer…..já vi este filme, ao vivo e a cores…..
Seria uma forma aberta e democrática de dividir conversa, mas não resulta bem assim….. as hierarquias se mantêm, sutilmente, as preferências e as prioridades são virtualmente sugeridas. À diferença que neste caso ninguém vê vc pagando o mico ……às vezes, no meio da festa, rola ir até o toillette sob pretexto de retocar a maquiagem, quando em off vc envia uma mensagem à boca pequena para um comentário ao pé do ouvido de alguém, recurso tão familiar. Já senti tbem um certo desconforto ao fazer algum comentário sobre uma notícia, e perceber que teria sido mais prudente apenas apreciar, sem se intrometer na conversa dos outros; afinal, vc faz parte daquele enorme rol de amigos, mas nem tanto; prevalecem os laços de proximidade entre aqueles que já amarraram esses nós há tempos, e a vc coube o papel de xereta, a quem não foi dado o direito de comentar; e isso é evidente quando logo abaixo, passam-se horas ou dias, e ninguém ali pra compartilhar seu comentário. Outra vez vácuo total. Ou seja, às vezes é melhor só olhar e ficar calada, no seu lugar…..E então, vc desempenha o papel do voyeur, acessando o mural dos outros, suas fotografias e conversas, sem que a pessoa saiba… não deixa de ser estranho… mas talvez seja desejável, ainda que não se assuma, estar nessa enorme vitrine, quer seja por razões “necessárias” de marketing pessoal, ou de simples vaidade, quer seja para o saudável contato com as pessoas: enfim, é uma forma de exposição que, hoje, quase garante nossa existência.
Não há como negar que os princípios que regulam o funcionamento desse enorme mercado em que se transformou nosso mundo, são os mesmos que norteiam, em alguma medida, nossas ações. Afinal, mesmo que a contragosto, não deixamos de ser mercadoria tbem. E neste sentido, ainda que seja essa maneira quase mágica e inocente de trocar impressões com amigos, partilhar fotos e coisas do gênero, o facebook é apenas uma extensão dessa forma virtual de hoje existir. Li, outro dia, a respeito do google, dos milhares (ou seriam milhões?) de acesso aos seus mais diversos conteúdos e que no mundo corporativo, dos negócios, trava-se uma luta insana para permanecer na primeira página do seu respectivo “assunto”; caso a empresa não apareça logo de cara, seria motivo de preocupação, tendo-se em vista a enorme concorrência a que estão submetidas.
Entre a generosidade em compartilhar poesias, palavras de força aos amigos, as fotos de um encontro memorável entre colegas de jardim de infância, e a necessidade de estar presente com a maior assiduidade possível entre as notícias mais recentes; entre o desejo de ter a interlocução de amigos que não se vêem de outra forma e a necessidade de uma carteira de “clientes” cada vez maior que garanta a visibilidade de um negócio; entre as brincadeiras sem qualquer consequência que não o riso, o bom besteirol, e o número registrado ali do lado, das pessoas que compartilharam algum link do youtube e colocaram no seu mural; entre os comentários monossilábicos, cifrados e tantas vezes incompreensíveis dos mais jovens e as longas digressões de nós outros que ainda gostamos de frases inteiras; entre aqueles que dispõem dos últimos artigos de desejo que proliferam neste mundo das novas tecnologias, enviando imagens saídas do forno, e os outros que se bastam com o velho micro; entre apenas buscar uma maneira de combater o profundo sentimento de solidão que nos atinge e experimentar o difícil equilíbrio entre se mostrar ao outro e se exibir; entre o exercício de nossa sociabilidade e o custo de reativar antigos sentimentos, quando nos sentíamos rejeitados, vamos todos navegando, e de algum modo tentando compreender o nosso tempo.
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Angeles Bonal Rosell Rayes, Flavia Meiches e outras 2 pessoas curtiram isso.
Flavia Meiches Muito legal! E isso ai!
31 de maio às 21:56 · Curtir (desfazer) · 1 pessoa
Maria Eliana Facciolla Paiva Adorei Estelinha.
05 de junho às 14:15 · Curtir (desfazer) · 1 pessoa
Saudosismo.
Eu não desconecto nem p/ almoçar/jantar/cear. Do meu pobre ching ling cel estou sempre online na ‘rede, mas não gosto de Orkut, Facebook e MSN. Sugam nossos dados e dá-lhe spam
Gustavo, nâo muda o tópico amanhâ, este vai dar muito pra falar. Adoro o tema e nem consegui postar hoje, estou com a casa cheia de visitas-parentes. Muchas gracias
Joana, agora já foi…
responder este comentário denunciar abusoEstou vendo que vc consegue administrar os dois tópicos, mas ainda acho que este daria muito pra falar . Nicolas Carr, em “The Shallows -What the Internet is Doing to Our Brains” , afirma categoricamente que a internet está nos emburrecendo. É todo um futuro novo. Mas os comentários aqui foram bem saudosistas.
responder este comentário denunciar abusoMe diverti muito com esse post.
Concordo com a sensação de que estamos passando um pouco do ponto.
Mas ainda assim, hoje tem cada mão na roda como o Skype , que é praticamente um milagre pra quem, como eu, trocava cartas com o pessoal no exterior, naqueles envelopes ‘par avion’, com papel de carta fininho pra não pesar e ainda com umas fotos reveladas na Fotoptica dentro do envelope,com comentáriozinho escrito à mão no verso.
Demorava um tempão pra chegar e quando chegava eu parava tudo pra ler, muito ansioso.Hoje eu tenho que ficar ‘invisível’ quando não quero conversar cara a cara e todo santo dia c/ algumas pessoas.Mas não por grosseria minha (um pouco), mas às vezes falta assunto até.É uma situação estranha.
Rafa, verdade, também sinto falta das fotos reveladas
responder este comentário denunciar abusoTexto interessante.
Peco perdao por este comentario obvio: a tecnologia eh o que a gente faz dela. Ela esta simplesmente ai. Nos nos servimos dela como queremos.
Ela nos economiza MUITO tempo (excetuando alguns sistemas e programas que funcionam muito mal, trazem recursos inuteis, etc.). Hoje temos muito tempo livre. Temos tanto tempo livre que podemos gastar tempo com redes sociais e afins.
Nao tenho conta em rede social alguma ou mesmo telefone celular. Algo contra essas coisas? De forma alguma.
Para meu modo de vida, elas nao acrescentam nada muito importante. Tomam muito tempo e pouca coisa importante me trazem. Gostaria de saber como alguns poucos amigos estao. Para isso, no entanto, prefiro algo com Skype ou correio eletronico. Quem sabe um blog?
Abracos
Paulo
Gustavo
Uma das lembranças de infância mais dramática foi ver a angústia de meus tios em 1967 e, depois, em 1973 esperando noticias dos meus primos que eram paraquedistas do Tsahal nas guerras dos seis dias e do Yom Kippur. Cartas chegariam semanas depois. Telefone era caríssimo e, num momento de crise, inacessíveis para chamadas internacionais.
Ano passado, com meus filhos em Israel, eu falava com eles pelo skype em tempo real. Eles tinham um celular com o privilégio de ligações com preço local para um número escolhido no Brasil: o meu, é claro!
Acho que estes extraordinários avanços- permitindo ouvir, ver, ler as razões de todos os habitantes do mundo e não só os nossos queridos familiares- é que levarão a paz perpétua. Um dia.
Gudrum, interessantes este seu relato. Realmente, hoje, durante uma guerra ou levante, como na Síria, os parentes do outro lado do Líbano sabem das informações em tempo real. Vale um post
responder este comentário denunciar abusoGuga e colegas
Pois é!
Não dá para brigar com o progresso e com a tecnologia. Por isto eu não romantizo o passado supostamente mais inocente e idílico.
Procuro incorporar as novidades e acompanhar o mundo nas suas transformações.
Não entro no facebook e twitter por timidez, pela imposição de responder (por respeito aos amigos) e também pela limitação para expor uma idéia em profundidade.
A única crítica à leitura na internet é que no Brasil se está passando do analfabetismo diretamente para o visor de cristal líquido, LCD ou LED, sem passar pelo meu grande fetiche: o livro.
O cheiro dos livros, a textura e o conteúdo de uma idéia ou história finamente elaborada, tudo isto ao alcance da mão e dos olhos, dando um prazer indescritível ao folhear a última página. Isto jamais a rede, a wikipedia, os e-books fornecerão. Em suma: sou um romântico.
Grudrum, mas por que a questão da timidez?
responder este comentário denunciar abuso“Grudrum, mas por que a questão da timidez?”
Como diria Lulu Santos , porque ele é “o último romântico”. Incrível que eu achava que Gudrum era ela, pelo jeito do texto, parece de menina..
Lembro-me muito pouco do orelhão com ficha. Mas da internet discada me recordo bem do sufoco que era para acessar qualquer site.
E com toda essa tecnologia as pessoas estão cada vez mais tensas, cansadas, enfermas.
Muitos estão sofrendo de estresse, outros estão literalmente presos na rede.
Faço um trabalho voluntário em uma clínica para pessoas com transtornos mentais e, a cada dia um viciado em internet é internado.
Aonde vamos parar? Eu já decidi voltar ao velho celular que faz e recebe ligações e, só isso!!!!
Nossa, isso é a mais pura realidade. Também sinto falta do ano de 2005. Hoje fazendo faculdade de comunicação social me senti quase, obrigada a fazer um twitter e um facebook, antes era só o orkut, me lembro de que antes para entrar no orkut você também precisava ser convidado para estar interagindo na rede social.
Eu juro que foi o primeiro post de blog que eu li inteiro
Muito bom!
Leonardo, vou encarar como um elogio. Mas tem blogs excelentes na internet, inclusive aqui no portal do Estadão
responder este comentário denunciar abusoApesar de ser um grande entusiasta das redes sociais gostei muito do seu ponto de vista e tenho que concordar que também sinto falta de algumas coisas, sou novo ainda, mas existem coisas que pareciam mais valiosas antigamente, como assistir televisão com a família por exemplo, ao invés disto ficamos conectados para saber qual será a próxima atualização!
Alex, obrigado pelo elogio ao blog
responder este comentário denunciar abusoA tecnologia está ficando cada vez melhor, mais rápida e barata (fora do Brasil).
Se antes ela era um fusca (que são lindos) hoje é um esportivo alemão.
O problema é pra onde ela está nos levando. E se for para o mesmo lugar de antes, qualquer carro serve.
Gustavo, excelente o seu artigo e a retrospectiva está bem colocada! O que eu mantenho na minha memória do início da internet eram os computadores no laboratório da Faculdade com telas em fundo verde cítrico, pink…enfim cores bem fortes das salas de bate papo…rs! Eu nunca curti as tais salas…preferia ficar no e-mail e naquela época o auge era o hotmail…o gmail acho que ainda nem tinha surgido!
Hoje ainda não desfiz do Orkut, mas neste ano só entrei nele prá parabenizar uma amiga que não está nas outras redes. Uso bastante o FB e o Twitter. Também o Linkedin e o Skype prá área profissional. E-mail e chat é do gmail, pois prá mim o Google com todas as novidades que traz está sempre na frente! Por enquanto estou aguardando um convite do Google+!
Vou aproveitar e te seguir no Twitter. Abs,
Mary, obrigado pelo elogio ao post
responder este comentário denunciar abusoRealmente esse fenômeno da internet faz com que as pessoas se tornem onipresentes, e recebam as informações e se atualizem cada vez mais rápido. Isso torna qualquer informação superficial e perde cada vez mais a credibilidade. Hoje em dia do mesmo jeito que qualquer novidade entra na mente ela sai. Mas viva aos tempos tecnológicos, pois também nos proporciona facilidades jamais vistas em tempos passados.
O grande problema, e vejo isso por mim, é que estamos “ligados” por 24 horas!
Pouco tempo atras, uma caminhada de ida ou volta de casa ao trabalho, de uns 45 min, lhe garantia facilmente um bom tempo da melhor companhia que se pode ter: você mesmo!
Agora não é mais possível. Estamos ligados a tudo, 24 horas por dia…é uma quantidade impressionante de informação…
E se for filtrar, 90% são informações irrelevantes, inuteis mesmo…
Quem sabe a evolução das redes sociais não seja a extinção das mesmas…
Quem sabe…
Ariel, não descarto que isso aconteça. Entre meus amigos americanos, percebo uma diminuição no uso do Facebook. Eles postam cada vez menos. Não é uma pesquisa científica, apenas uma observação minha
responder este comentário denunciar abusoConsidero o twitter uma ferramenta de informaçao excelente. E é exatamente pra isso q ele serve: informaçao. Sou medico mas nao sou bitolado. E o twitter tem sim muita utilidade. Ha inumeros perfis interessantes pra seguir.
Rodrigo, bom ponto. Mas dá para ficar sem também
responder este comentário denunciar abusoExcelente matéria! No entanto, temos algo chamado LIVRE-ARBÍTRIO, e que – por incrível parecer possa – serve para DISCERNIRMOS as coisas e não nos afogarmos na inércia das pseudoexigências que visam apenas nos desconectarmos de nosso interior na exata proporção em que nos conectamos a esses meios (mails?). Uso celular apenas quando não estou em casa. Em casa eu DESLIGO e ao mesmo tempo troco o calçado usado no exterior por chinelos havaianas já antes de adentrar meu lar. Ligo o computador apenas para checar e-mails 2 vezes por semana e olhe lá! E claro, quando estou no trabalho posto comentários bestas como este…
Glauco, concordo, e você é mais disciplinado. Existe a questão do vício, difícil de lidar. Uma amiga minha, certa vez, checou o email no BlackBerry enquanto usava o computador
responder este comentário denunciar abusoFoi-se o tempo em que telefone era deixado no testamento ou podia alugar-se uma linha lendo os classifcados do jornal…. também tenho saudades de estar num outro país e saber que estou em outro país, de chegar ao Brasil e perguntar espantado… isso aconteceu quando? pois é os tempo s avançam…. parabéns pela coluna gustavo!
Fernando, esta sensação que sinto falta
responder este comentário denunciar abusoEssa tecnologia toda realmente escraviza.
Fui jantar com uma amiga, ela com 3 aparelhinhos (celulares, blackberrys etc.). Eu com o meu desligado (afinal eu saí para jantar!!!). Os aparelhinhos tocavam o tempo todo, e ela lá atendendo, dando ordens, decidindo. Quando acabamos o jantar eu perguntei ” E aí gostou de ter jantado com tanta gente?”Porque comigo você não falou.
Trabalhava como secretária de uma empresa de investimentos. Numa segunda feira, o diretor me perguntou porque eu não atendi ao celular e se eu havia lido as mensagens
enviadas por ele para o meu e-mail. Eu respondi claro que não, era fim de semana. E ele me responde “você tem que ficar ligada também no final de semana, porque eu sempre preciso de alguma coisa. Pedi demissão é claro.
Dona Belinha, o duro é que realmente as pessoas passaram a ser funcionários o tempo todo. Não tem mais descanso
responder este comentário denunciar abusoRealmente pode dar essa sensação, já ouvi dizer que é bom sempre sentir um pouco de fome, pode ser meio chato viver empanturrado.
Eu ainda estou meio defasado, não acesso redes sociais ( tenho um orkut mas não uso mais) e nem tenho internet móvel. Nem em casa tenho internet, só no trabalho, e pasmem, também não tenho telefone fixo. Estou meio pitecão.
Rogério, saiba que você está aproveitando a vida mais do que a gente, com internet o tempo todo
responder este comentário denunciar abusoPara 95%, o ultrapassado orkut,e o Facebok,são formas de perder horas do dia fuchicando a vida alheia,e a pessoa se perde nisto.
É um mundo de falsidades,onde predominam fotos de viagens,e só é postado o que interessa.
Ninguem fala do casamento de aparencias falido,do golpe do Baú, das brigas com o conjugue nas fotos da viagem a Europa,nem que toma Cialis e outros problemas.
É o mundo magico das “flores de plasticos”, varios amigos só no virtual para um se comparar com o outro, pois se precisar de verdade vai ver que é só “amigo virtual”.
Quanta gente perde horas vivendo a vida dos outros como novela.
E no Twiter,um luciano Hulk dá vida,usa milhôens de otarios como “seguidores”{parece até quem segue uma seita,um lider”}como parametro para negociar seus contratos de publicidade,pois parece que é doente por dinheiro,por mais rico que seja.
Devia aproveitar mais a Angélica,pois a juventude é uma só,e ela passa…..
Já existe 5% de pessoas como você Gustavo, que tem valor profissional,vida própria,e não se encaixam no que eu escrevi a cima.
Curso Relações Internacionais, leitor (quando posso) dos seus “posts”, me surpreendi e identifiquei com o texto, passei (de certa forma) pelas mesmas experiências tecnológicas. Fica um saudoso abraço e parabéns pelo ótimo trabalho, matérias e “posts”, incluindo estes, menos relacionados à Correspodência Internacional.
Thiago, obrigado pelo elogio ao blog. Continue participando
responder este comentário denunciar abusoMarioS, você lembrou bem que as válvulas são coisas ultrapassadas, como muitos governos árabes, na minha opinião são anacrônicos (obsoletos). Os transistores e chips
são a última geração, mas virão outras mais avançadas no futuro. Os coreanos já estão produzindo celulares que não necessitam de baterias de lítio, porque são recarregadas com os impulsos da voz humana.
Eu sou favorável a Evolução da Humanidade, incluindo os avanços tecnológicos, mas existe a ambiguidade (tão exaltada pelos gregos da antiguidade), um exemplo são os
celulares que já salvaram muita gente soterrada ou perdida, mas que também é usada
por criminosos dentro ou fora das prisões.
Correção: a evolução tecnológica e informações são tão rápidas que eu posso ter me enganado: a forma de recarregar os celulares está sendo inovada pelos sul coreanos,
mas não tenho certeza se as baterias de lítio também evoluiram.
O mundo está tão rápido que as novidades chegam e passam, porque sempre tem coisa nova surgindo e competindo, deixando outras para trás.
Me dá a impressão de que o mundo se tornou mais impessoal. E as facilidades são tantas, que muitas pessoas reclamam de dificuldades porque não sabem como a vida era antes.
Pode parecer viagem para alguns, mas é a realidade da nova era tecnológica, que é muito promissora, e tem muitas coisas positivas, como a facilidade de comunicação e o encurtamento das distâncias.
E tudo começou com mensagens de tambor e de fumaça…
O alfabeto, inventado pelos fenícios, deve ter causado um grande impacto nas comunicações, tal como a internet e a informática.
Great Website…….
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