ir para o conteúdo
 • 

Guga Chacra – Estadão.com.br

Já escrevi algumas vezes, mas não custa lembrar o porquê de o Irã se tornar um problema. Até 2003, os iranianos possuíam dois inimigos nos países vizinhos. De um lado, Saddam Hussein, um líder árabe secular e com fobia da religiosidade do regime de Teerã. Os dois travaram a mais sangrenta guerra do Oriente Médio no século 20, com mais mortos do que todas as guerras árabe-israelenses somadas. Do outro, estava o Taleban, uma milícia radical sunita, aliada à rede terrorista Al Qaeda. Ambos possuíam uma visão do islamismo completamente diferente dos iranianos, majoritariamente xiitas. Para o aiatolá Ali Khamanei, os seguidores de Bin Laden são infiéis. Para os membros da Al Qaeda, os iranianos são infiéis.

Depois do 11 de Setembro, os Estados Unidos lideraram uma ação da OTAN (aliança militar ocidental) e da Aliança do Norte, composta por uma série de facções afegãs, para derrubar o Taleban, depois de a milícia se recusar a entregar Bin Laden. Alcançaram este objetivo e colocaram no poder o corrupto Hamid Karzai. Ironicamente, um amigo do Irã. Dois anos mais tarde, atacaram o Iraque, que não tinha nenhuma ligação com a Al Qaeda e tampouco possuía armas de destruição em massa. Como dito acima, era uma ditadura secular, controlada por árabes sunitas e cristãos, que reprimia curdos sunitas e árabes xiitas. No lugar do ditador, foi instalado um governo fraco, mas com o domínio dos xiitas, mais próximos do Irã.

Sem o risco de confrontos com os vizinhos, o Irã começou a querer se expandir. Mas acabou entrando em choque com outras três forças. A primeira, na verdade, são os americanos, de quem são inimigos desde 1979. Mas viviam uma espécie de trégua e um não oferecia ao outro uma ameaça direta. Agora, os americanos estão posicionados em duas fronteiras iranianas – justamente no Iraque e no Afeganistão. Israel passou a se sentir ameaçado pelo apoio iraniano ao Hamas, Hezbollah e à Síria. Além disso, em um fato inédito, um presidente iraniano (Mahmoud Ahmadinejad) começou a fazer discursos anti-semitas – algo surreal em um país onde os judeus vivem bem. Para completar, ditaduras e monarquias árabes, como a Arábia Saudita, o Egito e a Jordânia, se irritaram com a presença dos persas no mundo árabe.

Apesar de crescer e querer se expandir, o Irã ainda é um país fraco militarmente. Pode fazer frente à Arábia Saudita, mas não a Israel e aos EUA. Olhando para o passado e vendo os recentes acontecimentos no mundo, os iranianos aprenderam que os EUA não atacam países com armas atômicas, como o Paquistão e a Coréia do Norte. Mas ocupam países que não estejam armados. Para se proteger, o Irã quer desenvolver uma arma de destruição em massa, por mais que negue publicamente. Por este motivo, continua brincando com a comunidade internacional. Uma semana Ahmadinejad diz que enviará o urânio para ser enriquecido em outro país, como o Brasil ou a Turquia. Na outra, afirma que enriquecerá no próprio Irã. Com 20%, não dá para fabricar a bomba. Mas é um avanço no caminho dos 90%.

Não há saída diplomática. As sanções que os EUA e as potências europeias querem aplicar devem ser completamente inócuas (Cuba está de pé depois de décadas de embargo americano). Os iranianos não voltarão atrás no programa, a não ser que caia o regime. Há duas opções. Na primeira, Israel ou os EUA atacariam militarmente. O resultado é incerto e tampouco se sabe se a ação eliminaria a capacidade iraniana de ter armas nucleares, sem falar no risco de eclodir uma guerra regional. A segunda opção seria conviver com um Irã nuclear. O Paquistão, bem mais instável, possui a bomba e é uma ameaça à Índia, que também tem. Os EUA conviveram com a União Soviética. O próprio Irã tem que aceitar que Israel possua bombas atômicas. Os israelenses teriam que aprender a viver em um Oriente Médio em que não são a única potência nuclear. Sem falar que muitos analistas acreditam que o Irã quer apenas adquirir a capacidade de produzir a bomba, sem fabricá-la.

A hipótese de o Irã bombardear Israel, na minha opinião, é improvável. Primeiro, um ataque a Tel Aviv implicaria na morte de milhares de muçulmanos. Segundo, Israel e os EUA eliminariam em menos de uma hora todas as cidades iranianas com mais de 50 mil habitantes. Sem falar que os israelenses poderiam se defender antes de serem atingidos. Para completar, o regime iraniano não é louco. Caso fossem tão religiosos, não teriam fraudado as eleições e tampouco matariam e torturariam jovens. Trata-se de uma ditadura, como outras da região. De cunho xiita.

Comentários (88)| Comente!

As colinas do Golã eram da Síria quando o país se tornou independente nos anos 1940. Em 1967, depois de uma guerra, Israel ocupou o território alegando questões de segurança. Voltaram a ocorrer confrontos na guerra de 1973. Nos 37 anos seguintes, a região ficou calma, sem o registro de nenhum ataque, graças a um cessar-fogo negociado por Henry Kissinger. Nem mesmo durante a guerra civil libanesa ocorreram combates. Nos anos 1980, as colinas foram anexadas por Israel em ato considerado ilegal pelas Nações Unidas e não reconhecido por nenhum outro país do mundo, o que inclui os Estados Unidos. Os israelenses ainda utilizam o argumento da segurança para justificar a ocupação. Porém construíram estações de esqui e trilhas para caminhada, chegando a fazer propaganda em revistas americanas.

O comandante da UNDOF (forças de paz no Golã) me disse, quando visitei as colinas em sua companhia em 2008, que Israel não precisa ocupar as colinas para garantir a sua segurança. Na verdade, segundo ele, a região é estratégica pela grande quantidade de água, em falta tanto em Israel como na Síria. No passado, diversas vezes, os dois países estiveram próximos de chegar a um acordo. Na última vez, em dezembro de 2008, as negociações entre Bashar al Assad e o ex-premiê Ehud Olmert estavam avançadas, com a mediação da Turquia.

Agora, mais uma vez, diziam que os dois lados estavam prontos para se sentar de novo à mesa para dialogar. Até o ministro das Relações Exteriores de Israel, Avigdor Lieberman, decidir atacar verbalmente os sírios e atrapalhar a aproximação. “Eu acho que a mensagem precisa ser clara para Assad. Na próxima guerra, sua família perderá o regime. Você não continuará no poder, nem a sua família”, disse. A declaração, segundo autoridades israelenses, teria irritado o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Afinal, o premiê de Israel sabe da incapacidade de Lieberman para ser chanceler do Estado mais avançado do Oriente Médio e com dezenas de profissionais mais qualificados para chefiar a diplomacia. Sabe ainda que o seu ministro apenas prejudica a imagem externa de Israel, inclusive com aliados como o Egito e a Turquia. Mas é obrigado a mantê-lo para a sua coalizão não cair. A situação seria mais simples se houvesse um acordo com Tzipi Livni, bem mais respeitada internacionalmente do que Lieberman.

A Síria certamente não é um exemplo de democracia. O regime reprime a oposição e exerce uma influência pouco saudável no Líbano. Mas, no mundo árabe, todos sabem que não há nada melhor para Israel do que o regime de Assad. Secular, que reprime os radicais islâmicos e, acima de tudo, mantém a fronteira no Golã calma. Verdade, tem uma aliança com o Irã (o Brasil e a Turquia também) e dá apoio ao Hamas. Em relação ao Hezbollah, a relação é muito mais complexa e nem cabe discutir aqui neste post. Apenas lembro que o comandante militar da organização morreu na explosão de um carro-bomba em Damasco.

Em vez de pensar em derrubar o regime sírio, Lieberman deveria incentivar as negociações. As colinas, obviamente, precisam ser devolvidas, mas Israel pode pedir contrapartidas. Como no caso do Sinai, exigir que os sírios não mobilizem tropas para a região. Insistir na manutenção das forças da UNDOF. E tentar manter pelo menos parte do fornecimento de água. No caso do Hamas, a Síria pode ser útil, servindo como mediador em um diálogo do Hamas com Israel. Acima de tudo, um acordo com a Síria pode ajudar a isolar o Irã, por mais que as relações entre Damasco e Teerã não sejam rompidas.

Comentários islamofóbicos, anti-semitas e anti-árabes ou que coloquem um povo ou uma religião como superiores não serão publicados. Tampouco ataques entre leitores ou contra o blogueiro. Pessoas que insistirem em ataques pessoais não terão mais seus comentários publicados. Não é permitido postar vídeo. Todos os posts devem ter relação com algum dos temas acima. O blog está aberto a discussões educadas e com pontos de vista diferentes

Comentários (80)| Comente!

Uma matriarca surgiu das ruínas de uma casa destruída na rua JJ Salines, onde não existe mais nenhuma edificação de pé. Aos 80 anos, ela sobreviveu ao terremoto sob toneladas de escombros. Não tinha nada. Apenas respirava não se sabe como. Perdeu alguns parentes. Mas conseguiu se salvar. Gritou até ser ouvida por haitianos que vagam pelas ruas com fome e sem sonhos neste apocalíptico país de ditaduras e terremotos.

Equipes de resgate dominicanas e panamenhas começaram a cavar, com a ajuda de máquinas. Ela sofria. De longe, observei a sua mão. Estava viva. Bem diferente de uma cabeça em decomposição, com os cabelos ensangüentados que tinham se tornado alimento para as moscas a cerca de dez metros de distância. Imediatamente, foi colocada em uma maca. E já começou a dar ordens como uma avó libanesa, judia, italiana, ou mediterrânea. Ou haitiana, como era o caso de Jean Batiste, um nome feminino em Porto Príncipe, e também de sobreviventes como a matriarca e a enfermeira salva no dia anterior por uma equipe da rede Globo e os militares brasileiros com a ajuda do marido.

Vi as duas. Uma, a enfermeira, já na maca, ao lado do marido, um policial. Conversei com ela. E mostrei ao marido as imagens dele no Jornal Nacional. Já a matriarca eu vi saindo daquele prédio, casa ou o que quer que tenha sido aquela construção. Pouco antes, quase presenciei o resgate de um homem de 60 anos, retirado dos escombros por um engenheiro inglês que decidiu entrar em cavernas de pedras para ajudar um homem que nunca viu. O oposto daquela história de que uma pessoa aceitaria um milhão de dólares se ele concordasse com a morte de uma pessoa do outro lado do mundo que ele jamais iria conhecer. Ao contrário, este inglês anônimo largou a família, o emprego e tudo para trás para ajudar os haitianos de Porto Príncipe. Haitianos com honra, como escrevi ontem. Como a matriarca, que no meio de equipes de resgate e testemunhas decidia tudo o que pretendia fazer. No caso, andar. E dar bronca no neto em criolle. Eu não escutei, mas o cinegrafista da BAND me relatou que ela ainda perguntou onde estava a sua sacola.

Todo o mundo deve ter tido uma avó como ela, dona do mundo. Ou uma boazinha, que agrada aos netos. As vítimas em Porto Príncipe são pessoas como ela, como a gente. Eu tive as duas. Uma brasileira e outra libanesa. A segunda, certamente, sairia das ruínas desta forma, como a matriarca, e ainda com medo de a equipe de resgate cobrar muito caro para retirá-la. Seria capaz de pedir para ficar sob os escombros. A Jean Batiste era assim, metida. Ou que não a deixassem se arrumar antes de aparecer para as câmeras. Colocassem a Jean Batiste no Fasano, certamente seria a primeira a sentar. Mesmo sendo pobre e do Haiti. Tamanha a pompa desta avó. Que ainda ajeitou o cabelo com as mãos antes de começar a andar.

Obs. Responderei a todos os comentários, como sempre fiz, assim que possível. Talvez, dedique um post mais para a frente apenas para responder a perguntas de todos

Comentários (51)| Comente!

Primeiro, desculpem pela ausência do blog. O acesso à internet no Haiti é precário. E, obviamente, este está longe de ser o maior problema do país. Estive em Gaza e no sul do Líbano durante e depois de guerras e na crise em Honduras. Posso assegurar que a situação aqui é infinitamente pior. Não quero comparar um conflito armado com desastre natural. Mas acho que esta é uma das formas para tentar explicar a situação em Porto Príncipe.

Não tem água, não tem comida, não tem gasolina. Quer dizer, tem, se a pessoa tiver dinheiro. Mas não tem casa, não tem hospital em número suficiente, não tem palácio do governo. Não tem hotel. As pessoas buscam ajuda da ONU e organizações humanitárias para conseguir sobreviver. O único meio de transporte é o taptap – uma espécie caminhonete misturada com lotação. Os haitianos dormem em campos de futebol ou em terrenos abandonados porque suas casas estão destruídas ou comprometidas por causa do terremoto. Além disso, ainda há corpos nas ruas e sobreviventes sob os escombros. Alguns gritam, mas não há máquinas para conseguir retirá-los. Quanto mais o tempo passa, mais pessoas morrem.

O melhor lugar da cidade, certamente, é a base militar do Brasil, onde estão hospedados todos os jornalistas brasileiros. Como naqueles filmes de apocalipse, sempre existe um lugar salvador, onde há comida e água. Cama, por enquanto, não. Aqui, dentro da base, também há cerca de 70 haitianos sendo tratados com ferimentos graves. Uma mulher deu a luz a um filho. E também os corpos dos 14 militares brasileiros mortos.

Na edição impressa, serão publicadas as minhas reportagens. Se conseguir uma boa conexão aqui na base amanhã, vou publicá-las. O mesmo vale para os comentários

Eu embarquei ontem de Nova York para Santo Domingo. Cerca de 15 jornalistas vieram no mesmo avião. Ao desembarcarmos na capital dominicana, procuramos por voos fretados para voar para o Haiti. Em grupo, fomos para o aeroporto doméstico. Quando chegamos, já era muito tarde para viajar ao Haiti. A torre de controle aqui está destruída e o piloto tem que pousar apenas com a visão, durante o dia.

Fomos para um hotel, dormimos pouco e de madrugada voltamos ao aeroporto. Embarquei em um avião com outros 18 jornalistas. Cheguei a Porto Príncipe, circulei pela cidade até vir para a base graças a uma carona de militares brasileiros.

Comentários (40)| Comente!

13.janeiro.2010 12:06:07

A caminho do Haiti

Al-Qaeda mudou e o terrorismo assumiu uma nova face. Hoje, suas células podem estar em Londres, Sanaa ou mesmo dentro de uma base militar no Texas. São como franquias que seguem as ordens de líderes como Nasir al-Wahashy, comandante da Al-Qaeda na Península Arábica, tido como mais poderoso do que Osama bin Laden.

Recentemente, ele escreveu em uma revista islâmica um artigo aconselhando os militantes a realizar ataques mais simples, incluindo bombas improvisadas – justamente como ocorreu no fracassado atentado em um avião que aterrissaria em Detroit, nos EUA.

“Previmos que a maior parte dos ataques seria realizada por franquias jihadistas regionais, e não pelo comando da Al-Qaeda”, diz uma análise recente da consultoria de risco Eurasia, que acredita que essa tendência continue em 2010.

A descentralização do terror é resultado do uso da tecnologia. O nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab, responsável pelo atentado de Detroit, assistia aos vídeos do clérigo radical americano Anwar al-Awalaki no YouTube. O major Nidal Malik Hasan, que matou 13 pessoas em uma base militar no Texas, trocava e-mails com Awalaki. Ninguém precisou treinar em campos da rede terrorista.

INIMIGOS

O nigeriano Abdulmutallab, de 23 anos, foi universitário em Londres. Filho de um banqueiro , nunca teve problemas financeiros. Como muitos jovens, decidiu estudar árabe no Iêmen, de onde só saiu em dezembro, depois de se reunir com o clérigo Awalaki. Passou por Etiópia, Gana, Nigéria e Holanda até tentar detonar os explosivos escondidos em sua cueca durante o voo.

Dias depois, o médico jordaniano Humam Khalil Abu Mulal al-Balawi, casado com uma jornalista turca e informante dos EUA, se explodiu em uma base americana no Afeganistão, matando sete agentes da CIA.

Os quatro envolvidos nesses três episódios – o atentado de Detroit, o massacre no Texas e o ataque à base da CIA – faziam parte da Al-Qaeda e todos possuíam alguma ligação com os EUA. O nigeriano tinha o visto. O jordaniano era um informante da CIA. O major pertencia ao Exército. O clérigo era cidadão americano.

Apesar de composta por muçulmanos, a organização de Osama bin Laden nunca contou com muita simpatia no mundo islâmico, seja árabe ou não. O Irã, que é persa, sempre considerou a Al-Qaeda um inimigo, especialmente porque Teerã segue a corrente xiita do islamismo, enquanto a rede terrorista é sunita e adota, dentro do sunismo, uma vertente radical denominada wahabismo.

Saddam Hussein, um secular que incluía cristãos em seu governo, também temia o radicalismo religioso da Al-Qaeda. O mesmo valia para Yasser Arafat, casado com uma cristã e assessorado por muitos não-muçulmanos. A Arábia Saudita, apesar de conservadora, preferiu priorizar suas relações com os EUA e entrou em choque com os seguidores de Bin Laden na Guerra do Golfo.

Hoje, a monarquia saudita é a maior inimiga da rede terrorista. Nem mesmo em um país dividido como o Líbano a Al-Qaeda obteve sucesso. Todos os libaneses se uniram, em 2007, na ofensiva do Exército contra o Fatah al-Islam, que havia dominado um campo de refugiados no norte do país. O líder da operação, o general Michel Suleiman, é hoje presidente do Líbano.

FALIDOS

Apenas dois países deram guarida a Bin Laden: Sudão e Afeganistão, ambos nos anos 90. Em outros, como Iêmen, Iraque, Somália e Paquistão, os jihadistas entraram à revelia do governo. “A Al-Qaeda considera países fracos a melhor saída para fixar suas bases. O Iêmen oferece a locação ideal para operar sem interferência externa”, disse Bruce Riedel, do Brookings Institution, de Washington.

A maior prova de que a Al-Qaeda procura Estados falidos é que suas tentativas de penetrar no Líbano e na Síria fracassaram. Ocorreram atentados na Jordânia e no Egito, mas a repressão se intensificou. Israel foi alvo de apenas uma ação da Al-Qaeda em sua história – mesmo assim, sem maiores consequências. As tentativas de seguidores de Bin Laden de se infiltrarem na Faixa de Gaza foram repelidas pelo Hamas. Os palestinos dizem que a organização prejudica seu objetivo de criar um país.

Comentários islamofóbicos, anti-semitas e anti-árabes ou que coloquem um povo ou uma religião como superiores não serão publicados. Tampouco ataques entre leitores. Não é permitido postar vídeo. Todos os posts devem ter relação com algum dos temas acima

Obs. Reportagem minha publicada na edição impressa do Estadão de domingo (05/01/2010)

Comentários (113)| Comente!

Arquivo

Blogs do Estadão