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Gustavo Chacra

as fotos podem ser vistas no twitter @gugachacra

ESPECIAL: Dez Anos do 11 de Setembro

 

No 11 de Setembro de 2011, eu estava no Ground Zero junto com os familiares das vítimas do maior atentado terrorista de toda a história. Dez anos atrás, bilhões ao redor do mundo ficaram chocados para sempre com as imagens dos aviões lançados contra o World Trade Center. Já estas pessoas ao meu lado hoje de manhã perderam seus pais, seus filhos, suas mulheres e seus maridos. E cada vez que vêem as torres em chamas, elas se lembram também da imagem de seus parentes mortos naquela terça-feira de sol dez anos atrás.

Alguns traziam na camiseta fotos de pessoas congeladas no tempo em datas anteriores aos ataques da Al Qaeda. Uma delas dizia “We Love you Rob”, um jovem sorridente do mercado financeiro. Outros vestiam uniformes do corpo de bombeiro ou da polícia em homenagem aos pais ou aos filhos. Era comum carregarem pôsteres com mensagens para as vítimas. Muitos preferiam ser discretos, apenas abraçando os outros parentes.

O ritual era o mesmo para todos. Quando as letras começavam a se aproximar do filho ou do pai na leitura, diante de Barack Obama e George W. Bush, as famílias se abraçavam. Ao escutarem, desabavam em choro. Depois, com lágrimas nos olhos, caminhavam para o espelho d’água com as cascatas nos locais exatos onde estavam as torres. Era o momento de ver o nome deles gravados para sempre em bronze.

Um casal de idosos estava ansioso porque o nome do filho ainda não havia sido lido e eles imaginaram que tivessem esquecido. Na realidade, era apenas uma pausa para um minuto de silêncio do momento em que um aviões se chocou contra o Pentágono, às 9h37. Quando a leitura recomeçou, ao oescutarem o nome dele, o pai e a mãe, na faixa dos 60 anos, choraram unidos e se retiraram em direção ao memorial.

Ao olhar para o lado, via que, como eu, quase todos os jornalistas e membros do staff estavam lacrimejando. Uma coisa é ver as cenas dos aviões pela TV. Outra é estar diante de quem perdeu os parentes neste horrendo atentado terrorista. A dimensão muda completamente.

Imaginem a mãe e o irmão de Gary Frank, morto quando trabalhava no 92 andar de uma das torres. Eles ficaram firmes, até o fim, ajudando a consolar outros parentes. Ou o menininho de 10 anos que nem sequer havia completado o primeiro aniversário quando o pai morreu e disse que sonhava um dia tê-lo ao lado como companhia em uma partida de baseball.

Eram pessoas de todas as classes sociais, de todas as idades. Do imigrante dominicano mais pobre à mulher de um investidor em derivativos que estudou em Princeton. Era o pai que perdeu o filho de 30 anos e o filho de 30 anos que perdeu o pai. Todos na mesma situação, vítimas de uma tragédia inesperada em uma terça 11 de Setembro dez anos atrás.

Hoje acordei às 4h da manhã. Às 5h, estava caminhando nas ruas escuras do Battery Park até a entrada da imprensa na esquina da Albany com South End Avenue. A parte sul de Manhattan, como uma década atrás, estava totalmente bloqueada por questões de segurança. Ao me aproximar, comecei a ver de perto mais uma vez a nova torre ainda iluminada com as cores da bandeira americana.

Depois de passar pelo rigoroso esquema de segurança, acompanhei estes momentos que realmente demonstram o tamanho da atrocidade que foram aqueles atentados.  Mas Nova York segue de pé e hoje mesmo teriam partidas de baseball, de futebol americano, a final do US Open de tênis e o New York Fashion Week. Os nova-iorquinos foram normalmente ao cinema, aos restaurantes, ao Central Park, aos museus. O memorial, certamente, simbolizará o dia mais triste na história desta cidade.

Sigam a cobertura no site do Portal do Estadão sobre o 11 de Setembro. Leiam ainda o Radar Global. Também acompanhem a página do Inter do Estadão no Facebook

Comentários islamofóbicos, anti-semitas e anti-árabes ou que coloquem um povo ou uma religião como superiores não serão publicados. Tampouco ataques entre leitores ou contra o blogueiro. Pessoas que insistirem em ataques pessoais não terão mais seus comentários publicados. Não é permitido postar vídeo. Todos os posts devem ter relação com algum dos temas acima. O blog está aberto a discussões educadas e com pontos de vista diferentes. Os comentários dos leitores não refletem a opinião do jornalista

O jornalista Gustavo Chacra, correspondente de “O Estado de S. Paulo” em Nova York e nas Nações Unidas desde 2009, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Yemen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al Qaeda no Yemen. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios


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As cenas do 11 de Setembro estão na cabeça de quase todas as pessoas com mais de 15 anos de Nova York a São Paulo, de Paris a Sydney, de Tel Aviv a Buenos Aires, de Beirute a Pequim. O portal do Estadão até reuniu depoimentosde brasileiros. Mas nem todo o mundo, incluindo adultos, se recorda do que aconteceu em Nova York naquela terça-feira de dez anos atrás.

De acordo com pesquisa publicada no Wall Street Journal, 92% dos afegão não sabem o que foi o 11 de Setembro. A rede de TV CNN exibiu reportagem hoje em que dezenas de pessoas no Afeganistão foram entrevistadas e nenhuma delas tinha visto a foto das torres. O único que reconheceu pensou que fosse Cabul. Segundo a jornalista do Estadão Adriana Carranca, autora de livro sobre a vida de onze afegãos que será lançado neste mês, muitas pessoas naquele país não tem aparelhos de TV.

Nesta guerra, junto com a do Iraque, 225 mil foram mortos, incluindo 6 mil militares americanos. Destes, 140 mil eram civis, de acordo com um levantamento conservador da Universidade Brown. Foram gastos entre US$ 3,2 trilhões e US$ 4 trilhões nestes conflitos, equivalente a cerca do dobro do PIB do Brasil.

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O jornalista Gustavo Chacra, correspondente de “O Estado de S. Paulo” em Nova York e nas Nações Unidas desde 2009, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Yemen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al Qaeda no Yemen. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios


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Quando aconteceram os atentados de 11 de Setembro, Rudolph Giuliani ainda era prefeito de Nova York. Mas Michael Bloomberg seria eleito em seguida para comandar o renascimento da cidade sede da ONU e apelidada de capital do mundo. Ao longo desta década no poder, o atual governante precisou lidar com questões diplomáticas, desastres naturais e a maior crise econômica dos últimos 70 anos, sem que a metrópole perdesse o posto de mais importante do mundo para emergentes como São Paulo, Shangai ou Mumbai.

Nas nove Assembléias Gerais das Nações Unidas realizadas desde os atentados, Bloomberg recebeu dois presidentes dos Estados Unidos, George W. Bush e Barack Obama. Também estiveram na cidade Mahmoud Ahmadinejad, do Irã, que levantou suspeitas sobre os atentados de 11 de Setemnro, e Muamar Kadafi, que queria instalar a sua tenda no Central Park e discursou por uma hora e meia na ONU. Na ocasião, o ex-ditador líbio pediu para mudarem a sede da entidade de Nova York para Trípoli.

Nos últimos dez anos, Nova York chegou a viver o seu momento de maior riqueza, quando os bônus de bancos como Goldman Sachs, em 2006 e 2007, bateram recordes na história financeira mundial. Em 2008, alguns destes mesmos bancos, como o Bear Sterns e o Lehman Brothers, desapareceram devido ao colapso de Wall Street.

Também ocorreram desastres naturais na década pós 11 de Setembro, como a nevasca do último Natal, as ondas de calor de todos os meses de julho e, apenas nas últimas semanas, um terremoto e um furacão que alagou partes de Manhattan, derrubou árvores no Brooklyn e deixou grande parte do Queens sem energia elétrica.

Desde 2001, Nova York teve um aumento populacional de quase 400 mil pessoas. O Financial District, ao redor do World Trade Center, se transformou no bairro residencial que mais cresceu na cidade.  Foi inaugurado um prédio de apartamentos de 78 andares desenhado pelo arquiteto Frank Gehry. Diante da Brooklyn Bridge e da Prefeitura, este gigantesco edifício encobrirá a vista do célebre Wooworth Building. Construído há um século, o prédio de estilo neo-gótico já foi o mais alto do mundo até ser desbancado pelo Empire State, que fica em Midtown.

Mais de 400 milhões de turistas estiveram em Manhattan, o equivalente a duas vezes a população do Brasil. Ao todo, estes visitantes gastaram US$ 275 bilhões na cidade, cerca da metade do PIB do Argentina.

A média de uma diária em um hotel de Nova York subiu de US$ 204 para US$ 238 nos últimos dez anos. Cerca de 2.500 filmes foram gravados na cidade desde 2001. Oito milhões de pessoas usam diariamente o metrô. Outras centenas de milhares embarcam em um dos 13 mil táxis, que passaram a aceitar cartões de créditos. Cigarros foram proibidos até mesmo em parques e praias, que já organizam até mesmo etapa do mundial de surfe. “Empire State of Mind” passou a ser tocada no lugar de “New York, New York” em formaturas de escolas e universidades.

Nesta década, quatro estádios foram construídos em Nova York, a cidade onde o atual presidente cursou a faculdade. O Yankees venceu apenas uma World Series no basebol, em uma das piores décadas da sua história. Seu rival, o Mets, passou em branco. Mas, no New York City Ballet, surgiu Sarah Mearns, uma das melhores bailarinas das últimas décadas.

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As imagens da queda dos dois edifícios do World Trade Center na manhã do 11 de Setembro estão na memória de quase todos os seres humanos que estavam vivos em 2001. Mas poucos se recordam ou sequer sabem que uma terceira torre do complexo, a de número 7, também sofreu um colapso na tarde daquela mesma terça-feira.

Diferentemente das torres 1 e 2, que eram o cartão-postal de Nova York, a torre 7 era mais baixa, com 47 andares, e não foi atingida por nenhum avião nos atentados. Simplesmente, desmoronou como um castelo de cartas horas depois das outras duas. No meio da confusão daquele dia 11, a cena dela caindo não causou impacto.

Investigação do National Institute of Standards and Technology (NIST), a pedido do governo dos Estados Unidos, traz a versão oficial da queda. Segundo o instituto,  em relatório divulgado em 2008, detritos da queda da torre 1 do World Trade Center atingiram a torre 7, localizada a mais de 100 metros de distância, provocando  incêndio no edifício. No momento do colapso, apenas havia fogo do 7 ao 13 andar, segundo  o NIST. O próprio órgão admite que edifícios nas mesmas condições em outras partes do mundo não caíram (mesmo no Brasil, os edifícios podem ficar condenados depois de um incêndio, mas raramente desmoronam). N caso da torre 7, porém, o fogo, de acordo com o estudo do NIST, teria derretido as estruturas de aço, provocando o colapso horas depois.

Assim como no assassinato de John Kennedy e na chegada do homem à lua, uma série de pessoas começou a questionar estas conclusões. Grupos organizados, como o 911Truth.org, que reúne até mesmo familiares e sobreviventes dos atentados, divulgaram vídeo na semana passada entrevistando uma série de arquitetos e engenheiros de todo o mundo tentando provar que, diferentemente da versão oficial, na realidade teria ocorrido uma implosão controlada naquela tarde de 11 de Setembro. Mais importante, segundo eles, seria impossível implodir um prédio como aquele em um dia. Logo, a preparação teria sido anterior aos atentados. Para alimentar as teorias, entre os ocupantes do prédio, no 25 andar, estavam a CIA e o Pentágono.

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Começo hoje os posts relacionados ao 11 de Setembro. Também me acompanhem os preparativos para o 11 de Setembro no @gugachacra, escolhido como um dos mais influentes em política externa pela revista Foreign Policy

O texto de hoje também pode ser visto em vídeo gravado por mim na TV Estadão (não sou bom na TV, mas tentei fazer o meu melhor)

Antes do 11 de Setembro, os muçulmanos mais famosos da história dos Estados Unidos eram o boxeador Muhammad Ali e o ativista de direitos humanos Malcolm X. No Brasil, as odaliscas, e não mulheres cobertas com burcas, representavam o imaginário do sexo feminino no islã. A imagem do árabe era a de Lawrence da Arábia. Muçulmanos eram chamados equivocadamente de maometanos e “Alá” (Deus, em árabe, inclusive para cristãos) era refrão de música carnavalesca.

 Ninguém se importava que o presidente da Argentina na década anterior, Carlos Menem, era muçulmano e tampouco cogitavam a possibilidade de ele implantar a Sharia (lei islâmica) em Buenos Aires. O maior jogador de futebol do planeta na época e vencedor da Copa, Zidane, também era muçulmano.

 Mas os atentados que destruíram o World Trade Center e o Pentágono mudariam para sempre a imagem do islamismo no mundo. Alguns muçulmanos inocentes começaram a ser alvos de ataques nos Estados Unidos, apesar de o governo de George W. Bush sempre defendê-los, martelando desde o início que “o islã era uma religião da paz, e não do ódio”.

 Com a chegada de Barack Obama ao poder, o cenário se agravou e a islamofobia, que representa o ódio ou aversão aos muçulmanos, aumentou. O novo presidente era negro e filho de pai muçulmano. Para completar, herdou um país em crise econômica. “Alguns membros da oposição e de grupos organizados usaram a questão do medo do terrorismo, a tensão com a situação da economia e o racismo existente para exacerbar um preconceito contra um presidente visto como ‘o outro’, igual aos inimigos muçulmanos”, me disse James Zogby, presidente do Instituto Árabe-Americano.

 Seria mais ou menos como um presidente filho de soviético na época do Macarthismo ou de um japonês depois de Pear Harbor. “O que já era grave depois do 11 Setembro, piorou ainda mais”, segundo Conselho da Relações Islâmico-Americanas (CAIR, na sigla em inglês). Mais de um quarto da população muçulmana nos EUA diz ter sido alvo de alguma forma de preconceito em 2011, segundo pesquisa do Pew Research Center  divulgada na semana passada. Um terço dos americanos acha que muçulmanos não deveriam ter o direito de concorrer à Presidência dos EUA e 28% são contra um seguidor do islã na Suprema Corte, de acordo com levantamento da revista Time.

 Nos últimos dois últimos anos, uma ampla campanha islamofóbica foi lançada nos EUA, segundo um estudo do Center for American Progress ao qual tive acesso. Cerca de US$ 40 milhões foram investidos por fundações para financiar thinktanks e projetos que incentivassem a islamofobia. Estes grupos, segundo o estudo, são o Donors Capital Fund, Richard Mellon Scaife Foundations, Lynde and Harry Bradley Foundation, The Russelll Berrie Foundation, Becker Foundation, Anchorage Foundation e The Fairbook Foundation.

 Os receptores incluem comentaristas e ativistas classificados como islamofóbicos pela Anti-Defamation League, como Daniel Pipes, do Middle East Forum, e  Pamela Geller e Robert Spencer, do Jihad Watch, que costumam atacar o islã e os muçulmanos em seus textos. Os três tiveram seus nomes citados dezenas de vezes  de forma elogiosa nos escritos deixados pelo terrorista norueguês Anders Breivic, que matou mais de 70 pessoas em duplo atentado em Oslo.

 Além de Pipes e Spencer, está incluído também David Yerushalmi, da Society of Americans for Social Existance. De acordo com reportagem New York Times e também o estudo do Center for American Progress, este advogado de Nova York elaborou projetos de lei para banir a sharia dos Estados Unidos. Suas recomendações foram praticamente recortadas e coladas nos textos aprovados no Texas, Alaska e Carolina do Sul, além de estar em estudo em outras 20 Estados . Mas, na verdade, não há interesse dos muçulmanos em implantar a Sharia nos EUA e a questão religiosa é usada como suporte apenas para casos civis no país. O mesmo se aplica para judeus, cristãos, budistas e membros de qualquer outra religião.

 Para o professor Petter Gottschalk, diretor do Departamento de Estudos da Religião da Universidade Wesleyan a autor do livro “Islamophobia – Making  Muslims the Enemy”, “os grupos anti-islã ficaram mais eficientes e a retórica islamofóbica foi usada por muitos candidatos republicanos nas eleições parlamentares de 2010”. “Pessoas como Spencer usam termos islamofóbicos e os difundem pela mídia. No entanto, eles apenas exacerbam uma islamofobia existente dentro de parte da população americana desde antes da independência dos EUA”, acrescentou em entrevista para mim.

 Um outro alvo desta campanha islamofóbica foi a suposta mesquita do Ground Zero. Informações mentirosas destes grupos islamofóbicos foram divulgadas indicando que o templo seria construído exatamente onde estavam as torres. Na realidade, o projeto é para um centro islâmico, nos moldes da Associação Cristã de Moços, com academia, eventos culturais e um espaço para orações a dois quarteirões de distância. Dentro do WTC, também havia um espaço para orações islâmicas, assim como ainda existe no Pentágono.

 A campanha islamofóbica conseguiu atrair também figuras políticas Sarah Palin, a pré-candidata republicana Michele Bachmann e seu rival nas primárias Herman Cain. Na imprensa, seu principal difusor são blogs independentes, mas com grande presença dentro do eleitorado conservador, e também a rede de TV Fox News, segundo o estudo.

 Muitos políticos, diante deste cenário que vem se agravando, saíram em defesa dos muçulmanos. Michael Bloomberg recebeu o prêmio do CAIR por ser o líder político que mais combate a islamofobia. O governador de Indiana, Mitch Daniels, foi o eleito pelo Instituto Árabe-Americano por sua luta contra os islamofóbucos. A comunidade islâmica também elogia o governador de Nova Jersey, Chris Christie, e o do Texas, Rick Perry, que disputa as primárias e, apesar de cristão fervoroso, admira o islamismo.

 Tirando o independente Bloomberg, todos são republicanos, mostrando que o partido possui os maiores islamofóbicos, mas também as lideranças que mais combatem a islamofobia.

Obs. Para os que reclamam, segue um  dos vários textos que escrevi sobre “A perseguição aos cristãos árabes no Oriente Médio”

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