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A torre do WTC que desmoronou sem ser atingida por um avião no 11 de Setembro

Gustavo Chacra

06 setembro 2011 | 11:37

no twitter @gugachacra

As imagens da queda dos dois edifícios do World Trade Center na manhã do 11 de Setembro estão na memória de quase todos os seres humanos que estavam vivos em 2001. Mas poucos se recordam ou sequer sabem que uma terceira torre do complexo, a de número 7, também sofreu um colapso na tarde daquela mesma terça-feira.

Diferentemente das torres 1 e 2, que eram o cartão-postal de Nova York, a torre 7 era mais baixa, com 47 andares, e não foi atingida por nenhum avião nos atentados. Simplesmente, desmoronou como um castelo de cartas horas depois das outras duas. No meio da confusão daquele dia 11, a cena dela caindo não causou impacto.

Investigação do National Institute of Standards and Technology (NIST), a pedido do governo dos Estados Unidos, traz a versão oficial da queda. Segundo o instituto,  em relatório divulgado em 2008, detritos da queda da torre 1 do World Trade Center atingiram a torre 7, localizada a mais de 100 metros de distância, provocando  incêndio no edifício. No momento do colapso, apenas havia fogo do 7 ao 13 andar, segundo  o NIST. O próprio órgão admite que edifícios nas mesmas condições em outras partes do mundo não caíram (mesmo no Brasil, os edifícios podem ficar condenados depois de um incêndio, mas raramente desmoronam). N caso da torre 7, porém, o fogo, de acordo com o estudo do NIST, teria derretido as estruturas de aço, provocando o colapso horas depois.

Assim como no assassinato de John Kennedy e na chegada do homem à lua, uma série de pessoas começou a questionar estas conclusões. Grupos organizados, como o 911Truth.org, que reúne até mesmo familiares e sobreviventes dos atentados, divulgaram vídeo na semana passada entrevistando uma série de arquitetos e engenheiros de todo o mundo tentando provar que, diferentemente da versão oficial, na realidade teria ocorrido uma implosão controlada naquela tarde de 11 de Setembro. Mais importante, segundo eles, seria impossível implodir um prédio como aquele em um dia. Logo, a preparação teria sido anterior aos atentados. Para alimentar as teorias, entre os ocupantes do prédio, no 25 andar, estavam a CIA e o Pentágono.

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O jornalista Gustavo Chacra, correspondente de “O Estado de S. Paulo” em Nova York e nas Nações Unidas desde 2009, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Yemen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al Qaeda no Yemen. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios