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Guga Chacra

30.março.2009 16:19:41

A diferença entre ser rico e pobre no Egito

Os libaneses dividem-se entre cristãos, druzos, sunitas e xiitas. Em Israel, os judeus podem ser ortodoxos, reformistas, sefaraditas, ashkenazis, russos ou até etíopes. Moderados e radicais compõem a sociedade palestina. Na Jordânia, há palestinos e jordanianos nativos. O Egito é diferente de todos esses. Apesar da minoria cristã copta, a divisão egípcia não é religiosa ou de origem. O que impera é a desigualdade social, com ricos e pobres.

Um jovem do Cairo pode pedir um capuccino ouvindo bossa nova em um dos elegantes cafés de Zemalek, a ilha elitizada no meio do Rio Nilo. Ou pode se sentar para tomar um chá na casa de um vizinho em um dos bairros pobres da cidade.

Os mais ricos mudam-se para condomínios em regiões afastadas, como Heliópolis e Maadi. Os pobres aglomeram-se em lotações para conseguir chegar ao trabalho. Os filhos dos ricos estudam em colégios internacionais e formam-se na Universidade Americana do Cairo. Os pobres conseguem muitas vezes ingressar nas universidades, mas isto pode levá-lo muitas vezes apenas ao cargo de porteiro ou de taxista. A classe média alta paga altas mensalidades para jogar squash em um dos vários clubes esportivos do Cairo, enquanto os pobres tentam economizar ao máximo para conseguir um ingresso para assistir ao Al-Ahli disputar a Copa da África de futebol.

Os egípcios das camadas mais baixas são denominados pejorativamente de fellah. Muitos vieram das regiões mais pobres do país para trabalhar no Cairo. A elite os enxerga muitas vezes como inferiores.

Os ricos são denominados muwazzaf, que significa funcionário público, mas que hoje se estende para toda a classe média, mesmo aqueles que trabalham na iniciativa privada. São pessoas que gozam de status. Entre os fellahs e os muwazzaf, surgiu uma nova classe de novos ricos, que vão trabalhar nos países de Golfo Pérsico e retornam com dinheiro. Passam a frequentar os mesmos clubes esportivos que a alta sociedade, mas continuam vistos como cidadãos de segunda classe.

“Apesar de trabalharmos o dia todo, não conseguimos sequer ganhar 750 libras por mês (cerca de R$ 300)”, diz o marinheiro Ahmad Adnam. “Passei muito tempo pelo mundo em navios e nunca vi nada tão desigual quanto o Egito”, acrescenta o egípcio, que é um típico representante das classes mais baixas.

O físico e empresário Mohammad Zewiss, que é um exemplo de muwazzaf, concorda. “Nós realmente conhecemos pouco a vida dos pobres. Gostaria de saber mais como eles vivem. Mas, no fundo, nossas vidas são muito separadas aqui no Cairo”, afirmou, enquanto fumava narguilé com alguns amigos alemães no tradicional Café Fishawi, no mercado de Khan al-Khalili.

No passado, a divisão era ainda maior. Bastava olhar para as vestimentas para perceber quem era rico e quem era pobre. Os fellah usavam uma vestimenta chamada gallabiya e andavam descalços, segundo Galal Amin, autor do livro Whatever Happened to the Egyptians. Já a burguesia começava a se vestir como os europeus, vestindo calças, camisas e sapatos.

Entre as mulheres, era ainda mais fácil perceber a diferença. Nos anos 1950 e 1960, algumas delas deixaram de usar o hijab e andavam com os cabelos soltos. No entanto, nos anos 70, um fenômeno começou a tomar conta das ruas do Cairo e Alexandria. Quanto mais as mulheres buscavam educação superior e posições no mercado de trabalho, mais elas usavam o hijab.

Hoje, mesmo meninas da elite cobrem a cabeça. Amin tem uma explicação para este retorno à vestimenta religiosa ao escrever que “as mulheres, ao saírem da segurança das suas casas para trabalhar e estudar, sentiram-se obrigadas a enviarem uma mensagem aos homens com quem dividiam escritórios de trabalho, ônibus e carteiras nas universidades. A de que, mesmo sentando lado a lado e conversando com eles, não se tornaram propriedade pública”.

* Reportagem minhas escrita para a edição impressa do Estadão

Comentários (79)| Comente!

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  • 30/03/2009 - 16:56
    Enviado por: MarioS

    Repito minha pergunta antecipada referente a este artigo:
    Gustavo,
    Li o seu artigo no jornal e fiquei curioso sobre o quão grande é o desnível social no Egito. É grande a ponto de chocar um brasileiro? Pergunto porque, à exceção de talvez uma dúzia de países, a diferença entre os bairros mais pobres e os mais ricos de uma metrópole é sempre brutal. E pensando bem, nesta dúzia de países não existem metrópoles.

    E acrescento:
    “”as mulheres, ao saírem da segurança das suas casas para trabalhar e estudar, sentiram-se obrigadas a enviarem uma mensagem aos homens com quem dividiam escritórios de trabalho, ônibus e carteiras nas universidades. A de que, mesmo sentando lado a lado e conversando com eles, não se tornaram propriedade pública”.
    Não faz nenhum sentido! Na maioria dos paises do mundo as mulheres sairam da segurança das suas casas para trabalhar e estudar, incluindo alguns extremamente machistas (o nosso, a Argentina, a Itália, etc) e nada semelhante aconteceu. Qual seria a lógica? Ou, em bom portugues, o que tem o * que ver com as calças?

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  • 30/03/2009 - 17:01
    Enviado por: Marina

    vc resumiu bem alguns dos grandes problemas do Egito atual. Eu ainda acresentaria mais coisas:

    quem não tem contatos importantes no Egito, pode ter PhD ou o que for, que vai continuar sendo “porteiro” ou “garçom”. Quantos graduados em engenharia não vi servindo chá? Enquanto filhos de pessoas influentes formados em faculdades particulares sem boas notas ganhavam salários de 5, 6 mil libras.

    Isso cria uma tensão social muito grande, o desejo de imigração é altíssimo e não sei se um dia toda esta panela de pressão que os jovens estão inseridos no Egito pode explodir….

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  • 30/03/2009 - 17:10
    Enviado por: Mauricio Moraes

    Gustavo,

    parece que apenas Heliópolis separa o Egito do Brasil, não?? é que aí, a cidade de Hélio é para gente rica. Por aqui, é lugar de gente pobre. De resto, tudo muito parecido…

    >>>
    Esposa de Gordon Brown envia carta com erro de gramática para Dona Marisa
    http://mauriciomoraes.blogspot.com/

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  • 30/03/2009 - 17:15
    Enviado por: Ali Abdulhamid

    Comigo eu vi isso na Síria, mas de forma diferente.

    Uma vez, estava sentado em um restaurante lindo, de frente para o mediterrâneo, na cidade de Tartus. De repente parou ao meu lado duas motos com 2 jovens em cada uma. Eles desceram e sentaram em uma mesa. Eles não estavam mal vestidos, mas com roupas basicas, comum.

    Dois minutos depois parou um corvete amarelo, lindo, do último ano. Desceu um senhor com seus 5 anos e uma senhora bonita, com uns 40 anos.

    Os dois desceram e sentaram do nosso lado também, perto dos 4 jovens. Eu estava com a minhas duas primas.

    Os jovens pediram dois arguiles, batata frita e sucos. O Homem pediu um whiskye (antes raro de se pedir em um restaurante na Síria) um arguile e alguns quitutes. Eu pedi uma pizza, dois arguiles e 3 milk shakes (tirando o litro e meio de água que sempre colocam na mesa no verão)

    Na hora fiquei impressionado por sentar no mesmo restaurante os jovens simples e o velho rico. Quando pedi a conta o espanto foi menor, a minha deu em torno de 10 dolares.

    O custo de vida é baixo, no decorrer da minha ultima viajem vi muita gente de porshe e muito mais gente de carros e motos simples. De quaquer jeito não vi pessoas passando fome, mas vi muita diferença de classes.

    Ha, e claro, um status que a Síria te da é voce sendo militar ou mukhabaret (polícia secreta). Além dos vários parentes do presidente.

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  • 30/03/2009 - 17:17
    Enviado por: João Braziliano

    Chacra,

    muito bom seu post.
    Fiquei curioso em relação à segurança pública. Com toda essa diferença social, como são os índices de violência?

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  • 30/03/2009 - 17:22
    Enviado por: poeta

    Bolsa Família neles!!!
    Depois tem gente que ainda critica o Lula!!!
    Desigualdade social extrema não combina com democracia…

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  • 30/03/2009 - 17:23
    Enviado por: Cláudia

    “…nossas vidas são muito separadas aqui no Cairo”. Por favor… alguém o estava servindo no Café e certamente não era um muwazza, então essa conversa de vidas separadas não cola.
    Mas essa cínica tranquilidade dele só se dá porque de alguma forma essa população de baixa renda está sob controle pois do contrário o tom da conversa seria bem outro.
    Quanto ao marinheiro, só posso concluir que ele nunca esteve no Brasil.

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  • 30/03/2009 - 17:23
    Enviado por: José Antonio

    Gustavo essa divisão entre pobres e ricos também existe no Brasil, apesar que os mais abastados também não percebem como é a vida dos pobres.
    As lotações também existem no Brasil, despejando um bando de desafortunados nas cidades grandes.
    Existe até no Brasil pessoas que acham que quem é pobre é porque não tem força de vontade e se acomoda com não ter nada.
    Existe no Egito uma classe como a dos funcionários publicos no Brasil ? Uma casta em continuo crescimento. Ganha dinheiro para não fazer nada.
    No Brasil existem escolas só para concursos que estão ricas. Com raras exceções no Brasil querer ser funcionário publico significa uma vida sem preocupações quanto ao desemprego, quanto a aposentadoria e de vez enquando ganhar um por fora. Sem se preocupar também com a concorrência, seu vizinho não vai tomar o seu emprego por ser mais competente.

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  • 30/03/2009 - 17:37
    Enviado por: José Antonio

    O uso do véu significa afaste-se de mim ? As mulheres são vitimas de assédio sexual ? Só por estarem sózinhas ? Como uma nação regida pelas leis religiosas mais intolerantes do mundo pode se portar assim.
    Como é o underground ? A vida daqueles que vivem a margem da religião. Prostitutas, homosexuais. Não vai me dizer que não existem como no Iran.
    Na europa as mulheres podem ir a bares sózinhas que ninguém importuna. Talvez só na Italia, mas o italiano é metido a latin lover. No Brasil até existe a tentativa, mas elas sabem como se livrar do mané

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  • 30/03/2009 - 17:42
    Enviado por: Fabio Nog

    Tecnicamente, o que vc descreveu chama-se sociedade dual. A brasileira foi assim até o início do processo de industrialização, nos anos 50. Há dois fatores que minimizam esse problema e conduzem á sua eliminação a longo prazo: (1) educação e (2) criação de uma classe média através da potencialização de novas atividades econômicas, que permita o surgimento de empreendedores. Nâo é um processo fácil, não é isento de distorções mas está muito bem documentado na teoria econômica.

    Normalmente é o estado que induz ao início do processo de desenvolvimento. Mesmo em países democráticos, impõe-se um dirigismo estatal nas questões econômicas de modo a se criar condições para que a atividade produtiva floresça. Esse assunto daria um tratado (na verdade, a tese de um dos meus mestrados, 30 anos atrás, foi justamente sobre isso) e não há condições de se aprofundar a análise aqui. O fato é que o Egito precisa achar sua vocação econômica a partir do que ele já tem (turismo, petróleo, atividades oceânicas, etc) e suas limitações.

    Uma das consequências mais imediatas da geração de uma nova classe média é a crítica ao governo. Mentes mais lúcidas enxergam melhor os mandos e desmandos. Como o processo de desenvolvimento surge do seio de uma sociedade atrasada, tudo fica muito evidente. Portanto, é comum países que se desenvolvem economicamente dessa forma terem governos duros (China, Taiwan, Coréia, Brasil dos anos 60/70, Argentina do mesmo período, México com seu governo de partido único, a Rússia atual, etc)

    Isso impõe mais um desafio ao Egito: quer se democratizar ou quer se desenvolver economicamente? Infelizmente vencer 2 desafios dessa magnitude ao mesmo tempo é extremamente dificil e arriscado

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  • 30/03/2009 - 17:43
    Enviado por: Ali Abdulhamid

    Quando fui a Dubai reparei em 3 classes principais.

    1ª – Indianos e paquistaneses trabalhadores, a força real do país. Estes podem ser divididos em 2 grupos; os que trabalham braçalmente e os que trabalham no turismo e no comércio. Detalhe, o árabe é a 4ª lingua mais falada de Dubai, perde para o inglês, o indiano e o paquistanês.

    2º – Europeus e outros estrangeiros elitizados. Estes eram os que andavam nos seus carros novos, iam em bares e restaurantes. Geralmente são engeinheiros ou representantes comerciais de países desenvolvidos.

    3º – Árabes podres de rico. Estes andam sempe em sua vestimenta classica. Uma especie de manto tão branco que parece que compram um por dia, e um “kafieh” (aquele lenço que os palestinos usam muito) geralmente vermelho, presos por duas argolas negras. Estes homens eram pouco vistos, mas quando os víamos ou estavam em carros super-esportivos ou enormes utilitários. Além dos trabalhadores oficiais do governo e da polícia, sendo obrigatoriamentes cidadõs de Dubai (pelo o que eu ouvi falar).

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  • 30/03/2009 - 18:12
    Enviado por: Democrata Universalista

    Gustavo respondendo ao Mario R., sobre o polêmico Tratado de Tordesilhas (Fonte Wikipédia-Enciclopédia):
    O Tratado de Tordesilhas estabelecia a divisão das
    áreas de influência dos países ibéricos, cabendo a Portugal as terras “descobertas e por descobrir” situadas antes da linha imaginária que demarcava 370 léguas (1.770 Km) a oeste das ilhas de Cabo Verde, e à Espanha as terras que ficassem além dessa linha. Como resultado das negociações, os termos do Tratado foram ratificados por Castela a 2 de Julho e por Portugal a 5 de Setembro do mesmo ano. Afirma Rodrigo Otávio, em 1.930 que o Tratado teria “um efeito antes moral do que prático”. O Meridiano foi fixado, mas persistiam as dificuldades de execução e de sua demarcação. Os Cosmógrafos divergiam sobre as dimensões da Terra, sobre o ponto de partida para a contagem das léguas e sobre a própria extensão das léguas, que diferia entre os Reinos de Castela e de Portugal.

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  • 30/03/2009 - 18:21
    Enviado por: Democrata Universalista

    Continuando: A Província Cisplatina (ou Província Oriental), era o nome dado a uma região situada ao sul do Brasil, e que fazia parte do Vice Reinado do Prata (do Reino de Espanha) e que fora incorporado ao Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves em 1.821. Entretanto o povo desta província de colonização espanhola, jamis se sentiria de fato integrado ao Brasil. A língua e os costumes, herdados da Espanha, impediam essa integração. Os Argentinos reivindicavam-na como parte do antigo Vice-Reinado do Prata. O Império do Brasil a mantinha como necessária para a defesa das Províncias do Sul. A desanexação ocorreu em 1.828, com a independência do território que formou a República Oriental do Uruguai. A Inglaterra, que a princípio se mantinha
    neutra, se envolveu por causa do comércio.
    (Fonte: Wikipédia-Enciclopédia).

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  • 30/03/2009 - 18:39
    Enviado por: Florentina

    Cara, esses temas sobre o Egito ta muito bom de ler.
    E uma porção de comentários também.

    E essa “mensagem” passada pela forma de se vestir (no caso da vestimenta religiosa) é muito significativa. Bem citado.

    Percebe-se que apesar de que a pobreza é fenômeno comum entre os países, mas cada um tem sua pobreza, com características, origens e diferentes conseqüências.

    Brasil e Egito, com suas pobrezas e com características diferentes, têm se reunido no intuito de desenvolver programas sociais de prevenção à pobreza.

    O Brasil esteve presente na Reunião do Banco Mundial no Egito para tratar do assunto e no ano passado o Brasil recebeu a visita de representantes do governo egípcio para conhecer e discutir programas de ações sociais, a serem aplicados de diferentes formas.

    Visitaram vários locais onde estão sendo executados programas sociais, como os de segurança alimentar e nutricional, de renda e cidadania, incluindo estudantes e escolas e outros.

    Boa tarde ( vô tomar uma cerveja bem gelada agora que elogiei o Lula hi hi..)

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  • 30/03/2009 - 18:52
    Enviado por: Democrata Universalista

    Após as invasões árabes do século VII, foi criada no Egito uma hierarquia social, em que egípcios convertidos ao Islã, adquiriram o status de mawali (ou “clientes”), que eram a elite, formada por árabes, enquanto que aqueles que permaneceram cristãos coptas, tornaram-se dhimmis. Os privilégios desfrutados pela minoria árabe continuaram, em forma modificada, no período moderno nas áreas rurais do campo, onde os beduínos árabes viviam ao lado dos fellahin (plural de fellah). Os fellahin eram camponeses rurais, rudes e humildes, com baixa ou nenhuma escolaridade (podendo até serem analfabetos, daí uma das causa do IDH do Egito o colocar em 112º lugar, atrás da Síria, que está em 108º lugar e da
    Palestina que está em 106º lugar. (Fontes: Wikipédia-Enciclopédia e Banco Mundial). Abraços.

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  • 30/03/2009 - 19:48
    Enviado por: MarioS

    “Desigualdade social extrema não combina com democracia…”

    E não se elimina com esmolas, sejam na forma de “bolsas” ou não.

    “Existe no Egito uma classe como a dos funcionários publicos no Brasil ? Uma casta em continuo crescimento. Ganha dinheiro para não fazer nada.
    No Brasil existem escolas só para concursos que estão ricas. Com raras exceções no Brasil querer ser funcionário publico significa uma vida sem preocupações quanto ao desemprego, quanto a aposentadoria e de vez enquando ganhar um por fora. Sem se preocupar também com a concorrência, seu vizinho não vai tomar o seu emprego por ser mais competente”

    Quanto todos se conscientizarem disso José Antonio, daremos um salto civilizatório inédito em nossa história.

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  • 30/03/2009 - 20:05
    Enviado por: GilbertoR

    Gustavo

    Conheço um egipicio copta e ele me disse que no Egito os cristãos não ocupam cargos gerenciais(são preteridos não oficialmente!).

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  • 30/03/2009 - 20:19
    Enviado por: ROSENVALD

    Respondendo ao Mané:
    Comentário de: Mané [Visitante] · http://visitante

    30.03.09 @ 09:10
    Rosenvald
    Não concordo que a saída dos americanos vai permitir que o Irã mande no Iraque.
    30% da populaçao é curda, e que ficaria independente no caso de uma fragmentação.
    Será que os xiitas do Iraque não têm sentimento de nação? Afinal são árabes e o Irã é outra raça.
    Deus queira que você esteja certo e os xiitas do Iraque ponham o Iraque acima da ajuda dos irmãos xiitas do Irã que não é “de graça”,como os xiitas do Hezboolla jamais começem uma guerra pelo Irã,mesmo que este seja atacado por Israel,o que acho improvavel.O Irã que responda de território Iraniano e não do Libano.Mesmo que os xiitas não sejam maioria no caso do Libano,eles que decidem se vai ter paz ou guerra,pois são os melhores armados e treinados.
    Os curdos são minoria no Iraque como os sunitas e quem vai decidir mesmo se o Iraque será satelite do Irã ou não são os xiitas iraquianos.
    Quanto a pobreza no Egito,no Brasil é o mesmo,tem sempre pessoas de cidades pobres que nasceram sem estudos e recursos onde não há trabalho,e vão servir café para os abastados das grandes capitais.
    Existe o “mundo da linha do trem “e das estaçôens de mêtro distantes e periferias que as classes médias e altas nem conhecem quando se trata de pessoas mais jovens que já nasceram numa época que estes lugares já eram violentos,diferentes de seus avôs que muitos vieram destes lugares pobres antes de serem violentos,e evoluiram e fizeram dinheiro honestamente para sairem destes lugares e prosperarem.
    Hoje é mais dificil,embora não impossivel,quanto mais se for honesto.

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  • 30/03/2009 - 21:42
    Enviado por: Democrata Universalista

    Gustavo, ficou claro que a maioria dos egípcios teem baixos salários, mas eu gostaria de saber sobre o custo de vida e a inflação no Egito.
    Sobre o que o Ali escreveu sobre Dubai, confirma
    então o que eu perguntei em outro post, porque
    eu lí que muito da riqueza de lá vai para os estrangeiros e para uma minoria de árabes privilegiados, mas que o povão não desfruta da
    riqueza. A massa de Indianos e Paquistaneses talvez
    ganham salários melhores do que no Egito (se não fosse assim não haveriam tantos imigrantes trabalhando por lá, inclusive Libaneses, Sírios e Egípcios). Já houve uma época em que trabalhadores da construção civil e empreiteiros, brasileiros trabalhavam e ganhavam mais no Iraque
    do que no Brasil, mesmo durante as guerras
    IrãxIraque e EUAxIraque eles estavam por lá trabalhando e morando, inclusive teve o caso daquele engenheiro brasileiro que desapareceu e
    depois foi reconhecido como morto, nesta invasão
    dos EUA, que derrubou o governo do Saddam Hussein, em 2.003. A região é muito instável mesmo

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  • 30/03/2009 - 22:24
    Enviado por: Yoko

    Gustavo, esta é uma mensagempara você. Nada tem a ver com o post.

    Ontem fui ao festival “É Tudo Verdade”, para ver o filme “Z32″, de Avi Mograbi. Ele é o homenageado desta edição do festival, e a sessão do dia 01 de abril, na Hebraica, às 20h30, será sucedido por um debate com o diretor. Haverá também mesa com Mograbi no SESC Paulista, às 14h30, com mediação da profa. Maria Dora Mourão, da ECA-USP.

    O Cinusp, dentro da programação do festival, faz uma retrospectiva com os filmes dele.

    Talvez você possa dar uma notinha aos seus leitores do blog.

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  • 30/03/2009 - 22:44
    Enviado por: José FARHAT

    MarioS e José Antonio

    Não compare a maioria dos países com o Egito, este seu primeiro erro. Depois, precisa ver o comportamento dos homens: na Argentina ou Itália, eles sempre tiveram a companhia de mulheres, se relacionavam com elas. Com Egito os homens viam as mulheres, com as quais não tinham contato, dependendo de sua situação na escala social, de objeto sexual para baixo e elas tinham que realmente mandar um recado como bem disse o Gustavo Chacra. Outras mulheres voltaram a cobrir suas cabeças, como suas avós por outras razões: na França e na Alemanha, por exemplo, para mostrar resistência contra a discriminação. No Irã, se engana quem pensa que foram os religiosos no poder quem obrigaram, elas mesmas antes mesmo da revolução, demonstraram sentimento nacionalista, e não religioso, para desafiar o regime do Shah voltando àquilo que era considerado símbolo religioso e isto perdurou até depois da Revolução. É também o caso da Argélia, uma demonstração de independência e afastamento de tudo o que era francês.

    Não é questão de assédio sexual, é curiosidade de ignorantes de convívio entre sexos diferentes. O pior é aquilo que aconteceu num passo para trás, no caso específico do Egito.

    O cristianismo e o judaísmo também têm seus problemas. Veja a proibição da camisinha

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  • 30/03/2009 - 23:02
    Enviado por: José FARHAT

    ROSENVALD

    Começa que a composição do Iraque, como o conhecemos atualmente é dividida entre: 80% árabes, 15% kurdos e 5% turcomenos, assírios e outros. Seguindo no caminho da realidade, os kurdos já têm autonomia hoje e só não tiveram independência total por pressão do governo Bush que não queriam desagradar à Turquia. O terceiro ponto é que só existe uma raça nesta terra: a raça humana e começar a dividir a humanidade chama-se discriminação. Finalmente, em quarto lugar, só quem não vê a realidade da luta pela libertação nacional, quando se trata de outros, pode imaginar que a cabeça dos iraquianos do sul,, do Hizbullah e do Irã funciona à base de xiismo e o Hamas à base de sunismo; longe disto, quem enxerga, vê.

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  • 30/03/2009 - 23:49
    Enviado por: jose antero

    A Marina tocou em um tema importante que ocorre no Egito, que é o uso de influência para conseguir benefícios (empregos) ou diminuir malefícios. O nome normalmente utilizado é “Wasta”. Se você tiver “wasta” terá maiores facilidades, se não tiver… o caminho é mais difícil.
    O empobrecimento do país, juntamente com um crescimento populacional alto por dezenas de anos, quando passou de 20 milhões de habitantes na década de 50 para mais de 70 milhões atualmente (é preciso colocar que a taxa de fecundidade por mulher tem diminuído nos últimos anos) acabou generalizando práticas como uso da wasta e corrupção em diversos níveis da sociedade egípcia.
    Às vezes tenho dificuldade em entender como uma sociedade com problemas sociais tão graves não descamba para a violência social e aumento de criminalidade, que é baixa no Egito. Os valores morais e religiosos provavelmente têm um peso alto, que ajuda a controlar a criminalidade. Ao mesmo tempo, o governo egípcio subsidia o trigo e o preço do pão é bastante baixo, juntamente com os valores dos aluguéis, que para imóveis alugados até a década de setenta, são extremamente baixos (valores como 4 a 6 dólares por mês), esses imóveis também têm o contrato de aluguel passado de pai para filho. Já para alugueis novos ou compra de imóveis, os valores são inacessíveis à maior parte da população.

    Bem, à parte todos esses problemas, o egípcio comum é por natureza muito gentil, lembra a gentiliza dos nossos nordestinos. Eles são capazes de lhe convidar a sua casa após o primeiro encontro para tomar chá e chegando lá vem o chá, doce e, eventualmente, um convite para jantar. Jantar com uma família egípcia é uma experiência muito boa, é comida farta e deliciosa. Na verdade, a generosidade é traço comum aos árabes.

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  • 30/03/2009 - 23:53
    Enviado por: Ali Abdulhamid

    Democrata Universalista

    Olha, posso acrescentar que dois tios meus, e dois primos trabalharam em Dubai, durantes uns 3 anos, como engenheiros e voltaram para a Síria com o dinheiro poupado… abriram restaurantes, cultivaram azeitonas, etc…

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  • 31/03/2009 - 00:09
    Enviado por: jose antero

    Gustavo,
    Vira e mexe o Sr José Antonio não perde a oportunidade de criticar o Islamismo e os muçulmanos, a última foi dizer que o islamismo tem as leis mais intolerantes do mundo. Que besteira é essa!
    Assim torna-se difícil, não sei se o faz por ignorância ou por má fé.
    Para o conhecimento desse cidadão, o Islã é uma religião muito tolerante, e o seu comentário acima foi muito preconceituoso.
    Que eu saiba, os judeus que moravam em paises de maioria islâmica, nunca foram submetidos a holocausto, o holocausto de juddeus não foi cometido em terras muçulmanas nem por muçulmanos.

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  • 31/03/2009 - 00:56
    Enviado por: Observador

    Gustavo, a pobreza, não é só material:

    Juntando o atual com o post anterior, que fala sobre uma das opções futuras na política do Egito, está lá espreitando este futuro a “Irmandade Muçulmana”: Achei importante e fui buscar na Wiki, algo sobre a mesma. O lema dessa organização é : “Alá é o nosso objetivo. O Profeta o nosso líder. O Corão a nossa lei. Jihad é o nosso caminho. Morrer pelo caminho de Alá é a nossa maior esperança”.

    Entre outras caracteristicas é uma organizaçao fundamentalista que rejeita tanto as tendências seculares das naçoes islâmicas quanto a influência ocidental.

    Sem conhecer muito dessa estrutura e correndo o risco de ser preconceituoso e injusto, mas refletindo sobre o próprio nome que traz um pequeno conceito de Irmandade, pois no caso unidos na ignorância e na crença ( entre outras de que é a única via) e não em um conhecimento verdadeiro, desconfio que tal tomada de poder, se concretizada, mais pobre fará quem já sofre com tanta injustiça e o desequilibrio. Talvez conquistem a igualdade, a pior , que é a da miseria, que acarreta a falta de estímulos para progredir, da ausência de incentivos que levem a populaçao a querer se melhorar, a querer mudar, ou o que o Fabio Nog falou, da ausência de ambiente pra empreender, no caso limitando, como mostram suas palavras de ordem, o principal no ser humano: seu livre arbítrio, fundamental para o desenvolvimento material e espiritual dos povos.

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  • 31/03/2009 - 02:41
    Enviado por: Paulo

    Não há justiça nem democracia sem o mínimo de distribuição de renda e educação formal.

    Peço a gentileza se algum participante daqui souber onde isso ocorre que me informe.

    De resto é curioso saber como são as idiosincrazias das elites em cada lugar do mundo, e como procedem no desprezo aos pobres de sua região. Ao que parece quando esse desprezo se soma a raça e religião a coisa fica ainda pior…
    ——————————————–
    MarioS
    Todo crítico deve estar preparado para responder com uma alternativa à aquilo que critica, nesse caso eu te pergunto:
    O que fazer com os miseráveis do semi-árido brasileiro?
    Vc tb é contra o Bolsa Falashmura?

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  • 31/03/2009 - 05:47
    Enviado por: Bueno de Taubaté

    Gustavo, sua descrição confirma minha impressão de que o Egito é muito parecido com o Brasil do ponto de vista social – com alguns atenuantes do lado brasileiro, é claro, devido a nossa natureza privilegiada. As periferias pobres no Cairo não devem diferir muito de nossas favelas, mas a violência deve ser bem menor, graças sem dúvida à predominância da cultura islâmica, mais homogênea e ética do que a dos favelados brasileiros.

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  • 31/03/2009 - 06:11
    Enviado por: gustavochacra

    Cheguei a Muscat (Omã) e tenho enfrentado problemas com a internet. Estou publicando os comentários, mas os responderei apenas mais tarde para poder escrever com mais calma

    obs. Depois da garoa no Cairo, peguei temporal no aeroporto de Abu Dhabi e não pára de chover aqui em Muscat. Falta de sorte é isso

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  • 31/03/2009 - 08:40
    Enviado por: Felipe

    Apesar dessa desigualdade testemunhada no Egito, conseguimos aqui no Brasil ser muito mais desnivelados: o coeficiente Gini egípcio é 0,34; o nosso, 0,57… Gustavo: parabéns pelo fantástico trabalho que você vem realizando com seus artigos.

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  • 31/03/2009 - 08:43
    Enviado por: MarioS

    Obrigado pelas explicações sr. Farhat sobre o Egito. Tenho plena consciencia de que o cristianismo e o judaísmo também têm seus problemas. E é exatamente por isso que sou totalmente contra a mistura de religião e estado. O que me desagrada, ou melhor, me assusta, é existirem países como a Arábia Saudita e o Irã aonde os tais “problemas” são impostos à força ao povo inteiro.
    Continuando com o seu exemplo, não existe um só país de maioria católica aonde a camisinha seja proibida. Nada tenho contra quem segue preceitos religiosos, mas tenho tudo contra quem tenta impo-los.

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  • 31/03/2009 - 08:59
    Enviado por: MarioS

    “Não há justiça nem democracia sem o mínimo de distribuição de renda e educação formal.”
    100% de acordo Paulo, 110% quanto à educação. Detalhe: distribuição de renda pode ser feita de inúmeras maneiras, sendo a pior e mais cruel de todas as tais bolsas esmolas

    É realmente curioso ver como são as idiossincrasias das elites em cada lugar do mundo e como procedem no desprezo aos pobres de sua região.
    Por exemplo, existem algumas que, do alto de sua onisciência e arrogancia (não é com voce, mas sim com os genios do governo) acham que pobres devem receber esmolas oficiais, caso contrário nada conseguirão na vida.
    E sem dúvida, quando a esse desprezo se soma a raça e religião a coisa fica ainda pior, haja visto aqueles que julgam serem necessárias cotas para que certas raças consigam chegar ao ensino superior

    Quanto ao que fazer com os miseráveis do semi-árido brasileiro, você mesmo já respondeu: EDUCAÇÃO! Em todos os sentidos.

    Não tenho a mínima idéia do que seja Bolsa Falashmura, e portanto não posso opinar

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  • 31/03/2009 - 09:01
    Enviado por: Sutter

    Não sei por que essa implicância com o hijab pessoalmente acho bonito, essa teoria de vocês que é um chega para lá também não acho correta, a verdade é que é bonito e ajuda a se proteger do sol, pois agride a pele da mulher. E nem toda mulher é assim bonita pra levar cantada e mesmo assim usa o seu véu. Claro cada um com suas idéias mas no geral é estético mesmo com uma pitada de religião.

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  • 31/03/2009 - 09:09
    Enviado por: Democrata Universalista

    MarioR, veja os diferentes mapas dos Meridianos de Tordesilhas, segundo diferentes geógrafos: Ferber (1.495); Cantino (1.502); Oviedo (1.545);
    os peritos de Badajoz (1.524); Ribeiro (1.519);
    Pedro Nunes (1.537); João Teixeira Albernaz (1.631,
    1642) e Costa Miranda (1.688).
    Durante a Dinastia do Rei Felipe, os portugueses se expandiram de tal forma na América do Sul que, em 1.680, visando o comércio com a bacia do rio da Prata e a região andina, fundaram uma colônia à margem esquerda rio do Prata, em frente a Buenos Aires: a Colônia do Sacramento. A fixação portuguesa em território espanhol gerou um longo período de conflitos armados, conduzindo à negociação do Tratado de Madrid (em 1.750). O Tratado de Tordesilhas, que foi assinado na cidade de Tordesilhas, do Reino de Castela (parte da Espanha atual) em 7 de Junho de 1.494 foi aprovado pelo Papa Julio II, em 1.506.
    França, Inglaterra e Países Baixos passaram a questionar a exclusividade da partilha do Novo Mundo para os Ibéricos. O Rei Francisco I, da França, ironicamente pediu para ver o Testamento de Adão, que legitimava a partilha da
    Terra.
    Bibliografia: Carvalho, Carlos Delgado. História Diplomática do Brasil, Brasília: Senado Federal, 1.998. Abraços.

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  • 31/03/2009 - 09:13
    Enviado por: José Antonio

    Srs. Farhat e Antero: Não sou de forma nenhuma contra árabes ou islamicos, reconheço a cultura de todos os povos. Não concordo com algumas práticas de sua cultura. Os islamicos não passaram por uma coisa chamada iluminismo, que na europa mudou as formas do pensamento.
    Este movimento surgiu na França do século XVII e defendia o domínio da razão sobre a visão teocêntrica que dominava a Europa desde a Idade Média. Segundo os filósofos iluministas, esta forma de pensamento tinha o propósito de iluminar as trevas em que se encontrava a sociedade.
    Os pensadores que defendiam estes ideais acreditavam que o pensamento racional deveria ser levado adiante substituindo as crenças religiosas e o misticismo, que, segundo eles, bloqueavam a evolução do homem. O homem deveria ser o centro e passar a buscar respostas para as questões que, até então, eram justificadas somente pela fé.
    É por isso que acontecem na sociedade islamica fatos que nos são estranhos. Deixar a religião dominar as idéias. O fato das mulheres serem discriminadas e serem objetos sexuais sem a presença de parentes é apenas mais um. O conformismo da pobreza se da também pela religião, além da mão dura dos regimes quase feudais. O dote é uma prática feudal. Significa que os mais pobres jamais terão uma mulher se não tiver dinheiro. Por isso a avidez em ver uma mulher sózinha.
    Os judeus usam sim camisinha, que não usa são os ortodoxos, minoria no judaismo.
    O inventor da camisinha como a conhecemos hoje foi um judeu alemão. Julius Fromm, patenteou a invensão em 1916.
    O iluminismo é a base da diferença de pensamento entre judeus modernos e islamicos.
    Quando falo de islamicos incluo os árabes, que em sua maioria tem a fé islamica.

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  • 31/03/2009 - 09:33
    Enviado por: Ali Abdulhamid

    Gustavo

    Falta de sorte nada, muito pelo contrário. Eu acho que nunca vi cair um pingo de chuvas nas ultimas viajens para a Síria, Líbano e Dubai… e olha que queria muito

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  • 31/03/2009 - 09:54
    Enviado por: Lorenzo

    O Egito, de certa maneira, é muito parecido com o Brasil. As pessoas tentam criar um Brasil imaginário com uma sociedade semelhante à americana com negros de um lado e brancos de outro, mas se esquecem que a discriminação no Brasil é muito (mas muito mais social) que racial.

    Uma pena isso acontecer no Egito, seria maravilhoso ter um pais arabe como exemplo de distribuiçao de renda e igualdade social

    abs

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  • 31/03/2009 - 10:59
    Enviado por: Sica

    Gustavo, essa diferença é grande a ponto de não existir isso que nós brasileiros chamados de “remediados”? Aquela classe média que não é necessariamente rica mas que não vive na miséria.

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  • 31/03/2009 - 11:04
    Enviado por: Claudiano

    Eu já estive no Egito.
    A comparação do Egito com o Brasil, na minha interpretação, se resumem a dois pontos:

    - Primeiro a parte “pobre” da população do Egito é MUITO, MUITO, MUITO pobre e corresponde a uma parcela MUITO, MUITO grande da população (eu imagino 95%). Não existe nada intermediário. Ou é pobre absoluto ou é rico. Aqui no Brasil temos nuâncias de pobre. O mendigo, o pobrérrimo, o pobretão, o simplesmente pobre, o meio pobre, o pobre classe média, e por aí afora.

    - Segundo, ao contrário do Brasil, mesmo as áreas mais pobres são seguras de se caminhar a qualquer hora, sem restrição. A religião não permite roubos ou marginalidade de qualquer tipo. Essa diferença, SIM, é abismal. Tudo bem que tem o problema do terrorismo esporádico contra americanos turistas, mas isso é exceção e bastante específico, não se comparando em nada ao problema generalizado de segurança nas grandes cidades brasileiras.

    Fora isso o Egito é 10! Não se parece com nada de lugar nenhum do mundo.

    Claudiano

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  • 31/03/2009 - 11:35
    Enviado por: Fabio Nog

    Não vou afirmar taxativamente por medo de errar por generalização mas me parece que um dos principais problemas das grandes nações do Oriente Médio fortemente dependentes de petróleo é que a renda gerada pela exportação do produto acaba prioritariamente no caixa do tesouro estatal ou de um punhado de famílias abastadas, que a utilizam para comprar ativos no exterior. Assim temos nações ricas com populaç~]oes pobres. Estruturar uma política de desenvolvimento econômico que beneficie o conjunto da sociedade implica em investir esses recursos internamente em atividades que criem uma cadeia produtiva. Com isso geram-se empregos e a necessidade de mão de obra educada, tanto no perfil médio (técnico) quanto superior. Há muitas atividades produtivas que podem ser implantadas em países com poucos recursos naturais e amplas áreas não habitáveis. Recursos naturais ajudam a iniciar um processo de desenvolvimento mas não são determinísticos para se atingir o objetivo final. Se assim não fosse, a Finlândia e o Japão ainda estariam na Idade Média.

    Existe a alternativa Dubai: a criação artificial de um feudo de bilionários, os quais obtém seus recursos mundo afora e os gastam e/ou depositam lá (existem muitos estrangeiros em Dubai porque o plano estratégico de desenvolvimento da região provê sua transformação em uma “Mônaco” da vida. Nenhum desses estrangeiros milionários ganha dinheiro lá). Enclaves deste tipo são viáveis nesta escala de cidade-estado. Há muitos exemplos no mundo. Mas não há como estruturar a economia de uma nação em torno a este conceito.

    Outro conceito viável para cidades-estado tipo Hong Kong é transformá-las em entrepostos comerciais de larga escala e, em torno disso, estruturar uma área de serviços que lentamente migra para agregação de valor industrial / intelectual. Novamente, víável em pequena escala, impraticável a nivel nacional.

    Poucas nações tem o privilégio do Brasil: recursos naturais de absolutamente todos os tipos, 16% de toda a água potável do planeta, clima extremamente favorável, topografia plana, localidade favorável (acesso direto e barato por mar a todos os grandes centros de consumo do mundo). Felizmente os diversos governos, desde a época de Juscelino até hoje, conseguiram transformar todo esse potencial em uma nação de desenvolvimento mediano. Poderiamos estar no topo se o país fosse mais sério e melhor administrado. Mas estamos longe de estar na rabeira.

    A nenhuma nação do mundo é proibido o desenvolvimento. Precisa de decisão política, competência administrativa e dirigismo econômico. Pode-se conseguir tudo isso com bastante corrupção comendo embaixo. Nâo é o ideal mas é o que acontece com China, Russia, Brasil, México, etc, etc. Atrapalha mas não é pré-requisito. É mais dificil em ambiente democrático, onde intervenções estatais mais radicais geram municação para a oposição e decisões ainda mais radicais (como construir Itaipu e destruir todo um ecossistema) jamais seriam possíveis.

    Nâo sou defensor de sistemas não-democráticos. Estou apenas afirmando que regimes duros são mais eficientes na implantação de um nível mínimo de desenvolvimento.

    O Egito, tema deste post, perdeu uma grande oportunidade de crescer. O mundo jamais experimentou uma onda de consistente progresso econômico coletivo como nos últimos 25 anos. Foi isso que permitiu a Russia sobreviver, a China dar seu salto e o Brasil se reestruturar. Mubarak estava lá, com todo o poder nas mãos, mercado internacional favorável, capitais disponíveis e condições políticas de fazer o que fosse melhor para o futuro de seu país. NInguém sabe quando outro ciclo de prosperidade acontecerá. Enquanto isso, países como o Egito terão mais dificuldade em evoluir economicamente.

    Obs: dada a escassa possibilidade de utilização do território egipcio (me parece que apenas 5% da superfície total é habitável), uma alternativa “Dubai” como ponta de lança de uma política econômica mais ambiciosa poderia ser considerada

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  • 31/03/2009 - 12:17
    Enviado por: LARISSA LIE NAGASE

    Gustavo. Excelente reportagem. Estive no Egito recentemente e é exatamente isto que vc. disse. Traduziu tudo o que vi. E apesar de tudo, é um povo maravilhoso. Amei o Egito.
    Beijos

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  • 31/03/2009 - 12:19
    Enviado por: jose antero

    Está ocorrendo nessa terça-feira a II Cúpula de Países Árabes e Sulamericanos em Doha, Catar. A primeira ocorreu no Brasil em 2005.
    É um fato extremamente positivo para ambos os blocos, fortalecer relações econômicas, políticas e culturais, o que facilita a mudança do eixo de poder no mundo, migrando dos países já desenvolvidos, para os países que estão se projetando no mundo.
    As relações comerciais entre o Brasil e países árabes saltou de 8,2 bilhões de dólares em 2004 para 20,2 bilhões em 2008.

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  • 31/03/2009 - 12:26
    Enviado por: Alvaro Janikian

    A descricao do Gustavo sobre a sociedade no Egito lembra e muito a sociedade Brasileira. Talvez porque tenhamos uma classe media maior nos pensamos que estamos longe disso, mas temos sim uma divisao social significativa e muito parecida com a do Egito.
    Apesar de no Brasil a possibilidade de ascencao social eh muito maior do que no Egito, temos muita gente com diploma universitario que trabalha em empregos simples e muitos empregos, sejam publicos ou privados, sendo preenchidos por indicacao.
    Os problemas descritos esta presente em muitos paises no mundo afora, incluindo o Brasil.

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  • 31/03/2009 - 12:51
    Enviado por: MarioS

    Sutter, se o hijab é bonito ou não, é questão de gosto pessoal. Assim como bombachas, kilts, tailleurs, mini-saias, etc

    O que é “feio”, muito feio é a imposição de roupas.

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  • 31/03/2009 - 13:12
    Enviado por: Observador

    MarioS,
    concordo com vc que a educaçao laica e apoiada na razão é a melhor saída para os problemas de distribuiçao e justiça no mundo, daí minha preocupaçao com a Irmandade no Egito ou com outros movimentos extremistas e sectários em outros lugares, o que inclui o tal Lieberman em Israel ou o Hizbolah no Líbano.

    Me perocupa mais ainda é quando esse desprezo pela elite, (não só de um país, mas uma elite mundial, como já ocorre nos casos narrados pelo jornalista Gustavo Chara) , quando esse desprezo das elites (árabes indiretamente e judias diretemante no caso plestino) a quem é diferente, o “outro”. Quando esse sectarismo, transvestido de democracia, impede de participar do exército e com isso de uma série de direitos civis, retringe seu direio de ir e vir, limita sua liberdade de ampliar ou simplesmente de reformar sua casa, não permite casamentos inter-étnicos, enfim usurpa direitos inalienáveis de qualquer ser humano, isso sim é mil vezes pior ( se é que se pode mensurar tais anomalias do pensamento humano) que um sistema de cotas “raciais” ( entre aspas por que consinto com o sr. Farhat, que raça só existe uma). Sim isso é muito pior, pois tal atitude já é RACISMO puro, e todo ser humano deve lutar com sua inteligencia e sensibilidade contra o mesmo, em qualquer época e em qualquer lugar.

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  • 31/03/2009 - 13:28
    Enviado por: Observador

    Duas coisas a mais:
    1 – parabens pelo nível dos comentários;
    2 – Sou a favor de um estado de Israel, democrático, com fronteiras demarcadas e em paz e harmonia com seus vizinhos. Penso que o “povo escolhido” não o foi por um “deus religioso”, mas sim o será, juntamente com o povo árabe, escolhido pelo conjunto dos homens como símbolo de uma nova era pra a humanidade. Desde que os homens de hoje trilhem o caminho da tolerância e respeito mútuo.

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  • 31/03/2009 - 14:15
    Enviado por: gustavochacra

    MarioS, acho os ricos brasileiros mais ricos do que os do Egito. Ao mesmo tempo, achei os pobres do Egito mais pobres do que os do Brasil. Sobre as mulheres, este é o pensamento do escritor

    Marina, você tem razão, especialmente no que diz respeito à imigração

    Mauricio, na hora, esqueci da coincidência dos nomes. Bem lembrado

    Ali, gostei do seu exemplo da Síria. Mas, pelo que vi, o Egito me pareceu mais desigual

    João Braziliano, quase não há violência urbana no Egito. Existem, no máximo, batedores de carteira em áreas turísticas. Há, ainda, no caso de turistas, o risco de ser enganado em uma negociação

    Cláudia, o marinheiro nunca esteve no Brasil. Eu perguntei a ele. Ficava mais pelo Mediterrâneo e países do golfo

    José Antero, a quantidade de funcionários públicos é ainda maior do que no Brasil

    José Antonio, o Egito não é regido por leis religiosas. E, em lugares como Ramallah, Beirute e mesmo no Cairo as mulheres saem à noite e vão a bares sem serem omportunadas

    Fabio Nog, acho possível se democratizar e se desenvolver economicamente, como os países do Leste Europeu (não todos, mas a Polônia, Eslováquia e Eslovênia, por exemplo). Mas, de resto, concordo com a sua análise

    Ali, gostei da descrição da sociedade de Dubai. Em breve, posts sobre Omã

    Florentina, não sabia desta visita de representantes brasileiros ao Egito. Sobre os programas sociais egípcios, soube de alguns bons exemplos fora do Cairo, no interior

    Democrata, obrigado pela informação histórica

    GilbertoR, é bem raro. Um dos poucos foi o Boutros Boutros Ghali, que depois se tornaria secretário-geral da ONU

    Rosenvald, discordo de você. No Brasil, há uma mobilidade social bem maior do que no Egito

    Democrata, o custo de vida é muito baixa e a inflação é estável no Egito

    Yoko, está registrado o convite

    Observador, a Wikipédia não é uma fonte que deva ser usada para tudo. Tampouco é aceita para reportagens ou trabalhos acadêmicos. Dito isto, a Irmandade, conforme escrevi em outro artigo, é uma organização extremamente heterogênea. Depende muito de qual facção você estaria falando

    Bueno, você tem razão que a influência da religião reduz a violência urbana

    Felipe, obrigado pelo elogio. Acho que o desnível maior no Brasil se deva ao fato de os ricos brasileiros serem bem mais ricos do que os do Egito

    Sutter, você tem razão. O hijab (higab, no Egito) pode ser muito bonito

    José Antonio, essa do inventor da camisinha foi sensacional

    Ali, conhecer o Omã em chuva foi falta de sorte. Vamos ver se amanhã melhora

    Lorenzo, concordo com você

    Sica, grande parte da população seria o que você chama de “remediados”. Não é miséria, mas pobreza. A religião também ajuda

    Claudiano, você tem total razão sobre a segurança das áreas pobres

    Larissa, obrigado pelo elogio

    Alvaro, concordo com você que a mobilidade no Brasil é bem maior

    MarioS, a maioria das mulheres não são obrigadas a usar o hijab. Seria como os judeus mais religiosos com o kipá. Usam em respeito à religião

    Observador, você tem total razão sobre o bom nível dos comentários neste tópico. E olha que não censurei ou editei ninguém. A questão é que todos nós discordamos da ditadura Egito e achamos errada a desigualdade social destes países

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  • 31/03/2009 - 14:17
    Enviado por: jose antero

    Sr Jose Antonio,
    A China não passou pelo Iluminismo, A ìndia não passou pelo Iluminismo. Será que só o Iluminismo é o caminho para a “melhora” dos povos. Se China, índia, países com maioria muçulmana não passarem por esse processo, estarão condenados?
    Acho simplista demais achar que a única forma de evolução das sociedades humanas seja a forma que aconteceu na Europa.
    Esse seu conceito de que as mulheres são objetos sexuais não condiz com a realidade. Propagandas de cerveja tendo sempre mulheres bonitas é tratar a mulher como escrava sexual.
    O que lhe parece comum, pode parecer estranho em diversas sociedades. Revistas de mulheres nuas no Brasil pode ser colocado como liberdade de expressão, em outros países, é tido como desrespeito.
    Sociedades mudam em velocidades diferentes e muitas vezes para caminhos diferentes e, são os integrantes dessas sociedades quem decidem qual o rumo tomar.

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  • 31/03/2009 - 14:19
    Enviado por: Herbert

    Gustavo:

    Porque voce escreveu este artigo apos ter deixado o Egito?

    Tem alguma correlacao ou sou muito criativo?

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  • 31/03/2009 - 14:25
    Enviado por: Herbert

    Claudiano:

    Mais impressionante do que o Egito eh a India, onde pobreza e miseria nao tem relacao direita com criminalidade.

    No Egito a policia a leis sao extremamente rigidas.

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  • 31/03/2009 - 14:30
    Enviado por: gustavochacra

    Herbert, a matéria foi publicada depois no jornal porque era especial de domingo. Fiquei no Egito duas semanas preparando os textos (não apenas este). Depois que enviei, fui para a Jordânia. E, no blog, não comentei porque não queria antecipar o que sairia no jornal, que é a prioridade. Não houve censura.

    Outra coisa, por erro, você publicou dois comentários com o nome de Gustavo. Publique de novo como Herbert para não haver confusão

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  • 31/03/2009 - 14:34
    Enviado por: Herbert

    Gustavo — desculpe a falha.

    Sobre o artigo, grato pela informacao. Minha intencao nao foi ser provocativo.

    Quanto a influencia da classe media no Egito, mencionei que foram eles justamente que apoiaram Sadat a fazer o acordo de paz com Israel na intencao de liberar o canal de Suez para o comercio internacional, fechado em 73

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  • 31/03/2009 - 14:39
    Enviado por: Herbert

    Gustavo:

    A interferencia do governo egipcio na atividade economica ainda eh muito grande. A burocracia tambem eh monstruosa.

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  • 31/03/2009 - 14:41
    Enviado por: Fabio Nog

    O ponto levantado sobre o iluminismo nos permite colocar uma questão até certo ponto relacionada com este tópico: será possível o desenvolvimento econômico sem levar em consideração os valores ocidentais?

    É notável que países como Japão, China, Taiwan e Coréia se ocidentalizaram culturalmente ao longo de seu processo de desenvolvimento. A Rússia vem fazendo a memsa coisaÉ evidente que a cultura de fundo continua existindo mas muitos dos hábitos sociais e, sem dúvida, a organização empresarial e financeira se amoldou ao ocidente. A América como um todo é herdeira direta da cultura européia, bem como Austrália e Nova Zelândia.

    Completam o mundo os imensos territórios africanos e do Oriente Médio. É possível aos numeros e diferentes países que compõem estas regiões criar um modelo de desenvolvimento econômico e social que respeitem sua história, tradições e cultura?

    Faço a pergunta, se o Gustavo me permite a liberalidade, porque eu tenho pensamentos tão mistos sobre esse assunto que não consigo firmar uma opinião a respeito

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  • 31/03/2009 - 15:02
    Enviado por: Carlos Massaranduba (Direto do Eden)

    MarioS,
    sem duvida nenhuma vestimenta e’ questao de gosto.
    Eu particularment prefiro a smin-saias do que os lencos.
    Interessante e’ que quando a pessoa homen diz preferir lenco, quando este viaja a outros paises que nao tem lenco, eles claramente preferem a mini-saia. interessante, nao e’?

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  • 31/03/2009 - 15:02
    Enviado por: DavidC

    Fascinante esta reportagem sobre o Egito.

    Seria correto compará-lo com a Índia em termo de população, ou não há castas tão definidas. Na Índia se você vem de uma casta inferior é praticamente impossível mudar de vida, isto também ocorre no Egito?

    Já li e ouvi diversas vezes comentarem que há inúmeros pedintes no país, principalmente próximo aos pontos turísticos (não que em algumas regiões do Nordeste e Norte do Brasil isto deixe de ocorrer). Mas parece ser muito extremado, isto é verdade?

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  • 31/03/2009 - 15:21
    Enviado por: gustavochacra

    Alet, seu comentário é o triplo do tamanho do meu artigo. Não há a menor condição de eu publicar. Mesmo assim, seu protesto está registrado, mas, quando censurei ou editei teus comentários, foi porque eles não se encaixaram nas regras que eu coloquei no fim do post. Como sempre insisto, se você considera que algum comentário que eu tenha publicado também fere as regras, por favor, me avise. Eu verificarei mais uma vez e, se for o caso, apagarei ou editarei o comentário do leitor

    Outra coisa, note o alto nível dos comentários deste post. É bem mais fácil quando é assim

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  • 31/03/2009 - 15:33
    Enviado por: Paulo

    MarioS

    Concordo integralmente com vc sobre o papel da educação como elemento da dignidade humana.

    Sobre as bolsas, NÃO QUERO AQUI DEFENDER o mau uso que os prefeitóides fazem desse recurso, mas têm um detalhe que os críticos esquecem de dizer, a concessão da bolsa está vinculada a ida das crianças à escola, quem não vai não recebe.

    Sobre as cotas, sugiro que vc porcure se informar sobre qual têm sido o desempenho dos alunos cotistas de escolas públicas na UNICAMP por exemplo.

    Nesse assunto sou ainda mais radical, universidade pública deveria ser apenas para alunos de escolas públicas, acho injusto que crianças de escolas depredadas, professores ausentes, merenda desqualificada, concorram com outras muito mais preparadas em clara desvantagem.

    Por exemplo, minha filha se formou no inglês adolescente, teve livros, computador cursinho etc hoje tá hoje na USP a 15 minutos da minha casa, e me lembro do caso de uma colega dela do cursinho, bolsista integral, que desistiu da USP pois morava no fim da Zona Leste em SP e não havia como sair do Butantã (onde fica a USP) e pegar ônibus/ Metrô / Onibus para chegar em casa antes da 1:30… e sair as 6:30 para trabalhar…

    É fácil ser contra ajuda aos mais fracos, afinal somos os mais fortes…

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  • 31/03/2009 - 15:42
    Enviado por: Sutter

    MarioS

    O correto é perguntar para as mulheres sobre o véu elas que vão usar não eu, sobre os itens que relatou pode oferecer para elas que vão adorar, imposição não sei, acho que não. Quando era pequeno a muito muito tempo era comum as mulheres usarem véu para ir a igreja e mesmo sair na rua e os homens com paletó, hoje para mim a maioria parece uns maloqueiros, o habito do véu caiu em desuso e não tem haver com imposição, simplesmente as mulheres ficaram de saco cheio do véu, porem algumas evangélicas e católicas antigas ainda usam.

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  • 31/03/2009 - 15:48
    Enviado por: jose antero

    Em meu comentário de 31.03.09 @ 14:17 Acabei escrevendo escrava sexual quando queria escrever objeto sexual.

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  • 31/03/2009 - 15:54
    Enviado por: João Braziliano

    Veja só, e no Brasil, com toda sua punjança econômica, a violência toma conta de todos os cantos. Problema cultural??

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  • 31/03/2009 - 16:58
    Enviado por: MarioS

    Obrigado Observador pelo diálogo Eu também sou a favor de tudo aquilo que você cita, mas, infelizmente, a nós só resta esperar e torcer.

    “Propagandas de cerveja tendo sempre mulheres bonitas é tratar a mulher como escrava sexual.”
    Menos antero, menos. Pode ser no MÁXIMO considerado (eu nem isso considero) tratar como objeto sexual.
    “O que lhe parece comum, pode parecer estranho em diversas sociedades.”
    De pleno acordo
    ” Revistas de mulheres nuas no Brasil pode ser colocado como liberdade de expressão,”
    E é! Liberdade de expressão é exatamente permitir a publicação/manifestação do que nos é estranho. Não me lembro quem disse que a liberdade é provada com a dos que discordam de nós (mais ou menos isso) Nenhuma ditadura, seja política ou religiosa se opõe a publicação/divulgação do que considera “certo”.

    “em outros países, é tido como desrespeito.”
    Sim, e nos livres mesmo assim é permitido. Compra, lê, vê quem quiser.

    Eu também prefiro Massaranduba, se bem que em algumas o lenço cai melhor, ou até mesmo um lençol

    “eles claramente preferem a mini-saia. interessante, nao e’?”
    Hipócrita eu diria.

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  • 31/03/2009 - 18:04
    Enviado por: José FARHAT

    Jose Antonio e Jose Antero

    Tenho um projeto de livro a respeito do que deve o Ocidente ao Oriente e um dos capítulos trata exatamente da “chupada” que os ocidentais deram no “iluminismo” oriental, muçulmano e árabe. A contribuição pioneira destes foi crucial para o despertar intelectual da Europa. No início do Século IX, da era comum, o califa abássida Al-Maamun, fundou a Bayt Al-Hikmat (Casa da Sabedoria), em Bagdá, onde inter alia obras gregas, especialmente as de Ptolomeu, Arquimedes e Euclides foram traduzidas para o árabe. Os sábios árabes também foram buscar na Pérsia, Índia e China, textos de medicina, matemática, filosofia, teologia, literatura e poesia. A partir daí, os muçulmanos deram ao conhecimento novo corpo – com a ajuda de cientistas e tradutores judeus – que não era somente um amontoado do pensamento grego mas também pensamentos na maioria das vezes contrários às idéias gregas e simultaneamente, na maioria das vezes, levavam o saber a novas direções. Este processo foi ajudado pelo fato de Bagdá ser então o centro da economia global e não somente receberam idéias asiáticas pois eles as reformularam e a retransmitiram através da Espanha muçulmana. A partir daí e depois do ano 1000 dC, os europeus traduziram os textos científicos islâmicos para o Latim. Isto continuou após a queda de Toledo em 1085 onde o “iluminismo” ocidental foi buscar: o desenvolvimento islâmicos da matemática, o conceito do homem como agente racional, os métodos científicos islâmicos como prelúdio da ciência européia, a medicina de al-Razi, al-Farabi e Ibn Sina e daí por diante, em todos os ramos do saber.(Este texto deve ser revisto).

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  • 31/03/2009 - 18:22
    Enviado por: Cláudia

    É um pouco difícil, Fábio Nog, um desenvolvimento econômico do Oriente Médio ou da Ásia nos moldes ocidentais porque no Ocidente o motor da economia são os desejos humanos. Não lembro quem foi que expressou de forma muito feliz essa condição dizendo que estávamos todos condenados a escolher. Não escolher seria o estranho, o ponto fora da curva. Muito bem, mas como escolher se não há uma base de valores a partir dos quais a escolha se opera? Como escolher se não tenho nada que intimamente me conecte ao que escolho? Isso é enlouquecedor. Por isso, por mais insatisfatória que seja a situação material de muitas pessoas no Oriente Médio, ela parece menos apavorante que a idéia de escolha infinita proposta pelo Ocidente. Se o direito de escolha é importante, a sensação de pertencimento parece ser tão importante quanto. O ideal seria uma mistura dos dois.

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  • 31/03/2009 - 18:53
    Enviado por: Alet

    Não esperava que vc o publicasse, pelos simples fato que o meu comentário não tem referência a este post.
    O nivel dos comentários está melhor porque seu post não tem nem um parágrafo sobre Israel.

    É um prazer ler os comentários sobre países árabes, muçulmanos, OM sem que sejam usados os mesmos argumentos de sempre.

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  • 31/03/2009 - 19:25
    Enviado por: Fabio Nog

    Na esteira do que Farhat lembrou, é preciso destacar o papel do Império Romano do Oriente que foi o principal responsável pela preservação do estoque de conhecimentos e tecnologia desenvolvidos na antiguidade clássica. Não fosse por esse bastião da cultura romana, muitos dos conhecimentos que foram recuperados e alimentaram o renascimento teriam se perdido para sempre. Os romanos eram práticos, como se sabe. Como os americanos de hoje, primavam por transformar conhecimento puro em conhecimento aplicado, o que hoje chamamos de tecnologia. O que eles fizeram na construção civil, naval, arquitetura, sistema monetário, organização militar e direito é digno de admiração. Todas as leis empíricas da hidráulica, usadas até hoje, foram derivadas pelos romanos. Isso permitiu construir aquedutos com dezenas de quilômetros de comprimento. A técnica de construção civil garantia uma declividade constante de 1 grau ao longo de todo o percurso. Quem é engenheiro civil aqui sabe a complexidade de vc garantir declividade constante em qualquer superfície por quilômetros. Se qualquer das estruturas de suporte sofresse um recalque qualquer, adeus abastecimento.

    Enfim, Constantinopla guardou tudo isso, reformou e melhorou muitas coisas (como na arquitetura) e alimentou a Europa recém saída da Idade Média com seus conhecimentos

    Claudia: concordo com vc. É uma questão de escolha mesmo, a qual se sustenta em valores. Só que se dizia a mesma coisa dos milenares valores chineses e japoneses e olha só o que está acontecendo por lá.

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  • 31/03/2009 - 19:29
    Enviado por: Observador

    Fábio Nog e Cláudia, esse é um tema fascinante que também me inquieta…
    O ocidente herdou ao oriente, e vice-versa, inúmeros valores fundamentais pra chegarmos a nossa condiçao atual. As línguas deixaram de ser intransponíveis e o mal e o bem, produzidos em cada lado, ( se é que existe essa dicoomia explicita) que antes demoravam a ser reconhecidos hj nao demora quase nada.

    Os judeus foram os primeiros a vivenciarem essa globalização, por suas características de culturas em diasporas.

    Hoje o mal e o medo teima em separar aquilo que por contingencias ( oceanos, montanhas, doenças, etc) foi separado. Esse é o mistério e as possibilidades infinitas da humanidade e o que é bacana , a da cultura em transformaçao.

    Percebo que um valor ocidental fundamental, e portanto universal, é o que levou o homem a se reconhecer, pelo cultivo da razão, como centro do mundo, ou seja como a cereja do bolo da Criaçao. O humanismo ocidental é perola da humanidade, pois foi forjado ao longo de séculos e na carta americana chegou ao ápice, precisamente por ter deixado preceitos religiosos, tribais, etc. em segundo plano. Esse culto ao indivíduo, ao longo do último século, certamente se desviou, caindo em um cruel individualismo, marca egoística das sociedades ocidentais. Após sangrentas guerras, das quais pouco aprendemos, a convivência humana se ressentiu, por isso coexiste uma globalização mercadológica e uma dificuldade em se conviver.

    Não sei a saída, talvez uma cultura humanista universal, sobreponha tudo isso, à servidao e ao egoísmo, onde os valores possam ser compartilhados, nem direita, nem esquerda, mas liberdade, fraternidade e igualdade ( verdadeiras, sentidas, como algo fundamentados na consciencia de cada um) Tipo “tábua das esmeraldas” de Hermes. Quem sabe nossos filhos viverão..

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  • 31/03/2009 - 19:32
    Enviado por: Paulo

    Sutter
    “…hoje para mim a maioria parece uns maloqueiros, o habito do véu caiu em desuso…”

    Vc têm razão quanto a essa estética vulgar de hoje, o único detalhe é que quem erotizou a infância no Brasil não foram os moradores das “malocas”… foi a dona Xuxa, o Tchan, o Gugu etc etc etc com TOTAL APOIO da Rede Globo, das gravadoras internacionais, do setor de confecções etc etc etc…

    Com certeza vc não disse isso por mal, mas o preconceito (como o mal) estão sempre a espreita, um descuido e eles saem da toca…
    :)

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  • 31/03/2009 - 22:01
    Enviado por: Neto

    Gustavo, me pergunto de que valeu então para o povo egípcio a paz com Israel ? Mubarak poderia ter revertido toda a renda provinda do Sinai para melhorar as condições de vida da população e ao invés disso, a decadência. A Síria não assinou nenhum acordo para reaver Golã e no entanto os sírios vivem em melhores condições, e ainda apóia a causa palestina.

    Sou a favor da paz entre todos com Israel, mas o Egito não precisaria virar as costas para seus irmãos árabes. Na prática estamos vendo que não só estão em paz como são fiéis aliados de Israel, abandonando totalmente os palestinos. Uma pena.

    Li sua matéria na edição de domingo do Estadão, a princípio eu achava que a pressão israelense é que impedia a abertura da fronteira do Egito com Gaza. Ledo engano, em relação aos palestinos, Egito e Israel são parceiros no crime. Mas por que não abrem agora, para pelo menos reconstruir Gaza?

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  • 31/03/2009 - 22:07
    Enviado por: Henrique

    Gustavo, essa aqui não publica não,
    mas vc mandou bem nessa!!! Muito bem! Falando em desigualdade, vc chegou a investigar a relação entre os Muçulmanos e os Coptas? Nas cidades e no sul do Egito?
    E já que vc esta no Oriente Médio, não será dificil encontrar um filme egipcio chamado Hasan we Morqos, uma satira disfarçada da situação.!!! Abraço.

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  • 31/03/2009 - 22:16
    Enviado por: Yoko

    Fabio Nog, permita-me descordar.
    Japão, Coreia e Taiwan adquiriram modos ocidentais inclusive no trabalho, mas é apenas uma ponta do iceberg. Se você trabalhar numa empresa de um destes países (não numa filial brasileira) notará que eles são totalmente enraizados no cofuncionismo e nas suas bases culturais.
    A maneira ocidental é só uma de várias faces que estes países souberam aproveitar bem. A título de informação: trabalhei numa empresa japonesa como funcionária japonesa e o meu ex-companheiro também era japonês.

    MarioS e Massaranduba, o problema da mercantilização do corpo da mulher não se restringe à liberdade de expressão. Muitas de nós nos sentimos incomodadas como a mulher é retratada na mídia. O que vocês achariam se em tudo quanto é TV, revista, poster encontrassem imagens do miolo da revista G ou Junior? (São revistas para publico gay, mas não encontrei exemplos de revista para mulheres que tratam o homem como objeto…)

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  • 31/03/2009 - 22:35
    Enviado por: jose antero

    MarioS,
    A maneira como você escreve parece mostrar que quando algo não está de acordo com o que você pensa, está condenado a estar errado.
    Exitem mais de 6 bilhões de seres humanos, sociedades diferentes aos borbotões e você acha que só os valores que você defende são os corretos?

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  • 01/04/2009 - 01:40
    Enviado por: Carlos Massaranduba (Direto do Eden))

    Claudia,
    Nem todo mundo tem problemas de escolha.
    Isso e’ uma generalizacao que na minha opiniao nao tem muito sentido dado que a spessoas sao todas diferentes por natureza.
    Eu acho muito dificil, s enao impossive, fazer este tipo de afirmacao. Nao existe uma estatistica demontrando essa sua tese.
    Tanto na sociedade ocidental como oriental existe a frustracao ou a felicidade independedentemente das posses. Sempre existe uma base de valores. Depende de como as pessoas enxergam. Tudo isso e’ muito subjetivo. Se existisse uma resposta unica todo mundo estaria amontoado em um unico lugar do mundo.

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  • 01/04/2009 - 03:47
    Enviado por: Carlos Massaranduba (Direto do Eden)

    Yoko,
    essa estoria de mercantilizacao do corpo da mulher, como diria o Paulo Francis, e’ uma grande besteira.
    Cada um faz com seu corpo o que quizer. Inclusive tem muita mercantilizacao d ehomem tambem.
    O qu eue acho e’ que se os homens deixassem as mulheres mulculmanas prefeririam usar algo mai sconfortavel em sua maioria. Muitas emuitas mulheres d evalor e respeito se vestem “sexy” em varias ocasioes e nao perdem o respeito nem a admiracao.

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  • 01/04/2009 - 07:52
    Enviado por: Fabio Nog

    Yoko
    Sua observação é interessante e a questão é até onde é preciso assimilar valores ocidentais para se atingir um objetivo específico: crescimento econômico. Em algum grau isso acontece. Como v mesma disse, existe uma faceta das sociedades orientais que foram remoldadas ao perfil ocidental. Pode ser que a essência continue a mesma (tenho algumas dúvidas. Acho que os jovens atuais são bem diferentes de seus antepassados e as empresas estão aos poucos mudando sua cultura corporativa)

    Olhando para o Oriente Médio, e apenas reprisando aquilo que eu fui lendo aqui no blog, nós vemos uma Beirute que é frequentemente descrita como uma capital européia no OM; temos os esforços da Rainha da Jordânia em fazer algo que eu só posso descrever como ocidentalização de determinados costumes; Dubai, que está sendo redesenhada à perfeição para se adaptar aos gostos e estilo de vida ocidentais; temos os ricos de qualquer cidade que, na primeira oportunidade, compram seus Mercedes. Israel é um país ocidental. o Iraque foi destruído e os americanos querem transformar em uma democracia ocidental …. até onde o OM precisará incorporar valores de fora para crescer?

    Aí no Egito. Se Mubarak implantar um bolsa família da vida, pode apostar que a turma sairá comprando geladeira e computador. O apelo do consumo é difícil de ser refreado, por mais espiritualista que um povo possa ser

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  • 01/04/2009 - 09:43
    Enviado por: José Antonio

    Desculpe sr. Antero, mas a China e a India não tem maioria muçulmana, o Paquistão no caso indiano foi criado para separa-los. Eles não passaram pelo iluminismo, mas só melhoraram quando adotaram o pensamento ocidental. A China quando abriu o seu regime transformando-se em um capitalismo/socialismo, e a India com sua forte influencia inglesa.
    Ambos os paises deram um grande salto no desenvolvimento econômico, mas ainda ficam muito a dever no desenvolvimento humano. A miséria e a falta de vontade de crescer da sua população se deve a religião e também pela trava das castas que mesmo proibida ainda é usada pela população.
    Países fortes, mas com uma população miseravel.
    Os países islamicos também tem essa caracteristica de miserabilidade, governo duro e rico, familias bilionárias e o povo só assistindo, recebendo migalhas. Concordo que a religião faz isso por que gera o conformismo, coisa que o iluminismo acabou. É uma sorte para eles pois senão teriamos esses países com revoluções genocidas. Ninguém pode ser conformar em ser o pobre porque governos e religião não permitem.

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  • 01/04/2009 - 09:53
    Enviado por: MarioS

    “a concessão da bolsa está vinculada a ida das crianças à escola, quem não vai não recebe.”
    Paulo, voce, eu e mais importante ainda, o próprio governo, sabe que não há controle. Foi publicamente admitido o fato.

    “Sobre as cotas, sugiro que vc porcure se informar sobre qual têm sido o desempenho dos alunos cotistas de escolas públicas na UNICAMP por exemplo”
    Já ouvi esta história e, se for verdade, provaria que cotas não são necessárias. Explico o se for verdade: como é possível que um aluno A, em dezembro/janeiro (vestibulares) não consegue nem ao menos competir com B, e em março/abril o supera? Caso alguém prove isto ser possível, terá revolucionado todo o conceito de educação e ensino.

    Mais uma coisa Paulo, eu estudei na USP e tive um colega que morava no Jaçanã e outro, meu amigo até hoje, em Guarulhos. A igualdade absoluta e, mais ainda, a perfeição para todos pode até soar bem, mas, infelizmente é impossível. Eu não sou AJUDA aos mais fracos, sou contra paternalismo e fazer as coisas pelos mais fracos.

    Antero,
    Confesso que não entendi. Meu ponto de vista é exatamente o oposto. Use burka quem quiser, mini-saias também. Não sou eu que proibo uma ou outra, procure se informar sobre quem é.
    Também procure se informar sobre quem proibe a Playboy. Eu por exemplo gosto dela, e, apesar de não gostar da G, nem me ocorreria sugerir que fosse proibida.
    E isto se aplica a tudo Antero. Nada tenho contra proselitismo, mas alguns países não só tem, como condenam a morte quem o pratica.

    Yoko, nenhuma TV aberta mostra as paginas centrais da Playboy.

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  • 01/04/2009 - 10:31
    Enviado por: José Antonio

    Concordo com tudo que escreveu sr. Farhat, nós ocidentais devemos muito ao oriente. Mas existe uma grande diferença. A partir do iluminismo, idéias nunca surgem em um só lugar, a europa e o ocidente passaram a por em prática estes conhecimentos, ao contrário dos seus criadores que as deixaram nos livros. Uma idéia só é boa quando o povo as usa. Uma coisa que me é estranho é que muitas pessoas do blog se fazem de éticas e conservadoras, mas ao mesmo tempo usufruem das liberdades daquilo que chamam excesso de liberdade. Na nossa sociedade existe a liberdade para se fazer isso ou aquilo, depende de cada um.
    Em sociedades dominadas pela religião isso é imposto. Jamais viveria em um lugar que eu tenha que fazer o que o clérico impõe, muitas vezes muito mais analfabeto do que eu, sómente por ele dizer que é influenciado diretamente por deus. As palavras se deus quiser e graças a deus são a diferença entre o iluminismo e as trevas.
    O certo é se eu quiser e graças a mim. Aquele negócio do conformismo religioso que existe nos lugares mais ignorantes do Brasil. Uma pessoa perde seu filho em um assassinato e se conforma dizendo: Foi deus quem quis. Para mim um absurdo. Não se deve misturar religião com coisas reais. Quando existe essa mistura alguém sai perdendo, só ganha quem impõe esse tipo de pensamento. Quanto ao Japão principalmente, só passou a fabricar coisas que preste quando a sociedade japonesa se americanizou. Não existe país no mundo que copie tanto os americanos.
    Todo mundo cospe no prato que comeu, sem o dinheiro americano a europa e o Japão ainda estariam se reconstruindo. Não venham me dizer que era tarefa deles fazer isso. Não era, eles é que foram atacados. Quem disse que quem ganha uma guerra tem que ajudar os perdedores, não tem sentido. Só em filme como o rato que ruge, um pais arrumar uma guerra com um mais forte só para ser reconstruido de uma forma melhor e mais moderna.

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  • 10/05/2011 - 19:48
    Enviado por: niceia pantoja amazonas

    o egito e muito legalllllllllllllllllllll

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