O Guilherme Werneck pediu para eu escrever um texto sobre o futuro da indústria da música. Como não tenho muito a dizer, a não ser que acho que o mercado sempre encontrará uma solução para levar (e faturar) a criação daqueles que sabem fazer música para aqueles que só podem ouvir, me resta o charlatanismo e a gaiatice em meio a exercícios de imaginação e alguma pitada de sonho.
2011
Tablets se consolidam como a nova plataforma para divulgação de música. Lady Gaga faz a premiére do novo clipe num novo aplicativo do Ipad
2012
Google anuncia a compra de uma das antigas gravadoras majors e começa a investir na produção musical
2013
Pelanza deixa o Restart e surpreende com um disco solo elogiado pela crítica e sucesso de público, dando inicio a uma trilogia de lançamentos bienais que vai até 2017. Antigos fãs pedem músicas da fase Restart, que aparecerão em novas versões em raríssimas apresentações.
Explodem as vendas de caixas temáticas – a preço acessíveis - com fotos em papel especial, reprodução de ingressos de shows históricos, pôsters e memorabilia de artistas. A música dessas caixas especiais virá em pendrives e minicards multiplataformas compatíveis com tablets, aparelhos de som antigos e senhas de acesso para baixar a música.
2014
Em meio às festas da Copa do Mundo no Brasil, o mundo descobre um músico egresso e dissidente do Olodum que dá os primeiros passos rumo ao tecnotropicalismo. Google o contrata no seu primeiro acordo milionário com um novo artista.
2015
A ilusão de que o disco de vinil seria a salvação da indústria da música estará definitivamente perdida. Matérias nos sites e jornais anunciam mais uma vez, anos depois da primeira morte, a última fábrica de vinil a fechar as portas. Um grupo de saudosistas unirá forças para manter a produção artesanal, que durará até 2017
2016
Maria Rita vende 300 mil cópias, ainda no antigo formato CD, de “Maria Rita canta Raul”, com reinterpretações de lados B do roqueiro baiano. Executivos dizem que o CD é o futuro da indústria da música no Brasil.
2017
Apple anuncia que fará a apresentação de um novo produto, desenvolvido secretamente nos últimos anos. No dia do anúncio, cinqüentenário exato do lançamento do Sgt Peppers, a empresa de Steve Jobs choca o mundo ao mostrar uma apresentação real dos quatro Beatles de 1967 tocando todas as faixas do álbum ao vivo, na íntegra, num palco virtual criado a partir de projeções holográficas dos integrantes emitidas do novo minitablet da companhia. Uma fã sofre um ataque cardíaco no Brasil quando vê pelo velotube Paul McCartney real e seu avatar de 1967 fazerem um dueto no final do show.
2018
Google já controla mais duas antigas majors, uma delas adquirindo o espólio da falência e outra numa oferta hostil anunciada ao mercado. Empresa começa a ação de aquisição de editoras musicais pelo mundo.
2019
O artista brasileiro descoberto na Copa de 2014 anuncia o rompimento com parceiros de composição e decreta o fim do tecnotropicalismo.
A tecnologia de projeção holográficas de shows lançada pela Apple estará popularizada, com todos podendo assistir a um show do ídolo na sala de casa ou num salão de bar. O projetor calcula as dimensões do ambiente para o artista se movimentar pelo espaço e interagir com o local. Microsoft lança a sua versão com o karaokê-mode, com a qual o usuário pode fazer duetos, participar do coro e tocar instrumentos, como no atual guitar-hero.
As duas empresas partem para cima de hackers que projetam as apresentações sem autorização e pagamento no código aberto do Google Street View. Para achar as apresentações, basta cruzar o endereço certo com o nome do artista, tornando quase impossível o rastreamento prévio dos shows, que mesmo sem a qualidade do projetor doméstico fazem sucesso no site de mapas.
2020
O ano em que faremos contato. A nave do consórcio russo-americano que partiu um ano antes da Terra chega a Marte com cinco meses de atraso. Cientistas da Nasa mostram um vídeo do momento em que o jipe-robô teleguiado com o logo do Google Music na carcaça encontra um pequeno monolito, do tamanho de um iPad, que emite sons numa freqüência inaudível aos ouvidos humanos.
2021
Quase octagenários, Paul McCartney e Keith Richards lançam disco de blues com faixas compostas em conjunto durante uma visita do guitarrista do Stone a sua mansão. O sucesso da parceria dos velhinhos faz crescerem as especulações de que uma jam session com músicas obscuras do primórdio do rock’n’ roll reunindo Mick Jagger e Ringo Starr estaria em produção. Após meses de desmentidos, surge o álbum “Mick & Ringo”. O New York Times, revela na sua versão web mezzo paga mezzo free – a versão impressa continua – que o projeto foi arquitetado pelos Beatles e Stones em troca de mensagens públicas pelo newtwitter onde se identificavam com os nomes reais, à vista de milhões de fãs que não perceberam as conversas.
2022
OMC subscreve, após anos de negociação com Google, Microsoft, Apple e uma nova empresa surgida na web em 2017, um novo marco do direito autoral.
2023
Nascido em 2000, o artista X lança seu primeiro single e domina as paradas mundiais, aferidas e debitadas por controle remoto a partir dos tocadores múltiplos.
Usando a nova freqüência descoberta em Marte, X revoluciona o modo de produzir e ouvir música, com pequenos sensores que convertem o sinal emitido em som como conhecemos hoje, mesclado com a projeção de imagens. As primeiras imagens lembram o visual lisérgico dos anos 60, mas em meses a tecnologia terá evoluído para projeções realísticas de imagens de sons.
2025
Com a música da nova freqüência descoberta em Marte, uma nova escala de notas musicais é decifrada. A descoberta permite tirar novos sons de antigos instrumentos. O resultado provoca o surgimento de novas escalas melódicas de antigas músicas e torna impossível aferir a autenticidade de uma criação musical feita a partir de uma antiga canção.
Simultaneamente, é criado o novo sistema de cobrança automática, pois só é possível escutar a música, pagando, nos novos aparelhos que entendem a freqüência extraterrestre. Piratas trabalham uma maneira de tentar burlar a restrição freqüencial e converter a música ao som normal.
X lança aquele que será considerado o seu mais emblemático trabalho e influenciará uma geração de novos músicos. Sites tentam fabricar clones biológicos de X e de suas músicas usando freqüências distorcidas do som criado por ele. A nova tecnologia permite que surdos escutem músicas através de pequenos implantes que estimulam neurônios no cérebro.
2030
Surge o zajjfusion.
2042
Aos 100 anos, morre no Brasil o último tropicalista.
2055
Numa cidade do interior em algum lugar do mundo, um moleque de 14 anos descobre os primeiros acordes num violão e dá os primeiros passos na música. Com um amigo de 15 que toca um moderno instrumento eletrônico de sopro cria uma nova batida que em alguns anos explodirá nos ouvidos de uma nova geração através dos sinais que ele emitira de seu transmissor portátil de música. Seus seguidores num serviço de tiks espalham cada lançamento, remunerando o próprio autor em sua conta corrente individual a cada reprodução. Faixas “ao vivo real”, capatadas no momento em que o artista se apresenta, serão mais caras. Faixas já escutadas, gravadas antes ou compartilhadas serão gratuitas ou vendidas em baciões virtuais a US$ 0.0001.
2100
????
Edmundo Leite é o coordenador do Arquivo do Estadão, faz o blog Memória, gente, lugares, aqui no Estadão. Dono de um arquivo dos sonhos de publicações musicais brasileiras, ele está nos finalmentes da primeira biografia pra valer de Raul Seixas – que torço para sair a despeito do embaço da ex do maluco beleza
Qual é o futuro do negócio de música?
Se existe uma pergunta que vale um milhão de dólares, é essa. A indústria da música – talvez junto com as empresas de conteúdo jornalístico – foi uma das mais prejudicadas comercialmente com a disseminação da internet, justamente porque um de seus componentes mais, digamos, ‘lucrativo’, é a distribuição de conteúdo musical.
Acho difícil falar sobre o futuro da música de maneira categórica, como se houvesse apenas uma verdade absoluta. Não há. Hoje em dia é tudo muito complexo, inclusive as respostas.
Muita gente aposta no fim das gravadoras como se isso representasse a salvação da indústria musical. Na minha opinião, esse é apenas um efeito colateral – e, acredite se quiser, negativo. As gravadoras sempre foram criticadas por todos os lados: por músicos independentes, que não conseguiam contratos porque não eram comerciais o suficiente (até hoje ninguém sabe o que é ser ‘comercial’, mas tudo bem); por músicos consagrados, que reclamavam que ganhavam pouco; pelos consumidores, que reclamavam dos altos preços no ponto de venda.
Os músicos independentes viram na internet uma possibilidade de fazer seu trabalho ser conhecido, e isso é uma grande vantagem do mundo digital. A desvantagem, no entanto, é exatamente a mesma coisa: como todo mundo tem esse acesso, fica muito mais difícil para uma banda boa se diferenciar de uma banda horrível. Por mais que tenhamos críticas ao modelo das gravadoras, foi esse formato de negócios que nos deu Elvis Presley, The Beatles, Led Zeppelin, Rolling Stones,U2. Também nos deu Britney Spears, Backstreet Boys e outros lixos, diriam os críticos. A diferença é que ninguém é obrigado a consumir nenhum desses artistas. A gravadora faz uma ‘curadoria artística’ e apresenta seus produtos, compra quem quer, não compra quem não quer. O que é inegável é que o formato funcionou até hoje: alguém acha que existiram bandas melhores que Beatles e Led Zeppelin? Havia alguém muito injustiçado recusado por todas as gravadoras? Difícil dizer, mas é bastante improvável.
A internet permitiu que tivéssemos à disposição milhares e milhares de bandas ao clique do mouse. Mas quem disse que eu quero milhares e milhares de bandas? Quem disse que alguém tem tempo de escolher entre milhares de bandas, a não ser 0, 001% da população que tem entre seus hobbies “descobrir artistas novos”?
O modelo anterior nos deu todos os grandes artistas da história, de Beatles a Marvin Gaye, de Ramones a Metallica. O que a internet nos deu até hoje? O Cansei de Ser Sexy? Qual é o grande artista que saiu do novo modelo? A Lilly Allen? O Chris Anderson que me desculpe, mas o conceito de ‘Long Tail’ não se aplica à arte.
Quero escolher entre 30 bandas, não entre 30 mil bandas. E aí começa um outro jogo bastante irônico: você vai até o site Pitchfork.tv e vê as bandas que eles escolheram. Não é a mesma coisa? Praticamente. A diferença é que na Pitchfork.tv você vê os vídeos de graça, provavelmente vai encontrar essas bandas no MySpace, etc. Mas o Pitchfork.tv está fazendo, no fundo, a mesma coisa que uma gravadora: dizendo o que vale a pena ouvir.
A diferença é que o modelo da internet, até pouco tempo, era baseado na troca gratuita de conteúdo. O que, a meu ver, nos leva a uma segunda discussão: música tem valor?
Se algo tem valor, tem que custar alguma coisa. Se música vale alguma coisa, ela tem que ser paga.
Entre as críticas às gravadoras, está o alto preço dos discos. Não quero defender o modelo antigo, mas posso falar com isenção porque já fui um músico contratado de gravadoras de vários tamanhos e perfis. E posso garantir quem é o culpado pelo alto preço dos discos. O governo, claro, por meio de impostos criminosos e tributos inexplicáveis. Fora outros órgãos governamentais/controladores de direitos autorais, como o ECAD.
Um erro, na minha opinião, cometido por bandas novas é colocar sua música de graça na internet. Ninguém valoriza o que é de graça. Se você colocar uma música promocional por um certo tempo, ou um certo número de músicas, tudo bem. Mas já conversei com bandas que se orgulham de jogar todo seu material online, dizendo que os fãs merecem, etc.
Sim, os fãs que merecem são aqueles que pagariam para ter uma música sua. Bandas que encaram música como hobby podem se dar ao luxo de disponibilizar tudo gratuitamente na internet. Músicos que passaram anos estudando, ensaiando e compondo merecem um pouco de respeito.
Ninguém entra numa loja de roupas e sai com uma calça jeans gratuitamente “porque o preço é alto”.
Conversando com David Bryan, tecladista do Bon Jovi, dei essa minha opinião sobre o assunto e ouvi uma resposta curiosa. Ele não só concordou comigo, como foi além. Disse que a culpa pela disseminação da música gratuita online era das gravadoras. Faz sentido. Se você faz um depósito em um banco porque acha que ele vai guardar bem o seu dinheiro, você devia cobrar uma gravadora se a sua música é roubada por alguém. Não é questão de mandar prender o dono do Napster; nem censurar algum site de copyleft na Suécia. A questão é que a música online deveria ter um formato que permitisse algum tipo de controle. A tecnologia foi mais rápida que as gravadoras. E, por isso, para o bem ou para o mal, esse modelo chegou ao fim.
O que vai substituí-lo? Acho que não teremos um único modelo, mas vários. O iTunes é um deles. Steve Jobs e sua turma conseguiram entrar de gaiatos na indústria musical e abocanhar uma bela fatia. A ideia é simples, não? Eles vendem músicas online legalmente, por um preço honesto.
Lembrando que as gravadoras pagam pela gravação do disco no estúdio, pela divulgação do artista, gravação de videoclipes, pagamento de jabá em rádio, marketing, assessoria de imprensa, distribuição do produto fisicamente pelo mundo. Uma música online também precisa ser gravada, mas hoje qualquer um grava com superqualidade em casa, basta um software Pro-Tools e meia-dúzia de plug ins; videoclipes caseiros podem ter altíssima qualidade, basta uma boa ideia – e ainda podem estar de graça no YouTube; jabá em rádio ainda é importante, ainda mais no Brasil; marketing e assessoria de imprensa podem ser feitos online e em redes sociais, mas ainda não substituem os caminhos tradicionais; quanto à distribuição física do produto… bem, isso a internet tornou irrelevante.
Como sobreviver, então, se sua banda não ganha mais dinheiro com a venda de discos? Caia na estrada. O problema é que bandas novas também não ganham nada na estrada, o que acaba gerando um paradoxo: você dá a música de graça na internet; você não consegue cobrar altos cachês porque é uma banda nova; você não tem dinheiro para gastar em divulgação forte porque sua banda não ganha grana com discos nem com shows; você continua no underground para sempre, a não ser que aconteça algo extraordinário e você seja citado pelo Dave Grohl como a melhor banda do mundo.
Bandas grandes, no entanto, não ganham mais tanto dinheiro com discos, mas continuam ganhando dinheiro com shows. Por isso, apostam cada vez mais nas turnês. Por isso acho que o novo modelo de negócios na música envolve empresas híbridas, com empresários de shows e gravadoras virando uma coisa só. Os artistas também passarão a ter mais controle sobre seu próprio material, já que essas empresas híbridas (um exemplo é o LiveNation, que empresaria a Madonna) poderão vender músicas online ou se associar ao iTunes e tornar o CD físico algo desnecessário – o que, aliás, já acontece nos Estados Unidos (muito) e na Europa (pouco).
Outra vertente que deve ser explorada pelos grandes artistas é a popularização dos videogames. Por que lançar discos, se você pode lançar games e ganhar muito mais dinheiro? Acho provável que muitas crianças que hoje jogam o game Rock Band acreditem que os Beatles são uma banda de mentira, concebida apenas para criar a trilha sonora do tal game.
Duvida? Tenho uma filha de quatro anos que só sabe o que é CD porque eu ainda mantenho um CD player no carro. Em casa, ela vai direto no computador ou no meu iPhone. E sabe exatamente onde achar as coisas que quer ouvir. Como ela vai ouvir música daqui a alguns anos? Se existe uma pergunta que vale um milhão de dólares, é essa.
Felipe Machado é editor da TV Estadão, autor do blog vizinho Palavra de Homem e, quando a banda sai de seu estado ectoplasmático atual, é guitarrista do Viper.

Ondas revivalistas acometem de tempos em tempos tanto a música popular quanto a erudita*. É um movimento natural. Querer agradar é da essência humana, e o caminho mais fácil para dar prazer ao maior número de pessoas ao mesmo tempo é evitar o risco. Daí o yin-yang entre conservadorismo e radicalismo em todo e qualquer campo das artes.
Porém, desde que comecei a gostar de música, a ouvir com atenção e estudar, nunca senti uma sensação tão grande de estagnação, de estar preso ao passado. Mesmo quando o artista tira a rede de segurança e se arrisca, o fio sobre o qual ele anda já foi pisado pelo menos um bom par de vezes por outros intrépidos equilibristas.
Essas pessoas são as que tratam o passado com respeito e criatividade. Pior é ter de conviver a todo minuto com a sobreposição mais comercial dos diferentes revivals dos mais diversos estilos. Todos ocorrendo simultaneamente em cenas underground e mainstream. Enfim, são as cópias das cópias que pululam nesta nossa redoma de naftalina.
A impressão é de que vivemos hoje no futuro imaginado por gerações anteriores e perdemos a perspectiva de nossas próprias utopias. Isso tem me intrigado mais do que qualquer outra coisa. Estamos revolvendo o passado, reciclando, copiando e recombinando por que? O que fez com que abandonássemos a vontade de olhar para a frente? Em que medida viver num presente perpétuo ancorado no passado gera uma espécie de disfunção narcotizante?
*odeio esse termo, acho pernóstico, mas é mais correto do que a inexatidão de “música clássica” e mais comunicativo do que composição moderna, meu preferido. Embora, no fundo, não haja mais razão suficiente para essa separação, a não ser mercadológica, mas isso é tema para outro post.
Dirty Mac
Melhor que essa hora chegasse logo. Para todos os amigos que eu contava do Projeto 1001, a mesma dúvida surgia: mas o que você vai escolher dos Beatles? Difícil, mas foi ainda mais difícil escolher uma dos Rolling Stones, que continuou a fazer bons álbuns bem depois que o sonho acabou. Colocar as duas bandas lado a lado é um jeito legal de pontuar a primeira centena de músicas do projeto. Claro, entre Beatles e Stones eu fico com os St…. dois. Mas, como o projeto é pessoal e intransferível, quase psicanalítico, me resrevei o direito de enfurecer os fãs harcore dos Beatles e dos Stones. Eles devem sentir falta, de um lado, do trabalho solo de Paul McCartney e, de outro, do Mick Jagger. Mas, sendo fiel aos princípios desse projeto, nenhum dos dois fez uma música sequer que eu coloque entre as minhas preferidas. Polêmica de lado, vamos aos sons que realmente fizeram a minha cabeça:
1. I´m the Greatest – Ringo Starr
2. Wah Wah – George Harrison
3. God – John Lennon
4. Don’t Worry, Kyoko (Mummy’s Only Looking For Her Hand In The Snow) – Yoko Ono
5. A Day In a Life – The Beatles
6. Street Fighting Man – The Rolling Stones
7. It Means a Lot – Keith Richards
8. Monkey Grip Glue – Bill Wyman
9. Edward Thumbs Up – Jamming with Edward
10. Robbins Nest – Charlie Watts Orchestra

…Em todos os sentidos, é John Lennon, The Life, escrita por Philip Norman, o mesmo autor de Shout. Depois de muito levantamento de peso, terminei de ler neste fim de semana esse pequeno tijolo. O livro é mais saboroso ao narrar o começo da vida do Beatle, até porque é aí que as outras biografias dispononíveis tanto sobre John quanto sobre os Beatles mais pecam. A sensação é que, depois de Shout, o melhor livro sobre os fab four, Norman conseguiu credenciais para acessar todas as pessoas importante que conviveram com John Lennon.
O ponto mais polêmico, por incríveal que pareça, não tem nada a ver com Paul McCartney, com Yoko Ono ou com os Beatles. Norman afirma que John tinha tesão pela mãe, Julia, e queria transar com ela quando tinha 14 anos. Mais do que isso, essa seria uma obsessão que o acompanharia por toda a vida.
Ao longo do livro, conforme John vai fazendo sucesso, a biografia deixa uma sensação um pouco incômoda de ter sido escrita não por um jornalista, mas por um fã. Embora Norman não deixe de retratar toda a insegurança de John e boa parte de sua escrotidão e egocentrismo. Apesar dos momentos tiete, John Lennon, The Life é um trabalho minucioso e fala da música de Lennon com propriedade. Confesso que tive preguiça de ler sobre Lennon no começo – não sou um beatlemaníaco – mas nas últimas semanas não consegui largar o livro.
Li hoje no G1 uma matéria divertida sobre listas de melhores discos de todos os tempos. Sim, as listas voltam de tempos em tempos. A diferença dessa para tantas outras é a fórmula maluca que o blogueiro Robert, do Y!Radish, encontrou para justificar suas escolhas. Olha só: valor do poder de durabilidade (ou quanto vale no sebo)+ cópias vendidas + sucesso entre a crítica + quantidade de prêmios conquistados no Grammy. Vixe, o monstrinho saiu assim: 20. “Faith”, George Michael 19. “Appetite for destruction”, Guns ‘N Roses 18. “Purple rain”, Prince 17. “Houses of the holy”, Led Zeppelin 16. “Born in the USA”, Bruce Springsteen 15. “Nevermind”, Nirvana 14. “Van Halen”, Van Halen 13. “Rumours”, Fleetwood Mac 12. “The wall”, Pink Floyd 11. “The Joshua tree”, U2 10. “Metallica – The black album”, Metallica 9. “Led Zeppelin”, Led Zeppelin 8. “Hotel California”, Eagles 7. “The Beatles – The white album”, Beatles 6. “Led Zeppelin IV”, Led Zeppelin 5. “Abbey road”, Beatles 4. “Physical graffiti”, Led Zeppelin 3. “Thriller”, Michael Jackson 2. “Dark side of the moon”, Pink Floyd 1. “Songs in the key of life”, Stevie Wonder Claro, gosto de muitos desses discos, mas no meu top 20 pessoal nenhum deles entra…
2011
2010
2009
2008
2007
2006
Posting tweet...
Powered by Twitter Tools