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Guilherme Werneck

wyatt_atzmon_stephen.jpegA colaboração entre o ex-baterista do Soft Machine Robert Wyatt, o saxofonista Gilad Atzmon e o violinista Ros Stephen vai bem além do usual. For the Ghosts Within não foi gravado de uma vez, com os músicos discutindo ao vivo os arranjos. O processo para registrar os sete standards e as quatro composições originais do disco foi bem peculiar. Só, Stephen gravou as cordas, o baixo e o vocal guia. A bola foi passada para Wyatt, que adicionou percussão, trompete e a voz principal. Atzmon terminou o serviço: gravou os instrumentos de sopro, as madeiras, acordeon e adicionou texturas eletrônicas. Essa não é uma prática nova. Filesharing, disco colaborativo pela web do Laub, inaugura esse modelo em 2002. O que espanta é o refinamento alcançado pelo trio. Nas composições próprias, há uma mistura de jazz, folk, música do Oriente Médio e até um cheiro de hip-hop. Mas o ouro está nos clássicos. As versões de “Laura”, “Lush Life”, “Round Midnight” e “What”s New” valem o álbum.

JAZZ
WYATT, ATZMON, STEPHEN
FOR THE GHOSTS WITHIN
Domino
Preço: US$ 12 (Amazon)

Para ouvir:

A Domino disponibiliza “Laura” para download.

Em 2008, fiz um podcast sobre o Robert Wyatt, ouça em streaming aqui embaixo ou baixe no www.discofonia.com.br.

Download Discofonia 74 – Robert Wyatt

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Roy Campbell

Roy Campbell

Fazia tempo que eu não tocava jazz aqui no Discofonia, então fiz uma busca por jazz na minha bliblioteca do iTunes e olha o que saiu:

1. Heavenly Ascending – Roy Campbell Pyramid Trio
2. Prelude to a Kiss – Matthew Shipp Quartet
3. Chameleon – Herbie Hancock
4. Pigfoot – Paul Bley Trio
5. Slow Tenor and Bass – Art Ensemble of Chicago

Ouça o Shuffle 05 Jazz ou visite www.discofonia.com

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13.novembro.2008 16:30:00

Radiohead improvisado

O Guardian pediu a 5 vanguardistas do jazz para recriar a faixa ‘Nude’ do Radiohead. Vale a pena ouvir o resultado aqui.

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09.novembro.2008 16:31:00

Jazz no podcast

Fazia um bom tempo que eu não arriscava um podcast só de jazz, uma das minhas maiores paixões na música. Neste ano, o disco que eu mais gostei até agora é o Double Sunrise Over Neptune, do William Parker, em que ele junta uma orquestra fenomenal com duas baterias, viola, violino, sax, trompete, guitarra e oud. Na faixa mais legal do disco ainda tem o vocal da indiana Sangeeta Bandyopadhyay. Como fiz recentemente um podcast onde o baixo digital era o fio condutor, neste o baixo acústico é a estrela. E para juntar com esses sons do William Parker, escolhi uma música do Charles Mingus, “What Love”, de 1960, em que ele toca com Eric Dolphy no clarone, Ted Curson no trompete e Dannie Richmond na bateria. Na seqüência vem um som do Dolphy, que tinha acabado de deixar a banda de Mingus, ao vivo no Five Spot, numa gravação remasterizada da Prestige. A banda tem o baixista discreto mas excelente Richard Davis, Ed Blackwell na bateria e Mal Wardon no piano. Um supergrupo portanto.

1. O’Neal’s Bridge – William Parker
2. Lights of Lake George – William Parker
3. What Love – Charles Mingus
4. The Prophet – Eric Dolphy

Ouça aqui o Discofonia 77

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herbie

Tinha duas expectativas antes do show de ontem do Herbie Hancock: um show acústico com as músicas sensacionais de Joni Mitchell que estão em River e ouvir Freddie Freeloader, clássica do Kind of Blue regravada em River. Uma terceira era a de que o show fosse melhor que o último do pianista na cidade, no Tim do ano retrasado. Só a última se confirmou, mas isso nem era tão dificil. O show de ontem no HSBC Brasil foi muito mais fusion do que eu poderia imaginar. E fusion dos bons, à la Head Hunters, e com surpresas ótimas, como a performance solo do guitarrista africano Lionel Loueke, com ritmos loucos e vocais mais malucos ainda. Algumas canções de Joni Mitchell entraram no show cantadas pelas competente – e muito mal vestida – Sonya Kitchell. Mas o bom mesmo é o quarteto, com Vinnie Colauita e Nathan East na cozinha. Vinnie é daqueles bateristas que quebram tudo e Nathan simplesmente faz o que quer com o baixo. Seus duelos com Herbie Hancock foram memoráveis. Para dar um gostinho, o UOL filmou o começo do show, uma versão de Actual Proof. Clique aqui para ver o vídeo. Em tempo: domingo tem outra apresentação do Herbie Hancock, de graça, no parque Villa-Lobos, com Macy Gray. Não dá para perder.

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28.abril.2008 14:02:16

Silver is gold

newport

O pianista Horace Silver sempre teve fama de ser supermeticuloso no estúdio, a isso se atribui o fato de ele ter tão poucos discos ao vivo em sua discografia. Daí a importância do lançamento de Live at Newport ’58 (que, aleluia, sai também no Brasil, pela EMI). O álbum resgata uma gravação perdida da noite em que o pianista fechou um dos festivais de jazz mais importantes do mundo. Em 1958, Silver já tinha lançado alguns de seus discos mais famosos como líder e tinha deixado os Jazz Messengers para Art Blakey. Aqui, ele mostra um set de 40 minutos (o normal em Newport eram sets de 20 min) com quatro músicas: ‘Cool Eyes’ , ‘Trippin’, ‘The Outlaw’ e, talvez sua faixa mais conhecida na época, ‘Señor Blues”, que tempera o hard bob de Silver com indefectível acento latino. Outra raridade ligada a esse disco: o quinteto tem duas estrelas que tiveram breve passagem ao lado do pianista: o trompetista Louis Smith, que deixou a banda para voltar à vida de professor universitário, e o baterista Louis Hays, trocou Silver por Cannonball Adderley. Mas, nesse show, Hayes está totalemente integrado à banda, e junto com o baixista Gene Taylor, faz uma cozinha dos sonhos. Fazia tempo que um disco de hardbop não ficava tanto tempo girando no meu toca-discos… PS: meu computador sofreu sérias avarias está no estaleiro. Isso e o fechamento da Trip deixaram esse blog errático (perdi, pelo menos temporariamente, todas as novas aquisições musicais) e a produção de podcasts completamente interrompida. Mas assim que ele voltar dos mortos (ou não, como diria Caetano) os posts voltarão a pipocar por aqui.

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