A colaboração entre o ex-baterista do Soft Machine Robert Wyatt, o saxofonista Gilad Atzmon e o violinista Ros Stephen vai bem além do usual. For the Ghosts Within não foi gravado de uma vez, com os músicos discutindo ao vivo os arranjos. O processo para registrar os sete standards e as quatro composições originais do disco foi bem peculiar. Só, Stephen gravou as cordas, o baixo e o vocal guia. A bola foi passada para Wyatt, que adicionou percussão, trompete e a voz principal. Atzmon terminou o serviço: gravou os instrumentos de sopro, as madeiras, acordeon e adicionou texturas eletrônicas. Essa não é uma prática nova. Filesharing, disco colaborativo pela web do Laub, inaugura esse modelo em 2002. O que espanta é o refinamento alcançado pelo trio. Nas composições próprias, há uma mistura de jazz, folk, música do Oriente Médio e até um cheiro de hip-hop. Mas o ouro está nos clássicos. As versões de “Laura”, “Lush Life”, “Round Midnight” e “What”s New” valem o álbum.
JAZZ
WYATT, ATZMON, STEPHEN
FOR THE GHOSTS WITHIN
Domino
Preço: US$ 12 (Amazon)
Para ouvir:
A Domino disponibiliza “Laura” para download.
Em 2008, fiz um podcast sobre o Robert Wyatt, ouça em streaming aqui embaixo ou baixe no www.discofonia.com.br.
Download Discofonia 74 – Robert Wyatt
Muitos blogs depois, eis que volto para onde tudo começou. Voltei a trabalhar no Estadão no começo do ano e agora volto a ter um blog por aqui, o que me deixa muito animado. O Discofonia foi o segundo blog criado no Estadão.com.br. Saindo do jornal em 2007, ele continuou um tempo no WordPress, foi parar no site da Trip, quando dirigi a revista, e agora volta para cá.
Esta é mais uma nova encarnação do blog do que uma volta propriamente dita. Assim como a internet, o blog mudou muito desde que foi criado em 2006. Nesta nova etapa, mais do que pinçar coisas bacanas e rápidas, quero me dedicar a fazer menos coisas, mas com mais profundidade. Penso em usar este espaço para textos mais longos, de preferência entrevistas e reflexões. As coisas rápidas ficam para o Twitter.
O que não muda são os podcasts. O podcast Discofonia foi criado antes do blog e, depois de uma parada saudável no começo do ano, quando deixei a Trip para voltar para cá, ele também volta à ativa no www.discofonia.com.br. Mas em um ritmo relax. A ideia é, pra começar, fazer uns dois podcasts longos por mês.
Por ter uma ideia editorial diferente, resolvi, pela primeira vez, usar meu nome num blog. Vou deixar o Discofonia só para o podcast, o que considero bem justo, já que bolei este nome na madrugada em que tentava subir meu primeiro programa, em 2005.
Outra diferença é que vou abrir um pouco a lente por qui. Sempre escrevi e falei muito de música. Agora quero escrever também de outras coisas que me são caras: internet, livros e cinema, ou qualquer assunto sobre o qual valha a pena pensar um pouco.
Antes de começar, gostaria de agradecer à Trip por me deixar importar os arquivos antigos do blog que mantive por lá até janeiro deste ano. E também ao próprio Estadão, por regatar os posts do antigo Discofonia. Embora esse ou aquele vídeo, essa ou aquela imagem e muitas e muitas tags e alguns comentários tenham se perdido no éter da importação, acredito que há bem mais ganhos do que perdas em trazer esse passado para perto.
Agora vai…
PS: Como essa história da cauda longa no subtítulo do blog é uma genuína private joke, se você quiser saber mais sobre que porcaria é esse tal de long tail, aqui tem a explicação da Wikipedia: http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Cauda_Longa
Por algum tempo, segui à risca a política pessimista do suspensório e cinto. Mantinha cá este blog como um espelho do Discofonia na Trip. A partir de agora, decidi abandoná-lo. Tava ficando meio maluco de manter ativo este WordPress, o podcast no Libsyn (www.discofonia.com) e o Discofonia na Trip, mesmo sendo igualzinho a este. Por isso, se você vê o Discofonia por aqui, troque nos favoritos por: http://www.trip.com.br/blogs/discofonia
[]s
Não sou muito de prêmios e concursos, e acabei relutando em me inscrever para o Prêmio Podcast 2008. Principalmente porque acho que o Discofonia é um podcast supersegmentado, que diz mais ao meu umbigo que ao mundo. Até por isso, nestes últimos anos tem tido seu público fiel. Só me increevi mesmo porque o prêmio é organizado por uma grande figura, o Eddie Silva, que também está nessa história de podcast desde o começo, quando não éramos mais do que punhado malucos testando uma nova tecnologia. Agora o podcast tá ficando grande. Da lista de inscritos eu não conhecia nem a metade. E olhe que organizei o diretório de podcasts do Link, no Estadão, por quase dois anos. Bom, à vaca fria: quem curte o Discofonia pode votar clicando aí embaixo ou na página do podcast.
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