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Guilherme Werneck

The United States of America

The United States of America

Chegou a hora de tocar músicas menos conhecidas aqui no Projeto 1001, e eu escolhi a lisergia americana dos anos 60 para ser o fio condutor desse podcast. Fora o valor sentimental de vários desses sons terem sido trilha para minhas explorações psicodélicas, o que eu acho incrível nessa seleção é como muito desse som sobrevive bem hoje. Coisas do The United States of America (foto), Silver Apples e Fifty Foot Hose poderiam ter sido compostas na semana passada, mas já têm mais de 40 anos. O podcast segue dois caminhos, um é o rock embebido em blues do garage e do acid rock e outro é a influência de compositores modernos como John Cage e Terry Rilley no rock psicodélico dos anos 60. Louvado Seja Deus:

1. Magic Carpet Ride – Steppenwolf
2. You’re Gonna Miss Me – 13th Floor Elevators
3. I Had Too Much To Dream Last Night – The Electric Prunes
4. Keep Your Mind Open – Kaleidoscope
5. Rainy Day Mushroom Pillow – Strawberry Alarm Clock
6. The American Way of Love – The United States of America
7. Oscillations – Silver Apples
8. If Not This Time – Fifty Foot Hose
9. Moonlight In Vermont – Captain Beefheart and the Magic Band
10. In-A-Gadda-Da-Vida – Iron Butterfly

Clique na seleção para ouvir o 1001 Sons – Psicodelia no rock ou visite www.discofonia.com

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albert-hofmann

A morte de Albert Hofmann (1906-2008), descobridor do LSD, ocorreu no momento em que cientistas do mundo todo tentam reativar as pesquisas sérias sobre psicodelia. Há dois meses, o repórter aqui da Trip Bruno Torturra Nogueira foi a Basel, na Suíça, para cobrir o primeiro Fórum Psicodélico Mundial e tentar entrevistar o Dr. Hofmann. A entrevista não aconteceu, mas a viagem, em mais de um sentido, valeu muito. Primeiro uma reportagem de peso sobre o encontro, que está na edição deste mês da revista (clique aqui para ler). Depois, por servir de inspiração para este podcast, feito sob medida para entrar nesses estados alterados de percepção, mas sem cair nos clichês dos ecos e delays da música psicodélica. Juntamos nossas bagagens musicais e siderais para criar essa trilha para uma good trip.

Have a nice trip:

  1. Blabber n’ Smoke ? Captain Beefheart
  2. Ripple ? Greatful Dead
  3. A Bunch of Lonesome Heroes ? Leonard Cohen
  4. Let’s do That ? Lanny Gordin e Jards Macalé
  5. I Shall Be Released ? Marion Williams
  6. II B.S. ? Charles Mingus
  7. Freak In ? Dave Douglas
  8. LSD ? Arnaldo Baptista
  9. Eat a Peable ? Acid Mothers Temple
  10. I Set My Face to the Hillside – Tortoise
  11. Lá Fora Tem… – Cidadão Instigado
  12. Giggy Smile- Faust
  13. Summer of Love ? Current 93
  14. Quinteto para Cordas em Dó Maior, Adágio ? Schubert

Download Ouça o Discofonia 73

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07.maio.2008 17:37:38

O captain, my captain

Lembro perfeitamente da primeira vez que ouvi Captain Beefheart and his Magic Band, sei lá, há uns 20 anos, talvez um pouco mais. Um amigo fã do Zappa dizia que era uma heresia falarem que tinha um cara mais louco do que o pai de ‘Bobby Brown’. Descolei uma fita K7 do Safe as Milk – alguém se lembra disso? – que ouvi até enrolar no toca-fitas. Coloquei a fita para tocar numa tarde, estava sozinho na casa dos meus pais, volume no máximo. Pirei. Depois que a fita se foi, fiquei anos sem ouvir. Só voltei ao Beefheart nesses tempos de internet. Safe as Milk foi um dos primeiros discos que baixei, ainda nos idos do Napster. Embora tenha alguns gigas de mp3 do Beefheart, nunca tive um disco sequer. Isso até hoje. O amigo Bruno Torturra me trouxe dos EUA um vinil lindo, novo, justamente do Safe as Milk. Confesso que fiquei emocionado. Fiquei até a fim de fugir da Trip e correr para casa e botar o bichinho pra tocar. O disco é 1967 e pode ser considerado o primeiro de estúdio com a fantástica Magic Band. Ele está, obviamente, impresso nas minhas memórias afetivas. Tem Ry Cooder na guitarra e, na maior parte do tempo, é uma viagem de blues elétrico, com pitadas de folk. Só duas músicas têm a estranhesa alucinante que tomou conta da obra de Beefheart nos anos seguintes e que fez com eu discordasse com o meu amigo: é mesmo mais doido do que Zappa. Essas músicas são ‘Abba Zaba’ e ‘Electricity’, que você pode ver nesse vídeo aí em cima. Pode aproveitar!

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happy-birthday

1. Click Clack (Live 1973) – Captain Beefheart – Grow Fins: Rarities 2. Suicidegirls ? Atmosphere ? Seven?s Travels 3. Let Your Love Grow featuring Apparat and Paul Saint Hilaire ? Modeselektor ? Happy Birthday! 4. Sobre a Liberdade ? Tom Zé ? No Jardim da Política 5. Africa ? Cedric Im Brooks & the Light of Saba – Cedric Im Brooks & the Light of Saba 6. What Do you Do for Money ? Charalambides ? Likeness 7. Gênio ? Lestics – Lestics Direto do oráculo sai uma trinca de artistas que fazem, cada um a seu modo, alguns dos discos mais legais da Alemanha hoje. Na faixa Let Your Love Grow, do álbum mais recente do produtor Modeselektor , ele convida Apparat e o cantor Paul Saint Hillaire para uma palinha. Raga Muffin is the business.

Ouve aí… Download Let Your Love Grow, Modeselektor

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joahann-englaborn
1. El Cristal – Juana Molina – Tres Cosas

2. Time of No Reply – Nick Drake – Made Love to Magic

3. The Dust Blows Forward N’ the Dust Blows Back – Captain Beefheart – Trout Mask Replica

4. The Lyre of Orpheus – Nick Cave – The Lyre of Orpheus

5. Bao– Jóhann Jóhannsson – Englabörn

6. Satrdust – MRK1 – Copyright Laws

7. Labalakely Dress – Animal Collective – Hollinndagain

8. A B-Boys Alpha – Cannibal Ox – The Cold Vein

Escolhi falar de Bao, de Jóhann Jóhannsson, porque Englabörn foi um dos discos que eu mais ouvi no fim do ano. É daqueles álbuns para ouvir sozinho, concentrado, de preferência à noite. Também por que ele é, com certeza, o mais obscuro dessa lista-oráculo de hoje. Cheguei até esse produtor e multi-instrumentista islandês por causa da cellista Hildur Gudnadóttir. Além do seu trabalho solo, Jóhannsson faz parte do coletivo de improvisação eletrônica Kitchen Motors, que reúne membros do Sigur Rós, do Múm e do Slowblow. Englabörn é seu primeiro disco solo, de 2002. No álbum, assim como nesta faixa Bao, ele parte de um quarteto de cordas, glockenspiel, teclados e eletrônica, para criar pequenas paisagens sonoras. O piano impressionista de Bao dá um pouco o tom melancólico desse disco, que tem como maior trunfo o uso da simplicidade para criar uma música de alta octanagem emocional.

Download Bao – Jóahann Jóahannsson

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