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Guilherme Werneck

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O principal desafio para músicos, cantores, compositores, produtores e demais profissionais que trabalham na área do entretenimento é convencer a sociedade brasileira de que nossa música é uma das principais commodities que temos. Na nova era – que já chegou -, a música brasileira e seu respectivo negócio necessitam de um olhar contemporâneo sob os pontos de vista cultural, econômico e jurídico, se quiser evoluir. É uma discussão complexa, que durará anos, mas o primeiro passo é esse. Nunca me esqueço do que me disse Egberto Gismonti: os músicos têm que aprendera tocar a vida, além do instrumento.  É por aí.

Charles Gavin foi baterista do Ira!, dos Titãs e fez um dos maiores serviços à música brasileira com suas reedições em CD de discos fora de catálogo.

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Muita gente diz que o negócio de música está indo para o buraco, que a internet é ótima para quem gosta de música, mas péssima para o negócio.  Convidei artistas, produtores, gente da indústria e jornalistas para responder à seguinte pergunta: Qual é o futuro do negócio de música. Uma pergunta abrangente e complicada de responder. Nos próximos dias, publico as repostas.

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Miranda Kassin e André Frateschi lançaram há pouco Hits do underground, um disco notável produzido pelo Plínio Profeta, que mapeia uma série de bandas que deram a cara dos anos 2000. A decisão de tocar as músicas de sua geração é absolutamente acertada.

Primeiro porque essa é uma turma de compositores muito talentosa, que detonaria se tivesse a exposição de outros tempos, mas ainda luta para sobreviver no underground, no circuto Sesc-Baixo Augusta-Vila Madalena, sem quase chegar até os meios de massa. Depois por que nos dá bons intérpretes para uma geração em que os compositores geralmente estão também nos palcos, defendendo suas crias. E, para terminar, porque dá outra dimensão para o trabalho do casal. O André apareceu como vocalista da banda Heroes, fazendo covers de David Bowie (antes de torcer o nariz, pense que a Heroes foi a banda que me fez perder o preconceito com bandas cover), e a Miranda com o projeto da Amy Winehouse. No Hits do undergound, a dupla mostra, além de versatilidade, um gosto impecável.

Para este podcast, eu conversei por telefone com o André, para falar, faixa a faixa, da seleção das músicas que compõem o disco. Então apresento algumas versões do casal e os originais, uma forma de mostrar todo o talento dessa que, na minha opinião, é a geração de compositores mais fervilhante desde os anos 1980. Vamos às músicas:

  1. - Miranda Kassin e Andre Frateschi
  2. Fever na magrela – Miranda Kassin e Andre Frateschi
  3. Zeitgeist – Miranda Kassin e Andre Frateschi, com participação do Numismata
  4. SemáforoVanguart
  5. Magrela fever - Curumim
  6. 220 volts - O Degrau
  7. Deixe-se acreditarMombojó
  8. Fita brutaWado
  9. Artista é o caralhoRubinho Jacobina
  10. O dia em que seremos felizesLudov
  11. Só teteleOs Mulheres Negras
  12. Rodando el mundoWander Wildner
  13. Deixe-se acreditar - Miranda Kassin e Andre Frateschi

Download Ouça em streaming o Discofonia 87 – Hits do Underground

Ouça e baixe no www.discofonia.com.br

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15.outubro.2010 14:04:09

Pop rock adulto do Lestics

lestics_aosabutres_1.jpgLESTICS

AOS ABUTRES
Independente. Preço: R$ 10

Honesto é um adjetivo que, colocado depois de qualquer disco, sempre soa um tanto preconceituoso, como se o trabalho entrasse na categoria do passável, cinco e meio. Desde a primeira audição de Aos Abutres, quarto álbum do Lestics, penso em honestidade. No que existe de melhor na palavra. Nos discos sem frescura de Neil Young, na estética do “só tocamos o que fazemos bem ao vivo”, que alimenta o rock americano desde os anos 1960. Esse novo álbum é cristalino em suas intenções e surpreendente. Isso porque o Lestics abraçou o rock, novidade para uma banda que sempre pendeu mais para o folk e o country. Gravado em estúdio caseiro, Aos Abutres é um disco direto, sem firulas. Com tanta simplicidade, o que dá o tom são as letras. Olavo Rocha, que às vezes soa como Nasi, do Ira!, conseguiu afinar o pendor do Lestics para o pop sem recorrer à adolescência. Suas letras são bem trabalhadas, poéticas sem forçar a mão e, principalmente, sem gordura. É bom ouvir uma banda pop e adulta ao mesmo tempo.

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23.setembro.2010 15:28:44

De volta para o futuro?

russolo.jpg

Ondas revivalistas acometem de tempos em tempos tanto a música popular quanto a erudita*. É um movimento natural. Querer agradar é da essência humana, e o caminho mais fácil para dar prazer ao maior número de pessoas ao mesmo tempo é evitar o risco. Daí o yin-yang entre conservadorismo e radicalismo em todo e qualquer campo das artes.

Porém, desde que comecei a gostar de música, a ouvir com atenção e estudar, nunca senti uma sensação tão grande de estagnação, de estar preso ao passado. Mesmo quando o artista tira a rede de segurança e se arrisca, o fio sobre o qual ele anda já foi pisado pelo menos um bom par de vezes por outros intrépidos equilibristas.

Essas pessoas são as que tratam o passado com respeito e criatividade. Pior é ter de conviver a todo minuto com a sobreposição mais comercial dos diferentes revivals dos mais diversos estilos. Todos ocorrendo simultaneamente em cenas underground e mainstream. Enfim, são as cópias das cópias que pululam nesta nossa redoma de naftalina.

A impressão é de que vivemos hoje no futuro imaginado por gerações anteriores e perdemos a perspectiva de nossas próprias utopias. Isso tem me intrigado mais do que qualquer outra coisa. Estamos revolvendo o passado, reciclando, copiando e recombinando por que? O que fez com que abandonássemos a vontade de olhar para a frente? Em que medida viver num presente perpétuo ancorado no passado gera uma espécie de disfunção narcotizante?

*odeio esse termo, acho pernóstico, mas é mais correto do que a inexatidão de “música clássica” e mais comunicativo do que composição moderna, meu preferido. Embora, no fundo, não haja mais razão suficiente para essa separação, a não ser mercadológica, mas isso é tema para outro post.

(mais…)

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Ok, este blog é primordialmente sobre cultura. Mas como a exceção é também um ato de resistência cultural, começo fugindo da pauta para falar de crianças, cadeirinhas e poder público.

A implementação da resolução do Conselho Nacional de Trânsito que obriga o uso de cadeirinhas para carros por crianças de até sete anos e meio suscita muitas dúvidas sobre a inteligência de quem a está aplicando. Sou absolutamente favorável ao uso de cadeirinha por crianças, mas absolutamente contrário a essa resolução. E sobretudo à maneira que o jeitinho brasileiro se aplica a sua implantação e fiscalização. Dou cinco motivos para defender minha posição.

1) Essa é uma resolução que passa ao largo de uma questão econômica. A cadeirinha é um item muito caro para exigir da população sem nenhuma contrapartida do Estado ou exigência para as montadoras.

Não fiz uma pesquisa profunda, mas usando três sites diferentes de compras online e comparação de preços (Buscapé, Bond Faro e Mercado Livre) constatei que a cadeirinha mais barata saia por R$ 89,00. E não serve para bebês. Das para bebês, a mais barata custa R$ 140. Cadeirinhas de marcas realmente boas não são vendidas por menos de R$ 500 em São Paulo, algumas batem a barreira dos R$ 1.000.  E aqui não vale o fetiche pela marca. Marca boa quer dizer segurança e conforto melhores, o que você procura na hora de comprar um equipamento que é, no fim das contas, de segurança. Mesmo considerando o valor de R$ 90 como o mais baixo, é bastante caro para o grosso da população brasileira, ainda que se considere só a parcela formada pelas pessoas que têm carro.

Se a cadeirinha passa a ser um item que têm de ser usado, é justo que o Estado subsidie para as pessoas com menor renda. Ou, se esse raciocínio parece esquerdista demais, tire o Estado da jogada e empurre a conta para as montadoras. Carros têm de vir de fábrica com regulagens de cinto diferenciadas para atender crianças maiores e acentos assentos para crianças pequenas.  Dessa forma contorna-se um problema da resolução que é ser, ao fim e ao cabo, elitista. Ou é coincidência o fato de as blitze se concentrarem em bairros pobres?

2) A permissão para colocar a cadeirinha no banco da frente.

Quem já comprou uma boa cadeirinha sabe. Todo fabricante sério coloca uma advertência para não instalar as cadeirinhas no banco da frente, por conta dos riscos de acidente. O Contran, tão preocupado com a segurança das crianças, propõe essa barbaridade para quem tem três filhos ou mais. É quase uma norma malthusiana.

3) Táxis estão livres da obrigação do uso da cadeirinha.

Nas blitze do feriado, os policiais apreendiam os carros de quem não estava com cadeirinha e orientavam os passageiros irregulares a pegarem um táxi. Ah, entendi a diferença. Táxi não é carro. Ou será que o lobby dos taxistas é mais forte do que o da cadeirinha?

4)  Idade versus altura

Quando falamos de cadeirinha e segurança, está implícito que se trata de um problema de física. A cadeirinha protege aqueles que não têm tamanho para usar cinto de segurança. Não seria o caso de fazer um corte por altura e não por idade? Ia achar divertido ver policiais trocando os cacetetes pela fita métrica.

5) Mais um espacinho para a cervejinha do guarda

Sete pontos na carteira e multa de R$ 191,74 reais (mais cara do que o preço da cadeirinha furreca) são um prato cheio para estimular a corrupção policial. Ops, esqueci da presunção de inocência da polícia. Estamos na Suíça, e a polícia tem um longo histórico de idoneidade.

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Hoje tem show do Anti-pop Consortium no Sesc Pompéia e eu acabei entrevistando o Beans para a TV Estadão.

Como o papo foi bom e nem tudo coube na edição final do vídeo, selecionei partes da entrevista  e costurei com algumas das minhas músicas preferidas de três discos do Anti-pop Consortium: “Arrhythmia”, de 2002, “Anti-pop Consortium vs Matthew Shipp“, 2003, e o novo “Fluorescent Black”, que deve ser a base do show. De quebra, para terminar o podcast, botei uma do “Only”, do Beans com o William Parker e Hamid Drake para honrar a entrevista.

Essa é a lista das músicas que rolam no Discofonia:
1. Reflections
2. NY to Tokyo (featuring Roots Manuva)
3. Volcano
4. Fluorescent Black
5. Ping Pong
6. Ghostlawns
7. Human Shield
8. Staph
9. Free Hop
10. 20

Deixo o audio para ouvir em streaming aqui: Discofonia 86

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Muitos blogs depois, eis que volto para onde tudo começou.  Voltei a trabalhar no Estadão no começo do ano e agora volto a ter um blog por aqui, o que me deixa muito animado. O Discofonia foi o segundo blog criado no Estadão.com.br. Saindo do jornal em 2007, ele continuou um tempo no WordPress, foi parar no site da Trip, quando dirigi a revista, e agora volta para cá.

Esta é mais uma nova encarnação do blog do que uma volta propriamente dita. Assim como a internet, o blog mudou muito desde que foi criado em 2006. Nesta nova etapa, mais do que pinçar coisas bacanas e rápidas, quero me dedicar a fazer menos coisas, mas com mais profundidade.  Penso em usar este espaço para textos mais longos, de preferência entrevistas e reflexões. As coisas rápidas ficam para o Twitter.

O que não muda são os podcasts. O podcast Discofonia foi criado antes do blog e, depois de uma parada saudável no começo do ano, quando deixei a Trip para voltar para cá, ele também volta à ativa no www.discofonia.com.br. Mas em um ritmo relax. A ideia é, pra começar, fazer uns dois podcasts longos por mês.

Por ter uma ideia editorial diferente,  resolvi, pela primeira vez, usar meu nome num blog. Vou deixar o Discofonia só para o podcast, o que considero bem justo, já que bolei este nome na madrugada em que tentava subir meu primeiro programa, em 2005.

Outra diferença é que vou abrir um pouco a lente por qui. Sempre escrevi e falei muito de música. Agora quero escrever também de outras coisas que me são caras: internet, livros e cinema, ou qualquer assunto sobre o qual valha a pena pensar um pouco.

Antes de começar, gostaria de agradecer à Trip por me deixar importar os arquivos antigos do blog que mantive por lá até janeiro  deste ano. E também ao próprio Estadão, por regatar os posts do antigo Discofonia. Embora esse ou aquele vídeo, essa ou aquela imagem e muitas e muitas tags e alguns comentários tenham se perdido no éter da importação, acredito que há bem mais ganhos do que perdas em trazer esse passado para perto.

Agora vai…

PS:  Como essa história da cauda longa no subtítulo do blog é uma genuína private joke, se você quiser saber mais sobre que porcaria é esse tal de long tail, aqui tem a explicação da Wikipedia: http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Cauda_Longa

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18.janeiro.2010 15:01:03

O derradeiro

Esperei terminar 2009 para ver, na real quais eram os melhores do ano. Como nem eu confio só na minha opinião chamei meu amigo Daniel Benevides para um balanço. Nós dois escolhemos, de forma totalmente independente, 50 álbuns de 2009. No final, sem nenhum arranjo prévio, 25 dos discos eram os mesmos. Claro que a vizinhança conta, mas o legal que é os outros 25 eram bem diferentes. Então resolvi que essas duas listas renderiam três podcasts. Um com músicas dos 25 álbuns que mais gostamos. Um com 15 que ficarm de fora da lista do Daniel e um com 15 da minha lista. Neste primeiro programa com as 25, a ordem é justamente a dos discos que chegaram ao topo da lista, somadas as nossas opiniões. O que eu achei legal e surpreendente, no final, foi o número de artistas brasileiros nas listas. O lado ruim é que com esses tr~es podcasts, vou encerrar o Discofonia. Depois de quase 5 anos, é hora de dar um tempo.

Mas, para terminar com o astral alto, aí vão as listas de sons deste primeiro podcast:

David Sylvian

David Sylvian

1. Small Metal Gods – David Sylvian
2. Stillness is the Move – Dirty Projectors
3. Bubuia – Céu
4. My Girls – Animal Collective
5. Triunfo – Emicida
6. Recado pro Pio Lobato – Lucas Santtana
7. Islands – The XX
8. Criminals – Atlas Sound
9. Seven – Fever Ray
10. Deserto Vermelho – Romulo Fróes
11. Junk Magic – Craig Taborn
12. Eid Ma Clack Shaw – Bill Callahan
13. Giving Away the Bride – Califone
14. Echo Party (trecho) – Edan
15. Phonbos – Darcy James Argues’s Secret Society
16. Anti- Orgasm – Sonic Youth
17. Aquarius Sabotage – Flaming Lips
18. I Man – King Midas Sound
19. Space Mountain – Fuck Buttons
20. Drive to Dallas – Fiery Furnaces
21. Can I Get U Hi? – Sa-Ra Creative Partners
22. A Casa é Sua – Arnaldo Antunes
23. Laura Te Espera com uma Arma na Mão – Stela Campos
24. Two Weeks – Grizzly Bear
25. Música para Colocar naquele Som com Despertador – Lulina

Depois do melhor, as excentricidade de cada um, começando pelo podcast com as 15 de Daniel Benevides:

1. The Original Man – Fredo Viola

Fred Viola

Fredo Viola

2. New Wu – Raekwon
3. Anunciação – Letieres Leite & Orkestra Rumpilezz
4. Auditorium – Mos Def
5. Jealous of Roses – Bibio
6. Lips – Micachu & The Shapes
7. Marrow – St Vincent
8. Time of the Assassin  – Charlotte Gainsbourg
9. Feather – Little Dragon
10. Mirrored and Reverse – White Denin
11. Three Decades – The Horrors
12. Lisztomania – Phoenix
13. Out of the Blue – Julian Casablancas
14. Cornerstone – Arctic Monkeys
15. Focus – Bill Frisell

Os 50 álbuns do Daniel:

1.  Dirty Projector – Bitte Orca
2.  Atlas Sound – Logos
3.  Fredo Viola – The Turn
4.  David Sylvian – Manafon
5.  Craig Taborn – Junk Magic
6.  Raekwon – Only Built 4 Cuban Linx Part II
7.  Céu – Vagarosa
8.  Emicida – Para Quem já Mordeu um Cachorro Por Comida, Até que eu Cheguei Longe
9.  Fever Ray – Fever Ray
10. Lucas Santtana – Sem Nostalgia
11. Bill Callahan – Sometimes I Wish I Were an Eagle
12. Edan – Echo Party
13. Animal Collective – Merryweather Post Pavillion
14. The XX – XX
15. White Denin – Fits
16. Romulo Fróes – Não Chão Sem o Chão
17. Julian Casablancas – Phrazes for the Young
18. Califone – All My Friends Are Funeral Singers
19. Mos Def – Ecstatic
20. Bill Frisell – Disfarmer
21. Sa-Ra Creative Partners – Nuclear Evolution: The Age of Love
22. Micachu & The Shapes – Jewellery
23. Fuck Buttons – Tarot Sport
24. Arctic Monkeys – Humbug
25. Bibio – Ambivalence Avenue
26. Charlotte Gainsbourg – IRM
27. Leonard Cohen – Live in London
28. Letieres Leite & Orkestra Rumpilezz – Letieres Leite & Orkestra Rumpilezz
29. Gustavo Ceratti – Fuerza Natural
30. Stela Campos – Mustang Bar
31. Flaming Lips – Embryonic
32. Phoenix – Wolfgang Amadeus Phoenix
33. King Midas Sound – Waiting For You
34. Darcy James Argues’s Secret Society – Infernal Machines
35. Grizzly Bear – Veckatimest
36. Yeah, Yeah, Yeahs – It´s Blitz!
37. Fiery Furnaces – I´m Going Away
38. St Vincent – Actor
39. Arnaldo Antunes – Iê, Iê, Iê
40. The Horrors – Primary Colours
41. Lulina – Cristalina
42. Bruce Springsteen – Working on a Dream
43. Sonic Youth – The Eternal
44. Otto – Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranquilos
45. Air – Love 2
46. Little Dragon – Machine Dreams
47. Rodrigo Campos – São Mateus Não é um Lugar Assim Tão Longe
48. Them Crooked Vultures – Them Crooked Vultures
49. Norah Jones – The Fall
50. Tiê – Sweet Jardim

E, para terminar, o programa derradeiro com as minhas 15 idiossincráticas:

1. One Million Years Ago – Broadcast & Focus Group

Broadcast

Broadcast

2. Untiteld 2 – Joelle Leandre & William Parker
3. Mind Games – Ivo Perelman
4. Can I Hold You for a Minute? – Fire!
5.Opaue – Hildur Gudnadóttir
6. All Day Monday and Tuesday – Richard Youngs
7. They Called Me to the Window – Josephine Foster
8. The Crying Light – Antony & the Johnsons
9. So High – Dredd Foole & Ed Yazijian
10. Underground Resistance – Black Sheep
11. Padre Baloeiro – + 2
12. Hibakúsja – Ben Frost
13. Pattern 3 – Moriz von Oswald Trio
14. Alice – Sunn O)))
15. There’s a Party – N.A.S.A

Os meus 50:

1. David Sylvian – Manafon
2. Céu – Vagarosa
3. Broadcast & Focus Group – Broadcast & Focus Group Investigate Witch Cults of the Radio Age
4. Animal Collective – Merryweather Post Pavillion
5. Dirty Projector – Bitte Orca
6. Joelle Leandre & William Parker – Live at Dunois
7. Josephine Foster – Graphic as a Star
8. Richard Youngs – Under Stellar Stream
9. + 2 – Imã
10. Hildur Gudnadottir – Without Sinking
11. Ivo Perelman – Mind Games
12. Jim O’Rourke – The Visitor
13. Sonic Youth – The Eternal
14. Fire! – You Liked Me Five Minutes Ago
15. Sunn O))) – Monoliths & Dimensions
16. Moriz von Oswald Trio – Vertical Ascent
17. Black Sheep – Kiss My Sweet Apocalypse
18. Emicida – Para Quem já Mordeu um Cachorro Por Comida, Até que eu Cheguei Longe
19. Dredd Foole & Ed Yazijian – That Lonesome Road Between Hurt and Soul
20. Darcy James Argues’s Secret Society – Infernal Machines
21. Antony & the Johnsons – The Crying Light
22. The XX – XX
23. Lucas Santtana – Sem Nostalgia
24. Ben Frost – By the Throat
25. Romulo Fróes – Não Chão Sem o Chão
26. Califone – All My Friends Are Funeral Singers
27. Flaming Lips – Embryonic
28. Fiery Furnaces – I´m Going Away
29. N.A.S.A – The Spirit of Apollo
30. Fever Ray – Fever Ray
31. King Midas Sound – Waiting For You
32. September Collective – Always Breading Monsters
33. Bill Callahan – Sometimes I Wish I Were an Eagle
34. Steve Lehman – Travail, Transformation and Flow
35. Atlas Sound – Logos
36. Japandroids – Post Nothing
37. Arnaldo Antunes – Iê, Iê, Iê
38. Ben Neil – Night Science
39. Craig Taborn – Junk Magic
40. Telefon Tel Aviv – Immolate Yourself
41. Edan – Echo Party
42. Fuck Buttons – Tarot Sport
43. Current 93 – Aleph at Hallucinatory Mountain
44. Grizzly Bear – Veckatimest
45. Jah Wobble and the Chinese Dub Orchestra – Chinese Dub
46. LSD March – Under Milk Wood
47. O Degrau – O Fantasma da Light
48. Stela Campos – Mustang Bar
49. Sa-Ra Creative Partners – Nuclear Evolution: The Age of Love
50. Lulina – Cristalina

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Gabriel Werneck

Joker no ato

Joker no ato

Acabo de voltar de viagem com a mala cheia de discos. E um monte de coisa boa de dubstep. Separei três sons que vem de dois 12′ da Tectonic, de três dos melhores produtores do estilo hoje. O legal é que as faixas foram gravadas direto do vinil. Tudo bem que perde muito ao virar MP3, mas vibe é diferente. Abro o podcast com o enfent terrible Joker com seu som mais colorido e aberto para influências da house, depois toco os pioneiros Skream e Benga, que se aproxima muito do techno nessa faixa. São os horizontes do dubstep, que até por conta do baixo forte sempre carrega uma certa claustrofobia, se alargando

1. Untitled_RSN – Joker
2. Trapped in a Dark Bubble – Skream
3. Technocal – Benga

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