Poucas pessoas têm a mesma disposição que eu para ouvir de composição moderna ao hypezinho indie do momento. Cantor do lendário 3 Hombres e jornalista cultural, Daniel Benevides (@the_benevides) é uma esponja. Tem uma curiosidade gigantesca, uma disposição para ir atrás de coisas diferentes, mas não é xiita. Como compartilhamos um pouco esse espírito mais aventureiro, Daniel é a dupla ideal para a lista de fim de ano do Discofonia. Quando começamos a conversar sobre os melhores discos do ano, cada um tinha ouvido um monte de coisas bacanas. Juntamos as listas, ouvimos boa parte das indicações do outro e conseguimos chegar a um acordo sobre os 100 discos do ano, num arco que vai de música de coral a noise, de artistas independentes aos de grandes gravadoras, discos para a cabeça, para o pé, ou pra botar o mundo de ponta-cabeça.
Só para não fugir da brincadeira, os melhores 25 discos aparecem organizados como uma lista tradicional: um top 25 clássico. Depois disso, essa matemática começa a ficar fraudulenta demais, então agrupamos alguns artistas em listas menores. Cada lista vai virar um podcast.

1. Joanna Newsom – Have One on Me

2. Gil Scott-Heron – I’m New Here

3. Wyatt, Atzmon, Stephen – …For the Ghosts Within

4. LCD Soundsystem – This is Happening

5. M.Takara 3 – Sobre Todas e Qualquer Coisa

6. Oneohtrix Point Never – Returnal

7. The Roots – How I Got Over

8. The Books – The Way Out

9. Autechre – Oversteps

10. Philip Jeck – An Ark for the Listener

11. Emeralds – Does it Look Like I’m Here?

12. Emicida – Emicídio

13. Swans – My Father Will Guide Me Up a Rope to the Sky

14. Flying Lotus – Cosmograma

15. Black Keys – Brothers

16. Konono no 1 – Assume Crash Position

17. Antony and the Johnsons - Swanlights

18. Victoire – Cathedral City

19. Caribou – Swim

20. Michael Formanek Quartet – The Rub and Spare Change

21. Karina Buhr – Eu Menti pra Você

22. The National – High Violet

23. Satanique Samba Trio – Bad Trip Simulator #2

24. Big Boi – Sir Lucious Left Foot

25.Omaar Souleyman – Jazeera Nights
Acústicos e transtornados
Divino, maravilhoso
Esta noite se improvisa
Jurassic 5
Parecem modernos
Reis da pedrada
Shake that money maker
Synths, bleeps and basses
[...] This post was mentioned on Twitter by estadao, Maurício Angelo, Raquel Cozer, Gabriela Miranda, Paula Cristina and others. Paula Cristina said: @pelvini, essa é pra você http://migre.me/37FWJ [...]
Uma lista de melhores discos de 2010 que não cita “Lady Killer”, do Cee Lo Green, não pode ser séria.
Alguém gosta de sse lixo citado acima não pode ser
sério.
Realmente faltou Cee Lo Green e seu famoso “Fuck You” tremendamente dançante.
Grande momento. Empire of The Sun, Arcade Fire, MGMT,Janelle Monae(na alta),Friendly Fires….Pavement. A lista se extenderia para 500.
Ah! seu moderador não poderia deixar: Feliz Natal!
Teve algum disco lançado em 2.010? Faz mais de 10 anos que
procuro comprar CDs mas não encontro nada que preste.
[...] aqui [...]
Parabens pela lista. Uma lista que nao tem o Cee Lo Green e
a lista mais seria do mundo itamar…
Faltou The Suburbs do Arcade Fire, certamente um dos
melhores do ano… Pode colocar no lugar do Emicida, que é um lixo
atômico…
Finalmente alguém não cai no clichê de dizer que o álbum mais chato do ano (o do Arcade Fire) foi o melhor…
responder este comentário denunciar abusoCADE OS GRANDES NOMES BRASILEIROS???
Atentar para revelação na Europa no seu melhor momento – Cibelle.Convidada para Fashion Week 2011 e Rock in Rio Tulipa Ruiz revelação.
responder este comentário denunciar abuso[...] você tem bom gosto e é curioso, veja os demais em
http://blogs.estadao.com.br/guilherme-werneck/os-100-melhores-discos-de-2010/
-21.938417 -50.513949 LikeBe the first to like this [...]
Estou baixando estes discos para ver se são bons mesmo. Não
conheço a maioria. A lista vale, no mínimo, como bom roteiro para
novidades.
lixo lixo lixo lixo lixo… CADE O HEAVY METAL?
Emicidio muito bom, ouso afirmar que é feita por um dos
Artistas mais genias da atualidade!!
Essas listas são sempre tão pessoais que os caras nem
deviam se dar ao trabalho de publicar, vale a título de
curiosidade, se bem que é tão óbvio o fato de que, quem quer que
seja que gastou um tempinho bolando a lista, tentou se mostrar cool
e descolado demais, devia ter o título “alguns albuns lançados em
2010 e que ninguém conhece, só eu porque sou o cara”. Mas para
citar alguns excelentes trabalhos lançados em 2010: 1) Memphis
Blues – Cyndi Lauper (indicado ao Grammy de 2011, na categoria
melhor album de blues). 2) Night Work – Scissor Sisters 3) Ordinary
Alien – Boy George Estes, na minha opinião foram os essenciais de
2010, tanto que investi meu suado dinheiro para compra-los, o da
Cyndi Lauper, aliás, foi o presente que dei a 16 amigos e parentes,
e todos adoraram! Por isso, fico com a minha lista!
@rogeriolauper
Boa noite! Uma curiosidade: Cadê o album “Memphis Blues” da
Cyndi Lauper, que foi eleito o melhor álbum de blues, de
2010?
Are you deaf? A lista é de quem? hahahaha Das gravadoras só
pode ser né? Destes todos ama meia duzia até pode ser, o resto. É o
resto. Yhanks for nothing
A chamada para essa lista, na home page do Estadão, é
enganosa: fala em “sem preconceito”. Os autores do rol, pelo
contrário, escancaram o quão distanciados se encontram do
mainstream, do pop, do gosto médio. Nunca vi um inventário mais
pretensioso, mais “out”, mais pedantemente rebuscado de afetação
pseudo-elitista, mais despropositado. Típico da arrogância
novo-riquista de quem se amaineta supostamente superior por
meramente ouvir o alternativismo oco. Nada do pop, nada da world
music, da cena eletrônica internacional, do jazz vanguardista ou
tradicional. Nada da MPB, nada do new rock (nem do old), zero do
erudito, coisa nenhuma do sertanejo. Nada que dois por cento dos
consumidores de música conheçam. 85% dos “artistas” não estarão
mais na estrada daqui a cinco anos, tampouco haviam ingressado nela
cinco anos atrás. É um catálogo ridículo elaborado por dois tontos,
desprovidos de senso comum e de qualquer autocrítica.
Triste.
Engraçado chamar de pretenciosa a lista, dizer que não tem nada de nada e não saber do que está falando. Se tem um problema nesta lista é ter pouco pop e muito jazz de vanguarda, rock moderninho, música eletrônica. E outra coisa,:é uma lista boa para conhecer coisas novas – que, imagino, seja o espírito de um blog que fala de cauda longa no título – não para ver o que todo mundo conhece. Pra isso existe lista da Rolling Stone, da Eldorado, o Grammy. Se defender de elitismo usando a ignorância e o mercado consumidor como argumento é, no míminomo, ser pouco esclarecido. Ah, e bem mais da metade desses artistas está na estrada há mais de 20 anos…
responder este comentário denunciar abusoCuidado! A censura corre solta aqui nesse “blog” do Estadão…só pode ser o próprio autor da “lista do melhores do ano” (kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk) ou algum amigo íntimo, para sair em defesa dessa lambança.
Essa lista é mais que furada.
Vem cá, como faz para mandar curriculum parra o Estadão? Eles estão precisando urgente de profissionais!!!
Grey Oceans é realmente divino!
Essa lista tem um lado elitista sim. A internet está cheia de listas populistas e populares, aqui a ideia do blog – e do podcast que está atrelado a ele – sempre foi mapear zonas menos olhadas, indicar novidades, sugerir caminhos para ouvir coisas menos usuais. Daqui a alguns dias, saem os podcasts com músicas da lista, aí acho que ela pode ficar mais palatável para quem tem espírito mais aventureiro.
Para quem está sentindo falta de uma indicação melhor do que existe na lista, uma legenda: Acústicos e transfornados tem artistas que podem ser classificados como indie rock, freak folk, rock; Divino, maravilhoso reúne os brasileiros; jazz e improv estão agrupados em Esta noite se improvisa; a música clássica moderna e a música experimental, sideral, está em Parecem modernos; Reis da pedrada tem o rock, indie ou não; black music, funk, R&B, hip-hop, reggae e soul aparecem em Shake that moneymaker e, para finalizar, os eletrônicos, com muito dubstep, um que de techno, house e os os sintetizadores analógicos do pop hipnagógico estão em Synths, bleeps and basses.
Os podcasts serão publicados, como sempre, no http://www.discofonia.com.br, mas aviso aqui quando estiverem no ar.
Nossa, tantos álbuns maravilhosos tem tantos álbuns maravilhosos lançados em 2010… Essa lista é típica daquelas pessoas que querem parecer “Cult”. Como já citaram, Memphis Blues da Cyndi Lauper, por exemplo, foi um dos álbuns de Blues mais bem visto em 2010, tanto é que foi o álbum de Blues mais vendido nos EUA em 2010 e indicado ao Grammy Awards (que realmente reconhece o “peso” do cantor).
Em qual unica e exclusiva categoria você avaliou sua listinha pessoal??cade Memphis blues da Cyndi Lauper, o melhor albúm do ano pela conceituada revista Billboard, na qual merece sim ser referência para quem entende de música.
O melhor dessas listas, sempre, é ler os comentários das pessoas.
Concordar e discordar é ótimo. Ainda mais sobre música. Imagina sentar com um amigo e ficar horas falando sobre música, defendendo opinião, aceitando sugestões, revendo as coisas.
Aproveito para incluir minhas opiniões de alguns que não apareceram:
- Laura Marling – I Speak Because I Can
- Janelle Monáe – The ArchAndroid
- Kanye West – My Beautifuk Dark Twisted Fantasy
- Thiago Pethit – Berlim, Texas
- Black Sheep – From The Black Pool of Genius
- Bigott – This is The Beginning of a Beautiful Friendship
O espírito é esse, Vinicius. Para mim, foi bem difícil deixar o Berlin, Texas de fora. Mas lista a dois tem sempre negociações. E o Kanye entrou.
responder este comentário denunciar abusoThiago Pethit melhor cantando em inglês. Será por influência de sua amiga a cantora Tiê, teve algumas influências no repertório?
responder este comentário denunciar abusoNeste ano, prendi-me a três albuns: “Hidden”, do These New
Puritans, “Grinderman 2″, do Grinderman, e “High Violet”, do The
National. Três excelentes trabalhos, apesar de suas
particularidades estilísticas, que certamente trouxeram um pouco de
vitalidade para nossas vidinhas de sempre. E, de fato, será muito
difícil encontrar album tão pretensioso e chato, tão cheio daquilo
que os americanos costumam chamar de “self-righteousness”, como o
“The Suburbs”, do Arcade Fire, uma banda que peca por levar-se
demasiado a sério. Modinha por modinha, fico com The National e
suas belas canções, como “Afraid of Everyone” e “Runaway”. De
resto, fica meus parabéns ao titular do blog pelo…blog!
A lista esta do cacete. Melhor do que a do site moderninho Pitchfork. Ja ouvi varios sons que nao conhecia, como por exemplo Cocorosie e Agnes Obel. OBRIGADO!!!!!
Adorei a lista. Um exercício de certificação de caminho escolhido. Pra não dizer que não conheço ninguém, sei quem são dois ou três da lista jurássica. Mas é uma lista de quem quer se mostrar cult, exclusivo, sofisticado intelectualmente. Alguém intelectualmente sofisticado de verdade só faz lista quando vai ao supermercado. Mas foi interessante ler isso, prova que estou num bom “caminho” musical: não compro um cd “novo” há mais de quatro anos. Minha última compra foram os quatro cds (com dvds) totalmente remasterizados do Jimmy Hendrix. Maravilhosos! E ouço a rádio Cultura FM todo o tempo que posso. Uma última idéia me ocorre: isolar o autor da lista e perguntar a ele sobre os 25 melhores cds. Duvido que ele saiba o nome de dez dos artistas e de seus respectivos trabalhos aqui listados.
Passe à ouvir Eldorado FM 92,9 você vai saber o que é intelecto eclético e sofisticado. Se não acompanhar tudo de novo todos os dias bóia na onda mesmo…..Feliz Natal!
responder este comentário denunciar abusoO The Roots (7) deveria merecidamente ser com John Legend – inovador com “Wake Up Everybody” ft. Melanie Fiona.
Quê!? Sem Crystal Castles? JABÁ!
Gosto de listas, mesmo que não concorde com as indicações, prq sempre me trazem coisas novas.
De qualquer maneira, ainda incluiria nessa:
Miranda Kassin e André Frateschi
Otto – Certa Manhã Acordei…
Moska – Muito
Markus Ribas – 4Loas
Adoro o do Otto, mas é de 2009. o Hits do Underground foi outro daqueles que ficaram por pouco na negociação. Fiz um podcast com o André neste ano: http://blogs.estadao.com.br/guilherme-werneck/hits-do-underground/
responder este comentário denunciar abusoVerdade Guilherme, Otto saiu no finalzinho de 2009 né? Quase aos 45 do segundo tempo! rs
responder este comentário denunciar abusoMe aquetei em querer novidades, Só ouço o velho metal e o
rock balada dos anos setenta. O Jazz pós bebop até Coltrane; do
Brasil, Bossa Nova. E toda Ópera que me chega em vídeo com legenda
em espanhol ou italiano e pronto. Saturei.
Blá blá blá … assim se resume sta lista
Parabéns ao autor da mesma por se dar ao trabalho de encher esta lista de Ítens tão universalmente vazios. Se vocês realmente escutam essas demagogias musicas do estilo “Oi eu sou diferentão e mais foda que o resto do mundo” parabéns pra vocês. Música para a cabeça, para os pés e principalmente para espantar qualquer um do seu lado.
De cara, vê-se que a lista tende a valorizar o novo,
extrapolar o consagrado e óbvio e, o que é mais interessante,
contemplar uma diversidade de gêneros, ao contrário do que acontece
nas listas de publicações especializadas em música que geralmente
se focam basicamente em rock (indie, hoje em dia) e pouco mencionam
artistas de estilos variados. Por isso tive uma positiva surpresa
ao ver Gil Scott-Heron entre os primeiros lugares da lista, algo
que não esperava de nenhuma outra. Claro, toda lista naturalmente
tem suas limitações. Entre elas, por exemplo, de amostragem, já que
não é possível que se ouça a todos os lançamentos do ano e a
seletividade que isso gera. Os próprios critérios de avaliação e
comparação dos álbuns, de outro lado, são discutíveis, não
absolutos ou cartesianos, ainda que avaliar música não seja somente
uma questão de preferência e que existam parâmetros definidos. Por
esses e outros motivos que listas não são constatações de fatos,
mas meras indicações ou referências para conhecermos algo, termos
uma visão geral das principais obras.
lista muito boa! principalmente até o # 20. o simples fato
de trazer a joanna newsom em 1º já me faz levá-la mais a sério do
que as de vários outros blogs, afinal a mulher está realmente
voando (décadas à frente e séculos atrás dos outros artistas
contemporâneos), embora eu goste mais de seus discos anteriores. o
disco do emicida também foi o meu nacional favorito do ano, embora
talvez colocaria um pouco mais pra baixo no contexto global. de
qualquer forma, valeu! vou imediatamente dar uma escutada nas
coisas que perdi. Jayme
Eu me indigno com algumas coisas que os que se “dizem”
entender de música conseguem selecionar, algumas “coisas” para
colocar entre os 100 melhores discos de 2010! Os 2 grandes
absurdos, de não estarem nessa lista, é o disco da eterna “Rainha
do Pop” Cyndi Lauper (pq a Madonna não é rainha coisa nenhuma, se
ela é rainha o que será da Cyndi que foi a inspiração completa da
madonna?) com o Memphis Blues (indicado ao Grammy de 2011, na
categoria de melhor album de blues? E cadê “Michael” do Rei do Pop?
Que sem dúvida estaria entre os 3 mais! … Meu Deus…
MA TU E BREGA MESMO, HEIN???
responder este comentário denunciar abusoquerido guilherme: estavam eu e minha amiga ana a navegar
aleatórios enquanto aguardavamos um novo procedimento na endoscopia
de um nosocomio e eis que nos deparamos com uma lista conjunta a
daniel benevides -aquele que nos remeteu as epocas de adolescentes
vidrados em lado B. agradecidos por mastigar por nós que não temos
tempo e tesao para garimpar novidades.
E o Arcade Fire? Cadê “The Suburbs” ?
Não dá pra negar que tem que entrar na Lista Marcelo Jeneci e Thiago Pethit, duas outras revelações junto com Tulipa e Leo Cavalcanti.
Marcelo Jeneci, Tulipa Ruiz, Thiago Petit e Léo Cavalcanti : este quarteto representa o que há de mais conservador, careta, tacanho e sem talento na música (argh!) brasileira. É o quarteto do bom mocismo reacionário procurando uma uma saída num beco sem saída : MPB is dead!
Quanto à lista : o país está tão dominado pelo jabá e outras práticas levianas que prefiro deixar para o leitor pensar como o cara chegou a esta lista ridícula.
Há por detrás desta gentinha ignorante – devidamente representada por esta lista ridícula – uma evidente intenção ( rárárá!!!) de assassinar o rock’n'roll por aqui. Mas aviso que tentar paralisar o rock’n'roll aqui ou no mundo é o mesmo que tentar segurar o vento com as mãos.
vou baixar o 1°. Se for ruim nem leio o resto…
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