Hoje fiz um texto no Link falando da minha relação com o iPad e por que razão o considero o gadget do ano.
Para essa matéria, tinha preparado um guia de 30 apps legais. Como no papel só couberam as cinco melhores, aproveito para republicar aqui a matéria, com as outras 25 recomendações de apps, que não estão em ordem de importância. São todas legais.
Bom, começo pela capa do Link:
Presente aberto
O iPad é o presente do ano. Até os detratores do tablet da Apple têm de se conformar com o fato de que nenhum outro aparelho chamou tanta atenção em 2010.
O iPad é perfeito? Está longe de ser. Por outro lado, não existe hoje no mercado nada comparável a ele. Nem as cópias chinesas, tampouco os primeiros modelos de tablet com o sistema operacional Android, do Google.
Os números dão conta de explicar a parte mais superficial do fenômeno do iPad. A Apple registrou 3,7 milhões de iPads vendidos nos primeiros três meses de mercado. Diferentes analistas especulam que as vendas em 2010 devem ficar numa larga margem que vai de 5 milhões a 8 milhões de unidades.
Contudo, para entender mais a fundo o por quê de tanto sucesso, é preciso levar em conta outros dois fatores. As virtudes do produto em si e a questão cultural que envolve ter um iPad.
No meu primeiro mês com o iPad, escrevi aqui para o Link (na edição de 10 de maio) que o considerava altamente viciante. Vício, por definição, é algo que se pode largar com certa força de vontade. Não cogito a possibilidade de não ter um iPad comigo, ele tornou-se peça indispensável em meu cotidiano.
Quem saiu de cena foi o notebook. É uma mudança de hábitos enorme, feita sem traumas.
Se antes eu assistia a um programa na TV com o notebook na mão, hoje faço o mesmo com o iPad, com a vantagem de ele não esquentar e de ser muito mais leve. Isso quando o próprio iPad não substitui a televisão.
Raramente assistia a filmes e séries e lia livros ou revistas diretamente no notebook. Todo dia, gasto algumas boas horas lendo e assistindo a vídeos no iPad. E a bateria aguenta bem, quase sempre acaba no segundo dia de uso.
No fim de semana, o notebook sempre ficou meio de canto, principalmente em viagens. O iPad, mesmo quando estou em lugares ermos e sem conexão à internet, está sempre à mão.
Pesquisa pessoal: desde que comprei o iPad, levei o notebook a apenas uma reunião (faço muitas durante a semana). Comprei somente um livro em papel (mais de 20 no iPad) e não pisei mais em uma banca para comprar revistas importadas – fora que, com o preço de uma Wired vendida no Brasil, compro a revista e mais outras três no iPad.
Pontos fracos
O iPad é ruim para escrever textos longos, mas isso é facilmente resolvido com um teclado Bluetooth.
O que não quer dizer que não haja muito para ser aprimorado. O ponto crítico é o backup, que demora horas quando há muitos apps baixados. Fora que não custava ter uma câmera – não para tirar fotos, mas para usar o Skype – e uma entrada USB.
O Bluetooth poderia ser menos policiado. Aliás, a polícia do software da Apple poderia largar de ser rígida e liberar conteúdo adulto.
Mas sou otimista em relação ao futuro. Pelo menos na parte técnica, a Apple deve ouvir os consumidores. E arrisco dizer que, depois do iPad, o seu próximo notebook será um tablet.
Truque permite comprar no iTunes
Como não dá para esperar que o nó górdio dos diretos autorais que emperra a entrada mais pesada da loja do iTunes no Brasil seja resolvido tão cedo, é preciso ter uma conta americana para aproveitar ao máximo o iPad.
Só assim dá para alugar filmes, comprar séries e longa metragens, músicas, livros, revistas e alguns aplicativos. Como o iPad é uma central de entretenimento pessoal, sem acesso ao que a Apple oferece de produtos culturais o uso do tablet fica sem graça.
Para criar uma conta americana sem um cartão de crédito emitido nos EUA, é preciso usar gift cards (cartões de presente) da Apple. Esses cartões são vendidos nas lojas da Apple, mas alguns sites disponibilizam o número do cartão por e-mail, cobrando um certo ágio pelo serviço. É o caso do BraziliaPilot.com, que, inclusive, aceita pagamento via Pay Pal, mais seguro do que dar diretamente o número do seu cartão de crédito.
Para usar o gift card é preciso ter uma conta americana. Você pode criá-la de maneira simples. Fazendo uma nova conta na Apple, sem informar o número do cartão de crédito e preenchendo o campo de endereço com um local que exista nos EUA.
Não deixe de fazer esse truque antes de sincronizar o iPad com o seu iTunes, pois se resolver trocar a sincronização do iPad com uma determinada conta, vai perder todos os aplicativos já baixados até então.
TOP 5 APPS
1. Flipboard
Transforma seus feeds de Twitter e Facebook em uma “revista social”. Grátis.
2. Wired
A revista entendeu bem rápido a graça de fazer uma revista multimídia no iPad. US$ 3,99 por edição.
3. Marvel Comics
O iPad parece ter sido criado para ler gibis, e os da Marvel são indispensáveis. O app é grátis, as revistas saem por US$ 1,99.
4. Kindle
O app do e-reader da Amazon é correto para ler, mas o que faz a diferença é o acervo da loja. Grátis.
5. Air Video
Faz streaming pela sua rede interna ou pela web dos vídeos que estão no seu computador para o iPad. US$ 2,99.
GAMES
É o jogo de corridas multiplayer mais realista pro iPad. Dá para jogar junto com o iPhone. US$ 9,99
Hockey de mesa, daqueles de área de brinquedos de shopping, para jogar sozinho ou com um amigo. Grátis.
Joginho viciante, primo do FarmVille para iPad, em que você maneja o dedo de Deus para popular e fazer mundos crescerem. Grátis.
O jogo é manjado: você tem de colocar a bolinha no buraco, evitando obstáculos. Mas é viciante no iPad. US$ 7,99
Outro jogo de iPhone que melhora no iPad, onde você ganha espaço para se defender do exército inimigo. US$ 2,99
Ok, esse jogo de aventura é um clone de Diablo, mas a diversão compensa a falta de imaginação. US$ 6,99
O passarinho voador que já é um clássico do iPhone fica mais legal numa tela grande. US$ 4,99
Jogo de estratégia que existia para iPhone melhora muito com o espaço de tela do iPad. US$ 12,99
Para quem sabe bem inglês, esse jogo clássico de palavras cruzadas no tabuleiro fica perfeito no tablet. US$4,99
Faça todos os aviões pousarem em segurança, se for capaz. Agora com modo multiplayer online. US$ 4.99
MÍDIA
A revista usa a mesma plataforma da Wired, mas entrega textos longos e brilhantes semanalmente. Grátis para baixar, 4,99 a edição.
Recém chegada ao iPad, a melhor revista semanal de economia não é inovadora, mas o conteúdo a faz essencial. App grátis, US$ 5,99 por edição.
Uma das primeiras revistas a chegar ao iPad, é uma das que melhor explora o visual. US$ 4,99 por edição
A tradicional revista feminina americana tem uma edição digital simpática, boa para as matérias de moda, sempre com complementos legais em vídeo. US$ 3,99 por edição
O jornal desenvolveu um aplicativo próprio, que mescla tempo real e material multimídia com uma edição das melhores histórias do dia. Trial grátis, em fevereiro ficará só para assinantes.
O jornal economic britânico tem um desenho inovador e traz o melhor equilíbrio entre web, papel e multimídia entre os jornais. Assinatura a partir de US$ 21,98 por mês
A app para iPhone que grava páginas da web para ler depois está mais bem acabada no iPad. US$ 4,99
Para quem gosta de fotos, essa app traz a imagem do dia do jornal britânico The Guardian, com dicas dos fotógrafos do jornal. Grátis.
A Wikipedia funciona bem no Safari, mas esse app deixa o acesso à enciclopédia mais organizado. A versão gratuita é suficiente.
Outro app matador para quem gosta de imagem. Explore pelo site de fotos Flickr, aproveitando ao máximo a tela do iPad. Grátis.
ÚTEIS E CURIOSAS
Uma ferramenta bacana de interação entre estudantes e professores, onde podem ser trocadas ideias, criados blogs e passadas notas. Grátis.
Para quem curte astronomia, mas não é fera no assunto, essa app cria seu planetário particular. Ganhou prêmio no Design Awards da Apple. US$ 4,99
Para perder horas a fio criando quadradinhos que disparam diferentes sons de acordo com a dispersão e interação das ondas sonoras. Grátis.
Para quem quer usar o iPad para escrever, Pages é a melhor solução de editor de texto. Se quiser escrever textos longos, compre também um teclado. US$ 9,99
App perfeita para ara desenhar, coletar imagens e, se você curtir design, organizar sua vida visual. A versão gratuita é bacana, mas a paga, de US$ 4,99, é mais legal.
Quer saber mais? Leia meu primeiro texto sobre o iPad.
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