
1. “Gamelan Collage” ? Cul de Sac & John Fahey ? The Epiphany of Glen Jones 2. “Standing in the Rain” ? Al Green ? Lay it Down 3. “Fool” ? Swans ? Public Castration Is a Good Idea 4. “Clara” ? Spring Heel Jack ? Songs & Themes 5. “Sight of the Wind” ? Robert Wyatt ? Soupsongs Live “Clara”, que apareceu hoje no shuffle feito na Redação, depois de uma reunião cancelada, é uma ótima oportunidade para falar de Songs and Themes, disco brilhante do duo Spring Heel Jack lançado neste ano pelo selo Thirsty Ear, um dos poucos que sigo cegamente. “Clara” está na parte das “canções” do disco. É uma jóia delicada Lenta, mas com uma dinâmica ótima. O trompete de Roy Campbell Jr vai na frente e a melodia é acentuada com liberdade pela bateria de Rupert Clervaux. “Clara” não poderia estar mais distante das primeiras gravações do Spring Heell Jack. A dupla surgiu como um dos nomes mais interessantes do drum’n'bass londrino no começo dos anos 90. O interessante é que, aos poucos, John Coxon e Ashley Wales foram diminuindo os beats e os bpms e passaram a viajar na improvisão. Neste Songs and Themes, a dupla toca com um time de improvisadores de jazz de primeira, Wales manejando samples e Coxon tocando guitarra, baixo, violino e glockenspiel. Para quem gosta de música mais livre, é imperdível. Download Clara

1. “Three Shades” – Nomo – Ghost Rock 2. “Out Bloddy Rageous” – Soft Machine – Third Remastered 3. “Winds of St. Anne” – Evangelista – Hello, Voyager 4. “Weird Fishez” – Amplive – Rainydayz Remixes 5. “Profanity Prayers” - Beck – Modern Guilt. Do shuffle de hoje aparece a faixa ‘Three Shades’, do segundo grande lançamento da banda americana Nomo, Ghost Rock, que chegou às lojas há pouco mais de uma mês. Quem ouve o Nomo sem prestar muita atenção pode jurar que é uma banda de afrobeat da Nigéria, da virada dos 70 para os 80. A diferença básica está justamente nos arranjos de metais, muito mais próximos do jazz do que da áfrica, apesar de toda a cozinha ter por base os ritmos que vem do outro lado do Atlântico. Essa fusão é a alma da banda formada dentro da universidade de Michigan por um estudante de jazz chamado Elliot Bergman. De todos os seus discos, Ghost Rock é o que traz um som mais coeso e arredendado. Ao ouvir algumas faixas é simplesmente impossível não sair sacolejando por aí. Ouça e tire suas próprias conclusões: Download “Three Shades” – Nomo

1. ?Printhead? ? The Fall ? Dragnet 2. ?All I Need? ? Al Green ? Lay it Down 3. ?All The Things You Could Be By Now If Sigmund Freud?s Wife Was Your Mother? ? Charles Mingus ? Charles Mingus 4. ?Spacer Woman From Mars? ? Johan Agebjorn ? Milky Disco 5. ?Smoke Signal? ? Matching Mole - Smoke Signals Agora que tudo vai bem com os servidores e dá para postar à vontade, volto com o Meia Hora de Shuffle, só para quem é voyeur de orelha. Hoje eu escolho uma faixa cujo título diz tudo: ‘todas as coisas que você poderia ser a essa altura se a mulher de Sigmund Freud fosse a sua mãe’. é uma quebradeira gravada originalmente para o disco Charles Mingus presents Charles Mingus, de 1960. Esta é uma gravação ao vivo que está no disco Charles Mingus, lançado mês passado pelo selo LRC ltd. e distribuido pela Ioda. O chato desses lançamentos comprados online, sem encarte, é não saber quem toca nesta gravação. Na original, a banda é compacta: Eric Dolphy (sax e clarone), Ted Curson (trompete) e Dannie Richmond (bateria). Um dia eu descubro quem quebra tudo no show… O que importa é que o som é matador, ouve aí… Download ‘All The Things You Could Be By Now If Sigmund Freud?s Wife Was Your Mother? ? Charles Mingus

1. ‘These Few Presidents’ – Why? – Alopecia 2. ‘Düsseldorf’ – Pole – Steigarten 3. ‘Okay, Let’s Talk About Magic’ – Fuck Buttons – Street Horrrsing 4. ‘Cold Son’ – Stephen Malkmus – Real Emotional Trash 5. ‘The Weight of a Rock’ – Marnie Stern – In Advance of the Broken Arm 6. ‘Merkkej

1.Talking to the Tree – Fred Frith Jauniaux – Hallellujah Anyway 2. Whipping the Horses’s Eyes – Calexico – Feast of the Wire 3. Em Tão Pouco Tempo Escureceu Tanto- Maria João e Mario Laguinha – Exploratory Music from Portugal 4. Oh So Sad – Andrew Bird – Music of Hair 5. Alagados – Maquinado – Maquinado 6. What’s Your Aim – Acid Reign – Project Blowed: 10th Anniversary 7. Got Plenty O’Nothin’ – Frank Sinatra – From the Vaults 8. E.B.O.L. – The Waterboys – Universal Hall Music of Hair é um dos discos mais diferentes e, por isso, mais interessantes de Andrew Bird. Isso se explica em parte por ser a estréia desse cantor, compositor e violinista americano. O disco é de 1996 e nesse começo de careira Bird estava mais próximo de uma fusão da música cigana com a tradição americana. ‘Oh so Sad’ é a música que fecha o disco, e, como está implícito no título, é de uma tristeza sem par. Se situa em algum ponto entre o jazz cigano de Django Reinheardt e o tango de Astor Piazzolla.
Download Oh So Sad, Andrew Bird
1.You Become Moonlight ? Pinkie Maclure ? Favourite 2. Passing ? Tom Cora ? It?s a Brand New Day 3. Horse Latitudes South ? Groundtruther – Latitude 4. My Oblivion ? Tindersticks ? Waiting for the Moon 5. Autobahn (Cumbia-Merengue) ? Señor Coconut y su Conjunto? El Baile Alemán 6. In the Bioburbs ? Passage ? The Forcefield Kids 7. Our Operators are Masturbating ? Dr. Octagon ? The Return of Dr. Octagon 8. The Gunfighter ? Harold Bud ? Lovely Thunder Coisas de shuffle… No dia em que a primeira notícia que eu vejo é a morte do primeiro baterista do Kraftwerk, sai no sorteio do iPod essa versão impagável de Autobahn, justamente do primeiro disco do Señor Coconut, El Baile Alemán – álbum só com versões latinas para músicas da banda alemã. Uwe Schmidt, o Señor Coconut. Essa versão de Autobahn em merengue resume bem o trabalho dele como Señor Coconut (ele usa milhões de outros nomes): é cheio de irreverência, mas ao mesmo tempo tem uma produção suoer cuidadosa. Ao vivo é demais. Mas o melhor show que vi dele não foi como Señor Coconut e sim com o projeto Flanger, ao lado de Burnt Friedman e do lendário baterista do Can Jaki Liebezeit. Hoje, fez todo sentido do mundo ouvir essa música e lembrar desses shows. Download ouça Autobahn

1. Click Clack (Live 1973) – Captain Beefheart – Grow Fins: Rarities 2. Suicidegirls ? Atmosphere ? Seven?s Travels 3. Let Your Love Grow featuring Apparat and Paul Saint Hilaire ? Modeselektor ? Happy Birthday! 4. Sobre a Liberdade ? Tom Zé ? No Jardim da Política 5. Africa ? Cedric Im Brooks & the Light of Saba – Cedric Im Brooks & the Light of Saba 6. What Do you Do for Money ? Charalambides ? Likeness 7. Gênio ? Lestics – Lestics Direto do oráculo sai uma trinca de artistas que fazem, cada um a seu modo, alguns dos discos mais legais da Alemanha hoje. Na faixa Let Your Love Grow, do álbum mais recente do produtor Modeselektor , ele convida Apparat e o cantor Paul Saint Hillaire para uma palinha. Raga Muffin is the business.
Ouve aí… Download Let Your Love Grow, Modeselektor

1. El Cristal – Juana Molina – Tres Cosas
2. Time of No Reply – Nick Drake – Made Love to Magic
3. The Dust Blows Forward N’ the Dust Blows Back – Captain Beefheart – Trout Mask Replica
4. The Lyre of Orpheus – Nick Cave – The Lyre of Orpheus
5. Bao– Jóhann Jóhannsson – Englabörn
6. Satrdust – MRK1 – Copyright Laws
7. Labalakely Dress – Animal Collective – Hollinndagain
8. A B-Boys Alpha – Cannibal Ox – The Cold Vein
Escolhi falar de Bao, de Jóhann Jóhannsson, porque Englabörn foi um dos discos que eu mais ouvi no fim do ano. É daqueles álbuns para ouvir sozinho, concentrado, de preferência à noite. Também por que ele é, com certeza, o mais obscuro dessa lista-oráculo de hoje. Cheguei até esse produtor e multi-instrumentista islandês por causa da cellista Hildur Gudnadóttir. Além do seu trabalho solo, Jóhannsson faz parte do coletivo de improvisação eletrônica Kitchen Motors, que reúne membros do Sigur Rós, do Múm e do Slowblow. Englabörn é seu primeiro disco solo, de 2002. No álbum, assim como nesta faixa Bao, ele parte de um quarteto de cordas, glockenspiel, teclados e eletrônica, para criar pequenas paisagens sonoras. O piano impressionista de Bao dá um pouco o tom melancólico desse disco, que tem como maior trunfo o uso da simplicidade para criar uma música de alta octanagem emocional.
Download Bao – Jóahann Jóahannsson
1. Writer?s Block ? Peter Bjorn and John ? Writer?s Block 2. Compassion ? Ornette Coleman ? Tomorrow Is the Question 3. Altar Boy ? Tom Waits ? Orphans: Brawlers, Bawlers & Bastards 4. JD ? Bardo Pond ? On the Ellipse 5. Cindy Eletronium ? Raymond Scott ? OHM: The Early Gurus of Electronic Music 6. Black Dawn ? Bill Laswell & Pete Namlook ? Psychonavigation ‘Altar boy’ está em Orphans: Brawlers, Bawlers & Bastards, coletânea fantástica de três discos, lançada em 2006 e que reúne uma séire de canções perdidas, gravações raras etc. O que me interessa em ‘Altar boy’, uma balada típica de Tom Waits, teatral, puxada pelo piano, é justamente a relação entre sagrado e profano, que está na história desse coroinha velho e arruinado que se funde com a mitologia de vagabundo tão cara ao Tom Waits, ou como ele coloca na letra: ‘He?s an ol’ altar boy/Lying out there in the street/He?s an ol’ alter boy/Bound up in leather and chains/ That?s why I?m feeling so blue/I’m an old altar boy/ What about you?’ Download Tom Waits – Altar Boy
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