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Guilherme Werneck

22.novembro.2010 14:03:37

Metal Machine Trio

Extrato para simples conferência: capturado toscamente no iPhone, o fim da papresentação do Metal Machine Trio (Lou Reed, Ulrich Kireger e Sarth Calhoun), no sábado, no Sesc Pinheiros. Para os iniciados em noise e improv, foi sensacional. Em alguns momentos, chegou  até a ser delicado, mas com aquele peso iconoclasta quase adolescente que me fez gostar ainda mais do Lou Reed por reler o passado em vez de apenas reproduzi-lo. Let it be…

Para não chover no molhado, aqui está  a matéria publicada hoje no Caderno 2, escrita pelo Jotabê Medeiros:

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10.novembro.2010 12:16:28

Live Dead

the_grateful_dead.jpg

Preciso confessar. No mais íntimo, ainda sou um deadhead, embora ouça pouco Grateful Dead no dia a dia. De vez em quando eu tenho de parar tudo e ouvir o American Beauty, mas essa é outra história.  A de hoje é que o show antológico do Grateful Dead no Fillmore West em agosto de 1968 está disponível para ouvir (e até para comprar) no Wolfgang’s Vault, site que tem a coleção de gravações dos dois Fillmore direto da mesa de mixagem. Deixo abaixo uma versão de “Dark Star”, para ouvir em streaming. Nesse show, a formação da banda é a seguinte:

Ron “Pigpen” McKernan – vocais, gaita, percussão
Jerry Garcia – guitarra, vocais
Bob Weir – guitarra, vocais
Phil Lesh – baixo, vocais
Tom Constanten – orgão
Bill Kruetzman – bateria
Mickey Hart – bateria, percussão

Listen to more Grateful Dead at Wolfgang’s Vault.


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Pois é, gostei dessa história de compartilhar minhas fotos ruins. Aqui um registro da participações no show de lançamento de Deus e o Diabo no Liquidificador, do Cérebro Eletrônico, que rolou no Studio SP na última sexta, dia 22. Tulipa Ruiz, Helinho, do Vanguart, Peri Pane, d’O Degrau e Trupe Chá de Boldo foram alguns dos convidados.

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O show do Hits do Underground, projeto do André Frateschi e da Miranda Kassin, estava bem vazio. Uma pena. Pelo menos a dupla não encanou com a platéia pequena e fez um show super quente.

Fiz um podcast para apresentar o disco Hits do Underground. Download Ouça aqui ou baixe no site www.discofonia.com.br

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“Cérebro eletrônico nenhum me dá socorro/ Em meu caminho inevitável para a morte”, cantava Gilberto Gil lá no fim dos anos 60, quando os computadores ainda davam medo, comandavam, mandavam e desmandavam com seus botões de ferro e olhos de vidro.

Corta para 2010. Cérebro Eletrônico, a banda, lança Deus e o Diabo no Liquidificador, mais um disco dessa turma inspirada por Gil que, com suas canções, oferece socorro no nosso caminho inevitável para a morte.

deus_diabo.jpgDeus e o Diabo é o terceiro disco do Cérebro, contando apenas os LPS, e é o mais roqueiro. No primeiro, Onda Híbrida Ressonante, havia um pé no rock eletrônico. Pareço Moderno, o segundo, mergulhava fundo na geléia geral brasileira. Era tropicalista no sentido de explorar diferentes formas e sonoridades, indo da MPB ao electro. Deus e o Diabo é menos eclético e mais guitarreiro. Fernando Maranho conseguiu trabalhar muito bem as guitarras e acerta o peso durante todo o disco. Elas têm pressão quando a música pede, mas também aparecem de forma direta e cristalina nas baladas.

Uma coisa que o Cérebro tem desde sempre é uma sacação especial em relação à melodia. Tatá Aeroplano é um grande melodista, justamente porque consegue criar linhas lindas, envolventes, sem exagerar no açúcar. Esse aspecto, digamos, dietético é um alívio para quem, como eu, não tem muita paciência com gordura, doçura e pirotecnia quando se trata de melodia.

E as guitarras seguem o mesmo padrão. Mesmo nos momentos mais leves, que pedem uma beleza mais sutil, como em Realejo em Dó , Sóbrio e Só e Cama, elas nunca soam óbvias, lacrimosas ou cafonas. Sóbrio e Só, por exemplo, lembrou-me imediatamente da guitarra de Johnny Marr, o melodista mais sensível e menos piegas que conheço. O melhor em relação às guitarras é que durante o disco todo elas não aparecem com aquele som comprimido e homogeneizante no mix. E havia espaço para isso. Basta pensar em O Fabuloso Destino do Chapeleiro Louco, um iê-iê-iê psicodélico cheio de fuzz, que poderia ser destruído por uma produção mais tradicionalmente roqueira.

Tatá fala de um universo muito particular no disco. É um romântico que tem lá seu lado mundano. Se o Tatá/narrador perde a decência, a noção, a razão e a moral com sua mulher e com o zelador em Decência, só sai da cama quando a amada disse que o ama em Cama. Se negocia de forma quase pudica um ménage a trois em Os Dados Estão Lançados, se entrega à dúvida lúcida em Sóbrio e Só.  Deus e o Diabo no Liquidificador é todo construído sobre essa oposição. O verso que serve de síntese para a ideia do disco é “Meu lado pervertido/ O outro santo adicto/ Minha filosofia não deu pé”, de Os Dados Estão Lançados.

Por mais que tenha um dos melhores letristas de hoje, desde o primeiro disco o que me atrai no Cérebro Eletrônico é como a banda dá forma às composições de Tatá Aeroplano. Em Deus e o Diabo a música é fundamental para espelhar esses paradoxos propostos nas letras. Um exemplo é a batida carnavalesca acelerada de Desestabelecerei, que no final da canção migra pra um hardcore e termina num batidão. Ou a onomatopaica Desquite, com seus chiliques embalados por um baião-roqueiro à la Tom Zé, com um interlúdio divertido como aqueles dos Mutantes da fase Ando Meio Desligado/Jardim Elétrico.

São esses elementos que fazem com que mesmo um disco aparentemente mais coeso do que Pareço Moderno se mostre absolutamente plural. A linha do rock brasileiro que sai da jovem guarda, passa pelo tropicalismo, pela psicodelia do começo dos anos 1970 e desemboca no pop rock dos anos 80 é dissecada sem alarde no disco. Não é só Deus e o Diabo que estão no liquidificador, é a própria história do rock brasileiro que é virada, mexida, triturada e entregue na forma de um grande disco.

P.S. 1: Hoje tem show de lançamento do Cérebro no Studio SP.

P.S. 2: Entrevistei o Tatá para uma matéria no Caderno 2 de Domingo passado clique na imagem abaixo para ver um PDF.

cerebro_C2.JPG

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Hoje rola a estréia da temporada da Bárbara Eugênia no StudioSP, dentro do projeto Cedo & Sentado, que tem a grande vantagem de ser de graça e mostrar ótimos shows. Bárbara é uma cantora carioca supertalentosa, que vi pela primeira vez cantando (super bem) músicas do Serge Gainsbourg com o Edgard Scandurra. E, nesta temporada no Studio, ela terá sempre convidados. Os de hoje são Guizado e Tatá Aeroplano, na semana que vem tem o Scandurra, depois vêm Otto e Junio Barreto. Passa lá.

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18.agosto.2008 12:06:55

Para poucos, mesmo

joao

Na última sexta, assisti ao show de João Gilberto no auditório Ibirapuera. Desnecessário dizer que foi sublime. João é gênio, e não me atrevo a falar um ‘a’ sobre ele. Me contento em ouvir sua música, sempre esperando mais uma canção ou um próximo show. Então o que faz o pai da bossa neste post? é o seguinte. Fui convidado para a apresentação por um amigo, aos 45 minutos do segundo tempo. Ele havia ganho o seu convite naquele dia mesmo: um de seus clientes estava na lista de amigos perdidos de João, publicada na coluna da Mônica Bergamo. óbvio que fiquei superfeliz com o convite, mas só por um lado. Circulando pelo saguão do auditório, encontrei muitos amigos e conhecidos. à exceção de um casal, todos haviam sido, como eu, convidados para o show (ou, para ser mais exato, descolado um convite). Aí me vem a dúvida: quanto dos ingressos para um dos shows mais requisitados do ano são realmente postos à venda para o público? Será que o sistema da Ticketmaster cai porque a procura é alucinante ou porque o número de ingressos colocados à venda é pífio e derrubar o sistema se mostra uma estratégia boa? Pode um show que usa renúncia fiscal para a sua captação de recursos ser tão exclusivo assim? é justo o show virar um privilégio para aqueles bem afortunados que são amigos do banco patrocinador? Um banco precisa mesmo deixar de pagar imposto para bancar um show do João Gilberto? Claro que a resposta para todas essas questões é um retumbante não. O mínimo de contrapartida, nesses casos, seria um show aberto, gratuito, para que o dinheiro que é no fim das contas público fosse utilizado não apenas para levar a cultura do Brasil a uma casta de privilegiados. Aposto que agora, com o show de Caetano Veloso e Roberto Carlos cantando Tom Jobim, a ladainha será a mesma.

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Não tenho indicado shows no blog, mas esse é diferente. Não dá para perder o projeto Nelson Mazica, do trompetista Rob Mazurek, do Chicago Underground, com o Guilherme Granado, do Hurtmold, hoje no Cedo & Sentado.

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manassas

Adoro shows obscuros, gravações semi-oficiais de bandas nem tão obscuras. Um dos sites mais legais que disponibilizam esses shows é o Concert Vault, fonte fiel do Discofonia desde que foi lançado há cerca de dois anos. O site traz só gravações de shows feitas diretamente da mesa de som pelo engenheiro Bill Graham, um cara que simplesmente estava em todos os shows bacanas da costa oeste dos Estados Unidos de 1965 até o fim dos anos 80. Nessa semana, o Concert Valt colocou no ar uma gravação sensacional de um show de 1973, em San Francisco,  da banda Manassas – sem dúvida, o projeto mais legal do Stephen Stills (aquele do Crosby, Stills and Nash). Clique aqui para ouvir o show em streaming.

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09.junho.2008 13:40:01

Nova do Radiohead

O nome é Super Collider, e o filme foi feito por um fã. Pelo menos o áudio é bom

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