
Olha só o mundo de hoje: o novo EP do Cérebro Eletrônico, distribuído por vários blogs, inclusive este Discofonia, foi retirado do 4Shared por conta de uma ação antipirataria. Até aí, parece tudo normal neste mundo de capa e espada. Mas o caso é que o arquivo foi colocado por lá pelos detentores dos direitos, ou seja a banda e o selo Phonobase, que dizem agora que “nós não concedemos à Associação Anti-Pirataria qualquer representatividade, ou seja, eles não podem agir em nosso nome, nem retirar o que quer que seja do ar sem nos consultar”.
Se você ainda não baixou este ótimo EP, aqui vai o link novo: http://www.4shared.com/file/75030521/d5d…
Em tempo: para mim, Pareço Moderno é o disco nacional do ano…

Nunca fui muito de metal, mas de vez em quando ouço coisas nas fronteiras do gênero que me parecem instigantes. Dessas bandas, as que eu gosto mesmo são OM e SunnO)), até por que se aproximam do metal de forma bastante oblíqua. Esse nem é o caso do disco do Jex Thoth, banda que ouvi hoje com algum prazer e um quê de nostalgia, muito por conta da combinação agridoce dos vocais e melodias com o peso da banda. Ela está aqui graças a meu amigo Jon, que me apresentou o site de Julian Cope. Uma vez por mês, o ex-líder da banda pós-punk de Liverpool The Teardrop Explodes, faz ótimas resenhas de um disco e, durante o mês, deixa esse disco para ser ouvido em streaming. Ouvir o Jex Thoth com o texto do Cope ou depois dele, é uma experiência muito interessante. Um site para visitar uma vez por mês.
Clique aqui para ouvir o Jex Thoth em streaming

Para mim, que cresci nos anos 80, ouvir o duo de Sheffield Cabaret Voltaire foi uma daquelas experiências que alargam horizontes. Ainda mais quando se é adolescente num Brasil insular, sem o acesso fantástico à informação que vem acelerando desde os anos 90. Mas o fato é que eram muitos ismos ligados a uma audição do Cabaret Voltaire naquela época em que ainda havia comunismo de verdade – embora a opção já não fosse mais tão tentadora.
A conexão industrial Sheffield-São Paulo não é muito difícil de fazer, e talvez por isso, durante muito tempo, a dupla foi das minhas preferidas de todas as bandas de proto-eletrônica, com suas colagens, errr, dadaístas. Mesmo assim, fazia muito tempo que eu não ouvia Cabaret Voltaire. Eles não lançavam nada há 15 anos. Mas em janeiro voltam com o disco Kora! Kora! Kora!, pela Shiva Records. Ouvi algumas músicas do novo disco no myspace do selo e lembrei direitinho por que eu gostava tanto deles… por conta uma combinação simples: bom-gosto e ousadia. Fácil, né?
Uma das coisas bacanas de hoje é que até a idéia de clip oficial parece coisa do século passado. Adam Bruneau (foto) já tocou com o Deerhunter como convidado, mas ele é um cara do seu tempo, toca, faz vídeo,coisas de artes plásticas> Mês pasado, ele fez dois vídeos bem legais para faixas do Microcastle, último disco do Deerhunter (que, aliás, é ótimo). Um você confere aqui em baixo, clicando no link do Vimeo. O outro, no blog do Adam. Vale a pena.
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